Teca Brito- música na Educacao Infantil
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×
 

Teca Brito- música na Educacao Infantil

on

  • 19,529 views

 

Statistics

Views

Total Views
19,529
Views on SlideShare
19,298
Embed Views
231

Actions

Likes
4
Downloads
324
Comments
0

3 Embeds 231

http://clarisseshow.blogspot.com 216
http://clarisseshow.blogspot.com.br 14
http://clarisseshow.blogspot.in 1

Accessibility

Categories

Upload Details

Uploaded via as Adobe PDF

Usage Rights

© All Rights Reserved

Report content

Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
  • Full Name Full Name Comment goes here.
    Are you sure you want to
    Your message goes here
    Processing…
Post Comment
Edit your comment

Teca Brito- música na Educacao Infantil Teca Brito- música na Educacao Infantil Document Transcript

  • Resenha do livro “Música na Educação Infantil: Propostas Para a Formação Integral da Criança” de Teca Alencar de Brito por Carlos Roberto Prestes LopesBRITO,Teca Alencar de. Música na Educação infantil. São Paulo: Peirópolis, 2003. (204 p.) Uma leitura parcial através do Google livros é possível clicando aqui
  • - Resenha - Teca Alencar de Brito - Música na Educação Infantil: Propostas para a formação Integral da Criança POR QUE EXISTE MÚSICA? É com esta pergunta feita por um aluno seu que a autora inicia este capítulo,relatando um diálogo ocorrido durante uma aula. Neste diálogo, primeiramente os alunos mostram os tipos de música segundosua visão, depois se inicia outro trecho da conversa, que parte da pergunta "Por queexiste som?", sobre a qual o tema é expandido.SOBRE O SOM E O SILÊNCIO Teca de Brito chama a atenção para a percepção do som, o ouvir como parte daintegração entre o Homem e o meio no qual este vive. Os sons que nos cercam sãoexpressões da vida, do movimento, e indicam situações, ambientes, paisagens sonoras,que representam o meio e a presença do Homem neste. Som é tudo o que soa!Tudo o que o ouvido percebe sob a forma demovimentos vibratórios... Silêncio não é simplesmente a ausência de som, mas sim a ausência de sonsaudíveis. Já que tudo vibra, o tempo todo há movimento gerador de som, sendo esteaudível ou não. Temos ainda de considerar que a cultura na qual o indivíduo está inseridoinfluencia na sua escuta, exemplo disso é a dificuldade, de nós ocidentais, de distinguire reproduzir os microtons presentes na música indiana. É assim que a autora explora o universo sonoro antes de apresentar osparâmetros/qualidades do som (conjunto de características do som, ou deagrupamentos sonoros, física e objetivamente definíveis, H.-J. Koellreutter, 1990).O SOM TEM QUALIDADES (ou parâmetros)  ALTURA - Um som pode ser grave ou agudo, dependendo de sua freqüência (número de vibrações por segundo).Quanto menor for a freqüência, mais grave será o som, e quanto maior, mais agudo será;  INTENSIDADE - Um som pode ser forte ou fraco, dependendo da amplitude de sua onda;  TIMBRE - É a característica que personaliza o som, por exemplo, uma mesma nota pode ser tocada no piano e no violão, com a mesma intensidade, e você poderá distinguir de qual instrumento é o som pelo timbre;  DENSIDADE - Refere-se a um grupo de sons, onde o adensamento ou rarefação, maior ou menor agrupamento de sons é ouvido. Brito, aborda com vários exemplos a importância da audição para um maiorentendimento do meio e sua interação com os sons que o cercam, sons portadores deinformações e significados. A autora toca, ao final do capítulo, num assunto importante, mas pouco falado,a "ecologia acústica", a imensa variedade e volume de sons aos quais estamos© Carlos Roberto Prestes Lopes - 2008 [ 2 / 17 ]
  • - Resenha - Teca Alencar de Brito - Música na Educação Infantil: Propostas para a formação Integral da Criançaexpostos nos grandes centros urbanos, e como esta poluição sonora afeta nossaqualidade de vida. Neste sentido, a autora destaca R Murray Schafer (1933-),compositor e educador que desenvolveu pesquisas acerca do som ambiente, suasmodificações (com o passar dos tempos), visando a conscientização. Esta pesquisateria seu ápice no "projeto acústico mundial", onde o ambiente teria seu somproduzido conscientemente pelos músicos, indivíduos integrantes do meio. A MÚSICANeste capítulo, a autora apresenta "A música": Origens; Definições (a dificuldade de definir, como esta é influenciada por aspectos culturais e históricos); As muitas músicas da música (apresenta alguns estilos musicais e referências, destaca como os materiais sonoros influenciam na produção sonora de determinada época); A música como jogo (apresenta análise de F. Delalande, que considera a música como jogo).SOBRE AS ORIGENS A música teve principalmente no seu início uma conotação mágica.Iniciou-sepela tentativa do homem reproduzir os sons da natureza, e possui uma série de lendasa respeito de seu início. É importante perceber que