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verão mas ao longo do ano não deve ultrapassar os 5%. É o turista brasileiro que tem força para alavancar o turismo no paí...
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Os dados de 1996 indicam um crescimento do turismo receptivo: 2.386.000turistas vieram ao Brasil, deixando US$ 2,3 bilhões...
Ao que parece, o turismo receptivo internacional no Brasil ainda é muito poucodesenvolvido. O seu potencial é enorme, os d...
2,8%                                        4,4%                            Fonte: Adaptado de ABRESI, 1996.              ...
Tabela M: Perfil do Turista Brasileiro que Viajou ao Exterior.          0$,25(6 (0,6625(6                                 ...
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Figura C: Divisão Turística de Santa Catarina.Fonte: Santur, 1992.
Tabela N: Microrregiões de Santa Catarina                                                          ³                      ...
-             Rural; ecoturismo;               09     371      662        -           6§U          ( 5 B          5 6P    ...
Figura D: Mapa das Microrregiões de Santa Catarina.
A Tabela 14 mostra o potencial turístico ainda a ser desenvolvido nas maisdiversas microrregiões do Estado. Também são apr...
Tabela O: Principais Mercados Emissores - Nacionais.                  (67$2
PARANÁ                      27,66   26,68    28,82                  SANTA CATARINA              21,73   28,55    23,13    ...
ARGENTINA                   89,30   79,19    82,79                  PARAGUAI                     5,30    9,49     6,05    ...
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Estudio de caso en Santa Catarina, Brasil
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El presente documento presenta el análisis de competitividad sistémica del sector turístico en Santa Catarina, Brasil.

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  2. 2. $1È/,6( $ 203(7,7,9,$( 6,67Ç0,$ 2 6(725 785Ë67,2 (0 6$17$ $7$5,1$ Convênio BRDE/FUNCITEC/FEESC/UFSC Florianópolis, maio de 1998(/$%25$d­2 Fundação de Ensino da Engenharia em Santa Catarina (TXLSH GH RQVXOWRULD Engenheiro Edgar Lanzer, Dr. Coordenador Engenheiro Cristiano Cunha, Dr. Engenheiro Carlos Orsatto, M.Eng. Administrador Maurício Pereira, M.Eng., ligados ao Curso de Pós- Graduação em Engenharia de Produção da UFSC683(59,6­2 Gerência de Planejamento da Agência do BRDE em Santa Catarina Engenheiro Nelson Casarotto Filho, Dr.),+$ $7$/2*5È),$ LANZER, Edgar ; CASAROTTO FILHO, Nelson; CUNHA, Cristiano et al. $QiOLVHGD FRPSHWLWLYLGDGH VLVWrPLFD GR VHWRU WXUtVWLFR HP 6DQWD DWDULQD Florianópolis: BRDE, 1998. 135 p. 1. Santa Catarina - Turismo - Indústria. I. Título CDU 379.85(816.4)
  3. 3. $35(6(17$d­2 O turismo é um fator de desenvolvimento econômico e colaborador para o bemestar social de todos os envolvidos, direta ou indiretamente, com a atividade, tornando-se assim, um instrumento de crescimento econômico e impulsionador do social e dacultura de um povo. A atividade também se reveste de outros atributos que tornam o seu sucesso,papel fundamental para a sociedade moderna, qual seja, o de gerador de renda eemprego; estimula o investimento de capital e gera oportunidades para a criação depequenos e grandes negócios; melhora a qualidade de vida associada; aumenta a entradade divisas estrangeiras; auxilia na preservação do patrimônio natural, histórico ecultural; e desenvolve e revitaliza uma determinada região. Obviamente, isso só seráconcretizado com condições técnicas e organizacionais, bem como com a integração eefetiva cooperação de todos os atores do sistema (Governo, setor privado, entidades declasse, de suporte e todos aqueles que direta ou indiretamente estão envolvidos com aatividade). Um Estado como o de Santa Catarina, tem potencialidades de desenvolver oturismo de 4 estações, em vários subseguimentos (histórico, de natureza, de negócios,etc...). Atentos a esse panorama, o BRDE e o Funcitec, enquanto ainda Secretaria deEstado, enxergaram a importância de se analisar a competitividade do segmento emSanta Catarina. O presente relatório sintetiza o resultado do trabalho de pesquisaoriundo do convênio entre a Fundação do Ensino da Engenharia de Santa Catarina -FEESC, Universidade federal de Santa Catarina - UFSC e o Banco Regional deDesenvolvimento do Extremo Sul - BRDE, com a finalidade de realizar uma Análise da
  4. 4. Competitividade Sistêmica do Setor Turístico de Santa Catarina com enfoque naindústria hoteleira. Este trabalho dá seqüência a uma série de estudos sobre a competitividade daindústria catarinense, um deles sobre o setor de móveis, neste mesmo convênio, outroscoordenados pela FIESC, nos setores eletrometalmecânico, têxtil/vestuário e cerâmicabranca, um pelo Copesul e BRDE no segmento de plásticos e ainda outro no segmentode alimentos no Oeste, coordenado pelo Fórum Catarinense de Desenvolvimento. O presente estudo, elaborado pela FEESC - Fundação do Ensino da Engenhariaem Santa Catarina/Departamento de Engenharia de Produção e Sistemas da UFSC,complementa, portanto, os estudos anteriores e espera-se com isso, subsidiar e atémesmo induzir futuras ações por parte de governo e das próprias empresas, visandomelhorar a competitividade do segmento em Santa Catarina. 6,/9(5,12 $ 6,/9$ 683(5,17(1(17( 2 %5( (0 6$17$ $7$5,1$
  5. 5. 680È5,21. INTRODUÇÃO ................................................................................................................... 152. CARACTERIZAÇÃO E DESEMPENHO DO TURISMO ............................................... 19 2.1 O Turismo no Mundo..................................................................................................... 19 2.2 O Turismo no Brasil....................................................................................................... 25 2.2.1 O Turismo Receptivo ............................................................................................ 30 2.2.2 O Turismo Emissivo ............................................................................................. 36 2.3 O Turismo em Santa Catarina ........................................................................................ 383. REFERENCIAL DA PESQUISA E ASPECTOS METODOLÓGICOS ............................ 48 3.1 O Modelo do Instituto Alemão de Desenvolvimento (IAD) para Análise da Competitividade Sistêmica............................................................................................. 53 3.2 Universo da Pesquisa ..................................................................................................... 60 3.3 Operacionalização e Conteúdo da Pesquisa ................................................................... 63 3.4 Limitações e Dificuldades da Pesquisa .......................................................................... 644. ANÁLISE DA COMPETITIVIDADE DO TURISMO CATARINENSE .......................... 66 4.1 Nível Meta...................................................................................................................... 68 4.2 Nível Macro ................................................................................................................... 78 4.3 Nível Meso ..................................................................................................................... 81 4.4 Nível Micro ......................................................................(UUR ,QGLFDGRU QmR GHILQLGR 4.4.1 Planos de Investimentos e Estratégias Empresariais(UUR ,QGLFDGRU QmR GHILQLGR 4.4.2 Capacidade Gerencial e Organizacional..................(UUR ,QGLFDGRU QmR GHILQLGR 4.4.3 Capacidade e Inovação Tecnológica .......................(UUR ,QGLFDGRU QmR GHILQLGR 4.4.4 Entrelaçamento e Relações entre Empresas ............(UUR ,QGLFDGRU QmR GHILQLGR 4.4.4.1 Terceirização e Relações com Fornecedores(UUR ,QGLFDGRU QmR GHILQLGR
  6. 6. 4.4.4.2 Relações com Hotéis Concorrentes e Empresas Correlatas.(UUR ,QGLFDGRU QmR GHILQLGR 4.4.4.3 Relações com Clientes................................ (UUR ,QGLFDGRU QmR GHILQLGR5. OBSTÁCULOS E OPORTUNIDADES AO DESENVOLVIMENTO DO SETOR(UUR ,QGLFDGRU QmR GHIL6. CONSIDERAÇÕES FINAIS. ............................................... (UUR ,QGLFDGRU QmR GHILQLGR7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................... (UUR ,QGLFDGRU QmR GHILQLGR
  7. 7. Ë1,( ( ),*85$6Figura 1: Principais Mercados Emissores de Turistas para o Brasil - 1995........................... 32Figura 2: Principais Portões de Entrada de Turistas Estrangeiros - 1995. ............................. 33Figura 3: Divisão Turística de Santa Catarina. ...................................................................... 39Figura 4: Mapa das Microrregiões de Santa Catarina. ........................................................... 42Figura 5: Fatores Empresariais............................................................................................... 50Figura 6: Fatores Estruturais. ................................................................................................. 51Figura 7: Fatores Determinantes da Competitividade............................................................ 52Figura 8: Determinantes da Competitividade Sistêmica: Níveis de Análise ......................... 54Figura 9: Resumo dos Determinantes da Competitividade Sistêmica nos seus Quatro Níveis. .............................................................................................................................. 55Figura 10: Hotéis e Instituições Pesquisadas. .......................................................................... 62Figura 11: Estrutura do Sistema Turismo. .............................................................................. 67Figura 12: Capacidade de Condução e Coordenação do Processo de Desenvolvimento da Competitividade do Setor por Parte do Poder Público............................................ 71Figura 13: Grau de Concordância sobre a Existência de Coesão entre os Atores do Setor (Governos, Empresas, Associações de Classe, Entidades de Suporte) para o Desenvolvimento do Turismo. ................................................................................ 72Figura 14: Grau de Concordância sobre a Existência de Linhas de Ação Específicas em Torno de uma Orientação Integrativa e Cooperativa entre os Diferentes Atores voltadas ao Desenvolvimento Competitivo do Setor. ............................................ 74Figura 15: É Fundamental a Participação do Governo Estadual no Apoio a Construção e Implantação de Equipamentos Turísticos para Parques Temáticos, Eventos, Congressos, Recreação e Festas. ............................................................................. 75Figura 16: A Participação do Governo Municipal na Promoção do Potencial Turístico, dos Eventos e Festas Desenvolvidos em sua Região é Decisiva............................. 76Figura 17: Comparando com Outras Regiões do Brasil, Existe Equiparação entre os Esforços Desenvolvidos pelo Governo Federal no Sentido do Desenvolvimento do Potencial Turístico de Santa Catarina. .................................. 77Figura 18: A abertura da Economia Brasileira tem Facilitado os Negócios no Setor
