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  • 1. Universidade do Estado da Bahia-UNEB Campus II - Alagoinhas Departamento de Ciências Exatas e da Terra – DCET Olá ! Este portfólio foi criado como requisito avaliativo da disciplina e Estágio Supervisionado II ministrada pela Profª Cláudia Regina Teixeira de Souza.
  • 2. Colégio: Estadual Polivalente de Alagoinhas Professora Regente: Celúcia Acássia Estagiária: Nadja Aparecida Mendes de Lima Professora Orientadora: Cláudia Regina Teixeira de Souza Série / Turno / Turma: 9M2 (2º ano) Curso: Formação Geral Componente curricular: Biologia
  • 3. Olá pessoal! Que tal aprender coisas novas e interessantes sobre o estágio supervisionado e a breve vivência como professora, numa aventura cheia de surpresas e curiosidades? E para isso que foi criado essa edição “A aventura do Estágio Supervisionado II e suas surpresas”. O tema principal é a importância do estágio supervisionado na vida do professor. O Estágio Supervisionado na formação de professores tem sido alvo de grandes estudos que revelam suas dificuldades e seu potencial, gerando transformações na vida desses profissionais. “O estágio é o eixo central na formação de professores, pois é através dele que o profissional conhece os aspectos indispensáveis para a formação da construção da identidade e dos saberes do dia-a-dia” (PIMENTA E LIMA, 2004 apud SOUZA. J. C. A; BONELA, L. A;
  • 4. Ah! Pimenta já eu acho no cotidiano acadêmico é perceptível que os graduandos se envolvam com muita disposição e ânimo quando a universidade lhes proporciona a participação em que consiga colocar conhecimentos teóricos em prática, acompanhados de um profissional supervisor ou quando possui uma instituição conveniada que estão em permanente contato com a universidade. É necessário que o estagiário aprenda a observar e identificar os problemas, estar sempre aprendendo e buscando informações, questionar o que encontrou além de buscar trocar informações com professores mais experientes (OLIVEIRA, S.D apud SOUZA. J. C. A; BONELA, L. A; PAULA. A. H 2007). A importância do estágio
  • 5. O estágio é momento da nossa vivência é através dele que conseguimos unir os conteúdos que aprendemos na universidade com o cotidiano em sala de aula. Esse momento é essencial na vida do professor, pois é neste que será construída a identidade do professor sendo indispensável a um profissional que deseja alcançar êxito na sua profissão. Promovendo assim melhoria no processo de ensino – aprendizagem. Sabemos que pedagogicamente o aprendizado é muito mais eficaz quando é adquirido por meio da experiência. Temos muito mais retenção do que aprendemos na prática do que ao que aprendemos lendo ou ouvindo. O que fazemos diariamente ou com freqüência é absorvido com muito mais eficiência. É possível distinguir aquilo que precisamos aprender e nos aperfeiçoar. Torna-se possível identificar deficiências e falhas, onde o estágio é o momento mais apropriado para extrair benefícios dos erros. Será possível auferir a qualidade do ensino que temos conforme as dificuldades que enfrentamos. No estágio estamos sempre preocupados em fazer o melhor na prática de ensino baseados no que observamos em sala de aula com a professora regente. São inegáveis as contribuições do estágio na vida profissional de um professor. É muito mais que o cumprimento de exigências acadêmicas. Ele é uma oportunidade de crescimento profissional e pessoal. Além de ser um importante instrumento de integração entre escola, universidade e comunidade. A escola
  • 6. O colégio Polivalente de Alagoinhas possui Ensino Médio e Fundamental. A sua estrutura é da seguinte forma: Possuem salas que são relativamente arejadas e com número suficiente de carteiras. A biblioteca funciona embora de maneira desorganizada, pois os livros ficam espalhados; Dispõem de recursos áudios visuais, contudo durante o estágio não vi a sua utilização por parte da professora regente. A quadra escolar é descoberta, mas sempre tem alunos a jogar bola inclusive de outras escolas. O colégio dispõe de um laboratório até bem equipado, não muito utilizado, porém não contém laboratório de informática para acesso dos alunos. O número médio de estudantes por turmas varia em torno de 30 a 35 alunos freqüentando, mas matriculados tem turma que chegam a 40 alunos. A escola não distribui merenda e vejo que muitos reclamam porque em determinados horários já estão com fome. A professora
  • 7. A professora regente chama-se Celúcia Acássia é formada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado da Bahia – UNEB campus II. Desde a formação leciona as disciplinas de Ciências e Biologia. O livro O livro utilizado é o de Sônia Lopes volume único. LOPES, S., Biologia – volume único / Sônia Lopes, Sérgio Rosso. – 1. Ed – São Paulo: Saraiva, 2005. O livro é bem ilustrado e conta com bons exemplos baseados no cotidiano dos alunos para explicar os assuntos. A turma
