Economia Portuguesa em Risco de Isolamento

481 views
400 views

Published on

Published in: Economy & Finance
0 Comments
0 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

  • Be the first to like this

No Downloads
Views
Total views
481
On SlideShare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
10
Actions
Shares
0
Downloads
1
Comments
0
Likes
0
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Economia Portuguesa em Risco de Isolamento

  1. 1. Alameda dos Oceanos, Lote 1.02.1.1. Z17 1990-302 Lisboa Telef: 218 021 413 E-Mail: geral@adfersit.pt Site: www.adfersit.pt COMUNICADO Economia Portuguesa em Risco de Isolamento É preocupante que as ligações ferroviárias internacionais em bitola europeia não constem das principais prioridades do Grupo de Trabalho para as Infra-estruturas de Elevado Valor Acrescentado. Essa omissão, a concretizar-se, condenará Portugal a transformar-se numa ilha isolada da Europa, afectando irreversivelmente a competitividade da Economia e das empresas portuguesas, particularmente do Norte e do Centro do país. Do que já se sabe, a nova Linha Aveiro - Vilar Formoso, a mais necessária ao desenvolvimento de Portugal, não consta dos 30 projectos recomendados, facto muito decepcionante que deve ser corrigido. A linha Poceirão-Caia, com ligações aos portos de Sines e Setúbal, também não faz parte das primeiras prioridades. Sem estas duas ligações ferroviárias, em bitola europeia e preparadas para grandes comboios de mercadorias, Portugal vai continuar a ser a Economia europeia mais dependente de camiões TIR e a mais vulnerável ao preço dos combustíveis. Esta omissão conduzirá a um desperdício trágico e irreversível de milhares de milhões de euros de fundos comunitários, que serão aproveitados por outros países. A UE pode comparticipar estes projectos a 85%, desde que Portugal consiga apresentá-los até 2016. Se falhar agora, desperdiçará a última oportunidade dos próximos anos de oferecer às nossas empresas e portos condições reais de competitividade. A comparticipação a 85% significa que o investimento público necessário seria facilmente recuperado em impostos e na redução de despesas sociais, como subsídios de desemprego. Esta omissão contraria irreversivelmente o objectivo estratégico do Governo de aumentar as exportações e de revitalizar a economia a curto-prazo.
  2. 2. A ADFERSIT saúda o debate público, mas estranha que ele não se tenha iniciado com a publicação do relatório. A promessa do Senhor Ministro da Economia, de que as grandes decisões dependem do resultado do debate público informado e fundamentado, são um sinal de esperança. A ADFERSIT aguarda a divulgação pública do relatório para poder fazer uma análise mais aprofundada e abrangente sobre o mesmo. Direcção da ADFERSIT 28 de Janeiro de 2014

×