HISTÓRIASDE ANIMAISC A D E R N O D E O R I E N T A Ç Õ E S
1 | H I S T Ó R I A S D E A N I M A I SFPor que ler histórias de animais?ormar leitores significa preparar pessoas para qu...
2 | T R I L H A Snecessário pensar outras formas de apresentar e apreciar esse tipo de texto na escola. Por exemplo, expli...
3 | H I S T Ó R I A S D E A N I M A I SOSobre os livrosstrêslivrosescolhidosparaesteCadernodeorientaçõescontamhistóriasdea...
4 | T R I L H A Slo beber água em sua fonte. O bicho arma um plano, lambuza o corpo de mel e rola nas folhas secas, disfar...
5 | H I S T Ó R I A S D E A N I M A I SLembreteSabemosque,quandogostamdeumahistória,ascriançaspedemparaqueelasejalidaereli...
6 | T R I L H A S
7 | H I S T Ó R I A S D E A N I M A I SAtividade 1 Conhecer a históriaAtividade2 OrdenarasilustraçõesAtividade3 Relacionar...
8 | T R I L H A SOAtividade 1professor apresenta o livro Cabrito, cabritões às crianças,convidando-as a fazer antecipações...
9 | H I S T Ó R I A S D E A N I M A I SO que as crianças podem aprenderAo apresentar o livro“por fora”,explorando capa,con...
10 | T R I L H A SOAtividade 2Ordenar as ilustraçõesprofessor divide a sala em grupos e entrega cartelas com ilustraçõesda...
11 | H I S T Ó R I A S D E A N I M A I SO que as crianças podem aprenderAo pedir que as crianças ordenem as ilustrações da...
12 | T R I L H A SOAtividade 3Relacionar os animais e seus sonsprofessor mostra tiras onde estão escritos os sons de cada ...
13 | H I S T Ó R I A S D E A N I M A I SPossíveis adaptaçõesCasoodesafiopropostonessaatividadesemostremuitodifícilparaalgu...
14 | T R I L H A SOAtividade 4Ler os diálogos da históriaprofessor convida as crianças para ler, com ele, a história Cabri...
15 | H I S T Ó R I A S D E A N I M A I SPossíveis adaptaçõesCasoodesafiopropostonessaatividadesemostremuitodifícilparaalgu...
16 | T R I L H A SOAtividade 5Ordenar o texto e relacionar com a ilustraçãoprofessor divide as crianças em grupos e pede q...
17 | H I S T Ó R I A S D E A N I M A I Sfalou,elesacharamondeestavaescritoPEQUENO,porquecomeçacomasmesmasletrasdonomedoPED...
18 | T R I L H A SOAtividade 6Ordenar as frases do diálogoprofessor organiza as crianças em duplas e entrega a elas tiras ...
19 | H I S T Ó R I A S D E A N I M A I Sdo diálogo inteiro em uma folha e pedir que elas identifiquem e circulem com lápis...
20 | T R I L H A SOAtividade 7Desenhar os encontrosprofessor propõe que as crianças observem as ilustrações do livroCabrit...
21 | H I S T Ó R I A S D E A N I M A I SPropor que façam uma exposição dos desenhos para que possam apreciar os trabalhos ...
22 | T R I L H A SOAtividade 8Ditar os diálogos da históriaprofessor retoma com as crianças os desenhos feitos por elas do...
23 | H I S T Ó R I A S D E A N I M A I SPossíveis adaptaçõesCasoodesafiopropostonessaatividadesemostremuitodifícilparaalgu...
24 | T R I L H A SCréditos institucionaisTRILHASIniciativa:Instituto NaturaMinistériodaEducação/SecretariadaEducaçãoBásica...
O Q U E É O P R O J E T O T R I L H A SDesde 1995, a NATURA desenvolve o Programa Crer para Ver, que tem o objetivo de con...
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Caderno de orientacoes-historias_de_animais

  1. 1. HISTÓRIASDE ANIMAISC A D E R N O D E O R I E N T A Ç Õ E S
  2. 2. 1 | H I S T Ó R I A S D E A N I M A I SFPor que ler histórias de animais?ormar leitores significa preparar pessoas para que conheçam os mais variados gêneros e tipos de texto.Ler é um ato repleto de possibilidades: quanto mais conhecemos os diversos textos que existem, maisaptos a ler nos tornamos. Por isso, é uma conquista quando podemos oferecer uma diversidade de livros àscrianças.Poderíamosdirecionarnossaatuaçãonasescolas,ampliandoaomáximoaquantidadeeavariedadedetextosaseremconhecidos.Masserásuficientegarantiraoferta?Certamente,umacriançaqueconhecemuitashistórias,aospoucos,deduzassemelhançasentreelaseassimaprende cada vez mais sobre esse tipo de texto. Ler uma diversidade de tipos de narrativa também favorecequesereconheçaadiferençaeascaracterísticasespecíficasdecadaumadelas.Masessaaprendizagempodeseraindamaispotencializadaquandoascriançasencontramnaescolaumaajuda,como,porexemplo,nassituações em que se deixam claras as características e as estruturas dos diferentes tipos de texto.Atenção:fazer isso não significa“daraula”sobre as característicasdo livro oudo texto escolhido,que tornaria o ensinodotextomuitodifícilparaacriança,mas,sim,participardeatividadesbemplanejadasebemorientadasquecolocamemjogoseusconhecimentos.Essaaprendizagemsedarádeformacumulativaàmedidaquetodoslerem, escutarem e trabalharem os textos.O que são histórias de animais?Históriasdeanimaissãonarrativascujos personagens sãoanimaiscomcaracterísticashumanas,eéumadasmaisantigasmaneirasdecontarumahistória.Emsuamaioria,sãofábulas,cujodesfecho refleteumaliçãooumensagem com a intenção de mostrar o que é certo e o que é errado, propriedade essencial das fábulas. Amoral é o aspecto mais visível das fábulas e nem sempre aparece destacada em uma frase no final do texto.Muitasvezes,encontra-seimplícitanafalafinaldeumdospersonagens,porexemplo.Ashistóriasdeanimaispodemtambémaparecersobaformanarrativadecontoscurtos,semumamoralexplícita,cujospersonagens,no entanto, apresentam características e ações muito semelhantes às dos personagens que compõem as fábu-las:predomíniodeumcomportamentotípicoque,emconfrontocomoutro,provocadeterminadascon-sequênciassobreasquaissepodeextrairalgumensinamento.Poderíamosdizerqueashistóriasdeanimaiscomunicam-se fortemente com os pequenos leitores por seu caráter verossímil (que se assemelha ao real),pois tratam de temas da realidade humana por meio da ação de personagens alegóricos que se deparam comsituaçõesmuitoconcretas.As histórias de animais na escolaEmgeral,naescola,asexploraçõesemtornodashistóriasdeanimaiscostumamenfatizarsuamensagemmoral:ostextossãoutilizadosparapassarlições,ensinandoregrasevaloresàscrianças.Semdúvida,nessetipodenarrativa,especialmentenocasodasfábulas,apresençadamoraléumadimensãoimportantee,semprequepossível,valeapenasermencionadaeesclarecidaàscrianças.Porém,otrabalhonão pode ser limitado à exploração da mensagem do texto, ainda mais se considerarmos que uma das fun-ções da escola é formar bons leitores e favorecer o aprendizado da leitura e da escrita. Assim, é possível eVer:Cadernode estudosA formação de bons leitores
