Revista Boa Vontade, edição 224

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A Revista Boa Vontade tem por objetivo levar informações por meio de matérias que abordam temas voltados à cultura, educação, política, saúde, meio ambiente, tecnologia, sempre aliados à …

A Revista Boa Vontade tem por objetivo levar informações por meio de matérias que abordam temas voltados à cultura, educação, política, saúde, meio ambiente, tecnologia, sempre aliados à Espiritualidade como ferramenta de esclarecimento, auxílio, entendimento e compreensão.

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  • 1. DOAÇÃO DE MEDULA Em artigo, Paiva Netto destaca a Lei Pietro BBc de londres Templo da Boa Vontade é pauta de importante série da TV inglesa Milú Villela Incentivo à educação brasileira Marília Gabriela lança Eu que amo tanto Edson Santos Consciência, cidadania e igualdade Maurício Azêdo Jornal da ABI, edição especial do centenário Fernando Mitre O diretor nacional de Jornalismo da Band fala da trajetória dele na comunicação, do trabalho na emissora e das características essenciais à profissão. Sérgio Murillo O direito à informação Ricardo Cravo Albin Preservação da Cultura eMOÇÃO Jornalistas Cristina Ranzolin e Rosane Marchetti, da RBS TV, são homenageadas pelo Dia da Mulher Responsabilidade Social Ações de sucesso da iniciativa privada em prol da saúde, educação, cultura e meio ambiente fazem a diferença Balanço social de 2008 LBV apresenta expressivo número de atendimentos e benefícios socioeducacionais às comunidades de baixa renda
  • 2. Sumário 6 22 28 34 44 48 54 70 104 110 6 A Lei Pietro por Paiva Netto 10 Cartas, e-mails, livros e registros 2 1 Opinião Esportiva 22 Entrevista na Band — Capa Fernando Mitre 28 Música Elza Soares 32 Homenagem 34 Destaque Entrega de kits escolares DOAÇÃO DE MEDULA Em artigo, Paiva Netto destaca a Lei Pietro BBC DE LONDRES Templo da Boa Vontade é pauta de importante série da TV inglesa Milú Villela Incentivo à educação brasileira Marília Gabriela lança Eu que amo tanto Edson Santos Consciência, cidadania e igualdade Maurício Azêdo Jornal da ABI, edição especial do centenário Fernando Mitre O diretor nacional de Jornalismo da Band fala da trajetória dele na comunicação, do trabalho na emissora e das características essenciais à profissão. Sérgio Murillo O direito à informação Ricardo Cravo Albin Preservação da Cultura EMOÇÃO Jornalistas Cristina Ranzolin e Rosane Marchetti, da RBS TV, são homenageadas pelo Dia da Mulher RESPONSABILIDADE SOCIAL Ações de sucesso da iniciativa privada em prol da saúde, educação, cultura e meio ambiente fazem a diferença BALANÇO SOCIAL DE 2008 LBV apresenta expressivo número de atendimentos e benefícios socioeducacionais às comunidades de baixa renda créditos das Fotos de Capa: Edson Santos: Divulgação; Fernando Mitre: Divulgação; Maurício Azêdo: Salomão Sant’Ana; Ricardo Cravo Albin: Vivian Ribeiro; Marília Gabriela: Clayton Ferreira; Milú Villela: Divulgação; Sérgio Murillo: Divulgação. 4 | BOA VONTADE 4 0 Arte na Tela 4 3 Acontece 44 Instituto Cultural Entrevista com Ricardo Cravo Albin 48 Jornalismo Sérgio Murillo de Andrade 54 ABI Associação Brasileira de Imprensa em festa 56 Sindicato 57 Programa Segundo Tempo 60 Notícias de Brasília 67 Amazônia em foco 68 Acontece na Bahia 70 Abrindo o Coração Luiz Caldas 73 Cultura 76 LBV é ação 87 Responsabilidade Social 93 SOS Santa Catarina 96 Opinião — Mídia Alternativa 99 Em Foco 102 Instituto de Educação da LBV 104 Cidadania Em defesa da diversidade 110 Samba & História Carlos Colla 114 Ação Jovem LBV — Internacional 117 Acontece nos EUA 118 Saúde 121 Viver é Melhor! 124 Esporte 126 Melhor Idade 128 Soldadinhos de Deus 130 Frases
