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Ergonomia

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  • 1.  Ergonomia: Saúde no trabalho- Saiba mais sobre a importância dessa relação para o seu dia-a-di- Qual o papel da Ergonomia para a saúde?- Homens, máquinas e controles- O Auxílio científico- Qual é a aplicabilidade da ergonomia- A falta e suas conseqüênciasSaiba mais sobre a importância dessa relação para o seu dia-a-diaConhecida comumente como estudo científico da relação entre o homem e seus ambientes de trabalho, a ergonomia tem alguns objetivos básicos que são: possibilitar o conforto ao indivíduo e proporcionar a prevenção de acidentes e do aparecimento de patologias específicas para determinado tipo de trabalho. Merece atenção especial uma boa parte dos problemas de postura que a grande maioria das pessoas adquire ao longo de suas vidas durante o trabalho, como por exemplo, os esforços repetitivos. Qual seria então a solução? O ideal seria que todos os móveis do escritório de sua casa e todo qualquer equipamento usado no nosso dia-a-dia passassem por estudo e adequação ergonômica, antes mesmo de serem adquiridos. São constantes os estudos feitos a respeito da relação do homem com o ambiente de trabalho, o conforto ou mesmo horas de descanso. Ambos são de grande importância, mas, poucas pessoas prestam atenção nestes detalhes. A ergonomia vem justamente estudar estas medidas de conforto, a fim de produzir um melhor rendimento no trabalho, prevenir acidentes e proporcionar uma maior satisfação do trabalhador.Qual o papel da Ergonomia para a saúde?A ergonomia se preocupa com as condições gerais de trabalho, tais como, a iluminação, os ruídos e a temperatura, que geralmente são conhecidas como agentes causadores de males na área de saúde física e mental, mas que o estudo procura traçar os caminhos para a correção. O seu objetivo é aumentar a eficiência humana, através de dados que permitam que se tomem decisões lógicas.O custo individual é minimizado através da ergonomia, que remove aspectos do trabalho, que a longo prazo, possam provocar ineficiências ou os mais variados tipos de incapacidades físicas.Nas condições em que a atividade do indivíduo envolve a operação de uma peça de equipamento, na maioria das vezes, ele passa a constituir, com este equipamento, um sistema fechado. Este visa apresentar muitas das características de auto-regulamentação (feedback). Como dentro de tal sistema é o indivíduo quem usualmente decide, torna-se necessário que ele seja incluído no estudo da eficiência do sistema. Para que a eficiência seja máxima é preciso que o sistema seja projetado como um todo, com o homem completando a máquina e esta completando o homem.Homens, máquinas e controlesA integração de homens e máquinas é constantemente estudada, para que seja completo o sistema, muitas máquinas são projetadas respeitando algumas informações que permitirão, ao usuário, uma maior integração.São estudadas as funções dos indivíduos, o sexo dos operadores e como será seu desempenho em relação às atividades laborias, ou seja o tamanho, a idade dos operadores e usuários de um determinado equipamento, a força com que esta máquina será usada no país onde é feita, ou no exterior.O estudo é feito pela média dos operadores. As máquinas tais como os guindastes, escavadeiras mecânicas e caminhões-ancinhos, liberaram o homem do trabalho físico e do emprego de ferramentas manuais. Em compensação apresentam problemas de outro tipo. A capacidade do homem de controlar os próprios movimentos deve ser transferida para os movimentos das peças da máquina, que são as rodas, os botões, as chaves, as alavancas ou manivelas. Assim sendo, elas têm que ser projetadas obedecendo às limitações e capacidades do operador, para que o sistema inteiro - homem e máquina - possa operar com eficiência máxima.O Auxílio científicoVárias disciplinas científicas e tecnológicas contribuem para a ergonomia. Da anatomia e fisiologia aprendemos sobre a estrutura e funcionamento do corpo humano. A antropometria fornece informações sobre as dimensões do corpo. A psicologia fisiológica trata do funcionamento do cérebro e do sistema nervoso. A psicologia experimental busca definir os parâmetros do comportamento humano.Outra que auxilia nos estudos ergonômicos é a medicina industrial que ajuda a definir as condições de trabalho que se apresentam como danosas à estrutura humana. Na física e, até certo ponto da engenharia virá o conhecimento das condições que o trabalhador terá que enfrentar. Nessas áreas se concentram os principais esforços de pesquisa cujos resultados, junto com o conhecimento acumulado, formam a base da ergonomia.Qual é a aplicabilidade da ergonomiaTodos os conhecimentos citados podem ser aplicados ao planejamento de processos e máquinas, a disposição especial dos locais de trabalho, aos métodos de trabalho, e ao controle do ambiente físico para se alcançar maior eficiência tanto dos homens como das máquinas. Para isso é necessário conhecer o sistema nervoso, o funcionamento e a capacidade do mecanismo central, a estrutura do corpo, dos ossos, das juntas, e os músculos que fornecem energia motivacional.No binômio homem-máquina, o problema não é apenas o ajustamento de um ao outro, mas sim a adaptação conjunta dos dois. A aplicação ideal da ergonomia considera o homem como parte integrante de um sistema, no qual o estágio inicial do projeto, as características do operador humano são levados em conta, juntamente com os componentes mecânicos. O homem é melhor para determinados fins, como na tomada de decisões e a máquina para outros, como aplicação de força.O ergonomista tem diante de si as seguintes tarefas. A primeira é estudar a ocupação, a fim de determinar o que o operador ou usuário de um determinado equipamento terá de fazer. Em um segundo momento ele deve considerar, como principal na relação com o homem, o que ele tem que ver e ouvir.A falta e suas conseqüênciasUma das causas da baixa produtividade pode ser o desconforto, que entre as suas várias causas está diretamente ligada à adequação do corpo frente a um determinado equipamento. A questão da iluminação, que além de poder causar danos à visão, contribui significativamente na baixa pessoal da capacidade de produção de uma pessoa, quer seja em um escritório, indústria, como até mesmo em ambientes de trabalho mais sofisticados. Além disso, os ruídos e mudanças de temperatura também influem negativamente neste processo.Com relação aos problemas de coluna, o ideal ainda é a prevenção, portanto buscar no ambiente de trabalho, a adequação de cadeiras e mesas seria o ideal para protegê-la. Mas, quando não for possível contar com um escritório mais adequado, procure sempre sentar em cadeiras com encosto reto e em casa, fuja dos sofás muito macios. Aparentemente confortáveis, eles são um convite para que você se jogue no assento de qualquer jeito. Mas o que fazer?Atualmente várias empresas já buscam a melhoria da qualidade do trabalho dos empregados e já estabelecem uma série de programas como forma de incentivar a saúde do trabalhador. Nas grandes capitais e áreas mais industrializadas, o empresariado, já consciente dos futuros problemas, está investindo neste programas, como também, em estudos sobre as vantagens da ergonomia para a melhoria da produção nas empresas. Se por um lado, o uso da ergonomia pode sugerir maior gasto, por outro representa uma economia para a empresa e como conseqüência, a melhoria da saúde do trabalhador e da sociedade.Copyright © 2007 Bibliomed, Inc.               <br />Organização do Trabalho<br />Pegado (1991) considera que a Ergonomia tem os seus objetivos centrados na humanização do trabalho e na melhoria da produtividade. As condições de trabalho incluem todos os fatores que possam influenciar na performance e satisfação dos trabalhadores na organização. Isso envolve o trabalho específico, o ambiente, a tarefa, a jornada de trabalho, o horário de trabalho, salários, além de outros fatores cruciais relacionados com a qualidade de vida no trabalho, tais como nutrição, nível de atividade física habitual e todas condições de saúde em geral.<br />O desempenho dos indivíduos dentro de uma organização está diretamente ligado à conformidade entre os seus valores pessoais e os valores da organização, ou seja, a cultura, e o clima organizacional. É evidente, também, que em função desta conformidade, o empregado passa a sentir-se como parceiro e participante do processo, resultando a sua conveniência dentro da organização não somente na satisfação das suas necessidades econômicas, mas também, na realização das suas necessidades de auto realização profissional dentro de um ambiente de trabalho bastante agradável.<br />Segundo a Norma Reguladora do Ministério do Trabalho relativa à Ergonomia - NR-17, a organização do trabalho deve ser adequada às características psicofisiológicas dos trabalhadores e à natureza do trabalho a ser executado. Para efeito desta NR, deve levar em consideração, no mínimo:<br />  as normas de produção;<br />  o modo operatório;<br />  a exigência de tempo;<br />  a determinação do conteúdo de tempo;<br />  o ritmo de trabalho; e<br />  o conteúdo das tarefas.<br />Iida (1993) define a Ergonomia como o estudo da adaptação do trabalho ao homem. Neste contexto o autor alerta para a importância de se considerar além das máquinas e equipamentos utilizados para transformar os materiais, também toda a situação em que ocorre o relacionamento entre o homem e o seu trabalho, ou seja, não apenas o ambiente físico, mas também os aspectos organizacionais de como esse trabalho é programado e controlado para produzir os resultados desejados.<br />Os serviços realizados na zona rural, via de regra, caracterizam-se por trabalho intensivo onde freqüentemente exige-se dos agricultores alta produtividade em tempo limitado, porém em condições inadequadas de trabalho, com problemas de ambiente, equipamentos e processos. Tais condições acabam levando à insatisfações, cansaços excessivos, queda de produtividade, problemas de saúde e acidentes de trabalho.<br />Produtividade e qualidade não se alcançam com treinamento puro e simples de pessoal mas andam de mão dadas com outros critérios ergonômicos, os quais têm como principal campo de ação a concepção de meios de trabalho adaptados às características fisiológicas e psicológicas do homem e de suas atividades (Odebrecht et al, 1993).<br />A pressão temporal da produção e a pouca flexibilidade do sistema, como problemas gerados pelas características do produto envolvendo perecibilidade e cuidados de manipulação (como é o caso da produção de leite), e a necessidade da produção ter que ajustar-se aos horários de entrega ou transbordo do produto ao laticínio, criam situações de tensão.<br />Para corrigir essa situação, diversas fazendas/empresas rurais estão buscando filosofias administrativas cujo foco são as necessidades dos agricultores, uma vez que a capacidade do trabalhador é o mais importante fator de produtividade levando-se em conta que a capacidade humana é fortemente afetada pelas normas de produção, projetos de produtos ou serviços, layout das instalações e projeto dos equipamentos.<br />Em relação aos recursos humanos, diversos autores (Duke e Sneed, 1989; Vyskocil-Czajkowski e Gilmore, 1992; Visocan et al, 1993; Hsieh et al, 1994), têm considerado as características do trabalho como um significante fator predisponente para a satisfação do trabalho e ao mesmo tempo capaz de reduzir as taxas de absenteísmo e turnover, aumentar a produtividade, melhorar a moral, a motivação e desempenho dos trabalhadores, ajudar no recrutamento, na base de conhecimento e técnicas de trabalho.<br />A análise ergonômica do trabalho, conduzida de maneira ampla e procurando observar o contexto organizacional e de trabalho, permite identificar e avaliar como as diversas condicionantes tecnológicas, econômicas, organizacionais e sociais afetam o trabalho dentro da empresa e conduz ao estabelecimento do quadro geral de necessidades da organização (Gontijo e Souza, 1993).<br />Soluções para o(s) problema(s)<br />Kazarian (1989) e Kotschevar (1985) têm escrito extensivamente sobre produtividade e ambos advertem que o melhor caminho para alcançar a produtividade é planejar áreas de trabalho de forma que os trabalhadores não tenham que alcançar objetos e se deslocar além de certos limites, pois se as limitações e capacidades do homem, forem respeitadas na sua atividade de trabalho, isso proporcionará uma performance mais criativa, mais inteligente e portanto mais eficiente.