Informe Conjuntural - Abril a junho - 2011

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Publicação trimestral da Confederação Nacional da Indústria - CNI | Unidade de Política Econômica - PEC | Gerente-executivo: Flávio Castelo Branco | Equipe técnica: Danilo César Cascaldi Garcia, Isabel Mendes de Faria Marques, Marcelo de Ávila, Marcelo Souza Azevedo e Mário Sérgio Carraro Telles

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Informe Conjuntural - Abril a junho - 2011

  1. 1. INFORME CONJUNTURALInformativo da Confederação Nacional da Indústria Ano 27 Número 02 abril/junho de 2011 www.cni.org.br A economiaDeterioração do saldo comercial explica brasileira no segundobaixo crescimento da indústria trimestre de 2011A indústria de transformação deverá crescer De dezembro de 2005 a junho de 2011, a Economia em desaceleraçãoapenas 2,6% em 2011, taxa menor que o cotação da moeda brasileira passou de 2,30 no segundo trimestreestimado para o crescimento do PIB (3,8%) reais por dólar para o nível atual de menos Pág. 2no ano. Essa é uma situação inversa à de 1,60. Essa valorização, superior a 30%, éde 2010, quando esses números foram, impossível de ser absorvida por ganhos de Menor dinamismo dorespectivamente, 9,7% e 7,5%. eficiência das empresas. Nesse período, não emprego em 2011 houve avanços na competitividade brasileira Pág. 4A perda da liderança no crescimento por – na esfera da tributação, custo de capital eparte da indústria de transformação não se logística, dentre outros aspectos sistêmicos – Inflação supera teto da metadeve à desaceleração da economia brasileira. que mitigassem esse efeito. pela primeira vez desde 2005A demanda doméstica, de consumo e Pág. 6investimento, segue em expansão a É urgente implementar mecanismos eficazestaxa ainda expressiva e sustentaria um e potentes para compensar essa perda de Crescimento dos gastoscrescimento do PIB próximo a 6%. A competitividade dos produtos brasileiros. públicos é menor no segundocontribuição líquida do setor externo, todavia, Medidas pontuais serão insuficientes para trimestreserá negativa em 1,2 ponto percentual. alterar a atratividade do setor manufatureiro. Pág. 8 A perda de importância do setor iráA inflexão no comércio externo do setor Cenário de valorização do continuar se a configuração competitivaindustrial é a chave para entender essa real persiste atual permanecer, causando elevados danosmudança, como explicita o gráfico abaixo. à trajetória de crescimento e à estrutura Pág. 10Em 2006, a indústria de transformação produtiva da economia brasileira.registrava superávit expressivo em suastransações externas (R$ 30,4 bilhões), quese transformou em déficit da ordem de R$ Saldo comercial da indústria de transformação33,5 bilhões em 2010. A expectativa é que Em US$ bilhõesesse déficit supere R$ 50 bilhões em 2011. Déficit comercial da indústria de transformação cresce rapidamentePara o conjunto dos produtos de maior valor 30,4agregado – identificados como produtosmanufaturados na classificação de comércio 19,5exterior da SECEX – a deterioração é aindamais intensa. Esse déficit alcançou R$ 71bilhões em 2010 e poderá atingir mais de R$100 bilhões em 2011.As mudanças na economia mundial – -6,2 -7,0com a crise financeira e a mudança doeixo dinâmico para a Ásia – explicamapenas parte dessa deterioração. A maiorparcela se deve à contínua valorização -33,5da moeda brasileira, que expõe a falta decompetitividade dos produtos brasileirosnos mercados internacionais e promove -51,1forte penetração de importados no mercado 2006 2007 2008 2009 2010 2011*doméstico. Fonte: Elaborado pela CNI com base em dados da Funcex Projeção para 2011: CNI
  2. 2. Ano 27, n. 02, abril/junho de 2011 atividade econômicaEconomia em desaceleração no segundo trimestreMedidas econômicas implicam em menor crescimento da demandaO PIB deverá expandir 3,8% em 2011. seguintes a economia deve se expandir Banco Central; b) a elevação da taxaO aumento da estimativa da CNI (ante não mais que 1,0% por trimestre no básica de juros Selic; c) o aumentoa previsão anterior, de março, de 3,5%) dado dessazonalizado. da inadimplência das famílias e dasé resultado, preponderantemente, do empresas; d) a contenção do ritmo decrescimento do PIB acima do esperado O índice de atividade econômica crescimento das despesas do setorno primeiro trimestre deste ano. calculado pelo Banco Central público; e) a menor criação de vagasNaquele período, a economia brasileira dessazonalizado (IBC-BR/Banco Central) no mercado de trabalho; e f) a reduçãoavançou 1,3% frente ao trimestre confirma o arrefecimento da atividade do otimismo dos consumidores, desdeanterior, acima da estimativa de 1,0% no segundo trimestre. Enquanto no outubro de 2010, e dos empresários,da CNI. O cenário para os próximos primeiro trimestre, contra o último desde janeiro do mesmo ano.trimestres, entretanto, se mantém trimestre de 2010, o índice cresceuinalterado. 