orientação e técnica para o uso da fotografia como instrumento de pesquisa em ciências sociais-parte 1

  • 1,628 views
Uploaded on

Fotoetnografia -1

Fotoetnografia -1

More in: Education
  • Full Name Full Name Comment goes here.
    Are you sure you want to
    Your message goes here
    Be the first to comment
No Downloads

Views

Total Views
1,628
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
0

Actions

Shares
Downloads
41
Comments
0
Likes
1

Embeds 0

No embeds

Report content

Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
    No notes for slide

Transcript

  • 1. ORIENTAÇÃO E TÉCNICA PARA O USO DA FOTOGRAFIA COMO INSTRUMENTO DE PESQUISA EM CIÊNCIAS SOCIAIS CARLOS LEONARDO COELHO RECUERO
  • 2. Carlos Leonardo Recuero Professor da Universidade Católica de Pelotas Pesquisador de Comunicação e Fotografia Doutorando em Lingüística Aplicada Mestre em Desenvolvimento Social Mestre em Ciências Sociais com ênfase em antropologia Fotografo Site do projeto: projetoilhadosmarinheiros.wordpress.com Site pessoal: carlosrecuero.wordpress.com crecuerok@gmail.com @crecuero
  • 3. “SE PUDESSE NARRAR COM PALAVRAS, NÃO NECESSITARIAARRASTAR UMA CÂMARA ATRÁS DE MIM” (Lewis Hine).
  • 4. Bronislaw Malinowski afirma que: “Conhecer bem a teoria cientifica e estar a par de suas últimas descobertas não significa estar sobrecarregado de idéias preconcebidas. Se um homem parte numa expedição decidido a provar certas hipóteses e é incapaz de mudar seus pontos de vista constantemente, abandonando-os sem hesitar ante a pressão da evidência, sem dúvida seu trabalho será inútil. Mas quanto maior for o número de problemas que leve consigo para o trabalho de campo, quanto mais esteja habituado a moldar suas teorias aos fatos e a decidir quão relevantes eles são às suas teorias, tanto mais estará bem equipado para o seu trabalho de pesquisa. As idéias pré-concebidas são perniciosas a qualquer estudo científico; a capacidade de levantar problemas, no entanto, constitui uma das maiores virtudes do cientista.” ( Malinowski.1978. p.22)
  • 5. O QUE VEREMOS NESTA OFICINA?1. Alguns conceitos importantes.
  • 6. O QUE VEREMOS NESTA OFICINA?2. A fotografia como instrumento de pesquisa
  • 7. O QUE VEREMOS NESTA OFICINA?3. A importância de uma equipe na pesquisa fotoetnográfica
  • 8. O QUE VEREMOS NESTA OFICINA?4. Orientações e técnicas para o uso da fotografia na pesquisa
  • 9. O QUE VEREMOS NESTA OFICINA?4. O Caso do Projeto Fotográfico Ilha dos Marinheiros
  • 10. 1. Alguns conceitos importantes.
  • 11. ETNOLOGIAEtnologia é um termo originário do séculoXIX para designar estudos comparativosdos modos de vida dos seres humanos.
  • 12. CIÊNCIAS SOCIAISÉ um ramo da Ciência que estuda os aspectos sociaisdo mundo humano, ou seja, a vida social deindivíduos e grupos humanos.AntropologiaEstudos da ComunicaçãoEconomiaAdministraçãoArqueologiaContabilidadeGeografia HumanaHistóriaLinguísticaCiência PolíticaEstátisticaPsicologia SocialDireitoSociologia.
  • 13. A PESQUISA Pesquisa é um processo sistemático de construção do conhecimento que tem como metas principais gerar novos conhecimentos e/ou corroborar ou refutar algum conhecimento pré- existente. É basicamente um processo de aprendizagem tanto do indivíduo que a realiza quanto da sociedade na qual esta se desenvolve.
  • 14. ETNOGRAFIAEtnografia - Grafia vem do grego graf(o) significaescrever sobre, escrever sobre um tipo particular -um etn(o) ou uma sociedade em particular. .Para Geertz, praticar etnografia não ésomente estabelecer relações, selecionarinformantes transcrever textos, levantargenealogias, mapear campos, manter umdiário "o que define é o tipo de esforçointelectual que ele representa: um riscoelaborado para uma "descriçãodensa" (Geertz, 1989, p. 15) .