<br />Segundo Hotchkin (1979), vários experts têm advertido para uma melhor administração de pessoal, incluindo treinamento, maior motivação, estudos de tempo e movimento e simplificação do trabalho. Alguns consultores e projetistas de equipamentos recomendam melhor layout e equipamentos modernos para reduzir o trabalho.<br />Um aspecto interessante das questões discutidas aqui, é que a motivação de um trabalhador não depende unicamente do administrador, mas é um processo que vem de dentro e é afetado pelo ambiente de trabalho e estilo administrativo do administrador. Isso nos leva a pensar na relação entre produtividade e aspectos culturais.<br />1 LUX a 50.000 LUX.<br />Dicas de Iluminação do Local de Trabalho<br />Excesso de luz é um problema comum nas empresas e nos escritórios. Muita luz, no entanto, não significa luz adequada. Pelo contrário, pode atrapalhar e gerar uma sensação de desconforto.<br />O limite mínimo também deve ser observado. A iluminação da área de trabalho deve apresentar, no mínimo, 500 luxes, o que é fiscalizado pelo Ministério do Trabalho.<br />Além da iluminação geral, algumas atividades exigem uma iluminação mais pontual na mesa de trabalho (desklight).<br />O excesso da luz solar deve ser controlado com cortinas e persianas. Há uma tendência em se aproveitar a luz natural, sempre complementando-a com a iluminação artificial.<br />Ao longo do dia, as pessoas têm necessidades diferentes - normalmente decrescentes - de iluminação. Identificar essa variação pode ajudar no rendimento do trabalho.<br />Iluminação com cores diferentes torna o ambiente de trabalho menos monótono, causando uma sensação de bem-estar.<br />Também é possível utilizar recursos de iluminação em paredes, para torná-las mais aconchegantes.<br />O computador nunca deve receber a luz natural da janela diretamente na tela. O ofuscamento prejudica a concentração e a saúde.<br />Pesquisa feita nos Estados Unidos demonstrou que aqueles que ficavam perto de janelas tinham 23% menos queixa de dor nas costas, dor de cabeça e exaustão.<br />Remova lâmpadas onde há mais luz do que o necessário, mas certifique-se de manter uma iluminação boa em locais de trabalho para não prejudicar seu desempenho ou evitar acidentes (áreas com máquinas).<br />Realizando a limpeza de paredes, tetos e pisos e utilizar cores claras no ambiente de trabalho e estudo, melhoram a iluminação do local e você se sentirá mais confortável e disposto no seu local de trabalho.<br />Iluminação Pública<br />A iluminação pública nas cidades é uma atribuição das Prefeituras Municipais; entretanto, é bom que o fazendeiro tenha uma noção dos tipos de lâmpadas mais indicadas, pois a geração de energia, através das microcentrais hidrelétricas está ao seu alcance, desde que em sua propriedade passe um córrego com descarga ou desnível adequados à sua geração.<br />A Tabela abaixo foi transcrita do site da CEFET-SP e mostra os tipos de lâmpadas mais usadas no Brasil para uso na iluminação pública. A iluminância (representada por E e nas unidades de lúmens por watt), mostra claramente que a lâmpada à vapor de sódio, p.ex., apresenta uma eficiência cerca de dez (10) vezes superior à lâmpada incandescente.<br />ILUMINAÇÃO PÚBLICATIPO DE LÂMPAD ILUMINAÇÃO PÚBLICATIPO DE LÂMPADAE(lm/w)Incandescente10 - 15Halógenas15 - 25Mista20 - 35Vapor de mercúrio45 - 55Fluorescente tubular55 - 75Fluorescente compacta50 - 80Vapor metálico65 - 90Vapor de sódio80 - 140<br />Ruídos e Vibrações<br />A Poluição Sonora hoje é tratada como uma contaminação atmosférica através da energia (mecânica ou acústica). Tem reflexos em todo o organismo e não apenas no aparelho auditivo. Ruídos intensos e permanentes podem causar vários distúrbios, alterando significativamente o humor e a capacidade de concentração nas ações humanas. Provoca interferências no metabolismo de todo o organismo com riscos de distúrbios cardiovasculares, inclusive tornando a perda auditiva, quando induzida pelo ruído, irreversível.<br />As Normas Regulamentadoras (NR) brasileiras indicam como prejudicial o ruído de 85 dBA (decibéis, medidos na escala A do aparelho medidor da pressão sonora) para uma exposição máxima de 8 horas por dia de trabalho. Sabe-se que sons acima dos 65 dB podem contribuir para aumentar os casos de insônia, estresse, comportamento agressivo e irritabilidade, entre outros. Níveis superiores a 75 dB podem gerar problemas de surdez e provocar hipertensão arterial.<br />O Ministério do Trabalho dispõe de quatro Normas que, de alguma forma, tratam do problema do ruído e das vibrações:<br />  NR6 - Equipamento de Proteção Individual - EPI;<br />  NR7 - Prog. Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO;<br />  NR15 - Atividades e Operações Insalubres; e<br />  NR17 - Ergonomia (item 17.5.2).<br />Na zona rural os ruídos e as vibrações são mais intensamente sentidos nos casos de trabalhos com:<br />tratores;<br />motosserras;<br />ferramentas manuais; e<br />silos e armazéns.<br />Para se ter uma idéia, pesquisa feita na Universidade de Viçosa - MG com trator MF mod.265 4x2 TDA de 65 CV e 2000 rpm fabr.1987 tracionando arado com 3 discos de 26 pol. de diâm., produziu ruído variando de 94 a 98 dBA.<br />Postura Correta<br />Dentre os distúrbios dolorosos que afetam a humanidade, a dor lombar (lombalgia, dor nas costas ou dor na coluna) é a grande causadora de morbidade e incapacidade para o trabalho, só perdendo para a cefaléiaou dor de cabeça; e afeta mais os homens do que as mulheres.<br />Aos 30 anos de idade, inicia-se um processo de dessecação progressiva dos discos da coluna vertebral, que sofrem maior risco de rompimento e arrancamento, por perda de elasticidade e resistência. Hérnia de disco e "bico de papagaio" são doenças comuns da coluna lesada.<br />A postura no desenrrolar de tarefas pesadas é a principal causa de problemas de coluna, mais precisamente na hora de levantar, transportar e depositar cargas, ocasião em que os trabalhadores mantêm as pernas retas e "dobram" a coluna vertebral.<br />Pode ocorrer também outro movimento perigoso, o giro do tronco, quando a carga for pega ou depositada mais para o lado e não necessariamente à sua frente.<br />Quanto maior o peso da carga, maior será a pressão sobre cada vértebra (vide figura ao lado) e cada disco. Quanto mais distante do corpo, maior será a pressão. Cargas que representam o equivalente a apenas 10% do peso do corpo, já causam problema à coluna.<br />A postura correta do indivíduo ao trabalhar com o computador doméstico (posição da coluna, das pernas, a altura dos olhos, etc.) está esquematizada na figura ao lado. Quando as pernas e os pés não estão bem apoiados, por exemplo, podem ocorrer caimbras após um certo tempo de operação. O encosto da poltrona, também deve ser curvo e ajustar-se às costas, sempre que possível.<br />Quanto à posição de trabalho em pé ou sentado, diz a Norma número 17 do Ministério do Trabalho - MTE que: "sempre que o trabalho puder ser executado na posição sentada, o posto de trabalho deve ser planejado ou adaptado para esta posição."O trabalho em pé favorece a incidência do alargamento das veias das pernas (varizes) e causa edemas dos tecidos dos pés e das pernas.<br />A penosidade da posição em pé pode ser agravada se o agricultor tiver ainda que manter posturas inadequadas dos braços (acima do ombro, p.ex., como na colheita do cacau mostrada na foto ao lado), inclinação ou torção do tronco (como na colheita da laranja) ou de outras partes do corpo.<br />Assim, sempre que a atividade agrícola o permitir, a alternância de posturas (em pé-sentado-em pé) deve ser sempre buscada, pois permite que os músculos recebam seus nutrientes e não fiquem fatigados.<br />Transporte manual de cargas<br />O transporte manual de cargas é uma das formas de trabalho mais antigas e comuns, sendo responsável por um grande número de lesões e acidentes do trabalho. Estas lesões, em sua grande maioria, afetam a coluna vertebral, mas também podem causar outros males como, por exemplo, a hérnia escrotal.<br />A figura ao lado mostra a técnica correta para o levantamento de cargas(caixa, barra, saco, etc.). O joelho deve ficar adiantado em ângulo de 90 graus. Braços esticados entre as pernas. Dorso plano. Queixo não dirigido para baixo. Pernas distanciadas entre si lateralmente. Carga próxima ao eixo vertical do corpo. Tronco em mínima flexão.<br />Na figura da direita, a técnica indicada para a movimentação lateral de carga (no caso, um barril) é a seguinte: posição dos pés em ângulo de 90 graus, para evitar a torção do tronco. No outro croqui, em que o modelo carrega uma caixa, o porte da carga é feito com os braços retos (esticados), de modo a obter menor tensão nos músculos dos mesmos.<br />A movimentação manual de cargas é cara, ineficaz (o rendimento útil para operações de levantamento é da ordem de 8 a 10%), penosa (provoca fadiga intensa) e causa inúmeros acidentes. Portanto, sempre que possível, deve ser evitada ou minimizada.<br />A mecanização das atividades pode ser feita com o emprego de: polias, transportadores de correia, talhas empilhadeiras, carrinhos de transporte, elevadores, guindastes, pontes-rolantes, etc. A foto à esquerda mostra uma pilha de sacas sendo içadas por meio de cabos acionados por guindaste (que não aparece).<br />É claro que o uso desses equipamentos representa um custo de investimento, razão porque devem ser adquiridos e empregados apenas quando forem constantemente utilizados. A figura da direita apresenta uma esteira rolante ou transportador de correia, muito usado no manuseio de sacas e outros materiais.<br />Recomendações gerais para o transporte manual de cargas<br /> Evitar manejo de cargas não adequadas ao biotipo, à forma, tamanho e posição;<br /> Usar técnica adequada em função do tipo de carga;<br /> Procurar não se curvar; a coluna deve servir como suporte;<br /> Quando estiver com o peso, evite rir, espirrar ou tossir;<br /> Evitar movimentos de torção em torno do corpo;<br /> Manter a carga na posição mais próxima do eixo vertical do corpo;<br /> Procurar distribuir simetricamente a carga;<br /> Transportar a carga na posição ereta;<br /> Movimentar cargas por rolamento, sempre que possível;<br /> Posicionar os braços junto ao corpo;<br /> Usar sempre o peso do corpo, de forma a favorecer o manejo da carga;<br />Uso de ferramentas manuais<br />A Agropecuária, por suas características, é uma das maiores usuárias das ferramentas manuais, dentre todas as demais atividades profissionais. Além dessas ferramentas se constituirem numa das maiores causas de acidentes entre os agricultores (principalmente o facão), muitas vezes, a improvisação ou má qualidade de fabricação, contribuem para osriscos ergonômicos do seu emprego.<br />As ferramentas manuais devem estar adequadas ao agricultor, não somente ao trabalho. Aquelas que exigem a aplicação de esforço muscular excessivo (as que pesam entre 4 e 8 kg exigem muito dos músculos, se estão sujeitas à posição horizontal por mais de três minutos) e/ou posturas incômodas, podem ocasionar tensão na mão, braço e ombros, de forma acumulativa ou gradual.<br />Por outro lado, o desvio do punho em mais de 30 graus, afeta diretamente a quantidade de força transferida da mão para a ferramenta. Assim, o formatoe a seleção apropriada das ferramentas manuais, são fundamentais para se evitar os Transtornos por Trauma Cumulativo (TTC), bem como para aumentar a produtividade, a qualidade e a eficiência dos trabalhadores rurais. Os cabos das ferramentas que aparecem na figura ao lado, foram desenhados para evitar esse problema.<br />Por falar em cabos de ferramentas, os cabos demadeira envernizada, fornecem uma superfície de sustentação melhor do que os de metal ou plástico. Os cabos de borracha, podem se tornar pegajosos. Os cabos condutores de frio, reduzem a temperatura da mão e aumentam o risco de lesões cumulativas. Caso seja necessário um agarre ou aperto mais firme, o cabo deverá ser redondo, de forma que a força possa ser distribuída numa superfície maior. As ferramentas que não se adaptam aos canhotos ou apresentam dificuldades para alternar as mãos, também criam problemas.<br />Para evitar o esgotamento gradual dos músculos, a chamada carga estática (sustentar uma ferramenta ou manter dada postura) não deve exceder 10% da capacidade da força muscular máxima do trabalhador. Já as cargas dinâmicas (ex.: operar uma motosserra), que empregam grupos musculares maiores, não devem exceder 40% da capacidade máxima do indivíduo.