Caderno de resumos_fiaa2012

  • 837 views
Uploaded on

 

  • Full Name Full Name Comment goes here.
    Are you sure you want to
    Your message goes here
    Be the first to comment
    Be the first to like this
No Downloads

Views

Total Views
837
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
0

Actions

Shares
Downloads
5
Comments
0
Likes
0

Embeds 0

No embeds

Report content

Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
    No notes for slide

Transcript

  • 1. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||1ISBN: 978-85-61889-09-8
  • 2. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||2I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos (FIAA 2012)Faculdade de Arquitetura, Artes e ComunicaçãoUniversidade Estadual Paulista “Julio de Mesquita Filho”CADERNO DE RESUMOS:Antonio Francisco MagnoniJuarez Tadeu de Paula XavierGiovani Vieira Miranda(organizadores)Comissão CientíficaAntonio Francisco MagnoniAngelo Sottovia AranhaAngela Maria Grossi de CarvalhoJuarez Tadeu de Paula XavierMarcos AméricoRoseane AndreloWillians Cerozzi BalanFórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos [01. : 2012 : Bauru, São Paulo]Caderno de Resumos do I Fórum Ibero Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos , 28de maio a 01 de junho de 2012 : [recurso impresso e eletrônico] : organizadores AntonioFrancisco Magnoni ... [et al]. – Bauru : Faac/Unesp Campus de Bauru, 2012Realização dias 28 de maio a 01 de junho de 2012ISBN: 978-85-61889-09-8Disponível em:http://www.faac.unesp.br/petrtv/eventos/fiaa/caderno_de_resumos_fiaa2012.pdf1. Audiovisual. 2. Arranjos Produtivos. 3. Economia da Cultura I. Universidade EstadualPaulista “Julio de Mesquita Filho”. Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação. IIMagnoni, Antonio Francisco. II-I Título
  • 3. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||3SESSÃO DE COMUNICAÇÃO 1RADIOJORNAL REPÓRTER UNESPDamaris Magnani Rota, Juliano Maurício de CarvalhoINTRODUÇÃOO radiojornal “Repórter Unesp” é um projeto realizado pelos alunos do 3° termo de jornalismo(período noturno) na disciplina de Jornalismo Radiofônico, através do Laboratório de Estudos emComunicação, Tecnologia e Educação Cidadã (LECOTEC). O projeto tem como objetivo odesenvolvimento das habilidades dos estudantes na linguagem radiofônica a partir da produçãode radiojornais periódicos, armazenados e veiculados do site do projeto. O “Repórter Unesp”também busca desenvolver novos formatos e linguagens para o jornalismo radiofônico, bemcomo a integração do meio com o universo da internet. A produção desses programas tambémoferece um espaço de experimentação aos alunos, o que possibilita uma formaçãocomplementar às teorias absorvidas em sala de aula. Fora do âmbito da universidade, o públicode Bauru e região pode se beneficiar com as transmissões, que englobam matérias informativase de serviços, em uma linguagem que alcança um público amplo e heterogêneo.MÉTODOSOs radiojornais começaram a ser produzidos no ano de 2007, e, até 2011, foram submetidos 94produtos radiofônicos no site do projeto(http://www2.faac.unesp.br/pesquisa/lecotec/reporterunesp). A produção e transmissão dosradiojornais seguem um cronograma pré-estabelecido no início do semestre, informadopreviamente aos alunos. Já disciplina de Jornalismo Radiofônico, a sala é dividida em duasturmas: A e B. Cada turma realiza um radiojornal nas semanas designadas, e tais produções sãotransmitidas ao vivo pela página da Rádio Unesp Virtual (http://www.radiovirtual.unesp.br/html)às segundas e terças-feiras, às 20h. A equipe de produção é modificada a cada duas edições doprograma, dando ênfase a um rodízio de cargos, de modo que os alunos possam experienciar ocotidiano de um jornalista radiofônico em diferentes posições, com diferentes atribuições emetas. As equipes são divididas em: editor-chefe, editor-adjunto, coordenador de reportagem,coordenador de mídias digitais, produtor de mídias digitais, editor de cidades, editor de cultura elazer, editor de educação e esportes e repórteres especiais, além de repórteres designados paracada uma das editorias e dos locutores Os prazos de entrega de matérias, bem como a revisão
  • 4. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||4destas, ficam a ser definidas pelos próprios alunos. Os primeiros radiojornais tem a duração de30 minutos. Ao longo do semestre, a duração dos programas é aumentada, com a inclusão deespaços para reportagens especiais e comentários, acompanhando a evolução técnica dosestudantes. Uma parte essencial do “Repórter Unesp” é composta dos chamados links ao vivo,nos quais os repórteres transmitem entrevistas de diferentes locais, por meio do telefone. Apóscada radiojornal, o áudio é ouvido mais uma vez e tanto ele quanto o roteiro são avaliados peloprofessor responsável. Erros e méritos são discutidos em sala e, após esse período, a nota écomunicada à sala. A cada duas semanas uma nova equipe é escolhida no final da aula, e aprodução recomeça para a próxima edição.RESULTADOS E DISCUSSÃOA criação de radiojornais periódicos incentiva o desenvolvimento de outros projetos de extensãosemelhantes, nos quais os alunos tem a possibilidade de aplicar os conhecimentos absorvidosdurante a produção das edições do “Repórter Unesp”. Outro ponto essencial que o projeto toca éa capacidade de fazer o aluno transcender a disciplina de jornalismo radiofônico e se tornar umproduto para a sociedade. Uma vez divulgados na internet, pelo site do projeto e pela página daRádio Unesp Virtual, os radiojornais ficam disponíveis para acesso de toda a população. Odiferencial entre o “Repórter Unesp” e produtos semelhantes produzidos fora da universidade é aliberdade que os alunos possuem no âmbito da experimentação: nesse universo, os alunosproduzem pautas e temas mais diferenciados que aproximam o produto da população de Baurue região. Por fim, a produção do “Repórter Unesp” possibilita ao aluno a aplicação de teoriasaprendidas em sala de aula, como a edição de materiais sonoros e técnicas de produçãoradiofônica como entrevistas e reportagens. Assim, os alunos saem da classe para comporemum ambiente simulado de redações profissionais, permitindo uma apreensão maior e mais exatado que é o veículo e de que modo ele se encaixa na profissão e na sociedade.CONCLUSÃOO projeto “Repórter Unesp” tem o diferencial de aproximar o aluno da linguagem radiofônica edos desafios da profissão por meio dos diversos processos e aplicações teóricas que aelaboração do produto final engloba. As atividades desenvolvidas e a experiência adquirida gerabase para artigos acadêmicos e participação em congressos e simpósios. As transmissões dosradiojornais também possibilitam uma divulgação dos trabalhos em jornalismo radiofônico
  • 5. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||5desenvolvidos na faculdade, aumentando a visibilidade dos projetos e construindo um público fiele amplo para o radiojornal.REFERÊNCIAS:PORTAL REPÓRTER UNESP. Disponível emhttp://www2.faac.unesp.br/pesquisa/lecotec/reporterunespPORTAL TOQUE DA CIÊNCIA: DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA EM DIFERENTESLINGUAGENSAngela Maria Grossi de Carvalho, Juliano Maurício de Carvalho, Bárbara Figueiredo, AlineFerreira Pádua, Lydia Rodrigues Souza, Tiago Zenero SouzaINTRODUÇÃOO Portal Toque da Ciência é um portal de divulgação científica possui três websites integrados –Toque da Ciência Audiofônico, uma Agência de notícias e uma Revista digital. Cada um procurarabordar temas relacionados à produção científica brasileira em uma linguagem diferente, pormeio de podcasts, reportagens, resenhas, perfis e entrevistas. O conteúdo do portal abrangenotícias sobre pesquisas desenvolvidas em diversas instituições brasileiras, com ênfase naciência, cultura e tecnologia.O principal objetivo do projeto Toque da Ciência é a divulgação da ciência em diferenteslinguagens para permitir à população em geral o conhecimento do que é pesquisado edescoberto nos laboratórios e institutos espalhados por todo o país. O projeto busca difundir umainformação contextualizada e livre dos termos técnicos, que permeiam os estudos científicos.Mais especificamente, o projeto tem o intuito de aumentar o interesse da população por Ciênciae Tecnologia, além de construir um acervo digital crescente de áudios, matérias e reportagens.MÉTODOSO método utilizado no Toque Audifônico é o de pesquisa-ação, que compreende a inversão depapéis entre pesquisador e ator social. Nesse caso, o estudante torna-se de certo modopesquisador, entrevistando o cientista e elencando as informações de relevância, para entãoentregar-lhe um texto pronto, a ser lido e gravado em estúdio, papel normalmente destinado aoator social jornalista.
  • 6. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||6Os pesquisadores são selecionados a partir de uma busca na Plataforma Lattes, são priorizadosbolsistas de produtividade e pesquisa do CNPq e docentes de programas de pós-graduação comnotas 5 a 7 na avaliação da CAPES. São elaborados programas radiofônicos de divulgaçãocientífica com um minuto e meio (90s) de duração. Voltado para a pesquisa de produtividade,seu diferencial é a participação ativa do profissional de qualquer área do conhecimento naprodução: a partir de um texto produzido por um bolsista, o próprio pesquisador faz a locução doprograma, criando maior proximidade com o público ouvinte.O trabalho realizado pela Agência Toque da Ciência consiste na seleção de pautas, que seguemas tendências das publicações especializadas em Ciências, tais como Agência Fapesp, Jornalda Ciência e Superinteressante. Atualizada semanalmente, a Agência se preocupa em fazer umaanálise crítica sobre o factual, selecionando os mais oportunos e recentes assuntos, dentrediversos periódicos científicos nacionais e internacionais. A Revista Digital funciona da mesmamaneira, mas é atualizada mensalmente e possui reportagens maiores e com mais fontesenvolvidas, em linguagem científico-literária. A Revista Toque da Ciência faz uso de umalinguagem literária, que corresponde a uma narrativa mais simples e bem detalhada, comexplicações por meio de exemplos, a fim de aproximar temas complexo e restritos do cotidianodo leitor.RESULTADOS E DISCUSSÃOO portal Toque da Ciência resulta de um projeto de extensão universitária em expansão, aequipe é composta por vários repórteres voluntários e bolsistas, o que demonstra a qualidade eo interesse que o portal desperta nos estudantes de graduação. Pode-se avaliar um saldopedagógico positivo, em que os estudantes, por meio das práticas consagradas de entrevista eredação, adquiriram maior perícia para a comunicação pública da ciência e na redação de textopara as diferentes modalidades; obtendo também desenvoltura em tratamento e edição domaterial trabalhado, preparando-se, acima de tudo, para o exercício da profissão jornalística.Também entre os pesquisadores identificamos um progresso no que diz respeito à divulgação desuas pesquisas e à adequação das mensagens a uma linguagem mais facilmente compreendidapor leigos. Além disso, muitos pesquisadores elogiam e parabenizam o projeto e a iniciativa dedivulgar a ciência ao público em geral. Em relação ao Toque Audiofônico foram publicados 300podcasts e cerca de 30 estão prontos para serem postados; na Revista Toque da Ciência há umacervo de 134 reportagens e na seção Agência foram realizadas 122 matérias e entrevistados128 pesquisadores de todas as regiões do Brasil.
  • 7. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||7CONCLUSÃOO Portal Toque da Ciência realiza divulgação da ciência no intuito de tornar o conhecimento daCiência e Tecnologia um bem público, a serviço da coletividade. É papel dos veículos decomunicação desmistificar e transmitir de maneira clara compreensível o que se estuda e sedebate na ciência. E é neste ponto que se encontra o diferencial do Toque da Ciência: por meiode um portal, o internauta pode ter acesso à informação no formato que mais lhe interessar –seja numa reportagem detalhada, numa curta notícia ou num rápido podcast. A matéria-prima éa mesma – a informação científica – transmitida nas diversas formas que o jornalismo permite.Além disso, o estudante que participa pode aprimorar suas técnicas em redação de textos ementrevista e também em edição de áudio, de acordo com interesse em cada formato do projeto.O estudante de graduação em Comunicação Social (Jornalismo) tem pouca oportunidade paraexercitar tal prática, pois nas universidades quase não há disciplinas específicas para ela. Assim,o projeto propõe sanar essa necessidade – atentando para não se limitar à tradução de termostécnicos, procurando despertar uma consciência crítica sobre CT&I no público receptor.REFERÊNCIASIVANISSEVICH, A. Como popularizar a ciência com responsabilidade e semsensacionalismo. In: VILAS BOAS, S. (Org.) Formação & Informação Científica. SãoPaulo:Summus, 2005.OLIVEIRA, F. Jornalismo Científico. São Paulo: Contexto, 2002.DIVERSIDADE CULTURAL: A ÁFRICA EM IMAGENSEdilson Marques da Silva MirandaINTRODUÇÃOForam dois anos de experiência vivendo no continente africano, no país de língua portuguesachamado Angola. Foram dois anos de registro de imagens em fotografias e vídeo, registrando odia a dia das comunidades, os hábitos alimentares, a farmacologia, a diversidade linguistica, asindumentárias, a relação das comunidades com a natureza, as cidades o turismo e etc. O projetotem como objetivo a continuidade da produção e a veiculação midiática destes conteúdos para acomunidade. O curso de comunicação social, na área de Radio e Televisão, tem como objetivode ensino a capacitação nas atividades de roteirização e produção de materiais audiovisual. O
  • 8. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||8projeto oferece uma ótima oportunidade de exercício destas práticas. A comunidade formada poralunos e professores das redes públicas e privadas do ensino fundamental e médio, além dacomunidade em geral, terão acesso a um conteúdo áudio-visual rico em imagens e cominformações que irá contribuir com a sua formação cultural no tocante ao tema da diversidadeétnico-cultural.OBJETIVOSContribuir no processo de formação e informação de professores e alunos dos níveisfundamental e médio e superior, no que refere ao conhecimento sobre o modo de vida e culturaafricana. Estes objetivos vem de encontro com a Lei Federal 10.639 que inclui na formaçãoescolar, conteúdos sobre a história da África e a história da cultura afro-brasileira.MÉTODOSO projeto de extensão está sendo realizado de forma plena. Com o auxilio do aluno bolsista,estão sendo realizadas as atividades previstas anteriormente. Está sendo feito o levantamentoda imagens que foram gravadas no continente africano. Está sendo feito a seleção das imagense está sendo produzido o roteiro. O objetivo é poder termos concluído uma produção científicano formato de material audiovisual. O material produzido terá sua veiculação junto a estudantesda rede pública de ensino, para atender a lei 10639/2003, que torna obrigatório nas escolas deensino fundamental e médio, privadas e públicas, a inclusão do tema relacionado com a questãoafricana.RESULTADOS E DISCUSSÃOO material áudio-visual produzido pelo projeto será exibido em canal de televisão universitário nacidade de Bauru. A exposição do material em canal de televisão já é suficiente para darvisibilidade ao projeto junto à comunidade. Durante dois triênios realizamos uma investigaçãoonde o tema central estava focado na imagem que a mídia brasileira construía sobre ocontinente africano. Concluiu-se que, via de regra, o continente africano somente conseguiaespaço jornalístico quando se tratava de questões ligadas à temática da fome, guerra, governossanguinários e coisas do gênero. Em nosso trabalho de investigação não se constatoumomentos em que o continente africano era visto como um lugar produtor de cultura, de arte, deprojetos inovadores ou visto como fonte de inspiração para enfrentamentos dos problemas atuaisvividos no mundo ocidental. Findado o trabalho de pesquisa, tivemos a experiência de viver por
  • 9. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||9dois anos no interior do continente africano, em Angola. Foi um período em que foi possível fazervários registros de imagens e recolhimento de muitas experiências vividas pelo povo angolano.O presente trabalho de pesquisa foca na seleção e edição das imagens produzidas no interior daÁfrica para ser exibido na mídia no Brasil. A experiência fez perceber o quão semelhante tem asduas realidades, África e Brasil. Destaque para a presença e importância da cultura oral e domito como forte fator de preservação cultural e dos valores da sociedade. A valorização do atode contar histórias como forma de comunicação dentro da comunidade. A presença constante domístico e do sobrenatural como valor cultural. A língua portuguesa como elemento comum deinterlocução nacional, tanto no Brasil, como em Angola, na África. Por fim, percebeu-se que amídia construiu no imaginário angolano a imagem de um Brasil violento, cercado de favelas.Tomando como base as informações veiculadas sobre o continente africano em nosso país, commuita normalidade, grande parte da nossa população desconheça qualquer tipo de manifestaçãocultural, artística vindas do continente negro. Continuam associando o continente comsubnutrição, miséria e caus.REFERÊNCIASSILVA, E.M. Negritude e Fé:o resgate da auto-estima.Santa Cruz do Rio Pardo, SP: FFCLCQ,1998.A INFORMAÇÃO, O CONHECIMENTO E A COMUNICAÇÃO NA EDUCAÇÃOESCOLAR BÁSICA E UNIVERSITÁRIA.Maria da Graça MagnoniINTRODUÇÃOA presente Pesquisa foi elaborada tendo como referência a necessária articulação entre oensino superior público aos demais níveis de ensino, enquanto prática essencial à Universidadecompromissada com a Formação, especificamente, através do curso de Pedagogia e dasdemais licenciaturas. Considerando as especificidades tanto da pesquisa quanto do ensino, aformação é aqui entendida como núcleo fundamental do trabalho universitário, assim, busca-seuma pesquisa vinculada às demandas do processo formativo do futuro educador da EducaçãoBásica tanto quanto do professor universitário, ou seja, o conhecimento dos problemas edesafios da realidade educacional da sociedade na qual a Universidade se insere e para a qualformará. A formação universitária é uma das instâncias da educação formal e, se voltada à
  • 10. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||10análise, produção e divulgação do conhecimento é exigência que se abra, através dos seusobjetivos, conteúdos e metodologias, para as relações mais amplas entre o indivíduo e ocontexto, que é econômico, político, social e cultural. Essas questões que remetem a umarecorrente necessidade da universidade manter suas ações formadoras sempre articuladas comas demandas concretas da sociedade, com a realidade social, atenta aos conteúdos veiculadospelos diversos meios e nas mais distintas formas assumidas pelas práticas educativasintencional e não intencional, formal e não formal, escolar e extra escolar, pública e privada.MÉTODOSA partir do objetivo de investigar e avaliar as possibilidades didático-pedagógicas dos atuaismeios de informação e comunicação, com a intenção de, a partir da prática social predominante,propor conceitos, desenvolver conteúdos, metodologias e recursos, voltados à Educação EscolarBásica e Universitária, elaborados na relação Educação e Comunicação, serão realizadas aspesquisas teórica e de campo. Através do referencial bibliográfico inicialmente abordaremos oconceito de Educação nas diversas concepções filosóficas que norteiam as diferentes teoriaspedagógicas, logo as várias modalidades de práticas pedagógicas e as formas de comunicaçãodecorrentes. Ainda, a discussão referente ao impacto da substituição do modelo decomunicação linear para o modelo em redes sobre os modos tradicionais de fazer educação ecomunicação. Em campo, buscaremos articular os conhecimentos teóricos à prática social,buscando a análise e avaliação das possibilidades didático-pedagógicas dos meios, a partir dosprodutos culturais; dos formatos, linguagens e conteúdos apresentados nos diversos recursosdidáticos produzidos e utilizados na Educação Básica e nos Cursos de Formação de Professoresda Universidade Pública, tomando como referência as Escolas da Rede Oficial Municipal eEstadual de Bauru e na UNESP, campus de Bauru, os Cursos de Pedagogia e Curso de Pós-Graduação em TV Digital. Após a análise da a dimensão formativa dos conteúdos, dosartefatos, dos formatos, gêneros, linguagens e conteúdos da comunicação e informação e dosveículos pedagógicos, utilizados no processo educativo formal, buscaremos o desenvolvimento ea proposta de recursos, formatos, linguagens e conteúdos para o ensino dos conteúdosescolares a partir da articulação dos conceitos de relevância social, alguns apontados pelosdocentes das Escolas e Universidade Pública.
  • 11. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||11RESULTADOS E DISCUSSÃOOs desafios e entraves nos remetem à Educação em todos os níveis; às práticas educativas eaos conteúdos da Educação Básica à Educação Profissional e Superior. Pensar em Educaçãopara os multimeios e através do uso dos multimeios, é pensá-la num contexto em que os meiose as ferramentas de comunicação estão presentes nas situações cotidianas; é pensar oprocesso educativo em relação com o contexto, e esse, carregado dos conteúdos da ciência eda técnica. A Educação para os meios deve acontecer numa perspectiva crítica, que exijaclareza em relação aos fins e meios das novas possibilidades educativas. Nessa perspectiva,da mesma forma que a alfabetização para a leitura do texto, das imagens, faz-se necessária,tanto para os discentes quanto para os docentes, a alfabetização para as tecnologias, assimcomo para os profissionais da comunicação, a alfabetização para as concepções pedagógicas,para as preocupações teleológicas que devem estar presentes nas suas produções. Ao mesmotempo, é necessário que a Escola e as demais instituições educativas estejam articuladas aoecossistema comunicacional e que este conheça e considere as dinâmicas culturais eeducacionais, para a garantia da formação cultural permanente. O Projeto estabelece um campode pesquisa de relevância no Departamento de Educação que tem como linha de pesquisamestra “A formação de Professores” e que tem seus docentes envolvidos nas váriasLicenciaturas. Seus resultados teórico-práticos estarão voltados para a seleção de conceitos,produção de conteúdos, metodologias e recursos veiculados através dos diferentes “meios”integrados ao contexto cultural e econômico e social local, regional ou nacional e que, poderãoter suas possibilidades didáticas ampliadas ao serem analisados, produzidos e divulgados poreducadores da Educação Básica e Superior. Os desafios à Educação não se restringem ànecessidade de reelaboração dos conteúdos, dos métodos, instrumentos, mas também o de searticular teórica e metodologicamente aos meios, à comunicação e aproximar a Escola Básica daUniversidade. O desafio é o de articular os instrumentos, os conteúdos, a realidade escolar e oentorno num processo que possibilite a comunicação do saber socialmente construído, do sabercientífico e tecnológico, de forma a permitir mudanças tão necessárias no processocomunicacional no interior da própria escola, na relação do professor com os seus alunos, naforma de abordar e transpor os conteúdos científicos em conteúdos escolares.REFERÊNCIASBELLONI, M. L. O que é Mídia – Educação. 2ª ed., Campinas, SP: Autores Associados, 2005.CITELLI, A. Comunicação e Educação: implicações contemporâneas. Revista Comunicação eEducação, VOL. 15, n. 02, 2010.
  • 12. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||12FREIRE, P. Extensão ou comunicação. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1976.MAGNONI, A. F. A Pedagogia de Multimeios como Perspectiva de Educação Continuada. In: J.M. F. Vale (Org.). Escola pública e sociedade. Bauru: E. A. Lucci, 2002, v. 1.MARTÍN-BARBERO, J. Desafios culturais da comunicação. Revista Comunicação e Educação.Vol. 6, N. 18, 2000.PRETTO, N. L. Educação, Comunicação e Informação: uma das tantas histórias. RevistaLinhas, vol. 10. n. 2, jul/dez. 2009, p. 17-33.SOARES, I. O. Educomunicação e terceiro entorno: diálogos com Galimbert, Echeverría e MartinBarbero. Revista Comunicação e Educação, vol. 15, N. 03, 2010.ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DO SICOM PETAntonio Francisco Magnoni, Ângelo Sottovia Aranha, Gabriela de Souza Ferri, Marília LuizaNéspoli Ferreira, Kelly de Conti RodriguesINTRODUÇÃOA Assessoria de Comunicação ligada ao Sistema de Comunicação do grupo PET-RTV (SICOMPET) é um instrumento profissional dos bolsistas e voluntários de Jornalismo e RelaçõesPúblicas e configura-se como uma atividade extracurricular e multidisciplinar.MÉTODOSA Assessoria do SICOM-PET possui como função pensar estrategicamente a utilização de todaa informação produzida pelos veículos preparados para difusão das atividades realizadas pelospetianos nos projetos PET-Radiofônico, o Impresso-PET, o Portal-PET e o Audiovisual-PET e,dessa forma, apresentar o trabalho do grupo PET e os produtos da parceria com oDepartamento de Comunicação Social (DSCO) da FAAC para a comunidade acadêmica daUnesp de Bauru, de outras Unidades universitárias e também para o público externo. AAssessoria de Comunicação do SICOM-PET é subdivida em 1) Assessoria de RelaçõesPúblicas, responsável por acompanhar o relacionamento do grupo com o público interno eexterno, e monitorar a divulgação por meio de mídias sociais e e-mails de todo e qualquerconteúdo produzido pelos demais núcleos; 2) Assessoria de Imprensa, responsável pelo contatocom veículos midiáticos externos, proporcionando um acesso da população bauruense aosconteúdos produzidos na Universidade, e na proposição e solidificação de parcerias para ogrupo PET-RTV.
  • 13. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||13RESULTADOS E DISCUSSÃOEm conjunto, as duas Assessorias cumprem a tarefa de aproximar os professores e os projetosdo Departamento de Comunicação Social dos alunos da FAAC. Para realizar tal atividade,durante todo o semestre letivo serão produzidas pautas direcionadas pelo SICOM-PET e pelachefia do Departamento de Comunicação Social, que serão cumpridas pelos repórteres eredatores dos veículos do SICOM-PET, de matérias e reportagens para divulgar as produçõesrealizadas pelos alunos e professores, que na maioria das vezes não são conhecidas pelacomunidade acadêmica dos cursos de Comunicação e da FAAC. Pensando na atual integraçãovirtual que estamos vivendo, a Assessoria de Comunicação, observou que a utilização dasmídias sociais do PET-RTV como ferramenta capaz de criar uma dinamicidade maior. Onde, aprincipio era apenas usada como forma de divulgação das atividades organizadas pelo grupo,assim como as matérias publicadas no blog. A comunicação informal entre estudantes eAssessoria, presente no Facebook e Twitter, por exemplo, permitiu uma maior interação com oconteúdo. Reforçando a ligação entre idealizadores do projeto e o público alvo.CONCLUSÃOA Assessoria de Comunicação vem durante os meses de experiência consolidando parceirospara a ampliação do projeto. Obtendo por meio de uma convergência midiática entre os gruposde extensão e pesquisa da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (FAAC), um contatomaior entre alunos do campus e docentes.O sistema de comunicação faz a divulgação dostrabalhos dentro e fora das redes sociais, alcançando com isso, um público amplo em todas asatividades organizadas pelo grupo PET-RTV. Como o espaço criamos uma estrutura laboratorialpara estudo e pesquisa em linguagens e formatos, agregamos outros grupos de pesquisa e deextensão, e criamos uma sinergia para o bom aproveitamento e troca de experiências entre osprojetos.REFERÊNCIASFRANÇA, Fábio. Públicos – Como identifica-los em uma nova visão estratégica. São Caetano doSul: Difusão, 2004.Blog do Sistema de Comunicação do Grupo PET-RTV. Disponível em: www.petrtv.com.br
  • 14. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||14FORMAÇÃO DE CIDADÃOS E PROFISSIONAIS DO FUTURO:EDUCAÇÃO E COGNIÇÃOJuliana Severino, Gláucia Reis, Vanessa Pilegi, Maria Angélica Seabra Rodrigues MartinsINTRODUÇÃOA necessidade de oferecer novas perspectivas de vida a crianças carentes de 6 a 12 anos, cujospais trabalham na lavoura, durante o período em que os filhos não estão na escola, fez surgir oProjeto “Formação de cidadãos e profissionais do futuro”, já aplicado com sucesso na “FundaçãoReviver”, da cidade de Américo Brasiliense-SP. Em Bauru, o projeto está sendo desenvolvido noInstituto Profissional de Reabilitação Social 1º de Agosto (IPRESPA), situado no NúcleoPresidente Geisel. Como as crianças desfrutavam na instituição de um espaço lúdico eesportivo, surgiu a oportunidade de otimizar esse trabalho, oferecendo-lhes uma novaestruturação educacional, visando trabalhar também o desenvolvimento de seu intelecto, suacriatividade e suas emoções, no sentido de que possam vir a se integrar à sociedade comocidadãos, cônscios de seus direitos e deveres, e, futuramente, como profissionais habilitados. Aproposta envolve a narração de estórias (contos de fadas, principalmente) efetuadas por alunosvoluntários e bolsistas dos cursos de Pedagogia e Radialismo da Unesp-Bauru, treinados paraessa finalidade, pela professora Maria Angélica Seabra Rodrigues Martins, idealizadora doprojeto.MÉTODOSBaseados nas teorias do psicanalista Bruno Bettelheim (1987), de que se pode trabalhar aimaginação, o intelecto e a emoção dos pequenos, a partir das estórias que eles ouvem e oslevar à reflexão e à assimilação de novos valores, solucionando conflitos interiores a partir daidentificação com o herói; e também na teoria do raciocínio lógico de Mattew Lipman (1994) eobedecendo aos estágios de desenvolvimento da criança segundo Vygotsky e Piaget, um dostrês aspectos a serem abordados no projeto, é o“Educação e cognição”. Por meio das narrativas,a criança entra em contato com sua imaginação, seu universo interior, a partir dos arquétipospresentes nos contos de fadas, o que a auxilia na solução de conflitos e na busca de soluções.Um outro aspecto é o uso das narrativas tradicionais dos Irmãos Grimm, Perrault e Andersen,que a levam a conhecer novos contextos, uma vez que as estórias ocorrem em países dohemisfério norte, o que lhes permite observar a forma como indivíduos criados de forma diferentepodem desenvolver os mesmos valores, no âmbito social.
  • 15. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||15RESULTADOS E DISCUSSÃOEste projeto, utilizando metodologias de âmbito psico-pedagógico, com o objetivo de trabalhar ashabilidades da criança, não apenas quanto à intelecção e produção de textos, mas também nosentido de lhe transmitir valores, possibilita que as mensagens subliminares das estóriasconduzam a debates e questionamentos, capazes de despertar na criança o espírito crítico e acompreensão de que seu papel no contexto em que está inserida pode ser modificado pelosestudos e pelo trabalho. Dessa forma, a intenção é apresentar-lhe novas perspectivas, além dasveiculadas pela mídia (e que muitas vezes incitam à violência) e das que trazem de laresconflituosos, de forma a permitir que analisem novas possibilidades de inserção social. Aprimeira versão do projeto, realizada em Américo Brasiliense-SP, apresentou resultados muitoacima dos esperados, uma vez que as crianças, inicialmente rebeldes, incapazes de se fixar emuma estória, hiperativas, passaram a apresentar um comportamento mais calmo e a aguardar o“dia da estória” com bastante alegria. Esses aspectos podem ser observados nos desenhos etextos produzidos por elas, refletindo sobre a mensagem de cada conto e suas reflexões sobrecomo cada uma foi tocada em diferentes aspectos pelo enredo.CONCLUSÃOOs objetivos pretendidos foram plenamente atingidos, o que levou a Unesp a nos solicitar umaversão em Bauru, com alunos atuando na condição de voluntários. Essa versão está emdesenvolvimento no IPRESPA (Instituto Profissional de Reabilitação Social 1º de Agosto), tendoo projeto iniciado no mês de maio de 2012, com a atuação de voluntários e bolsistas entre osalunos dos cursos de Pedagogia e Radialismo da FC e da FAAC.REFERÊNCIASARIÈS, P. História social da infância e da família. Rio de Janeiro: Zahar, 1978.BETTELHEIM, B. A psicanálise dos contos de fadas. Porto Alegre: ArtMed, 1987JUNG, C.G. O homem e seus símbolos, 2ª.ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2008LIPMAN, M. Filosofia na sala de aula. São Paulo: Nova Alexandria, 1997MARTINS, M.A.S.R. Aprender a pensar – um desafio para a produção textual. FAAC/Canal6,2009__________________ (Org.) Educação, mídia e cognição. Bauru: FAAC/Canal6, 2010PIAGET, J. - Psicologia da inteligência, 2ª ed. Rio de Janeiro: Fundo de Cultura, 1967.________ - A linguagem e o pensamento da criança, 3ª ed. Rio de Janeiro: Fundo de Cultura,1973.VYGOTSKY, L. - A formação social da mente. S.Paulo : Martins Fontes, 1987.____________ Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. S. Paulo : Icone, 1988.
  • 16. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||16TRANSMISSÃO DE CONTEÚDOS EDUCATIVOS POR STREAMING DE VÍDEO: UMAPROPOSTA DE PROCESSO DE PRODUÇÃOEvaldo Aparecido AbreuINTRODUÇÃOUm aspecto notável do avanço tecnológico que temos testemunhado é a possibilidade dedemocratização de acesso a conteúdos educativos de variadas latitudes, antes restritos apequenos grupos. Abordamos neste trabalho em particular o uso de uma tecnologia decodificação denominada Smooth Streaming, que permite a transmissão de áudio e vídeo porprotocolos de internet, em formatos compatíveis com múltiplos dispositivos e sistemasdisponíveis no mercado. Tratamos também de aspectos do processo de produção paraimplantação de um Programa Educativo utilizando esta tecnologia, com uma breve descrição dasetapas e dos perfis profissionais necessários para a construção do projeto.MÉTODOSFizemos neste trabalho uma pesquisa exploratória, de caráter multidisciplinar, com base naanálise da documentação disponível no website da Microsoft, empresa proprietária datecnologia, e implantação do sistema. Fizemos um estudo da plataforma tecnológica eelaboramos uma proposta de padronização dos processos de produção da aula, com a definiçãodas etapas de roteirização, elaboração de cronograma e formatação. Utilizamos como referencialteórico para a confecção do roteiro audiovisual conceitos acerca da estruturação doconhecimento (Louis Not) e de aprendizagem significativa (David Ausubel).RESULTADOSO projeto piloto foi desenvolvido e testado em múltiplos dispositivos. A tecnologia de SmoothStreming permitiu a transmissão de uma vídeo-aula de forma adaptativa, na qual os servidoresde mídia adequavam o modo de envio dos dados de acordo com as diferentes circunstânciaspossíveis, como em casos de sensível variação da velocidade de conexão, diferentes sistemasoperacionais e múltiplos dispositivos, como desktops, tablets e smartphones.