  3. 3. 2 | T R I L H A Snecessário pensar outras formas de apresentar e apreciar esse tipo de texto na escola. Por exemplo, explicitar apresençadepersonagenscomcaracterísticascontrastantes,comoAcigarraeaformiga,Alebreeatartarugaetc.,ediscutirosignificadodessecontráriona tramadahistória.Se estes personagens pensassem e agissem da mesma forma, o que aconteceria com o enredo?Ashistóriasdeanimaisfacilitamaconversacomascriançassobredimensõesaparentementecomplexasdostextos(como,porexemplo,suaestrutura),porque,emsuamaioria,sãotextoscurtosqueperseguemumaideiacentral.Alémdisso,oenredocostumaserconvidativoàscrianças,jáquefazusodorecursoda personifi-caçãodeanimaisquetantoasatrai.Essas histórias podem ser exploradas pelas crianças para que elas pensem sobre“como”são narradas.Ao favo-recerqueelasdesvendemessaescrita,contribui-separaqueavancemparaalémdocontatocomashistórias.Enfim,àmedidaqueconhecemdiversashistóriasdeanimais,elasexploramepensamsobresuaforma.Esseaprendizadovaisesomandoaoconhecimentodetextoscomoutrascaracterísticas,eassimascriançasganhamdesenvolturanouniversodaescrita.Neste Caderno de orientações, você vai encontrar propostas que podem ampliar a maneira como se costu-mamtrabalharashistóriasdeanimaiscomascrianças.Nele,propõe-seumaatençãoespecialàpersonificaçãodosanimaisnahistória,àestruturadotexto,àsequênciadosfatosocorridoseaos diálogosdosanimais.Experimente desenvolver essas atividades com as crianças e surpreenda-se ao ver como elas são capazes deobservar e aprender!
  4. 4. 3 | H I S T Ó R I A S D E A N I M A I SOSobre os livrosstrêslivrosescolhidosparaesteCadernodeorientaçõescontamhistóriasdeanimais.Sãonarrativasdosaber popular que surgem da literatura oral ou anônima e são adaptadas ou recontadas.Duas delas,“Obicho folharal”e “A flautado tatu”,são parte do folclore brasileiro,recontadas e ilustradas por uma artista reno-mada, Angela-Lago.Aterceirahistória,“Cabritos,cabritões”,temorigemnatradiçãooralnorueguesae,porisso,trazumpersonagempoucocomumnasnarrativasbrasileiras–oOgro.Essashistóriastêmimportâncianãoapenaspelospreceitosmoraistransmitidosdeformaalegórica,mastambémporsuaestruturanarrativa,cujaprincipalcaracterísticaéarepetição acumulativa:omesmoacontecimentoserepeteváriasvezesevaiseacu-mulandoatéserresolvido.Essamaneiradecontarhistóriasfavoreceaqueascriançasparticipemdeformamaisautônomadaleitura,porqueelassãocapazesdeanteciparosacontecimentosnarradosememorizarahistória. Vamosconheceralgumascaracterísticasdessashistórias.Cabritos, cabritõesAdaptadoporOlallaGonzález,comilustraçõesdeFedericoFernándezSãoPaulo:InstitutoCallis,2008.Nesta história, três cabritos que vivem nas montanhas – um pequeno, um médio e um grande – têm comotarefa atravessar uma ponte para chegar a um campo de capim verde,onde podem se alimentar.Debaixo des-sa ponte,no entanto,vive um terrível Ogro que não deixa ninguém passar.Os cabritos,então,elaboram umplano para cruzar a ponte. O diálogo dos cabritos com o Ogro se repete três vezes, com pequenas alterações adepender de qual dos cabritos está atravessando a ponte naquele momento. O plano dos cabritos dá certo eeles conseguem não só passar pela ponte como também acabar com o Ogro, comer o capim e se transformarem três enormes cabritões.Além do diálogo, os trechos com as descrições dos cabritos também contêm repetições. A ordem das frases ésempre a mesma eosadjetivosusadosparacaracterizá-loscorrespondemaotamanhodecadaum-pequeno,mé-dioougrande:“OCabritoCabritãoPequeno/Tinhaumabarbapequenininha;“OCabritoCabritãoMédio/Tinhaumabarbanemgrandenempequena;“OCabritoCabritãoGrande /Tinhaumabarbagrandona”.Nostrêscasos,otamanhodaletracorrespondeaotamanhodocabrito:opequenoédescritocomumaletrinhaeassimprogressivamente.Cadacabrito,aoatravessaraponte,fazumbarulhoespecíficocomaspatasindicadonotextopormeiodasonomatopeias:“patim”;“patam”e“patom”.Também nesse caso,as palavras são apresentadas em tamanhosproporcionais aos dos cabritos e se espalham na página como que vibrando o ruído que provocam.Asbelíssimasilustraçõesenfatizamascaracterísticasdospersonagensdescritasnotexto:oscabritosvãoocupandodiferentesdimensõesnaspáginas,comsuasbarbasechifres,assimcomooOgro,aponteeasmontanhas.O bicho folharalContadoeilustradoporAngela-LagoRiodeJaneiro:Rocco,2005.Este livro integra a coleçãoVirandoOnça, que,como o próprio nome indica,tem a Onça como protagonistaem todos os títulos. Nesse caso, o Macaco é seu esperto oponente. Na trama, Dona Onça cisma de não deixá-
