Your SlideShare is downloading. ×
DiagnóStico E Tratamento Das InfecçõEs Genito UrináRias
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×

Thanks for flagging this SlideShare!

Oops! An error has occurred.

×
Saving this for later? Get the SlideShare app to save on your phone or tablet. Read anywhere, anytime – even offline.
Text the download link to your phone
Standard text messaging rates apply

DiagnóStico E Tratamento Das InfecçõEs Genito UrináRias

26,225

Published on

Revisão do trato genito-urinário posteriormente, com as principais patologias genitais e urinárias.

Revisão do trato genito-urinário posteriormente, com as principais patologias genitais e urinárias.

Published in: Health & Medicine
0 Comments
6 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

No Downloads
Views
Total Views
26,225
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
1
Actions
Shares
0
Downloads
519
Comments
0
Likes
6
Embeds 0
No embeds

Report content
Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
No notes for slide

Transcript

  • 1. DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DAS INFECÇÕES GENITO-URINÁRIAS
  • 2. Chirlei A Ferreira
    A infecção genito-urinária em qualquer fase da vida é extremamente importante.
    Mas, durante o período gestacional, único a mulheres, se torna de tamanha gravidade pelas alterações dessa fase que pode se tornar fatal!
    Uma infecção do trato genito-urinário nunca deve ser considerado um “problema” simples a resolver.
  • 3. Chirlei A Ferreira
    EPIDEMIOLOGIA
  • 4. EPIDEMIOLOGIA
    Nos Estados Unidos a Infecção Urinária é responsável por sete milhões de consultas médicas/ano e 100 mil hospitalizações, gerando um custo de 1,6 bilhões de dólares.
    Uma em três mulheres precisará de antibioticoterapia para tratamento da Infecção Urinária até a idade de 24 anos e 40-50% de todas as mulheres terão menos um episódio dessa patologia na vida.
    Chirlei A Ferreira
  • 5. EPIDEMIOLOGIA
    A investigação epidemiológica das doenças genitais no Brasil é muito prejudicada, pois, depende de testes laboratoriais e de imagens,
    Os critérios clínicos dificultam a acurácia dos casos, uma vez que não possui sinais e sintomas patognomônicos da doença,
    Há subnotificação e os sistemas de notificação do nosso país são precários,
    Os dados apresentados são praticamente dos Estados Unidos.
    Chirlei A Ferreira
  • 6. EPIDEMIOLOGIA
    As infecções genitais podem ser causada por micoplasmas genitais, flora vaginal endógena (bactérias anaeróbicas e aeróbicas), estreptococos, Mycobacterium tuberculosis, e as doenças sexualmente transmissíveis, sendo as mais comuns, Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae (40%-60% das vezes),freqüentemente é uma infecção polimicrobiana.
    As infecções do trato urinário é originada principalmente dos enterococus.
    Chirlei A Ferreira
  • 7. Chirlei A Ferreira
    DEFINIÇÃO
  • 8. DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DAS INFECÇÕES GENITO-URINÁRIAS
    INFECÇÕES
    • GENITAIS
    • 9. UROLÓGICAS
    Chirlei A Ferreira
  • 10. DEFINIÇÃOINFECÇÃO URINÁRIA
    Década de 50
    Kass define bacteriúria significante como aquela amostra que apresenta 100.000 colônias por campo ou mais conseqüentes da coleta do jato médio da urina.
    Atualidade
    Esse conceito foi revisto para aumentar a sensibilidade e especificidade , mantendo o valor das colônias e acrescentando o antibiograma.
    Chirlei A Ferreira