  • 3. Ao leitor Reflexão de BOA VONTADE “Na Economia da Solidariedade Espiritual e Humana que, há décadas, propomos, a maior vocação do Ser esclarecido é servir ao Criador no amparo de Suas criaturas. Para ilustrar, poderíamos dizer que, no trabalho de socorro aos nossos semelhantes, o melhor não é o suficiente. Trata-se do Ecumenismo que se comove com o sofrimento alheio, potente fator para o progresso ético da Humanidade. Portanto, não percamos ocasião de fazer o Bem. Isso nos renova sempre.”   Mensagem extraída do livro Como Vencer o Sofrimento (Editora Elevação), de autoria do escritor Paiva Netto. BOA VONTADE Revista apolítica e apartidária da Espiritualidade Ecumênica A N O 5 3 • N o 2 2 4 • D e z / 2 0 0 8 j an / f e v / 2 0 0 9 Edição fechada em 17/03/2009 BOA VONTADE é uma publicação das IBVs, editada pela Editora Elevação. Registrada sob o no 18166 no livro “B” do 9º Cartório de Registro de Títulos e Documentos de São Paulo. Diretor e Editor-responsável: Francisco de Assis Periotto - MTE/DRTE/RJ 19.916 JP Coordenação geral: Gerdeilson Botelho e Rodrigo de Oliveira Jornalistas Colaboradores Especiais: Carlos Arthur Pitombeira, Hilton Abi-Rihan, José Carlos Araújo e Mario de Moraes. Equipe Elevação: Adriane Schirmer, Carla Luz, Cida Linares, Daiane Emerick, Danielly Arruda, Débora Verdan, Felipe Tonin, Gizelle de Almeida, Jefferson Rodrigues, João Miguel Neto, Joílson Nogueira, Jonny César, Leila Marco, Leilla Tonin, Maria Aparecida da Silva, Mário Augusto Brandão, Natália Lombardi, Neuza Alves, Raquel Bertolin, Rosana Bertolin, Sarah Jane, Silvia Ligieri, Simone Barreto, Vivian Ribeiro, Walter Periotto, Wanderly Albieri Baptista e William Luz. Projeto Gráfico: Helen Winkler Impressão: Editora Parma Endereço para correspondência: Rua Doraci, 90 • Bom Retiro • CEP 01134-050 • São Paulo/SP • Tel.: (11) 3358-6871 • Caixa Postal 13.833-9 • CEP 01216-970 Internet: www.boavontade.com / E-mail: info@boavontade.com A revista BOA VONTADE não se responsabiliza por conceitos e opiniões em seus artigos assinados. Duas destacadas entrevistas desta edição apontam para o papel preponderante da mídia na inclusão social e melhoria da qualidade de vida do nosso povo. Portanto, a informação qualificada deve ser o objetivo permanente nas redações. Nossa primeira reportagem traz a opinião do veterano Fernando Mitre, diretor nacional de Jornalismo da Rede Bandeirantes de Televisão. A segunda focaliza o jornalista Sérgio Murillo, presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), um expoente das lutas da classe. Ambos falam de ética e credibilidade, considerando a função de informar um serviço público e, por isso, primordial à sociedade. Ainda para refletir sobre assuntos relevantes de nosso país, a BOA VONTADE dedica várias páginas ao tema Educação. Brindamos o sucesso de mais uma edição da Campanha da LBV Criança Nota 10 — sem Educação não há futuro! A mobilização entregou milhares de kits de material escolar em todo o País a crianças em situação de risco social. Prestando contas do que faz, a LBV apresenta seu expressivo balanço social de 2008, quando realizou mais de 7,4 milhões de atendimentos a comunidades de baixa renda das cinco regiões brasileiras. O jornalista e escritor Paiva Netto dá outra grande contribuição ao escrever sobre os avanços da medicina na cura do câncer e ao ressaltar a força de quem enfrenta a doença acreditando na vida e em um Poder Superior, como o vice-presidente da República, José Alencar, e o sambista Neguinho da Beija-Flor. O alto-astral está também nas declarações da cantora Elza Soares, expoente do samba-jazz, e na visão musical do pai do axé, Luiz Caldas. A veia musical é ainda o ponto forte da seção “Samba & História”, que traz entrevista com o compositor Carlos Colla. Boa leitura! Os Editores BOA VONTADE | 5