  8. 8. Turístico................................................................................................................... 80Figura 19: Sobre a Existência de uma Política do Governo Federal de Fortalecimento do Setor de Turismo. ............................................................................................... 82Figura 20: Sobre a Existência de uma Política do Governo Estadual de Fortalecimento do Setor de Turismo. ............................................................................................... 82Figura 21: Intensidade das Relações Cooperativas Mantidas entre os Hotéis e as Entidades de Suporte. .............................................................................................. 85Figura 22: Intensidade das Relações Cooperativas dos Hotéis com as Associações de Classe. ................................................................................................................. 87Figura 23: Intensidade das Relações Cooperativas dos Hotéis com os Órgãos Públicos......... 88Figura 24: A Infra-Estrutura Existente é Moderna e Sustenta as Vantagens Competitivas da Empresa/Setor. .................................................................................................... 91Figura 25: Em Relação a Infra-Estrutura que dá Suporte ao Desenvolvimento Turístico, o Papel do Governo do Estado de Santa Catarina tem sido Decisivo. .................... 92Figura 26: A Empresa se Preocupa em Engajar-se nos Projetos de Caráter Comunitários Buscando um Envolvimento Efetivo com a Comunidade Local............................. 93Figura 27: Grau de Importância dos Atributos Relacionados à Definição das Estratégias da Empresa. .............................................................. (UUR ,QGLFDGRU QmR GHILQLGRFigura 28: Fatores Determinantes do Sucesso Competitivo da Empresa.(UUR ,QGLFDGRU QmR GHILQLGRFigura 29: Fatores Relacionados a Infra-Estrutura Turística e Importância da sua Qualidade como Determinantes do Sucesso Competitivo da Empresa.(UUR ,QGLFDGRU QmR GHILQLGRFigura 30: Fatores Externos à Empresa Segundo seu Grau de Importância no Momento da Definição das Estratégias Competitivas............... (UUR ,QGLFDGRU QmR GHILQLGRFigura 31: Posição da Empresa com Relação ao Uso das Práticas de Gestão Organizacional.......................................................... (UUR ,QGLFDGRU QmR GHILQLGRFigura 32: Grau de Concordância sobre os Controles de Desempenho dos Funcionários.(UUR ,QGLFDGRU QmR GFigura 33: Sobre a Existência de Critérios Definidos para a Dispensa dos Funcionários fora da “Alta Temporada”. ....................................... (UUR ,QGLFDGRU QmR GHILQLGRFigura 34: Sobre a Tendência de Redução dos Níveis Hierárquicos nas Empresas.(UUR ,QGLFDGRU QmR GHILQLGFigura 35: Compartilhar Experiências Profissionais com os Níveis Inferiores é Importante para o Sucesso. ....................................... (UUR ,QGLFDGRU QmR GHILQLGRFigura 36: Grau de Importância Atribuída pelos Hotéis às Diferentes Fontes de
  9. 9. Informação para a Inovação de Produtos e Serviços. (UUR ,QGLFDGRU QmR GHILQLGRFigura 37: Grau de Importância Atribuída pelos Hotéis às Instituições de Suporte como Fontes de Informação para a Inovação de Produtos e Serviços.(UUR ,QGLFDGRU QmR GHILFigura 38: A Utilização da Internet é um Fator Decisivo para a Competitividade do Setor. .........................................................................(UUR ,QGLFDGRU QmR GHILQLGRFigura 39: A Existência de uma Home Page é um Ponto Forte para a Empresa.(UUR ,QGLFDGRU QmR GHILQFigura 40: O Acesso à Internet pela Empresa é um Processo Fácil.(UUR ,QGLFDGRU QmR GHILQLGRFigura 41: Grau de Colaboração Existente entre a Empresa e os Diferentes Atores.(UUR ,QGLFDGRU QmR GFigura 42: Intensidade da Manutenção de Fornecedores Fixos como Fonte de Diferenciação. ...........................................................(UUR ,QGLFDGRU QmR GHILQLGRFigura 43: Grau de Intensidade que os Hotéis Promovem Trocas Sistemáticas de Informações sobre Qualidade e Desempenho dos Produtos e Serviços com seus Fornecedores..............................................(UUR ,QGLFDGRU QmR GHILQLGRFigura 44: Grau de Intensidade com que Realiza Compras de Fornecedores com Certificados ISO 9000..............................................(UUR ,QGLFDGRU QmR GHILQLGRFigura 45: Intensidade das Relações de Cooperação Mantidas com os Fornecedores a fim de Desenvolver Novos Produtos e Serviços. ...(UUR ,QGLFDGRU QmR GHILQLGRFigura 46: Grau de Importância Segundo as Estratégias de Compra.(UUR ,QGLFDGRU QmR GHILQLGRFigura 47: Relações Assumidas na Terceirização......................(UUR ,QGLFDGRU QmR GHILQLGRFigura 48: Grau de Concordância sobre a Importância do Acompanhamento Sistemático das Atividades dos Concorrentes como sendo um Fator Decisivo para o Sucesso do Hotel. ......................................................(UUR ,QGLFDGRU QmR GHILQLGRFigura 49: Intensidade das Atividades Realizadas em Conjunto com os Concorrentes.(UUR ,QGLFDGRU QmFigura 50: Intensidade das Atividades Realizadas em Conjunto com Outras Empresas Correlatas. .................................................................(UUR ,QGLFDGRU QmR GHILQLGRFigura 51: Relacionamento entre o Hotel e os seus Hóspedes no que se Refere as Reservas. ...............................................................(UUR ,QGLFDGRU QmR GHILQLGRFigura 52: Percentual de Relacionamento Hóspedes-Hotel (Reservas).(UUR ,QGLFDGRU QmR GHILQLGRFigura 53: Relacionamento entre a Empresa e os seus Clientes no que se Refere as Reclamações..............................................................(UUR ,QGLFDGRU QmR GHILQLGRFigura 54: Percentual de Relacionamento Hóspede-Hotel (Reclamações).(UUR ,QGLFDGRU QmR GHILQLGRFigura 55: Relacionamento entre a Empresa e os seus Clientes no que se Refere ao Pagamento de Diárias................................................(UUR ,QGLFDGRU QmR GHILQLGR
  10. 10. Figura 56: Percentual de Relacionamento Hóspede-Hotel (Pagamento de Diárias).(UUR ,QGLFDGRU QmR GHILQLGFigura 57: Percentual dos Hóspedes que Retornam. ................. (UUR ,QGLFDGRU QmR GHILQLGRFigura 58: Fatores Considerados Importantes para a Seleção do Destino de Viagens dos seus Clientes....................................................... (UUR ,QGLFDGRU QmR GHILQLGRFigura 59: Avaliações dos Serviços Pós-Ocupação................... (UUR ,QGLFDGRU QmR GHILQLGRFigura 60: O Hotel Mantém um Cadastro de Clientes, e os Consulta, Pedindo Sugestões ou Oferecendo Pacote de Férias ou Feriados.(UUR ,QGLFDGRU QmR GHILQLGRFigura 61: Como as Prospecções do Mercado Consumidor são Realizadas.(UUR ,QGLFDGRU QmR GHILQLGRFigura 62: Serviços Diferenciados Oferecidos. ........................ (UUR ,QGLFDGRU QmR GHILQLGRFigura 63: Pessoa a Disposição dos Hóspedes que Saiba Falar pelo menos Inglês e Espanhol................................................................. (UUR ,QGLFDGRU QmR GHILQLGRFigura 64: Ambientes Separados entre Fumantes e não Fumantes.(UUR ,QGLFDGRU QmR GHILQLGR
  11. 11. Ë1,( ( 7$%(/$6Tabela 1: Evolução do Turismo Mundial - 1965/1995. ......................................................... 20Tabela 2: Chegada de Turistas Internacionais, por Região - 1991/1995................................ 21Tabela 3: Receita Gerada com o Turismo Internacional, por Região - 1991/1995................ 21Tabela 4: Evolução Mundial do Tempo Livre. ...................................................................... 22Tabela 5: Resumo Quantitativo - Estabelecimentos/Apartamentos....................................... 26Tabela 6: Receita Total Anual (R$ mil). ................................................................................ 27Tabela 7: Quantidade Total de Funcionários. ........................................................................ 27Tabela 8: Total de Salários Pagos ao Ano (R$ mil)............................................................... 27Tabela 9: Entrada de Turistas no Brasil - 1970/1995............................................................. 31Tabela 10: Entrada de Turistas no Brasil, Segundo Vias de Acesso....................................... 31Tabela 11: Entrada de Turistas no Brasil, Segundo Pontos de Chegada e Regiões de Residência Permanente. ......................................................................................... 32Tabela 12: Evolução da Receita-Turismo em Relação às Exportações.(UUR ,QGLFDGRU QmR GHILQLGRTabela 13: Perfil do Turista Brasileiro que Viajou ao Exterior. .............................................. 37Tabela 14: Microrregiões de Santa Catarina ............................................................................ 40Tabela 15: Principais Mercados Emissores - Nacionais. ......................................................... 44Tabela 16: Principais Mercados Emissores - Estrangeiros. ..................................................... 44Tabela 17: Movimento Estimado de Turistas. ......................................................................... 44Tabela 18: Receita Estimada em Dólar. ................................................................................... 45Tabela 19: Qualidade dos Equipamentos e Serviços Turísticos de Santa Catarina - Serviço de Hotel (1994). ........................................................................................ 45Tabela 20: Meios de Hospedagem Utilizados.......................................................................... 46Tabela 21: Motivo da Viagem.................................................................................................. 46Tabela 22: Principais Atrativos Turísticos............................................................................... 47Tabela 23: Grau de Concordância sobre o Papel do Poder Público (Federal, Estadual, Municipal) como Impulsionador do Desenvolvimento Econômico........ 71Tabela 24: Grau de Concordância sobre a Interação entre as Esferas Governamentais (Governo Federal, Estadual, Municipal) na Promoção da Competitividade do Setor Turístico.................................................................................................... 73Tabela 25: Grau de Concordância sobre a Influência das Associações de Classe nas
