Polietileno de Ultra Alto Peso Molecular (PEUAPM)
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Polietileno de Ultra Alto Peso Molecular (PEUAPM), PoliTetraFluorEtileno (PTFE),

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Polietileno de Ultra Alto Peso Molecular (PEUAPM) Polietileno de Ultra Alto Peso Molecular (PEUAPM) Presentation Transcript

  • Polietileno de Ultra Alto Peso Molecular (PEUAPM) Professor: Marcelo de Carvalho Reis.
  • O que é:O PEUAPM é um Polietileno linear de alta densidade compesos moleculares a partir de um milhão de gramas pormol. É um termoplástico que apresenta uma combinaçãoexcepcional de propriedades. Além das características desuperfície não aderente, baixo coeficiente de atrito e boaresistência química, típicas das poliolefinas.O PEUAPM apresenta ainda uma altíssima resistência aoimpacto, explicável pelas grandes extensões de áreasamorfas, e a mais alta resistência ao desgaste de todos ospolímeros de engenharia.
  • Esta combinação de propriedades, especialmente aelevada resistência ao desgaste, é explicada pelotamanho especialmente grande das moléculas quecompõe o polímero.O comprimento elevado conduz a uma maior entropia econseqüentemente à formação de um grande númerode emaranhamentos entre as moléculas, resultando emuma estrutura com características que se assemelham apolímeros que apresentam reticulação. Em termos mecânicos, a formação deemaranhamentos entre as cadeias pode ser entendidacomo nós em uma rede, que possibilitam a dispersãodas tensões aplicadas em um ponto isoladamente.
  • O Polietileno de Ultra AltoPeso Molecular é definidopela ASTM como o Polietileno • M = K [n]a Equação 1que apresenta umaviscosidade relativa de 2.3 oumais em uma solução com Onde:concentração de 0.05% em M = Peso molecular viscosimétricodecahidronaftaleno K e a = Constantes determinadas por(DECALINA) a 135 oC. espalhamento de luzPodendo, então, ser calculado n = viscosidadeo peso molecular Trata - se de um Polietileno, portantoviscosimétrico a partir da um polímero semi - cristalino, podendo apresentar cristalinidade média emequação de Mark-Houwink- torno de 50 %, porém sob condições deFlory: processamento controladas pode-se obter percentual pouca coisa maior.
  • Processamento do PEUAPMExistem diversos métodos de processamento de polímeros, estando amaioria deles baseados no escoamento de material fundido. Para queocorra este escoamento são necessárias que sejam atendidas algumascondições básicas de aspecto reológico.Alguns dos processos mais comumente empregados para oprocessamento de polímeros, como injeção, extrusão, termoformagem,calandragem, sopro e moldagem por transferência, são baseados emcaracterísticas dos materiais que permitam o escoamento de massafundida sob a aplicação de tensão.Existem, entretanto, polímeros que apresentam – se no estado borrachosomesmo em temperaturas muito acima das de fusão, o que simplesmenteinviabiliza seu processamento por qualquer dos métodos expostos.
  • • Devido ao seu elevado peso molecular, o PEUAPM apresenta uma viscosidade do fundido tão alta que acaba por determinar um índice de fluidez 0 gr/10min. (DIN 53735) [11]• Está entre os polímeros cujo processamento não é factível pelos métodos normalmente empregados para termoplásticos, pois seriam necessárias tensões de cisalhamento tão elevadas para o seu escoamento que inviabilizariam o processo, tanto sob o aspecto de equipamento quanto sob o aspecto de degradação do material.• Devido a este fato, foram desenvolvidos ou são estudados diversos processos de moldagem e parâmetros de processamento para o PEUAPM [10-31], sendo a maioria baseados na metalurgia do pó, normalmente utilizados para metais e cerâmicas ou outros polímeros de difícil processamento como o Poli (tetrafluoroetileno).
  • ETAPAS• O PEUAPM está disponível comercialmente sob a forma de pó, sendo processado, basicamente, em três fases, independentemente de qual dos tipos de processamento esteja sendo utilizado. São elas:• 1) Compactação do pó a frio• 2) Aquecimento para plastificação• 3) Resfriamento*As variações nas maneiras como são realizadas estas três etapas dão origem a três diferentesprocessos, que podem acabar gerando diferentes propriedades finais do material moldado.
