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Análise prospetiva da evolução sectorial em Portugal

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  • 1. 1 Análise prospectiva da evolução sectorial em Portugal Equipa de trabalho: Paulo Pedroso (coordenador), João Elyseu, João Magalhães Análise prospetiva da evolução sectorial em Portugal Introdução
  • 2. 2 Introdução A Agência Nacional para a Qualificação (ANQ) e a Associação Nacional de Escolas Profissionais (ANESPO) incluíram no seu acordo de cooperação a realização de um estudo centrado na melhoria da qualidade da informação de ajuda à decisão no planeamento da oferta de educação e formação profissional de nível secundário. Esta questão tem vindo a ganhar atualidade nos últimos anos, dado o progresso que esta oferta tem vivido. Com efeito, nas últimas duas décadas passámos de uma situação em que esta oferta de formação era residual para uma completamente diferente em que tem peso significativo, quer na percentagem de jovens que a procuram quer na estrutura de saídas do sistema educativo. Há, contudo, dificuldades metodológicas conhecidas sempre que se pretende ajudar a planear adequadamente uma rede de educação e formação profissional inicial. Não sabemos o que será a estrutura das profissões em que os jovens que hoje se formam virão a desempenhar funções. Vivemos numa sociedade que reconhece o direito à livre escolha de profissão e nada nos diz que ter entrado num determinado percurso de formação se reflita numa trajetória profissional dele derivada. Vivemos numa sociedade aberta, em que tanto a migração inter-regional quanto as migrações internacionais nos dois sentidos – a emigração e a imigração – alteram a configuração real da relação entre a oferta e a procura. Em matéria de previsões de necessidades de qualificações a única certeza que podemos ter é a de que a incerteza dessas previsões é elevada. Mas a consciência das limitações não deve conduzir à paralisia. Deve levar-nos a ser prudentes, mas a procurar conhecer o que for possível, para identificar adequadamente tendências, reconhecer tão antecipadamente quanto possível problemas existentes e antecipar caminhos que possam reorientar ou melhor recalibrar o nosso trabalho. Este estudo ambiciona contribuir para essa reflexão por duas vias. Na primeira parte analisa-se o conhecimento disponível sobre os caminhos prospetivos da atividade económica em Portugal. Na segunda analisa-se a relação da oferta de educação e formação profissional com o emprego comparando os dados mais recentes disponíveis (2008) com os de uma década atrás. A prospetiva da atividade económica que aqui fazemos é uma metaanálise. Ou seja, é a nossa reflexão sobre os estudos que nos últimos anos foram feitos sobre a economia portuguesa. Como o
  • 3. 3 leitor verá, ao contrário do que poderia pensar-se, foi produzida reflexão que nos permite identificar um conjunto sólido de dinamismos económicos que desafiarão as qualificações de nível intermédio. Decidimos adotar para identificar esses dinamismos a designação de “nuvens”. Não apenas para fugir ao caráter por vezes restritivo de definição de setor de atividade económica, que não reflete inteiramente os efeitos de arrastamento do dinamismo económico que alberga. Nem sequer para fugir à designação popularizada e por vezes impropriamente usada de “cluster”, como se toda a articulação pudesse constituir um cluster, independentemente da densidade das interrelações. A escolha das “nuvens” tem também um sentido denotativo. Nelas se incluem atividades económicas que se espera que terminem, quando atingirem o ponto próprio, numa “chuva”, numa função de irrigação do mercado de trabalho que implicará o surgimento de novas necessidades, as necessidades para a reconversão sectorial de que se fala no título do estudo. A segunda parte é um exercício, tanto quanto sabemos completamente pioneiro, de analisar a relação entre a oferta de formação e os dinamismos do emprego jovem. Num trabalho anterior coordenado também pelo coordenador deste estudo, avançou-se com a ideia de que num contexto de incerteza, a regulação da rede de educação e formação deveria obedecer a um princípio indicativo sobre a existência de áreas profissionais sobre e sub-representadas na oferta de formação. Chamou-se, então, a esse instrumento de ajuda ao planeamento da rede um “semáforo” que nos indica quais são as áreas que estão em potencial risco de ter excesso de oferta e as que estarão na situação oposta. O desafio que a ANESPO e a ANQ fizeram à equipa deste estudo foi o de operacionalizar esse semáforo e de mostrar se este é viável - no sentido de poder ser construído – e se é fiável, se produz, sem a introdução de manipulações ad hoc algum valor acrescentado ao modo como se pode planear a curto prazo a oferta de qualificações. O leitor encontrará na segunda parte deste estudo os fundamentos do dito semáforo e os resultados do cálculo deste indicador, por áreas profissionais e ao nível das NUT III. Este exercício exigiu uma quantidade de trabalho difícil de tornar patente na síntese que aqui se faz. Mas apraz-nos registar que os resultados a que se chegou foram utilizados já pela ANQ, a par de outros, como é desejável, no trabalho de preparação da oferta de educação e formação profissional do próximo ano letivo. O nosso semáforo não poderia ter sido calculado se não tivéssemos recebido o permanente apoio da ANESPO e da ANQ a quem agradecemos. Do mesmo modo exigiu um trabalho sobre bases de dados disponibilizadas por todas as entidades contactadas e a quem agradecemos a diligência no seu fornecimento e a prontidão na prestação de esclarecimentos solicitados e na resolução das
  • 4. 4 dúvidas colocadas. Em particular agradecemos à ANQ pela disponibilização da sua compreensiva base de dados de novas turmas de educação e formação profissional de nível secundário de todas as modalidades de formação. Agradecemos ao Gabinete de Estatística e Planeamento do Ministério do Trabalho e Solidariedade Social a prontidão com que disponibilizou os dados dos Quadros de Pessoal do Emprego dos menores de 25 anos por níveis de habilitação escolar e profissão. Agradecemos à Direção-Geral do Ensino Superior a disponibilização da informação sobre os ingressos de alunos das vias profissionais no ensino superior. Agradecemos ainda e finalmente ao Instituto do Emprego e Formação Profissional a disponibilização dos dados do desemprego juvenil por profissão anterior do desempregado. Todas estas entidades tornaram possíveis os nossos cálculos e nenhuma delas é responsável pelos erros ou omissões que tenhamos no seu tratamento. Sem elas este “semáforo” não poderia ter sido aceso, mas nenhuma culpa têm na medição da sua cor ou no brilho que a sua luz tenha como instrumento de ajuda à decisão. Temos no entanto, como equipa de trabalho, orgulho de disponibilizar novos instrumentos que podem melhorar o planeamento da oferta de formação. O que os leitores aqui encontram é um exercício de identificação de áreas de atividade que produzirão necessidades no médio/longo prazo e um exercício de quantificação da procura de qualificações “à saída” da formação que tem sido frequentemente subalternizado, porque desconhecido face à pressão da procura “à entrada” na definição da oferta de qualificações. Aos autores esse exercício pareceu necessário e produtivo. Os leitores que avaliarão o nosso trabalho sobre ele dirão de sua justiça. Antes de deixarmos o leitor prosseguir em direção à apreciação dos méritos e defeitos deste trabalho, permitam-nos duas palavras de caráter pessoal. Este projeto teve um diretor, uma verdadeira alma mater que, para além de dar seguimento à ideia da ANESPO e de vigiar o cumprimento do protocolo com a ANQ, foi um verdadeiro diretor de projeto, num sentido que em Portugal escasseia, mas é extremamente útil para o desenvolvimento do trabalho. A energia e o encorajamento do Diretor-Executivo da ANESPO, Luís Costa, dar-lhe-iam direito à coautoria deste estudo, não fosse a obrigação de o isentar de responsabilidade por erros e omissões que se lhe não devem. Nesse trabalho foi ativamente secundado pelo grupo de acompanhamento do estudo e a equipa aprendeu muito, em particular com Paulo Feliciano e João Barbosa, que regularmente reuniram connosco, nos trouxeram o seu feedback e nos ajudaram a desenvolver e reorientar o trabalho. O nosso sentido agradecimento aos três.
  • 5. 5 Finalmente registe-se que este projeto nasceu para ter mais um autor. A Luísa Oliveira, que aliás escreveu o primeiro documento de reflexão de que nasceu esta equipa de trabalho e fixou o âmbito do estudo foi forçada por razões pessoais inultrapassáveis a não o prosseguir. Mas, este projeto tem o seu cunho pessoal e a sua marca no melhor dos resultados obtidos.
  • 6. Equipa de trabalho: Paulo Pedroso (coordenador), João Elyseu e João Magalhães Análise prospetiva da evolução sectorial em Portugal I Parte
  • 7. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 2 Índice – I Parte 1. Introdução 2. Situação de Partida 3. Drivers identificados 4. Nuvens identificadas na leitura prospetiva a. Nuvens consensuais i. Turismo ii. Energia e Ambiente iii. Mobilidade e Transportes b. Outras nuvens i. Serviços diversos ii. Cluster do mar iii. Saúde iv. Química e Petroquímica v. Indústrias Criativas vi. Tecnologias de Informação e Telecomunicações c. Nuvens cinzentas d. Nuvens cruzadas
  • 8. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 3 1. Introdução Este trabalho visa a identificação das necessidades futuras de qualificações, tendo em vista a reformatação da oferta formativa de nível intermédio. Numa primeira fase foi efetuada uma análise prospetiva dos cenários de evolução da estrutura sectorial em Portugal (componente I) e posteriormente foi feita uma descrição das qualificações existentes e identificados os estrangulamentos entre oferta e procura (componente II) com base nas áreas de atividade identificadas na componente I. Os objetivos propostos para esta análise prospetiva para a conversão e inovação sectorial são a identificação dos setores tradicionais em reestruturação, identificação de setores de atividade em consolidação, identificação de setores com perspetivas de crescimento sustentado e a identificação de novos setores de atividade. A metodologia utilizada consistiu na leitura e análise de estudos prospetivos, documentos de orientação estratégica e outros documentos encontrados em pesquisa relevantes para a temática em discussão. Foram considerados os estudos produzidos nos últimos cinco anos.
  • 9. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 4 2. Situação de Partida A adesão à União Europeia Um fator com impacte forte na economia do país foi a sua integração na União Europeia em 1986 e a consequente participação na construção do Mercado Único de bens e serviços, a que se juntou mais tarde a adesão à moeda única em 1999 e ainda a integração dos países da Europa de Leste. Todos estes fatores ocorreram num período de tempo muito limitado na história e acentuaram os efeitos da globalização. A entrada de Portugal na UE marca também uma nova vaga de investimentos oriundos de Espanha, França e sobretudo da Alemanha que se caracteriza pelo investimento em setores capital intensivos, mais exigentes em termos de mão de obra qualificada de nível médio e superior: indústria automóvel e componentes), eletrónica e tecnologias de informação, indústria mecânica e elétrica e mais recentemente o fabrico de equipamento para a energia eólica e com a instalação de centros de I&D. Esta vaga viria também a perder dinâmica pelas oportunidades de investimento para a Alemanha abertas pela China e pela Europa de Leste com uma posição geoestratégica na Europa face à Alemanha mais favorável que Portugal, a que acrescem raízes históricas e culturais com alguns desses países que são um fator competitivo fundamental. O alargamento da UE, por exemplo, trouxe desafios acrescidos às empresas portuguesas e às políticas públicas de promoção da competitividade nacional. Para além de aumentar a concorrência em termos de comércio internacional, tornou esses países também concorrentes de Portugal na captação de Investimento Direto Estrangeiro, uma vez que apresentam algumas vantagens comparativas relativamente a Portugal. Uma delas é a localização geográfica e a proximidade com países do centro e norte da Europa, a que se juntam os baixos salários e os níveis mais elevados de escolarização da sua população, relativamente a Portugal. Por outro lado, a introdução do euro, só por si, exerceu fortíssimas pressões e tensões nos mercados sectoriais nacionais, devido à eliminação das taxas de câmbio entre as moedas dos países aderentes, instrumento que permitia vantagens concorrenciais pela lógica dos baixos preços dos produtos. Acresce a redução dos custos de transação nos países aderentes à União Monetária, na medida em que a
  • 10. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 5 competitividade das empresas portuguesas dependia, em grande medida, da taxa de câmbio entre o escudo e as outras moedas. Todos estes fatores conjugados, num período relativamente curto de tempo, exerceram uma espécie de efeito do choque na economia portuguesa que, como não poderia deixar de ser, sofreu nos últimos anos importantes alterações da sua estrutura, como veremos à frente. Contexto interno A evolução da economia portuguesa nas três últimas décadas foi marcada por quatro aspetos estruturantes e que explicam, em grande medida, a situação atual: i) Forte crescimento do setor não mercantil decorrente da transformação da estrutura e ampliação das funções do Estado no âmbito da oferta pública de serviços, fundamentalmente a educação e a saúde; ii) Modernização do setor mercantil de serviços não transacionáveis (no sentido em que são orientados para o mercado interno), nomeadamente as telecomunicações, distribuição, serviços às empresas, serviços financeiros, etc. iii) Absorção dos défices que existiam em áreas infraestruturais no domínio das acessibilidades, indústrias de rede (telecomunicações, eletricidade, gás natural), abastecimento de água e tratamento de efluentes e resíduos, equipamentos sociais e desportivos das cidades e habitação; iv) Uma certa inércia ou mudança muito limitada no setor de "bens e serviços transacionáveis”. Com efeito as mudanças assinaláveis limitam-se quase exclusivamente ao investimento direto alemão nos setores automóvel e eletrónica e serviços, ao desenvolvimento do golfe como fonte de atração turística e à modernização do setor do calçado que se tornou num dos mais dinâmicos setores de exportação das indústrias tradicionais. Boa parte das empresas de maior dimensão em Portugal concentram as suas atividades em setores cuja competitividade assenta em recursos naturais e ambientais, tendo o mercado interno como horizonte de crescimento em áreas como o cluster da construção e setores infraestruturais, nas indústrias florestais (madeira e aglomerados, cortiça e aglomerados, pasta e papel), nas agroindústrias (vinhos, óleos alimentares) e, em menor escala, no turismo.
  • 11. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 6 Num contexto de globalização e de construção do mercado único europeu, estes aspetos conjugados funcionaram como um fator de pressão considerável e levaram à necessidade de internacionalização, de ganhar dimensão para concretizar esse objetivo e de sobreviver internacionalmente. Uma primeira vaga de investimento no exterior ocorreu no Brasil (telecomunicações, produção e distribuição de eletricidade, etc.), depois em Angola - fortemente induzido pelo choque petrolífero dos anos 90 - em que se destacaram as empresas de obras públicas que se tornaram importantes exportadoras e investidoras no exterior. Este movimento para Angola teve como contrapartida a participação de capitais angolanos em várias empresas portuguesas de relevo. Terciarização da economia Portuguesa A terciarização das economias é um indicador comum a todas as economias ocidentais. Contudo o setor terciário é constituído por um conjunto diversificado de segmentos, sendo que alguns destes segmentos marcam a diferença em termos de desenvolvimento económico dos países. Os chamados "serviços transacionáveis" e, em particular, a capacidade de internacionalização desses serviços por parte de alguns países, marcam a diferença no desenvolvimento desses mesmos países. Este fenómeno tem-se refletido no aumento crescente do comércio internacional de serviços. Portugal tem acompanhado este movimento, sendo que o setor dos serviços tem contribuído significativamente para a sustentação económica, quer no domínio do emprego, quer pelo aumento progressivo do peso do VAB dos serviços na atividade económica. Com efeito, entre 1995 e 2006, o peso relativo do VAB do terciário no total da economia terá aumentado cerca de 7 pontos percentuais, sendo que em 2006 o seu valor rondava os 73%. No emprego, este aumento foi de cerca de 6,4% representando em 2006 cerca de 60% do total do emprego. Tendo em conta a segmentação do setor, se tomarmos como critério os serviços comercializáveis/não comercializáveis, verificamos que são os serviços comercializáveis que têm maior relevância, com o VAB a registar um crescimento médio anual real de cerca de 3,2% e o emprego de 2,4% entre 1995 e 2006, face à evolução média anual do total da economia. Entre 1996 e 2008, verificou-se uma contribuição crescente do setor dos serviços para o saldo da Balança Corrente, uma crescente especialização da economia portuguesa neste setor. São principalmente os serviços prestados pelas indústrias de rede (Transportes, Comunicações, Seguros e serviços Financeiros) que têm progredido na estrutura produtiva, com particular destaque para os transportes. Os mais importantes são os transportes aéreos, seguidos pelos transportes rodoviários. De referir ainda os
  • 12. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 7 “serviços de construção”, os “outros serviços fornecidos por empresas”( serviços jurídicos, contabilísticos, de consultadoria em gestão e de relações públicas, serviços de publicidade, estudos de mercado e de opinião pública, serviços de intermediação comercial, serviços de aluguer sem tripulação, serviços entre empresas afiliadas e "outros serviços") e os “serviços de base tecnológica” (Serviços de I&D, Direitos de utilização, Serviços de informática, Serviços de arquitetura, Serviços de engenharia, Serviços de consultadoria técnica, Serviços agrícolas, mineiros e industriais) que têm tido um desempenho relevante. Com efeito, e desde 2007 que os serviços de base tecnológica registam um excedente do saldo das operações com o exterior. Os serviços de engenharia, de consultadoria técnica e agrícolas, mineiros e industriais são os que mais têm contribuído para esta evolução, não descurando os serviços de informática. Do ponto de vista da internacionalização deste setor verifica-se um decréscimo dos saldos negativos desde 2000 e, a partir de 2004 verificam-se saldos positivos e crescentes, com estagnação em 2008. O saldo no PIB evoluiu de -0,9% em 1996 para 1,3% em 2008. Para este resultado contribuíram particularmente os serviços de “transporte”, de “construção”, de” comunicação” e dos “outros serviços prestados às empresas”. Mais de 50% das exportações destinam-se ao mercado Europeu - sobretudo Espanha, Alemanha, França e Reino Unido -, mas também exportamos para África (PALOPs) e América Latina (Brasil e Venezuela). Nas exportações de serviços têm maior peso os seguintes segmentos: os serviços prestados pelas indústrias de rede (que representam uma média de 60%), com relevância particular para os transportes aéreos, mas também os transportes rodoviários e os transportes marítimos na componente fretes. Seguem-se os serviços de base tecnológica com um crescimento médio anual particularmente relevante (28% entre 2003 e 2008), de que se destacam os serviços de consultadoria técnica (+21%) de informática (+19%) e engenharia (+19%). Os outros serviços fornecidos por empresas, também cresceram de forma significativa no período 1996-2008 e, finalmente, os “serviços de construção”. Evolução das exportações O aumento das exportações em 2010 explica-se por uma diversificação dos países de destino, já que as exportações para a UE decresceram. Este movimento de decréscimo do peso das exportações com destino à UE vem a decrescer desde 2006. É também desde esta data que se verifica um aumento das exportações para os países extra-UE e para os PALOP. O dado mais relevante parece ser a importância crescente dos países dos PALOP e salto, em 2010, dos países da OPEP que justificam, em grande medida,
  • 13. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 8 o aumento global das exportações de Portugal. No quadro seguinte podemos verificar a evolução do peso relativo das exportações para diferentes regiões: 2005 2006 2007 2008 2009 2010 MUNDO 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 INTRA-U E 80,04 77,87 77,11 74,47 75,43 74,96 EXTRA-U E 19,96 22,13 22,89 25,53 24,57 25,04 EFTA 1,13 1,08 0,92 1,01 1,14 1,12 OPEP 1,01 0,69 0,68 1,37 1,70 7,02 PALOP 3,41 4,28 5,38 6,88 8,33 6,54 0,00 10,00 20,00 30,00 40,00 50,00 60,00 70,00 80,00 90,00 100,00 %faceaototal A evolução das exportações foi positiva entre 2005 e 2008, verificando-se uma quebra acentuada em 2009 e uma assinalável recuperação em 2009. O gráfico em baixo apresentado evidencia um outro dado relevante e que é a subida apreciável de exportações para a OPEP em 2009. A crise política do médio Oriente e em particular a Líbia, podem ter um impacte significativo nesta evolução, o que na atual conjuntura pode ser penalizador para Portugal.
  • 14. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 9 - 5.000 10.000 15.000 20.000 25.000 30.000 35.000 40.000 45.000 2005 2006 2007 2008 2009 2010 MilhõesdeEuros Mundo Intra União Europeia Extra União Europeia EFTA OPEP PALOP Por setor de atividade e considerando os que têm mais peso nas exportações (peso superior a 3%), verifica-se uma recomposição sectorial nas exportações entre 2005 e 2010, com uma queda progressiva e sustentada dos Têxteis (-1,9), Vestuário (-11,2%), Indústrias da madeira e da cortiça e suas obras, exceto mobiliário e da Fabricação de obras de cestaria e de espartaria (-10%) e da Fabricação de equipamentos informáticos, equipamento para comunicações e produtos eletrónicos e óticos (-37,7), todos com uma taxa de crescimento médio anual negativa. Em contrapartida, neste mesmo período, sobem sustentadamente o peso nas exportações, na Fabricação de pasta, de papel, de cartão e seus artigos (135,2%), a Fabricação de coque, produtos petrolíferos refinados e de aglomerados de combustíveis (101,8%) e as indústrias alimentares (75,1%). Estas últimas são o segundo setor exportador mais importante, logo a seguir à Fabricação de veículos automóveis, reboques, semirreboques e componentes para veículos automóveis, cuja taxa de variação neste período foi de 7,2%. No quadro em baixo podemos verificar a evolução das exportações por setor de atividade nos últimos anos para os setores com peso na economia superior a 3:
  • 15. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 10 Nota: As percentagens assinaladas com asterisco (*) foram calculadas com base nos anos 2006 e 2010. Sectores de Actividade 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Var. 05/10 var 08/10 var 09/10 Tx.Cresc.Médio Anual 05/10 SECTORES COM PESO SUPERIOR A 3 (FACE 2010) Fabricação de veículos automóveis, reboques, semi-reboques e componentes para veículos automóveis 12,96 12,65 11,59 11,09 10,89 11,77 7,2 0,1 25,1 1,4 Indústrias alimentares 4,18 4,29 4,83 5,86 6,60 6,20 75,1 -0,1 8,7 11,9 Indústria do vestuário 8,13 7,29 6,88 6,44 6,86 6,11 -11,2 -10,4 3,1 -2,4 Fabricação de produtos químicos e de fibras sintéticas ou artificiais, excepto produtos farmacêuticos 5,39 5,18 5,52 5,57 5,07 6,10 33,8 3,4 39,3 6,0 Fabricação de coque, produtos petrolíferos refinados e de aglomerados de combustíveis 3,46 4,60 3,77 4,73 4,53 5,91 101,8 17,8 50,8 15,1 Fabricação de equipamento eléctrico x 4,63 4,84 4,87 5,04 5,11 13,9* -1,0 17,4 2,6* Fabricação de artigos de borracha e de matérias plásticas 3,91 3,97 4,18 4,32 4,92 4,95 49,2 8,0 16,4 8,3 Fabricação de produtos metálicos, excepto máquinas e equipamentos x 4,95 5,02 5,59 5,86 4,71 -1,9* -20,5 -7,0 -0,4* Fabricação de equipamentos informáticos, equipamento para comunicações e produtos electrónicos e ópticos 8,86 8,87 8,25 7,43 4,91 4,67 -37,7 -40,6 10,2 -9,0 Fabricação de máquinas e de equipamentos, n.e. 4,23 4,41 4,96 5,53 4,89 4,37 21,9 -25,4 3,4 4,0 Fabrico de outros produtos minerais não metálicos 3,99 3,98 4,25 4,21 4,47 4,09 21,3 -8,1 6,0 3,9 Indústrias metalúrgicas de base 3,44 4,03 4,16 4,01 3,51 4,08 40,0 -3,9 34,5 7,0 Indústria do couro e dos produtos do couro 4,28 3,87 3,69 3,77 4,22 3,89 7,1 -2,8 6,5 1,4 Fabricação de pasta, de papel, de cartão e seus artigos 1,91 1,92 1,90 3,60 2,54 3,81 135,2 -0,1 73,6 18,7 Fabricação de têxteis 4,39 3,94 3,83 3,67 3,80 3,65 -1,9 -6,1 11,0 -0,4 Indústrias da madeira e da cortiça e suas obras, excepto mobiliário; Fabricação de obras de cestaria e de espartaria 3,90 3,72 3,66 3,36 3,23 2,98 -10,0 -16,4 6,7 -2,1
  • 16. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 11 Em conclusão, a intensificação da abertura comercial de Portugal e a adesão ao Euro conduziram na última década a uma evolução desfavorável em termos de convergência real com a UE, para a qual contribuíram essencialmente os seguintes fatores:  A liberalização do comércio internacional com a entrada de novos atores como a China e a Índia;  Integração na moeda única, com consequentes alterações nos instrumentos de política económica disponível;  Alargamento da UE ao Leste Europeu, com o consequente aumento do ambiente concorrencial em termos de comércio internacional e de captação de fluxos de IDE. Por outro lado, nos últimos 25 anos temos assistido a uma ascensão dos setores não transacionáveis focados no mercado interno (construção, imobiliário, serviços a empresas, educação, saúde), a investimentos em infraestruturas (telecomunicações, gás, eletricidade, rodovias, água e ambiente) e a uma mudança limitada na carteira de bens e serviços transacionáveis. Todos os fatores enunciados em cima conduziram a uma carteira de atividades exportadoras de bens vulnerável à concorrência de economias emergentes e novos membros da UE e que no passado demonstraram baixa capacidade de crescimento no comércio internacional, para além de continuar a existir uma escolarização de mão de obra inferior anos novos membros da UE. A economia Portuguesa tem demonstrado assim uma fragilidade competitiva internacional e dificuldade de adaptação às novas condições de mercado e encontra-se atualmente numa fase de ajustamento estrutural da sua economia.
  • 17. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 12 3. Drivers No decurso da leitura prospetiva efetuada foram identificados vários fatores condutores da evolução sectorial, ou drivers. Estas linhas condutoras do desenvolvimento sectorial podem ser agrupadas em três grandes vetores: tendências globais, sistemas de atores e dinâmicas de mercado e políticas governamentais. Tendências globais Globalização As reduções de barreiras ao comércio nas últimas décadas promovida pela Organização Mundial do Comércio originou alterações no Comércio Internacional, e a integração de diversas economias de mercados emergentes, nomeadamente da Ásia e Europa Central e de Leste nos mercados mundiais. Os avanços da liberalização do comércio mundial no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC), em articulação com o desenvolvimento do novo paradigma das Tecnologias de informação e comunicação (TIC), originaram nas duas últimas décadas alterações profundas no comércio mundial, com consequências importantes na afetação de recursos e distribuição da riqueza a nível mundial, na posição relativa dos países nas lógicas da concorrência internacional e na própria recomposição sectorial, incluindo a inclusão de diversas economias emergentes, nomeadamente da Ásia e Europa Central e de Leste no mercado mundial. Estas alterações e o aumento da abertura da economia Portuguesa ao exterior têm levantado alguns problemas de competitividade na economia Portuguesa e contribuído para algumas redefinições sectoriais. Por outro lado, o alargamento da União Europeia ao Leste Europeu, para além de aumentar a concorrência comercial em termos de comércio internacional na economia Portuguesa, tornou estes países do Leste Europeu também concorrentes na captação de Investimento Direto Estrangeiro de empresas do Norte da Europa. A crise económica internacional vem agudizar a tendência de alterações geopolíticas e a perda de poder de vários players mundiais como é o caso dos EUA para economias emergentes como é o caso da Índia e da China.
  • 18. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 13 Alterações demográficas Globalmente existem uma série de tendências demográficas que deverão continuar durante a próxima década e que terão consequências sociais e económicas relevantes. A população mundial deverá continuar a crescer, sendo espectável que estabilize no ano de 2050 nos 9,15 biliões (cenário médio segundo estudo das Nações Unidas), ou seja, cerca de mais 3 biliões do que atualmente. Parte substancial deste crescimento deverá centrar-se nos países mais pobres sendo que 70% do crescimento demográfico estimado para 2050 deverá concentrar-se em 24 países, todos considerados pelo Banco Mundial como países de rendimento baixo ou médio baixo, com carências de vária ordem incluindo a nível de educação, capital e oportunidades de emprego. Em 1950 o Bangladesh, Egito, Indonésia, Nigéria, Paquistão e Turquia tinham, em conjunto, uma população de 242 milhões de pessoas. Hoje, os mesmos seis países, de maioria muçulmana, têm 886 milhões de habitantes e, até meados do século, deverão ter um acréscimo de 475 milhões. Os movimentos sociais no Egito e a possibilidade de alastramento a outros países do médio oriente podem constituir outro fator que contribuirá para alterar a posição política e económica destes países no mundo. Em contrapartida, o peso relativo da população nos países desenvolvidos deverá baixar cerca 25%. Em 2003, as populações da Europa, EUA e Canadá correspondiam apenas a 17% da população mundial. Em 2050, esse peso deverá cair para 12%. Segundo o Banco Mundial, em 2030, a classe média do mundo em desenvolvimento será de 1,2 biliões de pessoas, um aumento de 200% face a 2005, superando as populações globais da Europa, Japão e EUA. Esta questão propicia uma deslocação do poder económico para as regiões em desenvolvimento por um lado e, por outro, potencia a procura de trabalhadores imigrantes por parte do ocidente. Outro dado importante do ponto de vista demográfico é a urbanização crescente das economias emergentes e em desenvolvimento, o que coloca problemas de sustentabilidade ambiental. Um facto inédito a este propósito e que coloca este problema como um dos fatores a ter em conta é que, pela primeira vez na história, a população urbana mundial supera a rural. Em 1950 a população urbana representava 30% do total, mas estima-se que esse número ascenda a 70% em 2050.
  • 19. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 14 Nos países desenvolvidos a população deverá continuar a envelhecer e a população ativa a diminuir, como consequência na quebra das taxas de natalidade. Calcula-se que na Europa, a quebra na população ativa ronde os 24% no ano 2050. A população chinesa com mais de 60 anos representa entre 12 a 15% da população total. Na Europa, Canadá e EUA essa percentagem varia entre 15 e os 22% e é de 30% no Japão. Esta inversão da pirâmide demográfica tem colocado fortes problemas de sustentabilidade do modelo social europeu. Ambiente e Sustentabilidade Os combustíveis fósseis deverão permanecer a fonte de energia dominante nas próximas décadas, mas existem dúvidas acerca da sustentabilidade em relação ao ambiente e à segurança da oferta. Nos últimos anos tem-se verificado um aumento da procura mundial de petróleo, conduzida pelo crescimento económico dos países emergentes. Apesar dum potencial decréscimo com a recente crise económica, a tendência de médio e longo prazo é a procura continuar a crescer. Por outro lado, tem-se verificado nos últimos anos uma estagnação da oferta mundial de petróleo. Estes fatores têm conduzido a um reforço do poder financeiro dos países produtores de petróleo e uma consequente transferência de riqueza dos países consumidores para os produtores. O desastre ambiental do dia 20 de abril de 2010 no Golfo do México numa plataforma da British Petroleum relançou esta questão e continua a pressionar governos e petrolíferas para novas medidas e políticas ambientais. A pressão sobre os recursos energéticos e sobre o ambiente tem fomentado o desenvolvimento das energias renováveis, no entanto, novos desenvolvimentos tecnológicos nesta área estão condicionados à preocupação com o crescimento, redução de dependência de fontes tradicionais de energia das regiões de maior instabilidade política e procurar fontes e processos de conversão energética menos prejudiciais ao ambiente. Embora se preveja que os combustíveis fósseis deverão permanecer a fonte de energia dominante nas próximas décadas, as pressões políticas e sociais em relação aos impactes ambientais já não podem ser politicamente ignoradas, por muito difícil que seja encontrar consensos políticos a nível mundial como
  • 20. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 15 mostraram os Acordos de Quioto e a recente Conferência de Copenhaga que terminou sem grandes avanços apesar das expectativas que tinham sido colocadas na presença de Obama. Contudo, apesar das dificuldades em chegar a acordos comuns globais, as estruturas de produção de energias renováveis têm crescido e o seu peso económico em termos mundiais tem sido reforçado. Entre 1999 e 2009 a produção bruta de eletricidade renovável aumentou a uma média anual de 3,1%. Em 2009, 19,1% da eletricidade global teve origem nas energias renováveis, o que significa um peso maior do que a energia nuclear (13,5%), embora os combustíveis fósseis tivessem representado 67,2%. Os 0,2% restantes foram fornecidos pela incineração de resíduos não-renováveis. Prevê-se que estes setores continuem a crescer a nível mundial não só nos países mais desenvolvidos, mas também nas economias emergentes da China e da Índia. A China é líder mundial na fabricação de células fotovoltaicas e tem uma forte presença no mercado das turbinas eólicas onde a Índia tem também uma posição de destaque.
  • 21. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 16 Políticas Governamentais Em 2005 destacavam-se no leque das medidas governamentais para a economia, a internacionalização - por via do investimento privado no exterior, da captação de investimento estrangeiro e das exportações -, a política ambiental, o turismo e o que viria a designar-se posteriormente como cluster do mar. Estas áreas aparecem reforçadas e com mais peso na atual legislatura, em que para além da captação do investimento, do desenvolvimento do turismo e das economias ligadas ao mar, se afirma a ambição de "liderar a revolução energética" no âmbito da política ambiental. As energias alternativas assumem do ponto de vista das políticas governamentais, uma espécie de desígnio nacional que cumpre um conjunto de objetivos fundamentais para o país, nomeadamente a diminuição do défice externo e do endividamento nacional pela redução da dependência energética (em 2008 o consumo de combustíveis fosseis representou 52% do défice da balança comercial), o desenvolvimento de novas indústrias, que contribuem para a alteração do padrão de especialização produtiva do país, da criação de novos empregos e no contributo para as bases de um modelo desenvolvimento sustentável. Para além destas, a fileira floresta-madeira-móvel é o setor em que, conjuntamente com o turismo e as energias alternativas, se aposta como setores em que Portugal se pode aproximar de uma liderança à escala global. Para o aumento da capacidade exportadora, para além das três grandes áreas referidas anteriormente, a aposta do Governo assenta em setores como a indústrias da moda (têxtil, vestuário ou calçado); agroalimentar (vinho, hortofrutícolas ou floricultura); indústrias da mobilidade (automóvel e aeronáutica); serviços de saúde; indústria de moldes e ferramentas; tecnologias de informação, comunicação e eletrónica; indústrias de equipamentos/ tecnologias de produção, nomeadamente na área ambiental e indústrias de refinação, petroquímica e química industrial. QREN Estas opções de política económica consubstanciam-se no Quadro Referência Estratégico Nacional (QREN) para o período de 2007-2013. A estratégia de desenvolvimento aí definida no que diz respeito à economia assenta em dois eixos principais:
  • 22. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 17 i) Um primeiro eixo centrado na competitividade, tendo como objetivo a qualificação do tecido produtivo, o desenvolvimento tecnológico, o estímulo ao empreendedorismo e a melhoria das estruturas envolventes das empresas; ii) Um outro eixo de desenvolvimento de base territorial que tem como objetivo melhorar as condições de atratividade do investimento produtivo, abrange as intervenções de natureza infraestrutural e procura o reforço da coesão económica, social e territorial A implementação desta estratégia é operacionalizada através de programas Operacionais, organizados em torno das chamadas Estratégias de Eficiência Coletiva (EEC) que podem ser de vários tipos: Pólos de Competitividade e Tecnologia (PCT), Clusters e "Outros Clusters" no que diz respeito ao primeiro eixo, e Estratégias de Valorização Económica de Base Territorial que podem assumir a forma de Programas de Valorização Económica de Recursos Endógenos (PROVERE) e as Ações de Regeneração e Desenvolvimento Urbanos (ARDU). Merecem destaque as políticas de apoio aos chamados Pólos de Competitividade e Tecnologia (PCTs) e aos Clusters, como setores-base para mudar o padrão de especialização produtiva do país, apostando em áreas que incorporam uma forte componente científica e tecnológica de base nacional. Esta estratégia tem como objetivo diminuir a dependência tecnológica do exterior, criar oportunidades de emprego qualificado e contribuir para o equilíbrio da balança comercial. A diferença básica entre pólos de competitividade e clusters assenta no facto dos Clusters terem menor conteúdo de C&T incorporado. Neste quadro, o Governo formalizou em 2009 a existência de 11 Pólos de Competitividade e Tecnologia e 8 clusters, que se concretizam em 108 projetos, designados como projetos-âncora. Estes pólos de competitividade e clusters são objeto de políticas públicas de incentivo no âmbito do QREN e traduzem, em grande medida, as grandes apostas sectoriais governamentais. Os 11 Pólos de Competitividade e Tecnologia de contemplam as seguintes áreas: saúde, moda, tecnologia agroindustrial (alimentos, saúde e sustentabilidade), tecnologia da energia, Tecnologia das Indústrias de Base Florestal, Tecnologia Engineering & Tooling, Tecnologia das Indústrias de Refinação, Petroquímica e Química Industrial, Tecnologia das Indústrias da Mobilidade (Portugal Mobi 2015), Tecnologias de Produção, Tecnologias de Informação, Comunicação e Eletrónica e Turismo 2015. Os oito clusters são os seguintes: Habitat Sustentável, Agroindustrial do Centro, Cluster da Pedra Natural, Cluster das Empresas de Mobiliário, Cluster das indústrias criativas da região norte, Cluster agroindustrial
  • 23. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 18 do Ribatejo, Cluster dos Vinhos da Região Demarcada do Douro, Cluster do Conhecimento e Cluster da Economia do Mar. Há setores que mereceram por parte do Governo a definição de Planos de intervenção específicos, nomeadamente o Plano Estratégico Nacional do Turismo (PENT), o Plano Nacional da energia (PNE), o Plano Nacional de Ação para as Energias Renováveis (PNAER) e o Plano Estratégico dos Transportes (PET). Plano Estratégico Nacional do Turismo O Governo aprovou em 2007 o Plano Estratégico Nacional do Turismo (PENT), definindo uma estratégia para o crescimento sustentado do setor, estratégia que viria a consubstanciar-se na Lei de bases do Turismo aprovada em 2009 (DL nº 191/2009) e que define as bases das políticas de desenvolvimento da atividade turística, considerada como uma área de intervenção prioritária. Os objetivos definidos no PENT definem que o Turismo deverá ser um dos motores de crescimento da economia, que Portugal deverá tornar-se um dos destinos de maior crescimento da Europa, o que pressupõe uma requalificação do setor e um aumento de competitividade da oferta. O PENT cria objetivos específicos para o ano de 2015 tendo em vista o desenvolvimento deste setor:  Atingir os 20 milhões de turistas (13 milhões em 2009);  Alcançar 15 mil milhões de receitas em 2015 (7,4 mil milhões em 2008);  Representar 15% do PIB;  Absorver 15% do emprego nacional. O Alentejo deverá ser a região que apresentará maior evolução, com crescimentos anuais de cerca de 11%. Prevê-se ainda que o Alentejo seja a região de maior evolução, com crescimentos anuais de 11%. A implementação do PENT está estruturada em torno de 5 eixos:  Território, Destinos e Produtos  Marcas e Mercados  Qualificação de Recursos  Distribuição e Comercialização  Inovação e Conhecimento
  • 24. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 19 Para a concretização destes 5 eixos foram identificados 11 projetos que envolvem várias entidades distintas:  Produtos, Destinos e Pólos  Intervenção em Zonas de Interesse Turístico (ZITs), nas áreas do Urbanismo, Ambiente e Paisagem  Desenvolvimento de Conteúdos distintivos e inovadores  Eventos  Acessibilidade Aérea  Marcas, Promoção e Distribuição  Programa de Qualidade  Excelência no Capital Humano  Conhecimento e Inovação  Eficácia do relacionamento Estado-Empresa  Modernização Empresarial Todo o plano deve estar sob a orientação política do Ministério da Economia e da Inovação e deverão ser envolvidas diversas entidades, nomeadamente a administração central, regional e local, associações sectoriais, empresariais e regionais, e empresas diretas ou indiretamente relacionadas com a atividade turística. Para a concretização do PENT são ainda identificadas as lacunas que existem nas ligações aéreas com os vários países emissores, as áreas com necessidades de melhorias de acessibilidades, veiculada a necessidade de realização de 1-2 mega eventos por década e de 10-12 grandes eventos de projeção internacional por ano e a necessidade de desenvolver e adequar a oferta cultural, de identificar e definir formalmente a constituição de Zonas Turísticas de Interesse (“ZITs”), de implementar um sistema de qualidade turística e de formação dos recursos humanos. No que diz respeito aos recursos humanos é mencionada a intenção de criar um programa de excelência da formação turística, estabelecer uma escola de gestão turística internacional, selecionar uma escola por região e estimular o desenvolvimento curricular de novas áreas disciplinares no setor do Turismo e ainda a necessidade de fomentar a especialização. Existe um Protocolo Bancário Turismo de Portugal que visa apoiar financeiramente os projetos turísticos económica e financeiramente viáveis e que, em função das prioridades definidas no Plano Estratégico
  • 25. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 20 Nacional do Turismo, contribuam inequivocamente para o aumento da qualidade, inovação e competitividade da oferta do setor turístico nacional. Medidas de apoio ao desenvolvimento do setor estão também contempladas no QREN. Uma caracterização mais detalhada acerca da estratégia e dos segmentos alvo é feita mais à frente na nuvem turismo. Estratégia Nacional para a Energia 2020 Na área do ambiente e sustentabilidade o Governo tem como objetivo que Portugal lidere a" revolução energética", assegure a posição de Portugal entre os cinco líderes em matéria de energias renováveis em 2020, assim como afirmar a liderança global na fileira industrial das energias renováveis. A política energética é estruturante da política económica do governo na medida em que se propõe cumprir vários objetivos: o da sustentabilidade económica e ambiental, a competitividade, crescimento e emprego por via de uma maior independência energética, da dinamização de vários setores de atividade (energias renováveis, mobilidade elétrica, etc.), procurando também promover a eficiência energética, consolidar o mercado ibérico de eletricidade e criar o mercado ibérico do gás natural, assim como contribuir para o equilíbrio da balança comercial através do aumento das exportações de bens de equipamento e da redução de importações de combustíveis fósseis. Esta política está consubstanciada em três documentos fundamentais: Estratégia Nacional para a Energia com o horizonte de 2020 (ENE 2020), o Plano Nacional de Ação para as Energias Renováveis e o Plano Nacional de Ação para a Eficiência Energética. Esta última, aprovada em Resolução de Conselho de Ministros (nº 29/2010) é também a mais recente e prevê já a atualização dos outros programas acima mencionados. A Estratégia Nacional de Energia (“ENE”) foi lançada em abril de 2010, e os principais objetivos deste plano para o ano de 2020 são os seguintes:  Dependência: reduzir dependência energética do país face ao exterior para 74% (foi de 83% em 2008) e reduzir em 25% o saldo importador energético com a energia produzida a partir de fontes endógenas;  Renováveis: 60% da eletricidade produzida e 31% do consumo de energia final tenham origem em fontes renováveis; criar mais 100.000 postos de trabalho a acrescer aos 35.000 já existentes (45.000 diretos e 90 000 indiretos) no setor das energias renováveis; o impacto no PIB passará de 0,8 % para 1,7 % até 2020;
  • 26. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 21  Eficiência: redução de 20% do consumo de energia final, nos termos da política Comunitária para a energia e desenvolver um cluster industrial associado à promoção da eficiência energética assegurando a criação de 21 000 postos de trabalho anuais, gerando um investimento previsível de 13.000 milhões de euros até 2020 e proporcionando exportações equivalentes a 400 milhões de euros;  Ambiente: cumprimento das metas de redução de emissões assumidas por Portugal no quadro Europeu. A ENE 2020 visa implementar uma séria de medidas e estratégias através da utilização de cinco grandes vetores: competitividade, crescimento e independência energética e financeira; aposta nas energias renováveis; promoção da eficiência energética; garantir segurança no abastecimento energético; sustentabilidade económica e ambiental. Competitividade, crescimento e independência energética e financeira Os investimentos totais previstos ao abrigo da ENE para o setor da energia deverão superar os 31.000 milhões de Euros, com o objetivo de desenvolver este setor, obter um maior equilíbrio da balança comercial através do aumento das exportações de bens de equipamento e de redução das importações de combustíveis fósseis. Por outro lado, os setores associados à energia (moldes e ferramentas, materiais avançados, sistemas elétricos, sistemas eletrónicos, sistemas de informação) têm uma intensidade tecnológica elevada. A redução da dependência energética e financeira tem por base o aumento da produção renovável e a melhoria na eficiência energética. O setor dos transportes é responsável por cerca de um terço do consumo final de energia e por isso existe a intenção de introdução de veículos elétricos e o objetivo deste tipo de veículos substituir cerca de 10% dos combustíveis atualmente consumidos nos transportes rodoviários. A liberalização dos mercados de energia na Europa teve como intenção a criação de um mercado interno de energia, a redução dos custos de energia e o aumento de competitividade económica. Foi neste contexto que em julho de 2007 entrou em vigor o Mercado Ibérico de Eletricidade (MIBEL) e em janeiro de 2008 foi aprovado o Model for Organisation and Operating Principles do Mercado Ibérico de Gás Natural (MIBGAS).
