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Apresentação metodologia científica

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Apresentação Metodologia Científica …

Apresentação Metodologia Científica
Disciplina: Metodologia
Professor: José B. Salgado Neto

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  • 1. Metodologia Científica José Bello Salgado Neto bellosalgado61@gmail.com (098) 9971-5133
  • 2. “Somente os homens que creem apaixonadamente nos valores e põem em jogo uma vontade apaixonada podem chegar a ser grandes cientistas” (Werner Sombart, 1863-1941).
  • 3. • Ementa: • Metodologia Científica. Conhecimento científico, Métodos: dedutivo, indutivo, hipotético. Pesquisa científica. Hipóteses, leis e teorias. Discussão e elaboração de trabalhos científicos. • Objetivos: • Compreender os processos básicos da ciência visualizando-os como fundamentais para a formação do cientista, embasamento das atividades do profissional de nível superior e para o desenvolvimento da sociedade. • Metodologia: • Aulas expositivas ; Leitura e apresentação de textos; Seminários; Pesquisas bibliográficas e redação de textos. • Avaliação: • Provas; Trabalhos escritos (individual e em equipe); Apresentação de trabalhos em Seminários realizados de preferência após cada unidade do programa.
  • 4. • Ciência x Senso Comum • Generalista x Especialista • A ciência é a hipertrofia de capacidades que todos têm...A tendência da especialização é conhecer cada vez mais de cada vez menos (ALVES, Rubem. Filosofia da ciência, 1996); • A aprendizagem da ciência é um processo de desenvolvimento do senso comum (ALVES, Rubem, op.cit.); • O que não é problemático não é pensado; • “(...) coisa alguma, em si mesma, se constitui como problema; ela pode ser um problema somente se produz perplexidade e incômodo a alguém, e será uma descoberta se aliviar alguém do peso do problema (POLANYI , Michael); • Qual é o seu modelo? • O caso do “casco pregado” de (Si)nha Romana; 1 - Introdução
  • 5. • É possível saber como um relógio funciona internamente olhando somente o mostrador? • Modelos são construções da imaginação para chegar até a realidade. • Ex: o sistema planetário, as leis de Kepler, o princípio da inércia, a lei da gravitação universal, a teoria da evolução, a ideia do inconsciente. • O caso de Ignac Semmelweis e a febre puerperal (1846). • O bóson de Higgs. • Os modelos são construções intelectuais, palpites, apostas baseados na crença de que existe uma relação de analogia entre aquilo que conhecemos e aquilo que desejamos conhecer (ALVES, Rubem. Filosofia da ciência, 1981).
  • 6. Conceitos e definições • Metodologia Científica: • O caminho do pensamento e a prática exercida na abordagem da realidade (Minayo et al, 1998). • É um conjunto de abordagens, técnicas e processos utilizados pela ciência para formular e resolver problemas de aquisição objetiva do conhecimento, de uma maneira sistemática. • É um procedimento de investigação e controle que se adota para o desenvolvimento rápido e eficiente de uma atividade qualquer no âmbito da ciência. • Paradigma – conjunto de crenças, visões de mundo e de formas de trabalhar, reconhecidos pela comunidade científica, em determinados momentos históricos (Thomas Kuhn, 1978). • Para Kuhn, o progresso da ciência se faz pela quebra dos paradigmas.
  • 7. • O que é pesquisa? • “Pesquisar, significa, de forma bem simples, procurar respostas para indagações propostas.” • “Pesquisa científica é uma investigação metódica acerca de um assunto determinado com o objetivo de esclarecer aspectos de um objeto em estudo (BASTOS e KELLER. Introdução à metodologia científica, 1998). • A pesquisa é uma atividade voltada para a solução de problemas, através do emprego de processos científicos. • Pesquisa científica é um conjunto de procedimentos sistemáticos, baseados no raciocínio lógico, que tem por objetivo encontrar soluções para os problemas propostos mediante o emprego de métodos científicos.
