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Reinventando el Desarrollo Local

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El presente articulo reflexiona acerca de la evolución del desarrollo local, en las últimas décadas en Brasil. Partiendo de los problemas téorico-prácticos, reflexiona sobre la evolución de …

El presente articulo reflexiona acerca de la evolución del desarrollo local, en las últimas décadas en Brasil. Partiendo de los problemas téorico-prácticos, reflexiona sobre la evolución de metodología aplicadas, identificando problemas solventados así cómo retos de futuro.

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  • 1. R EINV ENTAND O O D ESENVOLVIMENTO LOCAL Augusto de Franco (2011)Foram detectados diversos problemas práticos e teóricos com asmetodologias de indução do desenvolvimento local aplicadas nasúltimas quatro ou cinco décadas, no Brasil e em outras partes domundo (inclusive com aquelas que ajudei a elaborar, testar eimplementar). Alguns desses problemas foram superados com acriação de novas tecnologias sociais e com as várias versões de cadametodologia que se sucederam. De modo geral, entretanto, essastecnologias ou metodologias, em todas as suas versões edenominações, revelaram-se, em grande parte, em dessintonia comos conhecimentos, que só ficaram disponíveis nas duas últimasdécadas, sobre a sociedade em rede que está emergindo e sobre afenomenologia da interação social.Problemas práticosDentre os principais problemas práticos, destacam-se os seguintes:1 – Quando tais metodologias são aplicadas por organizações cujostitulares têm um mandato, a troca desses dirigentes em geral causaincontornável descontinuidade nos processos. Em instituiçõesgovernamentais isso acontece com mais frequência. Mas tambémocorre quando as metodologias são aplicadas por outras organizaçõesempresariais e sociais (cujos dirigentes são eleitos).2 – Para ser aplicadas em uma localidade as metodologias dependemde um agente de desenvolvimento (com este ou qualquer outronome) que deve ser capacitado, em geral, fora da localidade. Emmuitos casos, quando tal agente abandona a localidade após oprocesso de implantação, a experiência costuma ser descontinuada.3 – Em geral há dificuldade de custear o trabalho dos agentes dedesenvolvimento pelo período que seria realmente necessário (quenão se pode saber qual é de antemão e que varia de localidade paralocalidade). Por outro lado, os formatos das metodologias impõemníveis de exigência que em geral não se coadunam com a naturezado trabalho voluntário (e esse é um problema também de ordemteórica). 1
  • 2. Problemas teóricosTodos os problemas teóricos (que também têm suas consequênciaspráticas) decorrem de uma contingência, sobretudo para asmetodologias de indução do desenvolvimento local por meio deinvestimento em capital social.Quando tais metodologias foram desenhadas, não havia suficienteclareza de que capital social nada mais é do que a rede social. Ocorreque a nova ciência das redes, com o status que tem hoje (análise deredes sociais + redes como sistemas dinâmicos complexos + redescomo estruturas que se desenvolvem), só surgiu na primeira décadado presente século e só no final dessa década foram tiradas asprimeiras inferências práticas do novo conhecimento dafenomenologia das redes. Antes de meados da década de 2000 haviapouquíssimo conhecimento sobre netweaving (articulação e animaçãode redes). Algumas metodologias que surgiram a partir da metade daprimeira década deste século tentaram enfrentar os vários problemasdecorrentes dessa contingência (alguns mencionados abaixo), comrelativo sucesso. Mas não deram conta de resolvê-los totalmente,nem adequadamente.1 – As metodologias de indução do desenvolvimento local forampensadas originalmente como programas para ser aplicados poralguma instituição hierárquica (um governo, uma organização dasociedade, uma empresa, uma corporação). Ora, organizaçõeshierárquicas dificilmente podem articular e animar redes. Ademais, osujeito do desenvolvimento local não pode ser a instituição que aplicaa metodologia e sim a rede do desenvolvimento comunitário que searticula no local, a qual deve ter autonomia para introduzir qualquertipo de modificação que julgar conveniente (o que, se bem queestivesse previsto em princípio por boa parte das metodologias,nunca foi totalmente digerido pelas instituições hierárquicas que asaplicavam, que tendiam a se julgar meio donas do processo postoque forneciam os recursos para capacitar e custear o trabalho dosagentes de desenvolvimento).2 – As metodologias de indução do desenvolvimento local forampensadas como programas stricto sensu, programas proprietários.Ainda que algumas delas tenham virado espécies de softwares livrese, além disso, tenham se disseminado mais como “filosofias” do quecomo metodologias ou tecnologias sociais, os passos metodológicosfundamentais – aliás, universalmente adotados pelas diversas dasestratégias de desenvolvimento local – permaneceram mais oumenos os mesmos: visão de futuro participativa => diagnóstico 2
