Estradas da Madeira

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Trabalho sobre as Estradas da Madeira

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Estradas da Madeira

  1. 1. ESTRADAS DA MADEIRA E ASNOVAS VIAS DE COMUNICAÇÃOIMPACTO PAISAGÍSTICOUnidade Curricular: Mercados TurísticosDocente: Dr.ª Luz SilvaTrabalho elaborado por:Carlos AbreuRicardo FreitasIvo GamaJunho 2009
  2. 2. 2Introdução ----------------------------------------------------------------------------------------3Desenvolvimento histórico --------------------------------------------------------------------3Actualidade ------------------------------------------------------------------------------------ 11Vantagem das acessibilidades --------------------------------------------------------------- 12Impacto paisagístico -------------------------------------------------------------------------- 15Madeira, o lado direito ------------------------------------------------------------------------ 17Conclusão -------------------------------------------------------------------------------------- 24Bibliografia ------------------------------------------------------------------------------------- 25
  3. 3. 3IntroduçãoHoje na Madeira demoramos menos de 1 hora para ir do Funchal a Santana ou aoPorto Moniz.Mas nem sempre foi assim, há menos de 20 anos as coisas eram bem diferentes.Viajar por terra comodamente e com segurança foi o resultado de um processo longo,difícil e por vezes heróico. O povo Madeirense improvisou e “inventou” caminhosesculpidos em vales profundos e altas montanhas.Neste trabalho pretendemos demonstrar um pouco da história do Homemmadeirense na conquista da sua mobilidade numa terra bela e trabalhosa, desde aconstrução das primeiras estradas, inseguras, perigosas e de difícil transição, até àconstrução da via rápida e via expresso. Abordaremos também, de que modo aconstrução de todos estes acessos irão contribuir para o crescimento e desenvolvimentodo nosso principal sector de actividade e fonte de receitas, o Turismo.Desenvolvimento HistóricoA construção e dinamização dos acessos solo madeirense, iniciou-se nos fins doSec. XIX e primórdios do Sec. XX. O facto de este ser muito acidentado obstou durantemais de quatro séculos a construção duma rede de estradas que servisse habitantes eforasteiros. Separadas por montanhas, rochas de difícil acesso, profundos desfiladeirosou ribeiras de grande caudal, as populações comunicavam-se e reuniam-se só emdeterminadas épocas do ano por motivos políticos ou religiosos ou seja, viviam quaseno isolamento total.A maior parte das estradas eram carreiros de pé-posto, e as que tinham o nome denacionais não passavam de veredas praticadas no solo, de piso difícil, à beira deabismos, esculpidas em montanhas tornando-se incómodas e perigosas para osviandantes. O trânsito era feito a pé, a cavalo ou em rede sendo raro ou mesmoimpossível outro meio de transporte. Deparado com este cenário, o Governador CivilJosé Silvestre Ribeiro, em ofício de 28 de Setembro de 1850, dizia ao Ministério doReino que considerava a Madeira uma ilha sem estradas.Em 1815 a Junta de Agricultura do Arquipélago, com o objectivo de animar olavrador, menorizar a dependência do comerciante estrangeiro, fornecedor de tudo oque era necessário e facilitar o comércio interno da ilha, que até à data era feito
  4. 4. 4maioritariamente por um sistema de cabotagem, apresentou ao Rei o projecto para umaestrada geral para Leste e para Oeste com ramificações de Norte a Sul, planificado peloBacharel José Maria da Fonseca, seu Inspector.CabotagemDeu-se início a essa via pública em Junho do mesmo ano, sendo a estrada que saíado Funchal pelo Ribeiro Seco de Cima, Avista - Navios, Quebradas, chegava Câmara deLobos pelo Sítio da Torre, descia à Vila e aí bifurcava para o Estreito e Quinta Grande,seguindo para Oeste e Norte.Em meados do Sec XIX dá-se o grande arranque para a melhoria dos acessos portoda a ilha pois não só repararam e melhoraram as estradas e caminhos existentes, comotambém se confluíram outras:A Estrada Monumental, do Funchal para Câmara de Lobos; do Porto do Monizpara a Ribeira da Janela; do Seixal para S. Vicente; das Terças (Santa Cruz) para oSanto da Serra; da Ponta do Sol para a Madalena do Mar e da Ladeira de Santana para oCalhau de S. Jorge; abertura dos caminhos daRibeira Brava para a Serra de Água, na margem direita da ribeira, e o do PalheiroFerreiro para a Camacha. Também ordenaram melhoramentos nas pontes de todas as
  5. 5. 5freguesias, sendo exemplo disso as da Estrada Monumental e respectivos pontões, as doRibeiro Frio, Ribeira do Inferno e Fajã da Murta; construíram a da Ribeira de S. João.Estrada entre S. Vicente e o SeixalOutra obra de grande importância para a Madeira e sua administração oficial, pelacomplexidade sua arquitectura, relativamente à época e disponibilidades financeiras, aque está ligado o nome e prestígio de J. Silvestre Ribeiro, é a conclusão da Ponte dosSocorridos, sobre a Ribeira com este mesmo nome. Foi de sua iniciativa construção doúltimo arco na margem direita, de todos o mais difícil devido à violência do curso deágua, que estava por acabar desde 1790, concluindo-se somente a 10 de Novembro de1851, «vencendo-se com a construção de tal Ponte a maior dificuldade que apresentavaa execução da estrada nova para Câmara de Lobos pela beira-mar». Esta via ainda hojeé conhecida pelo nome de Estrada Monumental, não só por respeito a memória de LuísMousinho de Albuquerque pela dificuldade na conclusão da ponte do Ribeiro Seco, mastambém por toda a sua grandiosidade sendo a maior estrada construída até 1901.
