30 ANOS DO PROGRAMA ESTADUAL DE AIDS DE SÃO PAULO

HIV/Aids entre Homens que fazem sexo com
Homens: Projeto SampaCentro
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Contexto
Sucesso histórico em implantar programas de HIV
em larga escala - combinado com o surgimento
de novas ferramentas...
Contexto
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Dados de vigilância epidemiológica no Brasil
indicando recrudescimento da epidemia de
HIV/Aids entre HSH

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Tendência recente no Estado de São Paulo
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Contexto
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Projeto SampaCentro: o que e
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Conhecer a prevalência do HIV, comportamentos
e práticas sexuais, e o acesso à prevenção...
Centro de São Paulo, destacando a
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Pesquisa Formativa
Regina Facchini
Isadora Lins
Ricardo Gambôa
Centro-República
Porção mais antiga do “gueto”: 1970
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Augusta – Barra Funda
Território de tribos
Território de tribos
juvenis (1990 -juvenis (1990
modernos eerockers)
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Inquérito nos locais de
sociabilidade
Características Demográficas
Idade

Raça

Escolaridade

Trabalho
assalariado

De 18 a 24 anos
De 25 a 34 anos
De 35 a 49 a...
Município de
SP

Local de moradia dos entrevistados
Locais de Moradia
Zona Central

N
374

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Zona Leste

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Prevalência de Infecção pelo HIV e
Estimativa de infecção recente
Resultado sorologia para HIV e
Infecção

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Prevalência de Sífilis,
Hepatites B e C
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Resultados da sorologia anti-HIV por faixa etária

Idade
De 18 a 24 anos
De 25 a 34 anos
De 35 a 49 anos
De 50 a 77 anos
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Prevalência da infecção pelo HIV de acordo com histórico de
testagem
Variável

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Características independentemente
associadas à infecção
Variável

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Idade
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Prática de sexo anal e número de parceiros últimos 6 meses
Atividade sexual anal

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Características da última relação sexual
Última relação sexual

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Moderado

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Experiência de estigma e Discriminação em função da sexualidade
N

%

Excluído ou marginalizado - Professores ou
colegas n...
Ter sido vítima de agressão e outras formas de violência
em função da sexualidade

Agressão e violência
Agressão verbal
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Acesso à informação sobre HIV e AIDS
Fonte de Informação sobre HIV
Internet
TV
Jornais
Outro
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Médicos
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Situação de risco de infecção pelo HIV
Infecção pelo HIV

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Apoio diante de situação de risco de infecção pelo HIV
Formas de apoio procuradas quando achou
que estava infectado

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Ricardo Fernandes Gambôa
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QUANDO O TESÃO FOR DEMAIS:

CONTROLE DE EXCESSOS, DESCONTROLE E VULNERABILIDADE

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CONTROLE DE EXCESSOS, DESCONTROLE E VULNERABILIDADE
Vulnerabilidade individual:

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CONTROLE DE EXCESSOS, DESCONTROLE E VULNERABILIDADE
Vulnerabilidade social:

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CONTROLE DE EXCESSOS, DESCONTROLE E VULNERABILIDADE

Vulnerabilidade programática:
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CONTROLE DE EXCESSOS, DESCONTROLE E VULNERABILIDADE

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Por que aids volta a crescer
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•Resposta efetiva ate o final da década de 1990.
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A call to action for comprehensive HIV services for men who have
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Beyrer C, Sullivan PS, Sanchez J, Dowdy D,...
O que fazer?
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Ampliar opções de prevenção!
Considerar a agenda individual!
Estratégias PEP, PrEP, prevenção secund...
O que fazer?
Ocupar espaços não tradicionais (espaços de
sociabilidade, redes sociais)
Incorporar novas tecnologias, fazer...
Requisitos para a AÇÃO
• Reconhecimento da diversidade sexual,
enfrentamento da discriminação nos espaços públicos
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Equipe
Coordenadora: Maria Amelia de Sousa Mascena Veras
Coordenadora Adjunta : Gabriela Junqueira Calazans
•Equipe de coo...
Equipe
Assistentes de coordenação: Denise Andrade e Jucélia Barbosa
Coordenadoras do campo do inquérito: Margaret Domingue...
Agradecimentos
• Aos participantes
• Equipe do CRT-DST/Aids
• Equipe da FCMSCSP
• Programa Municipal de
DST/AIDS
• Departa...
Muito obrigada!
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#30anos | Grupos Mais Vulneráveis | Homens que Fazem Sexo com Homens Estudo SampaCentro | Maria Amelia Veras

