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Diagnóstico da Cadeia Produtiva do Comércio IPEAD 2012
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Diagnóstico da Cadeia Produtiva do Comércio IPEAD 2012

  1. 1. Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais DIAGNÓSTICO SITUACIONAL DE CADEIAS PRODUTIVAS DE BELO HORIZONTE Cadeia Produtiva do Comércio Dezembro/ 2011www.ipead.face.ufmg.br • ipead@ipead.face.ufmg.brAv. Presidente Antônio Carlos, 6.627 • PampulhaFACE/UFMG • Bloco Administrativo • 2° andarSala 2.011 • CEP: 31270 901 • Belo Horizonte/MGTel: (31) 3409 7110 • Fax: (31) 3409 7140
  2. 2. Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais Cadeia Produtiva do Comércio 2 Fundação IPEAD Presidente: Prof. Reynaldo Maia Muniz Vice-Presidente: Profª Paula de Miranda Ribeiro Diretor-Executivo: Prof. José Alberto Magno de Carvalho Diretor Executivo-Adjunto: Prof. Antonio Carlos Ferreira Carvalho Coordenador Administrativo, Contábil e Financeiro: Prof. Antonio Carlos Ferreira Carvalho Coordenador de Pesquisas e Desenvolvimento: Prof. Wanderley Ramalho Coordenador de Projetos: Prof. Renato Mogiz Silva Coordenador de Gestão Estratégica e Tecnologia: Marcos Murilo Miranda Rocha Equipe Técnica: Prof. Wanderley Ramalho (Coordenador) Alexandre Moisés de Sena Eduardo Eustáquio Antunes Elisabeth Pereira dos Santos Nildred Stael Fernandes Martins Thaize Vieira Martinswww.ipead.face.ufmg.br • ipead@ipead.face.ufmg.brAv. Presidente Antônio Carlos, 6.627 • PampulhaFACE/UFMG • Bloco Administrativo • 2° andarSala 2.011 • CEP: 31270 901 • Belo Horizonte/MGTel: (31) 3409 7110 • Fax: (31) 3409 7140
  3. 3. Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais Cadeia Produtiva do Comércio 3Lista de FigurasFigura 1 – Setor de Serviços...........................................................................................9Figura 2 - Formas de Intermediação.............................................................................29www.ipead.face.ufmg.br • ipead@ipead.face.ufmg.brAv. Presidente Antônio Carlos, 6.627 • PampulhaFACE/UFMG • Bloco Administrativo • 2° andarSala 2.011 • CEP: 31270 901 • Belo Horizonte/MGTel: (31) 3409 7110 • Fax: (31) 3409 7140
  4. 4. Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais Cadeia Produtiva do Comércio 4Lista de gráficosGráfico 1 - Composição do valor adicionado bruto por setor de atividade, participaçãopercentual (%) Brasil, 2004 a 2008...............................................................................18Gráfico 2 – Composição do valor adicionado bruto por segmentos do comércio,participação percentual (%), Brasil, 2007 a 2009.........................................................19Gráfico 3 – Participação (%) de Minas Gerais no valor adicionado do setor comercialbrasileiro, 2004 a 2008..................................................................................................19Gráfico 4 – Participação do setor comercial no valor adicionado total em Minas Gerais 20Gráfico 5 - Participação da cadeia produtiva do comércio no total dos serviços ........21Gráfico 6 - Arrecadação Estadual em Belo Horizonte: Participação Percentual doSetor Comercial, 2007 a 2010.......................................................................................21Gráfico 7 – Número de autônomos e empresas comerciais por anos de duração, ....26Gráfico 8 – Cadeia Produtiva do Comércio: Rendimento mensal médio do trabalhoprincipal para pessoas de 10 anos ou mais, 2006 a 2009, localidades selecionadas(R$)................................................................................................................................28Gráfico 9 – Cadeia Produtiva do Comércio: Taxa de Informalidade, 2006 a 2009,localidades selecionadas...............................................................................................29Gráfico 10 – Evolução do faturamento e da participação do setor atacadistadistribuidor no setor mercearil , 2010............................................................................36Gráfico 11 – Participação (%) nas vendas do atacado por linhas de produtos, ..........37Gráfico 12 – Importância dos canais atendidos no faturamento das empresasatacadistas, ...................................................................................................................38Gráfico 13 - Localização das sedes das empresas franqueadoras por Estado, Brasil,2010...............................................................................................................................45Gráfico 14 - Distribuição das unidades franqueadas por Estado, Brasil, 2010............46www.ipead.face.ufmg.br • ipead@ipead.face.ufmg.brAv. Presidente Antônio Carlos, 6.627 • PampulhaFACE/UFMG • Bloco Administrativo • 2° andarSala 2.011 • CEP: 31270 901 • Belo Horizonte/MGTel: (31) 3409 7110 • Fax: (31) 3409 7140
  5. 5. Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais Cadeia Produtiva do Comércio 5Lista de TabelasTabela 1 - Comércio: Número de estabelecimentos formais e participação no total dossetores, localidades selecionadas, 2007 e 2010..........................................................21Tabela 2 – Cadeia Produtiva do Comércio: Participação percentual do número deestabelecimentos, localidades selecionadas em relação ao Brasil e Minas Gerais, ...22Tabela 3 - Cadeia Produtiva do Comércio: Percentual de estabelecimentos portamanho do estabelecimento, localidades selecionadas, 2010....................................23Tabela 4 – Abertura e fechamento de autônomos e empresas comerciais em BeloHorizonte, 2009 a abril de 2011....................................................................................24Tabela 5 – Cadeia Produtiva do Comércio: Número de empregos formais eparticipação no total dos setores produtivos, localidades selecionadas, 2007 e 2010 26Tabela 6 – Dados comparativos das empresas do segmento de comércio de veículos,peças e motocicletas, 2009...........................................................................................31Tabela 7 - Participação (%) das classes do comércio de veículos, peças emotocicletas no total do número de estabelecimentos e do emprego no segmento,Belo Horizonte/MG, 2010..............................................................................................32Tabela 8 – Dados comparativos das empresas do segmento atacadista, Brasil, 2009 34Tabela 9 - Participação (%) dos grupos do comércio atacadista no total do número deestabelecimentos e do emprego no segmento, Belo Horizonte/MG, 2010..................38Tabela 10 – Dados comparativos das empresas do segmento varejista, Brasil, 2009 39Tabela 11 – Particpação (%) das classes do comércio varejista no total do número deestabelecimentos e do emprego no segmento, Belo Horizonte/MG, 2010..................40www.ipead.face.ufmg.br • ipead@ipead.face.ufmg.brAv. Presidente Antônio Carlos, 6.627 • PampulhaFACE/UFMG • Bloco Administrativo • 2° andarSala 2.011 • CEP: 31270 901 • Belo Horizonte/MGTel: (31) 3409 7110 • Fax: (31) 3409 7140
  6. 6. Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais Cadeia Produtiva do Comércio 6Sumário1 APRESENTAÇÃO........................................................................................................72 PARTE 1: CONTEXTO MACROECONÔMICO DA CADEIA PRODUTIAV DOCOMÉRCIO.....................................................................................................................82.1 Introdução..................................................................................................................82.2 Estrutura da Cadeia Produtiva e Caracterização Geral............................................92.3 Cenário Internacional e Inserção Brasileira............................................................122.4 Importância Econômica: Brasil, Minas Gerais, Região Metropolitana de BeloHorizonte e Belo Horizonte...........................................................................................162.5 Fornecedores..........................................................................................................282.6 Produtores...............................................................................................................312.7 Consumidores.........................................................................................................482.8 Síntese Parte 1........................................................................................................503 PARTE 2: PERCEPÇÃO DOS AGENTES QUE INTEGRAM A CADEIAPRODUTIVA DO COMÉRCIO......................................................................................533.1 Pesquisa qualitativa.................................................................................................544 CONSIDERAÇÕES FINAIS.......................................................................................805 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...........................................................................85APÊNDICE 1 - QUESTIONÁRIO PESQUISA QUALITATIVA......................................87www.ipead.face.ufmg.br • ipead@ipead.face.ufmg.brAv. Presidente Antônio Carlos, 6.627 • PampulhaFACE/UFMG • Bloco Administrativo • 2° andarSala 2.011 • CEP: 31270 901 • Belo Horizonte/MGTel: (31) 3409 7110 • Fax: (31) 3409 7140
