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Informe Conjuntural | Abril a junho 2012
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Informe Conjuntural | Abril a junho 2012

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Efeitos da crise internacional levam CNI a reduzir a 2,1% ...

Efeitos da crise internacional levam CNI a reduzir a 2,1%
a estimativa de crescimento do PIB e a 1% o da indústria

Informe Conjuntural divulgado pela Confederação Nacional da Indústria - CNI - em 11/07/2012

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    Informe Conjuntural | Abril a junho 2012 Informe Conjuntural | Abril a junho 2012 Document Transcript

    • INFORME CONJUNTURALInformativo da Confederação Nacional da Indústria Ano 28 Número 02 abril/junho de 2012 www.cni.org.br A economiaRedução de custos é fundamental brasileira no segundopara o crescimento trimestre de 2012 Indústria em queda ampliaA continuidade da estagnação da economia crise mundial. A superação dessas dificul- desaceleração da economiamundial segue com impactos negativos dades exige maior esforço para redução dosobre o desempenho da economia brasileira. custo de produzir no Brasil. Dessa forma, Pág. 2Estimativas mais recentes apontam reces- maior parte do aumento da demanda internasão na Zona do Euro e desaceleração nos poderá ser atendida por produção doméstica. Mercado de trabalho aquecidopaíses emergentes, com impacto redutor na apesar do cenário adversodemanda mundial. Em especial, deve-se buscar de imediato o aumento do investimento em infraestrutura, Pág. 4Na economia brasileira, os últimos dados com maior incentivo à participação privada,indicam que o crescimento em 2012 será a diminuição do custo da energia, a redução Cenário externo adverso teminferior ao registrado no ano passado. A da burocracia e a melhora do acesso ao impacto deflacionário no Brasilestimativa da CNI para o PIB foi revista para crédito. Essa agenda terá efeitos não apenas2,1%, com apenas 1,0% de expansão da sobre a oferta, com a redução dos custos de Pág. 6indústria de transformação. O crescimento produção, mas também sobre a demanda,do primeiro trimestre e os dados da indústria dados os efeitos na cadeia de suprimentos e Gastos públicos aumentamjá disponíveis para o segundo são decepcio- no emprego. na tentativa de conternantes e motivo de preocupação. A reação desaceleração da economiaesperada para o início do ano não se mate- A mudança no ambiente macroeconômico,rializou, mesmo com a entrada em vigor de com a queda dos juros básicos e o novo Pág. 8algumas das medidas do Plano Brasil Maior, a patamar do câmbio, é um fato positivo. Éelevação dos gastos públicos e a queda nas necessário aproveitar essa oportunidade para promover um choque de competitividade que Cenário externo mais negativotaxas de juros. que o previsto induza a um aumento substantivo na taxa deA questão atual é avaliar até onde pode ir a investimento. Pág. 10desaceleração da economia e quais as possí-veis alternativas de incentivo ao crescimento, PIB e investimentodado que a estratégia de crescimento via Taxa de crescimento real (%)estímulos ao consumo já mostra sinais de PIB cresce mais com maior investimentoesgotamento. A demanda das famílias crescea ritmo moderado, em virtude do maior com- 25prometimento da renda com os compromis- 20sos financeiros e a alta da inadimplência. 15Nesse cenário, as medidas de sustenta-ção da demanda estão na direção correta, 10em especial as de natureza fiscal, como a 5aceleração dos gastos do governo. Todavia,essas se mostram insuficientes para conter 0o processo de desaquecimento e iniciar umnovo ciclo de crescimento econômico e de -5retomada da atividade industrial. -10 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012*É cada vez mais claro que não enfrentamosapenas um problema conjuntural de deman- PIB Investimentoda: a economia brasileira tem dificuldades decompetitividade que se acentuaram com a * Os valores de 2012 foram projetados pela CNI. Fonte: IBGE
    • Ano 28, n. 02, abril/junho de 2012 atividade econômicaIndústria em queda amplia desaceleração da economiaCrescimento do PIB será inferior ao apurado em 2011Com o baixo nível da atividade anterior, somente será alcançada se nos próximos meses como mais umeconômica observado no primeiro no segundo semestre o desempenho fator complicador na trajetória desemestre, a CNI projeta, para 2012, econômico for superior ao observado recuperação da economia.expansão de apenas 2,1% no PIB. A até agora. Com tal previsão, a CNIestimativa foi revisada – ante previsão acredita que haverá moderado Estoques elevadosde 3,0%, divulgada em março – com incremento nas taxas trimestrais de dificultam reação dabase no desempenho negativo da crescimento, todavia insuficiente para indústriaagropecuária e, principalmente, reverter uma