Pcn geografia nas séries iniciais

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Trabalho do 1º Período de Geografia Turma 2012.1 - FAMASUL - Faculdade de Formação de Professores da Mata Sul - PE, Brasil

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  • 1. Para entender os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN’s) enquanto um documento circular oficial, faz-se necessário veiculá-lo ao seu contexto político de produção. As políticas educacionais brasileiras iniciadas nadécada de 1990, durante o governo do então presidenteFernando Henrique Cardoso, enquadram-se num contextopolítico-econômico de escala global, comandada pela lógicade uma cultura neoliberal, cujas características centrais sãoos princípios da competitividade, do consumismo e doindividualismo. Charles – – Aline – Marivaldo – Stênio – Emerson - Carla
  • 2. Política Neoliberal para a Educação A concepção neoliberal que passou a orientar essapolítica educacional tratou a educação não mais como umdireito do cidadão, mas sim como uma mercadoria. A ideologia neoliberal, apresentada como única viapara enfrentar a crise econômica nacional, ocupou lentamentecredibilidade junto às elites brasileiras e tornou-se superior apartir do governo FHC. A política educacional brasileira dos anos 90 foiimplementada através de um conjunto de reformas planejadase financiadas pelo Banco Mundial.Charles – – Aline – Marivaldo – Stênio – Emerson - Carla
  • 3. Charles – – Aline – Marivaldo – Stênio – Emerson - Carla
  • 4. O que são os Parâmetros Curriculares NacionaisOs Parâmetros Curriculares Nacionaisconstituem um referencial dequalidade para a educação no EnsinoFundamental em todo o País.Sua função é orientar e garantir acoerência dos investimentos nosistema educacional, socializandodiscussões, pesquisas erecomendações, subsidiandoa participação de técnicos eprofessoresbrasileiros, principalmente daquelesque se encontram mais isolados, commenor contato com a produçãopedagógica atual. Charles – – Aline – Marivaldo – Stênio – Emerson - Carla
  • 5. A educação no Brasil passou por profundasmudanças e ainda continua se modificando e sendomodificada, talvez não tanto quanto a sociedade atualexige, mas são sem dúvida mudanças significativas. Nesse contexto, a geografia, como componentecurricular (tradicional) na escola básica, também semodifica, seja por força das políticas públicas(PCNs, por exemplo), seja por exigências da própriaciência. Assim, o papel da geografia na educaçãobásica torna-se significativo, uma vez que se considerao todo desse nível de ensino e a presença deconteúdos e objetivos que envolvem, inclusive, as suasséries iniciais e a educação infantil.Charles – – Aline – Marivaldo – Stênio – Emerson - Carla
  • 6. Consideramos que a leitura do mundo é fundamental para que todos nós, que vivemos em sociedade, possamos exercitar nossa cidadania. Uma forma de fazer a leitura do mundo é por meio da leitura do espaço. Desse modo, ler o mundo vai muito além da leitura cartográfica, cujas representações refletem as realidades territoriais, por vezes distorcidas por conta das projeções cartográficas adotadas. Fazer a leitura do mundo não é fazer uma leitura apenas do mapa, ou pelo mapa, embora ele seja muito importante.Charles – – Aline – Marivaldo – Stênio – Emerson - Carla
  • 7. Também devemos fazer a leitura do mundo da vida, construído no dia a dia e que expressa tanto as nossas utopias, como os limites que nos são postos, sejam eles do âmbito da natureza, sejam do âmbito da sociedade (culturais, políticos, econômicos). Dentro deste contexto podemos questionar...Charles – – Aline – Marivaldo – Stênio – Emerson - Carla
  • 8. Conhecer o MundoLer o Mundo O Espaço Vivido
  • 9. Aprender a pensar o espaço. E, para isso, é necessário aprender a ler o espaço, “que significa criar condições para que a criança leia o espaço vivido” ( Castelar, 2000, p. 30 ). Aquela Geografia chamada tradicional, caracterizada pela enumeração de dados geográficos e que trabalha espaços fragmentados, em geral opera com questões desconexas, isolando-as no interior de si mesmas, em vez de considerá-las no contexto de um espaço geográfico complexo, que é o mundo da vida. É preciso trabalhar com a possibilidade de encontrarformas de compreender o mundo, produzindo um conhecimentoque é legítimo.Charles – – Aline – Marivaldo – Stênio – Emerson - Carla