  7. 7. Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais Cadeia Produtiva do Comércio 71 APRESENTAÇÃOO presente relatório apresenta os resultados da pesquisa Diagnóstico Situacional de CadeiasProdutivas de Belo Horizonte, desenvolvida pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas,Administrativas e Contábeis de Minas Gerais – IPEAD/UFMG –, no âmbito do estudodemandado pela Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Informação da Prefeiturade Belo Horizonte – PBH.O estudo inclui pesquisas qualitativas em fontes primárias com empresários e representantes deentidades vinculadas à cadeia produtiva do Comércio, além de levantamento em fontessecundárias de dados relacionados à cadeia investigada.O objetivo é obter um melhor conhecimento da problemática dessa cadeia produtiva nomunicípio de Belo Horizonte que permita o desenvolvimento e implementação de projetos dedesenvolvimento econômico e social.Este relatório está dividido em duas partes. A primeira permite contextualizar a cadeiaprodutiva do Comércio no cenário macroeconômico, e a segunda possibilita captar a percepçãodos agentes que integram a cadeia, a partir da análise dos resultados de uma pesquisa decampo, especificamente desenhada com este propósito.Particularmente, a primeira parte contempla uma análise da cadeia produtiva têxtil e doComércio de Belo Horizonte e sua Região Metropolitana, tendo por pano de fundo os contextosestadual, nacional e internacional. Adicionalmente, nessa primeira parte, procedeu-se a umaanálise dos indicadores de desempenho econômico do segmento do Comércio em BeloHorizonte e sua Região Metropolitana. Finalmente, é apresentada uma caracterização maisdetalhada do desempenho dos elos “fornecedor”, “produtor” e “consumidor” que constituem acadeia produtiva do Comércio.A segunda parte do documento, por seu turno, analisa a percepção dos agentes que integram acadeia produtiva do Comércio por meio de uma pesquisa qualitativa. Com este objetivo,elaborou-se um roteiro de entrevistas, que teve, por fundamento, encontros com a equipetécnica da PBH e representantes de entidades de classe da cadeia produtiva do Comércio. Talestratégia permitiu a geração de roteiros mais aderentes à realidade da cadeia.www.ipead.face.ufmg.br • ipead@ipead.face.ufmg.brAv. Presidente Antônio Carlos, 6.627 • PampulhaFACE/UFMG • Bloco Administrativo • 2° andarSala 2.011 • CEP: 31270 901 • Belo Horizonte/MGTel: (31) 3409 7110 • Fax: (31) 3409 7140
  8. 8. Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais Cadeia Produtiva do Comércio 8Cumpre finalmente destacar a existência de uma síntese correspondente a cada parteconstitutiva deste relatório, além de uma última seção de “considerações finais” que explicitaos aspectos mais relevantes para o diagnóstico situacional da cadeia produtiva.Acredita-se que o presente estudo possa funcionar como subsídio a ações gerenciais e deplanejamento para as câmaras setoriais da PBH, constituindo-se, ao fim e ao cabo, em umaferramenta para o desenvolvimento de um instrumento de intervenção na realidade.2 PARTE 1: CONTEXTO MACROECONÔMICO DA CADEIA PRODUTIAV DO COMÉRCIO2.1 IntroduçãoEste relatório contempla a análise da cadeia produtiva do comércio de Belo Horizonte e suaRegião Metropolitana tendo por pano de fundo o contexto estadual, nacional e internacionalque parte de uma síntese de pesquisas e estudos recentes sobre as principais tendências e odesempenho de tal cadeia no Brasil, inserido no contexto internacional. Esses estudosconstituem a base de análise da cadeia do comércio de Belo Horizonte e da RegiãoMetropolitana de Belo Horizonte (RMBH).Para elaboração deste relatório, os elos da cadeia produtiva do comércio foram classificados emtrês segmentos: fornecedores de insumos, produtores e consumidores. Como “fornecedores deinsumos” foram considerados os diversos produtores de bens duráveis, semiduráveis e nãoduráveis comercializados na cadeia. Como produtores foram considerados os três segmentos docomércio, conforme classificação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE):comércio atacadista, comércio varejista e comércio de veículos automotores, peças emotocicletas. Os consumidores constituem o elo final da cadeia e representam toda asociedade.O relatório está organizado em oito seções, incluindo esta introdução.A segunda seção descreve e caracteriza a estrutura produtiva da cadeia. Neste caso, procede-sea uma breve descrição dos elos, em que são contempladas a dinâmica produtiva e a interaçãoentre os segmentos.www.ipead.face.ufmg.br • ipead@ipead.face.ufmg.brAv. Presidente Antônio Carlos, 6.627 • PampulhaFACE/UFMG • Bloco Administrativo • 2° andarSala 2.011 • CEP: 31270 901 • Belo Horizonte/MGTel: (31) 3409 7110 • Fax: (31) 3409 7140
  9. 9. Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais Cadeia Produtiva do Comércio 9A seção 3 faz uma descrição do estado da arte da cadeia no cenário internacional e da inserçãodo Brasil neste cenário.A seção 4 analisa os indicadores de desempenho econômico do comércio em Belo Horizonte esua Região Metropolitana, tendo como base de comparação os indicadores de Minas Gerais edo Brasil. São analisados indicadores de produção, estabelecimentos e emprego.As seções 5, 6 e 7 fazem a caracterização e análise mais detalhada do desempenho dos elos quecompõem os segmentos dos fornecedores, produtores e consumidores, respectivamente.A seção 8 apresenta a síntese deste estudo.2.2 Estrutura da Cadeia Produtiva e Caracterização GeralO setor comercial é caracterizado pela atividade de revenda de mercadorias e se constitui no elofinal da cadeia de valor de vários produtos. Reúne uma grande variedade de classes que seagrupam em três segmentos, apresentando características bastante distintas em relação aosníveis de concentração da produção e do emprego, utilização de tecnologia, estrutura demercado e padrões competitivos.A cadeia produtiva do comércio, entendida neste estudo como o elo final da cadeia de valor devários produtos, é classificada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) comoconstituinte da cadeia produtiva dos serviços, e se divide em três segmentos: comércioatacadista, comércio varejista e comércio de veículos automotores, peças e motocicletas,conforme ilustrado na Figura 1. Figura 1 – Setor de Serviçoswww.ipead.face.ufmg.br • ipead@ipead.face.ufmg.brAv. Presidente Antônio Carlos, 6.627 • PampulhaFACE/UFMG • Bloco Administrativo • 2° andarSala 2.011 • CEP: 31270 901 • Belo Horizonte/MGTel: (31) 3409 7110 • Fax: (31) 3409 7140
  10. 10. Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais Cadeia Produtiva do Comércio 10 Fonte: Guidolin, 2009O comércio de veículos, peças e motocicletas compreende as atividades de revenda exercidaspor representantes comerciais e agentes do comércio, por atacado e a varejo, de veículosautomotores, peças e motocicletas, além da venda consignada desses produtos. As empresasque compõem este segmento podem exercer simultaneamente atividades de atacado, varejo eoferta de serviços. De acordo com a Classificação CNAE 2.0 adotada pelo IBGE, a definiçãode veículos automotores compreende automóveis, veículos utilitários (caminhões), detransporte coletivo (ônibus) e especiais (ambulâncias, reboques etc.).O comércio atacadista representa uma etapa intermediária da distribuição de mercadorias e écaracterizado pela revenda de mercadorias a varejistas, a cooperativas e a agentes produtoresem geral, empresariais e institucionais.As empresas atacadistas são predominantemente de médio e grande porte, tanto no que serefere à ocupação de pessoal quanto à geração de valor. O segmento também é composto pelaatividade de representantes e agentes do comércio, que comercializam mercadorias em nome deterceiros ou fazem intermediação de bens no atacado.Em termos de representatividade no setor, de acordo com a Pesquisa Anual do Comércio 2009,o comércio atacadista foi responsável pela maior parcela (43%) da receita operacional líquidado comércio.De acordo com a Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de ProdutosIndustrializados (ABAD), existem vários formatos de atacado no Brasil, atualmente. Estesformatos são classificados de acordo com a sua forma principal de atendimento aos clientes:atacadista distribuidor, distribuidor exclusivo, distribuidor especializado por categoria,atacadista de balcão e atacadista de autosserviço.A principal diferença entre as atividades de atacado e distribuição está relacionada ao vínculocom o fornecedor. No atacado o agente de distribuição compra e vende produtos defornecedores da indústria, com os quais não possui vínculo (formal ou informal) deexclusividade de produtos e/ou de território. No caso do distribuidor, o agente de distribuiçãocompra e vende produtos de fornecedores da indústria, com os quais possui vínculo deexclusividade de produtos e/ou de território.www.ipead.face.ufmg.br • ipead@ipead.face.ufmg.brAv. Presidente Antônio Carlos, 6.627 • PampulhaFACE/UFMG • Bloco Administrativo • 2° andarSala 2.011 • CEP: 31270 901 • Belo Horizonte/MGTel: (31) 3409 7110 • Fax: (31) 3409 7140