  • 15. ETNOGRAFIAEtnografia é escrita do visível. A descrição etnográficadepende das qualidades de observação, de sensibilidadeao outro, do conhecimento sobre o contexto estudado, dainteligência e da imaginação científica do etnógrafo.
  • 16. ETNOGRAFIAO trabalho cientifico etnográfico no dizer,de Marcel Mauss(2006), adverte que“(...)tiene como fin la observación de lassociedades; como objetivo, el conocimientode los hechos sociales. Registra esoshechos, por necesidad establece susestadísticas y publica documentos quebrindan el máximo de certeza” (MAUSS,2006:21).
  • 17. SOBRE A IMAGEM “O primeiro homemque ‘imaginou’escrever começou pordesenhar ou pintarcasas, árvores,pássaros. Escreviacomo pensava, porImagens” (CERFAUX,1974:5).
  • 18. SOBRE A IMAGEM“Conhecer é ver”, diziamos gregos. O que se vê? Aimagem de uma realidade.Ressalta Teilhard de Chardim “(...) a históriado mundo vivo se resume na elaboração deolhos cada vez mais perfeitos no seio de umcosmos, onde é possível ver cada vezmais” (CHARDIM, apud CERFAUX,1974:3).
  • 19. A compreensão da realidade age no domínioda visibilidade e no domínio da recodificaçãomental da natureza observada. Durkheimentendia que: (...) Para toda forma de pensamento de atividade humana, não se pode questionar a natureza e a origem dos fenômenos sem antes tê-los identificado e analisado, e também descoberto em que medida as relações que os unem bastam para explicá-los (DURKHEIM apud LEVI- STRAUSS, 1993:14).
  • 20. FOTOGRAFIAFOTO = vem do grego φως [fós], LUZGRAFIA = γραφις, vem do grego e significa escrever, desenhar.Fotografia seriaentão: “Escrever coma luz”; “Desenharcom a luz”; “Narrarcom a luz” .
  • 21. Atribui-se à Etienne-Renaud-Agustin Serres asprimeiras raízes e fundamentos no uso dafotografia como forma investigativa na ciência. Ouso da fotografia em trabalhos antropológicos,com o artigo percursor “Observations surlápplication de la phorographie à l’etude dêsraces humaines” pelo “Comples rendushebdomadaires des séances de l’Académie dêsSciences”, ( t. XXI, de 21 de julio de 1845, pp242.246)
  • 22. FOTOGRAFIASusan Sontag diz que“A fotografia implicainevitavelmente certopatrocínio darealidade. Por estar “lafora”, o mundo passa aestar “dentro” dafotografia (SONTAG,1981: 79)
  • 23. A sugestão deE.R.A.Serres, diz “(...) señalamos la gran utilidad que este arte prometia para el estúdio de las razas humanas, o antropologia comparada”. (SERRES, inNARANJO, 2006: 26)
  • 24. Arlindo Machado, em seu livro “A IlusãoEspecular” (1984), ao referir-se ao uso dafotografia nas ciências sociais, dizia “(...)para apurar o exame objetivo do “real”, asociologia e a antropologia poderiam obterresultados mais produtivos se passassem aexaminar a maneira como cada comunidadefotografa e se deixafotografar” (MACHADO, 1984:55).
  • 25. FOTOGRAFIA O pensamento de PierreBourdieu que diz ”Laplaca fotográfica nointerpreta nada, solamenteregistra. Su exactitud, sufidelidad no puedem serpuestas em cuestión” (Bourdieu. 2003. P.135).
  • 26. FOTOGRAFIAMilton Guran diz: “(...) recorrer à fotografia permite,ao contrário, ver e rever, portanto, olhar melhor (...)(GURAN apud ACHUTTI, 1998:116), evidenciandouma supremacia da imagem técnica, sobre a visãonormal e da possibilidade de se rever o fenômeno semter que esperar que ele aconteça novamente.