  • 8. O estágio ocorreu no colégio Estadual Polivalente de Alagoinhas, numa turma de 2º ano do Ensino Médio 91M2. A turma é composta por alunos com idade entre 16 a 17 anos, bastantes participativos e agitados por natureza. Estão matriculados 40 alunos, mas freqüentam cerca de 35 a 38 alunos. No período de observação vale ressaltar que foi apenas uma aula, a turma se mostrou um pouco agitada e com isso percebi que a professora regente estava explicando apenas para os alunos que estavam sentados mais a frente. Não deu para comprovar as técnicas de ensinos que a professora utiliza, pois nesta ocorreu apenas à correção de uma atividade feita com os alunos sobre sexualidade. Porém pude ver que a relação que ela mantém com os alunos é excelente. O conteúdo que estava previsto a ser lecionado era Biologia dos seres vivos. Não presenciei em momento algum falta de respeito para com os professores partindo de nenhum deles. E com isso foi possível construir laços de amizade. O estágio
  • 9. Puxa! Foi cansativo, mas valeu à pena a experiência foi única e bem proveitosa. O desempenho dos alunos foi excelente. Ara! Num é que a fessora me deixa tão a vontade que eu consigo tirar todas as minhas dúvidas. Desse jeito a lição ficou fácil. Tô orguioso di mim!
  • 10. Foram tantas dúvidas, medos e insegurança que foram sanados aos poucos com a convivência. Não é que nunca pensei que vou sentir falta dos alunos. As vezes a participação deles eram tanta que até me assustava porque todos queriam falar ao mesmo tempo. Em sala de aula as vezes tinhamos que parar um pouco quando a conversa estava demais pra que socializarmos o assunto e assim eles passassem a prestar atenção pois muitas vezes eles ficavam dispersos. Mas através das aulas foi possível ter idéias com auxílio da professora e dos meus colegas de como agir até mesmo de como contextualizar os assuntos na sala de aula, na verdade serviu como uma troca de experiências. Foi o momento essencial para “desabafos”, dividirmos os nossos medos, angústias, falar dos nossos momentos de descontração, de curiosidades e também das novidades que surgiam a cada aula. Os atendimentos individuais foram de suma importância para tirarmos nossas dúvidas acerca do estágio. Através deste foram possíveis corrigir os nossos
  • 11. planos de aula. E foram diversas correções, parece que toda vez eu permanecia no mesmo erro. Mas no fim aprendi e isso é o importante. Pensei em diversas formas pra chamar a atenção deles, mas confesso que deu muito trabalho. Percebi que eles gostavam de visualizar o que está sendo estudado. Na primeira aula embora estivesse um pouco ansiosa isso não chegou a atrapalhar o meu desempenho até porque a professora regente não se manteve presente na aula, esteve somente para me apresentar e foi embora. Eles conversavam bastantes e apresentaram-se um pouco dispersos na aula sendo um pouco difícil manter a atenção destes, até porque neste dia os alunos tiveram todos os horários anteriores vagos, ficando para assistir a minha aula somente porque a regente prometeu que seria a estagiária que daria as notas da I Unidade. Porém percebi que alguns alunos foram bastante participativos, embora a euforia para saber as notas prevalecesse. Quanto a turma pude observar que eles gostam que não escreva muito conteúdo no quadro, mas no entanto mesmo sabendo que tem o conteúdo no livro preferem ter um pequeno esquema mais simplificado no caderno e por isso gostaram do mapa conceitual. Gostaram do “macete” acerca da classificação. Percebi o interesse da nossa atividade com os rótulos de embalagens e bulas de remédio para identificação dos nomes científicos. Eles disseram finalmente
  • 12. que assim conseguem ver onde poderia utilizar os conhecimentos aprendidos e questionaram inclusive que em disciplinas como física e matemática isso não era possível. Alguns professores se negam a se aproximar dos alunos quando os mesmos não querem “nada”, estão dispersos, neste período que é preciso trazer estes educandos para sala de aula, ou seja, para realidade usando novas estratégias, dinâmicas diferentes, e principalmente resgatar a amizade, porque quando existem alunos com comportamento inadequado o mesmo não tem muita afinidade com os professores, por estar sempre sendo chamado atenção, é preciso pensar que a conquista não se dá desta forma. Segundo Weiss, 1991, se as pessoas não se encontram motivadas a fazer algo com que se identifiquem ou a alcançar uma meta, podem ser persuadidas a tomar atitudes que prefeririam não tomar, o que as condicionará a um comportamento indeciso. Há muito tem visto estudos feitos por vários profissionais sobre as dificuldades de aprendizagem e a falta de interesse por parte dos alunos, esta é uma preocupação que vem se estendendo. Alguns