  • 11. PATOGÊNESE
    Maioria das vezes a Infecção Urinária é resultado da colonização de bactérias fecais na urina que crescem em meio aeróbio,
    A presença de infecção por fungos geralmente está associado a cateteres vesicais ou pacientes imunocomprometidos com disseminação hematogênica de outros locais,
    A presença de bacteriúria em homens pela sua longa uretra é sempre considerada anormal.
    Chirlei A Ferreira
  • 12. AGENTES MAIS COMUNS
    E. Coli
    75-90% das cistites não complicadas
    Staphylococus saprophyticus
    5-15%,
    Padrão sazonal (40% em junho e agosto e quase nada em janeiro e fevereiro)
    Outros
    Klebsiella
    Enterococcus
    Proteus
    Chirlei A Ferreira
  • 13. PATOGÊNESE
    Chirlei A Ferreira
    DISFUNÇÃO DO EPITÉLIO URETELIAL (AUMENTO DA PERMEABILIDADE) E ATIVAÇÃO (LIBERAÇÃO DE NEUROTRANSMISSORES/NEUROPEPTÍDEOS
    FEED-BACK POSITIVO SOBRE AS FIBRAS DOS NERVOS AFERENTES
    ATIVAÇÃO DAS CÉLULAS INFLAMATÓRIAS
    TRANSMISSÃO ATRAVÉS DOS NERVOS ESPINHAIS AO SISTEMA NERVOSO CENTRAL
    ÓRGÃOS VISCERAIS APRESENTAM HIPERALGESIA/ALDÍNIA
    GASTROINTESTINAL
    URINÁRIA
    ASSOALHO PÉLVICO
    GINECOLÓGICO
  • 14. FATORES DE RISCO
    Mulheres sexualmente ativas,
    Grávidas,
    Idosos
    Uso de cateterismo vesical,
    Diabetes mellitus tipo II
    Esclerose múltipla
    Imunodeficiência
    História prévia de ITU
    Anormalidades do trato urinário
    Processo obstrutivo.
    Chirlei A Ferreira
  • 15. AS DOENÇAS DO TRATO URINÁRIO MAIS COMUM NAS MULHERES
    Cistite
    Pielonefrite
    Urolitíase
    Nefrolitíase
    Incontinência urinária
    Chirlei A Ferreira
  • 16. DEFINIÇÃOINFECÇÃO GENITAIS
    Chirlei A Ferreira
    PACIENTE COM QUEIXA DE CORRIMENTO VAGINAL
    FATORES DE RISCO PONTOS
    Parceiro com corrimento uretral 2
    Menor de 20 anos 1
    Mais de 1 parceiro últimos 3 meses 1
    Novo parceiro últimos 3 meses 1
    Sem parceiro fixo 1
    ANAMNESE (Determinar escore de risco
    EXAME CLÍNICO-GINECOLÓGICO
    MUCO/PUS ENDOCERVICAL , COLO FRIÁVEL OU DOR À MOBILIZAÇÃO
    DO COLO OU ESCORE DE RISCO MAIOR OU IGUAL A DOIS?
    SIM
    NÃO
    CORRIMENTO VAGINAL PRESENTE
    TRATAR GONORRÉIA
    E CLAMÍDIA
    SIM
    NÃO
  • 17. FATORES DE RISCO
    Atividade sexual precoce
    Promiscuidade
    Ectopia cervical
    Parceiro com Doenças Sexualmente Transmissíveis
    Uso de Dispositivo Intra-Uterino
    Manipulação do canal cervical ou endométrio
    Baixo nível sócio econômico
    Duchas vaginais
    Pós-parto
    Chirlei A Ferreira
  • 18. DOENÇAS GENITAIS MAIS COMUNS
    VULVO-VAGINITES
    Candidíase
    Tricomoníase
    Vaginose
    Clamídia
    Blenorragia
    Papilomavírus humano
    Outras DST
    DOENÇA INFLAMATÓRIA PÉLVICA
    Infecção polimicrobiana que possui como fator propiciador infecções como Clamídia e Gonorréia.
    Chirlei A Ferreira
  • 19. Chirlei A Ferreira
    CLASSIFICAÇÃO
  • 20. CLASSIFICAÇÃOURINÁRIAS
    • QUANTO AOS SINTOMAS
    • 21. Sintomática
    • 22. Assintomática
    • 23. QUANTO A FREQUÊNCIA:
    • 24. Esporádica
    • 25. Menos de uma infecção em seis meses ou menos de duas infecções em um ano
    • 26. Recorrente
    • 27. Duas ou mais infecções em seis meses ou mais que três em um ano.
    Chirlei A Ferreira
  • 28. INFECÇÃO URINÁRIAEM RELAÇÃO A CO-MORBIDADES
    São aquelas associadas a co-morbidades ou condições que possam prolongar o tratamento ou aumentar as chances de falha desse, como;