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Apresentação Dia 31/10 Mesa Redonda: Intervenção em Grupos Mais Vulneráveis a partir de Estudos Sociocomportamentais e Epidemiológicos, na Perspectiva dos Direitos Humanos

Homens que Fazem Sexo com Homens - Estudo SampaCentro – Maria Amélia Veras - Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo

Mulheres Profissionais do Sexo, Estudo RDS – Gabriela Leite, ONG Davida, Rio de
Janeiro

Estudo entre Mulheres Presidiárias do Estado de São Paulo – Rita de Cássia M. Perri, Núcleo Regional de Saúde, Secretaria da Administração Penitenciária

Estratégia do Município de São Paulo na Atuação junto a Populações mais Vulneráveis – Cáritas Relva Basso

Coordenação: Vera Paiva, Núcleo de Estudos para Prevenção da Aids (Nepaids-USP)

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#30anos | Grupos Mais Vulneráveis | Homens que Fazem Sexo com Homens Estudo SampaCentro | Maria Amelia Veras

  1. 1. 30 ANOS DO PROGRAMA ESTADUAL DE AIDS DE SÃO PAULO HIV/Aids entre Homens que fazem sexo com Homens: Projeto SampaCentro Maria Amelia S.M. Veras e equipe do SampaCentro FCMSCSP
  2. 2. Contexto Sucesso histórico em implantar programas de HIV em larga escala - combinado com o surgimento de novas ferramentas poderosas para evitar que pessoas sejam infectadas e que morram por causas relacionadas com a AIDS - permitiu estabelecer as bases para o eventual fim da AIDS. UNAIDS- Global Report 2012
  3. 3. Contexto • Dados de vigilância epidemiológica no Brasil indicando recrudescimento da epidemia de HIV/Aids entre HSH • Planos de Enfrentamento da Epidemia de HIV/Aids entre HSH (2008). Necessidade de atualizar números com estudos sobre grupos específicos.
  4. 4. Tendência recente no Estado de São Paulo Figura 5 - Tendência dos casos de aids em adultos do sexo masculino segundo categoria de exposição, estado de São Paulo, 2005 a 2009* HSH** Hetero UDI*** Linear (HSH**) Linear (Hetero) Linear (UDI***) 2.000 y = -69x + 1880 r2 = 0,84; p= 0,023 1.800 1.600 1.400 1.200 y = 12x + 1238,2 r2 = 0,08; p= 0,327 1.000 o s a c e d º N 800 600 400 200 y = -74x + 619,1 R2 = 0,97; p< 0,001 0 2005 2006 2007 Ano de diagnóstico Fonte: SINAN - Vigilância Epidemiológica - Programa Esatual DST/Aids-SP (VE-PEDST/Aids-SP) Notas: * Dados preliminares até 30/06/2011 **HSH - Homens que fazem sexo com homens ***UDI - Uso de drogas injetáveis 2008 2009
  5. 5. Contexto “A epidemia entre homossexuais masculinos, essa é, no meu ver, a única epidemia verdadeiramente global que nós temos hoje, entre as muitas epidemias de aids. O risco de um homossexual jovem [adquirir HIV] hoje em uma capital europeia é igual ao risco para adquirir HIV de um jovem crescendo na África do Sul, que tem a maior epidemia do mundo”. Luiz Antonio Loures, diretor adjunto do Programa de Aids das Nações Unidas (UNAIDS) e subsecretário-geral da Organização das Nações Unidas Evento 30 anos Programa de aids de SP.
  6. 6. Projeto SampaCentro: o que e como Conhecer a prevalência do HIV, comportamentos e práticas sexuais, e o acesso à prevenção dos HSH que frequentam espaços de sociabilidade nos distritos da Consolação e da República, região central do Município de São Paulo. Inquérito com base em amostragem por tempo/espaço (TLS ou TSS), precedida de pesquisa formativa.
  7. 7. Centro de São Paulo, destacando a área da pesquisa
  8. 8. Pesquisa Formativa Regina Facchini Isadora Lins Ricardo Gambôa