a música representa a sociedade e cultura de suaépoca, sofrendo grandes transformações durante o tempo e comportando novasfunções em local diferentes .SOBRE A QUESTÃO DA DEFINIÇÃO A principal idéia desta sessão do texto é que “definição expressa concepção”, eem defesa desta opinião a autora apresenta os fatos que a levaram a tal afirmação. “A música é uma linguagem, posto que é um sistema de signos”, afirma Hanz-Joachim koellreutter, música é linguagem que organiza, intencionalmente, os signossonoros no continuum espaço-tempo. Koellreutter considera a música comolinguagem, destacando a sua característica transmissora de informação. A música é aceita como tal se inserida no contexto do ouvinte, se o ouvintecompartilhar da mesma concepção do produtor/compositor sonoro.Por ex.: paraKoellreutter, a música é organizada intencionalmente, portanto quem faz a músicaimpõe sua intenção...já a concepção de John Cage expande e altera a de Koellreutter,pois considera que o ouvinte é quem dá sentido à música, aos sons ao seu redor, então© Carlos Roberto Prestes Lopes - 2008 [ 3 / 17 ] View slide
  • - Resenha - Teca Alencar de Brito - Música na Educação Infantil: Propostas para a formação Integral da Criançaquem (ou o que) produz os sons, não precisa ser consciente ou ter uma intenção naorganização dos elementos.Portanto o que é música para Cage, Koellreutter pode nãoconsiderar como tal. A música (como já falado anteriormente) carrega informações, através dasquais pode-se identificar a região ou o período que foi composta.O séc. XX trouxenovas fontes sonoras, apontando muito fortemente para um tipo de som que antesnão era considerado “usável” em música: o Ruído. A manipulação de ondas sonoras eprodução de sons a partir de fontes eletrônicas expandiram o universo sonoro.Portanto, o universo sonoro no qual vivemos integra todos os tipos de sons: TOM,RUÍDO E MESCLA. Achei muito importante a observação sobre alguns povos e culturas quedesconhecem ou não adotam o conceito de melodia com começo, meio e fim. A visãoque temos do mundo é em grande parte baseada em nós mesmos, ocidentais lógicos eorganizadores, em busca de uma beleza cíclica que possua a sensação de repouso eunidade.A MÚSICA COMO JOGO François Delalande relaciona a música às formas de atividade lúdica propostaspor Jean Piaget da seguinte forma: Jogo sensório-motor – vinculado á exploração do som e do gesto; Jogo simbólico – vinculado ao valor expressivo e à significação mesma do discurso musical; Jogo com regras – vinculado à organização e à construção da linguagem musical; Delalande em sua pesquisa agrupa os vários tipos de música de acordo com suafunção lúdica, ao contrário da tradicional classificação cronológica. Essa maneira deorganizar o repertório com certeza é mais interessante para o educador, pois ajudamuito no que realmente se espera de um exercício, tornando o trabalho do professormais simples. Ao pensar uma atividade, se este utilizar esta proposta, já tem seurepertório organizado de acordo com sua necessidade. Outro ponto interessante é quea organização se dá de forma mais natural, mais próxima de como o homem serelaciona com a música. CRIANÇAS, SONS E MÚSICA As crianças se relacionam de forma natural e intuitiva com a música, já que ossons e a música como forma de comunicação que representam, são algumas dasprincipais formas de relacionamento humano.© Carlos Roberto Prestes Lopes - 2008 [ 4 / 17 ] View slide
  • - Resenha - Teca Alencar de Brito - Música na Educação Infantil: Propostas para a formação Integral da Criança Quando canta, bate, ou qualquer forma que a criança utiliza para produzir som,a criança “se transforma em som”, representa a si através do som. E é por isso quebrincar é a melhor forma da criança aprender, porque quando brinca, se diverte, econcentra maior atenção para aquilo que faz.CONDUTAS DA PRODUÇÃO SONORA INFANTIL SEGUNDO FRANÇOIS DELALANDE Delalande em sua pesquisa, afirma que o melhor caminho na educação infantilé observar como estas exploram o universo sonoro e musical, e utilizar-se destasinformações para maximizar a experiência sonora da criança, direcionando eampliando suas possibilidades (o termo direção aqui indica não certo ou errado, massim a orientação do trabalho), sempre respeitando o ritmo e a maneira da criançarealizar suas descobertas. O autor indicado, em sua pesquisa subdivide a exploração sonora infantil emtrês partes, aqui melhor delimitada: - EXPLORAÇÃO: desde bebês, as crianças em seu desenvolvimento sensório- motor, já podem utilizar objetos que provocam ruídos. Primeiramente com o simples tocar (refiro-me toque como sensação) e depois explorando o objeto com modificações no “como” toca, com que “força”, e “aonde” toca, provocando variações no resultado sonoro; - EXPRESSÃO: a representação da expressão pela criança, se dá pela representação do real através do som, como pro exemplo quando