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  • 1. A história da Antiga Israel abrange o período desde o século XX a.C. até à expulsãoeDiáspora do povo judaico no século I, na área compreendida entre o Mar Mediterrâneo,o deserto do Sinai, as montanhas do Líbano e o deserto da Judeia. Concentra-seespecialmente no estudo do povo judeu neste período, e de forma secundária dos outros povosque com ele conviveram, comoos filisteus, fenícios, moabitas, idumeus,hititas, madianitas, amoritas e amonitas. As fontessobre este período são principalmente a escrita clássica como a Bíbliahebraica ou Tanakh (conhecida pelos cristãos como Antigo Testamento), o Talmude, o livroetíope Kebra Nagast e escritos de Nicolau de Damasco, Artapano deAlexandria, Fílon e Josefo. Outra fonte principal de informação são osachados arqueológicos no Egito,Moab, Assíria ou Babilónia, e os vestígios e inscrições nopróprio território.A Terra de Israel, conhecida em hebraico como Eretz Israel, é sagrada para o povo judeudesde os tempos bíblicos. De acordo com a Torá, a Terra de Israel foi prometida aos trêspatriarcas do povo judeu, por Deus, como a sua pátria;[33][34]estudiosos têm colocado esteperíodo no início do 2º milênio a.C..[35]A terra de Israel guarda um lugar especial nasobrigações religiosas judaicas, englobando os mais importantes locais do judaísmo (como osrestos doPrimeiro e Segundo Templos do povo judeu). A partir do século X a.C.[36]uma série dereinos e estados judaicos estabeleceram um controle intermitente sobre a região que duroucerca de 150 anos, para o Reino de Israel, até à sua conquista pelos assírios em 721 a.C., equatro séculos para o Reino de Judá, até à sua conquista por Nabucodonosor em 586 a.C. edestruição do Templo de Salomão pelos babilónios.[37]Em 140 a.C. a revolta dosMacabeus levou ao estabelecimento do Reino Hasmoneu de Israel, cuja existência enquantoreino independente durou 77 anos, até à conquista de Jerusalém por Pompeu em 63 a.C,altura em que se tornou um reino tributário do Império Romano.[38]A menorá saqueada de Jerusalém, imagem do Arco de Tito.Uma antiga sinagoga (Kfar Baram), abandonada no século XIII d.C.[39][40]Sob o domínio assírio, babilônico, persa, grego, romano, bizantino e (brevemente) sassânido, apresença judaica na região diminuiu por causa de expulsões em massa. Em particular, ofracasso na revolta de Bar Kokhba contra o Império Romano em 132 resultou em umaexpulsão dos judeus em larga escala. Durante este tempo os romanos deram o nome de SyriaPalæstina à região geográfica, numa tentativa de apagar laços judaicos com a terra. Noentanto, a presença judaica na Palestina manteve-se, com o deslocamento de judeusda Judeia para a cidade de Tiberíades, na Galileia.[41]No início do século XII aindapermaneciam cerca de 50 famílias judaicas na cidade.[42]A Mishná e o Talmud de Jerusalém,dois dos textos judaicos mais importantes, foram compostos na região durante esse período. Aterra foi conquistada do Império Bizantino em 638 durante o período inicial dasconquistas muçulmanas. O niqqud hebraico foi inventado em Tiberíades nessa época. A áreafoi dominada pelos omíadas, depois pelos abássidas, cruzados, os corésmios e mongóis, antesde se tornar parte do império dos mamelucos(1260-1516) e o Império Otomano em 1517.[43]Embora a presença judaica na Palestina tenha sido constante, os judeus que "sempre láestiveram" reduziam-se à pequena comunidade rural de Pekiin, árabes em tudo excepto nareligião.[44]Durante os séculos XII e XIII, houve um pequeno, mas constante movimento deimigrantes judeus para a região, especialmente vindos do Norte de África.[45]Após o Decreto deAlhambra em 1492, muitos judeus expulsos de Espanha partiram para a TerraSanta,[46]embora se tenham fixado nas cidades onde viviam da caridade e do halukka enviadopelos seus pares naDiáspora.[44]Após 1517, sob o domínio Otomano, a região tornou-se umaprovíncia esquecida do Império, declinando em população devido à extrema pobreza, impostosexorbitantes, doença e falta de segurança. A população era maioritariamente muçulmana, daqual dez por cento eram católicos. Em 1777, judeus europeus começaram a voltar à região,juntando-se à pequena comunidade sefardita local.[47]Por volta de 1800, a população judaicarondaria os três milhares,[44]vivendo sobretudo nas "Quatro CidadesSagradas", Jerusalém, Hebron, Safed eTiberíades. Despreparados para a rudeza da região,
