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Portos do funchal

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Trabalho sobre logística - Portos Funchal

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  • 1. Instituto Superior de Ciências EducativasPorto do FunchalEstudo de CasoLicenciatura em TurismoUC: Logística3.º Ano – 1.º SemestreDocentes:Dr. António PessoaDr. Emanuel Romeu FurtadoCarlos Alberto Ferreira Pereira de AbreuN.º 40109 - TB
  • 2. Porto do FunchalResumo:A Região Autónoma Madeira, destino turístico por excelência, é procurada pelas suascaracterísticas únicas, potenciando desta forma as suas capacidades naturais edemonstrando as suas preciosidades, de uma ilha descoberta quase há 600 anos(celebra-se em 2019), e com a sua principal cidade, o Funchal, já com 500 anos.Quem visita a ilha da Madeira tem uma variedade de actividades para desfrutar e muitasformas para ocupar a sua estadia.Atendendo a que a principal “pasta” económica desta Região ser o Turismo, pretendocom este estudo, compreender a importância do sistema de logística na movimentaçãodos navios do Porto do Funchal.Este estudo também abordará a sua dinâmica e a sua evolução ao longo do tempo.Também abordarei os navios e companhias que nos visitam com maior frequência.Mais importante e atendendo à sazonalidade existente neste destino, é de realimportância o aumento do Porto do Funchal para ultrapassar essa “falha”. Demonstrareique o aumento será imprescindível na captação de navios de cruzeiro, implicandologicamente com isso o aumento de pessoas que visitam a Região.Abstrat:The Madeira autonomous region, Portugal, tourist destination par excellence, is soughtafter for its unique characteristics, thereby enhancing their skills and exposing theirnatural treasures, an island discovered almost 600 years ago (will be celebrated in 2019)and its main city, Funchal, with already 500 years. Those who visit the island ofMadeira, has a variety of activities to enjoy and many ways to occupy their time.Once the main source of economic revenue is tourism, I intend to study and understandthe importance of the logistics system, movement of ships in the port of Funchal, boththe arrivals and the departures, and the treatment of passengers, whether as visitors orturn-around, to see if the logistics organization has any influence in their own destiny.This study will also approach its dynamics and its evolution over time.It will bring out the ships and companies that visit us more often and the relevance thatdelivers to the development of the tourism in the Island.- I -
  • 3. Porto do FunchalI will compare as well the evolution of traffic between Port of Funchal and PontaDelgada, Azores.I will highlight the importance of the extension of the Port of Funchal. Considering thatthe Island has a seasonality of tourism this measure will increase the traffic of ships andfill the low seasons.Palavras chave:Logística; Procedimentos; Porto do Funchal; Sazonalidade, Região Autónoma daMadeira; Navios; Cruzeiros; Passeios.- II -
  • 4. Porto do FunchalÍndiceResumo/Abstract ---------------------------------------------------------------------------- I - II1. Introdução ------------------------------------------------------------------------------------- 12. A Logística no Turismo --------------------------------------------------------------------- 12.1. Nível de Serviços --------------------------------------------------------------------------- 22.2. Evolução Cronológica---------------------------------------------------------------------- 43. Estudo de Caso ------------------------------------------------------------------------------- 53.1. Porto do Funchal – evolução histórica -------------------------------------------------- 53.2. Logística dos Portos do Funchal --------------------------------------------------------- 63.2.1. JUP ----------------------------------------------------------------------------------------103.3. Registo anual de escalas -----------------------------------------------------------------123.4. Registo anual de passageiros ------------------------------------------------------------133.4.1. Passageiros em trânsito ----------------------------------------------------------------133.4.2. Passageiros em turnaround ------------------------------------------------------------143.5. Operadores e companhias de navegação -----------------------------------------------144. Entrevistas4.1. Vogal do Conselho de Administração ---------------------------------------------164.2. Presidente do Conselho de Administração ----------------------------------------185. Conclusão ------------------------------------------------------------------------------------20Bibliografia --------------------------------------------------------------------------------------22Anexos -------------------------------------------------------------------------------------------23