imita a dificuldade ou facilidade de subir ou descer uma escada. A criança liga o som à sua fonte e o que ele representa para ela, sempre realizando os dois juntos, som e gestual, como por exemplo quanto imita o som de um carro, o faz juntamente com o gesto de dirigir o carro. - CONSTRUÇÃO: a organização das idéias musicais pela criança se dá por volta dos seis ou sete anos de idade, já que antes disso a criança se expressa pela música como fonte de exploração ou representação de cenas. Quando esta passa pelo período do jogo com regras, começa a organizar o conteúdo de sua produção seguindo regras dadas ou criadas por elas. Cada criança é única, portanto deve-se levar em conta que o trabalho pode e deve variar de grupo para grupo.DO IMPRECISO AO PRECISO - UMA LEITURA DA TRAJETÓRIA DA EXPRESSÃOMUSICAL INFANTIL Neste capítulo, a autora explana sobre como se dá o desenvolvimento dacriança na música. A partir de suas observações e pesquisas, ela utiliza-se de exemplospara ilustrar a visão das crianças sobre o fazer musical, sua relação com a música e ossons. Os bebês, quando fazem diversas formas de sons, estão explorando,aprendendo e ampliando as formas de usar o equipamento vocal que têm, além éclaro de se comunicar (por exemplo, quando está com fome ou com sono).© Carlos Roberto Prestes Lopes - 2008 [ 5 / 17 ]
  • - Resenha - Teca Alencar de Brito - Música na Educação Infantil: Propostas para a formação Integral da Criança Para as crianças, fazer ou ouvir música não significa seguir regras ou observarcaracterísticas, mas sim vivenciar o momento, aprender. Quando faz um som ou ummovimento sonoro, a criança não está consciente de que está fazendo música, masquer apenas interagir com os objetos ou com si mesma. Ela não quer fazer música nosentido que conhecemos, o da música intencional, organizada, mas o faz através daausência de intenção, para ela não importa como o outro toca o seu instrumento ou seestá fazendo corretamente, ela simplesmente toca. É possível estabelecer relativos entre a expressão gráfica e a linguagem dacriança com a música. Ao fazer um desenho que ocupa todo o espaço do papel, porexemplo, ela explora suas capacidades motoras, ou quando ela está no processo deaquisição da linguagem, tem de organizar, filtrar e reproduzir o que ouve de formasignificativa, para que ela absorva o conhecimento, esse processo ocorre de formaparecida na música. “A finalidade última da intervenção pedagógica é contribuir para que o aluno desenvolva as capacidades de realizar aprendizagens significativas por si mesmo...e que aprenda a aprender.” (C. Coll, 1990 p. 179)CONCLUSÃO O importante na educação musical das crianças é o desenvolvimento do ser, amúsica vem como ferramenta de construção de um indivíduo, e não deve ser voltadaexclusivamente à formação de futuros músicos. Deve ser usada como uma experiênciasignificativa para a criança, para que seja realmente retida, transformada eminformação útil, e não somente um aprendizado mecanizado. A MÚSICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL A música no Brasil sofreu (e sofre) com certos conceitos errôneos, como porexemplo, a prática de utilizar a canção de forma condicionadora, adestradora, para ahora do lanche ou a hora de ir embora, tornam a experiência musical vazia e semsignificado para a criança, já que ela somente reproduz o que lhe foi ensinado semnenhuma reflexão ou possibilidade de experimentação. A concepção de música como algo pronto prejudicou por muito tempo oaprendizado de todos, já que o aluno não era estimulado a criar e até mesmo refletirsobre o trabalho não era habitual. Promover o ser humano é a principal função da música. Portanto devemosacolher a todos mesmo que sejam (estejam) desafinados, pois é através da prática quepodemos desenvolver o aprendiz.© Carlos Roberto Prestes Lopes - 2008 [ 6 / 17 ]
  • - Resenha - Teca Alencar de Brito - Música na Educação Infantil: Propostas para a formação Integral da Criança FAZENDO MÚSICA “Consideramos fazer musical como o contato entre a realização acústica de um enunciado musical e seu receptor, seja este alguém que cante, componha, dance ou simplesmente ouça.” (Ferraz, S. “elementos para uma análise do dinamismo musical” ,in Cadernos de estudo/análise musical, nº. 6/7.São Paulo:Atrevez, 1994 p.18.) O fazer musical acontece quando há interação entre a música e o ser. A criação musical ocorre através de dois grandes grupos: interpretação,improvisação e composição. Atividades que devem estar presentes em creches e pré-escolas: Trabalho vocal; Interpretação e criação de canções; Brinquedos cantados e rítmicos; Jogos que reúnem som, movimento e dança; Jogos de improvisação; Sonorização de histórias; Elaboração e execução de arranjos (vocal e instrumental); Invenções musicais (vocal e instrumental); Construção de instrumentos e objetos sonoros; Registro e notação; Escuta sonora e musical: escuta atenta, apreciação musical; Reflexões sobre a produção e a escuta.FONTES SONORAS PARA O FAZER MUSICAL A autora define fonte sonora como “todo e qualquer material produtor oupropagador de sons”. Para ela os instrumentos são como extensões do corpo humano,ampliando as possibilidades de expressão corporal. Ressalta que a criação de instrumentos musicais seguiu uma trajetória deacordo com as possibilidades e necessidades do ser humano em sua época.OS INSTRUMENTOS MUSICAIS A autora apresenta duas formas de classificação dos instrumentos musicais,uma delas é a divisão clássica, onde cada instrumento é classificado entre cordas,sopro ou percussão, e a outra é a partir de pesquisas de Sachs e Hornsboestel, onde oé classificado de acordo com os princípios acústicos no qual este está baseado, e asdivisões são: Idiofones, onde o som é produzido pelo corpo dos instrumentos; Membranofones, onde o som é produzido por uma membrana que produz o som em uma caixa de ressonância;© Carlos Roberto Prestes Lopes - 2008 [ 7 / 17 ]
  • - Resenha - Teca Alencar de Brito - Música na Educação Infantil: Propostas para a formação Integral da Criança Aerofones, que produzem o som através da passagem da deslocação do ar através do corpo do instrumento; Cordofones, o som é produzido por uma ou várias cordas tencionadas; Eletrofones, produção do som eletronicamente.MATERIAIS MUSICAIS ADEQUADOS AO TRABALHO NA ETAPA DA EDUCAÇÃOINFANTIL Brito neste trecho do texto destaca as qualidades e possibilidades de cadainstrumento ou família de acordo com a idade ideal em que podem ser usados com ascrianças. Um aspecto importante ressaltado pela autora é a qualidade do somproduzido pelo instrumento e a segurança que tem de oferecer para o manuseio dascrianças. Indica alguns materiais relacionando-os com a idade onde pode ser usado: Pequenos idiofones: ideais para crianças pequenas, por produzirem sons a partir de movimentos que se pode fazer desde cedo; Xilofones e metalofones: indicados para crianças maiores por necessitarem de maior coordenação motora, mas são muito interessantes por estimularem a criança a criar e improvisar; Tambores: indicados a todas as idades, podem ser facilmente construídos permitem o trabalho com os menores. É importante ressaltar que o instrumental não precisa ser industrializado, epode ser feito a partir de qualquer material que produza um som interessante. Ascrianças devem ser estimuladas a pesquisar em casa e com os materiais que tiverdisponível. Além destes pontos, há o aspecto cultural, os instrumentos locais ou de suacultura devem ser valorizados, já que normalmente as crianças já tomaram contadocom eles.CONSTRUÇÃO DE INSTRUMENTOS MUSICAIS E OBJETOS SONOROS É importante notar que a autora põe a expressão objetos sonoros logo no títulodo trecho, já explicitando a necessidade de explorar objetos, não necessariamenteconfeccionados pelo educador ou pelas crianças, que podem ou não ter a aparência deum instrumento tradicional.CONSTRUINDO SEUS PRÓPRIOS INSTRUMENTOS A construção de instrumentos é uma atividade que desperta a curiosidade eestimula a experimentação de sons, faz com que a criança realmente se envolva comseu projeto, uma ouvinte atenta. Outro fato importante é a proximidade dela com oque fez, alem de ser seu, é exclusivo, foi ela quem fez. O material deve primeiro ser organizado e selecionado, para excluir aquelesque possam ferir as crianças.© Carlos Roberto Prestes Lopes - 2008 [ 8 / 17 ]
  • - Resenha - Teca Alencar de Brito - Música na Educação Infantil: Propostas para a formação Integral da Criança O educador deve ter muita atenção para as chances que aparecem duranteesta atividade, ampliando a experiência das crianças com a história dos instrumentos ecomo estes eram usados.QUE MATERIAIS PODEMOS CONSTRUIR COM AS CRIANÇAS PRÉ-ESCOLARES? O estimulo à pesquisa de novas fontes sonoras deve fazer parte do dia-a-diadas crianças, portanto a construção de instrumentos é fundamental para o trabalhocom ela, já que é uma das melhores formas de exploração sonora. Ao construir seu instrumental, as crianças devem ser orientadas pelo professorpara a atenção à riqueza sonora de seu projeto. A personalização da à criança aoportunidade de tornar o instrumento mais próprio, aproximando esta do trabalho.PARA CONSTRUIR Nesta seção, a autora mostra como construir uma série de instrumentos comfacilidade, apresenta dicas e sugestões de instrumentos passo-a-passo, apresentandovários conceitos do funcionamento acústico do instrumental e preparando o professorpara expandir os experimentos apresentados.TRABALHANDO COM A VOZ A música vocal é uma das maiores fontes de expressão musical do bebê, poisrepresenta sua forte comunicação com os pais ou responsáveis. Este absorve qualquersom a sua volta e aos poucos vai organizando-os para sua futura comunicação. Para a criança, a movimentação e a exploração de suas