  11. 11. Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais Cadeia Produtiva do Comércio 11Segundo a ABAD, no mercado brasileiro há diversas empresas que atuam como atacadistaspara um determinado grupo de fornecedores ao mesmo tempo em que atuam comodistribuidores para outro grupo de fornecedores. Essas empresas devem ser caracterizadascomo empresas atacadistas e distribuidores.O comércio varejista é caracterizado pela atividade de revenda, sem transformaçãosignificativa, de bens de consumo novos e usados ao público em geral, principalmente para oconsumidor final, seja para uso pessoal ou familiar (IBGE, 2009). O segmento é composto porum número elevado de estabelecimentos, a maioria de pequeno porte. De acordo com IBGE(2009), o segmento varejista respondeu pelo maior número de empresas e unidades locais,absorveu a maior parte do pessoal ocupado e apresentou a maior participação nos salários,retiradas e outras remunerações.Por ser o elo final da cadeia de valor de vários produtos, a atividade comercial, especialmente ocomércio varejista, vem assumindo importância cada vez maior na competitividade dasempresas. É no comércio varejista, por meio do contato direto com os consumidores, que aindústria identifica as preferências do mercado, a aceitação do seu produto, ou a sinalização dasnecessidades de mudanças para aumentar sua competitividade.Desse modo, o varejo exerce papel relevante na coordenação de cadeias de valor, incentivandoa qualidade e a competitividade dos fornecedores, criando novas formas de relacionamentocom o consumidor e estimulando o desenvolvimento de novos canais de venda (GUIDOLINet.al., 2009).Existem duas formas básicas de organização de loja no comércio varejista, sendo a primeira oautosserviço, no qual não há contato pessoal entre consumidor e vendedor (típico de hiper esupermercados), e a segunda a loja de balcão, na qual há maior interação entre as partes, o quetorna a qualidade do atendimento um item de grande importância. Este último é considerado oprincipal formato utilizado pelo comércio especializado.As empresas do comércio varejista podem atuar de duas maneiras distintas: de formaindependente ou pertencente a alguma modalidade de varejo corporativo, o que envolve desdegrandes grupos varejistas a empresas de menor porte. Podem-se citar alguns dos exemplos devarejo corporativo:www.ipead.face.ufmg.br • ipead@ipead.face.ufmg.brAv. Presidente Antônio Carlos, 6.627 • PampulhaFACE/UFMG • Bloco Administrativo • 2° andarSala 2.011 • CEP: 31270 901 • Belo Horizonte/MGTel: (31) 3409 7110 • Fax: (31) 3409 7140
  12. 12. Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais Cadeia Produtiva do Comércio 12• Rede corporativa: duas ou mais lojas pertencem à mesma empresa. Possui um sistema centralde compras, além de padrão de exposição e de vendas de mercadorias.• Rede voluntária: grande grupo de varejistas independentes se une para fazer compras comuns,com o patrocínio de um atacadista.• Cooperativa de varejo: varejistas independentes estabelecem uma central de compras e fazemesforços conjuntos de vendas.• Cooperativa de consumidores: empresa que é de propriedade dos clientes, que aportamrecursos para constituir a loja e recebem as sobras de acordo com as políticas de gestãoestabelecidas nas assembleias e seus níveis de consumo.• Conglomerado de comercialização: corporação que possui mais de uma linha de varejo sobcontrole centralizado, integrando, mesmo parcialmente, sistemas de distribuição ecomercialização.Outra forma de organização que apresenta forte crescimento, em função de custos reduzidos,são as centrais de negócios, que representam a reunião de comerciantes independentesoperando sob uma mesma marca. Dessa maneira, os comerciantes conseguem manter práticascomerciais e de marketing comuns, como compras conjuntas, comunicação promocional,sistemas de informação, práticas gerenciais, logísticas e desenvolvimento de pessoal. Oscomerciantes ganham, portanto, economias de escala e conseguem melhorar suacompetitividade em relação às grandes redes corporativas.2.3 Cenário Internacional e Inserção Brasileira2.3.1 Cenário InternacionalO cenário econômico e produtivo atual é caracterizado, entre outras coisas, pelos processos deabertura dos mercados, disseminação da informação e pela globalização. O que vem, de certamaneira, alterando as referências do que seja local e global.Um dos grandes impactos desses processos é a fragmentação das cadeias de valor de diversossegmentos produtivos, com diferentes etapas da produção sendo desenvolvidas em diferenteslocalidades, de acordo com as vantagens oferecidas por elas.www.ipead.face.ufmg.br • ipead@ipead.face.ufmg.brAv. Presidente Antônio Carlos, 6.627 • PampulhaFACE/UFMG • Bloco Administrativo • 2° andarSala 2.011 • CEP: 31270 901 • Belo Horizonte/MGTel: (31) 3409 7110 • Fax: (31) 3409 7140
  13. 13. Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais Cadeia Produtiva do Comércio 13Neste cenário, a capacidade de coordenação e integração dos elos da cadeia produtiva constitui-se num importante fator de competitividade, e os canais de distribuição e comercializaçãoassumem papel de destaque.Soma-se a este aspecto, o desenvolvimento e o avanço tecnológico dos canais de informação ecomunicação, que permitem o surgimento de um comércio sem fronteiras, intensificando aconcorrência e criando novos padrões de competitividade para as empresas que são locais, masque passam a atuar num espaço global.Este espaço global, caracterizado pelo amplo acesso à informação e a uma diversidade enormede produtos e serviços, resulta na formação de consumidores mais conscientes, seletivos eexigentes. Para se manterem competitivas neste mercado, as empresas precisam seguir umpadrão mínimo de atuação, que passa pela qualidade dos produtos e pela gestão, cada vez maisexigente e restrito.A tendência de maior conhecimento do consumidor e da necessidade de adoção de novasestratégias por parte das empresas culmina em novos desafios, que incluem a gestão demulticanais de venda, a organização da cadeia de valor, a disputa internacional e o crescimentona competitividade.O crescimento da competição entre empresas aumenta a necessidade de estratégias dediferenciação e de inovação mais ativas, como construção de marcas, diversificação deprodutos e atendimento ao cliente. Não apenas a questão da redução de preços e de custos éabordada, busca-se também um crescimento da atuação regional a partir da disseminação delojas especializadas e do aumento da presença de grupos e cadeias em nível nacional.Uma das estratégias utilizadas pelas empresas é a criação de um canal de marketing (canalcomercial ou de distribuição), que representa um conjunto de organizações independentes quetornam disponível para consumo um produto ou serviço, que incluem armazéns,transportadoras, bancos, agências de publicidade, representantes, atacadistas e varejistas(KOTLER & KELLER, 2006 apud GUIDOLIN et. al, op.cit.).Neste contexto, destacam-se como tendências mundiais da cadeia produtiva do comércio:expansão do sistema de compras online; incorporação de ferramentas de tecnologia dainformação e comunicação em toda a cadeia produtiva; gestão de multicanais de venda;fortalecimento das grandes redes de comércio; expansão das lojas “mono marcas” e “outlets”;www.ipead.face.ufmg.br • ipead@ipead.face.ufmg.brAv. Presidente Antônio Carlos, 6.627 • PampulhaFACE/UFMG • Bloco Administrativo • 2° andarSala 2.011 • CEP: 31270 901 • Belo Horizonte/MGTel: (31) 3409 7110 • Fax: (31) 3409 7140
  14. 14. Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais Cadeia Produtiva do Comércio 14expansão dos estabelecimentos de grande porte que comercializam maior variedade de itens;crescimento dos processos de fusão e aquisição; fortalecimento do sistema de franquias;internacionalização, consolidação e sofisticação dos diversos segmentos; e a crescenteprofissionalização da gestão dos negócios.2.3.2 Inserção brasileiraNo mercado brasileiro, grandes empresas comerciais, em sua maioria estrangeiras, convivemcom pequenas empresas, que possuem foco nos espaços menos atraentes para as grandesempresas, tendo em vista fatores como densidade populacional, renda e área de influência. Issoindica a presença dessas pequenas empresas principalmente em cidades menores, uma vez quenas grandes cidades a concentração é significativamente maior do que nos mercados regionais.Desde a abertura econômica e da estabilidade monetária estabelecida pelo Plano Real, ocomércio nacional sofreu grandes transformações, por meio da incorporação de tecnologias(automação de caixas, gestão de suprimentos, novos formatos, maior oferta de produtos, etc.) eda entrada de produtos e de operadores estrangeiros. Nesse contexto, o país passou aacompanhar as tendências em produtos, formatos, serviços, gestão e tecnologias oriundas domercado internacional. Deste modo, o mercado brasileiro também está sujeito aos desafiosimpostos pela sociedade moderna global que atingem o mercado mundial. Nesse sentido, pode-se citar a diferença de níveis de renda, que dá origem a um mercado interno heterogêneo, comdemanda dos mais diversos formatos voltados para o consumo e a conveniência, bem comopara a competição e a disputa de preços.A atuação e a influência de grandes grupos estão presentes nessa segmentação de mercado, queproporciona espaço para o desenvolvimento de micro, pequenas e médias empresas, com áreade ação praticamente restrita àquelas não ocupadas pelos grandes conglomerados,especialmente em relação ao comércio varejista.O processo de expansão de grandes redes do comércio engloba complexas questões, queenvolvem logística de distribuição e definição de área de influência, por exemplo. Com isso,algumas regiões ficam fora do alcance e da influência das grandes redes, e, portanto, sujeitas àação de comerciantes menores. Estes lançam mão de vantagens como flexibilidade,diferenciação, serviço e atendimento para ocupar e manter seu espaço, ao passo que exercemwww.ipead.face.ufmg.br • ipead@ipead.face.ufmg.brAv. Presidente Antônio Carlos, 6.627 • PampulhaFACE/UFMG • Bloco Administrativo • 2° andarSala 2.011 • CEP: 31270 901 • Belo Horizonte/MGTel: (31) 3409 7110 • Fax: (31) 3409 7140