  • 4. A Lei Pietro por Paiva Netto Doação de Medula “Eis o tocante pedido que deve atingir um número expressivo de cidadãos, formando uma corrente solidária em prol de milhares de enfermos que esperam pelo transplante. Nada fortalece e tranquiliza mais a Alma do que a certeza do dever cumprido.” 6 Pietro | BOA VONTADE PhotoDisc A Lei
  • 5. Neguinho da Beija-Flor mostra o seu alto-astral e casa-se com Elaine Reis, em plena Sapucaí, no Rio de Janeiro/RJ. A cerimônia foi acompanhada por diversas personalidades. Diagnóstico precoce igual à morte. Atual­ ente, longe m disso, a gente tem muitas curas e muito controle da doença”. Em outra matéria, o oncologista dr. Gustavo Guimarães, diretor de cirurgia pélvica do mesmo hospital, apontou que “os males de próstata diagnosticados em estágio inicial têm mais de 95% de chance de Gustavo Guimarães cura”. Notícias confortadoras sempre trazem alento. O avanço da medicina na área da oncologia enche-nos de confiança. Talvez, mais breve do que imaginemos, vençamos em definitivo o câncer, igualmente no que diz respeito aos tumores de mama e de próstata, que são os de maior incidência. Numa entrevista ao Viver é Melhor!, da Boa Vontade TV, canal Neguinho da Beija-Flor, 23 da SKY, a mastologista puro alto-astral do Hospital A. C. Camargo, Outro guerreiro na bade São Paulo, dra. Fabiana talha contra o câncer é Baroni Makdissi, revela Neguinho da Beija-Flor. que, “quando descoberto O alto-astral contagiante numa fase precoce, a cura foi a tônica do seu matriFabiana Makdissi chega a 90% dos casos. mônio, no dia 23/2, em Então, o objetivo é fazer o trata- pleno Sambódromo da Marquês mento, não ter medo de se conhecer, de Sapucaí, no Rio de Janeiro, não temer o resultado, enfrentar a com Elaine Reis, mãe de sua bela doença. Hoje em dia, tem-se conse- filha, Luiza Flor. O presiden­e da t guido uma qualidade de vida muito República, Luiz Inácio Lula da melhor. Antes, falar em câncer era Silva, acompanhado da primeiraBOA VONTADE | 7 Reprodução BVTV uma corrente solidária em prol de milhares de enfermos que esperam pelo transplante. Nada fortalece e tranquiliza mais a Alma do que a certeza do dever cumprido. Reprodução BVTV Daniela Duarte A sabedoria antiga demonstra que as criaturas humanas podem ser avaliadas por sua atitude diante da dor. Ao criar a Lei Pietro, aprovada na Câmara dos Deputados e que seguiu para análise do Senado, a qual institui a Semana de Mobilização Nacional para Doação de Medula Óssea, o parlamentar gaúcho Beto Albuquerque dá uma lição de humanidade: “Outras vidas ainda poderão ser salvas”. Em mensagem dirigida aos amigos e familiares, por ocasião da volta de seu querido filho à Pátria da Verdade, em 3 de fevereiro, Beto Albuquerque o deputado federal escreveu: “Ajude o Pietro a salvar vidas. Vá até um hemocentro e cadastre-se como doador. Esta é a maior homenagem que lhe podemos prestar. Conto, mais uma vez, com sua solidariedade”. Eis o tocante pedido que deve atingir um número expressivo de cidadãos, formando Fabio Rossi/Agência O Globo João Preda José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor. É diretor-presidente da LBV.