  • A literatura discorre sobre o processamento de moldagem porcompressão, onde o pó é inicialmente compactado à pressãode 1400 psi (96.55 Kgf/cm2 ou 9,6 MPa), posteriormente éaquecido sob pressão de 300 a 700 psi (20.68 a 48.27 Kgf/cm2ou 2 a 4,8 MPa) à temperatura de 400 a 425 F (204.4 C a 218.3oC) até a fusão completa do material, sendo então resfriadosob a mesma pressão inicialmente utilizada de 1400 psi.
  • Uma adaptação do processo de moldagem por compressão quepermite a produção contínua é a extrusão RAM.Trata – se da composição das três fases, porém ocorrendo aomesmo tempo, ou seja: a partir de alimentação contínua de pó opolímero é compactado seguindo para a etapa de fusão e emseguida sendo resfriado.As três etapas ocorrem dentro do mesmo equipamentofuncionando como uma extrusora de rosca, porém o material éimpulsionado por um cilindro hidráulico e aquecido externamente,ao contrário das extrusões convencionais onde o polímero éconduzido pela rosca e o aquecimento é gerado,predominantemente, pelo cisalhamento.
  • Outras Etapas A terceira forma de processamento apresentada baseia-se em metalurgia do pó, de maneira idêntica à aplicada para metais e cerâmicas. É um técnica tipicamente utilizada para PTFE, mostrando-se adequada também para o PEUAPM. Mais uma vez o processo pode ser dividido em três etapas:1. Compactação à frio2. Sinterização em forno com atmosfera controlada3. Resfriamento sob pressão ambiente, em atmosfera controlada
  • Outros métodos de moldagem do PEUAPM sãobaseados em um processamento inicial por algumadas três técnicas apresentadas e, numa segunda faseé realizada uma operação de forjamento nomoldado, ou apresentando as mesmas característicasbásicas dos três processos, mas com variações nosmétodos de aquecimento.
  • A literatura em processamento de polímeros nãoapresenta uma terminologia de consenso para adenominação dos diferentes processos de fabricação demoldados a partir da tecnologia do pó. Halldin descreve oprocessamento a partir do pó como: "qualquer técnica defabricação que utilize um pó ou material em partículascomo forma inicial da matéria-prima. O objetivo doprocessamento do pó (powder processing) é causar umaconsolidação ou agupamento para uma forma desejada,obtendo como conseqüência um aumento nos níveis dedensidade e de resistência.. Zachariades [25] se refere aprocessamento do pó como uma tecnologia típica deprocessamento de metais e cerâmicas, entretanto para aconfecção de seus corpos de prova o autor descreveu umprocessamento idêntico à moldagem por compressão.
  • A indústria nacional, de maneira geral, processa o PEUAPM segundo o seguinte ciclo:• Prensagem a frio do pó, a 100 Kgf/cm2 ou 10 MPa• Aquecimento do material sob pressão entre 20 e 50 Kgf/cm2 (2 e 5 MPa) até 220 oC pelo tempo necessário para fundir toda a massa• Resfriamento sob pressão de 100 kgf/cm2 (10 MPa).
  • PoliTetraFluorEtileno (PTFE)
  • HISTÓRICO• O PTFE (politetrafluoretileno) é um homopolímero etenóide (derivado do etileno) com a substituição de todos os átomos de hidrogênio do etileno por átomos de flúor.• O PTFE foi descoberto acidentalmente nos Estados Unidos, em 1938, pelo Doutor Roy Plunkett, um químico da Kinetc Chemicals, Inc., uma subsidiária da E. I. du Pont de Nemous & Co., Inc., e General Motors Corporation, quando uma amostra de gás Tetrafluoretileno (TFE) sob pressão em um cilindro, polimerizou a temperatura ambiente. Ele constatou que o cilindro que estava cheio desse gás, na verdade, estava vazio. Ao cortá-lo, verificou-se a presença de um resíduo branco em seu interior. Nasceu assim o Teflon...• Algumas das propriedades incomuns do PTFE foram reconhecidas, e foram descritas as primeiras polimerizações com iniciadores.