  12. 12. Decisões Governamentais voltadas ao Setor. .......................................................... 74Tabela 26: O Estado tem Facilitado o Desenvolvimento de Associações ou -RLQW 9HQWXUHV com Empresas do Setor (Nacionais ou Estrangeiras). ............................................ 75Tabela 27: É Fundamental a Participação do Governo Municipal no Apoio a Construção e Implantação de Equipamentos Turísticos para Parques Temáticos, Eventos, Congressos, Recreação e Festas. ............................................ 76Tabela 28: Balanço de Pagamentos - Conta Turismo do Brasil - 1979/1995........................... 79Tabela 29: Intensidade das Relações Cooperativas Mantidas entre os Hotéis e a Fatma e o Ibama................................................................................................................. 83Tabela 30: Intensidade das Relações Cooperativas Mantidas entre os Hotéis e as Entidades de Suporte. .............................................................................................. 85Tabela 31: Intensidade das Relações Cooperativas dos Hotéis com as Associações de Classe....................................................................................................................... 87Tabela 32: A Infra-Estrutura Existente é Moderna e Sustenta as Vantagens Competitivas da Empresa/Setor.............................................................................. 91Tabela 33: Em Relação a Infra-Estrutura que dá Suporte ao Desenvolvimento Turístico, o Papel do Governo do Estado de Santa Catarina tem sido Decisivo. ........................................................................................................................... 92Tabela 34: O Papel Desempenhado pelas Comunidades é de Extrema Relevância para as Empresas do Setor de Turismo................................................................... 94Tabela 35: Percentual dos Hóspedes Segundo Origem. ............ (UUR ,QGLFDGRU QmR GHILQLGRTabela 36: Grau de Importância Atribuída pelos Hotéis às Diferentes Fontes de Informação para a Inovação de Produtos e Serviços.(UUR ,QGLFDGRU QmR GHILQLGRTabela 37: Grau de Importância Atribuída pelos Hotéis às Instituições de Suporte como Fontes de Informação para a Inovação de Produtos e Serviços.(UUR ,QGLFDGRU QmR GHILQLGRTabela 38: Serviços Terceirizados e Grau de Satisfação........... (UUR ,QGLFDGRU QmR GHILQLGRTabela 39: Fatores que Determinam o Retorno dos Hóspedes.. (UUR ,QGLFDGRU QmR GHILQLGRTabela 40: Fatores Considerados Importantes para a Seleção do Destino de Viagens dos seus Clientes....................................................... (UUR ,QGLFDGRU QmR GHILQLGRTabela 41: Serviços Diferenciados Oferecidos.......................... (UUR ,QGLFDGRU QmR GHILQLGRTabela 42: Pontos Fontes e Fracos na Gestão Empresarial. ...... (UUR ,QGLFDGRU QmR GHILQLGRTabela 43: Principais Problemas Percebidos pelos Hotéis em seu Ambiente Competitivo. ...................................................................... (UUR ,QGLFDGRU QmR GHILQLGR
  13. 13. Ë1,( ( 48$526Quadro 1: Fatores Sistêmicos................................................................................................... 51Quadro 2: Padrão Internacional versus o Catarinense................(UUR ,QGLFDGRU QmR GHILQLGR
  14. 14. ³3RGHVH VHP UHFHLR DOJXPDILUPDU TXH RV SULPHLURV YLDMDQWHVDUWLVWDV FLHQWLVWDV DYHQWXUHLURV DSUySULD WULSXODomR HQJDMDGD QDVQDXV GR FRPpUFLR GH H[SORUDomRGH SLUDWD IRUDP RV SULPHLURVWXULVWDV PRGHUQRV H FRP HOHV RKRPHP FRPXP SULQFLSLRX D YHU RPXQGR GH PDQHLUD UHYROXFLRQiULDSDUD DTXHOHV WHPSRV RX VHMD FRPRXP YDVWR GRPtQLR SDUD H[HUFHU VXDVDUWHV H FLrQFLDV DWp FXOPLQDU QDDOGHLD JOREDO FRQWHPSRUkQHD FRPH DSHVDU GDV UHVLVWrQFLDV pWLQLFDV HGRV IXQGDPHQWDOLVPRV UHOLJLRVRV´(Beni, p.63, 1996).
  15. 15. ,17528d­2 O turismo assumiu uma posição de destaque depois da Segunda Guerra Mundiale com a evolução do transporte aéreo de passageiros e dos meios de comunicação emníveis globais. Só para se ter uma idéia da dimensão do turismo no mundo, apenas em1993 o turismo internacional registrou 500 milhões de chegadas, o que gerou umareceita de 303 bilhões de dólares, colocando-o à frente das receitas com exportação desetores tradicionais como petróleo, automóveis e equipamentos eletrônicos.Considerando a produção bruta do turismo em 1991, obtém-se uma receita de US$ 2,9trilhões. A estimativa para 2005 é de 7,9 trilhões. Os números representam a realidade eo potencial do setor como sendo a mais importante indústria deste final de século. O turismo é um fator de desenvolvimento econômico e colaborador para o bemestar social de todos os envolvidos, direta ou indiretamente, com a atividade, tornando-se assim, um instrumento de crescimento econômico e impulsionador do social e dacultura de um povo. A atividade também se reveste de outros atributos que tornam o seu sucesso,papel fundamental para a sociedade moderna, qual seja, o de gerador de renda eemprego; estimula o investimento de capital e gera oportunidades para a criação depequenos e grandes negócios; melhora a qualidade de vida associada; aumenta a entradade divisas estrangeiras; auxilia na preservação do patrimônio natural, histórico ecultural; e desenvolve e revitaliza uma determinada região. Obviamente, isso só seráconcretizado com condições técnicas e organizacionais, bem como com a integração eefetiva cooperação de todos os atores do sistema (Governo, setor privado, entidades declasse, de suporte e todos aqueles que direta ou indiretamente estão envolvidos com aatividade). Santos Silva (1995) salienta ainda que, além da importância econômica doturismo, ele incorpora as necessidades essenciais da pessoa humana (pois é através dolazer que se recompõe o equilíbrio emocional), recupera a capacidade de inter-relacionamento pessoal e quando o turista interage com novas culturas, habilita-se maisfacilmente ao processo de integração entre os países.
  16. 16. Pelas características do setor turístico, em tela os hotéis, predominantementeprestador de serviços, interagindo com outras cinco dezenas de atividades da economia,é um setor importante de forma positiva na criação e geração de empregos diretos eindiretos. Por isso mesmo, o Governo Federal, Estados e Municípios devem enaltecer osetor, auxiliando-o e incentivando-o através de redes de cooperação e diálogosconstantes. Haja vista que, segundo a OEA (apud Belli, 1996), para cada empregogerado no setor hoteleiro, 2 ou 3 outros são criados na própria atividade turística eoutros 3 postos de trabalho em uma outra atividade econômica. Naisbitt (1994) considera o turismo o segundo setor mais globalizado, perdendoapenas para os serviços financeiros. Hoje, através das telecomunicações e dainformática, pode-se conhecer várias partes do mundo, pode-se reservar hotéis ecruzeiros em qualquer parte do globo, fechar pacotes com operadoras, enfim pode-sequase tudo através da informática via Internet. Houve sem dúvida alguma, uma reduçãodas distâncias com tais inovações tecnológicas. Castelli (1984) observa que o turismo implica em deslocamento e estada, sendoque a empresa hoteleira é a que dá o suporte básico para a estada, isto é, para ahospedagem do turista. Sendo os hotéis a expressão maior da indústria do turismo, Castelli (1984)afirma que o produto hoteleiro possui as seguintes características: a) é intangível; b) éestático, sendo o cliente, não o produto, o elemento móvel; c) não é estocável (um dia deinstalações vazias é uma perda; e) é instantâneo (produção, distribuição e consumo sãofeitos em conjunto e no ato, na presença do hóspede) e f) o hóspede adquire o direito deuso, não de posse. Pelas características do país, o maravilhoso potencial turístico do Estado deSanta Catarina, o torna um diferencial competitivo perante outros Estados da Federação.Atualmente Santa Catarina possui duas cidades (Florianópolis e Camboriú) no rankingda Embratur como os mais visitados por turistas estrangeiros, devendo movimentar US$900 milhões, o que representa algo em torno de 7% do PIB catarinense, com a chegadaanual de 2,3 milhões de turistas ao Estado.
  17. 17. O Estado tem hoje o potencial de desenvolver vários circuitos turísticos como:a) Caminho da Fé ou Circuito Religioso; b) Circuito de Cultura Açoriana, Alemã,Italiana, Austríaca, Japonesa e Polonesa; c) Circuito Litorâneo; d) Circuito Ferroviário;e) Ecoturismo; f) Agroturismo ou Turismo Rural; g) Circuito da Neve; h) Circuito dasÁguas Termais; i) Circuito de Compras; j) Aventuras; l) Museus; m) Circuito dasFestas; entre outros. Apresenta ainda as famosas rotas turísticas elaboradas pela Santur: a) Capital daNatureza (Litoral Centro); b) Rota do Sol (Litoral Norte); c) Caminho dos Príncipes(Região Norte); d) República Juliana (Região Sul); e) Vale Europeu (Vale do Itajaí); f)Serras Catarinenses (Região Serrana); g) Contestado (Vale do Rio do Peixe); h) NovaRota das Termas (Região Oeste). Apesar da performance atual, por ser um mercado ainda que com todos os seusproblemas, em expansão, apresenta deficiências competitivas em relação ao padrão decompetitividade e de concorrência de alguns Estados brasileiros e, principalmente, emrelação ao padrão internacional. Diante do exposto, o presente estudo analisa a competitividade sistêmica daindústria do turismo em Santa Catarina, com ênfase ao setor hoteleiro, através de umaamostra especial selecionada entre os hotéis com efetivo poder de influenciar o vetorpadrão de concorrência do setor. A metodologia de análise, idealizada pelo IAD -Instituto Alemão de Desenvolvimento avalia a capacidade competitiva da indústriahoteleira não apenas pela atuação dos hotéis, mas também, das estruturas de suporte,assim como todo o entorno do sistema específico, articulados nos vários níveis ,inclusive a atuação do governo, ou seja, o objetivo do trabalho é avaliar o grau deentrelaçamento entre os diferentes atores do sistema e que dão suporte para oincremento da competitividade. A competitividade foi analisada através de quatro níveis: o meta, o macro, omeso e o micro. O nível meta resulta de três elementos importantes: dos fatores sócio-culturais e da escala de valores; dos padrões básicos de organização político-jurídico-econômico; e da capacidade estratégica e política. O objetivo principal no nível macro consiste em criar condições para umacompetência eficaz, procurando incrementar a produtividade das empresas e fazê-las se
  18. 18. aproximar ao nível da empresas mais sólidas em termos de inovação e competição.Aspectos como política monetária, fiscal, cambial e comercial são fundamentais nestenível. A atribuição do nível meso é configurar o entorno específico das empresas. Osobjetivos principais são: reformular a infra-estrutura física; atuar nas políticaseducacionais e tecnológicas e nas políticas ambientais e regionais. No nível micro se cristalizam novas EHVW SUDFWLFHV com a atuação e interaçãoentre as empresas, pois o padrão organizativo se desenvolve através das empresas quepossuem relações simbióticas entre si. Em suma, o trabalho tem por objetivo, através da metodologia do IAD, avaliar ograu de competição e colaboração dos atores dos sistemas de turismo do Estado, pois éatravés do esforço integrado entre proprietários de empreendimentos hoteleiros,associações de classe e instituições de suporte, com auxílio do governo, que o tecidoinstitucional se aperfeiçoa e atinge o objetivo: competitividade com coesão e diálogoentre todos.