  • 17. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||17DISCUSSÃOA transmissão de conteúdos educativos por meio de plataformas tecnológicas como a internet éuma grande oportunidade de disseminação de conhecimento e estímulo a um ambiente paradiscussões pedagógicas e auto-aprimoramento. O desenvolvimento de técnicas para melhora daacessibilidade e da experiência do usuário são desafios que contribuem para este intento. Assimcomo o trabalho da formatação do conteúdo em termos pedagogicamente eficazes. Estetrabalho é apenas o início de um processo de desenvolvimento, discussão e estudos, em umcontexto em que mudanças constantes e avanços tecnológicos norteiam nosso futuro.REFERÊNCIASMOREIRA, M. A.. A teoria da aprendizagem significativa e sua implementação em sala deaula. Brasília: UnB, 2006.NOT, L. As pedagogias do conhecimento. Rio de Janeiro. Bertrand do Brasil, 1976.RAMOS, E. M. de F. Introdução a Teorias de Aprendizagem e Modelos de Avaliação. RioClaro / SP: UNESP, 2002 (publicação avulsa).ZAMBELLI, A. Smooth Streaming Technical Overview. Disponível em:<http://learn.iis.net/page.aspx/626/smooth-streaming-technical-overview/>. Acesso em: 31 mar.2012.
  • 18. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||18JORNAL DO CURSO DE PEDAGOGIA DA UNIVESP:RECURSO E ESTRATÉGIA PARA A ORGANIZAÇÃO DO JORNAL ESCOLARAntonio Francisco Magnoni, Maria da Graça Magnoni, Giovani Vieira MirandaINTRODUÇÃOO Jornal é um Projeto de Extensão, cadastrado na PROEX na intenção de proporcionar, aosalunos do Curso de Pedagogia da UNIVESP, Polo de Bauru, conhecimentos e experiênciasrelacionadas à elaboração e organização do jornal escolar e obter, como resultado imediato dostrabalhos, o Jornal impresso e on line para o Curso. O Jornal é distribuído aos professorescursistas e aos docentes do Curso de Pedagogia da UNIVESP, do curso de Pedagogia doPARFOR, aos alunos e professores do Curso de Pedagogia, vinculado ao Departamento deEducação e aos alunos do Curso de Jornalismo da FAAC (Faculdade de Arquitetura, Artes eComunicação). Com a intenção de divulgar o Jornal como veículo de participação e construçãocoletiva, também é encaminhado aos Professores da Rede Pública da Educação Básica deBauru e região. No Curso de Pedagogia da UNIVESP, o Jornal tem por finalidade promovermaior identificação dos alunos com o Curso e entre eles próprios, possibilitando oreconhecimento do Jornal enquanto meio de divulgação, organização e participação. O Projetoproporciona também aos alunos do Curso de Jornalismo o exercício das funções jornalísticas,em consonância com a vertente social da profissão e a oportunidade de vincular osconhecimentos teóricos aos práticos, através da organização das várias oficinas necessárias àelaboração do Jornal. Na comunidade Escolar, aproximar todos os envolvidos no trabalhoeducativo, oportunizar espaço para a manifestação de todos, inclusive dos pais e moradores dacomunidade, promovendo aproximação entre a escola e o bairro. Na Universidade apossibilidade da extensão da pesquisa e do ensino, possibilitando aos alunos, professores ecomunidade não escolar, o processo de produção do jornal.MÉTODOSPara a organização do Jornal são desenvolvidas várias oficinas, ministradas pelos alunos doCurso de Jornalismo e pelo aluno bolsista do Projeto (aluno do Curso de Jornalismo). O trabalhointerdisciplinar a ser realizado envolvendo os professores responsáveis pelo Projeto, os alunosdos dois Cursos e os Professores da Rede Pública, proporciona o envolvimento e odesenvolvimento de vários conceitos, conteúdos e metodologias, entre os quais a exploraçãodos vários gêneros jornalísticos, reportagens, noticiários, charges, notícias de opinião, entreoutros. Dessa forma, são publicados os textos, atividades didáticas e demais trabalhos,desenvolvidos individual e coletivamente no Curso, durante as aulas. Nas Escolas, osprofessores participam relatando as experiências cotidianos, publicando seus textos didáticos oucientíficos. Ao desenvolver as oficinas, organizamos coletivamente o Jornal do Curso eproporcionamos os conhecimentos necessários para produzi-lo no ambiente escolar. Aodominar os conhecimentos e as técnicas, o futuro pedagogo valorizará o Jornal Escolarenquanto recurso para todos os envolvidos no processo educativo escolar, inclusive na relaçãoEscola Comunidade Universidade. O presente Projeto de Extensão aqui relatado, ganha entãouma nova dimensão e abrangência, podendo estender às escolas, através da ação dos alunosenquanto estagiários, professores ou futuros professores e diretores e, também, através dapresença dos professores das escolas na Universidade, participando das “oficinas de Jornal”.DISCUSSÃO E RESULTADOSO Jornal da Pedagogia da UNIVESP possibilita ao aluno do Curso as técnicas para aelaboração, organização e impressão do Jornal, ao mesmo tempo, a possibilidade de explorar edisponibilizar os conteúdos e metodologias relacionadas às várias áreas do conhecimento que
  • 19. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||19compõem o currículo do Curso, através da publicação dos vários artigos e relatos deexperiências, a serem detalhadas no espaço denominado encarte pedagógico. Através dadivulgação do Jornal junto às Escolas e do convite aos professores para a participação nasoficinas, o aluno possibilitará o trabalho de extensão (do curso e da Universidade). Ao ingressarno mercado de trabalho enquanto Pedagogo, estará apto e consciente das possibilidades doJornal enquanto instrumento para a educação das crianças, dos jovens e adultos e para aparticipação da comunidade escolar e não escolar. A organização e desenvolvimento dasoficinas, permite aos alunos do Curso de Jornalismo o exercício das práticas profissionais,articulando as disciplinas teóricas às práticas, como Jornalismo Impresso e Técnicas deEntrevista e Reportagem. O aluno do curso de Jornalismo estará, através da sua participação noProjeto, realizando à extensão dos conteúdos aprendidos aos alunos do Curso de Pedagogia.Os Professores e alunos do Curso terão a possibilidade de expor os conteúdos e metodologiasdesenvolvidos no Curso e no ambiente escolar das escolas de Educação Básica.REFERÊNCIASBORDENAVE, J. E.D. O que é participação. São Paulo: Brasiliense, 1981.BRANDÃO. C. R. Pensar a prática. São Paulo: Loyola, 1984.DEMO, P. Participação é conquista: noções de política social participativa. São Paulo: Cortez,1999.FREINET, C. As Técnicas FREINET da Escola Moderna. Lisboa, Estampa,1975.________. Pedagogia do Bom Senso. São Paulo, Martins Fontes,1985.________. Para uma escola do povo. Lisboa, Presença, 1973.________. A Educação pelo Trabalho (I e II). Lisboa, Presença,1979.FREINET, E. O Itinerário de Célestin Freinet. Rio de Janeiro, Francisco Alves,1979.FREIRE, P. Conscientização. Teoria e prática da libertação. Uma introdução ao pensamento dePaulo Freire. São Paulo: Moraes, 1980.___________. Educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992.___________. Política e Educação. São Paulo: Cortez, 1993.
  • 20. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||20SESSÃO DE COMUNICAÇÃO 2A COMUNICAÇÃO E A EDUCAÇÃO CORPORATIVA: UMA PROPOSTA DE AÇÃORoseane Andrelo, Jéssica de Oliveira Mugnatto, Renata CalonegoINTRODUÇÃOA realidade que as organizações vivem é considerada complexa: a competitividade está cadavez mais acirrada, grandes corporações se fundem aumentando seu poder, a globalizaçãoderruba fronteiras e faz com que símbolos desterritorizalizados se agreguem a diferentesculturas, consumidores tornam-se mais críticos e, com o aparato das redes digitais, ganhamamplos espaços de manifestação e a informação, mais disponível do que nunca, passa a serrepresentada em diversas formas. Desta forma, há uma preocupação crescente com a formaçãopermanente do público interno, o que inclui todo o corpo de funcionários e a alta direção.Portanto, muitas empresas assumem esse papel e desenvolvem programas de educaçãocorporativa, que vão além do treinamento, privilegiando também o desenvolvimento de atitudes,posturas e habilidades. Este projeto tem como preceito o fato de que esse é um dos papéis dasrelações públicas, como área responsável pela gestão do relacionamento entre as organizaçõese seus públicos estratégicos, o que implica na geração e difusão de informações, usandodiferentes recursos tecnológicos como mediadores. A proposta é que as relações públicastambém devem atuar na formação dos públicos internos para que saibam selecionar e utilizar asinformações mais relevantes em determinados ambientes organizacionais. Neste sentido, opresente projeto tem os seguintes objetivos: 1) criar um repositório multimídia com mapas queguiem percursos de aprendizagem; 2) desenvolver recursos baseados na aprendizagem aberta,que permitam aos públicos estratégicos a reunião em espaços virtuais para aprender de maneiracolaborativa sobre assuntos específicos, usando recursos multimídias e 3) promover a formaçãoem competências comunicacionais do público interno das organizações participantes.MÉTODOSA metodologia será desenvolvida em quatro momentos: 1) com base em documentos, livros esites, será avaliado o estado da arte da educação corporativa; da aprendizagem aberta; do papeldas relações públicas na implementação de programas de relacionamento focado no modelosimétrico de duas mãos e dos preceitos de comunicação educativa; 2) será desenvolvido umwebsite baseado na abordagem de educação aberta, com dois focos: conteúdo específico à
  • 21. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||21comunicação corporativa e informações sobre apropriação crítica de mensagens midiáticas. Aosite, serão agregadas ferramentas das redes sociais que permitam o diálogo entre os usuários;3) os recursos serão colocados à disposição para organizações do primeiro, segundo e terceirosetores. Para divulgação, serão usados instrumentos da comunicação dirigida, como press-release, e-mail marketing, cartas etc; 4) Após quatro meses, a participação será avaliada pelouso das ferramentas criadas (de forma quantitativa – número de acesso – e qualitativa –discussões geradas) e também por meio de uma pesquisa em formulário disponível no site. Paraa fundamentação teórica, serão utilizados preceitos de educação corporativa; usando recursosbaseados na aprendizagem aberta; para promover competências comunicacionais e em literaciadigital; utilizando a educação pelas mídias associada à educação às mídias e considerando opapel das relações públicas na gestão do relacionamento entre organizações e seus diversospúblicos, sobretudo a partir do modelo simétrico de duas mãos.RESULTADOS E DISCUSSÃOO projeto teve início em 2012 e está em fase de elaboração da fundamentação teórica que darábase para a parte prática. Até o momento, verificou-se que a comunicação interna possui papelestratégico dentro de qualquer organização, uma vez que é uma das melhores ferramentas,capaz de conciliar os interesses dos funcionários e da empresa, estabelecendo o diálogo.Inclusive porque, no atual contexto, cabe questionar quem é, como mapear e traçar o perfil destepúblico. Afinal, com o acesso as mídias sociais, sabe-se que as pessoas interagem com muitasoutras e que, nessa interação, é difícil diferenciar o que é assunto pessoal de assuntocorporativo. (MAIA, 2011, p. 76). Soma-se a isso a noção de multiprotagonismo, ou seja, ospúblicos assumem diferentes papéis de acordo com o espaço e o local em que se encontram.É preciso considerar este multiprotagonismo que faz do empregado,antes mero receptor das mensagens da alta direção, um potencialemissor uma vez que, a qualquer momento e com uso das tecnologiascada vez mais acessíveis e portáteis, poderá tornar-se porta-voz deimportantes mensagens da empresa para dentro e para fora do universoda organização, viajando os quatro cantos do mundo (FREIRES, 2011,p. 32).Desta forma, sabe-se que as relações públicas também devem atuar na formação dos públicosinternos para que saibam selecionar e utilizar as informações mais relevantes em determinadosambientes organizacionais.
  • 22. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||22CONSIDERAÇÔESA informação, sobretudo quando transformada em conhecimento, é considerada um produtoeconômico e, ao ser associada às novas tecnologias, principalmente a internet, chega ao usuárioem abundância, representada em diversas formas, com acesso fácil e podendo sercompartilhada por diversos atores sociais e não mais meramente transmitida de um emissor paraum grupo de receptores. Este é o cenário que norteia o projeto “As Relações Públicas e aeducação corporativa” e que dará base para a produção do website.REFERÊNCIASFREITES, L.C.M. Comunicação interna e integrada. In: NASSAR, P. (org). Comunicaçãointerna – a força das empresas. Vol 5. São Paulo: Aberje, 2011.MAIA, O.V. Veículos internos: gestão voltada para o público. In: NASSAR, P. (org).Comunicação interna – a força das empresas. Vol 5. São Paulo: Aberje, 2011.COMUNICAÇÃO E DISCURSO NA VIDA DE STEVE JOBSJosé Anderson Santos CruzINTRODUÇÃOEsse texto tem como objetivo apresentar a intertextualidade e o sentido da comunicação deSteve Jobs em sua vida e no mundo, utilizando-se, para tanto, da intertextualidade, análise dodiscurso, signos, significante e significado que contribuíram para a realização deste texto. Deacordo com Cabral (2011), na literatura, e até mesmo nas artes, a intertextualidade é persistente.Sabemos que todo texto, seja ele literário ou não, é oriundo de outro, seja direta ouindiretamente.MÉTODOSAtravés da produção de linguagem e fundamentações de autores, e com passagens nashistórias de Walt Disney, Isaac Newton, e mesmo pela palavra Sagrada, tenta-se responder seJobs era Apple, ou Apple era Jobs, e compreender o discurso deixado por ele.RESULTADOS E DISCUSSÃOPara Catarino (2012) o emissor, ao desejar transmitir uma mensagem, possui um objetivo:informar, convencer, demonstrar algo ou sentimentos, com a finalidade de persuadir alguém a
  • 23. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||23fazer, agir, ou falar algo. E no sentido da comunicação, Wolf (1995) contribui dizendo qual aescolha de qual deveria ser a base disciplinar capaz de unificar a communication research, ouseja, o que estudar e como. A teoria geral dos signos, chamada semiologia, é a ênfase dada nãomais as relações entre os signos, mas ao processo de significado capaz de gerá-los. No queinteressa ao tema, a maçã, um objeto natural de desejo e sensualidade, um signo, cujosignificado é transformar momentos de puro prazer e luxúria. A simbologia e signo da maçãtraduzem vários significados no decorrer da história humana, desde a criação do homem, na artede Cezani até os contos dos Irmãos Grimm e produções infantis de Walt Disney. O discurso,formas de linguagens, a moda, a intertextualidade fazem parte do mito Steve Jobs. Maldier(1994) descreve a função da análise do discurso através das figuras de Jean Dubois e MiochelPecheux. A Análise do Discurso torna-se relevante na comunicação, sendo necessário análisarcada frase, contexto, ação, fala, escrita e tudo que envolve na formação da comunicação. Jobsera um homem que dentro de si conseguia mover seus consumidores, articulando seus públicos,e possuia um poder de persussão forte. Cancline (2006) diz que antes de montar um estilo ouposicionamento, deve-se compreender e entender como as forças homogêneas vêmconseguindo se situar nos cenários estratégicos das diversas áreas da sociedade e do cenáriopolítico. E é relevante contextualizar o visual como estratégia de comunicação, aliando-se tal aodiscurso de Jobs, pressupondo-se que o visual, a aparência e as roupas, é parte integrante dodiscurso, da citação e destacabilidade e da intertextualidade. As camisas pretas utilizada porJobs em suas apresentações fornecem um status de poder, o homem de ferro. Assim, visagismoera marcante no visual de Jobs. Mostrando a importância da vestimenta pessoal e tendo umaexistência de enunciado, tornando o visagismo como arquétipo dentro das estratégias naconstrução do mito Steve Jobs. A roupa e o estilo se tornam signos, levando para uma relaçãoentre significado e significante. Charaudeau (2008) deixa claro que representamos o ato decomunicação como um dispositivo, cujo centro é ocupado pelo sujeito falante em relação aooutro parceiro.CONCLUSÃOObservou-se durante a trajetória de Steve Jobs a presença da Intertextualidade, ou seja,pluralidade de formas de linguagem em seu discurso. E a relevância de compreender e entendercomo Jobs utilizou-se das ferramentas de comunicação no desenvolvimento de sua imagematravés do discurso e contextos históricos. Com isso, a maçã como signo, possui um significadomarcante na vida de Steve, seja no profissional ou vida pessoal. Ele possuía conhecimentos
  • 24. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||24empíricos e cientifícios, utilizando-os na construção de sua marca, sendo esta uma criação dosigno existente em sua vida. Sendo assim, a Apple representa Jobs e Jobs representava aApple. Conclui-se que Apple e Jobs eram unidos, sendo impossível sua separação. Tornando-seum comunicador eficaz e eficiente. Do uso da intertextualidade e análise do discurso, produziu-se uma análise sobre Steve Jobs.REFERÊNCIASCABRAL, Marina. Intertextualidade. Disponível em:http://www.brasilescola.com/redacao/intertextualidade.htm. Acesso em: 28 Jan. 2012.CANCLINI, Néstor García. Consumidores e cidadãos. 6. ed. Rio de Janeiro: Ed. UFRJ, 2006CATARINO, Dílson. Dicas de Português – Teorias de Comunicação. Disponível em:http://www1.folha.uol.com.br/folha/fovest/teoria_comunicacao.shtml. Acesso em: 01 Fev. 2012.CHARAUDEAU, Patrick. Linguagem e Discurso: Modos de Organização. São Paulo: EditoraContexto, 2008.CRUZ, J.A.S. RAMAZZINI, C. Relação Imagem e Efeito de Sentido: Discurso e Retrato doEmbelezamento Pessoal e a Moda. Disponível em:http://fib.brpwebprojects.com/jornada/download/trabalhos/anais/0102011pp.pdf. Acesso em: 28Jan. 2012HALLAWELL, Philip. Visagismo – Harmonia e Estética. São Paulo. Editora SENAC, 2003.PIETROFORTE, Antônio Vicente. Semiótica Visual: os percursos do olhar. São Paulo: Contexto,2004.WOLF, Mauro. Teorias da comunicação. Porto: Presença, 1995.COMUNICAÇÃO E SERVIÇO SOCIAL: UMA ANÁLISE DO SCFVCA E OS PÚBLICOSESSENCIAISJosé Anderson Santos CruzINTRODUÇÃOO objetivo desse estudo é apresentar a necessidade de comunicação e das relações públicaspara integração entre as Unidades Escolares e o Serviço de Convivência e Fortalecimento deVínculos para Crianças e Adolescentes do Município de Bauru/SP.MÉTODOSA partir de questões levantadas através da observação assistemática. Conforme Marconi &Lakatos (1990, p.81), a técnica estruturada ou assistemática, também denominada espontânea,
  • 25. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||25informal, ordinária, simples, livre, ocasional e acidental, consiste no levantamento de dadosregistrando os fatos da realidade, não cabendo à utilização de meios técnicos especiais ou quepossa executar perguntas diretas.RESULTADOS E DISCUSSÕESAs questões levantadas foram sobre a falta de comunicação integrada entre o órgão gestor,SEBES (Secretaria do Bem Estar Social), as Escolas e as Unidades que detêm o programa. Acomunicação é uma forma de persuadir os outros a pensar do modo como pensam e a agir daforma que agem, segundo Dimbleby e Burton (1990, p. 20), adaptada em sua utilização para aintervenção de ganhar, manter ou exercer poder sobre diversos públicos. Faz-se necessário aconstrução de uma comunicação clara e de forma aberta para com os diversos tipos de públicosexistentes dentro da organização. Na visão de França (2008, p. 9), o Serviço de Convivência eFortalecimento de Vínculos para Crianças e Adolescentes possui diversos públicos que atuamdiretamente e indiretamente nas soluções de problemas, bem como na articulação da busca desoluções e permanência do Serviço. A importância do SUAS como Política Pública é garantir osdireitos humanos e sociais do cidadão, priorizando a parcela vulnerabilizada da sociedade.Schmidt (2011, p. 96), através de sua experiência mercadológica no âmbito das RelaçõesPúblicas, apresenta uma reflexão e transcreve através do tempo a profissão e o profissional noBrasil em um contexto global. De acordo com o G1 (2011), o Brasil está no 84º posição nosestudos do IDH em 2011. Bauru, cidade cuja população é de 335.888 mil habitantes, conformedemonstra os resultados do censo 2011, possui IDH 0806. Já os dados apresentados pelaFIESP aponta Bauru na 47º posição no estado de São Paulo com um índice de 0,825 - numaescala de 0,000 a 1,000 - colocando-a como uma cidade em desenvolvimento e crescimento docapital humano.CONCLUSÃOAnalisou-se a comunicação e as relações públicas voltadas ao Serviço Social e o serviçoprestado pelos CRAS a partir dos SCFVCA. A comunicação é indispensável para que haja umainteração eficaz em todos os setores e para todos os públicos envolvidos na questão. No quetange ao Relações Públicas, o papel deste profissional visa atender as expectativas deharmonização entre os públicos essenciais ao serviço prestado, assim exaltando a necessidadede estratégias de comunicação e de relacionamento entre todos. Com as questões que foramlevantadas a partir da falta de comunicação integrada entre o órgão gestor e as unidades que
  • 26. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||26detêm o programa, buscou-se apresentar os aspectos que levam a ruptura de informações, noqual se faz necessário uma comunicação horizontal e com canais mais apropriados, utilizandomeios de comunicação mais diretos e de fácil transição e transmissão dos dados e comrespostas mais on-line. Faz-se necessário a criação de canais que acelerem a distribuição decomunicação, tendo como estratégias a abertura de canais mais apropriados e com respostasdiretas e rápidas, assim fortalecendo o serviço, tornando-o mais rápido e de fácil solução parapedidos e respostas.REFERÊNCIASDIMBLEBY, Richard. BURTON, Graeme. Teorias da comunicação. São Paulo. Ed. Summus.1990HAMAM, Roosevelt. O Evento Integrando no Mix da Comunicação.. In: KUNSH, Margarida MariaKrohling. Obtendo Resultados com Relações Públicas. 2ª Ed. São Paulo. Cengage Learning.2006.KUNSH, Margarida Krohlin. Planejamento de relações públicas na comunicação integrada. SãoPaulo. 4ª Ed. Summus Editorial. 2003.LAKATOS, Eva Maria. MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos da Metodologia Científica.7ªed. São Paulo, Ed. Atlas, 2010.PADRÃO NORMATIVO Centro de Convivência Infanto Juvenil Orlando Maciel. PrefeituraMunicipal de Bauru/SP.SEBES.2011SALES, Mione Apolinário. RUIZ, Jefeferson Lee de Souza. Mídia, Questão Social e ServiçoSocial. 2ª Ed. São Paulo. Cortez Editora. 2009.SCHMIDT, Flávio. Do Ponto de vista de Relações Públicas o fascinante mundo da Comunicação.In: SCHMIDT, Flávio. Do ponto de vista de relações públicas: razões muito mais fortes para vocêatuar no ambiente da comunicação. São Paulo: Sicurezza, 2011.SUAS. Disponível em: http://www.mds.gov.br/assistenciasocial/suas. Acesso em: 10 Ago 2011.COMUNICAÇÃO DIRIGIDA: ESTUDO DAS ESTRATÉGAIS DE COMUNICAÇÃO DASUBS BAURU-SPJosé Anderson Santos CruzINTRODUÇÃONesse estudo analísa-se a falta de comunicação entre as UBS e a população do Município deBauru, buscando o incentivo de políticas de prevenção à saúde, manter os usuários informadose como utilizar corretamente os serviços oferecidos para a população. Como as ações daSecretária de Saúde podem movimentar a população e interagir com os programas de saúdeatravés da comunicação impressa, jornais, folders, cartazes?
  • 27. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||27MÉTODOSA partir de pesquisas utilizando-se a observação assistemática, sem um método específico ouentrevistas formais, apenas utilizando-se de informações pela observação e pela experiênciaempírica nas UBS; com caráter exploratório descritivo com relevância e, observando asdificuldades de comunicação e quais possíveis aspectos de melhorias para perpetuar aintegração entre as UBS, Serviço Social, Secretária da Saúde e a população usuária, além dedetalhado levantamento bibliográfico em bases de dados eletrônicos e sites acadêmicos paraaprofundamento sobre o tema.RESULTADOS E DISCUSSÕESConstatando-se que o serviço de saúde público é precário, falta de atendimento devido a grandedemanda por atendimento, falta de divulgação dos programas de prevenção para a população,demonstrar como a comunicação pode melhorar o serviço público em saúde na atenção básica,além de intervir e colaborar junto a Secretária da Saúde com as UBS e a população usuária doMunicípio de Bauru. Sales e Ruiz comentam que em tempos passados, a comunicação foientendida como o objeto tornado comum: uma comunicação ou um comunicado. Foi também,compreendida como meios físicos de transporte: as vias de comunicação e, ainda, como osmeios tecnológicos de transmissão de informação, a partir desse ponto pode-se afirmar que acomunicação é primordial e eficaz para manter o serviço, garantindo a população informaçõesnecessárias, incentivando as orientações de prevenção a saúde e manter um diálogo entre asUBS, médicos, serviço social e equipe multidisciplinar perante a população, garantindo destaforma uma comunicação integrada a todos os envolvidos. Para Dimbleby e Burton (1990), acomunicação são formas de persuadir os outros a pensar como pensam e a agir como agem,técnica utilizada com a intenção de ganhar, manter ou exercer poder sobre diversos públicos.Dar sentido ao que falamos, fazemos e ao mundo (apud CRUZ, 2011). Segundo KUNSH (1997,p 36), o conceito da comunicação dirigida destina-se a públicos específicos, pré-determinados, econsequentemente, mais conhecidos pelos idealizadores das diferentes estratégias deaproximação possíveis. Para Andrade (1965, p. 163) a comunicação dirigida são processos quetem por finalidade transmitir ou conduzir informações para estabelecer comunicação limitada,orientada e frequente com determinados números de pessoas homogêneas e identificada.Utilizando-se da "Comunicação Dirigida", para atingirem determinados públicos, ou partede seus públicos.
  • 28. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||28CONCLUSÃOA comunicação e suas estratégias são indispensáveis para a qualidade e atendimento dosusuários. Faz-se a necessidade de elaborar pontos estratégicos para a comunicação visual, umaintegração entre as UBS, que envolvem a Secretaria da Saúde, para melhor atender apopulação. Para isso, seria necessária a implantação de palestras e programas de orientaçãoaos usuários sobre prevenção na saúde, à necessidade de criação de informes e divulgação deinformações e programas que o Município de Bauru oferece aos usuários. Vê-se a importânciados programas de orientação com palestras enquanto os usuários aguardam serem atendidos.Ressalta-se a relevância da comunicação interna da organização perante todos os envolvidos eo papel do profissional de Assistência Social na Saúde. A comunicação dirigida aos públicosfavorece a prevenção e a disseminação do conhecimento e práticas.REFERÊNCIASCRUZ, José Anderson Santos . A COMUNICAÇÃO E AS RELAÇÕES PÚBLICAS: OGERENCIAMENTO DE CRISES. Disponível em:http://fib.brpwebprojects.com/jornada/download/trabalhos/anais/0032011pp1.pdf. Acesso em: 05Fev. 2012.KUNSH, Margarida Krohlin. Planejamento de relações públicas na comunicação integrada. SãoPaulo. 4ª Ed. Summus Editorial. 2003.SALES, Mione Apolinário. RUIZ, Jefeferson Lee de Souza. Mídia, Questão Social e ServiçoSocial. 2ª Ed. São Paulo. Cortez Editora. 2009.SUAS. Disponível em: http://www.mds.gov.br/assistenciasocial/suas. Acesso em: 10 Ago 2011.VASCONCELOS, Ana Maria. A prática do Serviço Social – Cotidiano, formação e alternativas naárea de saúde. 7ª Ed. Cortez editora. São Paulo. 2011.KUNSCH, Margarida Maria Krohling ((org.)). Obtendo resultados com Relações Públicas. SãoPaulo: Pioneira, 1997.ANDRADE, Cândido Teobaldo de Souza. Para entender relações públicas. 2. ed. São Paulo:BIBLOS, 1965.PROPOSTA DE IMPLANTAÇÃO DE NÚCLEO DE COMUNICAÇÃO MULTIDISCIPLINARPARA A RÁDIO UNESP FM: PROPAGANDO EDUCAÇÃO, INFORMAÇÃO E CULTURAATRAVÉS DA INTERATIVIDADEChristiane Delmondes Versuti
  • 29. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||29INTRODUÇÃOO trabalho é um projeto de Iniciação Científica que discute o papel do relações públicas e dauma gestão multidisciplinar da comunição no processo de formação da imagem organizacionalde uma rádio educativa, mediante o estudo de caso da Rádio Unesp, verificando também aimportância da interação com os públicos no processo de consolidação da identidade e dareputação desta Emissora. Para o levantamento dos aspectos relevantes da imagem junto àpopulação bauruense utiliza-se da pesquisa de opinião, a fim de identificar seus atributos emensurar seu grau de importância junto aos públicos em suas diferentes dimensões: sensoriais,emocionais, racionais e simbólicas. A partir dos resultados da pesquisa, a proposta é a criaçãode Núcleo de Comunicação Multidisciplinar e a implantação de estratégias que possibilitem agestão dos processos comunicacionais da Rádio e maior interação entre a Emissora e seuspúblicos, visando sua maior visibilidade e ampliação de seu impacto cultural.MÉTODOSPesquisa qualitativa a partir de grupos focais para aferir e entender a percepção dos públicos deinteresse da Rádio com os segmentos de: jovens (indivíduos de 15 a 25 anos), ouvintes(representantes heterogêneos da população em geral) e líderes de opinião (segmentos delideranças verticais e horizontais da cidade); Levantamento bibliográfico; Pesquisa de Método deConfiguração de Imagem junto a população bauruense para mensurar a imagem, identidade e areputação da Rádio Unesp a fim de entender seu papel junto a Unesp, como um veículoeducativo. A amostra para essa pesquisa foi de 120 pessoas divididas em dois bairros: umrepresentante da classe popular e outro da população mais escolarizada e de melhor rendafinanceira. As amostras também foram subdivididas por cotas segundo o gênero (50% de cada)e faixa etária (de 15 a 35 anos e de 36 anos ou mais).RESULTADOS E DISCUSSÃOAtravés das pesquisas aplicadas junto à população bauruense foi possível perceber a falta deaproximação e identificação da Rádio com seus públicos de interesse, carência de mecanismosde interatividade com os mesmos, dificuldade em atender às demandas da população a que sedestina e ausência de um setor que faça a gestão estratégica de sua comunicação. Tendo possedessas informações foi elaborado um plano de ações, um modelo de planejamento estratégicopara sistematizar o processo de aplicação das mesmas e também foi proposta a implantação de
  • 30. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||30um Núcleo de Comunicação Multidisciplinar com o objetivo de planejar, executar e avaliar asações comunicacionais que auxiliem na melhoria do fluxo de informações e para a construção deum vínculo de identificação entre a Rádio e seus públicos, focando a questão da interatividade. Agestão da comunicação contribuirá para a consolidação de uma imagem corporativa positiva,juntamente com a ampliação de sua visibilidade e impacto cultural.CONCLUSÃOOs resultados obtidos nas pesquisas de opinião e a reflexão sobre bibliografia pertinentecontribuíram efetivamente para a elaboração de ações comunicacionais que solidificam aimagem corporativa da Rádio, pois se apoiaram em demandas reais de seus públicos e suasimplicações na vida organizacional da Emissora. Porém, como a imagem corporativa éextremamente volátil, assim como os desejos de seus públicos, é pertinente a implantação deum Núcleo de Comunicação Multidisciplinar que gerencie permanentemente sua comunicação.Deste modo, é possível sistematizar o fluxo de informação, planejar, sistematizar, executar eavaliar as ações realizadas de forma holística, contando com o apoio de profissionais dediferentes olhares e habilidades, trabalhando diversos canais de comunicação a fim de criar umlaço de confiança e proximidade com os públicos, construindo a imagem organizacional alinhadaà identidade e reputação da organização. Para que a Rádio possa efetivamente cumprir seupapel social de propagar informação, educação e cultura é necessário que ela se torneinteressante para a população, o que será possível através de uma comunicação mais dinâmicae interativa, pois assim será mais fácil receber e avaliar o feedback dos públicos, transformandoessas informações em ações estratégicas par o desenvolvimento da Emissora.REFERÊNCIASAAKER, David A. Criando e administrando marcas de sucesso. São Paulo: Futura, 1996.ALMEIDA, Ana Luisa de Castro. Pressupostos teóricos-metodológicos para o estudo daidentidade e da reputação organizacional. In: KUNSCH, Margarida M. K. Relações Públicas:Histórias, teorias e estratégias nas organizações contemporâneas. São Paulo: Saraiva, 2009 p.263-290.AUMONT, J. A Imagem. Campinas: Papirus, 1993.BRITO, Eliane Pereira Zamith; LERNER, Elizabeth Barbieri; THOMAZ, José Carlos. ReputaçãoCorporativa: Desenvolvendo uma Escada de Mensuração. ANAIS. EnANPD: Salvador, 2006BORGER, Fernanda Gabriela. Responsabilidade social: efeitos da atuação social na dinâmicaempresarial. São Paulo: USP, 2001. Tese. Faculdade de Economia, administração eContabilidade. Universidade de São Paulo, 2001.BUENO, Wilson da Costa. Auditoria de imagem na Mídia. In: DUARTE, Jorge & BARROS,Antônio. Métodos e Técnicas de Pesquisa em Comunicação. São Paulo: Atlas 2006.