possibilidades motorasdeve ser sempre utilizada para promover a percepção musical, já que ela não distingueainda as sensações e ações como dados diferentes.DESCOBRINDO A VOZ Na fase dos bebês e crianças, a exploração vocal deve ser um dos objetivos dotrabalho. “O educador deve considerar que, ao falar e cantar com as crianças, atuarácomo modelo e um dos bons hábitos, tais como não gritar, não forçar a voz, inteirar-seda região (tessitura) mais adequada para que as crianças cantem, respirartranqüilamente, manter-se relaxado e com boa postura.” O educador deve observar se há crianças com problemas vocais paraencaminhamento ao médico especialista.A CANÇÃO A canção é uma forma de música que une música e letra, e o faz assim como acriança que entende a vida como algo integrado (não a seccionando em letra, som,© Carlos Roberto Prestes Lopes - 2008 [ 9 / 17 ]
  • - Resenha - Teca Alencar de Brito - Música na Educação Infantil: Propostas para a formação Integral da Criançaação, etc., mas como momentos que fazem sentido como um todo), podendo commaior facilidade e profundidade o conteúdo. Deve-se prestar atenção em como se está cantando. Se o educador grita, ascrianças hão de acompanhá-lo, e este deve ter o cuidado de adaptar as peças à suaspossibilidades vocais.A ESCOLHA DO REPERTÓRIO O repertório deve conter músicas de diversas influências, trabalhando paraampliar as experiências das crianças. A utilização do repertório trazido por elas deveexistir, assim como a experimentação e criação de músicas pelas crianças deve serestimulada.A MÚSICA DA CULTURA INFANTIL A criança por natureza gosta de música, brinquedo, poesia, por isso éimportante levar até ela o que lhe interessa e o que já conhece, e está presente nassuas brincadeiras, no canto de ninar (acalanto), e em diversas atividades realizadaspelas crianças.ACALANTOS Os acalantos são as cantigas de ninar que são cantadas para tranqüilizar erelaxar o bebê. A autora relaciona uma série de acalantos que se apresentam de formasdiferentes pelo Brasil: Dorme nenê; Nana nenê; Boi da cara preta; Tutu-marambá; Senhora Santana. No fim deste trecho (assim como nos outros) a autora tem recomendações eperguntas que auxiliam o leitor-educando a refletir e lembrar-se de como estasmúsicas e atividades foram significativas a ele.BRINCOS E PARLENDAS Juntamente com os acalantos, são das primeiras músicas que normalmentechegam à percepção das crianças. Os Brincos são geralmente cantados, enquanto asparlendas têm somente ritmo em conjunto com as palavras. Brincos apresentados pela autora:© Carlos Roberto Prestes Lopes - 2008 [ 10 / 17 ]
  • - Resenha - Teca Alencar de Brito - Música na Educação Infantil: Propostas para a formação Integral da Criança A casinha da vovó; Serra, serra, serrador; Palminhas de guiné; Bambalalão; Dem, dem; Toque pra São Roque; Peneirinha; Dedo mindinho. Parlendas apresentadas pela autora: Amanhã é domingo; Um, dois, feijão com arroz; Uma, duna, tena, catena; Rei, capitão; Lá em cima do piano; Barra-manteiga A-do-le-tá.BRINQUEDOS DE RODA O brinquedo de roda difere dos “estilos” apresentados anteriormente pelaforma característica que se brinca, e também por uma melodia normalmente maiselaborada que as anteriores. Aqui, ela mostra além da música, a forma de se brincar. Brinquedos propostos pela autora: Lagarta pintada; Passa, passa, gavião; Sur lê pont d’Avignon; Sambe-lelê; O trem de ferro; Bambu; Sai, sai, piaba; A linda rosa juvenil; A pombinha voou; Escravos de Jô; Canção de Ghana. Neste capítulo, a autora utiliza a música Samba-Lelê para analisar a frasemusical, explicando-a através de uma música conhecida, abordando um aspectoespecífico do estudo musical de forma acessível a todos (o texto foi realmentepensado para que qualquer um, mesmo não tendo estudado música, pudesseentender). E sugere que o mesmo seja feito com as crianças. As músicas devem ser aproveitadas para desenvolver outros assuntos,integrando a música as necessidades de outras disciplinas.© Carlos Roberto Prestes Lopes - 2008 [ 11 / 17 ]
  • - Resenha - Teca Alencar de Brito - Música na Educação Infantil: Propostas para a formação Integral da CriançaCANÇÕES DE NOSSA MPB A nossa música deve ser mostrada também às crianças, para enriquecer seuconhecimento. O repertório popular brasileiro contém diversas músicas que podemser trabalhadas com as crianças, e até algumas compostas por grandes compositoresespecialmente para elas. Canções propostas por Teca: Maracangalha – Dorival Caymmi; Pra mó de chateá – Tom Jobim; A noite no castelo – Hélio Ziskind; Minha Canção – Enriquez / Bardotti / Chico Buarque; Havia um pastorzinho – desconhecido / cultura popular; A autora chama a atenção para as características de duas músicas (além desugestões de trabalho para várias delas) Havia um pastorzinho e Minha Canção, porambas possuírem os nomes de notas combinando com sua melodia.INVENTANDO CANÇÕES