  • • Rapidamente constatou-se as características de uso e processamento do PTFE devido seu alto peso molecular médio e porque este não fluí na fusão, porque sua temperatura de fusão cristalina é de 327ºC; na realidade o grau de polimerização n na fórmula (-CF2-CF2-)n excede a 10.000 para PTFE comercial, comparado a um valor de n = 1.000 para polietileno comercial. Conseqüentemente, as técnicas convencionais para processamento de plásticos não são aplicadas para o PTFE.• O PTFE foi patenteado em 1941 sob a marca registrada de Teflon®. Teflon® é uma família de fluorpolímeros da Du Pont que abrange não só o PTFE, mas também copolímeros, como o FEP (copolímero de TFE e HFP - hexafluorpropileno) e o PFA (perfluor alkoxy), que são também completamente fluorados. • Antes e durante a Segunda Guerra Mundial o desenvolvimento de PTFE foi empreendido pela Du Pont para aplicações especiais bélicas e uma planta piloto estava em operação em 1943. Antes disso, os princípios para transformação do monômero TFE em PTFE granular já haviam sido propostos, e são utilizados até hoje.
  • • Devidos os interesses da Du Pont, o PTFE não estava descartado como uma curiosidade intratável, mas foram desenvolvidos métodos não convencionais de processamento; esta é a característica mais notável da história de PTFE.• A Du Pont trabalhou continuamente, lado a lado, nos polímeros e nos processos de transformação durante a década de 1940. Uma descoberta muito importante foi a preparação e uso da dispersão coloidal aquosa de PTFE, primeiramente mencionada em 1946, e então utilizada em 1950. Várias técnicas de obtenção e processamento para PTFE já estão bem estabelecidas, e vários produtos em PTFE podem ser fornecidos por fabricantes experientes nos Estados Unidos, na Inglaterra e em outros países.
  • Hoje, os maiores manufaturadores de PTFE são:• Du Pont (EUA) - Teflon®; e• Hoechst (Alemanha) - Hostaflon®;• I.C.I. (Inglaterra) - Fluon®;• Daikin (Japão) - Daiflon®;• Montefluos (Itália) - Algoflon®.
  • A capacidade industrial mundial esperada para o PTFE eraaproximadamente 10.000 toneladas / ano ao final de 1965; daqual os Estados Unidos contribuíam com 70%, a Inglaterracom 20%, a Europa com 5% e o Japão com 5%. Comparadocom o progresso da Du Pont descrito acima, a I.C.I. tinha umaplanta piloto em operação antes de 1947, fornecendopolímeros granulares, com venda regular em 1952, e produtosde dispersão em 1956.A qualidade de todo o PTFE comercial melhoroutremendamente durante os anos. Isto foi alcançado através decolaboração entre os fabricantes de polímero e ostransformadores em produto acabado, e conduziu a graus dePTFE que podem ser fabricados mais facilmente em produtosacabados com propriedades melhoradas.
  • CONSUMO• O consumo mundial em 1990 era de 42.500 toneladas / ano, sendo que os Estados Unidos consumiam 14.000 toneladas, a Europa consumia 14.600 toneladas, o Japão consumia 8.000 toneladas; o restante era consumido pelos outros países.
  • FABRICAÇÃO DO PTFE Obtenção do monômero• O monômero do tetrafluoretileno (CF2 = CF2) é preparado de acordo com as reações seguintes:O clorofórmio de CHCl3 é adquirido por clorações sucessivas de metano a 5 bar e 320°C.O gás freon® 22 (difluormonoclorometano – CHClF2), obtido na primeira reação, ésubmetido a uma temperatura entre 600 a 800 ºC, obtendo-se o monômero TFE. Apóseste processo, o gás TFE é submetido a um processo de lavagem e sacagem, e então éliquefeito a baixas temperaturas (-35 ºC). Após liquefeito, os subprodutos indesejadossão separados por destilação, estando então o TFE pronto para a polimerização. Aspropriedades explosivas do monômero TFE obrigam a adoção de inúmeras precauçõespara que sua manipulação ocorra sem perigo.