  • 2. sem conseguir arranjar emprego e impedidos de possuir terras, os judeus europeus viviam namiséria, sobrevivendo, mais uma vez, do halukka.[47]Já na década de 1850, os judeus chegariam mesmo a constituir pelo menos a metade dapopulação de Safed, Tiberíades e Jerusalém.[48][49]Conflitos! Ao longo dos anos os países árabes recusaram-se a manter relaçõesdiplomáticas com Israel não reconhecendo a existência do Estado judeu e, além disso, árabesnacionalistas liderados por Nasser lutaram pela destruição do Estado judeu.[88][89]Em 1967,o Egito, a Síria e aJordânia mandaram suas tropas até as fronteiras israelenses, expulsandoas forças de paz da ONU e bloqueando o acesso de Israel ao Mar Vermelho. Israel viu essasações como um casus belli para um conflito, iniciando a Guerra dos Seis Dias. Israel conseguiuuma vitória decisiva nesta guerra e capturou os territórios árabes da Cisjordânia, Faixa deGaza, Península do Sinai e as Colinas de Golã.[90]Desde 1949 a chamada Linha Verde passoua ser a fronteira administrativa entre Israel e os territórios ocupados. As fronteiras de Jerusalémforam ampliadas por Israel que incorporou Jerusalém Oriental. A Lei de Jerusalém, promulgadaem 1980, reafirmou esta medida e reacendeu polêmica internacional sobre o estatuto deJerusalém.[91]O fracasso dos Estados Árabes na guerra de 1967 levou ao surgimento de organizações não-estatais árabes no conflito, sendo a mais importante a Organização de Libertação daPalestina (OLP), que foi concebida sob o lema "a luta armada como única forma de libertar apátria.".[92][93]No final da década de 1960 e início da década de 1970, grupospalestinos[94][95]lançaram uma onda de ataques contra alvos israelenses ao redor domundo,[96]incluindo um massacre de atletas israelitas nos Jogos Olímpicos de Verão de 1972,em Munique na Alemanha. Israel reagiu com a Operação Cólera de Deus, no decurso da qualos responsáveis pelo massacre de Munique foram encontrados e executados.[97]Em 6 deoutubro de 1973, no Yom Kippur, dia mais santo do calendário judaico, os exércitos do Egito eda Síria lançaram um ataque surpresa contra Israel. A guerra terminou em 26 de outubro com oêxito israelense, que conseguiu repelir as forças egípcias e sírias, porém sofrendo grandesperdas.[98]Um inquérito interno exonerou o governo israelense da responsabilidade peloconflito, porém a insatisfação popular forçou a então Primeira-Ministra Golda Meir arenunciar.[99]Begin, Carter e Sadat em Camp David, no momento da assinatura do tratado de paz israelo-egípcio.As eleições de 1977 do Knesset marcaram uma virada importante na história políticaisraelense, quando Menachem Begin do Partido Likudassumiu o controle do PartidoTrabalhista.[100]Mais tarde, no mesmo ano, o então Presidente Egípcio Anwar El Sadat fez umavisita a Israel e falou perante o Knesset, esta foi a primeira vez que um chefe de Estado árabereconheceu o Estado de Israel.[101]Nos dois anos que se seguiram, Sadat e MenachemBegin assinaram o Acordo de Camp David e o Tratado de Paz Israel-Egito.[102]Israel retirou-seda Península do Sinai e concordou em iniciar negociações sobre uma possível autonomia parapalestinos em toda a Linha Verde, um plano que nunca foi executado. O governo israelensecomeçou a encorajar assentamentos judeus no território da Cisjordânia, criando atritos com ospalestinos que viviam nessas áreas.[103]Em 7 de junho de 1981, Israel bombardeou pesadamente o reatornuclear Osirak no Iraque durante a chama Operação Ópera, com fim de desabilitá-lo.A inteligência israelense tinha uma suspeita de que o Iraque pretendia utilizar este reator parao desenvolvimento de armas nucleares. Em 1982, Israel interveio na Guerra Civil Libanesa,destruindo as bases da Organização de Libertação da Palestina, que, em resposta, lançouataques e mísseis ao norte de Israel. Esse movimento se desenvolveu para a Guerra doLíbano de 1982.[104]Israel retirou a maior parte se suas tropas do Líbano, em 1986, masmanteve uma "zona de segurança" até 2000. A Primeira Intifada, um levante palestino contraIsrael, eclodiu em 1987,[105]com ondas de violência nos territórios ocupados. Ao longo dos seisanos seguintes, mais de mil pessoas foram mortas, muitas das quais por atos internos deviolência dos palestinos.[106]Durante a Guerra do Golfo em 1991, a OLP e os palestinos