  15. 15. Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais Cadeia Produtiva do Comércio 15um papel relevante ao abastecer o mercado consumidor fora do raio de atuação das grandesempresas. Para garantir sua fatia de mercado, essas empresas procuram estabelecer parceriacom fornecedores menores e elevar seu nível de profissionalização.Um dos desafios para as empresas de menor porte é buscar formas de gestão alternativas parasua cadeia de valor, uma vez que seu desempenho e seu fortalecimento dependemsignificativamente de redes de distribuição e de logística eficientes, além da diferenciação doserviço, seja através de maior valor agregado do serviço ou da participação em centrais denegócios, cooperativas de varejo ou redes voluntárias.Neste sentido, destaca-se a tendência apresentada pelo segmento atacadista distribuidor, decrescente atuação como parceiro e consultor do varejista. Como exemplo desta atuação, muitasempresas atacadistas treinam sua equipe de vendas para ajudar o pequeno comerciante aencontrar o mix de produtos ideal, a desenhar o melhor layout de loja e aperfeiçoar a prestaçãode serviços ao cliente final.Outra tendência importante apresentada pela cadeia produtiva do comércio, especialmente pelocomércio varejista, de caráter mais conjuntural, está relacionada aos mecanismos de expansãodo acesso ao crédito. Além do crédito concedido diretamente pelos bancos, observa-secrescimento nas parcerias estabelecidas entre o setor financeiro e o varejo. Bancos comerciais,financeiras e seguradoras atuam conjuntamente com as redes de varejo, bem como as própriasredes varejistas possuem financeiras para atender aos clientes, como forma de estimular asvendas tanto do varejo quanto dos produtos financeiros (LAFIS, 2005 apud GUIDOLIN et.al.,op. cit.).Os varejistas oferecem crédito pessoal, cartões associados a programas de fidelidade, seguros,garantia estendida, assistência técnica, dentre outros. De acordo com a ABECS (AssociaçãoBrasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços), o número de cartões de crédito delojas e de redes saltou de 50 milhões em 2001 para 225 milhões em 2010, enquanto o valor dastransações passou de R$12,7 milhões em 2001 para R$68 milhões no ano de 2010.Isso exemplifica que, a despeito dos riscos e dos entraves presentes na concessão de crédito, ovarejo se utiliza de seu relacionamento com o cliente para atuar na venda de produtosfinanceiros. Esse tipo de oferta acarreta no aumento da frequência e da regularidade de visitasàs lojas para pagamento dos carnês. Entre outras consequências positivas para o varejo pode-sewww.ipead.face.ufmg.br • ipead@ipead.face.ufmg.brAv. Presidente Antônio Carlos, 6.627 • PampulhaFACE/UFMG • Bloco Administrativo • 2° andarSala 2.011 • CEP: 31270 901 • Belo Horizonte/MGTel: (31) 3409 7110 • Fax: (31) 3409 7140
  16. 16. Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais Cadeia Produtiva do Comércio 16citar: fidelidade do ponto de venda; aumento do ciclo de compras e vendas; com consequenteaumento das vendas totais. Já para o consumidor, a associação entre mercadorias e produtosfinanceiros cria um conceito de facilidade e conveniência com o varejo.Considerando-se um cenário de taxas de juro elevadas, a concessão de crédito também é umbom negócio para os varejistas, que contam com a adoção de grande parte dos clientes. Outratática utilizada por algumas empresas é a criação de parcerias com bancos ou a criação debancos próprios, de forma a centralizar os serviços financeiros da empresa.2.4 Importância Econômica: Brasil, Minas Gerais, Região Metropolitana de Belo Horizonte e Belo Horizonte.2.4.1 ProduçãoA participação da atividade comercial na composição do valor adicionado bruto – VAB -brasileiro apresentou expansão no período 2004-2008, quando passou de 11% em 2004 para12,5% em 2008. Tal participação seguiu a tendência de crescimento apresentada pelo setor deserviços como um todo, do qual o comércio é parte integrante.O Gráfico 1 mostra que, neste período, o setor de serviços e o comércio expandiram suasparticipações na geração de riqueza no país, quando passaram de 52% e 11% para 53,7% e12,5% respectivamente. Concomitantemente, a indústria e a agropecuária perderamparticipação na geração da riqueza nacional, quando passaram de 30,1% e 6,9% para 27,9% e5,9% respectivamente.www.ipead.face.ufmg.br • ipead@ipead.face.ufmg.brAv. Presidente Antônio Carlos, 6.627 • PampulhaFACE/UFMG • Bloco Administrativo • 2° andarSala 2.011 • CEP: 31270 901 • Belo Horizonte/MGTel: (31) 3409 7110 • Fax: (31) 3409 7140
  17. 17. Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais Cadeia Produtiva do Comércio 17 Gráfico 1 - Composição do valor adicionado bruto por setor de atividade, participação percentual (%) Brasil, 2004 a 2008 100% 11,0 11,2 11,5 12,1 12,5 80% 52,0 53,8 54,3 54,5 53,7 60% 40% 20% 30,1 29,3 28,8 27,8 27,9 6,9 5,7 5,5 5,6 5,9 0% 2004 2005 2006 2007 2008 Agropecuária Indústria Outros serviços Comércio Fonte: IBGE, 2008No setor comercial o segmento varejista respondeu pela maior parcela do valor adicionadobruto gerado pelo setor, a qual equivaleu a 51,4% em 2009. Foi seguida pelo seguimentoatacadista com 36,1% e pelo comércio de veículos automotores e motocicletas com 12,5%.Entre 2007 e 2009 o comércio varejista aumentou sua participação na geração de riqueza nosetor, em detrimento do atacado e do comércio de veículos e motocicletas.www.ipead.face.ufmg.br • ipead@ipead.face.ufmg.brAv. Presidente Antônio Carlos, 6.627 • PampulhaFACE/UFMG • Bloco Administrativo • 2° andarSala 2.011 • CEP: 31270 901 • Belo Horizonte/MGTel: (31) 3409 7110 • Fax: (31) 3409 7140
  18. 18. Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais Cadeia Produtiva do Comércio 18 Gráfico 2 – Composição do valor adicionado bruto por segmentos do comércio, participação percentual (%), Brasil, 2007 a 2009 Fonte: IBGE – Pesquisa Anual de Comércio, 2007, 2008, 2009. Elaborado pelo IPEAD/UFMGEntre 2004 e 2008 a participação de Minas Gerais no valor adicionado do setor comercialbrasileiro apresentou relativa oscilação. Em 2004 equivaleu a 8,9%, caiu para 8,6% em 2005,atingiu 9,4% em 2006, voltou para 8,9% em 2007 e fechou em 2008 equivalendo a 8,8%. Gráfico 3 – Participação (%) de Minas Gerais no valor adicionado do setor comercial brasileiro, 2004 a 2008Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Coordenação de Contas Nacionais (CONAC), Fundação JoãoPinheiro (FJP), Centro de Estatísticas e Informações (CEI). Elaborado pelo IPEAD/UFMGwww.ipead.face.ufmg.br • ipead@ipead.face.ufmg.brAv. Presidente Antônio Carlos, 6.627 • PampulhaFACE/UFMG • Bloco Administrativo • 2° andarSala 2.011 • CEP: 31270 901 • Belo Horizonte/MGTel: (31) 3409 7110 • Fax: (31) 3409 7140
  19. 19. Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais Cadeia Produtiva do Comércio 19No que se refere à participação do comércio no total dos serviços da economia mineira, estaapresentou expansão no período 2004-2008. Passou de 11,4% em 2004 para 12,6% em 2008,após ter alcançado 12,7% em 2006 e 2007. Este indicador revela que a contribuição docomércio para a geração de riqueza no Estado de Minas Gerais (Gráfico 4) é maior que noBrasil (Gráfico 1). Gráfico 4 – Participação do setor comercial no valor adicionado total em Minas GeraisFonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Coordenação de Contas Nacionais (CONAC), Fundação JoãoPinheiro (FJP), Centro de Estatísticas e Informações (CEI). Elaborado pelo IPEAD/UFMGEm relação à participação do setor comercial na geração de riqueza em Belo Horizonte e suaRegião Metropolitana não foram encontrados indicadores passíveis de comparação com osanalisados anteriormente.Deste modo, foram utilizados como proxy os dados referentes à participação do comércio nototal dos serviços em Belo Horizonte e a participação da contribuição do setor comercial nototal dos tributos arrecadados pelo Estado em Belo Horizonte.De acordo com os dados publicados pela Secretaria Municipal de Finanças da Prefeitura deBelo Horizonte, a participação do comércio no total dos serviços municipais apresentou quedaentre 2005 e 2009, quando passou de 2,77% para 2,32%. Em 2010 este indicador apresentoucrescimento e fechou o ano equivalendo a 3,52%.www.ipead.face.ufmg.br • ipead@ipead.face.ufmg.brAv. Presidente Antônio Carlos, 6.627 • PampulhaFACE/UFMG • Bloco Administrativo • 2° andarSala 2.011 • CEP: 31270 901 • Belo Horizonte/MGTel: (31) 3409 7110 • Fax: (31) 3409 7140
  20. 20. Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais Cadeia Produtiva do Comércio 20 Gráfico 5 - Participação da cadeia produtiva do comércio no total dos serviços em Belo Horizonte,2005 a 2010 4,00% 3,50% 3,52% 3,00% 2,77% 2,50% 2,56% 2,49% 2,38% 2,32% 2,00% 1,50% 1,00% 0,50% 0,00% 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Fonte: Prefeitura de Belo Horizonte – PBH, Secretaria Municipal de Finanças – SMF, Elaborado pelo IPEAD/UFMGO segundo indicador analisado mostra que atividade comercial apresenta participaçãoexpressiva na arrecadação estadual, oscilando em torno dos 15% entre 2007 e 2010 (Gráfico 6). Gráfico 6 - Arrecadação Estadual em Belo Horizonte: Participação Percentual do Setor Comercial, 2007 a 2010 Fonte: Sistema Informatizado de Controle da Arrecadação e Fiscalização DGI/DFINS/SAIF/SEF-MG).www.ipead.face.ufmg.br • ipead@ipead.face.ufmg.brAv. Presidente Antônio Carlos, 6.627 • PampulhaFACE/UFMG • Bloco Administrativo • 2° andarSala 2.011 • CEP: 31270 901 • Belo Horizonte/MGTel: (31) 3409 7110 • Fax: (31) 3409 7140
