Dignidade E Diversidade Sexual Humana

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  • + CJTuparetama CJTuparetama 9 months ago
    Os autores ( José Baptista de Mello Neto & Michelle Barbosa Agnoleti) do texto original, adaptado por nós para o slide atual, são citados no trabalho. Não se trata de plágio ou omissão.
    -
    O slide tem objetivo e finalidade meramente educativa, não comercial nem promocional. Pedimos desculpas se os citados autores se sentiram 'lesados' ou incomodados pela utilização de parte de seus textos no slide.
    -
    Entendemos que todos os slides postados no slideshare com intuito de ajudar a esclarecer, educar e informar ( sobretudo quanto à questão sexual e sexo seguro) são de uso e citação livre, DESDE QUE INFORMADAS AS FONTES, como fizemos. Em nenhum trecho do slide original havia a exigência de solicitar AUTORIZAÇÃO dos autores para adaptação,
    -
    Como pessoa RESPONSÁVEL, coloco-me à inteira disposição dos interessados/incomodados/lesados para quaisquer entendimentos que se fizerem necessários.
    TÁRCIO OLIVEIRA
    tarcio.j@hotmail.com
    -
  • + guestff950cd guestff950cd 10 months ago
    As pessoas que são (ir)responsáveis por essa 'adaptação deveriam ter o mínimo de senso ético para, antes de 'adaptarem' o texto e o slide show, procurarem obter autorização para tanto junto aos autores e a Rede Brasil de Educação em Direitos Humanos.

    Em momento algum nos foi feita qualquer consulta e/ou solicitação de uso, no mais absoluto desrespeito aos direitos autorais.

    José Baptista de Mello Neto & Michelle Barbosa Agnoleti - Autores.
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Dignidade E Diversidade Sexual Humana - Presentation Transcript