  • 27. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 22 Deste modo, estão planeados investimentos até ao ano de 2014 com vista a aumentar a interligação entre Portugal e Espanha e reforçar as interligações entre a Península Ibérica e França, de forma a garantir a integração do mercado Ibérico nas redes elétricas Europeias. Por outro lado, a reorganização do mercado do gás com vista à implementação do MIBGAS, conduzirá a um reforço das interligações e da capacidade de armazenamento de Gás Natural. O terminal de Sines e a sua ligação ao armazenamento do Carriço deverão formar um hub estratégico em Portugal. Aposta nas renováveis A dinamização do cluster das energias renováveis foi assumida pelo governo português como um vetor estratégico nacional consubstanciado na Estratégia Nacional para a Energia 2020 “O programa de Governo do XVIII Governo Constitucional estabelece que um dos objetivos para Portugal deve «liderar a revolução energética» através de diversas metas, entre quais «assegurar a posição de Portugal entre os cinco líderes europeus ao nível dos objetivos em matéria de energias renováveis em 2020 e afirmar Portugal na liderança global na fileira industrial das energias renováveis, de forte capacidade exportadora».” A intenção é promover uma fileira industrial, diversificar a diversificação de fontes e tecnologias por forma a reduzir a dependência externa e aumentar a segurança de abastecimento. No seguimento do objetivo estabelecido de consumo de 31% da energia final através de energias renováveis, tem sido efetuados investimentos significativos nesta área, nomeadamente na energia eólica, que colocaram Portugal como uma referência. Por outro lado, a aposta nas energias renováveis é considerada vital para a redução da dependência energética externa. Atualmente a produção de energia renovável em Portugal é feita na sua maioria através da combinação da energia hídrica e eólica. No entanto, existe a intenção de diversificar para outras energias renováveis. Neste contexto, foi aprovado o Plano Nacional para as Energias Renováveis (PNAER) – detalhado mais à frente neste capítulo. Promoção da eficiência energética Existe uma preocupação em tornar o consumo energético mais eficiente, nomeadamente no que diz respeito aos produtos derivados do petróleo. Um dos grandes objetivos da ENE para 2020 é a redução de 20% do consumo de energia final em 2020, e para isso existem medidas fiscais, promoção de projetos
  • 28. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 23 com vista a aumentar a eficiência energética, nomeadamente nos setores dos transportes, serviços e na gestão energética de edifícios. O objetivo de promover a eficiência energética é o de reduzir em 20% o consumo de energia final até 2020 através de medidas fiscais e da inovação tecnológica, nomeadamente os veículos elétricos e as redes inteligentes, a otimização dos sistemas de iluminação pública e da gestão energética dos edifícios públicos, residenciais e de serviços. Neste contexto foi aprovado no ano de 2008 foi aprovado o Plano Nacional de Ação para a Eficiência Energética (PNAEE) – detalhado mais à frente neste capítulo. Garantia da segurança de abastecimento A estratégia para garantir a segurança no abastecimento de energia passa pela diversificação das fontes e origens energéticas. A aposta nas energias renováveis foi uma das formas escolhidas para alcançar esta diversificação e por outro lado para reduzir a dependência externa. Por outro lado, está previsto o desenvolvimento das infraestruturas para o transporte e distribuição de energia, no âmbito do MIBEL e do MIBGAS. A concretização deste programa prevê a criação de um centro de investigação tecnológica em Badajoz - Centro Ibérico para as Energias Renováveis e a Eficiência Energética (CIEREE) - e apoia-se ainda nas parcerias estabelecidas com o Massachusetts Institute of Technology (MIT). Prevê-se a implementação de um Fundo de apoio à inovação e já está aprovado o apoio a projetos para desenvolvimento de novas tecnologias no âmbito das redes inteligentes, energia das ondas e outras tecnologias na área das energias. Prevê-se um investimento global de 31 milhões de euros nos próximos 10 anos. Por outro lado espera-se por efeito de arrastamento o crescimento de outros setores associados à energia (moldes e ferramentas, materiais avançados, sistemas elétricos, sistemas eletrónicos e de sistemas de informação). Prevê ainda que os investimentos tenham em conta a integração territorial, pela implementação de centrais de produção de energia elétrica em zonas mais deprimidas e espera-se que esta estratégia contribua para a criação de empregos a nível local. Sustentabilidade económica e ambiental O desenvolvimento das energias renováveis deverão contribuir para um contexto energético diferente, com uma contribuição relevante para a redução da dependência energética externa e para um maior
  • 29. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 24 equilíbrio económico, para além da geração de emprego. Para este objetivo deverá ainda contribuir a introdução de uma maior concorrência no setor e o desenvolvimento das infraestruturas energéticas previstas. Não menos relevante é a redução das emissões dos gases de estufa. Plano Nacional de Ação para as Energias Renováveis (PNAER) Tal como o PNE, o PNAER resulta da transposição de uma diretiva comunitária (2009/28/CE do Parlamento Europeu e do Conselho), que estabelece que os Estados-Membros devem aprovar e apresentar à Comissão Europeia um Plano Nacional de Ação para as Energias Renováveis (PNAER) até 30 de junho de 2010, fixando mesmo os objetivos nacionais que cada Estado-Membro deve no domínio da energia proveniente de fontes renováveis a consumir nos transportes, produção de eletricidade e aquecimento e arrefecimento até 2020. O PNAER apresenta um conjunto de medidas que visam o cumprimento dos compromissos assumidos no âmbito da UE, assumindo que a base de desenvolvimento da produção nacional renovável assentará sobretudo no aumento articulado da capacidade instalada hídrica e eólica, sem descurar outras fontes. Assim, será também promovido o desenvolvimento nas tecnologias baseadas no aproveitamento da energia solar, quer nas aplicações de grande escala quer na aposta nos sistemas de mini e microprodução e sistemas para aquecimento de água sanitárias. Fazem ainda parte da estratégia do Governo a médio prazo a biomassa, o biogás, os biocombustíveis, a geotermia e a energia das ondas. Um conjunto de medidas muito específicas estão já desenhadas e algumas regulamentadas com vista à aplicação deste plano.  Energia hídrica: O Plano Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hidroelétrico (PNBEPH), criado em 2007, visa desenvolver o potencial hídrico nacional e viabilizar o crescimento da energia eólica. A capacidade instalada de energia hídrica deverá crescer dos 4.900 MW para 8.600 MW até 2020 e por outro lado permitir o aumento da eficiência na produção de eletricidade através da energia eólica. Existe ainda o objetivo de atingir os 250 MW através da mini hídrica.  Energia Eólica: A energia eólica tem sido uma das fortes apostas no passado recente, tendo a capacidade instalada passado de 537 MW no ano de 2004, para cerca de 3.500 MW em 2009. Até ao ano de 2011 deverão ainda ser instalados mais 2.000 MW decorrentes dos concursos que decorreram nos últimos dois anos. Até ao ano de 2020, poderão ainda ser instalados outros 3.000 MW adicionais de potência eólica.
  • 30. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 25  Energia solar: Após os grandes desenvolvimentos nas energias hídrica e eólica, a solar é a tecnologia com maior potencial de desenvolvimento nos próximos anos. O objetivo passa por atingir 1.500 MW de capacidade instalada em 2020, quer através de projetos com a tecnologia solar termoelétrico, quer através ddo desenvolvimento do fotovoltaico de concentração. Existe ainda um plano de desenvolvimento da micro e mini geração em projetos com potências até 150 MW ou 250 MW, dependendo da tecnologia.  Biomassa: Irá ser implementada a capacidade já atribuída de 250 MW. Existe a intenção de promover a produção de biomassa florestal de forma integrada com a promoção da certificação florestal, promoção de culturas energéticas e biomassa residual proveniente da atividade agrícola e agroindustrial. Deverá ser ainda criado o Centro de Biomassa, para o desenvolvimento de investigação e desenvolvimento nesta área.  Biocombustíveis: As diretivas europeias deverão ser seguidas, tendo em conta a obtenção das metas colocadas para a utilização de energias renováveis no setor dos transportes. Um dos objetivos comunitários estabelecidos consiste na utilização de 10% de biocombustíveis no combustível para veículos.  Geotermia: O governo Português tem como objetivo de alcançar a capacidade instalada de 250 MW até 2020. Portugal é considerado como sendo uma região com elevado potencial neste campo, existindo atualmente uma aposta em projetos desta natureza nos Açores, enquanto estão a ser desenvolvidos outros projeto-piloto no território nacional de investigação científica.  Energia das ondas: O elevado potencial do nosso país, aliado ao movimento para o desenvolvimento do cluster do mar tem fomentado o desenvolvimento desta tecnologia. Estão previstos diversos contratos de concessão da zona-piloto para a preparação das infraestruturas para a instalação de projetos de demonstração. A meta é atingir a capacidade instalada de 250 MW até 2020.  Hidrogénio:
  • 31. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 26 O desenvolvimento das tecnologias de pilhas de combustível a hidrogénio poderá alterar o paradigma energético atual, devido ao potencial de sinergias entre a produção de energia através de fontes renováveis e a eficiência energética. O hidrogénio poderá funcionar no futuro como tecnologia para viabilizar a utilização de energias renováveis em larga escala e para permitir soluções inovadoras no setor dos transportes. Está prevista a participação em iniciativas do SETPlan (Strategic Energy Techonology Plan) que está a ser promovido pela União Europeia. Para o desenvolvimento e promoção destas últimas prevê-se a criação de medidas próprias. Vale a pena referir a criação de uma zona piloto em S. Pedro de Moel, concessionada à REN, para a instalação de projetos de demonstração no domínio da energia dos oceanos, em especial das ondas (DL n.º 5/2008) para testar as tecnologias de aproveitamento deste tipo de energia, que visa contribuir para a promoção de um cluster industrial ligado às atividades do mar. Neste quadro, o PNAER , estabelece como principais objetivos para o horizonte temporal de 2020:  Ter origem em fontes renováveis 31% do consumo final bruto de energia, 60% da eletricidade produzida e 10% do consumo de energia no setor dos transportes rodoviários;  Reduzir a dependência energética do exterior para cerca de 74%, a partir de uma crescente utilização de recursos energéticos endógenos;  Reduzir em 25% o saldo importador energético (cerca de 2.000 milhões €) com a energia produzida a partir de fontes endógenas, possibilitando uma redução de importações estimada em 60 milhões de barris de petróleo;  Consolidar o cluster industrial associado à energia eólica e criar novos clusters associados às novas tecnologias do setor das energias renováveis assegurando um VAB de 3800 milhões de euros e criando 100 mil novos postos de trabalho a acrescer aos 35 mil afetos à produção de energia elétrica com FER;  Promover o desenvolvimento sustentável também pela redução de emissões de gases com efeito de estufa, através de uma maior utilização das FER e da eficiência energética;  Criar, até 2012, um fundo de equilíbrio tarifário que contribua para minimizar as variações das tarifas de eletricidade, beneficiando os consumidores e criando um quadro de sustentabilidade económica que suporte o crescimento a longo prazo da utilização das energias renováveis.
  • 32. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 27  Promover o investimento no domínio das energias renováveis através da implementação de instrumentos de financiamento com base no QREN, para o apoio à energia solar térmica, visando também o incremento das exportações nesses domínios;  Aprovar medidas de promoção da produção de biomassa florestal, para assegurar as necessidades de consumo já instaladas e a instalar; da promoção da certificação da gestão florestal sustentável; da avaliação e promoção das culturas energéticas, bem como da biomassa resultante das atividades agrícolas e agroindustriais.  Implementar o Plano Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hidroelétrico, os novos empreendimentos hídricos em curso com o objetivo de facilitar o crescimento da energia eólica; Criar condições para a introdução e massificação da utilização do veículo elétrico a nível nacional, procurando colocar Portugal como um país de referência ao nível do teste. Plano Nacional de Ação para a Eficiência Energética (PNAEE) O PNAEE foi criado tendo em vista que Portugal cumpra os objetivos estabelecidos pela União Europeia relativos à eficiência na utilização de energia. A meta estabelecida é redução do consumo final de energia em 10% até 2015. Uma das medidas tomadas foi a implementação do programa MOBI. E para a promoção de veículos elétricos e criação de uma rede nacional de carregamento. Para além da melhoria na utilização de energia, este projeto procura ter outros impactos positivos, como seja, na produção de baterias, componentes e infra estruturas energéticas. Outro vetor do plano é o desenvolvimento do setor das Energy Saving Companies (ESCO´s), com o objetivo de criação de um mercado de serviços de energia. Para suportar financeiramente a aplicação do PNAEE, será implementado o Fundo de Eficiência. Estratégia Governamental para os Transportes Dado o caráter transversal dos impactes do setor, nomeadamente ao nível das políticas ambientais, outras políticas, para além das que são diretamente dirigidas ao setor, têm medidas específicas que convém considerar. É o caso do Programa Nacional para as Alterações Climáticas (PNAC 2006), que é o primeiro programa nacional que tem como objetivo específico o controlo e redução das emissões de
  • 33. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 28 Gases com Efeito de Estufa, de acordo com os compromissos assumidos com a UE. No que diz respeito ao setor dos transportes, as medidas mais relevantes adotadas foram:  Programa Auto-Oil: Acordo voluntário com as associações de fabricantes de automóveis para redução do fator de emissão médio do parque de veículos novos vendidos;  Expansão do Metropolitano de Lisboa (ML);  Construção do Metro Sul do Tejo (MST);  Construção do Metro do Porto (MP);  Construção do Metro Ligeiro do Mondego (MLM);  Alterações da oferta da CP;  Ampliação da frota de Veículos a Gás Natural na CARRIS e nos STCP;  Incentivo ao abate de veículos em fim de vida;  Diretiva de Biocombustíveis (introdução de biocombustíveis no modo rodoviário);  Autoestradas do Mar (Meta 2010: transferência de 20% do tráfego rodoviário internacional de mercadorias para o modo marítimo);  Plataformas Logísticas. Uma parte importante dos projetos aqui enunciados está já concretizada ou em fase de implementação. O POVT (Programa Operacional Temático para a Valorização do Território, 2007-2013), a financiar no âmbito do QREN, e a Agenda Operacional para a Valorização do Território, organizam-se em 10 eixos de atuação, o primeiro dos quais é dirigido às " Redes e Equipamentos Estruturantes Nacionais de Transportes". O objetivo global estabelece que se pretende atenuar a situação periférica do país através da melhoria das ligações internacionais e da integração das redes nacionais nas redes transeuropeias de transportes e decalca, no essencial, dos objetivos da Rede Transeuropeia de Transportes o que diz respeito aos projetos em que Portugal está incluído. Posteriormente reafirmam-se estes objetivos de forma mais consistente e estabelece-se uma política nacional de transportes para um horizonte mais amplo no chamado “Plano estratégico Transportes”(2008-2020). Plano Estratégico Transportes (PET) O PET tem como objetivo geral contribuir para a coesão social e territorial, reforçar a integração da economia portuguesa a nível europeu e mundial, respeitando o ambiente através de uma política de eficiência energética. Mais especificamente, o PET propõe-se alcançar quatro objetivos fundamentais, declinados em objetivos operacionais, contemplando três escalas espaciais: internacional, interurbana e urbana. Objetivos específicos e operacionais do PET: 1. Promover uma maior integração do país nas cadeias europeias e mundiais de transportes:  Melhoria das estruturas portuárias, de modo a tornar os portos mais competitivos e articulados com o restante sistema de transportes;
  • 34. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 29  Implementação de um sistema aeroportuário com um aeroporto na Região de Lisboa (rotas mundiais), articulado com uma rede de aeroportos nacionais que, por sua vez se ligam à rede de transportes envolvente;  Implementação de ligações ferroviárias, que liguem Portugal a Espanha e ao resto da Europa, que transportem mercadorias e passageiros;  Conclusão dos eixos rodoviários prioritários, nomeadamente, as ligações a portos, aos aeroportos nacionais e terminais ferroviários, entre capitais de distrito e às plataformas logísticas;  Implementação de plataformas logísticas de articulação com as cadeias internacionais instaladas e promoção da sua interligação eficiente com o sistema de transporte de mercadorias até 2015. 2. Promover uma articulação eficiente entre centros urbanos e entre cada centro e a sua área de influência:  Reforço da ligação entre as redes de acessibilidades nacionais e inter-regionais;  Esforço de melhoria permanente das redes e serviços de transporte público, procurando uma adequação às necessidades da procura;  Satisfazer as necessidades básicas de mobilidade em período em que a procura seja mais baixa e em áreas de fraca densidade populacional. 3) Melhorar a mobilidade urbana através de uma política que contribua para melhorar a qualidade de vida:  Rede de Transporte Público urbano e suburbano, assegurando boa cobertura territorial nos vários períodos do dia, a ligação das periferias entre si e entre estas e os centros principais, maximizando as ligações diretas;  Qualidade dos TP e da informação aos utentes;  Repartição entre transporte individual e transporte público;  Racionalização da distribuição urbana de mercadorias;  Promoção da fluidez do tráfego urbano. 4) Melhorar a governação do setor:  Aprovação de legislação tendo em conta o direito comunitário;  Instalação de sistemas de planeamento e gestão da acessibilidade e mobilidade a nível supramunicipal;  Institucionalização de formas de articulação entre o planeamento de transportes, o planeamento do território e com a política energética e ambiental;  Melhoria do nível de qualificação no setor, através de programas específicos de formação e qualificação profissional.
  • 35. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 30 Sistemas de atores e dinâmicas de mercado Investimento Direto Estrangeiro (IDE) No que diz respeito à iniciativa privada merece particular destaque o investimento direto estrangeiro. A natureza dos investimentos estrangeiros têm dado um contributo importante para um novo padrão de competitividade baseado na inovação e para a alteração do padrão de especialização nacional, através do enriquecimento do conteúdo tecnológico e de know how incorporado nos produtos e para o aumento das exportações. A natureza do IDE tem tido também impacte nos ganhos de produtividade, na criação de emprego e na natureza do emprego, requerendo mão de obra mais qualificada. Dos países investidores em Portugal, destaca-se a Alemanha nomeadamente na indústria automóvel, quer nos veículos propriamente ditos, quer nos componentes, na eletrónica e nos pneus. Mas também nas TIC, infraestruturas ambientais e outras indústrias. Portugal tem sofrido oscilações significativas no que diz respeito a captação de IDE. Em 1990 o país encontrava-se no 12º lugar no Índice de Desempenho do IDE da UNCTAD - que estabelece um ranking da importância do IDE em 140 países -, tendo passado para 44º lugar em 2003, para 81º em 2004 e 106º em 2009. As fragilidades do país na capacidade de atração de IDE devem-se em grande medida à integração na UE dos países da Europa de leste e, mais recentemente, à crise económica global, em que o investimento se retraiu em todo o mundo. Portugal tem atraído investimento estrangeiro sobretudo em setores não transacionáveis. Com efeito, as “telecomunicações”, “atividades financeiras”, “serviços de consultoria jurídicos e de contabilidade” e “outros serviços prestados às empresas” representavam apenas 0,1% do PIB entre 1995 e 2003. Neste mesmo período, os fluxos totais de IDE nos setores não transacionáveis (sobretudo no comércio), representavam 2,4% do PIB. Dados mais recentes do Banco de Portugal revelam que no primeiro semestre de 2010 o fluxo bruto de IDE aumentou 10,1% (23,0 mil milhões de euros) face a período homólogo de 2009. Contudo, se tivermos em conta o desinvestimento, que aumentou cerca 11,4%, o IDE líquido foi apenas de 1,9 mil milhões de euros, o que significa uma retração de 2,5% relativamente ao mesmo período de 2009. Em termos sectoriais (por setor da empresa residente), o “Comércio por grosso e a retalho” registou 37,8% do investimento total e um aumento de 11,6% face ao período homólogo de 2009. Seguiram-se as “Indústrias transformadoras” com 22,5% do IDE bruto total e um crescimento de 12,3%, e as “Atividades
  • 36. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 31 financeiras e de seguros” com 21,7% do total e uma taxa de variação de 36,0%. A União Europeia constituiu a principal origem do IDE com 86,4% do total, tendo registado uma variação homóloga de 8,1%. De destacar os aumentos dos investimentos diretos brutos do Brasil (1,6 mil milhões de euros; +903,3%) e da Alemanha (1,5 mil milhões de euros, o que significa um aumento de 56,9%). Investimentos diretos de Portugal no exterior (IDPE) O tecido empresarial em Portugal é maioritariamente constituído por empresas de pequena e muito pequena dimensão, assente em setores tradicionais com um peso demasiado importante em atividades pouco intensivas em tecnologia e conhecimento e com debilidades a nível de gestão, de pessoal qualificado, na organização de processos e em estratégias de comercialização, atuando em mercados de reduzida dimensão, o que tem dificultado a modernização das empresas e a sua internacionalização, num quadro em que o contexto nacional e internacional se alteraram significativamente. Apesar de um esforço de internacionalização e de aumento de competitividade externa, o investimento no estrangeiro realizado por empresas Portuguesas é numa grande maioria realizado por um número reduzido de empresas de elevada dimensão. O investimento direto dirigiu-se, dominantemente, para o Brasil, Espanha, França, Reino Unido, Suíça, Alemanha e EUA. A evolução positiva do investimento direto de Portugal no exterior (IDPE) incidiu sobretudo nas áreas dos serviços não transacionáveis (“eletricidade, gás e água”, “construção” e “comércio”) e dos serviços "internacionalizáveis" (“telecomunicações”, “atividades financeiras” e “serviços prestados às empresas”), sendo ainda importante a presença de empresas pertencentes a setores trabalho e recursos intensivos, nomeadamente nos setores da “madeira e suas obras” e “outros minerais não metálicos". Projetos de Interesse Nacional (PIN) Uma análise á carteira de projetos PIN (Projetos de Interesse Nacional) é, neste quadro da maior relevância já que nos dá uma indicação do que o setor empresarial de base nacional e estrangeira se propõem concretizar em termos de investimento. O quadro em baixo apresenta uma análise dos PINs previstos por setor em acompanhamento e execução (junho de 2010).
  • 37. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 32 Fonte: AICEP, tratamento próprio Um projeto específico de grande dimensão na área de Investigação e Desenvolvimento (projeto PlanIT Valley previsto para a cidade de Paredes) apresenta cerca de 15 mil milhões de Euros de investimento, superando o investimento previsto para cada um dos outros setores. O Turismo é a segunda grande aposta das intenções de investimento (34%) com a perspetiva de criação de mais de 40.000 postos de trabalho. É claramente o setor com o maior número de projetos e que mais emprego deverá criar. Os projetos neste setor são sobretudo resorts integrados, tendo o golfe como ponto de atração em grande parte dos casos. Destacam-se também os setores dos transportes e mobilidade com a criação de 12 mil postos de trabalho, o setor da energia com a criação de cerca de 4 mil postos de trabalho. Por último, os setores da Química e do Papel têm também uma elevada representatividade em termos de montante de investimento, mas a criação de novos postos de trabalho não é significativa. A concretizarem-se estes projetos, poderá dar-se uma requalificação e especialização produtiva do país, com um enfoque especial no turismo no segmento de qualidade, energia e mobilidade e transportes, já que os investimentos previstos na química e na indústria do papel indicam o desenvolvimento de atividades com historial em Portugal. Neste cenário, Portugal tenderia a ser menos uma periferia de deslocalização industrial e de aproveitamento de recursos naturais, e mais uma região especializada no turismo e acolhimento e um pólo de atração de investimentos que têm por base a ciência e a tecnologia, nos chamados setores baseados na ciência. A fase de crise mundial em que nos encontramos pode inquinar a concretização de alguns destes projetos ou a sua dimensão, sendo que alguns encontram-se mesmo em fase de revisão ou mesmo reformulação dada as dificuldades em conseguir financiamento. Registe-se ainda os projetos em energias renováveis, capital intensivos, num quadro em que globalmente se aposta forte na construção de economias low carbon (WIR, 2010). A UNCTAD estima que Investimento (M €) Investimento (%) Postos Trabalho Postos de Trabalho (%) Nº de Projectos Nº de Projectos (%) Turismo 12.056 34% 40.993 50% 47 53% Transportes e mobilidade 1.398 4% 12.211 15% 5 6% Energia 2.444 7% 3.776 5% 14 16% Quimica 2.634 7% 603 1% 6 7% Papel 1.337 4% 305 0% 5 6% I&D 15.120 42% 20.667 25% 2 2% Outros 736 2% 2.892 4% 10 11% Total 35.725 100% 81.447 100% 89 100%
  • 38. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 33 o investimento direto estrangeiro mundial em 2009 em energias renováveis, reciclagem e na produção de tecnologias relacionadas, seja de 90 biliões de dólares, dado que não pode ainda ser confirmado pela ausência de informação para o ano de 2009.
  • 39. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 34 A crise financeira internacional A crise financeira internacional rapidamente contaminou a economia e veio acentuar as tendências das alterações geopolíticas decorrentes da globalização, ameaçando uma recomposição de poderes entre os vários players mundiais. Os dados mais recentes indicam que os fluxos globais de IDE caíram em 2009 de 1.7 triliões de dólares para 1,2, embora se espere uma ligeira recuperação para 2010. Este relatório revela também uma alteração no investimento: verifica-se uma queda acentuada nos fluxos de investimento para países desenvolvidos, e um crescimento para as economias em transição com um peso de 43% nos fluxos de IDE totais. Assim, na África, o IDE subiu para um nível recorde, com o crescimento mais rápido na África Ocidental (um aumento de 63% sobre 2007); para o Sul, Leste e Sudeste Asiático verificou-se um aumento de 17% e para o oeste da Ásia continuaram a subir pelo sexto ano consecutivo. A América Latina registou um aumento de 13% e para o Sudeste da Europa também se registou um aumento pelo oitavo ano consecutivo. Na reestruturação em curso na economia mundial, uma das questões fundamentais é a de saber se os EUA conseguirão manter a posição de líder mundial ou se outro país ou região surgirá impondo a sua hegemonia e alterando a posição geoestratégica das várias regiões do globo. Também não é de afastar a hipótese de um cenário policêntrico. O momento é de grandes incertezas a vários níveis (cenários 13 2009 DPP)..º 13 Uma das incertezas é precisamente a de saber o real alcance do impacte da crise financeira na reorganização do capitalismo e no papel da inovação tecnológica nesta conjuntura. Na reorganização do capitalismo coloca-se a dúvida, sempre presente desde os anos 80 do século passado, se o mundo vai evoluir e estabilizar numa gestão liberal do capitalismo típica do modelo anglo- saxónico ou se, pelo contrário, prevalece um modelo de inspiração mais Keynesiana ou ainda se cimentará um modelo híbrido à semelhança do que parece ser o projeto político de Obama. Esta questão é da maior importância para a definição de um cenário de evolução e estruturação das economias ocidentais. O papel da inovação tecnológica como motor para a saída das crises do capitalismo e como fator explicativo das suas fases de expansão, trazido à discussão pública e política pela mão da economia neo
  • 40. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 35 Schumpeteriana, pode esbarrar agora com um problema de mercados, se se mantiver uma política restritiva de consumo público e privado como a que vigora na UE. A incerteza que permanece é de saber se, apesar das restrições, haverá incentivos à procura de produtos decorrentes de inovações tecnológicas, capazes de alimentar uma oferta que favoreça as indústrias emergentes e o emprego qualificado ou se, pelo contrário, a opção for a de manter a utilização das tecnologias disponíveis. Estes dois cenários desenham duas perspetivas completamente diferentes no que diz respeito aos fatores competitivos e á estruturação das economias. O exemplo das energias aplicado a cada um dos cenários é bastante esclarecedor do que está em jogo (petróleo versus energias alternativas). A este propósito vale a pena citar os EUA, cuja supremacia a nível mundial está ameaçada quando se comparam certos indicadores macroeconómicos, nomeadamente pela China, mas que se mantém incontestavelmente como líder tecnológico da economia mundial e este trunfo pode bem influenciar o rumo dos acontecimentos. Na zona euro em particular, para além dos aspetos acima referidos, a crise tornou completamente visível a interdependência entre as economias dos vários países - muito por via da moeda única e das fragilidades do modelo de governação europeu - ao mostrar os efeitos de contaminação e as consequências associadas na sustentabilidade das finanças públicas, no crescimento e no emprego, mas também em termos de competitividade quer da UE, quer de cada país. Uma das questões levantadas por alguns especialistas é a de saber em que medida esta crise é fundamentalmente uma crise conjuntural, ainda que profunda, ou de natureza mais estrutural implicando uma outra análise das tendências de crescimento e de produtividade no longo prazo. Se os níveis de crescimento forem revistos em baixa, as perdas acumuladas crescerão ao longo do tempo, eventualmente 20 a 25%, no pressuposto de uma recuperação plena em 2020. Assim, o PIB projetado não apenas fracassa em superar o desfasamento imposto pela crise, como aumenta a distância em relação à situação anterior à crise. Este cenário foi considerado num relatório da Comissão Europeia, que alertava para a possibilidade de uma redução do crescimento do produto potencial, devido a fatores como a crescente dívida pública e as pressões inflacionárias associadas à expansão monetária.
  • 41. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 36 As estratégias de saída da crise são determinantes para os orçamentos europeus, mercados financeiros, para a reestruturação económica e o emprego e ainda para desenho do padrão de competitividade que vai prevalecer. Qualquer decréscimo significativo nas estimativas de crescimento de longo prazo torna-se numa preocupação central, até pelo impacto direto no aumento do desemprego. Em conclusão, existe ainda um elevado nível de incerteza acerca da duração, dimensão e efeitos da atual crise económica mundial, quer a nível internacional, quer a nível nacional. No entanto, existem alguns efeitos que estão a ser sentidos de imediato em Portugal, entre os quais:  Dificuldades extremas de financiamento público e privado;  Fragilização das instituições financeiras;  Aumento do desemprego;  Decréscimo do consumo;  Alterações das condições de crédito da economia;  Necessidade de contenção do investimento e da despesa pública. Apesar de todas as interrogações neste momento acerca das consequências a médio e longo prazo e dos seus efeitos a nível sectorial, existe já a confirmação que a crise que está a ser vivida neste momento irá condicionar o desenvolvimento económico Português.
  • 42. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 37 4. Nuvens identificadas na leitura prospetiva Na leitura prospetiva efetuada foram identificados diversos setores como sendo aqueles que poderão ter maior relevância no futuro da economia Portuguesa. As considerações apresentadas têm motivações diversas: desde a identificação dos setores com maior potencialidade e em que Portugal poderia ter vantagens comparativas, ou setores em que Portugal poderia apostar com vista a ter determinado papel no enquadramento da economia Europeia ou Mundial. As perspetivas acerca de cada um destes setores foram classificadas em três categorias: nuvens consensuais, outras nuvens identificadas e nuvens cinzentas. Por último foi ainda feita uma análise a setores específicos interdependentes ou tendências específicas transversais a diversos setores, às quais apelidámos de nuvens cinzentas.
  • 43. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 38 a) Nuvens consensuais Por nuvens consensuais considerámos os setores que são identificados em praticamente toda a bibliografia prospetiva como sendo relevantes e estratégicos para Portugal. Turismo Tendências globais As principais tendências do setor a nível internacional indicam um crescimento do número de turistas em todo o mundo, e de acordo com a Organização Mundial do Comércio o crescimento médio anula desta indústria deverá ser superior ao crescimento da economia até 2020, ano em que esta atividade deverá ser a principal atividade económica mundial. O produto turismo tem vindo a sofrer uma elevada segmentação, com consequente diversificação e personalização da oferta com o aparecimento de novos mercados emissores e novos produtos. Uma grande tendência que tem afetado o Turismo é a crescente importância dada às questões ambientais e a preocupação com a sustentabilidade. Este dado tem tido relevância em todo o setor, não só no segmento Turismo de Natureza ou Eco-Turismo, mas também em todos os outros segmentos. A qualidade ambiental contribui não só para a sustentabilidade, mas também para o incremento da competitividade do setor. Para este perfil de turista, o critério ambiental é relevante na definação do seu destino. São valorizados destinos com preocupações com a preservação da natureza e da biodiversidade e com uma imagem ecológica (eficiência energética, utilização de energias renováveis, etc). Um fator relevante nas escolhas dos consumidores e ao qual é dado cada vez mais significado é a segurança. A perceção de segurança muitas vezes condiciona escolhas e por vezes simples eventos negativos podem influenciar a evolução e procura de determinados mercados. As preferências do turista têm evoluído da simples procura de um produto ou serviço para a procura experiências ou vivências que variam desde o entretenimento, escape, estéticas (disfrutar de determinado cenário) ou até de aprendizagem de determinada técnica ou arte. A Europa é hoje e deverá continuar a ser nos próximos anos o continente mais procurado pelos turistas. No mercado Europeu, o envelhecimento da população Europeia, deverá envelhecer o perfil do turista tipo, o que significa um aumento dos gastos dado que com o aumento da idade, aumenta o consumo.
  • 44. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 39 Também com o aumento do número de reformados têm surgido novas necessidades neste perfil de consumidor. Um bom exemplo são a procura de regiões com serviços de saúde de proximidade e qualidade. Outra evolução que se tem verificado na Europa é o aumento do número de viagens de curta duração. Por um lado os gastos com a estadia têm aumentado e por outro lado, tem-se verificado uma redução dos gastos com a viagem. Tem ainda aumentado a procura por oferta e experiências diversificadas. O peso das viagens vendidas sob a forma de pacote turístico tem diminuído com os consumidores a recorrerem menos a agências/operadores turísticos. Para isto, tem contribuído o crescimento da importância da internet na compra diretamente às companhias aéreas, hotéis, etc., com as receitas do “turismo online” a crescerem substancialmente nos últimos anos. No mercado Europeu tem-se verificado também um aumento da quota de mercado das companhias aéreas low cost, o que potencia também a marcação direta e a desintermediação e diminuição de pacotes turísticos. Tem-se assistido a um aumento do ambiente concorrencial entre destinos turísticos, o que tem conduzido à sofisticação da oferta para atrair e fidelizar turistas. Um bom exemplo tem sido o esforço de alguns destinos na realização de eventos de forma a aumentarem a sua notoriedade obterem promoção de regiões. O Turismo em Portugal O Turismo é apontado unanimemente como um vetor estratégico e prioritário para a economia Portuguesa. É talvez o setor em que se reconhecem maiores vantagens competitivas e uma enorme vocação a Portugal, pela sua localização geográfica, recursos naturais, clima, património histórico e cultural, costa e praias, segurança, afabilidade dos Portugueses, etc. A importância deste setor em Portugal é refletida na sua performance em termos internacionais. Segundo a Organização Mundial do Turismo, em 2008 Portugal foi o 25º principal destino mundial, no entanto tem vindo a perder quota de mercado nos últimos anos e a ser ultrapassado por destinos como a Polónia, Rússia, Turquia, Hungria, Tailândia, Malásia, Macau, Suécia e Índia. Apesar do crescimento nos últimos anos, com exceção para 2009, Portugal perdeu quota de mercado internacional e encontra-se dependente de quatro mercados emissores Europeus (Reino Unido, Espanha,
  • 45. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 40 Alemanha e França) que representaram em 2009 58% dos visitantes estrangeiros e do desempenho de três regiões (Algarve, Lisboa e Madeira). Outra dificuldade encontrada tem sido a elevada sazonalidade e por vezes limitações nas ligações aéreas. Para além do peso na economia nacional e as vantagens competitivas que Portugal apresenta, este setor poderá ainda ser determinante para outros efeitos. Por um lado, o desenvolvimento da receção de turistas estrangeiros aumenta as exportações, por outro, o crescimento do setor implica um aumento de emprego de qualificações baixas e médias. Outros efeitos colaterais muito importantes são o impacto noutros setores como é o caso dos cuidados de saúde ou a atração de novos residentes estrangeiros com rendimentos elevados ou até de novas empresas e indústrias. As três grandes bases para o desenvolvimento do Turismo assentam em atividades de acolhimento (como são o exemplo a receção de eventos de empresas ou a organização de encontros sectoriais), turismo residencial e no turismo associado a atividades específicas (praia, golfe, desportos náuticos, natureza, bem estar, etc.). Para além da vocação natural do país, e apesar da perda de quota de mercado no mercado internacional, este é um setor que tem vindo a crescer, e a ter um peso crescente na economia Portuguesa. De acordo com a World Travel and Tourism Council o impacto direto do Turismo no Produto Interno Bruto nacional em 2010 será de 5,8%, valor que deverá aumentar para 6,9% em 2020. Esta indústria deverá empregar diretamente 377 mil pessoas neste ano, ou seja, 7,5% do emprego total em portugal. Esta atividade como não produz um bem ou serviços específico como outros setores, para além do impacto direto na economia, tem ainda um impacto indireto sobre outras atividades. O impacto direto e indireto que com exceção do ano de 2009 tem vindo a crescer em valores absolutos, deverá representar em 2010 14,4% do PIB nacional. De acordo com as projeções, esta percentagem deverá crescer para 16,9% em 2020. Segundo estas previsões a indústria irá crescer 1,9% este ano e crescer ao ritmo de uma média anual de 4%, durante a próxima década. Este setor (direta e indiretamente) deverá ainda gerar cerca de 943 mil empregos em 2010 (18,8% do total), sendo expectável que este valor deverá atingir 1.199 mil em 2020 (23,2% do total). Ainda de acordo com a mesma fonte, as receitas geradas por visitantes estrangeiros deverão representar 14,9% do total das exportações, valor que de acordo com as projeções para 2020 atingirá os 15,3%. De acordo
  • 46. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 41 com o INE, o peso dos visitantes estrangeiros no total de hóspedes representou em 2009 cerca de 50% do total. No que respeita ao investimento, o Turismo deverá receber 13,8% do investimento total nacional em 2010, e 15,3% dentro de 10 anos. Política Governamental Tal como mencionado anteriormente, existe um Plano Estratégico Nacional do Turismo (PENT). Este Plano consiste num conjunto de orientações estratégicas para o desenvolvimento do setor em Portugal. O Plano estabelece os mercados emissores a privilegiar e organiza-os em categorias diferenciadas por forma a que as estratégias de desenvolvimento desses mercados sejam ajustadas aos objetivos. Assim, os mercados estratégicos envolvem países, como o Reino Unido, Espanha, Alemanha, França e o próprio mercado interno. Os mercados a desenvolver incluem os países escandinavos, EUA, Japão, Brasil, Holanda, Irlanda e Bélgica. Aposta ainda, como estratégia de diversificação, na Áustria, Suíça, Rússia, Canadá, República Checa, Hungria e China. Por outro lado, é identificada uma proposta de valor desenvolvida que se baseia nas características diferenciadoras de Portugal, como seja:  Clima e luz: temperatura amena e pouca precipitação fora do período de inverno; elevado número de dias de sol e horas de luz;  História, cultura e tradição: preservação das tradições e cultura; ligação ao Atlântico e descobrimentos;  Hospitalidade: caráter Português afável e recetivo aos estrangeiros;  Diversidade concentrada: Atlântico, praia, cidade, golfe, casinos, planície, floresta, ruralidade. Outros fatores diferenciadores face a países concorrentes são também as reduzidas taxas de criminalidade e a oferta de serviços de elevada qualidade mas com preços competitivos. O desenvolvimento do setor passa por uma estratégia de diferenciação interna do setor por forma a mobilizar diferentes públicos-alvo. Assim, prevê-se uma oferta turística segmentada em 10 áreas: Sol e Mar, Touring Cultural e Paisagístico, City Break, Turismo de Negócios, Turismo de Natureza, Turismo Náutico, Saúde e Bem-estar, Golfe, Resorts Integrados e Turismo Residencial, Gastronomia e Vinhos.
  • 47. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 42 As características e infraestruturas de cada região determinam o tipo de produto a desenvolver por cada região, sendo que a curto e médio prazo o crescimento deverá assentar nos produtos Sol e Mar, Touring e City Break. As regiões consideradas estratégicas para o desenvolvimento do setor são o Douro, Serra da Estrela, Oeste, Alqueva, Litoral Alentejano e Porto Santo. Para além destas será ainda dada importância à requalificação do Algarve e à continuação da consolidação dos Açores como destino turístico. No curto e médio prazo o crescimento deverá assentar nos segmentos Sol e Mar, Touring Cultural e Paisagístico e City Break. Os produtos turísticos selecionados no PENT tiveram em conta por um lado as características dos recursos nacionais, mas também aqueles com maior potencial de crescimento.  Sol e Mar: O segmento Sol e Mar é um mercado maduro na Europa, com um perfil de consumo bastante estratificado em termos de despesa diária (de 80 a 600 euros), devendo representar 80 milhões de viagens em 2015. O crescimento desta área deverá ser sustentado pelo desenvolvimento dos segmentos superiores, mais caros, para os quais se prevê um crescimento anual de 11% até 2015. Prevê-se que o segmento regular registe um crescimento reduzido, cerca de 1,5% até 2015. Em Portugal, e segundo dados de 2006, este segmento representava 41% do turismo de estrangeiros em Portugal, sendo que na região do Algarve este valor ascendia aos 88%. Portugal apresenta excelentes condições para este produto como sejam os mais de 800 quilómetros de costa e o país com mais número de horas de sol por ano. A oferta de praia é diversificada e as características variam de acordo com a região: costa oeste com boas condições para desportos como o Surf ou Kitesurf, o Algarve tem características mediterrânicas com temperaturas de água do mar elevadas, e Porto Santo com condições particulares distintas. As regiões prioritárias para este segmento são o Algarve, Porto Santo e o Alentejo. O cumprimento dos objetivos acima enunciados passa por uma requalificação da oferta.  Touring cultural e paisagístico: Este segmento deverá representar em 2015 79 milhões de viagens na Europa, o que representa um crescimento médio anual de cerca de 6%. A despesa média diária varia entre os 110 e os 200 Euros.