  9. 9. Centro-República Porção mais antiga do “gueto”: 1970 Porção mais antiga do “gueto”: 1970 Mais pobres, de Mais pobres, de pele mais escura, pele mais escura, mais velhos, mais mais velhos, mais gordos gordos Mais casais Mais casais heterogâmicos heterogâmicos em termos de: em termos de: geração, geração, cor/raça ee cor/raça gênero gênero (bicha-bofe) (bicha-bofe) Maior concentração espacial de estabelecimentos de lazer Maior concentração espacial de estabelecimentos de lazer eesociabilidade voltados para gays, HSH eetravestis sociabilidade voltados para gays, HSH travestis Proximidade com Proximidade com “zona moral” “zona moral” (prostituição, (prostituição, “cracolândia”); “cracolândia”); Concentração Concentração residencial de residencial de estudantes, HSH, estudantes, HSH, idosos, profissionais idosos, profissionais do sexo, travestis; do sexo, travestis; Sede de ONGs Sede de ONGs Maior concentração de Maior concentração de locais para práticas sexuais locais para práticas sexuais (cinemões eeclubes de (cinemões clubes de sexo) sexo)
  10. 10. Augusta – Barra Funda Território de tribos Território de tribos juvenis (1990 -juvenis (1990 modernos eerockers) modernos rockers) Predomínio: Predomínio: estratos médios; estratos médios; brancos eepardos, brancos pardos, jovens eecasais jovens casais homogâmicos homogâmicos (geração eeatributos de (geração atributos de gênero ––gay-gay) gênero gay-gay) Boates cercadas por bares eebotecos Boates cercadas por bares botecos Interligação Interligação Centro-Jardins Centro-Jardins Casas de prostituição Casas de prostituição feminina feminina Locais mistos: Locais mistos: hetero eeGLS hetero GLS Grande Grande rotatividade das rotatividade das casas casas Maior no. de Maior no. de saunas saunas
  11. 11. Inquérito nos locais de sociabilidade
  12. 12. Características Demográficas Idade Raça Escolaridade Trabalho assalariado De 18 a 24 anos De 25 a 34 anos De 35 a 49 anos De 50 a 77 anos Amarela Branca Indígena Parda Preta Até Ensino Fundamental Completo Até Ensino Médio Completo Até Ensino Superior Incompleto Ensino Superior Completo Pós Graduação Sim A B Status C socioeconômico D E N % 367 459 295 95 29 712 12 333 124 30,7 42,4 20,4 6,5 2,5 63,1 0,9 24,9 8,7 56 4,1 359 29,5 278 24,5 358 29,0 165 12,9 1095 90,1 195 693 310 14 5 17,0 58,0 23,3 1,3 0,3 Auto-referida Estimulada RU Espontânea RU Espontânea (Critério de Classificação Econômica Brasil – ABEP)
  13. 13. Município de SP Local de moradia dos entrevistados Locais de Moradia Zona Central N 374 % 30,8 Zona Leste 184 13,5 Zona Norte 116 7,9 Zona Oeste 158 13,2 Zona Sul 184 14,8 159 14,3 38 3,5 4 0,1 Municípios da Grande São Paulo Outras Cidades do Estado de São Paulo NS/NR RU Espontânea
  14. 14. Prevalência de Infecção pelo HIV e Estimativa de infecção recente Resultado sorologia para HIV e Infecção Nº testados HIV Infecção Recente testes reagentes Prevalência 776 118 15,4% 118 39 33,0%
  15. 15. Prevalência de Sífilis, Hepatites B e C Sífilis Hepatite B Hepatite C N testados 227 227 227 Testes reagentes 43 7 6 Prevalência % 18,9 3,1 2,6
  16. 16. Resultados da sorologia anti-HIV por faixa etária Idade De 18 a 24 anos De 25 a 34 anos De 35 a 49 anos De 50 a 77 anos Total HIV Reagente N 19 42 46 11 118 % 6,4 14,7 27,7 18,3 15,4
