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Possíveis exercícios de a cidade e as serras
 

Possíveis exercícios de a cidade e as serras

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    Possíveis exercícios de a cidade e as serras Possíveis exercícios de a cidade e as serras Document Transcript

    • CURSO PREPARATÓRIO PARA O ENEMEDUCADORA CRISTIANELITERATURAA CIDADE E AS SERRASTESTES(FUVEST 2007)Texto para as questões 1 a 3Já a tarde caía quando recolhemos muito lentamente. E toda essa adorável paz do céu, realmentecelestial, e dos campos, onde cada folhinha conservava uma quietação contemplativa, na luzdocemente desmaiada, pousando sobre as coisas com um liso e leve afago, penetrava tãoprofundamente Jacinto, que eu o senti, no silêncio em que caíramos, suspirar de puro alívio.Depois, muito gravemente:- Tu dizes que na Natureza não há pensamento...- Outra vez! Olha que maçada! Eu...- Mas é por estar nela suprimido o pensamento que lhe está poupado o sofrimento! Nós,desgraçados, não podemos suprimir o pensamento, mas certamente o podemos disciplinar eimpedir que ele se estonteie e se esfalfe, como na fornalha das cidades, ideando gozos que nuncase realizam, aspirando a certezas que nunca se atingem!... E é o que aconselham estas colinas eestas árvores à nossa alma, que vela e se agita - que viva na paz de um sonho vago e nadaapeteça, nada tema, contra nada se insurja, e deixe o mundo rolar, não esperando dele senão umrumor de harmonia, que a embale e lhe favoreça o dormir dentro da mão de Deus. Hem, não teparece, Zé Fernandes?- Talvez. Mas é necessário então viver num mosteiro, com o temperamento de S. Bruno, ou tercento e quarenta contos de renda e o desplante de certos Jacintos...Eça de Queirós, A cidade e as serras.1. Considerado no contexto de A cidade e as serras, o diálogo presente no excerto revela que,nesse romance de Eça de Queirós, o elogio da natureza e da vida rurala) indica que o escritor, em sua última fase, abandonara o Realismo em favor do Naturalismo,privilegiando, de certo modo, a observação da natureza em detrimento da crítica social.b) demonstra que a consciência ecológica do escritor já era desenvolvida o bastante para fazê-lorejeitar, ao longo de toda a narrativa, as intervenções humanas no meio natural.c) guarda aspectos conservadores, predominantemente voltados para a estabilidade social,embora o escritor mantenha, em certa medida, a prática da ironia que o caracteriza.d) serve de pretexto para que o escritor critique, sob certos aspectos, os efeitos da revoluçãoindustrial e da urbanização acelerada que se haviam processado em Portugal nos primeiros anosdo Século XIX.e) veicula uma sátira radical da religião, embora o escritor simule conservar, até certo ponto, aveneração pela Igreja Católica que manifestara em seus primeiros romances.
    • 2. Entre os seguintes fragmentos do excerto, aquele que, tomado isoladamente, mais se coadunacom as idéias expressas na poesia de Alberto Caeiro é o que está ema) “toda essa adorável paz do céu, realmente celestial”.b) “cada folhinha conservava uma quietação contemplativa”.c) “na Natureza não há pensamento”.d) “dormir dentro da mão de Deus”.e) “é necessário então viver num mosteiro”.3. Considere as seguintes afirmações:I. Assim como Jacinto, de A cidade e as serras, passa por uma verdadeira “ressurreição” aomergulhar na vida rural, também Augusto Matraga, de Sagarana, experimenta um “ressurgimento”associado a uma renovação da natureza.II. Também Fabiano, de Vidas secas, em geral pouco falante, experimenta uma transformaçãoligada à natureza: a chegada das chuvas e a possibilidade de renovação da vida tornam-noloquaz e desejoso de expressar-se.III. Já Iracema, quando debilitada pelo afastamento de Martim, não encontra na natureza forçascapazes de salvar-lhe a vida.Está correto o que se afirma ema) I, somente.b) II, somente.c) I e III, somente.d) II e III, somente.e) I, II e III.