  1. DIGNIDADE SEXUAL E DIVERSIDADE HUMANA cidadania e respeito para lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBTT)
  2. Educação para a diversidade
    • conhecimento compreensão respeito tolerância
    • Um longo caminho a percorrer...
  3. Sexualidade
    • A sexualidade é um aspecto central do ser humano durante sua vida
  4. Sexualidade
    • A sexualidade é vivenciada e expressa em pensamentos, fantasias, desejos, crenças, atitudes, valores, comportamentos, práticas, papéis e relações.
  5. Sexualidade
    • A sexualidade é influenciada pela interação de fatores biológicos, psicológicos, sociais, econômicos, políticos, culturais, éticos,legais, históricos, religiosos e espirituais.
  6. Dever de todos nós
    • Reconhecer a importância da sexualidade e direitos sexuais na vida das pessoas.
    • Reconhecer que a sexualidade é mais do que uma questão de saúde e violência.
    • Identificar as interconexões com o bem-estar e o mal-estar, riqueza e pobreza, integração e marginalização, e a importância da sexualidade nas lutas políticas.
  7. Nossa sexualidade
    • A sexualidade humana se manifesta por meio de padrões culturais historicamente determinados.
    • No Brasil, ela é marcada por antagonismos e concilia valores morais como a virgindade e a castidade, indo até à exaltação da sensualidade carnavalesca.
    • Práticas, condutas e procedimentos da sexualidade, são tão variadas quanto os desejos humanos.
    http://blog.pucp.edu.pe Definir é limitar
  8. Refletindo sobre Identidade sexual
    • As pessoas podem ser bi/hetero/ homorientadas;
    • Auto-definição de identidade-> fator mais importante não é o desejo, mas as transformações que as pessoas inscrevem em suas imagens;
    • Cotidianamente é negada a legitimidade ao processo de (des)(re)construção e ressignificação de gêneros e desejos.
    • Quando se foge das “normas” heteronormativas de gênero/sexo/ desejo -> surgem pretextos para a exclusão, a intolerância e a violência.
  9. Família:
    • Exclui a diversidade quando classifica comportamentos e desejos como coisas de meninos/coisas de meninas.
  10. Incompreensão na família
    • Sexualidade (em desenvolvimento)-> duramente reprimida;
    • Culpas/acusações são trocadas entre pais atônitos/confusos/
    • despreparados para lidar com uma questão tão delicada (muitas vezes, enveredam por um caminho de negação e de rejeição);
  11. Incompreensão na família
    • outros partem para o convencimento pela imposição de argumentos calcados no senso comum ;
    • há os que buscam a cura em clínicas psiquiátricas e/ou em instituições religiosas.
  12. Incompreensão na família
    • Sendo mal-sucedidos tais intentos, há os que partem para a desqualificação moral, castigos físicos e até mesmo a expulsão, isso quando a saída do lar já não é empreendida antes, como busca da liberdade e fuga da repressão.
  13. Incompreensão na família
    • O sofrimento é intenso, e há mesmo aqueles que apelam para saídas mais drásticas, como a auto-mutilação e o suicídio.
  14. Escola
    • Muitas vezes reflete e reproduz preconceitos;
    • Diferencia coisas de meninos e coisas de meninas -> passa da esfera do privado à do público -> qualquer transgressão a essa ordem provoca uma reação coletiva (em geral negativa);
  15. Escola
    • Professores/gestores preocupados com reputação/reclamação -> se unem no esforço para contextualizar e socializar o considerado desviante entre os indivíduos do seu sexo biológico (forma sutil ou abrupta);
  16. Escola
    • Sentimento de inadequação
    • Sensação de angústia pelo não-pertencimento
    • Reações que envolvem a prática de lesões corporais e agressões verbais
    • É comum a repressão de expressões de sexualidades, no lugar de uma política não-moralista de educação sexual.
    • Grande temor de serem responsabilizados e cobrados por incentivo à iniciação sexual precoce ou desvios de conduta.
  17. Comunidade
    • Quando a identidade de gênero começa a se esboçar divergente do sexo, há uma pressão no sentido de reduzir e sempre lembrar a condição “natural” de homem/mulher, marcada nos genitais externos, reputando tudo o que foge a isso como abjeção e ignomínia.
  18. Comunidade
    • Definição do sexo feita com base nos órgãos genitais externos.
    • Nascer com um pênis ou com uma vulva -> estar definitivamente condicionado a ser homem ou mulher (dicotomia “macho vs . fêmea”);
    • Impostos padrões comportamentais pré-estabelecidos socialmente.
  19. Comunidade
    • Daí surgem as relações de poder, por meio das quais se tenta dominar e subjugar aqueles/aquelas que fogem das regras consideradas “ naturais” , que foram socialmente impostas como sendo as “ corretas e normais” .
  20. Identidade sexual
    • É atribuída a alguém em virtude da direção de seu desejo e/ou suas condutas sexuais seja para outra pessoa do mesmo sexo (homossexualidade), do sexo oposto (heterossexualidade), ou de ambos os sexos (bissexualidade).
    • É a percepção de ser homem ou mulher que cada indivíduo tem a seu respeito.
  21. Identidade de Gênero
    • É a forma como uma pessoa se sente e se apresenta para si e para as outras pessoas enquanto masculino, feminino ou os dois, sem, que essa forma esteja necessariamente vinculada a sua genitália externa.
  22. Orientação Sexual
    • O termo “orientação sexual” é mundialmente usado para designar se esse relacionamento vai se dar com alguém do sexo oposto, do mesmo sexo, ou com pessoas de ambos os sexos. Preferimos acrescentar ao termo a palavra “afetivo” para deixar claro que esse relacionamento não é só de ordem sexual, mas também envolve o amor e o afeto. E os afetos podem ser de natureza positiva ou negativa. E também porque nem sempre afeto e sexo caminham de mãos dadas.
  23.  
  24. Dificuldades enfrentadas cotidianamente por cidadãos LGBTT
    • Casos de desrespeito e violência;
    • Situações vexatórias/olhares curiosos/brincadeiras de mau-gosto/atitudes preconceituosas;
    • Destituição de esperanças de sobrevivência digna e segura;
    • Comumente reprimidos ao assumirem uma identidade sexual fora dos padrões convencionais
    • Baixos índices de instrução causada por evasão escolar provocada pela discriminação;
    • Dificuldade de acesso ao mercado de trabalho (preconceito, pouco estudo)
    • Subempregos e atividades estigmatizantes.
  25.  
    • A existência das mais variadas formas de diversidade deve ser vista e trabalhada como própria da condição humana. Não fôssemos diversos, ainda estaríamos nas árvores.