  • 8. • Finalidades • Pesquisa pura (básica): satisfação do desejo de adquirir conhecimentos, sem que haja uma aplicação prática prevista; • Pesquisa aplicada: os conhecimentos adquiridos são utilizados para aplicação prática voltados para a solução de problemas concretos da vida moderna; • Tipos de pesquisa, classificados segundo: • A área da ciência • A natureza • Aos objetivos • Aos procedimentos • Ao objeto • A forma de abordagem
  • 9. • Quanto a área da ciência: • Pesquisa teórica: método que leva à descoberta de ideias, assunto para futuras observações; • Pesquisa metodológica: aperfeiçoa os métodos e técnicas de experiência e pesquisa; • Pesquisa empírica: realizada a partir dos estudos de outros; • Pesquisa Prática: processo de verificação de uma hipótese; • Quanto à natureza: • Trabalho científico original; • Resumo de assunto. • Quanto aos objetivos: • Pesquisa exploratória: na fase inicial da pesquisa; • Pesquisa descritiva: somente descreve os fatos; • Pesquisa explicativa: explica a razão de certos fenômenos.
  • 10. • Quanto aos procedimentos: • Pesquisa de campo: dirime dúvidas, ou obtém informações e conhecimentos a respeito de problemas, confirmação de hipóteses e descoberta de relação entre fenômenos; • Pesquisa de fonte de papel: utiliza-se somente de documentos (livros, monografias, artigos científicos, jornais, etc .) • Quanto ao objeto: • Pesquisa bibliográfica: consulta de livros ou documentação escrita; • Pesquisa de laboratório: refaz as condições de um fenômeno a ser estudado, para observa-lo sobre controle exigindo laboratório e instrumentação especial; • Pesquisa de campo.
  • 11. • Quanto à forma de abordagem: • Pesquisa quantitativa: busca traduzir a realidade por meio de dados matemáticos, trabalha com variáveis; • Se utiliza dos recursos da estatística (descritiva e inferencial); • Faz uso de tabelas, quadros, gráficos, etc; • Pesquisa qualitativa: utilizada nas ciências sociais, trabalha com um universo de significados, motivos, aspirações, valores e atitudes, crenças, etc. • Ex: como uma sociedade se mantém e se transforma; qual o papel da ação humana na história; quais os fatores principais que dinamizam a história, etc • Pesquisa quantitativa x pesquisa qualitativa.
  • 12. • Modalidades de Pesquisa: • 1) Exploratória: seu objetivo é a caracterização inicial do problema, sua classificação e sua definição; a) a escolha do tópico de investigação; b) a delimitação do problema; c) a definição do objeto e dos objetivos; d) a construção do marco teórico conceitual; e) a escolha dos instrumentos de coleta de dados; f) estratégias p/ exploração de campo
  • 13. • A Fase Exploratória deve levar em conta: 1) Na fase da pesquisa bibliográfica; a) disciplina – prática sistemática com fichamentos; b) postura crítica – diálogo reflexivo entre teoria e o objeto de investigação; c) ampla – deve dar conta do “estado da arte”do problema; 2) Articulação criativa – quer na delimitação do objeto de pesquisa, ou ainda na aplicação de conceitos; 3) Humildade – todo conhecimento científico tem sempre um caráter provisório; inacessível à realidade; vinculada à vida real; possuindo um condicionamento histórico.
  • 14. • 2) Teórica: Tem como objetivo ampliar generalizações, definir leis mais amplas, estruturar sistemas e modelos teóricos, relacionar e enfeixar hipóteses; • A teoria é um conhecimento anterior que lança luz sobre a questão da nossa pesquisa. Ex: desenvolvimento de novos estudos realizados na matemática, a partir de equações conhecidas. • 3) Aplicada: Tem como objetivo investigar, comprovar ou rejeitar hipóteses sugeridas pelos modelos teóricos. - A partir de determinado modelo matemático, podemos aplica-lo no nosso problema de pesquisa para que se alcance uma solução ou resposta. Ex: a teoria do elipsoide de revolução para definir a forma da terra, permitiu mensura-la nos 05 continentes.
  • 15. • Modalidades de Pesquisa: • Pesquisa de campo: - É a observação dos fatos tal como ocorrem. Não permite isolar e controlar as variáveis, mas perceber e estudar as relações estabelecidas; • Experimental: - Objetiva criar condições para interferir no aparecimento ou na modificação dos fatos, a fim de explicar o que ocorre com fenômenos correlacionados; • Bibliográfica: - Recuperar o conhecimento científico acumulado sobre um determinado problema.