  • 3. participativo => plano participativo. Há aqui vários problemasassociados e não apenas um único.3 – Em primeiro lugar, redes são ambientes de interação, não departicipação. Se o desenvolvimento é encarado como uma espécie demetabolismo da rede comunitária, então ele não pode ser emulado(nem simulado) por processos participativos. Seria necessário ensejaruma dinâmica interativa, com o aumento da distributividade e daconectividade das redes que se formam em cada localidade. Emoutras palavras, o desenvolvimento comunitário é uma dinâmicaemergente e não um processo planejado top down (e mesmo quandoé planejado por uma parcela de pessoas – as chamadas “lideranças”– da própria localidade, ele continua sendo um processo de escolhade caminhos compartilhado por poucas pessoas, que acabam seconstituindo como uma espécie de oligarquia participativa e impondo,ainda que docemente, suas visões aos demais de cima para baixo).Ademais, como os processos foram desenhados com base naparticipação, eles estimularam o assembleísmo e o reunionismo: tudosempre acabava em uma reunião e as próprias metodologias viraramuma sequencia de reuniões, com data e hora marcada, em vez deestimular a conexão cotidiana das pessoas por todos os meios:visitas, conversas presenciais, encontros lúdicos em happy hours efestas, equipes de trabalho nas quais as pessoas vivem suaconvivência, troca de e-mails, telefonemas, interação em plataformasinterativas e... jogos! Ocorre que reuniões são péssimos instrumentosde netweaving, sobretudo quando só acontecem se convocadas econduzidas por agentes externos (como também frequentementeocorria).4 - Em segundo lugar, não se pode induzir uma localidade a adotaruma (única) visão de futuro. São sempre várias visões, mesmodentro de cada uma das comunidades de projeto que se formam emuma localidade. Além disso, essas visões variam com o tempo, nãohavendo um caminho único para um futuro desejado e compartilhadoem determinado momento (o momento em que esse passo dasmetodologias é aplicado). Não pode haver, portanto, um plano comomapa do caminho para se alcançar tal futuro. Por último, acontiguidade territorial não gera necessariamente comunidade.5 - Como decorrência do último problema apontado acima, surgiuoutro problema de ordem prática de difícil superação. O público ativo(que na verdade deveria ser o sujeito, composto pelos agentesendógenos) do desenvolvimento local, acabou sendo formado maiscom base na necessidade das pessoas envolvidas do que nos seusativos e nos seus sonhos ou desejos. De sorte que, na imensa 3
  • 4. maioria dos casos, esses participantes voluntários locais seconfundiam, em grande parte, com o público-alvo da assistênciasocial e com os beneficiários dos programas de transferência derenda. Ou seja, os fóruns de desenvolvimento local (ou as equipes oucomitês ampliados de articulação da rede do desenvolvimentocomunitário, nas versões mais aggiornadas da metodologia),acabaram sendo compostos por pobres, não raro mantendo-osconfinados em seus clusters de pobreza, sem muitos atalhos, semmuitas conexões para fora (o que é contraditório com uma estratégiade superação da pobreza baseada em redes, segundo a qual apobreza deve ser encarada como insuficiência de conexões – ouatalhos para fora dos ambientes em que se clusteriza – antes de sertomada como insuficiência de renda; ou seja, como se diz, “o pobre épobre porque seus amigos são pobres”).6 - Derivam daí várias limitações práticas (para a aplicação dessasmetodologias). Pessoas pobres, consumidas pelo trabalho, têm poucotempo livre e pouca disposição para empregá-lo em atividadesvoluntárias de desenvolvimento. O pouco tempo que lhes resta – aosque trabalham fora, em geral os homens – é dedicado ao descanso, àconvivência familiar e ao lazer. Esse é um dos motivos das reuniõescontarem frequentemente com uma maioria de donas de casa:mesmo tendo que cuidar dos filhos e das tarefas domésticas, elaspermanecem mais tempo na localidade. Mas não se encontra, emnúmero significativo (a não ser excepcionalmente, em algumaslocalidades urbanas) estudantes universitários, professores,profissionais liberais, empresários, técnicos e executivosgovernamentais, dirigentes de ONGs, ciberativistas e jovensempreendedores, o que dificulta a realização autônoma de certastarefas técnicas (como, por exemplo, a sistematização dequestionários de pesquisa para realização de diagnósticos dasnecessidades e dos ativos) bem como o emprego de tecnologiasinterativas de informação e comunicação que hoje são vitais nessesprocessos (como uma plataforma digital).Reinventando a metodologiaOs problemas práticos e teóricos mencionados acima (dentre outrostantos que não foram citados aqui por amor à brevidade) exigem aintrodução de modificações nas metodologias de indução dodesenvolvimento local (que estabeleciam um conjunto de passos ouprocedimentos participativos para formular coletivamente visõescompartilhadas de futuro, diagnósticos e planos de desenvolvimento). 4