  • Polimerização do PTFE• A polimerização de TFE é realizada em reatores adequados, na presença de água e iniciadores de radical-livre em solução aquosa, como peroxidissulfatos, peróxidos orgânico, ou sistemas de redução-ativação. Assim, a água age como um veículo para o iniciador e também como um meio para transferência do calor liberado durante a polimerização, por se tratar de uma reação exotérmica.
  • • Embora água não interfira com a preparação de PTFE de alto peso molecular, a gama de aditivos úteis é muito pequena, desde que a maioria das substâncias químicas orgânicas cause inibição da polimerização ou conduza a produtos com propriedades normalmente inaceitáveis. Até mesmo hidrocarbonetos saturados como aditivo inibem polimerização a menos que sua solubilidade em água seja muito pequena; assim, parafinas até C12 são inibidoras para o sistema de polimerização granular, considerando-se que as parafinas de cadeias longas podem ser aceitas em sistemas por dispersão.• Na obtenção de PTFE por dispersão coloidal aquosa, podem ser usados emulsificadores altamente halogenados, como os sais de ácidos completamente fluorados, mas emulsificadores normais são inibidores, exceto se injetados depois do início da polimerização, quando estes permitem alguma polimerização adicional.
  • O TFE polimeriza a temperatura e pressão moderadas, de 40-80 ºC e 50- 400 psi; entretanto às vezes pode ser um problema controlar a taxa de polimerização e temperatura, tornando-se necessária uma boa transferência de calor, e isto pode ser prejudicado pela formação de adesões de polímero nas paredes do vaso de pressão, particularmente durante polimerização granular. Os principais processos de obtenção do PTFE são: • Granular Polymers • Coagulated Dispersion Polymers • Liquid Dispersion • Filled PolymersConforme as condições de polimerização (formulação, temperatura, pressão, influenciasmecânicas), obtém-se diferentes grades e tipos de PTFE, tais como os polimerizados emsuspensão e em emulsão
  • PRINCIPAIS PROCESSOS: O acondicionamento dos polímeros resultantes depende do seu tipo. Os principais processos realizados são os seguintes:• lavagem;• secagem;• granulação;• composição (para a preparação de materiais com reforços);• concentração (apenas para polimerizados em dispersão);• formulação de sistemas de recobrimento.
  • CONSTITUIÇÃO E PROPRIEDADES
  • Natureza estrutural Constituição da cadeiaAs macromoléculas do PTFE apresentam uma estrutura molecular linear. Devido à suainsolubilidade, não é possível determinar seu peso molecular pelos métodosconvencionais. Ensaios específicos mostram valores de peso molecular variando entre400.000 e 900.000. Na prática, apenas o peso molecular relativo é determinado,medindo-se a densidade de corpos de prova normalizados.Ao aumentar a densidade juntamente com o grau de cristalização e ao ser esteinversamente proporcional ao peso molecular, os corpos de prova provenientes detipos de PTFE com alto peso molecular apresentam menor densidade que os corpos deprova de tipos com baixo peso molecular.A ligação química carbono-flúor, cuja energia de dissociação é de 460 kJ/mol, é uma damais sólidas na química orgânica, pois somente se rompe sob condições extremas.As cadeias de carbono estão cobertas quase inteiramente por átomos de flúor, o queequivale a uma proteção da cadeia de carbono contra influências externas, cujaconseqüência é a elevada resistência do PTFE aos agentes químicos.
  •  CristalinidadeO PTFE é um polímero parcialmente cristalino, cuja estrutura cristalina pode ser vistana figura 2. Acima do ponto de fusão cristalina, que está entre 325 e 340 ºC, materialé muito transparente, caso contrário, abaixo deste ponto, é branco e opaco.Sinterizando lâminas finas de PTFE a aproximadamente 400 ºC e resfriando-asrapidamente à temperatura ambiente, a estrutura molecular é enrijecida com umamplo grau de estado amorfo, conservando-se as lâminas transparentes. Pelocontrário, se o resfriamento se realizar lentamente, existe tempo suficiente para acristalização, resultando num produto branco-leitoso.A 19 ºC ocorre, no PTFE, uma transição em sua fase cristalina, cuja diversidade deformas pode se ver na figura 2.