  • 16. • Tipos de Pesquisa : Quanto aos objetivos. • Pesquisa exploratória: - Proporciona maior familiaridade com o problema; - Levantamento bibliográfico ou entrevistas; - Pesquisa bibliográfica ou estudo de caso. • Pesquisa descritiva: - Fatos são observados, registrados, analisados, classificados e interpretados, sem a interferência do observador; - Uso de técnicas de coleta de dados (questionário e observação sistemática). • Pesquisa explicativa: - Identifica fatores determinantes para a ocorrência dos fenômenos; - Ciências naturais – uso do método experimental; - Ciências sociais – uso do método observacional.
  • 17. • Tipos de pesquisa: quanto a forma de abordagem • Pesquisa quantitativa: - Transforma em números as opiniões e informações para serem analisados e classificados; - Utiliza-se de técnicas estatísticas. • Pesquisa qualitativa: - É descritiva; - As informações obtidas não podem ser quantificadas; - Os dados obtidos são analisados indutivamente; - A interpretação dos fenômenos e a atribuição de significados são básicos no processo de pesquisa qualitativa.
  • 18. • Tipos de Estudo • Estudos Transversais: - Descrevem os indivíduos de uma população com relação às suas características pessoais e suas historias de exposição a fatores causais suspeitos. • Estudos de Caso Controle: – Seleciona-se um grupo que tem uma característica de interesse e compara com outro grupo que não possui essa característica. • Estudo Corte: – Recruta-se um grande numero de indivíduos que são divididos em dois grupos, conforme eles tenham ou não sido exposto ao fato casual suspeito. Depois de um período, conta-se os indivíduos que adquiriram a doença em estudo.
  • 19. 2- O Método Científico • “A metodologia inclui as concepções teóricas de abordagem, o conjunto de técnicas que possibilitam a construção da realidade e o sopro divino do potencial criativo do investigador “Minayo et al, 1998). • 2.1 O método indutivo • Segundo Aristóteles a indução é um procedimento que dos particulares leva ao universal ou ao geral. • Ou seja, o método indutivo parte da enumeração de experiências ou casos particulares para chegar a conclusões de ordem universal (Bastos e Keller, Introdução à Metodologia Científica, 1998). • Robert Grosseteste (1168-1253), Roger Bacon (1214-1292), Francis Bacon (1561-1626) e Galileu Galilei (1564-1642) utilizaram-se do método, que foi responsável por uma nova mentalidade sociopolítica, que marcou o nascimento das ciências naturais.
  • 20. • Francis Bacon: “Conhecimento é poder” • Primeiro de uma tradição de pensamento conhecida como empirismo britânico, que se caracteriza pela visão de que todo conhecimento deve vir essencialmente da experiência sensorial. • Bacon centrou o foco do seu discurso sobre o papel da ciência em prol da qualidade de vida das pessoas. • Argumentava que o avanço das ciências depende da formulação de leis de generalidade crescente (O Livro da Filosofia, Globo, 2011). • Testou uma nova teoria no método indutivo, realizando experiências em busca de exemplos negativos, a fim de fechar todas as possibilidades. • Ex: metais que não se expandem quando aquecidos. • Foi criticado por negligenciar a importância dos “saltos imaginativos”, que impulsionam o progresso científico.
  • 21. • Exemplo 1: - O corvo 1 é negro; - O corvo 2 é negro; - O corvo 3 é negro; - O corvo N é negro; - Então todos os corvos são negros. • Exemplo 2: - Cobre conduz energia; - Zinco conduz energia; - Cobalto conduz energia; - Cobre, zinco e cobalto são metais; - Logo todos os metais conduzem energia.
  • 22. • O método indutivo se realiza em três etapas: - Observação dos fenômenos; - Descoberta da relação entre eles; - Generalização da relação. Exemplo: - Observa-se que Pedro, Mario e Paulo são mortais; - Verifica-se a relação entre ser homem e ser mortal; - Generaliza-se dizendo que todos os homens são mortais. • A generalização também pode conduzir a conclusões falsas: - Pedro é gordo; - João é gordo; - José é gordo; - Logo todos os homens são gordos.
