A UNIVERSIDADE COMO MECANISMO PARAAUMENTAR A CAPACIDADE DE INOVAR NASPMESTHE UNIVERSITY AS A MECHANISM TO INCREASE THECAPA...
A IMPORTÂNCIA DAS PMES PARA A ECONOMIABRASILEIRA   Correspondem a 99% das empresas formais, isso    significa 5,7 milhões...
CARACTERÍSTICAS TRADICIONAIS DAS PMES  Especificidades             Especificidades                                        ...
A      CAPACIDADEDE     INOVAR   COMOFERRAMENTA COMPETITIVA PARA AS MPES   As inovações “podem ter um efeito significativ...
MAS A INOVAÇÃO NAS PMES FOI TRADICIONALMENTEENCARADA PELA ACADEMIA DE FORMA...I.    Essencialmente descartada ou negligenc...
NO ENTANTO,UM NOVO PARADIGMA TEM SURGIDO...   “[...] gestores interessados ​em promover o    desempenho inovador de suas ...
UM CASO DE SUCESSO: A ATUAÇÃO DO LABORATÓRIO DEEMPREENDIMENTOS INOVADORES NA BACIA DE CAMPOS (RJ)   O Laboratório de Empr...
UM CASO DE SUCESSO: A ATUAÇÃO DO LABORATÓRIO DEEMPREENDIMENTOS INOVADORES NA BACIA DE CAMPOS (RJ)   A região da Bacia de ...
A ABORDAGEM DO LEI SOBRE A CAPACIDADEDE INOVAR:“Constitui um conjunto de habilidades organizacionais que propiciam a suste...
O MODELO PROPOSTO PELO LEI PARA ACAPACIDADE DE INOVAR                    Desdobrados                        em DIMENSÕES  ...
O MODELO PROPOSTO PELO LEI PARA ACAPACIDADE DE INOVAR             Princípios ou fundamentos que servem como             ba...
O MODELO PROPOSTO PELO LEI PARA ACAPACIDADE DE INOVAR                               Desdobramento de uma                  ...
O MODELO PROPOSTO PELO LEI PARA ACAPACIDADE DE INOVAR                               Desdobrados                           ...
O MODELO PROPOSTO PELO LEI PARA ACAPACIDADE DE INOVARMediadores que orientam a customização do modelo à realidade e aocont...
O MODELO PROPOSTO PELO LEI PARA ACAPACIDADE DE INOVAR                    Desdobrados                        em DIMENSÕES  ...
O MODELO PROPOSTO PELO LEI PARA ACAPACIDADE DE INOVAR   O modelo é, simultaneamente:       Uma proposta       teórica   ...
APLICAÇÕES PRÁTICAS DO MODELO NA REGIÃO DA BACIADE CAMPOS: ALGUNS RESULTADOS ATÉ O MOMENTO   Atuando há três anos na regi...
CONCLUSÕES   A universidade é cada vez mais um ator central para    as inovações na sociedade do conhecimento,    substit...
REFERÊNCIAS   ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Anuário Estatístico    Brasileiro do Pet...
OBRIGADOContato: ramon.narcizo@lei.uff.br
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×

(15) 11.00 Ramon Narcizo (Louvre I, 25.04)

340

Published on

Published in: Education
0 Comments
0 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

  • Be the first to like this

No Downloads
Views
Total Views
340
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
1
Actions
Shares
0
Downloads
0
Comments
0
Likes
0
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

(15) 11.00 Ramon Narcizo (Louvre I, 25.04)