  • Constituição dos compostos de PTFE• O PTFE é mais utilizado no Brasil e no mundo inteiro em sua forma pura. Em condições específicas de trabalho podemos optar pelo PTFE com cargas especiais, melhorando assim algumas propriedades do material obtendo um melhor rendimento e uma vida útil maior da peça. A princípio o PTFE carregado e mais caro que o puro, porém, a vida útil da peça poderá ser aumentada em várias vezes.• Os compostos de PTFE são mesclados de grande qualidade contendo reforços inorgânicos, principalmente fibras de vidro, carbono e diversas modificações, metais e compostos metálicos, como por exemplo, óxido e sulfures.• Conforme as propriedades desejadas, os compostos podem conter entre 5 e 40% em volume de reforços.
  • Formas de reforços utilizados:CARGAS MAIS USUAIS: PROPRIEDADES DO COMPOSTO:Fibra de Vidro • alta resistência à compressão • resistência ao desgaste • ótima resistência químicaCarbono • resistência ao desgaste • alta resistência à compressão • boa condutibilidade térmicaGrafite • boa condutibilidade térmica • boas propriedades de deslizamento • baixo coeficiente de atrito • resistência ao desgasteBronze • alta resistência à compressão • baixo escoamento a frio • ótima condutibilidade térmicaMoS2 • ótimos propriedades de deslizamento • reduz desgaste
  • Estabilidade térmica• A estabilidade térmica do PTFE não é alcançada por nenhum plástico comercial, nem sequer por nenhum outro polímero fluorado. Aquecendo- se, por exemplo, a 300 ºC durante 4 semanas, as lâminas fabricadas em PTFE, sua resistência à ruptura diminuí entre 10 e 20% apenas. Por este motivo, não existe necessidade alguma de proteger o material da ação térmica por meio de estabilizadores especiais.• O PTFE, apresenta uma temperatura de início de degradação em torno de 370 ºC e temperatura de término de degradação em torno de 520 ºC.
  • Temperaturas constantes de trabalhoA temperatura constante de trabalho máxima admissível dependedas exigências mecânicas impostas em cada caso. Quando se tratade cargas médias, o limite superior de temperatura, a que osprodutos em PTFE podem submeter-se a esforços, situa-se em 260ºC. Em muitos casos, pode-se ultrapassar esta temperatura por umcurto período de tempo sem nenhum inconveniente.Não apenas a temperatura ambiente, mas também a baixastemperaturas, o PTFE possui uma boa flexibilidade eextensibilidade, podendo ser utilizado sem limitações para amaioria dos artigos, inclusive a temperatura de ebulição donitrogênio líquido (-196 ºC). Dos inúmeros materiais ensaiados, oPTFE é o único que não se torna quebradiço em hélio líquido (-269ºC).
  • Comportamento durante a fusão• O PTFE possui um ponto característico de transição a 325 a 340 ºC, passando de um estado branco e cristalino a um estado vítreo, amorfo e transparente. Para a transformação do PTFE é importante saber que, na zona compreendida entre a temperatura ambiente e 325 ºC, ocorre um aumento reversível de volume da ordem de 30%. E quanto ao seu comportamento durante a fusão, o PTFE se diferencia consideravelmente dos outros termoplásticos: com 1010 Pa x seg., apresenta uma extrema viscosidade durante a fusão, o qual tem como resultado que os produtos em PTFE não comecem a fluir acima dos 325 ºC, sem que conservem sua forma geométrica.• Como conseqüência a este comportamento inusitado, não podem ser aplicados para o PTFE os procedimentos de transformação usuais nos termoplásticos (por exemplo, injeção), o que obriga o desenvolvimento de técnicas especiais que se assemelham mais aos métodos de metalurgia de sinterização.
  • Influencia do tipo de PTFE e as condições de transformação• Os produtos sinterizados em PTFE são tenazes e flexíveis, embora não elástico como a borracha. A maioria de suas propriedades mecânicas dependem das condições de transformação, desempenhando um papel importante o fato de que o polímero não se converta a uma massa fundida de baixa viscosidade ao ser sintetizado, sem que as diferentes partículas conservem sua forma ao serem prensadas e somente sintetizem com maior ou menor solidez• Mediante as condições de transformação podem variar-se dentro de amplas margens diferentes de propriedades do PTFE.