perspectiva de baixopelo crescimento mais fraco do desempenho no ano. Após três meses seguidos de quedaque o esperado para o segmento no indicador dessazonalizado, aindustrial. Essa situação provocou No cenário atual, além dos produção industrial (PIM-PF/IBGE)o crescimento de apenas 0,2% do problemas relacionados à perda de já acumula, nos cinco primeirosPIB no primeiro trimestre, segundo o competitividade da indústria e à meses de 2012, retração de 3,4% emIBGE. Com isso, a economia nacional crise internacional, surge uma nova relação ao mesmo período de 2011.está praticamente estagnada desde o preocupação com os indícios de perda Nos últimos 12 meses, terminadosterceiro trimestre de 2011. de dinamismo do consumo interno. em maio, a perda é da ordem de Assim, a demanda interna – que 1,8%. O faturamento da indústriaVale ressaltar que a projeção de 2,1% já não vinha sendo suficiente para tem acompanhado a tendência depara o crescimento do PIB em 2012, impulsionar a produção industrial, pois queda observada na produção física.embora seja modesta e inferior ao boa parte dos produtos consumidos Nos Indicadores Industriais/CNI, oque havia sido previsto no documento é importada – deve se apresentar faturamento real dessazonalizado aponta diminuição de 1,3% no segundoEstoques de produtos industrializados trimestre de 2012. MovimentoIndicador de nível de estoque efetivo em relação ao planejado negativo também observado noEstoques elevados prejudicam atividade industrial há 15 meses número de horas trabalhadas na produção industrial, o qual soma queda de 2,0% no mesmo período de 2012. 53,0 Tal situação se deve ao atendimento 52,4 52,2 52,2 de parte da demanda domésticaAcima do 52,1 52,1 por importações e ao elevado nívelplanejado 50,7 50,8 51,4 de estoques existentes no setor. O 50,5 50,8 indicador de estoques efetivos em 50 49,6 relação ao planejado (SondagemAbaixo do Industrial/CNI) se encontra acimaplanejado dos 50 pontos desde março de 2011. 48,2 47,7 Essa condição é generalizada entre os setores industriais: em maio, os índices de 17 dos 28 setores pesquisados superaram a marca dos 50 pontos, jan mar mai jul set nov jan mar mai jul set nov jan mar mai sinalizando a acumulação de estoques 2010 2011 2012 indesejados.Intervalo varia de 0 a 100. Valores superiores a 50 indicam estoque efetivo acima do planejadoFonte: Sondagem Industrial/CNI 2
    • Ano 28, n. 02, abril/junho de 2012Nesse cenário, de elevado nível de Consumo das famílias consumo das famílias crescimento deestoques e redução da produção e do já dá sinais de 3,5% em 2012.faturamento, é natural que a utilização desaquecimentoda capacidade instalada da indústria A contribuição líquida do setorencontre-se abaixo do usual, conforme Pelo lado da demanda, nota-se externo para o crescimento do PIBmostrado pelo indicador de Utilização tendência de enfraquecimento dos segue negativa – fenômeno que vemda Capacidade Instalada efetiva em investimentos, mesmo com a melhora ocorrendo de maneira contínua nosrelação ao usual (Sondagem Industrial/ das condições de financiamento e últimos cinco anos. De acordo comCNI), cujo valor tem se mantido abaixo a redução da taxa de juros Selic. as projeções da CNI, as magnitudesdos 50 pontos desde o final de 2010. Dessa forma, a CNI espera para 2012, de crescimento das importações eNo mês de maio, a indústria geral crescimento de apenas 2,5% da exportações deverão ser de 6,4% eregistrou 44,0 pontos, enquanto que a formação bruta de capital fixo (FBKF). 2,0%, respectivamente. Assim, o fluxoindústria de transformação contabilizou comercial irá impactar negativamente O consumo das famílias continua com 0,6 pontos percentuais no43,3 pontos, com todos os seus sendo o principal responsável pelosetores situados abaixo dos 50 pontos. crescimento do PIB. crescimento do PIB, resultadoO sentimento do empresário frente à advindo, sobretudo, do aumento do A demanda do governo irá contribuiratual condição da economia brasileira emprego formal, do crescimento do positivamente. Deve-se observartem refletido as dificuldades impostas salário mínimo real e da diminuição aceleração dos gastos discricionários,pelo ambiente desfavorável. O das taxas de juros. No entanto, as em especial de investimento. A CNIindicador de evolução das condições perspectivas são de menor fôlego para projeta uma alta de 3,0% do consumoatuais da economia brasileira (ICEI/CNI) o crescimento, uma vez que tem se do governo, taxa maior do que aficou abaixo dos 50 pontos em junho intensificado o nível de endividamento esperada na última previsão.em todos os setores da indústria de e de inadimplência dos consumidores.transformação, sinalizando percepção Nesse cenário, a CNI estima para onegativa dos empresários diante doatual cenário econômico e potencialreflexo nas decisões de investimento. Estimativa da CNI