  17. 17. Prevalência da infecção pelo HIV de acordo com histórico de testagem Variável n/N HIV (teste positivo) 114/745 Teste anterior (-) Teste anterior (+) Não foi buscar resultado ultimo teste Teste anterior indeterminado Nunca se testou 55/544 46/47 0.8/23 3/5 6/116 Percentual Ajustado (95% CI) 15.4 (11.6-20.1) 10.2 (6.4-15.8) 98.4 (88.8-99.8) 3.4 (0.7-16.0) 64.0 (13.1-95.5) 5.1 (2.0-12.7)
  18. 18. Características independentemente associadas à infecção Variável OR Bruto IC95% OR Ajustado IC95% CI Idade 18-24 25-34 1.00 1.00 2.43 1.08-5.45 2.44 1.09-5.50 35-49 7.27 3.37-15.65 6.52 3.00-14.16 50-77 3.26 0.89-11.93 2.78 0.64-12.16 Identidade Sexual Homossexual 1.00 Bissexual 0.49 0.18-1.30 0.77 0.29-2.03 Heterosexual 0.02 0.01-0.20 0.05 0,01-0.50 Transexual/travesti 0.17 0.03-0.96 0.11 0.01-0.87 Estrato SE A/B 1.00 C/D/E 1.99 Quantas pessoas conhece infectadas pelo HIV Poucas Muitas 1.00 1.15-3.44 1.00 5.37 2.15 1.15-4.01 1.00 2.86-10.09 3.67 1.75-7.70 Papel no sexo anal Outro Exclusivamente insertivo Uso de condom últs 3 parceiros Não Sim 1.00 1.00 4.41 1.23-15.83 1.04-16.73 1.00 1.00 1.87 4.18 1.21-2.89 1.63 0.99-2.69 Encontra parceiros sexuais na internet Não 1.00 Sim 1.53 1.00 0.99-2.35 1.71 1.06-2.76
  19. 19. Prática de sexo anal e número de parceiros últimos 6 meses Atividade sexual anal N % Exclusivamente ativo 188 15,5 Predominantemente ativo 268 22,1 Igualmente ativo e passivo 516 42,6 RU Predominantemente passivo 173 14,3 Estimulada Exclusivamente passivo 54 4,4 Nunca pratico sexo anal 13 1,1 Quantidade de parceiros De 0 a 1 parceiros De 2 a 5 parceiros De 6 a 10 parceiros Mais de 10 parceiros N % 358 461 171 218 29,6 38,2 14,2 18,0 RU Espontânea
  20. 20. Características da última relação sexual Última relação sexual % Minha casa 42,6 Casa dele 308 25,6 Hotel, motel, drive 229 19 57 4,7 39 3,2 Casa de amigos 26 2,1 Outro 24 2 Boate Onde transaram 515 11 0,9 906 74,7 240 67,8 32 9,2 81 23 Sauna, cinema, clube de sexo, darkroom, sexshop Rua, praça, parque, carro em espaço público, banheiro público Usou camisinha Ambos / vocês dois Uso de drogas ou Ele/Ela medicamentos Você RU Estimulada
  21. 21. Percepção do Risco 837 69,4 Moderado 338 28,0 Nenhum 10 0,8 Pequeno 22 1,8 Grande 683 56,8 Moderado 473 39,3 Nenhum 11 0,9 Pequeno Risco de infecção de HIV nas relações heterossexuais % Grande Risco de infecção de HIV nas relações homossexuais N 36 3,0% Relação com a soropositividade para HIV Quantidade de soropositivos que conhece Faria sexo com soropositivo Muitos Poucos Nenhum Sim Não Recusou-se a responder N 11,7 60,8 27,5 44,2 54,3 1,4 Estimulada % 141 735 333 535 657 17 RU RU Estimulada RU Espontânea
  22. 22. Experiência de estigma e Discriminação em função da sexualidade N % Excluído ou marginalizado - Professores ou colegas na escola/ faculdade 364 30,0 Excluído ou maltratado - Motivos religiosos 359 29,6 Excluído ou marginalizado - Grupo de amigos ou vizinhos 353 29,1 Excluído ou marginalizado - Ambiente familiar 332 27,5 Excluído ou marginalizado - Ambiente religioso 276 23,2 Impedido de doar sangue Mal atendido ou impedido de entrar em comércio/locais de lazer Maltratado por policiais ou ter sido mal atendido em delegacias 221 18,7 206 16,9 204 16,9 Mal atendido em serviços públicos 147 12,1 146 12,1 122 10,0 Discriminação Não ser selecionado ou ter sido demitido do emprego Mal atendido em serviços de saúde ou por profissionais de saúde RM Estimulada