  • Variáveis de processo que requerem um controle exato:• Pressão de prensagem;• Temperatura e tempo de duração da sinterização;• Velocidade de aquecimento e resfriamento. Como estas variáveis influem na porosidade e na cristalinidade, os quais, por sua vez, influem sobre as seguintes propriedades:•• Resistência mecânica:• Elasticidade;• Dureza;• Permeabilidade;• Rigidez dielétrica. Se comparar os diferentes tipos de PTFE, poderá comprovar-se que as diferenças entre suas propriedades mecânicas são relativamente pequenas. As principais diferenças ocorrem quanto à viscosidade e a porosidade. Ao incorporar cargas e/ou aditivos ao PTFE, suas propriedades sofrem mudanças importantes, conforme citado.
  • Atrito As reduzidíssimas forças intermoleculares do PTFE são a causa, entre outros fatores, de que o mesmo possua, entre todos os materiais sólidos, os menores coeficientes de atrito. O coeficiente de atrito determinado em cada caso depende de inúmeros fatores, tais como pressão e velocidade de deslizamento, elemento oposto, composição da atmosfera e uma possível lubrificação adicional. Generalizando, pode - se dizer que:• Os coeficientes de atrito estático e dinâmico do PTFE são idênticos entre si. Por isto, não ocorre nenhum movimento “stick-slip”;• A medida que se aumenta a carga, o coeficiente de atrito aumenta primeiro rapidamente e, após, com maior lentidão.• Ao aumentar a velocidade de deslizamento pode ser observado, até a aproximadamente 50 m/mim, um aumento do coeficiente de atrito, o qual não depende apenas da velocidade quando esta é superior a 50 m/mim, menos que produzam superaquecimentos localizados a uma temperatura superior a de fusão cristalina, entre 325 e 340 ºC, e ocorra uma alteração irreversível da estrutura superficial;• Ao aumentar a temperatura, os coeficientes de atrito aumentam de forma insignificante na zona entre 20 ºC (em conseqüência da mudança de fase cristalina nesta temperatura), mantendo-se praticamente constantes até 327 ºC. Para muitas aplicações é importante que o produto conserve suas favoráveis propriedades deslizantes também abaixo de 0 ºC.
  • Os coeficientes de atrito dos diferentes compostos de PTFE nãodiferem muito entre si, situando-se abaixo dos valorescorrespondentes para o PTFE puro. Geralmente o coeficiente deatrito do PTFE é da ordem de 0,1 a 0,25. Nos casos mais favoráveis(PTFE contra aço, com profundidade de aspereza inferior a 2 m,carga de 0,05 N/mm2, velocidade de deslizamento inferior a 100mm/mim, lubrificação com óleo de silicone), o coeficiente de atritopode ser inferior a 0,01.
  • Comportamento frente ao desgaste O PTFE puro é superado por alguns outros plásticos com relação quanto a resistência a abrasão, isto es atribui, por uma parte, as escassas forças intermoleculares e, por outra, a que as diferentes partículas do polímero não formam uma massa apropriadamente fundida durante a transformação, sendo que estas partículas somente se sinterizam entre si com maior ou menor força. Um ensaio pelo procedimento de roda abrasiva, conforme o projeto da norma FNK/FNM de 1965 (“Abrasión Taber”), proporciona os seguintes resultados em PTFE:• Desgaste em peso: Gs = 85 mg / 100 revoluções;• Desgaste em volume: Vs = 40 mm3 / 1100 revoluções. Ao contrário, os compostos de PTFE apresentam uma boa resistência a abrasão, inclusive na presença de cargas relativamente importantes.