  • 5. Porto do Funchal1. IntroduçãoNo âmbito da unidade curricular de Logística, foi-me solicitado a elaboração de umestudo de caso. O trabalho que apresento, tem como tema “Aumento e logística doPorto do Funchal” tendo como principal finalidade a necessidade do aumento e acompreensão das acções verificadas no tratamento logístico. Segundo Crespo Carvalho1o conceito actual de logística, acrescenta valor, permite diferenciação, cria vantagemcompetitiva, aumenta a produtividade e rendibiliza a organização.Com isto, quero demonstrar que e segundo Crespo Carvalho1, a logística hoje em dia émais do que distribuição física, mais que simples abastecimentos, mais toda ainformação, integração de fluxos nacionais e internacionais.Abordarei a evolução de logística, bem como a evolução histórica do Porto do Funchal.Como não poderia deixar de fazer, demonstrarei a logística utilizada nas várias vertentese na organização das escalas dos navios.Penso que também, não menos importante, falarei um pouco sobre operadores ecompanhias de navegação. Do mesmo modo, pretendo fazer uma entrevista a dois dosresponsáveis pelos Portos do Funchal para que me explique tudo no que diz respeito aessa logística e aumento da capacidade de navios de cruzeiro.Após a realização do trabalho, farei as minhas considerações finais sobre o estudoelaborado.2. A logística no TurismoO mercado do turismo na Região Autónoma da Madeira e como depreendemos, é a suaprincipal economia. Atendendo a esse facto, o papel da logística é fundamental para quea produção turística seja constante, sempre na procura da excelência na oferta deserviços. No caso específico que estou a tratar, o Turismo de Cruzeiros tudo tem que serpreparado ao pormenor para que, as pessoas (turistas) sintam-se como se estivessem- 1 -_____________________________________________________________________1CARVALHO, y.m. Crespo. (LOGISTICA 2003) 3.ª Edição, Edições SILABO, Lda. Lisboa, Cap 1, pag. 31
  • 6. Porto do Funchalem suas casas. O papel do Agente de Viagens é fundamental quando o passageiroadquire a sua viagem de sonho, sendo que a logística existente entre o Armador, Portos,Passageiros, Tripulações, etc. tem que ser vista e revista ao pormenor, para que nadafalhe. Claro que esta parte da logística diz respeito, diretamente, ao referido Agente deViagens.Nós, como Porto de acolhimento, não podemos descurar deste trabalho anteriormentefeito e temos que dar continuidade a esta lógica. O turismo é feito por pessoas e é parapessoas. Sair da rotina de suas casas, de suas terras, das suas culturas, é concerteza oobjetivo. A chegada a um Porto de destino obriga a uma logística, tanto no espaçoinformativo como no espaço físico, fundamental para que as operações de desembarque,embarque ou mesmo de check in sejam o mais eficiente possível. Tudo deve serprogramado ao mais pequeno pormenor, para que o turista, nesta saída de sua casa,tenha resposta eficiente à mais simples pergunta, e no fundo, não estando em casa,sinta-se em casa, num lugar diferente. Logística antevê e prevê todas estas situações,deixando surpresas desagradáveis fora de todo o processo.2.1. – Nível de ServiçosNão podemos esquecer que a palavra “conforto” é palavra fundamental no pensamentode um turista. “Olhar a meios” para atingir os fins é primordial para alcançar osobjetivos a que nos propomos. A oferta turística da RAM, tem como princípio básico aexcelência. A perfeição existe e cabe-nos agora, a nós, fazer esta longa caminhada comintuito de “encontrar essa excelência”.R.H. Ballou2transmitiu-nos o seguinte:“Uma visão mais moderna reconhece que a escolha do cliente é influenciadapelos vários níveis de serviços oferecidos. Pode ser um elementopromocional tão importante quanto desconto de preços, propaganda, vendaspersonalizadas ou termos de vendas favoráveis”- 2 -_____________________________________________________________________2(BALLOU, R. H. Logística Empresarial, 1993). 1.ª Edição, Ed Atlas – Nível de Serviço, pag. 76
  • 7. Porto do FunchalComo podemos observar, a logística é aquele meio, aquela visão imprescindível doproduto final. O cliente pergunta, tem logo resposta. O cliente faz a viagem e tudocorresponde às suas expetativas.Não é por acaso que o autor2referenciado anteriormente, nos diz:“Quando não existe nível de serviço entre comprador e fornecedor ou este émuito ruim, pouca ou nenhuma venda é gerada”Fundamental é gerar receitas. O nível de serviço até pode aumentar um pouco, masnunca pela introdução da própria logística. Claro que esta tem tendência a aumentarquando os níveis de serviço sobem a níveis superiores, mas acredita-se e demonstra-seque as receitas aumentam e os serviços de logística aumentam a um nível inferior.BALOU, R.H. Logística Empresarial, 1993. 1.ª Edição Ed. Atlas Pag. 79Tão importante como a parte física é a parte informal. O nível de serviçoobrigatoriamente passa por essa informação. Tudo tem que estar cruzado conformedemonstrei anteriormente pelo uso do sistema JUP. Transparência e eficiência serãomais do que fundamentais para uma excelência, e porque não, para a excelência nopróprio nível de serviço.- 3 -_____________________________________________________________________2(BALLOU, R. H. Logística Empresarial, 1993). 1.ª Edição, Ed Atlas – Nível de Serviço, pag. 77
