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Indicador de Custos Industriais | Outubro/Dezembro 2013 | Divulgação 13/03/2014
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Indicador de Custos Industriais | Outubro/Dezembro 2013 | Divulgação 13/03/2014

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  • 1. Custos industriais crescem a um ritmo menor em 2013 O Indicador de Custos Industriais cresceu 4,1% em 2013, porém o ritmo é mais lento que o observado nos dois anos anteriores. Contribuiu para esse resultado o menor ritmo de crescimento do custo de produção, que caiu de 8,4% para 6,0%, em razão da redução dos custos com energia e do menor crescimento dos demais custos, sobretudo, dos custos com pessoal e com produtos intermediários importados. Com menor intensidade, o custo de capital de giro cresceu 0,4%, enquanto o custo tributário caiu 0,6%. No último trimestre de 2013, os custos industriais cresceram a uma taxa menor que a registrada no terceiro trimestre. Essa perda no ritmo de crescimento deveu-se, sobretudo, ao custo com produtos intermediários, cuja taxa caiu de 4,7% para 2,1%. Revertendo a tendência de queda, o custo com energia cresceu 1,2%. O preço dos produtos manufaturados, comparando as médias de 2012 e 2013, cresceu acima dos custos industriais (alta de 6,0%), indicando recuperação da margem de lucro da indústria. A competitividade da indústria voltou a melhorar em 2013. Os preços, em reais, dos manufaturados importados pelo Brasil e dos manufaturados comercializados no mercado dos Estados Unidos, puxados pela desvalorização do real, cresceram acima dos custos (9,8% e 10,8%, respectivamente). INDICADOR DE CUSTOS INDUSTRIAIS Ano 2 Número 4 outubro/dezembro de 2013 www.cni.org.br Informativo da Confederação Nacional da Indústria Indicadores variação no 4° trimestre 2013 frente ao 3° trimestre 2013 Dessazonalizado Indicador de custos industriais 1,9% Custo de produção 1,9% Custo de capital de giro 4,2% Custo tributário 1,6% Indicador de custos industriais Dessazonalizado - Base: Média de 2006 = 100 80 90 100 110 120 130 140 I II III IV I II III IV I II III IV I II III IV I II III IV I II III IV I II III IV I II 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 III IV ISSN 2317-7039
  • 2. 2 Ano 2, n. 4, outubro/dezembro de 2013 Indicador de Custos Industriais Em 2013, o custo de produção se elevou em 6,0%, na comparação com 2012. Esse é o menor aumento observado nos três últimos anos. Contribuiu para esse resultado a redução de 9,1% do custo com energia, particularmente, o custo com energia elétrica (queda de 13,5%). O óleo combustível, outro componente do custo com energia, teve um crescimento de 7,1%. O custo com bens intermediários em 2013 cresceu menos que em 2012 (6,4% contra 7,9%, respectivamente), pois o aumento do custo com intermediários importados foi bem menor (7,8% contra 16,2%). O movimento desse indicador refletiu, principalmente, o comportamento da taxa de câmbio que apresentou uma menor elevação entre 2012 e 2013. A taxa de crescimento do custo com intermediários nacionais permaneceu praticamente estável (6,2% contra 6,8%). A taxa de crescimento do custo com pessoal (7,5%), ainda que elevada, foi a menor desde 2010. Na comparação entre o terceiro e o quarto trimestre de 2013, o custo com pessoal aumentou 1,5%, após o ajuste sazonal, mantendo a trajetória de crescimento desse custo observada desde 2006, ano inicial da série. No último trimestre de 2013, apenas o componente custo com energia cresceu (1,2%), revertendo a tendência de queda iniciada no primeiro trimestre. O resultado foi puxado pelo custo com energia elétrica, que cresceu 1,3%, na comparação com o terceiro trimestre. A taxa de crescimento do custo com bens intermediários caiu (de 4,7% para 2,1%), puxada pela queda de 0,8% do custo com produtos intermediários importados. Custo de produção Custo de produção e custo com pessoal Dessazonalizados - Base: Média de 2006 = 100 Custo de produção e custo com bens intermediários Base: Média de 2006 = 100 Custo de produção e custo com energia Dessazonalizados - Base: Média de 2006 = 100 80 90 100 110 120 130 140 150 160 170 180 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 Custo de produção Custo com energia 80 90 100 110 120 130 140 150 160 170 180 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 Custo de produção Custo com pessoal 80 90 100 110 120 130 140 150 160 170 180 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 Custo de produção* Custo com bens intermediários * Dessazonalizado