  • 27. FOTOGRAFIAMarcel Mauss também sugere o uso do método fotográficoem trabalhos de etnografia ao mencionar “métodos deobservação” em seu livro “Manual de Etnografia”, pois, ela (afotografia) fornece a possibilidade de interpretar a realidadecaptada ao se tomá-la como objeto e se tentar compreender osícones que compõem os sistemas simbólicos registradossobre as representações sociais.
  • 28. , John Collier Jr. afirmaque “(...) o valor dafotografia, nestacircunstância, é que elaoferece modossingulares de observar edescrever a cultura, oque pode fornecer novasindicações para asignificância dasvariáveis” (COLLIERJR., 1973:34).
  • 29. ANTROPOLOGIA VISUAL
  • 30. ANTROPOLOGIA VISUAL Um dos marcos iniciais com o livro Balinese Character
  • 31. Margaret Mead “pressentia e intuía na época ,do trabalho “Balinese Character”, que chegavao momento onde não bastaria “falar ediscursar” em torno do homem, apenas“descrevendo-o”. Haver-se-ía de “mostrá-lo,“expô-lo”, “torná-lo visível” para melhorconhece-lo, sendo a objetividade de talempreendimento não mais ameaçada pelo“visor” da câmara do que pelo “caderno decampo” do antropólogo” (SAMAIN,1995:24).
  • 32. “La representaciónfidedigna de los tiposhumanos es la base de laantropologia y se obtienemediante dosprocedimentos, ambosefectivos: el daguerrotipo,por um lado, y el vaciadode bustos em escayola, poroutro” (SERRES, apudNARANJO, 2006: 32).
  • 33. BRONISLAW MALINOWSKIOBSERVAÇÃOPARTICIPANTE
  • 34. PESQUISAS ETNOGRÁFICAS E A FOTOGRAFIA
  • 35. Então... FOTOETNOGRAFIA“(...) o resultado de um exercício utilizando-me da fotografia, nosentido da constituição de uma narrativa etnográfica” (ACHUTTI,1997: 15)
  • 36. FOTOETNOGRAFIA O método Fotoetnográfico desenvolvido por Achutti(1997) e que busca “(...) dar a mesma importância à linguagem escrita e àlinguagem visual, fotográfica, no caso” (ACHUTTI, 2004:73). É o que sugerimospara pesquisas etnográficas na área da comunicação social.
  • 37. FOTOETNOGRAFIA Fotoetnografia é “(...) o resultado de um exercício utilizando-me da fotografia, no sentido da constituição de uma narrativa etnográfica” (ACHUTTI, 1997: 15)
  • 38. FOTOETNOGRAFIAAo se falar de fotoetnografia, se fala de uma hiperescrita (textoshíbridos não lineares) entre diferentes meios e variados discursos(STAM. 2001), que são utilizados para apresentar, documentar edescrever um acontecimento observado. É onde através destatécnica de ir mesclando imagens e textos escritos da formatradicional, tentam descrever um fenômeno social, de uma formamais clara e inteligível, além de proporcionar ao observador apossibilidade de elaborar outras interpretações além da descritapela letras e palavras.
  • 39. 2. A fotografia como instrumentode pesquisa
  • 40. A VISÃODigo que, “(...) a formação doconhecimento ocidental se faz pelossentidos, principalmente pelavisão” (RECUERO, 2006:200), e que amáquina fotográfica não se apresentacomo um remédio para nossaslimitações visuais, mas como umauxiliar para nossapercepção”(COLLIER JR., 1973:01).
  • 41. A Fotografia e o seu uso como instrumento de pesquisa. A fotografia parece atrelar à imagem sentidos diretamente relacionados com um discurso tanto verbal, quanto não-verbal. Não-verbal pela sua propriedade imagética, icônica e visual capaz de p ro d u z i r s i g n i f i c a d o s inteligíveis ao sujeito.
  • 42. Quando se pensa que a interaçãoentre os registros verbais e osregistros visuais, como diz Samain,ao falar sobre o livro de Bateson eMead, “Balinese Character”,devem ser “(...) concebidos comoverdadeiras fontes de pesquisa enão apenas como meras e possíveisilustrações” (SAMAIN. apudALVES, 2004: 53), define-se ecaracteriza-se a importância dafotografia, no caso, para arealização do trabalho de pesquisa.