  • 5. No entanto, a natureza dos problemas apontados revela que nãobasta produzir mais uma versão ou uma atualização dessasmetodologias. Faz-se necessário reinventá-las. Isso deve ser feito apartir de um pressuposto básico e de novos fundamentos.O pressuposto básico é o processo de comunitarização queacompanha a glocalização atualmente em curso.Os novos fundamentos dizem respeito às novas dinâmicas sociaisinterativas que estão emergindo na transição da sociedadehierárquica para uma sociedade em rede.A partir desse pressuposto básico e desses novos fundamentos,propõe-se reinventar o que se chama de metodologia de indução dodesenvolvimento local de tal sorte que ela:1 – Deixe de ser uma metodologia de indução e passe a ser umprocesso capaz de apostar na auto-organização comunitária,ensejando a precipitação da nova fenomenologia das redesdistribuídas, de uma nova dinâmica de inovação social que possa serinterpretada como desenvolvimento.2 – Deixe de ser um roteiro imposto de ações sequenciadas ou depassos previamente desenhados para obtenção de resultadosprevisíveis, esperados ou desejados.3 – Elimine as características remanescentes de um programa deoferta e, para tanto, desestimule a formação de comunidadescompostas por pessoas com pouca diversidade econômica, social ecultural e incentive o empreendedorismo individual e coletivo e o fundraising em rede: a busca dos recursos necessários deverá ser feita,antes de qualquer coisa, dentro da própria comunidade e a partir dasconexões entre comunidades assemelhadas e lançando mão de novosprocessos mais compatíveis com as dinâmicas de rede (como ocrowdfunding).4 – Desestimule as reuniões formais para discutir qualquer assunto,substituindo-as por processos coletivos e dialógicos e, sobretudointerativos, de criação, de invenção e de realização de atividadescomuns compartilhadas.5 – Estimule as atividades lúdicas, as brincadeiras, as festas e outrasformas de celebração da convivência, incentivando a presença decrianças e idosos em todas as atividades. 5
  • 6. 6 – Consiga abolir, até onde for possível, quaisquer formas emecanismos de comando-e-controle, inclusive aquelas disfarçadascomo sistemas de monitoramento e avaliação. E também não aceiterankings e comparações entre experiências de desenvolvimento local,assim como afaste a inútil e contraproducente idéia de best practices(toda experiência é única e não pode ser comparada com qualqueroutra, sobretudo quando se usa, para tanto, indicadores formuladosexogenamente, em geral, para atender aos objetivos de algumainstituição hierárquica em competição com outras organizaçõeshierárquicas, que precisa “fazer seu nome”, ganhar algum prêmio etcpara continuar fazendo jus a financiamentos externos).7 – Seja aplicada por agentes de desenvolvimento voluntários daprópria localidade, que – ao invés de serem ensinados em salas deaula, por professores – constituam inicialmente uma comunidade deaprendizagem em rede sobre netweaving.8 – Nunca seja um programa proprietário de uma instituiçãohierárquica (nem de um conjunto de instituições), mas um softwarelivre que possa ser reprogramado e rodado em localidades quereúnam certas características, por iniciativa de qualquer comunidadede aprendizagem (composta para começar por, pelo menos, trêspessoas). O papel das instituições interessadas em promover talprocesso deve ser apenas o de transferir a tecnologia social (ou ametodologia).9 – Estimule a conexão e a interação entre as diversas comunidadesde vizinhança, de aprendizagem, de projeto e de prática que seformaram dentro de um mesmo ambiente territorial e entre diversosambientes territoriais (situados em qualquer lugar do país e domundo).10 – Não seja mais um trabalho, a execução de uma rotina impostahetoronomamente, mas uma diversão, um jogo, um creative gameao qual as pessoas aderem por que acham bacana, legal,interessante e útil (mas não como uma tábua de salvação ou umaliturgia a que tenham que se submeter resignadamente, como setivessem que pagar um preço para obter instrumentalmente algumacoisa, ainda que seja para aumentar sua qualidade de vida ouconquistar melhorias para sua localidade).Fica claro, pelos dez pontos elencados acima, que a introduçãodessas mudanças desconstitui completamente o que até agora sechamou de metodologia (de promoção ou indução) dodesenvolvimento local. 6
  • 7. A adoção dessas modificações reinventa completamente essasmetodologias em quaisquer de suas versões ou adaptações, masreinventa também todas as metodologias assemelhadas ou voltadasao mesmo objetivo. Aliás, nenhuma dessas metodologias – no Brasilou em outros países – foram ou são baseadas em redes sociaisdistribuídas.Bases para um novo processoUm novo processo de desenvolvimento local deve ser baseado empessoas e não em instituições internas ou externas à localidade.Redes sociais acontecem quando pessoas interagem. Interação é,basicamente, adaptação, imitação e cooperação.As pessoas constituem uma comunidade quando vivem suaconvivência de modo a gerar uma identidade.O processo deve ensejar a constituição comunidades (no plural)dentro da localidade. Essas comunidades de vizinhança poderão serde aprendizagem, de projeto ou de prática. Sua formação é livre, nãoorientada (a não ser para a realização de uma agenda-meio contendoinstrumentos e ferramentas de auto-aprendizagem e de auto-desenvolvimento). As prioridades da agenda-meio são fortementerecomendadas porque sem elas as comunidades conformadas nalocalidade perdem interatividade. Dentre estas prioridades, a principalé o acesso à internet banda-larga, wireless ou por outros meios, emtoda a localidade.Pessoas podem se conectar para aprender qualquer coisa quejulguem útil ou que estejam a fim de aprender (como inglês oupermacultura). Pessoas podem se conectar para elaborar ou executarum projeto (como a montagem de um telecentro ou a construção deuma horta comunitária). Pessoas podem se conectar paradesenvolver conjuntamente uma atividade, temporária oupermanente (como limpar um córrego, promover festas ouadministrar um centro comunitário). E – não menos importante –pessoas podem se conectar para, simplesmente, desfrutar a vida e secomprazer na convivência com outras pessoas.A reflexão acima deu origem ao seguinte social game (emconstrução): 7