  • 10. A clareza teórico-metodológica é fundamental para que o professor possa contextualizar os seus saberes, os dos alunos, e os de todo o mundo à sua volta. Então como fazer para superar um ensino, tradicional, e um professor igualmente tradicional ? Como trabalhar com a realidade sem seguir de forma linear as escalas, e como conseguir dar conta da complexidade do mundo? como proceder para ensinar geografia nas séries iniciais, passa a ser o desafio. A busca deve estar centrada no pressuposto básico de que, além da leitura da palavra, é fundamental que a criança consiga fazer a leitura do mundo.Charles – Daniel – Aline – Marivaldo – Stênio – Emerson - Carla
  • 11. Como realizar a leitura E como fazer a leitura doda palavra por meio da mundo por meio da leituraleitura do mundo? da palavra? Esse pode ser um desafio para se pensar. Partindo do fato de que a gente lê o mundo muito antes de ler a palavra, a principal questão é exercitar a prática de fazer a leitura do mundo. E, pode-se dizer que isso nasce com a criança. Charles – Daniel – Aline – Marivaldo – Stênio – Emerson - Carla
  • 12. Ao chegar à escola, ela vai aprender a ler as palavras, mas qual osignificado destas, se não forem para compreender mais e melhor opróprio mundo?O prazer de saber ler a palavra lendo o mundo, assim, é possível fazer arepresentação do espaço em que se vive, conhecendo o que se diz evivenciando o que se pratica. Charles – Daniel – Aline – Marivaldo – Stênio – Emerson - Carla
  • 13. O importante é poder trabalhar, no momento da alfabetização, com a capacidade de ler o espaço, com o saber ler a aparência das paisagens e desenvolver a capacidade de ler os significados que elas expressam. Um lugar é sempre cheio de história e mostra o resultado das relações que se estabelecem entre as pessoas, os grupos e também das relações entre eles e a natureza.Charles – Daniel – Aline – Marivaldo – Stênio – Emerson - Carla
  • 14. Sem dúvida, partindo do lugar, considerando a realidade concreta do espaço vivido. É no cotidiano da própria vivência que as coisas vão acontecendo e, assim, configurando o espaço, dando feição ao lugar. Um lugar que “não é apenas um quadro de vida, mas um espaço vivido, isto é, de experiência sempre renovada, o que permite, ao mesmo tempo, a reavaliação das heranças e a indagação sobre o presente e o futuro. A existência naquele espaço exerce um papel revelador sobre o mundo” (Santos, 2000, p. 114).Charles – Daniel – Aline – Marivaldo – Stênio – Emerson - Carla
  • 15. Não se espera que uma criança de sete anos possa compreendertoda a complexidade das relações do mundo com o seu lugar deconvívio e vice-versa. No entanto, privá-las de estabelecerhipóteses, observar, descrever, representar e construir suasexplicações é uma prática que não condiz mais com o mundo atuale uma Educação voltada para a cidadania.(Straforini, 2001, p. 56-57)Charles – Daniel – Aline – Marivaldo – Stênio – Emerson - Carla
  • 16. Ao ler o espaço, a criança estará lendo a sua própria história, representada concretamente pelo que resulta das forças sociais e, particularmente, pela vivência de seus antepassados e dos grupos com os quais convive atualmente. Desse modo, fazer a leitura da paisagem pode ser uma forma interessante de desvendar a história do espaço considerado, quer dizer, a história das pessoas que ali vivem.Charles – Daniel – Aline – Marivaldo – Stênio – Emerson - Carla
  • 17. “Seja como ciência, seja como matéria de ensino, a geografia desenvolveu umalinguagem, um corpo conceitual que acabou por constituir-se numa linguagemgeográfica” (Cavalcanti, 1998, p. 88). Essa linguagem será incorporada peloaluno à medida que ele consiga operar racionalmente com os conceitos própriosda geografia. As habilidades devem ser desenvolvidas ao longo das atividades que vão sendorealizadas. Algumas habilidades sãogerais, que todo sujeito precisadesenvolver para viver econstruir suas aprendizagens. Outras expressam aespecificidade de “ler oespaço”. Desenvolver essashabilidades éfundamental, pois, semelas, torna-se difícil fazerabstrações. Charles – Daniel – Aline – Marivaldo – Stênio – Emerson - Carla
  • 18. A culturaA cultura de cada povo, de cada sociedade apresenta suas marcas e temligações com a possibilidade de os sujeitos concretos dessas sociedadespossuírem uma identidade, no sentido de pertencimento ao lugar. Uma identidadeque se dá entre os próprios homens e com o lugar – o território em que estão.A questão da identidade cultural, de que fazem parte e o pensar o próprio espaçoencaminha a exercitar a análise e a crítica constante sobre as formas de vida eas condições que existem. E possibilita ao sujeito efetivamente se situar nomundo. Cada lugar tem uma força, uma energia que lhe é própria, os lugarespodem ser semelhantes, mas, nunca são iguais. Charles – Daniel – Aline – Marivaldo – Stênio – Emerson - Carla
  • 19. Charles – Daniel – Aline – Marivaldo – Stênio – Emerson - Carla
  • 20. Professora: Luciana Vieira