  • 3. apoiaram os ataques de mísseis lançados contra Israel pelo líder iraquiano Saddam Hussein,na tentativa de provocar a entrada de Israel para a guerra.[107][108]Yitzhak Rabin e Yasser Arafat dão as mãos, acompanhados por Bill Clinton, quando ocorreu aassinatura dos Acordos de Oslo, em 13 de setembro de 1993.Em 1992, Yitzhak Rabin tornou-se Primeiro-Ministro, ele e seu partido estabeleceramcompromissos com os vizinhos de Israel.[109][110]No ano seguinte, Shimon Peres e MahmoudAbbas, em nome de Israel e da OLP, assinaram os Acordos de paz de Oslo, que deramàAutoridade Nacional Palestina o direito de auto-governar partes da Cisjordânia e da Faixa deGaza.[111]A intenção era o reconhecimento do direito do estado de Israel existir e uma forma dedar fim ao terrorismo. Em 26 de outubro de 1994 foi assinado o Tratado de paz Israel-Jordânia,sendo a Jordânia o segundo país árabe que normalizou suas relações com Israel.[112]O apoiopúblico dos árabes aos Acordos foi danificado pelo Massacre do Túmulo dosPatriarcas,[113]pela continuação dos assentamentos judeus, e pela deterioração das condiçõeseconômicas. O apoio da opinião pública israelense aos Acordos diminuiu quando Israel foiatingido por ataques suicidas palestinos.[114]Em novembro de 1995 o assassinato de YitzhakRabin por um militante de extrema-direita judeu, chocou o país.[115]No final da década de 1990, Israel, sob a liderança de Benjamin Netanyahu, desistiude Hebron,[116]assinando o Memorando de Wye River, dando maior controle da região paraa Autoridade Nacional Palestina.[117]Ehud Barak, eleito primeiro-ministro em 1999, começoupor retirar forças israelenses do sul do Líbano, realizando negociações com a AutoridadePalestina Yasser Arafat e o Presidente dos Estados UnidosBill Clinton durante a Cúpula deCamp David de 2000. Durante esta cimeira, Barak ofereceu um plano para o estabelecimentode um Estado palestino na Faixa de Gaza e 91% da Cisjordânia, retendo porém o controlosobre todas as fronteiras e principais cursos de água, e anexando definitivamente 12% do Valedo Jordão, a região mais fértil da Cisjordânia, a favor de Israel, reservando-se ainda o direito depermanecer entre 12 a 30 anos em outros 10% dessa região.[118]Yasser Arafat rejeitou oacordo, exigindo como pré-condição para as negociações a retirada de Israel para as fronteirasde Junho de 1967.[119]Após o colapso das negociações, começou a SegundaIntifada.[120][121]Ariel Sharon foi escolhido como novo primeiro-ministro em 2001 durante umaeleição especial. Durante seu mandato, Sharon realizou seu plano de retirada unilateral daFaixa de Gaza e também liderou a construção da barreira israelense da Cisjordânia.[122]EmJaneiro de 2006, depois de sofrer um grave acidente vascular cerebral que o deixouem coma Ariel Sharon deixou o cargo e suas competências foram transferidas para o gabinetede Ehud Olmert.[123]Muro da Cisjordânia em 2004.Em julho de 2006, um ataque da artilharia do Hezbollah a comunidades da fronteira norte deIsrael e um rapto de dois soldados israelenses desencadeou a Segunda Guerra doLíbano.[124][125][126]Os confrontos duram por um mês até um cessar-fogo (Resolução 1701 daOrganização das Nações Unidas) mediado pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.Em 27 de novembro de 2007, o Primeiro-Ministro israelense Ehud Olmert e o Presidentepalestino Mahmoud Abbas concordaram em negociar sobre todas as questões e lutar por umacordo até ao final de 2008. Em Abril de 2008, o presidente sírio Bashar al-Assad disse aum jornal doQatar que a Síria e Israel tinham vindo a discutir um tratado de paz por um ano,com a Turquia como mediador. Isto foi confirmado por Israel, em Maio de 2008.[127]No final de Dezembro de 2008, o cessar-fogo entre o Hamas e Israel acabou após foguetesserem disparados a partir da Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas. Israel respondeu comuma série de intensos ataques aéreos.[128]Em resposta, protestos eclodiram em todo omundo.[129]Em 3 de janeiro de 2009, tropas israelitas entraram em Gaza marcando o início deuma ofensiva terrestre.[130]