Perfildiagnostico

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Perfildiagnostico

  1. 1. 2000 - 2005
  2. 2. 2000 - 2005
  3. 3. MENSAGEM DO PREFEITO................................................................................................................................... 07 APRESENTAÇÃO.......................................................................................................................................................09 PARTE 1 FORMAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO HISTÓRIA............................................................................................................................ 11 CARACTERIZAÇÃO.............................................................................................................12 ASPECTOS AMBIENTAIS....................................................................................................13 ÍINDICES DE DESENVOLVIMENTO....................................................................................17 PARTE 2 ASPECTOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS POPULAÇÃO População Residente e Processo Migratório........................................................................21 Crescimento Populacional, Densidade Demográfica e Distribuição Espacial......................21 Faixa Etária, Sexo e Cor.......................................................................................................22 Ocupação Econômica, Mercado de Trabalho e Rendimentos............................................. 23 Religião.................................................................................................................................25 SAÚDE Infra-estrutura de Atendimento............................................................................................. 26 Natalidade.............................................................................................................................28 Programas de Atenção Básica............................................................................................. 29 Mortalidade...........................................................................................................................30 Cobertura vacinal..................................................................................................................33 Doenças Epidemiologias...................................................................................................... 33 EDUCAÇÃO Analfabetismo, Educação Infantil e Fundamental................................................................ 34 Ensino Médio........................................................................................................................36 Evasão escolar, Aprovações e Reprovações....................................................................... 36 Ensino Profissional............................................................................................................... 37 Ensino Superior.................................................................................................................... 39 CULTURA Manifestações Tradicionais.................................................................................................. 40 Grupos Culturais e Artistas Individuais.................................................................................41 Espaços Culturais.................................................................................................................41 Espaços para Eventos..........................................................................................................42 Calendário Festivo................................................................................................................42
  4. 4. ESPORTE, LAZER E ENTRETENIMENTO Esporte........................................................................................................44 Campeonatos e Seleções...........................................................................45 Lazer e Entretenimento...............................................................................46 CIDADANIA, DESENVOLVIMENTO SOCIAL E JUSTIÇA Organização Social.....................................................................................47 Eleitorado....................................................................................................47 Desenvolvimento e Assistência Social....................................................... 48 Justiça.........................................................................................................51 Instituições de Segurança...........................................................................51 Criminalidade..............................................................................................51 Trânsito.......................................................................................................52 Defesa Civil.................................................................................................53 Segurança no Pólo Industrial de Camaçari................................................ 55 PARTE 3 ASPECTOS ECONÔMICOS Perfil Econômico.........................................................................................57 Indústria......................................................................................................59 Pólo Petroquímico.......................................................................................61 Pólo Automotivo..........................................................................................63 Pólos Municipais.........................................................................................64 Empresas de Destaque fora dos Pólos...................................................... 66 COMÉRCIO E SERVIÇOS Caracterização do Setor............................................................................. 69 Centro Comercial Nova Feira.................................................................... 73 Localidades Turísticas................................................................................ 74 Segmentação Turística Potencial............................................................... 76 Perfil do Turista...........................................................................................78 A Infra-estrutura Turística Orla Marítima....................................................80 Empreendimentos e Empresários...............................................................82 SEGURANÇA E DEFESA CIVIL INDÚSTRIA TURISMO
  5. 5. AGRICULTURA E PESCA Agricultura...................................................................................................84 Pecuária......................................................................................................87 Produção Vegetal e Silvicultura.................................................................. 93 PARTE 4 - INFRA-ESTRUTURA HABITAÇÃO Antecedentes..............................................................................................95 Habitação Subnormal................................................................................. 95 Habitações regulares..................................................................................96 Déficit e demanda Habitacional.................................................................. 97 Motivos para residir em Camaçari.............................................................. 98 Vias de Acesso........................................................................................... 100 Transporte Intermunicipal e Interestadual.................................................. 100 Transporte Municipal.................................................................................. 100 Transporte Ferroviário................................................................................ 102 Transporte Aéreo e Marítimo...................................................................... 103 SANEAMENTO BÁSICO......................................................................................................103 ENERGIA ELÉTRICA........................................................................................................... 105 COMUNICAÇÕES............................................................................................................... 106 Correios................................................................................................................................ 106 Telefonia............................................................................................................................... 106 Impressos, Televisivos e Radiofônicos.................................................................................106 INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS........................................................................................... 106 PARTE 5 ASPECTOS INSTITUCIONAIS ADMINISTRAÇÃO E ORGANIZAÇÃO.................................................................................108 ORÇAMENTO E FINANÇAS................................................................................................110 CONSIDERAÇÕES FINAIS.............................................................................................................. 113 REFERÊNCIAS.................................................................................................................................114 GLOSSÁRIO..................................................................................................................................... 116 EQUIPE TÉCNICA............................................................................................................................ 119 TRANSPORTE
  6. 6. A gestão pública planejada é um desafio que os administradores enfrentam, já que no Brasil desde o último PND - Plano de Nacional de Desenvolvimento não há um planejamento estratégico estruturado capaz de nortear a atuação dos diferentes níveis e esferas de governo. Isto é particularmente importante para os municípios que experimentaram novos surtos de crescimento, onde sucessivos governos acabam por realizar ações sem planejamento, contribuindo apenas para solucionar problemas de curtíssimo prazo, acarretando superposições, desperdício e fragmentação de recursos com desastrosasconseqüênciasemumprazomaislongo. Camaçarinãofugiuaestarealidadeeduranteosúltimos15anosnãorealizouumplanejamentoqueassegurasse acoerênciadasaçõesempreendidas. Nadécadade70,oMunicípiodesenvolveusuaprimeiraexperiênciadeplanejamentocomaelaboraçãodoPlano Diretor do Pólo Petroquímico e o Plano Municipal de Desenvolvimento. Nos anos 80, também houve planejamento capaz de balizar iniciativas sistêmicas, mas a partir de 90 até 2004 o processo de planejamento foi completamente abandonado e a realização de ações desconectadas contribuiu para o caos urbano em que se transformouasedemunicipal. Entre 2000 e 2004 Camaçari experimentou um grande surto de crescimento com a duplicação do Pólo Petroquímico e a implantação do Pólo Automotivo, além de inúmeras empresas fora dos Pólos, sem que houvesse um preparo para esta nova fase de expansão industrial. Este movimento econômico atraiu grande número de trabalhadores não qualificados, gerando mais um passivo social de grandes dimensões agregada a umademandareprimidagigantesca. Assumimos o Governo em janeiro de 2005, num clima de caos administrativo e urbano, onde as relações entre Governo e Sociedade encontravam-se bastante deterioradas e a Prefeitura contava com uma estrutura arcaica e uma cultura organizacional ultrapassada e arraigada.Assim, já no início do nosso mandato tivemos que quebrar paradigmas e desencadear um processo de renovação, de inovação e de mudanças, especialmente no modelo derelacionamentocomosatoressociais. Iniciamos a construção do presente Diagnóstico, antigo anseio dos administradores públicos e da iniciativa privada, com o objetivo de aprofundarmos os conhecimentos da realidade municipal.Além de ser um instrumento de fundamental importância para subsidiar o planejamento estratégico, contribuirá para que cada dirigente tenha conhecimento global do município e de sua área especifica de atuação, servindo de referência para as medidas a seremimplementadas,elevandoaqualidadedaspolíticaspúblicas. Inauguramos um novo modelo de gestão com envolvimento social em que as demandas do Orçamento Participativo foram incluídas na LDO - Lei de Diretrizes Orçamentárias, PPA - Plano Plurianual de Atividades e LOA - Lei Orçamentária Anual. Estamos também atualizando e adequando o PDDU - Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano do Município de Camaçari, ao Estatuto das Cidades, com ampla participação do governoedasociedade. Enfim, enfrentamos e estamos vencendo o desafio de administrar uma relação harmoniosa entre o Governo e a Sociedade, transformando o cidadão, hoje contribuinte, em cliente do Poder Público, consolidando a CAMAÇARI DOBEM. Luiz Carlos Caetano Prefeito Prefeitura Municipal de Camaçari Camaçari Perfil e Diagnóstico Mensagem do Prefeito 7