    Anormalidades do trato urinário,
    Cálculos,
    Uso de sondas,
    patógenos resistentes a antibioticoterapia,
    Chirlei A Ferreira
  • 29. CLASSIFICAÇÃOGENITAIS – DOENÇA INFLAMATÓRIA PÉLVICA
    Estádio I
    Salpingite aguda sem peritonite
    Estádio II
    Salpingite aguda com peritonite
    Estádio III
    Salpingite aguda com sinais de oclusão tubária ou abscesso tubovariano
    Estágio IV
    Sinais clínicos de ruptura de abscesso tubovariano (queda acentuada do estado geral, refratariedade ao tratamento clínico, febre persistente, comprovação ultrassonográfica e abscesso acima de 10 cm.
    Chirlei A Ferreira
  • 30. Chirlei A Ferreira
    PATOLOGIAS URO-GENITAIS MAIS COMUNS
  • 31. CISTITES
    Chirlei A Ferreira
  • 32. PATOFISIOLOGIACISTITES
    Colonização de bactérias com propriedades de adesão. Bactérias com fatores virulentos, tais como a E.coli hemolysin, aumentam a patogenecidade e seguem as bactérias acima
    O sistema imune do hospedeiro causa um aumento da susceptibilidade da bactéria sobre a bexiga
    O trauma sobre a mucosa da bexiga urinária devido a cálculos, traumas por cateterização e partos podem levar a erosões e hemorragias.
    Pode ocorrer retenção urinária por obstrução neurogênica, isso ocorre quando a bactéria leva ao mecanismo de defesa normal sobre a colonização da bactéria.
    CISTITE
    Chirlei A Ferreira
  • 33. PATOGÊNESECISTITES
    Uretra curta nas mulheres
    Cepas de E.coli têm fimbrias que se aderem a receptores de algumas pessoas facilitando o transporte,
    A adesão da bactéria estimula a liberação de IL-6 e IL-8 causando febre, aumento da proteína C e mobilização dos leucócitos.
    Chirlei A Ferreira
  • 34. SINAIS/SINTOMASCISTITES
    Urgência urinária,
    Sensação de queimação quando a urinar,
    Pouco conteúdo de urina em intervalos curtos de tempo = polaciúria
    Pode ocorrer hematúria
    Odor fétido urinário
    Desconforto na área pélvica
    Sensação de pressão sobre o baixo abdômen
    Febre em baixa temperatura.
    Chirlei A Ferreira
  • 35. FISIOPATOLOGIACISTITE INTERSTICIAL
    Chirlei A Ferreira
    PACIENTE COM POSSÍVEL CISTITE INTERSTICIAL
    DIÁRIO DE 24 HORAS
    HISTÓRIA
    EXAME FÍSICO
    AVALIAÇÃO COM TOQUE BIMANUAL DA BEXIGA
    ASSOCIAÇÕES COMUNS:
    ROTINA:
    -INVASIVO E PRÉ-INVASIVO: CISTOSCOPIA COM OU SEM BIÓPSIA
    - UROCULTURA
    SINTOMAS:
    CONFIRMAÇÃO:
    CISTOSCOPIA E DISTENSÃO VESICAL SOB ANESTESIA, TESTE DE SENSIBILIDADE AO POTÁSSIO
    PONTOS:
    CISTITE INTERSTICIAL
  • 45. BACTERIÚRIA ASSINTOMÁTICA
    Pacientes com bacteriúria assintomática geralmente abrigam microrganismos menos virulentos, os quais são mortos pelo próprio sistema imune,
    Estão protegidos das infecções urinárias sintomáticas, as exceções são as grávidas e pacientes com Diabetes Mellitus.
    Chirlei A Ferreira
  • 46. DIAGNÓSTICO
    TESTE E DIAGNÓSTICOS
    O exame de urina rotina comum revela a presença de leucócitos ou hemácias,
    A Urocultura demonstra a espécie de bactéria nos proporcionando o tratamento adequado
    ULTRASSONOGRAFIA
    Os exames de imagem comumente não são necessários, mas em algumas circunstâncias, pode ser útil no diagnóstico de cálculos ou outras causas potenciais.
    CISTOSCOPIA
    Avaliação da bexiga com um tubo fino associado a uma câmera que auxilia o diagnóstico, inclusive podendo ser realizado biópsia, especialmente, quando não há evidência de infecção encontrada nos exames anteriores.