  • 8. O MELHOR LUGAR DO MUNDOUm social game para promover o desenvolvimento da sualocalidade transformando-a em seu próprio país socialSumárioAdvertênciaConteúdoReconceitualizando ‘Social Game’Um jogo lírico, não épicoRessignificando os pequenos atos cotidianosCriaçãoLançamentoAdvertênciaEste jogo começou a ser desenvolvido por Augusto de Franco e CacauGuarnieri, duas pessoas físicas. Ele não pertence a nenhumaorganização governamental, empresarial ou social. Agora foi entregueao Domínio Público. A parte conceitual está pronta. Falta aplataforma. Quem quiser ajudar a terminá-lo será bem-vindo. Quemquiser usá-lo como inspiração para inventar outra coisa, também.Quem quiser se apropriar do jogo também pode, desde que cite aautoria da versão original.ConteúdoEste documento expõe o conceito, os fundamentos e outrascaracterísticas do social game O Melhor Lugar do Mundo: 8
  • 9. Um jogo que revoluciona o conceito de social game. É uma espéciede Sim City de verdade. As coisas só valem se acontecerem na vidareal.Um jogo lírico, não épico, totalmente baseado nos desejos daspessoas comuns. E onde pessoas comuns se transformam emnetweavers (articuladores e animadores de redes sociais). Mas é umjogo para construir interfaces para conversar com a rede-mãe(aquela verdadeira rede social que existe independentemente denossos esforços conectivos).Um jogo que capta a secreta magia dos pequenos atos cotidianos.SinopsePessoas criam o seu próprio país social, escolhendo e demarcandocomo território sua rua, sua quadra, seu conjunto habitacional, seubairro, seu município. Começam então a propor os seus desejos aoutras pessoas, formando com elas comunidades de vizinhança – deaprendizagem, de projeto e de prática – a partir da aglomeração dosque têm os mesmos desejos ou desejos congruentes. Na medida emque esses desejos são realizados na vida real, o novo país socialconfigurado vai se transformando, para as pessoas envolvidas, nomelhor lugar do mundo: porque elas vão gostando mais da sualocalidade, vão ficando mais satisfeitas com sua própria vida aoviverem a sua convivência, vão aprendendo coisas novas eadquirindo mais habilidades e competências. Consequentemente, alocalidade vai se desenvolvendo: o ambiente vai ficando maisfavorável aos empreendimentos sociais e empresariais, surgem novosprojetos e novas oportunidades de negócios, aumenta o valor dasempresas e de outras propriedades locais, espaços urbanosdeprimidos são revitalizados e novas atitudes políticas democráticasou pluriárquicas, de caráter público, são estimuladas. As pessoaspassam a se identificar com seu país e a apostar e investir no seufuturo, a confiar mais nas outras pessoas e a colaborar com elas emprol da realização de seus sonhos individuais e coletivos. Tudo issoocorre em uma ambiente lúdico, de jogo e brincadeira, onde não sãoexigidos compromissos com tarefas repetitivas ou comparecimento areuniões, vocação especial para o trabalho comunitário, para abenemerência ou a filantropia ou para o serviço público, nem secobra das pessoas qualquer tipo de militância social ou alinhamento aideais político-ideológicos de transformação da sociedade. Em vez deluta e sacrifício pelo bem-comum, o jogo é movido pela descoberta 9
  • 10. prazerosa de que é possível, sim, a qualquer pessoa comum, viver asua vida social na linha do Samba da Bênção de Vinícius de Moraes:“É melhor ser alegre que ser triste, alegria é a melhor coisa queexiste, é assim como a luz no coração”.Reconceitualizando ‘Social Game’O Melhor Lugar do Mundo (“Um País Chamado X”) é um processo deincentivo ao desenvolvimento local baseado em comunidades (deaprendizagem, de projeto e de prática, que se configuram emvizinhanças) organizadas em rede voluntariamente articuladas. O paíschamado ‘X’ pode ser a rua, o conjunto habitacional, o bairro, umaregião (de um ou vários municípios) ou um pequeno município.É uma tecnologia social inovadora instalada por meio de um socialgame. Mas o jogo reconceitualiza - na verdade, revoluciona - oconceito de ‘social game’.A expressão social game, usada para designar jogos coletivos – quepressupõem alguma interação social (1) – foi redefinida para ospropósitos do jogo. Segundo essa redefinição, social games não sãogames virtuais coletivos que exigem colaboração entre pessoas paraserem jogados no mundo virtual por meio de computadores ou outrosdispositivos interativos digitais. Social games são jogos instalados narede social, que “rodam” na própria rede e que permitam programá-la (ou reprogramá-la).Social games, nesse sentido, podem ter um espelhamento no mundovirtual e ser operados, em parte, por meio de computadores ououtros dispositivos interativos que acessam plataformas digitais comengines emuladores de experiências voluntárias exercidas “dentro decertos limites de tempo e espaço, segundos regras livrementeconsentidas... acompanhadas de um sentimento de tensão e alegria”(para citar a definição básica de jogo de Johan Huizinga).Mas diferentemente do que diz a definição de Huizinga (1938), emvez envolver “uma consciência de ser diferente da vida cotidiana”,transportando o player para outro mundo, lúdico, O Melhor Lugar doMundo enseja a oportunidade de ver a vida cotidiana com outrosolhos, gameficando o próprio mundo ordinário e normal em que aspessoas vivem em vez de criar um mundo imaginário, extraordinário(onde, não raro – pois é exatamente isso que faz a maioria dosgames contemporâneos – são reeditados padrões da tradicionalidade, 10