  19. 19. $5$7(5,=$d­2 ( (6(03(1+2 2 785,602 2 7XULVPR QR 0XQGR A dimensão do turismo no mundo é algo quase que inimaginável. A indústria doturismo é uma atividade que cresce num ritmo acelerado. É uma indústria importante nomundo todo. Mais do que outra atividade essencial, o turismo é um instrumento dedesenvolvimento, num mundo de serviços e tecnologias avançadas (ABRESI, 1996). O turismo representa cerca de 10% do PIB mundial e gera algo em torno de 204milhões de empregos, sendo que em 1996 foi o segundo setor em termos deinvestimentos em todo o mundo, perdendo apenas para o setor de informática. A receitagerada com o turismo no mundo gira em torno de 380 bilhões de dólares, com taxas decrescimento perto dos 10% nos últimos anos. A Tabela 1 mostra a magnitude destaindústria. O número de turistas viajando pelo mundo também é muito expressivo. Desde1992, a média está na casa dos 500 milhões de pessoas, com um crescimento médio nadécada de 90 de 4,5%.
  20. 20. Tabela A: Evolução do Turismo Mundial - 1965/1995. +(*$$ ( 785,67$6 ,17(51$,21$,6 5((,7$6ANOS MILHÕES DE ÍNDICE TAXA ANUAL DE US$ BILHÕES ÍNDICE TAXA ANUAL DE TURISTAS BASE: 1996=100 CRESCIMENTO BASE: 1996=100 CRESCIMENTO1965 112,9 100 0 11,6 100 -1966 120,0 106 6,3 13,3 115 14,71967 129,8 115 8,2 14,5 125 9,01968 131,2 116 1,1 15,0 129 3,41969 143,5 127 9,4 16,8 145 12,01970 165,8 147 15,5 17,9 154 6,51971 178,9 158 7,9 20,9 180 16,81972 188,1 167 5,1 24,6 212 17,71973 198,9 176 5,7 31,1 268 26,41974 205,7 182 3,4 33,8 291 8,71975 222,3 197 8,1 40,7 351 20,41976 228,9 203 3,0 44,4 383 9,11977 249,3 221 8,9 55,6 479 25,21978 267,1 237 7,1 68,8 593 23,71979 283,1 251 6,0 83,3 718 21,11980 286,2 253 1,1 105,2 907 26,31981 288,6 256 0,8 107,4 926 2,11982 288,7 256 0,0 100,9 870 -6,11983 291,9 259 1,1 102,4 883 1,51984 319,1 283 9,3 112,5 970 9,91985 329,5 292 3,3 117,4 1012 4,41986 340,5 302 3,3 142,1 1225 21,01987 366,9 325 7,8 174,2 1502 22,61988 401,7 356 9,5 201,5 1737 15,71989 430,9 382 7,3 218,4 1883 8,41990 459,2 407 6,6 264,7 2282 21,21991 465,8 413 1,4 271,9 2344 2,71992 503,3 446 8,1 308,8 2662 13,61993 517,6 458 2,8 314,2 2709 1,71994 545,9 484 5,5 345,5 2978 10,01995 561,0 497 2,8 380,7 3282 10,2Fonte: Embratur - Anuário 1996. Estes valores acima, colocariam o turismo com frequência em primeiro lugar nas“exportações mundiais”, à frente das receitas com exportações de petróleo, veículos eequipamentos eletrônicos. A Europa continua hegemônica como principal pólo de recepção de turistas, poisem média são 300 milhões de pessoas, gerando uma receita anual de 150 bilhões dedólares.
  21. 21. Tabela B: Chegada de Turistas Internacionais, por Região - 1991/1995. Unidade: Milhões de Turistas $12 5(*,®(6 È)5,$ 16,0 17,6 18,1 18,3 18,7 $0e5,$6 96,8 103,4 103,7 107,0 110,6 (8523$ 287,9 307,3 313,7 329,8 333,3 2($1,$ 5,1 5,8 6,3 7,3 7,9 È6,$ 60,0 69,2 75,8 83,5 90,5 727$/ Fonte: Embratur - Anuário 1996. Tabela C: Receita Gerada com o Turismo Internacional, por Região - 1991/1995. Unidade: Milhões de turistas $12 5(*,®(6 È)5,$ 4,9 5,9 6,0 6,4 6,7 $0e5,$6 76,8 84,7 90,3 95,7 96,4 (8523$ 143,3 162,6 158,0 173,2 195,3 2($1,$ 7,7 8,3 8,0 9,8 11,5 È6,$ 39,2 47,2 51,9 60,4 70,8 727$/ Fonte: Embratur - Anuário 1996. Na América do Sul, conforme dados da OMT, a atividade cresceu 11% em 1993e 8% em 1994. Especificamente no Mercosul, de 1993 para 1994 o número de turistas
  22. 22. cresceu 8,7% e a média de 1985-1994 está na faixa de 6,9% a.a. A atividaderepresentou, no Mercosul, em 1995, 7,1% do PIB da região; 7,2% do total de despesasdo consumidor; 6,1% do total de investimentos e 3,6% dos gastos do governo. Aatividade empregou na região em 1995, 7,5 milhões de pessoas. Segundo a ABRESI, a OMT1 e o WTTC, de 1995 a 2005 o turismo deverá criar745 novos empregos/dia, o que significa 2,7 milhões a mais de empregos diretos eindiretos, ou seja, 36% a mais de novos empregos em 10 anos. Segundo a OMT o número de pessoas viajando pelo mundo no ano 2000 vaichegar a 660 milhões e no ano 2010 a 937 milhões. Números bem diferentes da médiada década de 50 (25 milhões), de 70 (166 milhões), de 80 (288 milhões) e da média dadécada de 90 que deve ficar em torno de 456 milhões. A indústria do turismo no mundo todo emprega 204 milhões de pessoas. Umaem cada dez pessoas da faixa economicamente ativa está ligada ao setor, ou seja, 10%da força de trabalho global está de alguma forma ligada à atividade turística. Para aWTTC, em 2005 serão 348 milhões de pessoas. Os principais mercados emissores no ano 2000, provavelmente, serão os mesmosdos anos 90: Alemanha, Estados Unidos, Reino unido, França e Japão. Como destinosprincipais, destacam-se entre os 10 primeiros: Estados Unidos, França, Espanha, Itália,Hungria, Reino Unido, China, Áustria, Polônia e México. Em termos de receitas geradaspelo Turismo, os dez maiores serão: Estados Unidos, França, Itália, Espanha, Áustria,Reino unido, Alemanha, Hong Kong, Suíça e México. Uma das razões que fazem a indústria do turismo ser uma das mais prósperas emtodo o mundo é o aumento do tempo livre para lazer, com a redução das horas porsemana dedicadas ao trabalho. Os dados, como mostra a Tabela 4, estimam que até ofinal do século XX haverá uma disponibilidade de 51% do tempo das pessoas parapráticas de lazer, incluindo a isso, maior tempo disponível para viagens de turismo. Tabela D: Evolução Mundial do Tempo Livre. +25$6 3(5Ë226 ( 7(032 +25$66(0$1$
  23. 23. ,6321Ë9(,6 e$$6 e$$6 ( e$$6 ( $7e 2 ),1$/1 Todas as siglas e seus significados encontram-se no glossário.
  24. 24. ( 2 6e8/2 ;; Lazer 64 (37%) 72 (43%) 77 (46%) 83 (49%) Trabalho 48 (30%) 40 (24%) 35 (21%) 30 (18%) Repouso 56 (33%) 56 (33%) 56 (33%) 56 (33%) 7RWDO
  25. 25. Fonte: Lage Milone (apud OMT, 1995). Conforme salienta Santos Silva (1995), o mercado turístico internacional temacompanhado a dinâmica do mercado mundial no sentido da expansão e crescentecompetição entre um número cada vez maior de destinos turísticos, em relação a umademanda cada vez mais consciente e exigente por qualidade e diversificação de produtose serviços. Nesse contexto, o autor (apud Trigueiros, 1995), ainda destaca algumas dasprincipais tendências e condicionantes do mercado turístico internacional: a) busca de melhor qualidade nas instalações e na prestação de serviços; b) existência de um ambiente não degradado, indicando a importância dos recursos naturais e culturais para o desenvolvimento do turismo. Na verdade, é o surgimento e ERRP do Ecoturismo. Para a Eco-Tourism Society, grupo fundado há cinco anos em North Bennington, Vermont, EUA, Ecoturismo é turismo de viagem para áreas naturais que conservam o meio ambiente e sustentam o bem-estar da população (Wade, 1997). Feldmann (1997), afirma que o Ecoturismo é um dos segmentos da atividade turística que mais tem se desenvolvido no mundo, crescendo cerca de 20% ao ano; c) escalonamento das férias escolares, levando a um aumento do número de viagens, embora com a redução da permanência no destino; d) procura de produtos turísticos diferenciados, voltados às inquietudes dos consumidores no terreno da cultura e do ócio; e e) o surgimento de destinos diferentes, competitivos, oferecendo vantagens como redução de custos. Beni (1996) também observa algumas tendências para o turismo mundial: a) predomínio da imagem virtual como principal meio de comunicação para a oferta de turismo; b) crescimento da demanda de viagens e turismo pelo aumento do número de destinações com atrativos ecológicos, de aventura e histórico-culturais. Junto
  26. 26. com o turismo de eventos, os três segmentos são os que mais crescem no mundo; c) crescimento mundial da classe média causado pelo aumento da produção das empresas e sua internacionalização; d) encurtamento das distâncias de viagens determinado pelo avanço tecnológico e exploração comercial de novas rotas de transporte aéreo e marítimo; e) previsão pela IATA, para os próximos dez anos, de 600 milhões de passageiros aéreos internacionais em relação aos 345 milhões de 1995; f) aumento da segmentação do mercado turístico internacional; g) proliferação de mega-agências de viagens e turismo mundiais e de mega- agências regionais ou locais; h) aumento da competitividade e da qualidade entre bens e serviços turísticos em maior número de destinações; i) superação das resistências sócio-culturais frente à globalização do turismo pela conscientização do que ela representa para as economias nacionais ou regionais e pela certeza de que, justamente nas diferenças geográficas e culturais estão os mananciais das fontes do turismo internacional; e j) a hotelaria estará oferecendo espaços, instalações e equipamentos adaptados, segundo padrões universais de conforto e qualidade, aos diversos meios ambientes sem agressão à ecologia e às culturas locais. Só para se ter uma idéia, enquanto nos EUA e no Canadá 70% das propriedades hoteleiras encontram-se sob a guarda de redes hoteleiras, na Europa o índice cai para 30% e América do Sul para 6%. No Brasil e em Santa Catarina principalmente, os índices são mínimos, inexpressivos no contexto geral. Em suma, a importância assumida pelo mercado de viagens e turismo para aeconomia mundial, com milhões de pessoas viajando, consumindo e promovendo adistribuição de bens e serviços por todo o planeta, coloca este mercado numa posição deliderança no comércio internacional - com projeções de crescimento da atividade em 4 a5% ao ano até 2005 - pois representa uma parcela significativa da geração e circulaçãoda riqueza transacionada no mercado global (Santos Silva, 1995).