  • 13. estudiosos já chegaram a conclusão que muitas destas dificuldades se dá pela falta de motivação dentro do contexto escolar. Para Sisto, 2001, a motivação é uma variável-chave para a aprendizagem.Para ele sem motivação não se aprende. Estar preparado para aprender não quer dizer, necessariamente, que isto irá acontecer significativamente, e é fundamental a presença do incentivo no aprendiz. Segundo Gadotti, 1992, “o educador para pôr em prática o diálogo, não deve colocar-se não na posição de detentor do saber, deve antes, colocar-se na posição de quem não sabe tudo”, e estando aberto a ajudar sempre com usando a dialética amigável de preferência a sós para que os educandos não se sintam envergonhados na frente dos seus colegas de classe. O papel do professor é fazer com que os alunos sintam-se motivados e para isso é necessário buscar recursos para um melhor desenvolvimento e desempenho dos mesmos. No segundo dia de aula percebi que somente poucos responderam a atividade que passei na última aula e que o fluxo de alunos entrando e saindo da sala de aula estava muito grande e foi a partir daí que percebi que alguma providência teria de ser tomada. Segundo Freire, 2002 “O professor autoritário, licencioso, competente, sério, incompetente, irresponsável, amoroso da vida e das gentes, o
  • 14. professor mal-educado, sempre com raiva do mundo e das pessoas, frio, burocrático, racionalista, nenhum desses passam pelos alunos sem deixar sua marca”. O exercício do professor em sala, ao ensinar, lida com universos diferentes e transmite valores, princípios e opiniões. Mas não é através de nenhuma desses rótulos que quero ser lembrada, logo a melhor coisa a fazer é expor a situação com calma porém mostrando certa autoridade, mas é evidente sem rispidez. E isso foi feito com sucesso. Para isso foi necessário canalizar tanta energia para uma participação maior em sala de aula. No terceiro dia de aula fui observada pela professora regente não fiquei muito nervosa até porque não percebi que ela estava presente pois ela chegou e sentou-se atrás da bancada, esta aula aconteceu no laboratório foi sobre vírus infelizmente não foi possível usar tudo que planejei mas o filme sobre reprodução viral e eles gostaram bastante e fizeram perguntas acerca do assunto principalmente ao verem algumas fotos de pessoas contaminadas com o vírus da malária. Ficaram entusiasmados também com a importância econômica acerca das bactérias quando falamos do reino Monera e dessa forma foi possível interagir com eles. A questão motivacional talvez explique porque alguns estudantes gostam e aproveitam a vida escolar, apresentando comportamentos adequados, adquirindo novas capacidades e desenvolvendo todo o seu potencial, enquanto que outros parecem pouco interessados, muitas vezes fazendo as atividades por obrigação, ou de forma relaxada e, em alguns casos, odiando boa parte da vida escola (GARRIDO, 1990; LENES, 1994). O professor-educador deve descobrir meios inovadores que estimule e incentive o aprendizado, fornecendo estímulos para que os educandos se sintam motivados a aprender. A interdisciplinaridade é uma arma muito valiosa na construção do saber, pois ela trabalha com um todo, isto é, é a
  • 15. contextualização dos conteúdos exigidos com a realidade dos alunos e não faz separação de disciplinas, o educador passa os conteúdos interagindo-os e faz com que os alunos entendam que uma disciplina está ligada a outra, adquirindo conhecimentos tornando-os capazes de intervir na realidade em todas as áreas da vida (FREITAS et al ). No quarto dia de aula, dei continuidade dos assuntos abordados na aula anterior, já que tinha começado a explicar o reino Monera falei sobre os tipos de reprodução bacteriana com o auxílio de umas gravuras que confeccionei bem simples e percebi que eles gostaram e compreenderam de forma melhor. Esta aula foi bem dinâmica com bastante participação dos alunos principalmente acerca da importância econômica das bactérias, eles ficaram bem surpresos das infinidades de importâncias que têm as bactérias em nosso cotidiano e esclarecem bastantes dúvidas sobre algumas doenças veiculadas por bactérias e sobre a importância da vacinação. Foi uma aula bastante proveitosa para todos e que passou rapidinho, pois estávamos bastante envolvidos. Os alunos deram a idéia de fazermos algumas atividades avaliativas além da prova. Resolvi aceitar afinal já era um interesse meu essa alternativa. Então nesta aula resolvi levar a atividade sobre Vírus e reino Monera já impressa para responderem em grupo e me entregar na próxima aula, a qual seria depois do recesso junino. Qui tar fazer argumas atividades avaliativas de prerferência em grupo?