  • TIPOS DE PTFE Devido as suas propriedade físicas, o PTFE unicamente pode transformar- se por processos especiais.• prensagem seguida de sinterização• extrusão ram• extrusão de pastas• revestimento seguido de sinterização• impregnação• Os diferentes tipos de PTFE estão adaptados a estes métodos de transformação. Para a Moldagem por Compressão e a Extrusão Ram somente são adequados os polimerizados em suspensão em forma de pó de partículas grossas acondicionados .Por outro lado, a Extrusão de Pastas unicamente resulta possivelmente uma base de pó obtida coagulando-se dispersões de PTFE (polimerizados em emulsão). O PTFE em forma de Dispersão Aquosa se aplica para revestir e impregnar diversos substratos
  • Transformados por extrusão Ram Os materiais transformados por extrusão Ram devem possuir os seguintes requisitos:• Boa fluidez• Alto peso aparente• Boa estabilidade de suas partículas• Partículas duras Seguem o perfil a obter suas dimensões, as pressões de extrusão se situam entre 25 e 800 bares, margem que, como é lógico, é incapaz de cobrir um só produto. Por conseguinte, no momento de selecionar o material deverá distinguir-se entre:• PTFE pré-sinterizado e• PTFE não pré-sinterizado
  • AplicaçõesLubrificantes secos• O Hostaflon TF 9205 e o TF 9202 podem empregar-se como lubrificantes secos, substituindo o grafite e o Bisulfeto de Molibdênio.Óleos e graxas• Misturados com óleos resistentes a altas temperaturas, como os de silicone, podem obter graxas termoresistentes. A quantidade a utilizar dos mesmos depende da viscosidade do óleo e da consistência desejada na graxa lubrificante final.Misturados com outros plásticos• Adicionando Hostaflon TF 9205, TF 9202 e TF 9203 em qualidade de reforços, melhoram consideravelmente as propriedades deslizantes e antiabrasiva de termoplásticos e termofíxos. As doses a utilizar nos mesmos são situadas entre 10 e 30 % em peso.Tintas de Impressão• Dispersando Hostaflon TF 9205 e TF 9202 em tintas de impressão melhoram as características impermeabilizantes destas.
  • Revestimento• Com sistemas de revestimento contendo Hostaflon TF 9205 ou TF 9202, podem elaborar-se revestimentos autolubrificantes e resistentes a abrasão.Spray anti aderentes• O Hostaflon TF 9202 pode utilizar-se como lubrificantes em forma de spray, dispersando-o muito finamente. Para melhorar a aderência, pode adicionar-se um ligante.
  • REVESTIMENTOSExiste no mercado uma completa linha de revestimentos em PTFE voltada para aplicações em peças industriais, onde performance e produtividade são fundamentais. Os revestimentos em PTFE foram desenvolvidos para solucionar os mais variados problemas, possuindo propriedades como: antiaderência, baixa fricção, resistência à corrosão, à abrasão e em altas e baixas temperaturas, além de hidrofobia e oleofobia.Comparado aos demais revestimentos, PTFE é o que tem o menor coeficiente de atrito e o que mais resiste a altas temperaturas, podendo suportar temperaturas contínuas de até 290ºC e de até 314ºC por breves períodos. Além de bom isolante elétrico, é hidrofóbico e possui boa resistência à corrosão química devido à sua menor permeabilidade, podendo alcançar 140 microns de espessura final. Seu uso em utensílios domésticos é aprovado pelo FDA e por outros órgãos de saúde de todo o mundo.• Cilindros têxteis e de secadores têxteis: Promove a antiaderência, evitando acúmulo de resíduos e corrosão;• Trocadores de Calor: Elimina incrustações, reduzindo o tempo gasto na limpeza;• Moldes em Geral: Facilita a antiaderência de produtos que trabalhem no molde entre 260ºC a 290ºC.
  • Tubo trocador de calor revestido com PTFE Molde revestido com PTFE
  • • Rolos de fotocopiadoras: Facilita a antiaderência a temperaturas de até 260ºC;• Skids de pinturas: Facilita a antiaderência e a limpeza;• Moldes em geral: Facilita a desmoldagem de produtos que trabalhem até 260ºC;• Válvulas e bombas: Evita a corrosão química de produtos que trabalhem em temperaturas inferiores a 260ºC;• Rotores industriais: Previne o acúmulo de sujeira, evitando o desbalanceamento, dando aos rolamentos maior durabilidade;
  • Rotor industrial revestido comRolo de fotocopiadora PFA