para o PIBNa indústria da construção, o cenário Variação percentual e contribuição dos componentes no PIBnão é muito diferente. O indicador quemede o nível da atividade em relação 2012 Componentes do PIB Taxa de Contribuiçãoao usual (Sondagem da Indústria da crescimento (%) (p.p.)Construção/CNI) ficou abaixo dos 50 Ótica da Consumo das famílias 3,5 2,1pontos de fevereiro a maio de 2012, demanda Consumo do governo 3,0 0,6resultado que indica desempenho FBKF 2,5 0,5inferior ao que comumente deveria ser Exportações 2,0 0,2apresentado no período. (-) Importações 6,4 -0,8Embasada nessas informações, aCNI acredita que o PIB industrial irá Ótica da Agropecuária 0,0 0,0crescer, em 2012, 1,6%. A indústria oferta Indústria 1,6 0,5de transformação irá mostrar a Indústria extrativa 2,0 0,1menor taxa de crescimento dentre os Indústria de transformação 1,0 0,1demais segmentos industriais, com Construção civil 3,0 0,2alta de apenas 1,0%. Com isso, o SIUP 2,0 0,1setor industrial deve contribuir com Serviços 2,6 1,7somente 0,5 ponto percentual para o PIB pm 2,1crescimento do PIB. 3
    • Ano 28, n. 02, abril/junho de 2012 emprego e rendaMercado de trabalho aquecido apesar do cenário adversoTaxa de desemprego mantém trajetória de quedaAs medidas anticíclicas do Governo A inércia do diferencial entre esses Espera-se também que a medida depara aquecer a economia – pacotes dois indicadores vem garantindo desoneração sobre folha de pagamentode estímulo, queda dos juros, uma continuidade na queda da taxa provoque aumento do emprego formal.desvalorização cambial – não de desemprego. Em maio, a taxa de Segundo a PME/IBGE, a participaçãoconseguiram até o momento provocar desemprego foi de 5,8%, uma queda de 0,6 do emprego formal (empregos commudanças significativas no desempenho ponto percentual frente a maio de 2011. carteira, militares e de regime jurídicodo PIB. Apesar disso, o mercado de único) no total da ocupação atingiutrabalho continua a apresentar baixas Acreditamos que o desemprego continue 61,4% em maio. O peso dos encargostaxas de desemprego. em queda até o final de 2012, tanto pela tem expressivo impacto sobre a sazonalidade favorável quanto pelo efeito formalização do mercado de trabalhoDe acordo com a PME/IBGE, em maio a das medidas de desoneração salarial brasileiro. Mas outros elementos,força de trabalho (PEA) cresceu 1,9%, sobre os quatro setores – dos quinze – já como a própria rigidez da legislaçãoquando comparado com o mesmo contemplados pela medida, que deve trabalhista, também dificultam aperíodo de 2011, o que representa mais ocorrer de forma mais expressiva apenas formalização no País.de 446 mil pessoas. O crescimento no segundo semestre de 2012.da população economicamente ativaficou abaixo dos 554 mil novos postos Desta forma, a CNI estima uma taxa Indústria perde número dede trabalho criados no mesmo período, de desemprego próxima a 4%, o que vagas de empregoque representam aumento de 2,5% na resultaria em uma taxa média anual de Segundo a PME/IBGE, apenas noscompação com o ano anterior. 5,5% em 2012 – meio ponto percentual últimos três meses findos em maio, as menor que em 2011. indústrias extrativa, de transformação e de produção e distribuição deTaxa de desemprego eletricidade, gás e água (SIUP)Em % da PEA perderam mais de 37 mil postos de trabalho. Em contrapartida, todos osTaxa de desemprego média continuará em queda demais setores aumentaram o número de postos de trabalho no mesmo período – destaque para serviços, com8,0 138 mil novos empregos.7,5 2010 Dados do Cadastro Geral de7,0 Empregados (CAGED) do Ministério do Trabalho e Emprego, corroboram o pior6,5 2011 desempenho da indústria frente aos6,0 demais setores. Segundo o CAGED,5,5 o número de novas vagas formais no 2012 acumulado em 12 meses até maio foi5,0 de 1,2 milhão. Dessas, apenas 262 mil4,5 vagas foram da indústria (extrativa, transformação, construção e SIUP)4,0 jan fev mar abr mai jun jul ago set out nov dez contra 313 mil do comércio e 698 mil do setor de serviços. De janeiro a maio, houve uma queda de 45 milFonte: IBGE. Estimativa a partir de junho de 2012: CNI 4