  • 8. Porto do Funchal2.2. Evolução cronológicaDestacando de novo autor Crespo Carvalho3desde há muitos anos, no tempo da escolaAristotélica se falava em logística:“…estes faziam a distinção entre o raciocínio correcto determinado peladedução e analogia, utilizando como instrumento as palavras frase, a quechamavam lógica, e o raciocínio do mesmo tipo mas baseado em algarismose símbolos matemáticos, a que chamavam logística…”Mais tarde, aparece no mundo empresarial, sempre na vertente da organização de stock,mas antes dessa situação, a logística era vista numa vertente militar4:“…há que enfatizar, de facto, que muito antes do homem de negócios seaperceber da dimensão e centralidade da logística no mundo empresaria já oestratego militar usava para movimentar exércitos, travar batalhas e averbarvitórias…”Só em 1837, Jomini, levantou a questão sobre a verdadeira definição de logística nosentido se ser uma ciência formando um aparte essencial na arte da guerra.Nos tempos actuais, a logística continua a ser uma parte fundamental no meio militar.A evolução do conceito de logística acontece e no início do séc. XX. No ano de 1901,foi encontrado um texto de John Crowell que associava custos e distribuição deprodutos farmacêuticos4.Ao longo dos anos, já em pleno século XX, a evolução do conceito de logística éenorme, sendo de importância fundamental para qualquer negócio:“... um dos aspectos mais da logística na actualidade, ou seja, a sua ligaçãoessencial à estratégia. A visão estritamente operacional deve serabandonada. A logística pode fazer a diferença entre o sucesso e ofracasso…”- 4 -_____________________________________________________________________3CARVALHO, y.m. Crespo. (LOGISTICA 2002) 3.ª Edição, Edições SILABO, Lda. Lisboa, Cap 1 - LOGÍSTICA, pag. 194(CARVALHO, Y.M. Crespo – 2002). 3.ª Edição, Edições SILABO, Lda. Lisboa, Cap 1 - LOGÍSTICA, pag. 20
  • 9. Porto do FunchalActualmente e segundo o mesmo autor5, o conceito actual de logística e passo a citar:“… Desta forma, será fácil constactar que logística hoje é mais do queapenas distribuição física. É mais do que simples gestão de materiais. Émais do que simples (re)abastecimento. É tudo isso. E mais toda ainformação. Para integrar ambos os fluxos, físicos e informacionais.Numa rede (network) de fluxos físicos e informacionais.3. Estudo de caso3.1 Portos do Funchal - evolução históricaJá desde os inícios do séc. XVI que o Funchal mantinha contactos com outros portos nomundo, nomeadamente portos europeus e portos africanos.O motivo deste contacto era, principalmente, pela importante produção de cana-de-açúcar, produzida cá na Ilha que estava já registada desde os portos do mar Báltico aosdo Mediterrâneo, havendo especial referência no mercado de Flandres.Como podemos constatar, o Porto do Funchal, era de passagem quase obrigatória, desdeas primeiras armadas dos descobrimentos, bem como das rotas comerciais maisdesenvolvidas.Agravou-se um pouco esta situação, pelo motivo da decadência do açúcar e as armadascomeçaram a fazer desvio para os Açores. Então, em finais do séc. XVI o Funchalreformula a sua posição no quadro do atlântico, conseguindo manter-se como umentreposto comercial, beneficiando-se através do tráfico da prata no mundo.Mais tarde e dando um salto na história, em 1756, por carta régia de José I de Portugal eatendendo à importância do Funchal, deram-se início às obras de construção de umPorto de Abrigo no Funchal. Assim, nasceu até ao Forte de São José, o primeiro cais deembarque, cuja obra foi finalizada em 1762.- 5 -_____________________________________________________________________5(CARVALHO, Y.M. Crespo – 2002) 3.ª Edição, Edições SILABO, Lda. Lisboa, Cap 1 - LOGÍSTICA, pag. 31
  • 10. Porto do FunchalPassados 182 anos, em 1890, foi feita a primeira ligação ao Forte de Nossa Senhora daConceição com o aumento da área de atracagem. Note-se que esta obra de aumento foifustigada pelo mau tempo e durante algum período teve obras de recuperação.Havendo necessidade de criação de um organismo gestor da área portuária (logística),em 1913 foi criada a Junta Autónoma de Obras do Porto do Funchal.Em 1939, houve lugar a novo aumento na ordem dos 317 metros. Mais tarde eatendendo às crescentes necessidades, em 1961 concluiu-se outra obra deprolongamento, em mais de 457 metros. Foi nesta data que foram criadas algumas infra-estruturas fundamentais para o desenvolvimento que hoje assistimos. Em 2004, foiaprovado o Plano Director do Porto do Funchal, onde foi definido o futuro do Porto doFunchal que seria exclusivamente dedicado a Turismo de Cruzeiro e ActividadesNáuticas.2.2 Logística do PFNo organograma da APRAM, Administração dos Portos da Região Autónoma daMadeira, SA, o seu Conselho de Administração inclui 18 departamentos. Quanto aonúmero de funcionários que dão apoio a toda esta logística, são 172, podemos observarestes dados na Fig.8 dos anexos apresentados.O regular funcionamento de um terminal de navios obriga à interacção dos váriosintervenientes, tais como Agentes de Navegação, Armadores (proprietários dos navios)e o próprio terminal, Porto.A coordenação é realizada entre o Agente e o Armador que com a disponibilidade doterminal torna efectiva a realização da escala pretendida.É utilizado o sistema JUP - Janela Única Portuária, que considero, essencialmente umaintranet, onde é disponibilizado o acesso a todos os intervenientes na realização dumaoperação desta natureza, nomeadamente a GNR- Guarda Nacional Republicana, o SEF-- 6 -