1,3%, a variação do acumulado em abril Esses fatores provocam a redução da e maio frente aos primeiros três meses demanda principalmente via menorO forte crescimento da economia do foi de apenas 0,9%. expansão do crédito, tanto para pessoaprimeiro trimestre deste ano não se física quanto para pessoa jurídica, erepetirá nos próximos trimestres. A São vários os fatores para a perda de menor propensão a consumir. O principalCNI estima uma expansão de 0,6% ritmo da atividade econômica a partir componente do PIB afetado foi odo PIB no segundo trimestre, frente do segundo trimestre: a) as medidas consumo das famílias, que desacelerouao trimestre anterior. Nos trimestres de restrição ao crédito adotadas pelo fortemente o ritmo de crescimento, de 2,3% no quarto trimestre de 2010, para 0,6% no primeiro trimestre de 2011.Evolução da produção industrial, vendas da indústria, vendas do comércio e índice deatividade econômica (IBC-BR) O consumo das famílias deve manterBase jan/10 = 100 o patamar de crescimento observado no primeiro trimestre até o fim do ano.Produção industrial não acompanha crescimento das vendas do setor Dessa forma, a CNI espera uma alta de 4,5% para o consumo das famílias em112 2011. Mesmo com crescimento menor do que em 2010, quando registrou110 aumento de 7,0%, o consumo das famílias será, do lado da demanda, o108 componente que mais influenciará no crescimento do PIB.106 A desaceleração esperada para o ritmo de crescimento a partir do segundo104 trimestre, em relação ao observado no primeiro, será determinada pelo102 aumento da contribuição negativa do setor externo. As importações, que100 caíram 1,6% no primeiro trimestre, jan/10 mar/10 mai/10 jul/10 set/10 nov/10 jan/11 mar/11 mai/11 devem retomar a trajetória de IBC-BR Faturamento industrial Vendas comércio varejista Produção industrial crescimento registrada durante todo o ano de 2010. A expectativa da CNI éFonte: CNI, Banco Central e IBGE 2
  3. 3. Ano 27, n. 02, abril/junho de 2011de expansão média de 7,9% nos três de junho mostram que o indicador Moderação da atividadeúltimos trimestres, alcançado aumento de estoques efetivo em relação ao reduz os investimentosde 17,0% em 2011. planejado atingiu o patamar de 53,0 pontos – indicadores acima de 50 Os investimentos continuaram em apontam estoques acima do planejado. expansão no início de 2011, tendoAumento das importações Dezessete setores registraram excesso crescido 1,2% no primeiro trimestreleva a menor expansão da com relação aos últimos três meses deindústria de estoques no mês, incluindo setores como Máquinas e equipamentos, 2010. Todavia, o quadro de moderaçãoA queda na atividade econômica Material eletrônico e de comunicação, da atividade econômica e a menorapontada pelo IBC-BR/Banco Central Vestuário e Têxteis. confiança do empresário farão comno segundo trimestre se mostrou mais que o crescimento dos investimentosintensa quando se observa os dados Nesse ambiente, deve ocorrer forte em 2011 seja substancialmente menorrelativos à indústria. desaceleração no crescimento do do que o verificado em 2010. Nesse PIB industrial a partir do segundo sentido, a CNI reduziu a projeção doA produção industrial (PIM-PF/IBGE) trimestre. A projeção da CNI é de aumento da formação bruta de capitalcresceu apenas 0,4% na comparação crescimento médio de 0,6% para o PIB fixo de 9,0% para 8,5% em 2011.da média de abril e maio com a do industrial nos últimos três trimestres,primeiro trimestre. Nos primeiros ao passo que no primeiro trimestre a Ressalte-se que boa parte desses inves-três meses do ano, contra o quarto expansão foi de 2,2% contra o quarto timentos é atendida pelas importações.trimestre de 2010, a produção industrial trimestre de 2010. Dessa forma, Enquanto a produção doméstica de benshavia se expandido 1,2%. a expectativa da CNI é que o PIB de capital na média de abril e maio frente industrial cresça 3,2% em 2011, o ao primeiro trimestre do ano cresceuAlém disso, cabe ressaltar que o 1,1%, as importações da mesma cate- que representa menos de um terço doavanço da produção industrial nos dois goria de uso cresceram 5,6%, de acordo crescimento de 2010.primeiros meses do segundo trimestre com os dados da Funcex dessazonaliza-ocorreu apenas pelo crescimento da dos pela CNI.indústria extrativa (1,1%), pois naindústria de transformação registrou-sequeda de 0,3%. A pesquisa IndicadoresIndustriais da CNI também mostra Estimativa para PIBqueda de 0,3% no faturamento real da Variação percentual e contribuição dos componentes no PIBindústria de transformação na mesmabase de comparação. 2011 Componentes do PIB Taxa de ContribuiçãoNo mesmo período, as vendas do crescimento (%) (p,p,)comércio varejista (PMC/IBGE) Ótica da Consumo das famílias 4,5 2,7cresceram 0,8%. Esse descompasso demanda Consumo do governo 3,0 0,7entre a evolução das vendas no FBKF 8,5 1,6comércio e a produção industrial se Exportações 10,0 1,1deve ao expressivo crescimento das (-) importações 17,0 -2,3importações. Na média de abril emaio deste ano, frente ao primeiro Ótica da Agropecuária 4,3 0,2trimestre do ano, a importação de bens oferta Indústria 3,2 0,9de consumo duráveis cresceu 6,9%e a de não duráveis cresceu 1,5%, Indústria extrativa 4,5 0,1de acordo com os dados da Funcex Indústria de transformação 2,6 0,4dessazonalizados pela CNI. Construção civil 3,8 0,2 SIUP 4,0 0,2Além disso, os estoques industriais se Serviços 4,0 2,7encontram acima do desejado. Dados PIB pm 3,8da Sondagem Industrial (CNI) do mês 3