  • 6. A Lei Pietro Valter Camparato/ABr Em 3 de março, 36 dias após a cirurgia para retirada de tumores na região abdominal, o vice-presidente da República, José Alencar, retornou ao trabalho. Sobre a perseverança de Alencar, destacou o jornalista Paiva Netto em seu artigo publicado no dia 21 de fevereiro, em centenas de jornais, revistas e na internet: “Considero-o um homem notável. A luta que mantém pela saúde é um exemplo de fortaleza, e não somente para os que sofrem”. -dama, Marisa Letícia, e do governador do Estado, Sérgio Cabral, foram convidados para padrinhos do casamento. Entre as presenças ilustres, lá estavam a secretária de Assistência Social e Direitos Humanos do Rio, Benedita da Silva, e o ator Antônio Pitanga. Neguinho tem muitos planos para o futuro. Em março de 2010 pretende lançar o seu próximo álbum e, provavelmente em maio, viajar à Europa para a divulgação do trabalho. Aqui está mais uma postura de Fé que robustece o ânimo dos que vivenciam situação semelhante. E não podemos nos esquecer dos inúmeros anônimos, daqui e do exterior, que enfrentam ou enfrentaram a doença com galhardia, e que nos ensinam a perseverança, a lutar pela existência humana. Aliás, quero reiteradamente agradecer a Neguinho, que gravou o famoso bordão, com o qual anuncia a Beija-Flor na Sapucaí, para saudar também a Legião da Boa Vontade. E com este consagrado grito: “Olha a LBV aí, gente!”, convoca os brasileiros a colaborarem com a Instituição. Registro sxc.hu Recebi da terapeuta Marta Lúcia Franco, de Goiânia/GO, um e-mail muito simpático. Diz ela: “Olá, eu lhe escrevo para parabenizá-lo por seus artigos sempre tão cheios de luz e esperança! Parabéns a você, mas, mais ainda, a todos os que recebem suas palavras!”. 8 | BOA VONTADE Grato, Marta. Sua mensagem muito me alegrou o coração. “Alma leve” A terapeuta holística Olinda Zequi Machado também me endereçou atencioso e-mail no qual tece generosos comentários a respeito do meu artigo  “Alma leve”, em que apresento um relato do repórter-fotográfico Orlando Brito sobre o Templo da Boa Von­ tade, TBV, publicado no site do jornalista Cláudio Humberto: “Hoje quando li essa mensagem vieram à minha mente os dias maravilhosos que passei lá no Templo da Boa Vontade,  em Brasília. Jamais vou esquecer a energia que senti naquele dia e que depois continuou, é claro. Foi sensacional! Obrigada pelas mensagens encaminhadas, têm me dado muita força. Tenho transmitido esses artigos aos meus amigos. Recebi a última edição da revista Boa Vontade (no 223), que se superou! Está maravilhosa! Abraços a todos os amigos da LBV”. Suas palavras, cara Olinda, vieram acompanhadas de uma excelente vibração. Aproveito o ensejo para saudar uma vez mais o veterano Orlando Brito, que destacou o TBV como opção neste carnaval: “(...) Muita gente preferiu a tranquilidade de lugares silenciosos. O Templo da Paz, por exemplo, ficou repleto de pes­ soas que optaram por momentos de reflexão”. paivanetto@uol.com.br www.boavontade.com
  • 7. APESAR DA TRANSPARÊNCIA DA ÁGUA, TEM GENTE QUE NÃO VÊ O QUE ESTÁ POR TRÁS DO TRABALHO DA SABESP. Sabesp. Cuidando do meio ambiente com transparência. Tudo o que a Sabesp faz, ela faz pensando na nossa qualidade de vida. E isso vai muito além de tratar a água que chega à sua casa. O trabalho da Sabesp é cuidar do meio ambiente como um todo. E a gente faz questão de deixar isso bem claro para você. Claro, limpo e cristalino. Proteção de mananciais, tratamento de esgotos e soluções ambientais são apenas algumas atividades da Sabesp. Fornecer uma das melhores águas tratadas do mundo é apenas conseqüência desse trabalho.