  • 16. No quinto dia de aula a professora Cláudia foi me observar confesso que fiquei um pouco apreensiva e percebo que isso afetou um pouco o meu desempenho.Neste dia parece que tudo resolveu dar errado, a colega com quem ia tomar os espécimes das algas chegou mais tarde liguei para ela consegui pegar; perdi o ônibus peguei um moto táxi no meio dessa confusão caiu uma exsicata do meu classificador cheguei à escola em cima da hora; depois, descobri que a TV pen drive tinha quebrado e o data show estava sendo usado por outro professor. Enfim comecei a aula sem os recursos que gostaria de usar tive de usar o quadro. Embora soubesse o conteúdo não consegui me desgrudar um só momento de um pequeno esquema que preparei, mas como a sala é bastante participativa depois aos poucos fui relaxando mais. A aula foi interrompida diversas vezes e também eles queriam muito saber que dia a prova seria realizada já que eu resolvi mudar a data da prova. Depois que a professora Cláudia foi embora a aula transcorreu mais tranqüila e até eles perceberam que chegaram a me perguntar “Tava nervosa pró?” Eles ficaram bem interessados em ver as exsicatas das algas fizeram bastante questionamentos sobre as mesmas, muitos já conheciam algumas porque são algas bem comuns do litoral baiano. As diretrizes estabelecidas nos PCN/ 99 e PCN+/02 orientam para a produção de um conhecimento interdisciplinar e contextualizado. Sugerem estratégias diversificadas que mobilizam menos
  • 17. a memória e mais o raciocínio, centrado nas interações estudante-professor e estudante-estudante na construção de conhecimentos coletivos. Há de se considerar o interesse dos estudantes pelos temas e a problematização de situações para o desenvolvimento dos conteúdos. A contextualização é um recurso importante para retirar o aluno da condição de expectador passivo, permitindo uma aprendizagem significativa. E isso é perfeitamente observado em sala de aula, o interesse do aluno parte do novo daquilo que ele pode levar para o seu cotidiano. No sexto dia de aula os alunos novamente estavam com os três horários vagos, me esperando devido à falta de professores. Percebi que há uma falta de comunicação entre a direção da escola com os alunos, pois foi deixado bem claro a mudança na data da prova, mas mesmo assim houveram dúvidas. Aproveitei esse dia que seria da prova pra fazer uma revisão da prova numa aula e na outra dar assunto. Essa revisão foi bem proveitosa e entreguei a atividade avaliativa já corrigida e com nota e começamos a revisão com a ajuda de todos, pois a maioria dos alunos dominava boa parte do conteúdo da prova a interação dos alunos foi grande. Depois começamos o novo assunto e como eles já haviam pesquisado sobre a importância econômica dos fungos já tinham uma idéia de parte do assunto, pena que a maioria dos alunos ainda não tinha respondido atividade entregue na aula passada a qual incluía esta pesquisa. Ao definir objetivos de aprendizagem, apresentar a informação, propor tarefas, responder a demanda aos alunos, avaliar a aprendizagem e exercer o controle e a autoridade, os professores criam ambientes que afetam a motivação e a aprendizagem. Em conseqüência, se queremos motivar nossos alunos, precisamos saber de que modo nossos padrões de
  • 18. atuação podem contribuir para criar ambientes capazes de conseguir que os alunos se interessem e se esforcem por aprender e, em particular, que formas de atuação podem ajudar concretamente a um aluno (TAPIA, 2003). Apontar o professor como único responsável pela não participação do aluno é mascarar a realidade. Ignorar que por parte dos alunos, por razões sociais ou pessoais, não querem, não gostam de estudar, e muito menos de se esforçar para aprender, é igualmente ignorar que o ser humano é múltiplo e que cada indivíduo reage diversamente aos estímulos recebidos. E é ignorar também que, por muitas dessas variáveis, não podem ser superadas unicamente pelo trabalho do professor, por melhor que ele seja e por mais que trabalhe bem e se esforce muito. (ZAGURY, 2006). É necessário que haja um diálogo para que haja a busca de decisões conjuntas e um contrato de honrar a palavra empenhada, comprometimento nas atividades e projetos e assim se estabelecer uma relação de reciprocidade. No sétimo dia de aula houve a nossa prova, tive uma postura um pouco mais rígida necessária ao momento, senti que se não agisse assim eles tomariam conta da situação. Apaguei todas as respostas que estavam nas carteiras e tomei todos os “lembretes” e ressaltei que eles conseguiriam responder a prova sem estas ajudas até porque não teria nada da prova que eles não tivessem estudado e que confiassem em si próprios. Que bom que eles não ficaram chateados, pois não queria uma atitude desta provinda deles. Percebi que muitos sabiam os assuntos, outros queriam consultar os colegas e que no geral eles faziam diversas perguntas a mim, não que a prova estivesse ilegível ou incompreensível, mas porque queriam que eu desse dicas de como responder ou até mesmo desse as respostas.