    • Ano 28, n. 02, abril/junho de 2012postos de trabalho formal na indústria, Rendimento médio realsendo que somente entre abril e Variação em 12 meses (%)maio a redução ultrapassou 38 mil Rendimentos médios reais continuam elevadosempregos.Rendimentos médios reaisem forte aceleração 7Os rendimentos médios reais 6habitualmente recebidos (PME/IBGE) 5apresentaram forte aceleração nosúltimos seis meses findos em abril. 4A variação em 12 meses passou de 30,7% em novembro de 2011 para6,2% em abril de 2012. Embora tenha 2se reduzido em maio, o ritmo de 1expansão da renda real continua emnível elevado (4,9%). 0A persistência observada no aumento -1da renda real tem evitado a explosão mai set jan mai set jan mai set jan mai set jan mai 2008 2009 2010 2011 2012da inadimplência no País. Com isso,o consumo das famílias continua Fonte: IBGEsendo o principal responsável pelocrescimento do PIB, mesmo que deforma menos expressiva do que vistonos últimos dois anos. Ocupação e População Economicamente Ativa (PEA) Variação (%) frente ao mesmo mês do ano anteriorOutro resultado chama a atenção. Oaumento dos postos de trabalho e dos Inércia do diferencial entre a ocupação e a PEA garantem trajetórianíveis de rendimento médios reais de queda no desempregonos últimos seis meses não tem sido 5acompanhado pelos indicadores deprodução física industrial. O resultado 4disso é uma acentuada queda deprodutividade do trabalho na indústria. 3Segundo a Pesquisa Industrial Mensal 2de Produção Física (PIM-PF/IBGE), 1a redução na produção física noacumulado de janeiro a maio de 2012 foi 0de 3,4%. A desaceleração da produção -1acompanhada da maior demanda demão de obra frente à oferta e das -2pressões salariais que a acompanhamvem reduzindo a produtividade no -3 mai set jan mai set jan mai set jan mai set jan maisetor industrial. Esse descolamento 2008 2009 2010 2011 2012provoca importantes pressões sobreos custos, impactando ainda mais a PEA Ocupaçãocompetitividade da indústria. Fonte: IBGE 5
    • Ano 28, n. 02, abril/junho de 2012 inflação, juros e créditoCenário externo adverso tem impacto deflacionário no BrasilEvolução dos preços dos produtos industriais garante meta de inflação em 2012A inflação nos últimos três meses mante- A taxa acumulada em 12 meses dos da meta de inflação, com pressão de altave o ritmo de desaceleração apresentado preços dos alimentos vinha mostrando sobre o IPCA.no início do ano. O IPCA, índice oficial desaceleração até maio (passou depara o estabelecimento de metas de 6,9% em janeiro para 6,3% em maio). Os preços dos serviços apresentam leveinflação, apresentou alta de 4,92% no Contudo, o dado de junho mostrou desaceleração no ano. A taxa acumuladaacumulado em 12 meses. Em janeiro, inversão na tendência, passando para em 12 meses do grupo passou de 9,0%essa taxa era de 6,22%. um acumulado de 7,3%. em janeiro para 8,3% em junho. O patamar da inflação dos serviços ainda é o mais altoEntre os quatro grupos de produtos do Apesar dessa ligeira aceleração, o entre os quatro grupos, devido ao peso dosIPCA (produtos industriais, administrados, atual patamar é inferior ao do segundo salários nesses preços. A grande depen-alimentos e serviços), apenas os preços semestre de 2011. Esse comportamento dência do salário mínimo faz com que odos alimentos apresentam inflação está em linha com o desempenho dos processo de desaceleração seja mais lentoacumulada em junho superior a janeiro. preços internacionais de commodities, nesse grupo.Os preços dos serviços mostram desa- que também desaceleraram emceleração, mas de forma lenta. Assim, comparação a 2011. A tendência para os Os preços dos administrados apresenta-a desaceleração da inflação vem sendo próximos meses é que não haja maiores ram forte desaceleração entre janeiro eprincipalmente explicada pelos preços pressões sobre esses preços. Ainda junho, passando de um acumulado emdos produtos industriais e administrados. assim, o patamar deve se situar acima 12 meses de 5,8% para 3,6%. Portanto, a forte pressão sobre o IPCA que os preços administrados exerceram em 2011 não deve se repetir este ano, em função daIPCA por grupos desaceleração de importantes índices deAcumulado em 12 meses (%) reajuste do grupo (como o IGP-M). A taxa acumulada no ano dos preços admi-Preços dos produtos industriais mantêm desaceleração nistrados deve manter-se ligeiramente16 abaixo dos 4% até o fim de 2012.14 Os produtos industriais são hoje o com- ponente de maior peso no IPCA. Esse12 grupo já mostrava desaceleração nos10 preços em 2011, e mantém o processo no primeiro semestre de 2012. O acu- 8 mulado em 12 meses em junho atingiu 6 1,2%, sendo dessa forma o principal responsável pela manutenção do IPCA 4 próximo ao centro da meta de 4,5%. 2 Esses produtos pouco foram afetados pela alteração cambial dos últimos dois 0 jun/08 dez/08 jun/09 dez/09 jun/10 dez/10 jun/11 dez/11 jun/12 meses. A piora no cenário externo e o Administrados Industriais Alimentação consumo interno menos expansionista Serviços IPCA acirraram a competição interna, deixan- do pouco espaço para impactos maisFonte: IBGE - Elaboração: CNI expressivos nos preços. 6