  6. 6. 6Câmara de LobosNo entanto e apesar de todos os esforços as estradas da Madeira continuavam deum modo geral a ser primitivas tendo como exemplo a estrada que ligava a costa Norteà costa Sul da ilha entre a Ribeira Brava e S. Vicente. Esta, no troço Serra de ÁguaEncumeada, mais parecia um carreiro de gado escavado nas montanhas e aberto pelasenxurradas por entre matagal, silvado e giesta, assim se subia a Boca da Encumeada edescia para S. Vicente.Só a partir de 1901, com a atribuição de alguma Autonomia Administrativa aoDistrito do Funchal, se abriram mais estradas como a Monumental. O Visconde daRibeira Brava (Francisco Correia de Herédia), que presidia a Junta Agrícola, mandouelaborar conjuntamente com a Junta Geral, um grandioso plano de estradas, obravisionária e futurista, apercebendo-se das grandes potencialidades turísticas da ilha.
  7. 7. 7Estrada da PontinhaAs principais vias de comunicação e turismo construídas, durante os últimos 50anos, identificam-se parcialmente ao plano rodoviário traçado pelo Visconde da RibeiraBrava e estudado tecnicamente por Francisco António Soares Júnior.Vereda entre a Encumeada e o Lombo do Mouro, plano turístico do Visconde da Ribeira Brava.Estudo de 1914
  8. 8. 8“Algumas veredas de estudo estão abertas em rochas, quase a prumo» como a doprojectado troço da Estrada de Oeste, entre a Encumeada e o Lombo do Mouro, obrasfeitas como as de todos os tempos e da mesma natureza na Madeira, a custa de muitodinheiro, força de vontade, sacrifícios e dedicações de funcionários e trabalhadores.Estes, como muitos outros, desprendidos, corajosos e heróicos, suspensos “por grossoscalabres em trapézios com um abismo de 500m aos pés, faziam perfurações que deviamser dinamitadas”.Entre 1913 e 1918, inauguraram activamente os primeiros trabalhos constantes deterraplanagens das estradas nacionais de Câmara de Lobos-Ribeira Brava-S. Vicente edo Funchal a Machico, para a notável obra de viação moderna que desfrutamos e cujarede continua a completar-se com iniciativas e empreendimentos ainda mais arrojados,progressivos e eficientes.Seleccionados estrategicamente os pontos de atracção turística, a Junta Agrícola,em colaboração com a Junta Geral, abriram mais duas estradas tendo em conta asnecessidades da população e prevendo uma maior afluência turística, uma por Leste eoutra por Oeste, que abraçando assim toda a ilha e facultando aos nossos hóspedes eforasteiros a visita a belezas naturais tão que podem «competir com as melhores domundo» e são rivais das paisagens Suíças. Porque, sem vias de rodagem acelerada, erainacessível «O que há de mais belo, a não ser com risco da vida e por preços fabulosos».Estrada S. Vicente, Porto Moniz
  9. 9. 9Passeio de redeAté à data o único transporte para esses sítios era a rede, mas para esta eramnecessários quatro homens, dois de serviço e um de folga, além dum carregador dealimentos para todos. Esta despesa poderia chegar aos oito escudos diários, recuandocerca de setenta anos, esta importância que se tornava incomportável. Além disso arede, em algumas estradas do litoral e do interior da ilha, nomeadamente nas da Ribeirada Janela para o Seixal, desta freguesia para S. Vicente, das Queimadas para o PicoRuivo e noutras, pecava pela falta de segurança dos seus ocupantes em certas partes dotrajecto.