  27. 27. 2 7XULVPR QR %UDVLO A indústria brasileira do turismo é privilegiada, possui um potencial maravilhosoapresentando vários segmentos: turismo de praia; ecoturismo; diversidade cultural epaisagística; turismo religioso com as suas diversas festas por todo o territóriobrasileiro; turismo rural; turismo de negócios e de eventos; turismo gastronômico, comas comidas típicas de regiões do país, bem como de outros países; turismo de pesca eaventuras. Enfim, o país com sua grande extensão e características geográficas, permitea exploração turística em quase todo o território nacional nas suas mais diversas formas. O turismo é formado por um amplo e diversificado conjunto de atividadeseconômicas com importância destacada no setor de serviços, na indústria e no comércioem geral (Política Nacional de Turismo: 1996-1999). De acordo com essa Política, noBrasil, 52 setores da economia são diretamente impactados pelo bom desempenho daindústria turística, com reflexos consideráveis, diretos e indiretos, sobre a geração deempregos. Conforme a WTTC, estima-se que em 1994, a indústria do turismo e lazermovimentou na economia, direta e indiretamente, 45 bilhões de dólares, arrecadandocerca de 7,8 bilhões de dólares em impostos diretos, indiretos e pessoais. Dados de 1995da WTTC indicam que o setor emprega cerca de 6 milhões de trabalhadores,movimentando 16 bilhões de dólares em salários, postando-se assim, como um dosmaiores geradores de emprego no país. Estima-se que um em cada onze trabalhadores,tem seu emprego vinculado ao setor. Já para a ABRESI, a atividade turística no Brasil emprega 10 milhões depessoas, sendo que deste universo, 1,8 milhão são empregos temporários. Em termossalariais, estão 6,1% acima do salário médio brasileiro. Cada US$ 15 mil gastos emturismo geram um novo emprego. Mantida essa relação, pode-se estimar a geração de100 mil novos empregos/ano. Afirma ainda que a atividade turística, com todos os seussegmentos, gera US$ 40,41 bilhões, o que eqüivale a mais de 8% do PIB.Historicamente, no Brasil, a contribuição do turismo para o PIB tem-se mantido estável,entre 7,7% e 8%, nos últimos sete anos.
  28. 28. Para o crescimento e desenvolvimento do turismo no país faz-se necessárioinvestimento e infra-estrutura, serviços operacionais, marketing e promoções por partedo Estado. Enquanto que, no âmbito internacional esses investimentos representam6,9% dos orçamentos fiscais, no Brasil o valor cai mais da metade, ficando em 3,3% doorçamento fiscal, percentual muito aquém das reais necessidades do país e da atividade. Com 1.570 municípios com potencial turístico, o Brasil possui mais de 500.0002apartamentos, distribuídos em 18.026 estabelecimentos de hospedagem, localizados emtodos os Estados brasileiros formando assim, o parque hoteleiro. Os estabelecimentos estão distribuídos no território brasileiro da seguinte forma:a) 49% dos apartamentos estão localizados na Região Sudeste, através de 8.558estabelecimentos; b) 21% dos apartamentos estão localizados no Nordeste, com 4.784empreendimentos; c) 19% do total de apartamentos estão no sul do país, que tem 2.842estabelecimentos e d) 11% do total dos apartamentos, distribuídos em 1.842estabelecimentos, estão na Região Norte e Centro-Oeste. Abaixo é apresentado um resumo quantitativo dos hotéis no Brasil, levando emconta a classificação luxo, muito confortável, confortável, médio conforto, simples emuito simples, elaborado pela Asmussen Associados - 1995, constante do relatório daABRESI/Embratur/ SEBRAE. Tabela E: Resumo Quantitativo - Estabelecimentos/Apartamentos. 1RUWH 1RUGHVWH 2HVWH 6XGHVWH 6XO 7RWDOGHVFULomR XQLG DSWR XQLG DSWR XQLG DSWR XQLG DSWRV XQLG DSWR XQLG DSWRV V V V VHOTÉISLuxo 2 967 2 453 0 0 13 4166 1 164 18 5750Muito Conf. 1 188 18 2993 4 739 28 3854 7 989 58 8763Confortável 11 1304 48 5845 17 2203 119 11105 53 5811 248 26268Médio Conf. 36 1923 135 8961 56 4791 319 20057 159 13269 705 49001Simples 58 1734 274 9512 104 4170 712 24992 425 21795 1573 62203Muito 30 712 255 5258 168 3994 586 16483 309 415 1348 35862Simples6XEWRWDO Outros Hotéis 49 1251 235 5037 100 2597 373 10601 172 5247 929 247432 Os dados estatísticos constantes nesta parte, na sua maioria foram obtidos no relatório: “A Indústria doTurismo no Brasil: perfil e tendências”, idealizado pela Abresi/Embratur/SEBRAE.
  29. 29. 7RWDO +RWpLV Fonte: ABRESI, 1996. Em se tratando especificamente do parque hoteleiro, a receita total gerada é deaproximadamente 2,7 bilhões de reais, como mostra a tabela resumo abaixo: Tabela F: Receita Total Anual (R$ mil). 1RUWH 1RUGHVWH 2HVWH 6XGHVWH 6XO 7RWDO/X[R 48.484 24.794 0 294.949 9.918 378.0440XLWR RQIRUWiYHO 5.851 101.912 22.878 173.042 30.727 334.410RQIRUWiYHO 23.151 129.554 43.556 252.137 118.383 566.7810pGLR RQIRUWR 21.899 110.871 50.526 361.410 172.036 716.7426LPSOHV 11.449 56.440 22.580 217.106 161.713 469.2880XLWR 6LPSOHV 3.027 21.332 16.505 98.547 52.999 192.4092XWURV +RWpLV 3.940 15.289 9.901 53.446 23.443 106.0187RWDO Fonte: Adaptado de Asmussen Associados - 1995 apud ABRESI. Os hotéis no Brasil empregam 190.423 trabalhadores especializados e semi-especializados diretamente, pagando salários médios mensal em torno de R$ 400,00,gerando um total de salários pagos anualmente de R$ 1 bilhão. Tabela G: Quantidade Total de Funcionários. 1RUWH 1RUGHVWH 2HVWH 6XGHVWH 6XO 7RWDO Luxo 2.127 997 0 8.832 303 11.759 Muito Confortável 357 5.537 1.330 6.745 1.632 15.601 Confortável 2.217 9.644 3.525 16.658 8.135 40.179 Médio Conforto 2.885 11.649 5.270 20.057 12.606 52.466 Simples 1.474 7.610 3.128 18.744 16.346 47.301 Muito Simples 356 2.629 1.797 7.417 4.237 16.436 Outros Hotéis 438 1.763 779 2.650 1.049 6.680 7RWDO Fonte: Adaptado de Asmussen Associados - 1995 apud ABRESI. Tabela H: Total de Salários Pagos ao Ano (R$ mil). 1RUWH 1RUGHVWH 2HVWH 6XGHVWH 6XO 7RWDO
  30. 30. Luxo 11.062 5.506 0 56.866 2.012 75.446Muito Confortável 1.672 28.793 7.436 44.716 10.395 93.011Confortável 9.366 43.254 17.183 106.108 50.236 226.148Médio Conforto 11.625 49.218 24.322 123.852 75.381 284.398Simples 5.365 28.688 13.417 109.652 93.501 250.623Muito Simples 1.157 9.228 7.243 40.499 22.031 80.158Outros Hotéis 1.195 5.157 2.431 13.092 4.911 26.7877RWDO Fonte: Adaptado de Asmussen Associados - 1995 apud ABRESI. Considerando os dados de Garcia (1996), apresentam-se alguns resultadosdiferentes a respeito do assunto. Numa pesquisa nacional com 173 hotéis, chegou-se aalgumas conclusões que servem para este trabalho. Segundo o autor (1996), os dadosamostrais evidenciam que, na média geral, os hotéis empregam de forma permanente49,2 pessoas; os de pequeno porte cerca de 43% do total, têm em média e de formapermanente 12 empregados; os de tamanho médio, 35% do total, têm 36 empregados deforma permanente; enquanto os de grande porte, 22% do total, mantém em seusquadros, em média, 139 empregados permanentes. Garcia (1996) vai mais além, considerando-se o total de 5.126 meios dehospedagem, a aplicação da média geral obtida no processo de amostragem conduz aoexpressivo número de 252,3 mil empregados permanentes na rede hoteleira nacional3. Aesse total deve-se somar os empregados temporários e aqueles que executam serviçosterceirizados. Quanto ao número de temporários, os dados da amostra indicam que elesrepresentam, em média, aproximadamente 9,7% dos permanentes, ou seja, umcontingente nacional de cerca de 24,5 mil empregados. Logo, a pesquisa de Garcia (1996) conclui que uma estimativa de empregosgerados pelos hotéis poderia chegar aos seguintes resultados: total de empregos diretosno setor hoteleiro: 252,3 mil empregados permanentes; 24,5 mil temporários; 15,4 mil3 Na pesquisa de Garcia (1996) houve uma constatação da realidade brasileira dos hotéis. Apurou-se quedo conjunto de hotéis pesquisados, 70% são independentes, ou seja, não fazem parte de nenhuma redehoteleira, e 95% deles são administrados por seus proprietários. Os resultados confirmam o que seconstatou na pesquisa realizada com os hotéis catarinenses. Nas palavras de Dizelda Benedet, presidenteda SULCATUR, “Ainda há uma deficiência grande na profissionalização da mão-de-obra. Precisamos,com urgência, trabalhar na capacitação dos profissionais do setor” (DC, 03/10/97).