<br />Posto de Trabalho<br />Toda atividade de trabalho está inserida numa dada área, num certo espaço. O ambiente físico ou posto de trabalho, pode favorecer ou dificultar a execução do mesmo. Seus componentes podem ser fonte de insatisfação, desconforto, sofrimento e doenças ou proporcionar a sensação de conforto (Mascia & Sznelwar, 1996). As fotos abaixo mostram trêspostos de trabalho comuns na zona rural brasileira.<br />ColheitaArmazémOrdenha<br />A Portaria número 3751 de 23/11/90 criou a Norma Regulamentadora NR-17 (Ergonomia) do Ministério do Trabalho - MTE, que obriga as empresas regidas pela Consolidação das Leis do Trabalho - CLT a realizar a Análise Ergonômica das Condições de Trabalho e a adequar as condições de trabalho a proporcionar conforto e segurança nas tarefas e atividades realizadas nos postos e ambientes de trabalho.<br />A Análise Ergonômica de que trata a Norma, diz respeito a 4 frentes:<br /> Levantamento, transporte e descarga individual de materiais;<br /> Mobiliário do posto de trabalho;<br /> Condições ambientais de trabalho; e<br /> Organização do trabalho.<br />1 - Carga Manual<br />Sempre que possível, o levantamento, o transporte e a descarga manual de objetos pesados devem ser evitados.<br />Para saber mais sobre este assunto, consulte o ítem relativo a HYPERLINK "http://www.ufrrj.br/institutos/it/de/acidentes/ergo2.htm" Transporte Manual de Cargas.<br />2 - Mobiliário<br />Todos os equipamentos que compõem um posto de trabalho devem ser adequados às características psicofisiológicas dos trabalhadores e à natureza do trabalho a ser executado. Adequados à natureza do trabalhosignifica que os equipamentos devem facilitar a execução da tarefa específica. No uso das máquinas agrícolas, por exemplo, uma série de exigências ergonômicas devem ser respeitadas.<br />Às vezes, uma simples cadeira ergonômica (como a da foto ao lado), pode fazer a diferença. A altura de uma bancada pode estar adequada a uma pessoa alta, mas não para outra, baixa. Produtos e postos de trabalho inadequados provocam tensões musculares, dores e fadiga. Ás vezes, podem levar a lesões irreversíveis. Na maioria dos casos, os problemas podem ser evitados com a melhoria dos postos de trabalho e dos equipamentos em uso no trabalho (Guimarães, 1998).<br />1419225-8445503 - Ambiente de Trabalho<br />Todos sabem que a atividade agrícola, muitas vezes, está sujeita a raios e trovoadas. A abordagem ambiental sob a ótica da Ergonomia, é centrada no ser humano e abrange tanto o critério da saúde quanto os de conforto e desempenho.<br />Assim, com relação ao posto de trabalho, principalmente nos ambientes cobertos (residência, galpão, escritório, fábrica, armazém, silo, etc.), devem ser observados os cuidados construtivos e operativos necessários para propiciar ao trabalhador: conforto térmico, acústico, luminosidade, instalações sanitárias e locais para dessedentação e descanso.<br />4 - Organização do Trabalho<br />A organização do trabalho define quem faz o que, como e em quanto tempo. É a divisão dos homens e das tarefas, principalmente nas empresas agropecuárias, vez que, quando o agricultor é o proprietário e trabalha a sua própria terra, é o dono do seu nariz e organiza o trabalho ao seu jeito, sem interferência da figura do patrão.<br />Na agricultura, como são menores as exigências de tempo (quando comparado com o trabalho nas cidades), os mais idosos conseguem permanecer na ativa, mesmo tendo atividade física geral bem mais intensa que na indústria.<br />Esforço Físico<br />As Normas relativas à Ergonomia (NR-17) podem ser lidas aqui ou no site do Ministério do Trabalho - MTE e compõem-se de seis tópicos:<br /> 17.1 - Visa adaptar o trabalho ao homem<br /> 17.2 - Levantamento, transporte e descarga de materiais<br /> 17.3 - Mobiliário dos postos de trabalho<br /> 17.4 - Equipamentos dos postos de trabalho<br /> 17.5 - Condições ambientais de trabalho e<br /> 17.6 - Organização do trabalho<br />O esforço físico despendido pelo agricultor no corte de árvores depende da ferramenta utilizada (machado ou motosserra), do seu posicionamento (no chão, como na foto ao lado, ou nos galhos como no caso das podas em cidades) e até das condições do terreno (seco ou pantanoso; plano ou inclinado).<br />O trabalho muscular exigido por esta atividade (de 4.000 a 5.000 Kcal/h), como citado na página de Trabalho sob o Sol, só é superado pelo dos atletas. Mesmo quando a atividade do corte de árvores é feita com o auxílio da motosserra, ela é considerada como de grande intensidade de esforço físico (ILO, 1968).<br />Transcrição do item 17.6.3 da Norma NR17 - Ergonomia. Nas atividades que exijam sobrecarga muscular estática ou dinâmica do pescoço, ombros, dorso e membros superiores e inferiores, e a partir da análise ergonômica do trabalho, deve ser observado o seguinte:a) para efeito de remuneração e vantagens de qualquer espécie deve levar em consideração as repercussões sobre a saúde dos trabalhadores;b) devem ser incluídas pausas para descanso;c) quando do retorno do trabalho, após qualquer tipo de afastamento igual ou superior a 15 (quinze) dias, a exigência de produção deverá permitir um retorno gradativo aos níveis de produção vigentes na época anterior ao afastamento.<br />APUD (1989) afirma que a frequência cardíaca é um dos melhores métodos para avaliar a carga de trabalho em ambientes quentes e o esforço extra para a dissipação do calor gerado pelo corpo.GRANDJEAN (1988) recomenda a frequência de 35 bpm (batimentos do coração por minuto), acima da frequência cardíaca em repouso, como um limite de atividade contínua para homens.<br />APUD sugere o limite de 40% da capacidade cardiovascular individual, como aceitável para o trabalho desenvolvido num turno de 8 horas. De modo geral, um período de descanso deve seguir os ciclos de trabalho e pausas curtas e frequentes são mais indicadas do que pausas longas em menor número (LAVILLE, 1977).<br />Batimentos do Coração<br />Da página de Sinais Vitais, reproduzimos a Tabela abaixo, que mostra os parâmetros que norteiam a pulsação normal num indivíduo adulto.<br />BATIMENTOS CARDÍACOS EM ADULTOS (No./min)NÚMEROINTERPRETAÇÃO60 a 80  Normal< 60  Lento (bradicardia)>100  Rápido (taquicardia)100 - 150  Emergência (acidentado)> 150  Procurar Médico rápido<br />Segundo consta do livro SOS - Cuidados Emergenciais. Barbieri,R.L., Ed.Rideel, 1a.ed., São Paulo, 2002 alguns fatores afetam a velocidade de pulsação normal. São eles:<br /> temperatura corporal: aumenta o número de bpm;<br /> hora do dia: demanhã é mais lenta; no final da tarde e à noite, mais rápida;<br /> idade: diminui da infância à meia idade e aumenta na idade avançada;<br /> sexo: as mulheres têm 5 a 10 bpm a mais que os homens;<br /> exercícios: os moderados, aumentam de 20 a 30 bpm (retornando após 2 min);<br /> estimulação simpática (dor, ansiedade, medo, raiva): provoca taquicardia;<br /> estimulação parassimpática (intoxicação, síncope, pressão intracraniana): bradicardia;<br /> demanda de oxigênio (febre alta, choque, hipoxia, anemia grave): taquicardia;<br /> arritmias cardíacas (pulso radial < pulso apical); e<br /> arritmias sinusais: nas crianças e adultos jovens, a bpm pode se elevar no pico da inspiração respiratória e diminuir na expiração.<br />Segundo o site  HYPERLINK "http://www.saudeemmovimento.com.br/conteudos/conteudo_frame.asp?cod_noticia=601" Saude em movimento:Freqüência Cardíaca de Repouso (FCR) é o número de batimentos cardíacos durante um minuto numa situação de repouso.Freqüência cardíaca Máxima (FCM) é a maior freqüência cardíaca atingida no teste. A freqüência cardíaca máxima é atingida quando percebemos que mesmo aumentando a carga de trabalho não existe um aumento da freqüência cardíaca. Não pode ser alterada com o treinamento físico. O único fator identificado que altera a FCM é a idade: é diminuída em 1 batimento a cada ano. Portanto um indivíduo que possui sua FCM de 200 bpm com vinte anos de idade deverá ter sua FCM 20 batimentos a menos quando estiver com 40 anos de idade, ou seja 180 bpm.<br />Tempo de Recuperação<br />Fernando Seixas procedeu a um estudo numa fazenda de Iguape-SP, em 1996/97, para a determinação do esforço físico de trabalhadores na colheita da caixeta. Nesse trabalho, para calcular o tempo de recuperação após um período de atividades braçais de corte dessa árvore, foi utilizada a fórmula de MURREL modificada para frequência cardíaca (APUD, 1989). A saber:S = 0,4 [(220 - idade) - FCR] + FCREx: S = 0,4 [(220 - 33) - 68] + 68 = 116 bpmT = W(b - S)/(b - FCR) onde:T = tempo de recuperação (min)W= tempo de trabalho (min)b = taxa de pulsação média no trabalho (bpm)S = nível de taxa de pulsação adotada como limite (bpm equiv. aos 40%)FCR = frequência cardíaca em repouso (bpm)Ex: T = [55 (132 - 116)] / (132 - 68) = 14 minExplicação: um homem com 33 anos de idade e 68 bpm em repouso, trabalhando no corte de árvore durante 55 min (atingindo 132 bpm nessa operação), deve descansar durante 14 minutos.Para outros cálculos da frequência cardíaca, consulte a página daCooperativa do Fitness - CDOF.<br />Movimentos Repetitivos<br />A história do trabalho repetitivo é tão longa quanto a do próprio trabalho, visto que na agricultura primitiva e no comércio antigo, já existiam tarefas altamente repetitivas. Já em 1713, Ramazzini (apud Kroemer, 1995) atribuiu as L.E.R.s aos movimentos repetitivos das mãos, às posturas corporais contraídas e ao excessivo estresse mental.<br />Segundo o Instituto Nacional do Seguro Social - INSS (1993), a principal conseqüência da L.E.R. é a perda da capacidade de realizar movimentos, o que interfere diretamente sobre a condição social e psicológica do indivíduo. Isso se verifica quando a lesão impede temporária ou permanentemente o homem de realizar trabalho, já que este ato passa a ser um elemento de degradação física e emocional.<br />A literatura mostra que 61,4% dos pacientes com L.E.R. desenvolvem incapacidade parcial permanente, enquanto que 38,6% apresentam incapacidade temporária (Hoefel, 1995). Prieto et al (1995) também cita a mudança de humor, a irritabilidade, a insônia e o nervosismo, os quais são conseqüências da dor, como fatores que refletem diretamente na vida familiar do portador de L.E.R. Couto (1997), também afirma que a relação custo x benefício de uma empresa sofre déficit, acarretados desde a perda com funcionários afastados devido à L.E.R., até aspectos mais complexos de comprometimento do resultado financeiro da organização.<br />Dissertação apresentada na Univ.de São Carlos-SP, mostra o papel das atividades ou dos movimentos repetitivos no desenvolvimento ou exacerbação de neuropatias compressivas ou distúrbios não específicos das extremidades, vem sendo relatados por aproximadamente dois séculos atrás. Em 1891, Fritz De Quervain associou a tenossinovite do polegar à atividade de lavar roupas e denominou essa patologia como "entorse das lavadeiras"(Assunção, 1995).<br />O que é a L.E.R. ?<br />L.E.R. = Lesões por Esforços Repetitivos. Browne et al (apud Assunção, 1995) definiram esta terminologia como: "doenças músculo-tendinosas dos membros superiores, ombros e pescoço, causadas pela sobrecarga de um grupo muscular particular, devido ao uso repetitivo ou pela manutenção de posturas contraídas, que resultem em dor, fadiga e declínio no desempenho profissional". Já nos Estados Unidos, utiliza-se com freqüência os termos "Cumulative Trauma Disorders" (CTD) e "Repetitive Trauma Disorders" (RTD) e são denominadas como "lesões do tecido mole devidas a movimentos e esforços repetitivos do corpo" (Armstrong, 1986).<br />Alguns autores contestam essa nomenclatura e Couto (1996), afirma que L.E.R. é um termo superado, usado apenas pela Austrália e Brasil. O mais correto seria"Síndrome Dolorosa nos Membros Superiores de Origem Ocupacional", pois esta é uma denominação que segue uma construção mais específica da doença.<br />O Japão um dos primeiros países a dar a devida importância e reconhecer as Lesões por Esforços Repetitivos (L.E.R.) como um distúrbio músculo-esquelético decorrente do trabalho e de origem multicausal, já na década de 60. Este interesse surgiu em virtude da alta incidência de distúrbios cérvicobraquiais em perfuradores de cartão, operadores de caixa registradora e datilógrafos. No intuito de estudar esse problema, criou-se então, o Comitê da Associação Japonesa de Saúde Ocupacional (ibidem).<br />No Brasil, até a década de 80, a L.E.R. era conhecida como "doença dos digitadores", devido aos primeiros casos detenossinovite terem sido diagnosticados em digitadores (Sato et al, 1993). Em virtude do acometimento de outras categorias profissionais, hoje a L.E.R. já é considerada um problema de saúde pública. Desta forma, não somente os digitadores são considerados categorias profissionais com risco de desenvolver a doença, como também as formas clínicas da L.E.R. abrangem mais patologias do que apenas a tenossinovite.