  10. 10. 10Porto MonizEra frequente, nas curvas mais apertadas dos caminhos mais estreitos, ficarinteiramente suspensa sobre abismos cavados nos vales ou sobre o mar. Por isso “eraindispensável sair desta situação vergonhosa e inutilizadora”, rasgando estradas eramais que conduziam aos pontos de vista mais recomendáveis e aliciantes.Datas de referência:1913 – Data em que se inicia o transporte colectivo de passageiros1920 – Ano que chegou pela 1ª vez uma moto ao Poiso, uma Indian de 2,5 cv tendo queser puxada à mão em parte do percurso1923 – Anuncia-se um transporte para a Encumeada com partida do Funchal às 06:00hda madrugada
  11. 11. 11Fevereiro de 1935 – Data em que chega pela 1º vez ao Porto da Cruz uma “abelhinha”nome que eram carinhosamente apelidados os automóveis1987 – Criação da empresa de transportes públicos Horários do Funchal.ActualidadeEm meados da década de 80 do século passado dá-se a grande revolução nas viasde comunicação da madeira, a obra mais significativa para o desenvolvimento turísticoe não só. A via que marca a mudança tem apenas 2 Km e é o princípio do que virá a sera via rápida. Inaugurada em 1986 e ligando a rotunda de D. Francisco Santana a S.Martinho, nomeada a Estrada Da Liberdade.Via RápidaEm 2005 a rede viária está dividida em 2 grupos: A rede regional principal com320 Km e rede regional complementar com 304 Km. A primeira rede é constituída pornove estradas, sendo a mais emblemática a estrada regional 101 que percorre a ilha emtodo o seu litoral. Estas estradas são objecto de uma classificação funcional, em viasrápidas, vias expresso e vias regulares.A via rápida liga a Ribeira Brava ao Caniçal. Possui serviços de vigilância, decontrolo e apoio a tráfego 24h por dia. Circulam pela via rápida média cerca de 28.000viaturas diariamente sendo nalguns troços esse número na ordem dos 60.000 carros.
  12. 12. 12Via RápidaExistem cerca de 8 vias expresso com duas faixas de rodagem pelo menos, bermaspavimentadas e acessos condicionados. As outras estradas da via principal sãoclassificadas como vias regulares.Via Rápida e Via ExpressoQuanto á rede regional complementar é constituída por 38 novas estradas e 12antigas, actualmente restauradas, que constituíam a antiga estrada nacional 101 mais aantiga estrada para o Curral das Freiras tendo como objectivo a ligação entre estradasregionais principais e os núcleos populacionais mais importantes.Durante os últimos anos a Madeira voltou a assistir às inaugurações de estradascoroando uma política de desenvolvimento, que possibilitou uma alteração radical namaneira de viver na região, bem como quem nos visita.Hoje, a qualidade das vias terrestres serve não só os naturais com os seustransportes privados, bem como os forasteiros quer em transportes colectivos ou dealuguer. Novas e funcionais, estas estradas aproximam uma infinidade de produtos bense serviços.Vantagem das acessibilidadesPodemos então afirmar que se as estradas aproximaram as várias localidades dailha da Madeira, também são em parte responsáveis pelo desenvolvimento das mesmas.
  13. 13. 13Reparamos então, coincidência ou não, que nos anos que se seguiram à construção dasvias rápidas e vias expresso, houve efectivamente uma aposta por parte do sectorpúblico e privado em inúmeras freguesias outrora um pouco esquecidas.CalhetaSalientamos algumas das estruturas e infra – estruturas que foram criadasprincipalmente no final do sec. passado e principio presente sec:- Construção de vários centros culturais e de congressos, centros de saúde com serviçosde urgência permanentes, rede de saneamento básico com estações de tratamento deáguas residuais, bibliotecas municipais, parques públicos, parques industriais, mercadosabastecedores de produtos agrícolas, reservas naturais, serviços sócias, piscinas públicase jardins públicos.