  • 8. Vivian Ribeiro O comentarista de economia da Rede Globo de Televisão e âncora da rádio CBN Carlos Alberto Sardenberg lançou, recentemente, na cidade do Rio de Janeiro/RJ, o livro Neoliberal, não. Liberal. Para entender o Brasil de hoje e de amanhã. A obra, bastante oportuna em tempos de crise internacional, trata de temas que vão da política econômica à questão da lei seca, em linguagem jornalística, clara e precisa, longe do restritivo economês. Na dedicatória ao diretor-presidente da LBV, escreveu: “Ao Paiva Netto, com o abraço do C. A. Sardenberg”. Combate à pedofilia O presidente da CPI da Pedofilia, senador Magno Malta, informou, por meio de 10 | BOA VONTADE Em comemoração ao cinquentenário da Bossa Nova, movimento que revolucionou a música brasileira na década de 1950, o conceituado jornalista, escritor, crítico musical e compositor Sérgio Cabral relançou duas biografias dedicadas aos astros da MPB Antonio Carlos Jobim e Nara Leão. A sessão de autógrafos foi realizada recentemente na capital fluminense. Os dois trabalhos relatam um pouco da vida pessoal e profissional dos dois artistas, além de episódios curiosos da carreira de ambos, e apresentam mais de 40 fotos e discografias completas. Na ocasião, ao receber a reportagem da BOA VONTADE, o escritor destacou a antiga amizade com o líder da LBV. “Ele está sempre prestigiando meu trabalho”, disse. E completou em suas dedicatórias: “Para o amigo fiel Paiva Netto, com o carinho de Sérgio Cabral” e “Para Paiva Netto, amigo, com admiração do Sérgio Cabral”. sua assessoria de imprensa, que foi da Criança e do Adolescente no seu enorme a repercussão da reporta- 18o aniversário, está muito boa. Sou fã da revista! Gosto muito gem especial publicada pela das matérias que vêm sendo BOA VONTADE (edição nº publicadas. (...) Onde estou 223) em defesa da criança e falo da LBV, pois conheço do adolescente. “Agradeço e vejo suas ações desenvolimensamente, aos amigos vidas com a juventude do da LBV, o grande destaque Magno Malta nosso Brasil. (...) Saúdo o que recebi nos veículos de comunicação da Boa Vontade, na diretor-presidente da Legião da Boa entrevista sobre a pedofilia. Percebi Vontade, José de Paiva Netto, sempre uma repercussão incrível. Muita gente muito atento às questões ligadas à criança falou comigo”, disse o parlamentar. e ao adolescente. (Siro Estatuto da Criança e do Darlan de Oliveira, presidente do Conselho Adolescente Esta edição 223 da BOA Estadual de Defesa dos Siro Darlan VONTADE, com matérias Direitos da Criança e interessantes, uma delas do Adolescente do Rio de Janeiro pautando o Estatuto — CEDCA) Vivian Ribeiro Para entender o Brasil de hoje e de amanhã Relançadas biografias de Tom Jobim e Nara Leão Valter Campanato/ABr Vivian Ribeiro Cartas, e-mails, livros e registros
  • 9. Estêvão Lombardi Encontro cordial A revista (nº 223) está linda! Contém personagens dos mais importantes do cenário brasileiro. Há também uma entrevista comigo, em que abordo algumas questões sobre Educação e Cultura. (...) A BOA VONTADE contém a ideologia da própria LBV, do nosso querido professor Paiva Netto, cuja essência é, exatamente, a Pedagogia do Afeto. Por isso, estou muito honrado em receber a revista, eu a coleciono, é de um padrão, de uma linha bastante superior da linguagem de imprensa, não capital federal, do Centro Universitário Unieuro e do Instituto de Educação de Brasília (IESB) — em que leciona Técnicas e Gêneros Jornalísticos. Ao lado de duas amigas de profissão — Sílvia Faria (diretora de jornalismo da TV Globo, em Brasília) e Cristiana Lôbo (comentarista e apresentadora da Globo News) —, a conversa tratou de diversos temas: bastidores da política, obrigatoriedade do diploma de jornalismo e mudanças na mídia desde o aparecimento da internet. O dirigente da LBV ressaltou que aquele encontro, estampado na capa da edição nº 221 (para ler a matéria, acesse o endereço eletrônico: www.boavontade.com/ pdf/olhares_de_brasilia), foi um grande incentivo a tantos jovens que pelo País buscam no jornalismo uma oportunidade de crescer no mercado de trabalho. número de páginas e matérias é uma publicação de mídia, interessantes. É muito bom mas de reflexão a respeito de ver também que o jornalista várias questões ligadas não Paiva Netto e toda a equipe só à Instituição, mas também da revista publicaram matéao Brasil. Um abraço ao meu ria a respeito do I Congresso amigo Paiva Netto e a todos Dr. Cármine Savino Filho dos Jornalistas do Estado que participam desta Obra maravilhosa: a LBV. (Desembarga- do Rio de Janeiro, promovido pelo dor criminal Cármine Antonio Savi- Sindicato dos Jornalistas Profissiono Filho, vice-presidente do Instituto nais do Estado do Rio de Janeiro (SJPRJ). A matéria dos Magistrados do Brasil) é ilustrada com boas fotos I Congresso de jornalistas dos