  1. 1. A UNIVERSIDADE COMO MECANISMO PARAAUMENTAR A CAPACIDADE DE INOVAR NASPMESTHE UNIVERSITY AS A MECHANISM TO INCREASE THECAPACITY TO INNOVATE IN SMES Ramon Narcizo Laboratório de Empreendimentos Inovadores (LEI/UFF)
  2. 2. A IMPORTÂNCIA DAS PMES PARA A ECONOMIABRASILEIRA Correspondem a 99% das empresas formais, isso significa 5,7 milhões de empreendimentos. Geram 20% do produto interno bruto (PIB), cerca de R$ 700 bilhões. Empregam cerca de 60% da mão de obra do país, ou seja, 56,4 milhões de empregos. Fonte: IBGE (2011) 2
  3. 3. CARACTERÍSTICAS TRADICIONAIS DAS PMES Especificidades Especificidades Especificidades Individuais Organizacionais DecisionaisPobreza de recursos.Gestão centralizadora. Onipotência doSituação extra- proprietário/dirigente. Tomada de decisãoorganizacional Identidade entre pessoa intuitiva.incontrolável. física e jurídica. Horizonte temporal deBaixa maturidade Dependência perante curto prazo.organizacional. certos funcionários. Inexistência de dadosFraqueza das partes no Influência pessoal do quantitativos.mercado. proprietário/dirigente. Alto grau de autonomiaEstrutura simples e leve. Simbiose entre decisória.Ausência de patrimônio social e Racionalidadeplanejamento. pessoal. econômica, política eFraca especialização. Propriedade dos capitais. familiar.Estratégia intuitiva. Propensão a riscosSistema de informações calculados.simples. 3 Fonte: Leone (2009)
  4. 4. A CAPACIDADEDE INOVAR COMOFERRAMENTA COMPETITIVA PARA AS MPES As inovações “podem ter um efeito significativo sobre a posição da empresa no mercado, e são provavelmente os principais determinantes da sua competitividade em longo prazo” (GEROSKI et al., 1997, p. 34). 4
  5. 5. MAS A INOVAÇÃO NAS PMES FOI TRADICIONALMENTEENCARADA PELA ACADEMIA DE FORMA...I. Essencialmente descartada ou negligenciada, baseando- se na questionável premissa de que MPEs não inovam – seja por escolha, por restrições de mercado (e competitividade) ou por simples incompetência e limitações intrinsecamente inerentes a essas organizações.II. De forma indireta e escassa, abordando-a na mesma perspectiva adotada para grandes organizações, porém de forma reducionista e limitada. Fontes: Avermaete et al., 2004; Laforet, 2009; Forsman, 2011; Som et al., 2011. 5
  6. 6. NO ENTANTO,UM NOVO PARADIGMA TEM SURGIDO... “[...] gestores interessados ​em promover o desempenho inovador de suas empresas devem saber que praticar ou não P&D não é a única decisão relevante a ser tomada. Eles podem tomar outras ações que podem produzir resultados favoráveis. Isso é especialmente importante para os gestores de empresas que têm dificuldade em realizar atividades de P&D.” Barges-Gil (2011, p. 24) 6
  7. 7. UM CASO DE SUCESSO: A ATUAÇÃO DO LABORATÓRIO DEEMPREENDIMENTOS INOVADORES NA BACIA DE CAMPOS (RJ) O Laboratório de Empreendimentos Inovadores (LEI):  É um laboratório multidisciplinar de pesquisa em engenharia da Universidade Federal Fluminense (UFF), instalado desde abril de 2009 no interior do Estado do Rio de Janeiro.  Atua como escritório de projetos e como uma unidade avançada da incubadora de empresas da UFF.  Busca criar uma sinergia entre universidade, os governos locais e a indústria de exploração e produção de petróleo e gás natural na região da Bacia de Campos. 7
  8. 8. UM CASO DE SUCESSO: A ATUAÇÃO DO LABORATÓRIO DEEMPREENDIMENTOS INOVADORES NA BACIA DE CAMPOS (RJ) A região da Bacia de Campos (RJ):  Composta pelos municípios Arraial do Cabo, Cabo Frio, Armação dos Búzios, Casimiro de Abreu, Rio das Ostras, Macaé, Carapebus, Quissamã, Campos dos Goytacazes e São João da Barra.  Em 2010 a região foi responsável por 85% da produção nacional de petróleo e 49,7% da produção nacional de gás natural (ANP, 2011).  Possui mais de 1.500 PMEs atuando direta ou indiretamente na cadeia produtiva de exploração e produção (E&P) de petróleo e gás natural.  Enfrenta uma nova era de desafios de inovação e tecnologia no cenário da E&P na região da camada Pré-Sal.  Apesar da importância econômica para o estado (e o Brasil), não possui tradição de pesquisa ou de cooperação com universidades 8 e centros de produção de conhecimento.
  9. 9. A ABORDAGEM DO LEI SOBRE A CAPACIDADEDE INOVAR:“Constitui um conjunto de habilidades organizacionais que propiciam a sustentada transformação de conhecimentos e ideias em novas iniciativas de criação de valor para o benefício da empresa e suas partes interessadas.” 9
  10. 10. O MODELO PROPOSTO PELO LEI PARA ACAPACIDADE DE INOVAR Desdobrados em DIMENSÕES PARÂMETROS VARIÁVEIS Explicitadas na forma de Mediados por HABILIDADES DE INOVAÇÃO 10
  11. 11. O MODELO PROPOSTO PELO LEI PARA ACAPACIDADE DE INOVAR Princípios ou fundamentos que servem como bases conceituais para a compreensão da capacidade de inovar: Desdobrados em •Aprendizagem •Cultura DIMENSÕES PARÂMETROS •Estratégia VARIÁVEIS •Estrutura •Finanças •Liderança •Mercado •Pessoas •Processos •Relacionamentos 11