  14. 14. 14Riberira da Janela antes e depoisCentro das Artes – Casa das Mudas
  15. 15. 15Porto MonizA partir desta altura tornou-se óbvia a importância da criação de unidadeshoteleiras e criaram-se condições para apostar em novas tipologias turísticas (turismorural, ecoturismo, turismo de montanha, desporto e aventura entre outros).Com toda esta conjuntura, reuniram-se então vários elementos para haver umamaior afluência turística para a região. Esta afluência para além de ser em maior númeroexpandiu-se pelas várias localidades da ilha, contrariando assim uma anteriorcentralização na cidade do Funchal.Impacto paisagísticoTal como podemos verificar nas imagens é inegável que estes monstros de betãodesvirtuam em algumas zonas a beleza natural da nossa ilha, beleza essa, que por vezesteve de ser “sacrificada” por algo considerado essencial ao crescimento edesenvolvimento.
  16. 16. 16Via RápidaTemos de reconhecer que sem estas estradas com certeza que haveriam algunsprojectos que foram levados a cabo que deixariam de fazer sentido sendo a distância e aviabilidade económica alguns dos obstáculos que podemos assinalar. Neste sentidoachamos que prevaleceu a senda do desenvolvimento social, económico e turístico.Com as novas e melhoradas acessibilidades passou a valer a pena o investimentopúblico e de iniciativa privada em locais outrora impensáveis devido à grandeprobabilidade de insucesso.Centro das artes – Casa das Mudas Praia artificialm da Calheta
  17. 17. 17Museu da Baleia - Caniçal Aquário da Madeira – Porto MonizEstalagem da Ponta do Sol Hotel da Ponta delgadaCom o objectivo de exemplificar de um modo mais prático o modo como asacessibilidades vieram facilitar a estadia dos turistas e o dia a dia dos residentes,observe-se o conteúdo de um blog de um turista.T E R Ç A - F E I R A , O U T U B R O 2 8 , 2 0 0 8Madeira, o lado direito
  18. 18. 18O dia despertou cedinho e lá nos metemos naquele foguete que é o Ford Fiesta. Aprimeira paragem foi num miradouro todo arranjadinho no Livramento. A vista para oFunchal é novamente incrível. Dali subimos para um dos locais que mais aparece nospostais da Madeira: o Monte (550m de altitude) e a sua igreja de Nossa Sra. do Monte.É aqui que podemos ir à "boleia" nuns cestos que deslizam pelas estradas.Aparentemente a descida é de 2km até ao Livramento e como não sabíamosexactamente se tínhamos que voltar a pé (e subir 2km de rampas), deixámos essaaventura para uma próxima visita ao Funchal. Dali embrenhámo-nos na serra e pensoque esta cascata era perto de Terreiro da Luta (876m de altitude). O tempo para alitambém tinha mudado significativamente, era Inverno e o nevoeiro estava cerradíssimo!O tempo foi piorando com a altitude e quando chegámos ao Ribeiro Frio (880m)estávamos a bater o dente! De notar que as fotografias parecem de locais desertosporque foram tiradas depois de uma chuvada incrível que espantou os "camones" todos.Ali é também o ponto de partida para uma levada. Começámos a descer até ao Fortimdo Faial e a temperatura subiu inevitavelmente.
  19. 19. 19Nesta fotografia aparece o Faial (penso sempre nos Açores!) e o monte que lhe dáuma paisagem incrível penso que seja onde se encontra o miradouro Penha da Águia.Retomámos o nosso caminho para Santana e vi pela primeira vez a flor do Natal sem sernum vaso.Finalmente Santana e as suas casas típicas! Estas duas com o jardinzinho estãoperto da Câmara Municipal. Almoçámos por aqueles lados e tivemos a surpresa de veruma família de franceses encharcados dos pés à cabeça em t-shirt e pergunto-me poronde é que aquelas almas andaram! Nessa altura decidimos que, apesar de parecer queia chover, íamos tentar fazer qualquer coisa da Levada do Caldeirão Verde, sendoassim, o destino apontava para as Queimadas.Mesmo assim, demorámos algum tempo ainda em Santana a apreciar as casastípicas (reparem nas miniaturas à entrada desta!) e fomos até à costa admirar o Ilhéu daRocha do Navio e o seu periclitante teleférico, além de uma cascata que mudava decurso conforme o vento.