<br />As L.E.R.s são consideradas como acidente de trabalho, pois de acordo com o §2º, art. 132 do Decreto Nº2.172 de 05/06/97, "constatando-se que a doença resultou de condições especiais em que o trabalho é executado e com ele se relaciona diretamente, a previdência social deve equipará-la a acidente de trabalho". Neste contexto, a empresa ou órgão competente, ficam obrigados a emitir a CAT (comunicação de acidente de trabalho), quando da ocorrência do acidente de trabalho, no caso, as L.E.R.s, conforme art. 134 do Decreto Nº2.172 de 05/06/97 (DOU, 06/03/97).<br />Sorock & Courtney (1996) consideram que os fatores de trabalho como: excessiva exposição a movimentos repetitivos por demanda da tarefa; posturas incorretas; emprego de força; baixa temperatura; vibração e fatores psicossociais como o estresse, estão intimamente relacionados aos distúrbios músculo-esqueléticos em grupos ocupacionais expostos a essas situações de trabalho.<br />Upfal (1994) também considera que os fatores de risco para o aparecimento da L.E.R. incluem movimentos repetitivos (repetição de tarefas por muitas horas), movimentos fortes (como agarrar ou apertar), posturas estressantes (desvio lateral do punho, extensão do pescoço), impacto mecânico de tecidos moles (bordos de ferramentas que pressionam a palma da mão), vibração e ocasionalmente, baixas temperaturas. Attaran (1996) afirma ainda que a L.E.R. é causada por ambientes de trabalho pobremente projetados que não contemplam uma relação harmônica entre homem e trabalho.<br />De acordo com Higgs & Mackinnon (1995) a manutenção deposturas anormais são as principais causas de L.E.R. por provocarem desequilíbrio muscular e compressão dos nervos. Relatam que se certos grupos musculares são subutilizados, há indicação de que outros estão sofrendo de sobreuso, sendo que esta situação leva a um ciclo vicioso postural e do equilíbrio muscular. Certas posições também aumentam a pressão ao redor do nervo ou o distendem, podendo levar a uma condição crônica de compressão.<br />Guidotti (1992) lista os tipos de L.E.R. mais comumente encontrados: no pescoço refere-se à síndrome tensional do pescoço e à síndrome cervical; nos ombros cita a síndrome do desfiladeiro torácico, a tendinite biciptal, a tendinite do supraespinhoso, a capsulite adesiva e a síndrome acrômio-clavicular; e no cotovelo, punho e mão cita a epicondilite, a tenossinovite de De Quervain, a síndrome do túnel do carpo e a compressão do nervo ulnar.<br />Oliveira (1991) afirma que o quadro sintomatológico da L.E.R. é muitas vezes complexo e de difícil identificação, pois o paciente pode não apresentar nenhum sinal físico inicialmente, mas suas queixas são persistentes e sempre relacionadas com a massa muscular envolvida em tensão estática, em decorrência de posição forçada ou viciosa ou mais utilizada no exercício da função. Em vista disso, Guidotti (1992) conclui que o diagnóstico da L.E.R. é sugerido por dor músculo-esquelética persistente e recorrente dentro de seis semanas, sem causa traumática imediata e influenciada por situação de trabalho. O próprio INSS (1993), expõe que a caracterização da L.E.R. não depende de dados laboratorias, mas apenas da correlação entre a lesão e o exercício do trabalho.<br />No Brasil, apesar de haver um guia para o reconhecimento da incapacidade provocada pela L.E.R. (INSS, 1993), é difícil estipular verdadeiramente em que grau de comprometimento encontra-se o doente, visto que a problemática relacionada ao diagnóstico é complexa e envolve a credibilidade em dados peculiares e intrínsecos do próprio paciente.<br />Um agravante é que sendo a dor a principal queixa, e o paradigma do diagnóstico ser baseado quase que unicamente em dados objetivos que possibilitem a visualização da lesão, este torna-se mais complicado ainda em virtude de não haver exames que meçam a dor objetivamente e tornem visível este sintoma. Sendo assim, o diagnóstico baseado não apenas em esquemas visuais, mas também na análise do trabalho, na própria queixa do trabalhador e no bom senso médico é vital para o diagnóstico precoce e para evitar o agravamento da lesão.<br />Outro aspecto relevante é que muitos trabalhadores não têm acesso às informações sobre as conseqüências do trabalho repetitivo para a saúde, sendo assim, desconhecem a origem da dor, retardando a ajuda médica. Isso pode trazer conseqüências negativas para o tratamento da L.E.R., pois as microlesões continuadas tornam o grupo muscular susceptível a novas lesões, o que dá oportunidade ao quadro clínico de assumir um caráter extremamente recidivante e invalidante.<br />De acordo com Higgs & Mackinnon (1995), apesar de quase duas décadas de estudos, a L.E.R., continua sendo o maior e o mais freqüente problema das extremidades superiores relativo ao trabalho.<br />Causas da Doença<br />Em revisão mais recente, Pereira & Lech (1997), baseados nos fatores biomecânicos, organizacionais e psicossociais, listam as variáveis contributivas mais importantes na origem da L.E.R., a saber:<br />Força<br />Repetitividade<br />Posturas viciosas dos membros superiores: principalmente as de contração muscular constante.<br />Compressão mecânica dos nervos por posturas ou mobiliário.<br />Vibração: pode gerar microtraumas.<br />Frio: pela vasoconstrição que pode levar à déficit circulatório.<br />Sexo: maior incidência em mulheres.<br />Posturas estáticas do corpo durante o trabalho: durante a contração estática o suprimento sangüíneo para o músculo fica prejudicado, podendo favorecer a produção de ácido láctico que é capaz de estimular os receptores da dor, desencadeando-a, mantendo-a ou agravando-a.<br />Tensão no trabalho: exigências de produtividade e de ritmo de trabalho podem aumentar a tensão muscular, prejudicando a nutrição sangüínea dos músculos com possibilidade de ocorrência de dor muscular, fadiga e predisposição à L.E.R.<br />Desprazer: o sentir prazer desencadeia a liberação de endorfina (analgésico interno), devido a isso, pessoas insatisfeitas no trabalho podem ter maior tendência a sentir dor do que as que trabalham prazerosamente.<br />Traumatismos anteriores predispõem o indivíduo à L.E.R. e são fatores importantes na sua incidência.<br />Atividades anteriores: pelo fato da L.E.R. ser causada por traumas cumulativos é necessário a análise da atividade exercida anteriormente e<br />Perfil psicológico: as pessoas de personalidades tensas, as negativistas e as que não toleram trabalho repetitivo são mais predispostas a L.E.R.<br />Entretanto, quanto ao estabelecimento da atividade causal da lesão, diversos autores (Armstrong,1986; Upfal, 1994; Assunção, 1995; Higgs & Mackinnon, 1995; Attaran, 1996) relatam que há uma íntima relação dos distúrbios de origem ocupacional que atingem as extremidades (L.E.R.) com a inadequação do trabalho ao ser humano que trabalha. Essa questão se fortalece se levarmos em conta que o homem passa quase três/quartos de sua vida trabalhando, e que as exigências da produtividade somam-se a muitas condições de trabalho desfavoráveis.<br />O caso do corte da cana<br />Em relação à incidência por grupos de pessoas, estudos realizados por Sato et al (1993), mostram a ocorrência de maior acometimento de L.E.R. nas mulheres; trabalhadores em idade produtiva entre 18 e 25 anos; em atividades do setor bancário, prestação de serviços, bem como de metalurgia. Mas também ocorrem na agricultura. Relatamos abaixo, como exemplo, o caso do corte manual da cana-de-açúcar.<br />O desenvolvimento da L.E.R. em algumas categorias profissionais tem relação com os estudos científicos de Armstrong (apud Oliveira, 1991), o qual demonstrou que o risco de tendinite de mãos e punhos em pessoas que executam tarefas altamente repetitivas e forçadas é 29 vezes maior do que em pessoas que executam tarefas lentas, pouco repetitivas e forçadas.<br />A postura corporal do cortador de cana é de constante flexão de tronco, e intensa utilização da musculatura dos braços e punho. A contração abrupta e desordenada das grandes massas musculares podem originar forças de grandes intensidades que causam lesões nas estruturas do corpo, levando ao aparecimento de dores e conseqüentemente inflamações que levam o funcionário a adoecer (Procana.com).<br />O conjunto de medidas como o uso dos equipamentos de proteção, alimentação no campo, alojamentos em condições favoráveis, higiene, participação dos resultados e ginástica laboral fazem do cortador de cana um funcionário motivado para desenvolver sua função, com isso melhorando a qualidade da mão de obra e do produto.<br />Tratamento da L.E.R.<br />A conduta de tratamento da L.E.R. depende do estágio da doença, e quanto mais cedo for feito o diagnóstico e a intervenção, menos invasivo será o tratamento. Hoefel (1995) ressalta que essa doença é preocupante pois o tratamento dificilmente tem resultado após a sua cronicidade, que ocorre pelas recidivas dos episódios de retorno ao trabalho do empregado, o qual se expõe novamente aos mesmos riscos ocupacionais que a determinaram.<br />O objetivo fundamental do plano de tratamento é eliminar ou minimizar a intensidade dos fatores físicos que causaram ou agravam a L.E.R., pois uma vez eliminados, dão lugar ao processo natural de recuperação do organismo. Este, freqüentemente, requer longo período, durante o qual deve haver restrições à atividade normal. Geralmente o tratamento envolve uma combinação de métodos conservadores, como medicamentos e terapia física. Quando estes métodos não apresentam resultados positivos, a conduta provavelmente é cirúrgica (Higgs & Mackinnon, 1995).<br />Inicialmente, qualquer que seja o método, este requer a educação do doente quanto às posturas a serem adotadas tanto nas atividades de trabalho como nas de não-trabalho. Esta proposta surge na tentativa de evitar maiores danos e diminuir os já instalados. A restrição de m ovimentos e o repouso da região afetada são critérios importantes que devem ser obedecidos, pois trata-se da primeira e talvez da mais importante conduta para o portador de L.E.R. A imobilização, quando necessária, é feita através do uso de splints ou talas que mantém as articulações em posição neutra, minimizando desse modo, o estresse local e prevenindo traumas adicionais.<br />Além da imobilização e repouso, pode-se também lançar mão do uso do calor e do gelo para alívio da dor; e da compressão e elevação para melhor drenar o edema local, quando este se fizer presente. Entretanto, podem ser utilizados outros métodos de tratamento fisioterápico, sendo que a finalidade sempre será de reduzir a dor, o edema e a inflamação, proporcionando assim uma situação em que se possa normalizar a força muscular e o retorno às atividades, quando possível. Quanto ao tratamento medicamentoso, este inclui a prescrição de drogas com potentes efeitos antiinflamatórios mas que, eventualmente, podem levar à irritação gástrica, o que pode restringir seu uso àqueles doentes que não têm problemas gástricos ou os têm em pequena proporção. Neste caso, é necessário o uso adicional de medicamentos antiácidos. Este método de tratamento é importante porque não reduz somente a dor, mas também reduz a inflamação (Upfal, 1994).<br />Assunção (1995) também recomenda o afastamento temporário do trabalho para o sucesso terapêutico e relata que o tratamento deve obedecer 5 fases de acordo com a sintomatologia da L.E.R.<br />Além dos métodos de tratamento citados, existe uma grande variedade de recursos alternativos para a L.E.R. como é o caso da yoga. Fildes (apud Assunção, 1995) ainda cita a naturopatia e o taichi, além da acupuntura, como terapias não convencionais que mostram-se úteis para o alívio da dor por curtos períodos. Especificamente quanto à acupuntura, este método proporciona resultados favoráveis no alívio da dor, e seu uso pode fazer parte do conjunto de medidas de tratamento. Além disso, técnicas de relaxamento e reeducação postural global estão sendo empregadas com sucesso (Luduvig, 1996).<br />Com relação a ginástica laboral, o principal objetivo é preparar o corpo para trabalhar, é prevenir o aparecimento de lesões músculo-ligamentares, diminuindo os acidentes de trabalho causados pelosmovimentos repetitivos e posturas inadequadas, diminuindo o absenteísmo e custos com atestados médicos, minimizando custos trabalhistas e melhorando a imagem da empresa no que se refere a qualidade de vida.