  • 19. Bom professor não é aquele que permite que os alunos façam o que bem entendem, mas aquele que tem poder para colocar regras de forma aceitável, com mentalidade aberta, agindo democraticamente, compreensivo e companheiro, elevando a dignidade daqueles que estão em busca de um saber, com objetivos claros e definidos. Quando isso acontece “a aula voa, a indisciplina se esconde e o interesse cresce” (ANTUNES, 2002). Segundo Saldanha, 1978, “A avaliação não é só um recurso de controle das mudanças de comportamento evidenciadas pelo aluno durante o processo de aprendizagem, mas também como um recurso de medidas de objetivos de ensino, de métodos, de conteúdos, de currículos, de programas e das próprias habilidades do professor”. O professor não pode avaliar os alunos só com provas fazendo dela uma arma contra os alunos indisciplinados, pois a mesma só serve para apreciação quantitativa, que é uma soma de pontos que os mesmos precisam para passar. A avaliação tem que ser clara e objetiva os educandos precisam ter conhecimento dos critérios de julgamento adotados pelos professores para que assim evite as desconfianças e os conflitos em sala de aula, facilitando o processo de ensino aprendizagem, porque não é só o aluno que deve ser avaliado, mas também a prática do professor-educador. O valor da avaliação encontra-se no fato do aluno poder tomar conhecimento de seus avanços e dificuldades. Cabe ao professor desafiá-lo a
  • 20. superar as dificuldades e continuar progredindo na construção dos conhecimentos. (LUCKESI, 1999). No oitavo dia de aula bom não deu para trabalhar com os dois assuntos na primeira semana então fiz o seguinte: Discuti com eles sobre a parte que abordava a evolução dos seres vivos nas duas aulas e percebi que os alunos tinham muitas dúvidas acerca do assunto, não sei muito bem se é por motivo de não ter compreendido no momento que estudou, mas pelo que me pareceu eles não tinha estudo muito a fundo a parte de embriologia, então tive que parar e voltar esse assunto antes de começar propriamente a evolução. Revisei com eles a parte de desenvolvimento embrionário. Depois disso comecei propriamente o assunto do dia. No nono dia de aula trabalhamos Poríferos, mas eles estavam muito eufóricos para saber as notas e médias, mas conversei com eles que só daria as notas no final da aula. Comecei minha aula sobre Poríferos eles me cobraram os exemplares das esponjas que eu tinha prometido trazer para eles verem; mostrei os espécimes que trouxe e eles viram as esponjas e fizeram bastantes questionamentos sobre o assunto. O material que está sempre à disposição do professor é o quadro negro, mas às vezes o professor se prende tanto a ele, que esquece que os alunos também precisam de atenção e de olhar, pois isto faz com que sintam que o professor se preocupa com todos em uma aula. “O modo como um professor se movimenta em aula oferece pistas interessantes sobre suas emoções, seu caráter e sua relação com os alunos, mas bem mais importante que estas pistas, é eleger uma série de procedimentos que possam tornar a mensagem mais expressiva e, sobretudo que possam construir aprendizagens bem mais significativas” (ANTUNES, 2003). Os alunos gostam de um professor que coloca um pouco de humor durante suas explicações, tornando