  5. 5. 4 | T R I L H A Slo beber água em sua fonte. O bicho arma um plano, lambuza o corpo de mel e rola nas folhas secas, disfarçan-do-se de“bicho folharal”.Entra na fila dos animais que esperam a vez para beber água na fonte da Onça e logochama a atenção dela com seu aspecto exótico. Como não pode se molhar para não revelar sua identidade, omacaco canta a mesma música toda vez que se aproxima da fonte:“Eu sou o bicho folharal/ que cheguei domatagal./ E se beber passo bem./ Mas se molhar passo mal”.Apesar do canto,o Macaco acaba se molhando umpouquinho mais a cada vez.A música só se altera quando ele perde quase todas as folhas do corpo:“Eu sou obicho folharinho,/ que cheguei do matozinho”.Antes que Dona Onça tenha certeza de quem ele é,o Macacoconsegue fugir,saciado em sua sede,revelando a todos os outros bichos a sua verdadeira identidade.As três idas do Macaco à fonte, a consequente perda progressiva do disfarce e a fala reiterada da Onça desco-brindocadavezmaisaidentidadedo“bichofolharal”configuramoaspectoacumulativodahistória,narrada,nesse caso,com muito humor.As ilustrações também sãodivertidas e coloridas.Os traços irregulares lembramodesenhoinfantileconservamcertoarmatreiro,presentetambémnatrama.Asimagensocupamduaspági-nas,emsuamaioria.OdetalhefinaldoMacacomostrandoalínguanumcantodapáginaparaaOnçadeitadano outro canto resume exemplarmente o brilhante diálogo entre texto e imagem.A flauta do tatuContadoeilustradoporAngela-LagoRiodeJaneiro:Rocco,2005.Este livro também integra a coleção Virando Onça,assim como o anterior.Nesse caso,quem faz esperta oposi-ção à Onça é o Tatu.Para responder a uma provocação da Onça que vivia falando que seu prato predileto erasopa de tatu,o bicho cria uma canção que se repete ao longo da história,alterando-se em alguns trechos:“Voufazer uma flauta com a canela de uma onça que ainda é banguela. / Quer sopinha porque não tem dente. / Éporque não tem dente / É porque não tem dente / É porque não tem dente / Ô gente!”Com essa canção,o Tatuconseguechamaraatençãodosoutrosanimais,atrairaOnçaparasuatocaedeixá-laali,anoseanos,definhan-do à sua espera,até morrer.Quando isso acontece,ele finalmente cumpre o anunciado em sua canção:com oossodacaneladaOnçafazumaflautaesaicantandoemcompanhiadosdemaisbichos.O desfecho da história é um convite à repetição em voz alta da canção do Tatu:“Ô gente,como era mesmo?”Alémdarepetiçãodacançãoedealguns episódios,ainformalidadeeo ritmo dalinguagemsãomarcasfortesdessetexto.Asilustrações,assimcomonolivro Obichofolharal,sãocoloridas,divertidas,comtraçosirregularesque lembramodesenhoinfantil.Asombraaparececomorecursoaindamaisexploradoquenovolumeanterior,afinal,o Tatu vive numa toca e para melhor enxergá-lo a luz não é suficiente.O que há em comum nas três histórias?Sãohistóriasalegóricas,porquetransmitempensamentosdeformafigurada.Istoé,nelas,umacoisaénarradaparadaraideiadeoutra,demodoqueideias,atitudesecomportamentosrepresentemosconflitoshumanos.Vamos observaralgumas características comunspresentesnaestruturadessashistórias,quepermitirãoàscriançasreconheceremsuasregularidades.1. Sãonarrativasfeitasemterceirapessoa,masashistóriassãoconstruídasapartirdodiscursodireto,emqueocorrerepetição na fala das personagens:“Quemestá fazendopatim,patim,patim naminha ponte?”
  6. 6. 5 | H I S T Ó R I A S D E A N I M A I SLembreteSabemosque,quandogostamdeumahistória,ascriançaspedemparaqueelasejalidaerelidadiversasvezes.Porisso,nãohesiteemcontarváriasvezesamesmahistória.Aformaçãodefuturosleitoressedaránoequilíbriodeexperiênciasemqueelespossamlereescutarhistóriasporpuroprazer–desfrutandodelite-raturadequalidade–comoutrosmomentosemquepossamaprofundarconhecimentossobreotexto.Portanto,odesafioestáemnãotransformaraleituradehistóriasnumaatividademecânica.Assim,procuregarantiraleituraporprazer,demaneiraindependentedasatividadescomfoconotexto.EsteCadernodeorientaçõesapresentaumroteirodetrabalhoquenãodeveserescolarizado,mas,aocontrário,servirdeinstrumentoparaqueascriançasfaçamumaviagempelomundodaliteraturaedoconhecimento.2. Nodiscursodireto,hádiálogosqueserepetem,enelesapareceapresençamarcantedefrasesexclamativas:“Eu vou te comer!”ou“Ô gente,ô gente!”Além da pontuação,devem-se considerar a sonoridade e as repetiçõesemformade refrão,porquetrazemritmoàsnarrativas,provocandoasensaçãodemusicalidade.3. Ocorrepersonificação:osanimaisagemcomosefossempessoas,queremenganaroutirarvantagem,arquite-tamplanos,cantam,dançametc.Todasasações,inclusiveaconversa,sãohumanas.4. A tramadashistóriassedesenvolveemtornodatransmissãodealgumensinamento.Elasnarramexperiênciasqueservemdeaviso,conselhoouexemploefuncionamcomoorientaçãoàcondutahumana.5. Asnarraçõessãolinearesenodesfechooproblemainicialéresolvido,comonocasodeCabritos,cabritões:depoisdeenganaremeafugentaremoOgro,oscabritosatravessamaponteeconseguemsealimentarcomodesejavam.6.Éforteapresençadeonomatopeiasouexpressõestipicamenteorais:“patim,patam,patom”;“ôgente”;“vocêaí”.Emrelaçãoàilustração:1. É possível antecipar a história que vai ser narrada por meio das imagens, pois as ilustrações se assemelham aotexto que será contado: a Onça com as patas na cara nas cenas finais deO bicho folharalindica o vexame peloqualpassara;damesmaforma,em Cabritos,cabritões, ailustraçãodoscrâniosdeanimaispenduradosàponteindicaumapossívelfaltadehabilidadedosquetentaramenganaroOgroanteriormente.2. Asilustraçõesreforçamapersonificaçãodosanimais:oCabritinhousaumaescadaparadescerdoaltodamontanha; o Tatu transforma osso em flauta; os animais dirigem-se à fonte da Onça carregando baldes paraestocar a água em falta.3. Asilustraçõescomplementamotexto:nosdoislivrosilustradosporAngela-Lagoessacomplementaridadesedá principalmente pela via do humor: os animais leem enquanto esperam na fila para beber água na fonte daOnça e o Tatu mostra o rabo para a Onça,de dentro de sua toca,tentando convencê-la de que agarrou uma Co-bra. No caso de Cabritos, cabritões o rascunho do plano elaborado pelos três para atravessar a ponte, que aparecenaspáginasiniciais,tambémantecipaaoleitoracontecimentosimportantesdahistória.Asatividadesdesenvolvidasaquisãoreferênciasparaaexploraçãodelivroscomhistóriasdeanimais.OtextoCabritos,cabritões serviu de referência para a elaboração das propostas apresentadas a seguir.Contudo,vocêpode experimentar o mesmo tipo de atividade com outros livros de estrutura semelhante. Este Caderno de ori-entaçõeséumconviteparaquevocêcoloqueemjogoseusconhecimentos,ampliando-oscomassugestõesapre-sentadas. É por essa razão que já indicamos neste texto dois outros livros que compõem o acervo enviado juntocomestematerial.Bomtrabalho!