  • 23. A utilização da indução leva à duas perguntas: 1)Qual a justificativa para as inferências indutivas? 2)Qual a justificativa para a crença de que o futuro será como o passado? A Principal crítica ao método
  • 24. • “PENSO, LOGO EXISTO” • 2.2 O método dedutivo • René Descartes (1596-1650) contesta o método empirista, tentando restaurar o papel da razão e da reflexão, relegadas a um segundo plano na visão de Bacon (Haguette, Teresa, 1997); • A razão precede a convivência dos sentidos com o dado empírico e ela é um dom divino, pois o homem pode ter ideias inatas; • Descartes desenvolveu técnicas de reflexão e lógica, mas descuidou da aproximação física do objeto da pesquisa.
  • 25. • Método dedutivo: através da razão descobre-se princípios gerais sobre a realidade que serão confirmados mediante, também, o conhecimento de fatos particulares; • Crença na razão visão cartesiana de racionalismo; • Empirismo X Racionalismo • Dedutivo: - Todo mamífero têm um coração; - Ora, todos os cães são mamíferos; - Logo, todos os cães têm um coração. • Indutivo: • Todos os cães que foram observados tinham um coração; • Logo, todos os cães têm um coração. • O raciocínio dedutivo também pode produzir conclusões falsas: - Se você está no Brasil está na América do Sul; - Você não está no Brasil. Logo, você não está na América do Sul.
  • 26. MÉTODO DEDUTIVO MÉTODO INDUTIVO Se todas as premissas são verdadeiras, a conclusão deve ser verdadeira. Se todas as premissas são verdadeiras, a conclusão provavelmente é verdadeira, mas não necessariamente. Toda a informação ou conteúdo factual, já estava, pelo menos implicitamente, nas premissas. A conclusão encerra informação que não estava nem implicitamente, nas premissas.
  • 27. Método Dedutivo • Argumentos Condicionais: • 1) Afirmação do antecedente: • Se P então Q; • Ora, P; • Então Q. • Ex: Se Pedro tirar nota inferior a 5,0 então será reprovado; - Ora, Pedro tirou nota inferior a 5,0; - Então Pedro será reprovado. • Ex: Se uma criança for frustrada em seus esforços então reagirá com agressão; - Ora, esta criança sofreu frustração; - Então, reagirá com agressão.
  • 28. • 2) Negação do consequente: • Se P, então Q; • Ora, não Q; • Então, não P. • Ex: Se a água ferver, então a temperatura alcança 100⁰ C. - Ora, a temperatura não alcançou 100⁰ C; - Então, a água não ferverá. • Ex: Se Paulo foi bem nos exames, então tinha conhecimento da matéria; - Ora, Paulo não tinha conhecimento da matéria; - Então, Paulo não foi bem nos exames.
  • 29. • Metodologia • Como se procederá a pesquisa? • Quais os caminhos para se chegar aos objetivos propostos? • Qual o tipo de pesquisa? • Qual o universo da pesquisa? • Será utilizado a amostragem? • Quais os instrumentos de coleta de dados? • Como foram construídos os instrumentos de pesquisa? • Qual a forma que será usada para a tabulação de dados? • Como interpretará e analisará os dados e informações?
  • 30. • Explicitar a metodologia de pesquisas de campo ou de laboratório é importante: se exploratória, descritiva, explicativa, e experimental; • Pesquisa bibliográfica – leitura como material primordial; • Indicar como pretende acessar suas fontes de consulta, fichá- las, lê-las e resumi-las, construir seu texto, etc; • Qual o Universo da Pesquisa – total de indivíduos que possuem as mesmas características definidas para um determinado estudo; • Qual o tamanho da Amostra – parte do universo; • Quais os Instrumentos de Pesquisa – instrumentos de medidas ou instrumentos de coleta de dados; • Fazer uso de bibliografias que orientem escolhas; • Instrumentos de pesquisa mais utilizados: observação, entrevista, questionário, formulários, etc.
