DiagnóStico E Tratamento Das DoençAs Do Colo Uterino

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Descreve as principais doenças que podem acometer o colo uterino, as lesões pré-neoplasicas e a neoplasia da cérvix uterina

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DiagnóStico E Tratamento Das DoençAs Do Colo Uterino

  1. 1. DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DAS DOENÇAS DO COLO UTERINO<br />
  2. 2. OBJETIVO DO PROGRAMA VIVA MULHER<br /> 1998<br />“Reduzir a mortalidade e as repercussões físicas, psíquicas e sociais do câncer do colo do útero e de mama na mulher brasileira, por meio da oferta de serviços para prevenção e detecção precoce em estágios iniciais da doença, tratamento e reabilitação.”<br />
  3. 3. INTRODUÇÃO<br />
  4. 4. EPIDEMIOLOGIA<br /><ul><li>Segunda forma mais comum de câncer na população feminina
  5. 5. Responsável por 12% de todos os tumores malignos na mulher
  6. 6. Idade varia de 48 a 52 anos (câncer cervical invasivo)
  7. 7. Incidência e mortalidade vem diminuindo nos países desenvolvidos</li></ul>Mundo<br />471.000 novoscasos<br />233.000 mortes<br />Brasil<br />Terceira neoplasiamaiscomumemmulheres<br />22/100.000 em 2005<br />
  8. 8. FATORES DE RISCO<br /><ul><li>InfecçãopeloVírus do PapilomaHumano (HPV)
  9. 9. Baixo status sócioeconômico
  10. 10. Múltiplosparceirossexuais
  11. 11. Multiparidade
  12. 12. Inícioprecocedavida sexual ativa
  13. 13. Uso de contraceptivo
  14. 14. Baixaingesta de vitamina A e C
  15. 15. Dietapobreemfibras
  16. 16. Fumo</li></li></ul><li>CÂNCER CERVICALPOLÍTICAS PÚBLICAS NO BRASIL<br /><ul><li>No Brasil, a saúde da mulher foi incorporada às políticas nacionais de saúde nas primeiras décadas do século XX, sendo limitada, nesse período, às demandas relativas à gravidez e ao parto. Posteriormente, a literatura vem demonstrar que determinados comportamentos, tanto dos homens quanto das mulheres, baseados nos padrões hegemônicos de masculinidade e feminilidade, são produtores de sofrimento, adoecimento e morte (OPAS, 2000).
  17. 17. Em 1984, o Ministério da Saúde elaborou o Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM), marcando, sobretudo, uma ruptura conceitual com os princípios norteadores da política de saúde das mulheres e os critérios para eleição de prioridades neste campo (BRASIL, 1984).
  18. 18. O PAISM incorporou como princípios e diretrizes as propostas de descentralização, hierarquização e regionalização dos serviços, bem como a integralidade e a eqüidade da atenção, num período em que, paralelamente, no âmbito do Movimento Sanitário, se concebia o arcabouço conceitual que embasaria a formulação do Sistema Único de Saúde (SUS).</li></li></ul><li>HISTÓRIA NATURAL DA DOENÇA<br />
  19. 19. BASES ANATÔMICAS DO COLO UTERINO<br /><ul><li>O colo uterino se constitui de epitélio pavimentoso não queratinizado revestindo o canal cervical que por sua vez apresenta epitélio glandular cilíndrico. A junção desses dois tecidos é denominado junção escamo-colunar, comumente chamado de JEC.
  20. 20. Nessa junção observamos variações de localização dependentes da ação hormonal, de gestações, partos vaginais e traumas.
  21. 21. Durante a menacme cujos níveis hormonais estrogênicos são mais elevados encontramos uma eversão do epitélio glandular sobre o epitélio pavimentoso não queratinizado, o que denominamos de ectrópio e a essa intersecção de JEC (Junção Escamo-Colunar)</li></ul>Visão esquemática da cérvix em Frontal e Transversa<br />
  22. 22. AS DIVERSAS LOCALIZAÇÕES DA JEC<br />Orifício externo do colo com a JEC em posição zero<br />Discreta eversão do epitélio glandular – ectrópio discreto<br />
  23. 23. <ul><li>As trocas seriadas das células epiteliais podem progredir para episódios fisiológicos (metaplasia escamosa) como para formas patológicas as displasias que podem evoluir para os carcinomas cervicais.
  24. 24. Os carcinomas cérvico-uterinos podem ter os seguintes tipos histológicos:
  25. 25. Carcinoma epidermóide (91.5%)
  26. 26. Adenocarcinoma (3.7%)
  27. 27. Carcinoma adenoescamoso (1.7%)</li></li></ul><li>O PRINCIPAL AGENTE DAS LESÕES CERVICAISPAPILOMA VÍRUS HUMANO (HPV)<br /><ul><li>A prevalência do HPV na população em geral é alta (5 a 20% das mulheres sexualmente ativas mostram positividade em testes moleculares) e este aumento tem sido sentido a partir de 1960, coincidente com o aumento do uso de contraceptivos orais, diminuição do uso de outros métodos de barreira e avanço tecnológico nos métodos diagnósticos.
