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Revista Pontos de Vista Março 2012
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Revista Pontos de Vista Março 2012

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  • 1. ENTREVISTA REVISTA PONTOS DE VISTACLT Services - Março de 2012 1- O que é o pensamento Lean e em que consiste a abordagem “going lean”? Pensar lean (magro) é uma filosofia empresarial orientada à eliminação gradual do desperdício. Going lean é a metodologia que a CLT desenvolveu para implementar a filosofia lean. Trata-se de uma abordagem sistemática que visa transferir conhecimento e boas práticas lean para as empresas. 2- De que forma a CLT identifica nas empresas oportunidades para que depois estas possam investir nessas mais-valias? A CLT desenvolveu um processo de auditoria que lhe permite identificar as oportunidades de melhoria nas organizações. Este processo recorre a ferramentas como o VSM e a identificação dos mudas. 3- Para a CLT inovação é essencial e na sua forma de actuação parte também deste princípio. O que é que diferencia a CLT das demais empresas que actuam ao nível da consultoria? A CLT distingue-se das demais pela sua aposta na criação de conhecimento (não fazemos copy- paste do que outros desenvolvem no estrangeiro), apostamos na inovação e no desenvolvimento de novas ferramentas e métodos. A CLT orgulha-se de estar na liderança do desenvolvimento da filosofia lean ao termos dado início à terceira geração do pensamento lean. Temos ainda como factor diferenciador o facto de nos adaptarmos caso-a-caso sem recorrer a processos “automáticos” de aplicação lean. Por fim, a interpretação que fazemos do pensamento lean assenta em considerar lean como uma filosofia e não um conjunto de ferramentas e isso leva-nos a criar nas organizações estruturas autónomas. 4- O que é que a CLT Services tem para oferecer aos clientes no que toca à formação? A formação que fazemos está orientada para as empresas e tem sempre associada a componente prática. A CLT foi pioneira ao realizar a Pós-graduação em Lean Management (desde 2007 até à data já formamos mais de 600 senseis lean). Esta realiza-se no Porto, Leiria e Lisboa e pode ser frequentada nas modalidades b-learning e e-learning. 5- A CLT compromete-se a “iluminar” áreas até agora escondidas pelos desperdícios. As empresas nacionais, regra geral, apresentam ainda grandes dificuldades na identificação desses desperdícios resultando numa menor competitividade das mesmas? É preciso uma enorme dose de humildade para ver o desperdício nas organizações. Nós achamos sempre que o problema está na casa do vizinho e nunca na nossa. A CLT estima que 35% a 55% do potencial das empresas perde-se por causa do flagelo do desperdício (ou “muda” em Japonês) e arriscamo-nos a dizer que o muda é um imposto que todos pagamos. 6- Quais os principais problemas com que as empresas nacionais se deparam actualmente e quais as principais arestas que precisam de ser limadas? Para além dos problemas de liquidez, da crise nacional e da crescente concorrência internacional, as empresas enfrentam graves problemas de liderança e de gestão. Este é o maior problema e daqui todos os outros se desenvolvem, como por exemplo a falta de inovação e criatividade, a dificuldade na internacionalização. 7- Na actual conjuntura de crise económica há mais empresas a recorrer aos vossos serviços?Entrevista Março de 2012 Página 1 de 2
  • 2. O número de empresas tem-se mantido. Apesar da crise sugerir o pensamento magro, muitas vêm-se abraços com problemas financeiros que não lhes permite ver a consultoria como um antídoto para a crise. Assim muitas, sem se aperceberem, entram num ciclo vicioso de enfraquecimento. A falta de liderança e de gestão explica porque é que muitos optam por desligar a luz ao fundo do túnel na esperança de poupar quando no fundo estão a perder-se ainda mais. 8- Mais de 30% das empresas não sobrevivem ao primeiro ano de existência e cerca de 50% não passam do terceiro. Na sua opinião, estes dados traduzem-se principalmente num problema do mercado ou das próprias empresas? Esses números explicam-se porque parte das empresas inicia a jornada lean sem saber na realidade o que é pensar lean. A ansiedade pelos resultados leva a que muitas empresas enveredem pelas ferramentas (ex. 5S, trabalho standard entre outras) e além das alterações cosméticas pouco mais alcançam. Pensar lean é um processo de transformação cultural, algo que deve ser enraizado na forma de ser e de estar de cada um na empresa, não é uma metodologia sistemática mas sim uma postura de permanente combate ao desperdício e criação de valor para todos os stakeholders. Não admira que quase 1/3 das empresas desista ao fim do primeiro ano e metade esquece o lean antes do terceiro ano. Lean é um compromisso de longo prazo que tem de ser assumido pela gestão de topo, algo que deverá fazer parte do código genético da empresa. 9- Quais os erros mais comuns das empresas que implicam nesta incapacidade de sobrevivência aos primeiros anos de vida?  Ansiedade pelos resultados no curto espaço de tempo;  Falta de humildade para identificar o muda;  Falha no envolvimento concreto por parte da gestão de topo;  Iniciar um processo de implementação lean sem condições para tal (ex. equipa e projecto, meios e estratégia);  Falha no planeamento… o método a seguir é “avança-se e depois se vê…”;  Por fim, a dificuldade em envolver e comprometer as pessoas porque é delas que depende todo o sucesso da jornada lean.Entrevista Março de 2012 Página 2 de 2