    • Ano 28, n. 02, abril/junho de 2012Outro fato importante para a queda na Saldo total de operações de créditoinflação do grupo foi a desoneração do IPI Média dos últimos 12 meses contra os 12 meses anterioressobre veículos. A redução nos preços des- Saldo de crédito continua desacelerandoses bens teve uma contribuição negativade 1,0 p.p. sobre os preços dos produtos 40industriais e de 0,26 p.p. sobre o IPCA. 35Para os próximos meses, a expectativa éde que haja ligeira aceleração no índice, 30alcançando um acumulado em 12 mesesem torno de 2,5% em dezembro. Essa 25alta se dará em função da recomposi-ção do IPI sobre veículos, prevista parasetembro, e um possível aumento da 20pressão cambial no fim do ano. Aindaassim, os preços dos produtos industriais 15continuarão sendo os que mais contri-buem para reduzir a inflação. 10 mai/07 dez/07 jul/08 fev/09 set/09 abr/10 nov/10 jun/11 jan/12Nesse cenário, a expectativa da CNI para Pessoa física Pessoa jurídicaa inflação de 2012 continua a ser de Fonte: Banco Central do Brasil - Elaboração: CNIIPCA em 5,0%. Essa estimativa leva emconsideração a deterioração do merca-do interno e externo, que apresentam mentos, reativar o consumo e estimular o a.a. em outubro, em maio de 2012 a taxapressões deflacionárias, e a da política crédito. A CNI acredita que o Copom fará situou-se em 38,8%. Para pessoa jurídica,monetária expansionista, com reduções pelo menos duas novas reduções na Selic, a taxa alcançou 31,4% em julho de 2011na Selic mais intensas que o esperado no que alcançaria 7,50%, e então se manteria e caiu para 24,9% em maio de 2012.início do ano. nessa taxa até o fim do ano. As concessões com recursos livres,Piora na economia Com essa redução, a taxa de juros real que desaceleravam desde 2011, sedoméstica justifica novas alcançará em dezembro menos que 3% estabilizaram. Contudo, as novasreduções na Selic e a taxa de juros real média do ano cairá concessões estão, em grande parte, para 3,3%. substituindo dívidas antigas (com taxasOs reflexos da piora no cenário exter- de juros mais altas) por financiamentosno (principalmente na Europa) sobre o Crédito total desacelera mais baratos, pouco contribuindo paramercado doméstico tornaram a política aumento no consumo. mesmo com queda nasmonetária mais ativa. A desaceleraçãono consumo interno e a menor deman- taxas de juros Dois pontos corroboram essa informação.da internacional têm contribuído para As reduções na Selic e seus reflexos na Primeiro, o aumento nas concessões nãouma inflação em desaceleração, o que queda das taxas de juros aos tomadores foi suficiente para ampliar o saldo totalabriu espaço para que a atual política de (tanto pessoa física como jurídica) ainda de crédito que, pelo contrário, continuamredução na Selic, iniciada em 2011, se não foram suficientes para a retomada do desacelerando (desde 2011). Segundo, ointensificasse no corrente ano. crédito. De fato, as taxas de juros médias, comprometimento de renda das famílias nas concessões de crédito de recursos e o nível de inadimplência estão em altosEm 2012, o Copom já reduziu a Selic de livres de direcionamento (recursos priva- patamares, o que abre pouco espaço para11,00% em janeiro para 8,50% em maio. dos da instituição financeira) apresenta- aumento no endividamento e desestimulaO cenário de menor crescimento esperado ram queda nos últimos meses. a concessão por parte do banco. Nessepara o ano e de inflação em desaceleração cenário, a expansão no crédito terásugere que novas reduções serão efe- Para pessoa física, enquanto que a taxa pequena contribuição para aumentar otuadas, de forma a alavancar os investi- anual em 2011 chegou a alcançar 47,1% consumo em 2012. 7
    • Ano 28, n. 02, abril/junho de 2012 política fiscalGastos públicos aumentam na tentativa de conterdesaceleração da economiaDespesas de estados e municípios devem acelerar nos próximos mesesA política fiscal se caracterizou pela forte Para promover uma política fiscal mais ex- real de 5,9% entre janeiro e abril, na com-expansão dos gastos no segundo trimes- pansionista no segundo trimestre, o Gover- paração com o mesmo período de 2011.tre. Esse era o comportamento esperado no Federal utilizou-se, principalmente, das No primeiro bimestre a expansão haviadesde o final de 2011, mas ainda não tinha despesas com custeio e investimentos. As sido de 2,1%. Nesse caso, a aproxima-sido notado nos primeiros meses de 2012. despesas com custeio cresceram 17,7% ção das eleições municipais e o início doTanto o Governo Federal como os governos nos primeiros cinco meses do ano, contra segundo ano de mandato dos governado-regionais aceleraram suas despesas. aumento de apenas 1,9% no primeiro res – o primeiro ano é tradicionalmente bimestre. Já os investimentos (dados do marcado por menores gastos – explicam oNo caso do Governo Federal, o aumento SIAFI) ainda apresentam queda real de crescimento das despesas.no ritmo de elevação dos gastos busca 4,5% entre janeiro e maio de 2012, quandoestimular uma atividade econômica comparados aos realizados nos mesmosem clara desaceleração. O gasto total Comportamento das receitas meses de 2011. Entretanto, essa queda foi é divergente entre Governoregistrou aumento real de 7,0% nos cinco de 27,3% no