  4. 4. Ano 27, n. 02, abril/junho de 2011 emprego e rendaMenor dinamismo do emprego em 2011Indústria e comércio diminuem ritmo de criação de vagasO mercado de trabalho perdeu, no de empregos cortados com a crise já foi em 2011, a geração de vagas formaissegundo trimestre de 2011, parte do recuperado. alcançou 1,3 milhão.dinamismo do trimestre anterior. O ritmo A despeito da menor velocidade de Entre os cinco setores consideradosde criação de vagas foi menor quando criação de novos empregos, a formaliza- pelo CAGED (indústria, comércio, servi-comparado com o mesmo período de ção da mão de obra continua ocorrendo. ços, administração pública e agropecu-2010. A continuidade da formalização O emprego metropolitano com carteira ária), o setor de serviços foi o que maisda mão de obra, a queda da taxa de assinada do setor privado cresce em aumentou o emprego entre janeiro adesemprego e a alta dos rendimentos detrimento da queda das vagas sem junho de 2011, criando 507 mil vagas.reais, no entanto, ainda são destaques carteira. No acumulado de janeiro a Comparado ao mesmo período do anopara o período. junho, a modalidade de emprego formal passado, o número de vagas criadasNa média dos seis primeiros meses avançou 6,8% frente ao mesmo período pelo setor é 3,5% superior.deste ano, o emprego metropolitano do ano anterior. Já os empregos sem carteira recuaram 3,7% e a ocupação A agropecuária criou 224 mil vagas no(PME/IBGE) cresceu 2,4%, frente ao por conta própria diminuiu 0,2% no período, sendo o setor que mais expan-mesmo período do ano anterior. Um mesmo período. diu na comparação com o mesmo perí-ritmo bastante inferior ao observado odo de 2010 (27,7%). A administraçãoem meados de 2010 (3,6%), na mesma Dados do CAGED, do Ministério do Tra- pública apresentou expansão de 14,7%base de comparação. O mercado de balho e Emprego, indicam que o número na mesma base de comparação, com atrabalho mostra um processo natural de de novas vagas é de 1,7 milhão no criação de 24 mil vagas até junho.arrefecimento à medida que o número acumulado em 12 meses até junho. Só Entre os setores, aqueles que criaram em 2011 menos vagas do que em 2010 estão o comércio e a indústria. O co-Emprego por categoria de ocupação mércio criou 92 mil vagas no ano, 36%Variação (%) frente ao mesmo mês do ano anterior menos que no mesmo período de 2010.Ocupação com carteira cresce em ritmo acima da conta própriadesde fevereiro de 2010 Os quatro segmentos da indústria – extrativa, transformação, construção10 civil e serviços de utilidade pública – 8 criaram 33% do total de 1,3 milhão de 6 novas vagas formais no acumulado de 4 2011 até junho, o que significa 418 mil 2 empregos. Contudo, no mesmo período do ano anterior a criação era de 643 mil 0 vagas – uma queda de 35%. -2 -4 A procura por emprego cresce em -6 menor velocidade em 2011 e é infe- rior à expansão da ocupação quando -8 comparado com o mesmo mês do ano-10 anterior. Esse padrão ocorre desde junho out/09 dez/09 fev/10 abr/10 jun/10 ago/10 out/10 dez/10 fev/11 abr/11 jun/11 de 2007. De acordo com a PME/IBGE, Com carteira (set. priv.) Sem carteira (set. priv.) Conta própriaFonte: IBGE em junho a população economicamente 4
  5. 5. Ano 27, n. 02, abril/junho de 2011ativa (PEA) metropolitana – a força de Ocupação e População Economicamente Ativatrabalho – cresceu 1,4%, comparado a Variação (%) frente ao mesmo mês do ano anteriorjunho de 2010 (PME/IBGE), o que repre- Ocupação cresce em ritmo acima da força de trabalho desdesenta 340 mil pessoas. Paralelamente, junho de 2007foram criados 515 mil empregos nessemesmo período (crescimento de 2,3%). 5Como consequência desse movimento, 4a taxa de desemprego ficou sistematica- 3mente inferior à registrada nos mesmos 2meses do ano anterior. Em junho o indica-dor foi de 6,2%, uma queda de 0,8 ponto 1percentual frente a junho de 2010. 