  7. 7. 6 | T R I L H A S
  8. 8. 7 | H I S T Ó R I A S D E A N I M A I SAtividade 1 Conhecer a históriaAtividade2 OrdenarasilustraçõesAtividade3 RelacionarosanimaiseseussonsAtividade4 LerosdiálogosdahistóriaAtividade5 OrdenarotextoerelacionarcomailustraçãoAtividade6 OrdenarasfrasesdodiálogoAtividade7 DesenharosencontrosAtividade 8 DitarosdiálogosdahistóriaSumário810121416182022
  9. 9. 8 | T R I L H A SOAtividade 1professor apresenta o livro Cabrito, cabritões às crianças,convidando-as a fazer antecipações a partir das ilustrações e dotítulo. Antes da leitura, faz uma pergunta para a turma e, depois de ler,conversa com as crianças sobre a personificação dos personagensna história.Roteiro de trabalhoPreparaçãoLer o livro preparando sua leitura em voz alta.Organização do espaço e das criançasOrganizar o grupo de forma que as crianças estejam bem acomodadas e à vontade para ver as ilustrações.Orientações para o professorApresentarolivro,mas,antesdelerotítulo,folheá-lo,mostrandoasilustraçõesàscriançasatéofim.Voltar à capa e questionar sobre o que elas acham que o livro trata.Vocêpode dizer:“Hoje vocês vão conhe-cerumanovahistória.Antesvoumostrarasilustraçõesdolivroparaquedepoismedigamoqueachamqueserácontado”.Lerotítuloeperguntarseelasconhecemalgumahistóriaparecida.Deixarquefalemlivremente.Apresentarumresumodahistóriaefazerumaperguntasobreodesfecho:“Seráqueoscabritosvãoconseguiratravessaraponteechegaratéocampocomcapimverde?”Ler a história e mostrar as ilustrações a cada página.Fazeroutrapergunta,apósleraparteemqueoOgroaparece,paraorientaraescutaatéofimdaleituradoconto:“Seráqueoplanodoscabritosdarácerto?” Ouvirascriançasecomentarquevocê continuarálendoparaque elas possam saber o que vai acontecer.Retomar,nofimdoconto,aperguntainicial.Falarsobreoplanodoscabritosecomentarsobreosmotivosque levaram o plano dar certo.Perguntaràscriançasquemsãoospersonagensdahistória.Conversarcomelasmostrandoquesãotodosanimais,masagemcomosefossempessoas,equestionarseconhecemoutrashistóriasemqueissoacontece.Dei-xarqueascriançasfalem,destacandoasaçõesdosanimaisquesãocaracterísticashumanascomo,porexem-plo, o plano desenhado no papel e a ação de descer a escada.Conhecer a históriaFazer relações entreos acontecimentosdo conto.Relacionar históriasconhecidas emque os personagensanimais agemcomo humanos.Pensar sobreo conteúdo dahistória a partirdas ilustrações.O que as criançaspodem pensar,dizer e fazer.Fazer relaçõesentre o que jáconhecem dahistória e o queestá por vir.8 | T R I L H A S
  10. 10. 9 | H I S T Ó R I A S D E A N I M A I SO que as crianças podem aprenderAo apresentar o livro“por fora”,explorando capa,contracapa,título e ilustrações,as crianças aprendem so-bre o livro como objeto e observamsuas características.Ao realizar perguntas antes e durante a leitura, as crianças podem aprender a conversar sobre os persona-gens,suasaçõesecaracterísticas,alémdesemanteremativasnaescutadahistória.O que mais é possível fazerParadarcontinuidadeaessaatividade,vocêpodefazerumalistadehistóriasconhecidasemquehápersonificação.O que é possível fazer em casaVocê pode sugerir que as crianças falem aos seus pais,colegas e vizinhos sobre o conto que escutaram e queperguntem se eles conhecem outras histórias em que os animais fazem coisas iguais às pessoas.9 | H I S T Ó R I A S D E A N I M A I S
  11. 11. 10 | T R I L H A SOAtividade 2Ordenar as ilustraçõesprofessor divide a sala em grupos e entrega cartelas com ilustraçõesda história Cabritos, cabritões, pedindo às crianças que as organizemna ordem da narrativa.Roteiro de trabalhoPreparaçãoSeparar,paracada grupo,umconjuntodecartelascomilustraçõesdosprincipaisepisódiosdahistória.Organização do espaço e das criançasEssa atividade acontece em pequenos grupos que precisam ser planejados para que as crianças possam cola-borar entre si.Orientações para o professorIniciarapropostaexplicandoàscriançasqueelasdevemrelembraroconto,Cabrito,cabritões eordenarascartelascomasilustraçõesconformeanarrativadolivro.Entregarumconjuntodecartelascomasilustraçõesparacadagrupoepedirqueordenemessascartelascon-formeasequêncianarrativadahistória.Vocêpodedizer:“Cadagrupovaireceberascartelascomasilustraçõesdesseconto,masestãotodasforadeordemevocêsdevemreorganizá-las”.Circularentreosgrupos,intervindoeajudandoascriançasaretomaremasequênciadanarrativa.Vocêpodefazerperguntas:“Comocomeçaessahistória?Edepois,oqueacontece?Quemestápresentenessailustração?Eoqueestáacontecendonessapartedahistória?”Proporaosgrupos,depoisdeterminaremdeordenarascartelas,querecontemahistória,verificandoseasequên-ciadasilustraçõesestácerta.Paraisso,vocêpodepedirqueumgrupocomececontandoapartirdaprimeirailustração selecionada,e depois os outros gruposdão sequência à narração.Estimular,sempre que preciso,aretomadadememóriadasequênciadanarrativa.Casoascriançasfiquememdúvida,vocêpodepegarolivropara que elas verifiquem se as cartelas estão na ordem correta.Possíveis adaptaçõesCasoodesafiopropostonessaatividadesemostremuitodifícilparaalgumascrianças,vocêpodeentregarapenasasilustraçõesdosencontrosentreoscabritoseoOgro,pedindoqueelasordenemapenasessesepisódios.Seodesafiopropostonessaatividadeparecermuitofácilparaalgumascrianças,vocêpodepedirqueelasor-denem as ilustrações e depois escolham uma para substituir por texto.Ordenar as ilustraçõessegundo a sequênciada narrativa.O que as criançaspodem pensar,dizer e fazer.Recontar a históriae verificar seordenaram asilustrações nasequência certa.10 | T R I L H A S
  12. 12. 11 | H I S T Ó R I A S D E A N I M A I SO que as crianças podem aprenderAo pedir que as crianças ordenem as ilustrações da história, possibilita-se que se apropriem dasequênciadanarrativa.Aopedirqueascriançasrecontemahistóriaverificandoseestácorretaasequênciadanarrativa,favorece-seque recuperem o texto de memória com apoio da ilustração.O que mais é possível fazerParadarcontinuidadeaotrabalhocomasilustraçõesdahistóriaeasequênciadanarrativa,vocêpodeentregaràscriançasalgumascartelascomilustraçõesquesãodahistóriaeoutrasquenãosão,pedindoqueascriançasidentifiquemquaisilustraçõesnãopertencemaoconto.O que é possível fazer em casaCombinarcomogrupoquehaveráumrodízioparalevarolivroCabritos,cabritões paracasa(cadadiaumleva,lêcomsuafamíliaetraznodiaseguinte).Escreverosnomesdascriançasdasalanumcartazparacontrolarquemjá levou o livro e marcar juntamente com o grupo toda vez que o livro for emprestado.11 | H I S T Ó R I A S D E A N I M A I S