  28. 28. São conhecidos, atualmente, mais de 100 tipos diferentes de HPV e cerca de 20 destes possuem tropismo pelo epitélio escamoso do trato genital inferior (colo, vulva, corpo do períneo, região perianal e anal). Desses tipos, são considerados como de baixo risco para o desenvolvimento</li></ul> de câncer os de números 6, 11, 26, 40, 42, 53-55, 57, 59, 66 e 68 (relacionados principalmente a lesões benignas, tais como condiloma, e também à Neoplasia Intra-Epitelial cervical – NIC I). Os de médio – alto risco são os de números 16, 18, 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 56 e 59 (relacionados a<br /> lesões de alto grau – NIC II, III e câncer).<br />
  29. 29. E6<br />LCR<br />E7<br />E1<br />L1<br />E2<br />L2<br />E4<br />E5<br />A ATUAÇÃO DO HPV<br /><ul><li>DNA dupla hélice circular, contendo capsídeo com 72 capsômeros, simetria icosaédrica.
  30. 30. Genoma: região inicial E (“early”) = proteínas envolvidas na replicação e transformação (E1 a E8);
  31. 31. Região L (“later”) = codifica as proteínas do capsídeo (L1 e L2)
  32. 32. LCR = região longa de controle</li></li></ul><li>O DESENVOLVIMENTO DAS NEOPLASIA<br /><ul><li>Nos HPVs 16 e 18 => E5, E6 e E7. Associam-se e inativam proteínas p53 e Prb.
  33. 33. Transformação coincide com a integração do genoma viral no DNA celular, na célula transformada, não há produção de vírus, embora continue a dividir-se em função do estímulo viral.
  34. 34. À medida em que se dividem, acumulam mutações que eventualmente levam a metástases</li></li></ul><li>LESÕES BENIGNAS COMUNS PRESENTES NA CÉRVIX<br />
  35. 35. PÓLIPOS<br />PÓLIPOS<br />Geralmente são proliferação das células endometriais, glândulares, oriundas do endométrio ou da endocérvix. Podem ser pediculado ou séssil. Os pólipos sésseis são muito vascularizados e sendo confundidos com outras lesões vegetantes.<br />
  36. 36. CERVICITES<br />CERVICITES<br />Todas as infecções associadas as doenças sexualmente transmissíveis comprometem o colo. Tricomoníase: colpite focal, Candidíase: colpite difusa, Condiloma em sua forma exofítica, Clamydia, Gonorréia, herpes,etc. E consequentemente favorecem as lesões pré-neoplásicas.<br />
  37. 37. LESÕES PRÉ-NEOPLÁSICAS(NEOPLASIAS INTRA-EPITELIAIS)<br />
  38. 38. RASTREAMENTO PARA CÂNCER DE COLO<br /><ul><li>Segundo os critérios do INCA e do MS, a periodicidade do exame de rastreamento do câncer do colo do útero será de citopatológico (Papanicolaou) a ser adotada nos programas três anos, após a obtenção de dois resultados negativos com intervalo de um ano.
  39. 39. O procedimento de coleta propriamente dito deve ser realizado na ectocérvice e na endocérvice. No caso de mulheres histerectomizadas que comparecerem para a coleta, deve ser obtido um esfregaço de fundo de saco vaginal. No caso de pacientes grávidas, a coleta endocervical não é contra-indicada, mas deve ser realizada de maneira cuidadosa e com uma correta explicação do procedimento e do pequeno sangramento que pode ocorrer após o procedimento. Como existe uma eversão fisiológica da junção escamo-colunar do colo do útero durante a gravidez, a realização exclusiva da coleta ectocervical na grande maioria destes casos fornece um esfregaço satisfatório para análise laboratorial.</li></ul> <br />
  40. 40. RASTREAMENTO PARA CÂNCER DE COLO<br />
  41. 41. CLASSIFICAÇÃO DE BETHESDA(DE ACORDO COM O PADRÃO DE ANORMALIDADES CITOLÓGICAS, 2001)<br />
  42. 42. CONDUTAS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE PARA LESÃO DE BAIXO GRAU<br />
  43. 43. QUANDO ENCAMINHAR AO SETOR SECUNDÁRIO<br />Educação Comunitária – Meios de comunicação<br />Coleta do Exame<br />Nível Primário<br />Negativo para células malignas<br />Entrega de Resultado<br />Orientar para a periodicidade de repetição em 3 anos após dois exames anuais negativos.<br />Exame alterado (amostra insatisfatória, HPV, ASCUS, AGUS, NIC II, NIC III e Câncer)<br />Seguir orientação dada pelo profissional de saúde.<br />