participantes e diverdo Estado do RJ sos aspectos do evento. A edição n° 223 da BOA VONTA- (Ernesto Vianna, pre­ Ernesto Vianna DE foi muito bem-feita, com grande sidente do SJPRJ) BOA VONTADE | 11 Agência Hora Revista de padrão superior Na foto, os jornalistas Paiva Netto e Jorge Moreno confraternizam. Ao lado, Francisco Periotto, assessor do dirigente da LBV. Vivian Ribeiro No Aeroporto Tom Jobim, na capital fluminense, o diretor-presiden­e t da Legião da Boa Vontade, jornalista Paiva Netto, encontrou o amigo e diretor de O Globo, em Brasília/DF, Jorge Bastos Moreno, um dos grandes nomes do jornalismo político brasileiro. Ao cumprimentar o líder da LBV, afirmou que é frequentador do Templo da Boa Vontade (TBV) e que se sente ecumênico dentro dos ambientes do monumento (o mais visitado da capital federal, segundo dados oficiais do governo do DF). Na ocasião, Paiva Netto relembrou a entrevista concedida pelo veterano colunista político à revista BOA VONTADE, agradecendo-lhe o simpático gesto de abrir a casa para a reportagem. Naquela oportunidade, Moreno reuniu alunos do curso de Comunicação Social da Universidade Paulista (Unip), da
  • 10. Thiago Campos Mendes Cartas, e-mails, livros e registros Niskier: “A LBV faz um trabalho formidável”. Simone Barreto Fotos: Vivian Ribeiro O procurador de Justiça do DF José Eduardo Sabo Paes (E) ao lado de Renato Viana, da Fundação José de Paiva Netto. Sociedade e Terceiro Setor “É fundamental a ação da sociedade organizada, pois o Estado não pode fazer tudo sozinho”, afirmou o procurador de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e Território, José Eduardo Sabo Paes, em entrevista ao programa Sociedade Solidária, da Super Rede Boa Vontade de Comunicação. O programa veiculado pela Boa Vontade TV (canal 23 da SKY) apresentou a opinião do mestre em Direito Comparado e doutor em Direito Constitucional, ambos pela Universidad Complutense de Madri (Espanha), sobre a importância do Terceiro Setor, uma de suas principais atuações. Ao término da entrevista, o procurador dedicou o segundo volume do seu livro Terceiro Setor e Tributação ao diretor-presidente da LBV: “Ao Professor Paiva Netto com a homenagem do autor por seu trabalho em prol da cidadania. Com apreço do José Eduardo Sabo Paes”. 12 | BOA VONTADE A próxima edição da BOA VONTADE, nº 225, trará uma entrevista com um dos mais experientes educadores do Brasil: Arnaldo Niskier, escritor, pedagogo, jornalista, membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) e presidente do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), do RJ. O bate-papo com Niskier ocorreu na sede da ABL, no centro do Rio de Janeiro/RJ. Na conversa, ele comentou a realidade educacional brasileira, as mudanças no ensino após mais de uma década da Nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), as políticas públicas implantadas para superar os desafios, a educação integral, o papel do professor no processo educacional e a influência da TV e da internet na vida de crianças e jovens. Durante o encontro, ao receber os cumprimentos fraternos da equipe, o professor afirmou: “O Paiva Netto é uma figura que conheço desde quando nós dois éramos bem jovens, através da revista Manchete, na qual ele ia no tempo do Alziro Zarur, que era grande amigo do Adolpho Bloch. Eu trabalhava lá e os via sempre juntos, produzindo coisas, é uma amizade antiga. Agora, apartando a amizade daquilo que se faz, também conheço, não só no Rio de Janeiro, várias escolas da LBV, inclusive em São Paulo, onde se faz um trabalho formidável, sobretudo em relação aos mais jovens, ao pré-escolar, à educação infantil, como hoje está na Constituição e na Lei Brasileira de Educação”. E citando as qualidades da Pedagogia do Cidadão Ecumênico, criada pelo educador Paiva Netto e aplicada, com sucesso, nas escolas da Legião da Boa Vontade, Arnaldo Niskier acrescenta: “As professoras são muito carinhosas, a metodologia, bem brasileira, que é isso que defendo. Peço a Deus que permita à LBV construir mais escolas, que dê assistência a mais alunos, porque estará fazendo um bem enorme ao Brasil”. Na sede da ABL, Arnaldo Niskier e Simone Barreto, da LBV, durante entrevista à Super Rede Boa Vontade de Comunicação.