    Chirlei A Ferreira
  • 47. PIELONEFRITE
    Chirlei A Ferreira
  • 48. CONCEITOEPIDEMIOLOGIA
    CONCEITO:
    Infecção do tecido e pelve renal que se originam de vários locais,
    Sua manifestação pode ser aguda ou crônica
    O processo inflamatório pelvico-calicinal geralmente é bilateral,
    Têm maior prevalência entre as mulheres que entre os homens
    INCIDÊNCIA:
    Aproximadamente 3-7 em 10.000 pessoas.
    Chirlei A Ferreira
  • 49. CLÍNICA
    PIELONEFRITE:
    • Febre;
    • 50. Calafrios;
    • 51. Dores nos flancos;
    • 52. Sintomas da cistite (podem estar ausentes)
    ETIOLOGIA
    Tipicamente causada por bactérias, mas pode resultar de infecção virótica ou fúngica,
    • A forma aguda resulta de uma infecção bacteriana oriunda de uma contaminação por manipulação uretral e a disseminação hematogênica.
    • 53. A pielonefrite crônica pode ocorrer da associação com processo obstrutivo ou refluxo devido a litíase ou a bexiga neurogênica.
    Chirlei A Ferreira
  • 54. TRATAMENTO PIELONEFRITES
    TRATAMENTO CLÍNICO
    Nitrofurantoína ou SMZ-TMP para suprimir o crescimento bacteriano,
    Monitoramento cuidadoso da função renal com ajustes da dosagem dependendo do clearence renal
    TRATAMENTO CIRÚRGICO
    Ocasionalmente a intervenção cirúrgica é necessária para evitar as possibilidades de recorrência,
    Se não há anormalidade identificada alguns estudos sugerem o uso de antibioticoterapia profilática por um período longo (90 dias)
    • Sulfametoxazol-Trimetropim (SMZ-TMP)
    Indicações de uso:
    . pacientes não alérgicos
    . pacientes sem uso de ATB recentemente
    . locais com resistência < 15 a 20 % ( no entanto, pode-se esperar cura clínica e microbiológica de 80 a 85%, mesmo em locais com resistência de 30%)
    * cura bacteriológica em 7 dias: 94%
    * trata/o de 7 a 10 dias: não é mais eficaz
    * trata/o de 1 dias: menos eficaz
    * Trimetropim sozinho: tão eficaz quanto SMZ-TMP; pode ser prescrito a pacientes alérgicos a sulfa
    * resistência bacteriana: mais comum em pacientes com uso de ATB nos últimos 6 meses
    Chirlei A Ferreira
  • 55. TRATAMENTO PIELONEFRITES
    • Ofloxacina:
    * eficácia igual ou maior que SMZ-TMP, com recorrência de 8 a 9% em 6 semanas pós trata/o
    • Fluoroquinolonas:
    Indicações de uso:
    . Pacientes com contra-indicação para SMZ-TMP
    *norfloxacina, ciprofloxacina, levofloxacina, gatifloxacina
    * moxifloxacina: não pode ser usada, porque não atinge concentração urinária adequada
    * tratamento de 3 dias: mesma eficácia do SMZ-TMP
    * alto custo impede de serem indicadas como primeira linha de trata/o
    * também podem levar a resistência bacteriana
    • Nitrofurantoína:
    * eficácia menor que SMZ-TMP e Fluoroquinolonas, mesmo tendo resistência bacteriana de 5% -> menos eficaz contra gram negativos não E. coli
    -> inativo contra Proteus sp e Pseudomonas aeruginosa
    * geralmente prescrito por 7 dias
    * freqüentemente causa alt. gastrointestinais
    • Beta-lactâmicos:
    • 56. devem ser proibidos
    • 57. -> alta resistência bacteriana
    -> baixa taxa de cura
    *amoxacilina + clavulonato -> melhor que Ampicilina ou Amoxacilina
    -> alto custo
    -> alt. gastrointestinais frequentes
    Chirlei A Ferreira
  • 58. UROLITÍASE
    Chirlei A Ferreira
  • 59. CONCEITOEPIDEMIOLOGIA
    CONCEITO:
    Refere a formação de cálculos em qualquer parte do trato urinário. Sua formação é conseqüente da concentração de oxalato de cálcio, fosfato de cálcio e ácido úrico, cuja saturação é aumentada devido a alterações iônicas e o pH urinário.
    EPIDEMIOLOGIA:
    A maioria dos problemas urológicos 13% em homens e 7% nas mulheres, aumentando no mundo industrializado.
    Chirlei A Ferreira
    FATORES PREDISPONENTES
    Dieta rica em oxalado de cálcio, níveis aumentados de ácido úrico, vida sedentária, história familiar, hiperparatireoidismo.
    AVALIAÇÃO CLÍNICA
    Dor abdominal ou em região de flanco,
    Colica renal irradiando para a região crural,
    Hematúria,
    Náuseas e vômitos,
    Sudorese.
  • 60. DIAGNÓSTICO
    IMAGINOLOGIA
    Ultrassom e raio-x: localizar o ponto e tamanho do cálculo
    Urografia Excretora: identifica o local da obstrução e presença de cálculos radiopacos.
    URINÁLISE
    Indica a presença de bactérias, presença de leucócitos ou hemácias.
    COMPLICAÇÕES
    Recorrência de litíase, levando a infecções, obstrução de ureter,
    A recorrência dos fatos acima podem danificar o parênquima renal levando a sua falência.
    Chirlei A Ferreira
  • 61. TRATAMENTO
    TRATAMENTO CLÍNICO
    Litotripsia: ondas de choque que pulveriza o cálculo
    Analgésico
    Modificação da dieta
    TRATAMENTO CIRÚRGICO
    Nefrostomia Percutânea: um tubo é inserido através da pele atingindo o tecido renal e removendo o cálculo
    Nefrostolitotomia Percutânea: guiado por ultrassonografia as ondas de choque pulverizam o cálculo.
    Chirlei A Ferreira
  • 62. CORRIMENTOS MAIS COMUNS
    Chirlei A Ferreira
  • 63. DIAGNÓSTICO
    Chirlei A Ferreira
    TESTE DO pH VAGINALE E/OU TESTE DAS
    AMINAS (KOH) DISPONÍVEIS ?
    SIM
    NÃO
    pH >4,5 ou
    Teste do KOH
    positivo
    Todos
    negativos
    Tratar
    TRICOMONÍASE
    VAGINOSE BACTERIANA
    CANDIDÍASE
    pH < 4
    Investigar
    Causa fisiológica
    e/ou infecciosa
    TRICOMONÍASE
    VAGINOSE BACTERIANA
    CANDIDÍASE
    Coletar material para
    Papanicolaou, VDRL,
    Anti-HIV
  • 64. TRATAMENTO
    TRICOMONÍASE/VAGINOSE
    Metronidazol 2g, VO, dose única; ou
    Tinidazol, 2g, VO, dose única; ou
    Metronidazol, 500 mg, VO, de 12/12 horas, por 07 dias; ou
    Secnidazol 2g, VO, dose única
    CANDIDÍASE
    Itraconazol, 200 mg, VO, 12/12 horas, 2 doses;
    Fluconazol, 150 mg, VO, dose única. Ou
    Cetoconazol, 400 mg, VO, um por dia, por 5 dias.
    Chirlei A Ferreira
  • 65. DOENÇA INFLAMATÓRIA PÉLVICA
    Chirlei A Ferreira
  • 66. CONCEITO/CLINICA
    CONCEITO
    Entidade clínica freqüente constitui a complicação mais comum das doenças sexualmente transmissíveis, especialmente Chlamydia e Gonorrhoea;
    Pode levar a sérias complicações, incluindo:
    Infertilidade,
    Gravidez ectópica
    Abscessos pélvicos
    Dor pélvica crônica
    AGENTES ETIOLÓGICOS
    Pode ser causada por micoplasmas genitais, flora vaginal endógena (bactérias anaeróbicas e aeróbicas), estreptococos, Mycobacterium tuberculosis, e as doenças sexualmente transmissíveis, sendo as mais comuns, Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae (40%-60% das vezes)
    Freqüentemente é uma infecção polimicrobiana.
    QUADRO CLÍNICO
    O valor de predição positiva do diagnóstico clínico da doença em sua forma aguda é de 65-90% comparada com o diagnóstico laparoscópico;
    A maioria dos episódios não são identificados, pois, a mulher pode ser assintomática, pouco sintomática ou apresentar sintomas atípicos.
    Chirlei A Ferreira