  13. 13. 12 | T R I L H A SOAtividade 3Relacionar os animais e seus sonsprofessor mostra tiras onde estão escritos os sons de cada um doscabritos da história Cabritos, cabritões e as lê, dizendo em seguidaa qual deles o som pertence. Depois pede que as crianças relacionem astiras com as ilustrações correspondentes e completem na tira o nomedo cabrito.Roteiro de trabalhoPreparaçãoOrganizar,emquantidadesuficienteparacadagrupo,um conjuntode tirascomossonsdecadaumdoscabri-tos e um conjunto de cartelas com as ilustrações de cada um.Organização dos espaços e das criançasOprimeiromomentodessaatividadeécoletivo,eosegundo,emgrupo.Orientações para o professorConversarcomascriançassobreossonsqueosanimaisdahistóriaCabrito,cabritõesfazem.Dizerque,nolivro, os sons dos animais são escritos de forma diferente. Mostrar a página do livro em que aparece o CabritoCabritão Pequeno indo em direção à ponte,apontar para a escrita dos sons de seus passos e dizer:“Olha,aquiosomdospassosdoCabritoCabritãoPequenoapareceemletraspequenas”.Fazer o mesmo com os sons dos outros dois cabritos.Mostrar as tiras e contar que nelas estão escritos os sons de cada um dos animais. Explicar a proposta:“Nessastiras,estáescritoosomqueoscabritosfazemaoatravessaraponte.Voulerparavocêsedizerdequalcabritoé,evocêsmedizemseacertei,combinado?”Mostraraprimeiratiraparatodasascrianças.Leredizerdequalcabritoéaquelesom.Astirasnãodevemserlidas na mesma sequência em que os animais aparecem na história.Seguiressamesmaorientaçãoparaosoutrosdoiscabritos.Nodecorrerdaleitura, vocêpodetrocarosomdeumcabritoparaqueascriançasreconheçamoqueestáerradoedigamqualéocerto.Organizarascriançasemgruposeentregarparacadaumaastiraseascartelas.Explicaraproposta:“Agoravocêsvãojuntarasilustraçõesdoscabritoscomosomdecadaum”.Estimularqueascriançasusemaescritadepalavrasconhecidascomofontedeinformação:“QuenomedecriançaconhecemosquecomeçacomasmesmasletrasqueospassosdoCabritoCabritãoGrande?”Relacionar ailustração e osom de cadabicho e colocarem jogo asestratégias deleitura.O que as criançaspodem pensar,dizer e fazer.12 | T R I L H A S
  14. 14. 13 | H I S T Ó R I A S D E A N I M A I SPossíveis adaptaçõesCasoodesafiopropostonessaatividadesemostremuitodifícilparaalgumascrianças,vocêpoderealizarapenasaprimeirapartedaatividade.Seodesafiopropostonessaatividadeparecermuitofácilparaalgumascrianças,vocêpodepedirqueelas,alémderelacionarosomcomailustração,relacionemtambémosnomesdecadacabrito.Paraisso,entreguetirascom os nomes de cada um deles.O que as crianças podem aprenderAo ler as tiras com a escrita dos sons dos animais e depois pedir que as criançasrelacionem a ilustração coma escrita do som, favorece-se que elas estabeleçam conexões entre as sequências dos personagens e os sons decada um deles.Aochamaraatençãodascriançassobreo recursotipográficoutilizadopararegistrarosomdosanimais,possibilita-se que elas aprendam a observar e reconhecer tipografias.Aosolicitarqueascriançasrelacionemaescritadossonscomailustraçãodecadacabrito,favorece-sequecoloquememjogodiferentesestratégiasdeleitura.O que mais é possível fazerParacontinuarchamandoaatençãodascriançasparaaescritadeonomatopeias,vocêpodelevarparaasaladeaula histórias em quadrinhos em que se observa essa forma de escrita das palavras.13 | H I S T Ó R I A S D E A N I M A I S
  15. 15. 14 | T R I L H A SOAtividade 4Ler os diálogos da históriaprofessor convida as crianças para ler, com ele, a história Cabritos,cabritões. Para ajudá-las na leitura, chama a atenção para a repetiçãodos diálogos entre os cabritos e o Ogro.Roteiro de trabalhoPreparaçãoEnsaiar a leitura em voz alta antes de ler para as crianças.Organização do espaço e das criançasEssaéumaatividadecoletivaquepodeserrealizadanumlocaldiferente,como,porexemplo,nogramadoounopátiodaescola.Orientações para o professorCombinarcomascriançasquevocêlerádenovoahistóriaCabritos,cabritões,masdessavezelaslerãojunto.Dizer que serão responsáveis pela leitura das falas dos cabritos e do Ogro, e você lerá as demais partes da his-tória(narrador).Vocêpodedizer:“Hojevocêsvãolercomigo.VocêsleemasfalasdoscabritosedoOgroquandoelesseencontramnaponteeeuleioasdemaispartes.Combinado?Voumostrandoasilustraçõesparaquevocêsacompa-nhemminhaleitura”.Dizer que,antes de iniciar a leitura do livro,as crianças lembrarão as partes que deverão ser lidas:“Mas,antesdelermosjuntostodaahistória,vamosleroprimeirodiálogodoCabritoCabritãoPequenocomoOgropara lem-brarcomoestáescritonolivro”.Lercomascriançasodiálogo,deixandoolivroviradoparaelas,deformaqueconsigamacompanharotexto.Enquantoleem,vocêpodepassarodedonaspartesqueestãosendofaladasparaqueascriançasacompanhemarelação do que está sendo falado com o que está escrito.ChamaraatençãoparaarepetiçãonasfalasdoscabritosedoOgroeoquemudaemsuasfalas:“Ah,então,sem-prequeoOgroperguntaquemestáfazendoaquelebarulhosuafalamudaconformeocabritoquepassa.EnastrêsvezesqueoOgroseencontracomumcabritoelediz:‘Euvoutecomer!’?”Iniciaraleituraeparardelernomomentodepassar “avoz”àscrianças.Quandoparar,dizerporqueparoueinformaroqueelasprecisamfazer.Vocêpodedizer:“Agoravouparardelerevocêsvãocontinuar”.Ajudar ascriançasretomandoasequênciadanarrativacasosejanecessário.Vocêtambémpodeauxiliarreto-mando o que elas acabaram de falar e dando dicas sobre o próximo diálogo.Ler o texto dememória eobservar arelação entreoral e escrito.O que as criançaspodem pensar,dizer e fazer.Ler partes dahistória.14 | T R I L H A S