  20. 20. 20Lá nos enchemos de coragem e dirigimos o Ford Fiesta para Queimadas que está a900m de altitude e cujo acesso é uma estrada que mais parece uma rampa. Como asubida foi demorada, tivemos muito tempo para admirar a paisagem: árvores,tonalidades laranjas típicas do Outono (fotografia do Elmano) e claro, cascatas.Eventualmente lá chegámos ao parque de merendas das Queimadas. Esta casita para ospatos é o máximo.Lá começámos a percorrer a levada do Caldeirão Verde (levada é o nome que dãoa canais de irrigação na Madeira). Qualquer um de nós recomenda vivamente quepercorram pelo menos uma se puderem! As vistas são sempre verdejantes, cai água detodo o lado e também podemos ver o oceano de algumas perspectivas, além de árvoresestranhas (fotografia do Elmano)
  21. 21. 21Chegámos à nossa primeira grande barreira: uma cascata em que era precisoatravessar de pedra em pedra para chegar ao outro lado (a fotografia acima é novamentedo Elmano). Eu não decidi nada, mas eles atravessaram na mesma por isso tive quesegui-los! Desconfio que foi aqui que os meus ténis descolaram... he he Mais escadas,menos escadas, mais duche, menos duche lá chegámos a uma cascata simplesmentemagnífica!Posso afirmar que isto mete respeito. A água cai bem alto e faz um estrondoincrível no chão, já para não falar da quantidade de vapor de água que rodeava a zona.
  22. 22. 22Foi aqui que decidimos voltar para trás antes que caísse a noite e ficássemos ali nomeio do nada. Estamos tão embrenhados na serra que mesmo quando espreitamos paraalgum lado temos noção que somos invisíveis. Ao fim de 2h e meia de aventura,chegámos novamente ao carro que estava solitário no parque. Descer dali foi uminstante (a descer todos os santos ajudam!).A próxima paragem foi o miradouro do Pico do Facho. Dali podemos ver oMachico e a pista do aeroporto. Depois de uma paragem no Fórum Madeira paracomprar ténis (e meias!), resolvemos repetir a proeza e voltar a interrogar o mesmotaxista em Câmara de Lobos. Decorem isto: a 6km da praça de Câmara de Lobos, nosentido inverso ao Funchal, encontra-se o restaurante "Santo António" no Estreito deCâmara de Lobos. É a melhor espetada que vão comer na vossa vida e peçam oacompanhamento todo que inclui pão do caco com manteiga de alho e milho frito, alémdos típicos batatas e salada. É simplesmente divinal!
  23. 23. 23Dali resolvemos passear até ao Cabo Girão para tirar umas fotografias ao Funchal.Após uma observação ao blog deste turista, podemos afirmar com alguma certezaque este programa de um dia de férias, num passado muito próximo, daria para uns doisou três dias.
  24. 24. 24ConclusãoVivendo numa sociedade global em que o comodismo e o conforto sãoprioritários, longe vai o tempo em que os nossos turistas, para percorrerem uma levadaou simplesmente visitarem uma freguesia situada na costa norte demoravam quase umdia por estradas inseguras assustadoras e muito desconfortáveisDe acordo com a documentação analisada, concluímos que em nossa opinião, nãoencontrando factos que comprovem directamente a relação do aumento turístico com omelhoramento e aumento das acessibilidades na Ilha da Madeira, não podemos deixarde frisar que após o aparecimento das vias rápidas, vias expresso e remodelação dealgumas estradas antigas, deparamo-nos com um incremento de afluência turística naIlha. Verificamos também que esses turistas não procuram somente os nossos maiorescartazes turísticos (Sol e Mar, Fim de Ano, Carnaval, Festa da Flor) centralizados noFunchal, mas também outros produtos, como por exemplo, turismo cultural, turismorural, turismo desporto e aventura, etc., encontrando-os por toda a parte da RegiãoAutónoma da Madeira. Devemos afirmar que para a construção de estruturas e infra-estruturas deverá ser feito um planeamento e elaborada uma estratégia muito cuidada demodo a atingir um equilíbrio do ponto de vista ambiental e paisagístico.
  25. 25. 25Bibliografiahttp://www.portomoniz.pt/Default.aspxhttp://www.cm-calheta-madeira.com/http://estatistica.gov-madeira.pt/http://br.olhares.com/pelas_estradas_da_madeira_foto1056188.htmlhttp://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=593277&page=3http://www.madeiraarchipelago.com/photo/thumbnails.php?album=search&cat=0&page=4orange-clouds.blogspot.com/2008_10_01_archive...http://www.maxmaniac.net/rain/madeira/

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