  • 43. A imagem não é um equivalente ao texto. Ela nãopossui a capacidade enunciativa da linguagem escritatradicional, mas traz consigo algumas particularidadesque vão além do olhar e do ver, mas que fazem pensar,por ser “(...) uma representação dasrepresentações” (SAMAIN, apud ALVES, 2004: 71),pois vão adquirindo então uma imperturbável imutaçãodesta realidade registrada, que ali aprisionada mostra oque diz Sontag “(...) o qüão irreal e remota é arealidade” (SONTAG, 1981: 157).
  • 44. ESCREVER COM IMAGENSAssim, como se ordenam as letras, as palavras e asfrases, para se enunciar uma informação, as fotografiasnecessitam também desta organização, de forma afazerem o observador pensar, através da simbolizaçãoda realidade que elas trazem consigo, como Aumontdescreve, “ (...) a imagem tem dessa maneira acapacidade de transmitir e talvez, de fabricar reflexãono que diz respeito ao mundo” (AUMONT apudALVES, 2004: 71).
  • 45. 3. A importância de uma equipe napesquisa fotoetnográfica
  • 46.   Observação participante.
  • 47. A observação participante supõe umainteração entre o pesquisador e o pesquisado
  • 48. Seu Bolinha o informante.
  • 49. A observação participante exige que se insira noambiente da pesquisa e assim se possa irconstruindo o própria objeto e se redefinindo osobjetivos de sua pesquisa.
  • 50. Uma pesquisa com fotografias, exige odesenvolvimento de uma observaçãoparticipante.
  • 51. A observação participante implica saber ouvir,escutar, ver, fazer uso de todos os sentidos.
  • 52. É preciso aprender quando perguntar e quandonão perguntar, assim como que perguntas fazerna hora certa
  • 53.   É importante ter o registro de TUDO em imagens fotográficas e em um diário de campo.
  • 54. Os tropeços no convívio com os moradores,fazem aprender a pensar e a refletir sobre anatureza de suas relações com os informantes
  • 55. Para um etnólogo, um antropólogo ou mesmo umfotógrafo, se faz necessário desempenhar, a funçãodo “flâneur” para poder se conhecer o objeto deestudo.
  • 56. Procure desenvolver um amplo conhecimentosobre o seu objeto de pesquisa. Conheça bem oseu campo de pesquisa.
  • 57. É IMPORTANTE A EQUIPE SABERCOMPARTILHAR DESCOBERTAS
  • 58. É importante um sentido de “TIME”, para arealização de um bom trabalho.
  • 59. A organização do material de pesquisa decampo é fundamental. Projeto Ilha dos Marinheiros Formulário de mapeamento das casas da Ilha Nome:____________________________Coordenador: ________________________ Local: ______________________________Data:____________________________ N* da Foto N* da casa / cor Nome da Família N* de habitantes Autoriza fotos?
  • 60. Autorizações de uso de imagem são muitoimportantes para a pesquisa. AUTORIZAÇÃO PARA USO DE IMAGEM Pelo presente instrumento particular, Eu, ___________________________________________________________ residente à Ilha dos Marinheiros, município de Rio Grande (RS). Data de nascimento: _____________________________________________ RG:_________________________ CPF:_________________________ doravante denominado(a) LICENCIANTE e o Projeto Ilha dos Marinheiros, doravante denominado LICENCIADO, têm entre si junto e acertado o que segue: 1. O LICENCIANTE autoriza o LICENCIADO a utilizar sua imagem fixada na obra adiante especificada: mostras fotográficas, aulas expositivas, congressos, impressões em livros e jornais e ou em matérias referentes ao Projeto Ilha dos Marinheiros. 2. O LICENCIADO é a Universidade Católica de Pelotas, aqui denominada de Projeto Ilha dos Marinheiros. 