primeiro bimestre.primeiros meses de 2012, na comparação Federal e governos regionaiscom o mesmo período de 2011. Esse As despesas dos estados e municípios A receita líquida do governo federal teveritmo de expansão superou amplamente o também elevaram o ritmo de crescimento aumento real de 9,1% até fevereiro, naobservado no primeiro bimestre (3,3%). nos últimos meses e mostraram aumento comparação com 2011. Esse crescimentoCrescimento real das despesas do Governo Federal e do PIB se reduziu para 5,7% quando se observa os dados dos primeiros cinco meses. OTaxa de crescimento real (%) comportamento das receitas não adminis-Despesas do Governo Federal crescem significativamente acima do tradas pela Receita Federal explica grandePIB nos primeiros meses de 2012 parte dessa queda, pois foi fortemente12 influenciado por dividendos e compen- sações financeiras no primeiro bimestre.10 Diferentemente do que ocorreu no Governo Federal, nos estados e municípios 8 o ritmo de crescimento das receitas, que até fevereiro era de 2,4%, subiu para 4,6% 6 nos primeiros quatro meses de 2012, com 4 relação ao mesmo período de 2011. A expressiva aceleração nas despesas do 2 setor público, aliada à perda de força no 0 crescimento da receita do Governo Fede- ral, levou à queda do superávit primário. -2 No Governo Federal, o resultado primário 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012* acumulado em 12 meses caiu de 2,45%, em fevereiro, para 2,2% do PIB, em maio. Despesas do Governo Federal PIB No caso dos estados e municípios, a que-Fonte: Tesouro Nacional, IBGE e Banco Central do Brasil da foi menor e o superávit primário passouObs: * Despesas deflacionadas pelo IPCA na comparação de jan-mai/2012 com jan-mai/11 * PIB 2012: IBC/BR do Banco Central na comparação de jan-abr/2012 com jan-abr/11 de 0,85% para 0,77% do PIB. Dessa forma, 8
    • Ano 28, n. 02, abril/junho de 2012o superávit primário do setor público Evolução da Dívida Líquida do Setor Públicoconsolidado passou de 3,3%, em fevereiro, Em relação ao PIB (%)para 3,0% do PIB, em maio. Endividamento público com relação ao PIB deve cair pelo terceiroA queda do superávit primário levou a uma ano consecutivo em 2012ligeira elevação no déficit nominal acumu- 50lado nos últimos 12 meses, que passoude 2,3% para 2,4% do PIB, entre fevereiroe maio. Esse aumento ocorreu a despeitoda redução nas despesas com juros, quepassaram de 5,65% para 5,4% do PIBentre esses meses. O aumento do déficit 40nominal foi mais que compensado peloajuste cambial feito nas dívidas interna eexterna e a relação Dívida Líquida/PIB caiude 36,4%, em dezembro de 2011, para35,0%, em maio.Expansão das despesas 30 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012*deve manter o ritmo nosegundo semestre Fonte: Banco Central do Brasil - * Estimativa CNIA política fiscal deve manter-se expansio-nista nos próximos meses. A expectativaé que o Governo Federal mantenha o ritmo tributárias anunciadas pelo Governo Fe- se manter, devido aos efeitos da fracade crescimento das despesas próximo deral no primeiro semestre; não reedição atividade econômica sobre o ICMS e asao verificado nos primeiros cinco meses do volume de receitas extraordinárias transferências da União. Assim, projeta-de 2012 e que os governos regionais obtido em meados de 2011; perda de mos superávit primário de R$ 33,0 bilhõesacelerem um pouco o ritmo de aumento ritmo do crescimento das receitas com (0,75% do PIB) para estados e municípios.dos seus gastos. dividendos e compensações financeiras; e reduzido nível de atividade econômica. Dessa forma, o superávit primário pro-No caso do Governo Federal, deve ocorrer Com isso, projetamos crescimento real jetado para o setor público consolidadouma aceleração nos investimentos, que de 3,7% para a receita. em 2012 é de R$ 111,0 bilhões (2,5% dotiveram queda real nos primeiros cinco PIB). Esse resultado ficaria abaixo da metameses do ano e para os quais esperamos Nesse cenário, o superávit primário cheia de R$ 139,8 bilhões (3,15% do PIB)crescimento próximo a 15,0%. Por outro estimado para o Governo Federal e suas e também do observado em 2011 (3,1%lado, despesas com previdência e bene- estatais em 2012 é de R$ 78,0 bilhões do PIB).fícios assistenciais já sofreram o impacto (1,75% do PIB estimado pela CNI). O cumprimento da meta cheia do resultado A queda esperada no superávit primáriodo reajuste do salário mínimo e devem primário – sem descontos das despesas deverá ser mais do que compensada peloter seu ritmo de crescimento mantido no do PAC – exigiria contenção adicional de efeito da queda da taxa Selic sobre as des-segundo semestre. Dessa forma, proje- despesas de R$ 19,0 bilhões. Porém, dada pesas com juros, que devem cair de 5,7%,tamos crescimento real de 6,6% para os a intenção de utilizar a política fiscal para em 