  7. 7. A ação da Prefeitura, na atual gestão como agente coordenador do desenvolvimento municipal, vem levando em conta um amplo planejamento das políticas públicas, através da participação de vários segmentos da comunidade na identificação de problemas, formulação, execução e acompanhamentodosplanos,programaseprojetos. Aliado a esse processo de envolvimento dos agentes sociais, econômicos e políticos, aAdministração vem envidando esforços no sentido de consolidar uma base de conhecimentos e de competência técnica capaz de prover e dar sustentação ao planejamento continuado, tanto do ponto de vista estratégico como operacional. O presente diagnóstico é um passo importante nesse sentido, bem como a montagem de um sistema de produção de dados, estatísticas e análises, municiando a Prefeitura, empreendedores e a população em geral de um acervo de informações que balizarãoseusprocessosdetomadadedecisões. Para a concretização do presente trabalho, foram efetuados levantamentos nas diversas esferas governamentais, instituições de pesquisa e entidades privadas, em especial nos organismos municipais, que deram sua valiosa colaboração nas peças específicas de cada área de atuação. Assim, todos osdadosapresentadosforamextraídosdefontesoficiais. Asinformações,nestaedição,estãoorganizadasemtópicosqueabrangem fornecer uma visão global do perfil e da situação do território, de sua população, de sua infra-estrutura, dos serviços públicos e das principais atividades econômicas que se desenvolvem no seu espaço. Nas edições seguintes, pretendemos que os dados estejam desdobrados em seções censitárias e de ponderação, bem como sejam agregadas visões específicasoriundasdepesquisaseanálisessetoriais. Agradecemosatodosquecontribuíramparaoresultadodessetrabalho,em especial à equipe técnica da SEPLAN que empreendeu, de forma competente e dedicada, as tarefas de levantamento, sistematização e análise, produzindo este resultado que, com satisfação, estamos divulgando.Aguardamos as críticas e sugestões dos leitores, de modo que possamos continuamente aperfeiçoar a geração de informações para o planejamentomunicipal. Ademar Delgado das Chagas Secretário de Planejamento e Meio Ambiente o período de 2000 a 2005 de acordo com as fontes utilizadas. Tais dados irão SECRETARIA DO PLANEJAMENTO E MEIO AMBIENTE Camaçari Perfil e Diagnóstico Apresentação 9
  8. 8. Após o descobrimento, os portugueses demonstraram pouco interesse pelas terras do Brasil, se limitando a construir fortificações próximas a portos naturais, com o objetivo de facilitar o armazenamento e o embarque do pau-brasil, sem ainda ter o domínio da terra e sem nenhuma forma de organização econômica ou administrativa. O interessedePortugalnaquelemomentoeraoricocomérciodeespeciariasnoExtremoOriente. A partir de 1534, a Coroa Portuguesa decidiu implantar um sistema de colonização denominado Capitanias Hereditárias, com o propósito de atrair investimentos privados, garantindo a particulares, grandes extensões de terras, com a contrapartida de promoverem o povoamento e realizarem a exploração econômica. Aos prepostos cabiaexercerogoverno,ocomandomilitareopoderdejustiça. Osistemadecapitaniasfracassou-comexceçãodePernambucoeSãoVicente,nãogarantindoaosportugueseso domínio das novas terras. Conflitos com os indígenas, falta de capital, escassez de mão de obra e o desinteresse demonstrado por alguns donatários (alguns nem aqui vieram conhecer suas capitanias), dificultaram o estabelecimentodeumaatividadeeconomicamenteestávelquegarantisseaocupaçãoeopovoamento. A partir de 1548, é criado o Governo-Geral, visando centralizar a política de exploração, limitando o poder dos capitães-donatários, que eram submetidos à nova instância administrativa, escolhida e nomeada diretamente pelo rei, incumbida da defesa militar (interna e externa), da justiça, da arrecadação dos tributos devidos à Coroa, do estimulo às atividades econômicas e da fundação de vilas e povoações. Pela posição geográfica estratégica e demais facilidades, foi escolhida a Capitania da Bahia como sede do Governo-Geral, tendo sido montada toda uma infra-estrutura,eSalvadorpassandoadesempenharumpapelimportantecomosededegoverno. Tomé de Souza foi o 1º Governador-Geral, a ele cabia a tarefa de construir a nova cidade, trazendo uma grande comitiva, na qual estava Garcia D Ávila que, depois de algum tempo, se estabeleceu numa sesmaria, no litoral norte, uma região chamada Tatuapara, à margem do rio Pojuca, onde construiu uma casa fortificada que passou a ser conhecida como Casa da Torre. Por gerações a família Garcia D' Ávila exerceu uma forte presença, se constituindo numa das maiores latifundiárias do nordeste, com atividades de desbravamento e colonização, envolvendo a criação de gado e produção de açúcar. O castelo funcionou por algum tempo como um local estratégiconalutapelaexpulsãodosholandeses,servindodepostodesinalizaçãoparadiversospontosdacosta. A história de Camaçari tem início após a construção da cidade do Salvador, no ano de 1558, quando os jesuítas fundaram aAldeia do Divino Espírito Santo, construindo a primeira igreja ainda de barro e palha. Com o objetivo de catequizar e educar os índios tupinambás foi instalada a Companhia de Jesus, constituindo-se num dos trabalhos pioneiros no Brasil. Eles definiram para sede de sua missão uma aldeia de índios situada à margem do rio Joanes. Emvirtudedeumaepidemia,quedizimoumuitasvidas,decidiramtransferirparaoutrolocalmaissaudável,pertodo mar e das dunas, onde teriam melhores condições de vida, se estabelecendo numa localidade hoje conhecida como Vila de Abrantes. A Aldeia do Divino Espírito Santo, naquela época, serviu como ponto de ligação entre o centrodeSalvadoreasmissõesdosertão. Neste contexto está a verdadeira origem de Camaçari que significa, em tupi-guarani, leite e lágrimas, uma referência ao tronco de uma árvore da Mata Úmida, muito utilizada para construção de embarcações; a sua seiva é usada como cicatrizante e também na construção civil, sendo assim conhecida como “pau para toda obra”, popularmentechamadadeCamaçari. Camaçari Perfil e Diagnóstico FORMAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO HISTÓRIA Parte 1 11
  9. 9. Em 1624, a aldeia foi palco de um importante fato histórico, sendo sede do governo da Bahia, onde se organizou a luta de resistência, sob o comando de D. Marcos Teixeira, culminando na expulsão dos invasores holandeses do territóriobaiano. O povoado de Abrantes, em 1758, foi elevado à categoria de “Vila” com nome de Vila do Espírito Santo da Nova Abrantes.Em1848foidesmembradodomunicípiodeMatadeSãoJoão. Na DivisãoAdministrativa do Brasil, em 1911, o município passou a ser composto de três (03) distritos:Abrantes (sede),MonteGordoeIpitanga. Comaleimunicipalde22demarçode1920,criou-seodistritodeCamaçari,sendoelevadoàcategoriade“Vila”. Aleiestadual1.809,de28dejulhode1925,mudouonomedomunicípioparaMontenegroetransferiuasedepara o arraial de Camaçari, formando apenas três (03) distritos: Camaçari (distrito sede), Abrantes e São Bento do MonteGordo. Com o decreto-lei estadual de número 10.724, de 1938, o município de Montenegro passou a chamar-se Camaçari, continuando com a mesma formação distrital, mudando apenas o distrito de São Bento de Monte Gordo para Monte Gordo. Já no ano de 1953, por força da lei 628, foi criado o distrito de Dias D`Ávila, formando 04 (quatro)distritosnomunicípio. Em 1985, conforme Lei Estadual 4.404 houve o desmembramento de Dias D`Ávila, que se tornou um município independente. CARACTERIZAÇÃO O Município de Camaçari possui uma área de 759,8 km² - o maior território da Região Metropolitana de Salvador, com uma divisão administrativa envolvendo os distritos de Camaçari (Sede), Vilas de Abrantes e Monte Gordo. Limita-se ao norte com os Municípios de Mata de São João e Dias D'Àvila; ao Sul com Lauro de Freitas; a Oeste com Simões Filho e a Leste com oOceanoAtlântico. Mapa 1 Localização de Camaçari Fonte: SEIA – Sistema Estadual de Informações Ambientais da Bahia Camaçari Perfil e Diagnóstico FORMAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO 12
  10. 10. O Município faz parte da RMS (Região Metropolitana de Salvador), que abrange Salvador, Lauro de Freitas, Candeias,SimõesFilho,SãoFranciscodoConde,VeraCruz,DiasD'Ávila,ItaparicaeMadreDeus. Temumrelevoformadoporplaníciesmarinhasefluviomarinhos,tabuleirospré-litorâneosedorecôncavo. Fica localizado entre as latitudes 12º27'05'' e 12º52'30'' e longitudes 38º01'53'' e 38º28'52'', com altitude de 50m acimadoníveldomar. OClimaéquenteeúmido,comtemperaturasmínimassuperioresa18ºC. Camaçariapresentaprecipitaçãoanualentre1.500mme1.800mm.Osmesesdemarçoaagostoenovembroe dezembrosãoosperíodosemqueocorremchuvasmaisintensas,sendonecessáriaumaatençãoespecialpara a infra-estrutura local, evitando transbordamento do Rio Camaçari, alagamento de casas na sede e orla e deslizamentodeterras. O Município tem uma multiplicidade de recursos naturais composta de: Bacias Hidrográficas (rios Joanes, JacuípeePojuca),deáguasubterrânea(aqüíferoSãoSebastião),Lagoas,Dunas,Manguezais,Restinga,Mata CiliareMataAtlântica,alémdeserbanhadopeloOceanoAtlântico. O Município de Camaçari é estratégico do ponto de vista regional por abrigar em seu território uma grande diversidade,tantodeusoeocupaçãodosolo,quantoderecursosnaturais. Os danos e riscos ambientais foram se acumulando ao longo do tempo, gerando pontos críticos como a degradação das dunas deAbrantes, lagoas de Jauá,Arembepe, Guarajuba e Itacimirim, bem como as áreas de mineração, de indústria, dos resíduos sólidos e líquidos, além do Morro do PHL. As principais causas desses problemas são decorrentes das intensas atividades industriais, na extração vegetal e mineral, na ocupação desordenada do solo - na sede, com grande numero de habitações subnormais, e na orla, com loteamentos estruturados;emfunçãodessasáreasnãopossuíremsistemasdeesgotamentosanitário. No tocante ao uso e ocupação do solo, o Município possui diversas atividades industriais, comerciais e de serviços, além de outras, nas áreas agrícola e pecuária, extração vegetal e mineral. É considerado, também, fortevetordeexpansãoimobiliáriaresidencialnaorla. O território é privilegiado em termos de recursos naturais por suas bacias hidrográficas, restingas, manguezais, dunas,MataCiliareMataAtlântica,alémde42kmbanhadospeloOceanoAtlântico. ORioCamaçari,afluentedamargemesquerdadabaciadoRioJoanes,tem12kmdeextensão,sendoquemais da metade do seu percurso se dá dentro da malha urbana da sede municipal. Nasce no anel florestal do Pólo PetroquímicoedeságuanoRioJoanes. ASPECTOS AMBIENTAIS Tabela 1 Climatologia e Precipitação Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Máximas ºC 31 31 31 29 28 27 27 27 28 29 30 31 Mínimas ºC 22 22 22 22 21 20 19 19 19 21 21 22 Média ºC 26 26 25 26 24 23 23 22 23 24 26 26 Precipitação (mm) 81 102 175 160-240 160-240 236 193 132 99 99 165 140 Fonte: The Weather Channel / INMET, 2004 Camaçari Perfil e Diagnóstico FORMAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO 13 Parte 1
