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Antropofagia e Tradução Cultural I

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Introdução ao fenómeno cultural da antropofagia na cultura brasileira desde a perspectiva da trdaução cultural

Introdução ao fenómeno cultural da antropofagia na cultura brasileira desde a perspectiva da trdaução cultural

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  • Aproximação sistémica à dinâmica do processo tradutivo a partir dum modelo básico de estética de recepção e produção que serve como matriz a três momentos, todos eles interdependentes, e que se caracteriza por uma transversalidade livre de hierarquias: A partir da aísthesis (αίσθησις, no sentido de totalidade das percepções sensuais humanas) temos um interface com o mundo exterior, no qual já está a actuar todo um conjunto de pré-estruturações. As percepções que os sentidos nos transmitem, simultaneamente associam cada ideia ou imagem com um vasto inventário de concepções (estéticas) que já dirigem as próprias percepções e tradução dos fenómenos em migração pelos polissistemas culturais. Podíamos entender esta estética , lapidarmente, como uma espécie de tradutor automático a trabalhar no momento da aístesis , determinado pela multiplicidade de estruturas adquiridas que condicionam a interpretação e a migração do percebido. Também podíamos falar com Foucault de utopia , pensando no conjunto de ideias e ideologias que o indivíduo forma e traduz a partir dos processos aistéticos e estéticos. As ideias e utopias geradas pelo agente criador traduzem-se, inevitavelmente, em anestética : Dá-se uma hiperbolização ou um encobrimento do estético, que anestesia (de αvαίσθησις) a sensibilidade primária ao ficar a ideia/utopia realizada em forma de produto, comportamento, estereótipo, etc.. Trata-se, porém, de um duplo inseparável da estética, que a traduz ­­– concretizando, democratizando, amplificando ou massificando-a (cf. Welsch 1990). Como valor problemático, a anestética aparece na nossa contemporaneidade, por exemplo, na estetização ou hiperestetização contínua da realidade através da comercialização do mundo icónico-simbólico e de todo o inventário narrativo. Como tal, pode ter um efeito anestesiante, se a estetização for simplificada, iterada, massificada ou comercializada em excesso. Um exemplo de anestética em termos positivos seria a nossa memória cultural, aquele cultivo de um inventário de textos, imagens e rituais reutilizáveis e traduzíveis ad infinitum duma sociedade, com o qual esta se reafirma na sua consciência de unidade. Uma explicação mais concreta dos fenómenos que a anestética abrange, oferece-nos o conceito foucaultiano da heterotopia , ou seja, a tradução concreta e prática das utopias na realidade (p. ex. através de museus, igrejas, cemitérios, asilos ou prisões, cf. 1967:39ss). Se quiséssemos simplificar esta matriz triangular da estética de recepção e produção tradutológicas, poderíamos concebê-la, também, como a interacção entre consciência, realidade e para/tradução da realidade. A tradución educa a percepción, unha percepción que nunca aprehende as cousas de xeito directo.
  • Cf. triángulo semiótico, triángulo aistético-estético-anestético A noção da para/tradução designa a dependência irremediável da tradução (linguística, cultural ou outra) do seu contexto , seja este constituido por ideologias, normas sociais, factores económico-políticos ou outros determinantes. Este contexto paratradutivo não depende de um âmbito de saber definido, uma vez que implica uma concepção transdisciplinária das actividades tradutiva e interpretativa. A para/tradução é, também, o espaço da reflexão meta-tradutiva – necessariamente diferente em cada lingua e em cada contexto cultural –, uma espécie de segundo modo discursivo que ilustra a interdependência de universalismo e particularismo, de identidade e alteridade, dentro da tradução entendida como dinâmica transgresora e subversiva. Tanto o próprio acto de percepção, como as suas condições (estéticas, utópicas, ideológicas) e as suas manifestações e pervivências na realidade (anestéticas, heterotópicas) podem ser descritas e explicadas como processos para/tradutivos. A paratradución é o contexto que condiciona a tradución/interpretación, p.e. o conxunto de discursos que comentan ou apresentan unha tradución ou interpretación -sexa de maneira verbal, icónica, etc., ou mixta. Para o concepto do paratexto cf. Gérard Genette. Seuils . Paris : Seuil, 1987. Philippe Lane. La périphérie du texte . Paris : Seuil, 1992.
  • Cf. triángulo semiótico, triángulo aistético-estético-anestético A noção da para/tradução designa a dependência irremediável da tradução (linguística, cultural ou outra) do seu contexto , seja este constituido por ideologias, normas sociais, factores económico-políticos ou outros determinantes. Este contexto paratradutivo não depende de um âmbito de saber definido, uma vez que implica uma concepção transdisciplinária das actividades tradutiva e interpretativa. A para/tradução é, também, o espaço da reflexão meta-tradutiva – necessariamente diferente em cada lingua e em cada contexto cultural –, uma espécie de segundo modo discursivo que ilustra a interdependência de universalismo e particularismo, de identidade e alteridade, dentro da tradução entendida como dinâmica transgresora e subversiva. Tanto o próprio acto de percepção, como as suas condições (estéticas, utópicas, ideológicas) e as suas manifestações e pervivências na realidade (anestéticas, heterotópicas) podem ser descritas e explicadas como processos para/tradutivos. A paratradución é o contexto que condiciona a tradución/interpretación, p.e. o conxunto de discursos que comentan ou apresentan unha tradución ou interpretación -sexa de maneira verbal, icónica, etc., ou mixta. Para o concepto do paratexto cf. Gérard Genette. Seuils . Paris : Seuil, 1987. Philippe Lane. La périphérie du texte . Paris : Seuil, 1992.