  31. 31. terceirizados e 33,3 mil em hotéis sem classificação. Ao todo seriam 325,5 milempregos no setor hoteleiro. Quanto à qualificação e ao grau de educação formal dos trabalhadores da redehoteleira no Brasil, pesquisas indicam que 67% do total de pessoal permanente possuiapenas o 1º grau, independente da classificação do hotel. Este dado não só retrata operfil da mão-de-obra do setor no Brasil, como também da mão-de-obra em SantaCatarina, estado próspero no setor, com enorme potencial, porém com mão-de-obradesqualificada. As taxas de ocupação da rede hoteleira no Brasil em 1996, situaram-se entre45% e 52%. Em comparação com 1995 (60%), 1996 não foi um ano bom. Sem os dadosde 1997 fechados pela Embratur, calcula-se que não foi muito diferente de 1996, devidoaos muitos ajustes que o setor enfrentou. O Painel S/A da Folha de S. Paulo de 08/01/98antecipou alguns dados referentes a 1997, como o de que cerca de 82% dos hotéisbrasileiros cobram diárias de até R$ 100,00 e têm uma média de ocupação mensal de55% a 58%. Desde o início de 1997, foram investidos R$ 1 bilhão na construção de novosestabelecimentos e nas reformas de empreendimentos antigos. Segundo o DC-DiárioCatarinense, de 30/12/97, esta foi a maior inversão de recursos já realizada ao longo dahistória da hotelaria nacional. Apostando no potencial do mercado nacional, grandesgrupos brasileiros e estrangeiros estão investindo no setor. Estimativas existentesapontam que mais de R$ 3,8 bilhões, destinados a 200 novos hotéis no país, serãoaplicados até o ano 2000. No contexto global do turismo brasileiro, além do ecoturismo (que em médiacresce 8% ao ano) e do turismo cultural e de lazer, um dos que tem demonstradocrescimento expressivo também, é o turismo de negócios ou eventos. Considerado umdos mais lucrativos, foi um dos que mais cresceu no período 1992-1995, em torno de13%, quase três vezes mais do que em toda a América Latina. Em 1995, 23,4% dosturistas estrangeiros no Brasil vieram a negócios e 4,8% para participar de congressos. Este tipo de turismo já movimenta a receita quase que total de muitos hotéis. Porexemplo, o turismo de negócios representa 100% das receitas do Caesar Park de São
  32. 32. Paulo; 98% no Transamérica; 90% no Meliá; 85% no Maksoud; 80% no Le Canard, noL’Hotel, no Novotel e no Softel; 70% no Caesar Park do Rio de Janeiro e no Vila Rica. O governo está incentivando a construção de parques temáticos a fim dedesenvolver o turismo em determinadas regiões. Atualmente, estão isentos de IPI e doImposto de Importação, os equipamentos para parques temáticos. Segundo a ADIBRA, existe no país 2 mil parques (95% são pequenos e móveis),que faturam 200 milhões de reais, geram 50 mil empregos diretos e 250 miltemporários. Atualmente, existem 15 parques temáticos em construção ou projetados einvestimentos previstos até o ano 2000 de 2 bilhões de reais. Em suma, a ABRESI resume todos os paradoxos do turismo no Brasil ao ilustrarque o país tem um clima excepcional, praias belíssimas e grandes santuários ecológicos,como a Amazônia e o Pantanal, e ainda uma diversidade cultural impressionante. Tudoisso é matéria-prima de alto valor em turismo. Entretanto, os turistas não querem correro risco de serem assaltados, nem pagar preços exorbitantes nos hotéis, muito menos comos serviços prestados de forma bastante amadora. As pessoas pagam por um serviço equerem profissionalismo com qualidade. Para a ABRESI a solução começa pelamudança de enfoque. O turismo não é algo que deva ser visto como mordomia a serdesfrutada por uns poucos privilegiados. É um produto, um serviço ao qual deve teracesso um número cada vez maior de pessoas. Diante disso, é fato constatado que o turismo é hoje uma das indústrias que maiscresce no mundo e deverá ser uma das maiores possibilidades de se amenizar o caos dodesemprego, pois tem enorme potencial de geração de renda e ampla utilização de mão-de-obra nos seus diversos segmentos (ABRESI, 1995). 2 7XULVPR 5HFHSWLYR Para o Diretor de Economia e Fomento da Embratur, Bismarck Pinheiro Maia,“...as pessoas precisam entender que o grande mercado para o turismo nacional está aquimesmo e somos nós, os brasileiros. Nós temos 17 milhões de turistas viajando pelo país,mais isso parece não importar. No Nordeste, apenas 5% do total de turistas sãoestrangeiros. Em Santa Catarina, esse percentual deve ficar em torno de 10% a 15% no
  33. 33. verão mas ao longo do ano não deve ultrapassar os 5%. É o turista brasileiro que tem força para alavancar o turismo no país” (DC, 17/08/97). Esta afirmação representa o motivo do investimento ao fomento do turismo interno no Brasil durante o ano de 1997 por parte da Embratur. Não obstante a isso, o turismo receptivo internacional é fundamental para um país, principalmente por gerar divisas à Nação. De acordo com o Anuário Estatístico 1996 da Embratur, em 1995 entraram 1.991.416 turistas estrangeiros no país, sendo 1.106.062, provenientes da América do Sul, dentre esses, 32% da Argentina, o maior emissor. Tabela I: Entrada de Turistas no Brasil - 1970/1995.$126 785,67$6 $126 785,67$6 $126 785,67$6 $126 785,67$6 249.900 634.595 1.595.726 1.228.178 287.926 784.316 1.735.982 1.692.078 342.961 1.081.799 1.934.091 1.641.138 399.127 1.625.422 1.929.053 1.853.301 480.267 1.357.879 1.742.939 1.991.416 517.967 1.146.681 1.402.897 555.967 1.420.481 1.091.067 Fonte: Embratur - Anuário 1996. Tabela J: Entrada de Turistas no Brasil, Segundo Vias de Acesso. 3RQWRV GH 9LD $pUHD 9LD 0DUtWLPD 9LD 7HUUHVWUH 9LD )OXYLDO 7RWDO KHJDGD AMAZONAS 9.413 11.772 - - 2.030 2.538 392 490 11.835 14.800 BAHIA 66.470 62.599 1.668 1.655 - - - - 68.138 64.254
  34. 34. DISTRITO FED. 3.874 4.603 - - - - - - 3.874 4.603 MATO G. DO SUL 7 170 - - 26.392 22.593 - - 26.399 22.763 PARÁ 6.360 6.291 - - - - 1.468 2.624 7.828 8.915 PARANÁ 11.759 10.523 647 566 151.516 142.874 582 530 164.504 154.493 PERNAMBUCO 48.367 48.619 2.940 2.926 - - - - 51.307 51.545 RIO G. DO SUL 57.966 54.220 1.437 1.239 450.717 388.978 18.307 15.792 528.427 460.229 RIO DE JANEIRO 424.469 484.114 5.080 5.793 - - - - 429.549 489.907 SÃO PAULO 405.899 533.329 4.405 4.512 - - - - 410.304 537.841 OUTROS PONTOS 94.998 127.345 6.390 6.622 49.652 47.920 96 179 151.136 182.066 727$/ Fonte: Embratur - Anuário 1996. Tabela K: Entrada de Turistas no Brasil, Segundo Pontos de Chegada e Regiões de Residência Permanente.5(*,®(6 $0$=21$6 %$+,$ ,675,72 0$72 * 3$5È 3$5$1È )((5$/ 2 68/ ÁFRICA 42 30 264 213 27 143 53 28 26 14 292 370AMÉRICA CENTRAL 173 256 190 8 100 119 37 33 198 771 692 824AMÉRICA D. NORTE 6.404 8.537 1.489 3.200 2.810 2.925 301 296 1.887 1.214 5.248 5.743AMÉRICA D. SUL 1.912 2.604 32.553 21.414 425 286 23.444 20.116 4.087 4.346 138.461 124.208ÁSIA 497 746 92 112 128 215 93 112 152 56 3.303 3.630EUROPA 2.670 2.197 33.063 38.750 249 404 2.035 1.656 1.385 1.728 14.654 17.223OCEANIA 81 324 24 16 10 13 148 108 7 3 618 792ORIENTE MÉDIO 33 73 180 125 73 375 281 411 8 5 1.148 1.522NÃO ESPECIFICADO 23 33 283 416 52 123 7 3 78 778 88 181727$/ (CONTINUA)5(*,®(6 3(51$0 5,2 * 2 5,2 ( 6­2 3$8/2 287526 727$/ %82 68/ -$1(,52 321726 ÁFRICA 263 279 109 115 19.949 13.357 4.003 4.232 171 152 25.229 18.933AMÉRICA CENTRAL 43 64 144 148 3.511 4.653 5.116 6.153 77 453 10.281 13.482AMÉRICA D. NORTE 2.214 3.403 1.961 2.783 70.655 85.131 91.619 131.494 3.553 9.841 188.141 254.567AMÉRICA D. SUL 7.886 6.059 520.379 450.597 146.233 148.853 149.286 171.539 134.163 156.040 1.158.829 1.106.062ÁSIA 95 121 470 457 8.845 11.371 28.800 41.289 387 770 42.862 58.879EUROPA 40.285 40.822 4.878 5.558 170.950 212.898 125.329 173.559 12.475 14.358 407.973 509.153OCEANIA 29 15 206 230 2.880 4.211 1.529 2.105 54 149 5.586 7.966ORIENTE MÉDIO 121 291 169 183 3.240 4.297 3.187 4.748 62 138 8.502 12.168NÃO ESPECIFICADO 371 491 111 158 3.286 5.136 1.405 2.722 194 165 5.898 10.206727$/ ¢ ¤¢© ¤¢§¥ %© ¤©©¦ % ¡$§¥#¡ ¤¢  ¢© §§!©§¥ §¦ ¢ ©© §©© ©©  §§§© §©©§ §§ ©©  ¤¢¨©§¥ ¤¢  ¡ £ ¡ £ ¡ ¡ ¦ £ ¥   £ ¡ £ £ ¡ ¡ ¡ £ ¨ ¥   ¦ £ ¡ ¨ ¦ £ £ £ ¦ ¨ £   £ ¡   ¦ £ ¡ Fonte: Embratur - Anuário 1996. Figura A: Principais Mercados Emissores de Turistas para o Brasil - 1995.