  • 31. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||31CAMPONEZ, Carlos. Jornalismo de proximidade – Rituais de comunicação na imprensaregional. Coimbra: Minerva, 2002CARISSIMI, João. Reflexões sobre os processos organizacionais utilizados pelo relaçõespúblicas na construção da imagem organizacional. In: Anais do XXIV Congresso Brasileiro deCiências da Comunicação. Campo Grande-MS, 2001. CD-ROM.CASTELLS, Manuel. La era de la información: economia, sciedade y cultura. Vol 1. MADRIR:Alianza Editorial.___________. Internet e sociedade em rede. In: MORAES, Dênis de. Por uma outracomunicação. Rio de Janeiro: Record, 2003.COSTA, Joan. Imagen corporativa en el sigla XXI. Tucumán/ Argentina: La Crujía, 2001.FERRARI, Maria aparecida. Relações públicas contemporâneas: a cultura e os valoresorganizacionais como fundamentos para a estratégia da comunicação. In. Kusnch, Margarida M.Krohling. Relações Públicas – Histórias, teorias e estratégias nas organizações contemporâneas.São Paulo: Saraiva, 2009, p. 234-262.GARCIA, B.G. et al. Responsabilidade social das empresas: a contribuição das universidades.São Paulo: Fundação Peirópolis, 2002.HUNGER, J. David & WHEELEN, Thomas L. Gestão estratégia: princípios e práticas. Rio deJaneira: Reichmann & Affonso Editores, 2002.JENKINS, Henry. Cultura da convergência. São Paulo: Aleph, 2006.KAYO, Eduardo Kazuo. A estrutura de capital e o risco das empresas tangível e intangível-intensivas: Uma contribuição ao estudo da valoração de empresas. FEA/USP, São Paulo, 2002.Disponível em: http:www.teses.usp.br/teses/disponiveis/12/12139/tde-05032003-194338/Acesso em 20/09/2011.KAPFERER, Jean-Nöel. As marcas, capital da empresa: criar e desenvolver marcas fortes. 3 ed.Tradução de Arnaldo Ryngelblum. Porto Alegre: Bookman, 2003.KNAPIK, Janete. Gestão de pessoas e talentos. Curitiba: Ibpex. 2008.KUNSCH, Margarida M. K. (org). Relações Públicas: História, teorias e estratégias nasorganizações contemporâneas. São Paulo: Saraiva, 2009.____________. Planejamento e gestão de relações públicas nas organizações contemporâneas.UNIrevista - Vol. 1, n° 3, 2006.NASSAR, Paulo,FIGUEIREDO, Rubens. O que é comunicação empresarial. São Paulo,Brasiliense, 2004.PHD, Instituto. A importância da pesquisa qualitativa. Disponível em:http://www.institutophd.com.br/blog/a-importancia-da-pesquisa-qualitativa/ - Blog do InstitutoPHD. Acessado em 25 de março de 2012.PINHO, José Benedito. O poder das marcas. São Paulo: Summus, 1996.ROLDÃO, Ivete Cardoso do Carmo. O Rádio Educativo no Brasil: uma reflexão sobre suaspossibilidades e desafiador. XXIX Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação – UnB,2006.SANTOS, Célia Maria Retz Godoy dos. A Pesquisa de Opinião na Mensuração de Imagens:Facticidades e Validade. In: Opinião Publica e imagem, São Paulo: Faac/Unesp, 2008.SCHULER, Maria. O método de configuração de imagem (MCI) aplicado à administração daimagem de produtos. In: Kunsch, Margarida Maria Krohling (Org.). Gestão Estratégica emComunicação Organizacional e Relações Públicas. São Caetano do Sul: Difusão, 2008, p. 241-257.SIMÕES, Roberto Porto. O processo e o programa da disciplina “Relações Públicas” Artigo –PUC/RS – 1998.TORQUATO, Gaudêncio. Cultura, poder, comunicação e imagem: fundamentos da novaempresa. São Paulo: Pioneira, 1991.
  • 32. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||32VIANA, Francisco. Reputação: a imagem para além da imagem. Coleção Cadernos ABERJE,Vol. 1. São Paulo: Aberje, 2006.VILLAFAÑE, Justo. Reputación Corporativa.Disponível em: http://www.villafane.info/index.php?section=reputacion - Villafañe & Associados –Consultores. Acessado em 15 de março de 2010.WILDEROM, Stella Martinez. Opinião Pública e Redes Sociais: como a interação entreorganização e públicos está impactando os relacionamentos em sociedade. In: SANTOS, CéliaMaria Retz Godoy dos. Opinião Pública: Tendências e Perspectivas no Mundo Virtual. Bauru:Editora Faac, 2009, p. 159-170.COMUNICA PET – O JORNALISMO IMPRESSO NO SISTEMA DE COMUNICAÇÃOPET- RTVJakeline Bruna Lourenço, Luana RodriguesINTRODUÇÃOO PET Impresso é um projeto do Sistema de Comunicação do Grupo PET-RTV, um laboratóriode ensino-aprendizagem para as diversas linguagens e formatos jornalísticos, cujo foco é oexercício da linguagem para impresso. Como produto do PET Impresso foi elaborado o‘COMUNICA-PET’, um boletim impresso mensal de divulgação de eventos e pesquisas na áreade comunicação audiovisual lançados pelo Departamento de Comunicação Social e pelo GrupoPET da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (FAAC) da Unesp, câmpus de Bauru.MÉTODOSComposto por quatro páginas, o informativo agrega temáticas variáveis conforme o mês depublicação. Além da distribuição mensal, também é lançada uma versão digital no Portal deNotícias PET (www.petrtv.com.br) por meio da ferramenta gratuita Isuu Publish. Em cada edição,o Comunica PET apresenta 1) uma agenda com os principais eventos do mês promovidos peloGrupo PET e pelo Departamento de Comunicação; 2) reportagens mostrando o funcionamentodos demais Projetos de Extensão e destacando como eles atuam dentro da Universidade; 3) asprincipais novidades nas pesquisas feitas por professores e estudantes; 4) trabalhos deconclusão de curso de destaque dentro da comunidade acadêmica que estiverem sendoapresentados; 5) novidades na área de tecnologias digitais que possam influenciar os rumos dacomunicação social. Em sua redação trabalham três repórteres, estudantes de Jornalismo, quesão responsáveis pela produção das matérias pautadas pela Assessoria de Comunicação doSICOM PET ou pelos próprios repórteres. O COMUNICA PET conta também com a colaboração
  • 33. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||33de dois bolsistas do Curso de Design que participam do planejamento gráfico e artístico doboletim.RESULTADOS E DISCUSSÃOAlém de informar a comunidade acadêmica, outra finalidade do boletim é proporcionar aosalunos envolvidos em sua execução a oportunidade de trabalhar com a prática jornalística e aomesmo tempo aprender sobre temas essenciais para sua formação. A escolha das materias decada edição é feita através de um sistema de compartilhamento de pautas, diminuindo assimuma possível hierarquia jornalística e dando mais autonomia aos repórteres, que podemvivenciar todo o processo de produção.CONCLUSÃOO retorno do público tem sido positivo, resultado comprovado por meio das estatísticas daferramenta Isuu que apontam que a primeira edição online do COMUNICA PET lançada em abrilde 2012 alcançou mais de 950 visualizações em menos de quinze dias.NÚCLEO ARTÍSTICO DA RÁDIO UNESP VIRTUALCinthia Yumi Quadrado, Francisco Machado FilhoINTRODUÇÃOO Núcleo Artístico da Rádio Unesp Virtual tem oito anos de existência e sua finalidade comoprojeto de extensão na universidade é servir como um laboratório para o exercício do trabalho dealunos dos cursos de Jornalismo, Relações Públicas e Rádio e TV que fazem parte daFaculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da UNESP de Bauru.MÉTODOSA produção do núcleo é constituída por assuntos vinculados à cultura em geral e, em especial, àmúsica. A introdução de uma programação que tem como foco a disseminação de músicasindependentes no ano de 2012 tem como objetivo enfatizar a identidade da web-rádiouniversitária. A Rádio Unesp Virtual também tem em seu histórico programas com temas ligados
  • 34. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||34a seriados televisivos, filmes, curiosidades sobre tecnologia, cultura de diversos países, mundodas celebridades e até mesmo uma radionovela de caráter experimental.Para Oliveira (2008, p.57), a interdisciplinaridade e a flexibilização devem ser consideradasfatores de relevância quando a formação acadêmico-profissional dos alunos é colocada em foco.Por isso, com o auxílio de professores responsáveis pelo projeto, o desenvolvimento depesquisas e de produção de programas de entretenimento para o ouvinte se intensifica e, comessa ênfase no trabalho, tem como efeito o alcance dentro e fora da universidade.RESULTADOS E DISCUSSÃOO processo de aprendizagem do referencial teórico conceitual estudado nas disciplinas, bemcomo as técnicas de produção e a rotina de trabalho constituem a dinâmica que existe dentro donúcleo. Os alunos participam, portanto, de processos, como: pesquisa sobre o assunto a serdebatido no programa, reuniões, discussão sobre os temas, organização dos roteiros eveiculação do produto final na web-rádio com a análise de conteúdo, técnica e linguagem pelosprofessores responsáveis e pelo coordenador do Núcleo Artístico.O perfil editorial dos programas baseia-se na autonomia, criatividade, princípios éticos e decidadania para a produção de conteúdo socialmente relevante com abertura constante para aexperimentação. A pluralidade de visões e a maleabilidade dos programas artísticos se unem eresultam em um todo que faz parte da identidade da web-rádio universitária, contemplando umpúblico que se interessa pela diversidade de músicas, gêneros e formatos na programação.CONCLUSÃOAssim, é possível observar que o a participação no Núcleo Artístico da Rádio Unesp Virtual éuma oportunidade para que os alunos se tornem profissionais. A web-rádio oferece condiçõespara a experimentação, produção e criação de novas formas de comunicação na Internet.O importante é não ficar resistindo às novas tecnologias, que é umaopção suicida, mas tirar proveito delas. Porque elas estão inclusiveviabilizando coisas até há pouco impensáveis como, por exemplo, oressurgimento do radioteatro. Em pleno 2001, os programas baseadosem dramatização de fatos reais estão liderando a audiência em AM noRio de Janeiro (...). É um outro exemplo de que, quanto maisensinarmos o passado e o percurso do rádio, melhor estaremospreparando os nosso alunos para entender e enfrentar o futuro.(MEDITSCH, 2001, p.230).
  • 35. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||35Já que, na realidade, é de suma importância que os alunos tenham contato, seja com a locução,seja com a produção de roteiros e a pesquisa, já que a web-rádio coloca em evidência que aconvergência digital está se expandindo e está procurando por profissionais da área deComunicação que possam ser multifuncionais para a atuação em diversas plataformas e quetenham em seu currículo uma bagagem criativa que engloba tanto assuntos voltados para ocotidiano e atualidades, quanto temas sobre cultura, música e cinema.REFERÊNCIAS:MEDITSCH, E. O ensino de radiojornalismo em tempo de internet. In: Desafios do rádio noséculo XXI. Rio de Janeiro: UERJ, 2001, p. 225-232OLIVEIRA, I. L. Formação acadêmico-profissional em ambiente de mudanças: desafiospedagógicos. In: Comunicação: ensino e pesquisa. Rio de Janeiro: UERJ, 2008, p. 51-63.PRÁTICAS RADIOFÔNICAS – LOCUÇÃO NA RÁDIO UNESP VIRTUALPaula Costa ReisINTRODUÇÃOO Núcleo de Locução da Rádio Unesp Virtual tem como objetivo promover a prática de locuçãodos estudantes de graduação. Os componentes do núcleo locutam programas de diferentesgêneros (jornalístico, esportivo e de entretenimento), e praticam a locução ao vivo e gravada. Onúcleo é formado pelo coordenador e aproximadamente 30 locutores, estudantes dos cursos deJornalismo e Rádio e TV.MÉTODOSPara qualificar os locutores, são realizadas oficinas com fonoaudiólogas especializadas noassunto; testes de locução, para definir qual a voz mais apropriada para cada programa; eanálises que possibilitam a evolução dos locutores. Nestas análises são avaliados os quesitoscomo respiração, entonação, fluência da leitura e naturalidade de locução, e também sãoincluídas dicas para melhoria da mesma. O coordenador do núcleo tem como função organizaras oficinas e os testes de locução, escolher os locutores oficiais e os locutores reservas, e ter ocontato direto com os integrantes do núcleo. Desta forma, há maior controle e ciência sobrequaisquer problemas que possam ocorrer, possibilitando a sua resolução. O teste de locução écomposto por textos de diferentes temáticas e com improvisação. Utilizamos textos com palavras
  • 36. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||36mais difíceis de serem pronunciadas para analisar como os locutores agem quando erram apronúncia ou quando se deparam com nomes desconhecidos, muito presentes nos programasda Rádio UNESP Virtual. A existência de locutores reservas faz com que a impossibilidadecomparecimento de um locutor no horário da gravação possa ser facilmente solucionada, atravésdo contato com outra pessoa, já listada anteriormente. O contato direto do coordenador donúcleo com os editores dos programas permite a ciência de qualquer insatisfação ou problemareferente à locução. A coordenadoria de locução adotou uma postura diferente quanto aossotaques dos locutores. Não procuramos mais disfarçar os sotaques de cada um, mas simvalorizar a diversidade na fala dos que vêm de diferentes regiões do Brasil.RESULTADOS E DISCUSSÃODesde a criação do núcleo de locução, esta prática tornou-se mais especializada eacompanhada de maneira mais próxima pelo coordenador. Desta forma, a escolha dos locutorespassou a levar em conta aspectos de cada um, para que se encaixem com a temática dosprogramas radiofônicos, tornando também mais imperceptíveis possíveis erros de roteiro.Hoje os locutores assinam um termo de compromisso no qual eles prometem atuar com ética eresponsabilidade. Assim, as faltas sem aviso prévio são contabilizadas e qualquer posturainadequada também é levada em consideração. Essas medidas estão permitindo a criação deum vínculo do locutor com o produto radiofônico, para que a locução torne-se mais natural eatraia um maior número de ouvintes.CONCLUSÃOO núcleo é de grande importância, pois envolve uma grande quantidade de alunos, eproporciona uma melhoria na impressão do público sobre o material vinculado pela RádioUNESP Virtual, pois o primeiro contato do ouvinte com o material acontece através da locução.Este núcleo tem possibilitado uma melhoria na locução dos programas, pois torna este exercíciomais especializado e organizado.
  • 37. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||37SESSÃO DE COMUNICAÇÃO 3PROGRAMA INTERAÇÃO COMUNITÁRIA: A VOZ DA COMUNIDADE EM SINTONIARADIOFÔNICAAline Meneguini de OliveiraINTRODUÇÃOO projeto de pesquisa “Interação Comunitária – o cidadão em sintonia radiofônica” buscadestacar a experiência do processo comunicativo no Programa Interação Comunitária,transmitido aos sábados pela emissora de Rádio UNESP FM Bauru, a fim de promover um novoolhar sob o veículo rádio, defendendo-o como instrumento de consolidação da comunicação paraa cidadania. Busca-se, portanto, a melhor compreensão do processo comunicativo radiofônico eda interação social, já que o veículo é considerado pelos estudiosos, meio de comunicação muitopróximo ao público, e que vem se beneficiando das novas tecnologias para se reinventar emodificar a forma de participação do ouvinte, em meio à convergência midiática.MÉTODOSBaseado na metodologia de pesquisa qualitativa com utilização de entrevista em profundidade, oprojeto pretende coletar e analisar depoimentos de profissionais envolvidos com o programa,ouvintes, líderes comunitários, responsáveis pelas associações de bairros e figuras públicas, nointuito de aferir como o programa propicia as práticas cidadãs envolvendo cidadãos e poderpúblico. Com objetivo de identificar as principais temáticas abordadas pelo “InteraçãoComunitária”, serão analisadas suas gravações, no período de março de 2011 á março de 2012,sendo selecionados 2 programas por mês, por representar amostra significativa do universo.RESULTADOS E DISCUSSÃOA pesquisa está em desenvolvimento, porém com a pesquisa exploratória bibliográfica,acompanhamento da transmissão e visitas técnicas realizadas na emissora, é possívelcorroborar a hipótese de que o programa promove uma comunicação comprometida com aspráticas cidadãs, e que a literatura do veículo rádio está repleta de discussões e defesas arespeito da potencialidade democrática desse meio de comunicação. Afirmar que os meios decomunicação no cenário brasileiro não operam segundo as diretrizes constitucionais, não é
  • 38. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||38novidade, e como consequência observa-se uma despreocupação latente dos detentores damídia em assegurar o direito à informação e comunicação. Na mesma perspectiva, Downing(2002, p. 78) sob referência de Raymond Williams (1993) acentua que “(..) a mídia, quando selivrasse do pesado jugo das empresas privadas ou do Estado e se abrisse á participação dasmassas, poderia estimular e sustentar uma cultura comum e uma democracia viva.” De maneiramais direcionada para o veículo rádio, teóricos como Kaplún (1978, 1999), Meditsch (2001),Ferraretto (2007), defendem o veículo como principal instrumento para democratização socialdevido a suas intrínsecas características e especificidades, como também discutem a respeito daconvergência e adaptação tecnológica que o veículo passa atualmente. Nesse sentido Ferraretoalerta:Resta avaliar as pos sibilidades trazidas pela transformação das audiências e das formas de recepção de conteúdos radiofônicos, com odesenvolvimento de novas linguagens, e garantir efetivamente o usosocial dos novos meios de comunicação, realizando de modo plenosuas promessas emancipatórias e recuperando seu caráter cultural eeducacional, livre das imposições mercantilistas que domina ram ospadrões AM e FM (FERRARETTO, 2010, p. 178).As reflexões de Eduardo Medistsch (2001) também contribuirão para desenvolvimento do corpusdesta pesquisa, no qual revelará o rádio, na sua forma ideal, entendido como canal/ espaço ondeo cidadão tem acesso para expressar sua opinião, sua reclamação, sua reivindicação,propiciando o processo comunicativo de interesse público, podendo assim despertar o sentido decoletivo e solidariedade no público ouvinte.Sob a ótica de participação, Bertolt Brecht (1998) em seu livro Teoria do Rádio, assim comoKaplun (1978), já vislumbravam o principal objetivo deste projeto, compreender o rádio comoinstrumento de consolidação da comunicação para a cidadania. Para os teóricos, a comunicaçãoradiofônica deveria ser direcionada para o interesse público, mais que isso, acreditavam que acomunicação realizada nas emissoras de rádio deveria possibilitar a deliberação. Em síntese, acomunicação para a cidadania, a ser destacada no projeto, não deve ser realizada para ocidadão e sim pelo cidadão, e esta participação deve também estar pautada em construção deconhecimento e conscientização.CONCLUSÃOCom a pesquisa bibliográfica em andamento, torna-se claro a potencialidade do veículo rádiopara a manutenção e ampliação da cidadania, assim como sua relevância histórica mediante a
  • 39. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||39modernização das sociedades, no qual desempenhou o papel de mediador popular comexcelência. Ao ponto que a pesquisa explora as especificidades do objeto de estudo, afloratambém questionamentos sobre a definição do processo comunicativo que se dá no programaInteração Comunitária, que nessa fase de pesquisa assemelha-se tanto com a comunicaçãopública como também com a comunicação comunitária, pelo fato dos ouvintes participarem deforma efetiva no conteúdo das mensagens, já que o comunicador participa e cobre eventoscomunitários, e com isso o programa está estritamente direcionado e relacionado ao interessepúblico.REFERÊNCIASDOWNING, Jonh D. H.- Mídia Radical: rebeldia nas comunicações e movimentos sociais.Tradução Silvana Vieira. São Paulo: Editora SENAC, 2002.FERRARETO, Luiz Artur. Rádio: o veículo, a história e a técnica. 3. ed. Porto Alegre: DoraLuzzatto, 2007. 232 p._____________________; Kischinhevsky, Marcelo. Rádio e convergência: uma abordagempela economia política da comunicação. Revista Famecos - Porto Alegre v. 17 , n. 3 , p. 173-180 setembro/dezembro, 2010.KAPLÚN, Mário (1999). Processos educativos e canais de comunicação. Revista Comunicação& Educação. São Paulo, ano V, n.14, jan-abr., p. 68-75.______________ (1978). Produccion de programas de radio: el guin- la realizacion. EdicionesCIESPAL.MEDITSCH, Eduardo. O Rádio na era da infomação. Florianópolis: Insular, Ed. da Ufsc, 2001.304 p.ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO E IMPRENSA DA FAAC/UNESP:MÚLTIPLOS FOCOS DA INFORMAÇÃO E A COMUNICAÇÃO NO MEIO DIGITALHenrique SuenagaINTRODUÇÃOA Assessoria de Comunicação Social (ACS) da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação(FAAC/UNESP) é um projeto de extensão universitária, coordenada pelo Prof. Dr. ÂngeloSottovia Aranha, e composta por duas assessorias interdependentes: a Assessoria de RelaçõesPúblicas (ARP) e a Assessoria de Comunicação e Imprensa (ACI). Um dos objetivos do projeto étrabalhar a comunicação entre os diversos públicos dentro da faculdade, fornecendo-lhesinformações de interesse sobre os assuntos dela, tornando-se a melhor opção para se alcançaresse objetivo, portanto, a utilização de meios de comunicação digital.
  • 40. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||40MÉTODOSPara cada tipo de público e de informação utiliza-se uma plataforma diferente de veiculação, nototal são quatro presenças digitais representadas pela Agência FAAC de Notícias, produto doprojeto de extensão. Há no site institucional da faculdade, na página principal, uma áreadestinada às matérias produzidas pela produtora de conteúdo, uma página no facebook, umperfil no twitter, e um blog, sem contar o e-mail que divulga diariamente informações para todosos alunos da faculdade. Buscando atingir, principalmente, docentes e discentes, o site dafaculdade lida com a notícia em seu caráter mais acadêmico e informativo, oferecendo paraaqueles que acessam o endereço com intuito de consultar o sistema acadêmico, e-mailinstitucional, entre outros, um pouco sobre a produção, eventos e projetos de extensão daFAAC/UNESP. Já no facebook, que visa em primeiro plano o estudante, além de apresentarconteúdo mais sintético, a postagem de fotos, a opção “curtir” e diversas ferramentas auxiliam namaior interatividade com os alunos, podendo-se alcançar um feedback mais imediato do que nasoutras plataformas. O twitter possibilita direcionar o conteúdo transformando a notícia emtópicos, facilitando a seleção de acordo com o interesse do usuário. O blog lida com ainformação mais informal, direcionada ao aspecto de curiosidade, buscando a participaçãoinclusive dos servidores da faculdade. Notícias que no site possuem uma função linguísticareferencial possuem outro foco, como experiências e opiniões pessoais, fatos atípicos e posturadescontraída.RESULTADOS E DISCUSSÃOA interação dos alunos vem aumentando, principalmente nas mídias sociais, onde a plataformadá melhores condições, mas frequentemente têm-se feedbacks informais sobre oreconhecimento do projeto. A demanda constante de divulgações demonstra como o projeto estáconsolidado no ambiente acadêmico como emissora de informações e produtora de conteúdo,mas não há ainda um total esclarecimento em relação ao projeto e seus objetivos para com seuspúblicos. A construção de um relacionamento se inicia lentamente com perspectivas futuraspositivas.CONCLUSÃOPercebe-se que ainda há muito trabalho a se desenvolver para conseguir alcançar todos ospúblicos alvo desses meios de comunicação e construir uma interação mais constante e comcredibilidade. Entretanto, a utilização dos meios digitais contribui para o maior alcance de
  • 41. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||41pessoas ligadas à faculdade, assim necessitando elaborar estímulos para a formação de umrelacionamento interativo mais recíproco.REFERÊNCIASFRANÇA, Fábio. Públicos: como identificá-los em uma nova visão estratégica. São Caetano doSul: Yendis Editora, 2004.JAKOBSON, Roman. Linguística e Comunicação. São Paulo, Cultrix, 2005.LÉVY, Pierre. Cibercultura. Tradução Carlos Irineu da Costa. 2ª ed. São Paulo: Ed. 34, 2000.LÉVY, Pierre. O que é virtual? . Tradução de Paulo Neves. 7ªed. São Paulo: Ed. 34, 1996.SERRA, Paulo. Internet e Interactividade. 2006. Disponível em: http://www.bocc.ubi.pt/pag/serra-paulo-internet-interactividade.pdfO ESTUDO DA TELEVISÃO NO ASPECTO QUALITATIVO IMAGÉTICOArielly Kizzy CunhaINTRODUÇÃOOs estudos sobre TV no Brasil tiveram início com os programas, a recepção, e então astransformações tecnológicas com a cybercomunicação, tecnologia, as tendências e a altadefinição, isso tudo sempre diretamente ligado à cidadania, o surgimento da comunicação ocorredivido à ação com fim comum, essa é sua essência, seu caráter destinal. Desta forma a TVcomo veículo de massa possibilita uma comunicação horizontal, permitindo a muitos o acesso àinformação. É importante observar às novas implicações, às responsabilidades dos profissionaisde TV, às possibilidades dessas inovações, como a ampliação da qualidade dos meios deproduzir, para alcançar as pessoas com o conteúdo necessário, e a importância da preocupaçãoestética e de alta definição da imagem para levar às pessoas a tecnologia, a evolução, oconhecimento, a qualidade.MÉTODOSDe acordo com Lakatos e Marconi (1991), o método hipotético-dedutivo é usado através daobservação da necessidade de descobrir algo, a lacuna no conhecimento, e a partir dissoobserva a necessidade de pensar um hipótese, então, através da dedução é possível verificaras consequências dos fenômenos, no caso fenômenos sociais. Desta forma a partir danecessidade de analisar um objeto, a qualidade da imagem na TV Digital, surge a questão dajustificativa, ou seja, a necessidade de descobrir algo, definir o problema. Após recolher dados,
  • 42. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||42analisar material científico já divulgado, livros publicados e objetos de estudo, como os própriosprogramas de TV da programação transmitida cotidianamente, é possível observar algumashipóteses e consequentemente explicações hipotéticas das observações levando em conta ascausas dos fatos.RESULTADOS E DISCUSSÃOA TV precisa ser feita com criatividade, talento, dedicação, conduta profissional pautada nacidadania, responsabilidade e conhecimento. É muito importante conhecer as técnicas e dominá-las, conforme Bonásio (2002), mesmo havendo uma boa ideia, se não for traduzida em imagensesteticamente boas, a comunicação com o público não será eficiente, e a finalidade da televisãoé se comunicar com o telespectador transmitindo experiências, ideias, e mensagens, comclareza. As produtoras de conteúdo televisivo precisam saber o que as imagens significam parao telespectador, para poder planejar uma comunicação visual efetiva. Para que haja eficiência naprodução é preciso conhecer bem os elementos de imagem da estética da TV, saber trabalhar aluz, a cor, o espaço, a bidimensionalidade, a tridimensionalidade, o tempo e os movimentos.O objetivo da TV é transmitir conteúdo que contribua com as expectativas das pessoas, além deaplicar na produção as técnicas com conhecimento e ética com a finalidade de alcançar aspessoas com entretenimento, tecnologia, evolução, conhecimento, qualidade. O mercadotelevisivo nacional, que orienta a produção, é regido pela concorrência, que faz com que aprocura da melhor qualidade e dos melhores resultados sejam objetivos constantes.Antes os equipamentos limitavam a qualidade do produto, hoje o produto televisivo e seusformatos estão se transformando, acompanhando os benefícios da tecnologia, que propicia aampliação da qualidade dos meios de produzir, facilitando os métodos, reduzindo os custos, emelhorando a resolução e definição das imagens, com isso pode-se fazer mais e melhor,levando às pessoas conteúdo de grande importância relacionado à educação, à informação e àinteração. Desta forma é possível contribuir para uma melhor comunicação com muitas pessoas,que é um dos pressupostos do profissional do audiovisual: Ter o trabalho como instrumento dedesenvolvimento da sociedade e do progresso.CONCLUSÃOÉ importante para a evolução do conhecimento, através do estudo, desenvolver novastecnologias que sustem o objetivo final, o conteúdo, o conhecimento. O surgimento de novastecnologias tem gerado novas possibilidades, desta forma a preocupação com a produção e a
  • 43. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||43qualidade estética das imagens também vem aumentando, da mesma forma que vem surgindo anecessidade de impor um padrão de excelência e competitividade, objetivando suprir asnecessidades do desse meio.REFERENCIASBONASIO, Valter. Televisão manual de produção & direção. Belo Horizonte: Editora Leitura,2002.CANNITO. Newton Guimarães. A Televisão na era digital: Interatividade, convergência e novosmodelos de negócios. São Paulo: Summus, 2010.MELO, José Marques de (org.). O campo da comunicação no Brasil. Petrópolis: Vozes, 2008.LAKATOS, Eva Maria, MARCONI, Marina de Andrade.Fundamentos de metodologia científica.São Paulo: Atlas,1991.PET RADIOFÔNICO: PROJETO DE EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL NO RÁDIOAntonio Francisco Magnoni, Beatriz Brandão Haga, Tayane Aidar Abib, Jéssica Monteiro deGodoy, Ana Carolina Monari, Jéssica Mobílio SilvaINTRODUÇÃOO PET Radiofônico é um projeto interligado ao Sistema de Comunicação PET (SICOM-PET),núcleo de comunicação e laboratório de linguagem e formatos do Grupo PET-RTV (Programa deEducação Tutorial de Rádio e Televisão) do Departamento de Comunicação Social da Faculdadede Arquitetura, Artes e Comunicação (FAAC), Unesp, câmpus de Bauru. O projeto busca oaprimoramento dos alunos em produção jornalística e artística para rádio e também produzconteúdos radiofônicos com enfoque cultural-educativo, universitário e comunitário. Isto épossível com a perceira entre a equipe PETe a Rádio Unesp FM (105,7-Bauru, SP). A produçãodo programa “Cidade Universitária” é coordenada pelo Núcleo de Jornalismo da Rádio UnespFM e realizada pelos bolsistas e voluntários do grupo PET-RTV.MÉTODOSO projeto PET Radiofônico busca desenvolver estruturas de ensino-aprendizagem para produzirconteúdos informativos para meios de comunicação convergente e multimidiática. As pautas sãoformuladas pela equipe da Rádio Unesp FM e do SICOM-PET, seguindo as especificidadestécnicas do veículo e as diretrizes editoriais da emissora do Centro de Rádio e Televisão Culturale Educativa da UNESP. O programa “Cidade Universitária” é voltado ao público acadêmico, aos
  • 44. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||44professores, pesquisadores e profissionais de diversas áreas de conhecimento. É um noticiáriocomposto de notas, matérias e boletins sobre os acontecimentos e pesquisas acadêmicas daUnesp e das principais universidades da região e do país. O programa é veiculado de segunda asexta-feira, as 7h45, com duração de 15 minutos na programação da Rádio Unesp FM. Doisrepórteres garantem a produção diária na redação da rádio. As notas e reportagens sãorelacionadas às demais áreas de produção e produtos do SICOM-PET. Os assuntos pautadostambém são utilizados para produzir podcasts, que são veiculados no Portal de Notícias SICOMPET#. Tais procedimento integrados permitem exercitar a convergência de plataformas, deformatos e de linguagens, o armazenamento de notícias e a rapidez de acesso aos conteúdosproduzidos.RESULTADOS E DISCUSSÃOA estrutura profissional da Rádio Unesp FM permite aos bolsistas e voluntários do PETRadiofônico trabalharem todos os processos de criação da notícia, desde a pesquisa dosassuntos e agendamento de fontes, da realização de entrevistas e pesquisa de informaçõesadicionais, pela redação e edição de textos e de áudio. O programa procura divulgar notícias deinteresse da comunidade acadêmica da Unesp e das demais universidades do país. Tambémabre espaço para abordar assuntos relacionados aos estudos do grupo PET-RTV emComunicação Audiovisual Digital. Além disso, há divulgação de serviços como datas devestibular, oportunidades de estágio e intercâmbio. As produções radiofônicas são veiculadastanto no rádio como na internet, permitindo aos participantes do PET Radiofônico reflexões sobreo advento das novas tecnologias, que traz novas perspectivas para o veículo rádio. Essaconvergência midiática permite criar um ambiente produtivo experimental em que sãotrabalhadas diferentes formatos e linguagens para as diversas plataformas.CONCLUSÃOA atividade complementar e extracurricular desenvolvida dentro do SICOM-PET permite querepórteres bolsistas e voluntários entrem em contato com as diferentes plataformas e linguagensdo mercado atual, reproduzindo o ambiente profissional. Os participantes ganham maiorexperiência na seleção de pautas, redação, edição de notícias e produção de gêneros eformatos radiofônicos. O uso da internet para a divulgação das notícias trouxe novasperspectivas para a linguagem radiofônica. A produção dos podcasts é uma tentativa de pensarlinguagens para a produção radiofônica na internet. O grupo PET-RTV busca aliar as atividades
  • 45. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||45práticas às teóricas em estudos sobre plataformas e narrativas em suportes digitais em contextode convergência midiática. Os estudos permitem ao grupo pensar em novas formas delinguagem audiovisuais, na adaptação e veiculação de conteúdos de comunicação eletrônica naweb.REFERÊNCIASMEDITSCH, Eduardo. O Rádio na Era da Informação: Teoria do Novo Radiojornalismo. 2.ed.Florianópolis: Insular, 2007.MAGNONI, A. F.; CARVALHO, Juliano Maurício de. Polifonia Pedagógica: reflexões sobre oensino de Radiojornalismo na era digital. ETD. Educação Temática Digital. ETD : EducaçãoTemática Digital , v. 8, p. 176-191, 2007.MAGNONI, A. F.; CARVALHO, Juliano Maurício de (org.). O novo rádio: cenários daradiodifusão na era digital. 1. ed. São Paulo: Senac, 2010. v. 1. 295 p.MAGNONI, A.F., MÉDOLA, A.S.D.,SANTIAGO, G.J., et al. O rádio Digital avança no interiorde São Paulo. In: BIANCO, Nélia Del; MOREIRA, Sonia Virginia. (Org.). Rádio no Brasil:tendências e perspectivas. Rio de Janeiro: Ed.UERJ; Brasília, D.F.: UnB, 1999.NÚCLEO DE OPERAÇÕES TÉCNICAS PARA COMUNICAÇÃO RADIOFÔNICA – RÁDIOUNESP VIRTUALEdgar Saraiva César, Antonio Francisco MagnoniINTRODUÇÃOO Projeto “Núcleo de Operações Técnicas” destina-se a estudar, planejar e coordenar aoperação, edição e veiculação de conteúdos sonoros e multimídia viabilizado por uma estruturalaboratorial digitalizada que permite aos alunos o aprendizado teórico e prático, como também oexercício e a experimentação profissional durante o período de graduação. O projeto atende asexigências de formação profissional do curso de Jornalismo e Radialismo, em um mercadoalimentado pela internet e veiculação digitalizada dos conteúdos. O “Núcleo de OperaçõesTécnicas” garante suporte operacional para vários projetos de extensão em rádio, televisão einternet dos Cursos de Jornalismo, Radialismo e Relações Públicas da FAAC-UNESP . Tambémoferece condições de profissionalização dos alunos, em áreas que não possuem muitaspossibilidades de estágio externo. A principal estrutura laboratorial do Núcleo Técnico é a RádioUNESP Virtual – RUV (www.radiovirtual.unesp.br).