Partindo do já exposto no capítulo anterior (sobre ser possível cantar qualquertexto), a autora sugere algumas formas de facilitar para que as crianças inventemcanções. Brito utiliza muitos relatos para mostrar a reação das crianças às atividades,principalmente sobre a diversidade como estas respondem. A primeira sugestão é a de música de nome, onde a criança ou o grupo compõeuma melodia para a pessoa utilizando o seu nome, sendo que esta poderá representara criança ou o dono da música. Esta canção, tem grande importância no trabalho, poisalém de unir o grupo e das uma identidade à eles, aproxima a criança do paixão àmúsica. Relata três casos: O Ratinho - caso de uma música composta durante uma aula, sobre um ratinho que a turma conheceu, e por sugestão do próprio aluno. A música que no início foi um improviso, teve opinião do grupo para definição e após aprovação do grupo, foi escrita; O burro barnabé - partiu da sonorização de uma história com efeitos sonoros, e passou à criação de uma música. Esta experiência se mostrou diferente da anterior, pois já ficou pronta na mesma aula, sem preocupação de muitos detalhes; Gasparzinho - neste caso, a turma inventou a letra para uma canção que já faziam, usando como tema a porta que se abria sozinha (elas achavam que era o gasparzinho). Estas experiências são utilizadas pela autora para ilustrar as características dopensamento musical das crianças. Ambas as músicas (no Ratinho e o Burro Barnabé)utilizavam-se de melodias repetitivas, muito semelhantes às presentes no repertórioinfantil, modificava-se a letra e poucas vezes o ritmo.© Carlos Roberto Prestes Lopes - 2008 [ 12 / 17 ]
  • - Resenha - Teca Alencar de Brito - Música na Educação Infantil: Propostas para a formação Integral da CriançaINTEGRANDO SOM E MOVIMENTO Neste capítulo, a autora traz sugestões de atividades usando som e movimento,aqui são expostas formas de relacionar o movimento e som de forma mais livre,usando atividades que a criança não conhece, para que possa se libertar das regras dasbrincadeiras tradicionais. São elas: Mover-se de acordo com o som – as crianças ao ouvir o estimulo sonoro, transforma-se no som, representa-o através de seus movimentos (o educador deve utilizar grande variedade de sons e timbres diferentes); O jogo de Estátua – apesar de já conhecido das crianças, este jogo é importante para que elas possam, valorizar o silêncio e centrar a atenção no que faz; A loja de brinquedos de corda – cada criança define qual instrumento quer ser, a partir daí um comandante “dá corda” nos brinquedos através do som, que começam a funcionar; Jogo dos animais – a criança representa o som do respectivo animal juntamente com o som produzido por ele (este som pode ser feito pelas mesmas, ou tocada uma obra para que elas se transformem, de acordo com suas idéias, no animal); Movimentos de locomoção – associando movimentos a sons ou músicas específicos.JOGOS DE IMPROVISAÇÃO A improvisação na música (e na vida em geral) está ligada a uma conotaçãoruim, onde o improvisado é tido como pobre e desinteressante. É especialmenteimportante às crianças (aos adultos também) que possam se expressar livremente, epara isso têm de exercitar sua imaginação e capacidade de criação, criando umafluência na criação expressiva. Além de ampliar as capacidades da criança de criar, a improvisação pode serfeita utilizando-se regras (o que acontece no jazz e no blues por exemplo), importantepara que esta se acostume a conseguir criar dentro de regras, se expressar mesmo quelimitada (e não é assim na vida?). A improvisação deve ocorrer durante todo o processo educacional, já que amúsica depende da expressão, seja na interpretação de uma partitura ou nacomposição. Tão importante esta relação, que Hanz-Joachim Koellreutter a consideracomo principal condutora das atividades musicais. É preciso tomar cuidado com a atenção. Quando se improvisa existe umobjetivo nisso, e a criança deve estar atenta a ele, a música produzida deve serresultado real de suas vontades e ela deve fazer o possível para transformar em somaquilo que imagina, que deseja.RELATOS DE EXPERIÊNCIAS Sinal verde, sinal vermelho – Aqui as crianças experimentavam as possibilidades dos instrumentos quando um deles anunciou que pilotava sua© Carlos Roberto Prestes Lopes - 2008 [ 13 / 17 ]