  • 11. Porto do FunchalServiço de Estrangeiros e Fronteiras, Alfandega, Policia Marítima e P.S.P (mais pararegularização do trânsito dentro do Porto do Funchal).Diagrama canais de distribuição – desembarque depassageiros – espaço físico (elaborado pelo próprio)Estas entidades observam e fiscalizam todas as operações realizadas pelo Agente que,através do sistema informático JUB, faculta toda a informação sobre o navio desde,Lista de Passageiros e Tripulantes; hora de amarração; tempo de permanência;necessidades de disponibilização de serviços do Porto, tais como: fornecimento de águae/ou combustível, descarga de lixo, descarga de óleos residuais, a tudo o maisnecessário, seja no âmbito de emergências e/ou ocorrências inesperadas, maispropriamente serviços de urgência que engloba ambulâncias para transporte depassageiros para assistência medica.Todas estas informações são enviadas, em tempo útil ao Piloto do Porto, cujaintervenção é fundamental, além de ser obrigatória. A amarração exige umacoordenação entre o Piloto do Porto dando instruções ao Comandante do Navio sobrequais as condições dos ventos, estado do mar, correntes marítimas, e tudo o que- 7 -
  • 12. Porto do Funchaleventualmente poderá interferir numa operação desta natureza. Após o Comandante doNavio receber esta informação, temos que ter em atenção que a sua soberania de aceitarou não a atracagem é sua. Eventualmente, se por motivo de força maior o Comandantedo Navio entender que as condições não oferecem a segurança necessária para aatracagem , pode recusar-se a fazê-lo. Logicamente que a justificação para uma situaçãodestas, pois implica altos custos ao Porto do Funchal, deverá ser muito bemfundamentada. No caso da razão ser dada ao Comandante, nunca ninguém ficarápenalizado. Neste momento, a Administração do Porto do Funchal está seriamente aponderar aplicar coimas para os infractores, no caso de desistirem por uma outra razão eapós estar marcada a atracagem. Esta situação praticamente nunca aconteceu no Portodo Funchal, no entanto deverá ser salvaguardada num futuro próximo.A nível tecnológico, os trajectos efectuados pelos Navios de Cruzeiro, são sempreacompanhados em tempo real por um sistema informático que o Porto do Funchalpossui. Esse sistema, chamado de AIS, Auto Identification System (foto em baixo),controla toda a passagem de navios através de sinal emitido pelos próprios navios. Alémde ser possível ver todas as rotas, este sistema recebe todas as indicações que dizrespeito ao próprio Navio, desde tamanho, tipos de embarcação e tudo o mais que serelaciona com o mesmo. Embora ainda não seja obrigatório, por questões de segurança,a maior parte das embarcações possui, até os iates que passam pelas águas territoriais.O Porto do Funchal também possui um sistema de radar que tem a função de seguir osnavios. O sistema de radar não é o mais eficaz, pois depende muito das condiçõesmeteorológicas e além do mais só abrange o sul da Ilha da Madeira.AIS, Auto Identification System- 8 -
  • 13. Porto do FunchalNo que diz respeito à GNR, embora tenham permanência física no Porto do Funchal,aumenta o número de efectivos mediante os tamanhos dos navios. Quanto ao SEF –Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, têm também presença permanente no Porto,enquadrando 3 gabinetes.O Porto do Funchal, após a conclusão das obras de remodelação, possui uma zona dechekin, idêntica à existente nos aeroportos, sendo também ponto de partida paracruzeiros.Diagrama canais de distribuição – embarque depassageiros – espaço físico (elaborado pelo próprio)Como estratégia, o Porto do Funchal começou em conversações com vizinhas IlhasCanárias, no sentido de conseguirem mais paragens de navios no Porto do Funchal.Compete ainda ao Porto a disponibilização de espaços de atracagem aos diferentesnavios e aos horários pretendidos por estes. O sistema utilizado ainda é manualexistindo um mapa real com todos os cabeços do Porto, onde é registada toda ainformação das dimensões dos diferentes Navios, através de escalas feitas com umarégua e riscados com canetas de feltro. Este sistema, embora ultrapassado, ainda está emuso noutros portos portugueses. A alternativa a esta situação, é a abertura de umconcurso público internacional, no sentido de adquirirem um sistema informático que- 9 -