  11. 11. O Rio Capivara Grande, com 43 km de extensão, nasce nas imediações da Estrada de Biribeira, no limite do ComplexoPetroquímico,edeságuanoRioJacuípe.ElepercorreazonaruralpróximaaSedeepartedodistritode Abrantes,seguindoparaleloaocordãodedunasentreArembepeeBarradeJacuípe. O zoneamento ecológico e econômico é integrado por 3 Áreas de Proteção Ambiental - APA's: APA Joanes - Ipitanga;APAdoRioCapivara;APALagoasdeGuarajuba. A APA Joanes Ipitanga é integrada por 8 municípios: Salvador, Lauro de Freitas, Camaçari, São Francisco do Conde, São Sebastião do Passé, Dias D'Ávila, Simões Filho e Vera Cruz, abrangendo uma área total de 64.463 ha. Sua criação data de 1999, pelo Decreto Estadual nº 7.596, e é de fundamental importância para proteção dos mananciais dos Rios Joanes e Ipitanga, que servem para o abastecimento de água da Região Metropolitana de Salvador. AAPAdoRioCapivaraélimitadaaonortepelorioJacuípe,alestepeloOceanoAtlântico,aoestepelaBA-099eao sulpelaIndústriaLyondel.Suaáreatotalédeaproximadamente1.800ha.Suacriaçãodatade1993,peloDecreto Estadualnº2.219. A APA Lagoas de Guarajuba compreende todo o terreno situado entre a BA-099 e a Plataforma Continental Interna, tendo como limite, a noroeste, o rio Pojuca, e a sudoeste, o rio Jacuípe. Sua área de 230 há, foi instituída em1991,peloDecretoEstadualnº387. M a p a 2 APA Joanes/Ipitanga Fonte: SEIA Sistema Estadual de Informações Ambientais da Bahia Mapa 2 Camaçari Perfil e Diagnóstico FORMAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO 14
  12. 12. Suas áreas úmidas são as mais importantes do Litoral Norte do Estado, pois servem de abrigo e reprodução para aves migratórias, jacarés e sucuris, dentre outras espécies. Também suavizam os danos da poluição do ar e da água e ainda funcionam como tampões hidrológicos para reservatórios subterrâneos. Mapa 3 APA Rio Capivara Fonte: SEIA – Sistema Estadual de Informações Ambientais da Bahia Mapa 4 APA Lagoas de Guarajuba Fonte: SEIA – Sistema Estadual de Informações Ambientais da Bahia Camaçari Perfil e Diagnóstico FORMAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO 15 Parte 1
  13. 13. Gestão Ambiental Instituições e Responsabilidades O Conselho Estadual de Meio Ambiente CEPRAM, órgão consultivo, normativo, deliberativo e recursal do Sistema Estadual de Administração dos Recursos Ambientais SEARA, foi criado em 04 de outubro de 1973 através da Lei Estadual nº 3.163/73, sendo o mais antigo do País, com finalidade de deliberar sobre diretrizes, políticas, normas e padrõesparapreservaçãoeconservaçãodosrecursosnaturais. O Centro de Recursos Ambientais - CRA é uma autarquia do Governo Estadual vinculada à Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos SEMARH e foi criado pela lei estadual delegada nº 31.183 com jurisdição em todo território do Estado da Bahia, para executar a Política Estadual deAdministração de RecursosAmbientais, instituída pelaLeiEstadual7.799/01. No âmbito municipal o planejamento e a gestão ambiental são de competência da Secretaria do Planejamento e Meio Ambiente. Considerando a complexidade da função, o Município não dispõe de estrutura de recursos humanos e legislaçãoatualizados,paraatendersuasnecessidades. 16 Camaçari Perfil e Diagnóstico FORMAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO
  14. 14. . A reformulação e o funcionamento do Conselho Municipal de Meio Ambiente, criado pela Lei nº 614/2003, possibilitaria a ampla participação dos poderes públicos, setor privado, organizações não governamentais e representantesdasociedade. Há necessidade, também, de se atender às exigências regulamentadas pelo CRA e o IBAMA, para que o Município tenha autonomia de gerir seus recursos naturais através da municipalização de Licenciamento Ambiental. NoâmbitodoPóloIndustrial,asaçõesambientaisestãoacargodaEmpresadeProteçãoAmbiental CETREL, inaugurada em 1978, junto com o Pólo Petroquímico de Camaçari. Dispondo de uma área de 700 há, às Atualmente a empresa ampliou suas atividades, passando a processar os resíduos sólidos perigosos em aterros industriais e incinerar resíduos perigosos contaminados com organoclorados. A CETREL também presta serviços de consultoria em engenharia ambiental a entidades nacionais e desenvolve um amplo programadeeducaçãoambiental. ÍNDICESDEDESENVOLVIMENTO Em2000oÍndicedeDesenvolvimentoEconômico(IDE)calculadocolocouoMunicípionasegundaposiçãono ranking estadual. Composto dos indicadores específicos de infra-estrutura, qualificação de mão-de-obra e produto municipal, esse desempenho é decorrente da presença da atividade industrial, que influencia os dadosderiquezaproduzidaeoníveldostrabalhadores. margens do rio Capivara Pequeno, e inserida na bacia hidrográfica do rio Jacuípe, foi privatizada em 1991, tendo uma composição acionária de 70% pertencentes às empresas usuárias localizadas, em sua maioria, no PóloPetroquímico,e30%depropriedadedoGovernodoEstadodaBahia. Com um investimento global de US$ 250 milhões, a CETREL é responsável pelo tratamento dos efluentes líquidos, resíduos classe 1 e 2 e o monitoramento ambiental na área de influência do Complexo Industrial de Camaçari. A Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) tem uma eficácia de remoção de poluentes da ordem de 97% e 3 capacidade para tratar 14.000 m , o que equivale aos esgotos gerados por uma cidade de três mil habitantes. Os fluentes líquidos são conduzidos por 30 km de tubulação subterrânea e 30 km de canais; possui um emissário terrestre com 11 km de extensão e subterrâneo com 4,8 km, que dispõem os afluentes tratados pela ETEnomar,aumaprofundidademédiade25mecomumadiluiçãomínimade1:400. Em relação aos resíduos sólidos, a CETREL utiliza aterros industriais especiais para disposição final, constituídos por varias células embrionárias com camadas de argila e mantas plásticas de polietileno de alta densidade(PEAD). Osresíduoslíquidosesólidossãoqueimadosatemperaturadecercade1.250ºC. ACETRELavalia a qualidade do ar na área de influência do Pólo Petroquímico através de 10 estações físicas de monitoramento; trabalho esse também realizado no aqüífero por meio de uma rede de 882 poços, dos quais: 593 de monitoramento e 118 de monitoramento multinível, 6 de monitoramento multinível profundo, 151 deproduçãoe14poçosdeextensãodabarreirahidráulica. Camaçari Perfil e Diagnóstico FORMAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO 17 Parte 1
  15. 15. A infra-estrutura está relacionada a terminais telefônicos em serviço, consumo de energia elétrica e estabelecimentos bancários, comerciais e de serviços. Neste aspecto Camaçari alcança a 2ª colocação no Estado. A qualificação da mão de obra é medida de acordo com o grau de escolaridade dos trabalhadores formais. Camaçari ocupa a 4ª posição no Estado, mas isso não reflete o perfil da população residente, uma vez que a maior parte dos assalariados qualificados não mora no Município. O Produto Municipal representa a riqueza total gerada e põe Camaçari na 2ª colocação, sobretudo em razão da atividade industrial. Quadro 2 Posição no Ranking de IDE - 2000 Indicadores Classificação IDE 2º - INF: Infra-estrutura 2º - IQM: Qualificação da mão-de-obra 4º - IPM: Produto municipal 2º Fonte: SEI / SEPLAN-BA 2000 O Índice de Desenvolvimento Social - IDS, por sua vez, foi apurado em 2000 e situa o Município no 10º lugar na classificação estadual. Engloba a saúde (medida pelos profissionais, estabelecimentos de saúde, vacinação e quantidade de leitos); educação (número de matrículas no ensino formal, do pré- escolar ao nível superior); serviços básicos (consumos de água tratada e energia elétrica) e renda média dos chefes de família. Os setores de saúde e educação têm sido os principais responsáveis pela baixa classificação do Município, respectivamente, no 34° e 85° lugares. Em contrapartida, os serviços básicos e a renda média contribuem positivamente, mas refletem a situação específica do setor industrial no território, não revelando, por conseguinte, um retrato fiel desses segmentos. Quadro 3 Posição no Ranking de IDS - 2000 Indicadores Classificação IDS 10º - INS: Nível de saúde 34º - INE: Nível de educação 85º - ISB: Serviços básicos 6º - IRMCH: Renda média dos chefes de família 14º Fonte: SEI / SEPLAN-BA 2000 O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal – IDH-M é uma versão do Índice de Desenvolvimento Humano – IDH adotado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD a partir de 1990, mas não é comparável a este, embora tratem das mesmas dimensões. Em 2000, o IDH-M de Camaçari foi calculado em 0,734, colocando-o entre as localidades de médio desenvolvimento humano, no 2.319º lugar entre municípios brasileiros. O IDH-M de Camaçari teve um crescimento de 12,75% no período de 1991 a 2000, provocado pela elevação da longevidade – a esperança de vida ao nascer passou de 60,2 para 67,45 anos, mantendo- se neste patamar até 2004, revelando as condições de saúde e salubridade. 18 Camaçari Perfil e Diagnóstico FORMAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO
  16. 16. A dimensão da Educação, que contribui com 38% do índice, traduz a taxa de alfabetização das pessoas acima de 15 anos e a taxa bruta de freqüência à escola. Já o componente “renda” expressa a soma das rendas apuradas na amostra censitáriadivididapelapopulaçãoresidente,representando17%doIDHmunicipal. 45% 38% 17% Expectativa de Vida Educação Renda Gráfico 1 Contribuições dos Componentes para o IDH-M - 2000 Município Índice São Caetano 0,919 (1º) Florianópolis 0,875 Porto Alegre 0,865 Curitiba 0,856 Rio de Janeiro 0,842 São Paulo 0,841 Salvador 0,805 (467º) Camaçari 0,734 (2.319º) Quadro 4 Camaçari e o IDH dos Municípios no Brasil Fonte: IPEA 2000 Obs: Total de 5.507 municípios Fonte: IPEA 2000 Obs: Total de 5.507 municípios Quadro 5 Camaçari e o IDI em relação ao estado e ao país Ano Posição ao estado Valor Posição nacional 2000 37ª 0.516 3151 2004 82ª 0.560 3403 Fonte: Uniceff Obs: Total de 5.561 municípios Camaçari Perfil e Diagnóstico FORMAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO 19 Parte 1
  17. 17. Em 2000 Camaçari registrou 161.727 habitantes e a população estimada para 2004 foi de 186.399. A taxa média geométrica de crescimento anual tem sido de 4,5% nos últimos 20 anos, com picos de incrementos periódicos relacionados aos ciclos de crescimento industrial. O ambiente socioeconômico de Camaçari faz da imigração o mais relevante fator demográfico com impacto nas políticas públicas. O percentual da população com perfil urbano é de 95%; deste, 78,75% encontra-se em idade economicamente ativa, composta em sua maioria por 44,5% de jovens até 25 anos. Mais de 84 mil pessoas (45,42%) estão em idade escolar, entre 5 e 24 anos. Freqüentam escolas ou creches 37,8%; aproximadamente 9,7%, com 10 anos ou mais, não têm escolaridade ou possuem menos de 1 ano de estudo; e apenas 14,6% obtiveram mais de 11 anos de instrução. Há um equilíbrio na distribuição por sexo em Camaçari. No quesito etnia, seguindo a característica geral da Região Metropolitana de Salvador, a maioria dos moradores se identifica como de cor parda – 65% ; e quanto a questão Religião, mais da metade se classifica como católica – 54%. Embora o PIB per capita do Município se situe em R$ 6.482,95, o rendimento nominal médio mensal apurado em 2000 foi de R$ 410,00, sendo esse mesmo quociente equivalente a R$ 488,98 para homens e R$ 283,35 para mulheres. Aproximadamente 1/3 da população em idade ativa percebe até 2 salários-mínimos, 12,30% de 2 a 5 salários-mínimos e 5,21% têm rendimentos superiores a 5 salários- mínimos. A expectativa de vida ao nascer está calculada em 67,4 anos. As principais causas de mortalidade em adultos são as doenças no aparelho circulatório, respiratório e neoplasias. As causas externas também merecem atenção, pois atingem basicamente a população jovem. A taxa de mortalidade infantil está situada em 42,0 por mil, sendo considerado um índice alarmante, motivado por gestação na adolescência, interrupção de gestação e por afecções, originadas no período perinatal, e pelas doenças do aparelho respiratório. A origem e a composição dos seus habitantes associados à marca de município industrial conformaram uma identidade cultural e da população em relação ao lugar aparentemente destituída de simbologias. O viés urbano e jovem, a proximidade com cidades que oferecem maiores opções culturais, esportivas e de entretenimento caracterizam Camaçari como espaço de trabalho e moradia para a maioria dos residentes, que têm na sua orla marítima um espaço de lazer, compartilhado com pessoas cujos vínculos do viver cotidiano estão em outros lugares. As tradições desse município de mais de 240 anos são mantidas através das manifestações culturais de sua população. Camaçari possui um calendário de festas populares que contempla desde as manifestações religiosas a grandes festas nos períodos de São João e Carnaval. Embora não possua um calendário esportivo oficial, Camaçari é palco de vários eventos esportivos e possui talentos, individuais e de equipes, reconhecidos nas modalidades de atletismo, judô, karatê, futebol e bicicross. No esporte amador, o destaque é das equipes de futebol. O desdobramento dos aspectos sócio-demográficos do Município é apresentado a seguir. 20 Camaçari Perfil e Diagnóstico FORMAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO
  18. 18. POPULAÇÃO População Residente e Processo Migratório A escolha de Camaçari como local para instalação de um dos maiores parques industriais da América Latina foi fator decisivo na estruturação do perfil sócio-demográfico do Município. Sua localização na Região Metropolitana de Salvador e a grande proximidade da Capital — com forte potencial de atração de mão de obra, aliada à conformação espacial do desenvolvimento econômico da Bahia — moldaram duas tendências associadas. A primeira é representada por um fluxo de imigração relativamente constante de pessoas em busca de oportunidades, diretamente proporcional aos ciclos de crescimento do setor industrial e à redução da atividade econômica em outras regiões do Estado. Embora os estudos sejam insipientes, os dados de crescimento populacional constatam essa correlação, mas ocultam sua dinâmica qualitativa interna, revelada apenas em análises muito específicas. Há que se identificar, por exemplo, o fluxo de trabalhadores que se fixam temporariamente para atender a demandas originárias do processo de instalação ou expansão de plantas industriais; aqueles que, após o serviço temporário, fixam residência pela ausência de alternativas em outros locais; e aqueles que efetivamente elegem o Município pela possível oferta de empregos, ou em conseqüência da ocupação de um cargo. Cada motivação de imigração e perspectiva de temporalidade produz impactos distintos nas políticas e nos serviços públicos municipais. A segunda tendência está relacionada ao nível de renda de quem se fixa em Camaçari. Com um setor industrial intensivo de capital e exigente quanto à qualificação dos seus trabalhadores, os empregos oferecidos no Município possuem nível salarial suficiente para, em razão da proximidade com Salvador, estimularem seus ocupantes a residirem em locais com maior e melhor oferta de infra-estrutura e serviços urbanos. Para exemplificar, apenas 30% dos empregados na indústria petroquímica residem em Camaçari. O resultado é que a renda média dos residentes é inferior à metade da renda per capta gerada no Município, situando-se em torno de R$ 567,00 conforme dados de 2004. Esse nível de rendimento, combinado com uma parcela expressiva da população em idade ativa, que se declara sem rendimentos (49%), formam um contingente aproximado de 160.416 pessoas potenciais dependentes de serviços públicos, correspondendo a 86% da população total estimada. De qualquer modo, e ainda que os estudos sejam insuficientes, essas duas tendências dificilmente serão revertidas em médio prazo, caracterizando Camaçari como um município importador de mão de obra majoritariamente pouco qualificada para os padrões industriais e com uma população residente pressionadora de oferta por serviços públicos, inclusive não governamentais. Crescimento Populacional, Densidade Demográfica e Distribuição Espacial As projeções indicam que a população de Camaçari cresceu, a cada ano, entre 2000 e 2004, em torno de 3,64%, mais que a média anual do Brasil para áreas urbanas, que foi de 2,45%. Além do incremento decorrente da natalidade, a implantação da indústria automotiva no Município impactou essa taxa de crescimento da população, especialmente nos anos de 2003 para 2004, período em que se consolida a planta industrial em regime de 3 turnos. Camaçari Perfil e Diagnóstico ASPECTOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS 21 Parte 2
  19. 19. Tabela 2 Taxa de Crescimento Anual da População – 2000 a 2004 Ano 2000 2001 2002 2003 2004 2000/2004 População (Quant.) 161.727 166.780 171.845 176.541 186.399 Taxa de Crescimento (%) 3,12% 3,12% 2,73% 5,58% 15% Fonte: IBGE 2004 A densidade demográfica de Camaçari é de 245 habitantes por quilômetro quadrado, considerada baixa se comparada à média da RMS, que é fortemente influenciada pelo índice da Capital. O município não apresenta um crescimento vertical acentuado, sendo a ocupação majoritariamente horizontal. Tabela 3 Densidade Demográfica Região População Área (Km²) Densidade (hab/km²) Bahia 2003 13.435.612 564.692 23,79 RMS 2003 3.183.327 2.837 1.122,00 Salvador 2003 2.556.429 706 3.616,00 Camaçari 2003 176.451 759 232,35 Camaçari 2004 186.399 759 245,58 Fonte: SEI / SEPLAN-BA 2004 A maioria da população (95%) se concentra na cidade de Camaçari, caracterizando o Município como essencialmente urbano. Faixa Etária, Sexo e Cor A projeção para 2004 aponta um contingente de 104.948 jovens na faixa etária de 0 a 24 anos, 56% da população. Ainda que se considere o fluxo migratório, o volume desse contingente sugere tratar-se de gerações “pós-industrial dos anos 80”, portanto, já nascida e residente em Camaçari. Essa característica é indicativa, também, de necessidade de políticas públicas específicas, como será visto mais adiante, pois essa parcela da população apresenta demandas particulares focadas nos setores da educação, saúde, cultura, esporte e lazer. A população considerada adulta, na faixa de 25 a 64 anos, é estimada em 76.667 pessoas (41%), com maiores concentrações entre 25 e 44 anos, idades em que o aspecto mais relevante a ser considerado é a ocupação econômica. Já terceira idade é formada por 4.784 residentes, menos de 3% da população total. A distribuição entre homens e mulheres é equilibrada, com ligeira predominância do sexo feminino. Não há estudos específicos que abordem a dimensão de cor ou raça em âmbito municipal. Camaçari Perfil e Diagnóstico ASPECTOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS 22
  20. 20. Tabela 4 População por Faixa Etária Faixa Etária 2000 2004 0 – 4 17.598 20.281 5 – 9 16.766 19.322 10 – 14 17.768 20.477 15 – 19 20.529 23.637 20 – 24 18.641 21.231 56%Jovem 25 – 29 14.702 16.835 30 – 34 13.078 14.978 35 – 39 11.132 13.871 40 – 44 9.543 10.896 45 – 49 7.138 8.117 50 – 54 4.817 5.478 73,1%Ativa 55 – 59 3.276 3.745 60 – 64 2.419 2.747 65 – 69 1.671 1.907 70 ou + 2.649 2.877 Total 161.727 186.399 Fonte: IBGE 2004 Ocupação Econômica, Mercado de Trabalho e Rendimentos As principais ocupações da população de Camaçari estão concentradas nos setores de serviços, comércio e indústria de transformação. A população economicamente ativa1 é calculada em 135.520 pessoas e a taxa de desemprego apurada em 2003 foi de 32%. Tabela 5 Taxa de Desemprego 2000 – 2003 (em %) Anos RMS Salvador Camaçari 2000 26,6 25,4 30,0 2001 27,5 26,4 29,4 2002 27,3 26,2 29,3 2003 28,0 27,1 32,1 Fonte: PED RMS / SEI / SETRAS / UFBA / DIEESE / SEADE Por outro lado, no ano de 2004, em todo o Estado, o Município classificou-se em terceiro lugar na oferta de empregos, antecedido apenas por Salvador e Lauro de Freitas, tendo, ainda, o menor índice na relação entre admitidos e desligados. Além do número de empregos gerados no Município não ter sido suficiente para atender à demanda de pessoas em busca de ocupação, as vagas oferecidas têm baixo índice de preenchimento por moradores de Camaçari, em virtude da falta de qualificação profissional. 1 O total de pessoas que estão trabalhando - seja como empregados, autônomos seja como empregadores - também chamada de população "ocupada"; e, ainda, a parcela da população que está desocupada - ou seja, que está a procura de algum tipo de ocupação, seja ela formal ou não. Camaçari Perfil e Diagnóstico ASPECTOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS 23 Parte 2
  21. 21. Tabela 6 Saldo de Empregos (Admitidos x Desligados) Janeiro a Dezembro, 2004 Municípios Total de admitidos Total de desligados Deslig. Admitidos Saldo Salvador 120.991 103.737 85,74 % 17.254 Lauro de Freitas 24.039 19.436 80,85 % 4.603 Camaçari 24.026 19.037 79,23 % 4.989 Feira de Santana 19.409 16.943 87,29 % 2.466 Vitória da Conquista 11.587 9.919 85,60 % 1.668 Teixeira de Freitas 7.483 6.451 86,20 % 1.032 Eunápolis 6.993 5.259 75,20 % 1.734 Fonte: CAGED 2004 Essa mesma relação entre emprego gerado no Município e população residente ocupada repete-se no que diz respeito a rendimentos. O PIB per capta foi equivalente a R$ 6.482,95 em 2000, quase três vezes o valor da Bahia e 1,3 vezes o do Brasil. No mesmo ano, a renda média foi apurada em R$ 522,00, correspondendo a 8% da renda per capta. Tabela 7 PIB per Capta em 2000 Em R$ 1,00 Ano Camaçari Bahia Brasil 2000 6.482,85 2.253,61 4.958,85 Fonte: BNDES Banco Federativo Tabela 8 Renda Média 2000 – 2003 Em R$ 1,00 Anos Ocupados Assalariados 2000 522 567 2001 572 610 2002 551 585 2003 533 567 Fonte: IBGE / PED RMS / SETRAS / UFBA A estrutura de rendimentos da população em idade economicamente ativa está assim distribuída: Tabela 9 Distribuição de Rendimentos - 2000 Salários Mínimos % PIA em 2000 Até 1 19,14 1 a 2 14,16 2 a 3 6,63 3 a 5 5,57 5 a 10 3,69 10 a 20 1,11 Mais de 20 0,41 Fonte: IBGE Censo 2000 Das pessoas ocupadas, 61,78% são homens e 38,21% são mulheres. O rendimento médio mensal das mulheres corresponde a 58% do mesmo valor para os homens. A distribuição da renda entre a sede do Município e seus distritos, em especial as localidades da orla marítima, é equivalente quando se trata da faixa de rendimento inferior a R$ 500,00; a incidência passa a ser maior na sede na faixa seguinte, até menos de R$ 1.000,00. Embora a última pesquisa seja de 1999, avalia-se que a distribuição revelada no gráfico a seguir ainda permaneça. Camaçari Perfil e Diagnóstico ASPECTOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS 24
  22. 22. Gráfico 2 Distribuição de Renda – Sede e Orla 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 0-499 500-999 1000- 1499 1500- 1999 2000- 2499 2500- 2999 3000- 3499 4000- 4499 4500- 5000 Sede Orla Fonte: Caíres de Brito 1999 Já a renda média dos trabalhadores do Pólo Industrial apresenta outro perfil. Cerca de 62% auferem valores acima de R$ 900,00 a R$ 3.600,00 e a maioria (59%), não reside em Camaçari. Gráfico 3 Renda Média Trabalhadores do Pólo e Local de Residência - 2002 0,30% 23% 29,50% 33,10% 14,10% Até 540 540 a 900 900 a 1800 1800 a 3600 Mais de 3600 Fonte: P&A, 2002 Camaçari tem 67% de sua população na situação de pobreza e indigência. O numero de pobres(46,7%) é alarmante se comparável à média do Nordeste que é de 24,1% e o numero de indigentes é de 21,1%, quando a média nacional é de 12,9%. Os estudos demonstram que 49,2% da população vive sem rendimentos, enquanto 19,1% recebe até um salário mínimo, 14,2% recebe de um a dois salários mínimos, 6,6% de dois a três salários e 5,6%, acima de cinco salários. Este quadro contrasta com a posição econômica que o município ostenta no cenário baiano de 2ª maior arrecadação e maior PIB do Estado da Bahia. Religião Apenas 21,11% da população se declaram sem religião. A maioria se proclamou católica – 54,72%, enquanto que 17,03% declararam-se Evangélica. 59% 30,20% 6,20% 3,30% 1,30% Salvador Camaçari Dias D'Àvila Lauro de Freitas Outra Camaçari Perfil e Diagnóstico ASPECTOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS 25 Parte 2
  23. 23. Tabela 10 População e Religião Declarada - 2000 Religião População Percentual Católica 88.502 54,72% Evangélica 27.546 17,03% Espírita 1.017 0,62% Umbanda 377 0,23% Outros 10.137 6,27% Sem religião 34.148 21,11% Total 161.727 100% Fonte: IBGE 2000 SAÚDE Desde 1996 o Município de Camaçari é credenciado pelo Sistema Único de Saúde - SUS, sistema nacional integrado, que formula as diretrizes, o planejamento, a normalização e efetua o controle e avaliação da saúde pública, assumindo desde 05 de janeiro de 1999 a gestão plena. Levando-se em consideração os serviços de saúde em todo o Estado, o Município de Camaçari encontra-se na 34ª colocação. A Prefeitura também apóia, em regime de parceria, o trabalho desenvolvido pelo grupo “Anjos do Asfalto”, que atua no resgate de vítimas conjuntamente com o SAMU-192. A rede privada de saúde compreende 70 estabelecimentos com atendimento nas áreas de odontologia, odontologia pediátrica, endodontia, prótese, clínica geral, psicologia, pediatria, cirurgia geral, anestesia, cardiologia, endocrinologia, angiologia, cirurgia plástica, gastroenterologia, dermatologia, pneumologia, urologia, proctologia, ultra-sonografia, laboratório, cirurgia pediátrica, emergência, medicina do trabalho, neurologia, nefrologia e diálise. Desse total, 21 (vinte e um) têm convênio com o SUS, disponibilizando 82 leitos. Com base nos dados de julho de 2003 do SIH / SUS, Camaçari dispunha de 258 leitos, sendo 176 desses, os existentes no Hospital Estadual e mais 82 contratados em estabelecimentos privados, o que representa 684 pessoa por leito. A quantidade de habitantes por leito dá a indicação da realidade quanto à infra-estrutura física da saúde, porém, isoladamente, não mostra as reais condições de atendimento à população. ARedeMunicipalécompostade41unidadesassimdistribuídas: 07UnidadesBásicas; 05UnidadesBásicascomatendimento24horas; 22UnidadesdePSF; 01 Policlínica com 14 especialidades; 01 Serviço de Atendimento Móvel de Urgência com 04 Unidades móveis; 01 Unidade de Cadastramento do SUS; 01 Central de Regulação e Auditoria do SUS; 01 Centro de Controle de Zoonoses; 01 Centro de Referência de Saúde do Trabalhador; 01 Centro de Vigilância em Saúde. 01 Unidade de Cadastramento do SUS; 01 Central de Regulação e Auditoria do SUS; 01 Centro de Controle de Zoonoses; 01 Centro de Referência de Saúde do Trabalhador; 01 Centro de Vigilância em Saúde. Camaçari Perfil e Diagnóstico ASPECTOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS 26