  • - Resenha - Teca Alencar de Brito - Música na Educação Infantil: Propostas para a formação Integral da Criança moto. A partir daí, cada um decidiu qual seu transporte e então começaram a explorar .A brincadeira ganhou maior elaboração quando o sinal foi inserido, as crianças assumiram essa liderança depois; Brincadeira do rio – Nesta atividade um líder leva o grupo ao rio. O grupo segue as indicações do líder, representando o caminhar, as paradas, velocidade da caminhada, etc.; Estouro da pipoca – Aqui o grupo inspirou-se ao ouvir a pipoca estourando. Representaram os sons e depois ouviram a gravação; Sol e chuva, casamento de viúva – Um jogo de improvisação onde o contraste é o principal elemento trabalhado (densidade), tema que possibilitou a inclusão de parlendas e músicas para o grupo cantar. É importante salientar que os relatos não são como aqui resumidos.Representam especialmente a forma de pensar das crianças e a criatividade delas, suavontade de realizar e explorar.SONORIZAÇÃO DE HISTÓRIAS O faz-de-conta é um recurso que deve sempre ser utilizado, seja sonorizando-asou usando como efeitos especiais para alguma história, as crianças tem grandeatenção ao som quando este tem relação direta com algo, especialmente se a históriafor criada por elas. É importante que ao contar a história para as crianças, a voz seja expressiva eclara, representando cada parte através de uma mudança na entonação ou do volume(etc.).Esta postura é importante pois o professor como modelo deve mostrar que nãoé importante só o conteúdo, mas sim o contexto, como se conta (especialmente paraas crianças que relacionam o que entendemos como partes como um todo, então aexpressão pode fazer a diferença entre entender o que se passa ou não), e que hávárias formas de interpretar o mesmo fato. O educador deve estar atento às sugestões das crianças, já que se foremparticipantes ativas na história absorverão mais desta. As crianças podem serquestionas quanto a qual instrumento fez qual som, qual personagem representava.CONTAR HISTÓRIAS USANDO A VOZ, O CORPO E/OU OBJETOS Para enriquecer as estórias contadas, podemos e devemos utilizar a voz, ocorpo e objetos de forma criativa para melhor envolver a criança na estória. É importante experimentar o que funciona para representar uma ação. As radionovelas utilizavam-se da sonoplastia, que representa da forma mais fiel possível o som.CONTAR HISTÓRIAS USANDO INSTRUMENTOS MUSICAIS Podemos usar os instrumentos para sonorizar a história (assim como asonoplastia) ou para representar cada personagem, não tentando imitar o som realque este emite, mas sua expressão.© Carlos Roberto Prestes Lopes - 2008 [ 14 / 17 ]
  • - Resenha - Teca Alencar de Brito - Música na Educação Infantil: Propostas para a formação Integral da CriançaELABORANDO ARRANJOS Um arranjo musical é a forma com que são organizadas as partes e seções paraformarem uma unidade, o arranjo conseguir representar a peça. Da parte do educador, é importante que utilize estruturas simples e quepossibilite a intervenção da criança, estimulando a participação na atividade (podecriar atividades onde o objetivo seria que as crianças realizarem o arranjo).O REGISTRO ou a NOTAÇÃO MUSICAL Durante o tempo a notação se transformou, no início era imprecisa e usadaprincipalmente como auxiliar da memória, depois ganhou uma forte precisão, ondetudo deveria (ao menos) poderia ser notado, mas esta notação era própria limitada,apesar de servir para a música da época, não atende ás necessidades da músicamoderna, que adotou novamente formas imprecisas de notação. A notação ou registro musical tem o objetivo de preservar a idéia musical, epressupõe o conhecimento da linguagem daquele que a lê. “A notação deve ser o resultado de uma necessidade musical e pedagógica, e não o ponto de partida da iniciação musical,” (C. Renard, 1982, p 128) Brito considera que a notação musical pode ser trabalhada a partir dos trêsanos de idade, através do desenho do som (assim como a representação corporal dosom, “fazer o que a mão ficou com vontade de fazer”). É interessante perceber que a forma como a criança representa graficamente osom é muito próxima de como ela o percebe e executa, e este pode ser uma ótimaforma de entender um pouco mais da percepção delas. “O professor Koellreutter afirma ainda que o poder de abstração das crianças émuito grande, levando em conta que elas percebem primeiro o todo e depois oparticular, os detalhes. Por isso, ele aconselha que se parta de uma imagem sonoraglobalizante, e não de alturas definidas. Para as crianças, especialmente na educaçãoinfantil, o espaço sonoro é global (silêncio e som), aberto e também multidirecional(em todas as direções, e não apenas da esquerda para a direita).”DESENHANDO SONS (A PARTIR DE TRÊS ANOS) Para realizar esta atividade, é importante que o instrumental possibilite aexecução de diversas características do som, que se possa ter vários exemplos. É importante ressaltar às crianças que não desenhem o instrumento.CONSTRUINDO PARTITURAS GRÁFICAS (A PARTIR DE QUATRO ANOS) É uma extensão da atividade anterior, onde o grupo define quais sinais gráficosutilizar para que todos possam ler a partitura.© Carlos Roberto Prestes Lopes - 2008 [ 15 / 17 ]