  23. 23. Ter sido vítima de agressão e outras formas de violência em função da sexualidade Agressão e violência Agressão verbal Ameaça de agressão Constrangimento no trabalho Agressão física Chantagem ou extorsão Violência sexual “Boa noite cinderela" N 729 406 250 195 169 86 57 % 59,9 33,4 20,6 16 13,9 7,1 4,7 RM Estimulada
  24. 24. Acesso à informação sobre HIV e AIDS Fonte de Informação sobre HIV Internet TV Jornais Outro Amigo / parente Médicos Educação em saúde na escola Material educativo gratuito Livros Pessoal do CTA Folhetos - Posto de saúde Educador Parceiro sexual Total N 564 208 89 77 70 49 42 27 23 20 13 11 5 1211 % 47,0 17,3 7,4 6,5 5,9 4,1 3,5 2,2 1,9 1,7 1,1 1,0 0,4 RU Estimulada
  25. 25. Situação de risco de infecção pelo HIV Infecção pelo HIV % 74,5 25,5 Muito tesão e não usaram camisinha 204 23,5 Camisinha rompeu Outro Já achou, alguma vez, que tinha sido infectado pelo HIV N 902 308 177 141 20,4 16,2 134 15,4 91 10,5 Não tinha camisinha 76 8,7 Esqueceram de usar a camisinha 46 5,3 Sim Não O que aconteceu para achar Parceiro poderia estar infectado pelo HIV que estava infectado pelo HIV Não quiseram usar camisinha RU Estimulada
  26. 26. Apoio diante de situação de risco de infecção pelo HIV Formas de apoio procuradas quando achou que estava infectado N % Serviço de saúde - Testagem 545 44,8 Não fez nada 210 17,7 Serviço de saúde - Orientação 78 6,6 Procurou amigos 55 4,6 Serviço de saúde - Doar sangue e ser testado 41 3,4 24 2,0 14 1,1 9 0,8 538 83,6 Serviço de saúde - Medicação para prevenir infecção pelo HIV Família ONG Encontrou apoio RM Espontânea
  27. 27. Formas de prevenção utilizadas Formas de prevenção N % Preservativo e/ou gel lubrificante 1107 91,2 Seleciona os parceiros É fiel 262 154 21,6 12,7 Faz teste de HIV regularmente 154 12,7 Reduz o número de parceiros 147 12,1 Confia no(s) parceiro(s) 117 9,6 Opta por práticas de menor risco 98 8,1 Abstinência sexual Faz apenas sexo oral Nenhuma 55 49 27 4,5 4,0 2,3 Usa medicamentos para HIV após exposição 18 1,3 Usa medicamentos para HIV antes da exposição 16 1,3 RM Espontânea
  28. 28. Ricardo Fernandes Gambôa De prazeres e perigos: abordagem etnográfica dos roteiros eróticos de homens que fazem sexo com homens e desafios à prevenção do HIV na região central da cidade de São Paulo Dissertação de Mestrado em Saúde Coletiva da Faculdade de Ciências Médicas Santa Casa de São Paulo, defendida em 2013. Orientadoras: Profa. Dra. Maria Amélia Veras Profa. Dra. Regina Facchini
  29. 29. QUANDO O TESÃO FOR DEMAIS: CONTROLE DE EXCESSOS, DESCONTROLE E VULNERABILIDADE Roteiros considerados mais perigosos, relacionados à prática do sexo anal, implicam, necessariamente, em mais disposição. Pode estar ligada à ideia de desejo sexual como instinto irrefreável. Dar vazão a tal instinto implica colocar em prática a fantasia da foda reduzindo o “controle”. Para uma melhor disposição: • Álcool ou outras substâncias psicoativas • Buscar um ambiente tão povoado de estímulos eróticos também pode alimentar o instinto (a prática do sexo anal desprotegido seduz)
  30. 30. QUANDO O TESÃO FOR DEMAIS: CONTROLE DE EXCESSOS, DESCONTROLE E VULNERABILIDADE Vulnerabilidade individual: O público do cinema não é composto por sujeitos que negam o perigo a ponto de colocar-se em risco, mas por homens que tentam manejar ou gerenciar as informações de prevenção que possuem no sentido de um cálculo racional, que visa minimizar o risco e maximizar o prazer de determinadas práticas sexuais.