3. A presente autorização confere ao LICENCIADO o direito de usar a imagem do LICENCIANTE fixada na obra abaixo discriminada como ilustração de mostras fotográficas do Projeto Ilha dos Marinheiros por prazo indeterminado. 4. O LICENCIADO não responderá pelos direitos autorais de quem captou sua imagem, sempre que a fixação desta tenha sido especialmente feita para os fins desta autorização. 5. O LICENCIANTE recuperará todos os direitos aqui cedidos sobre sua imagem fixada em obra que não tiver sido publicada após 1 (um) ano da data deste instrumento, mediante simples carta do LICENCIANTE ao LICENCIADO solicitando a devolução do suporte físico correspondente. 6. O presente contrato confere exclusivamente ao LICENCIADO, obrigando-se o LICENCIANTE a não autorizar para terceiros a utilização da imagem deste contrato, salvo a anuência escrita do LICENCIADO. Rio Grande, de 2004. LICENCIANTE _________________________________ Assinatura do fotografado LICENCIADO _________________________________ Assinatura do fotógrafo
  • 61.   A pesquisa tradicional com questionários e entrevistas são muito importantes. PROJETO ILHA DOS MARINHEIROS QUESTIONÁRIO MORADORES DA ILHA ALUNO:____________________________________ GRUPO:__________________________________ 1. NOME:________________________________________________I DADE:______________________ 2. N* CASA/LOCAL:______________________________________ESC OLARIDADE:____________ 3. PROFISSÃO:____________________________________________ ___________________________ 4. QUANTO TEMPO RESIDE NA ILHA?________________________________________________ 5. VOCÊ POSSUI MUITAS FOTOGRAFIAS SUAS(EM QUE VC APARECE)? ( ) SIM ( ) NÃO 6. VOCÊ JÁ SE VIU, EM FOTOGRAFIAS, TRABALHANDO? ( ) SIM ( ) NÃO OBS.: ANOTAR O NOME E IDADE DE TODOS OS INTEGRANTES DA FAMÍLIA ___________________________________________________________ ___________________________________________________________ ___________________________________________________________ ___________________________________________________________ ___________________________________________________________ ___________________________________________________________ ___________________________________________________________ ___________________________
  • 62. É importante uma inserção na comunidade a ser investigada, e aorientação é do pesquisador procurar uma a convivência diária como objeto de pesquisa é o sugere uma “(...) “aculturação” doobservador...” (MALINOWSKI, 1984:XII)
  • 63. A equipe deve estar comprometida com otrabalho e disposta a enfrentar todas asadversidades para uma boa realização dapesquisa.
  • 64. A equipe disposta a enfrentar todas asadversidades para uma boa realização dapesquisa.
  • 65. Ao retornar ao fotografado, leve sempre asfotografias da visita anterior e lhe de as fotosde presente.
  • 66. A entrevista com as fotografias é muitoimportante para o trabalho.
  • 67. A pesquisa sobre a comunidade, sobre a suahistória e sua cultura é muito importante.
  • 68. O feedback entre o grupo de pesquisa é muitoimportante para verificar distorções no trabalhoe as corrigir. cultura é muito importante.
  • 69. REFERENCIAL TEÓRICOTRABALHO DE CAMPO ANALISE DOS DADOS A REFLEXÃO SOBRE ESTES ELEMENTOS É QUE NOS DARÁ AS CONCLUSÕES, SOBRE O TRABALHO FOTOETNOGRÁFICO
  • 70. 4. Orientações e técnicas para o uso dafotografia na pesquisa
  • 71. Elaborar um trabalho de antropologia visual, na área deciências sociais, com a utilização de imagens fotográficas,exige um minucioso planejamento e uma construção, que deveser muito bem elaborada..
