Sondagem Especial | Produtividade 12/2013 | Divulgação 04/12/2013

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A produtividade aumentou em 64% das indústrias de transformação e extrativa brasileiras. No entanto, apenas 7% das empresas consideram que são mais produtivas do que as concorrentes estrangeiras. As …

A produtividade aumentou em 64% das indústrias de transformação e extrativa brasileiras. No entanto, apenas 7% das empresas consideram que são mais produtivas do que as concorrentes estrangeiras. As conclusões são da Sondagem Especial Produtividade, que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulga nesta quarta-feira, 4 de dezembro. A pesquisa mostra a percepção dos empresários da indústria extrativa e de transformação sobre a produtividade nos últimos cinco anos.

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  • 1. SONDAGEM ESPECIAL INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO E EXTRATIVA ISSN 2317-7330 Ano 3 Número 3 dezembro de 2013 www.cni.org.br PRODUTIVIDADE Qualidade da mão de obra é o principal entrave ao aumento da produtividade 64% dos empresários afirmam que a produtividade de sua empresa cresceu nos últimos cinco anos 53% dos empresários consideram que o método de gestão adotado afeta a produtividade positivamente 7% acreditam que sua empresa é mais produtiva que suas concorrentes estrangeiras 53% consideram que qualidade da mão de obra afeta negativamente a produtividade das empresas Comparação da produtividade da empresa em relação às suas concorrentes estrangeiras Percentual de respostas (%) 7 12 Mais produtiva Similar 53 Menos produtiva 28 NR Resultados gerais, por porte e por setor, disponíveis em: www.cni.org.br Perfil da amostra: 2.002 empresas, sendo 792 pequenas, 716 médias e 494 grandes. Período de coleta: De 1º a 11 de outubro de 2013.
  • 2. Sondagem Especial Indústria de Transformação e Extrativa Ano 3, n.3, dezembro de 2013 MONITORAMENTO DA PRODUTIVIDADE É PRÁTICA COMUM NA MAIORIA DAS EMPRESAS Do total das empresas consultadas, 67% afirmam que têm o costume de avaliar a evolução de sua produtividade por meio de indicadores quantitativos. Esse percentual é crescente de acordo com o porte da empresa: pequeno (56%), médio (68%) e grande (84%). Na avaliação por setor, quatro segmentos se destacam pelo elevado número de respostas que indicam o acompanhamento frequente e mensurável da sua produtividade: Papel e celulose (76%), Borracha (76%), Plástico (78%) e Têxtil (77%). Acompanhamento da produtividade, por porte Em percentual de respostas (%) 12 12 16 6 10 20 21 28 84 68 67 56 Total Pequeno Sim Médio Não 2 NR Grande
  • 3. Sondagem Especial Indústria de Transformação e Extrativa Ano 3, n.3, dezembro de 2013 CERCA DE DOIS TERÇOS DAS EMPRESAS AVALIAM QUE SUA PRODUTVIDADE CRESCEU NOS ÚLTIMOS CINCO ANOS Quando perguntadas de que forma a sua produtividade evoluiu nos últimos cinco anos, 10% das empresas responderam que cresceu muito, 54% afirmaram que cresceu, 14% disseram que ficou inalterada, 14% sinalizaram que caiu, 2% marcaram a opção caiu muito e 7% não responderam. Considerando-se somente as empresas que dizem acompanhar sua produtividade por meio de indicadores quantitativos, a frequência relativa de respostas que sinalizam crescimento da produtividade sobe para 69%. Entre aquelas que afirmam não monitorar a produtividade, esse percentual cai para 57%. Na desagregação por porte, nota-se que as empresas de grande porte apresentam maior percentual de respostas positivas (69%) – produtividade cresceu ou cresceu muito nos últimos cinco anos – em relação às empresas de médio (65%) e pequeno (59%) portes, ainda que a diferença não seja muito expressiva. Entre os setores, o destaque