  • 11. com heróis e vilões, reis e barões, guerras e combates apocalípticosentre o bem e o mal, tudo isso ocorrendo numa atmosfera mítica,sacerdotal-guerreira, hierárquica e autocrática) (2).Em outras palavras, um social game tem que mudar a configuraçãoda sociosfera onde é jogado, acarretando, via-de-regra, mudançasfísicas no território, nas relações entre as pessoas e nocomportamento coletivo. Não pode acontecer somente no mundovirtual. Por outro lado, deve ensejar modos de regulação(democráticos ou pluriárquicos) mais compatíveis com as redessociais distribuídas e não aqueles (autocráticos) próprios deestruturas centralizadas (retrogradando para formas baseadas emcomando-e-controle, ordem, hierarquia, disciplina, obediência,vigilância, fidelidade, punição e recompensa dispensadas top down).O Melhor Lugar do Mundo é então uma tecnologia social inovadora deindução do desenvolvimento local, instalada por meio de um socialgame entendido como interface para reprogramar a rede social que jáexiste em qualquer localidade independentemente de nossos esforçosconectivos.Um jogo lírico, não épicoTrata-se de um game lírico, não épico, baseado no desejo, em que acompetição (agôn) é substituída pela emulação e a simulação(mimicry) tende a converte-se rapidamente em ação (para além doâmbito do jogo); a sorte (alea) não é artificialmente promovida paraincidir com uma frequência maior do que na vida cotidiana e avertigem (ilinx) é vivenciada na celebração (quase uma leitourgíalaica, no seu sentido original de serviço público) do desejo realizado.A idéia do jogo é evitar o épico ressignificando a vida comum daspessoas comuns (o lírico). As pessoas se interessam porrelacionamentos, arrumar namoros e casamentos, ter um parquepara as crianças no seu bairro, mudar o lugar de um ponto de ônibusna sua rua, conseguir um posto de saúde na sua quadra, arranjarparceiros para um negócio na sua cidade etc. Todos esses desejos,muitas vezes considerados banais, são expressões diretas do queocorre no multiverso das interações e serão “traduzidos” no jogocomo algo tão importante como se fossem eventos cósmicos (o quesão realmente: imputs organizadores, bottom up, do cosmos social).Para tanto, o jogo sugere constituir comunidades que sejam livrespara propor coisas assim. 11
  • 12. Mas no jogo os desejos pessoais não são desvalorizados em funçãodos desejos coletivos (ou daqueles conhecidos “sonhos coletivos defuturo” artificialmente construídos de forma participativa pelasmetodologias de indução do desenvolvimento local).O Melhor Lugar do Mundo não é um jogo para reformadores sociais,benfeitores da humanidade ou pessoas que tenham especial vocaçãopara o trabalho comunitário, para a benemerência ou a filantropia, oupara o serviço público (nos termos atuais). Não é um apelo àmilitância social, nem uma tentativa de recuperar e difundir ideaispolítico-ideológicos de transformação da sociedade. Não querdespertar àquela “porção Madre Tereza” que se esconde no fundo decorações empedernidos, nem o revolucionário, movido pela pulsãocombatente de reparar as injustiças do mundo, que alguns supõemjazer adormecido no interior de cada um. Pelo contrário, é um jogo –como dizia George Orwell (1948) nas suas “Reflexões sobre Gandhi”– para evitar a santidade, não para estimulá-la (3); e paradesestimular a luta e o sacrifício em prol do bem-comum. É um jogopara viver a vida social na linha do Samba da Bênção de Vinicius deMoraes (1962): “É melhor ser alegre que ser triste alegria é a melhor coisa que existe é assim como a luz no coração”.Ressignificando os pequenos atos cotidianosQuando vivemos nossa convivência (social) produzimos um novo tipode vida (humana): essa é a idéia básica do jogo O Melhor Lugar doMundo.Assim, aqueles desejos – mesmo individuais, tanta vezincorretamente considerados egoísticos – capazes de serrecompensados pela própria interação, serão estimulados no jogo.Desejos tão simples como: brincar e jogar; cantar, tocarinstrumentos e dançar; comer e beber (compartilhar alimentos ebebidas); celebrar e comemorar (festejar); compartilhar histórias eexperiências; dar e receber presentes; namorar; co-criar; colaborar eajudar (ajuda-mútua); e compartilhar (com-viver) uma mística ouespiritualidade (excetuadas as formas religiosas ou sectárias quepromovam separações entre o fiel e o infiel). 12