  • 48. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 43 Em Portugal este segmento representava em 2006 cerca 34% dos turistas estrangeiros em Portugal. Este produto é especialmente relevante na região da Madeira (57%) e no Alentejo (56%). O nosso país apresenta também neste segmento condições privilegiadas como são exemplo, a dimensão do país, condições de mobilidade e diversidade de atrações a curtas distâncias (parques naturais, monumentos, cidades com passado histórico relevante), no entanto, detém apenas 1,7% da quota de mercado dos consumidores Europeus. O desenvolvimento deste produto deverá ter enfoque nas regiões do Porto, Norte, Centro, Lisboa e Alentejo.  City Break: Este mercado, apesar de no passado recente não ter sofrido grandes crescimentos, deverá ter nos próximos anos um desenvolvimento acentuado na Europa e um crescimento médio anual de cerca de 14% até 2015. O gasto médio diário varia entre os 60 e os 450 Euros por dia. No ano de 2006 este segmento representava 7% das motivações dos turistas estrangeiros em Portugal, nas duas cidades com possibilidades de oferecer este produto, Lisboa e Porto. O crescimento deste produto tem sido condicionado pelas acessibilidades, nomeadamente na escassez de oferta de viagens aéreas low cost. Uma das suas características diferenciadoras face a outros produtos turísticos é a sua reduzida sazonabilidade.  Turismo de Negócios: Este segmento pode ser dividido em dois grandes grupos: reuniões associativas e reuniões corporativas. No primeiro grupo assumem especial relevância a medicina (28%), as ciências (12%) e a tecnologia (10%). Em Portugal, Lisboa é a cidade com melhores recursos e infra estruturas para receber este tipo de eventos, apesar da cidade do Porto, a região do Algarve e a Madeira também apresentarem recursos nesta área. Segundo o PENT, o Turismo de negócios de grandes dimensões deverá ser consolidado em Lisboa e desenvolvido no Algarve, enquanto no segmento de pequenas reuniões deverá haver uma aposta em Lisboa, Porto, Algarve e Madeira. De salientar que o Turismo de Negócios tem uma sazonalidade reduzida e complementar ao produto Sol e Mar.  Turismo de Natureza:
  • 49. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 44 Este produto tem apresentado um crescimento sustentado na Europa nos últimos anos, sendo expectável que atinja 43 milhões de viagens em 2015, ou seja apresente um crescimento médio anual de 7%. Em Portugal, segundo dados de 2006 o Turismo de Natureza representava 6% do turismo proveniente de estrangeiros. As regiões em que este segmento é mais relevante são os Açores e a Madeira. Apesar das condições favoráveis de Portugal para desenvolver este produto (21% do território é considerado área protegida) existem grandes limitações de infra estruturas, serviços, know how e capacidade competitiva das empresas a operarem neste mercado. No entanto, o turismo baseado na natureza é considerado um nicho emergente no nosso país, com um elevado potencial que tem sido limitado pela fragmentação da oferta. As regiões estratégicas para o desenvolvimento deste segmento são os Açores, a Madeira, o Porto e Norte e o Centro.  Golfe: O mercado Europeu de Golfe está a crescer rapidamente. Em 2005 representava cerca de 1 milhão de viagens por ano e em 2015 este valor deverá duplicar. Também em Portugal este segmento tem tido uma excelente evolução, quer em termos de crescimento como em termos de notoriedade, representando em 2006 cerca de 6,3% do turismo internacional em Portugal. Portugal tem cerca de 70 campos de Golfe, sendo 31 na região do Algarve. Os campos Portugueses gozam de elevado reconhecimento e muitos são considerados dos melhores a nível internacional. Este produto turístico é caracterizado por ter uma baixa sazonalidade. Algarve e a região de Lisboa são as duas regiões com maior oferta e são também as prioritárias para o PENT no desenvolvimento deste produto juntamente com o Litoral Alentejano e o Oeste.  Turismo Náutico: No mercado Europeu é esperado um crescimento médio anual deste produto de cerca de 9%, devendo atingir em 2015 6,6 milhões de viagens anuais.
  • 50. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 45 O Turismo Náutico pode ser dividido em três grandes segmentos: cruzeiros, iates e marítimo desportivo (desportos náuticos e pequenas embarcações). Portugal apresenta condições naturais propícias para a prática de desportos náuticos, sendo banhado pelo Atlântico, com mar frio e batido, e pelo Mediterrâneo com mar mais tranquilo e com temperaturas mais amenas. Por outro lado, o clima temperado e ameno permite a prática destas atividades durante 12 meses do ano. No entanto, existe uma carência de infra estruturas para o desenvolvimento deste tipo de atividades. No PENT são estabelecidas algumas prioridades de infra estruturas para desenvolver: cruzeiros (melhorar as condições dos terminais e desenvolver novas rotas), iates (aumentar o número de marinas, nomeadamente nas regiões de Lisboa e Algarve e promover a criação de serviços de apoio às marinas), marítimo turístico (melhorar as condições de atracagem nas regiões de Lisboa, Algarve e Açores). Não desenvolvidos no PENT, mas com um elevado potencial de crescimento ou de melhor aproveitamento para o segmento marítimo turístico estão vários desportos náuticos, como são o exemplo da vela, windsurf, kitesurf, surf, bodyboard, rafting, remo, canoagem, kayak, ski aquático, motonáutica, pesca desportiva, caça submarina ou mergulho. Os praticantes destes desportos englobam diversos perfis: competição, lazer, apenas de fim de semana ou até praticantes nas férias. Um dos desportos aqui mencionados que tem tido um crescimento exponencial nos últimos anos é o surf. A organização de provas oficiais internacionais, as boas condições nalgumas regiões e a presença de atletas nacionais em lugares de destaque em competições mundiais tem elevado a notoriedade do nosso país como local privilegiado para a prática deste desporto e tornado algumas praias Portuguesas referências Europeias e mundiais. As condições naturais de Portugal favorecem também a navegação de recreio. Existe nesta área um elevado déficit de infra estruturas e instalações portuárias. De acordo com a Euromarina, a estimativa para 2008 evidencia esta falha, apresentando Portugal o menor número de amarrações por Quilómetro quadrado e por mil habitantes em relação a outros países Europeus como são o caso da Espanha, França, Grécia, Itália, Malta ou Reino Unido.  Resorts Integrados e Turismo Residencial:
  • 51. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 46 Enquanto nos Resort Integrados é oferecido uma série de atividades ou experiências, sob uma gestão integrada, por seu lado o mercado do Turismo Residencial é composto por pessoas que têm acesso ao tipo de propriedade em alojamentos situados em zonas turísticas. Dos 4 milhões de Europeus que têm algum tipo de alojamento turístico no estrangeiro, aproximadamente 1,2 milhões possuem propriedade num Resort Integrado. As taxas de crescimento anuais para este segmento são na ordem dos 10% anuais. Apesar do potencial e da enorme aceitação de estrangeiros de Portugal como solução para passar férias ou mesmo como destino para emigrar após a reforma em países como o Reino Unido ou Alemanha, este é um produto ainda pouco desenvolvido em Portugal. O mercado Português representa apenas 4% do mercado Ibérico (700 mil fogos) e deverá crescer nos próximos anos a uma taxa média anual de 5%. Existe uma carência de oferta de qualidade neste segmento, nomeadamente de Resorts com ofertas integradas como são os caso do Golfe, natureza, marina, etc., com boas acessibilidades e infra estruturas na área da saúde. As regiões prioritárias a curto prazo mencionadas no PENT são Algarve, Madeira e Alentejo e de forma menos urgente Lisboa e o Oeste.  Turismo de Saúde e Bem-Estar: Este produto tem vindo a crescer nos últimos anos na Europa, sendo expectável que no ano de 2015 sejam feitas 6,2 milhões de viagens. A despesa média diária deste produto varia entre 100 e 400 Euros e a duração da estadia é normalmente 4 ou mais noites. Existem três grandes segmentos: termas, spas e clínicas especializadas. Em Portugal este tipo de turismo representa 2% dos turistas que nos visitam. As infra estruturas do país são muitas vezes antigas e existe carência de serviços ou atividades associados a este tipo de oferta. Portugal representa apenas 1,4% da quota de mercado deste segmento na Europa. O PENT identifica a necessidade da existência de equipamentos de saúde associados a este produto e a conversão de um modelo de negócio focado nos tratamentos, alargando esta oferta também para o conceito de bem-estar. As regiões identificadas com potencial para o desenvolvimento deste tipo de turismo são a Madeira, os Açores, o Porto e Norte e o Centro.
  • 52. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 47  Gastronomia e Vinhos: Este mercado deverá representar em 2015 1,2 milhões de viagens por ano na Europa, o que representa um crescimento anual de 7% ao ano desde o ano de 2005. O valor médio dos gastos diários está situado entre 150 e 450 Euros por dia. Muitas vezes associados à gastronomia e vinhos são realizadas atividades como cursos ou workshops. A oferta atual de Portugal não está muitas vezes direcionada para a o turismo, com desadequação de infra estruturas como é o caso de museus e caves para esta atividade, para além da falta de pessoal qualificado. No entanto, as condições de regiões como o Douro (património mundial) ou Alentejo (património cultural e natural) para o desenvolvimento deste produto são excelentes, o que poderá tornar este tipo de turismo numa oferta de excelência. As regiões identificadas com maior potencial e prioritárias são o Porto e Norte, o Alentejo e o Centro. Iniciativa privada Portugal tem suscitado um elevado interesse de Grupo Nacionais e Internacionais no desenvolvimento de novos projetos no setor do Turismo. Nos últimos anos tem-se assistido a um reforço de intenções de investimentos significativos em projetos de turismo. Representativo destas intenções ou concretizações de novos investimentos são o elevado número de Projetos de Interesse Nacional em acompanhamento e em execução para este setor. Numa primeira análise, podemos verificar que muitos destes projetos PIN na área do Turismo assumem o formato de unidades hoteleiras ou Resort Integrado de qualidade, muitos deles associados ao Golfe e ao Turismo Residencial. Alguns dos projetos foram projetados antes do início da crise internacional e imobiliária e estão agora a enfrentar dificuldades de financiamento, colocando em causa a sua concretização, que em muitos casos poderá ser repensada ou reformulada. Apesar destes constrangimentos, os projetos PIN poderão dar uma indicação das perspetivas de evolução do setor. A sua concretização irá transformar a oferta do deste produto em Portugal e para além do desenvolver o turismo em si, desenvolve a atividade de acolhimento. Em síntese:
  • 53. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 48 Drivers Condições naturais:  Vocação pela sua localização geográfica, recursos naturais, clima, património histórico e cultural, costa e praias, segurança, afabilidade dos Portugueses, etc. Tendências globais:  O crescente aumento de mobilidade internacional favorece o desenvolvimento do sector;  Perspectivas de crescimento do sector a nível internacional e Europeu. Iniciativas governamentais:  PENT demonstra a aposta forte do governo em tornar o Turismo um motor de crescimento da economia e de tornar Portugal um dos destinos de maior crescimento da Europa;  As melhorias previstas nas acessibilidades (TGV e Novo aeroporto) irão promover a mobilidade interna e a aproximar mercados emissores de Portugal. O novo aeroporto poderá assumir as funções de hub internacional. Iniciativa privada:  Forte aposta de grupos empresariais Portugueses e estrangeiros em projectos de investimento para o sector (como são exemplo os PIN para o sector). Para além do aumento do volume, a requalificação e aumento da oferta de qualidade implica um aumento do gasto médio diário e aumento das receitas provenientes deste sector. Poder político:  Consenso de que o Turismo é um vector estratégico e prioritário para a economia Portuguesa. A preocupação com a criação de uma oferta nacional integrada, com aumento do peso da gama alta e virada para o turismo de estrangeiros é o formato que beneficia o aumento das exportações no sector de bens ou serviços transaccionáveis.
  • 54. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 49 Ameaças: Reduzida diversificação:  Oferta: elevada dependência das regiões do Algarve, Lisboa e Madeira;  Procura: dependência de quatro mercados emissores – Reino Unido, Espanha, Alemanha e França. Elevada sazonalidade:  Concentração nos meses de Julho, Agosto e Setembro. Concorrência:  Aumento do ambiente concorrencial, adopção de estratégias mais agressivas de atracção e fidelização de turistas entre destinos turísticos. Crise internacional:  Retracção do consumo e investimento internos;  Retracção de consumo e investimento dos principais mercados emissores do Turismo em Portugal como é o caso do Reino Unido e a Alemanha;  Crise imobiliária a nível internacional – retracção do investimento e dificuldade de financiamento, nomeadamente de projectos de turismo residencial. Alterações climáticas:  Aumento da temperatura, alterações nos recursos hídricos e aumento dos períodos de seca, alterações na biodiversidade terrestre e marítima, aumento dos desastres naturais, degradação erosão costeira e subida do nível do mar com o consequente inundação das áreas costeiras. Investimento:  Necessidade de requalificação de determinados sectores e de aumentar a qualidade da oferta de outros (construção imobiliária descontrolada e desregulada em determinadas zonas turísticas). Aumento no preço de deslocação:  Variações no preço do petróleo (efeito directo no custo da deslocação). Escassez de recursos humanos qualificados:  Formação de recursos humanos e sua atracção e fixação nas regiões com maiores necessidades.
  • 55. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 50 Energia e Ambiente Tendências globais O setor da energia enfrenta atualmente um enorme número de desafios a nível global. Com o crescimento económico a nível mundial impulsionado pelas economias emergente e as tendências de crescimento demográfico, o consumo de energia deverá continuar a subir e consequentemente, as pressões sobre o ambiente. Por outro lado, este setor tem um papel relevantes nas alterações geopolíticas internacionais e na transferência de riqueza dos países consumidores para os países produtores de petróleo. Atualmente, temos assistido a uma diminuição de poder nas relações políticas e económicas de países desenvolvidos como os EUA e a Europa para países emergentes, como são os casos gritantes da China e Índia, e para países produtores de petróleo. De acordo com a Internacional Energy Agency a utilização global de energia deverá crescer a médio / longo prazo, sendo expectável que em 2030 a procura de energia primária deverá crescer cerca de 40% face ao ano de 2007, sendo a China e a Índia responsáveis por 53% deste aumento. Os combustíveis fósseis continuarão a ser a fonte de energia dominante e deverão representar 77% do acréscimo de procura global de energia esperado. Apesar dos recursos energéticos mundiais terem capacidade para suportar estas as necessidades previstas, a confirmar-se este cenário, deverão verificar-se severas implicações na proteção ambiental, segurança energética e desenvolvimento económico. As consequências mais óbvias são alterações climatéricas, poluição atmosférica e consequentes problemas de saúde pública e ambientais. Este aumento do consumo, para além das questões ambientais levanta ainda preocupações sobre a segurança de abastecimento. Todos estes fatores têm conduzido, por um lado, a um esforço de investimento em desenvolvimento de novas soluções tecnológicas com vista a obter melhorias de eficiência na extração, transporte e transformação de combustíveis fósseis e na mitigação das emissões de gases de estufa e, por outro, na diversificação para fontes renováveis. Com a tecnologia disponível atualmente, as renováveis não têm a eficiência dos combustíveis fósseis, o que impossibilita a sua expansão face às energias tradicionais. Os principais obstáculos nas renováveis são ainda o elevado investimento inicial e custos de operacionalização e manutenção, a reduzida
  • 56. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 51 maturidade de algumas tecnologias, a dependência de recursos naturais com disponibilidade incontrolável e difícil de prever e a falta de armazenagem em grande escala. O grande desafio deste setor é encontrar um equilíbrio entre o acentuado aumento de necessidades de energia e a obrigatoriedade de redução das emissões dos gases de estufa, sem que se coloque em causa o crescimento económico e desenvolvimento das economias mundiais. A instabilidade política das principais regiões produtoras de petróleo como são o caso do Médio Oriente (Irão , Iraque e Paquistão), América do Sul (Venezuela e Colômbia), África (Nigéria), levanta ainda a questão da segurança com o abastecimento, quer em termos de volatilidade dos preços , quer em cortes de abastecimento. Este crescimento de procura de energia primária é em grande parte justificado pela tendência histórica de incremento no consumo de eletricidade que deverá continuar a verificar-se no futuro. A continuação de democratização do acesso das populações à eletricidade nos países em desenvolvimento deverá continuar a contribuir para este movimento. O atual mix energético centra-se no petróleo e carvão que são as duas fontes mais eficientes e também as mais poluentes. As tendências das principais fontes energéticas apontam, assim, para:  Petróleo: aumento das necessidades mundiais acompanhado do desenvolvimento de tecnologias mais eficientes e menos poluentes;  Gás: crescimento do consumo;  Carvão: apesar do decréscimo do consumo na Europa, o crescimento verificado na Ásia, especialmente na China e Índia, explica a tendência para o aumento do consumo no futuro, mas para uma perda no seu peso no mercado global de energia;  Renováveis: a sua importância no mix energético deverá continuar a crescer de forma gradual e pouco expressiva, especialmente enquanto a tecnologia existente continuar pouco competitiva em termos do custo / benefício face às outras fontes;  Nuclear: incerteza / crescimento moderado. Os avanços tecnológicos têm assim um papel fundamental na evolução do contexto atual, que só deverá conhecer alterações significativas com o aumento da eficiência na produção, transporte, armazenagem e utilização de energia.
  • 57. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 52 As tecnologias com maior potencial para minimizar as emissões de gases de estufa encontram-se as energias renováveis, a utilização de combustíveis fósseis com captura e armazenamento de CO2 , fusão nuclear, biocombustíveis, hidrogénio, fuel cells. Com a recente crise internacional, o investimento no setor decresceu devido ao um abrandamento da utilização de energia e às dificuldades de financiamento para novos projetos. As consequências poderão ser também visíveis no investimento em renovação de infra estruturas energéticas, nos recursos dedicados a Investigação e Desenvolvimento relacionado com eficiência energética ou com o desenvolvimento de tecnologias nas renováveis, novos investimentos em projetos de energias renováveis, maior dificuldade na aplicação do acordo de Quioto e na obtenção de consensos em novos acordos para redução de emissões de gases de estufa. Sendo um setor com alguma dependência de financiamento público, os efeito da crise estendem-se ainda às dificuldades dos governos mundiais em subsidiar ou financiar novos projetos, devido a cortes orçamentais. Política energética da União Europeia Em reposta ao atual contexto mundial, a UE definiu um plano energético e ambiental Europeu com base em três grandes vetores:  Sustentabilidade: desenvolvimento das renováveis, redução da procura de energia, redução das alterações climáticas e melhorar a qualidade do ar;  Competitividade: abrir mercados energéticos Europeus, reduzir impacto do aumento dos preços da energia, continuar com os esforços da Europa em promover e liderar os avanços tecnológicos no setor da energia;  Segurança de abastecimento: diversificar mix energético, investir em infra estruturas para enfrentar emergências. Esta política da UE, datada de 2007, tem como principais metas para 2020:  Emissões: reduzir as emissões de gases com efeito de estufa do seu consumo energético em pelo menos 20% até 2020 face aos níveis de 1990;  Renováveis: aumento do nível de energia renovável no cabaz global da UE para 20% em 2020 (em 2010 deverá ser de aproximadamente de 10%); os biocombustíveis deverão representar 10% do combustível para veículos;  Eficiência energética: redução do consumo global de energia primária em 20% até 2020.
  • 58. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 53 Energia e ambiente em Portugal O nosso país apresenta uma elevada dependência externa em termos de energia face ao exterior e com um potencial muito reduzido para explorar recursos naturais em termos de combustíveis fósseis. Em 2008 cerca de 83% da energia primária consumida foi importada, o que se refletiu num impacto fortemente negativo na balança comercial. O setor da energia tornou-se fulcral no modelo de desenvolvimento Português, não só pelas questões ambientais associadas e de sustentabilidade, mas também pela sua relevância económica, nomeadamente, o peso nas importações. Portugal reúne alguns fatores que podem promover o desenvolvimento do setor da energia, nomeadamente das energias renováveis. Deste modo, existe uma elevada sensibilidade da sociedade para as questões energéticas e ambientais, e políticas Comunitárias e Governamentais que promovem a eficiência energética nas empresas e nas famílias, e a diversificação energética para fontes renováveis e biocombustíveis. Associadas às questões energéticas existem uma série de domínios associados ao ambiente como o caso da água, ar, conservação da natureza, gestão de resíduos, etc. Este setor tem vindo a ser marcado pelo desenvolvimento crescente de regulamentação de impactos ambientais da atividade económica e pela privatização de atividades tradicionais no setor, como é o caso do abastecimento de água, tratamento de águas residuais e tratamento e recolha de resíduos. Por outro lado, tem-se verificado uma maior atenção da opinião pública acerca das questões ambientais e uma tendência de alterações de consumo para produtos / serviços mais ecológicos. A Investigação e Desenvolvimento tem um papel decisivo na evolução deste tipo de atividades, quer na oferta de novos produtos ambientais, quer no desenvolvimento de novos de métodos produção de bens e serviços mais eficientes ecológicos. No entanto, retirando algumas exceções, o setor energia e ambiente encontra-se por vezes ainda orientado para o mercado interno e bastante dependente do investimento público. O petróleo representa atualmente cerca de 52% da energia primária em Portugal, e metade desta energia é utilizada no setor dos transportes. Nos últimos anos tem-se verificado uma redução significativa do peso do petróleo na produção de energia elétrica. Estratégia Governamental
  • 59. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 54 Tal como exposto anteriormente, no setor do ambiente e sustentabilidade o Governo tem grande meta consolidar Portugal como um líder em termos de energias renováveis em 2020. Os três documentos orientadores desta estratégia foram detalhados no capítulo relativo aos Drivers - Políticas Governamentais: Estratégia Nacional para a Energia com o horizonte de 2020 (ENE 2020), o Plano Nacional de Ação para as Energias Renováveis e o Plano Nacional de Ação para a Eficiência Energética. Iniciativa privada Portugal tem várias empresas de dimensão com presença no setor da energia, como são o caso da EDP e da Galp. A EDP tem uma forte presença internacional, é um dos grandes operadores europeus de energia elétrica, também com presença no setor do gás e produtor de energia eólica. A EDP é um player mundial em energias renováveis, sendo atualmente a 3ª maior empresa em energia eólica com presença em 11 países diferentes. A Galp Energia é também uma empresa de dimensão internacional no setor dos produtos petrolíferos, Gás natural e energias renováveis, com presença em quatro continentes. Existem outras empresas de referência associadas ao setor dedicadas a segmentos específicos do setor da energia, com uma dimensão internacional. Em junho de 2010 existiam 14 Projetos de Interesse Nacional (PIN) no setor da energia (9 no setor das energias renováveis), que totalizavam cerca de 2.444 milhões de Euros de investimento, e que implicavam a criação de 3.776 postos de trabalho. Estes indicadores reforçam a expectativa de que o setor da energia tem um potencial de crescimento significativo e que existe uma aposta do setor privado na área da energia, nomeadamente nas energias renováveis. Energias Renováveis Centrais hidroelétricas Portugal é um dos países da UE com maior incorporação de energias renováveis na produção de eletricidade a partir das grandes centrais hidroelétricas. Na última década no entanto, quer a potência instalada, quer o peso de outras renováveis na produção de eletricidade tem vindo a aumentar, conforme o compromisso assumido no âmbito da diretiva das energias renováveis e do Plano Nacional para o setor. A Enercon instalou recentemente a sua milésima torre eólica em Portugal, no Parque da Romã, em Torres Vedras
  • 60. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 55 Eólica A constituição do “cluster” eólico iniciou-se em 2006 com a adjudicação ao grupo Eólicas de Portugal, da produção de energia eólica, em 48 parques a instalar por todo o país, até 2010-2012. O projeto engloba a criação de uma nova fileira industrial para o fabrico integral de equipamento (aerogeradores), instalação e operação dos parques eólicos, tendo sido assinado o contrato de construção de um complexo industrial com 5 fábricas, em Viana do Castelo. O projeto Prevê igualmente a criação de um centro de I&D. O consórcio Eólicas de Portugal é liderado pelo grupo EDP e nele participam também a Enercom, empresa alemã de fabrico de aerogeradores tecnologicamente avançados, a Termoelétrica Portuguesa, detida pela Sonae e Endesa, a Generg da Electrabel, a Finerge da Endesa e a SIIF da EDF. Atualmente com um total de 1200 trabalhadores, o cluster integra fábricas de pás de rotor e de geradores, uma unidade de mecatrónica, uma produtora de torres de betão e um centro administrativo e de formação para além dos compromissos a nível nacional, o grupo também exporta para a Irlanda, França, Itália e Alemanha. Solar Construiu-se uma fábrica de painéis fotovoltaicos e a instalação uma central solar de produção de energia elétrica em Moura Esta Central. Prevê-se que esta central produza 63 MW através de 2.520 tarreadores ou seguidores de trajetória solar, que sustentam 262 módulos com 268 mil painéis fotovoltaicos que produzirão 93 gigawatt/hora por ano, alimentando com energia elétrica 30 mil domicílios. Está em marcha a construção de outra central em Tavira com um sistema de produção de energia elétrica diferente. O projeto terá uma potência de pico de 6,5 MW, visando a venda de energia à Rede Elétrica Nacional, para o qual já existe permissão da Direção Geral de Geologia e Energia. Biomassa A valorização energética dos resíduos começou em 2001 na Valorsul, em Loures, cuja central produziu, em 2009, 293 837 Mw (cerca de 80% do total nacional). Existem atualmente nove centrais de produção de eletricidade a partir dos lixos e o Governo prevê a criação de mais 16. As novas centrais entrarão gradualmente em funcionamento nos próximos dois anos
  • 61. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 56 e juntam-se às nove já existentes, prevendo-se que venham assegurar uma produção energética superior a 140 mil megawtts (Mw) por ano. Das 16 novas centrais, nove irão produzir eletricidade através de biogás de aterro e as restantes sete da valorização orgânica dos resíduos. Entre estas inclui-se a da Valnor, em Avis, cujo investimento de 7,5 milhões de euros agora iniciado deverá estar concluído em 2012, permitindo produzir 2750 Mw por ano. Ondas O aproveitamento da energia das ondas pode ter um impacto muito significativo para Portugal, nomeadamente em termos de produção de energia por meios renováveis, criação de emprego, oportunidade de exportação de equipamentos e serviços, inovação e desenvolvimento de tecnologia e tecido empresarial com vocação para a exploração de outros recursos oceânicos. Existem atualmente 4 protótipos de 4 diferentes tipos (AWS, Pelamis, OWC, Wave Dragon) em teste no mar (Portugal, Escócia e Dinamarca). Não é ainda possível saber qual ou quais os sistemas que poderão tornar-se economicamente competitivos; outros 4 sistemas estão em fase um pouco mais atrasada de desenvolvimento. Portugal tem experiência em dois projetos: 1) A Central de Coluna de Água Oscilante do Pico (400 kW). A Central de Energia das Ondas do Pico, baseada na tecnologia da coluna de água oscilante (CAO; sigla internacional OWC), foi concebida nos anos 90 por investigadores do IST, com apoio da Profabril para a construção civil, e da PROET para o equipamento eletromecânico. O equipamento mecânico foi fornecido pela empresa escocesa A.R.T, embora o projeto aerodinâmico da turbina tenha sido da responsabilidade do IST. O fornecimento do equipamento elétrico e eletrónico (gerador, eletrónica de potência, transformadores, sistemas de comando) foi efetuado pela Efacec. O custo inicial da Central foi de 4 milhões de euros, sendo financiado sensivelmente em partes iguais pela Comissão Europeia, Estado Português, EDP e EDA. 2) A instalação, sem sucesso, de uma central piloto de 2 MW ao largo de Póvoa de Varzim. Estas experiências contribuíram para aquisição de know-how numa área promissora no âmbito das energias alternativas. A construção da central da ilha do Pico e a instalação da central AWS envolveram um número importante de empresas, de onde se salientam a Eletricidade de Portugal, a Eletricidade dos Açores, a EFACEC, a Profabril, a Consulmar, a PROET, a Marques, no caso da central do Pico e a Blue Edge, os
  • 62. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 57 Estaleiros Navais de Viana do Castelo, a Oliveira Fernandes e a Levantamentos Batimétricos no caso da central AWS. Células de Combustível Portugal tem acompanhado a tecnologia das pilhas de hidrogénio e possui empresas nacionais a trabalhar nesta área, como é o caso da SRE – Soluções Racionais de Energia. As pilhas de combustível utilizam um processo eletroquímico de produção de energia elétrica a partir do Hidrogénio, cujo subproduto é a água. Os fatores críticos de sucesso da pilha de combustível são o preço do Hidrogénio, o preço do kW produzido pela pilha/ gerador e a logística do Hidrogénio. A nível internacional os EUA é um dos países com maiores ambições para a economia do hidrogénio. O plano Americano é de atingir um custo de 100 US$ / kW em 2015 (o que tornaria mais barata a utilização da pilha de combustível no automóvel, comparativamente ao atual valor utilizando o motor de combustão). Existem boas oportunidades para a economia nacional, nomeadamente a autonomia energética, a valorização das fontes renováveis, cadeias de valor abertas (vantagem para a SRE, ou qualquer outra empresa que se queira instalar), na medida em que existem vários produtos no mercado que permitem fazer um “assembling” próprio e custo de entrada relativamente reduzido. A SRE lidera e participa também na iniciativa EDEN – Endogenizar o Desenvolvimento de Energias Novas, em consórcio com a Autosil, EDP, EEM, EFACEC, etc. Em resumo:
  • 63. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 58 Drivers Tendências Globais:  Crescimento do consumo de energia impulsionado pelas economias emergentes;  Prováveis alterações climatéricas, poluição atmosférica e consequentes problemas de saúde pública e ambientais;  Esforço de investimento em desenvolvimento de novas soluções tecnológicas com vista a obter melhorias de eficiência e de mitigação da poluição;  Crise internacional tem condicionado o investimento no sector devido às dificuldades de financiamento para novos projectos e à tendência de redução do financiamento público. Estratégia comunitária:  Directivas e estratégias comunitárias promovem o desenvolvimento do sector e das energias renováveis. Iniciativas governamentais:  Políticas e regulamentações específicas para o sector fomentam fortemente o desenvolvimento do sector;  As energias renováveis têm sido uma prioridade para o governo no passado recente com vista à redução da dependência energética externa, a promoção de crescimento económico e a criação de emprego. Sensibilidade social:  Existe uma elevada sensibilidade para as questões energéticas e ambientais e uma alteração dos padrões de consumo para produtos / serviços mais ecológicos. Players nacionais:  Galp e EDP são empresas com presença forte a nível internacional no sector da energia, tendo a EDP uma forte presença no sector das renováveis (terceiro maior players mundial na produção de energia eólica).
  • 64. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 59 Ameaças Tendências Globais:  Crescimento global esperado, conduzido pelas economias emergente cria dificuldades na satisfação das necessidades crescentes de energia e ao mesmo tempo a obrigatoriedade de redução das emissões dos gases de estufa;  Prováveis alterações climatéricas, poluição atmosférica e consequentes problemas de saúde pública e ambientais;  Com as actuais tecnologias as energias renováveis demonstram ainda uma falta de competitividade face aos combustíveis fósseis, o que dificulta a sua expansão;  Ameaça à segurança no abastecimento e à insegurança nos preços nalgumas das regiões produtoras de petróleo (Médio Oriente, América do Sul, África);  Crise internacional tem conduzido a uma redução do investimento em infra-estruturas tradicionais ou renováveis e em I&D de eficiência energética e em energias renováveis;  Redução dos subsídios, incentivos governamentais para as energias renováveis. Escassez de recursos qualificados:  Falta de recursos humanos qualificados em áreas específicas e mais técnicas. Políticas Governamentais:  Necessidade de contenção das contas públicas e a pressão para a redução do endividamento pode colocar em causa projectos energéticos, nalguns casos dependentes de financiamento ou subsídios públicos.
  • 65. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 60 Mobilidade e Transportes Tendências Globais O aumento do comércio internacional teve como consequência uma intensificação das atividades de transportes por terra, mar e ar. A emergência na cena internacional das economias emergentes (Brasil, China e Índia) contribuiu no período mais recente para a intensificação dos fluxos de comércio internacional e para o aumento do consumo de energia de uma maneira geral. Os efeitos das atividades de transporte no ambiente e no aumento dos GEE constituem a questão central na definição de cenários e políticas de desenvolvimento no setor dos transportes e mobilidade. Com efeito, o desenvolvimento deste setor com base no paradigma vigente tem efeitos contraditórios com os objetivos definidos para as políticas ambientais, induzindo a reflexão sobre as vantagens e desvantagens do crescimento das infraestruturas convencionais de transportes. Este fenómeno exerce também uma forte pressão sobre a necessidade de inovação e desenvolvimento quer nas energias alternativas, quer nos meios de transporte, no sentido de se poderem fazer escolhas que não são necessariamente as mesmas que sustentaram o modelo de desenvolvimento anterior. Uma economia dos transportes baseados em combustíveis fósseis provocou um dramático aumento de emissões de poluentes. Estima-se que os transportes marítimos e aéreos produzam mais de 10% das emissões globais de CO2. O transporte aéreo é paradigmático a este propósito e também central para viabilizar o projeto da globalização e a continuidade das trocas internacionais. Contudo, segundo Ribeiro (2007), na sequência do 11 de setembro e do choque petrolífero de 1997, resultante da mudança da política energética da Arábia Saudita, juntamente com o crash do NASDAQ gerou-se a maior crise na história da aviação civil e levantou um conjunto de incertezas relativamente às previsões anteriores sobre o crescimento do transporte aéreo. Os acontecimentos em curso no médio oriente reforçam essas incertezas, pela pressão acrescida que colocam sobre o preço do petróleo. A bibliografia prospetiva disponível, mesmo nos cenários mais pessimistas, nunca estabelece o preço do petróleo superior a 100 dólares, barreira que está a ser ultrapassada com a crise da Líbia. As incertezas existentes a este propósito, mesmo antes da crise política no médio oriente, levaram a admitir um período de globalização benigna, outro de globalização turbulenta (os próximos 25 anos) e, mesmo, em recuo da globalização, com diminuição da intensificação da mobilidade internacional de pessoas e mercadorias.
  • 66. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 61 A desregulamentação do setor aeronáutico nos EUA nos anos 1970 levou a uma alteração nos preços, emergência de novos operadores e uma mudança na configuração das redes de transportes. Na Europa esse processo ocorreu entre 1984 e 1987, estando ainda por apurar se a liberalização do setor na UE vai alterar as funções dos diversos aeroportos. A situação atual é que as maiores companhias americanas, com redes Hub and Spokes e que oferecem um leque variado de destinos, com custos mais elevados, têm sido no geral menos bem sucedidas do que as companhias low cost com arquiteturas Point to Point, que têm obtido os maiores lucros. Este novo modelo de negócio permitiu a ampliação do mercado da aviação civil. Esta reconversão do setor ocorreu a par com uma evolução tecnológica assinalável, com o aparecimento de um novo avião da AIRBUS, quadrimotor, com capacidade para transportar até 800 passageiros em dois andares, com menor consumo de combustível por passageiro e custos mais reduzidos. Em resposta, a BOEING lançou um Bimotor que transporta 350 passageiros, com uma redução de combustível de cerca de 25% e um novo 747 com capacidade até 800 passageiros. A controvérsia tecnológica está instalada, incluindo os modelos de aeroporto e os tipos de redes (HUBS / point to point) que suportarão o transporte aéreo até 2030. Nos Transportes marítimos o cenário é idêntico. Estudos recentes indicam que a emissão de GEE (CO2, NOx e SO2) pelos navios corresponde a cerca de 4% , 10% e 15%, respetivamente. A poluição marítima provocada pelos metais pesados causa problemas não avaliados sobre a fauna marinha, sobretudo nas áreas costeiras e portos de maior tráfico. As concentrações de ozono (O3) têm também aumentado, assim como a formação de sulfato de nitrato por efeito do tráfego marítimo. A Convenção Internacional para a prevenção da poluição marítima, conhecida como a Convenção de Londres, a funcionar em colaboração com a International Maritime Organization (IMO) fez em 1996 um protocolo que reflete a preocupação crescente com este problema. Os mesmos problemas afetam os transportes terrestres, sendo que a nível internacional o problema se coloca com maior acuidade nos transportes de mercadorias. E é neste quadro que se equaciona a possibilidade de intensificar o transporte ferroviário, tanto a nível local como regional e na interligação entre países próximos. A pressão do ambiente é o fator decisivo para a revolução já em curso no setor dos transportes e mobilidade.
  • 67. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 62 Política Europeia de Transportes A Comissão Europeia, tendo em vista a promoção da integração europeia e a concretização do princípio da mobilidade de pessoas e bens no espaço europeu, tem como um dos seus objetivos a construção de infraestruturas de mobilidade e redes de acessibilidades no espaço europeu. Este objetivo ficou desde logo consagrado no Tratado de Roma em 1957. Mas só em 1985 - com o alargamento da UE - é que os Estados-Membros viriam a dar atenção a esta questão. Em 1992, o Tratado de Maastricht reafirma este princípio e estabelece um conjunto de normas que facilitam a atuação no domínio dos transportes. É desde esta altura que se estabelece a concorrência nos mercados de transporte rodoviário de mercadorias e do transporte aéreo. Em 1994 no Conselho Europeu de Essen lançaram-se as bases para uma Rede Transeuropeia de Transporte (RTE-T), projeto que viria a ser reforçado em 1996 em Dublin. Na sequência desta decisão, os países foram convidados a tomar as medidas necessárias para a sua concretização. O Livro branco sobre os transportes, adotado pela Comissão Europeia em 2001, procura definir a política europeia de transportes até 2010 e constituiu a base para o projeto da Rede Transeuropeia de Transportes (RTE-T). Rede Transeuropeia de Transportes (RTE-T) O projeto da RTE-T estabelece como prioridades os investimentos em infraestruturas ferroviárias, transporte fluvial e cabotagem, intermodalidade e interoperabilidade, tendo a dupla preocupação de reduzir os tempos de transporte e as emissões de GEE. Este objetivo viria a consubstanciar-se na elaboração de 30 projetos considerados prioritários. Cinco destes projetos dizem diretamente respeito a Portugal, nomeadamente:  As linhas Ferroviárias de Alta Velocidade do Sudoeste da Europa que preveem a ligação ferroviária de alta velocidade da Península Ibérica a França, com dois ramos a norte e a sul dos Pirinéus, que permitirão a conexão com as linhas de Alta Velocidade do centro e norte da Europa. O projeto inclui a ligação Lisboa – Porto, Lisboa– Madrid e Aveiro – Salamanca;  A ligação Multimodal Portugal/Espanha-Resto da Europa, que consiste no investimento em infraestruturas rodoviárias, ferroviárias, portuárias e aeroportuárias em território português e
  • 68. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 63 espanhol, ao longo de três corredores multimodais estruturantes das ligações de Portugal com Espanha e o resto da Europa;  A ligação Ferroviária de Transporte de Mercadorias Sines/Algeciras-Madrid-Paris, cujo objetivo é solucionar a limitação de mobilidade imposta pelos Pirinéus. Inclui-se neste projeto o corredor Sines- Badajoz-Madrid;  Interoperabilidade da Rede Ferroviária de Alta Velocidade da Península Ibérica, abrangendo as restantes linhas novas de alta velocidade com bitola europeia ou as linhas adaptadas com dupla bitola na Península Ibérica. O Corredor Norte – Noroeste, que inclui Porto – Vigo – está neste projeto;  As chamadas Autoestradas Marítimas, projeto que inclui a Autoestrada da Europa Ocidental. Transportes e mobilidade na Europa A adesão de Portugal à UE tem implícito que a política nacional de transportes e mobilidade se enquadre na política europeia, situação que é reforçada pela situação geográfica do país na periferia da Europa. A eliminação de fronteiras na UE, a construção do mercado único e a promoção do comércio intracomunitário constituíram um fator fortemente dinamizador do setor em Portugal, setor que representa cerca de 10% do PIB. Um dos dados essenciais do problema dos transportes na UE é o aumento exponencial do automóvel particular, que se instalou no consumo das famílias no período de expansão económica. Atualmente 80% dos transportes de passageiros são efetuados em automóvel particular. Seguem-se o autocarro (8%), o comboio (6%) e as aeronaves (5%). O número de automóveis tem aumentado a uma média de três milhões por ano, número que deve ter em conta o alargamento aos sucessivos países. Espera-se que esta taxa de crescimento diminua nos próximos anos, não só porque os países recém chegados atingirão uma taxa de utilização do automóvel semelhante aos seus congéneres europeus, como também as políticas ambientais pressionam à diminuição da circulação automóvel, ajudadas pelos preços crescentes do petróleo. Contudo esta é uma das grandes zonas de incerteza, fortemente dependente do sucesso de mercado dos veículos movidos com base noutras energias, embora as restrições ao consumo na UE joguem em desfavor desse sucesso. Na UE, o setor dos transportes é responsável por 28% das emissões de CO2. Os veículos rodoviários contribuem com 84% para este valor. Embora as emissões de CO2 estejam globalmente a diminuir, em conformidade com o Protocolo de Quioto, as emissões dos transportes estão a aumentar.