  24. 24. Tabela 11 Capacidade de Oferta de Serviços por Tipo de Unidade e Prestador - 2005 Unidades Estadual Municipal Privada Total % Centro de Controle de Zoonoses - 1 - 1 0,9 % Centro de Referencia em Saúde do Trabalhador - 1 - 1 0,9% Centro de Vigilância em Saúde - 1 - 1 0,9 % Clinica Especializada/Ambulatório de Especialidade - 1 29 30 28,3% Consultório Isolado - - 23 23 21,7 % Hospital Especializado - - 1 1 0,9 % Hospital Geral 1 - 1 2 1,8 % Policlínica - 1 5 6 5,8 % Serviço de Atendimento Médico de Urgência – SAMU192* - 1 - 1 0,9 % Unidade Básica - 3 - 3 2,8 % Unidade Básica 24h - 5 - 5 4,8 % Unidade de Saúde da Família - 22 - 22 20,7% Unidade de Apoio Diagnose e Terapia (SADT ISOLADO) - - 6 6 5,8 % Unidade Mista - - 4 4 3,8 % Total 1 36 69 106 100 % FONTE: CNES consulta junho 2005 * Os serviços do SAMU foram implantados em setembro de 2004, sendo regularizado em 2005, com 05 ambulâncias para atendimento à população. Tabela 12 Distribuição dos Leitos Hospitalares em Camaçari por Especialidade - 2003 Leitos Estadual Privado Total Leitos-Cirúrgicos 36 53 89 Leitos-Obstétricos 50 13 63 Leitos-Clin.Médica 30 8 38 Leitos-Cuid. Prol. 0 0 0 Leitos-Psiquiatria 0 0 0 Leitos-Tisiologia 0 0 0 Leitos-Pediatria 60 8 68 Leitos-Reabilitação 0 0 0 Leitos-Hosp./dia 0 0 0 Leitos-UTI 0 0 0 Total de Leitos 176 82 258 Fonte: DATASUS atualizado em: jul./2003 Gráfico 4 Distribuição de Leitos - 2003 Fonte: DATASUS atualizado em: jul./2003 68% 32% ¦ Privado Estadual¦ Camaçari Perfil e Diagnóstico ASPECTOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS 27 Parte 2
  25. 25. Em razão da proximidade entre as cidades da região e a RMS, parte da população recorre aos atendimentos oferecidos pela rede pública de Salvador e Lauro de Freitas. Além disso, na condição de município industrial, Camaçari se ressente da inexistência de leitos para reabilitação, de unidade de tratamento intensivo, de recuperação de queimados, bem como de um hospital municipal, filantrópico e/ ou universitário. O único hospital existente assume simultaneamente vários tipos de atendimento, não só à população residente, mas também à população dos municípios circunvizinhos que se utilizam desse estabelecimento, afetando a qualidade dos serviços prestados. No que se refere aos profissionais de saúde, em 2002, existia na rede municipal um total de 145 médicos, que correspondia a uma relação de 1.183 pessoas por médico para uma população projetada de 171.541 habitantes. Para odontólogos, essa relação aumenta substancialmente para 6.126 pessoas por dentista, considerando-se que no mesmo ano existiam 28 profissionais atuando na área. Natalidade Houve decréscimo no quantitativo de nascidos vivos de 2000 a 2001 e de 2002 a 2003, tendência essa que só foi revertida a partir de 2004. Em 2003, os dados do SIH / SUS demonstravam que os maiores percentuais de internações de crianças menores de um ano, em Camaçari, estavam concentrados em 44,7%, foram causados por afecções originadas no período pré-natal, seguida de 22,6% por doenças do aparelho respiratório e, em terceira posição, com 15,6%, as afecções infecto-parasitárias. Observa- se também que as incidências de partos cesáreas e vaginais não acompanharam proporcionalmente os decréscimos de nascimentos relativos aos anos supracitados. Tabela 13 Indicadores de Nascimento em Camaçari – 2000 / 2004 Ano Indicadores 2000 2001 2002 2003 2004 Nº de Nascidos Vivos 3.498 3115 3.561 3.452 3.550 Taxa de Natalidade 21,6 18,4 20,6 19,5 19,0 % de Partos Cesáreos 23,1 25,6 27,9 30,4 29,5 % de Partos Vaginais 76,9 74,4 72,1 69,6 70,5 % de mães com menos de 20 anos 28,1 28,0 27,5 26,9 32,8 Fonte: SESAU / CIS / SINASC Há que se registrar a elevada proporção de gestação em mulheres abaixo de 20 anos, chegando a alcançar, em 2004, o patamar de 32,8% dos partos realizados no Município, quando o ótimo reprodutivo das mulheres se encontra na faixa-etária dos 25 aos 35 anos de idade. Nesse mesmo ano, a gravidez de mulheres entre 21 e 40 anos foi responsável por 67,1% dos partos. Paralelo a isso houve uma redução, em 2003, dos atendimentos realizados pelo programa de planejamento familiar. Já em 2004, isso representou um decréscimo de 50,68% em relação ao ano anterior. As palestras e o quantitativo de participantes também tiveram uma diminuição substancial, de mais de 50 %, especialmente no público abaixo de 20 anos. A falta de fornecimento regular de métodos anticonceptivos, aliado à diminuição de ações educativas, comprometeu substancialmente o serviço prestado pelo município à população carente. Esses déficits confirmam e comprometem o trabalho do Administrador público em relação a gestações não programadas, principalmente nas mulheres cuja faixa etária encontrava-se abaixo dos 20 anos de idade. Camaçari Perfil e Diagnóstico ASPECTOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS 28
  26. 26. Tabela 14 Atendimentos Realizados em Planejamento Familiar nas Unidades Municipais de Saúde -2000/2004 PACIENTES / ANOS 2000 2001 2002 2003 2004 (%) 2003/2004 ATENDIMENTOS 57.687 88.942 111.867 103.713 51.150 -50,68 PALESTRAS 902 1.089 1.121 950 468 -50,74 PARTICIPANTES 11.039 13.362 12.945 11.123 5.048 -54,62 PACIENTES NOVOS <=20 anos 4.612 5.297 4.751 4.333 1.922 -55,64 PACIENTES NOVOS >=20 anos 7.864 8.317 8.066 7.753 4.005 -48,34 Fonte: SISMAC Gráfico 5 Atendimentos Realizados em Planejamento Familiar 2000 / 2004 ATENDIMENTOS PALESTRAS PARTICIPANTES PACIENTES NOVOS <=20A PACIENTES NOVOS >=20A Fonte: SISMAC Tabela 15 Métodos Anticoncepcionais Fornecidos pelas Unidades Municipais de Saúde 2000/2004 MÉTODOS / ANOS 2000 2001 2002 2003 2004 (%) 2003/2004 Pílula 12.600 12.476 13.970 20.753 10.560 -49,12 Diu 160 168 225 256 137 -46,48 Preservativo masculino 233.771 307.129 362.358 285.154 209.767 -26,44 Injetável 6.625 10.430 13.245 12.553 7.214 -42,53 Tablete (espermaticidas) 0 2 4 0 0 0 Gelélia 174 45 25 73 50 -31,51 Diafragma 1 3 3 3 3 0 Fonte: SISMAC Programas de Atenção Básica O Programa de Saúde da Família – PSF e o Programa de Agentes Comunitários – PACS funcionam como indicadores de atenção básica no Município. O somatório desses dois programas demonstrou uma progressão crescente em relação aos anos de 2000 a 2002. Contudo, se essa situação for examinada com minúcia e de forma isolada, demonstrará que o PACS vem decrescendo desde 2000, com um índice mais acentuado em 2004. Dentre as principais causas está o número insuficiente de agentes de saúde. Analisando em relação ao PSF, percebe-se que houve decréscimo no período de 2002 e 2003, voltando a crescer no ano de 2004. Camaçari Perfil e Diagnóstico ASPECTOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS 29 Parte 2
  27. 27. Tabela 16 Indicadores de Atenção Básica 2000 – 2004 População Coberta (1) Taxa Hospitalização (5) Ano Modelo de Atenção Quant. % Visitas por Família Média Mês (2) % Crianças Vacina Básica em Dia (2) % Crianças Aleitam. Materno Exclusivo (2) % Pré Natal (2) Taxa Mortal. Infantil por Diarréia (3) Prevalência de Desnutrição (4) Por Pneu- monia Por Desidra- tação PACS 87.683 54 0,8 85,3 58,1 73,2 5,3 8,3 33,9 15,5 PSF 32.749 20 0,8 83,7 53,3 77,5 2,5 7,4 21,0 6,2 2000 Total 120.432 74 0,8 84,7 56,3 75,1 4,1 8,0 29,1 6,2 PACS 81.993 49 0,7 89,8 59,9 75,6 1,3 5,8 18,9 7,4 PSF 53.799 32 0,8 86,6 56,8 81,5 1,0 7,7 21,5 5,8 2001 Total 135.792 81 0,7 88,1 58,2 79,1 1,1 6,7 20,2 5,8 PACS 80.097 46 0,7 89,7 59,5 78,9 - 3,8 21,6 8,3 PSF 59.739 34 0,7 87,6 60,4 80,9 - 6,7 12,9 3,5 2002 Total 139.836 81 0,7 88,6 60,0 80,1 - 5,3 16,5 3,5 PACS 77.207 43 0,7 93,3 55,8 82,8 3,2 2,8 27,6 7,4 PSF 59.505 33 0,7 92,9 62,9 83,1 4,3 6,2 14,7 6,2 2003 Total 136.712 77 0,7 93,1 59,5 83,0 3,9 4,5 19,5 6,2 PACS 70.659 39 0,7 93,3 58,0 85,3 4,0 2,2 32,5 7,9 PSF 63.089 34 0,24 94,0 64,6 84,1 4,8 5,0 19,4 5,1 2004 Total 133.748 73 0,16 93,7 61,7 84,5 4,5 3,6 24,0 5,1 Fonte: SIAB Notas: (1) Situação no final do ano. (2) Como numeradores e denominadores foi utilizada a média mensal. (3) Por 1.000 nascidos vivos. (4) Em menores de 2 anos, por 100. (5) Em menores de 5 anos, por 1000; menores de 5 anos na situação do final de ano. Mortalidade Em 2000, a expectativa de vida ao nascer correspondia a 67,4% em Camaçari, apresentando uma das taxas mais altas em relação a toda Região Metropolitana e acima da média em todo o Estado, que foi de 64,6%. A distribuição dos óbitos por faixa etária, segundo grupo de causa mais freqüente em Camaçari, revelou alterações significativas. A população que se encontra em idade acima de 50 anos tem como principal causa-morte doenças do aparelho circulatório, seguida bem de perto pela neoplasia. Nas maiores concentrações populacionais, compreendidas entre os 15 e 19 anos e os 20 e 49 anos, que representam respectivamente 70,4% e 48,2% desse total, as mortes são por causas externas, decorrentes de violência e acidentes. Não há dados específicos quanto à morbidade ocupacional do Pólo Petroquímico. A Unidade de Saúde do Trabalhador vem sendo estruturada para atuar de forma sistemática, para que se possibilite analisar e avaliar as condições ambientais e acidentais com óbitos e/ou seqüelas, em consonância com a legislação pertinente. Os registros investigativos relacionados ao perfil das doenças ocupacionais apresentam maior incidência para os casos de leucopenia, com 22% do total dos casos, seguida de 17% para os distúrbios neurológicos, colocando em terceira posição, com 15%, os casos de surdez. Camaçari Perfil e Diagnóstico ASPECTOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS 30
  28. 28. Camaçari Perfil e Diagnóstico ASPECTOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS 31 Parte 2
  29. 29. O percentual de óbitos infantis abaixo do 1º ano de idade, em relação ao total de óbitos registrados, demonstrou uma queda linear entre os anos de 2000 e 2004, passando de 29,8% para 11,7% respectivamente. Nessa mesma faixa etária, em 2002, os dados relacionados à mortalidade infantil demonstraram que as afecções originadas no período perinatal foram responsáveis, proporcionalmente, por 69,7% dos óbitos. Em 2004, apesar da diminuição de óbitos e de nascidos vivos, contabilizaram-se 25,5% de partos, cujas mães, residentes ou não em Camaçari, não fizeram nenhuma ou até 03 consultas de pré-natal. Essa taxa aumenta para 30,9% nas mães não residentes no Município. Esse fato explica, em parte, a elevada taxa de mortalidade infantil originada por afecções do período perinatal. Outras incidências são as doenças do aparelho respiratório, chegando proporcionalmente a 69,1% dos casos registrados em crianças de Zero a 04 anos de idade. Esses dados podem estar relacionados à poluição do ar, em virtude da atividade industrial do Município, e a ineficiência ambulatorial para lidar com o problema. Não há até o momento estudos específicos para erradicar essas incidências. Tabela 18 Nascidos Vivos por Nº de Consulta de Pré – Natal de Mães Residentes e Não Residentes - 2004 Quantidade por Origem de Residência % por Origem de Residência Consulta Pré Natal Camaçari Outros Municípios Camaçari Outros Municípios Nenhuma 220 89 8,1 10,9 1 - 3 Vezes 476 164 17,4 20 4 - 6 Vezes 1.299 297 47,6 36,2 7 e + 700 260 25,6 31,7 Não Informa 0 0 - - Ignorado 35 10 1,3 1,2 Total 2.730 820 100% 100% Fonte: CIS / SINASC Tabela 19 Indicadores de Mortalidade Infantil - 2000 a 2004 Ano Indicadores 2000 2001 2002 2003 2004 Nº de óbitos * 322 456 539 588 686 Taxa de Mortalidade ** 27,4 26,6 21,3 15,4 13,8 Nº de óbitos Infantis menores de 1 ano de idade 96 83 77 77 80 Mortalidade Infantil por 1.000 nascidos vivos*** 27,4 26,6 21,3 16,2 19,5 % de óbitos infantis no total de óbitos 29,8 18,2 14,3 13,1 11,7 Taxa de Mortalidade Materna 57,1 - 28,1 30,6 - Fonte: SESAU / CIS / SIM – Banco de Dados Municipal Notas: * Monitoramento de registro de óbitos pelo SIM, dados de 2004 sujeitos a alterações. ** Somatório de todas as mortes causadas por enfermidade diversas. *** Considerando apenas os óbitos coletados pelo SIM, dados de 2004 sujeitos a alterações. As Doenças Infecciosas e Parasitárias (DIP) tiveram um baixo índice no ano de 2002, no que diz respeito a menores de 01 ano, com 1,3% de casos de mortalidade infantil e inexistente nas faixas etárias de 01 a 09 anos. Comparando com 2004, as DIP apresentaram taxas elevadas em todas as faixas acima mencionadas. As doenças infecto-parasitárias são a 3º causa mortis dentre os principais óbitos. Curiosamente, apesar dos aumentos, em 2004, o percentual de óbitos infantis nesse mesmo ano foi o menor se comparados aos quatro anos anteriores. Camaçari Perfil e Diagnóstico ASPECTOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS 32