  • 67. TRATAMENTO
    Estádio I
    Salpingite Aguda Sem Peritonite
    Tratamento a nível ambulatorial,
    Se usuária de DIU, esse deve ser retirado,
    Antibioticoterapia:
    Ceftriaxona 250 mg IM e Doxicilina 100 mg a cada 12 horas por 14 dias,
    Tiafenicol 2,5 g VO e Doxiclina 100 mg de 12/12 horas por 14 dias.
    Estádio II
    Salpingite aguda com peritonite
    Estádio III
    Salpingite aguda com sinais de oclusão tubária ou abscesso tubovariano
    Internação
    Terapia dupla:
    Doxiciclina 200mg VO como dose de ataque, seguidos de 100 mg a cada 12 horas , associado a cefoxitina – 2g EV como dose de ataque seguidos de 1g a cada 6 horas
    Alta Hospitalar: manutenção do tratamento em nível ambulatorial com Doxiciclina 100 mg VO a cada 12 horas até se completar 10 dias de tratamento.
    Chirlei A Ferreira
  • 68. TRATAMENTO
    Estágio IV
    Sinais clínicos de ruptura de abscesso tubovariano (queda acentuada do estado geral, refratariedade ao tratamento clínico, febre persistente, comprovação ultrassonográfica e abscesso acima de 10 cm.
    CONCLUINDO...
    A doença inflamatória pélvica é uma das principais causas de esterilidade em nosso meio, principalmente pelo fator tubário.
    A existência de um processo inflamatório no aparelho genital interno, determina o surgimento de bridas, sinéquia, abscessos e aderências que impedem que o espermatozóide possa chegar ao seu destino.
    A principal causa de DIP são os processos infecciosos, facilmente evitáveis.
    O tratamento na maioria das vezes se dá com a antibioticoterapia.
    Chirlei A Ferreira
  • 69. DOENÇAS GENITO-URINÁRIAS EM GESTANTES
    Chirlei A Ferreira
  • 70. INFECÇÃO URINÁRIA
    A incidência de bacteriúria entre gestantes e não gestantes são similares,
    Há um aumento acentuado da incidência de pielonefrite aguda em gestantes devido a bacteriúria,
    As alterações hormonais durante a gestação aumenta sua susceptibilidade.
    CLASSIFICAÇÃO
    Bacteriuria significativa. Urocultura = 100.000 colônias/ ml de único patógeno emduasamostras de urina
    Invasão da mucosa vesical
    Inflamaçãoassociadaaoparênquima e a pelve renal.
    Chirlei A Ferreira
    Schnarr J., Smaill F. Asymptomatic bacteriuria and symptomatic urinary
    tractinfections in pregnancy.
    Reviewarticle. EurJ ClinInvest 2008; 38 (S2): 50–57
  • 71. INFECÇÃO URINÁRIARASTREAMENTO/TRATAMENTO
    RASTREAMENTO:
    Urocultura entre 12-16 semanas de gestação, identificarão 80% das mulheres com bacteriúria assintomática,
    Urocultura na primeira visita de pré-natal associado a dois exames recentes estudos têm sugerido a realização de uma urocultura a cada trimestre.
    TRATAMENTO MAIS RECOMENDADOS:
    Sulfisoxazole: 500 mg oral c/8h por 3 a 7 días
    Amoxacilina:500 mg oral c/8h por 3 a7 días
    Amoxacilina clavulonato:500mg c/12h por 3 a 7 días
    Nitrofurantoina: 50 mg c/ 6 h por 3 a 7 días
    Terapia supresiva:
    Nitrofurantoina 50 a 100 mg /día en todo a gestação.
    Chirlei A Ferreira
  • 72. INFECÇÕES GENITAIS
    ASSOCIA-SE AO PARTO PRÉ-TERMO:
    Independentemente da integridade das membranas,
    Origem: flora vaginal
    Micro-organismos de maior risco: Streptococcos grupo B, Escherichiacoli
    COMPLICAÇÕES MATERNAS
    Corioamnionite, endometriose, etc
    COMPLICAÇÕES NEONATAIS:
    Sepsis, pneumonia, onfalite, paralisia cerebral, doença pulmonar
    Chirlei A Ferreira
  • 73. Chirlei A Ferreira
    Muito obrigada!
    Chirlei/2009

×