  • 72. Fotografar:É registrar o que vemos.É selecionar entre o que vemos e o que queremosmostrar.É Contar o que vemos, por imagens.É Escrever com imagens,PARA DEPOIS FAZER OS OUTROS VEREM!
  • 73. Antes de fotografar identifique-se eprocure esclarecer sobre os motivos pelosquais deseja fotografar.
  • 74. A realização de fotografias só deverá ser feita após: VOCE OBTER UMA AUTORIZAÇÃO
  • 75. • As fotografias só deverão serem realizadas se os moradores visitados permitirem.
  • 76. • Devemos preservar a intimidade de cada grupo ou família fotografado
  • 77. Fotografe o comum, não espere acontecimentos “especiais”.
  • 78. A fotografia deverá ser encarada como uma outra forma de contar.
  • 79. Suas atitudes podem comprometer otrabalho de todos, fotografe comresponsabilidade.
  • 80. • Fotógrafo é muito importante que: Você ganhe a confiança das pessoas as quais vai fotografar.
  • 81. • As fotografias servem para descrever a situação de uma comunidade.• Fotografe tudo.
  • 82. Uma boa fotografia para a pesquisa será o resultado dautilização das boas técnicas de fotografar, aliadas aoresultado de BOAS RELAÇÕES HUMANASestabelecidas com os Ilhéus.
  • 83. Estabeleça uma ordem em suas fotografias e as cumpra sempre.
  • 84. Uma solicitação de permissão para o assunto aser fotografado e o fornecimento de umaautorização, ainda que tácita, são importantes.
  • 85. Mostre a cena fotografada, de forma que relateo que está vendo.
  • 86. Bata sempre, NO MINÍMO, duas ou trêsfotografias de cada assunto ou cena.
  • 87. As fotografias nos permitirão inserirmo-nos noseio da comunidade. Porém, do mesmo modo,rápida e totalmente pode nos tornar rejeitados,se nos fizermos CULPADOS de intrusãoindevida com a câmara. ( John Collier Jr.)
  • 88. Toda história deveter principio, meio efim. Ao fotografarconte sua históriacom imagens edentro desta lógica.
  • 89. Fotógrafo :• NUNCA MOSTRE AS FOTOGRAFIAS D E U M A FA M Í L I A O U G R U P O SOCIAL, PARA OUTRO, MESMO QUE SEJAM PARENTES, AMIGOS OU VIZINHOS.
  • 90. Portanto o uso da fotografia em pesquisa, onde “os aparelhossão produtos da técnica que, por sua vez, é um textocientífico aplicado” (FLUSSER, 1998, p.33), busca umareflexão de como o sujeito compreende a sua sociabilidade ea sua cultura a partir destas imagens que narram suas práticassociais.
  • 91. Assim, utilizando a fotografia, o investigador poderá registrar e aproximar-se omais perto possível de uma realidade que se modifica rapidamente, e ir aoencontro do que Levi-Strauss dizia sobre a pesquisa em etnografia: “(...)consiste na observação e análise de grupos humanos considerados em suaparticularidade” (LEVI-STRAUSS, 1967:14). A fotografia, ao fragmentar arealidade, a particulariza, pois ao congelar o movimento da própria vida, ofragmenta e o descreve com eloquência.
  • 92. As seqüências fotográficas deverão sercompreensíveis para quem as ve.
  • 93. Narrativa Sequêncial
  • 94. Narrativa Estrutural
  • 95. ESTABELEÇA NARRATIVAS FOTOGRÁFICAS DE FORMA A TENTARCONTAR A HISTÓRIA SOMENTE ATRAVÉS DE IMAGENS
  • 96. A fotografia é um aprendizado de observação paciente,de elaboração minuciosa de diferentes estratégias deaproximação com o objeto, de desenvolvimento deuma percepção seletiva, de uma vigilância constante ede prontidão para captar o acontecimento no momentodo acontecimento. A dupla capacidade da câmara desubjetivar e objetivar a realidade, a constanteconsciência de que se é responsável por este processo,por uma técnica de apreensão da realidade, de que se ésujeito deste acontecimento, é um ensinamentoepistemológico. (LEAL apud ACHUTTI, 1997: XXIII)