  • 14. Porto do Funchalexecute, sem erros possíveis, toda a logística na divisão dos cabeços, espaços deatracagem, espaços livres, aproveitando ao máximo as áreas. Infelizmente nesta altura,esse concurso não pode ser aberto devido aos elevados custos, mais de cem mil euros,não podendo à data actual ser implementado devido a restrições orçamentais.Alguns dos passageiros em trânsito, vêm com excursões marcadas para visita a certoslocais da Ilha. O problema que se verifica nesta situação, é por parte da Alfândega, queà mínima bagagem ou maleta, manda-os parar para verificação. As operações por vezessão demoradas, não abonando em nada a imagem do Porto, no que diz respeito aocansaço verificado nos passageiros.O aumento de escalas no Porto do Funchal deixou de ser uma mera intenção, passando auma realidade bem presente. Na sequência desta realidade, temos já observado algunsnavios, pelo seu porte e por falta de disponibilidade, fundeiam ao largo, embora estaprática não seja comum, primeiro pela segurança no transbordo de passageiros paraterra, bem como por toda a segurança que implica esta situação, nomeadamente sendouma operação demorada e por vezes arriscada, dependendo sempre das condiçõesmeteorológicas, sejam de vento ou consequente ondulação.Sem alternativa, os comandantes optam por pelo Porto da Ponta Delgada, nos Açores,que possui magníficas infra-estruturas portuárias, as Portas do Mar e Norte do Porto, ouentão por algum porto nas nossas ilhas vizinhas, Canárias, observando-se que oaumento do Porto do Funchal deverá ser tomado em consideração o mais rapidamentepossível.3.2.1 JUP – Janela Única PortuáriaJanela única Portuária- 10 -
  • 15. Porto do FunchalA JUP, “nasce” em 2006, com a assinatura dum protocolo entre a Direcção Geral dasAlfândegas e Impostos Especiais, entre os Portos de Leixões, Lisboa e Sines.Foi intenção abrir um canal único, electrónico, para resolver todos os processosadministrativos acelerando desse modo o despacho de mercadorias e Navios. Neste ano,já se previa que a JUP fosse levada a todos os Portos Nacionais (fig. 10 do anexo).Na Portos do Funchal, a APRAM, Administração dos Portos da Região Autónoma daMadeira e a Empresa J. Canão, Lda., Empresa ligada ao ramo da informática (nomercado português, desde 1 de Outubro de 1987, a J. Canão é líder no desenvolvimentode soluções integradas de gestão de Transportes, Portos e Logística), em 2008 começoua prestar apoio no âmbito da implementação do sistema no Porto do Funchal.Em 2010, finalmente chega a todos os Portos nacionais, através de protocolo assinadoentre a Direcção Geral das Alfândegas e dos Impostos Especiais sobre o Consumo, asadministrações dos portos de Viana do castelo, de Aveiro, da Figueira da Foz, deSetúbal e Sesimbra, da Região Autónoma da Madeira, da Terceira e Graciosa, doTriângulo e do Grupo Ocidental, das Ilhas de São Miguel e Santa Maria e o InstitutoPortuário e dos Transportes Marítimos. Esse protocolo foi homologado pelo Secretáriode Estado dos Assuntos Fiscais, Sérgio Vasques e pela Secretaria Regional do Turismoe Transportes, Conceição Almeida Estudante.Como anteriormente dito, a JUP simplifica os procedimentos através do suporteelectrónico, na disponibilização de um único meio de informação de chegar a todas asentidades envolvidas no sistema, obtendo-se a resposta pelo mesmo canal,simplificando o assunto, tanto a nível burocrático como de custos. No diagrama, embaixo elaborado por mim, podemos constatar através da “aranha” de setas que toda ainformação é partilhada. Cada entidade autoriza conforme as suas competências.- 11 -
  • 16. Porto do FunchalDiagrama Espaços informativos – JUP (elaborado pelo próprio)3.3 Registo anual de escalasEvolução das escalas dos Navios de Cruzeiro de 2009 a 2011 no Porto do FunchalNota: no ano de 2011, o estudo é feito até ao mês de Julho. Se repararmos a tendência éaumento de escalas até final do ano em curso.- 12 -
  • 17. Porto do Funchal3.4 Registo anual de passageirosEvolução dos passageiros dos Navios de Cruzeiro de 2009 a 2011 no Porto do FunchalNota: no ano de 2011, o estudo é feito até ao mês de Julho. Se repararmos a tendência éaumento de passageiros até final do ano em curso.3.4.1 Passageiros em trânsitoEvolução dos passageiros em trânsito dos Navios de Cruzeiro de 2009 a 2011 no Portodo FunchalNota: no ano de 2011, o estudo é feito até ao mês de Julho. Se repararmos a tendência éaumento de escalas até final do ano em curso.- 13 -
  • 18. Porto do Funchal3.4.2 Passageiros em turnaroundEvolução dos passageiros em Turn Around dos Navios de Cruzeiro de 2009 a 2011 noPorto do FunchalNota: no ano de 2011, o estudo é feito até ao mês de Julho. Se repararmos a tendência éaumento de escalas até final do ano em curso.2.5 Operadores e companhias de navegaçãoApós pesquisa, os principais operadores e agentes de navegação que representam ascompanhias localmente, são compostos por quatro empresas. A Agência de NavegaçãoBlandy, Agência João de Freitas Martins, Agência Ferraz e Agência Funchal Marítima.Algumas das Companhias que estes Agentes representam São: AIDA, P&O, Costa,Cunard, MSC e Royal Caribben Line.- 14 -
  • 19. Porto do FunchalLogotipo dos principais Agentes de NavegaçãoA título de curiosidade, e no que diz respeito ao Agente de Navegação Freitas Martins, agrande maioria, o que ronda os 55%, utiliza um circuito, no Oceano Atlântico, compartida e chegada normalmente no Reino Unido, passando pelas Ilha Canárias. Outrasituação, o que ronda os 30%, é a utilização do circuito do Mediterrâneo, com passagempela Costa Espanhola, Estreito de Gibraltar e Ilhas Canárias. No que diz respeito àAmérica do Sul, rondando os 15%, a saída é de uma cidade Brasileira com destino auma cidade Mediterrânea, com passagem pelas Ilhas do Atlântico, o que os inclui.- 15 -