<br />Para evitar a L.E.R., pois por sua natureza conduz a quadros agravantes, a conduta mais efetiva continua sendo a prevenção. Mudanças de natureza ergonômica, organizacional e comportamental podem reduzir ou eliminar a ação ofensiva, pois segundo Thompson & Phelps (1990), a prevenção diminui mais a incidência de L.E.R. do que o tratamento médico.<br />  <br />Sobrecarga de Trabalho<br />O termo sobrecarga de trabalho, na zona rural, pode ter um dos seguintes significados:1 - Mais de 8h/dia de trabalho ou mais de 40h/semana;2 - Uso abusivo de horas extras trabalhadas num só dia;3 - Emprego de criança(s) em trabalho(s) de adultos;4 - Rotina de viúvas pobres, com filhos, no semi-árido; e5 - Trabalho que ultrapassa os limites humanos.<br />Quando comparado à uma máquina, o homem pode ser substituído por um simples motor elétrico de 0,25 HP e a um custo muito menor. Contudo, o trabalho manual é parte importante das atividades agrícolas, como as que exigem o uso de ferramentas manuais e que máquina alguma pode substituir.<br />O trabalho seguro e prazeiroso nas atividades agrícolas, depende da compreensão dos limites humanos e da sua correta aplicação nas situações reais encontradas.<br />Limites Humanos<br />Via de regra, devemos estar atentos aos limites humanos quando se está executando qualquer trabalho, em especial aqueles que exigem mais esforço do que o normal. Esses limites podem ser classificados em três áreas:<br />  Físico;<br />  Fisiológico; e<br />  Mental e emocional.<br />Limites Físicos<br />Os limites físicos são aqueles ditados pelas características do indivíduo: sexo, altura, peso e biotipo. Caso uma dada tarefa exija que você ultrapasse esses limites, então, você precisa de ajuda. Essa ajuda pode ser uma escada, uma chave de fenda, uma carreta ou algo que aumente a sua capacidade física de realizar o trabalho. Não se angustie desnecessariamente e nem exceda os seus limites. No capítulo sobre  HYPERLINK "http://www.ufrrj.br/institutos/it/de/acidentes/trator.htm" tratoresdamos outros exemplos desses limites.<br />Limites Fisiológicos<br />Os limites fisiológicos são aqueles que se relacionam a: tonus muscular, aptidão física, descanso, efeitos de drogas, boa saúde e nutrição. Esses limites podem variar de dia para dia e de estação do ano para estação. Assim, a doença, a fadiga e a fome, p.ex., afetam os nossos limites durante uma rotina de trabalho. Devemos dar atenção aos sinais de aviso emitidos pelo próprio corpo e que podem, geralmente, preveni-lo da ultrapassagem dos seus limites fisiológicos.<br />Limites Mentais e Emocionais<br />Os limites mentais e emocionais são de predição mais difícil e, em geral, variam de dia para dia, dependendo do nível de estresse mental do indivíduo. Se uma pessoa tem a capacidade de entender uma tarefa, captar a informação e tomar decisões acertadas, deve também ser capaz de executar um bom trabalho com segurança. Considerando os aspectos mentais-emocionais, o trabalho mais seguro será aquele que permita ao trabalhador executá-lo de modo feliz, satisfeito e bem ajustado.<br />O estresse laboral, com seqüelas nocivas para o indivíduo, age sob a forma de moléstia, falta de saúde com alterações cardíacas e respiratórias, gastrite , úlcera, transtorno do sono, náuseas e com isso há desgaste do rendimento ou da qualidade de trabalho.<br />O Japão é o único país do mundo onde existe uma palavra para definir a "Morte por excesso de trabalho": KAROSHI. Sobre o significado do termo, KARO= excesso de trabalho e SHI = Morte. O KAROSHI (morte por sobrecarga de trabalho) é descrito na literatura sócio-médica como um quadro clínico extremo (ligado ao estresse ocupacional) com morte súbita por patologia coronária isquêmica ou cérebro vascular. KAROSHI é um acometimento fatal por sobre-esforço, sendo considerado uma doença relacionada ao trabalho e que freqüentemente está associada a longos períodos de horas trabalhadas.<br />O 1o caso registrado sobre KAROSHI deu-se em 1969, no Japão, quando da morte de um trabalhador de 29 anos, empregado da área de distribuição de jornais da maior empresa japonesa do ramo, por infarto. Na atualidade, anualmente, o Ministério do Trabalho Japonês tem indenizado entre 20 a 60 famílias/ano de trabalhadores que morrem pelo KAROSHI.<br />Na metade da década de 70 o termo Burnout, que no sentido literal significa "estar esgotado" ou "estar queimando", caracteriza indivíduos com profissões de apoio, e de prestação de serviços aos semelhantes. As pessoas em estado extremo de estresse sentem fadiga (resultante da sobrecarga de trabalho); insatisfação (resultante da comparação com a situação vivenciada e seus anseios); frustração (resultante de um teor impróprio em relação às competências e às necessidades do indivíduo); angústia (resultante do conflito da contradição entre os impulsos das pressões e dos desejos); medo (caracterizado por problemas de sono e pelo consumo de medicamentos); ansiedade (caracterizada por tensão nervosa e medo); agressividade, resistência e crueldade (decorrentes das relações do trabalho e incompatibilidade com a hierarquia, chefia, e os outros profissionais); alcoolismo (vícios decorrentes de insatisfação e frustração).<br />NR 17 - NORMA REGULAMENTADORA 17<br />ERGONOMIA<br />17.1. Esta Norma Regulamentadora visa a estabelecer parâmetros que permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente.<br />17.1.1. As condições de trabalho incluem aspectos relacionados ao levantamento, transporte e descarga de materiais, ao mobiliário, aos equipamentos e às condições ambientais do posto de trabalho, e à própria organização do trabalho.<br />17.1.2. Para avaliar a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, cabe ao empregador realizar a análise ergonômica do trabalho, devendo a mesma abordar, no mínimo, as condições de trabalho, conforme estabelecido nesta Norma Regulamentadora.<br />17.2. Levantamento, transporte e descarga individual de materiais.<br />17.2.1. Para efeito desta Norma Regulamentadora:<br />17.2.1.1. Transporte manual de cargas designa todo transporte no qual o peso da carga é suportado inteiramente por um só trabalhador, compreendendo o levantamento e a deposição da carga.<br />17.2.1.2. Transporte manual regular de cargas designa toda atividade realizada de maneira contínua ou que inclua, mesmo de forma descontínua, o transporte manual de cargas.<br />17.2.1.3. Trabalhador jovem designa todo trabalhador com idade inferior a 18 (dezoito) anos e maior de 14 (quatorze) anos.<br />17.2.2. Não deverá ser exigido nem admitido o transporte manual de cargas, por um trabalhador cujo peso seja suscetível de comprometer sua saúde ou sua segurança. (117.001-5 / I1)<br />17.2.3. Todo trabalhador designado para o transporte manual regular de cargas, que não as leves, deve receber treinamento ou instruções satisfatórias quanto aos métodos de trabalho que deverá utilizar, com vistas a salvaguardar sua saúde e prevenir acidentes. (117.002-3 / I2)<br />17.2.4. Com vistas a limitar ou facilitar o transporte manual de cargas, deverão ser usados meios técnicos apropriados.<br />17.2.5. Quando mulheres e trabalhadores jovens forem designados para o transporte manual de cargas, o peso máximo destas cargas deverá ser nitidamente inferior àquele admitido para os homens, para não comprometer a sua saúde ou a sua segurança. (117.003-1 / I1)<br />17.2.6. O transporte e a descarga de materiais feitos por impulsâo ou tração de vagonetes sobre trilhos, carros de mão ou qualquer outro aparelho mecânico deverão ser executados de forma que o esforço físico realizado pelo trabalhador seja compatível com sua capacidade de força e não comprometa a sua saúde ou a sua segurança. (117.004-0 / 11)<br />17.2.7. O trabalho de levantamento de material feito com equipamento mecânico de ação manual deverá ser executado de forma que o esforço físico realizado pelo trabalhador seja compatível com sua capacidade de força e não comprometa a sua saúde ou a sua segurança. (117.005-8 / 11)<br />17.3. Mobiliário dos postos de trabalho.<br />17.3.1. Sempre que o trabalho puder ser executado na posição sentada, o posto de trabalho deve ser planejado ou adaptado para esta posição. (117.006-6 / I1)<br />17.3.2. Para trabalho manual sentado ou que tenha de ser feito em pé, as bancadas, mesas, escrivaninhas e os painéis devem proporcionar ao trabalhador condições de boa postura, visualização e operação e devem atender aos seguintes requisitos mínimos:<br />a) ter altura e características da superfície de trabalho compatíveis com o tipo de atividade, com a distância requerida dos olhos ao campo de trabalho e com a altura do assento; (117.007-4 / I2)<br />b) ter área de trabalho de fácil alcance e visualização pelo trabalhador; (117.008-2 / I2)<br />c) ter características dimensionais que possibilitem posicionamento e movimentação adequados dos segmentos corporais. (117.009-0 / I2)<br />17.3.2.1. Para trabalho que necessite também da utilização dos pés, além dos requisitos estabelecidos no subitem 17.3.2, os pedais e demais comandos para acionamento pelos pés devem ter posicionamento e dimensões que possibilitem fácil alcance, bem como ângulos adequados entre as diversas partes do corpo do trabalhador, em função das características e peculiaridades do trabalho a ser executado. (117.010-4 /I2)<br />17.3.3. Os assentos utilizados nos postos de trabalho devem atender aos seguintes requisitos mínimos de conforto:<br />a) altura ajustável à estatura do trabalhador e à natureza da função exercida; (117.011-2 / I1)<br />b) características de pouca ou nenhuma conformação na base do assento; (117.012-0 / I1)<br />c) borda frontal arredondada; (117.013-9 / I1)<br />d) encosto com forma levemente adaptada ao corpo para proteção da região lombar. (117.014-7 / Il)<br />17.3.4. Para as atividades em que os trabalhos devam ser realizados sentados, a partir da análise ergonômica do trabalho, poderá ser exigido suporte para os pés, que se adapte ao comprimento da perna do trabalhador. (117.015-5 / I1)<br />17.3.5. Para as atividades em que os trabalhos devam ser realizados de pé, devem ser colocados assentos para descanso em locais em que possam ser utilizados por todos os trabalhadores durante as pausas.(117.016-3 / I2)<br />17.4. Equipamentos dos postos de trabalho.<br />17.4.1. Todos os equipamentos que compõem um posto de trabalho devem estar adequados às características psicofisiológicas dos trabalhadores e à natureza do trabalho a ser executado.<br />17.4.2. Nas atividades que envolvam leitura de documentos para digitação, datilografia ou mecanografia deve:<br />a) ser fornecido suporte adequado para documentos que possa ser ajustado proporcionando boa postura, visualização e operação, evitando movimentação freqüente do pescoço e fadiga visual; (117.017-1 / I1)<br />b) ser utilizado documento de fácil legibilidade sempre que possível, sendo vedada a utilização do papel brilhante, ou de qualquer outro tipo que provoque ofuscamento. (117.018-0 / I1)<br />17.4.3. Os equipamentos utilizados no processamento eletrônico de dados com terminais de vídeo devem observar o seguinte:<br />a) condições de mobilidade suficientes para permitir o ajuste da tela do equipamento à iluminação do ambiente, protegendo-a contra reflexos, e proporcionar corretos ângulos de visibilidade ao trabalhador; (117.019-8 / I2)<br />b) o teclado deve ser independente e ter mobilidade, permitindo ao trabalhador ajustá-lo de acordo com as tarefas a serem executadas; (117.020-1 / I2)<br />c) a tela, o teclado e o suporte para documentos devem ser colocados de maneira que as distâncias olho-tela, olhoteclado e olho-documento sejam aproximadamente iguais; (117.021-0 / I2)<br />d) serem posicionados em superfícies de trabalho com altura ajustável. (117.022-8 / I2)<br />17.4.3.1. Quando os equipamentos de processamento eletrônico de dados com terminais de vídeo forem utilizados eventualmente poderão ser dispensadas as exigências previstas no subitem 17.4.3, observada a natureza das tarefas executadas e levando-se em conta a análise ergonômica do trabalho.<br />17.5. Condições ambientais de trabalho.<br />17.5.1. As condições ambientais de trabalho devem estar adequadas às características psicofisiológicas dos trabalhadores e à natureza do trabalho a ser executado.