  • 97. Assim, utilizando a fotografia, o investigador poderá registrar e aproximar-se omais perto possível de uma realidade que se modifica rapidamente, e ir aoencontro do que Levi-Strauss dizia sobre a pesquisa em etnografia: “(...)consiste na observação e análise de grupos humanos considerados em suaparticularidade” (LEVI-STRAUSS, 1967:14). A fotografia, ao fragmentar arealidade, a particulariza, pois ao congelar o movimento da própria vida, ofragmenta e o descreve com eloquência.
  • 98. ORIENTAÇÕES PARA O FOTOGRAFAR
  • 99. OS EQUIPAMENTOS FOTOGRÁFICOS
  • 100. Sugestão de suporte fotográfico e sensibilidade para o trabalho• Trabalhar com ISO 400, preferencialmente.• Sem o uso do flash, se reporta melhor ao clima e ao efeito da luz na cena a ser fotografada.• Falta Luz! Use o tripé!• Com filme tradicional use um ISO 400
  • 101. • Fotometre, enquadre bem, percorra os quatro cantos do visor da câmara fotográfica antes do clic final.
  • 102. A utilização de closes, serve para nos“detalhar” temas e assuntos com maior precisão.
  • 103. Fotógrafo :• Não esqueça dos filmes, das baterias de reserva e de usar as técnicas fotográficas em TODAS as fotografias.
  • 104. A máquina fotográfica.
  • 105. NIKON D90
  • 106. O filme fotográfico.
  • 107. Objetivas sugeridas.
  • 108. • Para as fotografias sugerimos uma objetiva normal 50 mm e luminosa.
  • 109. • Para as fotografias sugerimos uma objetiva grande angular zoom 24x85 mm e luminosa.
  • 110. • Para as fotografias sugerimos uma objetiva Zoom 70/200 mm e luminosa.
  • 111. O TRABALHO DE CAMPO
  • 112. Em primeiro lugar, estabeleça umrelacionamento com cada pesquisado que visitar,e se insira na comunidade.
  • 113. Existem barreiras culturais enormes entre você eos outros. Mantenha uma atitude de respeitosendo educado, cortês e interessado pelo outro.
  • 114. Respeite os valores culturais ereligiosos dos outros.
  • 115. O segredo está no RELACIONAMENTOestabelecido com as pessoas.
  • 116. Estabeleça relacionamentos, escute mais doque fale. Perca “tempo” com o outro.Assim o conquistará e saberá como o deveretratar.
  • 117. É embaraçoso e às vezes impossível guardardistância, enquanto se fazem registroshumanos.
  • 118. As vezes é mais produtivo “visitar”,conversar, do que fazer o trabalho decampo.
  • 119. Mostre as situações sociais da comunidadeapresentando em imagens os dadosetnográficos dos Ilhéus e de como é a vidanaquele momento.
  • 120. A empatia, a paciência, a educação e a suacompreensão, servirão para que aspessoas, acreditem no seu trabalho e setornem seus parceiros, como “assuntos”.
  • 121. John Collier Jr. (1974), sugere uma práxis emtrabalhos desta natureza. Que as imagens colhidasanteriormente (na visita anterior) sejam devolvidasampliadas a cada nova visita que se faz aofotografado.
  • 122. É necessário que se interesse pelo outro,por sua vida, seus afazeres, suasnecessidades e sentimentos.
  • 123. • A simpatia e a intimidade não podem ser impostas.• Elas tem que serem conquistadas.
  • 124. Os dados etnográficos devem ser mostrados emimagens, apresentando como é a vida naquelemomento do objeto de pesquisa.
  • 125. • Apresente aspectos etnográficos particulares do vestir e do viver no dia a dia.
  • 126. • Lembrem-se, estamos invadindo a privacidade das pessoas e lhes devemos respeito e consideração.
  • 127. A presença constante contribui para gerarconfiança na população estudada.
  • 128. Não há trabalho de campo que requeiramaior responsabilidade, relacionamento,amizade do que um relato fotográficoíntimo de uma cultura social e familiar.