  • 13. As ações decorrentes da realização de tais desejos, que serãoressignificadas como ações cósmicas (organizadoras do cosmossocial), têm um peso relevante no jogo na medida em que sãoencaradas como tentativas de conversar com a rede-mãe (aquela queexiste independentemente de nossos esforços conectivos voluntários)e de prefigurar o simbionte social: o novo tipo de vida (social) queaprendemos a detectar quando vivemos nossa convivência.O Melhor Lugar do Mundo é um jogo para captar a secreta magia (naverdade, uma “antropo-urgia”) dos pequenos atos cotidianos.BRINCAR E JOGARBrincar e jogar são fundamentos esquecidos do humano (umesquecimento produzido pela hierarquia). Sociedades baseadas naexaltação do (e na escravização pelo) trabalho desvalorizaram essesatos cotidianos tão livres e prazerosos que merecem, então, serressignificados.Nas sociedades submetidas a sistemas hierárquicos espera-se quepessoas adultas não brinquem nem joguem (só um pouquinho, devez em quando), mas... trabalhem! Levem a vida a sério e se levema sério para obter, como prêmio por sua seriedade no trabalho árduo,sucesso na vida ou na carreira, se destacando dos semelhantes parasair da vala comum (das pessoas comuns). Tudo isso, é claro, nãopassa de uma perversão.O próprio jogo O Melhor Lugar do Mundo já é um processo dereativação dessa dimensão básica do humano: o homo ludens. Nojogo ela é estimulada por meio de incentivos positivos eressignificada como um ato cósmico de sintonização com o social.Atividades que estimulem brincadeiras – com a presença de crianças,adultos e idosos – são muito bem pontuadas no game.Brincar e jogar são, ademais, oportunidades especiais de interaçãohumanizante. Já se disse que em uma hora de jogo você conhece ooutro mais do que em cem horas de conversa (ou algo parecido).A brincadeira e o jogo vão adquirindo outro status nos mundosaltamente conectados. Tudo vai virando jogo. Com a abolição dotrabalho (repetitivo) a atividade produtiva (inovadora) vai seexercendo como creative game e vai materializando aquele sonho deBob Black (1985) quando disse: “O que eu gostaria realmente de veracontecer é a transformação do trabalho em jogo”. 13
  • 14. E social games de um novo tipo – como O Melhor Lugar do Mundo –vão substituindo os programas ditos sociais ou de desenvolvimento.CANTAR, TOCAR INSTRUMENTOS E DANÇARAssim como brincar e jogar, cantar, tocar instrumentos e dançarforam formas de tentar conversar com a rede-mãe que conseguiramsobreviver sob a civilização hierárquica. Nos desejos, muitas vezesinexplicáveis, de quem sente que não consegue viver sem se dedicara tais atividades, nunca está, num primeiro momento, um propósitoplanejado de fazer sucesso e se destacar dos semelhantes. Depoisisso pode de fato acontecer, sobretudo quando a pessoa amadora écapturada por alguma organização hierárquica. No início ela querapenas vibrar no mesmo ritmo da intermitente criação, acompanhar avida nômade das coisas, respirar com elas, reconhecer e serreconhecida por outras pessoas capazes de se deixar empatizar...A dança, a música... são movimentos de sintonização. Depois vemalguma fraternidade disciplinando tudo, ensinando você a ser dervixe.Em algum lugar perdido da Ásia Central, entre o Cazaquistão, oUzbequistão, o Turcomenistão, o Arzebaijão, sabe-se lá, eles vãotreiná-lo até que você repita exatamente os mesmos movimentossincronizados, execute as mesmas evoluções com perfeição. Não éque não haja conhecimento ali (deve haver, e muito). No entanto,não é mais de conhecimento que se trata. Os pássaros e os peixesfazem isso, apenas aglomerando, enxameando, imitando (clonando),enfim, interagindo com os semelhantes em seus mundos pequenos(amassados). E a forma como eles expressam suas interações – porflocking ou shoaling – revela o metabolismo do simbionte natural:apenas deixando acontecer. Trata-se agora de fazer alguma coisacorrespondente em relação à segunda criação do mundo: o simbiontesocial.COMER E BEBER (COMPARTILHAR ALIMENTOS)Em algum momento de nossa história evolutiva o proto-homínida quenos precedeu compartilhou o alimento com seus semelhantesiniciando o seu processo de humanização. Arqueólogos descobriramque os precursores dos seres humanos transportavam o alimento deum lugar para outro e distribuíam esses alimentos entre os membrosdo grupo. Ou seja, eles partilhavam o alimento. Podemos dizer que aatitude básica que nos torna humanos é esta: a partilha do alimento 14
  • 15. e não o uso da ferramenta para matar (a transformação daferramenta em arma). São dois pontos de vista completamentediferentes. Em um, como assinalou Thompson, temos uma definiçãotecnológica da cultura humana, na qual a ferramenta separafundamentalmente a cultura da natureza. No outro, temos umadefinição social da cultura humana, na qual o ato de partilhar oalimento estabelece uma relação entre natureza e nutrição.Ressignificação: comer e beber coletivamente restabelece umasintonia com nossa natureza humana (com o caráter social danatureza humana). O banquete (ágape) é uma expressão de amorfraterno. O simpósio – de sympósion: originalmente beber econversar – é uma forma de aprendizagem coletiva e enseja o quehoje se chama de collective creativity e de collective knowledge.A celebração, parte integrante do jogo O Melhor Lugar do Mundo,quase sempre envolve o compartilhamento de alimentos e bebidas.CELEBRAR E COMEMORAR (FESTEJAR)No jogo O Melhor Lugar do Mundo, se você estiver em dúvida entreuma reunião e uma festa, não hesite em desistir da primeira. A festaé sempre preferível. É uma linguagem reconhecida pelo social,recompensada pela interação e mais pontuada pelo jogo.Diz-se que o humano é naturalmente celebrativo. É um modo deestabelecer uma sintonia com o fluxo da vida (e não é por acaso queas celebrações ancestrais via de regra estavam ligadas ao ciclonatural de nascimento, crescimento, envelhecimento e morte).Em O Melhor Lugar do Mundo a celebração faz parte da liturgia dojogo. É um modo de comemorar, tornando pública (leituourgia) arealização de um desejo.COMPARTILHAR HISTÓRIAS E EXPERIÊNCIASOuvir e contar histórias e experiências que promovam encantamentoressintoniza o social e, assim, é uma atividade recompensada pelainteração e pontuada no jogo.Mais do que isso, porém: o storytelling faz parte de O Melhor Lugardo Mundo. É o modo pelo qual um desejo realizado é difundido, 15