  • 20. Porto do Funchal4. Entrevistas4.1. Vogal do Conselho de AdministraçãoSolicitei uma entrevista com a vogal do Conselho de Administração dos Portos, Dr.ªAlexandra Mendonça, que me acompanhou numa visita guiada ao Porto do Funchal.Passamos por todas as salas de apoio existentes e durante a visita foi-me informandoalguns procedimentos que são executados no porto.A entrevista, na estruturada, baseou-se nos procedimentos tidos na atracagem dosnavios e a sua coordenação. Foi-me transmitido pela Dr.ª Alexandra que todos osprocedimentos eram feitos pelos Agentes e Companhias de navegação, cabendo aosPortos gerir toda essa informação e apoiar a entrada dos navios. O piloto, fundamentalpara a atracagem, acompanha sempre esses navios, informando o Comandante de cadanavio as condições meteorológicas existentes no dia, cabendo ao Comandante do Navioa decisão final de atracagem.Falou-me e mostrou-me a JUP, Janela Única Portuária, implementada no ano de 2010,mas só agora, em 2011 é que está a funcionar quase a 100%. Embora tenham este meioeficaz de troca de informação, por vezes ainda usam sistemas antigos, nomeadamente ofax ou e-mail para resolução de alguns problemas. Falou-me também na estratégia deaumento do Porto, no sentido de dar maior comodidade, seja aos navios, seja a todos ospassageiros que passam pela Ilha. Teve a preocupação de me informar que o novosistema implementado, a manga, não é utilizado muitas vezes, devendo-se a situaçãoverificada aos custos inerentes à mesma. Os Navios possuem os seus meios de saída eentrada de passageiros, abdicando muitas vezes desta facilidade. Uma das situações queainda não é utilizada na informação pelo JUP, é precisamente os materiais perigosos eresíduos que o navio precise descarregar. A informação é dada por outros meios. Dequalquer maneira, estão a pensar implementar esta informação no JUP. Nestas obras demelhoramento, foi introduzido também o checkin, pois a aposta é muito grande no turnaround, embora os seus resultados ainda não sejam os melhores.Uma das situações que também, num futuro próximo devem melhorar, é relacionadacom os espaços de atracagem, ou seja, neste momento esses espaços são geridos- 16 -
  • 21. Porto do Funchalmanualmente. Existe uma sala com um mapa onde é apontado os navios e controladosos cabeços do Porto. Está em fase de implementação dum novo programa deinformática que consegue gerir todas estas situações. Ainda não foi aberto concursopúblico internacional, devido aos seus custos, que ultrapassam os cem mil euros. Otempo é de contenção de despesas, não permitindo esta actualização. No caso de havercancelamento de escalas, devido ao mau tempo, os navios não são penalizados. No casode cancelamento, por outras questões, também não o são, mas conforme me foiinformado, estão a ponderar esta situação para que hajam penalizações.Em matéria de segurança dos passageiros, quando entram na Ilha, os passageiros emtrânsito não têm grande intervenção pelo SEF. Quanto aos passageiros em turnaround,já não se passa o mesmo, todos são fiscalizados à entrada e saída, no que diz respeito apassaportes. No seguimento da nossa conversa, informou-me também que embora ospassageiros em trânsito não sejam tanto intervencionados, por vezes a Alfândegaentende que os deve reter, o que atrasa um pouco as suas saídas, não abonando em nadaas facilidades.Além de todos estes procedimentos, informou-me também que estão a mudar um poucode estratégia no que diz respeito à divulgação do Porto. Entram em contacto directo comos navios, na tentativa dos mesmos passarem por cá, aumentando desta maneira otráfego no Porto. A Dr.ª Alexandra teve também a preocupação de me manterinformado que após estes contactos, os Armadores deveriam sempre regularizar estasituação com os Agentes de Viagens, pois nunca foi intenção dos portos estar ainterferir nos negócios entre as duas partes, mas sim apenas aproveitar estaoportunidade para divulgação das condições do Porto do Funchal, no sentido sempre demaior visita por navios.Foi-me também transmitido pela Dr.ª Alexandra Mendonça a necessidade de aumentodo Porto do Funchal, atendendo a que podem fazer ainda muito mais, aumentando onúmero de escalas e o número de passageiros, tendo mais matéria para divulgaçãodirecta. A estratégia e como atrás referido, é deslocar-se directamente aos navios etentar que sejam criadas novas rotas, incluindo o Porto do Funchal. No ano de 2009, nodia 10 de Agosto, o Dr. Bruno Freitas, Administrador dos Portos já tinha concedido umaentrevista ao Jornal da Madeira, no qual abordava esta situação – documento anexo.No final da entrevista, a Drª Alexandra manifestou mais uma vez a urgência de se fazerum aumento do Porto do Funchal, pois a estratégia que estavam a levar para captação de- 17 -