  • 46. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||46MÉTODOSA “emissora” conta hoje com uma equipe de operadores de áudio, que asseguram a difusão deuma programação contínua e quase toda ao vivo. Os conteúdos produzidos são difundidos pormeio de streaming, a tecnologia que permite o envio mundial de informações multimídia (áudio evídeo) via de pacotes de dados, que são arquivos de fluxo contínuo enviados pela internet.Todos os participantes do “Núcleo de Operações Técnicas” da RUV aprendem a realizar asoperações de estúdio para difusão ao vivo, a editar áudio, a criar cenários e trilhas sonoras, aorganizar as listas para execução musical e a criar peças de divulgação institucional. Tambémaprendem a dirigir as gravações de programas artísticos, jornalísticos, esportivos e ainda fazema manutenção funcional de programas e equipamentos dos dois estúdios de produção e difusão.O Portal Multimídia Mundo Digital (www.mundodigital.unesp.br) que abriga a RUV, também é umambiente digital de testes para a construção de uma plataforma de trabalho diversificada,convergente e, principalmente, interativa. São estruturas experimentais integradas que permitemrealizar experimentação e pesquisa de linguagens, gêneros e formatos para produção deconteúdos noticiosos, de entretenimento e educativos.RESULTADOS E DISCUSSÃOOs futuros jornalistas, radialistas e relações públicas se beneficiam do ensino, do espaçolaboratorial e da tecnologia utilizada na RUV, para exercitar suas habilidades profissionais.Colaboram como operadores de áudio e editores de áudio, alunos não somente de Rádio e TV,mas também alunos de Jornalismo e Relações Públicas, que não tem em sua grade curricular,disciplinas voltadas para essa técnica radiofônica.A Rádio Unesp Virtual contribui na formação de um comunicador atual, que preza pelainformação de qualidade e também pela criatividade. Por isso, a webradio se esmera todos osdias para colocar no ar uma programação plural, democrática e original. Para uma melhoria doNúcleo, são realizadas oficinas de treinamento técnico, a qual alunos interessados na parte defuncionamento da webrádio , através dos integrantes do núcleo técnico, aprendiam as funções eoperações que um integrante do núcleo realizava para manter a webrádio em funcionamento.Com isso, todos os operadores e técnicos da RUV tem as noções básicas de edição de áudio,criação de vinhetas e sonoplastia de programas ao vivo. Assegurar as condições necessáriaspara cobrir todas as fases da gravação ou veiculação de um programa é um dos pontos altos do“Núcleo de Operações Técnicas”.
  • 47. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||47CONCLUSÃOHá quase uma década no ar, a Rádio Unesp Virtual tem o objetivo de desenvolver métodos eteorias para a criação de produtos adequados ao meio digital. A Web-rádio UNESP Virtual é umimportante espaço de aprendizado e de formação profissional para todos os participantes, quenão tem em Bauru, muitas vezes as condições de treinamento e estágio no mercado de trabalho.A RUV é também um importante instrumento de extensão informativa e artístico-cultural paratoda a comunidade interna do Campus da UNESP de Bauru e para o público externo comacesso a internet. A equipe do Projeto é responsável pela veiculação dos 15 programasapresentados atualmente pela Web-rádio UNESP Virtual. O projeto de extensão é sustentadocom recursos do Departamento de Comunicação Social e da PROEX, Pró-Reitoria de ExtensãoUniversitária.REFERÊNCIASJENKINS, Henry. Cultura da convergência / Henry Jenkins; tradução Susana Alexandria. – 2. ed.– São Paulo: Aleph, 2009.MAGNONI, A. F. ; CARVALHO, Juliano Maurício de . O novo rádio: cenários da radiodifusão naera digital. 1. ed. São Paulo: Senac, 2010. v. 1. 295 p.MEDITSCH, E. O rádio na era da informação - teoria e técnica do novo radiojornalismo.Florianópolis: Insular, 2001.MAGNONI, A. F. ; CERRI, Alberto Silva . Projeto Raiz Social. II Encontro da Ulepicc Brasil -União Latina de Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura. 1 ed.Bauru - SP: , 2008, v. 1, p. 1-1.PROGRAMA SOM E PROSA: UM ESPAÇO PARA MÚSICA INDEPENDENTE NA TVCláudia R. Paixão, Rene R. LopezINTRODUÇÃOCom uma grande variedade de influências e culturas, o Brasil tem entre suas riquezas a grandediversidade de ritmos e de gêneros musicais. Apesar de ser uma importante manifestaçãocultural e artística, segundo Vazquez (1978) o caráter social da produção artística que só setorna concreto quando de fato é apreciada por outros. Isso porque ela existe para serconsumida. Apesar da grande pluralidade nas produções, a lógica midiática trabalha sob outrasperspectivas e acaba por não oferecer a música enquanto manifestação artística e identidadecultural, mas sim como produto comercial, dada a prevalência de emissoras de carátercomercial. Especificamente em relação a TV, para Bujokas (2005, p. 135) é justamente pela
  • 48. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||48busca do lucro que essas empresas privadas acabam não atendendo à diversidade, o pluralismoe o cultivo de identidades culturais. De acordo com o pesquisador José Ramos Tinhorão, a partirdo momento que a música começou a ser difundida como uma forma de lazer urbano, aprioridade artística foi gradativamente ficando em segundo plano, devido as imposiçõescomerciais midiáticas. (TINHORÃO, 1998, p. 248). Mesmo envolto nesta realidade, o mercadoda música independente tem ganhado força e em 2008 já representava 80% da produçãonacional e 25% do total vendido no país (Estudos de Mercado/SEBRAE 2008, p. 15).MÉTODOSEntendendo o papel da TV pública como valorizador da arte, da cultura, da pluralidade de ideias,da educação e do "entretenimento saudável e enriquecedor" (Abepec, 2012), buscou-sedesenvolver uma proposta de programa televisivo, com enfoque na música, para compor a gradeda Televisão Universitária Unesp.Para a seleção dos grupos ou artistas convidados, são usados critérios como autenticidade daprodução, independência de contratos com gravadoras e a diversidade de estilos.Além de apresentar produções musicais independentes e em diversos estilos, o programaelenca, a cada edição, temas do universo musical para discussão. Os assuntos abordados comocomposição, preconceitos, educação musical, entre outros ganham diferentes pontos de vista nointuito de promover o debate e a reflexão do telespectador. Para estas temáticas sãoconsultados também professores e pesquisadores da música como fonte, proporcionando ummaior embasamento aos debates.Semanal e com trinta minutos de duração, o programa denominado como "Som e Prosa" éproduzido com dois produtores, três cinegrafistas, um coordenador de produção, um iluminador,dois técnicos de som, um editor e dois apresentadores.RESULTADOS E DISCUSSÃOApós seis meses de transmissão, foram cerca de trinta programas gravados, vinte e um exibidose outros cinco estão em processo de produção. Apesar do esforço de produção na fase inicial,pesquisando e contatando diversos grupos musicais para participarem do programa, atualmenteos produtores do programa são procurados pelos grupos que buscam espaço para apresentarseu trabalho autoral. Através da análise do número de acessos à página do programa, foipossível determinar também que entre os diversos produtos produzidos e veiculados pela TVUnesp, o "Som e Prosa" detém a maior audiência. No entanto, devido à falta de dados sobre a
  • 49. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||49audiência através das transmissões UHF e pela operadora de TV à cabo, as avaliações sãobaseadas no números de acessos ao repositório dos programas na internet. Em média, sãocerca de quinhentos acessos para cada edição do "Som e Prosa". Vale ressaltar que, apesar deaparentemente baixo, trata-se de uma emissora universitária e em funcionamento há menos deum ano. Em comparação simples, são 490 views por episódio do "Som e Prosa", contra 100views por vídeo postado pela TV USP (emissora da Universidade de São Paulo), por exemplo.CONCLUSÃOAo observar o cenário musical no interior paulista, é possível perceber um grande hiato entre oque é produzido e o que é midiatizado através dos meios de radiodifusão. Entendendo o papelda TV, mas especificamente da TV pública, como local de representação da cultura e identidadelocal, o espaço oferecido pela TV Unesp tem despertado a atenção de diversos grupos e atoresque enxergam na emissora uma oportunidade de difundir sua arte. Outro ponto destacado daproposta é o fomento de temas ligados ao universo musical. Através das entrevistas, debates ematérias produzidas, o "Som e Prosa" preenche uma importante lacuna na educação musical(esta de modo informal) em conformidade com a lei nº 11.769, que determina a educaçãomusical no espaço escolar.REFERÊNCIASABEPEC. Associação Brasileira das Emissoras Públicas, Educativas e Culturais. Aentidade. Disponível em:<http://www.abepec.com.br>. Acesso em: 12 maio. 2012.SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS, ESCOLASUPERIOR DE PROPAGANDA E MARKETING. Música independente: estudo de mercadoSEBRAE/ESPM, setembro de 2008. Disponível em:<http://www.biblioteca.sebrae.com.br/bds/bds.nsf/C0AB6693C8A51634832574DC0046DA04/%24File/NT0003908A.pdf> Acessado em: 5 maio jan. 2012.SIQUEIRA, A. B. ; ROTHBERG, Danilo . TV pública e democracia: perspectivas para oBrasil. Revista fronteira, São Leopoldo, v.3, n. 2, p. 131-142. 2005.TINHORÃO, J. R. História social da música popular brasileira. São Paulo: Ed. 34, 1998.VÁZQUEZ, A. S. As idéias estéticas de Marx. 2.ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1978
  • 50. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||50SÓCIO-TV: UM ESTUDO EXPLORATÓRIO SOBRE A CONVERGÊNCIA ENTREREDES SOCIAIS E TELEVISÃO DIGITALPaulo Araujo dos Santos, Marcos AméricoINTRODUÇÃOAs novas tecnologias da informação e comunicação proporcionaram uma crescente digitalizaçãode conteúdos. Paralelamente criou-se a necessidade de um ambiente cada vez maisconvergente, entre múltiplos dispositivos e múltiplas plataformas e na forma como as pessoas serelacionam. Nesse cenário convergente onde as redes sociais começam a ter uma forçamassificadora, o consumo TV sofre mudanças: As pessoas já não se reúnem em um únicocômodo da casa para assistir seu programa favorito, e tecer comentários a respeito do que estaassistindo apenas com o familiar ou amigo ao lado. Ao mesmo tempo em que estão com osolhos na grande tela televisiva, também estão olhando outras telas menores como: notebooks,PCs e dispositivos móveis, dialogando literal e virtualmente com todo o mundo através dautilização de redes sociais tais como Facebook e Twitter etc... Até mesmo através de trechosvídeos postados no Youtube e blogs que agendam discussões e criam polêmicas, tudo issoantes do programa televisivo terminar.METODOSEncontrar, através de um estudo exploratório, definições e exemplos que possam balizarpesquisas que tenham por objeto a integração entre televisão e redes sociais, a Sócio-TV,situação que ganha impulso com a implantação do SBTVD - Sistema Brasileiro de TV Digital edo PNBL – Plano Nacional de Banda Larga.RESULTADOS E DISCUSSÃOAtravés da literatura pesquisada, procuramos tipificar os diversos sentidos que e dado ao tematelevisão social, tais como TV 1.5, TV 2.0 e TV Social. Encontramos alguns exemplos deprotótipos desenvolvidos por empresas e pesquisadores e procuramos respostas sobre o porquêda televisão, como conhecemos, estar em modificação e em busca do seu sentido social.Olhamos através da história e identificamos que a televisão social foi sonhada antes mesmo daexistência da própria televisão e das novas mídias sociais proporcionadas pela internet esistemas de telecomunicação. Definimos um novo termo o “Sócio-TV” que pode representar essaconvergência entre as redes sociais e a televisão digital da forma como imaginamos.
  • 51. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||51CONCLUSÕESNesse estudo exploratório, observamos que a convergência entre as redes sociais e a televisão,é inevitável. Pesquisas e protótipos estão sendo desenvolvidos em varias locais do planeta,principalmente nos países mais desenvolvidos, onde as novas tecnologias da informação ecomunicação já permitem certo avanço em relação ao ambiente convergente. A visão doTelephonoscope descrita por Robida (1884), somado ao “Telescreen” de George Orwell (1948)em 1984, tem inspirado muitos pesquisadores na busca por uma experiência televisiva interativae social. O contexto atual aponta para um cenário onde a “velha” televisão de fluxo, emdecadência, tem sido substituída pelas novas mídias. O publico, principalmente os mais jovens,tem preferido a internet e dispositivos móveis como o celular, ipad etc..., encontrando nessastelas experiências mais dinâmicas e interessantes. As redes sociais acessadas através dessastecnologias tem mudado a forma como as pessoas se relacionam atualmente, seja paraentretenimento, trabalho ou na busca de informações. A televisão, por outro lado, que tem suaespecificidade e importância em relação ao conteúdo e linguagem própria, poderá retomar, deforma diferente, seu aspecto social quando puder ter acrescentado a integração com as redessociais. Potencializada pelo novo ambiente, hibrido e rico em relação à comunicação, poderáextrapolar as fronteiras da sala de estar. Visualiza-se um novo modelo de negócio a serexplorado pelas empresas de publicidade. O Sócio-TV poderá ser a concretização dessaexperiência.REFERÊNCIASCANNITO, Newton. A Televisão na Era Digital. São Paulo: Summus Editorial, 2010.HARBOE, Gunnar. In Search of Social Television. In Cesar, Geerts, Chorianopoulos (eds.) SocialInteractive Television: Immersive Shared Experiences and Perspectives, Information ScienceReference, 2009.JENKINS, Henry. Cultura da Convergência. Tradução Susana Alexandria. – 2a ed. – São Paulo,Aleph, 2009.KLYM, Natalie. MONTPETIT, Marie José. Innovation at the Edge: Social TV and Beyond. 2008.MONZONCILLO, José María Álvarez. La Televisión Etiquetada: Nuevas Audiencias, NuevosNegocios. Espanha, Ariel, 2011.VANPARIJS, F. et al. Social Television: Enabling rich communication and community supportwith AmigoTV. Proceedings of ICIN 2004 Bordeux France. 2004.http://blogs.estadao.com.br/alexandre-matias/2011/02/27/televisao-social/. Acesso em20/03/2011http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/internet+carrega+a+televisao/n1237765997495.html.Acesso em 14/04/2011http://en.wikipedia.org/wiki/Social_television. Acesso em 25 de abril de 2011
  • 52. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||52http://www.digital-clarity.com/press-releases/under-25s-swap-remote-controls-for-iphones-as-social-tv-trend-takes-over. Acesso em 13/04/11.O TELEJORNALISMO E MODELO DE NEGÓCIO: NOVOS MODELOS E PADRÕESPARA A TV DIGITALGuilherme Garcia, Letícia Passos AffiniINTRODUÇÃOO primeiro telejornal foi ao ar um dia após a inauguração da TV Tupi de São Paulo. O Imagensdo Dia era apresentado pelo radialista Rui Resende e não tinha horário fixo para serapresentado, variando entre nove e meia e dez horas da noite. A narração das imagens exibidas,eram realizadas em off pelo apresentador, com um texto em estilo radiofônico. Apenas em 1952surgem telejornais os quais tinham apenas um único patrocinador que dava o nome ao noticiário,entre eles: Telenotícias Panair, Telejornal Bendix, Reportagem Ducal, Telejornal Pirelli. Esse foio primeiro modelo de negócios do telejornalismo – o branding, trabalho de construção egerenciamento de uma marca junto ao mercado – em que empresas patrocinavam inteiramenteo programa. Em 1960 o videotape foi implantado no Brasil, permitindo a edição e utilização demateriais gravados. Mesmo com este recurso, apenas na década de 1970, na TV Globo, éimplantado o intervalo comercial nos programas. A partir da mudança para uma gradeorganizada e os intervalos – breaks – entre as partes dos programas, surge um novo modelos denegócios, em que as empresas criam anúncios publicitários junto às agências de publicidade epropaganda para veicular durante os breaks comerciais. De acordo com Rezende (2000) osblocos de intervalos definem como os telejornais são estruturados, já que vem acompanhado porvinhetas para identificá-los. Este modelo de negócio e estrutura de programa perdura até hoje,porém nos anos 90, com a chegada da internet, conforme descreve Mello (2009, p. 3), permitiuque os programas telejornalísticos disponibilizassem, aos poucos, o conteúdo diário dostelejornais em suas páginas na rede. Essa ação contribuiu para o aumento do fluxo deinformações entre o público, que a cada dia está mais exigente com relação a se manterinformado.MÉTODOSO método utilizado foi de caráter bibliográfico exploratório, estruturando a pesquisa com basenas obras sobre a história do jornalismo na televisão brasileira e como através dos anos criou-se
  • 53. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||53um modelo de negócio que sustentasse esse formato. Analisando as características do formatojornalístico e o impacto de seu modelo de negócio passado e atual é possível apontar possíveiscaminhos futuros desse gênero televisivo e sua sustentabilidade econômica.RESULTADOS E DISCUSSÃOCom a televisão aumentando sua audiência, tornou-se interessante para as empresasparticiparem desse processo, o que culminou com os programas jornalísticos patrocinados como conceito de branding, que duraram alguns anos. A partir da formatação da grade de programase de blocos – com a introdução de breaks – mudaram as formas de patrocínio e exposição dasmarcas, assim como a entrada das agências de publicidade e propaganda no mercado. Este fatoajudou na criação e veiculação de breaks, tornando esse o modelo de negócios mais conhecidoe utilizado no Brasil. Esse processo também trouxe imparcialidade comercial aos programasjornalísticos, os quais não mais estavam diretamente ligados a uma única empresa.CONCLUSÃOCom a implantação da Televisão Digital no Brasil, há a preocupação quanto ao formato que seráutilizado nos programas jornalísticos, já que o formato tradicional não será tão eficaz, já queexiste a facilidade e a diversidade do telespectador em assistir on demand e “pular” comerciais.Emissoras, pesquisadores e estudantes de comunicação têm a preocupação em como omercado e também o programa será a partir desta nova era. Há quem aposte que o modelo denegócios a ser seguido seja parecido com o utilizado na internet, porém existem pesquisadoresque acreditam que o modelo permanecerá o mesmo, já que a fórmula é considerada de sucesso.Não é possível afirma se o modelo de negócios mudará e se o padrão de programa aindacontinuará o mesmo. Porém, para não correr risco, tanto o padrão comercial quanto do programaterão que evoluir juntos, para que não haja prejuízos financeiros e também informacionais.REFERÊNCIASCURADO, O. A Notícia na TV: o dia a dia de quem faz telejornalismo. São Paulo: Alegro, 2002.LEAL FILHO, L. L. A TV Pública. In: BUCCI, E. (Org.). A TV aos 50: criticando a televisãobrasileira no seu cinquentenário. São Paulo: Ed. Fundação Perseu Abramo, 2000. p. 108-116.LORÊDO, J. Era uma vez... a televisão. São Paulo: Ed. Alegro, 2000.MELLO, J. N. Telejornalismo no Brasil. Faculdade Santa Amélia SECAL, 2009. Disponível em:<http://www.bocc.uff.br/pag/bocc-mello-telejornalismo.pdf>.Acesso em: 22 jul. 2010.
  • 54. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||54MATTOS, S. As fases do desenvolvimento da TV no Brasil. In:______. História da televisãobrasileira: Uma visão econômica e política. 2. ed. Petrópolis, RJ: Ed. Vozes, 2002. p. 78-162.MELLO, J. N. Telejornalismo no Brasil. Faculdade Santa Amélia SECAL, 2009. Disponível em:<http://www.bocc.uff.br/pag/bocc-mello-telejornalismo.pdf>.Acesso em: 22 jul. 2010.MOREIRA, R. Vendo a televisão a partir do cinema. In: BUCCI, E. (Org.). A TV aos 50: criticandoa televisão brasileira no seu cinquentenário. São Paulo: Ed. Fundação Perseu Abramo, 2000. p.35-45.PATERNOSTRO, V. I. O Texto na TV: Manual de Telejornalismo. Rio de Janeiro: Ed. Campus,1999.REZENDE, G. J. Telejornalismo no Brasil: um perfil editorial. São Paulo: Ed. Summus, 2000.
  • 55. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||55SESSÃO DE COMUNICAÇÃO 4XILOGRAVURA JAPONESA E O MOVIMENTO IMPRESSIONISTA: RELAÇÕESENTRE A LEITURA E O FAZER ARTÍSTICO.Maria Claudia de Souza, Joedy Barros Marins, Solange Maria LeãoINTRODUÇÃOEsta pesquisa tem como foco principal a linguagem artística denominada xilogravura, a qualconsiste em talhar qualquer imagem sobre superfícies de madeira, ou, como feita atualmente,em MDF, por meio de instrumentos denominados goivas. Posteriormente as imagens sãotransferidas para papéis ou outro suporte apto, sendo a transferência da imagem executada deforma manual, ou por meio de uma prensa, tendo o processo intermediado por um tolo quecontém a tinta a ser utilizada. A origem da xilogravura é chinesa, datada no século VI, existentedurante a Idade Média no Ocidente. Logo após esse período surgiu à técnica chamada gravurade topo, criada por Thomas Bewick, na qual a gravação é feita com um instrumento chamadoburil, sulcando o desenho sobre uma base de madeira que apresenta todas as fibras na mesmadireção. Em meio ao século XVIII, houve a chegada na Europa das gravuras japonesas a cores,as quais vieram a influenciar sobremaneira o movimento impressionista, representando uma desuas principais características.OBJETIVOSO principal objetivo dessa pesquisa é fazer a abordagem sobre a xilogravura enquanto umassunto sobre o qual não há muita publicação. Para tanto, pretende-se uma investigação sobresua origem, técnicas, principais artistas que a utilizam, e, destacadamente, sua influência sobreo movimento artístico denominado Impressionismo, no final do século XIX.MATERIAIS E MÉTODOSAs xilogravuras monocromáticas estão sendo impressas em papéis de gramaturas diversas apartir do MDF como matriz, gravadas com buril, ponta seca e estilete.A utilização do MDF para a matriz se justifica pelo seu baixo custo e maciez, semelhante àmadeira de cerejeira. Posteriormente, as xilogravuras passarão a ser gravadas sobre madeira.Os métodos de análise compreendem a pesquisa bibliográfica, baseando-se no livro Xilogravura,
  • 56. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||56Arte e Técnica, de Anico Herskovits, o livro Japanese Woodblock Prints, em três volumes, deEdmond Goncourt e Mikhail Uspensky, o livro Impressionismo, de Meyer Shapiro, e o livroImpressionismo, de Ingo F. Walter. Além da pesquisa iconográfica, que consiste no estudo deimagens de gravuras japonesas e de obras impressionistas, relacionando-as, a produçãoplástica, enfatizando-se a produção de gravuras para maior compreensão da técnica e fruiçãoartística.RESULTADOS E DISCUSSÕESAtualmente o trabalho está sendo desenvolvido mediante investigação teórica e prática. Ainvestigação teórica deteve-se nos livros sobre xilogravura e seu processo completo. Dentro osjá investigados destacam-se Xilogravura: Arte e Técnica, de Anico Herskovits e Impressionismo,dois volumes, de Ingo F. Walter. Os trabalhos plásticos estão sendo produzidos em MDF, paraque seja possível alcançar níveis de desenvolvimento e prática que permitam uma maiorcompreensão da linguagem artística e elaboração de trabalhos futuros que envolvam outraspossibilidades de expressão, partindo do estudo de como isso ocorreu durante oImpressionismo.CONCLUSÃOA investigação plástica tem grande importância durante a pesquisa, pois para compreender deforma íntegra a xilogravura japonesa é necessário que se entenda e se assimile detalhes de todoo processo. Porém, a parte teórica é a base fundamental para a construção da pesquisa.Buscando-se compreender a influência da xilogravura japonesa sobre o Impressionismo, comoproximidade entre ocidente e oriente, conteúdos culturais tão diferentes, o exercício sobre oolhar de artistas como Van Gogh será favorecido. As proximidades dos conteúdos investigadoscontribuirão para um maior entendimento sobre o processo de criação, fazer artísticos tantocomo produtor quanto como espectador.REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICASMARKS, Andreas. Japanese Woodlblock Prints: Artists, publishers, and selected masterworks1680 – 1900. New York: Tuttle Publishing, 2010.ANICO, Hersokovits. Xilogravura: Arte e técnica. São Paulo: Pomar, 2005.WALTER, F. Ingo. Impressionismo. São Paulo, Taschen do Brasil, 2011. 2v.SHAPIRO, Meyer. Impressionismo. São Paulo, Cosac Naify, 2002.GONCOURT, Edmond, USPENSKY, Mikhail. Japanese Woodblock Prints: The FloatingWorld. New York: Parkstone Press Uk, 2008. 3v.
  • 57. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||57A DISCUSSÃO DE UMA NOVA FORMA DE ENTENDER RELAÇÕES PÚBLICAS ATRAVÉSDA TROCA DE EXPERIENCIAS NO ERERPLarissa Batista Dionísio dos Santos, Lemuel Simis Pilnik, Renato Vieira BelinelliINTRODUÇÃOA internet trouxe ao homem a possibilidade de interagir com indivíduos sem que a localizaçãogeográfica seja um fator limitante, fazendo com que as pessoas interajam umas com as outrasde acordo com suas afinidades sem que os indivíduos necessariamente se conheçampessoalmente. No âmbito das Relações Públicas, os profissionais desta área sãomultidisciplinares e polivalentes, e precisam ter uma visão global das coisas. Com o pós-modernismo, esta visão é mais dinâmica e cheia de controvérsias. Entretanto, o relaçõespúblicas é um profissional que tem como papel importante a responsabilidade de trabalharconflitos (organização versus públicos de interesse - SIMÕES, 1995) O avanço tecnológico queconfigura a sociedade contemporânea traz consigo a exigência de trabalhadores que saibam nãomais repetir tarefas numa linha de produção, mas "decodificar instruções e programarequipamentos digitalizados" (KUNSCH, 1997, p. 139). O profissional de Relações Públicas deveestar atento a todas estas transformações sociais que se configuram, lembrando que elas seaplicam a sua atividade onde quer que este atue. Para resumir, ele deve considerar que aglobalização trouxe uma desterritorialização da economia, da informação, das relações sociais,mudando as noções de pertencimento e substituindo os territórios concretos por territórios na reMÉTODOSAtravés da constatação acima surge o Encontro Regional de Estudantes de Relações Públicasdo Sudeste (ERERP) que tem por objetivo reunir estudantes da área das regiões Sul e Sudestedo Brasil de modo que, por meio do contato entre os alunos das diferentes universidades, sejamdiscutidos os diferentes vieses da profissão em meio a diálogos horizontais entre aluno,academia e mercado. Ou seja, o intuito é dar igual importância a tais grandes frentes nomomento em que acontece o diálogo. Tudo isso, por sua vez, traz aos alunos olhares que suauniversidade eventualmente não aprofunda por ter outras prioridades de foco em sua gradecurricular. Idealizado por estudantes da Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho(UNESP), a primeira edição do evento aconteceu na cidade Bauru-SP em 2007 com o tema:“Quais Relações?“, as edições se seguiram nos anos posteriores nas cidades de Curitiba-PR(2008) que abordou a temática da “Multifuncionalidade do profissional de Relações Públicas”,
  • 58. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||58Londrina-PR (2009) com o tema “Identidade Imagem e Reputação” e em Campinas-SP (2010)com o tema “Da Universidade ao Mercado de Trabalho”. No ano de 2012 o evento volta aacontecer em Bauru com a temática “Diálogos Horizontais”. Vale ressaltar que o primeiro evento,em Bauru, não só inspirou as outras edições da região como também foi responsável por umaconexão que resultou na criação do ERERP Nordeste que este ano acontece na cidade de SãoLuís - MA sendo a quarta edição que tem como tema “Diversas Faces e Ideias”.RESULTADOS E DISCUSSÃOA fim de projetar a melhor organização dos próximos ERERP’s na região sudeste, foramestabelecidas algumas diretrizes no ERERP Campinas, dentre elas as principais são:Planejamento participativo; Foco na interação entre os estudantes e Formação da mesa diretivacom formato horizontal e multiplicidade de pessoas. A partir destas diretrizes, foi feita umareunião onde contruiu-se um mapa cognitivo no qual foram levantados os objetivos, as metas aserem alcançadas, as oportunidades, as dificuldades e as soluções para se resolver osproblemas. Tudo isso feito a partir de um brainstorm coletivo da Comissão Organizadora, comaproximadamente 40 alunos da Universidade do Sagrado Coração (USC) e da Unesp. Dentre osprincipais pontos da discussão, destaca-se: a proposta de proporcionar a integração estudantilestá ligada à ideia das trocas de experiências. Para isto planeja-se debater a grade de formaçãodos cursos de relações públicas das universidades, apresentação dos projetos de extensão emque os alunos das universidades participantes estão envolvidos, criação de um grupo dediscussão online, desenvolvimento de atividades paralelas à programação oficial, levantar asdemandas das demais universidades e auxiliá-las no que for preciso. A ideia da produção deconhecimento se faz de maneira colaborativa que por sua vez vai de encontro com a proposta daintegração dos alunos, porém se difere por ter objetivos mais aprofundados, como produzirconhecimento e bases para a organização dos futuros ERERP’s através da teorização e difusãodas diretrizes para as próximas comissões organizadoras. O último objetivo elencado foi o deconsolidação do evento, objetivando a estruturação de um núcleo durável de delegados nasregiões do país para que se possibilite a construção de um encontro de abrangência nacional. Aideia basicamente é conseguir desenvolver ferramentas e processos que sirvam de padrão, masque não sejam engessadas, para que as comissões possam desenvolver processossemelhantes na construção do ERERP.
  • 59. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||59CONCLUSÃOA intenção do Encontro é a de promover a conexão entre os estudantes de Relações Públicas,buscando sanar dúvidas acerca dos limites de ação do profissional, em uma sociedade em queos públicos se reinventam cada vez mais, através das trocas de experiências que já acontecemna internet. É fundamental a existência de debates sobre a formação acadêmica e sua influencianos diferentes modos de enxergar a do relações- públicas bem como as consequências de suasações tanto na academia, quanto no mercado e na sociedade, além de despertar debates quantoa ética na profissão.REFERÊNCIASKUNSCH, M. M. K. Relações públicas e modernidade : novos paradigmas na comunicaçãoorganizacional. São Paulo: Summus, 1997.SIMÕES, Roberto Porto. Relações Públicas: Função Política. 5. Ed. Ver. Ampl. – São Paulo:Summus, 1995.GEPLLE – GRUPO DE ESTUDOS E PESQUISA EM LINGUÍSTICA,LITERATURA EEDUCAÇÃOIracema Afonso, Fernanda Villa, Juliana BaptistaINTRODUÇÃOFundado em 2008 pela professora Maria Angélica Martins, o GEPLLE - Grupo de estudos emLinguística, Literatura e Educação tem o objetivo de contemplar alunos de licenciaturas em geral,e Pedagogia e Letras em particular, no sentido de ampliar sua visão acerca das novasabordagens pedagógicas para o ensino de Língua Portuguesa, com base em textos queanalisem desde a aquisição da linguagem, até as recentes teorias do discurso, ampliando osconteúdos no âmbito da Lingüística, da Literatura e da Educação, em uma perspectivainterdisciplinar, envolvendo a Filosofia da Educação, a Sociologia da Educação e a Psicologia daEducação. O grupo busca desenvolver a capacidade de análise da narrativa dos alunos, paraque observem elementos pertinentes ao universo da criança, em uma abordagem sociológica epsico-pedagógica, com ênfase nos referenciais que dialoguem com o desenvolvimento doraciocínio cognitivo, com vistas a sua ampliação, a partir do estudo de textos infantis como oscontos de fadas e a fábulas. Além de ampliar a capacidade de análise da narrativa de alunos delicenciaturas, tanto no tocante ao conteúdo, quanto aos aspectos relativos à produção textual,visando sua atuação em sala de aula como docentes, colaborando para o desenvolvimento
  • 60. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||60intelectual e ético das crianças, bem como para incrementar sua capacidade de produzir textoscoesos e coerentes.MÉTODOSO GEPLLE se utiliza do método indutivo e abordagem dialética para a elaboração de artigos osquais associa as teorias estudadas nas reuniões e objetos de estudo escolhidos pelos alunos.RESULTADOS E DISCUSSÃOO GEPPLE é responsável pelo Colóquio de Educação e Mídia, realizado anualmente no mês deoutubro. No ano de 2010 publicou o livro “Educação, Mídia e Cognição” e, em 2011, o livro “OMito e suas repercussões no Cinema e na Literatura”, divulgando análises desenvolvidas pelogrupo nos anos de 2009 e 2010, nas quais foram abordadas a origem dos mitos, seu papel paraos povos primitivos, o esclarecimento e a manutenção dos valores desenvolvidos pela tribo, bemcomo o papel do herói como modelo determinante para o estabelecimento de valores. Aaproximação com a internet propiciou a facilidade de pesquisa; por outro, também motivou asuperficialidade, a incapacidade de explorar um tema em profundidade e o afastamento danorma culta. E diante da dificuldade de encontrar contos clássicos destinados à literatura infantile versões próximas das originais o grupo criou o projeto Encontro com as Fadas, que resultaráem um site para fins de pesquisa onde serão trabalhados inicialmente os Contos de Perrault.Além deste possui outros dois projetos em andamento: Formação de Cidadãos e Profissionaisdo Futuro, Contos e Lendas de Lá e de Cá.CONCLUSÃOO GEPPLE promove para os alunos um estudo aprofundado em mitos, teorias do discurso etemas dentro da linguística e literatura de forma geral, faz amplo uso de outras áreas deconhecimento como sociologia e psicologia (estudo de Carl Jung, por exemplo) e já terá oterceiro livro publicado. E, além da parte teórica, o grupo também tem um papel social muitoimportante ao levar os contos de fada, tanto por meio de contadores de história nas escolas,quanto pelo programa da rádio e em breve pela plataforma online de contos do Perrault, paracrianças que, de outra forma, não teriam contato com a norma culta da língua, nem com afantasia.