  21. 21. Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais Cadeia Produtiva do Comércio 21Se considerarmos tal indicador como proxy da participação da produção do setor comercial naeconomia de Belo Horizonte (média de 15,5% em 2008) e se compararmos tal indicador com aparticipação do setor comercial no total do valor adicionado brasileiro (12,5%), verifica-se quetal segmento, em Belo Horizonte, tem participação superior à brasileira quando comparadocom o total da produção das respectivas economias. Trata-se, porém, apenas de um exercício decomparação que objetiva suprir a falta de indicadores mais precisos para uma conclusão maisefetiva.2.4.2 EstabelecimentosOs dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), divulgados pelo Programa deDisseminação de Estatísticas do Trabalho (PDET) do Ministério do Trabalho e Emprego(MTE), revelam que, em 2010, existiam 1.350.525 estabelecimentos formais do setor comercialno Brasil, os quais representaram 39,7% do total de estabelecimentos formais brasileiros.Destes, 164.932 pertenciam ao segmento “comércio e reparação de veículos automotores emotocicletas”, 128.632 ao segmento “comércio por atacado, exceto veículos automotores emotocicletas” e 1.056.961 ao segmento “comércio varejista”.Como pode se observar na Tabela 1, tais dados retratam um crescimento do número deestabelecimentos formais do setor comercial, quando comparados com os dados de 2007,apesar da queda de participação em relação ao total de estabelecimentos da economia como umtodo. Tabela 1 - Comércio: Número de estabelecimentos formais e participação no total dos setores, localidades selecionadas, 2007 e 2010 Brasil Minas Gerais RMBH BH Atividade 2007 2010 2007 2010 2007 2010 2007 2010Comércio e reparação de veículosautomotores e motocicletas 136.191 164.932 16.115 19.847 4.307 5.169 2.857 3.206Comércio por atacado, exceto veículos automotores emotocicletas 112.955 128.632 11.726 13.254 4.193 4.777 2.852 3.206Comércio varejista 921.948 1.056.961 116.210 132.081 26.470 30.112 17.315 19.025Total Comércio 1.171.094 1.350.525 144.051 165.182 34.970 40.058 23.024 25.437Total Setores 2.935.448 3.403.448 399.951 454.061 95.691 110.324 66.442 74.808Partcipação comércio/total 39,9% 39,7% 36,0% 36,4% 36,5% 36,3% 34,7% 34,0%Fonte: MTE- RAIS, 2007 e 2010. Elaborado pelo IPEAD/UFMGEm Minas Gerais o setor comercial respondeu por 36,4% do total de estabelecimentos formaisdo Estado em 2010, percentual superior ao apresentado em 2007, que equivaleu a 36,0%.www.ipead.face.ufmg.br • ipead@ipead.face.ufmg.brAv. Presidente Antônio Carlos, 6.627 • PampulhaFACE/UFMG • Bloco Administrativo • 2° andarSala 2.011 • CEP: 31270 901 • Belo Horizonte/MGTel: (31) 3409 7110 • Fax: (31) 3409 7140
  22. 22. Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais Cadeia Produtiva do Comércio 22Belo Horizonte e sua Região Metropolitana apresentaram queda da participação do número deestabelecimentos comerciais formais no total de estabelecimentos entre 2007 e 2010, apesar doaumento do número de estabelecimentos em todos os segmentos. Em 2010, a participação donúmero de estabelecimentos comerciais formais no total de estabelecimentos equivaleu a 34%em Belo Horizonte e a 36,3% na Região Metropolitana.Em todas as localidades o segmento varejista apresentou maior número de estabelecimentos.Em 2010, equivaleu a 78% dos estabelecimentos comerciais no Brasil, 80% em Minas Gerais e75% em Belo Horizonte e na sua Região Metropolitana.A Tabela 2 mostra a participação percentual do setor comercial de Minas Gerais no total deestabelecimentos comerciais no Brasil, e também, a participação deste setor em Belo Horizontee sua Região Metropolitana no total de estabelecimentos comerciais de Minas Gerais. Tabela 2 – Cadeia Produtiva do Comércio: Participação percentual do número de estabelecimentos, localidades selecionadas em relação ao Brasil e Minas Gerais, 2007 e 2010 Participação Localidade Setor 2007 2010 Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas 11,8% 12,0% Comércio por atacado, exceto veículos automotores e motocicletas 10,4% 10,3% Minas Gerais/Brasil Comércio varejista 12,6% 12,5% Total 12,3% 12,2% Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas 26,7% 26,0% Comércio por atacado, exceto veículos automotores e motocicletas 35,8% 36,0% RMBH/MG Comércio varejista 22,8% 22,8% Total 24,3% 24,3% Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas 17,7% 16,2% Comércio por atacado, exceto veículos automotores e motocicletas 24,3% 24,2% BH/MG Comércio varejista 14,9% 14,4% Total 16,0% 15,4%Fonte: MTE – RAIS, 2007 e 2010, Elaborado pelo IPEAD/UFMGEntre 2007 e 2010, a participação dos estabelecimentos comerciais mineiros no total deestabelecimentos comerciais brasileiros passou de 12,3% para 12,2%, mantendo-serelativamente estável. A perda de participação resultou das perdas de participação apresentadaspelos segmentos “comércio atacadista” (passou de 10,4% para 10,3%) e “comércio varejista”(passou de 12,6% para 12,5%).Dentro do Estado, a Região Metropolitana de Belo Horizonte manteve sua participação no totalde estabelecimentos comerciais, a qual equivaleu a 24,3% no período. A queda de participaçãoapresentada pelo segmento “comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas”www.ipead.face.ufmg.br • ipead@ipead.face.ufmg.brAv. Presidente Antônio Carlos, 6.627 • PampulhaFACE/UFMG • Bloco Administrativo • 2° andarSala 2.011 • CEP: 31270 901 • Belo Horizonte/MGTel: (31) 3409 7110 • Fax: (31) 3409 7140
  23. 23. Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais Cadeia Produtiva do Comércio 23 (passou de 26,7% para 26,0%) foi compensada pelo aumento da participação do segmento “comércio atacadista” (passou de 35,8% para 36%). Por sua vez, Belo Horizonte apresentou queda da participação dos estabelecimentos comerciais no total do estado, passando de 16,0% em 2007 para 15,4% em 2010. Tal perda de participação foi resultante da perda de participação de todos os segmentos do setor. Em relação ao porte médio dos estabelecimentos, a Tabela 3 revela que predominam os pequenos, com até 4 empregados, para os três segmentos da cadeia produtiva do comércio, nas quatro localidades analisadas. No Brasil, 61,5% dos estabelecimentos da classe “comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas”, 49,4% do comércio atacadista e 59,3% do comércio varejista possuíam até 4 empregados em 2010. Em Minas Gerais estes percentuais equivaleram a 61,5%, 50,7% e 62,0% respectivamente. Em Belo Horizonte e sua Região Metropolitana estes percentuais foram relativamente menores que no Brasil e Minas Gerais. Em Belo Horizonte equivaleram a 55,3%, 48,9% e 53%, respectivamente. Na Região Metropolitana corresponderam a 56,4%, 45,5% e 55,1%, respectivamente. Tabela 3 - Cadeia Produtiva do Comércio: Percentual de estabelecimentos por tamanho do estabelecimento, localidades selecionadas, 2010 Percentual de participação dos estabelecimentos por segmento (%) Tamanho Brasil Minas Gerais RMBH Belo Horizonteestabelecimento Veic. e Veic. e Veic. e Veic. e Atacado Varejo Atacado Varejo Atacado Varejo Atacado Varejo Mot. Mot. Mot. Mot.ZERO 10,7 10,7 11,3 10,6 11,6 11,6 10,4 10,1 10,4 10,0 10,5 10,2ATE 4 61,5 49,4 59,3 61,5 50,7 62,0 56,4 45,5 55,1 55,3 48,9 53,0DE 5 A 9 15,7 17,5 16,8 7,1 17,5 15,8 18,9 18,7 18,7 19,6 19,1 19,7DE 10 A 19 7,1 11,4 8,2 0,3 10,3 7,1 8,4 12,4 9,8 8,6 11,1 10,7DE 20 A 49 3,5 7,2 3,3 3,4 6,5 2,7 4,2 8,9 4,4 4,5 7,3 4,7DE 50 A 99 1,0 2,3 0,7 0,0 1,9 0,5 1,0 2,3 1,1 1,1 1,7 1,2DE 100 A 249 0,4 1,2 0,3 16,4 1,1 0,2 0,7 1,6 0,4 0,8 1,0 0,4DE 250 A 499 0,0 0,2 0,1 0,8 0,3 0,0 0,1 0,4 0,1 0,1 0,2 0,1DE 500 A 999 0,0 0,1 0,0 0,0 0,1 0,0 0,0 0,1 0,0 0,0 0,1 0,01000 ou mais 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0Total 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 Fonte: MTE – RAIS, 2010, Elaborado pelo IPEAD/UFMG Nota-se que em 2010, nenhuma das localidades analisadas apresentou estabelecimentos com 1000 ou mais empregados e apenas 0,1% possuía entre 500 e 999 empregados. Os dados mostram que a grande maioria das empresas da cadeia se concentrava na faixa com até 49 empregados. www.ipead.face.ufmg.br • ipead@ipead.face.ufmg.br Av. Presidente Antônio Carlos, 6.627 • Pampulha FACE/UFMG • Bloco Administrativo • 2° andar Sala 2.011 • CEP: 31270 901 • Belo Horizonte/MG Tel: (31) 3409 7110 • Fax: (31) 3409 7140
  24. 24. Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais Cadeia Produtiva do Comércio 24Em relação à abertura e fechamento das empresas em Belo horizonte, dados da SecretariaMunicipal de Finanças da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) mostram que, entre 2009 e abrilde 2011, foram abertos 9 estabelecimentos autônomos e 15.198 empresariais. Neste períodoforam fechados 4 estabelecimentos autônomos e 3.010 empresariais. O ano de 2010 concentrouo maior número de empresas abertas, totalizando 8.227, as quais representaram 29,22% dasempresas abertas em Belo Horizonte neste ano. Foi também o ano em que mais empresasencerraram suas atividades (2.198). Tabela 4 – Abertura e fechamento de autônomos e empresas comerciais em Belo Horizonte, 2009 a abril de 2011 Abertura/ 2009 2010 2011 (01/11 a 04/11) Classificação Fechamento Número Percentual Número Percentual Número Percentual Abertura 7 0,24% 1 0,04% 1 0,11% Autônomos Fechamento 2 0,28% 2 0,19% 0 0,00% Abertura 4.773 30,22% 8.227 29,22% 2.198 28,02% Empresas Fechamento 1.385 38,22% 1.571 30,22% 54 38,57%Fonte: PBH – Prefeitura de Belo Horizonte, Secretaria Municipal de Finanças, Elaborado pelo IPEAD/UFMGUma análise sobre o tempo de duração dos 3.014 estabelecimentos, entre autônomos eempresariais, que fecharam no período revela que 30% apresentaram duração de até 2 anos,conforme ilustrado no Gráfico 7.www.ipead.face.ufmg.br • ipead@ipead.face.ufmg.brAv. Presidente Antônio Carlos, 6.627 • PampulhaFACE/UFMG • Bloco Administrativo • 2° andarSala 2.011 • CEP: 31270 901 • Belo Horizonte/MGTel: (31) 3409 7110 • Fax: (31) 3409 7140