<br />17.5.2. Nos locais de trabalho onde são executadas atividades que exijam solicitação intelectual e atenção constantes, tais como: salas de controle, laboratórios, escritórios, salas de desenvolvimento ou análise de projetos, dentre outros, são recomendadas as seguintes condiçôes de conforto:<br />a) níveis de ruído de acordo com o estabelecido na NBR 10152, norma brasileira registrada no INMETRO; (117.023-6 / I2)<br />b) índice de temperatura efetiva entre 20oC (vinte) e 23oC (vinte e três graus centígrados); (117.024-4 / I2)<br />c) velocidade do ar não superior a 0,75m/s; (117.025-2 / I2)<br />d) umidade relativa do ar não inferior a 40 (quarenta) por cento. (117.026-0 / I2)<br />17.5.2.1. Para as atividades que possuam as características definidas no subitem 17.5.2, mas não apresentam equivalência ou correlação com aquelas relacionadas na NBR 10152, o nível de ruído aceitável para efeito de conforto será de até 65 dB (A) e a curva de avaliação de ruído (NC) de valor não superior a 60 dB.<br />17.5.2.2. Os parâmetros previstos no subitem 17.5.2 devem ser medidos nos postos de trabalho, sendo os níveis de ruído determinados próximos à zona auditiva e as demais variáveis na altura do tórax do trabalhador.<br />17.5.3. Em todos os locais de trabalho deve haver iluminação adequada, natural ou artificial, geral ou suplementar, apropriada à natureza da atividade.<br />17.5.3.1. A iluminaçâo geral deve ser uniformemente distribuída e difusa.<br />17.5.3.2. A iluminação geral ou suplementar deve ser projetada e instalada de forma a evitar ofuscamento, reflexos incômodos, sombras e contrastes excessivos.<br />17.5.3.3. Os níveis mínimos de iluminamento a serem observados nos locais de trabalho são os valores de iluminâncias estabelecidos na NBR 5413, norma brasileira registrada no INMETRO. (117.027-9 / I2)<br />17.5.3.4. A medição dos níveis de iluminamento previstos no subitem 17.5.3.3 deve ser feita no campo de trabalho onde se realiza a tarefa visual, utilizando-se de luxímetro com fotocélula corrigida para a sensibilidade do olho humano e em função do ângulo de incidência. (117.028-7 / I2)<br />17.5.3.5. Quando não puder ser definido o campo de trabalho previsto no subitem 17.5.3.4, este será um plano horizontal a 0,75m (setenta e cinco centímetros) do piso.<br />17.6. Organização do trabalho.<br />17.6.1. A organização do trabalho deve ser adequada às características psicofisiológicas dos trabalhadores e à natureza do trabalho a ser executado.<br />17.6.2. A organização do trabalho, para efeito desta NR, deve levar em consideração, no mínimo:<br />a) as normas de produção;<br />b) o modo operatório;<br />c) a exigência de tempo;<br />d) a determinação do conteúdo de tempo; e) o ritmo de trabalho;<br />f) o conteúdo das tarefas.<br />17.6.3. Nas atividades que exijam sobrecarga muscular estática ou dinâmica do pescoço, ombros, dorso e membros superiores e inferiores, e a partir da análise ergonômica do trabalho, deve ser observado o seguinte:<br />para efeito de remuneração e vantagens de qualquer<br />espécie deve levar em consideração as repercussões sobre<br />a saúde dos trabalhadores; (117.029-5 / I3)<br />b) devem ser incluídas pausas para descanso; (117.030-9 / I3)<br />c) quando do retorno do trabalho, após qualquer tipo de afastamento igual ou superior a 15 (quinze) dias, a exigência de produção deverá permitir um retorno gradativo aos níveis de produção vigentes na época anterior ao afastamento. (117.031-7 / I3)<br />17.6.4. Nas atividades de processamento eletrônico de dados, deve-se, salvo o disposto em convenções e acordos coletivos de trabalho, observar o seguinte:<br />a) o empregador não deve promover qualquer sistema de avaliação dos trabalhadores envolvidos nas atividades de digitação, baseado no número individual de toques sobre o teclado, inclusive o automatizado, para efeito de remuneração e vantagens de qualquer espécie; (117.032-5)<br />b) o número máximo de toques reais exigidos pelo empregador não deve ser superior a 8 (oito) mil por hora trabalhada, sendo considerado toque real, para efeito desta NR, cada movimento de pressão sobre o teclado; (117.033-3 / I3)<br />c) o tempo efetivo de trabalho de entrada de dados não deve exceder o limite máximo de 5 (cinco) horas, sendo que, no período de tempo restante da jornada, o trabalhador poderá exercer outras atividades, observado o disposto no art. 468 da Consolidação das Leis do Trabalho, desde que não exijam movimentos repetitivos, nem esforço visual; (117.034-1 / I3)<br />d) nas atividades de entrada de dados deve haver, no mínimo, uma pausa de 10 (dez) minutos para cada 50 (cinqüenta) minutos trabalhados, não deduzidos da jornada normal de trabalho; (117.035-0 / I3)<br />e) quando do retorno ao trabalho, após qualquer tipo de afastamento igual ou superior a 15 (quinze) dias, a exigência de produção em relação ao número de toques deverá ser iniciado em níveis inferiores do máximo estabelecido na alínea "b" e ser ampliada progressivamente. (117.036-8 / I3)<br />NR 24 - NORMA REGULAMENTADORA 24<br />CONDIÇÕES SANITÁRIAS E DE CONFORTO NOS LOCAIS DE TRABALHO<br />24.1. Instalações sanitárias.<br />24.1.1. Denomina-se, para fins de aplicação da presente NR, a expressão:<br />a) aparelho sanitário: o equipamento ou as peças destinadas ao uso de água para fins higiênicos ou a receber águas servidas (banheira, mictório, bebedouro, lavatório, vaso sanitário e outros);<br />b) gabinete sanitário: também denominado de latrina, retrete, patente, cafoto, sentina, privada, WC, o local destinado a fins higiênicos e dejeções;<br />c) banheiro: o conjunto de peças ou equipamentos que compõem determinada unidade e destinado ao asseio corporal.<br />24.1.2. As áreas destinadas aos sanitários deverão atender às dimensões mínimas essenciais. O órgão regional competente em Segurança e Medicina do Trabalho poderá, à vista de perícia local, exigir alterações de metragem que atendam ao mínimo de conforto exigível. É considerada satisfatória a metragem de 1,00m2 (um metro quadrado), para cada sanitário, por 20 (vinte) operários em atividade. (124.001-3 / I2)<br />24.1.2.1. As instalações sanitárias deverão ser separadas por sexo. (124.002-1 / I1)<br />24.1.3. Os locais onde se encontrarem instalações sanitárias deverão ser submetidos a processo permanente de higienização, de sorte que sejam mantidos limpos e desprovidos de quaisquer odores, durante toda a jornada de trabalho. (124.003-0 / I1)<br />24.1.4. Os vasos sanitários deverão ser sifonados e possuir caixa de descarga automática externa de ferro fundido, material plástico ou fibrocimento. (124.004-8 / I1)<br />24.1.5. Os chuveiros poderão ser de metal ou de plástico e deverão ser comandados por registros de metal a meia altura na parede; (124.005-6/ I1)<br />24.1.6. O mictório deverá ser de porcelana vitrificada ou de outro material equivalente, liso e impermeável, provido de aparelho de descarga provocada ou automática, de fácil escoamento e limpeza, podendo apresentar a conformação do tipo calha ou cuba. (124.006-4 / I1)<br />24.1.6.1. No mictório do tipo calha, de uso coletivo, cada segmento, no mínimo de 0,60m (sessenta centímetros), corresponderá a 1 (um) mictório do tipo cuba.<br />24.1.7. Os lavatórios poderão ser formados por calhas revestidas com mate-riais impermeáveis e laváveis, possuindo torneiras de metal, tipo comum, espaçadas de 0,60m (sessenta centímetros), devendo haver disposição de 1 (uma) torneira para cada grupo de 20 (vinte) trabalhadores. (124.007-2 / I1)<br />24.1.8. Será exigido, no conjunto de instalações sanitárias, um lavatório para cada 10 (dez) trabalhadores nas atividades ou operações insalubres, ou nos trabalhos com exposição a substâncias tóxicas, irritantes, infectantes, alergizantes, poeiras ou substâncias que provoquem sujidade. (124.008-0/I1)<br />24.1.8.1 O disposto no item 24.1.8 deverá também ser aplicado próximo aos locais de atividades. (124.009-9 / I1)<br />24.1.9. O lavatório deverá ser provido de material para a limpeza, enxugo ou secagem das mãos, proibindo-se o uso de toalhas coletivas. (124.010-2/ I1)<br />24.1.10. Deverá haver canalização com tomada d’água, exclusivamente para uso contra incêndio. (124.011-0 / I3)<br />24.1.11. Os banheiros, dotados de chuveiros, deverão:<br />a) ser mantidos em estado de conservação, asseio e higiene; (124.012-9 / I1)<br />b) ser instalados em local adequado; (124.013-7 / I1)<br />c) dispor de água quente, a critério da autoridade competente em matéria de Segurança e Medicina do Trabalho; (124.014-5/ I1)<br />d) ter portas de acesso que impeçam o devassamento, ou ser construídos de modo a manter o resguardo conveniente; (124.015-3 / I1)<br />e) ter piso e paredes revestidos de material resistente, liso, impermeável e lavável. (124.016-1 / I1)<br />24.1.12. Será exigido 1 (um) chuveiro para cada 10 (dez) trabalhadores nas atividades ou operações insalubres, ou nos trabalhos com exposição a substâncias tóxicas, irritantes, infectantes, alergizantes, poeiras ou substâncias que provoquem sujidade, e nos casos em que estejam expostos a calor intenso. (124.017-0 / I2)<br />24.1.13. Não serão permitidos aparelhos sanitários que apresentem defeitos ou soluções de continuidade que possam acarretar infiltrações ou acidentes.(124.018-8 / I1)<br />24.1.14. Quando os estabelecimentos dispuserem de instalações de privadas ou mictórios anexos às diversas seções fabris, devem os respectivos equipamentos ser computados para efeito das proporções estabelecidas na presente Norma.<br />24.1.15. Nas indústrias de gêneros alimentícios ou congêneres, o isolamento das privadas deverá ser o mais rigoroso possível, a fim de evitar poluição ou contaminação dos locais de trabalho. (124.019-6 / I1)<br />24.1.16. Nas regiões onde não haja serviço de esgoto, deverá ser assegurado aos empregados um serviço de privadas, seja por meio de fossas adequadas, seja por outro processo que não afete a saúde pública, mantidas as exigências legais. (124.020-0 / I2)<br />24.1.17. Nos estabelecimentos comerciais, bancários, securitários, de escritório e afins, poderá a autoridade local competente em matéria de Segurança e Medicina do Trabalho, em decisão fundamentada, submetida à homologação do Delegado Regional do Trabalho, dispensar ou reduzir o número de mictórios e de chuveiros estabelecidos nesta Norma.<br />24.1.18. As paredes dos sanitários deverão ser construídas em alvenaria de tijolo comum ou de concreto e revestidas com material impermeável e lavável. (124.021-8 / I1)<br />24.1.19. Os pisos deverão ser impermeáveis, laváveis, de acabamento liso, inclinado para os ralos de escoamento providos de sifões hidráulicos. Deverão também impedir a entrada de umidade e emanações no banheiro, e não apresentem ressaltos e saliências. (124.022-6 / I1)<br />24.1.20. A cobertura das instalações sanitárias deverá ter estrutura de madeira ou metálica, e as telhas poderão ser de barro ou de fibrocimento. (124.023-4 / I1)<br />24.1.20.1. Deverão ser colocadas telhas translúcidas, para melhorar a iluminação natural, e telhas de ventilação de 4 (quatro) em 4 (quatro) metros. (124.024-2 / I1)<br />24.1.21. As janelas das instalações sanitárias deverão ter caixilhos fixos, inclinados de 45º (quarenta e cinco graus), com vidros inclinados de 45º (quarenta e cinco graus), incolores e translúcidos, totalizando uma área correspondente a 1/8 (um oitavo) da área do piso. (124.025-0 / I1)<br />24.1.21.1. A parte inferior do caixilho deverá se situar, no mínimo, à altura de 1,50m (um metro e cinqüenta centímetros) a partir do piso. (124.026-9 / I1)<br />24.1.22. Os locais destinados às instalações sanitárias serão providos de uma rede de iluminação, cuja fiação deverá ser protegida por eletrodutos. (124.027-7 / I2)<br />24.1.23. Com o objetivo de manter um iluminamento mínimo de 100 (cem) lux, deverão ser instaladas lâmpadas incandescentes de 100 W/8,00 m2 de área com pé-direito de 3,00m (três metros) máximo, ou outro tipo de luminária que produza o mesmo efeito. (124.028-5 / I2)<br />24.1.24. A rede hidráulica será abastecida por caixa d’água elevada, a qual deverá ter altura suficiente para permitir bom funcionamento nas tomadas de água e contar com reserva para combate a incêndio de acordo com posturas locais. (124.029-3 / I1)<br />24.1.24.1. Serão previstos 60 (sessenta) litros diários de água por trabalhador para o consumo nas instalações sanitárias. (124.030-7 / I1)<br />24.1.25. As instalações sanitárias deverão dispor de água canalizada e esgotos ligados à rede geral ou à fossa séptica, com interposição de sifões hidráulicos. (124.031-5 / I1)<br />24.1.25.1. Não poderão se comunicar diretamente com os locais de trabalho nem com os locais destinados às refeições. (124.032-3 / I1)<br />24.1.25.2. Serão mantidas em estado de asseio e higiene. (124.033-1 / I1)<br />24.1.25.3. No caso de se situarem fora do corpo do estabelecimento, a comunicação com os locais de trabalho deve fazer-se por passagens cobertas. (124.034-0 / I1)<br />24.1.26. Os gabinetes sanitários deverão:<br />a) ser instalados em compartimentos individuais, separados; (124.035-8 / I1)<br />b) ser ventilados para o exterior; (124.036-6 / I1)<br />c) ter paredes divisórias com altura mínima de 2,10m (dois metros e dez centímetros) e seu bordo inferior não poderá situar-se a mais de 0,15m (quinze centímetros) acima do pavimento; (124.037-4 / I1)<br />d) ser dotados de portas independentes, providas de fecho que impeçam o devassamento; (124.038-2 / I1)<br />e) ser mantidos em estado de asseio e higiene; (124.039-0 / I1)<br />f) possuir recipientes com tampa, para guarda de papéis servidos, quando não ligados diretamente à rede ou quando sejam destinados às mulheres. (124.040-4 / I1)<br />24.1.26.1. Cada grupo de gabinete sanitário deve ser instalado em local independente, dotado de antecâmara. (124.041-2 /I1)<br />24.1.27. É proibido o envolvimento das bacias ou vasos sanitários com quaisquer materiais (caixas) de madeira, blocos de cimento e outros. (124.042-0 / I2)<br />24.2. Vestiários.