  • 61. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||61REFERÊNCIASCOELHO, N. N. – O Conto De Fadas. São Paulo: Ática, 1991ELIADE, M. – Myth and Reality. Nova Iorque:Harper & Row, 1963BARROS, D.L.P; FIORIN, J.L – Dialogismo, Polifonia, Intertextualidade em torno de Bakhtin. SãoPaulo: EdUSP, 1994JUNG, C.G – The Man and His Symbols. Londres: Aldus Books Limited, 1964CAMPBELL, J - O Herói de Mil Faces. São Paulo: Cultrix, 1992CAMPBELL, J. – O Poder do Mito. São Paulo: Palas Athena, 2011ECOANDO – INFORMAÇÃO PELA SUSTENTABILIDADEAna Laura Mosquera de Moraes, Paula Pinto MonezziINTRODUÇÃOO Ecoando é um programa radiofônico jornalístico, com enfoque em meio ambiente esustentabilidade, transmitido pela Rádio UNESP FM – 105,7. Com três anos de veiculação naRádio UNESP FM, o programa vai ao ar todos os sábado, às 12h45. O programa soma 15minutos, divididos entre uma reportagem especial e notas sobre as principais notícias dasemana. Atualmente, a equipe conta com duas editoras (Ana Laura Mosquera- chefe; PaulaMonezzi – adjunta), três locutores (Bárbara Belan, Jéssica Godoy e Luís Morais) e cincorepórteres (Ana Lígia Corrêa, Bianca Barbis, Gabriela Lima e Keytyane Medeiros), além doprodutor Fábio Fleury, que coordena a gravação e edita o áudio.MÉTODOSOs alunos envolvidos com o programa participam da escolha do tema, que será desenvolvido nareportagem especial, além de executarem as seguintes tarefas: Produção de matérias para oveículo radiofônico; Entrevistas com fontes relacionadas aos assuntos; Edição de sonoras etextos para rádio; Locução de boletins e condução de entrevistas ao vivo; Locução do programaradiofônico.RESULTADOS E DISCUSSÃOOs alunos de jornalismo que participam do programa entram em contato com importantes temasrelacionados ao meio ambiente e à sustentabilidade, apuram fatos, realizam entrevistas,aprendem a redigir matérias para o veículo radiofônico, desenvolvem pensamentos e ideiascríticas, trabalham com problemáticas sobre o tema e propõem soluções, discussões, debates ereflexão. Os locutores têm oportunidade de treinar e aprimorar a locução num ambiente
  • 62. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||62profissional, tendo contato com equipamentos e equipes profissionais de produção jornalísticapara rádio.CONCLUSÃOO programa radiofônico preenche uma lacuna deixada pela mídia convencional ao abordartemas relacionados ao meio ambiente e à sustentabilidade – assunto de extrema importância,mas pouco trabalhado pelas mídias atuais. Por focar em um assunto a cada programa, tem-se aoportunidade de explorar diversas facetas do tema proposto para que os ouvintes, além de seinformarem sobre as notícias recentes, possam conhecer o tema mais a fundo, possibilitandoassim um melhor entendimento e um posicionamento como cidadão.REFERÊNCIASBom Dia Bauru – página online do Jornal Bom Dia. Disponível emhttp://www.bomdiabauru.com.br/. Acesso em 23/05/2012.Envolverde – Notícias sobre Sustentabilidade no Brasil e no Mundo. Disponível emhttp://www.bomdiabauru.com.br/. Acesso em 23/05/2012.Estado de S. Paulo – versão online do jornal “Estadão” – editoria Planeta. Disponível emhttp://www.estadao.com.br/planeta/. Acesso em 23/05/2012.Flora Tietê – Associação de Recuperação Florestal. Disponível em http://www.floratiete.com.br/.Acesso em 23/05/2012.Folha Online – versão online do jornal Folha de São Paulo – Disponível emhttp://www.folha.uol.com.br/. Acesso em 23/05/2012.Greenpeace – ONG internacional de defesa do meio ambiente. Disponível emhttp://www.greenpeace.org/brasil/pt/. Acesso em 23/05/2012.Instituto Ambiental Vidágua – ONG de Bauru. Disponível em http://www.vidagua.org.br/.Acesso em 20/05/2012.Jornal da Cidade de Bauru – página online do Jornal da Cidade de Bauru – Bauru e região.Disponível em http://www.jcnet.com.br/. Acesso em 24/05/2012.Jornal da Ciência – Órgão da Sociedade para o Progresso da Ciência. Disponível emhttp://www.jornaldaciencia.org.br. Acesso em 23/05/2012.Mercado Ético – Sua Plataforma Global para sustentabilidade. Disponível emhttp://www.mercadoetico.terra.com.br. Acesso em 24/05/2012.Planeta Sustentável – Página online sobre sustentabilidade da Editora Abril. Disponível emhttp://www.planetasustentavel.abril.com.br. Acesso em 24/05/2012.Quintal – Ideias para um mundo melhor. Disponível em http://www.nossoquintal.org. Acesso em24/05/2012.Revista Sustentabilidade – Inovação para uma economia verde. Disponível emhttp//www.revistasustentabilidade.com.br. Acesso em 23/05/2012.Secretaria do Meio Ambiente de Bauru. Disponível emhttp://www.bauru.sp.gov.br/secretarias/sec_meioambiente/sec_meioambiente.aspx?sec=71.Acesso em 23/05/2012.Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo. Disponível em http://www.ambiente.sp.gov.br/.Acesso em 23/05/2012.
  • 63. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||63SOS Cerrado – Lutando pela Preservação do Cerrado. Disponível emhttp://www.soscerradobauru.com/. Acesso em 23/05/2012.SOS Mata Atlântica. Disponível em http://www.sosmatatlantica.org.br/. Acesso em 23/05/2012.WWF – World Wildlife Fund. Disponível em http://www.wwf.org.br/. Acesso em 23/05/2012.UM CORPO TATEANDO PRESENTES-PASSADOS: A RELAÇÃO ÓPTICO-HÁPTICONUMA EXPERIMENTAÇÃO EM VIDEOARTEAmilton Leonardo dos Santos; Rosa Maria Araújo SimõesINTRODUÇÃOO presente resumo tem como objetivo descrever o processo de produção de uma videoarterealizada na disciplina Artes Corporais (Educação Artística – Artes Plásticas da Unesp/ Bauru).Durante as aulas nos foram propostas reflexões sobre a relação entre o corpo nas artes e asartes do corpo, levantando-se questões como: é necessária uma distinção entre corporal evisual? Ver não é um ato corpóreo? Pautado em Baitelo (2005) que discute a questão do corpopresente e sua relação com a imagem e, em Brum (2008) que apresenta a cartografia dosensível proposta por Giuliana Bruno, a qual discorre, por sua vez, a respeito do conceito óptico-háptico sendo, o óptico tudo que podemos ver e, o háptico, o que podemos tocar, tal termo“deriva do senso do toque e significa a habilidade para ter um toque com alguma coisa, [...]remete a uma função da pele, ao contato entre nós e o ambiente, distendendo a corporeidadenessa sensação do movimento no espaço” (BRUNO in BRUM, 2008). Para explorar aefemeridade subjacente às artes do corpo, pautamo-nos em BOURGEOIS (2000) que discorresobre a imagem e a ação, e também relata a dificuldade do homem contemporâneo empermanecer concentrado no instante presente. A partir daí, uma pergunta foi feita à sala: O quesignifica presente para você? Surgiram várias respostas, entre elas: presente-tempo, presente-resposta à chamada feita em classe, presente-ausente (quando alguém se lembra de mim,mesmo eu estando longe); presente-embrulho com laço; presente que se ganha; presente quese dá, pré-sente. Apresentados os diferentes significados para a palavra presente surgiu aproposta de criar um vídeo que explorasse, ao utilizar a câmera de vídeo, o olhar tátil, omovimento do corpo e sua relação com as imagens de lugares que nos remetessem às nossaslembranças. Enfim, nossa intenção foi criar um vídeo que mesclasse o movimento do corpo emum ambiente que remetesse ao passado, a algo que não fosse exatamente o tempo presente e,ao mesmo tempo, que fosse presente, concentrado. O vídeo possui cenas realizadas em
  • 64. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||64decorrência do movimento de um corpo tateante, sinestésico-cinestésico, foi uma tentativa demesclar uma paisagem interior, íntima e pessoal com uma paisagem exterior, o local filmado.MÉTODOSA primeira intenção foi fazer o vídeo em uma cena só, sem cortes para que assim as mudançasde cenas fossem realizadas em decorrência do movimento do corpo ao segurar a câmera. Parare-apresentar o passado, buscamos cenas de um tempo ido, em um ambiente onde passamosgrande parte da nossa infância: neste caso, o Horto Florestal de Bauru. Lá ocorriam brincadeirasem grupo que proporcionavam momentos de entretenimento e contato com várias pessoas,adultos e crianças. Na produção do vídeo foi utilizada uma câmera sem funções profissionais. Aintenção de realizar um vídeo sem cortes, com toda a narrativa em uma seqüência só foitambém para tentar fugir de uma expressão formal, impessoal.RESULTADOSO resultado foi uma videoarte de aproximadamente seis minutos e se inicia e finaliza com aapresentação de algumas fotos do Horto Florestal de Bauru. O vídeo apresenta cenas com acâmera livre, fluente, explorando várias perspectivas e buscando o efeito cinema (PIZARRONORONHA, 2008) que garante o cruzamento das fronteiras entre arte e comunicação. As cenastambém apresentam um aspecto puído, como se fossem gastas pelo tempo, como se fizessemparte de um cenário onírico, quase sem cor, esfumaçado. As imagens acompanham o ritmo damúsica Threads do grupo Portishead, uma banda britânica de trip hop. A letra da músicarepresenta o não estar no presente, o estar perdendo o próprio corpo, nota-se isso no seguintetrecho traduzido do inglês: “Estou desgastado, cansado da minha mente. Estou cansado,pensando em por que. Estou sempre tão incerto. Por que não estou em tudo o que eu tenho?Onde eu vou?” O vídeo explora esse ambiente imagético, quase delirante. Tenta ainda salientara dificuldade do homem contemporâneo em viver no presente.DISCUSSÃOO vídeo nos trás a seguinte questão: É necessária uma distinção entre corporal e visual? Vernão é um ato corpóreo? A imagem é uma forma de eternizar o presente ou a imagem oferece umsem número de vias de escape e fuga do presente? Não estaríamos perdendo aos poucos asensação do próprio corpo, o espaço do eu, ao nos relacionar com imagens que sempre querem
  • 65. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||65nos convencer, vender algo e não nos levam ao questionar, ao analisar, ao apreciar, aoexperimentar com o próprio corpo?CONCLUSÃOO vídeo se expressa de forma intimista, quase visceral. Não tem uma edição formal e busca seexpressar em uma linguagem artística, onírica, pessoal. Não tenta convencer, nem imporconceitos prontos, o vídeo é antes de tudo uma pergunta, é uma inquietação sobre a capacidadedas imagens em gerar experiências corporais, e interferir na existência de quem a produz,interage e/ou, aprecia.REFERÊNCIASBAITELO, Norval. A era da iconofagia: ensaios de comunicação e cultura. São Paulo. Hackereditores. 2005.BOURGEOIS, Louise. Destruição do pai, reconstrução do pai. Escritos e entrevistas 1923 –1997. São Paulo. Cosac Naify. 2000.BRUM, Rosemary F. Uma cartografia sensível: Giuliana Bruno. In: PESAVENTO, S. [et. al.].Sensibilidades e sociabilidades: perspectivas de pesquisas. Goiânia: Ed. UCG, 2008.PIZARRO NORONHA, Marcio. Audiovisual e performance: conceitos paradigmáticos da artecontemporânea. In: Revista Universitária do Audiovisual, São Carlos/SP, 2008. UniversidadeFederal de São Carlos (pp. 1 – 9)A ARTE DE NARRAR A VIDA E A DISPUTA DA ATENÇÃO DA AUDIÊNCIA: OSTORYTELLING E TRANSTORYTELLING MIDIADOSAdenil Alfeu DomingosINTRODUÇÃOVivemos a era da meta-história de vida fabricada na mídia, por meio das novas tecnologias enarrada como storytelling persuasivo e produto à venda. A atenção da audiência é conseguida,quando se tem uma boa história para contar. Esse tem sido o novo modo de ganhar umaconcorrência na mídia. Nessa era que se iniciou com o consumismo, tudo virou produto à vendae entre eles as histórias de vida. A atenção da audiência é um produto em disputa no mercado,conforme ADLER e FIRESTONE (2002), pois os apelos da concorrência exigem o aguçar daemoção e da interatividade. SALMON (2007), em seu livro sobre storytelling, demonstrou como aPolítica atual, não é mais o discurso do possível, mas a arte de ficção. BAUDRILLARD (1991,p.13) assegura que o ato de simular, já não é a simulação de um território, de um ser
  • 66. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||66referencial, de uma substância, mas sim, a geração, pelos modelos, de um real sem origem nemrealidade: um “hiper-real”. A publicidade conta uma história de vida de um herói cujo objeto deuso para conquistar prazeres e vitórias é mostrado como hiper-real. Se a comunidade doiluminismo era baseada na verdade do factual ou da realidade, a sociedade atual vive a era deuma fantasia persuasiva em que se perdem os limites entre o real e a fantasia. Anunciantes,políticos e todas as formas de demagogia estão na sociedade, atuando concretamente sobretudo, por meio de signos virtuais. Pensadores se conscientizam, hoje, que o nominalismo cega:cf PEIRCE (,1972; W 2: 781, 1871) assegura : “o nominalista, ao isolar a sua realidade tãocompletamente da influência mental como tem feito, fez dela uma coisa que a mente não podeconceber; ele criou a tão falada “não-proporção entre a mente e a coisa em si” ; BARTHES(1977) entendeu que “a língua é, além de tudo, fascista: mais que impedir que se fale algo, ela"obriga". Por isso, é fácil fazer da palavra ópio ideológico. O storytelling narra o lado daperfeição dos objetos construídos nos discursos ideológicos de propagandas e publicidades eescondem os defeitos dos objetos oferecidos. O discurso político vende um candidato como serde vida ilibada e perfeita. Eles não tratam mais de mudar o mundo, mas afetar a forma como eledeve ser percebido em relação a vida do candidato, ou seja, tudo é apenas representaçãofantasiosa. Produtos à venda são fetiches como passaporte ou “varinhas de condão”. Dessemodo, o homem passou a viver em um ciberpalco, enredado na internet, desempenhando ali,mais do que diferentes papéis sociais (pai, filho, pastor, professor etc) que já exigem mudançade atitude e até de modo de fala, para criar uma vida paralela como metarealidade virtual.MCLUHAM (1969 - cf. http://socialbusk.wordpress.com/2011/10/31/%E2%80%9Co-meio-e-a-mensagem%E2%80%9D-mcluhan ), assegura que “o meio é a mensagem” e que, atualmente, opúblico assumiu um novo papel, devido à própria simultaneidade da informação e daprogramação eletrônica, em que não existem mais propriamente espectadores, pois todo mundofaz parte do elenco humano. Até os debates da ciência moderna têm se valido mais da versãodo que propriamente o fato em si. Nesse sentido, tão (ou mais) importante que o enunciado (oque é dito, o que é comunicado), é a forma da enunciação (como se comunica o que secomunica). Assim, o homem vai deixando um certo antropocentrismo para se envolver em umtecnocentrismo. É nesse sentido que podemos entender quando McLuham diz que o meio é amensagem, pois o homem antes de ser criador é uma criatura.
  • 67. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||67MÉTODO:Foi preciso dividir o problema em partes menores, narrativas, mídia, disputa da atenção, a vidavirtual, novas tecnologias etc - examinando-as e indo dessas partes mais simples para as maiscomplexas, a fim de chegar à compreensão da totalidade do problema, na sociedade atual, ondeos signos analógicos ou virtuais, são tomados como realidade. O princípio metodológico orausado, portanto, é indutivo-dedutivo, já que pela indução o problema é visto quando se parte daobservação, verifica, experimenta e raciocina sobre o que foi selecionado, a fim de constituir umpensamento científico; a dedução, por sua vez, parte desse momento de razão, para depois,passar para pela observação, verificação e experimentação. Para tanto, a teoria de base será asemiótica ou lógica de PeirceDISCUSSÃO E RESULTADODiscute-se aqui como o representante e o representado no signo são confundidos como sendoum mesmo e único objeto na atual era cíbrida. Desse modo, pretende-se demonstrar como oslimites até então mais estanques entre dicotomias como real/virtual, interior/exterior,subjetivo/objetivo, natural/cultural, visível/inteligível, material/espiritual perderem sua rigidez, comas novas tecnologias que demonstram a chegada do homem da era do chip.CONCLUSÃO:Na verdade, não se trata de ter uma conclusão definitiva sobre o problema da representação;como processo semiótico que é, já que se entende que todo objeto é um signo e todo signo é umobjeto, que se impõem à mente como representantes e não como realidades, já quepensamentos são produtos sígnicos em semiose infinita, sem verdades absolutas.REFERÊNCIAS:ADLER, Richard.; FIRESTONE, Charles. A conquista da atenção: a publicidade e as novasformas de comunicação. São Paulo: Nobel, 2002BARTHES, R. Aula. São Paulo, Cultrix. 11a. ed., 1991;BAUDRILLARD, J. Simulacros e Simulações. Relógio D’Água, 1991MCLUHAN, M. São Paulo: O meio é a mensagem. Ed. Record, 1969PEIRCE C.S. Writings of Charles S. Peirce: A Chronological Edition, editado por FISCH, Max etal. Bloomington: Indiana University Press, 1982-.
  • 68. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||68A RETORICA DA ARTE NO MEIO PUBLICITÁRIO.Adriana Maschio, Sônia de BritoINTRODUÇÃONosso trabalho tem como objetivo, estudar anúncios publicitários os quais recorrem às artesplásticas, a fim de divulgar, promover ou reforçar a identidade de sua marca. Assim, investigar aretórica da arte e sedução, aliada ao desejo e ao consumo de peças publicitárias, cuja fusãoenvolve artes, propaganda e publicidade. O termo propaganda e publicidade segundo Maranhão(1988) referem- se à propagação de fé, devido à propaganda ‘Fidei’ da igreja católica de 1622. Enos dicionários modernos significa condutor de um determinado objetivo ou ideia. A fim dereforçar sua credibilidade e fé em seu discurso a propaganda utiliza também meios artísticos,que é um discurso retórico, sendo vista como instrumento de persuasão. De forma que apropaganda e a retórica são identificadas como meia verdade. Segundo o autor a criaçãoartística, determina a credibilidade de um discurso retórico, em forma de bem dito sendoencantador e atraente. Por fim pretendemos estudar as obras e anúncios, que utilizam as obrasde artes e aplicar a Metodologia Triangular de (BARBOSA, 1996)OBJETIVOSInvestigar estudos de imagens, retórica da arte e sedução aliada ao desejo e ao consumo depeças publicitárias, cuja fusão envolve artes, propaganda e publicidade. Estudar obras de artesusadas como estratégias publicitárias.MATERIAIS E MÉTODOSOs materiais utilizados neste projeto foram consulta bibliográficas, dissertações de mestrado,sites e imagens da internet. Para a realização do nosso trabalho será utilizado o métodohipotético dedutivo, partindo do geral para o particular. Assim, pretendemos investigar apublicidade e seus recursos de sedução, que dizem respeito às pinturas utilizadas pelapublicidade, baseado em nosso referencial teórico.RESULTADOS E DISCUSSÃOBarbosa (1996) identifica que 82 % de nossa aprendizagem informal são através da imagem e55% é feita inconscientemente. Portanto, a autora apresenta que sem conhecimento de arte e
  • 69. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||69história não é possível obter uma consciência de identidade nacional. De modo que a obra deSandro Botticelli ‘O nascimento de Vênus’ segundo Gombrich (1999) representa um mitoclássico, devido surgir do mar em uma concha. Assim, aproveitando a obra de Sandro Botticelli osite Worth1000 destinado a concursos criativos, teve como objetivo promover uma competição,cuja função era transformar obras de artes em peças publicitárias. De modo, que a obra deBotticelli é usada para fazer a propaganda da ‘Victoria Secret’, observando que a obra estadiferente da original, devido Vênus estar vestida de lingerie, de forma que a obra começa a fazerparte de uma sociedade de consumo. A segunda propaganda utiliza o quadro de Mona Lisa deLeonardo da Vinci, segundo Gombrich o artista cria a síntese da criação e do criado, a mulher oeterno enigma, o eterno ideal do homem e o signo da beleza. Observa-se que a propaganda doBom Bril ao rever Mona Lisa, tem como anuncio a frase Mon Bijou: ‘deixa sua roupa uma perfeitaobra prima’. Maranhão (1988) Observa que a utilização da arte é uma tática para a eficácia daretórica no discurso, independente de que índole for. Assim tal expressão enfatiza que a dona decasa poderia ser a Mona Lisa do lar.CONCLUSÕESAo estudar a metodologia Triangular de Barbosa (1996) foi possível constatar a possibilidade deaplicação do referido método na ‘corpus’ escolhido. E segundo a autora Barbosa (1996) a arte éindispensável para o crescimento de uma criança, auxiliando no seu desenvolvimentopsicomotor e visual. Processos estes, essenciais para sua alfabetização. Conforme odesenvolvimento será necessário buscar fundamentação teórica em outros autores.REFERÊNCIA:BARBOSA, Ana Mae (org). Arte/Educação Contemporânea, 2.ed.São Paulo: Cortez, 2008.BARBOSA, Ana Mae. A imagem no ensino da Arte, 2.ed.São Paulo: Perspectiva S.A, 1996.FONTES, Martins, 1000 Obras- Primas da Pintura, São Paulo: wmfmartinsfontes, 2007.GOMBRICH. Ernst Hans. A história da Arte, 16.ed.Rio de Janeiro:LTC, 1999.MARANHÃO, Jorge. A arte da publicidade, estética, critica e Kitsch. Campinas: Papirus, 1988.SAMPIERI, Roberto Hernández; COLLADO, Carlos Fernández; LÚCIO, Pilar Baptista.Metodologia de Pesquisa. São Paulo: Mc Graw,2006.BARBOSA,Ana Mae.( In Elisa Muniz Barretto de Carvalho). A proposta triangular para o ensinode arte: concepções e praticas de estudantes- professores/as.Dissertação ( Mestrado emEd)- Universidade de Uberada-MG, Disponível em:<http://www.uniube.br/infoisis/base/teses/BU000103753.pdf> Acesso em:23 jun.2011Personagem da Bom Bril, Criação W/Brasil, Itaú cultural. Disponível a partir de:<http://www.itaucultural.org.br/consumo/bebaMonalisa/bom_bril.htm> Acesso em: 24 jun.2011.Worth1000. Photo Effects Concursos. Disponívelem:<http://www.worth1000.com/contests/10329/art-ads> Acesso em: 24 jun. 2011.
  • 70. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||70A REGULAÇÃO DA PROPRIEDADE IMATERIAL NA CONSTITUINTE DE 87/88:DIREITO À COMUNICAÇÃO, DIREITOS FUNDAMENTAIS E ECONÔMICOSCarlo José NapolitanoINTRODUÇÃOA presente comunicação é resultado de pesquisa com idêntico título que partiu de algunspressupostos: que o direito à comunicação é composto por um conjunto de direitos isolados quereunidos se transformam naquele; que um desses direitos é a propriedade imaterial (direitosautorais, direito da propriedade industrial, direitos sobre os programas de computadores); queesses direitos estão previstos e garantidos na constituição brasileira de 88, como direitosfundamentais; que a constituição tem nítido caráter substancial, programática, dirigente, tendoem vista que ela estipula inúmeras finalidades, objetivos e valores que o Estado e a sociedadebrasileira devem concretizar ou pelo menos almejar; que um desses valores substantivosalmejados no processo constituinte foi o direito à comunicação. A pesquisa considera que aregulação constitucional desses direitos garante o acesso à cultura, à educação e à informação,direitos fundamentais do cidadão, no entanto, também configuram normativas de grandeconotação econômica, em especial, nesse período de terceira revolução industrial (ASCENSÃO,2008, p. 22), conhecido por sociedade da informação. Diante disso, a informação, namodernidade, passa a ter caráter de mercadoria - econômica e política – transformando-se eminstrumento de poder (GRAU, 2003, p. 114). A compreensão dos direitos de propriedadeimaterial, simultaneamente, como mercadoria e como direitos fundamentais pode,potencialmente, gerar um conflito de interesses, o que, por hipótese, acarretou grandesdiscussões e debates na sua regulação constitucional. A partir das considerações apresentadas,o projeto objetivou verificar e interpretar, na perspectiva dogmática e histórica, a regulaçãoconstitucional dos direitos relativos à propriedade imaterial durante o processo constituinte de87/88, no intuito de averiguar eventual choque de interesses econômicos e sociais na produçãodesses direitos. A hipótese da pesquisa era de que prevaleceu, ao final dos debatesconstituintes, a concepção desses direitos como direitos econômicos em detrimento a suacompreensão como direitos fundamentais.
  • 71. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||71MÉTODOSPara se alcançar o objetivo proposto foram pesquisadas nos Diários do Congresso Nacional aspropostas e as discussões dos constituintes acerca da regulação dos direitos de propriedadeimaterial, interpretando-se essa regulação constitucional. Para dar razão à pesquisa e devido àimensidão de informações contidas nos Diários, optou-se por fazer uma pesquisa através depalavras-chave relacionadas à temática da investigação. Com isso, decidiu-se pesquisar os DCNatravés das seguintes palavras-chave: direito autoral, direito de autor, propriedade intelectual,propriedade imaterial, propriedade industrial, marcas e patentes. Após a localização daspalavras-chaves procedeu-se a leitura integral das propostas e debates referentes aos assuntosindicados.RESULTADOS E DISCUSSÃOA pesquisa por palavras-chave chegou aos seguintes resultados: em plenário ocorreram apenasduas menções expressas sobre “direito autoral”, duas sobre “propriedade intelectual”, cincosobre “propriedade industrial”, o mesmo número para “patentes” e “marcas”; nas atas dacomissão da ordem econômica, o número de menções foi ainda menor, houve apenas umamenção cada para os temas “propriedade industrial”, “patentes” e “marcas”; nas atas dacomissão da soberania e dos direitos e garantias do homem e da mulher o resultado foi duasmenções para a temática “direito de autor” e uma menção para os demais itens pesquisados. Abaixa incidência de argumentos relacionados aos direitos de autor (direito autoral e direito deautor) em detrimento a maior quantidade de aparição de argumentos relacionados aos direitosda propriedade industrial (direito industrial, patentes e marcas) pode indicar que o legisladorconstituinte deu maior atenção a esses direitos do que aqueles. No que diz respeito aos direitosda propriedade industrial talvez a chave explicativa para a maior menção e atenção dosconstituintes a esse assunto se deva ao fato de que esses direitos representam grande potenciale valor econômico.CONCLUSÃOA hipótese da pesquisa de que os direitos de propriedade imaterial representam ambivalência detratamento restou confirmada. Reconhece-se que houve grande preocupação dos constituintesem garantir o acesso à informação e à cultura, direitos fundamentais do cidadão, no entanto,tendo em vista a dimensão econômica que esses direitos representam, pode-se concluir que foi
  • 72. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||72essa a natureza atribuída pelos constituintes a esses direitos. Esse choque de interesses foidebatido durante todo o processo constituinte, não com a intensidade que se imaginava, pois,conforme ficou comprovado pela pesquisa quantitativa, o tema da propriedade imaterialdespertou pouco interesse dos constituintes, pois, na época, não se dava tanta importância aoassunto, bem como, foram outros temas que nortearam, com mais vigor, os debatesconstituintes, como, por exemplo, a definição jurídica da organização do Estado. No entanto,quando a temática foi debatida ficou comprovado que a regulação jurídica constitucional dessesdireitos representa a influência exercida pela pressão do poder econômico, evidenciando quetais direitos reproduzem esses valores em detrimento dos direitos fundamentais.REFERÊNCIASASCENSÃO, José de Oliveira. O direito de autor e a internete. Em particular as recentesorientações da comunidade europeia. In: ____. Direito da sociedade da informação. Coimbra:Coimbra Ed., 2008a.BRASIL. Diários do Congresso Nacional. Disponível em:<http://imagem.camara.gov.br/diarios.asp>. Acesso em: várias datas.GRAU, Eros Roberto. Direito posto e pressuposto. 5 ed. São Paulo: Malheiros, 2003.PROJETO DE MODELAGEM EM 3D DO MUSEU FERROVIÁRIO REGIONAL DEBAURUCarlo Felipe Mello de Figueiredo, Guiomar Josefina BiondoINTRODUÇÃOSabemos que as novas tecnologias geram inúmeras possibilidades de aproximação do leitorcom os objetos, artefatos, conteúdos artísticos e culturais. Oferecendo aos leitores uma rede depossibilidades quando do seu acesso. Podendo dialogar o presente com o passado de modo aconstruir múltiplos sentidos e facilitando a cultura visual presente. Por essa razão e percebendoa necessidade da comunidade especialmente a acadêmica de conhecer parte da culturabauruense decidiu-se realizar uma pesquisa com uso das novas tecnologias criando uma áreavirtual, de modelagem em 3D, devido a seu grande poder de entretenimento.METODOLOGIA
  • 73. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||73Tal pesquisa foi realizada no Museu Histórico Ferroviário de Bauru, pela sua importânciahistórica, econômica, mostrando as riquezas da região paulista e noroeste do Estado de SãoPaulo, não deixando de simbolizar as conquistas dos colonizadores. Inicialmente foi realizadauma pesquisa de campo com visitas periódicas ao museu e através de fotos: dos objetos,maquinários, aparelhos; da planta arquitetônica do espaço e entrevistas com funcionário dolocal, possibilitou catalogar, selecionar e organizar todo o material e com todos esses dados criarum através do Sofware Blender um produto, cujo objetivo é possibilitar o aluno e a comunidadegeral interagir com o Museu de modo a resgatar através dos objeto e máquinas ali existentes ahistória da Ferrovia como patrimônio cultural.RESULTADOS E DISCUSSÃODos resultados obtidos tem-se a criação de um espaço virtual que será disponibilizado para asescolas e fará parte do acervo do museu para possível acesso aos visitantes.CONCLUSÃOFinalmente o produto dessa pesquisa ira ser disponível no site do próprio Museu FerroviárioRegional de Bauru, que poderá ser usado para trabalhos didáticos e de pesquisa e até mesmode forma lúdica, construindo o conhecimento a partir de um olhar contemporâneo.REFERÊNCIASCOSTA, Cristina. Educação, Imagem, e Mídia. S. Paulo: Ed. Cortez.FALAVIGNA, Maurício. Inclusão digital, vivências brasileiras. S. Paulo: Instituto de Projetos ePesquisas Sociais e Tecnologicas, 2011.