0 -1Observe-se que historicamente, a taxade desemprego cresce ao longo dos pri- -2meiros três meses do ano. No entanto, -3em 2011, o aumento desse indicador -4foi menos intenso, o que ajuda ainda jun/07 fev/08 out/08 jun/09 fev/10 out/10 jun/11mais na queda da taxa de desemprego Ocupação PEAmédia anual. Fonte: IBGEAcreditamos que a PEA continuarácrescendo menos do que a ocupação eque a taxa de desemprego média anualcontinuará recuando. A CNI estima umataxa de desemprego média anual de5,9% em 2011. Não obstante, o ritmo dequeda desse indicador perderá força nodecorrer do ano, na medida que a menor Taxa de desempregoatividade econômica se reflita de formamais abrangente no mercado de trabalho. Em % da PEA Taxa de desemprego média continuará em queda em 2011Renda do trabalhador 10segue em crescimentoO crescimento da renda do trabalhador 9metropolitano (PME/IBGE) desacelerou 2009durante os quatro primeiros meses do 8ano, quando comparado com o mesmo 2010mês do ano anterior. No entanto, em 7maio e em junho, esse indicador voltou 2011a crescer com mais força (4,6% e 4,2%, 6respectivamente).Enquanto o aumento da inflação no 5acumulado em 12 meses fez a rendacrescer em menor velocidade, as ne- 4gociações salariais atuaram no sentido jan fev mar abr mai jun jul ago set out nov dezcontrário. Fonte: IBGE. Estimativas CNI 5
  6. 6. Ano 27, n. 02, abril/junho de 2011 inflação, juros e créditoInflação supera teto da meta pela primeira vez desde 2005IPCA em 12 meses pode chegar aos 7%Em junho o IPCA apresentou alta de centro da meta de inflação de 4,5% ano, como já é característico desse tipo0,15% em comparação a maio. Esse a.a. Uma vez que os meses de julho e de bem, e permanecem exercendo aresultado representa uma desaceleração agosto de 2010 também apresentaram maior contribuição para o IPCA elevado.em relação aos meses anteriores, em variações próximas a zero (0,01% e Em junho de 2011, o grupo acumula altafunção de dois componentes: combustí- 0,04%, respectivamente) o acumulado em 12 meses de 8,9%, contra 5,1% emveis e alimentos. A gasolina apresentou em 12 meses nos próximos meses pode junho de 2010, e mostra aceleração nosqueda de 3,9%, e o álcool de 8,8%; os alcançar 7%. últimos dois meses.preços dos alimentos retraíram 0,26%. A alta recente nos preços colocou um Os preços dos serviços continuam emContudo, esse resultado deve ser enca- sinal de alerta para a inflação no ano. aceleração, e não mostram sinais derado com cautela. Como em junho do Essa deixou de refletir uma situação reversão no curto prazo. A inflaçãoano passado a variação do IPCA foi zero, simplesmente sazonal – como observado acumulada em 12 meses do grupo, queo acumulado em 12 meses – que baliza em períodos anteriores, com os alimen- em 2010 era de 6,7% a.a., já se aproxi-a meta de inflação – aumentou. O índice tos – para algo mais estrutural. Os qua- ma dos 9% a.a.. Dado que seu peso nooficial de inflação (IPCA) manteve-se aci- tro grandes grupos de preços do IPCA IPCA é em torno de 25%, sua contribui-ma do limite superior da meta estabele- (administrados, industriais, alimentos e ção para a sustentação do índice emcida para o ano (6,5% a.a.) pelo terceiro serviços) apresentam taxas acumuladas patamar elevado é alta.mês consecutivo (6,71%, acumulado nos em 12 meses em junho de 2011 superio-últimos 12 meses). res ao mesmo mês do ano anterior. Os preços administrados apresentaram forte aceleração nesse início de ano,Nesse mesmo mês em 2010, o IPCA Os preços dos alimentos mantiveram alta principalmente entre fevereiro e abril.acumulava alta de 4,84%, já acima do volatilidade nos seis primeiros meses do Em junho, o acumulado em 12 meses alcançou 5,6%, taxa superior em 1,37 ponto percentual (p.p.) ao mesmo mêsIPCA por grupos do ano anterior. O grande número dePercentual (%) acumulado em 12 meses preços ainda indexados sustentou essaServiços e alimentos colocam IPCA acima da meta de inflação tendência. 8,9% 8,6% Os produtos industriais, entre os diversos grupos componentes do IPCA, são os únicos que se mantém abaixo do centro 6,71% da meta de 4,5% a.a.. Seus preços são 5,6% os mais diretamente influenciados pela política de aumentos nos juros praticada4,5% nos últimos meses e pelo câmbio sobre- 3,9% valorizado, em função de sua caracterís- tica de bens comercializáveis (tradables). Esses preços acumulam alta de 3,9% em 12 meses até junho de 2011, apenas 0,4 p.p. acima do observado no mesmo mês do ano anterior. Industriais Administrados Alimentos Serviços IPCA Nos últimos meses de 2011, a inflação jun/10 jun/11 Centro da meta no acumulado em 12 meses irá se redu-Fonte: IBGE Elaboração: CNI zir. As medidas de contenção de crédito 6