  31. 31. QUANDO O TESÃO FOR DEMAIS: CONTROLE DE EXCESSOS, DESCONTROLE E VULNERABILIDADE Vulnerabilidade social: Barreiras culturais que impliquem a vivência da sexualidade como algo proibido, relegada à vida obscura dos cinemões, podem impactar na forma como estes homens encaram o risco, bem como influenciar a motivação (ou ausência dela) para a prevenção e a busca de informações. No cinemão e nas comunidades online observam-se processos de estigmatização de homossexuais vivendo com o HIV, tidos como sujos e individualmente culpabilizados por sua condição.
  32. 32. QUANDO O TESÃO FOR DEMAIS: CONTROLE DE EXCESSOS, DESCONTROLE E VULNERABILIDADE Vulnerabilidade programática: Ainda faltam preservativos e lubrificante. Nenhum dos homens com quem o autor conversou mencionou a profilaxia pós-exposição. Ausência de intervenções de prevenção nas comunidades do Orkut. A fantasia relatada online se desdobra na vida off-line. Estabelecimentos nega que ocorra sexo casual e anônimo entre homens, o que pode representar entraves para o acesso dos serviços de saúde e prevenção a estes espaços.
  33. 33. QUANDO O TESÃO FOR DEMAIS: CONTROLE DE EXCESSOS, DESCONTROLE E VULNERABILIDADE A relação entre sexo (sobretudo penetração anal) e perigo é bem conhecida, bem como a necessidade de usar camisinha. •Articulação entre saúde coletiva e direitos humanos, como uma relação necessária. •Uma abordagem que conceba a conduta sexual como uma atividade social diversa, pautada pelo respeito aos direitos individuais na construção de corpos e de prazeres, sem conotações moralizantes ou normatizantes, é necessária e fundamental para possibilitar a “ressocialização do sexo seguro”1 entre HSH. 1. PAIVA, 2012
  34. 34. Por que aids volta a crescer entre HSH?
  35. 35. Mirando-se no exemplo da Austrália • ” … modo como a resposta à epidemia de HIV emergiu da comunidade gay, demonstra a importância da ação coletiva (collective agency) e da capacidade de construção da comunidade, com apoio e financiamento do governo” • “Usar camisinha tornou-se sinônimo de cuidado com o outro” Kippax, S et al. AJPH, June, 2013
  36. 36. Mirando o exemplo, Austrália Talk test, test, trust (2003) •Resposta efetiva ate o final da década de 1990. •Aumento da incidência nos anos 2000: emergência de abordagens biomédicas e diminuição de recursos para a prevenção de HIV pelo governo. •Necessário entender como a comunidade gay se relaciona entre si, com as políticas biomédicas e com a saúde pública. Kippax, S et al. AJPH, June, 2013
  37. 37. A call to action for comprehensive HIV services for men who have sex with men. Beyrer C, Sullivan PS, Sanchez J, Dowdy D, Altman D, Trapence G, Collins C, Katabira E, Kazatchkine M, Sidibe M, Mayer KH - Center for Public Health and Human Rights, Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health, Os dados tem mostrado que os HSH suportam uma carga desproporcional de infecção pelo HIV. No entanto, eles continuam a ser excluídos, por vezes, de forma sistemática, do acesso aos serviços de HIV por causa do estigma, discriminação e criminalização. Esta situação deve mudar para que o controle global da epidemia de HIV seja alcançado. Na saúde pública, com referencial dos direitos humanos, a expansão da prevenção, tratamento e cuidados para HSH é um imperativo urgente. Uma combinação efetiva de prevenção e tratamento, de modo cuidadoso e culturalmente adequado, pode ser desenvolvida, mesmo em ambientes desafiadores. Para tratar HIV em HSH é preciso pesquisa continuada, vontade política, reformas estruturais, o envolvimento da comunidade e planejamento estratégico e programação, mas pode e deve ser feito.