  • 74. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||74SESSÃO DE COMUNICAÇÃO 5TERRITÓRIO CRIATIVO, ARRANJOS PRODUTIVOS E MENSURAÇÃO DAECONOMIA NA CADEIA DE PRODUÇÃO CULTURAL: DESAFIOS PARA ASCIDADES CRIATIVASJuarez Tadeu de Paula Xavier, Giovanna Preti, Maria Eduarda Gomes, Sólon Barbosa VelosoNetoINTRODUÇÃO:Os territórios criativos – compostos por arranjos produtivos locais de cultura (APLC)– sãoplataformas de comunicação e de inclusão à cidadania, quando as gestões dos projetos culturaissão alimentadas pela ecologia funcional da economia criativa. Essa modalidade econômica temquatro componentes organizacionais: artes, mídias, patrimônio histórico e aspectos técnicosfuncionais, como a arquitetura e o desenvolvimento de games. A pesquisa nesses territórioscriativos e a organização georrefenciada dos seus dados [mapeamento dos arranjos produtivosde cultural, identificação das cadeias produtivas culturais, definição da anatomia dos ateliêscriativos, identificação dos recursos materiais e imateriais para a fruição de cultura, perfil doscriativos que formam as conexões dessas cadeias criativas] desenham chassis informados, quepermitiram a elaboração de políticas públicas inclusivas e reversivas, no campo da cultura[processos, formação de agentes, e recursos tangíveis e intangíveis criativos]. Esse é o objetivodo Núcleo de Estudos e Observação em Economia Criativa (NEOCRIATIVA), para iniciar aidentificação e mapeamento dos Indicadores Econômicos de Cultura (INDECULT), na cidadecriativa [território de produção e criação cultural], dentro do município de Bauru. Nesse processoserão considerados as formas de produção, distribuição e consumo de bens culturais, serviços eprocessos culturais, promovidos pelos setores criativos da cidade e seus agentes criativos,públicos e privados.MÉTODOS:O projeto de identificação do território criativo da cidade está dividido em três fases:consolidação conceitual, definição dos mecanismos de capturação de dados e informações eorganização do mapeamento georeferenciado das cadeias produtivas de cultura da cidade. Oconceito de economia criativa é um episteme em construção. Grupos de pesquisa,
  • 75. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||75pesquisadores, produtores e gestores de projetos culturais contribuem para a solidez de umaideia que articulação economia, cultura e tecnologia, para a inovação de produtos, processos eserviços culturais. A consolidação de uma ideia que se adeque ao universo cultural brasileiro –multiculturalidade e policulturalidade – e às características da cidade de Bauru são fundamentaispara o êxito do projeto. Dessa consolidação, emergirão os mecanismos para a capturação dosdados e informações necessárias ao mapeamento: planilhas de informações, entrevistas –presenciais e mediadas por plataformas digitais -, e definição de métricas para a mensuraçãodos dados. A distribuição desses dados georeferenciados indicará os territórios criativos, seusarranjos produtivos culturais, suas cadeias criativas, seus ateliês de produção cultural, seusagentes criativos, suas cadeias de geração de renda e emprego e seus valores culturais, basepara a elaboração de políticas públicas institucionais para as cidades criativas.RESULTADOS E DISCUSSÃO:A primeira fase do projeto está em fase de conclusão. No período de 13 meses, foram realizadossete seminários conceituais, com a participação de docentes e discentes em suas organizaçõese apresentações; estudos dos principais documentos sobre gestão de cultura no país [PlanoNacional de Cultural]; apresentação de resultados parciais e de consolidação de conceito emeventos científicos [Jornadas Multidisciplinares – XIII e XIV], articulação com organizaçãoculturais da cidade e desenvolvimento de projetos [Conexão Bauru com o Enxame Coletivo],visita de prospecção em ateliês criativos [projeto Periferia Legal], dois Trabalhos de Conclusãode Cursos [jornalismo e relações pública]; gestão das informações e dados produzidos[organização de plataformas digitais: Twitter, Blog, Facebook e a participação no sitecolaborativo – Sistema de Comunicação PET] e a participação da concepção, planejamento,execução e apresentação de trabalhos no Fórum Íbero-Americano de Audiovisual e ArranjosProdutivos (FIAA 2012). No segundo semestre uma prospecção piloto será realizada para testaros mecanismos de capturação de dados e informações.REFERÊNCIASBAUMAN, Zygmunt. Globalização: as consequências humanas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed.,1999.BURKETT, Warren. Jornalismo científico: como escrever sobre ciência, medicina e altatecnologia para meios de comunicação. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1990.CONCEIÇÃO, Francisco Gonçalves da.; ATAÍDE, Joanita Mota de.; PINHEIRO, RoseaneArcanjo Araújo (organizadores). São Luís: Edufma, 2011.
  • 76. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||76DOWNING, John D. H. Mídia Radical: rebeldia nas comunicações e movimentos sociais. SãoPaulo: Editora SENAC São Paulo, 2002.GENRO FILHO, Adelmo. O segredo da pirâmide – para uma teoria marxista do jornalismo. RioGrande do Sul: Tchê Editora Ltda., 1987.HALL, Stuart. Da diáspora: identidades e mediações culturais. Belo Horizonte: Editora UFMG,2009.KARAN, Francisco José Castilho. Jornalismo, ética e liberdade. São Paulo: Summus, 1997.PLANO NACIONAL DE CULTURA: Diretrizes Gerais. (2ª edição revista e ampliada). Brasília:Ministério da Cultura, 2008.PLANO DA SECRETARIA DA ECONOMIA CRIATIVA: Políticas, diretrizes e ações, 2011-2014.Brasília: Ministério da Cultura, 2011.PRIMO, Alex. (organizador). Mapeamento 2 – do ensino de jornalismo digital no Brasil em 2010.São Paulo: Itaú Cultural, 2010.SANTOS, Milton; SILVEIRA. Laura María. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI.Rio de Janeiro: Record, 2001.XAVIER, Juarez Tadeu de Paula. Afrodescendência: identidade conquistada. São Paulo:Salesiana, 2010.KEBRA-ARTESMariana Aparecida da Silva, Guiomar BiondoINTRODUÇÃOO trabalho proposto tem como função informar a funcionalidade do programa, seus objetivos eimportâncias para auxiliar o ensino da arte nas escolas, apresentando características do jogo.MÉTODOSO quebra cabeça como outros jogos, tem uma capacidade de ajudar no desenvolvimento lógicoe racional de uma criança. O “KEBRA- ARTES” têm como caráter principal auxiliar no ensino daHistoria da Arte, de uma maneira lúdica, incentivando o aluno a pesquisa mais sobre o assuntotratado em sala de aula. Ele pode se tornar eficiente na educação das crianças, facilitando assimo aprendizado, pois aumenta a capacidade de retenção do que foi ensinado. O jogo pode serdesenvolvido entre uma ou mais pessoas, tendo um caráter competitivo ou cooperativo, nele jácontem o grau de dificuldade. Os três diferentes graus de dificuldades que se consiste o jogo sãoo fácil, o normal e o difícil, dando a possibilidade de varias faixa- etária utilizarem o jogo. Osprofessores que utilizarem desse jogo poderão adicionar e remover as imagens existentes,dependendo do contextuo de suas aulas. O próprio jogo decidira em quantas partes dividira aimagem dependendo a dificuldade selecionada, quanto maior a dificuldade em mais partes essaimagem será dividida, ele também te proporciona um sistema de ajuda, como mostrar uma
  • 77. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||77jogada, e contem também uma caixa que mostra a imagem de como ela deveria ser quandocompleta.RESULTADOSO jogo tende a facilitar no desenvolvimento de novas atividades como comparar e classificar,conceituar e observar além de desenvolver a criatividade, a sociabilidade e perseverança. Foicriado para a fim de alcançar uma efetiva melhoria do processo ensino-aprendizagem, deve serutilizado a partir de um planejamento. O programa desenvolvido tem como objetivo de atender asnecessidades do ensino da atualidade. Ajudando a integração dos alunos com o computador eintroduzindo-os no contexto artístico cultural.CONCLUSÃOEsse jogo tem como objetivo pedagógico auxiliar os docentes do componente curricular dehistoria da arte a iniciar alunos no universo artístico e digital. Desenvolvendo a cognição eestruturas culturais e históricas por meio da lógica, e das obras respectivamente. Primeiramenteo professor deverá introduzir o conteúdo da historia da arte aos alunos, para depois utilizar ojogo como uma forma pratica de demonstrar o conteúdo apresentado em aula, incentivandoassim o interesse do aluno em procurar mais informações sobre os assuntos apresentados a ele.REFERÊNCIASDownload do jogo Kebra-Kuca Master. Disponível em:<www.rksoft.com.br/html/kebrakuca.html> Acesso em: 17/05/2012
  • 78. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||78LABSOL - LABORATÓRIO DE DESIGN SOLIDÁRIOGOYA, C.; TOYAMA, Ana C.Y.; LOLI, Anielle; MARCOLINO, Amanda C.; FERNANDES, TatianaA. L.; BASILI, M. Gabriela; OLIVEIRA, Cícero F.; FIDELIS, Daniel E. P. L.; NEVES, Isabela P.;SILVA, Bruno B.; BEVILAQUA, Aline K.; ¹BLANCO, Larissa M.; YOSHITAKE, Thais A.;CANIÇAIS, Fernando G.; PELEGRINI, Lya B.INTRODUÇÃOO Labsol é um projeto de extensão universitária criado em março de 2007, coordenado peloProf. Dr. Cláudio Roberto y Goya, do Departamento de Design da Faculdade de Arquitetura,Artes e Comunicação (FAAC), UNESP, Campus Bauru. Inicialmente, contava com um aluno docurso de Design, e a partir de 2009, passou a ser constituído também por estudantes dos cursosde Relações Públicas e Engenharia de Produção, possuindo apoio da PROEX, do ProgramaCiência na UNESP e do CNPq. O projeto possibilita ao graduando em Design aplicar seusconhecimentos, “injetando” design nos objetos artesanais das comunidades atendidas paraagregar-lhes maior valor comercial, através de ações fundamentadas pelo ecodesign. Os alunosde Relações Públicas tem como função gerir a comunicação interna e externa da organização,cuidar da burocracia, analisar propostas e projetos, criar e administrar a rede de contatos,organizar viagens, visitas, feiras, exposições e eventos. O Engenheiro de Produção contribui noprocesso de fabricação de novos produtos, aplicando conceito, estrutura, interface emanutenção, visando sempre eficácia e eficiência na utilização de recursos disponíveis,promovendo uma combinação entre funcionalidade e economia.MÉTODOSA metodologia tem início com o contato realizado pela comunidade, que é visitada por todos osintegrantes do laboratório, para que se conheça cada artesão, sua realidade, materiais, técnicase métodos de trabalho.No laboratório, realizam-se os primeiros estudos. que são submetidos à comunidade. Em casopositivo, as peças passam pelo processo de design, com todo o rigor necessário na elaboraçãode projeto, produção de modelos e protótipos até a obtenção dos produtos finais.Antes da apresentação dos resultados às comunidades, são realizadas feiras para acomercialização dos protótipos produzidos, possibilitando a análise da aceitação de mercado,rentabilidade e o provável público alvo dos novos produtos. As feiras também são aproveitadaspelo laboratório para testar produtos desenvolvidos pela equipe e para aumentar a visibilidade e
  • 79. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||79reconhecimento do projeto. Todo o processo é um caminho de mão dupla, possibilitando a trocade saberes, não existindo uma hierarquia. O desenvolvimento dos novos produtos a partir dasdemandas dos grupos atendidos é sempre visto como uma retribuição do Labsol aoconhecimento adquirido.RESULTADOSO Labsol, durante sua existência, apresentou um desenvolvimento extraordinário. A constantedemanda por novos projetos, incentivou seus colaboradores a buscarem um maioraprofundamento teórico e conceitual, promovendo estudos sobre artesanato, ecodesign eeconomia solidária. O interesse despertado seja por aptidão ou por características pessoais, fazcom que alguns projetos acabem se tornando a base de projetos de iniciação científica. Olaboratório, sempre procura publicar sobre seus projetos em congressos relacionados à área, afim de registrar pesquisas, processos e técnicas empregadas para consulta posterior,principalmente para as gerações futuras do próprio Laboratório. O Labsol atendeu dezenas decomunidades e realizou mais de centenas de produtos, participou de exposições e ministroupalestras, oficinas e workshops, sendo premiado em 2011 como o melhor projeto na área dehumanidades no Congresso de Extensão da UNESP.CONCLUSÃOCom a realização destas atividades, além da disseminação dos conceitos de ecodesign e designsocial, o Labsol proporciona aos alunos do curso de Design, Relações Públicas e Engenharia deProdução, a possibilidade de integrar atividades extra-curriculares e vivências diversas, tendoassim a confirmação prática da teoria acadêmica. O projeto também se tornou uma referência,no Curso de Design na Unesp, em estudo e desenvolvimento técnico de projetos de ecodesign,oferecendo apoio e suporte (material, técnico e metodológico) às suas disciplinas, sendo assimum projeto que envolve o tripé da experiência universitária: ensino, pesquisa e extensão.REFERÊNCIASBIRKELAND, J. Design for sustainability. London: Stearling, 2002.DOMICIANO, C.; GOYA, C.; et alli. Ensaios em design arte, e tecnologia. Bauru: Editora Canal6, 2010.KAZAZIAN, T.; ROLAND, E. Haverá a idade das coisas leves. São Paulo: Senac, 2005.MANZINI, E.; VEZZOLI, C. O desenvolvimento de produtos sustentáveis. São Paulo:EDUSP, 2002.
  • 80. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||80O PROJETO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA “A CAPOEIRA ANGOLA DE MESTREJOÃO PEQUENO DE PASTINHA”: MEMÓRIA AFRO-BRASILEIRA A PARTIR DE UMAPEDAGOGIA DO SENSÍVELOLIVEIRA, S. C. de ; NASCIMENTO, G. M.; OLIVEIRA, C. A.; SIMÕES, R. M. A.INTRODUÇÃOPautado nos ensinamentos de Mestre João Pequeno e sob direção de Mestre Pé de Chumbo,seu discípulo (SIMÕES, 2006), nosso projeto tem como objetivo promover o aprendizado dashabilidades corporais específicas da capoeira angola, quais sejam, os movimentos de defesa eataque, tais como negativas, rabo-de-arraia, aú, rasteiras, ginga, meia-lua-de-frente, meia-lua-de-costas etc. É objetivo também o aprendizado dos toques nos instrumentos musicais utilizadosna roda de capoeira para a realização do jogo (berimbaus, pandeiro, agogô, reco-reco,atabaque), dos cantos (ladainha, louvação e corridos) (JOÃO PEQUENO, 1989), de sua história,enfim, do exercício artístico, da experiência, da diversidade cultural e social orientadas pelosrespectivos valores "respeito" e "justiça".MÉTODOSAtendendo ao público da comunidade unespiana e não unespiana o método de trabalho desteprojeto contempla atividades tais como: encontros que acontecem desde o início do ano de2004, quatro vezes por semana com duração de uma hora e meia, destinados ao treinamentocorporal e musical, leituras, discussões e pesquisas transdiciplinares sobre a capoeira angola;atividades pedagógicas com crianças de 4 a 5 anos no Centro de Convivência Infantil "GenteMiúda" da Unesp de Bauru e com cerca de quarenta crianças e jovens com idade de 6 a 15 anosno Centro Irmã Adelaide, no bairro Ferradura Mirim em Bauru, uma vez por semana, durante 4horas. Com o objetivo de aprofundar o conhecimento sobre tal manifestação também somosestimulados a organizar, realizar e participar em Encontros Estaduais, Nacionais e Internacionaisde Capoeira Angola, além de realizar pesquisas sobre a Academia de João Pequeno dePastinha.13RESULTADOS E DISCUSSÃOAo longo do projeto o envolvimento dos participantes, bolsistas e alunos com a capoeira angolavêm crescendo exponencialmente, despertando o interesse sobre esta manifestação afro-brasileira. Como aponta Reis (in SILVA, 2004, p. 204), Mestre Pastinha teve um papel destacadona formulação de uma pedagogia para a capoeira e criou uma metodologia de ensino do estilo
  • 81. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||81angola e, é pautado nesta pedagogia que o nosso projeto desenvolve estratégias deensino/métodos pedagógicos aplicados às diferentes faixas etárias, possibilitando aaprendizagem artística em sintonia com a memória afro-brasileira, explorando os diferentesconteúdos dessa linguagem e suas potencialidades através da prática de seus ensinamentos.Enfim, estudamos a capoeira angola em sua totalidade e multissensorialidade (SIMÕES, 2006),a qual integra elementos musicais, cênicos, plásticos e sócio-histórico-culturais para criar umaabordagem que seja ao mesmo tempo eficaz e lúdica dentro de ambientes escolares (FREIRE,2008; RODRIGUES FILHO, 2007), como é o caso do trabalho desenvolvido com crianças noCentro de Convivência Infantil “Gente Miúda”, e com crianças e jovens de projetos sócio-educativos, a exemplo das atividades desenvolvidas no Centro Irmã Adelaide, onde a capoeiraos envolve de maneira espontânea, dinâmica, e também introspectiva, além de promover umaeducação para as relações étnico-raciais conforme prevê a Lei 10.639/2003, a partir da qualtorna-se obrigatório o ensino da história e cultura africana e afro-brasileira no ensino. (BRASIL,2004).CONSIDERAÇÕESPercebemos que a capoeira angola é uma excelente ferramenta para o desenvolvimentoeducacional que abrange diferentes linguagens artísticas, além desta explorar todas as etapasde aprendizagem motora de forma sensível e lógica simultaneamente. Além dessascaracterísticas, o projeto nos permite a compreensão do contexto histórico e cultural no qual acapoeira esteve e está inserida, mostrando-a, portanto, como uma manifestação cultural afro-brasileira sedutora e inovadora dentro dos processos educacionais aplicados às diferentes faixasetárias. Enfim, a capoeira angola nos abre um enorme leque de possibilidades que nos instiga aconhecer e pesquisar sua essência e suas origens, culminando em um processo de contínuo deconhecimento.REFERÊNCIASBRASIL. Conselho Nacional de Educação. Diretrizes Curriculares para a Educação das RelaçõesÉtnico-Raciais e para o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Conselho Nacional deEducação. Brasília: CNE/CP, 2004.FREIRE, J. B. Educação de Corpo Inteiro. São Paulo: Editora Scipione, 4ª Edição, 2008.JOÃO PEQUENO, Mestre. Quando eu aqui cheguei. In: Mestre João Pequeno, Mestre JoãoGrande. Programa Nacional de Capoeira (SEED/MEC): Capoeira Arte & Ofício (record),Salvador. Side B, track 1, 1989.REIS, L. V. de S. Mestre Bimba e Mestre Pastinha: a capoeira em dois estilos. In: SILVA,VAGNER G.da (org). Artes do Corpo. São Paulo: Ed. Selo Negro, 2004 (Memória Afro-brasileira;v.2)
  • 82. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||82RODRIGUES FILHO, G (org.). A capoeira angola: uma pequena enciclopédia da cultura afro-brasileira na escola. Belo Horizonte: Nandyala, 2007.SIMÕES, R M. A. Da inversão à re-inversão dão olhar: ritual e performance na capoeira angola.2006. 193pp. Tese de Doutorado (Doutorado em Ciências Sociais). Programa de Pós-Graduaçãoem Ciências Sociais. UFSCar.________. A performance ritual da roda de capoeira. Revista Textos do Brasil: Capoeira, n. 14,Brasília: Ministério das Relações Exteriores, pp. 61-69, 2008.CONEXÃO BRASIL – PORTUGAL EM EVENTOS CRIATIVOS: O GRITO ROCKBRAGA 2012Renato Vieira Belinelli, Tais CapeliniINTRODUÇÃOO colaborativismo é algo que vem ganhando espaço cada vez mais dentro deste novo panoramaaonde as pessoas conseguem se conectar, não havendo espaços físicos para isto. Já não énecessário grandes esforços para se conectar e trocar experiências com pessoas que possuemos mesmos objetivos e afinidades. É a partir desta Tecnologia Social da Colaboração que seconsegue materializar as ações, potencializar impactos, multiplicar resultados, dividirresponsabilidades, entre outras questões mostrando que esta capacidade de articulação coletivado ser humano está diretamente ligada à suas capacidades de intervenção e protagonização.Passando esta lógica para o campo da produção cultural vamos ver como esta conexão semlimites geradas pela internet conseguiu unir Brasil e Europa para a realização do 1º FestivalGrito Rock dentro do território europeu e com programações interligadas levando a Tecnologiada Colaboração a solo português, mas especificamente na cidade de Braga.MÉTODOSRealizado há dez anos no Brasil, o Festival Grito Rock chegou à marca de 200 cidadesparticipantes em 2012, aumentando em 55% o número de realizadores de 2011, quando 130cidades sediaram o festival, em 10 países. Desde 2007, quando começou a ser realizado emâmbito nacional (até então acontecia só em Cuiabá), o Grito Rock é uma plataforma eficaz parapromover a circulação de artistas pelo Brasil. As edições de cada cidade são produzidas deforma interdependentes, e tudo, principalmente a logística entre elas, é construídocolaborativamente com o propósito de tornar sustentável a circulação de artistas, agentes,produtores, produtos e tecnologias. Reflexo da conexão com diversos países latinos, este ano oGrito Rock se soma a 15 países e se estabelece em 14 cidades estrangeiras. Vários
  • 83. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||83representantes da América do Sul e Central participam da décima edição: Honduras, Costa Rica,Guatemala, Argentina, Bolívia, Colômbia, Chile, Honduras e Nicaragua. O Festival ocorreutambém na Cidade do México, Los Angeles e em Braga (Portugal), realizado por brasileiros emparceria com agentes culturais locais. No caso específico de Portugal, o Festival foi organizadopelos estudantes de Relações Públicas Renato Vieira Belinelli e Taís Dias Capelini que estavamno país para realização de um período de intercambio na Universidade do Minho.RESULTADOS E DISCUSSÕESO Grito Rock Portugal ocorreu nos dias 23, 24 e 25 de fevereiro em diferentes espaços dacidade de Braga. No primeiro dia foi exibido o filme Bollywood Dream em paralelo com aprogramação dos demais Gritos seguindo a campanha do Compacto.Cine (uma das ações destecolaborativismo proposto pelo Circuito Fora do Eixo são as campanhas que tem como intençãofazer com que os festivais consigam se articular de uma forma uniforme tanto na produçãoquanto na organização). A exibição do filme aconteceu no dia 23 de fevereiro no auditório FNACno Braga Parque. A programação seguiu no dia 24 de fevereiro na Casa dos Coimbras, aondeocorreu SARAU no qual todos os interessados poderiam levar seus trabalhos para expor, dandoum caráter de construção participativo desta ação, uma vez que havia uma pré programaçãomontada mas que não estava fechada, dando liberdade total ao público para inserir suasproduções, o que vale destacar deste dia do evento foi o caráter internacional que a produçãoacabou ganhando, tendo a participação de portugueses, brasileiros, espanhóis, chilenos e caboverdianos. A última noite do Grito Rock aconteceu no Insólito Bar com a apresentação de 2bandas independentes locais ( Krápula e Burning Man) e 2 DJ´s Kulture Brothers e RubensMartinez, este foi o único dos dias em que se cobrou entrada para entrar, sendo 1 euro durante aapresentação das bandas ( das 23 horas à 1 hora da manhã). Dois parceiros foram essenciaispara que se conseguisse realizar o Grito Rock em Braga, o primeiro foi o Circuito Fora do Eixoque deu liberdade e apoio total na organização e na construção deste nova forma de pensar naprodução cultural em Braga. O segundo parceiro foi a fundação Bracara Augusta que organizaem 2012 a Capital Européia da Juventude, a instituição foi responsável pelos contatos com osespaços do 1º e 2º dia (FNAC e Casa dos Coimbras) e também por ter arrumado as 2 bandas (Krápula e Burning Man) para a última noite do Grito Rock, além de conseguir projetar o GritoRock Braga para as mídias locais ( jornais e revistas de circulação nacional) e colaborar nadivulgação via Facebook. O evento contou com uma equipe de cobertura colaborativa compostapor 3 estudantes da Universidade do Minho ( 2 portugueses e 1 brasileiro) e uma aluna
  • 84. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||84intercambista, estes juntos com os organizadores escreveram os posts no Blog, que buscavammostrar entre algumas coisas, a conceituação do Grito Rock enquanto evento colaborativoinserido numa nova forma de pensar Produção Cultural, falar sobre a programação e as noites etambém buscar uma aproximação e identificação com os públicos.CONCLUSÃOO Festival Grito Rock levou à Capital Européia da Juventude uma nova forma de visão dentro deum evento que buscou integrar poesia, música e cinema em três dias que movimentaram acidade de Braga. A experiência deixa em aberto esse canal de conexão entre esses pontos decultura, interligando interesses em busca de uma troca de experiências intercontinentaispleiteando um intercambio cultural nas próximas edições do festival.REFERENCIAS<http://gritorockbraga2012.blogspot.com.br/> Acessado em 24 de maio de 2012 às 23 horas.PET-RTV: A CONSOLIDAÇÃO DE UM LABORATÓRIO MULTIDISCIPLINAR DEENSINO, PESQUISA E EXTENSÃOGiovani Vieira Miranda, Antonio Fransciso Magnoni, Ângelo Sottovia Aranha, Mariana BaroneBelo, Flávia Battistuzzo Dias, Patrícia Fassa Evangelista, Fernando Vinícius Lima Fernandes,Marília Néspoli Ferreira, Francisco Machado Filho, Rafael Oliveira Garcia, Beatriz Brandão Haga,Marjory Kumabe, Jakeline Bruna Lourenço Silva, Felipe Pacelli Moreira, Vinícius Pereira Oliveira,Tauã Miranda Silva Santos, Renan Castilho Borges Simão, Gabriela Ferri De Souza, BeatrizTocci Silva, Willians Cerozzi Balan, Daniele Fernandes Silva, Maria Da Graça Magnoni,Alexandre Santana Furlan, Marcos AméricoINTRODUÇÃOO Projeto PET, sigla para Programa de Educação Tutorial, do curso de Rádio e TV (PET-RTV)da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (FAAC) da UNESP de Bauru é um grupo quepretende promover, dentro do espaço acadêmico, a indissociabilidade de ensino, pesquisa eextensão como fatores de mudanças e melhorias para a graduação. O objetivo central de umProjeto PET é possibilitar a formação ampla e de qualidade dos acadêmicos envolvidos direta ouindiretamente com o programa, estimulando a fixação de valores que reforcem, essencialmente,a cidadania e a consciência social. Estão entre os objetivos do PET-RTV 1) promover umaformação universitária contemporânea para as áreas profissionais de Comunicação Social queconsiga interpretar as contínuas transformações que ocorrem no interior dos veículos e dos
  • 85. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||85sistemas de comunicação; 2) realizar uma contínua interação entre os estudantes e os corposdocentes e discentes da graduação; 3) desenvolver experimentação e difusão de conhecimentoe de cultura comunicativa, concentrando se na formação de profissionais preparados paraprojetar e desenvolver linguagens, formatos, objetos de comunicação audiovisual para meiosinterativos e convergentes; e 4) estimular a melhoria do ensino através da atuação dos bolsistas,tutor e colaboradores como agentes multiplicadores de conhecimento. Atualmente, fazem partedo Grupo 14 bolsistas dos três cursos de Comunicação coordenados pelo Departamento deComunicação Social da FAAC, estudantes de Design e Ciência da Computação, fato que reforçao caráter interdisciplinar do Projeto, além da colaboração de docentes da UNESP e outrasuniversidades.MÉTODOSO Grupo trabalha com o método participativo: os integrantes se reúnem para discutir, planejar edecidir as atividades a serem realizadas. Entre as atividades programadas para o calendário2012, são realizados três Grupos de Estudos e Pesquisa, Cursos de Extensão, Cine PET,oficinas, seminários, debates-temáticos chamados de Ciclos de Debates PET, e exposições paraa comunidade interna e externa. Os bolsistas e voluntários também realizam atividades deexperimentação em um Sistema de Comunicação, o SICOM PET, um núcleo de Comunicaçãointerna e externa, um projeto de ensino, pesquisa e extensão em Jornalismo, Relações Públicase Radialismo, três cursos coordenados pelo Departamento de Comunicação Social daFAAC/UNESP. A principal finalidade do SICOM é criar meios e processos que permitamdesenvolver métodos, teorias e tecnologias para que os alunos bolsistas, voluntários eparticipantes pensem e desenvolvam projetos e produtos comunicativos adequados aos diversospúblicos, veículos e suportes físicos e digitais. É uma iniciativa que servirá como campo detestes no processo experimental de construção de recursos e meios de comunicaçãomultimidiáticos, convergentes, interativos, colaborativos e transversais. Os alunos participantesdas atividades do SICOM realizam divulgação noticiosa factual e especializada enquantoestudam e experimentam o desenvolvimento de gêneros, formatos e linguagens para produção edifusão de conteúdos audiovisuais e escritos, tanto jornalísticos quanto no artísticos. O Sistemade Comunicação busca preparar o estudante para o exercício profissional em várias plataformasde comunicação e com linguagens específicas ou híbridas em um ambiente constituído pelosseguintes veículos: 1) Assessoria de Imprensa; 2)Assessoria de Relações Públicas; 3) PortalPET (www.petrtv.com.br); 4) Comunica PET (impresso); 5) PET Rádio e 6) PET Audiovisual
  • 86. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||86RESULTADOS E DISCUSSÃOAs oficinas PET têm como objetivo oferecer aos alunos de Comunicação oficinas sobre temasligados a tecnologias digitais, complementando o conhecimento que os cursos proporcionam etambém mais aprofundadas e delineadas. O Ciclo de Debates é o espaço mensal destinado paraa discussão dos principais assuntos relacionados à Produção Audiovisual em várias plataformastécnicas, com prioridade em Televisão Digital e às demais linhas de pesquisa do Grupo. O CINEPET constitui, acima de tudo, uma atividade cultural voltada para a comunidade acadêmica epara a comunidade externa com a exibição de filmes do circuito comercial ou não, com afinalidade de possibilitar debates sobre os temas apresentados, sobre as técnicas, sobre a obrade um diretor ou sobre um determinado tipo de produção cinematográfica. Comprovando osucesso das atividades, atualmente, são mais de 20 voluntários e 16 bolsistas dos cursos deComunicação e também de Design e Ciência da Computação, reforçando o caráterinterdisciplinar do projeto.CONCLUSÃOA formação de profissionais preparados para enfrentar o novo contexto informacional digital e acapacitação destes para a produção audiovisual multimidiática interativa. No PET/RTV os alunosrealizam estudos teóricos, experimentação de novas formas e linguagens audiovisuais,exercitam a habilidade técnica e apuração da percepção geral sobre os meios de radiodifusãodigitais com a finalidade de difundir o aprendizado e a pesquisa.REFERÊNCIASANDERSON, Chris. A cauda longa: do mercado de massa para o mercado de nicho. São Paulo:Campus, 2006.JOHNSON, S. Cultura da interface: como o computador transforma nossa maneira de criar ecomunicar. 2001.MAGNONI, A. F. Primeiras aproximações sobre pedagogia dos multimeios para o ensinosuperior 2001. FFC da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Tese dedoutorado), 2001
  • 87. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||87SICOM PET: A FORMAÇÃO DE UM LABORATÓRIO DE LINGUAGENS E FORMATOSNO ESPAÇO ACADÊMICOAntonio Francisco MagnonI, Giovani Vieira MirandaINTRODUÇÃOA Assessoria de Comunicação do Sistema de Comunicação PET (SICOM-PET) é uma dasatividades do Projeto PET (Programa de Educação Tutorial) de Rádio e Televisão da Faculdadede Arquitetura, Artes e Comunicação (FAAC) da Unesp, câmpus de Bauru, grupo que pretendepromover, no espaço acadêmico, a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão comofatores de mudanças e melhorias para a graduação. O SICOM PET configura-se como umlaboratório de formato e linguagens produtor de conteúdo informativo e artístico, recriando noespaço acadêmico um ambiente de ensino-aprendizagem e profissionalização para a produção edifusão de conteúdos de comunicação e cultura audiovisuais, reproduzindo característicasfuncionais do rádio, televisão e impresso agregadas à internet. A Assessoria SICOM PET prestaserviços diretamente ao Departamento de Comunicação Social da FAAC/Unesp por meio de umplanejamento estratégico pelo qual estão envolvidos diversos veículos interligados. São eles a1)Assessoria de Imprensa SICOM PET; a 2) Assessoria de Relações Públicas, 3) Assessoria deTecnologia da Informação; 3) SICOM PET Radiofônico; 4) SICOM PET Impresso; 5) Portal deNotícias SICOM PET# e 6) SICOM PET Audiovisual. Todos os veículos interligados cumprem atarefa de apresentar, ao público acadêmico e externo, informativos jornalísticos e culturaisrealizados e apresentados pelo Departamento de Comunicação Social, seus docentes e projetosde pesquisa e extensão, tais como o PET-RTV.MÉTODOSO principal objetivo da tutoria do Grupo PET-RTV, ao criar o Sistema de Comunicação PET(SICOM-PET), foi o desenvolvimento de uma estrutura de comunicação experimentalespecializada, convergente e multimidiática para atender às demandas de ensino-aprendizageme de profissionalização realizadas com a produção e divulgação sistemática de conteúdosinformativos produzidos pelos alunos dos cursos de Jornalismo, Relações Públicas, Rádio eTelevisão, do Departamento de Comunicação Social da FAAC/Unesp de Bauru. O SICOM-PETagrega estruturas digitais experimentais que propiciam atividades interdisciplinares e intercursospara a produção e difusão de conteúdos de comunicação e cultura audiovisuais. As atividadessimultâneas de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidas pelos “petianos” e por alunos
  • 88. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||88voluntários reproduzem, no espaço de convergência da internet, os formatos e as linguagens derádio, de televisão e de comunicação escrita. Fazem parte do Grupo 14 bolsistas dos três Cursosde Comunicação Social (Jornalismo, Radialismo e Relações Públicas) coordenados peloDepartamento de Comunicação Social da FAAC, estudantes de Design e de Ciências daComputação, fato que reforça o caráter interdisciplinar do Projeto, além da participação de 20voluntários discentes e orientação de quatro docentes da FAAC. A Assessoria SICOM PETtrabalha com o método participativo: os coordenadores discentes de cada um dos seis veículosque compõem o Sistema discutem, planejam e decidem semanalmente as atividades a seremrealizadas e divulgadas. Os estudantes participantes das atividades do SICOM-PET realizamdivulgação noticiosa factual e especializada, enquanto estudam e experimentam odesenvolvimento de gêneros, formatos e linguagens para produção e difusão de conteúdosaudiovisuais e escritos, tanto no campo jornalístico, quanto no artístico. Todos os estudantesenvolvidos participam de um dos três Grupos de Estudos e Pesquisa organizados pelo GrupoPET-RTV, como forma de aliar a atividade de extensão com ensino, pesquisa eprofissionalização constituídos da seguinte maneira: 1) Grupo de Estudo e Pesquisa em NovosFormatos Audiovisuais; 2) Grupo de Estudos e Pesquisa em Plataformas Digitais; e 3) Grupo deEstudos e Pesquisas em Arranjos Produtivos e Economia Criativa.RESULTADOS E DISCUSSÃOO SICOM-PET é uma estrutura complementar e extracurricular cada vez mais vital para osestudantes dos três cursos de Comunicação da FAAC-Unesp. Hoje não há a obrigatoriedadepara estágio profissionalizante em Ciência da Computação, Design, Jornalismo, Radialismo eRelações Públicas durante a graduação. O mercado profissional de Bauru e região tambémoferece número de vagas para estagiários muito aquém do número de formandos existente emcada curso de graduação. Assim, o projeto atende à demanda de criação de atividadesextracurriculares de ensino, pesquisa e extensão para estimular os alunos bolsistas, voluntáriosdo Grupo PET-RTV e demais estudantes dos cursos beneficiados, a realizarem estudos teóricos,pensarem e experimentarem novas formas expressivas e estéticas para os meios audiovisuais etambém viabilizar meios para exercitarem habilidades técnicas, para desenvolverem repertóriosteóricos, possibilidades metodológicas e didático-pedagógicas para as carreiras profissionais.