  25. 25. Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais Cadeia Produtiva do Comércio 25 Gráfico 7 – Número de autônomos e empresas comerciais por anos de duração, Belo Horizonte/MGFonte: PBH – Prefeitura de Belo Horizonte, Secretaria Municipal de Finanças, Elaborado pelo IPEAD/UFMGO maior índice de fechamento das empresas comerciais nos primeiros dois anos pode estarrelacionado à maior facilidade de abertura de tais empresas, devido aos baixos investimentosiniciais e inexpressivas barreiras à entrada, o que incentiva a abertura de novas firmas. Noentanto, depois de abertas, as empresas, especialmente as confecções, enfrentam forteconcorrência, e muitas vezes não têm condições financeiras, técnicas e gerenciais decompetirem no mercado.2.4.3 EmpregoA análise dos dados da RAIS, referentes aos empregos criados pelo setor comercial no período2007-2010, revela um aumento do número de empregos formais no período e aumento daparticipação destes em relação ao total da economia, em todas as localidades analisadas.A Tabela 5 mostra que, em 2010, o setor comercial gerou 8.312.829 empregos formais noBrasil, representando 18,9% do total de empregos formais da economia brasileira. Em 2007 talparticipação foi equivalente a 18,2% e os empregos criados pelo setor comercial somaram6.849.108.www.ipead.face.ufmg.br • ipead@ipead.face.ufmg.brAv. Presidente Antônio Carlos, 6.627 • PampulhaFACE/UFMG • Bloco Administrativo • 2° andarSala 2.011 • CEP: 31270 901 • Belo Horizonte/MGTel: (31) 3409 7110 • Fax: (31) 3409 7140
  26. 26. Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais Cadeia Produtiva do Comércio 26 Os três segmentos comerciais apresentaram crescimento do emprego no período. O segmento varejista respondeu pela maior parcela dos empregos gerados pelo setor. Em 2010 equivaleu a 72,2% dos empregos criados pelo comércio, foi seguido pelo segmento atacadista com 16,6% e pelo segmento de comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas com 11,2%. Tabela 5 – Cadeia Produtiva do Comércio: Número de empregos formais e participação no total dos setores produtivos, localidades selecionadas, 2007 e 2010 Brasil Minas Gerais RMBH Belo Horizonte Atividade 2007 2010 2007 2010 2007 2010 2007 2010Comércio e reparação de veículosautomotores e motocicletas 750.128 927.538 87.258 104.509 30.472 35.852 20.186 23.271Comércio por atacado, excetoveículos automotores emotocicletas 1.124.309 1.380.202 105.727 134.682 48.550 61.463 24.454 32.485Comércio varejista 4.974.671 6.005.089 536.095 644.710 167.802 206.637 116.740 133.049Total Comércio 6.849.108 8.312.829 729.080 883.901 246.824 303.952 161.380 188.805Total Setores 37.607.430 44.068.355 4.036.203 4.646.891 1.665.625 1.907.583 1.215.157 1.356.769Partcipação comércio/total 18,2% 18,9% 18,1% 19,0% 14,8% 15,9% 13,3% 13,9% Fonte:MTE – RAIS, 2007 e 2010, Elaborado pelo IPEAD/UFMG Minas Gerais, Belo Horizonte e sua Região Metropolitana seguiram a tendência brasileira de crescimento do emprego e da participação deste no total da economia brasileira. Em Minas Gerais, o indicador referente à participação do emprego gerado pela atividade comercial no total dos empregos criados no Estado revelou-se próximo ao indicador brasileiro, equivalendo a 19,0% em 2010. Em Belo Horizonte e na sua Região Metropolitana este indicador apresentou resultado inferior aos apresentados por Minas Gerais e pelo Brasil. Em Belo Horizonte tal indicador equivaleu a 13,9%, em 2010, e na Região Metropolitana a 15,9%. Em relação ao rendimento mensal do trabalhador do setor comercial, dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD – publicados pelo IBGE, revelam que Belo Horizonte apresentou remuneração superior às apresentadas pela Região Metropolitana, Minas Gerais e Brasil, no período 2006-2009, apesar da queda verificada no período. O Gráfico 8 mostra que, entre 2006 e 2009, Belo Horizonte e Região Metropolitana, ainda que com rendimentos superiores aos apresentados por Minas Gerais e pelo Brasil, apresentaram tendência de queda do rendimento mensal médio do setor comercial. Enquanto Minas Gerais e Brasil mostraram crescimento deste indicador no período, apesar da queda entre 2008 e 2009. www.ipead.face.ufmg.br • ipead@ipead.face.ufmg.br Av. Presidente Antônio Carlos, 6.627 • Pampulha FACE/UFMG • Bloco Administrativo • 2° andar Sala 2.011 • CEP: 31270 901 • Belo Horizonte/MG Tel: (31) 3409 7110 • Fax: (31) 3409 7140
  27. 27. Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais Cadeia Produtiva do Comércio 27Em 2009 o rendimento mensal médio do trabalho principal para pessoas com 10 anos ou mais,alocadas no setor comercial, equivaleu a R$1.195,2 em Belo Horizonte, R$1.010,4 na RegiãoMetropolitana de Belo Horizonte, R$914,0 no Brasil e R$892,7 em Minas Gerais. Gráfico 8 – Cadeia Produtiva do Comércio: Rendimento mensal médio do trabalho principal para pessoas de 10 anos ou mais, 2006 a 2009, localidades selecionadas (R$)Fonte: IBGE – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), 2006 a 2010, Elaborado peloIPEAD/UFMGEm relação à participação do segmento informal, dados da PNAD revelam que a taxa deinformalidade é bastante elevada no setor comercial. O Gráfico 9 mostra a evolução de talindicador entre 2006 e 2009, no Brasil, Minas Gerais, Belo Horizonte e sua RegiãoMetropolitana.Observa-se que Belo Horizonte apresentou as menores taxas de informalidade no período e foiseguida pela Região Metropolitana, Minas Gerais e Brasil.www.ipead.face.ufmg.br • ipead@ipead.face.ufmg.brAv. Presidente Antônio Carlos, 6.627 • PampulhaFACE/UFMG • Bloco Administrativo • 2° andarSala 2.011 • CEP: 31270 901 • Belo Horizonte/MGTel: (31) 3409 7110 • Fax: (31) 3409 7140
  28. 28. Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais Cadeia Produtiva do Comércio 28 Gráfico 9 – Cadeia Produtiva do Comércio: Taxa de Informalidade, 2006 a 2009, localidades selecionadasFonte: IBGE – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), 2006 a 2010, Elaborado peloIPEAD/UFMGEntre 2006 e 2009, o Brasil apresentou queda da taxa de informalidade do setor comercial, aqual passou de 53,9% em 2006 para 48,7% em 2009. Tal movimento foi seguido pelas demaislocalidades, apesar destas apresentarem tendência de aumento das taxas entre 2008 e 2009.Em 2009, as taxas de informalidade equivaleram a 48,7% no Brasil, 41% em Minas Gerais,38,7% na Região Metropolitana de Belo Horizonte e 37,9% em Belo Horizonte.Cabe destacar que a informalidade do setor comercial se expressa não apenas no empregoprecário, mas também nas microempresas sem registro, na sonegação de impostos e nocontrabando de mercadorias. Tal aspecto caracteriza uma concorrência desleal entre asempresas, diminuindo as possibilidades de crescimento do setor e deteriorando as relações detrabalho.2.5 FornecedoresO elo “fornecedores” da cadeia produtiva do comércio é composto pelos diversos produtores debens duráveis, semiduráveis e não duráveis comercializados na cadeia. Apresentacaracterísticas, relacionadas à forma de organização, distribuição, armazenamento ewww.ipead.face.ufmg.br • ipead@ipead.face.ufmg.brAv. Presidente Antônio Carlos, 6.627 • PampulhaFACE/UFMG • Bloco Administrativo • 2° andarSala 2.011 • CEP: 31270 901 • Belo Horizonte/MGTel: (31) 3409 7110 • Fax: (31) 3409 7140
  29. 29. Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais Cadeia Produtiva do Comércio 29comercialização, bastante heterogêneas, de acordo com o porte dos estabelecimentos e com osegmento em que atua.A Figura 2 ilustra as diferentes formas de intermediação do produto ou serviço entre produtorese consumidores. Na primeira forma, talvez a mais tradicional, a indústria vende seus produtospara atacadistas e distribuidores, que atendem a varejistas e estes ao consumidor final. Nasegunda forma, o produtor vende seus produtos diretamente ao varejista para posterior vendaao consumidor final. E finalmente, na terceira forma, o produtor vende diretamente para oconsumidor. Figura 2 - Formas de Intermediação Fonte: Guidolim et.al. (2009)A função de atacadista/distribuidor pode ser internalizada pelo varejista ou pelo produtor,dependendo do seu porte, caracterizando as formas 2 e 3 descritas anteriormente. SegundoGuidolin et.al. (2009), na forma 2 a relação será mais favorável a quem tiver maior capacidadede estabelecer as condições de contrato.A frequência de contato com o consumidor, o nível de envolvimento do cliente, a força dasmarcas transacionadas e a competitividade dos fornecedores determinam o poder do varejo emrelação à indústria. Dessa maneira, o segmento de varejo de maior poder é o de hiper esupermercados, em função das compras constantes e da fidelidade do consumidor. Ele éseguido pelo vestuário e calçados, cuja força está baseada na marca, pelos móveis eeletrodomésticos, que possuem produtos padronizados, pelas farmácias e drogarias, quebuscam a fidelização de clientes, pelos materiais de construção, que possuem pouco poder emwww.ipead.face.ufmg.br • ipead@ipead.face.ufmg.brAv. Presidente Antônio Carlos, 6.627 • PampulhaFACE/UFMG • Bloco Administrativo • 2° andarSala 2.011 • CEP: 31270 901 • Belo Horizonte/MGTel: (31) 3409 7110 • Fax: (31) 3409 7140
