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As potências coloniais e a partilha da África
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As potências coloniais e a partilha da África

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  • 1. Partilha da África: "O contexto daConferência de Berlim e seus resultados"Os europeus estabeleceram suas primeiras feitorias na África a partir do século XV. Ainvasão no primeiro momento ocorreu em pontos esparsos das costas do continenteafricano.Segundo Alan P. Meriam, em "Congo: nos bastidores do conflito:"A primeira exploração da região do Congo de que se tem notícias precisas, é adescoberta da foz do rio Congo, em 1482, por um explorador português, Diogo Cão, que ochamou Zafre, que se supõe derivado da palavra africana Zadi, ou "água grande". Namargem direita, num ponto hoje denominado Ponta Padron, ele ergueu uma pedra em quese achavam gravadas as armas de Portugal e uma cruz. Esse marco foi derrubado porexploradores holandeses, em 1642, e redescoberto por um viajante sueco, em 1886, eestá hoje no museu da Sociedade de Geografia, em Lisboa".Sobre Angola, Roy Glasgow em "Nzinga", cita que:"O contato luso-africano inicial em Angola deu-se aparentemente pouco antes de 1504,quando alguns mercadores portugueses, que não estavam satisfeitos com a posição domonopólio comercial de seus compatriotas no Congo, chegaram a Ndongo e convenceramo Ngola Irene a enviar um embaixador ao rei de Portugal (...).A partilha da África em colônias dos países salteadores ocorreu plenamente no final doséculo XIX.Mais de 90% da África foi roubada entre a segunda metade do século XIX e o inicio doséculo XX.O ódio, a colaboração dos missionários, a estratégia de dividir para dominar, e atecnologia bélica, foram elementos fundamentais para a interiorização da África.Os assaltantes interessados na expansão européia, defendiam seu abuso com base nasuposta "superioridade" da civilização industrial ocidental: As características biológicas da"raça" branca; a fé religiosa cristã; e o desenvolvimento técnico e científico desenvolvidodurante a Revolução Industrial.
  • 2. O canalha rei belga, Leopoldo II, foi um dos precursores desse processo. Em 1876apropriou-se violentamente do Congo, território que se tornou seu quintal.A 125 anos - no dia 26 de fevereiro de 1885 - a partilha da África foi oficializada naConferência de Berlim.
  • 3. Além de Inglaterra, França, Espanha e Portugal; a Alemanha, Itália e Bélgica participaramdo crime, com a cumplicidade dos E. U. A. e de seis países europeus.É sabido que, as nações que hoje compôem o "Primeiro Mundo", enriqueceram atravésdo: saque, imposição, genocídio, roubo, exploração e fomentação de rivalidades, tendocomo pretexto a "missão civilizatória".A Conferência foi convocada pelos alemães que haviam iniciado sua industrialização.Eles unificaram seus estados em 1871, formando o Império Alemão.
  • 4. "As grandes questões do nosso tempo não serão solucionadas por revoluções e votosmajoritários - este foi o erro dos homens de 1848 e 1849 - mas por sangue e ferro"(Otto von Bismarck - chanceler alemão)As principais possessões britânicas na África eram: Nigéria, Costa do Ouro, Serra Leoa,Gâmbia, Rodésia, Quênia, Uganda e Somália britânica. Com a vitória contra os colonosholandeses, na Guerra dos Bôeres, os ingleses incorporaram aos seus domínios, a regiãodo sul da África, com o nome de União Sul Africana."O mundo está quase todo parcelado, e o que dele resta está sendo dividido, conquistadoe colonizado. Eu, se pudesse, anexaria os planetas. Penso sempre nisso. Entristece-mevê-los tão claramente e, ao mesmo tempo, tão distantes".(Cecil John Rhodes)O britânico, Cecil John Rhodes, invasor do Zimbabwe, defendia a proposta de construiruma estrada de ferro que ligasse a cidade do Cabo ao Cairo.A rainha Vitória ocupou o trono britânico de 1837 a 1901, período que a política industrial ecolonialista britânica, atingiu seu apogeu. O Império Britânico, "dominou" um quinto dasuperfície da Terra, subjugando 23 % da população mundial.