  16. 16. 15 | H I S T Ó R I A S D E A N I M A I SPossíveis adaptaçõesCasoodesafiopropostonessaatividadesemostremuitodifícilparaalgumascrianças,vocêpodesugerirque elas leiam apenas as falas dos cabritos nos diálogos.Seodesafiopropostonessaatividadeparecermuitofácilparaalgumascrianças,vocêpodepedirque,aolongodasemana,ascriançasleiamahistóriaemduplas,ficandocadamembrodaduplaresponsávelpelaleitura de uma parte da história.O que as crianças podem aprenderAo convidar as crianças a lerem partes da história atentando para o apoio da ilustração e para a regula-ridadedotexto,possibilita-sequeelasleiamcomautonomia.Ao chamar a atenção para a repetição presente nos diálogos da história, favorece-se que as criançasobservem a estrutura do texto.O que mais é possível fazerVocêpodedarcontinuidadeàpropostadeleituradahistóriapelascrianças.Seguemalgumassugestões:Dividir a turma de forma que cada criança leia uma parte da história.Chamar as crianças da outra sala para que assistam à leitura compartilhada.15 | H I S T Ó R I A S D E A N I M A I S
  17. 17. 16 | T R I L H A SOAtividade 5Ordenar o texto e relacionar com a ilustraçãoprofessor divide as crianças em grupos e pede que ordenem os diálogosda história Cabritos, cabritões segundo a sequência da narrativa,juntando com as ilustrações correspondentes.Roteiro de trabalhoPreparaçãoSeparar cartões com as ilustrações dos encontros entre o Ogro e os cabritos. Preparar tiras com os diálogosentre a os cabritos e o Ogro.Usar sempre letra de imprensa maiúscula,como no exemplo a seguir:-QUEMESTÁFAZENDOPATIM,PATIM,PATIMNAMINHAPONTE?-OCABRITOCABRITÃOPEQUENO.-EUVOUTECOMER!-AH,NÃO,EUAINDASOUMUITOPEQUENO!ESPEREOCABRITOCABRITÃOMÉDIO,QUEÉMAISGORDINHOQUEEU.-NUNCANINGUÉMPASSOUPORAQUI,MASCOMESSECABRITOCABRITÃOMÉDIOPODEREICOMERMAIS.ANDE,PASSE!Organização do espaço e das criançasEssaatividadedeveserrealizadaempequenosgrupos,considerandoapossibilidadedecooperaçãoentreascriançasdurantealeitura.Orientações para o professorContar às crianças que elas farão uma atividade em grupo na qual terão de ler os diálogos da história e rela-cioná-loscomsuasilustrações.Vocêpodedizer:“VouentregaressascartelascomasilustraçõesdospersonagensetambémcartõescomosdiálogosentreoscabritoseoOgro.Vocêsvãojuntarosdiálogosàsilustrações.Umadica:lembrem que o que muda na fala do Ogro é o som de cada cabrito”.Dividirascriançasemgruposeentregarascartelascomasilustraçõesdosencontrosentreospersonagensdahistóriae os cartões com os diálogos.Circularentreascrianças,ajudandoosgruposarealizaraatividadeproposta.Vocêpodeintervir,dizendo:“EstaéailustraçãodoCabritoCabritãoPequenotentandoatravessaraponte.Quesomelefaz?Vamoslerparaprocurarnodiálogoondeestáescrito‘PATIM,PATIM,PATIM’?”Oferecerajuda,incentivandoascriançasarelacionaraspalavrasjáconhecidasque,porexemplo,comecemouterminem com a mesma sílaba da palavra que estão procurando.Socializarcomtodaaturmaasestratégiasutilizadaspelosgruposparaencontrarodiálogocorreto:“Lucas,conteparaseuscolegascomoseugrupoachouqueesseéocartãodoCabritoCabritãoPequeno”.“Então,pessoal,comooLucasRelacionar informaçõessobre a escrita do textoe ordenar os diálogos.O que as criançaspodem pensar,dizer e fazer.Compartilharestratégiasde leitura.16 | T R I L H A S
  18. 18. 17 | H I S T Ó R I A S D E A N I M A I Sfalou,elesacharamondeestavaescritoPEQUENO,porquecomeçacomasmesmasletrasdonomedoPEDRO.”Possíveis adaptaçõesCasoodesafiopropostonessaatividadesemostremuitodifícilparaalgumascrianças,vocêpodeagrupá-las,entregar os cartões e ler.Elas apenasprecisam identificar onde está o que você leu.Em seguida,o gruporelacionaoscartõescomasilustraçõescorretas.Seodesafiopropostonessaatividadeparecermuitofácilparaalgumascrianças,vocêpodesugerirqueelaslocalizemeordenemosdiálogossemascartelasdeilustrações.O que as crianças podem aprenderAoproporqueascriançasrelacionemosdiálogoscomasilustrações,ordenando-os,favorece-sequeelasrelacionem as informações sobre a sequência da narrativa e a estrutura do texto e coloquem em jogo suasestratégiasdeleitura.O que mais é possível fazerVocêpodedarcontinuidadeaotrabalhodememorizaçãoeidentificaçãodosdiálogosdahistória.Seguemduas sugestões:Entregar os textos dos diálogos da história misturados com textos de diálogos de outras histórias e pedirqueascriançasencontremquaissãoosdiálogos“intrusos”.Organizarumjogodememóriacomascartelasdeilustraçãoeastirascomotextodosdiálogosparaascriançasjogarememgrupos.Nojogo,odesafioéqueascriançasconsigamparearasilustraçõeseosdiálogos.17 | H I S T Ó R I A S D E A N I M A I S
  19. 19. 18 | T R I L H A SOAtividade 6Ordenar as frases do diálogoprofessor organiza as crianças em duplas e entrega a elas tiras dahistória Cabritos, cabritões com as frases do diálogo entre o CabritoCabritão Pequeno e o Ogro. Pede que as crianças retomem oralmente asequência do diálogo e propõe que organizem as tiras que receberam,deixando as frases do diálogo na ordem correta.Roteiro de trabalhoPreparaçãoPreparar,para cada dupla,tiras com as frases do diálogo entre o Cabrito Cabritão Pequeno e o Ogro.Escreversempreemletradeimprensamaiúscula.Organização do espaço e das criançasEssaatividadeaconteceemduplas.Ascriançasprecisamestaragrupadasdeformaqueajudemumasàsoutrasna leitura das frases.Orientações para o professorContar às crianças que elas organizarão o diálogo entre o Cabrito Cabritão Pequeno e o Ogro.Você podedizer:“Crianças,hojevocêsvãosedividiremduplaseeuvouentregartirascompartesdodiálogoentreoCabritoCabritãoPequenoeoOgro.Vocêsjáleramosomquefazcadaanimaldessahistóriae tambémjáordenaramosdiálogosnasequênciadanarrativa.Agora,odesafioévocêsordenarem,nasequência correta,todasasfrasesdodiálogo”.Dividir as crianças em grupos e entregar as tiras.Retomarcomelasoqueprecisamparafazeraordenação:“Lembrem-se:paraconseguirordenarastiras,vocêsprecisamrecordarodiálogoentreoCabritoCabritãoPequenoeoOgro.Vocêslembramcomoé?Depoisprecisamlerastirase,paraisso,vocêspodembuscarfrasesquepossuempalavrasquevocêsjáconhecem,como,porexemplo,osomdocabrito.Aívocêscolocarãoasfrasesemordem”.Circularentreosgrupos,ajudandoaquelesqueprecisamdeauxílioparalerastirasepensarnaordemdotexto.Pedir aos grupos que já terminaram que leiam para você a sequência do diálogo, conferindo juntos secolocaramnaordemcorretadotexto.Vocêpodepedirqueascriançasleiampassandoodedopelaspalavrase buscando adequar a fala ao que está escrito.Possíveis adaptaçõesCasoodesafiopropostosemostremuitodifícilparaalgumascrianças,vocêpodeentregarparaasduplasotextoTentar ajustaro que se fala com oque o está escrito.Recuperar o textode memória ecolocar em jogoestratégiasde leitura.O que as criançaspodem pensar,dizer e fazer.18 | T R I L H A S