  • 69. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 64 No que diz respeito ao transporte aéreo na UE o crescimento é idêntico. A taxa média anual de crescimento de passageiro é de cerca de 7% nos últimos 20 anos. Este crescimento do setor levou à saturação dos aeroportos e dos sistemas de controlo de tráfego aéreo, diminuindo a qualidade de serviço, aumento o consumo de combustíveis fósseis e o aumento da produção de GEE. Em contrapartida, o transporte ferroviário sofreu um declínio. A quota de mercado diminuiu 4% no que diz respeito ao número de passageiros e cerca de 13% no transporte de mercadorias. Este setor perdeu competitividade a favor do setor rodoviário, basicamente porque é mais lento. Esta falta de eficiência deve-se basicamente á necessidade de modernização e harmonização das infraestruturas de rede ferroviária, já que as redes nacionais operam segundo normas diferentes e nada foi feito para promover o transporte ferroviário durante muito tempo, apesar deste setor ter outras vantagens competitivas como o facto de ser menos poluente. Algumas medidas têm sido tomadas desde 2003, como por exemplo a liberalização do setor. Contudo parecem insuficientes e só no programa da RTE (Rede Transeuropeia de Transportes) são definidas medidas de fundo, nomeadamente a implementação da rede de Alta Velocidade. O transporte aquático na Europa também não é competitivo. A frota marítima reduziu nos últimos anos basicamente devido a um problema que é comum a outros produtos e setores: as companhias de navegação registadas em países onde as normas de segurança e a qualificação das tripulações não são tão exigentes, têm menos custos. Trata-se basicamente de um processo de "concorrência desleal" que as regras de comércio internacional no âmbito da OMC não contemplam. Com a chegada dos últimos 10 países à UE, a frota europeia representa 26% da marinha mercante mundial. É de registar ainda o facto de que cerca de 41% das mercadorias transportadas no espaço europeu para curtas distâncias se efetuam por navio. Por outro lado, a rede de vias navegáveis interiores está subaproveitada embora seja, em termos comparativos, das mais eficientes em termos energéticos e ambientais. Até à política que visa a implementação da Rede Transeuropeia de Transportes, cada país continuou a investir na rodovia, o que levou este setor a um impasse, com agravamento de alguns dos seus problemas, nomeadamente os congestionamentos e engarrafamentos crescentes, seja a nível local, seja a saturação das estradas em muitas regiões industriais da UE com os efeitos que se conhecem na segurança, no ambiente e na saúde humana. Entretanto algumas medidas sectoriais foram sendo tomadas, como por exemplo o Programa Marco Pólo (2003-2006) que veio definir como prioridade a intermodalidade propondo a integração do
  • 70. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 65 transporte marítimo de curta distância, dos caminhos-de-ferro e do transporte fluvial na cadeia logística, assim como apoiar financeiramente a melhoraria do desempenho ambiental dos transportes de mercadorias (Regulamento CE nº 1382/2003) Embora ainda corresponda a uma pequena parte das mercadorias deslocadas o transporte intermodal está a crescer a uma média de cerca de 10% ao ano. Transportes e Mobilidade em Portugal Na sequência da operacionalização das políticas europeias de transporte e mobilidade, Portugal conheceu nas últimas décadas alterações profundas na suas infraestruturas de mobilidade, nomeadamente rodoviária, que pela implementação de uma rede viária, incluindo a rede de autoestradas de que o país carecia. Algumas da medidas de política previstas quer no âmbito do PET, quer anteriores, foram implementadas ou estão em fase de execução, como se referiu anteriormente. Ressalta aqui o impasse em que se encontram alguma dessas medidas, sobretudo os chamados projetos estruturantes que se encontram num impasse dados os constrangimentos económico-financeiros decorrentes da crise financeira global. Referimo-nos à construção de um Novo Aeroporto Internacional em Lisboa e infraestruturas subjacentes, que foi objeto de um amplo debate nacional. O projeto de construção deste aeroporto visa a criação de condições adequadas ao transporte de passageiros e de carga, admitindo-se que viesse a funcionar no futuro como plataforma de trânsito de uma das alianças mundiais de aviação civil, referidas anteriormente. O pressuposto de base para a construção do novo aeroporto é o de que, não havendo alternativa ao modo aéreo aceitável para o transporte de pessoas em distâncias superiores a 600 km, a situação periférica de Portugal exige que o País tenha infraestruturas aeroportuárias capazes de o colocarem na rota das redes globais da aviação civil. Esta seria a condição prévia para se poder concretizar os objetivos definidos para o turismo, como pólo de atração de investimento estrangeiro e transporte de carga de produtos sensíveis que exigem este tipo de transporte.
  • 71. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 66 Todos os projetos e cenários da rede de transportes nacionais para ligação de Portugal ao mundo, incluindo os projetos de dinamização de portos e da criação de plataformas logísticas estão concebidos a partir dos projetos estruturantes do aeroporto e da rede de Alta velocidade. Contudo, as incertezas que a crise financeira veio colocar, associadas às pressões crescentes sobre o ambiente e a mais uma crise do petróleo que a instabilidade política do médio oriente vem colocar como cenário muito previsível, juntam-se às incertezas anteriores colocadas pela questão da segurança e terrorismo internacional que se arrastam desde o 11 de setembro, tornando mais credíveis as hipóteses colocadas por Felix Ribeiro de uma globalização turbulenta ou, mesmo, de recuo da globalização, com consequências no tráfego internacional e nas opções a privilegiar em termos de meios de transporte. Dado o impasse em que se encontra a política aeroportuária em Portugal, mas também na Europa, face a todas estas incertezas, podemos admitir um reequacionar do problema a nível europeu, e mesmo mundial, a menos que inovações tecnológicas de tipo radical quer em termos de aviões, quer em termos de eficiência energética ou de energias alternativas tragam à luz novas soluções. O projeto de Construção da rede ferroviária de Alta Velocidade, contemplado na política europeia de transportes como parte integrante da Rede Transeuropeia de Transportes está paralisado pelas mesmas razões. O projeto de aumento da capacidade do porto de águas profundas de Sines, como zona privilegiada de atividades logísticas e pólo de atração de novas atividades industriais depende, em grande medida da construção das ligações rodo-ferroviárias a Espanha, nomeadamente a ligação ferroviária Sines-Évora- Badajoz para tráfego de mercadorias. O projeto das plataformas logísticas pressupõe a integração e serviços, articulando cargas transportadas por via marítima e aérea. No que diz respeito às chamadas autoestradas do mar, só fazem sentido se houver portos com infraestruturas adequadas e uma concentração de transportes de mercadorias que permitam a intermodalidade, o que poderá vir a acontecer com dinamização do Porto de Sines e construção da plataforma logística de Sines e Poceirão. Inserida na Rede Nacional de Plataformas Logísticas, será a maior do País, com uma extensão de 420 hectares, e prevê-se que sirva de apoio ao transporte de mercadorias dos portos de Lisboa, Setúbal e Sines. Esta Plataforma, com um investimento total estimado em 307milhões de euros, dos quais 17 milhões em acessibilidades, usufrui de bons acessos rodoviários e,
  • 72. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 67 a nível ferroviário, tem ligação às linhas do Sul e do Alentejo e conta com a rede de Alta Velocidade Lisboa-Madrid que está prevista para tráfego misto. Parece consensual a criação de um corredor multimodal, na sequência da filosofia da política europeia de transportes, para transporte de mercadorias que ligue o porto de Sines a Madrid - através de Saragoça, Barcelona e Perpignan - e ao centro da Europa. Este corredor multimodal deverá dispor centralmente de uma plataforma logística que permita o encaminhamento e distribuição de mercadorias transportadas por via aérea, marítima, ferroviária e rodoviária. Os investimentos em infraestruturas de transportes que sirvam a consolidação do sistema urbano deveriam prosseguir, o que implicaria uma concentração de investimentos na faixa litoral – Áreas Metropolitanas e Eixo Estruturante Norte-Sul – no sentido de transferir parte dos fluxos de mobilidade do modo rodoviário para o modo ferroviário, no quadro de um reforço de operadores multimodais. Contudo, todos estes projetos, incluindo a autoestrada marítima, estão pensados em articulação com a construção do Novo Aeroporto de Lisboa e da Rede Alta velocidade, o que significa que grande parte da reestruturação do setor dos transportes e das economias associadas estão em stand by. Outro projeto possível é a adaptação de parte do atual aeroporto militar de Beja para implantação de atividades da indústria aeronáutica, em espaço vocacionado para o efeito, e para operadores de “low cost” (turismo do Algarve do Alentejo e, até da AML). Prevê-se a reorganização da oferta do transporte rodoviário urbano, e a renovação das frotas utilizando energias renováveis. Este projeto está em marcha com a construção dos primeiros autocarros movidos a eletricidade pela empresa Salvador Caetano, na prossecução das medidas de política energética. Em meio urbano pode acontecer uma transformar mais estrutural com a introdução do transporte individual elétrico, já em fase implementação no âmbito da política de energia e com a expansão, em grande medida já concretizada, da rede de Metro. No que diz respeito à mobilidade interna urbana, mas não só, aposta-se também nas redes virtuais, esperando que esta tenha um impacte que redução da mobilidade, com investimentos previstos para a implementação e extensão da rede de banda larga. Ainda nesta área urbana, prevê-se uma forte reorganização do setor como fim das concessões que impedem um mesmo operador de recolher e transportar passageiros em toda uma Área Metropolitana.
  • 73. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 68 O investimento recentemente realizado no Aeroporto Sá Carneiro visando torná-lo no principal aeroporto do noroeste peninsular deverá articular-se com o porto de Leixões por forma a constituir-se como alavanca do tecido empresarial Norte e do Centro litoral.
  • 74. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 69 Drivers Tendências Globais:  Crescimento dos fluxos internacionais de transportes de mercadorias e passageiros no âmbito da intensificação das trocas comerciais e no desenvolvimento do Turismo;  Tensão crescente entre o aumento da produção de GEE que a intensificação dos fluxos de transporte implicam, e a pressão para a soluções tecnológicas mais eficientes do ponto de vista do ambiente, com impacte no tipo de infra-estruturas a desenvolver e nos meios de transporte em si. Estratégia comunitária:  Desenvolver a Rede transeuropeia de Transportes (RTE-T), com vista à integração económica e social do espaço europeu;  Aposta na intermodalidade, reabilitando o transporte ferroviário e marítimo Iniciativas governamentais:  Política de transportes, consubstanciada no Plano estratégico Transportes (PET), fortemente inspirada na política europeia de transportes;  Articulação da Política energética com a Política de transportes. Ameaças Crise Internacional:  Crise internacional trava os projectos estruturantes para implementação do PET;  Paralisação dos investimentos estruturantes bloqueia a implementação de grande parte das medidas previstas nas políticas de transporte;  Restrições ao consumo público e privado podem dificultar implementação do projecto MOBI-E (massificação dos Veículos eléctricos, públicos e privados). Instabilidade nos preços dos combustíveis  A crise política no médio oriente e os potenciais impactes na segurança, abastecimento e preço do petróleo podem levar a um reequacionar das estratégias definidas para o sector e/ou aumentar a pressão para soluções energéticas alternativas.
  • 75. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 70 b) Outras nuvens identificadas Para além das grandes nuvens ancoradas em grandes projetos de desenvolvimento para Portugal outros desenvolvimentos sectoriais são identificados na bibliografia disponível. Serviços diversos Na leitura prospetiva, foram identificadas diversa possibilidade de elevado potencial para o desenvolvimento de vários tipos de serviços, de que destacamos:  Serviços partilhados: potencial de captação de IDE, tendo em vista a prestação de telesserviços ou serviços partilhados a distância apoiando-se nas tecnologias de comunicação e informação. Trata-se de um conjunto de serviços diversificados que mobilizam, em regra mão-de-obra pouco escolarizada em regime de trabalho temporário, como por exemplo os call centers e os centros de atendimento e assistência técnica a distância. Inclui também os serviços partilhados de empresas multinacionais na área do back office (processamento de pagamentos, contabilidade, etc.);  Serviços urbanos: reconstrução urbana, novos serviços de mobilidade, manutenção de edifícios, implantação e manutenção de espaços verdes, instalação de soluções energéticas, serviços de licenciamento, etc.;  Serviços Pessoais: serviços associados ao apoio ao domicílio, cuidados sociais e de higiene e saúde no âmbito das atividade de apoio à terceira idade. Estas últimas sentem-se hoje de forma muito premente em todo o país e ganham outra dimensão se atendermos ao choque demográfico, como tendência de evolução das sociedades modernas;  Serviços de mobilidade - atividades associadas ao desenvolvimento da rede de transportes e de plataformas logísticas. Cluster do Mar A Estratégia Nacional para o Mar, publicada em 2006 (resolução do conselho ministros nº128/2006) inspirada no Livro Verde da Política Marítima Europeia, avança com uma estratégia para exploração do potencial económico do mar, numa perspetiva completamente nova face às atividades tradicionais ligadas ao mar. Esta aposta integra também a Estratégia Mediterrânica para o Desenvolvimento sustentável 2020 e o Plano de Ação Mediterrânico. Este novo olhar sobre o mar é partilhado a nível europeu, que tem uma política marítima com o objetivo de desenvolver uma economia marítima
  • 76. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 71 próspera e ambientalmente sustentável. Este desenvolvimento deve assentar no desenvolvimento científico e tecnológico e na inovação das atividades associadas ao mar, tirando partido das competências que a Europa já detém no domínio da navegação, na tecnologia naval, no turismo costeiro, na energia de offshore, incluindo as renováveis, e serviços auxiliares. Os setores com maior potencial económico de crescimento são navegação de cruzeiros, a economia dos portos, a aquacultura, as energias renováveis, as telecomunicações submarinas e biotecnologia marítima Esta última é também designada como biotecnologia azul e encerra um enorme potencial económico, pela exploração da biodiversidade marinha, estimando-se que cerca de 80% dos organismos vivos mundiais se encontram no mar. No estado atual do conhecimento sobre esta matéria sabe-se que esta tecnologia pode contribuir com vantagens económicas para vários setores industriais, nomeadamente a aquacultura, produtos para a saúde e da cosmética, novos produtos alimentares, produção de energias através de certo tipo de algas, etc. Refira-se que está instalada em Lisboa desde 2006, a sede da Agência Europeia de Segurança Marítima (EMSA – European Maritime SafetyAgency). É neste quadro que Portugal dá prioridade em termos dos clusters previstos no QREN, como se referiu, ao cluster do mar, que desenvolveremos á frente. Para além das atividades tradicionais ligadas ao mar - pesca e turismo nas orlas costeiras -, a exploração sustentada de recurso energéticos, a exploração e prospeção de hidrocarbonetos offshore, a investigação de novos materiais, a investigação nas áreas da biologia e da geologia marinhas são hipóteses possíveis. Do ponto de vista dos recursos energéticos, o mar também tem enormes potencialidades ainda não exploradas, no âmbito das energias alternativas de 3ª geração , nomeadamente as ondas e marés. As tecnologias associadas às energias alternativas de primeira geração (desde finais do século XIX) são a hídrica, a biomassa/combustão e a geotérmica (produção de eletricidade e calor). Na segunda geração (desde os anos 80 do século XX) incluem-se a solar (aquecimento e arrefecimento), a solar fotovoltaica, a eólica e novas formas de bioenergia. Na terceira geração exploram-se a energia solar, como concentrador de energia, as ondas e marés, sistema melhorados na geotérmica e os sistemas integrados de bioenergia. As características naturais do país e potencial de crescimento de atividades associadas ao mar favorecem a geração de sinergias e a criação de um cluster forte, sendo uma das áreas prioritárias do Governo, ao abrigo do QREN. Algumas das atividades a potenciar:  Desenvolvimento de tecnologias na área da eletrónica e robótica submarina e de equipamentos para monitorização dos oceanos;
  • 77. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 72  Desenvolvimentos dos transportes marítimos, modernização de portos, logística, serviços marítimos de carga, passageiros e turismo e construção naval;  O setor do turismo associado aos desportos náuticos de que são exemplos a expansão das atividades náuticas de recreio, desportos submarinos, surf, vela, cruzeiros, etc., assim como a realização de provas internacionais de Desportos Náuticos em que Portugal tem condições particularmente atrativas;  Atividades como a I&D em biologia marinha para descoberta de novos fármacos;  Pesca, aquicultura, indústria do pescado;  Na energia um potencial segmento a explorar com vantagens, para além da energia das ondas, é a exploração de energia eólica em offshore. Saúde A questão demográfica e o aumento esperado dos fluxos de turismos internacional continuarão a pressionar a procura de serviços de saúde por um lado e, por outro, os avanços científicos e tecnológicos nesta área e o conjunto de atividades que, por efeito de arrastamento, se poderão desenvolver fazem da saúde outra das áreas prioritárias do QREN. Este cluster, mais desenvolvido no Norte do País tem potencial de desenvolvimento em diversas áreas:  Desenvolvimento da engenharia biomédica, e das atividades de investigação nas áreas ligadas à saúde tirando partido das competências já existente em centros de I&D de grande prestígio e competência internacional, sobretudo na área do cancro e das doenças degenerativas;  Desenvolvimento de novos meios de diagnóstico, medicamentos ou métodos de administração de fármacos;  Potenciar a ligação entre estas áreas científicas e as empresas farmacêuticas nacionais e internacionais, assim como a formação de empresas de base tecnológica, potenciando a "exportação" do conhecimento altamente especializado para desenvolvimento da atividade industrial;  Conceção e desenvolvimento de sistemas tecnológicos aplicados ao funcionamento dos sistemas de saúde;
  • 78. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 73 Para além deste segmento mobilizador de competências avançadas na área, outros segmentos poderão desenvolver-se, nomeadamente:  Desenvolver as atividades de serviços especializados para o setor farmacêutico e a sociedade em geral (testes de ADN, por exemplo), nomeadamente testes de materiais clínicos, fabricação de materiais ou medicamentos, fabricação de embalagens e todas as atividades associadas;  Conceção e fabrico de consumíveis hospitalares, em articulação com o setor têxtil, o papel e fibras celulósicas e os plásticos;  Resposta á maior procura de cuidados de saúde e serviços associados (residências assistidas, assistência ao domicílio, etc.);  O crescimento dos segmentos de saúde e bem estar e do turismo residencial poderão potenciar a procura dos serviços de saúde e os cuidados de saúde e reabilitação;  Desenvolvimento de competências na área da telemedicina e de gestão da informação de sistemas hospitalares;  Outra área de potencial desenvolvimento é o Turismo associado à saúde, sobretudo nas áreas de cuidados médicos em que Portugal ocupa uma posição internacional de destaque. Química e Petroquímica Estão previsto diversos projetos de investimento significativos nos complexos petroquímicos de Estarreja, Barreiro e Sines, alguns dos quais já concretizados. A Solvay, Air Liquide, Dow Repsol, La Seda, Galp, Degussa têm unidades de produção em Portugal e algumas têm planos de expansão. A concretização dos planos para os transportes, portos e plataformas logísticas em Portugal poderá ser um fator crítico para a expansão do setor. Contudo, como se sabe, alguns projetos governamentais para os transportes estão congeladas e a situação de crise mundial está a bloquear o desenvolvimento deste setor internacionalmente. Refira-se ainda que este cluster tem algumas debilidades estruturais em Portugal, nomeadamente uma malha pouco densa que o torna mais suscetível em termos de competitividade, apesar dos esforços de investimento quer por parte do Estado, quer do setor privado. A título de exemplo e relativamente ao período mais recente, refira-se o Projeto de Interesse Nacional, que permitiu a ampliação das três grandes empresas instaladas neste complexo em Estarreja, a Dow, Air Liquide e Cuf. Apesar desses
  • 79. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 74 esforços, a intensidade das interligações que compõem o Cluster carecem de maior reforço dada o aumento concorrencial no âmbito da economia global (Teixeira, 2010). Refira-se contudo que a conjuntura mundial recente apresentava algumas ameaças atendendo ao lento crescimento do consumo de alguns produtos petroquímicos na Europa, tendo como consequência o aumento da concorrência entre operadores Europeus. Acresce que as produções nalguns países produtores de petróleo e gás natural são subsidiadas e ainda que estes países têm condições logísticas vantajosas relativamente aos mercados emergentes da China e Índia, países que têm os maiores crescimentos mundiais de consumo dos produtos petroquímicos. Refira-se ainda que a grande instabilidade política que se vive no Médio Oriente, cujo desfecho é incerto, pode ter consequências nestes mercados. Indústrias Criativas As chamadas indústrias criativas englobam um conjunto de atividades muito diversificadas: artes gráficas, edição, imprensa, distribuição e produção audiovisual, publicidade, arte e espetáculos, moda, internet, conteúdos para multimédia, música, design, arquitetura, desporto, etc. O desenvolvimento deste setor está associado ao desenvolvimento dos vários segmentos do turismo e é potenciado pela complementaridade com as novas tecnologias de informação e comunicação (TIC). Este modelo de desenvolvimento pode ser complementado com iniciativas próprias que, ao contrário, sejam potenciadoras do desenvolvimento de certos segmentos do turismo, como por exemplo eventos de moda, atividades culturais e potenciação do património cultural do país (incluindo a gastronomia e os vinhos), ou a organização de eventos internacionais (exemplo: Euro 2004 e Expo 1998). O crescimento das TICs e a capacidade de inovação deste setor tem conduzido ao desenvolvimento de certos segmentos específicos, como por exemplo o Web design, a indústria de conteúdos, etc. Indústrias TIC O setor das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) tem tido um crescimento no passado recente e existem perspetivas de que no futuro esta tendência se mantenha, nomeadamente motivado pelos seguintes fatores:
  • 80. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 75  Desenvolvimento de software para múltiplas aplicações, como por exemplo a modernização do setor público, incluindo certos segmentos dos serviços de saúde;  A expansão do uso das ligações à internet de banda larga deverá continuar em expansão, assim como o desenvolvimento de novos produtos e serviços associados;  Conceção de novos produtos software específico para nichos de mercado de alto valor acrescentado, de que são exemplo algumas empresas portuguesas de sucesso, como por exemplo, a Critical Software;  A presença de empresas com forte implantação em mercados internacionais, como são exemplo a Alcatel, Vodafone e Siemens pode potenciar o desenvolvimento de pequenas empresas de base tecnológica. Floresta  A floresta constitui uma das alternativas mais viáveis para o desenvolvimento de sumidouros naturais de CO2. A produção económica anual da floresta portuguesa é avaliada em € 1,2 mil milhões e inclui, par além da madeira, cortiça e resina, os frutos, cogumelos, plantas aromáticas, silvipastorícia, caça, recreio e paisagem, proteção do solo e dos recursos hídricos, biodiversidade, e outros valores ambientais como o sequestro de carbono.  A política florestal definida na Estratégia Nacional para as Florestas prevê, entre outras medidas, a redução da desflorestação, a florestação de zonas nunca florestadas e a reflorestação de áreas, designadamente áreas ardidas. A concretização destes objetivos , além de permitir criar sumidouros de CO2, gera recursos endógenos de biomassa para um conjunto diversificado de atividades económicas, ligadas à energia, ao desenvolvimento rural e ao ecoturismo.
  • 81. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 76 c) Nuvens cinzentas Nesta categoria considerámos setores que se encontram em profunda reestruturação e, ao contrário dos apresentados anteriormente, não apresentam novas áreas de atividade nem áreas com elevado potencial de expansão:  Setores tradicionais em reconversão que deverão reduzir o seu peso e colocar maior ênfase nas exportações;  Setores que estão a sofrer alterações no modelo de negócio, com sofisticação e especialização do produto ou serviço oferecido;  Setores em que as necessidades de qualificações estão a alterar-se. De seguida são enumerados alguns dos exemplos que são identificados na leitura prospetiva e as alterações mais visíveis que estão a ocorrer no seu modelo de negócio: Vidro e cerâmica Inovação nos materiais, design e incremento do domínio dos mecanismos de mercado e distribuição. Têxteis e Calçado Aposta nos tecidos de alta qualidade, têxteis-lar e desenvolvimento de têxteis especiais para aplicação noutros setores (por exemplo no setor automóvel) e incorporação da função design no calçado. Agricultura de especialidades Agricultura biológica e especialização em produtos de nicho. Plásticos Evolução dos moldes de plástico e dos moldes técnicos e orientação para aplicação noutros setores como são o caso das embalagens, construção civil e indústria automóvel. Mobiliário Aposta na inovação, design e internacionalização. Metalomecânica
  • 82. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 77 Enfoque na inovação, nomeadamente nas empresas com presença nos segmentos dos moldes e da indústria automóvel.
  • 83. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 78 d) Nuvens cruzadas Entre todos os setores de atividade existe uma elevada interdependência e que condiciona o desenvolvimento e crescimento de cada uma das nuvens identificadas anteriormente. Podemos identificar várias relações entre setores em que o desenvolvimento de um impulsiona o crescimento do outro. Três casos exemplares desta complementaridade são os seguintes exemplos:  Mobilidade e Transportes - Turismo;  Turismo – Saúde;  Saúde - Serviços Diversos. O gráfico seguinte procura esquematizar algumas as relações identificadas: O caso das ecoindústrias De acordo com os objetivos estratégicos 2020 da UE para a construção de uma low carbon society e da política energética Nacional a que aludimos anteriormente, tratando-se de uma área que é transversável a todos os setores de atividade, a bibliografia disponível sobre os cenários de desenvolvimento do país tem, direta ou indiretamente, subjacente a questão energética, ecológica e ambiental. Mobilidade e Transportes Turismo Energiae Ambiente Saúde Criativas Serviços diversos TICs
  • 84. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 79 Com efeito, a política energética e ambiental pode funcionar como uma alavanca da economia, não apenas pelos potenciais efeitos na redução da dependência externa, como pelo capacidade de captar investimento - já que se trata de uma área emergente a nível europeu e mundial -, pela oportunidade de suscitar o aparecimento de novos projetos industriais em áreas de maior valor acrescentado e de aproveitamento dos recursos naturais do país, mas também na potenciação do desenvolvimento científico e tecnológico e na criação de emprego qualificado. As energias renováveis têm aqui um papel estratégico. É neste quadro que surge a ideia de um cluster de ecoindústrias e serviços em Portugal. Esta proposta parte da análise das atividades económicas em Portugal, agrupadas em 10 grupos, organizados em conjuntos, de acordo com as suas características ambientais. O pressuposto de base assenta no princípio de que são atividades que estão de algum interligadas e que podem produzir efeitos de arrastamento entre si e noutras atividades ou, mesmo, potenciar o desenvolvimento de novas atividades. O quadro seguinte apresenta uma identificação das atividades económicas que podem contribuir potencialmente para a criação de clusters de ecoindústrias. Quadro: Identificação de Atividades Grupo1- actividades intensivasem energiae outros recursos Grupo2 - Químicas Grupo3 - Utilizaçãode recurso primários, florestae mar Grupo4 - Construçãoe actividades metalo- electro- mecânicas associadas Grupo5 - actividades transversaisde conhecimento intensivo Grupo6 - Automóveis, aeronáutica, material circulante, logística Grupo7 - (Eco) Turismoe actividadesde lazer associadas Grupo8 - farmacêutica, cosméticae equipamento médico Grupo9 - Agricultura, pecuáriae indústrias alimentarese dasbebidas Grupo10 - Texteis, vestuárioe calçado
  • 85. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 80 1) O conjunto 1 aglomera os grupos 1, 2 e 3 que são as atividades mais consumidoras de recursos e poluidoras. Constituem o centro do cluster e admite-se a possibilidade de reconversão ambiental destes setores com base no desenvolvimento tecnológico e na capacidade de inovação. 2) O conjunto 2 é constituído pelos grupos 4 e 5, que são atividades transversais de apoio, desde as infraestruturas básicas de ambiente e construção mais sustentável de edifícios, às atividades produtivas de elevada intensidade tecnológica, essenciais ao desenvolvimento de automatismos e robótica e serviços de conhecimento intensivo. As exigências ambientais das atividades do core do Cluster, bem como do conjunto de atividades de consumo final, podem constituir um motor importante para a dinamização deste conjunto de atividades, com peso económico e social significativo no país. Trata-se no entanto de um conjunto de atividades que, simultaneamente, terá que saber adaptar-se, melhorar competências e evoluir na criação de valor, para dar respostas adequadas às novas exigências. Podem ser consideradas atividades que sofrem efeitos de arrastamento mais direto das outras atividades do Cluster. 3) Finalmente, um terceiro conjunto de atividades, dos Grupos 6 a 10, incide em atividades de consumo final. As pressões ambientais, socioculturais e de concorrência internacional para este conjunto de atividades, constituem, igualmente, fortes estímulos para consumos mais ecológicos que exigem, por sua vez, processos de produção mais ecoeficientes, provocando assim efeitos de arrastamento em atividades de consumo final. Destaca-se neste conjunto, o Grupo 6, que agrega atividades em torno da Mobilidade, com consumos de energia final muito significativos e com tendência decrescimento nos últimos anos. Da análise das potencialidades decorrentes das sinergias destas atividades, incluindo a criação de atividades novas e das políticas públicas para o setor energético, sugerem-se oportunidades de desenvolvimento de negócios (fonte DPP) com vista à construção do cluster das ecoindústrias, alguns dos quais já em franco desenvolvimento. Este cenário, transversal a todos as atividades económicas e procurando seguir os objetivos de desenvolvimento sustentável para onde confluem todas as políticas europeias e nacionais, apostando em setores mobilizadores a todas as atividades económicas - ambiente, turismo, transportes, no caso específico de Portugal - identifica um conjunto de constrangimentos e oportunidades para Portugal. As condicionantes estruturais do país que referimos anteriormente, declinam-se num conjunto de limitações, sobretudo quando se compara com países europeus bem sucedidos na implementação de estratégias para o novo modelo de desenvolvimento sustentável, nomeadamente: i) as Administrações
  • 86. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 81 Públicas locais têm uma cultura pouco propícia ao envolvimento em certo tipo de atividades exigidas para a implementação e sucesso de certo tipo de investimentos, uma débil cultura de cooperação e de articulação em redes de inovação, associada a uma ausência de competências internas adequadas. A resolução desta limitação abriria um nicho de mercado para certo tipo de qualificações e especializações profissionais ainda inexistentes; ii) a fraca sensibilização das populações locais com a qualidade de vida e as questões ambientais, uma espécie de iliteracia ambiental. As estas limitações juntam-se a insuficiência de recursos humanos com qualificações técnicas aos vários níveis nas novas áreas de atividade, a capacidade de liderança e gestão empresarial, que constituem sérios obstáculos à dinamização de clusters de ecoindústrias e serviços. Tendo em conta este quadro, e admitindo a resolução de algumas destas limitações, o cenário do desenvolvimento de clusters de ecoindústrias e serviços identifica um conjunto de atividades e estratégias a desenvolver (DPP), organizadas pro objetivos: 1) Dinamizar atividades que criem valor - os investimentos devem incidir em atividades de maior valor acrescentado e maiores ganhos de produtividade. Entre outros possíveis, são exemplo as atividades dos Grupos 5, 6 e 8: Eletrónica, Robótica, Atividades Informáticas, Serviços de Conhecimento Intensivo, Atividades de I&D, Automóvel, Aeronáutica, Logística e Saúde. A indústria Agroalimentar, poderia constituir em si mesma um novo cluster a desenvolver, se tivermos em consideração que em termos internacionais estamos perante uma indústria com uma incorporação tecnológica crescente e muito promissora em termos de mercado. Os chamados alimentos saudáveis, decorrentes de uma espécie de hibridação entre medicamentos e alimentos (de que são exemplos os produtos alimentares light, ou os que atuam na prevenção e gestão de doenças, como por exemplo o Benecol, Becel, etc. ou o leite sem lactose, etc.) e que estão na base do desenvolvimento de novas áreas de C&T (a probiótica), constituem um mercado em ascensão, já regulado pela da UE (Health and Nutrition Claims (REGULATION (EC) Nr. 1924/2006) e no qual Portugal poderia ter um papel mais ativo, tirando partindo do investimento na formação de recursos humanos avançados em áreas especializadas do conhecimento e criando emprego neste segmento do mercado de trabalho. 2) Dinamizar as exportações - o esforço nas exportações deveria obedecer a um esforço de competir em segmentos de mercados de maior valor acrescentado. Assim, a captação de investimentos em atividades de média-alta intensidade tecnológica e serviços conhecimento-intensivos como sejam a Eletrónica, a Robótica, as TIC, a Farmacêutica, a Biotecnologia, a Nanotecnologia, a Biologia Marinha, os Materiais, a
  • 87. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 82 Aeronáutica, o Automóvel, é fundamental. Por outro lado, estas atividades devem ser conjugadas com o up-grading competitivo de indústrias tradicionais, através da modernização desses setores pela incorporação de valor, mesmo que sejam atividades produtivas em decréscimo. São disto exemplo os Têxteis, a Moda, o Calçado a Pasta e o Papel, a Madeira e a Cortiça, as Cerâmicas e o Vidro. O país já dispõe de excelentes exemplos nalguns destes setores, a que se pode juntar com uma maior atração de turismo de natureza, cultural e desportivo. Nestes casos a estratégia é a de explorar nichos de mercado de maior valor acrescentado. 3) Incrementar a inovação tecnológica – O investimento em I&D deve prosseguir - cumprindo a meta estabelecida a nível europeu de aumentar as despesas nesta áreas para 3% do PIB -, mas devem ser privilegiadas áreas que deem resposta às apostas de desenvolvimento sustentável, com base nas potencialidades existentes no país e nas medidas definidas nas políticas governamentais, como sejam os casos das energias alternativas, da biologia marinha, da geologia marinha e dos novos materiais, etc. A capacidade de inovação do país também está dependente das redes de inovação que agreguem empresas, universidades, centros de I&D e outras instituições, sabendo que este objetivo exige um trabalho adicional que abre outro segmento do mercado do trabalho a novas atividades profissionais. 4) Reduzir o consumo final de energia – os investimentos na eficiência energética e em processos produtivos ecoeficientes, pode fazer-se através da racionalização dos consumos de energia, da utilização das melhores tecnologias disponíveis (MTD) e da maximização do uso de automatismos e robótica em todos os setores de atividade, com particular incidência nos setores de consumo intensivo (atividades dos Grupos 1, 2 e 3). Os investimentos nestas áreas devem também ser dirigidos para dois segmentos essenciais, nomeadamente na Gestão da Mobilidade (Grupo 6) e na chamada Construção Sustentável, incorporando as soluções de edifícios inteligentes (Grupo 4). Tanto num caso como noutro devem ser envolvidos os atores sociais relevantes em redes de inovação, capazes de assegurar a aplicação destas medidas com sucesso, garantindo ganhos de eficiência e de eficácia na concretização dos projetos. 5) Reduzir o consumo de materiais e aumentar a ecoeficiência – direcionar investimentos para a promoção de padrões de consumo mais sustentados, como por exemplo a produção do consumo local do calor gerado através de “simbioses industriais”, a criação de ecoparques industriais, etc. 6) Reduzir as emissões poluentes - Através da política científica e tecnológica, privilegiar áreas de investigação em processos de produção e consumo limpos (produção de energia “carbono zero” e
  • 88. ANQ e ANESPO Análise Prospetiva da Evolução sectorial em Portugal Janeiro de 2011 83 fomento do ciclo dos materiais, entre outros), assim como o desenvolvimento de sumidouros de CO2, (I&D em processo de sequestração de CO2, “nichos verdes” de inovação sustentável, etc.); 7) Valorização dos resíduos – direcionar investimentos de curto prazo para a dinamização de desmanteladores e fragmentadores para o aproveitamento dos Veículos em fim de vida (VFV), aproveitamento de resíduos da floresta para prevenção de incêndios e valorização energética da biomassa, tratamento de resíduos sólidos e efluentes (entre eles reciclagem e valorização de RA e RIB e tratamento dos RIP), em articulação com investimentos de médio prazo na criação de bolsas de resíduos, I&D para produção de novos materiais, I&D em processos de liquefação e gaseificação da madeira, fecho do ciclo dos materiais, etc. 8) A qualificação dos recursos humanos − a reestruturação das atividades económicas, incluindo a modernização de setores tradicionais, mas também a emergências de áreas completamente novas, implica a emergência de novas profissões e atividades profissionais. A identificação destas novas áreas é muitas vezes difícil com as metodologias convencionais dado, que em regra, se parte dos setores já existentes. Esta dificuldade é acrescida de um problema de tempo no sentido em que uma atividade económica pode implantar-se numa determinada área, ou não, consoante a existência no mercado de competências disponíveis adequadas. É portanto necessário atuar em duas vertentes simultaneamente: a formação de recursos humanos cujas necessidades são detetáveis no quadro da modernização de setores tradicionais e a formação de recursos para os novíssimos setores de atividade. São disto exemplo as áreas muito diversificadas nos vários segmentos do setor do ambiente e das energias renováveis, do cluster do mar, etc. A Alemanha e a Dinamarca, por exemplo, dois dos países mais avançados em certos segmentos das energias renováveis debatem-se neste momento com um problema maior no desenvolvimento dessas atividades, por falta de competências adequadas. Deve continuar o investimento na formação de recursos humanos avançados em áreas de ponta da I&D, concomitantemente com investimentos na formação contínua e na aprendizagem ao longo da vida, assim como na reconversão de recursos humanos em atividades menos exigentes em competências de nível elevado como as que acabámos de referir, mas também em áreas onde as necessidades são já sentidas com grande pressão, designadamente as que estão ligadas aos diferentes segmentos do turismo, ao desenvolvimento rural incluindo a agricultura biológica e aos cuidados sociais no âmbito das atividade de apoio à terceira idade. Estas últimas sentem-se hoje de forma muito premente em todo o país e ganham outra dimensão se atendermos ao choque demográfico, como tendência de evolução das sociedades modernas, a que aludimos anteriormente.
  • 89. 1 Análise prospectiva da evolução sectorial em Portugal Equipa de trabalho: Paulo Pedroso (coordenador), João Elyseu, João Magalhães Análise prospetiva da evolução sectorial em Portugal II Parte
  • 90. 2 Índice - II Parte Nota Introdutória.......................................................................................................................3 1. Enquadramento Metodológico .............................................................................................. 3 1.1 – Formação ......................................................................................................................4 1.2 – Emprego e Desemprego................................................................................................ 4 1.3 – Indicadores de base.......................................................................................................5 1.4 – Indicadores e Ponderação ............................................................................................. 6 1.5 – Escalões e a hierarquização por cores...........................................................................8 1.6 – Análise por NUT I - Continente ...................................................................................9 1.7 – A análise agregada........................................................................................................9 1.8 – Filtragem final ............................................................................................................10 2. Resultados ........................................................................................................................... 11 2.1 – NUT I.......................................................................................................................... 11 2.1.1 Emprego..................................................................................................................11 2.1.2 Desemprego ............................................................................................................11 2.1.3 Formação................................................................................................................12 2.1.4 Análise Integrada....................................................................................................13 2.1.5 NUT I – Análise a 3 dígitos da CNP.......................................................................14 2.2 – NUT II ........................................................................................................................ 15 2.3 – NUT III .......................................................................................................................17 2.3.1 – Região Norte ........................................................................................................17 2.3.2 – Região Centro ......................................................................................................21 2.3.3 – Região Lisboa ......................................................................................................24 2.3.4 – Região Alentejo....................................................................................................26 2.3.5 – Região Algarve.....................................................................................................29 2.4 Análise Agregada...........................................................................................................30 Conclusões............................................................................................................................... 32
  • 91. 3 Nota Introdutória Tendo em conta o contexto de globalização da economia e os desafios que se colocam ao país, tanto do ponto de vista da afirmação de um modelo de desenvolvimento sustentado em bases económicas de maior valor acrescentado, como das exigências de competitividade internacional, a formação atempada de recursos humanos qualificados capazes de sustentar essa economia do futuro apresenta-se como uma necessidade primordial. Este estudo procura responder a um dos desafios centrais que esta questão coloca, nomeadamente o da identificação das necessidades futuras de qualificações, tendo em vista a reformatação da oferta formativa de nível intermédio. Para o cumprimento deste objetivo geral, o trabalho foi organizado em duas componentes. Na primeira, procedeu-se a uma análise prospetiva dos cenários de evolução da estrutura sectorial em Portugal. A segunda componente do trabalho, de que aqui se apresentam resultados, centrou-se na descrição das qualificações existentes, na identificação dos estrangulamentos entre oferta e procura de qualificações. No seguimento, o presente documento apresenta, em primeiro lugar, o enquadramento metodológico, explanando o caminho traçado a este nível e, em segundo lugar, uma análise dos principais resultados encontrados e devidas conclusões. 1. Enquadramento Metodológico No presente capítulo são clarificados os aspetos de natureza metodológica que orientaram o estudo. Pretendeu-se descrever e fundamentar todas as opções tomadas a este nível e que ditaram o rumo da investigação, de forma a chegar aos resultados obtidos. O enquadramento metodológico abordará os procedimentos relativos aos dados da formação, do emprego e do desemprego, e, juntamente, a construção dos indicadores e ponderadores que estão na base da análise, possibilitada pela grelha de hierarquização – o “semáforo”. Assim, o estudo incide num universo de indivíduos de ambos os sexos, com idade compreendida entre os 18 e os 24 anos e com o ensino secundário completo – à exceção dos dados referentes a alunos que estão no processo de completar esse nível de habilitações.
  • 92. 4 1.1 – Formação A formação diz respeito a toda a informação relativa aos alunos do primeiro ano, inscritos, no ano letivo de 2009/2010, em turmas de cursos de formação profissional (CFP), de hotelaria e turismo (CHT), de educação e formação (CEF) e do sistema de aprendizagem (CSA). Os dados mais recentes datam de 2009 e primam por uma maior consolidação. Contudo, um total de 1189 alunos (2,3%) não foi incluído na análise por falta de esclarecimento atempado sobre o curso a que estavam afetos. Inicialmente, tratou-se de fazer corresponder 1 os cursos com os subgrupos da Classificação Nacional de Profissões (CNP), ou seja, CNP a 3 dígitos. Numa fase posterior fez-se o mesmo procedimento, porém, com a CNP a 4 dígitos e apenas para o subgrupo 3112 . Esta necessidade surgiu devido à grande percentagem de alunos (22,9%) verificada no subgrupo 311 e deste registar uma grande diversidade interna de profissões – dando conta: técnicos de ciências de f Os dados, disponibilizados por concelho, foram agregados por NUT III, II e I3 e dispostos na grelha de análise por profissão – ou seja, por código CNP. 1.2 – Emprego e Desemprego Os dados referentes ao emprego e desemprego correspondem ao constante nos quadros de pessoal no dia 31 de dezembro dos anos de 1998 e 2008. A comparação a dez anos permite fazer uma apreciação da evolução do emprego e do desemprego. A opção pelo ano de referência mais recente – 2008 – deve-se, essencialmente, a fatores de disponibilidade de dados e ao facto de este ser ainda um ano sem impacto significativo da crise económica. A informação relativa ao emprego e desemprego foi disponibilizada, da mesma forma que os dados respeitantes à formação, por concelho e posteriormente agregada por CNP a 3 e 44 dígitos e por NUT I, II e III. De referir que, do total de empregados (88300) e para efeitos da presente análise, foram contabilizados apenas os empregados em profissões registadas em ambos os anos (80029) – ficando excluídas as profissões extintas, conforme a Tabela 1. Tabela 1 – Profissões extintas em 2008 A11 - AJUDANTE RESIDUAL A22 - PRATICANTE RESIDUAL A33 - AUXILIAR RESIDUAL A44 - ESTAGIARIO RESIDUAL 1 A tabela de correspondências entre os cursos da formação e as profissões da CNP pode ser consultada no Anexo I. 2 A tabela com a lista das profissões utilizadas no estudo, quer a 3 dígitos quer a 4 dígitos da CNP, pode ser consultada no Anexo II. 3 NUTs conforme o Decreto-Lei n.º68/2008 de 14 de abril. 4 Apenas para o caso do subgrupo 311 e pelas razões já explanadas.