  • 22. Porto do Funchalnavios era para continuar com mais frequência, mas estava dependente desse aumento.2.7.2 Presidente do Conselho de AdministraçãoSolicitei também uma entrevista ao Presidente do Conselho de Administração dosPortos, Dr. Bruno Freitas, com o objectivo de entender a importância do aumento doPorto do Funchal.Nesta entrevista, não estruturada, foi-me transmitido que este Porto, é um Porto de maraberto que por vezes pode ter alguns problemas com condições meteorológicas,nomeadamente quando existe tempo de sul ou sudoeste, mais agreste.Uma das situações transmitidas pelos comandantes dos navios, quando são enviadospara atracagem no cais norte, é o desconforto sentido pelos passageiros devido às fortesondulações que se podem sentir nesse local.Na sequência de outras dificuldades existentes, o Dr. Bruno falou-me também doproblema da envergadura dos navios serem cada vez maiores, não podendo utilizar estePorto devido a falta de condições.Embora se depare com estas dificuldades, o Porto do Funchal é o 3.º mais importante noperíodo de Inverno. As nossas vizinhas Canárias estão à frente devido às condiçõeslogísticas, de atracagem, muito mais desenvolvidas e sempre com a visão em apostas demelhoramento futuras.As marcações de navios de cruzeiros para atracagem no Porto do Funchal, sãoefectuadas em períodos de um ou dois anos, o que é um problema para solicitações deúltima da hora ou em menos tempo útil por parte de outros navios. Como exemplotemos o tráfego transatlântico que, muitas vezes, ao passar ao largo e necessitando deapoio logístico, têm que se dirigir para outro porto seguro, no caso muitas vezes para asIlhas Canárias. Devido ao tamanho do nosso Porto, estas situações acontecem.Esta situação é observada principalmente no período mais crítico, que se situa nosmeses de Março, Abril e Novembro. Nestas alturas a capacidade de oferta do Porto doFunchal é reduzida devido às rotas já consolidadas.O Dr. Bruno Freitas transmitiu-me que a bacia do mediterrâneo está a começar a ficarsaturada, tanto a nível de navios como a nível cultural. Os cruzeiros pretendem novasrotas para animar a situação. Esta é uma grande oportunidade de crescimento- 18 -
  • 23. Porto do Funchaleconómico, mais uma razão para que apostemos no aumento das nossas infra-estruturas.Foi com muito entusiasmo que o Dr. Bruno transmitiu-me que os estudos de mercado decruzeiros apresenta aumentos até 2020, no que diz respeito à construção de embarcaçõesnovas, sendo as envergaduras dessas mesmas embarcações à volta dos 300 a 400metros. Neste aspecto recentemente temos também dificuldades de atracação de navios.Outra situação é a nossa oferta é sempre limitada por aquilo que temos, havendo semprea preocupação de não “enganar” os mercados de cruzeiros. A oferta poderia ser maior,mas as condições, recentemente, não o permitem. Outra situação que gostaríamos deapostar era na oferta aos navios militares, dando-lhes apoio logístico, principalmente noverão, o que é complicado devido ao tamanho existente do nosso porto.Toda esta situação anteriormente referida foi na tentativa de eu compreender serealmente existe a necessidade de aumentarmos o nosso Porto do Funchal.O Dr. Bruno respondeu-me que o Inverno é a época que podemos e devemos apostarpara quebrar a sazonalidade do restante período do ano. Urgentemente temos que deitarmãos à obra e fazer o aumento tão desejado e útil do Porto. As rotas consolidadas estãocomo é óbvio salvaguardadas, mas não podem ir além dessas porque não conseguemoferecer condições para que isso aconteça. Por exemplo, em Canárias estão aumentandoas suas plataformas de atracagem (cais) tornando-se um Porto com bastantes condiçõese muito apetecível. Segundo me informou, existem estratégias de crescimento paraaproveitar as rotas do Sul de Espanha, introduzindo as Ilhas Atlânticas.Todos estes potenciais económicos têm que ser aproveitados, ainda mais com os temposde crise actual.Na questão do aumento necessário, está em estudo fazer uma protecção a sul, criando-seum local de atracagem na zona do “aterro”. Segundo o Dr. Bruno, esta seria a soluçãoideal para ultrapassar toda esta situação. Não se pode perder mais tempo e as obras têmque avançar. O Porto de Canárias bem como o Porto de Ponta Delgada não brincam eestão a melhorar as suas condições de oferta muito rapidamente.Para que não restassem dúvidas da urgência do aumento, o Dr. Bruno informou-meduma situação real. Informando-me que no dia 21 de Fevereiro de 2012 o Independenceof de Seas escalaria o nosso Porto. Neste mesmo dia escalaria também o nosso Porto oNavio da Disney. Há pouco tempo, o comandante do navio Disney ligou-lhe a solicitara entrada no Porto do Funchal na parte da manhã do dia 21 de Fevereiro. Acontece que- 19 -