  7. 7. Ano 27, n. 02, abril/junho de 2011e a elevação da taxa de juros adotadas Concessão de crédito livre às pessoas físicas e jurídicasnos últimos meses tendem a trazer um Percentual (%) médio dos últimos 12 meses contra os 12 meses anteriorescenário de inflação para o final do ano Desaceleração no crédito afeta pessoas físicas e jurídicasrelativamente melhor que da primeirametade do ano. 25%Contudo, essas medidas demoram mais 20%a surtir efeitos sobre os preços dosserviços e administrados, que tendem a 15%sustentar o patamar elevado observadoem junho. Essa situação inviabiliza uma 10%queda mais expressiva da inflação. Nes-se contexto, a CNI mantém a previsão de 5%inflação de 6,0% a.a. para 2011. 0%Melhora nas perspectivas -5%de inflação indicam fim dociclo de alta dos juros -10%Apesar de se apresentar acima da meta mai/07 nov/07 mai/08 nov/08 mai/09 nov/09 mai/10 nov/10 mai/11de inflação, a perspectiva do IPCA ter- Pessoa física Pessoa jurídicaminar o ano em desaceleração aponta Fonte: Banco Central do Brasil - Elaboração: CNIque o ciclo de alta nos juros deve estarchegando a fim. Nas cinco reuniões doCopom deste ano, a decisão foi pela taxa real de juros média do ano, nessa concessão adotadas após a crise, queelevação na Selic. Foram inicialmente situação, ficaria em 5,2% a.a.. ainda vigoravam.duas elevações de 0,5 p.p. e posterior- No início de 2011, medidas em sentidomente três de 0,25 p.p., alcançando Desaquecimento da oposto foram adotadas, como a majora-12,50% em julho. concessão de crédito ção do IOF para crédito à pessoa física e contribui para controle o aumento do fator de risco na concessãoOs efeitos da alta nos juros sobre os inflacionário de crédito à pessoa física com prazopreços são defasados. As elevações pra-ticadas no início do ano devem contribuir As concessões de crédito tanto para superior a 24 meses (o que aumenta opara a desaceleração do IPCA. Contudo, pessoas físicas como jurídicas estão depósito compulsório). O intuito dessaa política monetária via elevação de juros desacelerando. A concessão à pessoa política foi de desaquecer a concessão,surte efeito apenas em alguns compo- física nos últimos 12 meses terminados de forma a contribuir com as políticas denentes do índice de preços, não repre- em maio é 17,9% superior aos 12 meses controle inflacionário. Por parte da pessoasentando a medida mais eficiente para anteriores; em janeiro, esse mesmo física, a linha mais afetada pelas medidascontrolar a inflação. indicador apontava para uma expansão é a de financiamentos a veículos. de 22,1%. Para pessoas jurídicas a desa-As medidas de restrição ao crédito de As medidas encareceram as linhas e re- celeração é menos intensa, passando decurto prazo, adotadas em conjunto com duziram o prazo de concessão. Contudo, 9,7% em fevereiro para 9,1% em maio,a política monetária, já afetaram as a desaceleração do crédito não está fun- na mesma base de comparação.concessões e tendem a ter um efeito damentada unicamente nessa questão.mais direto em termos de controle Durante todo o ano de 2010, os emprés- Em 2011, já começa a se observar umda inflação, via desaquecimento da timos que utilizam recursos livres de crescimento no atraso maior do que 90demanda interna. Nesse contexto, a CNI direcionamento (principalmente de curto dias (indicativo de inadimplência), o queacredita que Copom não altere mais a prazo, com funding da própria instituição gera menor incentivo à oferta de créditoSelic nas próximas reuniões, mantendo- financeira) se expandiram fortemente, pelos bancos e diminui o número de-a em 12,50% a.a. até o fim de 2011. A em função das medidas de incentivo à pessoas aptas a tomar empréstimos. 7
  8. 8. Ano 27, n. 02, abril/junho de 2011 política fiscalCrescimento dos gastos públicos é menor nosegundo trimestreGovernos regionais aumentam as despesas em ritmo superior ao do crescimento do PIBO comportamento das despesas do Governo de 2011, na comparação com o mesmo de 2011, quando comparados ao realizadoFederal nos primeiros cinco meses de 2011 período de 2010. Entretanto, o estímulo nos mesmos meses em 2010.mostra que a política fiscal está contribuindo à demanda proveniente de estados e municí-para a redução do ritmo de crescimento pios está diminuindo no segundo trimestre, Por outro lado, as despesas correntesda demanda e, dessa forma, da atividade dado que a taxa de expansão das despesas tiveram crescimento real de 3,2% naeconômica. O gasto público federal teve é menor do que a registrada até fevereiro mesma base de comparação. Trata-se deaumento real de 2,6% na comparação com o (10,8%) e no ano de 2010 (10,4%). uma expansão significativamente menor domesmo período de 2010, contra crescimen- que a registrada em 2010 (8,4%) e podeto real da economia estimado em 4,0% pelo Embora importante para o controle do ser explicada por dois fatores principais:Banco Central. ritmo de expansão da economia, a con- reajuste menor do salário mínimo e corte de tenção das despesas federais tem recaído despesas com subsídios nas operações deA contribuição da política fiscal para o sobre os investimentos. Essa é uma financiamento habitacional.controle inflacionário se reduz em função dos consequência da enorme rigidez orçamen-gastos de estados e municípios, que cres- tária, que não deixa muitas opções de Expressivo crescimento docem acima da expansão do PIB. Estimamos redução nos gastos correntes. Os investi- superávit primárioaumento real das despesas dos governos mentos do Governo