  • 93. 5 A55 - ASPIRANTE RESIDUAL A66 - PRE-OFICIAL RESIDUAL A77 - APRENDIZ RESIDUAL D99 - ENCARREGADO GERAL R99 - OUTROS TRABALHADORES SEM PROFISSAO ATRIBUIDA 1.3 – Indicadores de base Na continuação da análise, procedeu-se à criação de tabelas5 compostas pelos dados do emprego, desemprego e formação e, também, por 7 indicadores de base. Na Tabela 2 é possível consultar os indicadores de análise utilizados e a sua fórmula de cálculo, explanados em baixo. Tabela 2 – Indicadores de base Indicador Fórmula de cálculo Taxa de variação do emprego (Ep) na profissão e na NUT (Ep08 – Ep98) / Ep98 Taxa de variação de desemprego (Dp) na profissão e na NUT (Dp08 – Dp98) / Dp98 Rácio alunos (Ap) / emprego na profissão e na NUT Ap09 / Ep08 Rácio desemprego / emprego na profissão e na NUT Dp08 / Ep08 Taxa de variação nacional do emprego na profissão (Enp) (Enp08 – Enp98) / Enp98 Quociente de localização do emprego na profissão e na NUT (Ep08 / Te08) / (Enp08 / Tne08) Quociente de localização do desemprego na profissão (Dp08 / Ep08) / (Td08 / Te08) a) Taxa de variação do emprego na profissão e na NUT A taxa de variação permite a comparação, na profissão e na NUT, dos dados relativos ao emprego em dois momentos diferentes no tempo – neste caso, 1998 e 2008. b) Taxa de variação do desemprego na profissão e na NUT A taxa de variação permite a comparação, quer na profissão quer na NUT, dos dados relativos ao desemprego em dois momentos diferentes no tempo – 1998 e 2008. c) Rácio alunos/emprego na profissão e na NUT Este indicador apresenta a razão entre a distribuição dos alunos, inscritos em 2009 no primeiro ano, e a distribuição do número de empregados registada em 2008. O rácio é aplicado por profissão e para o total da NUT. d) Rácio desemprego/emprego na profissão e na NUT Este indicador apresenta a razão entre a distribuição do número de desempregados e a distribuição do número de empregados, ambas registadas em 2008, na profissão e na NUT. e) Taxa de variação nacional do emprego na profissão 5 Fez-se uma tabela para cada NUT em análise – NUT III, II e I. Os dados do emprego, desemprego e formação (alunos) variam de acordo com a NUT em análise.
  • 94. 6 A taxa de variação nacional permite a comparação, na profissão, dos dados relativos ao emprego em Portugal em dois momentos diferentes no tempo – 1998 e 2008. f) Quociente de localização do emprego na profissão e na NUT Este indicador efetua um quociente entre dois rácios: o primeiro relaciona o número de empregados na profissão com o número total de empregados na NUT; o segundo relaciona o número nacional de empregados na profissão com o número total de empregados no país. g) Quociente de localização do desemprego na profissão O quociente de localização do desemprego relaciona o rácio desemprego/emprego por profissão com o total da NUT desse mesmo rácio. 1.4 – Indicadores e Ponderação Na fundamentação da análise do “semáforo” foram criados 5 indicadores com critérios de ponderação com igual importância numérica, os quais variam entre 0 e 2. Na Tabela 3 apresentam-se os indicadores, a sua fórmula de cálculo e os critérios de ponderação que, de acordo com a mesma, aqui se comentam: a) Variação da oferta de emprego na profissão Este indicador compara a variação do emprego na profissão (CNP) com a variação total do emprego na NUT em análise. Em termos de ponderação, valoriza quando a variação do emprego é superior ao total da NUT e penaliza quando esta tem valor negativo e está abaixo da média na NUT. A ponderação intermédia acontece com uma variação abaixo da média da NUT mas registando, ainda, um valor positivo. b) Variação da procura de emprego não satisfeita na profissão Em semelhança ao indicador anterior, a variação do desemprego na profissão é medida em relação à variação total do desemprego na NUT. Este ponderador é avaliado positivamente no caso de o desemprego na profissão ser inferior à variação total da NUT e o inverso quando a variação na profissão apresenta valores positivos. Se a variação na profissão for acima da média da NUT e apresentar um valor abaixo de zero a ponderação é intermédia. c) Saturação da oferta de formação em relação à profissão
  • 95. 7 O indicador de saturação compara os lugares na oferta formativa com os lugares na profissão, relacionando com o total da NUT. Este é analisado na relação entre o rácio do número de alunos com o número de empregados (2008) em cada profissão (CNP) e entre o rácio do total de alunos com o total de empregados na NUT. Quando o rácio na profissão é inferior ao da NUT a avaliação é positiva, no entanto, se ultrapassar o dobro do rácio da NUT a atribuição é negativa. A ponderação intermediária acontece quando o valor do rácio da profissão for maior que o da NUT, contudo, de valor inferior ao seu dobro. d) Especialização regional do emprego por profissão A especialização regional do emprego permite entender se, na NUT em análise, existe criação de emprego acima da média nacional, comparando a variação da oferta de emprego na NUT com a que ocorre no país. Este indicador relaciona o rácio entre o número de empregados na profissão e o total de empregados na NUT com o rácio entre o número de empregados nacional na profissão e o total nacional de empregados. A ponderação é positiva sempre que o valor do quociente entre os dois rácios for superior a 2 – querendo dizer que a criação de emprego na NUT é acima do dobro da média nacional – e em sentido inverso quando esta não ultrapassa a unidade – ou seja, quando não for superior à média nacional. O valor entre 1 e 2 é, consequentemente, um valor intermédio para efeitos de ponderação. e) Intensidade regional do desemprego por profissão O presente indicador regista o impacto que o desemprego tem sobre o emprego na profissão em relação à NUT, relacionando-se o rácio entre o número de desempregados e o número de empregados na profissão com o rácio entre o total de desempregados e o total de empregados na NUT. Em termos de critérios de ponderação, valoriza-se quando a intensidade do desemprego na profissão é inferior ao total da NUT e penaliza-se quando é superior ao dobro. Quando é superior ao total da NUT e inferior ao dobro, é atribuído valor intermédio. Tabela 3 – Indicadores e critérios de ponderação Indicador Forma de Cálculo Valor
  • 96. 8 Variação da oferta de emprego na profissão A variação do emprego na profissão (Vep) em relação à variação total do emprego (Vte) Vep > Vte = 2 Vep > 0 e Vep < Vte = 1 Vep < 0 e Vep < Vte = 0 Variação da procura de emprego não satisfeita na profissão A variação do desemprego na profissão (Vdp) em relação à variação total do desemprego (Vtd) Vdp < Vtd = 2 Vdp > Vtd e Vdp < 0 = 1 Vdp > 0 = 0 Saturação da oferta de formação em relação à profissão Rácio entre o nº de alunos e o nº de empregados na profissão (Ap/Ep) em relação ao rácio entre o total de alunos e o total de empregados (At/Et) (Ap/Ep) < (At/Et) = 2 (Ap/Ep)> (At/Et) e (Ap/Ep)< 2(At/Et) = 1 (Ap/Ep) > 2(At/Et) = 0 Especialização regional do emprego por profissão Quociente de localização do emprego na profissão e na região: rácio entre o nº de empregados na profissão e o total de empregados (Ep/Te) sobre rácio entre o nº de empregados nacional na profissão e o total nacional de empregados (Enp/Tne) (Ep/Te)/(Enp/Tne) > 2 = 2 (Ep/Te)/(Enp/Tne) > 1 e (Ep/Te)/(Enp/Tne) < 2 = 1 (Ep/Te)/(Enp/Tne) < 1 = 0 Intensidade regional do desemprego por profissão Quociente de localização do desemprego na profissão: rácio entre o nº de desempregados e o nº de empregados na profissão (Dp/Ep) sobre rácio entre o total de desempregados e o total de empregados (Td/Te) (Dp/Ep)/(Td/Te) < 1 = 2 (Dp/Ep)/(Td/Te) > 1 e (Dp/Ep)/(Td/Te) < 2 = 1 (Dp/Ep)/(Td/Te) > 2 = 0 1.5 – Escalões e a hierarquização por cores A soma do resultado da ponderação em cada profissão pode variar entre 0 e 10 valores, permitindo construir uma grelha de hierarquização por escalões em que cada escalão corresponde a um intervalo de valores e a uma cor específica. Esta hierarquização por cores permite uma leitura mais rápida, acessível a qualquer tipo de leitor, assemelhando-se à de um semáforo de trânsito rodoviário, conforme se pode comprovar na Tabela 4. Tabela 4 – Escalões e cores Intervalo de valores Cores 0 – 2 Vermelho 3 – 4 Laranja 5 – 6 Amarelo 7 – 8 Verde 9 – 10 Azul A hierarquização, portanto, estabelece-se gradualmente entre o vermelho – quando a profissão soma uma série de ponderações negativas – e o azul – quando a profissão soma uma série de ponderações positivas.
  • 97. 9 1.6 – Análise por NUT I - Continente No que concerne à análise por NUT I, uma vez que tanto a especialização regional do emprego como a intensidade regional do desemprego não são aplicáveis 6 , considera-se apenas os indicadores: variação da oferta de emprego na profissão; variação da procura de emprego não satisfeita na profissão; saturação da oferta de formação em relação à profissão. Mantendo os mesmos critérios de ponderação (entre 0 e 2), o somatório, por profissão, varia entre 0 e 6, estabelecendo uma hierarquia conforme se pode observar na Tabela 5. Tabela 5 – Escalões e cores na NUT I Intervalo de valores Cores 0 Vermelho 1 – 2 Laranja 3 – 4 Amarelo 5 – 6 Verde 1.7 – A análise agregada Os perfis de saída profissional, que os cursos da oferta formativa proporcionam, correspondem, em teoria, a uma profissão ou a um subgrupo de profissões em particular, nomeadamente, a técnicos de nível intermédio. Contudo, na prática, a inserção dos novos profissionais pode não corresponder diretamente às profissões ou ao subgrupo de profissões a que se destinava a formação. De facto, não é incomum aparecerem profissionais inseridos em profissões, que não encaixam diretamente no perfil de saída idealizado, mas que não deixam de estar relacionadas tematicamente. Um exemplo disso são os “informáticos”, cujo curso aponta para uma profissão ligada ao subgrupo 312 da CNP – programadores, operadores de informática e trabalhadores similares –, mas que podem estar a trabalhar7 como diretores de serviços de informática (123) ou como analistas de sistemas ou outros especialistas de informática (213). Aplicando, portanto, um princípio de agregação, efetuou-se uma análise por profissões potencialmente ligadas tematicamente e, assim, permitir uma leitura menos taxativa dos resultados obtidos anteriormente. Esta análise agregada realizou-se apenas para a NUT I, com todas as especificidades metodológicas anteriormente explanadas, dando origem a 9 áreas temáticas, cuja correspondência, em termos de subgrupos da CNP, se encontra sistematizada na Tabela 6. 6 Salvo se fosse para comparar Portugal com outros países ou grupo de países. 7 Ou então classificados desse modo nos quadros de pessoal da organização em que desenvolvem a atividade profissional.
  • 98. 10 Tabela 6 – Correspondência entre áreas temáticas, alunos e empregados Área temática Alunos Empregados Informáticos 312 312+123+213 Comunicação e marketing 241 241+123+245+342 Técnico-artísticas 313 313+245+724+734+822+932 Comércio 341 122+123+131+342+421+522+523+911 Gestão e contabilidade 343 343+241+242+412 Secretariado 411 411+123+241+343+344 Gestão, contabilidade e secretariado 343+411 343+241+242+412+411+123+344 Criação Artística 347 347+245 Eletromecânicos 724 724+713+723+828 Para o efeito, partiu-se da correspondência efetuada no início entre cursos e profissões para identificar os perfis de saída dos cursos de formação e, então, fazer corresponder as profissões relacionadas tematicamente. Só no caso da área temática “Gestão, contabilidade e secretariado” é que se optou por um perfil de saída composto devido, também, à grande proximidade que ambas as áreas temáticas têm entre si. Como se podem observar na Tabela 6, os subgrupos não são mutuamente exclusivos, tendo-se optado por uma agregação livre com intuito de testar este modelo de análise. 1.8 – Filtragem final No decorrer da análise final, procedeu-se a uma filtragem dos dados na qual se empregaram dois critérios de seleção: 1) que em cada profissão na NUT analisada existissem alunos; 2) e que, não existindo alunos, se registassem pelo menos 50 empregados no ano de 2008. A todos os casos, cujos critérios acima não se verificaram, foi atribuída uma cor cinzenta destacando-os do exercício analítico. Este filtro foi aplicado com objetivo de excluir casos que pudessem enviesar a análise. Isto é, exemplificando, quando os valores são muito baixos, ao nível do emprego e do desemprego, e no caso de não existirem alunos, as variações percentuais muito elevadas influenciam os ponderadores e o resultado do “semáforo” sai enviesado positivamente – ainda que sem relevância significativa no âmbito do planeamento para a reconversão da oferta formativa.
  • 99. 11 2. Resultados Apresentam-se agora os resultados obtidos no âmbito do presente estudo, que, como mencionado em cima, incide sobre jovens entre os 18 e os 24 anos de idade, com o 12º ano de escolaridade. Nesta secção desenvolve-se a análise e a bateria de indicadores trabalhados, numa lógica que parte do geral para o particular, que permite entender as conclusões a que se chegou. 2.1 – NUT I A análise dos principais indicadores e gráficos concernentes à NUT I – Portugal Continental – encontra-se desenvolvida em baixo. 2.1.1 Emprego Ao nível do país, leia-se em Portugal Continental, registaram-se, no final de 1998, 80.029 empregados jovens e 98.730 em 2008, revelando um crescimento de 23% entre estes dois períodos. Desagregando por grandes grupos da Classificação Nacional de Profissões (CNP), o Gráfico 1 evidencia uma grande concentração de empregados nos grupos 4 e 5 que, juntos, contam acima de 60% dos empregados, em ambos os períodos. Os grupos 3, 7 e 9 apresentam valores similares, entre os 9% e os 10%. Fazendo a análise comparativa da evolução do emprego, entre 1998 e 2008, destaca- se um crescimento acentuado no Grupo 5 – 64% em relação ao período anterior e o aumento de 37% e 15% nos grupos 7 e 3, respetivamente. No Grupo 4, verifica-se uma diminuição residual (-0,08%), em relação ao período anterior. A configuração do emprego sofreu uma alteração nos grupos 4 e 5, verificando-se que o grupo de profissões com mais empregados deixa de ser o Grupo 4, em 1998, para ser o Grupo 5, em 2008. 2.1.2 Desemprego Em matéria de desemprego, no ano de 1998 existiam 25.203 desempregados jovens face aos 17.422 registados em 2008, o que evidencia um decréscimo de 31%, em termos globais. Este indicador aponta para uma maior concentração nos grupos 3,4 e 5, quer em 1998 (86.6%) quer em 2008 (83.8%), e uma incidência residual nos grupos 1 (0,5%) e 6 (0,4%) em ambos os períodos.
  • 100. 12 Na confrontação das séries temporais, em termos de variação, destaca-se a diminuição acentuada no Grupo 4, de 14.096 para 5.541 desempregados, representando um decréscimo aproximado de 61%. A variação positiva observa-se nos grupos de profissões 1, 2, 4, 6 e 8, registando aumento os grupos 3, 5, 7 e 9 – 13%, 19%, 8% e 9%, respetivamente. Observando a importância que o desemprego tem em relação ao emprego, no Gráfico 3, destaca-se que em 1998: no Grupo 2, por cada desempregado havia um empregado, isto é, uma relação de um para um; no Grupo 4, uma relação de 1 para 2; no Grupo 3, um para três; e, nos grupos 5 e 6, por cada desempregado existiam 4 empregados. No ano 2008, o impacto do desemprego no emprego estabelece, nos grupos 2 e 3, uma relação de três empregados por cada desempregado – um para três – e, no Grupo 4, de um desempregado para 4 empregados. Quando se comparam os rácios do desemprego em 1998 e 2008, em termos globais, evidencia-se uma redução de 43,9% – passando de uma relação de um para três para uma relação de um para seis, aproximadamente. Quando se desagrega por grupos de profissões, denota-se um decréscimo em todos os grupos com exceção do Grupo 9, em que o rácio do desemprego aumentou 10,26%. Os grupos com as maiores reduções foram: o Grupo 2 (76,8%); o Grupo 1 (62,7%); e os Grupos 4 e 6 (ambos com 57,2%). 2.1.3 Formação No que diz respeito a formação, como se pode observar no Gráfico 4, a maioria dos alunos (66,9%) inscritos no primeiro ano, em 2009, encontram-se em cursos8 diretamente orientados para as profissões do Grupo 3, num universo de 47.678 alunos. Os alunos em cursos orientados para as profissões do Grupo 5 representam 18,9%, 5,34% as do Grupo 4 e as do Grupo 2 cerca de 5,02%. Não existem cursos orientados para os grupos 1 e 9. O cruzamento do número de alunos com o número de empregados gera um rácio que ajuda a entender a adequação da oferta formativa aos lugares de emprego. O Gráfico 5 permite visualizar esta relação e denotar que, em primeiro lugar, não existe oferta formativa para as profissões dos grupos 1, 89 e 9. Em segundo, que a oferta formativa, no Grupo 3, é 3,5 vezes superior ao emprego que está a ser gerado, assim como no Grupo 2 – com uma relação aproximada dos 2 para 1. Em terceiro lugar, por contraposição ao anterior, a relação entre alunos e empregados é de 1 aluno para cada 10 empregados nos grupos 4 e 7, e de 1 8 Os cursos, aqui referidos de forma genérica, incluem os cursos de educação e formação, os cursos profissionais, os de hotelaria e turismo e os do sistema de aprendizagem. 9 No Grupo 8 existem alunos em cursos vocacionados para profissões do mesmo, contudo o peso deste Grupo no número total de alunos é residual – 31 alunos que representam 0,07% da oferta formativa.
  • 101. 13 para 4 no Grupo 5. No Grupo 6, a relação é de um aluno para um empregado, aproximadamente10 . 2.1.4 Análise Integrada A interação entre a formação, emprego e desemprego torna possível olhar, de forma integrada, para as dinâmicas de cada grupo de profissões. Conforme se pode observar na Tabela 1, e de acordo com um código de cores11 – tipo semáforo rodoviário – aplicado a cada grupo de profissões, denotamos que, em Portugal, o Grupo 1 e o Grupo 8 estão assinalados a verde, uma vez que não existe oferta formativa para um número significativo de empregados e com a variação positiva do emprego e negativa do desemprego. O Grupo 3 está assinalado a laranja com um excesso de oferta formativa comparativamente ao número de empregos disponíveis – apesar de a variação ser positiva – e à variação positiva do desemprego. No caso do Grupo 9, também assinalado a laranja, não existem cursos diretamente vocacionados para este tipo de profissões não qualificadas, acrescentando uma variação negativa do emprego e uma positiva do desemprego. Nos grupos de profissões assinaladas a cor amarela ocorrem várias dinâmicas: Os grupos 2 e 6 apresentam uma oferta formativa excessiva mas têm a variação de emprego a aumentar e a variação do desemprego a diminuir; o Grupo 4 evidencia um desajuste na oferta formativa, com o emprego a diminuir e o desemprego, também, a diminuir; Os grupos 5 e 7, registam falta de oferta formativa com a variação do emprego e do desemprego a aumentar. 10 O valor do rácio é 1,27. 11 Detalhes da hierarquização de cores no capítulo da metodologia pág.6. CNP - Profissões Alunos 2009 Emprego 2008 Variação Emprego Rácio Alunos/Emprego Desemprego 2008 Variação Desemprego Grupo 1 - Quadros Superiores da Administração Pública, Dirigentes e Quadros Superiores de Empresa 0 1718 0,08 0,00 31 -0,60 Grupo 2 - Especialistas das Profissões Intelectuais e Científicas 2394 1264 0,59 1,89 360 -0,63 Grupo 3 - Técnicos e Profissionais de Nível Intermédio 31936 9079 0,15 3,52 3197 0,13 Grupo 4 - Pessoal Administrativo e Similares 2546 24267 -0,08 0,10 5541 -0,61 Grupo 5 - Pessoal dos Serviços e Vendedores 9006 36819 0,64 0,24 5859 0,19 Grupo 6 - Agricultores e Trabalhadores Qualificados da Agricultura e Pescas 635 501 0,82 1,27 46 -0,22 Grupo 7 - Operários, Artífices e Trabalhadores Similares 1130 9873 0,37 0,11 770 0,08 Grupo 8 - Operadores de Instalações e Máquinas e Trabalhadores da Montagem 31 5754 0,49 0,01 498 -0,04 Grupo 9 - Trabalhadores Não Qualificados 0 9455 -0,01 0,00 1120 0,09 TOTAL 47678 98730 0,23 0,48 17422 -0,31
  • 102. 14 2.1.5 NUT I – Análise a 3 dígitos da CNP Tabela 2 – Análise Cromática para a NUT I, por profissão a 3 dígitos da CNP CNP - Profissões NUT I CNP - Profissões NUT I CNP - Profissões NUT I 112 - QUADROS SUPERIORES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA a) 332 - EDUCADORES DE INFANCIA 4 732 - OLEIROS, VIDREIROS E TRABALHADORES SIMILARES 4 114 - DIRIGENTES E QUADROS SUPERIORES ORGANIZ ESPECIALIZADAS a) 333 - DOCENTES DE EDUCACAO ESPECIAL a) 733 - ARTESAOS DE MADEIRA, TECIDO, COURO E MATERIAIS SIMILARES a) 121 - DIRETORES GERAIS a) 339 - PROFISSIONAIS DO ENSINO NAO CLASSIFICADOS EM OUTRA PARTE 5 734 - COMPOSITORES TIPOGRAFICOS E TRABALHADORES SIMILARES 4 122 - DIRETORES DE PRODUCAO EXPLORACAO E SIMILARES 4 341 - PROFISSIONAIS DE NIVEL INTERMEDIO DE FINANCAS E SERVICOS COMERCIAIS 1 741 - TRAB DA PREPARACAO E CONFECCAO DE ALIMENTOS E BEBIDAS E TRAB SIMILARES 4 123 - OUTROS DIRETORES DE EMPRESAS 5 342 - AGENTES COMERCIAIS E CORRETORES 6 742 - TRABALHADORES DAS MADEIRAS E SIMILARES 4 131 - DIRETORES E GERENTES DE PEQUENAS EMPRESAS 3 343 - PROFISSIONAIS DE NIVEL INTERMEDIO DE GESTAO E ADMINISTRACAO 4 743 - TRABALHADORES DOS TEXTEIS E CONFECCOES E TRABALHADORES SIMILARES 4 211 - FISICOS QUIMICOS E ESPECIALISTAS SIMILARES a) 344 - PROF DE NIVEL INTERM DA ADM PUB,DAS ALFAND,DOS IMPOST E TRAB SIMILARES 6 744 - TRABALHADORES DE PELES, COURO E CALCADO 3 212 - MATEMATICOS, ESTATICISTAS E ESPECIALISTAS SIMILARES a) 345 - INSPETORES DA POLICIA JUDICIARIA E DETETIVES a) 745 - TRABALHADORES DE ARTIGOS DE PIROTECNIA a) 213 - ESPECIALISTAS DA INFORMATICA 4 347 - PROFISSIONAIS DA CRIACAO ARTISTICA, DO ESPECTACULO E DO DESPORTO 3 811 - OPERAD E CONDUT DE MAQ E INST MINEIRAS DE EXTR E TRATAM DE MINERAIS a) 214 - ARQUITETOS ENGENHEIROS E ESPECIALISTAS SIMILARES a) 411 - SECRETARIOS E OPERADORES DE EQUIPAMENTOS DE TRATAMENTO DE INFORMACAO 5 812 - OPERADORES DE INSTALACOES DE TRANSFORMACAO DE METAIS a) 221 - ESPECISLISTAS DAS CIENCIAS DA VIDA a) 412 - EMPREGADOS DOS SERVICOS DE CONTABILIDADE E DOS SERVICOS FINANCEIROS 4 813 - OPERAD DE INSTAL DE FABRICACAO DE VIDRO, CERAMICA E TRAB SIMILARES 4 222 - MÉDICOS E PROFISSOES SIMILARES - A EXCEÇÃO DOS ENFERMEIROS a) 413 - EMPREGADOS DE APROVISIONAMENTO, DE PLANEAMENTO E DOS TRANSPORTES 4 814 - OPERAD DE INSTAL PARA TRABALHAR MADEIRA E CORTICA E DE FABRIC DE PAPEL 5 223 - ENFERMEIROS a) 414 - EMPREGADOS DE BIBLIOTECA, CARTEIROS E TRABALHADORES SIMILARES 2 815 - OPERADORES DE INSTALACOES DE TRATAMENTOS QUIMICOS 6 232 - DOCENTES DO ENSINO BASICO 2 3 CICLO E SECUNDARIO a) 419 - EMPREGADOS DE ESCRITORIO NAO CLASSIFICADOS EM OUTRA PARTE 5 816 - OPERAD DE INSTAL DE PRODUCAO DE ENERGIA E TRABALHADORES SIMILARES 4 235 - DOCENTES DO ENSINO SUPERIOR BASICO SECUND E SIMILARES 6 421 - CAIXAS, BILHETEIROS E SIMILARES 6 817 - OPERAD DE CADEIAS DE MONTAGEM AUTOMATIZADAS E DE ROBOTS INDUSTRIAIS 4 241 - ESPECIALISTAS DE PROFISSOES ADMINISTRAT E COMERCIAIS 4 422 - EMPREGADOS DE RECEPCAO, DE INFORMACAO E TELEFONISTAS 6 821 - OPERADORES DE MAQUINAS PARA TRABALHAR METAIS E PRODUTOS MINERAIS 4 242 - ADVOGADOS MAGISTRADOS E OUTROS JURISTAS a) 511 - ASSISTENTES, COBRADORES, GUIAS E TRABALHADORES SIMILARES 4 822 - OPERADORES DE MAQUINAS DO FABRICO DE PRODUTOS QUIMICOS 4 243 - ARQUIVISTAS, BIBLIOTECARIOS, DOCUMENTALISTAS E PROFISSOES SIMILARES 4 512 - ECONOMOS E PESSOAL DO SERVICO DE RESTAURACAO 4 823 - OPERAD DE MAQUINAS PARA FAB PROD DE BORRACHA E MATERIA PLASTICA 4 244 - ESPECIALISTAS DAS CIENCIAS SOCIAIS E HUMANAS 6 513 - VIGILANTES, ASSISTENTES MEDICOS E TRABALHADORES SIMILARES 4 824 - OPERADORES DE MAQUINAS PARA FABRICAR PRODUTOS DE MADEIRA a) 245 - ESCRITORES, ARTISTAS E EXECUTANTES 3 514 - OUTRO PESSOAL DOS SERVICOS DIRETOS E PARTICULARES 2 825 - OPERAD DE MAQ DE IMPRESSAO, ENCADERNACAO E FAB DE PROD DE PAPEL 4 246 - MINISTROS DE CULTO E MEMBROS DE ORDENS RELIGIOSAS a) 516 - PESSOAL DOS SERVICOS DE PROTECCAO E SEGURANCA 3 826 - OPERAD DE MAQ PARA FAB PROD TEXTEIS E ARTIGOS EM PELE E COURO 4 247 - TECNICOS DA ADMINISTRACAO PUBLICA NAO CLASSIFICADOS EM OUTRA PARTE a) 521 - MANEQUINS E OUTROS MODELOS a) 827 - OPERADORES DE MAQUINAS PARA FABRICAR ALIMENTOS E PRODUTOS SIMILARES 6 3111 - TEC DE CIENCIAS FISICO-QUIMICAS 1 522 - VENDEDORES E DEMONSTRADORES 4 828 - TRABALHADORES DA MONTAGEM 3 3112 - TEC DE ENGENHARIA CIVIL 3 523 - VENDEDORES DE QUIOSQUE E DE MERCADOS 6 829 - OUTROS OPERADORES DE MAQUINAS E TRABALHADORES DA MONTAGEM 4 3113 - TEC DE ELETRICIDADE 2 611 - AGRICULTORES E TRAB QUALIFICADOS DE CULTURAS AGRICOLAS 4 831 - MAQUINISTAS DE LOCOMOTIVAS E TRABALHADORES SIMILARES a) 3114 - TEC DE ELECTRONICA E TELECOMUNICACOES 2 612 - CRIADORES E TRABALHADORES QUALIFICADOS DO TRATAMENTO DE ANIMAIS 3 832 - CONDUTORES DE VEICULOS A MOTOR 5 3115 - TEC DE RELOJOARIA a) 613 - AGRIC E TRAB QUALIF DA POLICULTURA, CRIACAO E TRATAMENTO DE ANIMAIS 5 833 - OPERADORES DE MAQUINARIA AGRICOLA MOVEL E DE OUTRAS MAQUINAS MOVEIS 2 3116 - TEC INTERMEDIOS DE QUIMICA INDUSTRIAL 2 614 - TRABALHADORES FLORESTAIS E SIMILARES 4 834 - MESTRES, MARINHEIROS E TRABALHADORES SIMILARES 2 3118 - DESENHADORES E TRABALHADORES SIMILARES 2 615 - TRABALHADORES DA AQUACULTURA E PESCAS a) 911 - VENDEDORES AMBULANTES E TRABALHADORES SIMILARES 4 3119 - TEC DE INVESTIGACAO FISICA E QUIMICA, DO FABRICO INDUSTRIAL E TRABALHADORES SIMILARES NÃO CLASSIFICADOS EM OUTRA PARTE 2 711 - MINEIROS, CANTEIROS, CARREGADORES DE FOGO E TRABALHADORES DE PEDREIRA 6 912 - ENGRAXADORES E TRABALHADORES SIMILARES a) 312 - PROGRAMADORES, OPERADORES DE INFORMATICA E TRAB SIMILARES 0 712 - TRABALHADORES DA CONSTRUCAO CIVIL E OBRAS PUBLICAS 4 913 - PESSOAL DE LIMPEZA,LAVADEIRAS,ENGOMADORES DE ROUPA E TRAB SIMILARES 5 313 - OPERADORES DE EQUIPAMENTOS OPTICOS E ELECTRONICOS 3 713 - TRABALHADORES DA CONSTRUCAO CIVIL E SIMILARES - ACABAMENTOS 4 914 - PORTEIROS DE PREDIOS URB,LAVADORES DE VIDROS E VEIC E TRAB SIMILARES 4 314 - OFICIAIS DA MARINHA, PILOTOS DE AVIOES E TEC DOS TRANSP MARIT E AEREOS 6 714 - PINTORES, LIMPADORES DE FACHADAS E TRABALHADORES SIMILARES 6 915 - ESTAFETAS, BAGAGEIROS, PORTEIROS, GUARDAS E TRAB SIMILARES 3 315 - INSPECT DE OBRAS, DE SEG DO TRABALHO, DA SAUDE E DO CONTR DE QUALIDADE 2 721 - MOLDAD,SOLDAD,BATE- CHAPAS,CALDEIR,MONT DE ESTR METAL E TRAB SIMILARES 5 916 - CANTONEIROS DE LIMPEZA E TRABALHADORES SIMILARES 5 321 - TECNICOS DAS CIENCIAS DA VIDA E DA SAUDE 1 722 - FORJADORES, SERRALHEIROS MECANICOS E TRABALHADORES SIMILARES 4 921 - TRABALHADORES NAO QUALIFICADOS DA AGRICULTURA E PESCAS 6 322 - PROFISSIONAIS TECNICOS DA MEDICINA - A EXCEPCAO DOS ENFERMEIROS 3 723 - MECANICOS E AJUSTADORES DE MAQUINAS 4 931 - TRAB NAO QUALIF DAS MINAS E DA CONST CIVIL E OBRAS PUBLICAS 4 324 - ESPECISLISTAS DA MEDICINA TRADICIONAL a) 724 - MECANICOS E AJUSTADORES DE EQUIPAMENTOS ELECTRICOS E ELECTRONICOS 1 932 - TRABALHADORES NAO QUALIFICADOS DA INDUSTRIA TRANSFORMADORA 2 331 - DOCENTES DO ENSINO BASICO, PRIMARIO E PRE-PRIMARIO a) 731 - MEC DE PRECISAO,OLEIROS E VID,ARTESAOS,TRAB ARTES GRAF E TRAB SIMILARS 4 933 - TRABALHADORES NAO QUALIFICADOS DOS TRANSPORTES 4 Ao desagregar-se a análise de Portugal Continental para 3 dígitos da CNP, observa-se, do ponto de vista da oferta formativa, diversas diferenciações, em termos de análise
  • 103. 15 cromática. Tratando-se esta de uma análise com base em vários indicadores, toma-se por referência a oferta formativa, dando conta dos principais desajustes observados. De acordo com a Tabela 2, no que diz respeito a desajustamentos por excesso de oferta formativa, destaca-se a profissão 312. Acrescentam-se profissões com uma relação entre alunos e emprego acima dos 10 alunos por empregado, que listam: 321 (17 para 1); 313 (14 para 1); 3116 (12 para 1); 3113 (11 para 1). Nos estrangulamentos da oferta formativa, existem profissões como, por exemplo, a 411, 419, 913, 422 e 421 que, existindo pouca ou nenhuma oferta diretamente vocacionada, apresentam mais de mil empregados, e variações positivas no emprego e negativa no desemprego. No caso da profissão 724, existindo um grande desajuste, este não tanto criado pela oferta formativa, mas pela variação negativa do emprego nesta profissão (-35%) e a variação positiva do desemprego – ainda que ténue (3%). 2.2 – NUT II Fazendo-se uma análise comparativa entre as regiões do país – Norte, Centro, Lisboa, Alentejo e Algarve – denota-se uma maior aglomeração nas profissões dos grupos 3, 4 e 5 da CNP, segundo a Tabela 3. Numa primeira instância, observa-se uma maior concentração no grupo 3 de casos a vermelho e laranja – revelando maiores incidências de excesso de oferta formativa – e uma maior regularidade em casos a azul, verde e amarelo nos grupos 4 e 5 – demonstrando falta de oferta. As regiões do Alentejo e Algarve, relativamente aos grupos de profissões 7, 8 e 9, são quase inexistentes, sendo que as regiões Norte, Centro e Lisboa mostram uma predominância de casos a azul e verde. Verifica-se, em termos de excesso de oferta formativa, que, em todas as regiões, as profissões 3111 e 312 apresentam fortes desajustes. Por outro lado, no que diz respeito à falta de oferta formativa, destacam-se as profissões 421 e 512.