<br />24.2.1. Em todos os estabelecimentos industriais e naqueles em que a atividade exija troca de roupas ou seja imposto o uso de uniforme ou guarda-pó, haverá local apropriado para vestiário dotado de armários individuais, observada a separação de sexos. (124.043-9 / I1)<br />24.2.2. A localização do vestiário, respeitada a determinação da autoridade regional competente em Segurança e Medicina do Trabalho, levará em conta a conveniência do estabelecimento.<br />24.2.3. A área de um vestiário será dimensionada em função de um mínimo de 1,50m2 (um metro quadrado e cinqüenta centímetros) para 1 (um) trabalhador. (124.044-7 / I1)<br />24.2.4. As paredes dos vestiários deverão ser construídas em alvenaria de tijolo comum ou de concreto, e revestidas com material impermeável e lavável. (124.045-5 / I1)<br />24.2.5. Os pisos deverão ser impermeáveis, laváveis e de acabamento liso, inclinados para os ralos de escoamento providos de sifões hidráulicos. Deverão também impedir a entrada de umidade e emanações no vestiário e não apresentar ressaltos e saliências. (124.046-3 / I1)<br />24.2.6. A cobertura dos vestiários deverá ter estrutura de madeira ou metálica, e as telhas poderão ser de barro ou de fibrocimento. (124.047-1/I1)<br />24.2.6.1. Deverão ser colocadas telhas translúcidas para melhorar a iluminação natural. (124.048-0 / I1)<br />24.2.7. As janelas dos vestiários deverão ter caixilhos fixos inclinados de 45º (quarenta e cinco graus), com vidros incolores e translúcidos, totalizando uma área correspondente a 1/8 (um oitavo) da área do piso. (124.049-8 / I1)<br />24.2.7.1. A parte inferior do caixilho deverá se situar, no mínimo, à altura de 1,50m (um metro e cinqüenta centímetros) a partir do piso. (124.050-1 / I1)<br />24.2.8. Os locais destinados às instalações de vestiários serão providos de uma rede de iluminação, cuja fiação deverá ser protegida por eletrodutos. (124.051-0 / I2)<br />24.2.9. Com objetivo de manter um iluminamento mínimo de 100 (cem) lux, deverão ser instaladas lâmpadas incandescentes de 100 W/ 8,00 m2 de área com pé-direito de 3 (três) metros, ou outro tipo de luminária que produza o mesmo efeito. (124.052-8 / I2)<br />24.2.10. Os armários, de aço, madeira, ou outro material de limpeza, deverão ser essencialmente individuais. (124.053-6 / I1)<br />24.2.10.1. Deverão possuir aberturas para ventilação ou portas teladas podendo também ser sobrepostos. (124.054-4/I1)<br />24.2.10.2. Deverão ser pintados com tintas laváveis, ou revestidos com fórmica, se for o caso. (124.055-2 / I1)<br />24.2.11. Nas atividades e operações insalubres, bem como nas atividades incompatíveis com o asseio corporal, que exponham os empregados a poeiras e produtos graxos e oleosos, os armários serão de compartimentos duplos. (124.056-0 / I1)<br />24.2.12. Os armários de compartimentos duplos terão as seguintes dimensões mínimas:<br />a) 1,20m (um metro e vinte centímetros) de altura por 0,30m (trinta centímetros) de largura e 0,40m (quarenta centímetros) de profundidade, com separação ou prateleira, de modo que um compartimento, com a altura de 0,80m (oitenta centímetros), se destine a abrigar a roupa de uso comum e o outro compartimento, com altura de 0,40m (quarenta centímetros) a guardar a roupa de trabalho; ou (124.057-9/ I1)<br />b) 0,80m (oitenta centímetros) de altura por 0,50m (cinqüenta centímetros) de largura e 0,40m (quarenta centímetros) de profundidade, com divisão no sentido vertical, de forma que os compartimentos, com largura de 0,25m (vinte e cinco centímetros), estabeleçam, rigorosamente, o isolamento das roupas de uso comum e de trabalho. (124.058-7 / I1)<br />24.2.13. Os armários de um só compartimento terão as dimensões mínimas de 0,80m (oitenta centímetros) de altura por 0,30m (trinta centímetros) de largura e 0,40m (quarenta centímetros) de profundidade. (124.059-5 / I1)<br />24.2.14. Nas atividades comerciais, bancárias, securitárias, de escritório e afins, nas quais não haja troca de roupa, não será o vestiário exigido, admitindo-se gavetas, escaninhos ou cabides, onde possam os empregados guardar ou pendurar seus pertences. (124.060-9 / I1)<br />24.2.15. Em casos especiais, poderá a autoridade local competente em matéria de segurança e medicina do trabalho, em decisão fundamentada submetida à homologação do MTb, dispensar a exigência de armários individuais para determinadas atividades.<br />24.2.16. É proibida a utilização do vestiário para quaisquer outros fins, ainda em caráter provisório, não sendo permitido, sob pena de autuação, que roupas e pertences dos empregados se encontrem fora dos respectivos armários. (124.061-7 / I1)<br />24.3. Refeitórios.<br />24.3.1. Nos estabelecimentos em que trabalhem mais de 300 (trezentos) operários, é obrigatória a existência de refeitório, não sendo permitido aos trabalhadores tomarem suas refeições em outro local do estabelecimento. (124.062-5 / I2)<br />24.3.2. O refeitório a que se refere o item 24.3.1 obedecerá aos seguintes requisitos:<br />a) área de 1,00m2 (um metro quadrado) por usuário, abrigando, de cada vez, 1/3 (um terço) do total de empregados por turno de trabalho, sendo este turno o que tem maior número de empregados; (124.063-3 / I1)<br />b) a circulação principal deverá ter a largura mínima de 0,75m (setenta e cinco centímetros), e a circulação entre bancos e banco/parede deverá ter a largura mínima de 0,55m (cinqüenta e cinco centímetros). (124.064-1 / I1)<br />24.3.3. Os refeitórios serão providos de uma rede de iluminação, cuja fiação deverá ser protegida por eletrodutos. (124.065-0 / I2)<br />24.3.4. Deverão ser instaladas lâmpadas incandescentes de 150 W/6,00 m2 de área com pé direito de 3,00m (três metros) máximo ou outro tipo de luminária que produza o mesmo efeito. (124.066-8 / I2)<br />24.3.5. O piso será impermeável, revestido de cerâmica, plástico ou outro material lavável. (124.067-6 / I1)<br />24.3.6. A cobertura deverá ter estrutura de madeira ou metálica e as telhas poderão ser de barro ou fibrocimento. (124.068-4 / I1)<br />24.3.7. O teto poderá ser de laje de concreto, estuque, madeira ou outro material adequado.<br />24.3.8. Paredes revestidas com material liso, resistente e impermeável, até a altura de 1,50m (um metro e cinqüenta centímetros). (124.069-2 / I1)<br />24.3.9. Ventilação e iluminação de acordo com as normas fixadas na legislação federal, estadual ou municipal. (124.070-6 / I1)<br />24.3.10. Água potável, em condições higiênicas, fornecida por meio de copos individuais, ou bebedouros de jato inclinado e guarda-protetora, proibindo-se sua instalação em pias e lavatórios, e o uso de copos coletivos. (124.071-4 / I2)<br />24.3.11. Lavatórios individuais ou coletivos e pias instalados nas proximidades do refeitório, ou nele próprio, em número suficiente, a critério da autoridade competente em matéria de Segurança e Medicina do Trabalho. (124.072-2 / I2)<br />24.3.12. Mesas providas de tampo liso e de material impermeável, bancos ou cadeiras, mantidos permanentemente limpos. (124.073-0 / I1)<br />24.3.13. O refeitório deverá ser instalado em local apropriado, não se comunicando diretamente com os locais de trabalho, instalações sanitárias e locais insalubres ou perigosos. (124.074-9 / I1)<br />24.3.14. É proibida, ainda que em caráter provisório, a utilização do refeitório para depósito, bem como para quaisquer outros fins. (124.075-7/I1)<br />24.3.15. Nos estabelecimentos em que trabalhem mais de 30 (trinta) até 300 (trezentos) empregados, embora não seja exigido o refeitório, deverão ser asseguradas aos trabalhadores condições suficientes de conforto para a ocasião das refeições. (124.076-5 / I2)<br />24.3.15.1. As condições de conforto de que trata o item 24.3.15 deverão preencher os seguintes requisitos mínimos:<br />a) local adequado, fora da área de trabalho; (124.077-3 / I1)<br />b) piso lavável; (124.078-1 / I1)<br />c) limpeza, arejamento e boa iluminação; (124.079-0 / I1)<br />d) mesas e assentos em número correspondente ao de usuários; (124.080-3 / I1)<br />e) lavatórios e pias instalados nas proximidades ou no próprio local; (124.081-1 / I1)<br />f) fornecimento de água potável aos empregados; (124.082-0 / I2)<br />g) estufa, fogão ou similar, para aquecer as refeições. (124.083-8 / I1)<br />24.3.15.2. Nos estabelecimentos e frentes de trabalho com menos de 30 (trinta) trabalhadores deverão, a critério da autoridade competente, em matéria de Segurança e Medicina do Trabalho, ser asseguradas aos trabalhadores condições suficientes de conforto para as refeições em local que atenda aos requisitos de limpeza, arejamento, iluminação e fornecimento de água potável. (124.084-6 / I2)<br />24.3.15.3. Ficam dispensados das exigências desta NR:<br />a) estabelecimentos comerciais bancários e atividades afins que interromperem suas atividades por 2 (duas) horas, no período destinado às refeições;<br />b) estabelecimentos industriais localizados em cidades do interior, quando a empresa mantiver vila operária ou residirem, seus operários, nas proximidades, permitindo refeições nas próprias residências.<br />24.3.15.4. Em casos excepcionais, considerando-se condições especiais de duração, natureza do trabalho, exigüidade de área, peculiaridades locais e tipo de participação no PAT, poderá a autoridade competente, em matéria de Segurança e Medicina no Trabalho, dispensar as exigências dos subitens 24.3.1 e 24.3.15.2, submetendo sua decisão à homologação do Delegado Regional do Trabalho.<br />24.3.15.5. Nos estabelecimentos em que trabalhem 30 (trinta) ou menos trabalhadores, poderão, a critério da autoridade competente, em matéria de Segurança e Medicina do Trabalho, ser permitidas às refeições nos locais de trabalho, seguindo as condições seguintes:<br />a) respeitar dispositivos legais relativos à segurança e medicina do trabalho; (124.085-4/I2)<br />b) haver interrupção das atividades do estabelecimento, nos períodos destinados às refeições; (124.086-2 / I2)<br />c) não se tratar de atividades insalubres, perigosas ou incompatíveis com o asseio corporal. (124.087-0 / I2)<br />24.4. Cozinhas.<br />24.4.1. Deverão ficar adjacentes aos refeitórios e com ligação para os mesmos, através de aberturas por onde serão servidas as refeições. (124.088-9 / I1)<br />24.4.2. As áreas previstas para cozinha e depósito de gêneros alimentícios deverão ser de 35 (trinta e cinco) por cento e 20 (vinte) por cento respectivamente, da área do refeitório. (124.089-7 / I1)<br />24.4.3. Deverão ter pé-direito de 3,00m (três metros) no mínimo. (124.090-0 / I1)<br />24.4.4. As paredes das cozinhas serão construídas em alvenaria de tijolo comum, em concreto ou em madeira, com revestimento de material liso, resistente e impermeável - lavável em toda a extensão. (124.091-9 / I1)<br />24.4.5. Pisos idênticos ao item 24.2.5. (124.092-7 / I1)<br />24.4.6. As portas deverão ser metálicas ou de madeira, medindo no mínimo 1,00m x 2,10m (um metro x dois metros e dez centímetros). (124.093-5/ I1)<br />24.4.7. As janelas deverão ser de madeira ou de ferro, de 0,60m x 0,60m (sessenta centímetros x sessenta centímetros), no mínimo. (124.094-3 / I1)<br />24.4.7.1. As aberturas, além de garantir suficiente aeração, devem ser protegidas com telas, podendo ser melhorada a ventilação através de exaustores ou coifas. (124.095-1 / I1)<br />24.4.8. Pintura - idêntico ao item 24.5.17. (124.096-0 / I1)<br />24.4.9. A rede de iluminação terá sua fiação protegida por eletrodutos. (124.097-8 / I2)<br />24.4.10. Deverão ser instaladas lâmpadas incandescentes de 150 W/4,00m2 com pé-direito de 3,00m (três metros) máximo, ou outro tipo de luminária que produza o mesmo efeito. (124.098-6 / I2)<br />24.4.11. Lavatório dotado de água corrente para uso dos funcionários do serviço de alimentação e dispondo de sabão e toalhas. (124.099-4 / I1)<br />24.4.12. Tratamento de lixo, de acordo com as normas locais do Serviço de Saúde Pública. (124.100-1 / I1)<br />24.4.13. É indispensável que os funcionários da cozinha - encarregados de manipular gêneros, refeições e utensílios disponham de sanitário e vestiário próprios, cujo uso seja vedado aos comensais e que não se comunique com a cozinha. (124.101-0 / I2)<br />24.5. Alojamento.