  • 16. disseminado para os players, por meio de textos, apresentações,áudios e vídeos.A plataforma do social game vai, além disso, ativar uma timelinecapaz de permitir a construção de um relato atualizado da história decada país ou dos seus percursos de desenvolvimento.DAR E RECEBER PRESENTESDar e receber presentes evoca uma ecologia (da dádiva) para alémde uma economia (da troca): quando você paga para ter algumacoisa, tudo fica na mesma, mas quando você ganha alguma coisa, aísim você é verdadeiramente enriquecido.Sim, as interações econômicas não são apenas de troca. Há umaeconomia, ou melhor, uma ecologia da dádiva. Quanto você trocauma coisa por outra não ganha nada: substitui uma coisa por outra.A máxima cínica (às vezes atribuída ao hinduísmo) “tudo que não édado está perdido” significa “é dando que se recebe”, sim, mas nãoporque você dá instrumentalmente esperando receber algo em troca(como no chamado altruísmo recíproco interpretado por economistas)e sim porque, na ecologia do seu ecossistema comunitário, dar é amaneira de, para usar uma linguagem poética, deixar passar o fluxoda vida. O fluxo voltará para você na forma de maior capacidade dese transformar em congruência com as mudanças do meio. Ou seja, adádiva faz parte da capacidade biológico-cultural – extremamenterelevante em nossa história evolutiva – de conservar a adaptação.A doação é altamente valorizada no jogo O Melhor Lugar do Mundo. Ea criação de datas comemorativas e festividades para a troca depresentes também será estimulada e recompensada pelo game.NAMORARComo diz um conhecido site de relacionamentos com 24 milhões depessoas registradas: “be2 leva você ao amor de sua vida”. Por quenão? Por que o desejo de namorar deveria ser excluído da lista dosfatores que influem decisivamente no metabolismo das redes dedesenvolvimento comunitário?Tudo que conta aqui é o namoro. Casamento (o contrato, em geral deexclusividade) sem namoro, não é recompensado pela interação e, 16
  • 17. consequentemente, também não é recompensado no jogo. O MelhorLugar do Mundo pode ser encarado, nesse sentido, como umaagência de namoro e sua plataforma cumprirá o papel de um site derelacionamentos amorosos (lato sensu, porém, compreendendo eros,filos e ágape) dentro de cada país social criado.APRENDERAprender é, antes de qualquer coisa, estabelecer conexões,reconhecer padrões, linguagear e conversar (no sentido queHumberto Maturana confere a essas noções). Na verdade, aprender éinteragir: se adaptar, imitar, colaborar (a linguagem é uma forma decolaboração, talvez a sua forma básica).Em O Melhor Lugar do Mundo os desejos de aprender são altamentevalorizados. E comunidades de aprendizagem em rede, conformadaspara experimentar sistemas sócio-educativos – como os arranjoseducativos locais e assemelhados – sobretudo quando nãoreproduzem as burocracias do ensinamento chamadas de escolas,não são baseadas na relação professor-aluno e estimulem o collectiveknowledge são excepcionalmente bem pontuadas.COCRIARAssim como o chamado collective knowledge, a collective creativitytambém é fortemente estimulada pelo jogo O Melhor Lugar doMundo. A formação de ambientes de co-creationserá muito bempontuada pelo jogo.Mas não se trata propriamente de coworking, um novo padrão detrabalho que, diz-se, segue uma tendência mundial contemporânea.Não é uma porção de pessoas trabalhando juntas (em termos decontiguidade espacial), cada qual com um objetivo e simcomunidades de pessoas compartilhando atividades criativas.O Melhor Lugar do Mundo não valoriza nem recompensa o trabalho esim a criatividade e o empreendedorismo. Porque trabalho não é umaatividade recompensada pela interação e não promove sintonizaçãocom o social: pelo contrário, o trabalho repetitivo, o trabalho queexige sujeição e obediência, o trabalho que significa o abandono dopróprio sonho para se subordinar a execução do sonho alheio é umadas causas da perda de contato com a rede-mãe. Alugar a própria 17
  • 18. força e inteligência para a execução de atividades que nãorespondem aos próprios desejos é mais ou menos assim como vendera alma. O Melhor Lugar do Mundo é um jogo de criação de alma (ouhumanidade) e não de seu aniquilamento.COLABORAR E AJUDAR (AJUDA-MÚTUA)A colaboração e a ajuda-mútua é o principal fundamento do socialgame O Melhor Lugar do Mundo. Na verdade, é tudo: trata-se de umjogo colaborativo.Quando uma pessoa ajuda outras pessoas em uma comunidade deplayers ou quando uma comunidade ajuda outra comunidade arealizar o seu desejo, elas são muito bem pontuadas no jogo, fazemjus a badges especiais e viram (ou entram na) história do país!COMPARTILHAR UMA MÍSTICA OU ESPIRITUALIDADEExcetuadas as formas religiosas ou sectárias que promovamseparações entre o fiel e o infiel, não há qualquer problema emcompartilhar uma mística ou espiritualidade com outras pessoas.Serão especialmente reconhecidas no jogo as formas deespiritualidade recompensadas pela própria interação, abertas aocompartilhamento fortuito e não fechadas em clusters dos queprofessam a mesma fé.A estes assim chamados pequenos atos cotidianos, acrescenta-seapenas um:EMPREENDER COLETIVAMENTEEmpreendimento coletivo é qualquer ação social (lato sensu,incluindo o que se chama de cultural) ou empresarial que reúna pelomenos três pessoas.O Melhor Lugar do Mundo é um jogo de empreendedorismo coletivo,quer dizer, voltado para a realização do sonho, do desejo de umapessoa que precisa de outras pessoas – que têm sonhos ou desejoscongruentes – para materializar o seu sonho e realizar o seu desejo. 18