  • 5. O império colonial francês apropriou-se de:Argélia, Tunísia, territórios da África Ocidental e da Ilha de Madagascar. Depois de umadisputa com a Alemanha, em 1911, a França ocupou o Marrocos.A tropas especiais francesas, conhecidas como "Legião Estrangeira", eram formadas porcriminosos e aventureiros em busca de recompensas materiais."Para os países industriais exportadores, a expansão colonial é uma questão de salvação.Em nosso tempo, e diante das crises que atravessam as industrias européias, a fundaçãode colônias representa a criação de uma válvula de escape para nossos problemas. (...)Devemos dizer abertamente que nós, pertencemos às raças superiores, temos direitossobre as raças inferiores. Mas também temos o dever de civilizá-las".(Jules Ferry - min. francês)Portugal "semicolônia" da Inglaterra, manteve os domínios conquistados na época daexpansão marítima do século XVI: Angola, Guiné, Moçambique, Cabo Verde, e São Tomée Príncipe.Espanha era um país agrário, apropriou-se do: Saara espanhol, Ilhas Canárias, e dascidades de Ceuta e Melilay, entrepostos comerciais localizados no litoral marroquino.
  • 6. A Alemanha apropriou-se do: Togo, Tangânica e Namíbia.A Itália, apropriou-se de: Líbia, Eritréia e de Somália Italiana.Os únicos países africanos que se manterem independentes foram: "Libéria", que eraexplorada pelos E.U.A.; e Etiópia, que derrotou a Itália em 1896.Para alcançar o objetivo imperialista, racista, o invasor usava métodos para a destruiçãoda condição espiritual e de identidade do africano. Um sistema de dominação que oprimede todas as formas, com a imposição política, econômica, linguistica, educacional,religiosa, social e cultural.Nesse processo, os criminosos vendiam seus produtos industrializados a preços elevadose compravam as matérias primas a preços baixíssimos. Assim as empresas dos paísesimperialistas obtiam grandes lucros.
  • 7. Para evitar a concorrência com seus produtos, as metrópoles dificultavam odesenvolvimento industrial nas colônias. As únicas indústrias incentivadas eram as deextração mineral e vegetal.É sabido também que, os conflitos étnicos e religiosos de hoje, são fruto dos crimes degenocídio, espoliação, imposição e exploração, cometidos pelos imperialistas.Quando não eram expulsos de suas terras, comunidades inteiras eram submetidas atrabalhos forçados na agricultura, na mineração, e na construção de portos e estradas deferro.Os descendentes das sociedades autóctones hoje sofrem com a sujeira deixada emséculos de devastação.Bibliografia:BOAHEN, A. Adu (coord.). "História Geral da África. VII. A África sob dominação colonial,1880-1935". Trad. João Alves dos Santos. São Paulo: Unesco, 1991.
  • 8. BRUIT, Héctor H. "O Imperialismo". São Paulo: Atual, 2002.BRUNSCHWIG, H. "A partilha da África Negra". Trad. Joel J. da Silva. 2. ed. São Paulo:Perspectiva, 2001.CATANI, Afrânio M. "O que é imperialismo?" São Paulo: Brasiliense, 1989.CHACON, Vamirh. "A Questão Alemã". São Paulo: Scipione, 1992.FERRO, "História das colonizações: das conquistas às independências. Século XIII a XX".Trad. Rosa Freire DAguiar. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.GLASGOW, Roy. "Nzinga". Trad. Silvia Mazza, J. Guinsburg e Fany Kon. São Paulo:Perspectiva, 1982.HOBSBAWM. "A era dos impérios (1875-1914)". 9. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2005.IBAZEBO, Izimeme. "Explorando a África". São Paulo: Ática, 1997.LENINE, V. I. "Imperialismo: estágio supremo do capitlismo". Coimbra: Nosso Tempo,1974.MERRIAM, Alan P. "Congo nos bastidores do conflito". Trad. Sérgio Moraes Rêgo Reis.Rio de Janeiro: Letras e Artes, 1963.MESGRAVIS, Laima. "A colonização da África e da Ásia: a expansão do imperialismoeuropeu no século XIX". São Paulo: Atual, 1994.Alaru Jagunjagun Oniluap (UCPA)Extraído de http://territorioafricano.blogspot.pt/
  • 9. Copiado de “Ephemera”, de JPP

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