  • 31. Documentação - Fichário • Tipo de fichas: para cada objetivo ou assunto abre-se uma ficha específica, que obedecerá uma ordem numérica ou alfabética. Na ficha deve constar: • Título geral (tema ou área de concentração da pesquisa); • Título específico (título ou subtítulo de capítulo); • Código de ordem de fichamento (numérica ou alfabética); • Referência bibliográfica básica (autor, título sublinhado, cidade, editor, ano, páginas. • LE GOFF, Jacques. Por amor às cidades. São Paulo: Editora UNESP, 1998, 160 p. • A) Obra inteira: comentário de toda obra, de modo resumido, indicando o pensamento do autor e concluindo com um comentário pessoal.
  • 32. Urbanismo Formação das cidades n.1 LE GOFF, Jacques. Por amor às cidades. São Paulo: Editora UNESP, 1998, 160 p. O autor tenta provar que há mais semelhanças entre a cidade contemporânea e a cidade medieval do que entre a cidade medieval e a antiga. O autor é um enamorado da cidade medieval e fornece a chave para a compreensão da época de ruptura urbana que é a nossa. Urbanismo Formação das cidades n.1 LE GOFF, Jacques. Por amor às cidades. São Paulo: Editora UNESP, 1998, 160 p. “Os gregos e os romanos impeliam o morto impuro para fora da cidade, o mais das vezes, sobretudo para as pessoas ricas ou importantes, ao longo das principais vias que partiam da cidade. O cristianismo urbaniza os mortos, e a cidade torna-se também a cidade dos mortos; o cemitério, um lugar de sociabilidade, alheio a todo respeito religioso: ele somente terá um estatuto exclusivamente religioso tardiamente, a partir do século XIII. Até então, é um lugar de encontro e mesmo de diversão” (pgs. 11 e 12). b) Tipo citação: parte da obra, capítulo ou artigo.
  • 33. FASES DO PROCESSO METODOLÓGICO
  • 34. • 1) Formulação do Problema: • O problema decorre do aprofundamento do tema; • Na maioria das vezes é necessário um recorte mais concreto; • Ex: o tema da violência conjugal é amplo; • Deve-se problematizar o tema, especulando sobre seu campo de observação; • Ex: campo = casais legalmente casados ou não; • Variável 1 = maridos que agridem suas companheiras; • Variável 2 = esposas vitimizadas; • Problema: “A representação sobre agressões físicas elaborada a partir de mulheres maltratadas por seus esposos ou companheiros”.
  • 35. • 2. Formulação da Hipótese • É enunciada sob a forma de uma afirmação, ainda provisória, que o autor do trabalho esta enunciando um conhecimento. • Hipótese é uma aposta que o pesquisador faz sobre os resultados prováveis de pesquisa. • A elaboração do problema de pesquisa e o enunciado de hipótese parecem próximos, mas a hipótese se caracteriza por apresentar uma força explicativa provisória, que será verificada no trabalho de campo. • Quando se tratar de estudos quantitativos, o pesquisador deve formular hipóteses a serem comprovadas via de testes estatísticos. • Nos estudos qualitativos, a explicação da hipótese, segundo a compreensão de alguns autores, não é obrigatória. Contudo, uma hipótese de pesquisa pode orientar a estruturar o trabalho.
  • 36. • A hipótese deve ser aplicável: • a) Deve ter conceitos claros; • Ex: “a aplicação de softwares nas IES têm maior aplicação nos cursos da área tecnológica” • Ex: “a aplicação de softwares do tipo Auto Cad nas IES têm maior aplicação nos curso da área tecnológica” • b) Deve ser específica. Não deve ser expressa de forma ampla; • Ex: “o percentual de universitários que possuem leptops é maior nos cursos frequentados por pessoas oriundas de famílias de classe média” • Ex: “... Por pessoas oriundas de famílias com renda superior à vinte salários mínimos” • c) Não deve se basear em valores morais; • Ex: uso de adjetivos duvidosos, como “bom”, “mau”, prejudicial, etc. • d ) Toda a hipótese deve ter como base uma teoria que a sustente.