Federal apresentaramregionais de 7,2% nos primeiros cinco meses queda real de 4,7% entre janeiro e maio A redução no ritmo de crescimento das despesas e o grande aumento das receitas proporcionaram melhoria expressiva nosCrescimento das despesas do Governo Federal, dos governos regionais e do PIB resultados primários.Taxa de crescimento real (%) No Governo Federal, a receita líquidaCrescimento real das despesas federais passa de 9,8%, em 2010, para apresentou aumento real de 9,0% nos2,6%, nos primeiros cinco meses de 2011 primeiros cinco meses de 2011, com relação16 ao mesmo período de 2010. Os principais14 fatores que explicam esse comportamento da receita são: maior lucratividade das12 empresas em 2010, após os efeitos da10 crise econômica, aumento da massa salarial 8 e crescimento das vendas no mercado nacional, com destaque para a ampliação 6 das importações. 4 Nos governos regionais, estimamos um 2 crescimento real das receitas de 8,6% até 0 maio, na comparação com o mesmo período de 2010. A maior parte desse crescimento-2 foi proporcionada pelo aumento nas transfe--4 rências da União (17,4%). 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011* PIB Gov. Federal Gov. Regionais Os resultados primários cresceram for-Fonte: Tesouro Nacional e IBGE - Estimativas das despesas de estados e municípios: CNI temente desde o final de 2010. Para oDeflator: IPCA Governo Federal e suas estatais, o superávit 8
  9. 9. Ano 27, n. 02, abril/junho de 2011acumulado em 12 meses passou de 2,1%, Evolução da Dívida Líquida do Setor Públicoem dezembro de 2010, para 2,6% do PIB, Em relação ao PIB (%)em maio de 2011. No caso dos governos Apesar do déficit público maior, endividamento público voltaráregionais e suas estatais, o resultado passoude 0,64%, em dezembro de 2010, para a cair em 20110,71% do PIB, em maio de 2011. 65Dessa forma, o superávit primário do setorpúblico consolidado subiu de 2,8%, emdezembro de 2010, para 3,3% do PIB noacumulado dos últimos 12 meses encerrados 55em maio de 2011. Esse aumento mais doque compensou o crescimento das despesascom juros, que passaram de 5,3% para 5,7%do PIB na mesma base de comparação. Oresultado foi uma pequena queda do déficit 45nominal (2,55% para 2,4% do PIB) e, con-sequentemente, da relação Dívida Líquida/PIB, que passou de 40,2%, em dezembro de2010, para 39,8% do PIB, em maio de 2011. 35 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011*Política Fiscal deve se Fonte: Banco Central do Brasil *Projeção para 2011: CNImanter contracionistaOs gastos públicos federais devem manter Os governos regionais e suas estatais Assim, projetamos queda da relação Dívidacrescimento moderado até o fim de 2011. não deverão cumprir a meta de superávit Líquida/PIB de 40,2%, no fim de 2010, paraEssa é a expectativa diante do comporta- primário de R$ 36,1 bilhões, assim como 39,5%, em dezembro de 2011.mento do Governo Federal que, mesmo ocorreu em 2010. O resultado deverácom o aumento das receitas, não elevou os continuar melhorando até o fim do ano, mas Orçamento de 2012 retomalimites de despesas não-obrigatórias nos estimamos superávit primário máximo de política fiscal expansionistadois primeiros relatórios de avaliação da exe- R$ 32,5 bilhões. Assim, o superávit primáriocução orçamentária. Dessa forma, projeta- projetado para o setor público consolidado A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO)mos crescimento real de 3,0% nas despesas em 2011 é de R$ 109,5 bilhões (2,7% do de 2012 indica uma reversão do caráterfederais em 2011, contra um aumento real PIB projetado pela CNI), abaixo da meta contracionista da política fiscal. Asde 3,8% do PIB. de R$ 117,9 bilhões (2,9% do PIB) sem os despesas atreladas ao salário mínimo descontos do PAC. irão crescer fortemente, pois o aumentoCom relação à receita líquida do Governo projetado para o salário mínimo é deFederal, os resultados de março a maio nos Com a não reedição dos impactos positivos 13,1%. Cabe ressaltar que a LDO subestimalevaram a aumentar a previsão de cresci- da capitalização da Petrobras, o resultado esse aumento. Isso porque a inflaçãomento real de 5,2%, no Informe Conjuntural esperado para o superávit primário em 2011 embutida na projeção orçamentária é dedo primeiro trimestre, para 6,5%. é menor do que o observado em 2010 (2,8% 5,2% e o índice deve fechar o ano em torno do PIB). Essa queda, aliada à expectativa de de 6,0%. Além disso, a LDO prevê reajusteNesse cenário, o superávit primário estima- maiores despesas com juros (de 5,3% para real para os benefícios previdenciários dedo para o Governo Federal para 2011 é de 5,9% do PIB), provocará aumento significati- valor acima do salário mínimo.R$ 78,0 bilhões. Como as empresas estatais vo do déficit nominal – de 2,55%, em 2010,federais devem registrar déficit primário em para 3,2% do PIB, em 2011. Um destaque positivo na lei aprovada foi atorno de R$ 1,0 bilhão, o superávit primá- determinação de que as despesas correntesrio da esfera federal deve ser de R$ 77,0 Esse aumento do déficit nominal não levará a não podem ter crescimento maior que osbilhões, contra uma meta de R$ 81,8 bilhões aumento da relação Dívida Líquida/PIB, pois investimentos, o que – se implementado –– sem o desconto de despesas do PAC (até o PIB nominal deve crescer significativamen- garante maior qualidade à composição dosR$ 32,0 bilhões). te, impulsionado pelo aumento da inflação. gastos públicos. 9