  • 104. 16 Tabela 3 – Análise Cromática para as NUT II, por profissão a 3 dígitos da CNP CNP - Profissões NORTE Centro Lisboa Alentejo Algarve CNP - Profissões NORTE Centro Lisboa Alentejo Algarve 112 - QUADROS SUPERIORES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA a) a) a) a) a) 514 - OUTRO PESSOAL DOS SERVICOS DIRETOS E PARTICULARES 2 3 3 2 4 114 - DIRIGENTES E QUADROS SUPERIORES ORGANIZ ESPECIALIZADAS a) a) a) a) a) 516 - PESSOAL DOS SERVICOS DE PROTECCAO E SEGURANCA 5 6 6 4 4 121 - DIRETORES GERAIS a) a) a) a) a) 521 - MANEQUINS E OUTROS MODELOS a) a) a) a) a) 122 - DIRETORES DE PRODUCAO EXPLORACAO E SIMILARES 7 a) 6 a) a) 522 - VENDEDORES E DEMONSTRADORES 7 6 8 6 6 123 - OUTROS DIRETORES DE EMPRESAS a) a) a) a) a) 523 - VENDEDORES DE QUIOSQUE E DE MERCADOS 9 a) 9 a) a) 131 - DIRETORES E GERENTES DE PEQUENAS EMPRESAS 7 6 7 a) a) 611 - AGRICULTORES E TRAB QUALIFICADOS DE CULTURAS AGRICOLAS 3 6 7 7 7 211 - FISICOS QUIMICOS E ESPECIALISTAS SIMILARES a) a) a) a) a) 612 - CRIADORES E TRABALHADORES QUALIFICADOS DO TRATAMENTO DE ANIMAIS a) a) 6 7 a) 212 - MATEMATICOS, ESTATICISTAS E ESPECIALISTAS SIMILARES a) a) a) a) a) 613 - AGRIC E TRAB QUALIF DA POLICULTURA, CRIACAO E TRATAMENTO DE ANIMAIS a) a) a) 8 a) 213 - ESPECIALISTAS DA INFORMATICA a) a) 8 a) a) 614 - TRABALHADORES FLORESTAIS E SIMILARES 0 a) 6 a) a) 214 - ARQUITETOS ENGENHEIROS E ESPECIALISTAS SIMILARES a) a) a) a) a) 615 - TRABALHADORES DA AQUACULTURA E PESCAS a) a) a) a) a) 221 - ESPECISLISTAS DAS CIENCIAS DA VIDA a) a) a) a) a) 711 - MINEIROS, CANTEIROS, CARREGADORES DE FOGO E TRABALHADORES DE PEDREIRA a) a) a) a) a) 222 - MÉDICOS E PROFISSOES SIMILARES - A EXCEÇÃO DOS ENFERMEIROS a) a) a) a) a) 712 - TRABALHADORES DA CONSTRUCAO CIVIL E OBRAS PUBLICAS 7 8 6 a) a) 223 - ENFERMEIROS a) a) a) a) a) 713 - TRABALHADORES DA CONSTRUCAO CIVIL E SIMILARES - ACABAMENTOS 7 8 5 a) 7 232 - DOCENTES DO ENSINO BASICO 2 3 CICLO E SECUNDARIO a) a) a) a) a) 714 - PINTORES, LIMPADORES DE FACHADAS E TRABALHADORES SIMILARES 9 a) 7 a) a) 235 - DOCENTES DO ENSINO SUPERIOR BASICO SECUND E SIMILARES 9 a) 9 a) a) 721 - MOLDAD,SOLDAD,BATE- CHAPAS,CALDEIR,MONT DE ESTR METAL E TRAB SIMILARES 9 7 6 a) a) 241 - ESPECIALISTAS DE PROFISSOES ADMINISTRAT E COMERCIAIS 5 4 7 5 7 722 - FORJADORES, SERRALHEIROS MECANICOS E TRABALHADORES SIMILARES 7 7 6 a) a) 242 - ADVOGADOS MAGISTRADOS E OUTROS JURISTAS a) a) a) a) a) 723 - MECANICOS E AJUSTADORES DE MAQUINAS 6 8 7 a) a) 243 - ARQUIVISTAS, BIBLIOTECARIOS, DOCUMENTALISTAS E PROFISSOES SIMILARES 7 2 a) a) a) 724 - MECANICOS E AJUSTADORES DE EQUIPAMENTOS ELECTRICOS E ELECTRONICOS 3 8 2 8 4 244 - ESPECIALISTAS DAS CIENCIAS SOCIAIS E HUMANAS 5 a) 7 a) a) 731 - MEC DE PRECISAO,OLEIROS E VID,ARTESAOS,TRAB ARTES GRAF E TRAB SIMILARS 6 a) 5 a) a) 245 - ESCRITORES, ARTISTAS E EXECUTANTES 5 0 4 a) a) 732 - OLEIROS, VIDREIROS E TRABALHADORES SIMILARES a) 9 a) a) a) 246 - MINISTROS DE CULTO E MEMBROS DE ORDENS RELIGIOSAS a) a) a) a) a) 733 - ARTESAOS DE MADEIRA, TECIDO, COURO E MATERIAIS SIMILARES a) a) a) a) a) 247 - TECNICOS DA ADMINISTRACAO PUBLICA NAO CLASSIFICADOS EM OUTRA PARTE a) a) a) a) a) 734 - COMPOSITORES TIPOGRAFICOS E TRABALHADORES SIMILARES 9 a) 7 a) a) 3111 - TEC DE CIENCIAS FISICO-QUIMICAS 2 1 1 2 2 741 - TRAB DA PREPARACAO E CONFECCAO DE ALIMENTOS E BEBIDAS E TRAB SIMILARES 7 9 6 8 a) 3112 - TEC DE ENGENHARIA CIVIL 5 4 4 4 4 742 - TRABALHADORES DAS MADEIRAS E SIMILARES 7 9 8 a) a) 3113 - TEC DE ELETRICIDADE 5 4 3 4 5 743 - TRABALHADORES DOS TEXTEIS E CONFECCOES E TRABALHADORES SIMILARES 7 7 6 a) a) 3114 - TEC DE ELECTRONICA E TELECOMUNICACOES 4 4 6 2 a) 744 - TRABALHADORES DE PELES, COURO E CALCADO 8 a) a) a) a) 3115 - TEC DE RELOJOARIA a) a) a) a) a) 745 - TRABALHADORES DE ARTIGOS DE PIROTECNIA a) a) a) a) a) 3116 - TEC INTERMEDIOS DE QUIMICA INDUSTRIAL 4 3 1 3 3 811 - OPERAD E CONDUT DE MAQ E INST MINEIRAS DE EXTR E TRATAM DE MINERAIS a) a) a) a) a) 3118 - DESENHADORES E TRABALHADORES SIMILARES 4 2 1 2 4 812 - OPERADORES DE INSTALACOES DE TRANSFORMACAO DE METAIS a) a) a) a) a) 3119 - TEC DE INVESTIGACAO FISICA E QUIMICA, DO FABRICO INDUSTRIAL E TRABALHADORES SIMILARES NÃO CLASSIFICADOS EM OUTRA PARTE 5 3 2 6 6 813 - OPERAD DE INSTAL DE FABRICACAO DE VIDRO, CERAMICA E TRAB SIMILARES a) a) a) a) a) 312 - PROGRAMADORES, OPERADORES DE INFORMATICA E TRAB SIMILARES 2 0 2 2 2 814 - OPERAD DE INSTAL PARA TRABALHAR MADEIRA E CORTICA E DE FABRIC DE PAPEL 7 a) 4 a) a) 313 - OPERADORES DE EQUIPAMENTOS OPTICOS E ELECTRONICOS 3 3 3 0 0 815 - OPERADORES DE INSTALACOES DE TRATAMENTOS QUIMICOS 8 7 8 a) a) 314 - OFICIAIS DA MARINHA, PILOTOS DE AVIOES E TEC DOS TRANSP MARIT E AEREOS a) a) a) a) a) 816 - OPERAD DE INSTAL DE PRODUCAO DE ENERGIA E TRABALHADORES SIMILARES 7 7 7 a) a) 315 - INSPECT DE OBRAS, DE SEG DO TRABALHO, DA SAUDE E DO CONTR DE QUALIDADE 4 4 2 4 a) 817 - OPERAD DE CADEIAS DE MONTAGEM AUTOMATIZADAS E DE ROBOTS INDUSTRIAIS 8 a) a) a) a) 321 - TECNICOS DAS CIENCIAS DA VIDA E DA SAUDE 2 3 1 3 a) 821 - OPERADORES DE MAQUINAS PARA TRABALHAR METAIS E PRODUTOS MINERAIS 7 7 6 a) a) 322 - PROFISSIONAIS TECNICOS DA MEDICINA - A EXCEPCAO DOS ENFERMEIROS 4 5 7 7 a) 822 - OPERADORES DE MAQUINAS DO FABRICO DE PRODUTOS QUIMICOS 6 8 6 a) a) 324 - ESPECISLISTAS DA MEDICINA TRADICIONAL a) a) a) a) a) 823 - OPERAD DE MAQUINAS PARA FAB PROD DE BORRACHA E MATERIA PLASTICA 7 6 8 a) a) 331 - DOCENTES DO ENSINO BASICO, PRIMARIO E PRE- PRIMARIO a) a) a) a) a) 824 - OPERADORES DE MAQUINAS PARA FABRICAR PRODUTOS DE MADEIRA a) a) a) a) a) 332 - EDUCADORES DE INFANCIA a) a) 7 a) a) 825 - OPERAD DE MAQ DE IMPRESSAO, ENCADERNACAO E FAB DE PROD DE PAPEL 7 a) 5 a) a) 333 - DOCENTES DE EDUCACAO ESPECIAL a) a) a) a) a) 826 - OPERAD DE MAQ PARA FAB PROD TEXTEIS E ARTIGOS EM PELE E COURO 8 9 a) a) a) 339 - PROFISSIONAIS DO ENSINO NAO CLASSIFICADOS EM OUTRA PARTE 6 a) 8 a) a) 827 - OPERADORES DE MAQUINAS PARA FABRICAR ALIMENTOS E PRODUTOS SIMILARES 8 7 9 a) a) 341 - PROFISSIONAIS DE NIVEL INTERMEDIO DE FINANCAS E SERVICOS COMERCIAIS 0 3 4 1 2 828 - TRABALHADORES DA MONTAGEM 4 7 3 a) a) 342 - AGENTES COMERCIAIS E CORRETORES a) a) 9 a) a) 829 - OUTROS OPERADORES DE MAQUINAS E TRABALHADORES DA MONTAGEM 9 8 6 a) a)
  • 105. 17 343 - PROFISSIONAIS DE NIVEL INTERMEDIO DE GESTAO E ADMINISTRACAO 7 5 6 7 6 831 - MAQUINISTAS DE LOCOMOTIVAS E TRABALHADORES SIMILARES a) a) 8 a) a) 344 - PROF DE NIVEL INTERM DA ADM PUB,DAS ALFAND,DOS IMPOST E TRAB SIMILARES 9 a) 4 a) a) 832 - CONDUTORES DE VEICULOS A MOTOR 7 8 6 a) a) 345 - INSPETORES DA POLICIA JUDICIARIA E DETETIVES a) a) a) a) a) 833 - OPERADORES DE MAQUINARIA AGRICOLA MOVEL E DE OUTRAS MAQUINAS MOVEIS 6 a) 6 a) a) 347 - PROFISSIONAIS DA CRIACAO ARTISTICA, DO ESPECTACULO E DO DESPORTO 4 4 2 a) 5 834 - MESTRES, MARINHEIROS E TRABALHADORES SIMILARES a) a) 2 a) a) 411 - SECRETARIOS E OPERADORES DE EQUIPAMENTOS DE TRATAMENTO DE INFORMACAO 6 6 9 5 3 911 - VENDEDORES AMBULANTES E TRABALHADORES SIMILARES 6 10 7 a) a) 412 - EMPREGADOS DOS SERVICOS DE CONTABILIDADE E DOS SERVICOS FINANCEIROS 4 4 5 4 4 912 - ENGRAXADORES E TRABALHADORES SIMILARES a) a) a) a) a) 413 - EMPREGADOS DE APROVISIONAMENTO, DE PLANEAMENTO E DOS TRANSPORTES 7 5 7 6 5 913 - PESSOAL DE LIMPEZA,LAVADEIRAS,ENGOMADORES DE ROUPA E TRAB SIMILARES 6 7 6 9 7 414 - EMPREGADOS DE BIBLIOTECA, CARTEIROS E TRABALHADORES SIMILARES 2 3 3 a) a) 914 - PORTEIROS DE PREDIOS URB,LAVADORES DE VIDROS E VEIC E TRAB SIMILARES 7 a) 6 a) a) 419 - EMPREGADOS DE ESCRITORIO NAO CLASSIFICADOS EM OUTRA PARTE 7 6 9 5 6 915 - ESTAFETAS, BAGAGEIROS, PORTEIROS, GUARDAS E TRAB SIMILARES 4 5 7 a) 6 421 - CAIXAS, BILHETEIROS E SIMILARES 8 8 8 6 9 916 - CANTONEIROS DE LIMPEZA E TRABALHADORES SIMILARES a) a) a) a) a) 422 - EMPREGADOS DE RECEPCAO, DE INFORMACAO E TELEFONISTAS 7 6 9 8 6 921 - TRABALHADORES NAO QUALIFICADOS DA AGRICULTURA E PESCAS a) a) 8 a) a) 511 - ASSISTENTES, COBRADORES, GUIAS E TRABALHADORES SIMILARES a) a) 8 a) a) 931 - TRAB NAO QUALIF DAS MINAS E DA CONST CIVIL E OBRAS PUBLICAS 6 6 6 8 7 512 - ECONOMOS E PESSOAL DO SERVICO DE RESTAURACAO 6 7 7 8 8 932 - TRABALHADORES NAO QUALIFICADOS DA INDUSTRIA TRANSFORMADORA 7 4 3 3 a) 513 - VIGILANTES, ASSISTENTES MEDICOS E TRABALHADORES SIMILARES 5 4 5 6 6 933 - TRABALHADORES NAO QUALIFICADOS DOS TRANSPORTES 6 a) 7 a) a) 2.3 – NUT III Na sequência da análise, avança-se para uma desagregação a NUT III, dando conta das especificidades de cada uma por região (NUT II), de forma a entender eventuais desajustamentos da oferta formativa, quer por excesso quer por ausência. 2.3.1 – Região Norte Tabela 4 – Análise Cromática para as NUT III da Região Norte, por profissão nos grupos 1 e 2 da CNP CNP - Profissões Alto Trás- os- Montes Ave Cávado Douro Entre Douro e Vouga Grande Porto Minho Lima Tâmega 112 - QUADROS SUPERIORES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA a) a) a) a) a) a) a) a) 114 - DIRIGENTES E QUADROS SUPERIORES ORGANIZ ESPECIALIZADAS a) a) a) a) a) a) a) a) 121 - DIRETORES GERAIS a) a) a) a) a) a) a) a) 122 - DIRETORES DE PRODUCAO EXPLORACAO E SIMILARES a) a) a) a) a) a) a) a) 123 - OUTROS DIRETORES DE EMPRESAS a) a) a) a) a) a) a) a) 131 - DIRETORES E GERENTES DE PEQUENAS EMPRESAS a) 7 6 a) a) 7 a) 7 211 - FISICOS QUIMICOS E ESPECIALISTAS SIMILARES a) a) a) a) a) a) a) a) 212 - MATEMATICOS, ESTATICISTAS E ESPECIALISTAS SIMILARES a) a) a) a) a) a) a) a) 213 - ESPECIALISTAS DA INFORMATICA a) a) a) a) a) a) a) a) 214 - ARQUITETOS ENGENHEIROS E ESPECIALISTAS SIMILARES a) a) a) a) a) a) a) a) 221 - ESPECISLISTAS DAS CIENCIAS DA VIDA a) a) a) a) a) a) a) a) 222 - MÉDICOS E PROFISSOES SIMILARES - A EXCEÇÃO DOS ENFERMEIROS a) a) a) a) a) a) a) a) 223 - ENFERMEIROS a) a) a) a) a) a) a) a) 232 - DOCENTES DO ENSINO BASICO 2 3 CICLO E SECUNDARIO a) a) a) a) a) a) a) a) 235 - DOCENTES DO ENSINO SUPERIOR BASICO SECUND E SIMILARES a) a) a) a) a) a) a) a) 241 - ESPECIALISTAS DE PROFISSOES ADMINISTRAT E COMERCIAIS 3 3 4 3 5 5 4 5 242 - ADVOGADOS MAGISTRADOS E OUTROS JURISTAS a) a) a) a) a) a) a) a) 243 - ARQUIVISTAS, BIBLIOTECARIOS, DOCUMENTALISTAS E PROFISSOES SIMILARES a) a) 5 0 a) a) a) 0 244 - ESPECIALISTAS DAS CIENCIAS SOCIAIS E HUMANAS a) a) a) a) a) a) a) 5 245 - ESCRITORES, ARTISTAS E EXECUTANTES a) a) a) a) a) a) a) a) 246 - MINISTROS DE CULTO E MEMBROS DE ORDENS RELIGIOSAS a) a) a) a) a) a) a) a) 247 - TECNICOS DA ADMINISTRACAO PUBLICA NAO CLASSIFICADOS EM OUTRA PARTE a) a) a) a) a) a) a) a) Conforme se pode observar na Tabela 4, no que diz respeito às profissões que se enquadram nos grupos 1 e 2 da CNP, podemos observar que os principais constrangimentos – a vermelho – encontram-se na profissão 243 nas sub-regiões do Douro e do Tâmega, por
  • 106. 18 excesso de oferta formativa, isto é, existem mais alunos que empregados na profissão. Do mesmo modo, nas profissões 241, 243 e 244, registam-se desajustamentos em todas as NUT III por excesso de oferta formativa – em que no caso da profissão 243 da sub-região do Cávado se atinge um rácio de 20 alunos para 1 empregado. Relativamente à profissão 131, no Ave, Cávado, Grande Porto e Tâmega, o desajustamento deve-se à falta de oferta formativa com emprego a crescer e desemprego a diminuir. Na Tabela 5 são analisadas as dinâmicas nas profissões do Grupo 3 da CNP, em que, no caso da profissão 311, a análise é aprofundada aos 4 dígitos de classificação12 . Na região Norte, este grupo de profissões evidencia problemas de ajustamento – na sua maioria por excesso de oferta formativa –, em termos gerais, comprovado pelo cenário de vermelhos, laranjas e amarelos que a tabela mostra nas várias profissões e nas várias sub-regiões. É possível, então, verificar que os principais desajustamentos, por excesso de oferta formativa, encontram-se assinalados a vermelho, dos quais se destaca: a profissão 312, com cenário negativo em todas as NUT III da Região Norte; e as profissões 341, 313, 321 com desajustamentos dessa natureza em mais de metade das sub-regiões. As profissões que parecem abrir oportunidades são: as 3112 e 347, em Alto Trás-os-Montes; as 3112, 343 e 344 no Grande Porto, e a 343 em Minho Lima. As restantes apresentam, na sua maioria, desajustamentos por excesso de oferta formativa. Tabela 5 – Análise Cromática para as NUT III da Região Norte, por profissão no grupo 3 da CNP CNP - Profissões Alto Trás- os- Montes Ave Cávado Douro Entre Douro e Vouga Grande Porto Minho Lima Tâmega 3111 - TEC DE CIENCIAS FISICO-QUIMICAS 2 2 2 3 4 2 4 a) 3112 - TEC DE ENGENHARIA CIVIL 10 a) 4 2 4 7 5 a) 3113 - TEC DE ELETRICIDADE 5 4 6 4 3 6 3 4 3114 - TEC DE ELECTRONICA E TELECOMUNICACOES 3 0 5 4 2 4 4 0 3115 - TEC DE RELOJOARIA a) a) a) a) a) a) a) a) 3116 - TEC INTERMEDIOS DE QUIMICA INDUSTRIAL 2 5 4 4 2 0 a) 3 3118 - DESENHADORES E TRABALHADORES SIMILARES 2 2 4 3 6 5 2 6 3119 - TEC DE INVESTIGACAO FISICA E QUIMICA, DO FABRICO INDUSTRIAL E TRABALHADORES SIMILARES NÃO CLASSIFICADOS EM OUTRA PARTE 2 6 5 a) 2 4 5 6 312 - PROGRAMADORES, OPERADORES DE INFORMATICA E TRAB SIMILARES 2 1 1 0 1 2 2 1 313 - OPERADORES DE EQUIPAMENTOS OPTICOS E ELECTRONICOS 1 2 5 0 5 0 2 5 314 - OFICIAIS DA MARINHA, PILOTOS DE AVIOES E TEC DOS TRANSP MARIT E AEREOS a) a) a) a) a) a) a) a) 315 - INSPECT DE OBRAS, DE SEG DO TRABALHO, DA SAUDE E DO CONTR DE QUALIDADE a) a) 8 a) 5 3 a) a) 321 - TECNICOS DAS CIENCIAS DA VIDA E DA SAUDE 3 5 0 a) 2 0 1 2 322 - PROFISSIONAIS TECNICOS DA MEDICINA - A EXCEPCAO DOS ENFERMEIROS 4 5 2 2 4 6 1 5 324 - ESPECISLISTAS DA MEDICINA TRADICIONAL a) a) a) a) a) a) a) a) 331 - DOCENTES DO ENSINO BASICO, PRIMARIO E PRE-PRIMARIO a) a) a) a) a) a) a) a) 332 - EDUCADORES DE INFANCIA a) a) a) a) a) a) a) a) 333 - DOCENTES DE EDUCACAO ESPECIAL a) a) a) a) a) a) a) a) 339 - PROFISSIONAIS DO ENSINO NAO CLASSIFICADOS EM OUTRA PARTE a) a) a) a) a) a) a) a) 341 - PROFISSIONAIS DE NIVEL INTERMEDIO DE FINANCAS E SERVICOS COMERCIAIS 1 1 0 2 4 1 0 1 342 - AGENTES COMERCIAIS E CORRETORES a) a) a) a) a) a) a) a) 343 - PROFISSIONAIS DE NIVEL INTERMEDIO DE GESTAO E ADMINISTRACAO 4 3 5 3 6 7 7 6 344 - PROF DE NIVEL INTERM DA ADM PUB,DAS ALFAND,DOS IMPOST E TRAB SIMILARES a) a) a) a) a) 7 a) a) 345 - INSPETORES DA POLICIA JUDICIARIA E DETETIVES a) a) a) a) a) a) a) a) 347 - PROFISSIONAIS DA CRIACAO ARTISTICA, DO ESPECTACULO E DO DESPORTO 8 4 6 4 2 4 5 6 12 Os motivos da análise a 4 dígitos encontram-se explanado no capítulo metodológico, no ponto 1.1.
  • 107. 19 No que diz respeito aos grupos 4 e 5 da CNP, o cenário cromático aponta para um desajustamento menor, em relação ao grupo anterior, e uma janela de oportunidades mais ampla – como se pode observar na Tabela 6. Os constrangimentos registam-se nas profissões 411 (Entre Douro e Vouga), 514 (Ave, Entre Douro e Vouga e Grande Porto) e 516 (Alto Trás-os-Montes), por excesso de oferta formativa. Tabela 6 – Análise Cromática para as NUT III da Região Norte, por profissão nos grupos 4 e 5 da CNP Relativamente à falta de oferta formativa, entre outras, destaca-se a profissão 421 – assinalada a azul em Alto Trás-os-Montes e Cávado e a verde em Entre Douro e Vouga, Grande Porto, Minho Lima e no Tâmega (sete das 9 NUT III do Norte) – e a profissão a 422 que se encontra a verde em quatro sub-regiões – Cávado, Douro, Grande Porto e Tâmega. A sub-região do Grande Porto é a que apresenta um maior deficit de oferta formativa em boa parte das profissões, enfatizando-se sobretudo as que estão assinaladas a verde. Na região Norte, as profissões dos grupos 6 e 7 que, segundo a Tabela 7, revelam excesso de oferta formativa e estão assinaladas a vermelho são: a 611 (Alto Trás-os-Montes, Ave, Cávado e Tâmega); a 614 (Douro); a 724 e a 733 (Alto Trás-os-Montes). Os desajustamentos por falta de oferta formativa, assinalados a azul e a verde, estão concentrados nas profissões do grupo 7, nesta tabela, e listam-se: 712 (Cávado e Tâmega); 713 (Cávado); 721 (Ave, Entre Douro e Vouga e Grande Porto); 722 (Ave, Cávado e Entre Douro e Vouga); 724 (Douro e Entre Douro e Vouga); 742 e 744 (Entre Douro e Vouga e Tâmega); 743 (Ave, Cávado, Entre Douro e Vouga, Minho Lima e Tâmega) – sendo esta a profissão que maior necessidade de oferta formativa demonstra. CNP - Profissões Alto Trás-os- Montes Ave Cávado Douro Entre Douro e Vouga Grande Porto Minho Lima Tâmega 411 - SECRETARIOS E OPERADORES DE EQUIPAMENTOS DE TRATAMENTO DE INFORMACAO 4 6 4 4 2 6 6 7 412 - EMPREGADOS DOS SERVICOS DE CONTABILIDADE E DOS SERVICOS FINANCEIROS 4 4 5 4 4 4 4 6 413 - EMPREGADOS DE APROVISIONAMENTO, DE PLANEAMENTO E DOS TRANSPORTES a) 6 6 a) 5 7 8 6 414 - EMPREGADOS DE BIBLIOTECA, CARTEIROS E TRABALHADORES SIMILARES a) a) a) a) a) 4 a) a) 419 - EMPREGADOS DE ESCRITORIO NAO CLASSIFICADOS EM OUTRA PARTE a) 7 7 a) 5 8 a) 6 421 - CAIXAS, BILHETEIROS E SIMILARES 9 6 9 a) 8 8 7 7 422 - EMPREGADOS DE RECEPCAO, DE INFORMACAO E TELEFONISTAS a) 3 7 7 4 8 5 8 511 - ASSISTENTES, COBRADORES, GUIAS E TRABALHADORES SIMILARES a) a) a) a) a) a) a) a) 512 - ECONOMOS E PESSOAL DO SERVICO DE RESTAURACAO 8 4 6 7 5 6 6 6 513 - VIGILANTES, ASSISTENTES MEDICOS E TRABALHADORES SIMILARES a) 5 4 a) 5 5 6 5 514 - OUTRO PESSOAL DOS SERVICOS DIRETOS E PARTICULARES 4 3 4 3 2 2 3 3 516 - PESSOAL DOS SERVICOS DE PROTECCAO E SEGURANCA 2 a) a) a) a) 4 a) a) 521 - MANEQUINS E OUTROS MODELOS a) a) a) a) a) a) a) a) 522 - VENDEDORES E DEMONSTRADORES 6 6 6 5 6 7 7 6 523 - VENDEDORES DE QUIOSQUE E DE MERCADOS a) a) a) a) a) a) a) a)
  • 108. 20 Tabela 7 – Análise Cromática para as NUT III da Região Norte, por profissão nos grupos 6 e 7 da CNP Por último, a Tabela 8 dá conta das dinâmicas que ocorrem nas profissões dos grupos 8 e 9, ressalvando, em primeiro lugar, que não há cursos diretamente vocacionados para estas profissões. O desajuste na oferta formativa acontece por excesso no caso da profissão 833 em Alto Trás-os-Montes. Na região Norte, o Grande Porto regista uma maior incidência de falta de oferta formativa. Tabela 8 – Análise Cromática para as NUT III da Região Norte, por profissão nos grupos 8 e 9 da CNP CNP - Profissões Alto Trás-os- Montes Ave Cávado Douro Entre Douro e Vouga Grande Porto Minho Lima Tâmega 611 - AGRICULTORES E TRAB QUALIFICADOS DE CULTURAS AGRICOLAS 0 2 2 6 a) a) 5 0 612 - CRIADORES E TRABALHADORES QUALIFICADOS DO TRATAMENTO DE ANIMAIS a) a) a) a) a) a) a) a) 613 - AGRIC E TRAB QUALIF DA POLICULTURA, CRIACAO E TRATAMENTO DE ANIMAIS a) a) a) a) a) a) a) a) 614 - TRABALHADORES FLORESTAIS E SIMILARES a) a) a) 0 a) a) a) a) 615 - TRABALHADORES DA AQUACULTURA E PESCAS a) a) a) a) a) a) a) a) 711 - MINEIROS, CANTEIROS, CARREGADORES DE FOGO E TRABALHADORES DE PEDREIRA a) a) a) a) a) a) a) a) 712 - TRABALHADORES DA CONSTRUCAO CIVIL E OBRAS PUBLICAS a) a) 10 a) a) 6 a) 8 713 - TRABALHADORES DA CONSTRUCAO CIVIL E SIMILARES - ACABAMENTOS a) a) 8 a) a) 6 a) a) 714 - PINTORES, LIMPADORES DE FACHADAS E TRABALHADORES SIMILARES a) a) a) a) a) a) a) a) 721 - MOLDAD,SOLDAD,BATE-CHAPAS,CALDEIR,MONT DE ESTR METAL E TRAB SIMILARES a) 10 a) a) 10 7 a) a) 722 - FORJADORES, SERRALHEIROS MECANICOS E TRABALHADORES SIMILARES a) 8 9 a) 8 6 a) a) 723 - MECANICOS E AJUSTADORES DE MAQUINAS a) a) a) a) a) 6 a) a) 724 - MECANICOS E AJUSTADORES DE EQUIPAMENTOS ELECTRICOS E ELECTRONICOS 1 a) 6 9 7 4 4 a) 731 - MEC DE PRECISAO,OLEIROS E VID,ARTESAOS,TRAB ARTES GRAF E TRAB SIMILARS a) a) a) a) a) 4 a) a) 732 - OLEIROS, VIDREIROS E TRABALHADORES SIMILARES a) a) a) a) a) a) a) a) 733 - ARTESAOS DE MADEIRA, TECIDO, COURO E MATERIAIS SIMILARES 0 a) a) a) a) a) a) a) 734 - COMPOSITORES TIPOGRAFICOS E TRABALHADORES SIMILARES a) a) a) a) a) a) a) a) 741 - TRAB DA PREPARACAO E CONFECCAO DE ALIMENTOS E BEBIDAS E TRAB SIMILARES a) a) a) a) a) 6 a) a) 742 - TRABALHADORES DAS MADEIRAS E SIMILARES a) a) a) a) 7 a) a) 8 743 - TRABALHADORES DOS TEXTEIS E CONFECCOES E TRABALHADORES SIMILARES a) 8 7 a) 8 4 8 10 744 - TRABALHADORES DE PELES, COURO E CALCADO a) a) a) a) 8 a) a) 7 745 - TRABALHADORES DE ARTIGOS DE PIROTECNIA a) a) a) a) a) a) a) a) CNP - Profissões Alto Trás-os- Montes Ave Cávado Douro Entre Douro e Vouga Grande Porto Minho Lima Tâmega 811 - OPERAD E CONDUT DE MAQ E INST MINEIRAS DE EXTR E TRATAM DE MINERAIS a) a) a) a) a) a) a) a) 812 - OPERADORES DE INSTALACOES DE TRANSFORMACAO DE METAIS a) a) a) a) a) a) a) a) 813 - OPERAD DE INSTAL DE FABRICACAO DE VIDRO, CERAMICA E TRAB SIMILARES a) a) a) a) a) a) a) a) 814 - OPERAD DE INSTAL PARA TRABALHAR MADEIRA E CORTICA E DE FABRIC DE PAPEL a) 6 a) a) a) a) a) a) 815 - OPERADORES DE INSTALACOES DE TRATAMENTOS QUIMICOS a) a) a) a) a) 9 a) a) 816 - OPERAD DE INSTAL DE PRODUCAO DE ENERGIA E TRABALHADORES SIMILARES a) a) a) a) a) a) a) a) 817 - OPERAD DE CADEIAS DE MONTAGEM AUTOMATIZADAS E DE ROBOTS INDUSTRIAIS a) a) a) a) a) 6 a) a) 821 - OPERADORES DE MAQUINAS PARA TRABALHAR METAIS E PRODUTOS MINERAIS a) a) a) a) a) 7 a) a) 822 - OPERADORES DE MAQUINAS DO FABRICO DE PRODUTOS QUIMICOS a) a) a) a) a) a) a) a) 823 - OPERAD DE MAQUINAS PARA FAB PROD DE BORRACHA E MATERIA PLASTICA a) a) a) a) 8 6 6 a) 824 - OPERADORES DE MAQUINAS PARA FABRICAR PRODUTOS DE MADEIRA a) a) a) a) a) a) a) a) 825 - OPERAD DE MAQ DE IMPRESSAO, ENCADERNACAO E FAB DE PROD DE PAPEL a) a) a) a) a) 7 a) a) 826 - OPERAD DE MAQ PARA FAB PROD TEXTEIS E ARTIGOS EM PELE E COURO a) 7 8 a) a) 7 8 a) 827 - OPERADORES DE MAQUINAS PARA FABRICAR ALIMENTOS E PRODUTOS SIMILARES a) a) a) a) a) 8 a) a) 828 - TRABALHADORES DA MONTAGEM a) a) 6 a) a) 6 a) a) 829 - OUTROS OPERADORES DE MAQUINAS E TRABALHADORES DA MONTAGEM a) a) a) a) a) 9 6 a) 831 - MAQUINISTAS DE LOCOMOTIVAS E TRABALHADORES SIMILARES a) a) a) a) a) a) a) a) 832 - CONDUTORES DE VEICULOS A MOTOR a) a) a) a) a) 5 a) a) 833 - OPERADORES DE MAQUINARIA AGRICOLA MOVEL E DE OUTRAS MAQUINAS MOVEIS 1 a) a) a) a) a) a) a) 834 - MESTRES, MARINHEIROS E TRABALHADORES SIMILARES a) a) a) a) a) a) a) a) 911 - VENDEDORES AMBULANTES E TRABALHADORES SIMILARES a) a) a) a) a) 6 a) a) 912 - ENGRAXADORES E TRABALHADORES SIMILARES a) a) a) a) a) a) a) a) 913 - PESSOAL DE LIMPEZA,LAVADEIRAS,ENGOMADORES DE ROUPA E TRAB SIMILARES a) 6 6 a) a) 6 a) a) 914 - PORTEIROS DE PREDIOS URB,LAVADORES DE VIDROS E VEIC E TRAB SIMILARES a) a) a) a) a) a) a) a) 915 - ESTAFETAS, BAGAGEIROS, PORTEIROS, GUARDAS E TRAB SIMILARES a) a) 3 a) a) 7 a) a) 916 - CANTONEIROS DE LIMPEZA E TRABALHADORES SIMILARES a) a) a) a) a) a) a) a) 921 - TRABALHADORES NAO QUALIFICADOS DA AGRICULTURA E PESCAS a) a) a) a) a) a) a) a) 931 - TRAB NAO QUALIF DAS MINAS E DA CONST CIVIL E OBRAS PUBLICAS a) a) a) a) a) 7 a) 9 932 - TRABALHADORES NAO QUALIFICADOS DA INDUSTRIA TRANSFORMADORA a) 6 5 a) 5 4 4 7 933 - TRABALHADORES NAO QUALIFICADOS DOS TRANSPORTES a) a) a) a) a) a) a) a)
  • 109. 21 2.3.2 – Região Centro No que concerne as profissões dos grupos 1 e 2 da CNP, a região centro apresenta na Beira Interior Norte e no Pinhal Litoral os casos mais acentuados de excesso de oferta formativa nas profissões 241, 243 e 245, conforme se observa na Tabela 9. Em termos de falta de oferta formativa, evidencia-se a profissão 241 na sub-região Dão Lafões, sendo a única neste conjunto de grupos de profissões. Tabela 9 – Análise Cromática para as NUT III da Região Centro, por profissão nos grupos 1 e 2 da CNP CNP - Profissões Baixo Mondego Baixo Vouga Beira Interior Norte Beira Interior Sul Cova da Beira Dão Lafões Pinhal Interior Norte Pinhal Interior Sul Pinhal Litoral Serra da Estrela 112 - QUADROS SUPERIORES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 114 - DIRIGENTES E QUADROS SUPERIORES ORGANIZ ESPECIALIZADAS a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 121 - DIRETORES GERAIS a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 122 - DIRETORES DE PRODUCAO EXPLORACAO E SIMILARES a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 123 - OUTROS DIRETORES DE EMPRESAS a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 131 - DIRETORES E GERENTES DE PEQUENAS EMPRESAS a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 211 - FISICOS QUIMICOS E ESPECIALISTAS SIMILARES a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 212 - MATEMATICOS, ESTATICISTAS E ESPECIALISTAS SIMILARES a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 213 - ESPECIALISTAS DA INFORMATICA a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 214 - ARQUITETOS ENGENHEIROS E ESPECIALISTAS SIMILARES a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 221 - ESPECISLISTAS DAS CIENCIAS DA VIDA a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 222 - MÉDICOS E PROFISSOES SIMILARES - A EXCEÇÃO DOS ENFERMEIROS a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 223 - ENFERMEIROS a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 232 - DOCENTES DO ENSINO BASICO 2 3 CICLO E SECUNDARIO a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 235 - DOCENTES DO ENSINO SUPERIOR BASICO SECUND E SIMILARES a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 241 - ESPECIALISTAS DE PROFISSOES ADMINISTRAT E COMERCIAIS 4 6 2 a) a) 7 4 a) 2 a) 242 - ADVOGADOS MAGISTRADOS E OUTROS JURISTAS a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 243 - ARQUIVISTAS, BIBLIOTECARIOS, DOCUMENTALISTAS E PROFISSOES SIMILARES a) a) a) a) a) a) a) a) 1 a) 244 - ESPECIALISTAS DAS CIENCIAS SOCIAIS E HUMANAS a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 245 - ESCRITORES, ARTISTAS E EXECUTANTES a) a) 0 a) a) a) a) a) a) a) 246 - MINISTROS DE CULTO E MEMBROS DE ORDENS RELIGIOSAS a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 247 - TECNICOS DA ADMINISTRACAO PUBLICA NAO CLASSIFICADOS EM OUTRA PARTE a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) Na região Centro, os desajustamentos no grupo 3 por excesso de oferta formativa, na análise cromática, ficam evidentes na Tabela 10, destacando-se a profissão 312 assinalada a vermelho em todas as sub-regiões, com exceção de Pinhal Interior Norte – a laranja. A oferta formativa em excesso é uma das características deste grupo, quer na distribuição por NUT III, quer na distribuição das profissões. Por outro lado, no caso da profissão 3118, em Dão Lafões, e da 341 em Baixo Vouga regista-se falta de oferta formativa. No caso das profissões 3111 (Dão Lafões), 343 (Pinhal Interior Norte) e 347 (Pinhal Litoral), apesar de assinaladas a verde verifica-se uma saturação na oferta formativa. Tabela 10 – Análise Cromática para as NUT III da Região Centro, por profissão no grupo 3 da CNP CNP - Profissões Baixo Mondego Baixo Vouga Beira Interior Norte Beira Interior Sul Cova da Beira Dão Lafões Pinhal Interior Norte Pinhal Interior Sul Pinhal Litoral Serra da Estrela 3111 - TEC DE CIENCIAS FISICO-QUIMICAS 4 2 0 0 4 7 1 a) 5 0 3112 - TEC DE ENGENHARIA CIVIL a) a) a) a) 5 3 5 a) 6 a) 3113 - TEC DE ELETRICIDADE 6 5 1 3 3 0 2 a) 5 2 3114 - TEC DE ELECTRONICA E TELECOMUNICACOES 4 5 a) 1 1 1 2 a) 6 2 3115 - TEC DE RELOJOARIA a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 3116 - TEC INTERMEDIOS DE QUIMICA INDUSTRIAL 5 3 0 a) 0 a) a) a) 3 a) 3118 - DESENHADORES E TRABALHADORES SIMILARES 2 2 a) 3 3 8 3 a) 2 a) 3119 - TEC DE INVESTIGACAO FISICA E QUIMICA, DO FABRICO INDUSTRIAL E 4 4 2 0 a) 4 1 0 5 3
  • 110. 22 TRABALHADORES SIMILARES NÃO CLASSIFICADOS EM OUTRA PARTE 312 - PROGRAMADORES, OPERADORES DE INFORMATICA E TRAB SIMILARES 2 1 1 1 0 2 3 0 0 0 313 - OPERADORES DE EQUIPAMENTOS OPTICOS E ELECTRONICOS 6 3 5 0 4 4 0 a) 4 a) 314 - OFICIAIS DA MARINHA, PILOTOS DE AVIOES E TEC DOS TRANSP MARIT E AEREOS a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 315 - INSPECT DE OBRAS, DE SEG DO TRABALHO, DA SAUDE E DO CONTR DE QUALIDADE a) 5 a) a) a) a) a) a) a) a) 321 - TECNICOS DAS CIENCIAS DA VIDA E DA SAUDE a) a) a) a) 2 5 0 a) a) a) 322 - PROFISSIONAIS TECNICOS DA MEDICINA - A EXCEPCAO DOS ENFERMEIROS 5 4 5 a) a) 3 a) a) a) 5 324 - ESPECISLISTAS DA MEDICINA TRADICIONAL a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 331 - DOCENTES DO ENSINO BASICO, PRIMARIO E PRE-PRIMARIO a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 332 - EDUCADORES DE INFANCIA a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 333 - DOCENTES DE EDUCACAO ESPECIAL a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 339 - PROFISSIONAIS DO ENSINO NAO CLASSIFICADOS EM OUTRA PARTE a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 341 - PROFISSIONAIS DE NIVEL INTERMEDIO DE FINANCAS E SERVICOS COMERCIAIS 2 7 a) 0 2 1 2 a) 3 a) 342 - AGENTES COMERCIAIS E CORRETORES a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 343 - PROFISSIONAIS DE NIVEL INTERMEDIO DE GESTAO E ADMINISTRACAO 1 6 a) 0 4 5 7 4 4 0 344 - PROF DE NIVEL INTERM DA ADM PUB,DAS ALFAND,DOS IMPOST E TRAB SIMILARES a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 345 - INSPETORES DA POLICIA JUDICIARIA E DETETIVES a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 347 - PROFISSIONAIS DA CRIACAO ARTISTICA, DO ESPECTACULO E DO DESPORTO 6 a) a) a) 1 a) a) a) 7 0 Na Tabela 11, reportando aos grupos 4 e 5 da CNP, as principais profissões em que a oferta formativa é excessiva são a 411 (Serra da Estrela) e a 514 (Pinhal Interior Sul e Serra da Estrela). Em contrapartida, estes dois grupos são caracterizados por uma grande falta de oferta formativa nas profissões: 411 (Baixo Mondego); 413 (Baixo Vouga, Dão Lafões e Pinhal Litoral); 421 (Baixo Mondego e Pinhal Litoral); 422 (Serra da Estrela); 512 (Baixo Mondego; Beira Interior Norte; Cova da Beira e Dão Lafões); 513 (Dão Lafões); 522 (Baixo Mondego e Cova da Beira). Tabela 11 – Análise Cromática para as NUT III da Região Centro, por profissão nos grupos 4 e 5 da CNP CNP - Profissões Baixo Mondego Baixo Vouga Beira Interior Norte Beira Interior Sul Cova da Beira Dão Lafões Pinhal Interior Norte Pinhal Interior Sul Pinhal Litoral Serra da Estrela 411 - SECRETARIOS E OPERADORES DE EQUIPAMENTOS DE TRATAMENTO DE INFORMACAO 7 6 6 a) 4 4 a) a) 6 2 412 - EMPREGADOS DOS SERVICOS DE CONTABILIDADE E DOS SERVICOS FINANCEIROS 4 4 a) a) a) 5 5 a) 5 a) 413 - EMPREGADOS DE APROVISIONAMENTO, DE PLANEAMENTO E DOS TRANSPORTES 6 7 a) a) a) 7 a) a) 7 a) 414 - EMPREGADOS DE BIBLIOTECA, CARTEIROS E TRABALHADORES SIMILARES a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 419 - EMPREGADOS DE ESCRITORIO NAO CLASSIFICADOS EM OUTRA PARTE a) 5 a) a) a) a) a) a) 5 a) 421 - CAIXAS, BILHETEIROS E SIMILARES 8 6 a) a) a) 9 a) a) 7 a) 422 - EMPREGADOS DE RECEPCAO, DE INFORMACAO E TELEFONISTAS 6 6 a) a) a) 6 a) a) 5 8 511 - ASSISTENTES, COBRADORES, GUIAS E TRABALHADORES SIMILARES a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 512 - ECONOMOS E PESSOAL DO SERVICO DE RESTAURACAO 7 5 8 6 7 7 6 a) 6 4 513 - VIGILANTES, ASSISTENTES MEDICOS E TRABALHADORES SIMILARES a) a) a) a) a) 8 a) a) 6 a) 514 - OUTRO PESSOAL DOS SERVICOS DIRETOS E PARTICULARES 3 3 5 4 4 4 5 0 3 1 516 - PESSOAL DOS SERVICOS DE PROTECCAO E SEGURANCA 4 a) a) a) a) a) 5 a) a) a) 521 - MANEQUINS E OUTROS MODELOS a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 522 - VENDEDORES E DEMONSTRADORES 8 6 3 6 7 5 6 a) 6 a) 523 - VENDEDORES DE QUIOSQUE E DE MERCADOS a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) A oferta formativa em excesso nos grupos 6 e 7 é evidente na Tabela 12, principalmente, no Baixo Mondego para a profissão 611 e na Beira Interior Sul para a profissão 724. Quanto à falta de oferta formativa, verifica-se, principalmente, na sub-região de Pinhal Litoral – nas profissões 712, 713, 722, 723 e 724 – e nas sub-regiões do Baixo Mondego (724), Baixo Vouga (721, 722 e 741) e Dão Lafões (724 e 743).