  30. 30. Cobertura Vacinal A cobertura vacinal contra a Poliomielite de 2004 abrangeu 98,7% e 118,9% das crianças, em faixa etária inferior a 01 ano, na 1ª e 2ª etapas, respectivamente. Os dados revelaram que houve queda linear da vacina contra sarampo, nos anos de 2000 a 2003. Não há informações a respeito do ano de 2004. A Tríplice BCG, que apresentou retração em 2001, em relação a 2000; de 2002 a 2004 teve cobertura crescente, alcançando 127,9% nesse último ano. Tabela 20 Cobertura Vacinal (%) por Tipo de Imunubiológicos em Menores de 01 ano Imunubiológicos 2000 2001 2002 2003 2004 BCG (BCG) 117.1 103.1 109.7 127.3 127.9 Contra Febre Amarela (FA) 81.7 80.1 80.6 89.7 85.1 Contra Haemophilus influenza tipo b (Hib) 36.9 99.3 34.8 3.8 - Contra Hepatite B (HB) 90.8 91.1 86.1 84.9 84.8 Contra Sarampo 115.2 92.4 92.0 14.0 - Dupla Viral (SR) - - 29.3 18.7 16.5 Oral Contra Poliomielite (VOP) 100.6 97.9 91.9 94.5 88.8 Oral Contra Poliomielite (Campanha 1ª etapa) (VOP) 107.0 118.6 106.9 95.9 98.7 Oral Contra Poliomielite (Campanha 2ª etapa) (VOP) 121.4 106.6 98.9 101.8 118.9 Tetravalente (DTP+Hib) (TETRA) - - 40.3 97.2 92.6 Tríplice Bacteriana (DTP) 104.6 101.6 55.9 4.7 0.7 Tríplice Viral (SCR) 98.0 91.6 63.2 93.5 131.0 Tríplice Viral (Campanha) (SCR) - - - - 90.3 Fonte: SI/PNIs Obs: Os percentuais que extrapolaram o 100%, são relativos aos atendimentos a pessoas que não residem no município e, utilizam os serviços de saúde locais. Doenças Epidemiológicas O programa de vigilância epidemiológica é efetivado através de dados existentes em notificações. Mesmo considerando as deficiências observadas nesse sistema, foi possível se estabelecer, através de uma análise geral, o crescimento de algumas doenças, a saber: as infecções sexualmente transmissíveis, infecções das vias áreas superiores, hanseníase e leishmaniose; em situação decrescente, os casos de tuberculose, diarréia, dengue, raiva, sarampo e rubéola. Camaçari Perfil e Diagnóstico ASPECTOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS 33 Parte 2
  31. 31. Tabela Principais Doenças Epidemiológicas Ano Doenças 2000 2001 2002 2003 2004 Total Hanseníase 15 38 48 36 50 187 Meningite 36 30 36 28 34 164 Hepatite - 21 23 16 18 78 Leptospirose 5 1 6 2 8 22 IVAS * 3.755 4.268 2.976 3.135 7.557 21.691 Diarréia 3.264 3.045 1.780 1.625 1.895 11.609 ISTA ** 221 200 516 1.477 1.896 4.310 AIDS 3 7 5 4 - 19 Leishmaniose 20 9 4 19 19 71 Dengue 19 201 611 46 15 892 Raiva - 702 506 936 725 2.869 Tuberculose 123 141 109 117 82 572 Sarampo / Rubéola 113 160 78 49 28 428 Fonte: SINAN / US. / GENEP- * IVAS – Infecções Vias Aéreas Superiores ** ISTA – Infecções Sexualmente Transmissíveis OBS: Ressalvado as incidências de Hanseníase que apresentam um coeficiente de detecção em 10.000 por habitantes as demais doenças, apresentam coeficientes em 100.000 por habitantes. EDUCAÇÃO Os serviços públicos de educação, assim como os de saúde, são essenciais para reversão do quadro sócio-demográfico que caracteriza Camaçari. Ambos integram políticas nacionais específicas e são, também, fortemente impactados pelo processo de imigração decorrente do modelo de desenvolvimento econômico. Assim como ocorre na maioria dos municípios brasileiros, três são os desafios a serem enfrentados no setor: a inclusão das pessoas no sistema, a manutenção dos alunos no sistema e a elevação da qualidade do ensino. Na Bahia, Camaçari obteve, em 2000, a 85ª posição no Índice do Nível de Educação – INE. Analfabetismo, Educação Infantil e Fundamental A taxa de analfabetismo da população adulta, de 15 anos ou mais, no ano de 2000, alcançou 28,8%, abaixo da média do Estado, que atingiu 42,5%. Não há dados disponíveis referentes aos anos posteriores. Camaçari Perfil e Diagnóstico ASPECTOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS 34
  32. 32. Para a educação infantil, em 2003, o município contava com 30 estabelecimentos de ensino pré- escolar, sendo 11 particulares e 19 municipais, destes apenas um localizado em área rural. O quadro de docentes perfazia 79 profissionais, 73,4% dos quais servidores públicos. Nesse segmento, o crescimento do número de matrículas em 2003, cotejado a 2002, foi de aproximadamente 5,1%, e em 2004, comparado a 2003, foi de 42,3%; e em 2005 relativamente a 2004 foi registrado um acréscimo de 9,4%. Tabela 21 Matrícula Inicial do Ensino Pré-Escolar 2002/2005 Fonte: INEP / FNDE / SEDUC O ensino fundamental registrou variações negativas sucessivas no número inicial de matrículas, sendo mais acentuada em 2004 - 5,1% em relação ao ano anterior. A população de Camaçari, na faixa etária de 05 a 14 anos, projetada para 2004, apresentou um quantitativo de 39.796, o que corresponde a 21,3% da população estimada. Este dado, correlacionado com o de alunos matriculados no ensino fundamental no mesmo ano, com um total de 40.285 matrículas, superaria as necessidades educacionais da faixa etária em questão, se não fossem considerados os aspectos abaixo relacionados: Com base na LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação, a criança só poderá ingressar no ensino fundamental com seis anos completos e é desejável o término com 14 anos. Confrontando com a faixa etária de 05 a 14 anos estimada pelo IBGE, as pessoas de 05 anos estariam incluídas na população estimadas para 2004. O desenvolvimento das taxas de distorções idade / série, ou seja, o quantitativo de estudantes com mais de 15 anos que cursam o ensino fundamental, quando deveriam estar no ensino médio, com certeza compõe o quantitativo de alunos matriculados, mas que não estão incluídos na 3ª faixa da população estimada pelo IBGE. Na oferta de serviços educacionais para o ensino fundamental, o Município reponde com a maioria absoluta das matrículas. Em 2003 foram registradas 81 escolas, sendo 73 municipais, 4 estaduais e 4 privadas. Dos 1.386 docentes, 1.289 tinham vínculo com o Município, 75 com a Administração Estadual e apenas 22 com a iniciativa privada. O último dado disponível relativo a 2002 indicava que 708 dispunham de magistério completo e 180 de outra formação completa de nível médio, enquanto 99 possuíam nível superior. Tabela 22 Participação no Quantitativo de Matrículas do Ensino Fundamental Participação em Percentual ANO Nº de Alunos Matrículados Município Estado Privado 2002 42.908 93,6 5,5 1 2003 42.354 95,3 3,7 1 2004 40.285 96,1 2,7 1,2 2005 41.550 95,6 2,8 1,6 Ano Nº Matrículas % Variação 2002 2.403 2003 2.526 5,1 2004 3.595 42,3 2005 3.841 9,4 Fonte: INEP / FNDE (*) A partir de 2005, o Estado não tem mais participação no ensino fundamental. Camaçari Perfil e Diagnóstico ASPECTOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS 35 Parte 2
  33. 33. Ensino Médio No ensino médio, o Estado é o responsável constitucional, embora haja nesse segmento participação da Administração Municipal e, em menor escala, da rede particular. Também nesse nível de ensino não houve crescimento linear significativo durante os anos de 2002 a 2004. O crescimento de 2003 em relação a 2002 foi na ordem de 1,3%, e houve variação negativa em 2004 em relação a 2003 de - 5,7% e, em 2005 com relação a 2004, um decréscimo de 9,3%. Tabela 23 Matrícula Inicial do Ensino Médio Fonte: INEP / FNDE Dos 531 docentes existentes, em 2002, nos ensinos médio regular e profissionalizante de 10 estabelecimentos, 244 apresentavam licenciatura completa e 82 possuíam outro curso superior. Apenas 25 professores dispunham de nível médio. Evasão Escolar, Aprovações e Reprovações As taxas de evasão escolar do Município de Camaçari são altas e mantiveram-se acima de 15% entre 2000 e 2004. Não há dados relativos à rede privada e não há análises específicas de causas do abandono nas escolas públicas, nem do impacto do processo migratório. Tabela 24 Movimento Escolar do Ensino Fundamental e Médio 2000 - 2004 Ano Quantidade de matrícula na rede publica Quantidade de afastamento por abandono Taxa de abandono escolar 2000 45.234 7.059 15,6 2001 45.299 8.097 17,9 2002 45.513 8.097 19,0 2003 41.936 7.979 19,0 2004 39.813 6.707 16,8 Fonte: INEP / FND Os índices de aprovação e reprovação relacionados ao quantitativo de alunos matriculados no ensino regular servem como indicadores do rendimento escolar. A taxa de aprovação nos últimos 5 anos situou-se em 60%, sendo o maior percentual registrado em 2000, com 66%. O comportamento, em relação ao número de aprovação no ensino fundamental, apresentou taxas de variação anual negativas de -11,7% em 2001 confrontado a 2000; - 5,6% em 2002 cotejado a 2001, alterado com incremento de 5,0% em 2003, em relação a 2002, e voltando a ser negativa em 2004 com relação à taxa de 2003 num percentual de -7,2. Total de Matrículas Total na Rede Estadual Ano Quantidade Variação % Quantidade Variação % 2002 13.758 - 11.617 - 2003 13.941 1,3 11.705 1,0 2004 13.145 -5,7 10.570 - 9,9 2005 12.354 -9,3 8.940 8,4 Camaçari Perfil e Diagnóstico ASPECTOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS 36
  34. 34. 26,6 62,8 8,7 22,5 63,2 10,7 25,4 61,4 11,3 21,7 57,3 15,9 19 71 11,9 Tabela Rendimento Escolar do Ensino Fundamental – 2000/2004 Ano Quantidade de matrícula rede publica Quantidade de aprovação Taxa de aprovação em percentual Quantidade de reprovação Taxa de reprovação em percentual 2000 45.234 29.903 66,1 4.617 10,2 2001 45.299 26.400 58,3 6.767 14,9 2002 45.513 24.934 54,8 9.053 19,9 2003 41.936 26.182 62,4 7.040 16,8 2004 39.813 24.298 61,0 8.414 21,1 Fonte: INEP/FNDE/SEDUC-PMC Quanto ao número de reprovação, apesar da retração no quantitativo de matrículas a partir de 2002, houve um crescimento cujas variações foram de 46,6% em 2001 em relação a 2000, de 2002 a 2001 de 33,8%, com variação negativa de 2003 a 2002 com – 22,2%, e em 2004 a 2003 com 1,2%. Tabela 26 Taxa de Evasão Escolar, Aprovação e Reprovação – 2000/2003 Ensino Fundamental Ensino Médio Ano Evasão Aprovação Reprovação Evasão Aprovação Reprovação 2000 15,6 66,1 10,2 26,6 62,8 8,7 2001 17,9 58,3 14,9 22,5 63,2 10,7 2002 19 58,7 21,3 25,4 61,4 11,3 2003 19 62,4 -22,2 21,7 57,3 15,9 2004 16 59 20 19 71 11,9 Fonte: INEP/FNDE Nota: Com relação ao ensino fundamental e médio as taxas não fecharam com 100% da situação tendo em vista a não inclusão do quantitativo dos alunos transferidos. Os dados relativos ao ano de 2004 até o momento não foram consolidados pelo Município e pelo Estado. Ensino Profissional Os cursos profissionalizantes disponíveis no Município são oferecidos pela FIEB - Federação das Indústrias do Estado da Bahia, SENAC - Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial e SEBRAE – Serviço de Apoio à Micro e Pequena Empresa. O trabalho da FIEB é realizado através do SENAI - Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, responsável pela capacitação profissional, e do SESI - Serviço Social da Indústria, que presta serviços sociais. Gráfico 6 Movimento no Ensino Fundamental Gráfico 7 Movimento no Ensino Médio 2000 2001 2002 2003 2004 15,6 66,1 10,2 17,9 58,3 14,9 19 58,7 21,3 19 62,4 -22,2 16 59 20 Evasão Aprovação Reprovação 2000 2001 2002 2003 2004 Camaçari Perfil e Diagnóstico ASPECTOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS 37 Parte 2