  30. 30. Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais Cadeia Produtiva do Comércio 30relação às indústrias e pelos veículos e autopeças, cuja marca do fabricante é maisrepresentativa do que o varejista (CNC, 2008).De acordo com Kotler e Keller (2006), apud Guidolin et. al. (2009), o investimento em canaispróprios é indicado quando pode gerar um retorno maior que o do investimento no negócioprincipal da indústria. A opção de estabelecer um canal direto com o consumidor irá dependerde quanto o controle do canal de marketing é relevante para o produtor, visto que esta é umaforma de valorizar o produto e a marca, mantendo maior controle do canal de marketing pormeio de lojas próprias, franquias ou licenciamento de marca (Guidolin et. al., op. cit.).Por sua vez, o varejo vem utilizando estratégias como as centrais de negócios pelos varejistasindependentes e a incorporação ou coordenação de atividades produtivas por parte das grandesredes.Outra tendência apresentada nessa relação entre fornecedores e comerciantes é a realização deparcerias, que abrangem a reposição de produtos com funcionários das empresas fornecedoras,o compartilhamento de informações para lançamento de novos produtos ou para promoções, omonitoramento do nível de estoques, a fabricação de produtos destinados a marcas próprias,entre outros.As formas de estruturação destas parcerias dependem da capacidade de negociação dosfornecedores e comerciantes. Assim como os consumidores, os comerciantes também estãocada vez mais informados e exigentes e os fornecedores são avaliados em termos depontualidade de entrega, garantia de qualidade dos produtos e ampliação dos serviçosprestados, além de preços e formas de pagamento.A comercialização de produtos com marca própria é uma estratégia que vem sendo adotadapelas grandes redes. Tal estratégia, além de fortalecer a rede varejista, beneficia osfornecedores e fabricantes independentes e as pequenas empresas produtoras, eleva o poder decompra com os fornecedores tradicionais, e ainda cria um mecanismo de lealdade doconsumidor para com a rede varejista (Guidolin et. al., op.cit.).Em Belo Horizonte e sua Região Metropolitana, seguindo a tendência brasileira e mundial,verificam-se as três formas de intermediação entre produtores e consumidores, as quais variamde acordo com as classes do comércio em que atuam e o porte dos estabelecimentos.www.ipead.face.ufmg.br • ipead@ipead.face.ufmg.brAv. Presidente Antônio Carlos, 6.627 • PampulhaFACE/UFMG • Bloco Administrativo • 2° andarSala 2.011 • CEP: 31270 901 • Belo Horizonte/MGTel: (31) 3409 7110 • Fax: (31) 3409 7140
  31. 31. Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais Cadeia Produtiva do Comércio 31As grandes redes de super e hipermercados e as lojas de departamento vem apresentando, porexemplo, tendência crescente de comercialização de marcas próprias. Por sua vez, os pequenosmercados de bairro são bastante dependentes da intermediação dos atacadistas.2.6 Produtores2.6.1 Comércio de veículos automotores, peças e motocicletasDe acordo com a Pesquisa Anual do Comércio, em 2009 o segmento de comércio de veículos,peças e motocicletas representou 15,1% da receita operacional líquida, 12,5% do valoradicionado, 11,4% dos salários, retiradas e outras remunerações, 9,7% do pessoal ocupado e9,8% do número de empresas do setor comercial brasileiro (Tabela 6).Dentro do segmento a classe “comércio de veículos automotores” respondeu pela maior parcelada receita operacional líquida (70,6%) e do valor adicionado (48,7%). A classe “comércio depeças para veículos” apresentou o maior número de empresas (73,9%), a maior parcela depessoal ocupado (59,2%) e também a maior parcela dos salários, retiradas e outrasremunerações (46,9%). A classe “comércio de motocicletas, peças e acessórios” apresentou asparticipações menos significativas do segmento, conforme ilustra a Tabela 6.Tabela 6 – Dados comparativos das empresas do segmento de comércio de veículos, peças e motocicletas, 2009 Dados comparativos das empresas comerciais (participação percentual) Salários, Divisões, grupos retira- Pessoal e Receita Número Valor das e ocupado classes de atividades operacional de adicionado outras re- em líquida empresas muneraçõe 31.12 s Comércio veículos, peças e motocicletas/comércio total 15,1% 12,5% 11,4% 9,7% 9,8% Veículos automotores/comércio veículos, peças e motoc. 70,6% 48,7% 44,2% 30,0% 15,3% Peças para veículos/comércio veículos, peças e motoc. 22,6% 42,7% 46,9% 59,2% 73,9% Motocicletas, peças e acessórios/comércio veículos, peças e motoc. 6,8% 8,6% 8,9% 10,8% 10,7%Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Serviços e Comércio, Pesquisa Anual de Comércio, 2009.Elaborado pelo IPEAD/UFMGA classe de comercialização de veículos automotores trabalha com a revenda dos produtos demaior valor agregado do segmento e sua dinâmica está bastante atrelada à dinâmica dawww.ipead.face.ufmg.br • ipead@ipead.face.ufmg.brAv. Presidente Antônio Carlos, 6.627 • PampulhaFACE/UFMG • Bloco Administrativo • 2° andarSala 2.011 • CEP: 31270 901 • Belo Horizonte/MGTel: (31) 3409 7110 • Fax: (31) 3409 7140
  32. 32. Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais Cadeia Produtiva do Comércio 32indústria automobilística como um todo. A natureza da relação com a indústria automobilística,de certa maneira, conduz a uma maior concentração desta classe em um número menor deempresas, visto que estas comercializam, predominantemente, veículos exclusivos de umadeterminada montadora. De acordo com estudo realizado pelo CNC (2008), “[...] essa relação tende a diminuir o poder de barganha das concessionárias e incentiva a formação de grupos econômicos que possuem mais de uma “bandeira” de concessionária (grupos multimarcas). Isso permite maior poder de negociação na contratação das condições comerciais de longo prazo com os fabricantes de automóveis, ao mesmo tempo em que permite a oferta de uma gama de opções mais ampla aos seus consumidores.” (CNC, 2008)Em Belo Horizonte existem 402 empresas formais de comercialização de veículos automotores,as quais empregam 7.922 pessoas. Representam 12,5% dos estabelecimentos formais e 34% damão de obra empregada no segmento. Seguindo a tendência brasileira, as classes queapresentam as maiores participações no número de estabelecimentos do segmento são“manutenção e reparação” (38,6%) e “comércio de peças e acessórios” (41,5%) para veículosautomotores. São também, juntamente com comércio de veículos automotores (34%), as quemais empregam, 23,2% e 37,4%, respectivamente. Tabela 7 - Participação (%) das classes do comércio de veículos, peças e motocicletas no total do número de estabelecimentos e do emprego no segmento, Belo Horizonte/MG, 2010 Classe CNAE 2.0 Estabelecimentos EmpregoComércio a varejo e por atacado de veículos automotores 12,5% 34,0%Representantes comerciais e agentes do comércio de veículos automotores 0,8% 0,3%Manutenção e reparação de veículos automotores 38,6% 23,2%Comércio de peças e acessórios para veículos automotores 41,5% 37,4%Comércio por atacado e a varejo de motocicletas, peças e acessórios 5,5% 4,6%Representantes comerciais e agentes do comércio de motocicletas,peças eacessórios 0,2% 0,0%Manutenção e reparação de motocicletas 0,8% 0,3% Fonte: MTE – RAIS, 2010. Elaborado pelo IPEAD/UFMGO desempenho do setor tem sido positivamente afetado pelas facilidades de crédito, descontose prazos de pagamento. Este bom desempenho tem incentivado a disseminação dasconcessionárias e lojas de revenda de carros pelo município, que se caracteriza pelaconcentração de tais atividades em determinadas regiões da cidade.www.ipead.face.ufmg.br • ipead@ipead.face.ufmg.brAv. Presidente Antônio Carlos, 6.627 • PampulhaFACE/UFMG • Bloco Administrativo • 2° andarSala 2.011 • CEP: 31270 901 • Belo Horizonte/MGTel: (31) 3409 7110 • Fax: (31) 3409 7140
  33. 33. Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais Cadeia Produtiva do Comércio 33Destacam-se o comércio de veículos novos e usados nas Avenidas Cristiano Machado, CarlosLuz e Pedro II, o comércio de veículos importados na Avenida Raja Gabaglia e o comércio depeças e motocicletas na Avenida Pedro II.2.6.2 Comércio por atacadoEm 2009 o comércio atacadista respondeu por 43,0% da receita operacional líquida, 36,1% dovalor adicionado, 26,6% dos salários, retiradas e outras remunerações, 16,9% do pessoalocupado e 10,8% do número de empresas do setor comercial (Tabela 8).www.ipead.face.ufmg.br • ipead@ipead.face.ufmg.brAv. Presidente Antônio Carlos, 6.627 • PampulhaFACE/UFMG • Bloco Administrativo • 2° andarSala 2.011 • CEP: 31270 901 • Belo Horizonte/MGTel: (31) 3409 7110 • Fax: (31) 3409 7140