  • 89. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||89CONCLUSÃOO Sistema de Comunicação PET resulta do gradativo amadurecimento do Grupo PET-RTV,cujos tutores, bolsistas e voluntários têm dedicado tempo e energia em atividades semanais deformação, pesquisa, experimentação e extensão e em produção audiovisual. O retorno tem sidosatisfatório, conforme demonstram os dados estatísticos da ferramenta Blogger. O Grupo PETvem recebendo elogios pela iniciativa de criar um laboratório multimidiático em um ambienteacadêmico. As atividades permitiram que repórteres bolsistas e voluntários do SICOM-PETentrassem em contato com as diferentes plataformas e linguagens inerentes à profissão. Aomesmo tempo, o projeto possibilita a recriação de um ambiente de trabalho e maior experiênciana seleção de pautas, redação e edição de notícias e produção de audiovisuais. Tais fatorescontribuirão para que os estudantes saiam da graduação preparados para a reflexão sobre ossentidos estratégicos dos meios e das políticas de Comunicação e também disporão de maisinstrumentos profissionais para darem sua contribuição no mercado de trabalho.REFERÊNCIASCASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. 10 ed. São Paulo: Paz e Terra, 2007.CHINEM, Rivaldo. Assessoria de Imprensa: Como fazer. 2 ed. São Paulo: SummusEditorial, 2003.COBRA, Marcos. Plano estratégico de marketing. São Paulo: Atlas, 1995.DUARTE, Jorge (org.). Assessoria de imprensa e relacionamento com a mídia: teoria e prática. 2ed. São Paulo: Atlas, 2006.PORTAL DE NOTÍCIAS SICOM PET: UMA EXPERIÊNCIA CONVERGENTE EMULTIMIDIÁTICA EM JORNALISMOAntonio Francisco MAGNONI, Giovani Vieira MIRANDAINTRODUÇÃOO Portal de Notícias SICOM PET (www.petrtv.com.br) é um veículo de divulgação noticiosainterligado ao Sistema de Comunicação do Grupo PET-RTV (SICOM PET) que segue a lógica deconvergência típica de uma plataforma digital e multimídia e funciona como uma superfícieagregadora de vários projetos, processos, formatos, linguagens e produtos de comunicação. Afinalidade do Portal é divulgar o conteúdo produzido e estudado pelo grupo PET-RTV, e tambémcolocar em prática o aprendizado curricular do curso de Jornalismo, em interface permanentecom os alunos de RTV, de Relações Públicas, de Design e de Ciências da Computação.
  • 90. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||90MÉTODOSO Portal SICOM PET, assim como demais veículos do SICOM PET, trabalha com o métodoparticipativo: os coordenadores discentes de cada um dos seis veículos que compõem o Sistemadiscutem, planejam e decidem semanalmente as atividades a serem realizadas e divulgadas. Oscoordenadores discentes têm a função de manter a articulação funcional do veículo, zelandotambém pela integridade e uniformidade do SICOM. As reuniões são mediadas pelo Tutor doGrupo PET-RTV e um Coordenador-Geral discente do SICOM PET, e também contam com apresença do Chefe do Departamento de Comunicação de Social da FAAC/Unesp, de umdocente do curso Jornalismo e de outro de Relações Públicas. Os docentes procuram apontaralguns assuntos a serem discutidos, que poderão ou não gerar pautas e produções, além desugerirem as tarefas prioritárias a serem realizadas. A idéia central é que a mesma pauta sejacumprida pelos estudantes nos formatos para meios tradicionais (impresso, radiofônico eaudiovisual), além de realizarem o exercício de adaptação dos conteúdos para sua difusão emplataformas de notícias online.Cada coordenador discente é responsável pela elaboração das pautas, que serão desenvolvidaspelos bolsistas e voluntários envolvidos. A marcação das pautas é feita com a ferramenta digitalGoogle Docs, que possibilita o contato dos coordenadores com todas as pautas prontas. Assim,cada coordenador poderá escolher pautas que não tenham sido elaboradas justamente por ele,mas que tenham melhor exequibilidade e interesse para o veículo que ele coordena no SICOM.A utilização de tal ferramenta também possibilita a flexibilidade da hierarquia do Sistema naelaboração de pautas, pois permite que o repórter voluntário também indique algumas temáticas,as quais serão desenvolvidas por toda a equipe jornalística. Para a sugestão de temas sãoconsiderados os informes previamente repassados pelos coordenadores discentes para orestante da equipe. São pautadas as produções e eventos do Grupo PET-RTV, as pesquisas eoutros trabalhos dos docentes do Departamento de Comunicação Social, as atividades dosdiversos projetos e grupos vinculados ao Departamento.RESULTADOSToda pauta já utilizada é devidamente sinalizada pelo veículo que a selecionou, para impedir oretrabalho da equipe. Todas as produções dos demais veículos do SICOM-PET, entre eles a 1)Assessoria de Comunicação PET; 2) Comunica PET (impresso); 3) PET Radiofõnico; e 4) PETAudiovisual, têm espaço para divulgação no Portal, além de espaço para integração com asprincipais Redes Sociais (Facebook e Twitter) e para produções específicas com linguagem para
  • 91. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||91web. Diariamente são postadas notícias pautadas e produzidas pelos estudantes bolsistas evoluntários do Grupo PET-RTV, tendo como foco a produção audiovisual em âmbito local,regional, nacional e internacional, a divulgação dos Projetos de Extensão da FAAC e assuntospertinentes ao Departamento de Comunicação Social. Todas as publicações tentam promover aconjunção de texto, áudio, imagem e vídeo produzidos pelos próprios estudantes ou ilustrados apartir de materiais de outros sites. Para inovações e testes na área de linguagens e ferramentasespecíficas para a Web, o Portal de Notícias conta com o auxílio de uma Assessoria deTecnologia da Informação, cujo funcionamento é gerenciado por um bolsista de Ciências daComputação. As produções do Portal também contam com o auxílio de dois estudantesintercambistas e projetos de extensão e pesquisa da FAAC/Unesp. Todos os estudantesenvolvidos participam de um dos três Grupos de Estudos e Pesquisa organizados pelo GrupoPET-RTV, como forma de aliar a atividade de extensão com ensino, pesquisa eprofissionalização constituídos da seguinte maneira: 1) Grupo de Estudo e Pesquisa em NovosFormatos Audiovisuais; 2) Grupo de Estudos e Pesquisa em Plataformas Digitais; e 3) Grupo deEstudos e Pesquisas em Arranjos Produtivos e Economia Criativa.CONCLUSÃOO retorno tem sido satisfatório, conforme demonstram os dados estatísticos da ferramentaBlogger. Em menos de três meses no ar, o Portal SICOM PET ultrapassou a marca de 15 milvisualizações com aproximadamente 100 postagens. Atualmente, o Portal SICOM estádisponível na homepage de todos os computadores dos laboratórios do Departamento deComunicação, o que possibilita o acesso dos estudantes dos três cursos de Comunicação aosprodutos e notícias postados.REFERÊNCIASCANAVILHAS, João Manuel Messias. Do jornalismo online ao webjornalismo: formação paramudança. Biblioteca On-line de Ciências da Comunicação, 2006. Disponível em:<http://www.bocc.ubi.pt/pag/ canavilhas-joaojornalismo-online-webjornalismo.pdf>.CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. 10 ed. São Paulo: Paz e Terra, 2007.JORGE, Thais Mendonça. A notícia em mutação. Estudo sobre o relato noticioso no jornalismodigital. Tese (Doutorado em Comunicação), Universidade de Brasília, 2007.PEREIRA, Fabio Henrique. O jornalista sentado e a produção da notícia on-line no Correioweb.Revista em Questão. Porto Alegre, v. 10, n. 1, p. 95-108, 2004.
  • 92. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||92LEDS´UP: LABORATÓRIO DE EXTENSÃO EM DESIGN SOCIAL – UNIVERSIDADE EPOPULAÇÃOAna Beatriz Pereira de AndradeINTRODUÇÃOTrata-se da apresentação da proposta e resultados até o momento desenvolvidos a partir doProjeto LEDS´UP. Colocado em cena no Curso de Graduação em Design a partir de 2010, oProjeto prioriza a metodologia do Design Social, atuando em situações que apontem para aspossibilidades de interface entre a Universidade e a população da cidade de Bauru e Região.A idéia do Design Social não é nova, surge a partir de alguns autores que formularam conceitossobre a História do Design em si (BONSIEPE: 1978; PAPANEK:1977). Na década de 80, naPUC-Rio tornou-se a prática metodológica adotada para Projetos em Design formulada por AnaBranco (1988) e aprofundada por Rita Couto e Heliana Pacheco. Como docente em Projeto noDepartamento de Design da FAAC/UNESP, campus Bauru encontrei eco quanto às práticas doDesign Social ao conhecer o Projeto Labsol. Sendo a cidade nova para a continuidade econsolidação de minha carreira acadêmica, e verificando a missão e os ideias da UNESP quantoao comprometimento com a sociedade, surgiu a proposta LEDS´UP. Os projetos surgem dequestões propostas por participantes de diversos segmentos sociais e culturais da cidade deBauru e Região. Considera-se dentre os objetivos didático-pedagógicos o envolvimento emcontextos reais e o desenvolvimento de produtos concretos, considerando experimentações eanálises. O Design Social é uma prática junto com grupos e não para os mesmos. Oenvolvimento das equipes de alunos com os partícipes envolvidos agrega Emoção ao Design.Apresentam-se alguns exemplos de processos e resultados aferidos como proposta parareflexões acerca das possibilidades metodológicas de projetos em Design Social com impactosocial e cultural em Bauru e Região.RESULTADOS1– Museu do Futuro (2010) - Parcerias: Secretaria Municipal de Cultura de Bauru; MuseuFerroviário; Jornal da Cidade.Resultados: Design Gráfico = Identidade Visual / Design de Produto = Maquetes para setoresvitais da cidade (Transportes, Serviços, Sinalização, Mobiliário Urbano; Limpeza).2 – Casa da Capoeira (2011)Resultados: Identidade Visual com aplicações em material impresso, camisetas, fachada e site.
  • 93. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||933 – Animae Vitae (2011) – ONG que denuncia a violência contra animais e promove adoção.Resultados: Paper Toys inseridos no site e cartões indicando os cuidados e incentivando aadoção.4 – Yauaretê (2011) - – Parcerias: Secretarias Municipais de Cultura de Bauru e Região.Resultados: Identidade Visual e Capas de DVD cultural de diversos municípios..5 – Soletrando com Design (2011) - Parcerias: Secretaria Estadual de São Paulo; ProgramaEscola da Família.Resultados: Oficina de Alfabetização com uso de suporte lúdico e adequado para crianças entre5 e 12 anos.A proposta e o resultado dos projetos, além de engajar e integrar os alunos na realidadepromovem modificações na autoestima dos envolvidos, na medida em que dotam de visibilidadeatividades desenvolvidas no corpus social.CONCLUSÃONa prática do Design Social, a geração de soluções encontra-se no equilíbrio da atitude projetualdo designer e as demandas reais. É uma atitude participativa e interativa entre seres humanos.A valorização de ações que favoreçam a população contribui para a qualidade de vida local eregional, com compromisso e responsabilidade social. O projeto LEDS´UP pretende, comimplantação definitiva, contribuir para aspectos metodológicos em Design em consonância comas ações institucionais da FAAC/UNESP.REFERÊNCIASBONSIEPE, Gui. Teoria y Prática Del Diseño Industrial. Barcelona: Gustavo Gili, 1978.BRANCO. Relatório CNPq. Brasília: CNPq, 1987.COUTO, Rita et alli. Desenho Social: Por uma metodologia participativa. Cuba: IVCongresso da ALADI, 1988.PACHECO, Heliana. Design e o Aprendizado - Barraca: Quando o Design Social Deságuano Desenho Coletivo. Rio de Janeiro: PUC-Rio, 1996,PAPANEK, Vitor. Diseñar para el mundo real. Madrid: Ediciones Rosario, 1977.
  • 94. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||94REDES DISTRIBUÍDAS E A AÇÃO COLABORATIVA: A COMUNICAÇÃOESTRATÉGICA NO PARADIGMA DA ECONOMIA CRIATIVA E DOEMPREENDEDORISMO SUSTENTÁVELJoão Vitor CairesINTRODUÇÃOO novo fluxo de conhecimento e diálogos correntes em nível global, ocasionado especialmentepelo advento da Conectividade, está transformando a Sociedade e, por conseguinte, osmercados e demais esferas sociais de forma a adquirirem feições de conversação. Nessecenário fluido e dinâmico, aspectos humanos e a própria “voz humana” estão sendo retomados,dando expressividade a processos de intercambio de conhecimentos e também de organizaçãosocial que podem ser aplicados para uma realidade mais justa e humana. Esse momentoemergente pode ser verificado sob as perspectivas da Economia Criativa, como paradigmaeconômico centrado na subjetividade e na capacidade humana de empreender serviços,produtos e soluções pautados em valores de Diversidade Cultural, Inclusão Social, Inovação eSustentabilidade. Essas atividades, que configuram novos arranjos produtivos, organizacionais ecomunicacionais, estão pautadas na integração harmônica entre Tecnologia, Cultura, Sociedade,Meio Ambiente e Economia. Dentro desse contexto global fluido e dinâmico, vão ganhandoespaço as iniciativas que de forma legítima se propõe a atuar sustentavelmente. Fala-se aí deuma expansão em amplitude e complexidade (de compreensão e abordagem) das perspectivasligadas aos conceitos e valores de Sustentabilidade. Nota-se o avanço de fatores como senso decomunidade, fomentado pela maior percepção de semelhanças e pela noção da existentecapacidade de influência mútua; e a percepção de que é possível exercer pressão e atuarativamente para a transformação da realidade através (e com o apoio) do Agir Comunicativo. Énesse sentido que emergem novas formas de atuação e organização pautadas na Colaboraçãoe na estruturação social de Redes.O presente projeto foi elaborado com o objetivo central de analisar de forma aprofundada asinterfaces existentes entre a Comunicação Social e este paradigma socioeconômico global quetransborda transformações. O foco de estudo foi a confluência dos aspectos Colaboração ePadrão de Redes dentro do contexto de propostas empreendedoras da Economia Criativaatreladas a valores de Sustentabilidade. Para tanto, foi analisada como estudo de caso, aestrutura organizativa e gerencial da empresa social “HUB São Paulo” e como se dão os fluxosde Comunicação dentro desse cenário.
  • 95. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||95MÉTODOSEntendendo o HUB São Paulo como organização que se propõe a atuar dentro das lógicas daColaboração/Colaboratividade e em padrão de rede, como “espaço colaborativo” e rede deempreendimentos criativos voltados à transformação da realidade, considerou-se pertinente aanálise aprofundada sobre o cotidiano da organização em suas perspectivas gerais e sob osrecortes Colaboração e Estruturação de Redes. Foi realizado um período de imersão de um mêsno ambiente do HUB com fins de compreender a dinâmica de funcionamento e captar sensaçõese informações compartilhadas na “atmosfera” da organização. Foram realizadas entrevistas commembros do HUB e com profissionais da rede com o objetivo de verificar suas perspectivassobre a organização.DISCUSSÃO E CONCLUSÕESO estudo permitiu a comprovação de que a dialógica dos temas Economia Criativa,Sustentabilidade, Negócios Sociais, Colaboração e Padrão de Redes tem crescente valor nocenário global. O HUB é um empreendimento que, de fato, insere-se como atuante nessarealidade. O estudo, bibliográfico e vivencial, viabilizou a verificação de que a Comunicaçãodesempenha papel de essencial à busca pelo desenvolvimento sustentável desse cenário denegócios. O “olhar” estratégico sobre o tema deve, portanto, ser estimulado para o sucesso dosempreendimentos que compartilham destes valores. Os gestores de Comunicação deverão seapropriar de um papel importante na reorganização da sociedade em redes de valoração socialampliada, dando espaço a visões e desenhos sociais mais sustentáveis. O Agir Comunicativodeve ser tido, então, como estratégico para fomento de conexões e diálogos espontâneos, dequalidade, horizontais, saudáveis e sustentáveis, tão essenciais ao desenvolvimento de RedesColaborativas e atuantes. Compreende-se que o profissional e pesquisador de Comunicação eos próprios indivíduos, em perspectivas comunicacionais, deverão desenvolver competências de:Ampliar a visibilidade e a percepção de valores compartilhados; Propor e gerir tecnologiassociais de forma a dinamizar e facilitar conexões; “Traduzir” e harmonizar percepções distintasposicionando valores humanos e a Sustentabilidade como aspectos centrais na Gestão eInovação nos negócios. Dessa forma a gestão comunicativa poderá se apropriar de um papelativo na transformação da realidade, ampliando fluxos de inovação e potencializando resultadospositivos a todos os públicos. Apropriar-se dessa função é um grande desafio e só pode tersucesso através do entendimento complexo sobre as interfaces e “lugares de ação” entre ostemas Tecnologia, Redes Colaborativas, Economia, Cultura e Ambiente.
  • 96. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||96REFERÊNCIASCASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra: 1999.FRANCO, A. Escola de Redes: Tudo que é sustentável tem padrão de rede. Curitiba, PR: ARCA– Sociedade do Conhecimento, 2008. V. 2.KUNSCH, Margarida K.; OLIVEIRA, Ivone L. (Organizadoras). A Comunicação na Gestão daSustentabilidade das Organizações. São Caetano do Sul, SP: Difusão, 2009.LINDEGAARD, Stefan. A Revolução da Inovação Aberta: A chave para a nova competitividadenos negócios. São Paulo, SP: Editora Évora, 2010.SANTOS, Milton. Por uma outra Globalização: Do pensamento único à consciência universal. 6ªEd. Rio de Janeiro: Record, 2001.FONSECA REIS, Ana Carla. (Organizadora). Economia Criativa como estratégia dedesenvolvimento: Uma visão dos países em desenvolvimento. Disponível em:<http://www.garimpodesolucoes.com.br/downloads/ebook_br.pdf>. Acesso em 05/08/11.
  • 97. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||97SESSÃO DE COMUNICAÇÃO 6DO MITO AO FATO DO CIBERATIVISMO – UMA PROPOSTA PARA DOCUMENTÁRIOSINTERATIVOSPatricia Basseto dos SantosINTRODUÇÃOEste trabalho busca traçar uma ponte entre o ciberativismo e o ambiente televisivo, dentro donovíssimo campo de estudos da televisão digital no Brasil, versando sobre os desafios deprodução de um documentário acerca do tema do ciberativismo para televisão digital.MÉTODOSAtravés do método indutivo busco com levantamentos teóricos sobre inteligência coletiva ecultura da convergência fundamentar a produção de um documentário sobre ciberativismo comaplicação de recurso interativos.RESULTADOS E DISCUSSÃOO ambiente virtual permite uma interação à distância e o compartilhamento de conhecimentosque no ambiente real é impossível. A inteligência coletiva ocorre nesse ambiente, que écoletivamente construído e realimentado. O conhecimento do indivíduo é aumentado ecompartilhado dentro do digital. A possibilidade de encontrar o outro e o saber do outro, atépouco tempo atrás restrita a presença e ao material físico como livros e cadernos, é convertidaem códigos binários, capazes de se difundirem de maneira simultânea e facilmente traduzívelpara qualquer idioma em qualquer parte do mundo. Dentro de tais ambientes, as redes sociaisse manifestam e permitem a divulgação e desterritorialização de ideologias através dociberativismo. A interatividade permitida pela televisão digital permite estabelecer no écran umarelação de conhecimento e compartilhamento de informações que varia conforme o interesse dointeragente. É possível portanto reformular o processo de realização audiovisual dodocumentário, de modo a transformá-lo em ferramenta de educação ativa, que demanda umaresposta ocasionada através do estímulo de conteúdo interativo.
  • 98. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||98CONSIDERAÇÕESOs estudos das redes sociais e seus efeitos ainda estão fragmentados e há pouca análise sobrea influência dos cibera no ciberespaço brasileiro, fazendo-se necessário a criação e divulgaçãode pesquisas que atendam tal demanda. As redes sociais são o ambiente mais eficiente napropagação e divulgação de qualquer conhecimento e o tema se torna bastante relevante para arealização do documentário.BIBLIOGRAFIAJENKINS, Henry. A Cultura da Convergência. Aleph. São Paulo. 2009.KERCKHOVE, D. de. Texto, contexto e hipertexto: três condições da linguagem, três condiçõesda mente. Revista FAMECOS, Porto Alegre, n.22, dez. 2003. Disponível em:http://www.pucrs.br/famecos/pos/revfamecos/22/a01v1n22.pdf. Acesso em: 23 de agosto de2011.LÉVY, Pierre. Cibercultura. Rio de Janeiro: Editora 34. 1999._________ A inteligência coletiva: por uma antropologia do ciberespaço. São Paulo: EdiçõesLoyola. 1998.CENOGRAFIA DIGITAL: ESTUDOS SOBRE REALIDADE AUMENTADA EREALIDADE VIRTUALFernando Lima Fernandes, Rafael de Oliveira GarciaINTRODUÇÃOO presente projeto visa introduzir pesquisas sobre Realidade Aumentada (RA) e RealidadeVirtual (RV) e suas aplicações nas áreas audiovisuais na construção de cenários,exemplificando: como a (re)construção de cenários por meio digital a partir de softwaresespecíficos e a projeção de cenário digital em superfícies reais por meio de Videomapping(Videomapping é a projeção de animações em superfícies reais mapeadas por programas decomputador). A RA pode ser aplicada em todos os sentidos humanos. Isto é obtido por meio dacombinação de técnicas de visão computacional, de computação gráfica e de realidade virtual, oque resulta na sobreposição e interação de objetos virtuais com o ambiente real. Ao se misturaro real com o virtual, duas possibilidades são alcançadas: a Realidade Aumentada, cujo ambientepredominante é o mundo real, e a Virtualidade Aumentada, cujo ambiente predominante é omundo virtual. Na VA há predomínio do mundo virtual, como acontece em jogos eletrônicos queimitam a vida “real”, como “The Sims”.
  • 99. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||99MÉTODOSÀ partir de uma sequencia de fotos de uma estátua, tiradas de diversos ângulos, podemosreconstruí-la virtualmente, processando as imagens via software. No fim do processo, podemosvisualizar o resultado de qualquer ângulo possível, permitindo a visualização do elemento virtualde qualquer ponto de vista da câmera. Aliado a isso, pode-se usar softwares de edição quepermitem refinar a malha resultante; imagens ou vídeos gravados inaquedamente do ponto devista de posição podem afetar o resultado, ocasionando problemas no software de modelação,como falta de imagem na construção. Normalmente, é usado durante a produção, gabaritosfísicos de papéis em formato quadrado e com desenhos característicos, que são reconhecidospelo software de estúdio virtual, num processo para inserção do elemento virtual desejado, noplano físico que está sendo digitalizado. Os papéis denominados marcadores podem servir desuporte pra exibir um objeto virtual reconstruído pela técnica acima descrita, inserindo-o na cenaem construção. Isso possibilita também a interação bem sucedida de possíveis atores com ovirtual, evitando problemas na hora de efetuar a edição de pós-produção. Com o processo citadoacima, podemos também reconstruir ou intervir em ambientes inteiros, também a partir desequencia de imagens ou de um vídeo, e inserir o resultado em uma cena. A técnica utilizada é ochroma-key, um recurso corriqueiro na produção de vídeo e de cinema, que consiste no uso deuma tela, normalmente azul ou verde, no fundo da cena, ou até no chão durante uma “filmagem”.O uso do chroma-key possibilita o recorte posterior da imagem do(s) ator(es), para inseri-los emum cenário desejado, físico ou virtual. Tudo isso exige técnicas apropriadas de captura do objetoou do ambiente físico, para que a reconstrução seja a mais bem sucedida possível. Quandotrata-se do videmapping:para a projeção é realizada uma animação modeladatridimensionalmente por softwares específicos de modelagem e animação em 3D, com base nasuperfície que será projetada. Quando a exibição é externa, projeta-se à noite, e quando interna,é preciso apenas de um local escurecido. Nos programas de projeção, adiciona-se sonoridadepara que a imersão seja maior. Por exemplo, quando se projeta um vidro sendo estilhaçado, osom do estilhaçamento ou a inserção de uma trilha equivalente tornará a cena mais real econtundente.MÉTODOSGrande parte dos produtos audiovisuais apresentam técnicas de grafismo digital avançado paraa elaboração de cenários. No Brasil existe a utilização de técnicas avançadas de realidadeaumentada e de realidade virtual. Porém, a grande maioria delas não está atrelada à produção
  • 100. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||100de conteúdo audiovisual nacional. Necessita-se algumas vezes ,da inserção de algo muito difícilou impossível de ser feito fisicamente: os objetos e cenários virtuais. Toda essa caracterizaçãodigital entra nos campos denominados de Realidade Aumentada e Virtual, que tratam justamentedas técnicas de inserção de elementos virtuais no espaço ou na percepção real, e do real novirtual, respectivamente. Dentre essas técnicas, devemos citar a Reconstrução virtual de objetose cenários, que consiste na inserção de elementos virtuais criados por software, a partir deimagens ou vídeos do elemento físico.CONCLUSÃOA partir dos métodos acima descritos, é possível a criação de ambientes de forma mais fácil eobjetiva, permitindo posteriores modificações sem problemas com custo de transporte, defuncionários, e até de tempo. Tal processo facilita o trabalho de quem está produzindo oudirigindo algum produto audiovisual e que o objeto ou cenário não tenha se encaixado da formadesejada na cena. Com tais recurso pode-se, em questão de segundos, efetuar mudançasdesejadas no ambiente, até se conseguir obter o efeito planejado pelos produtores. É importanteabordar também o conceito da interação ator-objeto-cenário: como tudo é feito em tempo real. Éum processo em que o ator possui noção de onde está localizado os elementos virtuais em cena.Assim, a interação do ator com os elementos não-físicos ocorrem de forma muito mais bemsucedida. Antigamente, o ator precisava “simular”que interagia com algo que ele não podia ver,havia a necessidade de respeitar marcações rígidas no espaço cenográfico. Quando o ator nãoconseguia seguir o gabarito, causava discrepâncias indesejáveis na cena final. A cenografiadigital e o uso da Realidade Aumentada (RA) e Realidade Virtual (RV) supera definitivamentetaisproblemas de produção audiovisual.REFERÊNCIAS<https://www.unimep.br/phpg/bibdig/pdfs/2006/SYNYLYRJSQGY.pdf> Acesso em: 04/05/2012MILGRAM, P. et. al. (1995) - Merging Real and Virtual Worlds. IMAGINA95, MonteCarlo. p. 218-230.TORI, R. KIMER, C. Realidade Virtual: conceito e tendências. São Paulo: Editora Maniade Livro, 2004. Vol. 1.<http://www.ernestoleibovich.com.br/saibamais.htm> Acesso em: 30/09/2011
  • 101. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||101AS CIBERCIDADES BRASILEIRAS: UMA ANÁLISE DO ÍNDICE BRASIL DE CIDADESDIGITAISFelipe Gustavo PacelliINTRODUÇÃOAs novas tecnologias da informação e comunicação permeiam a sociedade contemporânea deforma a propor, em conjunto com a sua utilização e o seu desenvolvimento técnico, mudançasde paradigmas em vários níveis sociais, políticos e econômicos. Um dos fatores que permitemtais mudanças é o desenvolvimento das redes telemáticas e das formas de utilização do espaço-comum digital, o ciberespaço, que acaba por reformular os processos de virtualização do ser-social e o trabalho, no que tange as formas de produção e reprodução da sociedade pós-industrial.O presente artigo tem por objetivo, a partir das experiências de urbanização digital no país,analisar a avaliação feita pelo Índice Brasil de Cidades Digitais, bem como estruturar os dadosobtidos de forma a esclarecer qual é o nível de urbanização digital das cidades brasileiras.MÉTODOSA metodologia empregada nesta propõe uma análise da distribuição dos dados disponibilizadospelo CPqD entre as regiões brasileiras, levando em conta a quantidade da população que temacesso aos serviços de democratização do acesso à informação promovidos pelas TICs, bemcomo o nível de desenvolvimento tecnológico regional de cada área rankeada no Índice Brasil deCidades Digitais em 2011.RESULTADOSOs resultados obtidos neste trabalho são: das 75 cidades avaliadas, 44% estão localizadas noSudeste do país, 32% no Sul, 19% na região Nordeste, 4% na região Centro-Oeste e apenas1,3% no Norte brasileiro. Além da disparidade entre as regiões, no que diz respeito aosmunicípios analisados, podemos perceber também a concentração de municípios que estão nonível “Serviços eletrônicos” de urbanização digital nas regiões Sul e Sudeste, sendo que, das 12cidades mais bem colocadas no ranking, aproximadamente 67% estão na região Sudeste e 50%são municípios do Estado de São Paulo. Em concomitância, 50% dos municípios com o nívelmais baixo de urbanização digital estão localizados na região Nordeste.
  • 102. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||102CONCLUSÃOA análise, que permite uma localização dos níveis de desenvolvimento digital de cidades nomapa brasileiro, propõe como conclusão uma redefinição dos níveis de urbanização de umacidade real, levando em conta as possibilidades de articulação desses espaços urbanos atravésda grande rede de computadores: as regiões Sul e Sudeste, as duas regiões mais urbanizadas emais ricas do país, estão em maioria também no Índice Brasil de Cidades Digitais, comprovandoo fato de que a democratização do acesso à informação está correlacionada aos níveis deurbanização de um espaço real, confirmando a afirmação de William Mitchell quando contrapõeos níveis de urbanização de épocas distintas como a substituição do aço pelo silício e dasferrovias pela Internet, fatores extremamente importantes na transformação do espaço urbano,cada um em seu contexto.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASSOUTO, Átila A. DALL’ANTONIA, Juliano C. HOLANDA, Giovani M. As cidades digitais nomapa do Brasil: uma rota para a inclusão digital. – Brasília, DF, Ministério dasComunicações, 2006.LEMOS, André. Cibercidades. in Lemos, A., Palacios, M., Janelas do Ciberespaço. Comunicação eCibercultura., Porto Alegre, Sulina, 2000.MARTINI, Renato. Inclusão digital & Inclusão Social. Revista Ibict. Inlusão Social, N° 1, Vol 1.2005. Disponível em http://revista.ibict.br/inclusao/index.php/inclusao/article/view/7/13. Acessado em15 de outubro de 2011.SOUTO, Átila A. CAVALCANTI, Daniel B. MARTINS, Roberto P. Um plano nacional para abanda larga: o Brasil em alta velocidade. – Brasília, DF, Ministério das Comunicações, 2006.Guia das Cidades Digitais. Disponível em http://www.guiadascidadesdigitais.com.br/guia2.pdf.Acessado em 20 de outubro de 2011.Momento Editorial e CPqD lançam Índice Brasil de Cidades Digitais. Disponível emhttp://www.cpqd.com.br/noticias-relacionadas/289-noticias-2011/5538-momento-editorial-e-cpqd-lancam-o-indice-brasil-de-cidades-digitais.html/. Acessado em 13 de outubro de 2011.OLIVEIRA, Daniela. Projetos para Cidades Digitais são maioria em chamada do MCTI.Disponível em http://www.guiadascidadesdigitais.com.br/site/pagina/projetos-para-cidades-digitais-so-maioria-em-chamada-do-mcti. Acessado em 13 de outubro de 2011.Modernidade. Disponível em http://www.bhmetaseresultados.com.br/veja-mais/Modernidade.Acessado em 16 de outubro de 2011.Brasil avança em ranking de TI: País sobe para a 56ª colocação em levantamento do FórumEconômico Mundial. Disponível em http://www.serpro.gov.br/serpronamidia/2011/abril/brasil-avanca-em-ranking-de-ti. Acessado em 19 de outubro de 2011.
  • 103. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||103PROJETO ACERVO IBERO-AMERICANO DE TELEVISÃO DIGITALCARVALHO, J.M.; VICENTE, G.H. (Bolsista)1INTRODUÇÃOO Acervo Ibero-Americano de Televisão Digital é um portal de Internet que reúne a produçãoacadêmica sobre TV na Ibero-américa e a cataloga a fim de facilitar a pesquisa e o acesso aesse conteúdo. O projeto surge diante da escassez de bibliografia sobre Televisão digital nospaíses ibero-americanos e a necessidade de organizar essa bibliografia de forma a torna-la maisacessível a pesquisadores. Todo conteúdo relacionado levantado por bolsistas e alunos deiniciação cientifica é organizado através de um gerenciador de bibliografias chamado Zotero, quefacilita o trabalho de pesquisa, uma vez que permite a organização dos conteúdos seguindodiversos critérios, como fonte de pesquisa,tema ou palavras chave, por exemplo, em uma basede dados organizada e funcional.MÉTODOSO método de trabalho no projeto consiste no aprimoramento e manutenção de um portal deInternet visualmente atraente e funcional, manutenção do banco de dados, tabelamento deinformações, criação de uma plataforma de compartilhamento e de um sistema de buscaseficiente e adequado à necessidade dos pesquisadores. Em uma segunda etapa, será feita aampliação da base de dados, com a pesquisa sobre novas pesquisas científicas epesquisadores. Além disso, o Acervo desenvolve projetos de divulgação e interação com mídiassociais, além de plataformas Wikias.RESULTADOS E DISCUSSÃOO trabalho desenvolvido no projeto Acervo já possibilitou a criação de um portal na Internetatraente e de fácil acesso a fim de gerir a bibliografia sobre TV digital na Ibero-América. O portalpermite a busca de mais de 300 (entre periódicos nacionais e internacionais, artigosapresentados em eventos científicos, livros, teses e dissertações) itens através de tags epalavras-chave de acordo com o interesse do pesquisador. O projeto também rendeu publicaçãode artigos em periódicos, resumos em eventos, apresentação de trabalhos orais e pôsters emeventos nacionais e internacionais.