  • - Resenha - Teca Alencar de Brito - Música na Educação Infantil: Propostas para a formação Integral da CriançaREGISTRANDO A FORMA (A PARTIR DE SEIS ANOS) Nesta proposta, as crianças não mais se notam o som, mas agora a suaestrutura, como a música se organiza.ESCUTA SONORA E MUSICAL Aqui a autora trata da escuta, delimitando o que é escutar musicalmente ousimplesmente ouvir (a diferença está na consciência, na atenção). “As relações entre ouvir e escutar salientam a importância das mudanças e resultados esperados no quadro da educação auditiva” (Abbadie-Gillie, apud Akoschky, 2000, p.20) A apresentação de obras musicais que tenham algo em comum com suascomposições é uma boa maneira de aguçar a percepção das crianças, já que um doselementos de comparação elas já conhecem e tem uma relação mais forte. O materialutilizado deve representar o maior número possível de gêneros e estilos musicais, deveser curto e apresentar claramente as características desejadas durante o trabalho. São sugeridas pela autora algumas peças, que tem elementos interessantes,sendo que muitas foram compostas para este fim: Pedro e o lobo – Sergei Prokkofiev; O carnaval dos animais – Camille Saint-Saens; O aprendiz de Feiticeiro – Paul Dukas; Sinfonia dos brinquedos – Leopold Mozart; OBSERVAÇÃO, REGISTRO E AVALIAÇÃO Após apresentar a legislação sobre o assunto, a autora propõe sua posiçãosobre o assunto. Para ela, o que deve ser avaliado não é o estágio em que se encontrao aluno, mas sim sua evolução, o aluno deve ser comparado a ele mesmo, e não com amédia da turma.A avaliação em música deve ter em vista o envolvimento, a disposiçãodo aluno para aprender e discutir, o respeito ao silêncio. É importante que o educador não queira avaliar a criança pelas sua habilidadesde percepção ou expressão isoladamente, já que as habilidades não valem se nãoestiverem integradas a um contexto representativo. A auto-avaliação é um método que deve ser implementado desde a infância,pois traz grandes benefícios ao desenvolvimento da criança, preparando-a melhor paraa vida.© Carlos Roberto Prestes Lopes - 2008 [ 16 / 17 ]
  • - Resenha - Teca Alencar de Brito - Música na Educação Infantil: Propostas para a formação Integral da Criança PARA UMA REFLEXÃO FINAL “Fazendo referências a conteúdos, metodologias e estratégias que revelam, deum lado, posturas pedagógicas próprias à concepção tradicionalista do ensino demúsica na educação infantil e, de outro, posturas consideradas adequadas a umaconcepção que entende a música como linguagem e área cujo conhecimento a criançaconstrói, o quadro comparativo apresentado a seguir tem a intenção de auxiliar areflexão do educador ou educadora, fornecendo subsídios que possibilitam identificaraproximações e afastamentos entre as duas concepções.”Eis o quadro integral: Concepção tradicionalista Concepção construtivistaAtividades musicais que enfatizam a Atividades musicais que integramreprodução reprodução, criação e reflexãoFazer e/ou ouvir sem refletir Refletir sobre o fazer e também sobre o apreciarExercícios de discriminação auditiva ou Percepção das questões relacionadas ao somreconhecimento de qualidades do som como e à música inseridas em contextos defins em si mesmos realização musicaisCações de comando, utilizadas como forma Invenção e interpretação de canções comode criar ou reforçar comportamentos; meio de expressão e exercício musicalcomemorativas e/ou informativasInstrumentos de bandinha como única Contato com brinquedos sonoros,possibilidade de contato com materiais instrumentos regionais, artesanais,sonoros. Ênfase na reprodução; de modo industrializados, de outras culturas,geral, as crianças tocam, mas não escutam. O pedagógicos, etc. Estímulo à pesquisa deprofessor ou professora ensina a tocar e timbres, modos de ação e produção dos sons.sempre determina o que e como se toca Construção de instrumentos musicais. Elaboração de arranjos junto com as crianças.Repertório musical limitado à produção Repertório musical que parte da legítimainfantil, a despeito de sua qualidade, e aos música da cultura infantil e que procura“sucessos” veiculados pela mídia integrar variados gêneros e estilos musicais, de diversas épocas e culturasSubmissão da música aos conteúdos Integração entre as áreas visando favorecer aconsiderados “prioritários” construção do conhecimento de modo geral, sem deixar de lado as questões específicas da linguagem musicalFazer musical que desconsidera o contexto Inserção de projetos musicais em sintoniaglobal dos conteúdos desenvolvidos nas com o desenvolvimento global dos conteúdosoutras áreas do conhecimento trabalhadosIntegração entre música e movimento Respeito à expressão corporal de bebês erestrita à realização de gestos marcados pelo crianças; estímulo à improvisação e À criaçãoprofessor. Canções com gestos e danças com de movimentos; consciência corporalcoreografia marcada Ao fim do livro, é oferecido um glossário para que os professores nãoespecialistas em música possam entender e aprofundar-se nos conceitos musicaisapresentados durante a obra.© Carlos Roberto Prestes Lopes - 2008 [ 17 / 17 ]