positivo – crescimento da produtividade – fica por conta de Derivados de petróleo (88% das empresas responderam que sua produtividade cresceu ou cresceu muito nos últimos cinco anos), Farmacêutico (78%), Alimentos (70%) e Extração de minerais não metálicos (76%). Na direção oposta, os setores que apresentaram o maior percentual de respostas negativas, isto é, queda da sua produtividade são: Madeira (26% das empresas disseram que sua produtividade caiu ou caiu muito nos últimos cinco anos), Têxtil (25%), Vestuário (23%), Calçados (23%) e Veículos automotores (23%). Variação da produtividade das empresas nos últimos cinco anos, por porte Em percentual de respostas (%) 3
  • 4. Sondagem Especial Indústria de Transformação e Extrativa Ano 3, n.3, dezembro de 2013 NA COMPARAÇÃO COM SUAS CONCORRENTES NACIONAIS, QUASE METADE DAS EMPRESAS SE ENXERGAM EM CONDIÇÃO DE IGUALDADE QUANTO À PRODUTIVIDADE Ao se compararem com suas concorrentes nacionais, 2% das empresas entendem que são muito mais produtivas, 19% se avaliam como mais produtivas, 46% acreditam que estão em condição similar, 12% e 1% entendem que são menos e muito menos produtivas, respectivamente, e 21% não responderam. Quando separadas as empresas que afirmam monitorar sua produtividade daquelas que dizem não monitorá-la, observa-se no primeiro grupo que 25% das respondentes classificam-se como mais ou muito mais produtivas que suas concorrentes nacionais. Já no segundo grupo, esse percentual cai para 11%. Embora a diferença entre os portes das empresas não seja tão significativa, cabe destacar que o percentual de respostas positivas – mais e muito mais produtiva – cresce conforme o tamanho das empresas: pequeno (17%), médio (22%) e grande (25%). Comparação da produtividade da empresa em relação às suas concorrentes nacionais, por porte Em percentual de respostas (%) 4
  • 5. Sondagem Especial Indústria de Transformação e Extrativa Ano 3, n.3, dezembro de 2013 APENAS 7% DAS EMPRESAS SE AVALIAM COMO MAIS PRODUTIVAS QUE SUAS CONCORRENTES ESTRANGEIRAS Cerca de 19% das empresas se classificam como pelo menos tão produtivas quanto às suas concorrentes estrangeiras – soma de mais produtiva, muito mais produtiva e similar. Entre aquelas que responderam de forma positiva, 6% entendem que são mais produtivas e 1% é muito mais produtiva. No sentido contrário, 20% sinalizaram a opção menos produtiva, enquanto 8% responderam ser muito menos produtivas que suas concorrentes estrangeiras. Cabe ainda ressaltar o elevado percentual de não respostas para essa pergunta (53%). Na análise exclusiva das empresas que informaram acompanhar sua produtividade por meio de indicadores quantitativos, o percentual de não respondentes diminui, mas ainda continua elevado, 46%. Para esse mesmo grupo, 8% acreditam que são mais ou muito mais produtivas que suas concorrentes estrangeiras. Entre as empresas que não monitoram sua produtividade, 62% não responderam a essa questão, e somente 4% acreditam que são mais produtivas. Ao se comparar os resultados entre os portes, nota-se que 30% das grandes empresas consideram que sua produtividade é maior ou igual à produtividade das suas concorrentes estrangeiras. Para as pequenas e médias empresas esse percentual cai para: 13% e 18%, respectivamente. Outro resultado que chama a atenção é o menor percentual de não respostas entre as empresas de grande porte (38%) em relação às pequenas (63%) e médias (51%). Comparação da produtividade da empresa em relação às suas concorrentes estrangeiras, por porte Em percentual de respostas (%) 5