  10. 10. Ano 27, n. 02, abril/junho de 2011 setor externo e câmbioCenário de valorização do real persisteFatores que pressionam pela valorização devem se manter até o fim do anoO real manteve tendência de valorização mente não menos importante, o elevado em trajetória ascendente – ainda que deno segundo trimestre de 2011, atingindo, diferencial entre as taxas de juros domésti- forma moderada. Tampouco há razõesem junho, a menor cotação em 12 anos. cas e praticadas no exterior. para acreditar em uma alteração bruscaA valorização nos últimos 12 meses foi no Risco-país, estável durante todo ode 9,7% – sendo 4,3% nos últimos 3 me- Uma série de medidas foram adotadas ano, o que refletiria maior preocupaçãoses. Em termos reais, a moeda brasileira pelo Governo Federal com o objetivo de com a estabilidade econômica e maioresencontra-se no patamar mais valorizado reduzir o influxo de recursos, até o início custos para as empresas emitirem dívi-desde sua criação. do segundo trimestre. As medidas tive- da. A economia brasileira deverá manter- ram efeito sobre a trajetória de valoriza- -se em evidência, atraindo investimentos.A expressiva entrada de divisas é a ção, que reduziram seu ímpeto, mas não As taxas de juros americana e brasileiraresponsável pela valorização. Essa entrada foram capazes de reverter ou mesmo deverão manter-se constantes até o fim dodeve-se, principalmente: (i) aos elevados interromper essa trajetória. ano. Por conta disso, haverá pressão porpreços das commodities e o decorrente sal- apreciação adicional da moeda doméstica,do comercial; (ii) à expansão da economia O cenário que estimula a entrada de o que exigirá novas medidas para atingirdoméstica, atraindo investimentos diretos; divisas permanece e pouco deve se seu objetivo de reduzir a valorização.(iii) à estabilidade econômica e a expres- alterar até o final do ano. Não se esperasiva liquidez internacional, que estimula a contração nos preços de commodities; Se eficazes, essas medidas farão que oemissão de dívida externa por empresas pelo contrário, a manutenção da forte câmbio mantenha-se próximo do pata-brasileiras e atrai investimentos em títulos demanda mundial e a elevada liquidez mar observado no início de julho, oscilan-públicos; e (iv) por último, embora certa- internacional devem manter os preços do ao longo do semestre entre R$/US$ 1,60 e R$/US$ 1,55. Com isso, a taxa média de dezembro será R$/U$ 1,56 e aSaldo comercial por categoria de uso de 2011, R$/US$ 1,59, uma valorizaçãoEm US$ bilhões de 9,7% ante a média de 2010.Déficit comercial de manufaturados é cada vez maior Exportações de básicos 66,2 sustentam saldo comercial 43,2 O saldo comercial brasileiro aumentou 41,2 muito no segundo trimestre, alcançando 23,1 29,8 21,1 US$ 12,9 bilhões no acumulado no ano 15,2 16,1 18,2 15,4 5,1 até o fim de junho, um crescimento de 64,8% na comparação com igual período de 2010. -9,2 O aumento do saldo deve-se a um forte aumento nas exportações, que superaram -39,8 -36,5 o crescimento das importações. As ex- portações acumularam US$ 118,3 bilhões no semestre, um crescimento de 32,6% -71,2 frente ao mesmo período de 2010. Já as 2006 2007 2008 2009 2010 importações cresceram 29,5% na mesma Básicos Semimanufaturados Manufaturados comparação. A corrente de comércio,Fonte: Funcex US$ 223 bilhões, é recorde no período. 10
  11. 11. Ano 27, n. 02, abril/junho de 2011Ressalte-se, contudo, que o saldo Investimento estrangeiro líquidocomercial só se sustenta por conta dos Acumulado em 12 meses (US$ milhões)produtos básicos e semimanufaturados. Investimento estrangeiro é a maior fonte de financiamento doO saldo comercial de básicos alcançouUS$ 39,9 bilhões nos últimos seis meses, déficit em transações correntesenquanto o saldo de semimanufaturados 70.000 63.682alcançou US$ 11,7 bilhões. O comérciode manufaturados, por sua vez, registra 60.000déficit: US$ 41,1 bilhões no primeirosemestre de 2011. 50.000 45.058O déficit na pauta de manufaturados cres- 40.000ce, principalmente, por um aumento mui-to forte das importações. As exportações 30.000de manufaturados, em valor, cresceram19,1% na comparação com o primeiro 20.000 24.604semestre de 2010. Já as importações demanufaturados, por sua vez, cresceram 10.00026,9% na comparação entre os primeirossemestres de 2010 e 2011. 