  • 104. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||104CONCLUSÃO OU CONSIDERAÇÔESO Projeto Acervo Ibero-Americano de Televisão Digital beneficia pesquisadores em váriosâmbitos, sendo eles alunos de graduação, de mestrado ou doutorado, possibilitando que estestenham acesso a uma base com conteúdo teórico de fácil acesso. O projeto ainda ajuda adivulgação de trabalhos científicos de pesquisadores ibero-americanos graças à facilidade deuso pode incentivar o surgimento de novas pesquisas na área, tanto na própria UNESP, quantoem outras universidades. Além disso, o Acervo servirá como importante referencial paraformação de recursos humanos e de literatura especializada na área de televisão digital.REFERÊNCIASZAMBOM, P.S; CARVALHO, J.M. Importância e desafios da implementação do Acervo Ibero-americano de Televisão Digital. Brasília-DF: Panam, 2010.RÁDIO UNESP VIRTUAL – NÚCLEO DE ESPORTESThais Cardoso PerregilINTRODUÇÃOO Núcleo de Esportes da Rádio Unesp Virtual é projeto de extensão dos cursos de ComunicaçãoSocial da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da Unesp. O Núcleo possui doisprogramas veiculados ao vivo na webrádio, o Arquibancada que vai ao ar segundas, quartas esextas feiras e o Jornal Esporte Clube, que vai ao ar todas as sextas feiras. Os dois são de,aproximadamente, 30 minutos. Ainda fazem parte a editoria de esportes do radiojornal NJNotícias, veiculado de quartas e sextas feiras, com seis minutos em cada edição. E estáreestruturando mais quatro programas: Mão na Roda, Pela Linha de Fundo, Eurogol e 3 dentro 3fora, agora em fase de gravação e avaliação de pilotos. Estes também apresentam duração de30 minutos e são semanais. O Núcleo realiza a cobertura de eventos esportivos regionais,nacionais e internacionais de grande apelo popular brasileiro. Compõe o Núcleo de Esportesuma coordenadora e chefe de reportagem, editores de cada programa e repórteres da editoria.
  • 105. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||105MÉTODOSA base teórico-conceitual das produções realizadas pelo Núcleo de Esporte são as disciplinas deTécnica Redacional Radiofônica e Jornalismo Radiofônico. Também são utilizadas obras sobrejornalismo especializado, principalmente aquelas que abordam a relação entre o rádio e oesporte, como Barbeiro;Rangel (2006), Coelho (2004) e Unzelte;Prado (2009). O Núcleo buscatreinar os alunos participantes na vivência das produção radiofônica em três estágios: produção,editoração e reportagem. Todos os integrantes do Núcleo de Esporte iniciam sua participaçãocomo repórter, aqueles que mais de destacam no ano são convidados para participar daseditorias. E o editor que mais se destaca no ano é convidado para ser chefe de reportagem ecoordenador do Núcleo de Esportes, para esse cargo a pessoa também sede ser aprovada pelaCoordenadoria da Rádio Unesp Virtual.RESULTADOS E DISCUSSÃOCom a participação constante e empenho dos integrantes do Núcleo é visível a melhora nashabilidades radiofônicas. Com o aprimoramento dos integrantes há também o aprimoramento doNúcleo como um todo. Essa melhora é buscada constantemente através de oficinas de ediçãode textos e de sonoras, feedback dos materiais produzidos pelo Núcleo, além de reuniões ediscussões das dificuldades apresentadas pelos membros com o intuito de sanar qualquer tipode problema da maneira mais rápida possível.CONCLUSÃOO objetivo do projeto é ajudar na formação de seus participantes por aplicar em um produtoradiofônico os conteúdos aprendidos em sala de aula. Também aproxima os alunos de umaredação de rádio através da realização de matérias, entrevistas, cumprimento de deadlines,produção de programas, produção de pautas e avaliação dos programas produzidos. Outro fatorque o Núcleo de esportes procura aplicar aos seus participantes eh um trabalho em equipe e aideia trabalho em grupo para a obtenção de um melhor rendimento.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASBARBEIRO; Heródoto e RANGEL, Patrícia. Manual do jornalismo esportivo. São Paulo: EditoraContexto, 2006.BORELLI, Viviane e FAUSTO NETO, Antonio. Jornalismo esportivo como construção. In:Cadernos de comunicação. Santa Maria: UFSM, vol.17, 2002.
  • 106. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||106CAMARGO, Vera Regina T., CARVALHO, Sérgio e MARQUES, José Carlos (Orgs)..Comunicação e esportes: tendências. Santa Maria (RS): Pallotti, 2005. Coleção NPs – Intercomn. 4.COELHO, Paulo Vinícius. Jornalismo esportivo. São Paulo: Editora Contexto, 2003.Manual de Redação Folha de São Paulo. São Paulo: Publifolha, 2001.VILAS BOAS, Sérgio (Org.).Formação e informação esportiva: jornalismo para iniciados e leigos.São Paulo: Summus, 2005.YORKE, Ivor. Telejornalismo. São Paulo: Roca, 2007.O PROCESSO CRIATIVO NO PROJETO DE MÍDIAS DIGITAISDaniele FernandesINTRODUÇÃOAs tecnologias digitais trazem consigo toda sorte de modificações culturais, sociais, econômicas,políticas, etc., tornando possível uma profunda revolução nos nossos hábitos de pensar, de vivere, claro, de criar. Entretanto, no caso do processo criativo dentro das próprias mídias digitais,especificamente da rede hipermidiática da web, parece-nos que, na maioria das vezes, o queocorre é uma mera transposição da maneira de pensar analógica para a tela do computador.Não falamos aqui do conteúdo; falamos da própria segregação entre forma e conteúdo, o queacaba por dificultar a utilização da mídia para desencadear o processo criativo.OBJETIVOSTemos por objetivo investigar o processo criativo próprio ao projeto (design) da hipermídia,envolvendo principalmente a possibilidade de interagir. Pretendemos pensar de que maneira ahipermídia, em especial a web, pode dar condições para a emergência de processos criativos ecolaborativos, a partir das características intrínsecas à sua própria linguagem. Em outraspalavras, pretendemos pensar como um sistema comunicacional hipermidiático pode favorecer aemergência de processos criativos pela colaboração, não apenas em seu conteúdo, mas em sualinguagem como um todo.MÉTODOSMetodologicamente, partiremos da análise de uma das qualidades intrínsecas às mídias digitais,a interatividade, como elementos capaz de permitir modificações cognitivas, dentre elas, amudança na percepção de tempo e de espaço. Nessa análise, utilizamos como base teórica: asemiótica peirceana (para estudar os processos cognitivos); os teóricos Pierre Lévy e Steven
  • 107. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||107Johnson (para as mídias digitais); Novak e Flusser (para o projeto do ambiente midiático). Apartir daí, sugerimos uma possível maneira de construir um sistema comunicacional capaz defavorecer modificações cognitivas em relação à maneira de pensá-lo como linguagem.RESULTADOS E DISCUSSÃOO resultado ao qual pretendemos chegar é um exemplo de uma possível maneira de romper coma segregação entre forma e conteúdo midiáticos. Isso talvez possa permitir que, por meio dalinguagem hipermidiática, consigamos construir um ambiente aberto de fato e que favoreça oprocesso criativo no interior do próprio sistema comunicacional, entendido como linguagem.Pela teoria peirceana, não existe pensamento sem linguagem e cada linguagem possuicaracterísticas específicas. Em resumo, pensamos que, quando se “decalca”, ou seja, quandosimplesmente se transporta uma maneira de pensar própria dos átomos para os bits, não se estápensando o meio digital, apenas tentando moldá-lo segundo um pensamento preexistente. Eisso passa longe de ser um uso criativo da linguagem própria da mídia. De todas as idéiaspreconcebidas sobre a hipermídia, pensamos que as duas que mais bloqueiam o processo dopensamento sejam a da fragmentação e a da hierarquização, ambas relacionadas à dificuldadeem lidar com uma característica básica da linguagem hipermidiática: a interatividade. Assim, aqualidade das mídias digitais que se configura como o maior gargalo para o processo criativotalvez seja a interatividade. E a questão primordial que devemos colocar é: o sistema midiáticonos permite criar linguagem ou apenas escolher entre possibilidades definidas previamente?CONCLUSÃOPensamos muito em “o que será inserido” nas mídias; mas é precisamente do que é mais óbvioe próximo que mais nos esquecemos: a interface, o próprio “lugar” do encontro. Interface aquinão é entendida apenas como disposição de elementos numa tela, mas como espaço-tempo deinteração colaborativa e criativa em que afloram os elementos da linguagem hipemidiática.Talvez nossas atuais interfaces, de maneira geral, não potencializem o pensamento colaborativo,desfragmentado e não-hierárquico nem o espaço-tempo complexo, fluido, híbrido, interativo,lúdico, aberto, transdisciplinar, colaborativo, heterogêneo e, por isso tudo, criativo, que alinguagem própria às tecnologias digitais podem nos proporcionar. Do nosso ponto de vista, asinterfaces devem ter um desenho capaz de expressar as relações de força do convívio dasociedade atual, devendo se constituir como um mapa aberto e conectável desde o seu cerne,desde os elementos básicos da sua linguagem, sem separar forma e conteúdo.
  • 108. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||108REFERÊNCIASFLUSSER, Vilém. O mundo codificado: por uma filosofia do design e da comunicação. SãoPaulo: Cosac Naify, 2007.FOUCAULT, Michel. A arqueologia do saber. Trad. Luiz Felipe Baeta Neves. Petrópolis-Lisboa:Vozes-Centro do Livro Brasileiro, 1972.JOHNSON, Steven. Emergência: a dinâmica da rede em formigas, cérebros, cidades esoftwares. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003.____. Cultura da Interface. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2001.LÉVY, Pierre. As tecnologias da Inteligência: o futuro do pensamento na era da informática.Trad. Carlos da Costa. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1993.NOVAK, Marcos. Transmitting Architeture: The Transphysical City. In: Digital Delirium. s.d., p.261-271.PEIRCE, C. S. Os pensadores, vol XXXVI. Tradução de Armando Mora D’Olivira. Col. AbrilCultural, 1974.____ Semiótica e Filosofia. Tradução de Octanny S. da Mota e Leônidas hegenberg. São Paulo:Cultrix, 1975.SANTAELLA, Lúcia. Matrizes da Linguagem e Pensamento: sonora visual verbal. São Paulo:Iluminuras, 2001.FRAMEWORK PARA DESENVOLVIMENTO DE APLICAÇÕES INTERATIVAS EMMÚLTIPLOS DISPOSITIVOS NO SISTEMA BRASILEIRO DE TV DIGITALAlan César Belo Angeluci, Gustavo Moreira Calixto, Roseli de Deus LopesINTRODUÇÃOUm dos principais desafios técnicos no campo dos meios eletrônicos interativos é proverplataformas cada vez mais convergentes. O processo de digitalização de eletrônicos deconsumo tem propiciado o desenvolvimento de aplicações cada vez mais complexas. Um casoemblemático é o do Sistema Brasileiro de Televisão Digital – conhecido como IntegratedServices Digital Broadcasting Terrestrial Brazil, o ISDB-Tb – que foi concebido com apossibilidade de prover aplicações interativas em ambientes com múltiplos dispositivos. A altapenetração da televisão e de dispositivos móveis na sociedade brasileira revela um cenáriopropício para o desenvolvimento de aplicações que explorem a potencialidade de interação entreesses eletrônicos de consumo. Essa convergência pode gerar impacto não somente em açõesvoltadas aos interesses comerciais, mas, principalmente, àquelas de utilidade pública, com focona inclusão. No entanto, esse potencial ainda é pouco explorado pelos atores envolvidos nacadeia de produção. À luz deste contexto, este trabalho visa investigar a área e propor um
  • 109. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||109framework para desenvolvimento de aplicações interativas em ambientes de múltiplosdispositivos no âmbito do ISDB-Tb.MÉTODOSCaracterísticas e requisitos importantes serão identificados para evidenciar as principaisdificuldades e propor recomendações para os desenvolvedores. Isto será realizado a partir dedois estudos de caso com abordagens multidisciplinares. A investigação será conduzida a partirde um cenário de uso educativo com foco em um público-alvo de 10 a 18 anos. O primeiroestudo trata-se de um protótipo de aplicação interativa que investiga requisitos técnicos para ainteração entre televisão e smartphones – parte deste estudo será detalhado a seguir. A primeiraversão deste protótipo será referência para o segundo estudo de caso, cujo foco da aplicaçãoserá no conteúdo audiovisual e na Interação Humano-Computador (IHC). Ambos estudos devempassar por novas implementações e serão submetidos à avaliação junto a grupos de estudantesde escolas públicas. O público-alvo escolhido justifica-se pelo perfil adequado àsexperimentações tecnológicas. É a faixa etária que mais possui acesso, posse e uso deeletrônicos de consumo (SEY & FELLOWS, 2009). São jovens mais abertos ao usomultifuncional, simultâneo e integrado de diversas telas, que se aventuram mais naexperimentação das novidades em busca de sociabilidade (FUNDACIÒN TELEFÓNICA, 2011).Estudos que mais se aproximam de abordagens sobre uso convergente da TV Digital edispositivos móveis para aplicações interativas são as descritas por Freitas & Teixeira (2010) eYolanda et al (2011), entre outros. Grande parte dessas publicações desenvolveram soluçõespara usar a TV Digital interativa e dispositivos móveis de maneira integrada de forma a manipularaplicações interativas com foco na automação residencial e home gateway; no entanto, hátambém pesquisas em cenários educativos (FALLAHKHAIR et al, 2005).RESULTADOS E CONCLUSÕESO trabalho está em andamento, mas já é possível realizar algumas inferências em relação aoprimeiro experimento. Foi criado um modelo de interatividade para vídeo-aula baseado em quiz,utilizando uma TV Digital interativa e smartphones. Esse modelo está baseado nas seguintesetapas: (1) equipamento recebe transmissão de fonte de dados; (2) áudio e vídeo sãoexecutados; aplicação NCL e carga de dados é recebida; (3) aplicação NCL é executada, bemcomo carga de dados e atualização do banco de dados; (4) disponibilização de questões paraalunos cadastrados responderem; (5) respostas às questões; (6) dados baixados pelo professor.
  • 110. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||110Foram desenvolvidas interfaces preliminares para as telas dos dispositivos e para a TVbuscando respeitar requisitos GUI (Graphical User Interface). Uma avaliação preliminar indicanecessidade de soluções para sincronismo entre aplicações e vídeo, tempo de execução dosdados e testes com usuários.AGRADECIMENTOSEste projeto está sendo desenvolvido com recursos da CAPES e do LSI-TEC (Laboratório deSistemas Integráveis Tecnológico) a partir do projeto BRIPTV – Desenvolvimento de MiddlewareIPTV para o Mercado Global – o qual é financiado pela FINEP e executado pelo ICT (Instituto deCiência e Tecnologia).REFERÊNCIASFALLAHKHAIR, S.; PEMBERTON, L.; GRIFFITHS, R. Dual device user interface design forubiquitous language learning: mobile phone and interactive television (iTV). In: IEEEINTERNATIONAL WORKSHOP ON WIRELESS AND MOBILE TECHNOLOGIES INEDUCATION, 2005, Japan. Proceedings. Washington: IEEE. p.85-92.FREITAS, C.; TEIXEIRA, G. Uma arquitetura de serviços para aplicações Ubíquas em redesdomésticas centrada em TV Digital. Simpósios do WebMedia, Belo Horizonte, 2010.FUNDACIÓN TELEFÓNICA. La Generatión Interactiva na Ibero-América 2010: niños yadolescentes ante las pantallas. Madrid, Espanha: Fundación Telefónica, 2011. (ColecciónFundación Telefónica).SEY, A.; FELLOWS, M. Literature Review on the Impact of Public Access to Information andCommunication Technologies. CIS Working Paper No. 6, University of Washington Center forInformation & Society, Seattle, 2009.Yolanda, B.; Martin, L.; Pazos-Arias, J.; et al. TripFromTV+: Targeting Personalized Tourism toInteractive Digital TV Viewers by Social Networking and Semantic Reasoning. IEEETRANSACTIONS ON CONSUMER ELECTRONICS. Volume: 57, 2011.LINK - INTERPROGRAMA TV UNESPBeatriz Tocci; Flávia Battistuzzo Dias, Gabriela Ferri de Souza; Patricia FassaEvangelista; Felipe Pacelli; Vinícius Pereira de Oliveira; Renan SimãoA televisão, ícone da comunicação eletrônica analógica, torna-se um meio digital convergente,interativo e capaz de atrair o público jovem com novos formatos e conteúdos. A proposta dointerprograma LINK é encarar o desafio de narrar pela televisão, os múltiplos cenários e enredosda sociedade da informação e dialogar com inúmeras comunidades da internet. A intenção érefletir sobre todos os contextos da “era da comunicação digital”, e apresentar de forma direta e
  • 111. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||111atualizada, ao público da TV Universitária UNESP (TVU). O interprograma possui dois minutosde duração e é apresentado por um locutor em off, em ritmo bem dinâmico. No início de cadaedição, o narrador apresenta sucintamente a tag do dia, em um cenário construído pela capturade tela de computador e de videografismos. Num segundo momento, o conteúdo se completacom entrevistas feitas por skype ,com especialistas sobre o assunto daquele interprograma . Nãohá integrantes com funções fixas no projeto, todos se alternam entre: Roteiro, Produção, Edição,Multimídia e Videografismo. Assim, cada participante poderá aprender e desempenhar todas asfases de produção. A edição é trabalhada de modo rápido, mesclando entrevistas, vídeos deinternet e videografismos. Como no universo digital, a efemeridade e a dinâmica são utilizadascomo recurso de edição, para tentar transpor o mundo da internet para a televisão. A finalidade éatrair os jovens como principal público-alvo, embora também se deseje abranger outras faixasetárias interessadas pelo tema. O objetivo é mostrar ao espectador e ao internauta, como acomunicação digital transita cada vez mais pelas plataformas abrangentes e convergentes, que oacesso aos conteúdos pode ser feita tanto pela TV, quanto pela web e seus dispositivos desintonia, que a multimidialidade já está presente.As tecnologias digitais têm redefinidoparadigmas comunicacionais que vão moldando a sociedade pós-industrial. Alteram-se asformas de trabalho e de convívio social, aumentam os recursos para a virtualização e aatualização do “mundo real”, surgem novos contextos que traçam os contornos de umapresumida “Sociedade da Informação”. Pode-se afirmar que um indivíduo excluído digital, hoje étambém um indivíduo excluído social. É tamanha a força com que se reconfigurou o espaçosocial conectado ao espaço virtual, que já podemos dizer que o mundo atual já acontece notempo real determinado pelas informações que fluem pela internet. A velocidade dos dadosaltera as formas de produção, distribuição e consumo de conteúdos em todos os meiosdigitalizados e vinculados ao ciberespaço. Além disso, a característica mais chamativa dainternet - a comunicação multilateral - aliada as maneiras fáceis e rápidas de compartilharconteúdos como fotos, vídeos, músicas etc., transforma os consumidores em produtores deconteúdo. Surge, por fim, a necessidade dos consumidores conhecerem os produtos disponíveise, principalmente, as maneiras e ferramentas de criação e compartilhamento disponíveis paraque haja um desenvolvimento pleno das produções culturais na rede. Registra-se também osurgimento de novas formas de pensar o uso e os desdobramentos da internet em todos ossetores da sociedade. Assim, o papel principal do interprograma LINK é o de apresentar essenovo contexto digital, bem como analisar as mudanças nas formas de comunicação e conteúdo,transmitindo a informação de maneira simples e o interprograma LINK propõe apresentar ao
  • 112. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||112público da TV Universitária UNESP (TVU) informações atualizadas sobre o contexto digital e asociedade da informação, a partir de produções feitas com recursos web. O objetivo é mostrar odesenvolvimento da internet e de outras plataformas digitais, que se constituem definitivamentecomo instrumentos produtivos de comunicação e de difusão cultural. Os novos recursos digitaisinserem nas relações sociais cotidianas a convivência e a produção material e simbólicamultimidiática. O interprograma LINK é um formato para pautar e debater a nova ecologia digital.REFERÊNCIASFREIRE, Paulo. A Importância do Ato de Ler: em três artigos que se completam. SãoPaulo: Editora Cortez, 1988.LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1999JENKINS, Henry. Cultura da Convergência. São Paulo: Editora Aleph, 2008Artigo: “Ciberespaço como virtualização em rede: a Internet como objetivação espectral docapital”. Prof. Dr. Giovanni Alves. UNESP- Campus de Marília.A INTERATIVIDADE NA TELEVISÃO E NO RÁDIO SOB A PERSPECTIVADIALÓGICASuely MacielA discussão proposta visa contribuir para a compreensão da interatividade na comunicaçãotelevisiva e radiofônica a partir de uma perspectiva dialógica da conformação dos discursos eseu sentido. Nos últimos anos, em especial com o desenvolvimento crescente da comunicaçãomidiática digital, ‘interatividade’ passou a ser uma expressão de largo emprego em diferentesuniversos de circulação dos discursos cotidianos, com significados que se espraiam da relaçãoentre os indivíduos, as máquinas digitais e os meios de comunicação até as mais falseadasestratégias de marketing comercial. Ao mesmo tempo, a discussão teórica sobre a interatividadeainda se insere num campo movediço, ora mais próximo de uma visão notadamente técnica etecnológica, ora mais afeito a uma complexificação das próprias dinâmicas comunicacionaishumanas, em especial quando comumente se relaciona a interatividade à possibilidade de trocasenunciativas entre emissor e receptor da mensagem midiática, mediadas pelo aparatotecnológico. Tais abordagens, porém, conservam diferenças essenciais em relação à perspectivadialógica da comunicação discursiva, discutida, em especial, pelo teórico russo Mikhail Bakhtin eseu Círculo. Sob esta perspectiva, a interatividade passa a ser compreendida como inerente àdinâmica enunciativa, seja presumida, seja materializada em diferentes formas de manifestação,mediadas ou não por aparatos tecnológicos. Além disso, considera-se que os discursos
  • 113. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||113constituem-se na relação reciprocamente ativa entre os participantes da comunicação discursiva,em que não há divisão estanque e distanciadaentre ‘pólo emissor’ e ‘pólo receptor’. Ao contrário, a comunicação só se efetiva a partir de trocasenunciativas simultâneas e da mútua influência, ou seja, da permanente atitude responsiva ativaentre os sujeitos envolvidos no processo de interação discursiva. O diálogo é condição deexistência da linguagem e de todas as suas formas de realização, que se efetivam por meio deenunciados concretos, constituídos e em perene circulação nas diferentes esferas dacomunicação humana (BAKHTIN, 2003), entre elas a midiática. Pode-se afirmar, então, que auma interatividade aparente, manifesta e ‘visível’, há outra que a ela subjaz. Verifica-se que auma interatividade de superfície — isto é, a viabilizada pelo acesso aos mecanismos quepermitem ao destinatário entrar em contato direto com o ‘emissor’ e atuar na construção damensagem veiculada — corresponde outra, a interatividade discursiva, que lhe é subjacente econstitutiva. O fato de o ‘outro’ sempre se colocar em posição ativa em relação ao seuinterlocutor e já atuar no enunciado, mesmo que não disponha do aparato ou a este não tenhaacesso, nem haja um contato direto e efetivo entre os interlocutores, é uma mostra pontualdessa dinâmica. A compreensão ativa é condição de existência do enunciado concreto e seestabelece na relação dialógica entre os sujeitos. A resposta ‘já está lá’, desde sempre. Elaprescinde, portanto, de feedback, bilateralidade e outras manifestações, conforme revelam,exemplarmente, duas situações de interatividade, no rádio e na televisão, trazidas para adiscussão e analisadas levando-se em conta a conformação dos programas em que sãoinseridas, as relações estabelecidas entre os interlocutores, a conformação da mensagem e seusentido. A leitura das situações permite afirmar que o enunciado é sempre marcado por umaposição ativa e o diálogo é um processo de interação entre sujeitos sociais. A noção, portanto,de que o rádio e a televisão efetivam-se numa dinâmica de ‘um para muitos’, numa via de mão-única (daí a necessidade, reivindicada por vários, de tornar os meios ‘vias de mão dupla’,viabilizando a participação do público), perde o sentido se compreendida à luz do processodialógico inerente à comunicação discursiva. Ainda que o som e a imagem transmitidos saiam do‘um’ que irradia e cheguem aos ‘muitos’, ‘anônimos’, ‘incomensuráveis’ que os recepcionamtecnicamente, esses ‘muitos’ já estão lá na conformação do enunciado transmitido. Isso posto,considera-se que a interatividade no rádio e na televisão não se restringe à troca imediata entreos interlocutores, mediada pelo aparato tecnológico, mas subjaz à dinâmica discursiva efetivadapor eles, no diálogo em sentido amplo.
  • 114. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||114REFERÊNCIAS_______. O discurso de Dostoiévski. In: Problemas da poética de Dostoiévski. Trad. PauloBezerra. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1981, p.157-78._____.; CASSOL, Márcio B. F. (2006). Explorando o conceito de interatividade:definições e taxonomias. Espiral interativa. Disponível em <http://www.psico.ufrgs.br/~aprimo/index.htm>. Acesso em 17 ago 2009.BAKHTIN. Estética da criação verbal. Trad. Paulo Bezerra. São Paulo: Martins Fontes,2003.LEMOS, André. (1997). Anjos interativos e retribalização do mundo: sobre interatividadee interfaces digitais. Disponível em: <http://www.facom.ufba.br/ciberpesquisa/lemos/interativo.pdf >.MIELNICZUK, Luciana. (2000). Interatividade como dispositivo dojornalismo online. Disponível em http://www.facom.ufba.br/jol/pdf/2000_mielniczuk_interatividadedispositivo.pdf. (Acesso em 04/04/2010)MONTEZ, Carlos; BECKER, Valdecir. TV Digital Interativa: conceitos, desafios eperspectivas para o Brasil. Florianópolis: Ed. da UFSC, 2005.MORAES, Raquel A. de; BARRETO, Gustavo. (2005). A pseudo-interatividade namídia global. Disponível em <http://www.consciencia.net/2005/mes/08/moraes-barreto-pseudointeratividade.html>. Acesso em 23 fev 2011.PRIMO, Alex F. T. (1998). Interação mútua e interação reativa: uma proposta de estudo.In: XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE COMUNICAÇÃO, 1998, Recife, Pernambuco.Anais. Disponível em <http://www.psico.ufrgs.br/~aprimo/index.htm>. Acesso em 17 ago2010.SILVA, M. Sala de aula interativa. Rio de Janeiro: Quartet, 2000.SQUIRRA, S.; BECKER, V. (orgs). TV digital.br. São Paulo, Atelie, 2009.VOLOSHINOV, V. N.; BAKHTIN, M. M. (s.d.). O discurso na vida e o discurso na arte.Trad. C. A. Faraco e C.Tezza.Tradução para uso didático.ASSENTO PARA TRATOR: PROJETO ERGONÔMICOProf. Dr. Roberto Deganutti, deganuti@faac.unesp.br, Prof. Dr. Osmar Vicente Rodrigues,osmarvr@uol.com.br, José Victor Braga Herrera, jvbraga@gmail.comUniversidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” - Faculdade de Arquitetura, Artes eComunicação - Câmpus de Bauru/São Paulo.INTRODUÇÃOO presente estudo sobre o assento para tratores se concentrou nas análises de ergonomia e namodelagem virtual em relação à antropometria. Todo conceito começa a criar forma quando amodelagem é iniciada, seja ela virtual ou física. Modelagem que interfere diretamente na forma,na estética, conciliada com a função que darão base a partir dos estudos já citados. A função damodelagem é tornar o projeto tátil, utilizável, torná-lo real e colocar à prova toda a suaconcepção, se esta realmente funciona, assim como na teoria. Utilizaram-se técnicas industriais,interagindo funções virtuais para dar forma ao real, ao físico, ao tridimensional. O designer porsua vez poderá usá-la como ferramenta para testes e confirmação de sua importância. O estudofoi desenvolvido passando por processos detalhados, desde o modelo do assento em escalareduzida, em escala real de isopor, até a sua desintegração para a utilização do MDF e daespuma rígida de poliuretano expandido, formando um conjunto de técnicas necessárias para a
  • 115. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||115construção do modelo final e por fim contribuir para mais uma etapa para a construção desteprojeto e produzir contribuições para pesquisas futuras.METODOLOGIAElaboração dos sketches; análises e escolhas do desenho final; modelagem em PU do modeloescolhido na escala 1:10; análises do modelo em escala reduzida com o auxílio de bonecosantropométricos na escala de 1:10, transferência das medidas para o bloco de isopor por meiode gabaritos negativos e positivos para a obtenção de um modelo na escala natural (1:1),modelagem do modelo 1:1 direto no bloco de isopor, técnicas de desbaste grosso e fino por meiode serras, limas e lixas, acabamento auxiliado pela lixa dágua de número 220, testesergonômicos no modelo de isopor em escala real, observações e análises do modelo físico,correções da forma, modelo fatiado em “tiras” de 50 mm para a transposição dos perfis para aschapelonas de MD, modelagem virtual no software Solidworks, obtenção das chapelonas emMDF criadas a partir dos perfis, fatias com 50 mm da espuma de PU, colagem das fatias deespuma com as chapelonas de MDF, lixamento do excesso de espuma utilizando grosas atéchegar à forma correta, aplicação do primer PU cinza catalisável, lixamento do primer, aplicaçãoda mistura de massa plástica com resina de poliéster para laminação, lixamento damassa/resina, correção superficial utilizando massa plástica, aplicação da primeira demão doprimer PU bege catalisável, aplicação da massa light branca para um melhor acabamentosuperficial, lixamento massa light, aplicação da segunda demão do primer PU bege catalisável,lixamento do primer PU bege, eliminação dos últimos defeitos superficiais, aplicação da terceirademão do primer PU bege catalisável, lixamento do primer PU bege, pintura final.CONCLUSÕESO estudo confirmou a modelagem como ferramenta indispensável para o desenvolvimento de umproduto. Os processos desde sua concepção até o resultado final passam por detalhes queguardam propósitos distintos e tão importantes quanto o próprio conceito que envolve o produto.As técnicas de modelagem aqui apresentadas demonstram sua importância para o projeto doassento de um trator, as quais foram baseadas nos estudo anteriores, em especial oergonômico, que desde o princípio caminhou lado a lado com os ideais para se criar um produtoadequado no cumprimento de suas funções e capaz de atender as necessárias interfaces quesua aplicação exige. O modelo físico deu forma aos conhecimentos gerados pela pesquisa, e porisso, permitirão que esse mesmo conhecimento seja extensivo não só ao aperfeiçoamento doassento ora proposto, como no desenvolvimento de novas propostas de assentos para a mesmaaplicação. O trabalho de modelagem, principalmente quando da transição do 2D para o 3D, podetrazer uma série de equívocos e erros, já que há uma grande diferença entre uma representaçãoem duas dimensões (sketches e renderings, por exemplo) de um produto e sua representaçãoem três dimensões (modelos e protótipos, por exemplo), principalmente quando este é regido porregras específicas, aqui demonstradas por meio da ergonomia e da antropometria. O trabalho demodelagem desse projeto também mostrou que é possível atingir os resultados necessários aose projetar um produto, mesmo quando os prazos são curtos, no entanto o seu desenvolvimentoé auxiliado por ferramentas e técnicas específicas e apropriadas. A partir do que tínhamos eprincipalmente do que não tínhamos, os resultados podem ser considerados satisfatórios. Aatividade de modelagem, por sua importância, merece ser mais bem estudada e tambémexplorada. Sua importância foi comprovada por essa pesquisa, em particular como veículo detransformação do conceitual para o físico, materializando um conhecimento fruto dodesenvolvimento não só do trabalho de pesquisa como um todo, mas do próprio projeto doproduto.
  • 116. || I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos | Caderno de Resumos ||116REFERÊNCIASDÂNGELO, José Geraldo & FATTINI, Carlo Américo. Anatomia básica dos sistemas orgânicos:com a descrição dos ossos, junturas, músculos, vasos e nervos. São Paulo: Editora Atheneu,2004.ERGOKIT – BANCO DE DADOS ANTROPOMÉTRICOS. Instituto nacional de Tecnologia. Riode Janeiro, 1998. CD-ROM.FIEDLER, N. C. AVALIAÇÃO ERGONÔMICA DE MÁQUINAS UTILIZADAS NA COLHEITA DEMADEIRA. 1995. 126 f. Dissertação (Mestrado em Ciência Florestal) – Universidade Federal deViçosa, 1995.GRANDJEAN, E. MANUAL DE ERGONOMIA. Tradução de João Pedro Stein. Revisão técnicade Guimarães, L. B.M. 4ª ed. Porto Alegre: Bookman, 1998.IIDA, I. Ergonomia: projeto e produção. 6ª ed. São Paulo: E. Blücher, 2000, 466p.ISO 5353 (E). AGRICULTURAL TRACTORS OPERATORS SEATING ACCOMODATION, 1977.SANTOS, J.E.G. A ERGONOMIA DOS TRATORES AGRÍCOLAS: DIMENSÕES E FORÇAS DEACIONAMENTO. 5º Congresso internacional de Ergonomia e Usabilidade de interfaces. Rio dejaneiro, 2005.SILVA, A.L. A UTILIZAÇÃO DO SISTEMA CAD NA ANÁLISE ERGONÔMICA DO POSTO DETRABALHO DO TRATORISTA. 4º Congresso Temático de Dinâmica, Controle e Aplicações.Bauru, 2005.SILVA, Suedêmio de Lima. MÁQUINAS E MECANIZAÇÃO AGRÍCOLAS. Tratores Agrícolas.Cascavel – PR, 2005.DEBIASI, Henrique; SCHLOSSSER, José Fernando; PINHEIRO, Eder Dornelles.CARACTERÍSTICAS ERGONÔMICAS DOS TRATORES AGRÍCOLAS UTILIZADOS NAREGIÃO CENTRAL DO RIO GRANDE DO SUL. CIÊNCIA RURAL. Santa Maria – RS, 2004.