2011, para 4,9% do PIB, em 2012.gastos federais em 2012, na comparação estimular a atividade econômica, esse Assim, o déficit público nominal deve caircom 2011. novo contingenciamento é pouco provável. de 2,6% para 2,4% do PIB. Essa reduçãoCom relação à receita do Governo do déficit nominal e os ajustes cambiaisFederal, acreditamos que a tendência de Nos governos regionais, o resultado pri- nas dívidas internas e externa deverãodesaceleração no ritmo de crescimento mário também deve cair até o fim do ano. fazer com que a relação Dívida Líquida/PIBdeve continuar. Tal expectativa está ba- O ritmo de aumento das despesas deve caia de 36,4%, em 2011, para 35,1%, emseada em quatro fatores: desonerações crescer enquanto o das receitas tente a dezembro de 2012. 9
    • Ano 28, n. 02, abril/junho de 2012 setor externo e câmbioCenário externo mais negativo que o previstoCâmbio mostra desvalorização no trimestreO real mostrou forte desvalorização nos medidas que controlavam a entrada de mostra queda na comparação entre osprimeiros dois meses do trimestre e eleva- capitais para oferecer maior liquidez e primeiros semestres de 2012 e 2011, pelada instabilidade em junho. Frente ao dólar, conter a valorização do dólar. média diária: manufaturados (-1,0%), bási-a moeda brasileira mostrou desvalorização cos (-1,4%) e semimanufaturados (-6,5%).de 9,5% em apenas dois meses (média A elevada instabilidade da taxa de câm- bio deve se manter no terceiro trimestre As exportações brasileiras estão sendode junho na comparação com a média de dado o cenário externo. Salvo mudanças fortemente afetadas pelo cenário externomaio). Em junho, a média mensal mostrou mais bruscas no cenário mundial, é espe- negativo. A China, principal parceira co-nova desvalorização de 1,0%. A taxa de rada a manutenção do dólar no patamar mercial brasileira, mostra um crescimentocâmbio alcançou o patamar de R$ 2,00/ atual. A média anual deverá ser próxima mais fraco que o previsto, afetando o su-US$ pela primeira vez desde 2009. a R$ 1,94/US$. deste asiático como um todo. Da mesmaHá fatores internos e externos contri- forma, a economia americana se recuperabuindo para a desvalorização do real. O Quantidade exportada mais lentamente do que previsto noprincipal fator de origem doméstica é crescerá pouco em 2012 início do ano. Há também os efeitos dosa queda dos juros. Já o principal fator problemas econômicos da Argentina e a As exportações brasileiras somaram US$externo é a elevada incerteza da eco- recente prática de restrições às importa- 117,2 bilhões no acumulado no ano aténomia mundial, que está aumentando a ções, refletindo em forte queda de nossas junho de 2012. Pela média diária, trata-sedemanda pela moeda americana. Diante vendas para o país (-16,0% no acumulado de uma queda de 1,7% na comparaçãodesse cenário, o Banco Central tem reali- até junho). com igual período de 2011. O valorzado operações com a moeda e removeu exportado de todos os grupos de produtos No cenário europeu, a incerteza continua a dominar, sem nenhuma melhora comEvolução da taxa de câmbio real/dólar relação ao previsto no final do ano passa-Cotação de fechamento PTAX do. Em maior ou menor grau, suas eco-Câmbio mostra instabilidade em junho nomias estão envoltas em desemprego, fraca atividade econômica e dificuldades fiscais. A Zona do Euro poderá registrar2,20 queda do PIB em 2012.2,10 As circunstâncias adversas estão afetando tanto preços como quantidades2,00 exportadas. O volume exportado, que ha- via crescido 5,5% no primeiro trimestre,1,90 mostra no acumulado até maio um cresci- mento de 3,7% na comparação com o1,80 mesmo período de 2011. Todos os grupos de produto mostram crescimento menor1,70 em maio do que no primeiro trimestre. Em maio, apenas os básicos apresentam1,60 crescimento mais relevante (7,0%), ante jan/12 fev/12 mar/12 abr/12 mai/12 jun/12 jul/12 apenas 0,6% para semimanufaturados eFonte: Banco Central do Brasil 0,9% para manufaturados. 10
    • Ano 28, n. 02, abril/junho de 2012Quanto aos preços, a tendência recente é Evolução do PIBde redução. Em 12 meses, todos os grupos Valores para 2011 e projeções para 2012de produtos mostram variações positivas: Previsões para cenário externo são cada vez mais pessimistasbásicos (11,1%), semimanufaturados(10,9%) e manufaturados (10,3%). No 9,2 10,0acumulado em 2012, no entanto, somente 8,4 8,2 8,9manufaturados registram crescimento 8,0(4,3%), em contraste com semimanufatu-rados (queda de 1,0%) e básicos (-3,6%). 