  • 111. 23 Tabela 12 – Análise Cromática para as NUT III da Região Centro, por profissão nos grupos 6 e 7 da CNP CNP - Profissões Baixo Mondego Baixo Vouga Beira Interior Norte Beira Interior Sul Cova da Beira Dão Lafões Pinhal Interior Norte Pinhal Interior Sul Pinhal Litoral Serra da Estrela 611 - AGRICULTORES E TRAB QUALIFICADOS DE CULTURAS AGRICOLAS 1 6 3 a) a) 4 a) a) a) a) 612 - CRIADORES E TRABALHADORES QUALIFICADOS DO TRATAMENTO DE ANIMAIS a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 613 - AGRIC E TRAB QUALIF DA POLICULTURA, CRIACAO E TRATAMENTO DE ANIMAIS a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 614 - TRABALHADORES FLORESTAIS E SIMILARES a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 615 - TRABALHADORES DA AQUACULTURA E PESCAS a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 711 - MINEIROS, CANTEIROS, CARREGADORES DE FOGO E TRABALHADORES DE PEDREIRA a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 712 - TRABALHADORES DA CONSTRUCAO CIVIL E OBRAS PUBLICAS a) a) a) a) a) a) a) a) 9 a) 713 - TRABALHADORES DA CONSTRUCAO CIVIL E SIMILARES - ACABAMENTOS a) a) a) a) a) a) a) a) 7 a) 714 - PINTORES, LIMPADORES DE FACHADAS E TRABALHADORES SIMILARES a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 721 - MOLDAD,SOLDAD,BATE-CHAPAS,CALDEIR,MONT DE ESTR METAL E TRAB SIMILARES a) 10 a) a) a) a) a) a) a) a) 722 - FORJADORES, SERRALHEIROS MECANICOS E TRABALHADORES SIMILARES a) 8 a) a) a) a) a) a) 9 a) 723 - MECANICOS E AJUSTADORES DE MAQUINAS a) a) a) a) a) a) a) a) 8 a) 724 - MECANICOS E AJUSTADORES DE EQUIPAMENTOS ELECTRICOS E ELECTRONICOS 9 3 a) 1 a) 9 a) a) 9 a) 731 - MEC DE PRECISAO,OLEIROS E VID,ARTESAOS,TRAB ARTES GRAF E TRAB SIMILARS a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 732 - OLEIROS, VIDREIROS E TRABALHADORES SIMILARES a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 733 - ARTESAOS DE MADEIRA, TECIDO, COURO E MATERIAIS SIMILARES a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 734 - COMPOSITORES TIPOGRAFICOS E TRABALHADORES SIMILARES a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 741 - TRAB DA PREPARACAO E CONFECCAO DE ALIMENTOS E BEBIDAS E TRAB SIMILARES 6 10 a) a) a) a) a) a) a) a) 742 - TRABALHADORES DAS MADEIRAS E SIMILARES a) 8 a) a) a) a) a) a) a) a) 743 - TRABALHADORES DOS TEXTEIS E CONFECCOES E TRABALHADORES SIMILARES a) a) a) a) a) 8 a) a) a) a) 744 - TRABALHADORES DE PELES, COURO E CALCADO a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 745 - TRABALHADORES DE ARTIGOS DE PIROTECNIA a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) Regista-se, como anteriormente, que não existe oferta formativa diretamente vocacionada para as profissões dos grupos 8 e 9 da CNP. Por isso, a Tabela 13 ilustra esse facto – uma falta de oferta formativa – na sub-região do Baixo Mondego (913), no Baixo Vouga (828), em Dão Lafões (931) e no Pinhal Litoral (823 e 931). Tabela 13 – Análise Cromática para as NUT III da Região Centro, por profissão nos grupos 8 e 9 da CNP CNP - Profissões Baixo Mondego Baixo Vouga Beira Interior Norte Beira Interior Sul Cova da Beira Dão Lafões Pinhal Interior Norte Pinhal Interior Sul Pinhal Litoral Serra da Estrela 811 - OPERAD E CONDUT DE MAQ E INST MINEIRAS DE EXTR E TRATAM DE MINERAIS a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 812 - OPERADORES DE INSTALACOES DE TRANSFORMACAO DE METAIS a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 813 - OPERAD DE INSTAL DE FABRICACAO DE VIDRO, CERAMICA E TRAB SIMILARES a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 814 - OPERAD DE INSTAL PARA TRABALHAR MADEIRA E CORTICA E DE FABRIC DE PAPEL a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 815 - OPERADORES DE INSTALACOES DE TRATAMENTOS QUIMICOS a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 816 - OPERAD DE INSTAL DE PRODUCAO DE ENERGIA E TRABALHADORES SIMILARES a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 817 - OPERAD DE CADEIAS DE MONTAGEM AUTOMATIZADAS E DE ROBOTS INDUSTRIAIS a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 821 - OPERADORES DE MAQUINAS PARA TRABALHAR METAIS E PRODUTOS MINERAIS a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 822 - OPERADORES DE MAQUINAS DO FABRICO DE PRODUTOS QUIMICOS a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 823 - OPERAD DE MAQUINAS PARA FAB PROD DE BORRACHA E MATERIA PLASTICA a) a) a) a) a) a) a) a) 7 a) 824 - OPERADORES DE MAQUINAS PARA FABRICAR PRODUTOS DE MADEIRA a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 825 - OPERAD DE MAQ DE IMPRESSAO, ENCADERNACAO E FAB DE PROD DE PAPEL a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 826 - OPERAD DE MAQ PARA FAB PROD TEXTEIS E ARTIGOS EM PELE E COURO a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 827 - OPERADORES DE MAQUINAS PARA FABRICAR ALIMENTOS E PRODUTOS SIMILARES a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 828 - TRABALHADORES DA MONTAGEM a) 8 a) a) a) a) a) a) a) a) 829 - OUTROS OPERADORES DE MAQUINAS E TRABALHADORES DA MONTAGEM a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 831 - MAQUINISTAS DE LOCOMOTIVAS E TRABALHADORES SIMILARES a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 832 - CONDUTORES DE VEICULOS A MOTOR a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 833 - OPERADORES DE MAQUINARIA AGRICOLA MOVEL E DE OUTRAS MAQUINAS MOVEIS a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 834 - MESTRES, MARINHEIROS E TRABALHADORES SIMILARES a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 911 - VENDEDORES AMBULANTES E TRABALHADORES SIMILARES a) a) a) 6 a) a) a) a) a) a) 912 - ENGRAXADORES E TRABALHADORES SIMILARES a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 913 - PESSOAL DE LIMPEZA,LAVADEIRAS,ENGOMADORES DE ROUPA E TRAB SIMILARES 7 a) a) a) a) a) a) a) a) a) 914 - PORTEIROS DE PREDIOS URB,LAVADORES DE VIDROS E VEIC E TRAB SIMILARES a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 915 - ESTAFETAS, BAGAGEIROS, PORTEIROS, GUARDAS E TRAB SIMILARES 6 a) a) a) a) a) a) a) 6 a) 916 - CANTONEIROS DE LIMPEZA E TRABALHADORES SIMILARES a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 921 - TRABALHADORES NAO QUALIFICADOS DA AGRICULTURA E PESCAS a) a) a) a) a) a) a) a) a) a) 931 - TRAB NAO QUALIF DAS MINAS E DA CONST CIVIL E OBRAS PUBLICAS a) a) a) a) a) 8 a) a) 7 a) 932 - TRABALHADORES NAO QUALIFICADOS DA INDUSTRIA TRANSFORMADORA 4 6 a) a) a) 6 a) a) 3 a) 933 - TRABALHADORES NAO QUALIFICADOS DOS TRANSPORTES a) a) a) a) a) a) a) a) a) a)
  • 112. 24 2.3.3 Região Lisboa Como se pode observar na Tabela 14, a região de Lisboa, relativamente às dinâmicas da oferta formativa nos grupos 1 e 2 da CNP, aponta para um excesso de oferta na profissão 241 – mesmo no caso da Grande Lisboa – em que a sub-região Médio Tejo é a que apresenta a pior articulação de indicadores. No caso de necessidade de oferta formativa, a Grande Lisboa (131, 213 e 241) e a Península de Setúbal (131) são as sub-regiões a assinalar, neste grupo de profissões. Tabela 14 – Análise Cromática para as NUT III da Região Lisboa, por profissão nos grupos 1 e 2 da CNP Quanto ao grupo 3 da CNP, regista-se um excesso de oferta formativa, sobretudo, nas profissões 312, 321 e 341, conforme a Tabela 15. As sub-regiões da Grande Lisboa, da Lezíria do Tejo e do Oeste são onde se verifica maior incidência do excesso de oferta formativa. Por oposição, a falta de oferta formativa é menor, em comparação com o excesso, e observa-se, especialmente, na Grande Lisboa (332 e 339) e na Península de Setúbal (322). Tabela 15 – Análise Cromática para as NUT III da Região Lisboa, por profissão no grupo 3 da CNP CNP - Profissões Grande Lisboa Lezíria do Tejo Médio Tejo Oeste Península de Setúbal 112 - QUADROS SUPERIORES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA a) a) a) a) a) 114 - DIRIGENTES E QUADROS SUPERIORES ORGANIZ ESPECIALIZADAS a) a) a) a) a) 121 - DIRETORES GERAIS a) a) a) a) a) 122 - DIRETORES DE PRODUCAO EXPLORACAO E SIMILARES 6 a) a) a) a) 123 - OUTROS DIRETORES DE EMPRESAS a) a) a) a) a) 131 - DIRETORES E GERENTES DE PEQUENAS EMPRESAS 8 a) a) a) 7 211 - FISICOS QUIMICOS E ESPECIALISTAS SIMILARES a) a) a) a) a) 212 - MATEMATICOS, ESTATICISTAS E ESPECIALISTAS SIMILARES a) a) a) a) a) 213 - ESPECIALISTAS DA INFORMATICA 9 a) a) a) a) 214 - ARQUITETOS ENGENHEIROS E ESPECIALISTAS SIMILARES a) a) a) a) a) 221 - ESPECISLISTAS DAS CIENCIAS DA VIDA a) a) a) a) a) 222 - MÉDICOS E PROFISSOES SIMILARES - A EXCEÇÃO DOS ENFERMEIROS a) a) a) a) a) 223 - ENFERMEIROS a) a) a) a) a) 232 - DOCENTES DO ENSINO BASICO 2 3 CICLO E SECUNDARIO a) a) a) a) a) 235 - DOCENTES DO ENSINO SUPERIOR BASICO SECUND E SIMILARES a) a) a) a) a) 241 - ESPECIALISTAS DE PROFISSOES ADMINISTRAT E COMERCIAIS 7 4 2 6 6 242 - ADVOGADOS MAGISTRADOS E OUTROS JURISTAS a) a) a) a) a) 243 - ARQUIVISTAS, BIBLIOTECARIOS, DOCUMENTALISTAS E PROFISSOES SIMILARES a) a) a) a) a) 244 - ESPECIALISTAS DAS CIENCIAS SOCIAIS E HUMANAS a) a) a) a) a) 245 - ESCRITORES, ARTISTAS E EXECUTANTES 4 a) a) a) a) 246 - MINISTROS DE CULTO E MEMBROS DE ORDENS RELIGIOSAS a) a) a) a) a) 247 - TECNICOS DA ADMINISTRACAO PUBLICA NAO CLASSIFICADOS EM OUTRA PARTE a) a) a) a) a) CNP - Profissões Grande Lisboa Lezíria do Tejo Médio Tejo Oeste Península de Setúbal 3111 - TEC DE CIENCIAS FISICO-QUIMICAS 1 6 1 1 3 3112 - TEC DE ENGENHARIA CIVIL 4 a) 4 a) a) 3113 - TEC DE ELETRICIDADE 4 5 2 2 4 3114 - TEC DE ELECTRONICA E TELECOMUNICACOES 6 0 a) a) 3 3115 - TEC DE RELOJOARIA a) a) a) a) a) 3116 - TEC INTERMEDIOS DE QUIMICA INDUSTRIAL 2 a) 3 a) 2 3118 - DESENHADORES E TRABALHADORES SIMILARES 1 2 4 1 4 3119 - TEC DE INVESTIGACAO FISICA E QUIMICA, DO FABRICO INDUSTRIAL E TRABALHADORES SIMILARES NÃO CLASSIFICADOS EM OUTRA PARTE 2 2 6 a) 3 312 - PROGRAMADORES, OPERADORES DE INFORMATICA E TRAB SIMILARES 2 2 3 2 1 313 - OPERADORES DE EQUIPAMENTOS OPTICOS E ELECTRONICOS 3 6 3 3 6 314 - OFICIAIS DA MARINHA, PILOTOS DE AVIOES E TEC DOS TRANSP MARIT E AEREOS a) a) a) a) a) 315 - INSPECT DE OBRAS, DE SEG DO TRABALHO, DA SAUDE E DO CONTR DE QUALIDADE 3 a) a) a) a)
  • 113. 25 Da análise da Tabela 16 é possível constatar que a oferta formativa em excesso, no respeitante aos grupos 4 e 5, incide na profissão 514 nas sub-regiões Lezíria do Tejo e Médio Tejo. Voltando para a falta de oferta formativa, destaca-se a profissão 522 assinalada em todas as sub-regiões de Lisboa. Evidencia-se, ainda, maior falta de oferta formativa na Grande Lisboa (411, 419, 422 e 511), Lezíria do Tejo (512), Médio Tejo (413, 421, 422 e 512), Oeste (411, 419, 421 e 513) e Península de Setúbal (411, 419, 421 e 512). Tabela 16 – Análise Cromática para as NUT III da Região Lisboa, por profissão nos grupos 4 e 5 da CNP CNP - Profissões Grande Lisboa Lezíria do Tejo Médio Tejo Oeste Península de Setúbal 411 - SECRETARIOS E OPERADORES DE EQUIPAMENTOS DE TRATAMENTO DE INFORMACAO 9 4 a) 7 9 412 - EMPREGADOS DOS SERVICOS DE CONTABILIDADE E DOS SERVICOS FINANCEIROS 5 5 5 6 4 413 - EMPREGADOS DE APROVISIONAMENTO, DE PLANEAMENTO E DOS TRANSPORTES 5 5 8 5 4 414 - EMPREGADOS DE BIBLIOTECA, CARTEIROS E TRABALHADORES SIMILARES 3 a) a) a) a) 419 - EMPREGADOS DE ESCRITORIO NAO CLASSIFICADOS EM OUTRA PARTE 7 a) a) 7 8 421 - CAIXAS, BILHETEIROS E SIMILARES 6 a) 8 7 9 422 - EMPREGADOS DE RECEPCAO, DE INFORMACAO E TELEFONISTAS 9 a) 7 6 5 511 - ASSISTENTES, COBRADORES, GUIAS E TRABALHADORES SIMILARES 8 a) a) a) a) 512 - ECONOMOS E PESSOAL DO SERVICO DE RESTAURACAO 6 7 8 6 7 513 - VIGILANTES, ASSISTENTES MEDICOS E TRABALHADORES SIMILARES 5 a) a) 8 6 514 - OUTRO PESSOAL DOS SERVICOS DIRETOS E PARTICULARES 3 2 2 3 3 516 - PESSOAL DOS SERVICOS DE PROTECCAO E SEGURANCA 5 a) 9 a) a) 521 - MANEQUINS E OUTROS MODELOS a) a) a) a) a) 522 - VENDEDORES E DEMONSTRADORES 7 8 8 8 8 523 - VENDEDORES DE QUIOSQUE E DE MERCADOS 9 a) a) a) a) A análise na região de Lisboa, no que concerne ao excesso de oferta formativa nos grupos 6 e 7 da CNP (ver Tabela17), evidencia a Grande Lisboa com os principais constrangimentos neste campo, nas profissões 614 e 724. Os desajustamentos por falta de oferta formativa estão, sobretudo, na Grande Lisboa (722, 723, 741 e 743) e na Península de Setúbal (712, 713, 721 e 722). Tabela 17 – Análise Cromática para as NUT III da Região Lisboa, por profissão nos grupos 6 e 7 da CNP CNP - Profissões Grande Lisboa Lezíria do Tejo Médio Tejo Oeste Península de Setúbal 611 - AGRICULTORES E TRAB QUALIFICADOS DE CULTURAS AGRICOLAS a) a) 5 7 a) 612 - CRIADORES E TRABALHADORES QUALIFICADOS DO TRATAMENTO DE ANIMAIS 3 a) 6 a) a) 613 - AGRIC E TRAB QUALIF DA POLICULTURA, CRIACAO E TRATAMENTO DE ANIMAIS a) a) a) a) a) 614 - TRABALHADORES FLORESTAIS E SIMILARES 2 a) a) a) a) 615 - TRABALHADORES DA AQUACULTURA E PESCAS a) a) a) a) a) 711 - MINEIROS, CANTEIROS, CARREGADORES DE FOGO E TRABALHADORES DE PEDREIRA a) a) a) a) a) 712 - TRABALHADORES DA CONSTRUCAO CIVIL E OBRAS PUBLICAS 6 a) a) a) 7 713 - TRABALHADORES DA CONSTRUCAO CIVIL E SIMILARES - ACABAMENTOS 4 a) a) a) 7 714 - PINTORES, LIMPADORES DE FACHADAS E TRABALHADORES SIMILARES 5 a) a) a) a) 721 - MOLDAD,SOLDAD,BATE-CHAPAS,CALDEIR,MONT DE ESTR METAL E TRAB 5 a) a) a) 8 321 - TECNICOS DAS CIENCIAS DA VIDA E DA SAUDE 1 2 a) 1 2 322 - PROFISSIONAIS TECNICOS DA MEDICINA - A EXCEPCAO DOS ENFERMEIROS 9 a) a) 6 7 324 - ESPECISLISTAS DA MEDICINA TRADICIONAL a) a) a) a) a) 331 - DOCENTES DO ENSINO BASICO, PRIMARIO E PRE-PRIMARIO a) a) a) a) a) 332 - EDUCADORES DE INFANCIA 7 a) a) a) a) 333 - DOCENTES DE EDUCACAO ESPECIAL a) a) a) a) a) 339 - PROFISSIONAIS DO ENSINO NAO CLASSIFICADOS EM OUTRA PARTE 8 a) a) a) a) 341 - PROFISSIONAIS DE NIVEL INTERMEDIO DE FINANCAS E SERVICOS COMERCIAIS 4 0 2 0 2 342 - AGENTES COMERCIAIS E CORRETORES a) a) a) a) a) 343 - PROFISSIONAIS DE NIVEL INTERMEDIO DE GESTAO E ADMINISTRACAO 4 4 7 6 6 344 - PROF DE NIVEL INTERM DA ADM PUB,DAS ALFAND,DOS IMPOST E TRAB SIMILARES 4 a) a) a) a) 345 - INSPETORES DA POLICIA JUDICIARIA E DETETIVES a) a) a) a) a) 347 - PROFISSIONAIS DA CRIACAO ARTISTICA, DO ESPECTACULO E DO DESPORTO 2 a) a) a) a)
  • 114. 26 SIMILARES 722 - FORJADORES, SERRALHEIROS MECANICOS E TRABALHADORES SIMILARES 7 a) a) a) 7 723 - MECANICOS E AJUSTADORES DE MAQUINAS 7 a) a) a) a) 724 - MECANICOS E AJUSTADORES DE EQUIPAMENTOS ELECTRICOS E ELECTRONICOS 2 6 3 6 4 731 - MEC DE PRECISAO,OLEIROS E VID,ARTESAOS,TRAB ARTES GRAF E TRAB SIMILARS 4 a) a) a) a) 732 - OLEIROS, VIDREIROS E TRABALHADORES SIMILARES a) a) a) a) a) 733 - ARTESAOS DE MADEIRA, TECIDO, COURO E MATERIAIS SIMILARES a) a) a) a) a) 734 - COMPOSITORES TIPOGRAFICOS E TRABALHADORES SIMILARES 5 a) a) a) a) 741 - TRAB DA PREPARACAO E CONFECCAO DE ALIMENTOS E BEBIDAS E TRAB SIMILARES 7 8 a) 6 a) 742 - TRABALHADORES DAS MADEIRAS E SIMILARES a) a) a) a) a) 743 - TRABALHADORES DOS TEXTEIS E CONFECCOES E TRABALHADORES SIMILARES 8 a) a) a) 5 744 - TRABALHADORES DE PELES, COURO E CALCADO a) a) a) a) a) 745 - TRABALHADORES DE ARTIGOS DE PIROTECNIA a) a) a) a) a) Quanto às profissões dos grupos 8 e 9, conforme se observa na Tabela 18, verifica-se um excesso de oferta formativa somente na profissão 834 na Grande Lisboa, uma vez que é a única que regista alunos. No caso de falta de oferta formativa, denota-se, destacadamente, as sub-regiões Grande Lisboa (828, 829, 911, 913, 915 e 933) e Península de Setúbal (827, 913 e 931), como sendo as que agregam as maiores necessidades a este nível. Tabela 18 – Análise Cromática para as NUT III da Região Lisboa, por profissão nos grupos 8 e 9 da CNP CNP - Profissões Grande Lisboa Lezíria do Tejo Médio Tejo Oeste Península de Setúbal 811 - OPERAD E CONDUT DE MAQ E INST MINEIRAS DE EXTR E TRATAM DE MINERAIS a) a) a) a) a) 812 - OPERADORES DE INSTALACOES DE TRANSFORMACAO DE METAIS a) a) a) a) a) 813 - OPERAD DE INSTAL DE FABRICACAO DE VIDRO, CERAMICA E TRAB SIMILARES a) a) a) a) a) 814 - OPERAD DE INSTAL PARA TRABALHAR MADEIRA E CORTICA E DE FABRIC DE PAPEL a) a) a) a) a) 815 - OPERADORES DE INSTALACOES DE TRATAMENTOS QUIMICOS 6 a) a) a) a) 816 - OPERAD DE INSTAL DE PRODUCAO DE ENERGIA E TRABALHADORES SIMILARES a) a) a) a) a) 817 - OPERAD DE CADEIAS DE MONTAGEM AUTOMATIZADAS E DE ROBOTS INDUSTRIAIS a) a) a) a) a) 821 - OPERADORES DE MAQUINAS PARA TRABALHAR METAIS E PRODUTOS MINERAIS a) a) a) a) a) 822 - OPERADORES DE MAQUINAS DO FABRICO DE PRODUTOS QUIMICOS a) a) a) a) a) 823 - OPERAD DE MAQUINAS PARA FAB PROD DE BORRACHA E MATERIA PLASTICA a) a) a) a) a) 824 - OPERADORES DE MAQUINAS PARA FABRICAR PRODUTOS DE MADEIRA a) a) a) a) a) 825 - OPERAD DE MAQ DE IMPRESSAO, ENCADERNACAO E FAB DE PROD DE PAPEL 6 a) a) a) a) 826 - OPERAD DE MAQ PARA FAB PROD TEXTEIS E ARTIGOS EM PELE E COURO a) a) a) a) a) 827 - OPERADORES DE MAQUINAS PARA FABRICAR ALIMENTOS E PRODUTOS SIMILARES a) a) a) a) 9 828 - TRABALHADORES DA MONTAGEM 7 a) a) a) 5 829 - OUTROS OPERADORES DE MAQUINAS E TRABALHADORES DA MONTAGEM 7 a) a) a) a) 831 - MAQUINISTAS DE LOCOMOTIVAS E TRABALHADORES SIMILARES a) a) a) a) a) 832 - CONDUTORES DE VEICULOS A MOTOR 5 a) a) a) a) 833 - OPERADORES DE MAQUINARIA AGRICOLA MOVEL E DE OUTRAS MAQUINAS MOVEIS a) 7 a) a) a) 834 - MESTRES, MARINHEIROS E TRABALHADORES SIMILARES 2 a) a) a) a) 911 - VENDEDORES AMBULANTES E TRABALHADORES SIMILARES 8 a) a) a) a) 912 - ENGRAXADORES E TRABALHADORES SIMILARES a) a) a) a) a) 913 - PESSOAL DE LIMPEZA,LAVADEIRAS,ENGOMADORES DE ROUPA E TRAB SIMILARES 7 a) a) a) 7 914 - PORTEIROS DE PREDIOS URB,LAVADORES DE VIDROS E VEIC E TRAB SIMILARES a) a) a) a) a) 915 - ESTAFETAS, BAGAGEIROS, PORTEIROS, GUARDAS E TRAB SIMILARES 7 a) a) a) 6 916 - CANTONEIROS DE LIMPEZA E TRABALHADORES SIMILARES a) a) a) a) a) 921 - TRABALHADORES NAO QUALIFICADOS DA AGRICULTURA E PESCAS a) a) a) a) a) 931 - TRAB NAO QUALIF DAS MINAS E DA CONST CIVIL E OBRAS PUBLICAS 6 a) a) a) 8 932 - TRABALHADORES NAO QUALIFICADOS DA INDUSTRIA TRANSFORMADORA 3 5 5 3 3 933 - TRABALHADORES NAO QUALIFICADOS DOS TRANSPORTES 8 a) a) a) a) 2.3.4 Região Alentejo Os principais constrangimentos na região do Alentejo, no que diz respeito a excesso de oferta formativa, observam-se apenas na profissão 241, como dá conta a Tabela 19, nas sub-regiões Alentejo Central, Alentejo Litoral e Baixo Alentejo.
  • 115. 27 Tabela 19 – Análise Cromática para as NUT III da Região Alentejo, por profissão nos grupos 1 e 2 da CNP A Tabela 20 dá conta das dinâmicas das sub-regiões do Alentejo, no que diz respeito às profissões do grupo 3 da CNP. É nas profissões 3116 e 312 que se verificam os maiores desajustes, relativos ao excesso de oferta formativa, em todas as sub-regiões. Embora se apresentem constrangimentos a este nível em todas as sub-regiões do Alentejo, as profissões 313 e 341 expõem desajustes em 3 das 4 sub-regiões do Alentejo. A falta de oferta formativa observa-se, principalmente, na profissão 343 no Alentejo Litoral e no Alto Alentejo. Tabela 20 – Análise Cromática para as NUT III da Região Alentejo, por profissão no grupo 3 da CNP CNP - Profissões Alentejo Central Alentejo Litoral Alto Alentejo Baixo Alentejo 112 - QUADROS SUPERIORES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA a) a) a) a) 114 - DIRIGENTES E QUADROS SUPERIORES ORGANIZ ESPECIALIZADAS a) a) a) a) 121 - DIRETORES GERAIS a) a) a) a) 122 - DIRETORES DE PRODUCAO EXPLORACAO E SIMILARES a) a) a) a) 123 - OUTROS DIRETORES DE EMPRESAS a) a) a) a) 131 - DIRETORES E GERENTES DE PEQUENAS EMPRESAS a) a) a) a) 211 - FISICOS QUIMICOS E ESPECIALISTAS SIMILARES a) a) a) a) 212 - MATEMATICOS, ESTATICISTAS E ESPECIALISTAS SIMILARES a) a) a) a) 213 - ESPECIALISTAS DA INFORMATICA a) a) a) a) 214 - ARQUITETOS ENGENHEIROS E ESPECIALISTAS SIMILARES a) a) a) a) 221 - ESPECISLISTAS DAS CIENCIAS DA VIDA a) a) a) a) 222 - MÉDICOS E PROFISSOES SIMILARES - A EXCEÇÃO DOS ENFERMEIROS a) a) a) a) 223 - ENFERMEIROS a) a) a) a) 232 - DOCENTES DO ENSINO BASICO 2 3 CICLO E SECUNDARIO a) a) a) a) 235 - DOCENTES DO ENSINO SUPERIOR BASICO SECUND E SIMILARES a) a) a) a) 241 - ESPECIALISTAS DE PROFISSOES ADMINISTRAT E COMERCIAIS 3 5 a) 1 242 - ADVOGADOS MAGISTRADOS E OUTROS JURISTAS a) a) a) a) 243 - ARQUIVISTAS, BIBLIOTECARIOS, DOCUMENTALISTAS E PROFISSOES SIMILARES a) a) a) a) 244 - ESPECIALISTAS DAS CIENCIAS SOCIAIS E HUMANAS a) a) a) a) 245 - ESCRITORES, ARTISTAS E EXECUTANTES a) a) a) a) 246 - MINISTROS DE CULTO E MEMBROS DE ORDENS RELIGIOSAS a) a) a) a) 247 - TECNICOS DA ADMINISTRACAO PUBLICA NAO CLASSIFICADOS EM OUTRA PARTE a) a) a) a) CNP - Profissões Alentejo Central Alentejo Litoral Alto Alentejo Baixo Alentejo 3111 - TEC DE CIENCIAS FISICO-QUIMICAS a) a) a) 3 3112 - TEC DE ENGENHARIA CIVIL 4 a) a) a) 3113 - TEC DE ELETRICIDADE a) 4 3 3 3114 - TEC DE ELECTRONICA E TELECOMUNICACOES 1 4 a) a) 3115 - TEC DE RELOJOARIA a) a) a) a) 3116 - TEC INTERMEDIOS DE QUIMICA INDUSTRIAL 0 2 0 2 3118 - DESENHADORES E TRABALHADORES SIMILARES 3 a) a) 1 3119 - TEC DE INVESTIGACAO FISICA E QUIMICA, DO FABRICO INDUSTRIAL E TRABALHADORES SIMILARES NÃO CLASSIFICADOS EM OUTRA PARTE 3 a) 5 a) 312 - PROGRAMADORES, OPERADORES DE INFORMATICA E TRAB SIMILARES 2 1 2 2 313 - OPERADORES DE EQUIPAMENTOS OPTICOS E ELECTRONICOS 1 a) 1 0 314 - OFICIAIS DA MARINHA, PILOTOS DE AVIOES E TEC DOS TRANSP MARIT E AEREOS a) a) a) a) 315 - INSPECT DE OBRAS, DE SEG DO TRABALHO, DA SAUDE E DO CONTR DE QUALIDADE a) a) 2 a) 321 - TECNICOS DAS CIENCIAS DA VIDA E DA SAUDE a) a) a) 0 322 - PROFISSIONAIS TECNICOS DA MEDICINA - A EXCEPCAO DOS ENFERMEIROS a) a) 5 a) 324 - ESPECISLISTAS DA MEDICINA TRADICIONAL a) a) a) a) 331 - DOCENTES DO ENSINO BASICO, PRIMARIO E PRE-PRIMARIO a) a) a) a) 332 - EDUCADORES DE INFANCIA a) a) a) a) 333 - DOCENTES DE EDUCACAO ESPECIAL a) a) a) a) 339 - PROFISSIONAIS DO ENSINO NAO CLASSIFICADOS EM OUTRA PARTE a) a) a) a) 341 - PROFISSIONAIS DE NIVEL INTERMEDIO DE FINANCAS E SERVICOS COMERCIAIS 4 1 0 0 342 - AGENTES COMERCIAIS E CORRETORES a) a) a) a) 343 - PROFISSIONAIS DE NIVEL INTERMEDIO DE GESTAO E ADMINISTRACAO 5 7 7 5 344 - PROF DE NIVEL INTERM DA ADM PUB,DAS ALFAND,DOS IMPOST E TRAB SIMILARES a) a) a) a) 345 - INSPETORES DA POLICIA JUDICIARIA E DETETIVES a) a) a) a) 347 - PROFISSIONAIS DA CRIACAO ARTISTICA, DO ESPECTACULO E DO DESPORTO a) a) a) a)
  • 116. 28 Os principais desajustamentos por excesso de oferta formativa, nos grupos 4 e 5, registam-se no Alentejo Central (514 e 516), no Alto Alentejo (411) e no Baixo Alentejo (514), de acordo com a Tabela 21. Nos estrangulamentos da oferta formativa, destaca-se a profissão 512 que, com exceção do Alentejo Central, está em todas as sub-regiões da região do Alentejo. No Alentejo Central, a profissão 422 é a que assinala desajuste por falta de oferta formativa. Tabela 21 – Análise Cromática para as NUT III da Região Alentejo, por profissão nos grupos 4 e 5 da CNP CNP - Profissões Alentejo Central Alentejo Litoral Alto Alentejo Baixo Alentejo 411 - SECRETARIOS E OPERADORES DE EQUIPAMENTOS DE TRATAMENTO DE INFORMACAO a) a) 0 4 412 - EMPREGADOS DOS SERVICOS DE CONTABILIDADE E DOS SERVICOS FINANCEIROS 4 4 5 a) 413 - EMPREGADOS DE APROVISIONAMENTO, DE PLANEAMENTO E DOS TRANSPORTES a) a) a) a) 414 - EMPREGADOS DE BIBLIOTECA, CARTEIROS E TRABALHADORES SIMILARES a) a) a) a) 419 - EMPREGADOS DE ESCRITORIO NAO CLASSIFICADOS EM OUTRA PARTE a) a) a) a) 421 - CAIXAS, BILHETEIROS E SIMILARES a) a) a) a) 422 - EMPREGADOS DE RECEPCAO, DE INFORMACAO E TELEFONISTAS 8 3 a) 4 511 - ASSISTENTES, COBRADORES, GUIAS E TRABALHADORES SIMILARES a) a) a) a) 512 - ECONOMOS E PESSOAL DO SERVICO DE RESTAURACAO 4 8 8 7 513 - VIGILANTES, ASSISTENTES MEDICOS E TRABALHADORES SIMILARES 4 a) a) a) 514 - OUTRO PESSOAL DOS SERVICOS DIRETOS E PARTICULARES 2 a) 3 2 516 - PESSOAL DOS SERVICOS DE PROTECCAO E SEGURANCA 1 4 a) 5 521 - MANEQUINS E OUTROS MODELOS a) a) a) a) 522 - VENDEDORES E DEMONSTRADORES 4 6 6 6 523 - VENDEDORES DE QUIOSQUE E DE MERCADOS a) a) a) a) Nos grupos 6 e 7 da CNP, na região do Alentejo, segundo a Tabela 22, é no Alentejo Central (611), Alentejo Litoral (724) e Baixo Alentejo (611) que se verificam os principais excessos de oferta formativa. No caso da falta de oferta formativa, destaca-se a profissão 613 no Baixo Alentejo e a 724 no Alentejo Central. Tabela 22 – Análise Cromática para as NUT III da Região Alentejo, por profissão nos grupos 6 e 7 da CNP CNP - Profissões Alentejo Central Alentejo Litoral Alto Alentejo Baixo Alentejo 611 - AGRICULTORES E TRAB QUALIFICADOS DE CULTURAS AGRICOLAS 2 6 a) 2 612 - CRIADORES E TRABALHADORES QUALIFICADOS DO TRATAMENTO DE ANIMAIS a) a) 8 a) 613 - AGRIC E TRAB QUALIF DA POLICULTURA, CRIACAO E TRATAMENTO DE ANIMAIS a) a) a) 10 614 - TRABALHADORES FLORESTAIS E SIMILARES a) a) a) a) 615 - TRABALHADORES DA AQUACULTURA E PESCAS a) a) a) a) 711 - MINEIROS, CANTEIROS, CARREGADORES DE FOGO E TRABALHADORES DE PEDREIRA a) a) a) a) 712 - TRABALHADORES DA CONSTRUCAO CIVIL E OBRAS PUBLICAS a) a) a) a) 713 - TRABALHADORES DA CONSTRUCAO CIVIL E SIMILARES - ACABAMENTOS a) a) a) a) 714 - PINTORES, LIMPADORES DE FACHADAS E TRABALHADORES SIMILARES a) a) a) a) 721 - MOLDAD,SOLDAD,BATE-CHAPAS,CALDEIR,MONT DE ESTR METAL E TRAB SIMILARES a) a) a) a) 722 - FORJADORES, SERRALHEIROS MECANICOS E TRABALHADORES SIMILARES a) a) a) a) 723 - MECANICOS E AJUSTADORES DE MAQUINAS a) a) a) a) 724 - MECANICOS E AJUSTADORES DE EQUIPAMENTOS ELECTRICOS E ELECTRONICOS 7 2 4 5 731 - MEC DE PRECISAO,OLEIROS E VID,ARTESAOS,TRAB ARTES GRAF E TRAB SIMILARS a) a) a) a) 732 - OLEIROS, VIDREIROS E TRABALHADORES SIMILARES a) a) a) a) 733 - ARTESAOS DE MADEIRA, TECIDO, COURO E MATERIAIS SIMILARES a) a) a) a) 734 - COMPOSITORES TIPOGRAFICOS E TRABALHADORES SIMILARES a) a) a) a) 741 - TRAB DA PREPARACAO E CONFECCAO DE ALIMENTOS E BEBIDAS E TRAB SIMILARES a) a) a) a) 742 - TRABALHADORES DAS MADEIRAS E SIMILARES a) a) a) a) 743 - TRABALHADORES DOS TEXTEIS E CONFECCOES E TRABALHADORES SIMILARES a) a) a) a) 744 - TRABALHADORES DE PELES, COURO E CALCADO a) a) a) a) 745 - TRABALHADORES DE ARTIGOS DE PIROTECNIA a) a) a) a)
  • 117. 29 Conforme se pode observar na Tabela 23, não existem dados passíveis de serem analisados ao nível da NUT III na região do Alentejo, relativamente aos grupos 8 e 9 da CNP. Tabela 23 – Análise Cromática para as NUT III da Região Alentejo, por profissão nos grupos 8 e 9 da CNP CNP - Profissões Alentejo Central Alentejo Litoral Alto Alentejo Baixo Alentejo 811 - OPERAD E CONDUT DE MAQ E INST MINEIRAS DE EXTR E TRATAM DE MINERAIS a) a) a) a) 812 - OPERADORES DE INSTALACOES DE TRANSFORMACAO DE METAIS a) a) a) a) 813 - OPERAD DE INSTAL DE FABRICACAO DE VIDRO, CERAMICA E TRAB SIMILARES a) a) a) a) 814 - OPERAD DE INSTAL PARA TRABALHAR MADEIRA E CORTICA E DE FABRIC DE PAPEL a) a) a) a) 815 - OPERADORES DE INSTALACOES DE TRATAMENTOS QUIMICOS a) a) a) a) 816 - OPERAD DE INSTAL DE PRODUCAO DE ENERGIA E TRABALHADORES SIMILARES a) a) a) a) 817 - OPERAD DE CADEIAS DE MONTAGEM AUTOMATIZADAS E DE ROBOTS INDUSTRIAIS a) a) a) a) 821 - OPERADORES DE MAQUINAS PARA TRABALHAR METAIS E PRODUTOS MINERAIS a) a) a) a) 822 - OPERADORES DE MAQUINAS DO FABRICO DE PRODUTOS QUIMICOS a) a) a) a) 823 - OPERAD DE MAQUINAS PARA FAB PROD DE BORRACHA E MATERIA PLASTICA a) a) a) a) 824 - OPERADORES DE MAQUINAS PARA FABRICAR PRODUTOS DE MADEIRA a) a) a) a) 825 - OPERAD DE MAQ DE IMPRESSAO, ENCADERNACAO E FAB DE PROD DE PAPEL a) a) a) a) 826 - OPERAD DE MAQ PARA FAB PROD TEXTEIS E ARTIGOS EM PELE E COURO a) a) a) a) 827 - OPERADORES DE MAQUINAS PARA FABRICAR ALIMENTOS E PRODUTOS SIMILARES a) a) a) a) 828 - TRABALHADORES DA MONTAGEM a) a) a) a) 829 - OUTROS OPERADORES DE MAQUINAS E TRABALHADORES DA MONTAGEM a) a) a) a) 831 - MAQUINISTAS DE LOCOMOTIVAS E TRABALHADORES SIMILARES a) a) a) a) 832 - CONDUTORES DE VEICULOS A MOTOR a) a) a) a) 833 - OPERADORES DE MAQUINARIA AGRICOLA MOVEL E DE OUTRAS MAQUINAS MOVEIS a) a) a) a) 834 - MESTRES, MARINHEIROS E TRABALHADORES SIMILARES a) a) a) a) 911 - VENDEDORES AMBULANTES E TRABALHADORES SIMILARES a) a) a) a) 912 - ENGRAXADORES E TRABALHADORES SIMILARES a) a) a) a) 913 - PESSOAL DE LIMPEZA,LAVADEIRAS,ENGOMADORES DE ROUPA E TRAB SIMILARES a) a) a) a) 914 - PORTEIROS DE PREDIOS URB,LAVADORES DE VIDROS E VEIC E TRAB SIMILARES a) a) a) a) 915 - ESTAFETAS, BAGAGEIROS, PORTEIROS, GUARDAS E TRAB SIMILARES a) a) a) a) 916 - CANTONEIROS DE LIMPEZA E TRABALHADORES SIMILARES a) a) a) a) 921 - TRABALHADORES NAO QUALIFICADOS DA AGRICULTURA E PESCAS a) a) a) a) 931 - TRAB NAO QUALIF DAS MINAS E DA CONST CIVIL E OBRAS PUBLICAS a) a) a) a) 932 - TRABALHADORES NAO QUALIFICADOS DA INDUSTRIA TRANSFORMADORA a) a) a) a) 933 - TRABALHADORES NAO QUALIFICADOS DOS TRANSPORTES a) a) a) a) 2.3.5 Região Algarve A região do Algarve tem a especificidade de ser simultaneamente uma NUT II e uma NUT III. Portanto, a Tabela 24, que se apresenta em baixo, dá conta de toda a região do Algarve. No que diz respeito a desajustamento por excesso de oferta formativa, regista-se, sobretudo, as profissões 3111, 312, 313 e 341. No desajustamento por falta de oferta formativa, assinala-se, particularmente, as profissões 421 e 712, e, também, as profissões 241, 512, 611, 713, 913 e 931.
  • 118. 30 Tabela 24 – Análise Cromática para as NUT III da Região Algarve, por profissão da CNP CNP - Profissões Algarve Algarve Algarve 112 - QUADROS SUPERIORES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA a) 332 - EDUCADORES DE INFANCIA a) 732 - OLEIROS, VIDREIROS E TRABALHADORES SIMILARES a) 114 - DIRIGENTES E QUADROS SUPERIORES ORGANIZ ESPECIALIZADAS a) 333 - DOCENTES DE EDUCACAO ESPECIAL a) 733 - ARTESAOS DE MADEIRA, TECIDO, COURO E MATERIAIS SIMILARES a) 121 - DIRETORES GERAIS a) 339 - PROFISSIONAIS DO ENSINO NAO CLASSIFICADOS EM OUTRA PARTE a) 734 - COMPOSITORES TIPOGRAFICOS E TRABALHADORES SIMILARES a) 122 - DIRETORES DE PRODUCAO EXPLORACAO E SIMILARES a) 341 - PROFISSIONAIS DE NIVEL INTERMEDIO DE FINANCAS E SERVICOS COMERCIAIS 2 741 - TRAB DA PREPARACAO E CONFECCAO DE ALIMENTOS E BEBIDAS E TRAB SIMILARES a) 123 - OUTROS DIRETORES DE EMPRESAS a) 342 - AGENTES COMERCIAIS E CORRETORES a) 742 - TRABALHADORES DAS MADEIRAS E SIMILARES a) 131 - DIRETORES E GERENTES DE PEQUENAS EMPRESAS a) 343 - PROFISSIONAIS DE NIVEL INTERMEDIO DE GESTAO E ADMINISTRACAO 6 743 - TRABALHADORES DOS TEXTEIS E CONFECCOES E TRABALHADORES SIMILARES a) 211 - FISICOS QUIMICOS E ESPECIALISTAS SIMILARES a) 344 - PROF DE NIVEL INTERM DA ADM PUB,DAS ALFAND,DOS IMPOST E TRAB SIMILARES a) 744 - TRABALHADORES DE PELES, COURO E CALCADO a) 212 - MATEMATICOS, ESTATICISTAS E ESPECIALISTAS SIMILARES a) 345 - INSPETORES DA POLICIA JUDICIARIA E DETETIVES a) 745 - TRABALHADORES DE ARTIGOS DE PIROTECNIA a) 213 - ESPECIALISTAS DA INFORMATICA a) 347 - PROFISSIONAIS DA CRIACAO ARTISTICA, DO ESPECTACULO E DO DESPORTO 5 811 - OPERAD E CONDUT DE MAQ E INST MINEIRAS DE EXTR E TRATAM DE MINERAIS a) 214 - ARQUITETOS ENGENHEIROS E ESPECIALISTAS SIMILARES a) 411 - SECRETARIOS E OPERADORES DE EQUIPAMENTOS DE TRATAMENTO DE INFORMACAO 3 812 - OPERADORES DE INSTALACOES DE TRANSFORMACAO DE METAIS a) 221 - ESPECISLISTAS DAS CIENCIAS DA VIDA a) 412 - EMPREGADOS DOS SERVICOS DE CONTABILIDADE E DOS SERVICOS FINANCEIROS 4 813 - OPERAD DE INSTAL DE FABRICACAO DE VIDRO, CERAMICA E TRAB SIMILARES a) 222 - MÉDICOS E PROFISSOES SIMILARES - A EXCEÇÃO DOS ENFERMEIROS a) 413 - EMPREGADOS DE APROVISIONAMENTO, DE PLANEAMENTO E DOS TRANSPORTES 5 814 - OPERAD DE INSTAL PARA TRABALHAR MADEIRA E CORTICA E DE FABRIC DE PAPEL a) 223 - ENFERMEIROS a) 414 - EMPREGADOS DE BIBLIOTECA, CARTEIROS E TRABALHADORES SIMILARES a) 815 - OPERADORES DE INSTALACOES DE TRATAMENTOS QUIMICOS a) 232 - DOCENTES DO ENSINO BASICO 2 3 CICLO E SECUNDARIO a) 419 - EMPREGADOS DE ESCRITORIO NAO CLASSIFICADOS EM OUTRA PARTE 6 816 - OPERAD DE INSTAL DE PRODUCAO DE ENERGIA E TRABALHADORES SIMILARES a) 235 - DOCENTES DO ENSINO SUPERIOR BASICO SECUND E SIMILARES a) 421 - CAIXAS, BILHETEIROS E SIMILARES 9 817 - OPERAD DE CADEIAS DE MONTAGEM AUTOMATIZADAS E DE ROBOTS INDUSTRIAIS a) 241 - ESPECIALISTAS DE PROFISSOES ADMINISTRAT E COMERCIAIS 7 422 - EMPREGADOS DE RECEPCAO, DE INFORMACAO E TELEFONISTAS 6 821 - OPERADORES DE MAQUINAS PARA TRABALHAR METAIS E PRODUTOS MINERAIS a) 242 - ADVOGADOS MAGISTRADOS E OUTROS JURISTAS a) 511 - ASSISTENTES, COBRADORES, GUIAS E TRABALHADORES SIMILARES a) 822 - OPERADORES DE MAQUINAS DO FABRICO DE PRODUTOS QUIMICOS a) 243 - ARQUIVISTAS, BIBLIOTECARIOS, DOCUMENTALISTAS E PROFISSOES SIMILARES a) 512 - ECONOMOS E PESSOAL DO SERVICO DE RESTAURACAO 8 823 - OPERAD DE MAQUINAS PARA FAB PROD DE BORRACHA E MATERIA PLASTICA a) 244 - ESPECIALISTAS DAS CIENCIAS SOCIAIS E HUMANAS a) 513 - VIGILANTES, ASSISTENTES MEDICOS E TRABALHADORES SIMILARES 6 824 - OPERADORES DE MAQUINAS PARA FABRICAR PRODUTOS DE MADEIRA a) 245 - ESCRITORES, ARTISTAS E EXECUTANTES a) 514 - OUTRO PESSOAL DOS SERVICOS DIRETOS E PARTICULARES 4 825 - OPERAD DE MAQ DE IMPRESSAO, ENCADERNACAO E FAB DE PROD DE PAPEL a) 246 - MINISTROS DE CULTO E MEMBROS DE ORDENS RELIGIOSAS a) 516 - PESSOAL DOS SERVICOS DE PROTECCAO E SEGURANCA 4 826 - OPERAD DE MAQ PARA FAB PROD TEXTEIS E ARTIGOS EM PELE E COURO a) 247 - TECNICOS DA ADMINISTRACAO PUBLICA NAO CLASSIFICADOS EM OUTRA PARTE a) 521 - MANEQUINS E OUTROS MODELOS a) 827 - OPERADORES DE MAQUINAS PARA FABRICAR ALIMENTOS E PRODUTOS SIMILARES a) 3111 - TEC DE CIENCIAS FISICO-QUIMICAS 2 522 - VENDEDORES E DEMONSTRADORES 6 828 - TRABALHADORES DA MONTAGEM a) 3112 - TEC DE ENGENHARIA CIVIL 4 523 - VENDEDORES DE QUIOSQUE E DE MERCADOS a) 829 - OUTROS OPERADORES DE MAQUINAS E TRABALHADORES DA MONTAGEM a) 3113 - TEC DE ELETRICIDADE 5 611 - AGRICULTORES E TRAB QUALIFICADOS DE CULTURAS AGRICOLAS 7 831 - MAQUINISTAS DE LOCOMOTIVAS E TRABALHADORES SIMILARES a) 3114 - TEC DE ELECTRONICA E TELECOMUNICACOES a) 612 - CRIADORES E TRABALHADORES QUALIFICADOS DO TRATAMENTO DE ANIMAIS a) 832 - CONDUTORES DE VEICULOS A MOTOR a) 3115 - TEC DE RELOJOARIA a) 613 - AGRIC E TRAB QUALIF DA POLICULTURA, CRIACAO E TRATAMENTO DE ANIMAIS a) 833 - OPERADORES DE MAQUINARIA AGRICOLA MOVEL E DE OUTRAS MAQUINAS MOVEIS a) 3116 - TEC INTERMEDIOS DE QUIMICA INDUSTRIAL 3 614 - TRABALHADORES FLORESTAIS E SIMILARES a) 834 - MESTRES, MARINHEIROS E TRABALHADORES SIMILARES a) 3118 - DESENHADORES E TRABALHADORES SIMILARES 4 615 - TRABALHADORES DA AQUACULTURA E PESCAS a) 911 - VENDEDORES AMBULANTES E TRABALHADORES SIMILARES a) 3119 - TEC DE INVESTIGACAO FISICA E QUIMICA, DO FABRICO INDUSTRIAL E TRABALHADORES SIMILARES NÃO CLASSIFICADOS EM OUTRA PARTE 6 711 - MINEIROS, CANTEIROS, CARREGADORES DE FOGO E TRABALHADORES DE PEDREIRA a) 912 - ENGRAXADORES E TRABALHADORES SIMILARES a) 312 - PROGRAMADORES, OPERADORES DE INFORMATICA E TRAB SIMILARES 2 712 - TRABALHADORES DA CONSTRUCAO CIVIL E OBRAS PUBLICAS 9 913 - PESSOAL DE LIMPEZA,LAVADEIRAS,ENGOMADORES DE ROUPA E TRAB SIMILARES 7 313 - OPERADORES DE EQUIPAMENTOS OPTICOS E ELECTRONICOS 0 713 - TRABALHADORES DA CONSTRUCAO CIVIL E SIMILARES - ACABAMENTOS 7 914 - PORTEIROS DE PREDIOS URB,LAVADORES DE VIDROS E VEIC E TRAB SIMILARES a) 314 - OFICIAIS DA MARINHA, PILOTOS DE AVIOES E TEC DOS TRANSP MARIT E AEREOS a) 714 - PINTORES, LIMPADORES DE FACHADAS E TRABALHADORES SIMILARES a) 915 - ESTAFETAS, BAGAGEIROS, PORTEIROS, GUARDAS E TRAB SIMILARES 6 315 - INSPECT DE OBRAS, DE SEG DO TRABALHO, DA SAUDE E DO CONTR DE QUALIDADE a) 721 - MOLDAD,SOLDAD,BATE- CHAPAS,CALDEIR,MONT DE ESTR METAL E TRAB SIMILARES a) 916 - CANTONEIROS DE LIMPEZA E TRABALHADORES SIMILARES a) 321 - TECNICOS DAS CIENCIAS DA VIDA E DA SAUDE a) 722 - FORJADORES, SERRALHEIROS MECANICOS E TRABALHADORES SIMILARES a) 921 - TRABALHADORES NAO QUALIFICADOS DA AGRICULTURA E PESCAS a) 322 - PROFISSIONAIS TECNICOS DA MEDICINA - A EXCEPCAO DOS ENFERMEIROS a) 723 - MECANICOS E AJUSTADORES DE MAQUINAS a) 931 - TRAB NAO QUALIF DAS MINAS E DA CONST CIVIL E OBRAS PUBLICAS 7 324 - ESPECISLISTAS DA MEDICINA TRADICIONAL a) 724 - MECANICOS E AJUSTADORES DE EQUIPAMENTOS ELECTRICOS E ELECTRONICOS 4 932 - TRABALHADORES NAO QUALIFICADOS DA INDUSTRIA TRANSFORMADORA a) 331 - DOCENTES DO ENSINO BASICO, PRIMARIO E PRE- PRIMARIO a) 731 - MEC DE PRECISAO,OLEIROS E VID,ARTESAOS,TRAB ARTES GRAF E TRAB SIMILARS a) 933 - TRABALHADORES NAO QUALIFICADOS DOS TRANSPORTES a) 2.4 – Análise Agregada Na análise agregada, conforme se observa na Tabela 25, destaca-se a área temática de “Secretariado”, assinalada a verde, registando falta de oferta formativa, com uma variação
  • 119. 31 positiva no emprego e negativa no desemprego. A amarelo, na mesma lógica analítica, estão as áreas temáticas de “Comunicação e marketing”, “Comércio”, “Gestão e Contabilidade” e “Gestão, contabilidade e secretariado”; e a laranja os “Informáticos”, profissões “Técnico- artísticas”, “Criação artística” e “Eletromecânicos”. Tabela 25 – Análise Cromática agregada em Áreas Profissionais agregadas, Em Portugal Continental Nesta análise, que trabalha perfis de saída dos cursos de formação, o resultado da agregação, na hierarquização cromática, toma como referência a cor da profissão para a qual estava diretamente vocacionado o curso de formação. Assim, o exercício revela que, nas áreas temáticas de “Comunicação e Marketing”, “Gestão e contabilidade”, “Secretariado” e “Gestão, contabilidade e secretariado”, este não teve qualquer impacto na análise cromática. Por sua vez, as áreas “Informáticos”, “Comércio” e “Eletromecânicos” sofreu um incremento na apreciação. As áreas “Técnico- artísticas” e “Criação artística”, com o impacto da agregação, ficam classificadas num escalão cromático inferior. Área temática Alunos 2009 Emprego 2008 Variação Emprego Rácio Alunos/Emprego Desemprego 2008 Variação Desemprego Informáticos 8131 1646 0,039 4,940 1276 0,708 Comunicação e marketing 2253 821 0,382 2,744 254 -0,611 Técnico-artísticas 2572 4844 -0,217 0,531 1089 0,163 Comércio 4784 29460 0,506 0,162 3195 0,082 Gestão e contabilidade 3449 9396 -0,452 0,367 4071 -0,666 Secretariado 1580 4100 0,810 0,385 358 -0,644 Gestão, contabilidade e secretariado 5029 12249 -0,342 0,411 4214 -0,662 Criação Artística 1206 474 0,191 2,544 214 -0,192 Eletromecânicos 1082 4316 -0,140 0,251 622 0,072
  • 120. 32 Conclusões A principal conclusão, que este estudo permite inferir, é a existência de um grande desajustamento entre a oferta e a procura de formação. Este facto fica patente, em primeiro lugar, no excesso de oferta vocacionada para profissões do grupo 3 da CNP – onde mais de 66% dos alunos estão inscritos – para a capacidade de acolhimento dos novos profissionais no mercado de trabalho. Os vários níveis de análise – NUT I, II ou III – vêm corroborar esta realidade. Em segundo lugar, a falta de oferta formativa principalmente vocacionada para profissões dos grupos 4 e 5, onde o mercado de trabalho está mais permeável à entrada de novos profissionais. Regista-se ainda a falta de oferta formativa vocacionada para outros grupos de profissões, dando o exemplo do Grupo 1, em que se verificam sinergias positivas com o emprego a crescer e o desemprego a aumentar, aos vários níveis de análise.