  20. 20. 19 | H I S T Ó R I A S D E A N I M A I Sdo diálogo inteiro em uma folha e pedir que elas identifiquem e circulem com lápis de cores diferentes as falasdo cabrito e do Ogro.Se o desafio proposto nessa atividade parecer muito fácil para algumas crianças, você pode pedir que elasreescrevamodiálogodaseguinteforma:enquantoumacriançadita,aoutraescreve.O que as crianças podem aprenderAo propor que as crianças ordenem as frases do diálogo, contribui-se para que elas recuperem o textomemorizado,identifiquemaspartesdahistóriaecoloquememjogosuasestratégiasdeleitura.Ao pedir que as crianças leiam o diálogo passando o dedo pelas palavras, favorece-se que elas ajustem oque se fala ao que está escrito.O que mais é possível fazerVocê podecontinuar propondo que as crianças leiam os diálogosdahistória.Para isso,seguemduas sugestões:Entregarumafolhacomumdosdiálogosescritoepedirqueascriançasidentifiquemecirculemalgumaspalavras.Entregar uma folha com um dos diálogos escrito e pedir que, em duplas, as crianças alternem as falas dospersonagens,lendoeacompanhandootextocomodedo.19 | H I S T Ó R I A S D E A N I M A I S
  21. 21. 20 | T R I L H A SOAtividade 7Desenhar os encontrosprofessor propõe que as crianças observem as ilustrações do livroCabritos, cabritões. Depois solicita que elas recuperem de memóriaquais foram os encontros entre o Ogro e os cabritos e, em seguida, pedeque desenhem esses encontros e os organizem na sequência da história.Roteiro de trabalhoPreparaçãoPrepararpapéisembranco(emformatoaproximadode20x15cm)emquantidadessuficientesparaquecadagrupo de crianças possa desenhar os três encontros presentes na história. Separar materiais para que possamdesenhar.Organização do espaço e das criançasNa primeira parte dessa atividade as crianças devem estar organizadas de forma que possam observar as ilus-trações do livro. Na segunda parte, organize as crianças sentadas à mesa e em grupos de três.Orientações para o professorConversar com as crianças sobre as ilustrações do livro, fazendo com que consigam observar os detalhes doOgro(grandeefeio)edoscabritos(umpequeno,outromédioeoutrogrande).Passar o livro para que as crianças possam observar de perto os detalhes. Enquanto observam, você ressaltasuas observações estimulando a troca entre elas.Organizar as crianças nos grupos e contar que elas serão os novos ilustradores desse livro, mas que irãoilustrar apenas os encontros entre o Ogro e os cabritos presentes na história.Explicar como será feita a atividade: “Aqui comigo há papéis em branco para que vocês possam desenhar,mas cada grupo vai conversar para lembrar quantos encontros há nesta história e vir aqui pegar aquantidade de papel que precisa para desenhá-los”. Caso algum grupo de criança solicite papéis a mais ou amenos que o necessário, você pode retomar a história com elas para ajudá-las.Deixarolivrodisponívelparaqueascriançaspossamconsultá-locasotenhamalgumadúvida.Entregarosmateriaisparaquepossamdesenhareproporquecadacriançadogrupofaçaodesenhodeumencontro.Proporqueosgruposcoloquemosdesenhosnaordemdasequênciadahistória.Escolheraquantidadede papel quecorresponda aosencontros entreos personagensda história.O que as criançaspodem pensar,dizer e fazer.Desenhar osencontros entreos personagens.Recuperar dememória a sequênciada história.20 | T R I L H A S
  22. 22. 21 | H I S T Ó R I A S D E A N I M A I SPropor que façam uma exposição dos desenhos para que possam apreciar os trabalhos dos colegas.Possíveis adaptaçõesCasoodesafiopropostonessaatividadesemostremuitodifícilparaalgumascrianças,vocêpodeentregarospapéis já com o desenho do Ogro para que eles façam apenas o desenho dos cabritos.Seodesafiopropostonessaatividadeparecermuitofácilparaalgumascrianças,vocêpodeproporqueelasrealizemaatividadeindividualmente.O que as crianças podem aprenderAo propor que as crianças observem as ilustrações do livro, possibilita-se que elas pensem sobre a relaçãotextoeilustração.Ao propor que solicitem a quantidade exata de papéis para os desenhos e depois os coloquem na ordem danarrativa,favorece-sequeretomemahistóriaeasequênciadanarrativa.O que mais é possível fazerVocê pode propor que as crianças desenhem outras partes da história.Para isso,faça com elas uma lista dosprincipaisepisódioseproponhaquedesenhemcadaumdeles.21 | H I S T Ó R I A S D E A N I M A I S
  23. 23. 22 | T R I L H A SOAtividade 8Ditar os diálogos da históriaprofessor retoma com as crianças os desenhos feitos por elas dosencontros presentes na história Cabrito, cabritões e propõe que elasditem a parte da história que representa os encontros para que eleescreva. Ao final, organiza um livro com os desenhos e a escritada história.Roteiro de trabalhoPreparaçãoSeparar os desenhos feitos pelos grupos de crianças na atividade anterior e lousa ou papel grande para escritadahistóriaqueascriançasirãoditar.Organização do espaço e das criançasEssaéumaatividadecoletiva.Ascriançasdevemestarorganizadasdeformaqueconsigamvisualizaraescritadahistóriaqueirãoditar.Orientações para o professorRetomarcomascriançasosdesenhosfeitosporelasnaatividadeanterior.Vocêpodedizer:“Vocês