6,0O desempenho das exportações em 3,7 4,02012 será determinado, principalmente, 2,7 2,5 2,5 2,2 2,1 2,2pela trajetória dos preços e não pelas 1,7 1,6 2,0quantidades, uma vez que o cenárioexterno impede um crescimento do 0,0volume exportado expressivo. Os preços -0,3 -0,3das commodities apresentam grande -2,0incerteza. A isso, adiciona-se o cenário Mundo Estados Unidos China Zona do Euro Argentinade câmbio, também muito instável no 2011 Previsão 2012 (Janeiro) Previsão 2012 (Junho)segundo trimestre de 2012 e possivel- Fonte: Banco Mundialmente, também no terceiro trimestre,devido ao cenário internacional. Supon- O ritmo de expansão do volume importa- 2011: US$ 20,2 bilhões, contra US$ 29,8do moderação dos preços em 2012 e do está estável, mantendo-se em torno bilhões no ano passado.estabilidade no câmbio, as exportações de 3% desde o início do ano. As comprasdevem fechar o ano em torno de US$ de bens de consumo não-duráveis e de Déficit em transações263 bilhões – crescimento de 2,6% em combustíveis e lubrificantes mostram os correntes crescemrelação a 2011. maiores crescimentos na comparação moderadamenteImportações crescem mais entre os primeiros semestres de 2011 e O déficit em transações correntes, acumu- 2012: 12,9% e 8,6%, respectivamente.que exportações lado no ano até maio, alcançou US$ 20,9 As compras de intermediários refletem bilhões, ante US$ 22,6 bilhões no mesmoAs importações totalizaram US$ 110,1 bi- o mau momento da indústria e registram período de 2011. O déficit acumulado emlhões no primeiro semestre de 2012, valor queda de 0,8%. 12 meses até maio é US$ 50,9 bilhões, o3,7% superior ao registrado em igual perío- equivalente a 2,11% do PIB. O ritmo de crescimento das importaçõesdo de 2011, pela média diária. Destaca-se, em 2012 deverá ser menor que em 2011, Os saldos de serviços e rendas, emnessa comparação, o crescimento das mas continuará superior à expansão das especial, lucros e dividendos, viagens eimportações de bens de consumo não- vendas externas. A taxa de câmbio e as transportes deverão manter-se relativa--duráveis (12,2%), bem como combustí- condições da demanda brasileira conti- mente constantes, reagindo ao câmbioveis e lubrificantes (13,7%). nuarão a estimular a importação de bens mais desvalorizado que em 2011 e àOs preços de importação lideram o cres- de consumo, mas em menor grau do que demanda doméstica mais fraca. O déficitcimento do valor importado, mantendo-se previsto anteriormente. As compras de em transações correntes deverá aumentarem patamar elevado. Os preços estão produtos intermediários também serão moderadamente ao longo do ano, por con-4,2% maiores em relação ao primeiro mais moderadas, devido ao menor cresci- ta do menor saldo comercial. Espera-sesemestre de 2011. Combustíveis e bens mento da indústria. Assim, as importações déficit em transações correntes de US$ 58de consumo duráveis mostram maior deverão totalizar US$ 243 bilhões – cres- bilhões, cerca de 2,44% do PIB – alta decrescimento: expansões de 12,5% e 8,4%, cimento de 7% em relação a 2011. Com 1,2 ponto percentual em relação a 2011.respectivamente. isso, o saldo comercial será menor que em 11
    • Ano 28, n. 02, abril/junho de 2012 perspectivas da economia brasileira 2012 (projeção 2012 2010 2011 anterior - (projeção) março/12) Atividade econômica PIB 7,5% 2,7% 3,0% 2,1% (variação anual) PIB industrial 10,4% 1,6% 2,0% 1,6% (variação anual) Consumo das famílias 6,9% 4,1% 4,0% 3,5% (variação anual) Formação bruta de capital fixo 21,3% 4,7% 5,6% 2,5% (variação anual) Taxa de Desemprego 6,7% 6,0% 5,5% 5,5% (média anual - % da PEA) Inflação Inflação 5,9% 6,5% 5,0% 5,0% (IPCA - variação anual) Taxa de juros Taxa nominal de juros (taxa média do ano) 9,90% 11,76% 9,39% 8,68% (fim do ano) 10,75% 11,00% 9,00% 7,50% Taxa real de juros 4,6% 4,8% 4,0% 3,3% (taxa média anual e defl: IPCA) Contas públicas Déficit público nominal 2,48% 2,61% 2,45% 2,40% (% do PIB) Superávit público primário 2,70% 3,11% 2,75% 2,50% (% do PIB) Dívida pública líquida 39,1% 36,4% 36,0% 35,1% (% do PIB) Taxa de câmbio Taxa nominal de câmbio - R$/US$ (média de dezembro) 1,69 1,83 1,80 2,00 (média do ano) 1,76 1,67 1,80 1,94 Setor externo Exportações 201,9 256,0 275,4 263,2 (US$ bilhões) Importações 181,6 226,2 254,6 243,0 (US$ bilhões) Saldo comercial 20,3 29,8 20,8 20,2 (US$ bilhões) Saldo em conta corrente -47,5 -52,9 -58,0 -56,0 (US$ bilhões)INFORME CONJUNTURAL | Publicação trimestral da Confederação Nacional da Indústria - CNI | Gerência Executiva de Política Econômica | Gerente executivo:Flávio Castelo Branco | Equipe técnica: Danilo César Cascaldi Garcia, Fábio Bandeira Guerra, Isabel Mendes de Faria Marques, Marcelo de Ávila, MarceloSouza Azevedo e Mário Sérgio Carraro Telles | Informações técnicas: (61) 3317-9468 | Supervisão gráfica: DIRCOM | Impressão e acabamento: ReprografiaSistema Indústria | Normalização bibliográfica: ASCORP/GEDIN | Assinaturas: Serviço de Atentimento ao Cliente SAC: (61) 3317-9989 - sac@cni.org.brSBN Quadra 01 Bloco C Ed. Roberto Simonsen Brasília, DF - CEP: 70040-903 www.cni.org.br. | Autorizada a reprodução desde que citada a fonte. Documento elaborado em 06 de julho de 2012.