  • 24. Porto do Funchalpelo motivo do outro navio estar atracado, essa possibilidade foi logo posta de lado e aatracagem só poderá ser feita após as 15h00. Este é um exemplo flagrante danecessidade urgente deste aumento.Para terminar a entrevista questionei-o sobre o tamanho do aumento necessário,transmitindo-me que andaria á volta dos 400 metros, informando-me na sequência daconversa que o cais norte não consegue atracar navios com mais de 230 a 240 metros.Uma limitação complicada cujo resultado traduz-se na perca de muito dinheiro.5. ConclusãoA principal economia da Região Autónoma da Madeira é o Turismo. Na sequência destaminha preocupação, o principal objectivo deste estudo, depreende-se da necessidade deaumento do Porto do Funchal, com o objectivo de maior entrada de turistas nesta Ilha.- 16 -Para que fosse possível chegar a esta conclusão, não poderia deixar de passar por toda alogística existente, seja a nível de pessoal, departamentos e novas tecnologias utilizadasno Porto do Funchal.Com suporte em toda a análise efectuada para a presente conclusão, como não poderiadeixar de referir, explanei um pouco da evolução da logística, baseando-me para tal emcitações do autor Crespo Carvalho cuja leitura foi fundamental neste meu estudo.A história da evolução do Porto do Funchal, foi também pedra fundamental para acompreensão dos vários aumentos que o Porto sofreu, sempre numa perspectivafuturista, no sentido de oferecer sempre melhores serviços.Fui ao Porto do Funchal para que pessoalmente observasse todo o empreendimento,bem como as fazes logísticas a que um navio necessita até à amarração e saída depassageiros na ilha.Pesquisei e apresentei gráficos da evolução, positiva de escalas de navios de cruzeirobem como registo anual de passageiros. Fiz referência através de gráficos do número depassageiros em trânsito, e tournaround.Para que justificasse os dados de passageiros referidos, pesquisei quais os principais- 20 -
  • 25. Porto do Funchaloperadores e agentes de navegação que representam as companhias localmente.Como não poderia deixar de fazer, entrevistei as duas principais pessoas responsáveispela Administração do Porto do Funchal, no sentido de entender, tanto a logísticapraticada pelos Serviços como também o aumento deste Porto.As entrevistas foram fundamentais para provar que o aumento é imprescindível aocrescimento desta procura. Se repararmos ao longo dos tempos, os aumentos reais que oPorto sofreu, foi sempre na perspectiva de oferta de melhores serviços a quem nosvisitava, fosse em lazer ou fosse no transporte de mercadorias para dentro e para fora daIlha. Esta actividade em que o mar é o principal meio de comunicação, foi sempre vistacomo uma fonte de rendimento dos ilhéus. Pela explicação da Dr.ª Alexandra e aindareforçada pelo imprescindível testemunho do Dr. Bruno Freitas, está mais quedemonstrado que o aumento é de extrema urgência para o nosso Porto. As condiçõeslogísticas são excelentes, conforme demonstrei durante o meu trabalho. O desvio denavios, sejam cruzeiros, militares ou outros que porventura passem ao largonecessitando de apoio, continuarão a se desviar para outro porto seguro, perdendo-semuito. Continuamos a perder, talvez por razões económicas ou políticas das decisões.É preciso ultrapassar todas as dificuldades e apostar naquilo que economicamente nossustentará, que é o turismo, ajudando-nos a ultrapassar futuras dificuldades devido áinsularidade sofrida.- 21 -
  • 26. Porto do FunchalBibliografia:CARVALHO, Y. M. Crespo. (LOGÍSTICA 2002) 3.ª Edição, Edições SILABO, Lda.LisboaBALLOU, R.H. (Logística Empresarial 1993) 1.ª Edição, Edição Ed AtlasWebgrafia:http://www.buzico.net/historia.htm [acedido em 27 de Outubro de 2011]http://www.portosdamadeira.com/index2.php?t=2&l=pt [acedido em 27 de Outubro de2011]http://www.portosdosacores.pt/LinkClick.aspx?link=escala_2010.pdf&tabid=182&mid=824 [acedido a 3 de Novembro de 2011]http://www.apsm.pt/APSM.htm [acedido a 3 de Novembro de 2011]http://www.infocruzeiros.com/home-mainmenu-1/664-bruno-freitas-madeira-esta-na-direcao-da-medcruise [acedido a 4 de Novembro de 2011]http://tek.sapo.pt/noticias/internet/janela_nica_portuaria_introduz_canal_unico_el_879711.html [acedido a 11 de Novembro de 2011]http://www.cargoedicoes.pt/site/Default.aspx?tabid=380&id=3909&area=Cargo[acedido a 11 de Novembro de 2011]http://www.royalcaribbean.com/findacruise/ships/class/ship/home.do?shipCode=ID[acedido a 11 de Novembro de 2011]http://www.jcanao.pt/index.php?option=com_frontpage&Itemid=1 [acedido a 11 deNovembro de 2011]http://www.metropolis2011.org/index.php?option=com_content&view=article&id=9&Itemid=8&lang=pt [acedido a 14 de Novembro de 2011]http://www.memoriaportuguesa.com/ponta-delgada [acedido a 14 de Novembro de2011]http://www.acorianooriental.pt/noticias/view/177418 [acedido a 14 de Novembro de2011]http://www.jornaldamadeira.pt/not2008.php?Seccao=17&id=130582&sdata= [acedido a17 de Novembro de 2011]- 22 -
  • 27. Porto do FunchalANEXOS- 23 -
  • 28. Porto do FunchalEscalas Navios de Cruzeiro no Porto do Funchal em 2009Fig. 1Escalas Navios de Cruzeiro no Porto do Funchal em 2010Fig. 2- 24 -
  • 29. Porto do FunchalEscalas Navios de Cruzeiro no Porto do Funchal em 2011Fig. 3Passageiros Navios de Cruzeiro no Porto do Funchal em 2009Fig. 4Passageiros Navios de Cruzeiro no Porto do Funchal em 2010- 25 -
  • 30. Porto do FunchalFig. 5Passageiros Navios de Cruzeiro no Porto do Funchal em 2011Fig. 6- 26 -
  • 31. Porto do Funchal- 27 -
  • 32. Porto do Funchal- 28 -
  • 33. Porto do FunchalFig. 7- 29 -
  • 34. Porto do Funchal- 30 -Fig. 8
  • 35. Fig. 9- 31
  • 36. Fig.10 – Janela informática da JUP- 32 -

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