lembramquando,emgrupos,desenharamosencontrosdoscabritoscomoOgro?Quaisforamosencontrosdesenhados?Quemlembraoqueacontecenahistórianosmomentosdessesencontros?Voumostrarosdesenhosdevocêsparaquepossamselembrar”.Explicarparaascriançasquehojeelasirãoditarosdiálogospresentesnessesencontrosparaquevocêpossaescrevê-los.PedirquedigamodiálogoentreoCabritoCabritãoPequenoeoOgro,cuidandoparaditarexatamentecomoestánolivro.Escrevernafrentedascriançasosdiálogoschamandoaatençãoparaousodotravessãoedamudançadelinha.Porexemplo:“VocêsdisseramqueoprimeiropersonagemquefalaéoOgro.Nolivro,todasasvezesqueaparecemasfalasdepersonagens,elasvêmacompanhadasdessetraço,voufazeromesmoaqui.Paraarespostadocabritotambémvoucolocarotraçoeescrevê-laabaixodafaladoOgro”.Relertodoodiálogoditado,apóstersidoescrito, paraqueascriançasdecidamsefaltaalgo:“Voureleroquevocêsmeditaram.Seacharemqueéprecisomudaralgoouquefaltaalgumainformação,paraquefiquebemparecidocomolivro,vocêsmedigamparaqueeufaçaaalteração”.Seguircomessaorientaçãoparaaescritadosdemaisencontros.Explicar para as crianças, ao final da escrita que você irá copiar o que elas ditaram em folhas de papel paramontar um livro com osdesenhos feitos na atividade anterior.Recuperar o texto dememória, ditando talcomo escrito no livro.O que as criançaspodem pensar,dizer e fazer.Observar o usode sinais depontuação edisposiçãodas linhas.Verificar se hámodificaçõespara fazerno texto.22 | T R I L H A S
  24. 24. 23 | H I S T Ó R I A S D E A N I M A I SPossíveis adaptaçõesCasoodesafiopropostonessaatividadesemostremuitodifícilparaalgumascrianças,vocêpoderealizaressaatividade em pequenos grupos, de forma que você possa dar maior apoio a cada grupo. Cuidar para que osgruposdecriançassejammontadosconforme osdesenhosfeitosna atividadeanterior.Seodesafiopropostoparecermuitofácilparaalgumascrianças,vocêpoderealizaraatividadeemtriosesugerirqueascriançasserevezemnopapeldeescriba,ouseja,enquantoasoutrasduasditam,umadelasescreve.O que as crianças podem aprenderAo participar de uma atividade em que ditam uma parte da história ao professor,as crianças têm a oportuni-dade de observar como cada uma das partes do texto é registrada por escrito.Também poderão observar ascaracterísticasdoescrito,especialmenteadisposiçãoemlinhasesinaisdepontuação.Ao reler o que foi ditado, solicitando que pensem sobre a necessidade de mudar algo no texto, favorece-sequeascriançasseapropriemdalinguagemescritanostextos.O que mais é possível fazerVocê pode fazer cópias dos desenhos e da escrita da história para que cada criança da sala tenha seu própriolivro. Dessa forma, elas poderão levá-lo para casa e ler para seus pais, amigos e familiares.23 | H I S T Ó R I A S D E A N I M A I S
  25. 25. 24 | T R I L H A SCréditos institucionaisTRILHASIniciativa:Instituto NaturaMinistériodaEducação/SecretariadaEducaçãoBásicaRealização:ProgramaCrerparaVer, InstitutoNaturaDesenvolvimento:ComunidadeEducativaCedacFicha TécnicaProgramaCrerparaVer, InstitutoNaturaCoordenação:MariaLuciaGuardiaComunidadeEducativaCedacCoordenação:Beatriz Cardoso e Tereza PerezConcepção do conteúdo e supervisão:AnaTeberoskyDireçãoeditorial:BeatrizCardosoeBeatrizFerrazConsultorialiterária:MariaJoséNóbregaEquipe de redação:ÂngelaCarvalho,BeatrizCardoso,BeatrizFerraz,DeboraSamori,MariaGrembecki,MilouSequerra,PatríciaDiazDadosInternacionaisdeCatalogaçãonaPublicação(CIP)Índiceparacatálogosistemático:1.Rudimentosdeleitura:Educaçãoelementar 372.412.Literaturainfantil:Estudoeensino 087.5(Bibliotecáriaresponsável:SabrinaLealAraujo–CRB10/1507)“ESTE CADERNO TEM OS DIREITOS RESERVADOS E NÃO PODE SER COPIADO OU REPRODUZIDO, PARCIAL OUTOTALMENTE, SEM AUTORIZAÇÃO PRÉVIA E EXPRESSA DO PROGRAMA CRER PARA VER, DO INSTITUTO NATURA,COMUNIDADE EDUCATIVA CEDAC E MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO.”Equipe da Gerência de Educação e Sociedade, Instituto Natura:MariaLuciaGuardia,LiliaAsucaSumiya,MariaEugêniaFranco,FabianaShiroma,ElianeSantos,IsabelFerreira,LuaraMaranhão,MarcioPicoloEdição de texto:MarcoAntonioAraujoCoordenação de produção:FátimaAssumpçãoProjetográfico:SM&ADesign/SamuelRibeiroJr.Ilustrações:VicenteMendonçaRevisão:AliOnaissiC122 Caderno de orientações : histórias de animais. – São Paulo, SP :Ministério da Educação, 2011.24 p.: il.; 28 cm.– (Trilhas ; v.10)ISBN 978-85-7783-072-51. Leitura (Educação pré-escolar). 2. Literatura infantil - Estudo e ensino (Pré-escolar). 3. Literatura infantil - Animais. 4. Leitores - Formação. 5. Crianças -Linguagem - Aprendizagem. I. Série.CDU372.41CDD372.4
  26. 26. O Q U E É O P R O J E T O T R I L H A SDesde 1995, a NATURA desenvolve o Programa Crer para Ver, que tem o objetivo de contribuirpara a melhoria da qualidade da educação pública do Brasil. No contexto desse programa,o Instituto Natura desenvolveu, em parceria com a Comunidade Educativa CEDAC, Organização daSociedade Civil de Interesse Público, o projeto TRILHAS, que visa orientar e instrumentalizar osprofessores e diretores de escolas para o trabalho com os alunos de 6 anos, com foco no desenvolvimentode competências e habilidades de leitura e escrita.O Ministério da Educação (MEC), desejando implementar uma política pública, concluiu que ametodologia e a estratégia desenvolvidas pelo projeto TRILHAS, assim como os materiais e publicaçõesconcebidos e produzidos por esse projeto, são particularmente especiais e compatíveis com as diretrizesdo MEC.Este material contribui para ampliar o universo cultural de alunos e professores, por meio do acesso àleitura de obras da literatura infantil. A escolha da leitura como o principal tema do projeto justifica-sepor ser uma estratégia mundialmente reconhecida como determinante para a aprendizagem e melhoriado desempenho escolar ao longo de toda a vida do estudante.Com o objetivo de promover a qualidade da educação nas escolas públicas do país, o MEC apoia edistribui o conjunto de materiais do TRILHAS, que visa contribuir para o desenvolvimento da leitura,escrita e oralidade dos alunos de 6 anos de idade.Esperamos que você possa utilizá-lo da melhor forma para que a melhoria da educação pública sejaconcretizada em nosso país.

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