  12. 12. O MODELO PROPOSTO PELO LEI PARA ACAPACIDADE DE INOVAR Desdobramento de uma dimensão na forma de DIMENSÕES PARÂMETROS VARIÁVEIS requisitos ou características necessárias à capacidade Explicitadas de inovação numa dada na forma de dimensão. 12
  13. 13. O MODELO PROPOSTO PELO LEI PARA ACAPACIDADE DE INOVAR Desdobrados emDesdobramentos finais dos parâmetros, naforma de características de interesse DIMENSÕES PARÂMETROS VARIÁVEISindividuais e suficientemente explicitadas, deforma que sejam passíveis de medição e Explicitadasavaliação. na forma de 13
  14. 14. O MODELO PROPOSTO PELO LEI PARA ACAPACIDADE DE INOVARMediadores que orientam a customização do modelo à realidade e aocontexto das PMEs estudadas. Desdobrados em•Cultura de tomada e gestão de riscos.•Organização que aprende. DIMENSÕES PARÂMETROS VARIÁVEIS•Empowerment e Empreendedorismo.•Conhecimento sobre o mercado. Explicitadas•Planejamento e desenvolvimento do negócio.•Integraçãoforma de na e comunicação aberta. Mediados por HABILIDADES DE INOVAÇÃO 14
  15. 15. O MODELO PROPOSTO PELO LEI PARA ACAPACIDADE DE INOVAR Desdobrados em DIMENSÕES PARÂMETROS VARIÁVEIS Explicitadas na forma de Mediados por HABILIDADES DE INOVAÇÃO 15
  16. 16. O MODELO PROPOSTO PELO LEI PARA ACAPACIDADE DE INOVAR O modelo é, simultaneamente:  Uma proposta teórica para a sistematização do conhecimento.  Uma metodologia prática para a mensuração da capacidade de inovar das PMEs.  Uma nova forma de fomento e desenvolvimento da inovação, onde a centralidade e importância da P&D como ferramentas para o processo inovativo são significativamente minimizadas.  Um primeiro passo fundamental prévio à implantação do processo de gestão da inovação em qualquer tipo de 16 organização, independentemente do seu porte ou setor.
  17. 17. APLICAÇÕES PRÁTICAS DO MODELO NA REGIÃO DA BACIADE CAMPOS: ALGUNS RESULTADOS ATÉ O MOMENTO Atuando há três anos na região, o LEI já:  Captou cerca de R$ 10 milhões, junto aos órgão de fomento, em projetos de inovação, desenvolvimento tecnológico e pesquisa conjuntos entre academia-indústria-governo.  Executou diversos projetos de capacitação, pesquisa, ensino e extensão, envolvendo alunos de graduação, pós- graduação e empresariado local.  Promoveu aproximações, parcerias e cooperações com o poder público, especialmente nos municípios de Rio das Ostras, Macaé e Cabo Frio.  Tem sido o principal articular de iniciativas conjuntas para a 17 implantação de um parque tecnológico na região.
  18. 18. CONCLUSÕES A universidade é cada vez mais um ator central para as inovações na sociedade do conhecimento, substituindo a empresa como a principal fonte para o desenvolvimento econômico e social. A Universidade Empreendedora deve englobar, além da pesquisa e do ensino, a missão do desenvolvimento econômico. A interação entre universidade-indústria-governo é a fonte de origem para o desenvolvimento de movimentos de incubadoras, centros de pesquisa 18 interdisciplinares e parques tecnológicos.
  19. 19. REFERÊNCIAS ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. Rio de Janeiro: ANP, 2010. AVERMAETE, T.; VIAENE, J.; MORGAN, E. J. et al. Determinants of product and process innovation in small food manufacturing firms. Trends in Food Science & Technology, v. 15, n. 10, p. 474–483, 2004. BARGES-GIL, A.; NIETO, M. J.; SANTAMARÍA, L. Hidden innovators: the role of non-R&D activities. Technology Analysis & Strategic Management, v. 23, n. 4, p. 415–432, 2011. FORSMAN, H. Innovation capacity and innovation development in small enterprises. A comparison between the manufacturing and service sectors. Research Policy, 2011. GEROSKI, P. A.; VAN REENEN, J.; WALTERS, C. F. How persistently do firms innovate? Research Policy, v. 26, n. 1, p. 33–48, 1997. IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 2011. IBGE:: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Disponível em: <http://www.ibge.gov.br/home/>. Acesso em: 15/04/2012. LAFORET, S. Effects of size, market and strategic orientation on innovation in non-high-tech manufacturing SMEs. European Journal of Marketing, v. 43, n. 1/2, p. 188–212, 2009. LEONE, N. M. C. P. G. As especificidades das pequenas e médias empresas. Revista de Administração. v. 34, n 2, p. 91-94, 1999. SOM, O.; DREHER, C.; MALOCA, S. Innovation patterns of non-R&D performing firms in the German manufacturing industry. An evolutionary approach to heterogeneity in firms’ innovation strategy. 13th Conference of the International Schumpeter Society. v. 1, p.52, 2011. Universidade de Aalborg, Dinamarca. 19
  20. 20. OBRIGADOContato: ramon.narcizo@lei.uff.br

×