  • 19. CriaçãoO conceito do jogo está desenvolvido. No entanto, o jogopropriamente dito ainda está em processo de desenvolvimentotecnológico (plataforma, engine, algoritmos etc).As telas do jogo foram suprimidas nesta edição.LançamentoO Melhor Lugar do Mundo foi lançado na CICI2011 - ConferênciaInternacional de Cidades Inovadoras, em Curitiba, no dia 20 de maiode 2011.Para participar de uma conversação recente sobre o game clique:http://escoladeredes.ning.com/group/omelhorlugardomundoNotas e referências(1) Segundo a Wikipedia, Social gaming commonly refers to playing gamesas a way of social interaction, as opposed to playing games in solitude, likesome card games (solitaire) and the single-player mode of many videogames. It may refer to:  Social network game, games that have social network integration or elements  Board games, in which counters or pieces are placed, removed, or moved on a premarked surface according to a set of rules  Multiplayer video games, where more than one person can play in the same game environment at the same time  MMO (as well as MMORPG and MMORTS)  LAN party, a temporary gathering of people establishing a local area network (LAN), primarily for the purpose of playing multiplayer computer games  Role-playing games, a game in which players assume the roles of characters in a fictional settingMiniature wargaming, a form of wargaming that incorporates miniature figures, miniature armor and modeled terrainAlternate reality games, an interactive narrative that uses the real world as a platform to tell a story that may be affected by participants ideas or actions  Live action role-playing games, a form of role-playing game where the participants physically act out their characters actions 19
  • 20. (2) Huizinga define jogo como: "uma atividade voluntária exercida dentrode certos e determinados limites de tempo e espaço, segundo regraslivremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fimem si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e alegria, de umaconsciência de ser diferente de vida cotidiana". Cf. HUIZINGA, Johan(1938). Homo Ludens. São Paulo: Perspectiva, 2000.(3) Nas suas Reflexões sobre Gandhi, Orwell escreveu: “Sem dúvida,bebidas alcoólicas, tabaco etc. são coisas que um santo deve evitar, massantidade também é algo que os seres humanos devem evitar”. Cf.ORWELL, George (1948). Reflexões sobre Gandhi in ORWELL, George(1948). Dentro da baleia e outros ensaios. São Paulo: Companhia dasLetras, 2005.Augusto de Franco trabalha há quase 20 anos com programas de induçãoou promoção do desenvolvimento local ou comunitário. Em 1993 publicouum artigo seminal intitulado "Ação Local". Em 1995 publicou o livro "AçãoLocal: A Nova Política da Contemporaneidade". Em 1996 fundou a RedeAlpa - Ação Local em Alto Paraíso de Goiás, na Chapada dos Veadeiros,onde passou a experimentar metodologias de indução do desenvolvimentolocal nos três anos seguintes (trabalho que dará origem à chamadaMetodologia do DLIS – Desenvolvimento Local Integrado e Sustentável, queserá aplicada em larga escala em todas as regiões do Brasil). Em 1999publicou o livro "Por que precisamos de DLIS", que atingiu a marca de 50mil exemplares vendidos em quatro edições sucessivas. De 1998 a 2002participou da elaboração e da execução do Programa Comunidade Ativa queaplicou processos de DLIS em quase mil localidades do Brasil. De 1999 a2002 coordenou a reformatação do programa PRODER do Sebrae Nacional ecriou o Programa PRODER Especial que deu origem ao Programa deDesenvolvimento Local, aplicado em milhares de municípios do país. De2000 a 2004 construiu e dirigiu a AED - Agência de Educação para oDesenvolvimento, um programa público sob a liderança do SEBRAE Nacionalem parceria com o PNUD, com a UNESCO, com a Casa Civil da Presidênciada República, operado pela ARCA - Sociedade do Conhecimento, que tinhacomo um de seus objetivos precípuos a capacitação de agentes dedesenvolvimento local. Em 2004 publicou o livro "O lugar mais desenvolvidodo mundo: investindo no capital social para promover o desenvolvimentocomunitário", uma espécie de guia para agentes de desenvolvimento local,que atingiu em três edições a tiragem de 15 mil exemplares. De 2005 a2007, como consultor da UNESCO, elaborou o Programa de GovernançaSolidária Local executado pela Prefeitura de Porto Alegre. De 2007 a2011elaborou o programa Redes de Desenvolvimento Local na Federaçãodas Indústrias do Estado do Paraná, que chegou a ser implantado emcentenas de localidades daquele estado. Em 2011 reformatou a matrizmetodológica do desenvolvimento local e elaborou (juntamente com CacauGuarnieri) o social game O Melhor Lugar do Mundo. Entre 2000 e 2011Augusto de Franco foi responsável pela capacitação de mais de 2 milagentes de desenvolvimento local (ou comunitário).Plataforma pessoal de Augusto de Franco: http://www.augustodefranco.org 20

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