    • CURSO PREPARATÓRIO PARA O ENEMEDUCADORA CRISTIANELITERATURAA CIDADE E AS SERRASQUESTÕES DISCURSIVAS1. (UNICAMP – 2008) O poema abaixo pertence a O Guardador de Rebanhos, de Alberto Caeiro:Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo...Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquerPorque eu sou do tamanho do que vejoE não do tamanho da minha altura...Nas cidades a vida é mais pequenaQue aqui na minha casa no cimo deste outeiro.Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu,Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.(Fernando Pessoa, Obra Poética. Rio de Janeiro: Editora Nova Aguilar, 1983, p.142.)O trecho abaixo pertence ao capítulo VIII de A cidade e as serras, em que se narra a viagem deJacinto a Tormes.Trepávamos então alguma ruazinha de aldeia, dez ou doze casebres, sumidos entre figueiras,onde se esgaçava, fugindo do lar pela telha-vã o fumo branco e cheiroso das pinhas. Nos cerrosremotos, por cima da negrura pensativa dos pinheirais, branquejavam ermidas. O ar fino e puroentrava na alma, e na alma espalhava alegria e força. Um esparso tilintar de chocalhos de guizosmorria pelas quebradas...Jacinto adiante, na sua égua ruça, murmurava:- Que beleza!E eu atrás, no burro de Sancho, murmurava:- Que beleza!Frescos ramos roçavam os nossos ombros com familiaridade e carinho.(Eça de Queiroz, Obra Completa. Beatriz Berrini (org.). Rio de Janeiro:Editora Nova Aguilar, 1997, Vol.II, pp. 561, grifos nossos.)a) O que o trecho revela da visão de Jacinto sobre a aldeia e que afinidade existe entre essa visãoe a de Alberto Caeiro no poema da questão anterior?Em sua viagem à terra natal, Jacinto reencontra o passado e vivencia as delícias da vida nocampo, à qual se integrará progressivamente. A imagem que o narrador, José Fernandes,oferece da pequena aldeia, impregnada de ternura (“ruazinha”), sugere o encanto deJacinto diante daquela paisagem serrana pacata. A linguagem, repleta de lirismo ecomoção (“Que beleza!”), expressa a valorização da vida no ambiente campestre emcontraposição à civilização, representada pela cidade de Paris, que Jacinto abandona para
    • visitar o interior de Portugal. Tanto em Eça de Queirós quanto em Alberto Caeiro, o retornoa certo ideal bucólico de felicidade,marcado pela celebração dos prazeres da vida simples, serve de antítese para o sentimentode tédio e opressão que o artificialismo da vida urbana impõe.b) Explique a relação entre o protagonista e a paisagem nas duas frases sublinhadas.Jacinto, caracterizado inicialmente como um homem parisiense, de gosto refinado,entusiasta da filosofia e das ciências modernas, sente-se tocado pela paisagem rural dointerior. As frases citadas expressam o sentimento de alegria que o domina e a sensaçãode aconchego experimentada em meio àquela paisagem, que se lhe mostra familiar, mas daqual ele havia se distanciado. O encontro com as serras portuguesas revitaliza sua alma,dá-lhe força e ânimo, ao mesmo tempo que lhe proporciona uma sensação de bem-estar.2. (FUVEST 2009) Leia o trecho de A cidade e as serras, de Eça de Queirós, e responda ao quese pede.Então, de trás da umbreira da taverna, uma grande voz bradou, cavamente, solenemente:- Bendito seja o Pai dos Pobres!E um estranho velho, de longos cabelos brancos, barbas brancas, que lhe comiam a face cor detijolo, assomou no vão da porta, apoiado a um bordão, com uma caixa a tiracolo, e cravou emJacinto dois olhinhos de um brilho negro, que faiscavam. Era o tio João Torrado, o profeta daserra... Logo lhe estendi a mão, que ele apertou, sem despegar de Jacinto os olhos, que sedilatavam mais negros. E mandei vir outro copo, apresentei Jacinto, que corara, embaraçado.- Pois aqui o tem, o senhor de Tormes, que fez por aí todo esse bem à pobreza.O velho atirou para ele bruscamente o braço, que saía, cabeludo e quase negro, de uma mangamuito curta.- A mão!E quando Jacinto lha deu, depois de arrancar vivamente a luva, João Torrado longamente lhareteve com um sacudir lento e pensativo, murmurando:- Mão real, mão de dar, mão que vem de cima, mão já rara![...] Eu então debrucei a face para ele, mais em confidência:- Mas, ó tio João, ouça cá! Sempre é certo você dizer por aí, pelos sítios, que el-rei D. Sebastiãovoltara?Eça de Queirós. A cidade e as serras.a) No trecho, Jacinto é chamado, pelo velho, de “Pai dos Pobres”. Essa qualificação indica queJacinto mantinha com os pobres da serra uma relação democrática e igualitária? Justifique suaresposta.Apesar de ter sido chamado pelo velho de “Pai dos pobres”, não podemos considerar arelação de Jacinto com eles como democrática e igualitária. Percebe-se, na obra, umatransformação profunda do protagonista após a mudança para Tormes, mas ele vive aconsciência de ser Senhor das terras mantendo o status quo de que sempre desfrutoub) Tendo em vista o contexto da obra, explique sucintamente por que o narrador, no final dotrecho, se refere a “el-rei D. Sebastião”.D. Sebastião, rei de Portugal e esperança de reconstituição do Grande Império Português,desapareceu em 1578 sem deixar herdeiros. Sua figura mítica permanece no imaginário dopovo, que espera seu retorno. Assim, a relação entre “El-rei” e Jacinto torna-se clara: porproteger os pobres, a figura do protagonista pode ser tida como a realização da mitológicavolta do grande rei aos olhos da população esperançosa.