  • 37. • 3. Coleta de Dados • Universo da Pesquisa – total de indivíduos que possuem as mesmas características definidas para um determinado estudo; • Amostra – parte do universo; • Instrumentos de Pesquisa – instrumentos de medidas ou instrumentos de coleta de dados; Uso de bibliografias que orientem escolhas; • Instrumentos de pesquisa mais utilizados: • Observação • Entrevista • Questionário – perguntas abertas, fechadas e de múltipla escolha • Formulário • Como será o processo de coleta de dados? • Através de que meios? Por quem? Quando? Onde? • Paciência
  • 38. • Uma fórmula para o cálculo do tamanho mínimo da mostra (BARBETTA, Pedro. Estatística aplicada às ciências sociais. Florianópolis: Ed. UFSC, 1998) • Sejam: N = tamanho da população (universo da pesquisa) • n = tamanho da amostra (número de elementos) • n0 = uma primeira aproximação para o tamanho da amostra • E0 = erro amostral tolerável • n0 = 1/E0 ² • Com o tamanho N da população, o tamanho da mostra é corrigido: • n = N.n0 / N+n0
  • 39. • Ex 1: Deseja-se saber o percentual de usuários de uma rede empresarial de 350 pontos , que estão tendo dificuldade de acesso. Para tanto pede-se determinar o tamanho mínimo de uma amostra aleatória simples, tal que possamos admitir, com alta confiança, que os erros amostrais não ultrapassem 4% (E0 = 0,04). • Numa primeira aproximação: n0 = 1/E0² = 1/0,04² = 625 usuários • Corrigindo em função do tamanho da população teremos: • n = N.n0 / N + n0 • Logo o tamanho da amostra n será: • n = 350.625 / 350+625 = 224 usuários a serem pesquisados • Ex 2: A mesma situação para uma rede de 100.000 usuários • n = 100.000x625 / 100.000+625 = 621 usuários • Observa-se que no Ex 1 será necessário a investigação de 64% da população, enquanto que no Ex 2, esse percentual reduz-se para apenas 0,62% da população a ser pesquisada. • Esse método pode ser aplicado em grandes populações.
  • 40. • Tamanho da amostra para populações menores • Utiliza-se a Tab IV (distribuição normal padrão); • Adota-se um nível de confiança de 95%, que corresponde a um nível de significância de 5% (0,05); • Como a curva é simétrica, determina-se o valor de α = 0,05/2 = 0,025 • Entra-se com α na Tabela de Distribuição Normal Padrão (Tab. IV) e acha-se horizontalmente na coluna z o valor 1,9; • Ainda com α, sobe-se a fim de encontrar a segunda decimal de z (0,06); • Então z=1,96 • Utiliza-se a expressão seguinte
  • 41. • Onde: • n = tamanho da amostra • e = erro amostral (5%) • p = q = coeficiente que define o percentual de homens e mulheres. Considera-se p = q = 0,5 • N = tamanho da população • Ex: Deseja-se saber qual o tamanho da amostra numa população de 509 pessoas. • n = 219 pessoas.
  • 42. • Tabulação dos dados • Como organizar os dados obtidos? • Recursos: índices, cálculos estatísticos, tabelas, quadros e gráficos • 4. Análise e discussão dos resultados • Como os dados coletados serão analisados? • Confirmar ou refutar hipótese anunciada • 5. Conclusão e análise dos resultados • Sintetizar os resultados obtidos • Evidenciar as conquistas alcançadas com o estudo • Indicar as limitações e as reconsiderações • Apontar a relação entre fatos verificados e a teoria • Contribuição da pesquisa para o meio acadêmico, empresarial ou desenvolvimento da ciência e tecnologia.
  • 43. • 6. Redação e apresentação do trabalho científico • Toda pesquisa é constituída de 03 fases: decisória, construtiva e redacional; • A fase redacional demanda o domínio das técnicas redacionais científicas e as técnicas da normalização; • Redação do relatório de pesquisa: artigo científico, monografia, dissertação ou tese; • Obediência às normas pré-estabelecidas: NBRs 6023/02, 6024/03, 6027/03, 6028/03 e 14724/11 • Referências • Numeração progressiva das seções de documentos, sumário, resumo, citações e trabalhos acadêmicos.