  35. 35. O SENAI oferece cursos de capacitação em diversas áreas da indústria, além de programas de educação profissional, familiarização no ambiente de trabalho (treinamento básico de segurança) e em multimídia (Telecentro). Para jovens entre 14 e 17 anos que buscam o primeiro emprego é oferecido o Curso de Aprendizagem Industrial – CAI, que atua nas áreas de soldagem, caldeiraria e manutenção industrial e realiza, também, cursos de qualificação para o pólo automotivo (FORD), em empresas como a Britânia, SIAN, Bridgestone/Firestone, dentre outras. No período compreendido entre 1999 a 2004, 5.115 pessoas foram treinadas nas áreas de gestão, elétrica / eletrônica, mecânica, informática, refrigeração, manutenção e construção civil. No setor automotivo foram 6.445 treinados, destes, 5.243 da FORD. 82.810 receberam treinamento básico de segurança. Instalado no município desde 1999, o SENAC desenvolve cursos nas áreas de turismo, hospitalidade (hotelaria) e idiomas, visando capacitar e aperfeiçoar mão-de-obra para atender a demanda de profissionais em hotéis, restaurantes, bares e similares. De 1999 a 2004, foram treinadas 15.300 pessoas. O SEBRAE desenvolve várias ações de apoio à gestão para empreendedores quais sejam: Programas de qualificação por segmento empresarial, para o serviço e comércio; Programas de incentivo e formação do empreendedorismo, associativismo e cooperativismo; Projeto de Cadeia de Petróleo, incluindo as áreas petrolíferas e petroquímicas e também prestação de serviços para esses ramos; Programa de eficiência energética para otimização do consumo de energia elétrica pelas empresas; Desenvolvimento de Fóruns com empresas locais abrangendo temas variados; Apoio a eventos empresariais e atividades empreendedoras; Parcerias com instituições publicas e privadas para fortalecer o empreendedorismo local entre PMC e ACIC, CDL, e outras; Capacitação em programa de qualidade ISO 9000; Consultoria para empresas locais; Programa de Tecnologia para Empresas, sendo que até 70% dos investimentos em consultoria tecnológica, podem ser subsidiados; Realização de cursos nas áreas de gestão financeira e de negócios, marketing e vendas, contabilidade e planejamento empresarial, legislação trabalhista, prática de rotina de pessoal, plano de negócios para o comércio, licitação e contratos administrativos, dentre outros. 11.471 pessoas foram treinadas em curso de Capacitação empresarial; 10.271 participaram de palestras, workshop, seminários, fóruns, feiras e outras; e 34.617 foram atendidas no Balcão SEBRAE. Apenas no ano de 2003, entrou em funcionamento o Centro de Educação Tecnológica do Estado da Bahia - CETEB-CA sob a gestão da Associação Tecnológica Educacional de Camaçari - ATEC, entidade sem fins lucrativos, integrada pela Prefeitura Municipal de Camaçari, Ford Motors Company Brasil Ltda, COFIC, SENAI, Associação Comercial de Camaçari e a CDL de Camaçari, representantes sindicais dentre outros. Camaçari Perfil e Diagnóstico ASPECTOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS 38
  36. 36. As ações do CETEB-CA são conduzidas pela Secretaria de Educação do Estado, através do Plano Estadual de Educação Profissional - PEP. As instalações do centro dispõem de 10 salas de aulas e laboratórios para capacitação e formação técnica nas áreas de Eletrônica, Informática, Mecânica, Química, Mecânica Automotiva, Mecatrônica, Processos Industriais e Turismo Ecológico. A proposta no ano de 2003 foi de 2.000 vagas, sendo 1.300 destinadas a cursos básicos, sem maiores exigências no nível de escolaridade, e as outras destinadas à formação tecnológica supracitada, para pessoas que estivessem cursando ou concluindo o ensino médio. Em relação a essa formação tecnológica, objeto maior de interesse dos segmentos industriais e de serviços, ainda não foi possível analisar o quantitativo de formandos por área de atuação, bem como o aproveitamento no mercado de trabalho no Município. É importante salientar que, até o final de 2004, o estabelecimento não funcionava com capacidade plena. Ensino Superior O ensino do 3º grau não apresentou diversificação ou crescimento no Município. Atualmente duas instituições compõem o segmento de ensino superior, oferecendo oito cursos de graduação e dois de pós-graduação. A Universidade Estadual da Bahia (UNEB) começou a funcionar no 2º semestre de 1998 e, no primeiro semestre de 2003, conseguiu formar apenas 12 pessoas. A Instituição oferece os cursos de graduação em Pedagogia, Ciências Contábeis e Direito, e pós-graduação em Psicopedagogia e Psicomotricidade, totalizando 822 alunos matriculados. Por sua vez, a Faculdade Metropolitana de Camaçari (FAMEC), instalada também em 1998, investe em cursos de Pedagogia, Administração, Engenharia Ambiental, Engenharia de Produção e Mecatrônica, mas não se têm informações a respeito de número de vagas, matrículas e concluintes por curso. CULTURA É corrente a afirmação de que Camaçari não tem identidade cultural e nem símbolos que o identifiquem. No entanto, um olhar mais sensível revela que tal assertiva precisa ser tomada com cautela. Há a identidade do lugar e a identidade da população face ao lugar. Camaçari tem uma história antiga que remonta ao início da colonização planejada pelo estado português e tem uma história moderna que a insere no contexto econômico globalizado, produto planejado do estado nacional. Camaçari possui, também, lugares – diversificados em ambientes e formas de ocupação: paisagens, sítios históricos e espaços de produção, áreas do viver de residentes permanentes e do lazer dos veranistas. Camaçari detém símbolos: Abrantes dos jesuítas, Arembepe dos hippies, Pólo Petroquímico. Camaçari é território da diversidade e tensão entre tradição e modernidade, entrelaçadas num ambiente social fortemente estratificado e espacialmente definido. Sua eleição como área de desenvolvimento industrial a fez passar por modificações decisivas e intencionalmente articuladas, imprimindo-lhe contornos próprios de um projeto “modernizador” que organizou espaços funcionalmente e desconheceu as heranças simples, mas indeléveis, e um ecossistema repleto de potencialidades. Camaçari Perfil e Diagnóstico ASPECTOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS 39 Parte 2
  37. 37. Sua identidade cultural é, de fato, equivalente a identidades, como realidades vivas. Daí a manutenção de manifestações populares tradicionais pelos “nativos” dos povoados bucólicos – os que já estavam antes da indústria, e a nova demanda pela contemporaneidade de entretenimento e arte de um contingente de jovens urbanos - descendentes dos trabalhadores que se fixaram na Sede. Uns e outros constroem identidades próprias frente aos seus “lugares”. Manifestações Tradicionais Dentre os grupos culturais destacam-se os folclóricos como: Boi Janeiro de Parafuso, Boi Mirim, Boi Reisado de Barra do Pojuca, Bumba-Meu-Boi de Parafuso, Marujada, Samba de Roda do Projeto Conviver, roda de Samba de Parafuso e Chegança de Arembepe. O Boi Janeiro de Parafuso foi organizado em 1930 por iniciativa de dona Palmira, moradora local, e é uma ramificação do tradicional Bumba-Meu-Boi. O Boi Mirim de Parafuso surgiu do Boi Janeiro, durante a inauguração da Casa da Criança em 1990. Ambos se apresentam tradicionalmente na virada do dia cinco para o dia seis de janeiro, devido à Festa de Reis, em frente à Capela Nossa Senhora da Conceição, em Parafuso. As cheganças – manifestações provavelmente originárias de uma dança portuguesa do século XVIII, cantada e coreografada, estão presentes em Arembepe e Monte Gordo. Em Arembepe, tem-se a chegança dos Mouros, composta de pescadores que saem de casa em casa, pelas ruas do povoado, visitando os “oficiais”, para integrá-los aos grupos e comporem a dramatização. Já em Monte Gordo, a chegança dos Marujos é realizada em local determinado, em forma de barcos, lavradores encenam uma coreografia dramatizada. Na sede municipal, destaca-se a incidência de espaços afro-religiosos. Quadro 5 Relação de Terreiros Afro Nome Bairro Angola Parafuso Ari Axé Cara Levá Cocinação Phoc II Caboclo Tubinambá Orixá Ode Lama Preta Caboclo, Rei das Ervas Phoc I Cafungi de Umzambi Gravatá De Boiadeiro Via Parafuso De Umbanda Lama Preta Do Caboclo Raio do Sol Phoc II Idambessy Phoc II Ilê Axé Ogudam Parque das Mangabas Ilê Axé Zabu Parque das Mangabas Manifestação Xangô Parafuso Nação Angolana e Viva a Deus Parafuso Oxossi Parafuso Tenda de Oxossi Montenegro Terreiro sem identificação Triângulo e Lama Preta Terreiro sem registro Triângulo e Lama Preta Fonte: PMC/Coordenação de Cultura, 2003 Camaçari Perfil e Diagnóstico ASPECTOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS 40
  38. 38. Grupos Culturais e Artistas Individuais Do ponto de vista da organização cultural, embora o Município conte com um reduzido número de espaços, constata-se vigor na mobilização de entidades e grupos específicos, que somavam 135 em cadastro realizado pelo Município em 2005, além de artistas individuais. Entre os grupos culturais destacam-se a Fundação CA&Ba e o Centro Cultural Casa do Sol. Fundada em 1974, para incentivar a cultura em Camaçari, a Fundação CA&Ba estreou com a peça teatral “Precisa-se de um sapato”. O grupo trabalha mais especificamente com artes cênicas, e são seus projetos principais: Jerusalém é Camaçari, CNATO Metropolitano, Invasão Cultural, Anoitecer com Arte, Festival de Monólogos, Pluricultural e o Teatro Ação, Educar. A Casa do Sol é considerado um espaço de cidadania financiado pela Sol Embalagens, que trabalha em parceira com outras entidades locais, destacando-se o convênio com a União de Escolas e Creches Comunitárias de Camaçari, atuando na promoção de atividades artísticas e culturais para crianças de 6 a 12 anos. Quadro 6 Grupos Culturais e Artistas Individuais por Área Dança Musicais Teatro Literatura Artes Cênicas Artesanato Capoeira Modelo Produtor Culinária ArtePopular Total 20 120 68 28 03 23 19 07 12 01 63 364 Fonte: PMC/Coordenação de Cultura, 2003 Espaços Culturais O único teatro da cidade, o Magalhães Neto, com capacidade para 160 pessoas, encontra-se degradado, sem condições de conforto e operacionalidade. As principais deficiências são: falta de estacionamento, palco inadequado tanto pelo tamanho reduzido como pelo pé direito baixo, sistema de iluminação não compatível com grandes espetáculos, cadeiras que não proporcionam conforto, ar condicionado insuficiente, camarins que não atendem às demandas dos artistas, fachada decadente, sistema de som precário, inexistência de sala de espera, serviço de bar e espaço para exposições de artes. O Município conta com cinco bibliotecas, sendo a mais expressiva a Biblioteca Municipal de Camaçari, a Jorge Amado, que possui um acervo de quatro mil títulos, sala de internet e auditório-cinema. O atendimento diário é na média de 300 pessoas com um cadastro de 4.500 leitores. Além da Biblioteca Municipal, Camaçari dispõe das unidades abaixo relacionadas: Biblioteca Infanto Juvenil Biblioteca do Centro de Ciências Humanas – Campus Universitário XIX Biblioteca da Faculdade Metropolitana de Camaçari Biblioteca do Cema Júnior Centro de Educação Biblioteca Luiz Eduardo Magalhães Camaçari Perfil e Diagnóstico ASPECTOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS 41 Parte 2
