Novidades Legislativas Nº80 | 31/10/2013

  • 128 views
Uploaded on

Senado realiza debates sobre os projetos que normatizam o uso da mediação e da arbitragem para solução de conflitos.

Senado realiza debates sobre os projetos que normatizam o uso da mediação e da arbitragem para solução de conflitos.

  • Full Name Full Name Comment goes here.
    Are you sure you want to
    Your message goes here
    Be the first to comment
    Be the first to like this
No Downloads

Views

Total Views
128
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
0

Actions

Shares
Downloads
0
Comments
0
Likes
0

Embeds 0

No embeds

Report content

Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
    No notes for slide

Transcript

  • 1. Ano 16 • Número 80 • 31 de outubro de 2013 • www.cni.org.br Nesta Edição:  Senado realiza debates sobre os projetos que normatizam o uso da mediação e da arbitragem para solução de conflitos. de junho de 2011 • www.cni.org.br Senado realiza debates sobre os projetos que normatizam o uso da mediação e da arbitragem para solução de conflitos. A Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal realizou duas audiências públicas para instruir o PLS 517/11, que institui e disciplina o uso da mediação como instrumento para prevenção e solução consensual de conflitos; o PLS 405/13, que dispõe sobre a mediação extrajudicial; e o PLS 406/13, que amplia o âmbito de aplicação da arbitragem. Participaram do primeiro debate: Flavio Crocce Caetano, representante do Ministro de Estado da Justiça; Luís Inácio Lucena Adams, Advogado-Geral da União; Luiz Felipe Salomão, Ministro do Superior Tribunal de Justiça; e Aldir Passarinho Júnior, Ex-Ministro do Superior Tribunal de Justiça. O Advogado Geral da União defendeu que o processo de mediação é essencial para diminuir o número de litígios no país. Referiu que parte do problema do grande número de demandas judiciais decorre do pouco custo para litigar, já que o Estado sustenta a maior parte das despesas. Adams ponderou, também, que a mediação tem melhores chances de se desenvolver nas demandas que envolvem o setor público, haja vista que para o particular ainda é mais barato resistir à pretensão do que participar de um acordo. Como forma de induzir a mediação no setor público defendeu a necessidade de se criar uma rede de proteção aos conciliadores e a disponibilização de servidores do Poder Executivo para atuar em conjunto com o poder Judiciário. Sugeriu, ao final, que se poderia prever ainda, a necessidade da tentativa de forma autocompositiva do conflito antes do ajuizamento de ações. O Ministro Luis Felipe Salomão apresentou números do CNJ para demonstrar a enorme judicialização dos conflitos no país. Somente em 2012 foram 28,2 milhões de feitos distribuídos em toda a justiça brasileira. Defendeu que as alterações propostas pela Comissão de Juristas à lei de arbitragem foram pontuais e visam promover o aprimoramento e modernização de uma legislação que vem dando certo. Como principais mudanças podem ser destacadas: (i) tornar efetiva a possibilidade de a administração pública ser parte nos processos de arbitragem; (ii) utilização para dirimir conflitos societários; (iii) arbitragem em relações consumeristas, desde que o consumidor seja o gatilho; (iv) arbitragem nas relações trabalhistas, apenas para cargos de diretoria; e (v) possibilidade de escolha de árbitros, garantido o controle pelas câmaras arbitrais. O Ministro Aldir Passarinho relatou que a arbitragem é eficaz principalmente para as empresas porque mais rápida, especializada e sigilosa. Advertiu, porém, que o instituto da arbitragem não pode ser visto como um remédio para minimizar o grande número de feitos hoje distribuídos na justiça. Confederação Nacional da Indústria
  • 2. Flávio Crocce Caetano, do Ministério da Justiça, defendeu a necessidade de promoção da cultura do “não litígio” no Brasil, destacando as ações promovidas pelo Ministério: (i) marco legal da mediação, apresentado pelo senador José Pimentel - PLS 434/2013; (ii) desenvolvimento de políticas públicas que insiram as formas autocompositivas de solução de conflitos nos cursos e concursos das carreiras jurídicas; e (iii) ações educativas. No segundo dia de debates, participaram: o advogado Sérgio Murilo Campinho, representante da CNI; a juíza Trícia Navarro Xavier Cabral; o promotor de Justiça Humberto Dalla Bernardina de Pinho; a advogada Gabriela Ourivio Assmar e a professora livre-docente da Universidade de São Paulo Maristela Basso. Todos os palestrantes foram unanimes em reconhecer os avanços promovidos nos projetos discutidos. O representante da CNI, Dr. Sérgio Campinho, demonstrou que as propostas apresentam avanços que são bem vindos para o setor industrial, principalmente no que diz respeito à possibilidade de se estender as formas autocompositivas de conflito para as pequenas e médias empresas, que teriam um ganho econômico sem a judicialização de seus conflitos. Dr. Campinho apresentou ainda duas sugestões de aprimoramento ao texto do PLS 405/2013, no que diz respeito a necessidade de estar expressa na lei a obrigatoriedade de sigilo por parte dos mediadores e seus assessores e também, a previsão de que qualquer das partes pode requerer, individualmente, a conversão do título extrajudicial em judicial, após o termo final da mediação. Após os debates, o senador Vital do Rêgo (PMDB/PB), relator da matéria, asseverou que pretende até o final do ano apresentar seu parecer. NOVIDADES LEGISLATIVAS | Publicação Semanal da Confederação Nacional da Indústria - Unidade de Assuntos Legislativos - CNI/COAL | Gerente Executivo: Vladson Bahia Menezes | Coordenação Técnica: Pedro Aloysio Kloeckner | Informações técnicas e obtenção de cópias dos documentos mencionados: (61) 3317.9332 Fax: (61) 3317.9330 paloysio@cni.org.br | Assinaturas: Serviço de Atendimento ao Cliente (61) 3317.9989/9993 Fax: (61) 3317.9994 sac@cni.org.br | Setor Bancário Norte Quadra 1 Bloco C Edifício Roberto Simonsen CEP 70040903 Brasília, DF (61) 3317.9001 Fax: (61) 3317.9994 www.cni.org.br | Autorizada a reprodução desde que citada a fonte. NOVIDADES LEGISLATIVAS Ano 16 – nº 80 de 31 de outubro de 2013 2