  • 121. 1 Análise prospectiva da evolução sectorial em Portugal Equipa de trabalho: Paulo Pedroso (coordenador), João Elyseu, João Magalhães Análise prospetiva da evolução sectorial em Portugal Conclusões
  • 122. 2 Conclusões A análise prospectiva da evolução sectorial realizada na primeira parte deste estudo pretendeu dar uma visão de conjunto sobre os dinamismos da actividade económica que prevemos que venham a alimentar no médio-longo prazo as necessidades de qualificações de nível intermédio em Portugal. O caminho que prosseguimos foi o de identificar as tendências recorrentes na investigação sobre o tema e a opção que fizemos foi a de identificar “nuvens” de oportunidades para as qualificações, que resultarão de previsíveis transformações sectoriais. A combinação dos drivers de mudança permitiu identificar um primeiro grupo de actividades que é largamente consensual que são oportunidades em crescimento: o turismo, a energia e o ambiente e a mobilidade e os transportes. É certo que à conjuntura internacional de crise e à conjuntura nacional de ajustamento orçamental correspondem ameaças de curto prazo ao seu crescimento, mas já se tornaram marcas nacionais e há estratégias de actores consistentes que levam a que se identifique estas áreas como núcleos a carecer de serem significativamente consumidores de força de trabalho, estando numa rota de investimento e crescimento. Há um segundo grupos de “nuvens”, menos consensuais e que apresentam diferentes fragilidades, mas têm boas potencialidades de virem a constituir novos desafios às qualificações. Tal como em toda a Europa, estas incluem a diversidade de serviços, em particular às pessoas e à comunidade, mas também os serviços partilhados e às empresas. Inclui o recorrentemente referido, mas ainda frágil cluster do mar, as necessidades progressivas em saúde, incluindo não apenas os cuidados como as actividades conexas, a química e petroquímica, as indústrias criativas e as tecnologias de informação. Este segundo grupo de actividades caracteriza-se por maior fragilidade e dependência de factores adversos que as anteriores e por ser mais incerta a sua sustentabilidade ou competitividade, nomeadamente se não houver um salto significativo na produtividade, nas qualificações e no nível de vida da população. O terceiro grupo que identificámos e a que chamámos “nuvens cinzentas” inclui as actividades que têm frequentemente atraído as atenções pela negativa mas revelam potencial de reestruturação que as reposiciona como oportunidades. Ou seja, são áreas que podem até estar em retracção ou crescimento muito moderado, mas estão em recomposição para segmentos mais exigentes na competição económica, que implicam procura de qualificações. Neste segmento, que poderá ter um
  • 123. 3 comportamento contraditório, dada a sua heterogeneidade interna, incluímos o vidro e a cerâmica, os têxteis e o calçado, a agricultura de especialidades, os plásticos, o mobiliário e a metalomecânica. Em todo o caso, há um leit-motiv comum a estas tendências do ponto de vista das qualificações. Os dinamismos que antecipamos implicarão a necessidade de profissionais ligados à produção de bens ou à prestação directa de serviços. Os nossos clusters de futuro têm uma forte marca de regresso a actividades produtivas, no sentido restrito do termo, para além da previsível especialização turística. Será esse o caminho que a análise da oferta sugere que estamos a trilhar? A segunda parte do trabalho pretendeu elucidar esta questão. Foram construídos cinco indicadores da articulação da oferta com os dinamismos simultâneos da procura de qualificações: variação do emprego na profissão (comparando o nível local com o nacional); variação da procura de emprego na profissão não satisfeita; saturação do emprego pela oferta de formação; especialização local/regional do emprego por profissão; intensidade regional do desemprego por profissão. Com base nestes 5 indicadores foi construído um indicador síntese de satisfação da procura potencial de qualificações à saída, no curto prazo, por profissão. Uma das tarefas delicadas a que procedemos foi a definição de uma tabela de equivalências entre áreas de formação e saídas profissionais que, como se verificou na análise, carece de ser ponderada e desenvolvida. A metodologia que usámos centrou-se no perfil de saída da estrutura curricular dos cursos, mas pode haver enviesamentos entre esse perfil formalmente pretendido e o perfil efectivamente conseguido ou pelo menos o perfil reconhecido pelos empregadores. Em termos agregados, o índice sintético conduz-nos a uma conclusão que exige ponderação. Em todo o país, por este índice, a oferta de formação está mais saturada face à procura, isto é, onde haverá “sobreprodução” de qualificações face às condições locais de absorção, são as áreas nobres de desenvolvimento da educação e formação profissional de nível secundário: técnicos intermédios (Grupo 3 da Classificação Nacional de Profissões) e profissionais dos serviços directos e particulares (Grupo 5 da CNP). Esta conclusão atinge um ponto particularmente forte em algumas áreas de grande procura de formação “à entrada”, pelos jovens e as famílias: os informáticos (CNP 312) e os técnicos comerciais (341). No ponto oposto, existe um fenómeno de “rarificação” de oferta em alguns grupos profissionais, com dinamismo empregador significativo mas sem que haja volume significativo de produção de qualificações. Esta rarificação sugere que há áreas com procura à saída para as quais a oferta não
  • 124. 4 está a dirigir-se. Ela cobre as profissões menos qualificadas do comércio e administrativas (profissões 419, 421 e 422 da CNP), pessoal da restauração (profissão 512 da CNP) praticamente todas as profissões qualificadas da construção civil e operários qualificados da produção industrial (grupos 7 e 8 da CNP). O objectivo do “semáforo” construído, ou seja do índice que mede a saturação e a rarificação da oferta de qualificações face ao dinamismo empregador de curto prazo não é o de produzir leituras automáticas da necessidade/desnecessidade de uma oferta, mas elucidar da existência de potenciais “áreas brancas” ou de desajustamentos que carecem de ser avaliados e aprofundados para verificarem se correspondem a becos sem saída, a saídas alternativas ou há algum outro factor que justifique ponderação. Desse ponto de vista este estudo sustenta a ideia de que tem que se revisitar a definição de que a saída natural dos cursos de ensino e formação profissional de nível secundário são os técnicos intermédios. Tem também que se reavaliar o escasso contributo deste nível de formação para a produção de profissionais qualificados da produção e das profissões operárias em geral e ainda de empregados da restauração, aproximação a uma rarificação da oferta de orientação turística. A análise efectuada permite-nos ainda verificar a saturação/rarificação da oferta do ponto de vista regional. Nesse plano deve salientar-se que o Alentejo e o Algarve estão, segundo o indicador estudado numa situação de elevada saturação da oferta em todos os segmentos de formação. Este primeiro exercício levanta tantas questões quantas as que resolve. Estamos a classificar bem as saídas profissionais dos cursos? Os empregadores estão a classificar bem a profissão dos seus empregados quando preenchem os quadros de pessoal? Os jovens à procura de novo emprego estão a descrever bem a sua profissão nos centros de emprego? Que parte do desencontro se deve a erros de classificação? Mas também levanta questões de vocação deste segmento da oferta de formação. A política de produção de qualificações tem assumido que as profissões auxiliares e as profissões operárias da produção são de um nível de qualificação inferior à oferta de formação de nível secundário. Serão? Ou terá que se incorporar que a progressão nos requisitos das profissões da produção implica a necessidade de olhar de outro modo para a oferta profissional de nível secundário?
  • 125. 5 Chegados a este ponto, o trabalho que realizámos sugere pistas de aprofundamento futuro em três direcções que resolvam as questões pendentes e permitam apurar a metodologia de apoio à decisão desenvolvida: a) desenhar estratégias e mecanismos de apoio às escolas e entidades formadoras na perspectiva de redireccionar a oferta e estimular a procura nas áreas em que foram identificados dinamismos no mercado de trabalho sem correspondência na oferta formativa, incluindo uma reflexão de médio prazo sobre a evolução das qualificações face às dinâmicas de escolarização (generalização da conclusão do ensino secundário); b) nas áreas em que a oferta se revela sobredimensionada, desenhar estratégias de reorientação da oferta formativa potenciando o know how existente; c) realização de estudos intensivos nos sectores e profissões em que se constatou que existem significativas disfuncionalidades entre as competências adquiridas e os postos de trabalho realmente ocupados Se as disfunções de curto prazo não classificam um sistema de formação, a sua sustentabilidade de longo prazo também não pode ignorá-las.
  • 126. 1 Análise prospectiva da evolução sectorial em Portugal Equipa de trabalho: Paulo Pedroso (coordenador), João Elyseu, João Magalhães Análise prospetiva da evolução sectorial em Portugal Anexos
  • 127. 2 ANEXOS Índice ANEXO I – Tabela de correspondências entre cursos de formação e profissões da CNP a 3 e 4 dígitos ..........................................................................................................................................................3 ANEXO II – Listagem das profissões utilizadas no estudo com CNP a 3 e 4 dígitos........................6
  • 128. 3 ANEXO I – Tabela de correspondências entre cursos de formação e profissões da CNP a 3 e 4 dígitos CNP Curso CNP Curso 241 Comunicação - marketing, relações públicas e publicidade 3114 Eletrónica, audio, video e TV 241 Marketing 3114 Eletrónica industrial e equipamento 241 Organização de eventos 3114 Eletrónica de automação 243 Museografia e gestão do património 3114 Eletrónica de equipamentos - técnico de eletrónica 243 Biblioteca, arquivo e documentação 3116 Gás 244 Assistente de arqueólogo 3116 Higiene e segurança no trabalho e ambiente 245 Assistente de conservação e restauro 3116 Química industrial 3111 Análise laboratorial 3116 Segurança e higiene no trabalho 3111 Processamento e controlo de qualidade alimentar 3116 Higiene e segurança no trabalho 3111 Laboratório 3118 Artes gráficas 3111 Técnicas de análise laboratorial 3118 Desenho de construção civil 3112 Construção naval/embarcações de recreio 3118 Desenho de construções mecânicas 3112 Construção civil 3118 Desenho digital 3d 3112 Medições e orçamentos 3118 Desenho gráfico 3112 Obra 3118 Design 3112 Medição e orçamentação de obras 3118 Design gráfico 3113 Eletrotecnia 3118 Sistemas de informação geográfica 3113 Energias renováveis 3118 Topógrafo-geómetra 3113 Frio e climatização 3118 Cartografia 3113 Instalação de sistemas fotovoltaicos 3118 Desenho e projeto em construção civil 3113 Instalação de sistemas solares térmicos 3118 Desenho medição e preparação de obra 3113 Instalações elétricas 3118 Topografia 3113 Refrigeração 3118 Desenho/preparador de obra 3113 Refrigeração e climatização 3118 Recuperação do património edificado 3113 Eletricidade de Edificações 3119 Manutenção industrial de metalurgia e metalomecânica 3113 Sistemas solares térmicos 3119 Manutenção industrial 3113 Climatização e refrigeração 3119 Maquinação e programação 3113 Frio 3119 Planeamento e organização industrial 3113 Instalação de sistemas solares e fotovoltaicos 3119 Produção em metalomecânica 3113 Gestão energias 3119 Gestão de produção têxtil e vestuário 3113 Sistemas eólicos 312 Desenvolvimento de aplicações informáticas 3113 Técnicas de instalações elétricas 312 Gestão de equipamentos informáticos 3114 Eletrónica 312 Gestão e programação de sistemas informáticos 3114 Eletrónica de equipamentos 312 Informática, comunicação multimédia 3114 Eletrónica e computadores 312 Informática 3114 Eletrónica e telecomunicações 312 Informática - Instalação e gestão de redes 3114 Eletrónica industrial 312 Informática de gestão 3114 Eletrónica, automação e comando 312 Instalação e manutenção de sistemas informáticos 3114 Eletrónica, automação e computadores 312 Programador de informática 3114 Eletrónica, automação e instrumentação 312 Informática (sistemas) 3114 Eletrónica, som e imagem 312 Aplicações informáticas 3114 Telecomunicações 312 Informática (redes)
  • 129. 4 312 Informática (instalação de redes) 341 Técnicas de vendas 312 Curso de informática 343 Apoio à gestão 312 Tecnologias de informação e comunicação multimédia 343 Contabilidade 312 Instalação e gestão de redes informáticas 343 Contabilidade e gestão 312 Instalação e manutenção de sistemas 343 Gestão 312 Informação e comunicação multimédia 343 Gestão desportiva 313 Animação 2D e 3D 343 Serviços jurídicos 313 Luz, som e efeitos cénicos 343 Técnicas de apoio à gestão 313 Audiovisuais 347 Cenografia, figurinos e adereços 313 Fotografia 347 Interpretação 313 Manutenção industrial (mecatrónica) 347 Interpretação e animação circense 313 Multimédia 347 Coordenação e produção de moda 313 Som 347 Desenho de calçado e marroquinaria 313 Video 347 Design de moda 313 Mecânica de veículos ligeiros 347 Instrumentista de cordas e teclas 315 Controlo de qualidade alimentar 347 Instrumentista de sopro e percussão 315 Qualidade 347 Intérprete de dança contemporânea 315 Técnicas de qualidade insdustrial 347 Produção e tecnologias da música 321 Gestão de sistemas ambientais 347 Vitrinismo 321 Gestão do ambiente 347 Modelista de vestuário 321 Recursos florestais e ambientais 347 Desenho de mobiliário 322 Apoio à clínica dentária 347 Vitrinista 322 Auxiliar protésico 347 Modelação e confeção 322 Ótica ocular 347 Desenho construções madeira e mobiliário 322 Termalismo 347 Básico de instrumento 322 Assistente dentário 347 Básico de instrumentista de cordas 341 Agência de viagens e transportes 347 Básico de instrumentista de sopro 341 Banca e seguros 411 Administrativo 341 Operações bancárias 411 Secretariado 341 Comercial 411 Secretariado de gestão 341 Comercial bancário 411 Técnicas administrativas 341 Informação e animação turística 411 Técnicas de secretaria 341 Operações turísticas e hoteleiras 413 Logística 341 Seguros 413 Transportes 341 Turismo 413 Operação logística 341 Turismo ambiental e rural 422 Receção 341 Vendas 422 Receção em hotelaria 341 Técnicas comerciais 422 Rececionista de hotel 341 Comércio 422 Rececionista de turismo 341 Vendas e negociação 512 Cozinha/Pastelaria 341 Técnicas e operações bancárias 512 Mesa-bar 341 Técnicas de seguros 512 Restauração 341 Assistente comercial bancário 512 Restauração e bebidas 341 Aprovisionamento e venda de peças 512 Alimentação e bebidas 341 Agência de viagens 512 Técnicas de mesa e bar 341 Práticas técnico-comerciais 512 Técnicas de cozinha/pastelaria
  • 130. 5 512 Serviços pessoais e à comunidade 724 Eletricidade de manutenção 512 Técnicas aplicadas de serviços pessoais e à comunidade 724 Rececionista e orçamentação 512 Empregado de mesa 724 Receção e orçamentos 512 Pastelaria/padaria 731 Joalharia/Cravador 514 Ação educativa 731 Cravação/filigrana 514 Animação turística 732 Pintura decorativa 514 Animador sociocultural 733 Artes e ofícios da madeira 514 Apoio à infância 733 Acabamento madeiras 514 Apoio psicossocial 734 Impressão 514 Estética e cosmetologia 734 Fotocomposição 514 Esteticismo 823 Transformação de polímero 514 Serviços pessoais e de apoio à comunidade 833 Condutor de obra 514 Animação sociocultural 833 Obra/condutor de obra 514 Serviço pessoal 834 Contramestre (marinha mercante) 514 Serviços pessoais 514 Estetcista/cosmetologia 514 Técnicas de esteticismo/cosmetologia 514 Esteticista/cosmetologista 514 Estética e cosmetologista 514 Técnicas de ação educativa 514 Oficial de cabeleireiro 514 Estética 514 Animação e informação turística 514 Cabeleireiro 516 Proteção civil 516 Segurança e salvamento em meio aquático 611 Jardinagem e espaços verdes 611 Produção agrária 611 Viticultura e enologia 611 Produção agrícola 611 Agrícola 612 Gestão cinegética 612 Gestão equina 614 Recursos florestais 614 Florestal 711 Cantaria artística 711 Pedreiras 721 Construções metálicas 721 Reparação de carroçarias 724 Administração naval 724 Eletricidade 724 Eletricidade Naval 724 Mecânica naval 724 Mecatrónica automóvel 724 Mecatrónica 724 Receção e Orçamentação em oficina
  • 131. 6 ANEXO II – Listagem das profissões utilizadas no estudo com CNP a 3 e 4 dígitos CNP - Profissões 112 - QUADROS SUPERIORES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 114 - DIRIGENTES E QUADROS SUPERIORES ORGANIZ ESPECIALIZADAS 121 - DIRETORES GERAIS 122 - DIRETORES DE PRODUCAO EXPLORACAO E SIMILARES 123 - OUTROS DIRETORES DE EMPRESAS 131 - DIRETORES E GERENTES DE PEQUENAS EMPRESAS 211 - FISICOS QUIMICOS E ESPECIALISTAS SIMILARES 212 - MATEMATICOS, ESTATICISTAS E ESPECIALISTAS SIMILARES 213 - ESPECIALISTAS DA INFORMATICA 214 - ARQUITETOS ENGENHEIROS E ESPECIALISTAS SIMILARES 221 - ESPECISLISTAS DAS CIENCIAS DA VIDA 222 - MÉDICOS E PROFISSOES SIMILARES - A EXCEÇÃO DOS ENFERMEIROS 223 - ENFERMEIROS 232 - DOCENTES DO ENSINO BASICO 2 3 CICLO E SECUNDARIO 235 - DOCENTES DO ENSINO SUPERIOR BASICO SECUND E SIMILARES 241 - ESPECIALISTAS DE PROFISSOES ADMINISTRAT E COMERCIAIS 242 - ADVOGADOS MAGISTRADOS E OUTROS JURISTAS 243 - ARQUIVISTAS, BIBLIOTECARIOS, DOCUMENTALISTAS E PROFISSOES SIMILARES 244 - ESPECIALISTAS DAS CIENCIAS SOCIAIS E HUMANAS 245 - ESCRITORES, ARTISTAS E EXECUTANTES 246 - MINISTROS DE CULTO E MEMBROS DE ORDENS RELIGIOSAS 247 - TECNICOS DA ADMINISTRACAO PUBLICA NAO CLASSIFICADOS EM OUTRA PARTE 3111 - TEC DE CIENCIAS FISICO-QUIMICAS 3112 - TEC DE ENGENHARIA CIVIL 3113 - TEC DE ELETRICIDADE 3114 - TEC DE ELECTRONICA E TELECOMUNICACOES 3115 - TEC DE RELOJOARIA 3116 - TEC INTERMEDIOS DE QUIMICA INDUSTRIAL 3118 - DESENHADORES E TRABALHADORES SIMILARES 3119 - TEC DE INVESTIGACAO FISICA E QUIMICA, DO FABRICO INDUSTRIAL E TRABALHADORES SIMILARES NÃO CLASSIFICADOS EM OUTRA PARTE 312 - PROGRAMADORES, OPERADORES DE INFORMATICA E TRAB SIMILARES 313 - OPERADORES DE EQUIPAMENTOS OPTICOS E ELECTRONICOS 314 - OFICIAIS DA MARINHA, PILOTOS DE AVIOES E TEC DOS TRANSP MARIT E AEREOS 315 - INSPECT DE OBRAS, DE SEG DO TRABALHO, DA SAUDE E DO CONTR DE QUALIDADE 321 - TECNICOS DAS CIENCIAS DA VIDA E DA SAUDE 322 - PROFISSIONAIS TECNICOS DA MEDICINA - A EXCEPCAO DOS ENFERMEIROS 324 - ESPECISLISTAS DA MEDICINA TRADICIONAL 331 - DOCENTES DO ENSINO BASICO, PRIMARIO E PRE-PRIMARIO 332 - EDUCADORES DE INFANCIA 333 - DOCENTES DE EDUCACAO ESPECIAL
  • 132. 7 339 - PROFISSIONAIS DO ENSINO NAO CLASSIFICADOS EM OUTRA PARTE 341 - PROFISSIONAIS DE NIVEL INTERMEDIO DE FINANCAS E SERVICOS COMERCIAIS 342 - AGENTES COMERCIAIS E CORRETORES 343 - PROFISSIONAIS DE NIVEL INTERMEDIO DE GESTAO E ADMINISTRACAO 344 - PROF DE NIVEL INTERM DA ADM PUB,DAS ALFAND,DOS IMPOST E TRAB SIMILARES 345 - INSPETORES DA POLICIA JUDICIARIA E DETETIVES 347 - PROFISSIONAIS DA CRIACAO ARTISTICA, DO ESPECTACULO E DO DESPORTO 411 - SECRETARIOS E OPERADORES DE EQUIPAMENTOS DE TRATAMENTO DE INFORMACAO 412 - EMPREGADOS DOS SERVICOS DE CONTABILIDADE E DOS SERVICOS FINANCEIROS 413 - EMPREGADOS DE APROVISIONAMENTO, DE PLANEAMENTO E DOS TRANSPORTES 414 - EMPREGADOS DE BIBLIOTECA, CARTEIROS E TRABALHADORES SIMILARES 419 - EMPREGADOS DE ESCRITORIO NAO CLASSIFICADOS EM OUTRA PARTE 421 - CAIXAS, BILHETEIROS E SIMILARES 422 - EMPREGADOS DE RECEPCAO, DE INFORMACAO E TELEFONISTAS 511 - ASSISTENTES, COBRADORES, GUIAS E TRABALHADORES SIMILARES 512 - ECONOMOS E PESSOAL DO SERVICO DE RESTAURACAO 513 - VIGILANTES, ASSISTENTES MEDICOS E TRABALHADORES SIMILARES 514 - OUTRO PESSOAL DOS SERVICOS DIRETOS E PARTICULARES 516 - PESSOAL DOS SERVICOS DE PROTECCAO E SEGURANCA 521 - MANEQUINS E OUTROS MODELOS 522 - VENDEDORES E DEMONSTRADORES 523 - VENDEDORES DE QUIOSQUE E DE MERCADOS 611 - AGRICULTORES E TRAB QUALIFICADOS DE CULTURAS AGRICOLAS 612 - CRIADORES E TRABALHADORES QUALIFICADOS DO TRATAMENTO DE ANIMAIS 613 - AGRIC E TRAB QUALIF DA POLICULTURA, CRIACAO E TRATAMENTO DE ANIMAIS 614 - TRABALHADORES FLORESTAIS E SIMILARES 615 - TRABALHADORES DA AQUACULTURA E PESCAS 711 - MINEIROS, CANTEIROS, CARREGADORES DE FOGO E TRABALHADORES DE PEDREIRA 712 - TRABALHADORES DA CONSTRUCAO CIVIL E OBRAS PUBLICAS 713 - TRABALHADORES DA CONSTRUCAO CIVIL E SIMILARES - ACABAMENTOS 714 - PINTORES, LIMPADORES DE FACHADAS E TRABALHADORES SIMILARES 721 - MOLDAD,SOLDAD,BATE-CHAPAS,CALDEIR,MONT DE ESTR METAL E TRAB SIMILARES 722 - FORJADORES, SERRALHEIROS MECANICOS E TRABALHADORES SIMILARES 723 - MECANICOS E AJUSTADORES DE MAQUINAS 724 - MECANICOS E AJUSTADORES DE EQUIPAMENTOS ELECTRICOS E ELECTRONICOS 731 - MEC DE PRECISAO,OLEIROS E VID,ARTESAOS,TRAB ARTES GRAF E TRAB SIMILARS 732 - OLEIROS, VIDREIROS E TRABALHADORES SIMILARES 733 - ARTESAOS DE MADEIRA, TECIDO, COURO E MATERIAIS SIMILARES 734 - COMPOSITORES TIPOGRAFICOS E TRABALHADORES SIMILARES 741 - TRAB DA PREPARACAO E CONFECCAO DE ALIMENTOS E BEBIDAS E TRAB SIMILARES 742 - TRABALHADORES DAS MADEIRAS E SIMILARES 743 - TRABALHADORES DOS TEXTEIS E CONFECCOES E TRABALHADORES SIMILARES 744 - TRABALHADORES DE PELES, COURO E CALCADO 745 - TRABALHADORES DE ARTIGOS DE PIROTECNIA 811 - OPERAD E CONDUT DE MAQ E INST MINEIRAS DE EXTR E TRATAM DE MINERAIS
  • 133. 8 812 - OPERADORES DE INSTALACOES DE TRANSFORMACAO DE METAIS 813 - OPERAD DE INSTAL DE FABRICACAO DE VIDRO, CERAMICA E TRAB SIMILARES 814 - OPERAD DE INSTAL PARA TRABALHAR MADEIRA E CORTICA E DE FABRIC DE PAPEL 815 - OPERADORES DE INSTALACOES DE TRATAMENTOS QUIMICOS 816 - OPERAD DE INSTAL DE PRODUCAO DE ENERGIA E TRABALHADORES SIMILARES 817 - OPERAD DE CADEIAS DE MONTAGEM AUTOMATIZADAS E DE ROBOTS INDUSTRIAIS 821 - OPERADORES DE MAQUINAS PARA TRABALHAR METAIS E PRODUTOS MINERAIS 822 - OPERADORES DE MAQUINAS DO FABRICO DE PRODUTOS QUIMICOS 823 - OPERAD DE MAQUINAS PARA FAB PROD DE BORRACHA E MATERIA PLASTICA 824 - OPERADORES DE MAQUINAS PARA FABRICAR PRODUTOS DE MADEIRA 825 - OPERAD DE MAQ DE IMPRESSAO, ENCADERNACAO E FAB DE PROD DE PAPEL 826 - OPERAD DE MAQ PARA FAB PROD TEXTEIS E ARTIGOS EM PELE E COURO 827 - OPERADORES DE MAQUINAS PARA FABRICAR ALIMENTOS E PRODUTOS SIMILARES 828 - TRABALHADORES DA MONTAGEM 829 - OUTROS OPERADORES DE MAQUINAS E TRABALHADORES DA MONTAGEM 831 - MAQUINISTAS DE LOCOMOTIVAS E TRABALHADORES SIMILARES 832 - CONDUTORES DE VEICULOS A MOTOR 833 - OPERADORES DE MAQUINARIA AGRICOLA MOVEL E DE OUTRAS MAQUINAS MOVEIS 834 - MESTRES, MARINHEIROS E TRABALHADORES SIMILARES 911 - VENDEDORES AMBULANTES E TRABALHADORES SIMILARES 912 - ENGRAXADORES E TRABALHADORES SIMILARES 913 - PESSOAL DE LIMPEZA,LAVADEIRAS,ENGOMADORES DE ROUPA E TRAB SIMILARES 914 - PORTEIROS DE PREDIOS URB,LAVADORES DE VIDROS E VEIC E TRAB SIMILARES 915 - ESTAFETAS, BAGAGEIROS, PORTEIROS, GUARDAS E TRAB SIMILARES 916 - CANTONEIROS DE LIMPEZA E TRABALHADORES SIMILARES 921 - TRABALHADORES NAO QUALIFICADOS DA AGRICULTURA E PESCAS 931 - TRAB NAO QUALIF DAS MINAS E DA CONST CIVIL E OBRAS PUBLICAS 932 - TRABALHADORES NAO QUALIFICADOS DA INDUSTRIA TRANSFORMADORA 933 - TRABALHADORES NAO QUALIFICADOS DOS TRANSPORTES
  • 134. 1 Análise prospectiva da evolução sectorial em Portugal Equipa de trabalho: Paulo Pedroso (coordenador), João Elyseu, João Magalhães Análise prospetiva da evolução sectorial em Portugal Bibliografia
  • 135. 2 BIBLIOGRAFIA AAVV (2006), "Renewable Energy: RD&D Priorities. Insights from IEA Technology Programmes", Paris (policopiado); Alvarenga, A. (2008) Ambiente e Desenvolvimento, Departamento de prospetiva e Planeamento; BP (2008), Perspetivas para a economia portuguesa 2009-2010, Textos de Política e Situação Económica, Banco de Portugal, Lisboa; BP (2009), A Economia Portuguesa no Contexto da Integração Económica, Financeira e Monetária, Departamento de Estudos Económicos, Banco de Portugal, Lisboa; Catarino, J. e Claro, M.A. (2009), Os Serviços Transacionáveis na Economia Portuguesa, Documento de Trabalho nº 10, Departamento de prospetiva e Planeamento e Relações Internacionais, Lisboa; Claro, M.A. e Pereira, M.A.(2009),Alterações climáticas e Turismo. Uma Questão em aberto, Documento de Trabalho, nº1, ed. Departamento de prospetiva e Planeamento e Relações Internacionais, Lisboa; Directorate-General for Energy and Climate Action DG and Mobility and Transport DG, (2010) EU energy trends to 2030, Luxembourg, Publications Office of the European Union; Escária, S. (2009), "As estratégias para a mobilidade e o contributo do setor automóvel", DPP-In Sights, ed. Departamento de prospetiva e Planeamento e Relações Internacionais, Lisboa; Escária, S.C.,(2008), "O Cluster das energias renováveis, uma comparação das experiências em várias regiões da Europa e do Canada", em Da Sphera, Departamento de Prospetiva e Planeamento e Relações Internacionais, Lisboa.; Carvalho, P.S.( 2009), Energia 2050 - dois futuros possíveis, Horizontes; Catarino, J. (2009), "Os serviços transacionáveis na Economia Portuguesa", em Prospetiva e Planeamento, Vol.nº16; CE (2001), A política europeia de transportes no horizonte 2010: a hora das opções; http://europa.eu.int/scadplus/leg/pt/lvb/l24007.htm;
  • 136. 3 CE (2003), A Europa numa Encruzilhada. A necessidade de transportes sustentáveis, série: A Europa em movimento, Luxemburgo: Serviço das Publicações Oficiais das Comunidades Europeias; DPP (2009), Cenários, Tendências e futuros na Economia Global, nº12; DPP (2006), Evolução Macroecnómica 1995-2005: Diagnóstico Prospetivo, em Prospetiva e Planeamento, Nº 13 Departamento de Prospetiva e Planeamento; DPP (2006), "A Economia Portuguesa: Horizonte 2015", Prospetiva e Planeamento, Vol.13; Estratégia Nacional para a Energia 2020, http://www.portugal.gov.pt/pt/GC18/Governo/Ministerios/MEI/ProgramaseDossiers/Pages/201004 15_MEID_Prog_ENE2020.aspx; Europa 2020. Estratégia para um crescimento inteligente, http://ec.europa.eu/economy_finance/structural_reforms/europe_2020/index_pt.htm; Félix Ribeiro (2007), Cenarização de enquadramento para o estudo de localização do Novo Aeroporto de Lisboa, Horizonte 2050, Departamento de prospetiva e Planeamento e Relações Industriais, Lisboa; Félix Ribeiro, J. (coord.) (2008), Cenários para a Economia Portuguesa no período pós-Quioto, ed. Departamento de prospetiva e Planeamento e Relações Internacionais, Lisboa; Félix Ribeiro, J. e Proença, M. (coord.) (2007), Ambiente, Inovação e Competitividade da Economia, Departamento de prospetiva e Planeamento e Relações Internacionais, Lisboa; Felix Ribeiro, J. (2009), "Portugal 2025 - Que Funções no Espaço Europeu?", em Prospetiva e Planeamento, vol. 16; Félix Ribeiro, J. (2007), "Tendências Mundiais e Europeias do Transporte Aéreo e das Infraestruturas Aeroportuárias", Prospetiva e Planeamento, Vol. 14; International Monetary Fund, Portugal Country Report, 2010; Lobo, A. (2009), Cenários Alternativos de Procura de Energia – um Ensaio Quantificado para o caso do Setor Transportes e Mobilidade Interna, ed. Departamento de prospetiva e Planeamento e Relações Internacionais, Lisboa;
  • 137. 4 Lobo, A. (2009),"Modelo de simulação da procura de energia e emissões CO2 no horizonte 2020. Metodologia e ensaios de cenarização setor indústria, Documento de Trabalho, nº6-4, ed. Departamento de prospetiva e Planeamento e Relações Internacionais, Lisboa; OCDE, Portugal Economic Survey, 2008; “Plano estratégico Transportes” http://www.portugal.gov.pt/pt/GC17/ConsultaPublica/Pages/20090625_Consulta_PET.aspx; Plano Nacional de Ação para a Eficiência Energética (PNAEE), www.adene.pt/ADENE/Canais/PNAEE/Enquadramento.htm; Plano Estratégico Nacional do Turismo, www.turismodeportugal.pt/Portugu%C3%AAs/conhecimento/planoestrategiconacionaldoturismo/A nexos/PENT_VERSAO_REVISTA_PT.pdf; www.portugal.gov.pt/pt/GC18/Governo/Ministerios/MEI/ProgramaseDossiers/Pages/20100415_ME ID_Prog_ENE2020.aspx; Plano Nacional de Ação para as Energias renováveis (ao abrigo da Diretiva 2009/28/CE); Programa de Governo do XVIII Governo Constitucional; http://www.portugal.gov.pt/pt/GC18/Documentos/Programa_GC18.pdf; Quadro de Referência Estratégico (QREN), http://www.qren.pt http://conferencia2010.apren.pt/pdf/PNAER%20VFinal.pdf; “The New Population Bomb”, in Foreign Affairs, janeiro/fevereiro de 2010; SAER (2009),O Hypercluster da Economia do Mar, Um domínio potencial estratégico para o desenvolvimento da economia portuguesa, Relatório Final, http://www.saer.pt/up/UPLOAD- bin2_imagem_0955656001242642284-657.pdf Soeiro de Carvalho e Félix Ribeiro, J. (coord.) (2009), Territórios em Transformação: O Caso do Alentejo, ed. Departamento de prospetiva e Planeamento e Relações Internacionais, Lisboa; Teixeira, D. (2010), "Análise estratégica do Cluster petrolífero/petroquímico português. O passado, o presente e o futuro, Tese de mestrado em Engenharia e Gestão Industrial, IST, Lisboa;
  • 138. 5 World Population Prospects, Nações Unidas, 2008; World Travel and Tourism Council (http://www.wttc.org/); UNCTAD/WIR (2005), World Investment Report2005, Transnational Corporations and the Internationalization of R&D, United Nations, New York; UNCTAD/WIR (2010), World Investment Report 2010, Investing in a Low Carbon Economy, United Nations, New York; US Energy Information Administration, International Energy Outlook 2010; http://www.min-economia.pt/; Pólo de Competitividade da Saúde, http://www.healthportugal.com/ | info@healthportugal.com; Pólo de Competitividade da Moda, http://www.polodamoda.pt/ | apcm@polodamoda.pt; Pólo de Competitividade e Tecnologia Agroindustrial: alimentos, saúde e sustentabilidade,http://www.portugalfoods.org/ | geral@portugalfoods.org; Pólo de Competitividade e Tecnologia da Energia, http://www.energyin.com.pt/ | geral@energyin.com.pt; Pólo de Competitividade e Tecnologia das Indústrias de Base Florestal, http://www.aiff.org.pt/ | aiff.direccao@gmail.com; Pólo de Competitividade e Tecnologia Engineering & Tooling, http://www.toolingportugal.com/ | info@toolingportugal.com; Pólo de Competitividade e Tecnologia das Indústrias de Refinação, Petroquímica e Química Industrial, http://www.aipqr.pt/ | geral@aipqr.pt; Pólo de Competitividade e Tecnologia das Indústrias da Mobilidade – Portugal Mobi 2015, http://www.ceiia.com/ | ceiia@ceiia.com PRODUTECH Pólo das Tecnologias de Produção, http://www.produtech.org/ | geral@produtech.org; TICE.PT Pólo das Tecnologias de Informação, Comunicação e Eletrónica, http://www.tice.pt/ | geral@tice.pt;
  • 139. 6 Pólo de Competitividade e Tecnologia Tecnologias de Informação, Comunicação e Eletrónica; http://www.turismo2015.pt |geral@turismo2015.pt; Cluster Habitat Sustentável, http://www.centrohabitat.net/ | centrohabitat@centrohabitat.net; Cluster Agroindustrial do Centro; http://www.inovcluster.com/ | geral@inovcluster.pt; Cluster da Pedra Natural, http://www.valorpedra.pt/ | geral@valorpedra.pt; Cluster das Indústrias Criativas na Região do Norte, http://www.addict.pt/ | info@addict.pt; Cluster Agroindustrial do Ribatejo, http://www.agrocluster.com/ | mailto:geral@agrocluster.com; Cluster Vinhos da Região Demarcada do Douro, http://www.advid.pt/ | advid@advid.pt Cluster do Conhecimento e da Economia do Mar

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