  • 21. a aula mais descontraída, e ao mesmo tempo conscientizando-os da importância da atenção e da participação para uma aprendizagem eficaz. É preciso criar no aluno o senso de responsabilidade e de reconhecimento de limites. Aí resolvi fazer o seguinte: todas as vezes que fosse possível traria espécimes do museu da UNEB para que eles tivessem contato com o que estudaram. E eles gostaram muito. Por fim entreguei as provas juntamente com o último trabalho as médias e pirulitos. Fiz algumas ressalvas acerca da nota do trabalho de fungos, embora tenha explicado diversas vezes que a pesquisa era para ser feita bem simples a mão (letras cursivas) e sem “cópia e cola”. Houve muitos alunos que fizeram dessa forma e os que fizeram pelo livro copiaram até o que não era necessário ficando assim parecendo todas iguais. Apesar de a informática ser um instrumento valiosíssimo para educação porque permite o contato com o mundo inteiro, com diversos sites de pesquisas e até mesmo inúmeras bibliotecas, os alunos muitas vezes não sabem utilizar ou até mesmo sabem e se aproveitam da situação. Todavia essa acessibilidade traz a tona outros problemas, como as pesquisas que o aluno entrega aos professores, sem ao menos ler e compreender o que foi “pesquisado”, pois como explica Brito 2008, ele faz uma “pescópia”, ou seja, ele procura o tema na internet, copia e cola em uma página do Word, imprime e entrega para o professor; sem contar a facilidade em que eles têm para
  • 22. encomendar os trabalhos escolares on-line, atitudes estas, que tornam esse tipo de atividade pouco eficaz. Acredito que os alunos gostaram bastante das notas, pois foram poucos que perderam na média, somente aqueles que não fizeram as atividades. Despedimo-nos e enfim acabou! E eles se esforçaram! Mas ao final a maioria se saiu bem. Ufa! Estava com medo de não ter conseguido alcançar o meu objetivo principal que eles aprendessem não só o conteúdo mas também com a experiência.
  • 23. E assim digo: Espero que todos tenham gostado da experiência do Estágio assim como eu, embora tenha sido um pouco cansativo, adorei trabalhar com a turma do 1º ano, 91M2. Um dia, espero que ao encontrar com eles na rua possamos nos cumprimentar. Desejo também que eles obtenham sucesso na profissão que desejarem exercer. Referências ANTUNES, Celso. Professor bonzinho = aluno difícil: a questão da indisciplina em sala de aula- Petrópolis, RJ: Vozes, 2002.
  • 24. ANTUNES, Celso. Relações interpessoais e auto-estima: a sala de aula como um espaço do crescimento integral, fascículo 16, Petrópolis, RJ: Vozes, 2003. BRITO, G. S.; PURIFICAÇÃO, I. Educação e novas tecnologias: um re- pensar. 2. ed. Curitiba: Ibpex, 2008. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários a prática. São Paulo: Paz e Terra, 1996. Coleção e Leitura. FREITAS et al A importância da motivação no processo de aprendizagem dos alunos de 4º série do ensino fundamental I. Centro Científico Conhecer; Goiânia; Enciclopédia Biosfera N.06; 2008; ISSN 1809-05835. GADOTTI, Moacir. Comunicação Docente. São Paulo: Loyola, 1992. LANE, Silvia T.M. CODO, Wanderley, (orgs). Psicologia Social: o homem em movimento. 3. ed. São Paulo: Editora Brasiliense, 1985. LUCKESI. C.C.Avaliação da aprendizagem escolar. 9. ed.São Paulo: Cortez, 1999. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA. Parâmetros Curriculares Nacionais. Rio de Janeiro: 1998. 52 PIMENTA, Selma Garrido; LIMA, Maria Socorro Lucena. Estágio e Docência. São Paulo: Cortez, 2004 SALDANHA, Louremi ercolani (coord.) Planejamento e Organização do Ensino. 4ª ed., Porto Alegre, Globo, 19978 SISTO, Fermino Fernandes. Dificuldades de aprendizagem no contexto psicopedagógico. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes. Cap.2, 2001. p.40-56. TAPIA, Jesús A; FITA, Enrique C. A motivação em sala de aula: o que é, como se faz. São Paulo,Brasil: Edições Loyola, 1999. WEISS, Donald H. Motivação & Resultados: como obter o melhor de sua equipe. São Paulo: Nobel. 1991
  • 25. ZAGURY, Tânia. O Professor refém: para pais e professores entenderem porque fracassa a educação no Brasil/ Rio de Janeiro: Record, 2006.

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