  35. 35. Outros Suiça 17% Argentina 2% 32% Inglaterra 2% Portugal 3% França 3% Espanha 3% Chile 3% Itália USA 4% Paraguai 11% Alemanha Uruguai 5% 5% 10%Fonte: Embratur - Anuário 1996. Figura B: Principais Portões de Entrada de Turistas Estrangeiros - 1995. Outros Pernambuco 12% São Paulo Bahia 3% 26% 3% Paraná 8% Rio G. do Sul Rio de Janeiro 23% 25%Fonte: Embratur - Anuário 1996.
  36. 36. Os dados de 1996 indicam um crescimento do turismo receptivo: 2.386.000turistas vieram ao Brasil, deixando US$ 2,3 bilhões, 11% a mais do que em 1995. O perfil do turismo pode ser resumido pelas informações da Embratur listadasabaixo: a) Renda média anual: US$ 41.462,85; b) Gasto médio per capita/dia , excluindo hospedagem: US$ 70,39; c) Gasto médio per capita/dia com hotel: US$ 65,26; d) Motivo da viagem: turismo (67,2%); e) Fator decisório da visita: atrativos turísticos (74,7%); f) O que influenciou a decisão da visita: televisão (12,7%); g) Forma de organização da viagem: organizada por agências de viagem (36,2%); h) Permanência média no país: 13,16 dias; i) Turistas que viajaram pela primeira vez ao país: 35,2%; j) Meio de hospedagem: hotel (85%) e k) Turistas que pretendem voltar ao Brasil: 89,3%. Em 1996, houve um aumento de 26,2% no gasto médio per capita por dia doturista estrangeiro. O segmento que merece destaque, mais uma vez, é o do turismo denegócios e eventos que cresceu 29% em função da estabilidade e da abertura econômica,com o interesse de investimentos estrangeiros e do Mercosul (Alvares, 1997). As cidades mais visitadas em 1996 seguem a tendência histórica e estão assimdistribuídas: Rio de Janeiro (30,5%); São Paulo (22,4%); Florianópolis (17%); Foz doIguaçu (16,6%); Porto Alegre (10,1%); Salvador (7,7%); Camboriú (5,4%); Manaus(4,7%); Recife (4,7%) e Torres (4,4%). O número de turistas que o Brasil recebe é irrisório quando comparado comoutros países. Enquanto o Brasil recebe anualmente 2 milhões em média, a Françarecebe 61 milhões de visitantes; os EUA 45 milhões; a Espanha 42 milhões; o México20 milhões; Portugal 10 milhões; a Rússia com seus problemas também recebe emmédia 10 milhões e a Malásia 8 milhões.
  37. 37. Ao que parece, o turismo receptivo internacional no Brasil ainda é muito poucodesenvolvido. O seu potencial é enorme, os dados e o segmento turístico que eleapresenta comprovam isso, porém é muito pouco explorado pelos atores competentes dosistema. Estimativas mostram que em 1997 o Brasil pode ter recebido cerca de 2,3milhões de turistas estrangeiros, número muito aquém do real potencial do país. Segundo Carlos Alberto Júlio, o Brasil ocupa o 42º posto no mundo em recepçãode turistas. É pouco expressivo diante da diversidade de fatores culturais e naturaisexistentes, e que poderiam servir como meio de fomentar recursos para atrair maisvisitantes (Lage Milone, 1995). A meta do governo é um aumento de 1,8 milhão, valor referente a 1994, deturistas estrangeiros no país, para 3,8 milhões em 1999, com incremento de 111% noperíodo. Isso representaria aumentar de US$ 1,95 bilhão em 1994 de ingressos dedivisas estrangeiras, para US$ 4 bilhões em 1999, um incremento de 105,13% noperíodo, o que representa dizer que os empregos gerados na economia passarão dosatuais 9% da população economicamente ativa no setor, para além da média mundial de10,6%. A evolução da receita-turismo em relação às exportações decresceu de 1980 para1990, como mostra a Tabela 12. Tabela L: Evolução da Receita-Turismo em Relação às Exportações. $12 3$57,,3$d­2 1$6 (;3257$d®(6 8,91% 7,4% 8% 7% 5,6% 5,8% 6,8% 5,7% 4,9% 3,6% 4,6% 4,9% 3,7%
  38. 38. 2,8% 4,4% Fonte: Adaptado de ABRESI, 1996. 2 7XULVPR (PLVVLYR A quantidade de brasileiros que sai do país é muito maior do que a de turistasque entram no Brasil. Somente em 1997, estimativa da ABAV, enquanto que 2,3milhões de estrangeiros visitaram o país, 3,5 milhões de brasileiros viajaram ao exterior.Nos últimos 15 anos, enquanto o turismo emissivo internacional do Brasil cresceu 495%o receptivo evoluiu apenas 17%. O perfil do turista brasileiro que viajou ao exterior em 1996 pode ser resumidoda seguinte forma, segundo a Embratur: a) a maioria (62,9%) viajou a turismo, sendo os “atrativos turísticos” o principal fator decisivo para a viagem; b) 54,7% dos turistas organizou a viagem sem o auxílio de agências; c) cerca de 64,7% já haviam viajado pelo Brasil nos últimos doze meses que precederam à data de realização da pesquisa; d) 56,3% visitou os EUA; e) a permanência média no exterior é de 16,92 dias; f) o gasto médio por pessoa por dia é de US$ 90,67 e g) 75,8% do total dos entrevistados hospedou-se em hotéis. Além dos EUA (56,3%), os brasileiros também viajam para a França (9,9%);Argentina (9,5%); Canadá (7,6%); Itália (6,9%); Uruguai (5,5%); Espanha (5%);Inglaterra (4,8%); e Portugal (4,2%). Os engenheiros (10,5%), os professores (10,2%), comerciantes (7,2%) e médicos(6,4%) foram os que mais viajaram ao exterior em 1996. Sendo os maiores pólosemissores segundo residência: São Paulo (31,1%); Rio de Janeiro (23%); Rio Grande doSul (12,9%) e Distrito Federal (4,4%).
  39. 39. Tabela M: Perfil do Turista Brasileiro que Viajou ao Exterior. 0$,25(6 (0,6625(6 $12 MOTIVO DA VIAGEMTurismo 67,7% 67,1% 62,9%Negócio 23,3% 23,4% 26,7%FORMA DE ORGANIZAÇÃO DA VIAGEMNão Organizada por Agência 54,3% 51,6% 54,7%Organizada por Agência 45,7% 48,4% 45,3%HOSPEDAGEM UTILIZADA NO EXTERIORHotel 74,0% 79,4% 75,8%Casa de amigo/Parente 19,4% 15,5% 17,9%PERMANÊNCIA MÉDIA (dias) 17,54 17,51 16,92GASTO MÉDIO PER CAPITA DIA (US$) 80,02 93,37 90,67PAÍSES MAIS VISITADOSEstados Unidos 53,0% 54,0% 56,3%França 7,4% 11,5% 9,9%Itália 5,5% 10,7% 6,9%Argentina 10,1% 9,8% 9,5%Canadá - 7,0% 7,6%Espanha 5,4% 9,0% 5,0%Inglaterra 3,9% 6,3% 4,8%Uruguai 7,5% 5,9% 5,5%Portugal 4,4% 5,3% 4,2%Fonte: Embratur - Estudo da Demanda Turística Internacional - 1996. Por fim, três são os principais motivos que estão levando cada vez maisbrasileiros ao exterior: a) nunca foi tão barato viajar ao exterior, mais barato muitasvezes do que viajar dentro do próprio país; b) facilidade de sair e entrar no país; e c)estabilização da economia (ABRESI).
  40. 40. 2 7XULVPR HP 6DQWD DWDULQD A indústria do turismo em Santa Catarina destaca-se pela diversidade dosatrativos turísticos. Poucos estados, e até mesmo países, poderiam igualar-se a SantaCatarina em termos de atrativos naturais. Em um espaço de 95 mil quilômetrosquadrados pode-se encontrar os mais variados contrastes da natureza. São serras que seelevam a uma altitude de 1.400 metros, um litoral pontilhado com belas praias, baías,enseadas e ilhas, passando por planaltos e vales de colonização européia. São inúmerasas fontes termais no Estado, onde a temperatura varia de 35 graus centígrados no verão azero grau negativo no inverno, é quando acontece o espetáculo da neve no planaltoserrano (Gazeta Mercantil de 29/07/97). É evidente que o diferencial do produto turístico de Santa Catarina frente aosestados concorrentes é a grande diversidade de seus atrativos. A ampla e diversificadabase de recursos naturais, aliada a fatores relacionados às várias culturas dos grupossociais que colonizaram o território, possibilita a oferta de diversos circuitos turísticos:Caminho da Fé ou Circuito Religioso; Circuito de Cultura Açoriana, Alemã, Italiana,Austríaca, Japonesa e Polonesa; Circuito Litorâneo; Circuito Ferroviário; Ecoturismo;Agroturismo e Turismo Rural; Circuito da Neve; Circuito das Águas Termais; Circuitode Compras; Aventuras; de Museus; de Parques; Circuito das Festas dentre outrosdispersos nas diversas microregiões geográficas que integram o território catarinense eque se encontram sintetizados na Tabela 14. O órgão oficial de turismo no Estado, a Santur, numa tentativa de agrupar asdiferentes opções em nível de marketing, estabeleceu oito rotas turísticas oficiais: a Rotado Sol localizada no Litoral Norte do Estado; o Caminho dos Príncipes na RegiãoNorte; República Juliana na Região Sul; a Rota Vale Europeu, no Vale do Itajaí; asSerras Catarinenses na Região Serrana; a Rota do Contestado no Vale do Rio do Peixe;Nova Rota das Termas na Região Oeste; e a Capital da Natureza no Litoral Centro.4 Parte deste tópico está fundamentado nos trabalhos “Diagnóstico e Prognóstico da Atividade Turísticaem Santa Catarina” e “Turismo em Santa Catarina: diagnóstico básico”, coordenado pelo professor daUFSC e Presidente da Santur, Luis Moretto Neto.