4.659 0Mesmo o elevado superávit dos produtos jan/97 jan/99 jan/01 jan/03 jan/05 jan/07 jan/09 jan/11básicos é explicado não somente por Fonte: Banco Centralaumento do volume exportado, mastambém por consideráveis ganhos de tações de produtos intermediários e de aluguel de equipamentos. A contençãopreço. Na comparação entre o primeiro bens de capital deverão se tornar menos do crescimento no déficit em transa-semestre de 2011 e de 2010, o volume intensas uma vez que a produção industrial ções correntes deve-se, em parte, àexportado aumentou apenas 1%, enquan- deverá manter ritmo mais moderado até elevação do saldo comercial nesseto os preços aumentaram 45%. Deve ser o fim do ano. As importações deverão início de 2011.destacado que os preços dos produtos totalizar US$ 230 bilhões no fim do ano, obásicos estão em alta por conta da alta que geraria um saldo de US$ 20 bilhões. Até o final de 2011, o déficit de serviçosde demanda e de liquidez externa, que e rendas deverá manter-se em cresci-favorece os preços desses produtos. Investimento direto financia mento, respondendo à combinação de déficit em transações valorização da moeda brasileira e eleva-Até o final do ano, o cenário externo correntes em elevação do consumo das famílias. Com isso, ode alta liquidez e de alta demanda por déficit em conta corrente deverá manterprodutos básicos não deve se alterar, pos- A valorização do real contribui para o ritmo de expansão. A CNI estima essesibilitando a manutenção da alta do valor o crescimento do saldo negativo em déficit em US$ 61 bilhões ao fim deexportado apesar do fraco desempenho conta corrente da mesma forma que 2011, o que será equivalente a 2,4% dodas vendas externas de manufaturados, impulsiona as importações. O déficit em PIB em dólares.que não deverá mostrar melhora significa- conta corrente alcançou US$ 51 bilhõestiva. A CNI mantém a previsão de US$ 250 no acumulado em 12 meses até maio. Outro fator de grande importância é obilhões para as exportações em 2011. investimento estrangeiro direto (IED), O crescimento do déficit reflete a piora que acelerou fortemente nos últimosAs importações, por sua vez, deverão na conta de serviços e rendas, cujo meses e permanece como a maior fontemanter o crescimento observado no déficit aumentou 25,6% na comparação de financiamento do déficit em transa-primeiro semestre. A importação de bens entre os primeiros cinco meses de 2011 ções correntes. Nos últimos 12 meses,de consumo deverá manter o ritmo de e 2010. Destacam-se os maiores saldos o IED acumulado é de US$ 64,1 bilhões,crescimento, uma vez que o consumo das negativos nas remessas de lucros e ante US$ 26,0 bilhões no acumuladofamílias deverá manter-se forte. As impor- dividendos, viagens internacionais e até maio de 2010. 11
  12. 12. Ano 27, n. 02, abril/junho de 2011 perspectivas da economia brasileira 2011 2011 2009 2010 projeção anterior projeção março/11 Atividade econômica PIB -0,6% 7,5% 3,5% 3,8% (variação anual) PIB industrial -6,4% 10,1% 2,8% 3,2% (variação anual) Consumo das famílias 4,2% 7,0% 4,5% 4,5% (variação anual) Formação bruta de capital fixo -10,3% 21,9% 9,0% 8,5% (variação anual) Taxa de Desemprego 7,9% 6,7% 6,0% 5,9% (média anual - % da PEA) Inflação Inflação 4,3% 5,9% 6,0% 6,0% (IPCA - variação anual) Taxa de juros Taxa nominal de juros (taxa média do ano) 10,13% 9,90% 12,13% 12,07% (fim do ano) 8,75% 10,75% 12,50% 12,50% Taxa real de juros 5,0% 4,6% 5,4% 5,2% (taxa média anual e defl: IPCA) Contas públicas* Déficit público nominal 3,34% 2,55% 3,05% 3,20% (% do PIB) Superávit público primário 2,03% 2,80% 2,70% 2,70% (% do PIB) Dívida pública líquida 42,8% 40,2% 39,9% 39,5% (% do PIB) Taxa de câmbio Taxa nominal de câmbio - R$/US$ (média de dezembro) 1,75 1,69 1,63 1,56 (média do ano) 1,99 1,76 1,63 1,59 Setor externo Exportações 153,0 201,9 250,0 250,0 (US$ bilhões) Importações 127,6 181,6 230,0 230,0 (US$ bilhões) Saldo comercial 25,4 20,3 20,0 20,0 (US$ bilhões) Saldo em conta corrente -24,3 -47,5 -57,0 -61,0 (US$ bilhões) * Não inclui as empresas dos Grupos Petrobras e EletrobrasINFORME CONJUNTURAL | Publicação trimestral da Confederação Nacional da Indústria - CNI | Unidade de Política Econômica - PEC | Gerente-executivo:Flávio Castelo Branco | Equipe técnica: Danilo César Cascaldi Garcia, Isabel Mendes de Faria Marques, Marcelo de Ávila, Marcelo Souza Azevedo eMário Sérgio Carraro Telles | Informações técnicas: (61) 3317-9468 | Supervisão gráfica: Núcleo de Editoração| Impressão e acabamento: ReprografiaSistema Indústria | Normalização bibliográfica: Área Compartilhada de Informação e Documentação - ACIND | Assinaturas: Serviço de Atentimento ao ClienteSAC: (61) 3317-9989 - sac@cni.org.br | SBN Quadra 01 Bloco C Ed. Roberto Simonsen Brasília, DF - CEP: 70040-903 www.cni.org.br.Autorizada a reprodução desde que citada a fonte. Documento elaborado em 22 de julho de 2011.

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