    • CURSO PREPARATÓRIO PARA O ENEMEDUCADORA CRISTIANELITERATURAA CIDADE E AS SERRASENEM1. Leia o trecho seguinte, pertencente ao romance A cidade e as serras, de Eça de Queirós:Por uma conclusão bem natural, a idéia de Civilização, para Jacinto, não se separava da imagemde Cidade, duma enorme Cidade, com todos os seus vastos órgãos funcionando poderosamente.Nem este meu supercivilizado amigo compreendia que longe de armazéns servidos por três milcaixeiros; e de Mercados onde se despejam os vergéis e lezírias de trinta províncias; e de Bancosem que retine o ouro universal; e de Fábricas fumegando com ânsia, inventando com ânsia; e deBibliotecas abarrotadas, a estalar, com a papelada dos séculos; e de fundas milhas de ruas,cortadas, por baixo e por cima, de fios de telégrafos, de fios de telefones, de canos de gases, decanos de fezes; e da fila atroante dos ônibus, tramas, carroças, velocípedes, calhambeques,parelhas de luxo; e de dois milhões duma vaga humanidade, fervilhando, a ofegar, através daPolícia, na busca dura do pão ou sob a ilusão do gozo – o homem do século XIX pudessesaborear, plenamente, a delícia de viver!A partir da leitura do trecho acima, pode-se afirmar que, para Jacinto:a) a ideia de civilização está associada à vida distanciada da balbúrdia da cidade, com seusmercados, bancos, fábricas e bibliotecas.b) a civilização é indissociável da cidade, que deve estar aparatada com o que há de maismoderno em termos de técnica produzida pelo homem.c) civilização e cidade são inseparáveis, apesar de Jacinto condenar o exagero de atividadeexistente na cidade.d) a busca dura do pão e a ilusão do gozo só podem se realizar plenamente quando a cidadepossui fios de telégrafos e de telefones e canos de gases e de fezes.e) a delícia de viver, para o homem do século XIX, se manifesta na vida no campo, longe dacidade e da civilização.
    • 2. Leia os textos a seguir:Aqui tens tu, Zé Fernandes - começou Jacinto, encostado à janela do mirante -, a teoria que megoverna, bem comprovada. Com estes olhos que recebemos da Madre natureza, lestos e sãos,nós podemos apenas distinguir além, através da Avenida, naquela loja, uma vidraça alumiada.Mais nada! Se eu, porém, aos meus olhos juntar os dois vidros simples dum binóculo de corridas,percebo, por trás da vidraça, presuntos, queijos, boiões de geléia e caixas de ameixa seca.Concluo, portanto, que é uma mercearia. Obtive uma noção: tenho sobre ti, que com os olhosdesarmados vês só o luzir da vidraça, uma vantagem positiva. Se agora, em vez destes vidrossimples, eu usasse os do meu telescópio, de composição mais científica, poderia avistar além, noplaneta Marte, os mares, as neves, os canais, o recorte dos golfos, toda a geografia dum astroque circula a milhares de léguas dos Campos Elísios. É outra noção, e tremenda! Tens aqui, pois,o olho primitivo, o da Natureza, elevado pela Civilização à sua máxima potência de visão. E desdejá, pelo lado do olho, portanto, eu, civilizado, sou mais feliz que o incivilizado, porque descubrorealidades do Universo que ele não suspeita e de que está privado.Eça de Queirós. A cidade e as serras.Essa busca insaciável pelas novidades eletrônicas se deve, em parte, à velocidadeimpressionante com que produtos inovadores surgem no mercado e são alardeados pelapublicidade. Mais importante que isso, contudo, é que os aparelhos eletrônicos pessoais,principalmente os celulares, deixaram de pertencer apenas à categoria das ferramentas utilitárias.Exibi-los tornou-se uma forma de expressão pessoal, como no caso das roupas.Carlos Rydlewski. “Tanta novidade até confunde.” Veja.com, jul. 2007.Da comparação entre os textos pode-se concluir que:a) ambos os textos valorizam a tecnologia, que permite que o homem se relacione de maneiramais proveitosa com a realidade, permitindo que ele tenha uma visão mais completa e elevada domundo.b) ambos os textos contêm a ideia de que a tecnologia é prejudicial ao homem, porque o afasta danatureza, transformando sua relação com o mundo em algo excessivamente artificial.c) o primeiro texto, do século XIX, destaca o caráter de manifestação da individualidade que atecnologia pode proporcionar ao homem; o segundo, do século XXI, exalta a praticidade e afuncionalidade em que a tecnologia se transformou atualmente.d) o primeiro texto, do século XIX, demonstra o entusiasmo com a tecnologia e as novaspossibilidades que ela proporcionou ao homem de se relacionar com o mundo; o segundo,do século XXI, revela que houve uma transformação, pois a tecnologia deixou de sersomente útil para se tornar símbolo de status.e) o primeiro texto, do século XIX, veicula o preconceito da sociedade da época, que via atecnologia como algo prejudicial ao homem; o segundo, do século XXI, demonstra como o homemse tornou melhor a partir do desenvolvimento tecnológico.