<br />24.5.1. Conceituação.<br />24.5.1.1. Alojamento é o local destinado ao repouso dos operários.<br />24.5.2. Características gerais.<br />24.5.2.1. A capacidade máxima de cada dormitório será de 100 (cem) operários. (124.102-8 / I1)<br />24.5.2.2. Os dormitórios deverão ter áreas mínimas dimensionadas de acordo com os módulos (camas/armários) adotados e capazes de atender ao efeito a ser alojado, conforme o Quadro I. (124.103-6 / I1)<br />Nº de Operáriostipos de cama e área respectiva (m2)área de circulação lateral à cama (m2)área de armário lateral à cama (m2)áreta total (m2)1simples1,9 x 0,7 = 1,331,45 x 0,6 = 0,870,6 x 0,45 = 0,272,4721,9 x 0,7 = 1,331,45 x 0,6 = 0,870,6 x 0,45 = 0,272,47<br />Obs.: Serão permitidas o máximo de 2 (duas) camas na mesma vertical.<br />24.5.3. Os alojamentos deverão ser localizados em áreas que permitam atender não só às exigências construtivas como também evitar o devassamento aos prédios vizinhos. (124.104-4 / I1)<br />24.5.4. Os alojamentos deverão ter 1 (um) pavimento, podendo ter, no máximo, 2 (dois) pisos quando a área disponível para a construção for insuficiente. (124.105-2 / I1)<br />24.5.5. Os alojamentos deverão ter área de circulação interna, nos dormitórios, com a largura mínima de 1,00m (um metro). (124.106-0 / I1)<br />24.5.6. O pé-direito dos alojamentos deverá obedecer às seguintes dimensões mínimas. (124.107-9 / I1)<br />a) 2,6m (dois metros e sessenta centímetros) para camas simples;<br />b) 3 (três) metros para camas duplas.<br />24.5.7. As paredes dos alojamentos poderão ser construídas em alvenaria de tijolo comum, em concreto ou em madeira. (124.108-7 / I1)<br />24.5.8. Os pisos dos alojamentos deverão ser impermeáveis, laváveis e de acabamento áspero. Deverão impedir a entrada de umidade e emanações no alojamento. Não deverão apresentar ressaltos e saliências, sendo o acabamento compatível com as condições mínimas de conforto térmico e higiene. (124.109-5 / I1)<br />24.5.9. A cobertura dos alojamentos deverá ter estrutura de madeira ou metálica, as telhas poderão ser de barro ou de fibrocimento, e não haverá forro. (124.110-9 / I1)<br />24.5.9.1. O ponto do telhado deverá ser de 1:4, independentemente do tipo de telha usada. (124.111-7 / I1)<br />24.5.10. As portas dos alojamentos deverão ser metálicas ou de madeira, abrindo para fora, medindo no mínimo 1,00m x 2,10m (um metro x dois metros e dez centímetros) para cada 100 (cem) operários. (124.112-5 / I1)<br />24.5.11. Existindo corredor, este terá, no mínimo, 1 (uma) porta em cada extremidade, abrindo para fora. (124.113-3 / I1)<br />24.5.12. As janelas dos alojamentos deverão ser de madeira ou de ferro, de 0,60m x 0,60m (sessenta centímetros x sessenta centímetros), no mínimo. (124.114-1 / I1)<br />24.5.12.1. A parte inferior do caixilho deverá se situar, no mínimo, no plano da cama superior (caso de camas duplas) e à altura de 1,60m (um metro e sessenta centímetros) do piso no caso de camas simples. (124.115-0 / I1)<br />24.5.13. A ligação do alojamento com o sanitário será feita através de portas, com mínimo de 0,80m x 2,10m (oitenta centímetros x dois metros e dez centímetros). (124.116-8 / I1)<br />24.5.14. Todo alojamento será provido de uma rede de iluminação, cuja fiação deverá ser protegida por eletrodutos. (124.117-6 / I2)<br />24.5.15. Deverá ser mantido um iluminamento mínimo de 100 lux, podendo ser instaladas lâmpadas incandescentes de 100W/8,00 m2 de área com pé-direito de 3 (três) metros máximo, ou outro tipo de luminária que produza o mesmo efeito. (124.118-4 / I2)<br />24.5.16. Nos alojamentos deverão ser instalados bebedouros de acordo com o item 24.6.1. (124.119-2 / I2)<br />24.5.17. As pinturas das paredes, portas e janelas, móveis e utensílios, deverão obedecer ao seguinte:<br />a) alvenaria - tinta de base plástica; (124.120-6 / I1)<br />b) ferro - tinta a óleo; (124.121-4 / I1)<br />c) madeira - tinta especial retardante à ação do fogo. (124.122-2 / I1)<br />24.5.18. As camas poderão ser de estrutura metálica ou de madeira, oferecendo perfeita rigidez.<br />24.5.19. A altura livre das camas duplas deverá ser de, no mínimo, 1,10m (um metro e dez centímetros) contados do nível superior do colchão da cama de baixo, ao nível inferior da longarina da cama de cima. (124.123-0/I1)<br />24.5.19.1. As camas superiores deverão ter proteção lateral e altura livre, mínimo, de 1,10 m do teto do alojamento. (124.124-9 / I1)<br />24.5.19.2. O acesso à cama superior deverá ser fixo e parte integrante da estrutura da mesma. (124.125-7 / I1)<br />24.5.19.3. Os estrados das camas superiores deverão ser fechados na parte inferior. (124.126-5 / I1)<br />24.5.20. Deverão ser colocadas caixas metálicas com areia, para serem usadas como cinzeiros. (124.127-3 / I1)<br />24.5.21. Os armários dos alojamentos poderão ser de aço ou de madeira, individuais e deverão ter as seguintes dimensões mínimas: 0,60m (sessenta centímetros) de frente x 0,45m (quarenta e cinco centímetros) de fundo x 0,90m (noventa centímetros) de altura. (124.128-1 / I1)<br />24.5.22. No caso de alojamentos com 2 (dois) pisos deverá haver, no mínimo, 2 (duas) escadas de saída, guardada a proporcionalidade de 1 (um) metro de largura para cada 100 (cem) operários; (124.129-0 / I2)<br />24.5.23. Escadas e corredores coletivos principais terão largura mínima de 1,20m (um metro e vinte centímetros), podendo os secundários ter 0,80m (oitenta centímetros). (124.130-3 / I1)<br />24.5.24.1. Estes vãos poderão dar para prisma externo descoberto, devendo este prisma ter área não-menor que 9m2 (nove metros quadrados) e dimensão linear mínima de 2,00m (dois metros).<br />24.5.24.2. Os valores enumerados no item são aplicáveis ao caso de edificações que tenham altura máxima de 6,00m (seis metros) entre a laje do teto mais alto e o piso mais baixo.<br />24.5.25. No caso em que a vertical Vm entre o teto mais alto e o piso mais baixo for superior a 6,00 (seis metros), a área do prisma, em metros quadrados, será dada pela expressão V2/4 (o quadrado do valor V em metros dividido por quatro), respeitando-se, também, o mínimo linear de 2,00m (dois metros) para uma dimensão do prisma. (124.131-1 / I1)<br />24.5.26. Não será permitido ventilação em dormitório, feita somente de modo indireto. (124.132-0 / I2)<br />24.5.27. Os corredores dos alojamentos com mais de 10,00 (dez metros) de comprimento terão vãos para o exterior com área não-inferior a 1/8 (um oitavo) do respectivo piso. (124.133-8 / I1)<br />24.5.28. Nos alojamentos deverão ser obedecidas as seguintes instruções gerais de uso:<br />a) todo quarto ou instalação deverá ser conservado limpo e todos eles serão pulverizados de 30 (trinta) em 30 (trinta) dias; (124.134-6 / I1)<br />b) os sanitários deverão ser desinfetados diariamente; (124.135-4 / I1)<br />c) o lixo deverá ser retirado diariamente e depositado em local adequado; (124.136-2 / I1)<br />d) é proibida, nos dormitórios, a instalação para eletrodomésticos e o uso de fogareiro ou similares. (124.137-0/I1)<br />24.5.29. É vedada a permanência de pessoas com moléstias infectocontagiosas. (124.138-9 / I4)<br />24.5.30. As instalações sanitárias, além de atender às exigências do item 24.1, deverão fazer parte integrante do alojamento ou estar localizadas a uma distância máxima de 50,00 (cinqüenta metros) do mesmo. (124.139-7/I1)<br />24.5.31. O pé-direito das instalações sanitárias será, no mínimo, igual ao do alojamento onde for contíguo sendo permitidos rebaixos para as instalações hidráulicas de, no máximo, 0,40m (quarenta centímetros). (124.140-0 / I1)<br />24.6. Condições de higiene e conforto por ocasião das refeições.<br />24.6.1. As empresas urbanas e rurais, que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, e os órgãos governamentais devem oferecer a seus empregados e servidores condições de conforto e higiene que garantam refeições adequadas por ocasião dos intervalos previstos na jornada de trabalho. (124.141-9 / I1)<br />24.6.1.1. A empresa que contratar terceiro para a prestação de serviços em seus estabelecimentos deve estender aos trabalhadores da contratada as mesmas condições de higiene e conforto oferecidas aos seus próprios empregados. (124.142-7 / I1)<br />24.6.2. A empresa deverá orientar os trabalhadores sobre a importância das refeições adequadas e hábitos alimentares saudáveis. (124.143-5 / I1)<br />24.6.3. Na hipótese de o trabalhador trazer a própria alimentação, a empresa deve garantir condições de conservação e higiene adequadas e os meios para o aquecimento em local próximo ao destinado às refeições. (124.144-3 / I1)<br />24.6.3.1. Aos trabalhadores rurais e aos ocupados em frentes de trabalho devem ser oferecidos dispositivos térmicos que atendam ao disposto neste item, em número suficiente para todos os usuários. (124.145-1 / I1)<br />24.6.3.2. Os recipientes ou marmitas utilizados pelos trabalhadores deverão ser fornecidos pelas empresas, devendo atender às exigências de higiene e conservação e serem adequados aos equipamentos de aquecimento disponíveis. (124.146-0 / I1)<br />24.6.4. Caberá à Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - Cipa, à Comissão Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural - CIPATR, ao Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho - SESMT e ao Serviço Especializado em Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural - SEPATR, quando houver, promoverem a divulgação e zelar pela observância desta Norma. (124.147-8 / I1)<br />24.6.5. Os sindicatos de trabalhadores que tiverem conhecimento de irregularidades quanto ao cumprimento desta Norma poderão denunciá-las ao Ministério do Trabalho e solicitar a fiscalização dos respectivos órgãos regionais. (124.148-6 / I1)<br />24.6.6. As empresas que concederem o benefício da alimentação aos seus empregados poderão inscrever-se no Programa de Alimentação do Trabalhador - PAT, do Ministério do Trabalho, obedecendo aos dispositivos legais que tratam da matéria. (124.149-4 / I1)<br />24.7. Disposições gerais.<br />24.7.1. Em todos os locais de trabalho deverá ser fornecida aos trabalhadores água potável, em condições higiênicas, sendo proibido o uso de recipientes coletivos. Onde houver rede de abastecimento de água, deverão existir bebedouros de jato inclinado e guarda protetora, proibida sua instalação em pias ou lavatórios, e na proporção de 1 (um) bebedouro para cada 50 (cinqüenta) empregados. (124.150-8 / I2)<br />24.7.1.1. As empresas devem garantir, nos locais de trabalho, suprimento de água potável e fresca em quantidade superior a 1/4 (um quarto) de litro (250ml) por hora/homem trabalho. (124.151-6 / I2)<br />24.7.1.2. Quando não for possível obter água potável corrente, essa deverá ser fornecida em recipientes portáteis hermeticamente fechados de material adequado e construídos de maneira a permitir fácil limpeza. (124.152-4 / I2)<br />24.7.2. A água não-potável para uso no local de trabalho ficará separada e deve ser afixado aviso de advertência da sua não-potabilidade. (124.153-2/I1)<br />24.7.3. Os poços e as fontes de água potável serão protegidos contra a contaminação. (124.154-0 / I1)<br />24.7.4. Nas operações em que se empregam dispositivos que sejam levados à boca, somente serão permitidos os de uso estritamente individual, substituindo, sempre que for possível, por outros de processos mecânicos. (124.155-9 / I1)<br />24.7.5. Os locais de trabalho serão mantidos em estado de higiene compatível com o gênero de atividade. O serviço de limpeza será realizado, sempre que possível, fora do horário de trabalho e por processo que reduza ao mínimo o levantamento de poeiras. (124.156-7 / I1)<br />24.7.6. Deverão os responsáveis pelos estabelecimentos industriais dar aos resíduos destino e tratamento que os tornem inócuos aos empregados e à coletividade. (124.157-5 / I1)<br />

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