  41. 41. Figura C: Divisão Turística de Santa Catarina.Fonte: Santur, 1992.
  42. 42. Tabela N: Microrregiões de Santa Catarina ³ ´ 6CA4976642)0( 5 B) @ 8 3 3 5 3 1 72)V%297S497663 5 1 R UT 3 Q R 5 R Q P 5 9CY6SVA5 ` H) 1 X 8 R efd %Aa c b £ g c wu v f%€ %b ‚ e d c d ¢„Gr %b t … ƒ I I b g q r € c xyrGh b g 42G976D4A@ H 1) F E 3 @ 5 8 W%297SR 5 ( U) 3 Q q%pfd h b ie e c sv d c  r efd t wA%b b ƒ i a %b Gsg a t r f%¢wƒ c g e d € b Veraneio Rural; ecológico e aventuras 15 640 1.349 149 766X773777H E Q @ H H 3 Cultura germânica; festas; Científico 37 2.190 4.625 661 77S09S` Q H X 8 ( Q † eventos; compras e ecoturismo Nenhum Termal; ecoturismo e 09 202 631 42 6D7C)A6741 U H ‡ X 5 X H cultural Termal Ecoturismo; científico; 14 437 882 121 C97676671 H) P 3 ˆ 1 X 5 cultural e agroturismo Nenhum Ecoturismo; rural; cultura 08 - 408 - D67H V‰9741 U 5 X ) R) 3 Q † japonesa Lazer e termal Científico; rural; 25 789 1.547 207 D41 H ‡ 748 ˆ 1 I agroturismo Nenhum Cultural; gastronomia 22 767 1.483 25 ‘9CY2941 H ( ) 1) 3 Praias; eventos; cultura Cultura alemã; ecoturis.; 216 6.545 19.315 2.025 ˆ67C964GF X H) 3 5 ` 2)VA5 U ` I açoriana e termal aventura; rural e científico Praias; festas; compras e - 214 9.714 21.317 2.965 9©’7S‰) T H H R parque temático Nenhum Festas; religioso e - - - - Q SR‰) 66X7765 H @ H 3 I ecoturismo Compras; Industrial; rural; Ferroviário; museus 63 2.216 5.174 734 V`V‰97C)A%’ 8 `) “ X 5 festas e ecoturismo Ecoturismo Ferroviário; Cultura alemã e 18 558 1.789 73 466%’ H ” H 5 H † italiana Rural; festas e neve Ecoturismo; gastronômico; 38 631 2.070 414 4A6S` U 8 @ H cultura japonesa e compras Aventuras; festas e Ecoturismo; cultura 15 170 474 - 9§6•293 ` Q U 5 P 5) compras germânica e italiana Ferroviário; festas; cultura Ecoturismo; culturais e 14 365 777 - 5 6B§U 5 6P † alemã e polonesa compras 9§U` Q
  43. 43. - Rural; ecoturismo; 09 371 662 - 6§U ( 5 B 5 6P agroturismo e aventura 8VR%4A5 U 8 Termal Rural; ecoturismo; aventura 04 127 182 106563C)V8V`9Q SR H † e cultura alemã Religioso; ecoturismo; - 05 114 216 - 646©CVR U H 1 Q ’) compras; cultura italiana e esportivo Praias; termal e ferroviário Ecoturismo; cultura alemã e 81 2.315 5.680 693 Q SR 677H 5 B 3 † açoriana Lazer Ecoturismo e cultural 04 185 340 20X 7H 9S8 — 3 – – 9SRA4R ` H 5 Fonte: Adaptado de Moretto Neto (coord.) et. al, 1997. Legenda: nas lacunas com um traço (-), os dados não estão disponíveis.
  44. 44. Figura D: Mapa das Microrregiões de Santa Catarina.
  45. 45. A Tabela 14 mostra o potencial turístico ainda a ser desenvolvido nas maisdiversas microrregiões do Estado. Também são apresentados o número de empregosdiretos gerados pelos meios de hospedagem, totalizando 8.235 trabalhadores em todasas microrregiões. Valor irrisório se for levado em conta que o turismo tornar-se-á daquipara frente, a indústria que mais gerará empregos diretos e indiretos. Ao nível de oferta de hospedagem, nos municípios dotados de atrativos turísticosefetivos e/ou potenciais, existem 8115 empreendimentos instalados em Santa Catarina,com capacidade de 68.921 leitos em 28.336 unidades habitacionais. Neste contexto, asmicrorregiões geográficas de Itajaí e Florianópolis concentram 30,9% e 28%respectivamente da oferta total do Estado. A grande maioria dos investimentos dehospedagem, encontra-se concentrado na faixa litorânea, particularmente no Centro eNorte, nas localidades de Florianópolis, Balneário Camboriú, Itapema e Bombinhas. O Secretário de Turismo de Balneário Camboriú, Osmar Nunes Filho faz umaimportante constatação. Para ele, quanto maior a crise, maior a necessidade das pessoasdescansarem, saírem da rotina. Por esse ou por outro motivo, o que se vem observando éque historicamente o turismo em Santa Catarina está crescendo. Em 1991 eram 1.102.400 turistas; em 1992, 1.339.300; em 1993, 1.583.800; eem 1994, 1.540.400 turistas. Em 1997, já somava 2,264 milhões de turistas, o querepresenta 930 milhões de reais de recursos deixados no Estado, ou seja, 7% do PIBcatarinense. Segundo dados da Santur, só no verão de 1995, 1,35 milhões de turistasvisitaram o Estado e em 1996, 1,56 milhões de pessoas passaram o verão no EstadoCatarinense. Nesse período, a taxa média de ocupação na rede hoteleira subiu de 52,9%para 70,8%. As 10 cidades catarinenses mais visitadas são Balneário Camboriú,Florianópolis, Blumenau, Joinville, Laguna, Lages, Porto Belo, São Francisco do Sul,Brusque e Chapecó. Sendo que os principais mercados emissores são Paraná, RioGrande do Sul, Santa Catarina(turismo interno) e São Paulo como mostra abaixo a tabela.5 Cadastrados na Embratur existem 162 meios de hospedagem em Santa Catarina, com predominância dehotéis. Classificados da seguinte forma: 1 estrela: 12 com 430 unidades habitacionais (UH); 2 estrelas: 69com 3.031 UH; 3 estrelas: 54 com 3.705 UH; 4 estrelas: 22 com 2.362 UH; 5 estrelas: 5 com 472 UH;perfazendo um total de 162 com 10.000 UH.
  46. 46. Tabela O: Principais Mercados Emissores - Nacionais. (67$2
  47. 47. PARANÁ 27,66 26,68 28,82 SANTA CATARINA 21,73 28,55 23,13 RIO GRANDE DO SUL 20,49 24,64 25,18 SÃO PAULO 17,29 11,79 12,93 RIO DE JANEIRO 3,70 2,26 2,81 Fonte: Santur. Já como principal mercado emissor de estrangeiros a Santa Catarina, os paísesdo Mercosul representam mais de 90%, com destaque à Argentina que mantém de longea liderança com 82,79% dos turistas estrangeiros que vem ao Estado. Tabela P: Principais Mercados Emissores - Estrangeiros. 3$Ë6
  48. 48. ARGENTINA 89,30 79,19 82,79 PARAGUAI 5,30 9,49 6,05 URUGUAI 3,31 3,64 4,19 CHILE 0,57 3,64 0,93 Fonte: Santur. Em termos de números de turistas os percentuais das tabelas acima podem sersintetizados através da tabela a seguir: Tabela Q: Movimento Estimado de Turistas. 25,*(0 NACIONAIS 1.205.241 1.238.117 1.443.340 ESTRANGEIROS 335.186 112.515 117.679
  49. 49. 727$/ Fonte: Santur. Pode-se observar um predomínio muito expressivo de turistas nacionais emSanta Catarina, razão pela qual a Santur está se dedicando mais a esse mercado. O gasto médio diário por turista em dólar vem aumentando ao longo dos anos.Em 1994 enquanto o turista nacional gastava US$ 28,67 dia, o estrangeiro gastava US$37,20. Essa proporção demonstra uma tendência de aproximação. Em 1995, o turistanacional gastava US$ 37,72 dia e o estrangeiro US$ 38,34. Em 1996 o gasto do turistanacional foi de US$ 38,35 e do estrangeiro US$ 45,44. A seguir está o somatório dareceita, em dólar, com os turistas nacionais e estrangeiros. Tabela R: Receita Estimada em Dólar. 25,*(0 1$,21$,6 336.606.569,73 483.674.004,38 561.299.215,18 (675$1*(,526 179.195.909,23 57.976.697,16 75.668.973,71 727$/ Fonte: Santur. Quanto à qualidade dos equipamentos e serviços turísticos em Santa Catarinaespecificamente tratando-se dos hotéis, uma pesquisa realizada pela Santur em 1994mostra que tanto o turista nacional (amostra de 13.991 turistas) quanto o estrangeiro(amostra de 3.891 turistas), na sua maioria qualificam os serviços prestados pelos hotéiscomo sendo bom. Em média, 63,28% dos turistas o qualificam desta forma. Tabela S: Qualidade dos Equipamentos e Serviços Turísticos de Santa Catarina - Serviço de Hotel (1994). 25,*(0 1$,21$,6 (675$1*(,526 727$/ 6(59,d2 % DE % DE % DE ( +27(/ RESPOSTAS RESPOSTAS RESPOSTAS %20 63,66 61,61 63,28 (;(/(17( 25,48 27,24 25,81 5(*8/$5 9,30 8,98 9,24

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