  • 11. Marília Gabriela lança Eu que amo tanto Clayton Ferreira A consagrada jornalista e apresentadora Marília Gabriela, que já mostrou talento na dramaturgia e na música, recentemente estreou na literatura com o lançamento de Eu que amo tanto, com fotos de Jordi Burch. O livro, que nasceu, segundo a autora, da reflexão sobre o amor além da conta, o amar demais, teve sua segunda sessão de autógrafos, em janeiro, no estande da Livraria Cultura, instalado no São Paulo Fashion Week, ocasião em que recepcionou os leitores e concedeu entrevista à BOA VONTADE. O trabalho reúne relatos de mulheres que “passaram do amor para a patologia no amor”, como define a própria escritora. O tema, aliás, foi escolhido “exatamente pela complexidade”, diz. Para compor a base da obra, a jornalista visitou o grupo Mada (Mulheres que Amam Demais Anônimas) e colheu histórias reais vividas pelas frequentadoras.“Treze delas relataram-me a sua experiência e eu peguei esses relatos e dei um verniz literário”, explica. Nessas narrativas, Marília apresenta os sentimentos de angústia e ansiedade, mas, ao mesmo tempo, de força e esperança das personagens. “Deu para fazer um belo mosaico, mostrando que talvez cruzemos todos os dias com essas mulheres, que nunca tiveram voz; então elas estão falando no meu livro.” Sarah Jane A autora também convida os leitores a pensar a respeito de como os exemplos no lar influenciam no comportamento dos filhos na fase adulta. E, quando indagada quanto à importância de uma família estruturada emocionalmente, Marília comenta: “Não tenho a menor dúvida, foi uma constatação nessas entrevistas (...). Muitas delas repetem os pais e, se você se dedicar um pouco a fazer retrospecto da sua vida, e for lá para trás, de repente também descobrirá que as suas escolhas na juventude vêm muito, muitíssimo baseadas no que viveu”. Ao término da entrevista, Marília Gabriela, com a habitual simpatia, autografou um exemplar de seu livro ao diretor-presidente da LBV: “Ao Paiva Netto, muito amor, sempre!”. “(...) Se você se dedicar um pouco a fazer retrospecto da sua vida, e for lá para trás, de repente também descobrirá que as suas escolhas na juventude vêm muito, muitíssimo baseadas no que viveu.” BOA VONTADE | 13
  • 12. Tudo em Família Casal-símbolo do teatro, do cinema e da televisão, Nicette Bruno e Paulo Goulart conduziram animada sessão de autógrafos do livro Tudo em Família, no dia 7 de março, no Memorial da América Latina, em São Paulo/SP. A obra, de autoria da jornalista Elaine Guerini, relata a trajetória de vida dos atores, juntos há 55 anos. Nicette e Paulo contam histórias de lutas e vitórias, de amor à vida e à arte, acompanhadas do testemunho dos filhos, que também seguiram a carreira dos pais. Na oportunidade, representantes da Legião da Boa Vontade prestigiaram o evento e receberam, em nome do diretor-presidente da LBV, um exemplar do livro com a seguinte dedicatória: “Paiva, parabéns pelo trabalho, pelas jornadas e benesses... Paulo Goulart e Nicette Bruno”. Uma concorrida noite de autógrafos marcou o lançamento do livro Nívea Maria — Uma atriz real. A obra retrata a vida e a trajetória da atriz, que iniciou aos 2 anos de idade graças à influência do avô fotógrafo. O convívio em família e a busca pela felicidade são outros temas recorrentes do título. Para a concretização da obra literária, Nívea Maria narrou as várias passagens de sua vida à jornalista Eliana Pace e ao consultor e pesquisador de teledramaturgia da Rede Globo Mauro Alencar em dois encontros, com duração de pouco mais de oito horas. Amplitude e variedade Vivian Ribeiro Nívea Maria: Uma atriz real A atriz Nívea Maria ladeada pelos autores do livro em homenagem a ela: a jornalista Eliana Pace e o consultor Mauro Alencar. Durante o lançamento, a atriz e os autores, ao brindarem o sucesso do livro, autografaram um exemplar para o dirigente da LBV, com a mensagem: “Ao Paiva Netto, um grande beijo — Nívea Maria”. Os autores escreveram: “E as memórias de personagens de uma grande atriz. Com abraço do Mauro Alencar”. “Com carinho, de Eliana”. mite esperança e confiança. Aborda temas interessantes A revista BOA VONTApara que as pessoas tomem DE é de muito boa qualidade conhecimento e se esclaretécnica, gráfica e de conteúdo, çam. (Arlindo Porto Neto, traz reflexões importantes e, vice-presidente da CompaLuzia Ferreira sempre que a leio, destaco nhia Energética de Minas alguns artigos e coloco na recepção do Gerais — Cemig) gabinete para que as pessoas tenham conhecimento. Isso mostra a seriedade Canal de comunicação da LBV para conseguir manter uma A revista é um excelente canal de publicação de alto nível como essa comunicação, uma forma inteligente revista. (Luzia Ferreira, presidente e competente de mostrar o que é feito da Câmara Municipal de Belo Ho- na LBV, e as pessoas se sentem bem rizonte/MG) quando colaboram com a Instituição. (Tadeu José de Mendonça, diretor-ge­ A revista é muito boa, traz uma rea­ ral do Instituto de Pesos e Medidas de lidade de vida importante, pois trans- Minas Gerais — Ipem/MG) Divulgação Fotos: Leilla Tonin Cartas, e-mails, livros e registros