  39. 39. Estão também localizadas na sede: duas salas de cinema, com boa estrutura, tendo como único inconveniente a distância do centro da cidade, uma vez que a maior parte da população circula a pé. Espaços para Eventos Para realização de eventos, Camaçari dispõe de vários espaços nas associações de moradores espalhadas pelo município. Outros espaços de destaques são: Espaço Camaçari, com capacidade para 40.000 pessoas; Carrapicho, com capacidade para 15.000 pessoas; Clube Social, com capacidade para 5.000 pessoas. Há também auditórios oficiais para realização de palestras, seminários e eventos similares. Na orla, embora não haja um levantamento oficial, os espaços disponíveis estão localizados em hotéis. Tabela 27 Auditórios na Sede Municipal Local Capacidade Casa do Trabalho 400 Biblioteca Central 250 Universidade Estadual da Bahia 200 Colégio Luiz Eduardo Magalhães 190 Faculdade Metropolitana de Camaçari 100 Prefeitura Municipal 99 Fonte: PMC, 2005 O Município não tem um centro de convenções para promoção de eventos e feiras que estimulem os negócios e realizem intercambio cultural e comercial. Nesse sentido está previsto um projeto no programa de incentivo ao turismo (ver Aspectos Econômicos adiante). Calendário Festivo O Município possui um calendário festivo que contempla desde as festas religiosas, na sede, distritos e povoados destinados a seus padroeiros como o Boi Janeiro de Parafuso e Boi Mirim, até as grandes festas populares como Camafolia, Camaforró e Festa do Côco, atraindo sempre um grande numero de participantes. O Camafolia é considerado a abertura do Carnaval da Bahia. Acontece no mês de novembro, em uma avenida de quase 2 Km, onde é montada uma estrutura com camarotes, barracas padronizadas, circuito para blocos de carnaval, serviços médicos e segurança. Além de ser um evento que contempla a geração de meios de renda através dos serviços de bares e restaurantes, contribui para valorização das bandas locais. O Camaforró, promovido durante o São João, atrai uma média de 50 mil pessoas/dia à cidade, perfazendo um total 200 mil no período festivo. A festa é realizada entre os dias 23 a 26 de junho, no Espaço Camaçari, onde são montadas barracas com comidas e bebidas típicas e realizados grandes shows no palco principal e, em uma área menor, é montado o carramanchão, para apresentações de forró pé-de-serra, artistas da terra, quadrilhas e grupos folclóricos da cidade. Camaçari Perfil e Diagnóstico ASPECTOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS 42
  40. 40. A Festa do Côco foi idealizada em 2000, objetivando aproveitar o potencial do Município em relação à cultura do côco e transformá-la num ambiente de negócios e discussão com os plantadores da região, sobre os problemas e as soluções a serem implantados para dinamização da cultura. Acontece no distrito de Monte Gordo, na localidade de Guarajuba, geralmente no mês de fevereiro, com uma programação extensa que inclui ciclo de palestras abordando temas técnicos, um salão de negócios e apresentações de shows. Camaçari Perfil e Diagnóstico ASPECTOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS 43 Tabela 28 Calendário de Eventos Mês Festa Dia / Período Local Festa de São Thomaz de Cantuária. 06/01 Sede Festa de São Francisco 2º ou 3º final de semana Barra do Pojuca Festa de São Sebastião 3º ou 4º final de semana Vila de Abrantes Festa de São Francisco 3º final de semana Monte Gordo / Guarajuba Jan Festa de Bom Jesus dos Navegantes 4º final de semana Jauá Festa de Nossa Senhora da Conceição 1º final de semana Coqueiro de Arembepe Presente de Iemanjá 08/02 Arembepe Festa de São Francisco de Assis 1º domingo do mês Catú de Abrantes Festa de São Francisco de Assis 15 dias antes ou 15 dias depois do carnaval Arembepe Fev Festa de São Sebastião 1º final de semana Cachoeirinha Festa de São Bento 3º ou 4º final de semana Buris de Abrantes Mar Festa de São Bento 3º ou 4º final de semana São Bento / Monte Gordo Abr Festa do Côco Semana santa Guarajuba Festa do Divino Espírito Santo 3º ou 4º final de semana Catú de Abrantes Festa das Mães 2º domingo Município Mai Festa de São Bento 2º final de semana Maracaiuba Festa Divino Espírito Santo 1º domingo do mês Vilas de Abrantes Festa de Santo Antônio 2º final de semana Pau Grande Festa de Santo Antônio 2º final de semana Barra de Jacuípe Camaforró 23,24 e mais dois dias Sede Jun Festival de Arte Popular 23 a 26 Sede Festa de Santo Antônio 2º final de semana Machadinho Festa de Nossa de Santana 4º final de semana Cordoaria Festival de Arte Contemporânea Sede Festival de Monólogos Sede Jul Camaçari em Cena Julho a dezembro Sede Festa de São Roque 2º final de semana Cajazeira Ago Semana do Folclore Sede Cifancan 2º final de semana Sede Independência do Brasil 07/09 Sede (Gleba E) / Parafuso Semana da Cultura 19 a 28 Vila de Abrantes Aniversario da Cidade 28/09 Vila de Abrantes / Sede Festa de São Miguel 4º final de semana Pé de areia Set Conjuec Sede Out Festival de Música Gospel Sede Seminário Proler Sede Nov Camafolia 4º final de semana Camaçari Sede Festa de Nossa Senhora da Conceição 1º final de semana Parafuso Festa de Nossa Senhora do Parto 2º final de semana Areias Feprocam 3º final de semana Camaçari Sede Regata Almyr Klink 3º final de semana Guarajuba Reveillon 31 de dezembro Município Dez Natal Musical Sede Fonte: PMC/Coordenação de Cultura, 2005 Nota: A programação refere-se aos eventos até o ano de 2004. Parte 2
  41. 41. ESPORTE, LAZER E ENTRETENIMENTO. As estruturas de esporte e lazer no município, de modo geral, não atendem à demanda e às expectativas da população, sendo uma das principais queixas dos residentes – 26,9% e um dos argumentos de trabalhadores da indústria para não residirem em Camaçari – 20,4%1. Esporte Camaçari possui boa mobilização para o esporte amador, mas não dispõe de estrutura adequada para práticas esportivas profissionais, ainda faltando incentivo e disseminação. As praças esportivas disponíveis são destinadas ao esporte amador; mas, se adaptadas e ampliadas, poderão ser utilizadas em competições profissionais, nos âmbitos municipal, estadual e nacional. Ainda não existe uma identidade formada com alguma modalidade esportiva, como acontece em outros municípios do Estado, e muitas das competições que ocorrem não são tão disseminadas na cidade, por falta de patrocínio para aperfeiçoamento e profissionalização da competição, por divulgação insuficiente ou até mesmo por falta de hábito dos munícipes em freqüentar eventos esportivos. O Estádio Waldeck Ornelas, inaugurado em novembro de 1985, encontrava-se em péssimo estado. Depois de passar por uma reforma emergencial, em janeiro de 2005, já é palco dos jogos do Campeonato Baiano de Futebol. O estádio tem capacidade para 10.000 pessoas, geralmente atraindo um bom público. No entanto, ainda não foi adequado ao Estatuto do Torcedor, podendo não sediar mais os jogos do Campeonato Baiano. O Waldeck Ornelas conta também com Pista de Atletismo e Sala de Ginástica e Reabilitação, atendendo cerca de 350 pessoas por mês, em função da excelente estrutura, equipamentos e profissionais, realizando também, trabalhos de condicionamento e preparação física dos atletas. Quadro 7 Praças Esportivas Públicas e Privadas Públicas Privadas 1. Pista de Bicicross de Camaçari 2. Pista de Skate e Patins - Praça Abrantes 3. Pista de Skate e Patins - Bomba 4. Estádio Municipal Waldeck Ornelas 5. Pista de Atletismo de Camaçari – Estádio 6. Sala de Ginástica e Reabilitação – SEDEL 1. Circuito Automobilístico Ferreirão 2. Autódromo de Velocidade na Terra Capuame (CETREL) 3. Piscina do Clube Social 4. Piscina do Clube dos Securitários 5. Piscina do Clube dos Bancários 6. Quadra da Igreja dos Mórmus 7. Quadra Colégio Dom Pedro 8. Quadra Colégio CEMA Fonte: PMC/SEDEL 2004 Quanto aos campos de futebol e quadras poliesportivas, existem em boa quantidade, porém em estado precário de conservação. Outras áreas, em função do crescimento desordenado da cidade e assentamentos subnormais, não dispõem de qualquer equipamento de esporte e lazer. Camaçari Perfil e Diagnóstico ASPECTOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS 44 1 Conforme pesquisa realizada em 2002 pela Pesquisa & Análise, no tópico referente a pontos negativos do Município.
  42. 42. Quadro 8 Campos de Futebol Sede Orla 1. Nova Vitória 2. Novo Horizonte 3. Ponto Certo 4. Anexo Estádio 5. Verdes Horizontes (1ª e 2ª etapas) 7. Parque Verde 8. Parafuso 9. Gleba E (2) 11. Phoc I 12. Phoc II 13. Phoc III 14. Buri de Satuba 15. Vila Luiza Maia 16. Jaraguá 17. Gleba A (2) 19. Mangueiral 20. Parque Satélite 21. Parque Florestal 22. Santo Antônio 23. Gleba B (2) 25. Campo da Feira 26. Ficam 27. Cristo Redentor 28. Gleba C 29. Bairro dos 46 30. Parque das Mangabas 1. Machadinho 2. Cajazeiras de Abrantes 3. Catu de Abrantes 4. Vila de Abrantes 5. Buris de Abrantes 6. Jauá 7. Pé de Areia 8. Areais 9. Barra do Jacuípe 10. Monte Gordo 11. Arembepe (2) 13. Barra do Pojuca 14. Tiririca 15. Coqueiro de Monte Gordo 16. Coqueiro de Arembepe 17. Jordão 18. Cordoaria 19. Capivara Fonte: PMC/SEDEL 2004 Quadro 9 Quadras Poliesportivas Sede Orla 1. Novo Horizonte 2. Gleba B (2) 4. Praça Alto da Cruz 5. Phoc I 6. Gleba E 7. Verdes Horizontes 8. Camaçari de Dentro 9. Phoc II 10. Gleba C (2) 12. Praça Abrantes 13. Ponto Certo 14. Piaçaveira 1. Machadinho 2. Vila de Abrantes 3. Monte Gordo 4. Arembepe Fonte: PMC/SEDEL 2004 Campeonatos e Seleções Camaçari não dispõe ainda de um calendário oficial esportivo, mas já realiza importantes eventos, promovidos pela Prefeitura ou pelas entidades esportivas do município, tendo potencial para ampliar ainda mais a realização destas competições. Quadro 10 Campeonatos no Município Evento Campeonato Intermunicipal de Bicicross Campeonato Baiano de Bicicross – Etapa Camaçari Campeonato Camaçariense de Skate e Patins Copa Camaçariense de Tênis de Mesa Campeonato Baiano Universitário de Surf (Arembepe) Campeonato de Escolinhas da Gleba C Copa Camaçari de Frescobol Circuito ASCA Camaçari de Surf Circuito Camaçariense de Corrida de Rua Torneio Intermunicipal de Boxe Torneio de Futsal de Parafuso Circuito Ferreirão de Velocidade na Terra Campeonato Baiano de Arrancada Campeonatos de Futebol Amador das Associações de Bairro Jogos do Campeonato Baiano de Futebol Torneio Intermunicipal de Futsal Fonte: PMC/SEDEL 2005 Camaçari Perfil e Diagnóstico ASPECTOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS 45 Parte 2
  43. 43. Chega a mais de 300 os atletas envolvidos em seleções, muitos participando de competições intermunicipais e nacionais, além de equipes independentes apoiadas pela Prefeitura. Quadro 11 Equipes Apoiadas pela Prefeitura e Entidades Independentes Equipes Organizadas pela Prefeitura Entidades Independentes 1.Seleção de Vôlei de Camaçari (Infanto, Infantil, Juvenil e Adulto – M e F) 2. Seleção de Futsal de Camaçari (Infanto, Infantil, Juvenil e Adulto – M e F) 3. Equipe de Bicicross de Camaçari (Todas as categorias) 4. Equipe de Judô de Camaçari (Todas as categorias) 5. Equipe de Karatê de Camaçari (Todas as categorias) 6. Equipe de Atletismo de Camaçari (Todas as categorias) 1. ASCA -Associação Surf Clube de Arembepe 2. ACTM -Associação Camaçariense de Tênis de Mesa 3. Grupo de Skate e Patins de Camaçari 4. AFC - Associação de Frescobol de Camaçari 5. Academia de Boxe Desafio 6. Academia de Boxe Garra 7. Grupo de Automobilismo de Camaçari 8. Escolinhas de Futebol: total de 20 – Sede e Orla Fonte: PMC/SEDEL 2005 As equipes de maior visibilidade são as representantes do futebol profissional, o Camaçari Futebol Clube e o Sport Clube Camaçariense, ambos disputando a 1ª divisão do Campeonato Baiano. A equipe de Bicicross alcança credibilidade ainda maior que os times de futebol profissional, inclusive em nível nacional, sendo considerada uma das melhores do país. Camaçari ainda possui atletas de destaque nacional em várias modalidades, conseguindo resultados relevantes em competições regionais e nacionais, a exemplo do Judô, Karatê e Atletismo. Dentre os eventos, os de maior destaque são: o Circuito Ferreirão de Velocidade na Terra e os campeonatos de Bicicross, que concentram boa quantidade de público e atletas participantes. Quanto ao Esporte Amador, os campeonatos de futebol das Associações de Bairros são os que mais movimentam a cidade, num total de vinte e cinco competições, chegando a dezessete torneios simultâneos. Lazer e Entretenimento As opções de lazer mais utilizadas são as praias, ainda que o acesso seja ruim para a maioria da população residente na Sede, por não dispor de condução própria. Os que possuem veículos consideram a inconveniência do pedágio, devido ao preço. Há três shoppings centers que apresentam alternativas de diversão. No Free Ágape Shop são realizados shows periodicamente. O Open Center é o único que possui a opção de cinema, tendo também um fast food. Em contrapartida, o fato de ficar mais afastado do centro e por não possuir lojas âncoras, não agrega grande quantidade de público. O shopping Riviera proporciona happy hour com música ao vivo, estendendo-se à noite nos dias de sexta e sábado, tendo certo público cativo. No entanto, seu horário de funcionamento é um empecilho para quem quer sair mais tarde de casa, por fechar cedo, pelo menos para a entrada de pessoas. É também o shopping mais freqüentado, por sua localização no centro, contando com lojas diversas. Camaçari Perfil e Diagnóstico ASPECTOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS 46

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