  • 3. 3 Ano 2, n. 4, outubro/dezembro de 2013 Indicador de Custos Industriais O custo de capital de giro manteve a trajetória de alta iniciada no primeiro trimestre de 2013. Entre o terceiro e o quarto trimestre, registra-se um aumen- to de 4,2%. Deve-se observar que o crescimento se deu em ritmo mais lento que o observado no trimes- tre anterior, quando a taxa foi de 13,0%. O indicador médio no fim de 2013 (na comparação com a média de 2012) apresentou alta de 0,4%. O resultado está relacionado à política de juros do go- verno. De abril de 2013 até fevereiro desse ano, a taxa básica de juros, a Selic, subiu 3,5 pontos. O custo tributário cresceu pelo segundo trimestre consecutivo. Na comparação entre o terceiro e o quarto trimestre de 2013, houve aumento de 1,6%. O crescimento foi puxado pelo ICMS. IPI e Contri- buição previdenciária mantiveram-se praticamente estáveis. Apesar dos aumentos observados nos últimos dois trimestres do ano, na média de 2013 o custo com tri- butos recuou 0,6% na comparação com 2012. Esse foi o primeiro recuo desde 2009. Indicador de custos industriais Custo de capital de giro Custo tributário Custo de capital de giro Base: Média de 2006 = 100 Custo tributário Dessazonalizado - Base: Média de 2006 = 100 50 60 70 80 90 100 110 120 130 140 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 50 60 70 80 90 100 110 120 130 140 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 INDICADOR PERÍODO Variação percentual dos indicadores médios com relação ao ano anterior (%) Variação percentual com relação ao trimestre imediatamente anterior (%)* 2010 2011 2012 2013 2013 - I 2013 - II 2013 - III 2013 - IV Indicador de custos industriais 2,4 6,4 6,5 4,1 -0,1 -0,1 3,8 1,9 Custo de produção 3,6 6,6 8,4 6,0 -0,3 0,2 3,8 1,9 Custo com pessoal 5,4 10,5 11,0 7,5 1,3 2,2 1,4 1,5 Custo com bens intermediários 3,1 5,7 7,9 6,4 -0,4 -0,1 4,7 2,1 Intermediários nacionais 5,5 5,4 6,8 6,2 0,0 -0,8 4,4 2,6 Intermediários importados -11,5 7,3 16,2 7,8 -2,9 4,7 6,4 -0,8 Custo com energia 5,1 5,2 4,5 -9,1 -6,9 -5,3 0,0 1,2 Energia elétrica 1,9 5,3 4,7 -13,5 -9,6 -7,1 0,0 1,3 Óleo combustível 18,4 4,7 3,9 7,1 2,6 0,5 0,1 0,6 Custo de capital de giro -7,8 3,0 -21,9 0,4 3,7 2,5 13,0 4,2 Custo tributário 0,9 6,3 5,4 -0,6 -0,1 -1,4 2,8 1,6 * Após ajuste sazonal
  • 4. Ano 2, n. 4, outubro/dezembro de 2013 Indicador de Custos Industriais Efeito sobre a lucratividade e a competitividade O crescimento dos preços dos manufaturados no quarto trimestre de 2013, de 2,1%, voltou a superar, ainda que ligeiramente, o crescimento dos custos industriais de 1,9%. Na comparação anual, a diferença nas taxas de crescimento foi significativa. Com um aumento de 6,0%, os preços industriais superaram o crescimento dos custos em 1,9 ponto percentual. Isso sugere que, em 2013, a indústria foi capaz de recuperar parte da redução da margem de lucro da indústria ocorrida em 2011 e 2012. A competitividade da indústria brasileira em 2013 evoluiu positivamente, mas o impacto da desvalorização da taxa de câmbio foi menor que em 2012. Os preços, em reais, dos manufaturados importados pelo Brasil cresceram 9,8% (contra 16,9% em 2012) e dos manufaturados comercializados no mercado norte- americano 10,8% (contra 19,2%). Em ambos os casos, os custos industriais cresceram abaixo da taxa de crescimento dos preços internacionais. Deve-se observar que no último trimestre de 2013, houve perda de competitividade. Na comparação com o terceiro trimestre, verificou-se queda de 0,5% nos preços, em reais, dos produtos manufaturados importados e de 1,2% nos preços, em reais, dos manufaturados nos Estados Unidos, enquanto os custos industriais cresceram 1,9%. Com o menor ritmo de elevação da taxa de câmbio em 2013, o efeito sobre a competitividade da indústria foi limitado. O resultado mostra a importância da manutenção das políticas pró-competitividade (desonerações, concessões), contribuindo para melhorar as expectativas e estimular os investimentos. Custos industriais e preços domésticos dos manufaturados Base: Média de 2006 = 100 Custos industriais e preços dos manufaturados importados, em reais Base: Média de 2006 = 100 Custos industriais e preços nos EUA dos manufaturados, em reais Base: Média de 2006 = 100 INDICADOR DE CUSTOS INDUSTRIAIS | Publicação Mensal ou Trimestral da Confederação Nacional da Indústria - CNI | www.cni.org.br | Diretoria de Políticas e Estratégia - DIRPE | Gerência Executiva de Pesquisa e Competitividade - GPC | Gerente-executivo: Renato da Fonseca | Equipe: Fábio Guerra e Samantha Cunha Informações técnicas: (61) 3317-9472 - Fax: (61) 3317-9456 - email: indicadordecustosindustriais@cni.org.br | Supervisão Gráfica: Núcleo de Editoração CNI Assinaturas: Serviço de Atendimento ao Cliente - Fone: (61) 3317-9992 - email: sac@cni.org.br. Autorizada a reprodução desde que citada a fonte. Documento divulgado em 11 de março de 2014 80 90 100 110 120 130 140 150 Custos Industriais* Preços dos manuf. importados 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 80 90 100 110 120 130 140 150 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 Custos Industriais* Preços domésticos dos manuf. 80 90 100 110 120 130 140 150 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 Custos Industriais* Preços nos EUA dos manuf. *Dessazonalizado *Dessazonalizado *Dessazonalizado