  • 6. Sondagem Especial Indústria de Transformação e Extrativa Ano 3, n.3, dezembro de 2013 Também é possível observar resultados distintos quando são contrapostas as empresas exportadoras com as não exportadoras. Entre as primeiras, 30% acreditam ser pelo menos tão produtivas – soma de mais produtiva, muito mais produtiva e similar – quanto às suas concorrentes estrangeiras. No segundo grupo, esse percentual cai para 13%. Em avaliação análoga, alguns setores destacam-se pelo percentual de empresas que responderam ser no mínimo igualmente produtivas como suas concorrentes estrangeiras: Extração de minerais metálicos (39% das empresas entendem que são mais produtivas, muito mais produtivas ou similares às suas concorrentes estrangeiras), Máquinas, aparelhos e materiais elétricos (38%), Biocombustíveis (33%), Outros equipamentos de transporte (33%) e Farmacêuticos (31%). QUALIDADE DA MÃO DE OBRA E INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTE SÃO OS FATORES QUE MAIS PREJUDICARAM A PRODUTIVIDADE O “método de gestão” e a “qualidade e atualização tecnológica dos equipamentos da empresa” foram os fatores que mais contribuíram com o crescimento da produtividade das empresas industriais nos últimos cinco, considerando dez fatores relacionado ao processo produtivo ou à logística. A “qualidade da mão de obra” e a “infraestrutura de transporte” foram os que mais afetaram negativamente. Para 53% dos empresários o “método de gestão” contribuiu positivamente para a evolução da produtividade de sua empresa nos últimos cinco anos. Para 7% o efeito foi negativo e para 35% esse item não afetou a produtividade. Para facilitar a leitura dos resultados, esses percentuais são consolidados em um indicador de difusão no valor de 71 pontos. O indicador varia de 0 a 100 e valores acima de 50 pontos refletem efeito líquido positivo sobre a produtividade. No caso do fator “atualização tecnológica dos equipamentos” o indicador é de 70 pontos. Em seguida tem-se “serviços utilizados pela empresa” com 63 pontos. Com indicadores abaixo de 50 pontos, ou seja, com efeito líquido negativo, têm-se “qualidade da mão de obra” (com indicador de 34 pontos), “infraestrutura de transporte” (36), “qualidade dos serviços de telecomunicações” (44) e “qualidade do fornecimento de energia” (45). 6
  • 7. Sondagem Especial Indústria de Transformação e Extrativa Ano 3, n.3, dezembro de 2013 Fatores que afetaram a produtividade das empresas nos últimos cinco anos Indicador de 0 a 100* Método de gestão 71 Qualid. e atualização tecnol. dos equip. 70 Serviços utilizados pela empresa 63 Escala/volume de produção 57 Qualid. dos insumos e matérias-primas 56 Desempenho dos fornecedores 54 Qualidade do fornecimento de energia 45 Qualidade dos serviços de telecom. Infraestrutura de transporte Qualidade da mão de obra 44 36 34 50 *Valores acima dos 50 pontos indicam que o fator avaliado pelas empresas impactou a sua produtividade positivamente, nos últimos cinco anos. Valores inferiores a 50 pontos sinalizam que o fator analisado impactou a sua produtividade negativamente, também nos últimos cinco anos. SONDAGEM ESPECIAL INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO E EXTRATIVA | Publicação da Confederação Nacional da Indústria - CNI | Gerência Executiva de Política Econômica | Gerente executivo: Flávio Castelo Branco | Gerência Executiva de Pesquisa e Competitividade | Gerente executivo: Renato da Fonseca Equipe técnica: Fábio Bandeira Guerra e Roxana Maria Rossy Campos | Informações técnicas: (61) 3317-9472 Fax: (61) 3317.9456 sond.industrial@cni.org.br Supervisão gráfica: DIRCOM |Normalização bibliográfica: ASCORP/GEDIN | Assinaturas: Serviço de Atendimento ao Cliente - SAC: (61) 3317-9989 sac@cni.org.br SBN Quadra 01 Bloco C Ed. Roberto Simonsen - Brasília, DF CEP: 70040-903 |www.cni.org.br Autorizada a reprodução desde que citada a fonte.