  44. 44. Atendimento a nível secundário(RECOMENDAÇÕES DO MS)<br />
  45. 45. Presença de lesões escamosas atípicas quando não se pode concluir ausência de células de Alto Grau<br />Presença de células glandulares atípicas quando não se pode concluir ausência de lesões de Alto Grau<br />
  46. 46. Laudo com células atípicas de origem não neoplásica ou não se pode afastar lesão de Alto Grau<br />ADENOCARCINOMA ‘IN SITU”/INVASOR<br />
  47. 47. RESUMINDO.....<br />
  48. 48. CONDUTAS NAS LESÕES NEOPLÁSICAS INTRA-EPITELIAIS<br />
  49. 49. Realização de Cirurgia de Alta Frequência - Indicações<br />NIC confirmada por biopsia cervical, se possível<br />Se a lesão atinge o canal endocervical ou a ele se estende, o limite distal ou cranial da lesão deve ser visto; a extensão máxima (distal) não deve ser superior a 1 cm;<br />Não há evidência de neoplasia invasiva nem de displasia glandular;<br />Não há evidência de doença inflamatória pélvica (DPI), cervicite, tricomoníase vaginal, vaginose bacteriana, úlcera anogenital ou transtorno hemorrágico;<br />Pelo menos três meses no pós-parto;<br />Mulheres hipertensas devem ter sua pressão arterial bem controlada;<br />A paciente deve dar o consentimento por escrito para receber tratamento depois de ter sido informada em detalhes sobre como é realizado o procedimento e as probabilidades de sua eficácia, efeitos adversos, complicações, seqüelas em longo prazo e possíveis alternativas para tratar seu problema<br />
  50. 50. IMAGENS REFERENTES A CIRURGIA DE ALTA FREQUENCIA<br />
  51. 51. CARCINOMA INVASOR<br />
  52. 52.
  53. 53. SINAIS E SINTOMAS<br />Sangramento vaginal anormal presente após o coito (sinusorragia), intermenstrual ou sangramento pós-menopausa,<br />Corrimento vaginal anormal,<br />Sintomas avançados tais como:<br />Dor pélvica,<br />Edema de membros inferiores<br />polaciúria<br />
  54. 54. ACHADOS FÍSICOS<br />EXAME FÍSICO GERAL<br />Perda de peso, linfoadenomegalia inguinal, edema de membros inferiores, ascite, derrame pleural, hepatomegalia.<br />EXAME PÉLVICO<br />Na fase precoce pode ser observado uma cérvix aparentemente normal, especialmente se a lesão é endocervical. As formas visíveis se manifestam como: ulcerativa, exofítica, necrótica. A lesão pode comprometer a porção superior da vagina ou distorcer completamente a cérvix.<br />EXAME RETOVAGINAL<br />Exame essencial para determinar a extensão do envolvimento tumoral para os paramétrios, assim como detectar a extensão para o reto e ligamentos utero-sacro<br />AVALIAÇÃO LABORATORIAL<br />Biópsia para diagnóstico definitivo.<br />
  55. 55. PADRÃO DE DISSEMINAÇÃO<br />INVASÃO DIRETA<br />Estroma cervical,<br />Vagina<br />Paramétrio<br />DISSEMINAÇÃO LINFÁTICA<br />Linfonodos pélvicos e para-aorticos,<br />DISSEMINAÇÃO HEMATOGÊNICA<br />Pulmão<br />Fígado<br />Osso <br />
  56. 56. CLASSIFICAÇÃO PELA FIGO<br />
  57. 57. INVESTIGAÇÃO PRÉ-OPERATÓRIA<br />Biópsia, cistoscopia, sigmoidoscopia, raio-x de tórax e avaliação da função hepática, <br />Para pacientes com doença avançada, tomografia computadorizada da pelve e abdomen é útil para o planejamento do tratamento, mas não influencia na classificação.<br />
  58. 58. TRATAMENTO<br />ESTÁGIO IA (MICROINVASIVO)<br />Histerectomia radical e linfadenectomia pélvica bilateral<br />Radioterapia intracavitária ou externa,<br />Quimioterapia utilizando Cisplatina semanalmente como sensibilzante a radiação melhorando a sobrevida<br />ESTÁGIO II<br />ESTÁGIO IIA<br />Cirugia radical ou terapia quimioradiação<br />ESTAGIO IIB<br />CONTRA-INDICADO CIRURGIA, combinação de quimioradiação e terapia intracavitária.<br />ESTÁGIO III<br />ESTAGIO IIIA E IIIB<br />Quimioradiação, comumente extena associada a braquiterapia.<br />ESTÁGIO IV<br />ESTÁGIO IVA<br />Quiimioradiação pélvica <br />ESTÁGIO IVB<br />Somente radiação para controle do sangramento vaginal e quimioterapia para metástase a distância.<br />
  59. 59. Muito obrigada!<br />Chirlei/2009<br />
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