    • É preciso reconhecer que todos somos exatamente iguais naquilo que melhor caracteriza a nossa humanidade: o raciocínio.
    • E é por meio do raciocínio, ou da capacidade de raciocinar, que nos tornamos diferentes, diversos.
    • Diferenças e/ou Diversidades são próprias da humanidade do ser, mas não podem e não devem ser compreendidas enquanto desigualdade e/ou meio para desigualar os seres humanos.
    http://www.themanitoban.com/
    • É INDISPENSÁVEL e urgente que deixemos de ser governados pela noção absurda de que só existem dois tipos possíveis de corpos (masculino e feminino), com somente dois gêneros inextricavelmente associados a eles: homem e mulher.
    • Escritório Latino-Americano da ComissãoInternacional sobre os Direitos Humanos de Gays e Lésbicas.
  26. Direitos sexuais
    • Os direitos sexuais abrangem direitos humanos já reconhecidos por leis nacionais, documentos internacionais sobre direitos humanos e outras declaraçõe. Isso inclui o direito de toda pessoa, livre de coerção, discriminação e violência, ao seguinte:
    • O mais alto padrão atingível de saúde sexual, incluindo o acesso a serviços de saúde sexual e reprodutiva;
    • Busca, recebimento e fornecimento de informações relacionadas à sexualidade;
    • Educação da sexualidade;
  27. Direitos Sexuais
    • Respeito à integridade corporal;
    • Escolha de parceiro ou parceira;
    • Decisão de ser ou não sexualmente ativo(a);
    • Relações sexuais consensuais;
    • Casamento consensual;
    • Decisão de ter ou não filhos e quando os ter;
    • Busca de uma vida sexual satisfatória, segura e prazerosa.
    • Organização Mundial da Saúde, 2004,
  28. Homofobia
    • Um conjunto de emoções negativas contra pessoas LGBTT:
    • aversão,
    • desprezo,
    • ódio,
    • desconfiança,
    • desconforto ou medo ,
    • p reconceitos, discriminação e violência
  29.  
  30. Qual é a diferença ?
    • Gays e lésbicas são pessoas que sentem atração emocional e sexual por pessoas do mesmo sexo.
    • Os bissexuais são pessoas que podem tanto apaixonar-se por alguém do sexo masculino, como por alguém do sexo feminino.
    • O termo transgênero é utilizado para descrever o grupo de pessoas que não se enquadra na forma como as definições de "homem" e "mulher" são concebidas socialmente e inclui transexuais, hemafroditas, andrógenos, travestis e transformistas.
    • Ou seja, ser gay, lésbica ou bissexual refere-se à orientação sexual do indivíduo, enquanto que ser transgênero refere-se à identidade do gênero do indivíduo.
  31. Será que sou homossexual?
    • Uma das questões mais comuns sobre a homossexualidade é de como é que se sabe que se é gay ou lésbica. Não existe uma verdadeira resposta para isso.
  32. Homossexualidade é doença?
    • A APA (American Psychiatric Association) retirou a homossexualidade do seu "Manual de Diagnóstico e Estatística de Distúrbios Mentais" (DSM) em 1973, depois de rever estudos e provas que revelavam que a homossexualidade não se enquadra nos critérios utilizados na categorização de doenças mentais. A Organização Mundial de Saúde (OMS) fez o mesmo em 1993. Psicológos e sexólogos chegaram à conclusão de que a homossexualidade é um comportamento normal normalidade.
    • Portanto homossexuais não “se curam”; as pessoas podem reprimir ou sublimar sua homossexualidade, mas permanecerão com esse direcionamento afetivo até o fim de suas vidas.
    • As pessoas não "se tornam" homossexuais, mas antes descobrem esse aspecto da sua sexualidade.
    • Para praticamente todos os homossexuais, a homossexualidade não é uma escolha.
  33. Será que é mesmo assim?
    • PERGUNTAS COMUNS SOBRE HOMOSSEXUALIDADE
    • Nas relações homossexuais um ou uma faz o papel de mulher e o outro ou a outra de homem.
    • Errado. Nas relações homossexuais os parceiros partilham indiscriminadamente os papeis consignados socialmente a ambos os sexos. Isto quer dizer que nenhum finge que é do sexo oposto.
    • Os homossexuais são mais obcecados pelo sexo .
    • Errado. Sexo é tanto ou tão pouco importante para os homossexuais como para os heterossexuais. O que notamos, na realidade, é que a diferença entre a sexualidade masculina e feminina é bastante mais significativa do que a diferença entre a sexualidade homossexual e heterossexual.
    • Os homens homossexuais são pedófilos e molestam crianças.
    • Errado. Há proporcionalmente menos homens homossexuais do que homens heterossexuais que abusam sexualmente de crianças.
    • A homossexualidade é causada por um trauma durante a infância?
    • Não. Ninguém sabe porque é que algumas pessoas são homossexuais. Há teorias diferentes que falam de hereditariedade e do ambiente. A maioria dos homossexuais não tiveram dificuldades especiais durante a sua infância.
    • Os filhos de homossexuais tornam-se homossexuais.
    • Errado. As investigações científicas que têm sido feitas mostram que estas crianças tornam-se tanto ou tão pouco homossexuais como os filhos de heterossexuais.               
    • Os homossexuais sentem-se atraídos por todos os membros do seu sexo.
    • Errado. Não é suficiente que a pessoa seja do mesmo sexo. Os homossexuais têm critérios de escolha do parceiro tão exigentes como os heterossexuais.
    • Informação positiva sobre a homossexualidade resulta em mais pessoas "se tornarem" homossexuais.
    • Errado. Informação positiva não faz com que haja mais homossexuais. Surgem sim mais pessoas com coragem para se assumir visto que a informação ajuda a diminuir os preconceitos.
    • Uma pessoa é homossexual porque não consegue relacionar-se com os membros do sexo oposto.
    • Errado. A homossexualidade não tem nada a ver com capacidades de atrair o sexo oposto. Tem sim com o fato de os homossexuais se interessarem por pessoas do mesmo sexo.
    • O exercício responsável dos direitos humanos exige que todas as pessoas respeitem os direitos das demais.
    • Para que um ser humano tenha direitos e para que possa exercer estes direitos, é indispensável que seja reconhecido e tratado como pessoa.
  34.  
  35. DIGNIDADE SEXUAL E DIVERSIDADE HUMANA: cidadania e respeito para lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBTT) Adaptado de material de José Baptista de Mello Neto 1 & Michelle Barbosa Agnoleti 2 1 Professor do Departamento de Direito Público/CCJ/UFPB e Departamento de Direito/CH/UEPB; 2 Mestranda em Direito – Área de Concentração em Direitos Humanos CCJ/UFPB.
  36.  

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