  38. 38. O que fazer? • • • • Ampliar opções de prevenção! Considerar a agenda individual! Estratégias PEP, PrEP, prevenção secundária; Ampliar diagnóstico e tratamento precoce de outras DST (Sífilis, gonorréia, HPV, hepatites) • Estratégias para atingir adolescentes e jovens HSH, travestis e trans • Refinar instrumentos de monitoramento (repetir TLS, RDS, estudos quali)
  39. 39. O que fazer? Ocupar espaços não tradicionais (espaços de sociabilidade, redes sociais) Incorporar novas tecnologias, fazer estudos de aceitabilidade Usar recursos não tradicionais (intervenções na internet, apps para celular)
  40. 40. Requisitos para a AÇÃO • Reconhecimento da diversidade sexual, enfrentamento da discriminação nos espaços públicos e privados; • Reaprender com a comunidade: HSH inventaram uma série de estratégias incorporadas (ou ainda não) pela Saúde Pública; • ReConstruir de forma compartilhada: agenda deve ser fruto da parceria (governo, profissionais de saúde, comunidade, pesquisadores, educadores);
  41. 41. Equipe Coordenadora: Maria Amelia de Sousa Mascena Veras Coordenadora Adjunta : Gabriela Junqueira Calazans •Equipe de coordenação operacional •Gabriela Junqueira Calazans •Manoel Ribeiro •Márcia Giovanetti •Maria Amélia de Sousa Mascena Veras •Ricardo Gamboa Coordenadora da pesquisa formativa: Isadora França Lins Pesquisadores pesquisa formativa: Regina Facchini e Ricardo Gamboa Coordenadora do componente laboratorial: Carmem Aparecida de Freitas Oliveira Equipe do componente laboratorial: Carlos Augusto Velasco de Castro, Carmen Lúcia Soares, Edilene Peres Real da Silveira, Elaine Lopes de Oliveira, Graça Ribeiro, Márcia Jorge Castejon, Rosemeire Yamashiro
  42. 42. Equipe Assistentes de coordenação: Denise Andrade e Jucélia Barbosa Coordenadoras do campo do inquérito: Margaret Dominguez e Mariângela Nepomuceno Supervisores de campo do inquérito: Aline Ramos Barbosa, Cleiton Eduardo Fiório , Luiz Fabio Alves de Deus , Mariana Lebrão Lisboa, Marina Mendes de Oliveira Pecoraro, Tiago Rodrigo Marin Entrevistadores do inquérito: Adriano Volnei Zago, Bianca Thais Manzani Pascoal, Brener Yoshio Kataguire C. Carneiro, Bruno Puccinelli, Camila Vitule Brito de Souza, Carolina Simone Souza Adania, Cecília Ferrari França, Cleiton Eduardo Fiório, Félix Luis Rocha da Silva, Higor de Moura Valente, Janaina Lima, Jeilson Felix de Lima, Luciana de Sá Almeida, Luiz Fabio Alves de Deus, Marilda Madalena Martins, Paulo Clécio Silva de Souza, Paulo Sérgio Stockler Coletadores: Anderson Batista do Nascimento, Gabriel Antônio Guimarães Pereira Filho, Izildinha de Jesus Pinheiro, José Bonifácio, Manoel Francisco de Miranda, Maria da Conceição Barbosa Araújo, Maria Esmelindra Monteiro de Moraes, Miguel Padula Junior, Vanessa Gutierrez Alves, Vladimir Rodrigues Macedo Pesquisa formativa concomitante ao inquérito: Bruno Puccinelli e Ricardo Gamboa
  43. 43. Agradecimentos • Aos participantes • Equipe do CRT-DST/Aids • Equipe da FCMSCSP • Programa Municipal de DST/AIDS • Departamento Nacional de DST/AIDS • • • • Fórum ONG/Aids-SP Fórum Paulista LGBT Aliança Paulista LBGT Conexão Paulista LGBT • Financiamento: – FAPESP – SES-SP – FAP-FCMSCSP
  44. 44. Muito obrigada! Contato: maria.veras@gmail.com
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