  34. 34. Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais Cadeia Produtiva do Comércio 34 Tabela 8 – Dados comparativos das empresas do segmento atacadista, Brasil, 2009 Dados comparativos das empresas comerciais (participação percentual) Salários, Divisões, grupos retira- Pessoal e Receita Número Valor das e ocupado classes de atividades operacional de adicionado outras re- em líquida empresas muneraçõe 31.12 sAtacado/comércio total 43,0% 36,1% 26,6% 16,9% 10,8%Representantes e agentes do comércio(exceto de veículos e motocicletas) /atacado 1,0% 5,8% 3,7% 6,7% 35,1%Comércio de matérias-primas agrícolas eanimais vivos /atacado 6,9% 5,6% 4,2% 5,1% 2,3%Comércio especializado em produtosalimentícios, bebidas e fumo/atacado 16,6% 15,4% 18,7% 24,6% 17,1%Comércio de equipamentos e artigos de usopessoal e doméstico/atacado 16,0% 25,1% 22,1% 20,5% 17,2%Tecidos, artefatos de tecidos e de armarinho,vestuário, calçados e artigos de viagem/atacado 1,7% 2,6% 3,2% 4,1% 4,7%Produtos farmacêutico, médico, ortopédico,odontológico e veterinário/atacado 10,3% 16,4% 11,9% 9,0% 4,8%Artigos de escritório e de papelaria; livros,jornais e outras publicações/atacado 1,2% 1,8% 2,2% 2,2% 1,5%Outros equipamentos e artigos de uso pessoal e doméstico/atacado 2,8% 4,3% 4,9% 5,2% 6,3%Comércio de produtos intermediários, resíduose sucatas/atacado 38,4% 24,6% 23,4% 20,4% 17,4%Combustíveis e lubrificantes/atacado 26,7% 9,9% 7,9% 3,0% 1,3%Madeira, ferragens, ferramentas, material elétrico e material de construção/atacado 3,8% 5,8% 5,7% 6,9% 5,2%Produtos químicos, adubos e fertilizantes/atacado 3,9% 3,8% 3,5% 2,7% 2,0%Produtos siderúrgicos e metalúrgicos/atacado 1,2% 1,1% 1,5% 1,2% 0,5%Papel e papelão em bruto e de embalagens/atacado 0,4% 0,5% 0,8% 1,2% 1,4%Resíduos, sucatas e outros produtos/atacado 2,4% 3,6% 4,0% 5,6% 7,0%Comércio de equipamentos e produtosTIC/atacado 3,4% 3,8% 5,6% 2,5% 1,2% Comércio de máquinas, aparelhos e equipamentos (exceto de TIC) /atacado 6,2% 10,7% 12,7% 8,9% 6,8%Comércio não especializado/atacado 11,5% 9,0% 9,7% 11,4% 2,9%Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Serviços e Comércio, Pesquisa Anual de Comércio, 2009.Elaborado pelo IPEAD/UFMGA Tabela 8 mostra que, dentro do segmento, os destaques foram os grupos “comércio deprodutos intermediários, resíduos e sucatas”, “comércio especializado em produtosalimentícios, bebidas e fumo” e “comércio de equipamentos e artigos de uso pessoal edoméstico”, os quais mostraram as maiores participações nas variáveis analisadas. A exceçãofoi o grupo “representantes e agentes do comércio (exceto veículos automotores emotocicletas)” que apresentou a maior participação no número de empresas do segmento(35,1%).www.ipead.face.ufmg.br • ipead@ipead.face.ufmg.brAv. Presidente Antônio Carlos, 6.627 • PampulhaFACE/UFMG • Bloco Administrativo • 2° andarSala 2.011 • CEP: 31270 901 • Belo Horizonte/MGTel: (31) 3409 7110 • Fax: (31) 3409 7140
  35. 35. Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais Cadeia Produtiva do Comércio 35O Gráfico 10 mostra que, de acordo com o “Ranking ABAD/Nielsen 2011”, o segmentoatacadista distribuidor registrou crescimento real de 8,2% em 2010 em relação ao ano anterior,atingindo faturamento de R$ 151,2 bilhões. A participação do atacado nas vendas tempermanecido estável e significativa, acima dos 50%, no últimos seis anos. Em 2010, osegmento correspondeu a 52,8% do mercado mercearil brasileiro e atendeu a 1.024.293 pontosde venda. Gráfico 10 – Evolução do faturamento e da participação do setor atacadista distribuidor no setor mercearil , 2010 Fonte: Ranking ABAD 2011 – ABAD/NielsenSegundo o referido Ranking, em 2010, Minas Gerais possuía 4 empresas da modalidade“atacado/distribuidor” dentre as 10 maiores do Brasil: Martins (1º), Tambasa (3º), Megafort(4º) e Atacado Vila Nova (9º). Destas, a Tambasa e a Megafort estão localizadas no Municípiode Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.Nas categorias “balcão” e “operador” o Estado não apresentou empresas entre as 10 maiores dopaís.Na categoria “autosserviço”, Minas Gerais apresentou 4 empresas entre as 10 maiores do país:Vilefort Atacadista (6º), Apoio Mineiro (7º), Mart Minas Atacadista (8º) e Tonin (10º), dasquais as três primeiras apresentam unidades em Belo Horizonte e ou na sua RegiãoMetropolitana. O crescimento desta categoria é uma tendência verificada no segmentoatacadista. De acordo com CNC (2008), as lojas de autosserviço, caracterizadas como umwww.ipead.face.ufmg.br • ipead@ipead.face.ufmg.brAv. Presidente Antônio Carlos, 6.627 • PampulhaFACE/UFMG • Bloco Administrativo • 2° andarSala 2.011 • CEP: 31270 901 • Belo Horizonte/MGTel: (31) 3409 7110 • Fax: (31) 3409 7140
  36. 36. Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais Cadeia Produtiva do Comércio 36misto entre varejo e atacado, estão cada vez mais comuns, principalmente quando situadas emzonas de alta concentração residencial ou que sejam circundadas por cidades pequenas muitopróximas. Ainda segundo o estudo, “...as embalagens menores e menos sofisticadas tornam ospreços mais atrativos ao consumidor, apesar do mix muitas vezes mais reduzido de produtosoferecidos e das poucas modalidades de pagamento.” (CNC, op. cit.)A comercialização de produtos de marca própria vem ganhando participação no segmentoatacadista, entretanto, ainda é pouco representativa. De acordo com o “Ranking ABAD/Nielsen2011”, em 2010 representou 29% dos produtos comercializados.Em relação às linhas de produtos comercializados, alimentos e higiene pessoal respondem poraproximadamente 55% destes. Os produtos relacionados à saúde são os menoscomercializados, apesar de um pequeno aumento da participação entre 2009 e 2010, quandopassou de 2,95% para 3,04%). (Gráfico 11) Gráfico 11 – Participação (%) nas vendas do atacado por linhas de produtos, Brasil, 2009 e 2010 Fonte: Ranking ABAD 2011, ABAD/NIELSENEm relação à importância dos canais atendidos no faturamento das empresas atacadistasconsideradas no “Ranking ABAD 2011”, em 2010 predominavam aquelas relacionadas aovarejo alimentar independente (34,2%), seguidas pelos transformadores (bares, lanchonetes,padarias, restaurantes, hotéis, hospitais e casas noturnas) (17,8%), pelos supermercados e lojaswww.ipead.face.ufmg.br • ipead@ipead.face.ufmg.brAv. Presidente Antônio Carlos, 6.627 • PampulhaFACE/UFMG • Bloco Administrativo • 2° andarSala 2.011 • CEP: 31270 901 • Belo Horizonte/MGTel: (31) 3409 7110 • Fax: (31) 3409 7140
  37. 37. Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais Cadeia Produtiva do Comércio 37de conveniência (15,9%), por outros (14,2%), pelos supermercados médios (7,0%), pelasdrogarias (6,0%) e pelos grande e hiper supermercados (5%).Gráfico 12 – Importância dos canais atendidos no faturamento das empresas atacadistas, Brasil, 2009 e 2010Fonte: Ranking ABAD 2011, ABAD/NIELSENEntre 2009 e 2010 destaca-se o crescimento da participação de supermercados pequenos e lojasde conveniência, a qual passou de 14,9% para 15,9%. Tal movimento vem sendo apontado, porespecialistas do setor, como um dos principais aspectos do bom desempenho do segmentoatacadista atualmente, especialmente devido à expansão do poder de compra e do consumo dasclasses C, D e E. Segundo a Nielsen, 95% dos supermercados pequenos (de um a quatrocheckouts) e 40% dos supermercados médios (de cinco a dezenove checkouts) são abastecidospor empresas atacadistas distribuidoras. E o pequeno e o médio varejo são os que mais atendemos consumidores das classes C, D e E.Em Belo Horizonte, predomina o comércio atacadista de produtos de consumo não alimentar,respondendo por 34,3% dos estabelecimentos e 29,4% dos empregos do segmento.Considerando a variável número de estabelecimentos, é seguido, de maneira mais significativa,pelo grupos “representantes comerciais e agentes do comércio” (18,8%), “comércio atacadistaespecializado em outros produtos” (10,7%) e “comércio atacadista especializado em produtosalimentícios, bebidas e fumo” (10,3%). Entretanto, quando se considera a variável número deempregos, é seguido, predominantemente, pelos grupos “comércio atacadista especializado emwww.ipead.face.ufmg.br • ipead@ipead.face.ufmg.brAv. Presidente Antônio Carlos, 6.627 • PampulhaFACE/UFMG • Bloco Administrativo • 2° andarSala 2.011 • CEP: 31270 901 • Belo Horizonte/MGTel: (31) 3409 7110 • Fax: (31) 3409 7140
  38. 38. Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais Cadeia Produtiva do Comércio 38 produtos alimentícios, bebidas e fumo” (19,6%), “comércio atacadista de madeira, ferragens, ferramentas, material elétrico e material de construção” (13,4%) e comércio atacadista especializado em outros produtos (11,9%). (Tabela 9) Tabela 9 - Participação (%) dos grupos do comércio atacadista no total do número de estabelecimentos e do emprego no segmento, Belo Horizonte/MG, 2010 Grupos CNAE 2.0 Estabelecimentos EmpregosRepresentantes comerciais e agentes do comércio,exceto de veículos automotores e motocicletas 18,8% 9,9%Comércio atacadista de matérias primas agrícolas e animais vivos 2,0% 1,0%Comércio atacadista especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo 10,3% 19,6%Comércio atacadista de produtos de consumo não alimentar 34,3% 29,4%Comércio atacadista de equipamentos e produtos TIC 3,3% 3,2%Comércio atacadista de máquinas, aparelhos e equipamentos, exceto TIC 9,3% 9,6%Comércio atacadista de madeira, ferragens, ferramentas, mat. elétrico e mat.construção 9,0% 13,4%Comércio atacadista especializado em outros produtos 10,7% 11,9%Comércio atacadista não especializado 2,3% 2,1% Fonte: MTE – RAIS, 2010. Elaborado pelo IPEAD/UFMG Cabe destacar que muitos dos estabelecimentos atacadistas comercializam uma cesta bastante diversificada de produtos e são conhecidos como pertencentes ao gênero “atacado generalista”. As empresas Tambasa e Megafort, citadas anteriormente, pertencem a este gênero. A Tambasa foi considerada o 2º maior atacado distribuidor generalista do Brasil. 6.3) Comércio varejista Em 2009 o comércio varejista respondeu por 41,9% da receita operacional líquida, 51,4% do valor adicionado, 61,9% dos salários, retiradas e outras remunerações, 73,4% do pessoal ocupado e 79,4% do número de empresas do setor comercial (Tabela 10). www.ipead.face.ufmg.br • ipead@ipead.face.ufmg.br Av. Presidente Antônio Carlos, 6.627 • Pampulha FACE/UFMG • Bloco Administrativo • 2° andar Sala 2.011 • CEP: 31270 901 • Belo Horizonte/MG Tel: (31) 3409 7110 • Fax: (31) 3409 7140

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