  • 13. Novos rumos para o Terceiro Setor A cidade de São Paulo/SP sediará, no dia 30 de março, o II Congresso Brasileiro de Fundações. Na pauta do evento, a discussão sobre os avanços, os rumos e os atuais desafios do Terceiro Setor, incluindo uma reflexão sobre o caminho percorrido nos últimos anos pelas fundações e entidades sociais que trabalham para alterar a realidade da população mais carente. Promovido pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, o encontro pretende ampliar o debate sobre o tema, com o apoio de autoridades, formadores de opinião, dirigentes e colaboradores de fundações e de entidades sociais, além de estudiosos do assunto. Entre os tópicos a serem abordados, estão “O Supremo Tribunal Federal e o Terceiro Setor”, “As Fundações prestando contas à sociedade civil” e “Imunidade e isenção tributária para as Fundações e Entidades de Interesse Social”. Serviço — O II Congresso Brasileiro de Fundações ocorre, das 8h30 às 17 horas, dia 30/3, no Memorial da América Latina (Auditório Simón Bolívar), Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664, Barra Funda, São Paulo/SP, tel.: (11) 3284-1787. A representante da LBV no evento, pedagoga Suelí Periotto, cumprimenta a dra. Milú Villela, notável presidente do Instituto Faça Parte. Ao lado, confraterniza com o ilustre professor Mário Sérgio Cortella. Abertas as inscrições para o IV Selo Escola Solidária do Instituto Faça Parte O Instituto Faça Parte, presidido pela dra. Milú Villela, realizou em 13 de fevereiro, na capital paulista, o I Seminário de Voluntariado Educativo, acompanhado do lançamento do IV Selo Escola Solidária. Promovido a cada dois anos, o Selo Escola Solidária chega à quarta edição oferecendo às escolas que se inscreverem, a partir de março pelo site www.facaparte.org.br, a oportunidade de mostrar de que forma conseguem resolver questões do dia-a-dia no ensino: por exemplo, a evasão e o abandono escolar, como despertar a vontade dos alunos pelo aprender, formas de motivar a comunidade a integrar-se ao colégio e o reflexo disso na evolução do aprendizado. Na ocasião, a dra. Milú Villela foi cumprimentada pela representante da Legião da Boa Vontade (LBV) no evento, a pedagoga Suelí Periotto, que destacou o idealismo da presidente do Instituto Faça Parte em defesa da causa da Educação e do voluntariado no nosso país. O ilustre filósofo Mário Sérgio Cortella, professor, mestre e doutor em Educação pela PUC-SP, que palestrou no encontro, agradeceu a presença da LBV e lembrou que, recentemente, encaminhou um exemplar de seu livro O que é a pergunta? ao dirigente da Instituição. No autógrafo da obra, em agosto de 2008, o escritor registrou: “Paiva Netto, Sabedoria!”.  O voluntariado educativo é uma proposta comprometida a estimular a cultura do voluntariado, com caráter pedagógico, a partir do desenvolvimento de projetos que potencializam a principal função da escola: promover a aprendizagem, preparando o aluno para o trabalho e a vida adulta. Atuações sociais integradas ao currículo escolar têm, também, o objetivo de melhorar a qualidade de vida da comunidade onde está inserido o estabelecimento de ensino.
  • 14. Cartas, e-mails, livros e registros UNIC-Rio, ONU-Brasil, apoia VI Fórum Intersetorial da LBV O Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC-Rio), órgão oficial de divulgação da ONU no País, ratificou seu apoio ao Fórum Intersetorial Rede Sociedade Solidária, promovido pela Legião da Boa Vontade, com o suporte das Nações Unidas, por meio de uma carta assinada pelo seu diretor, dr. Giancarlo Summa: “É com grande satisfação que apoiamos a VI edição do Fórum Intersetorial Rede Sociedade Solidária — 3a Feira de Inovações, a ser realizado pela Legião da Boa Vontade (LBV) dos dias 20 de março a 2 de abril percorrendo cinco países latino-americanos. Este evento, cujas discussões girarão em torno do tema ‘Saúde e Qualidade de Vida’, colabora com os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs) das Nações Unidas que devem ser cumpridos até o ano de 2015. (...) Desejando que esta iniciativa tenha sucesso, enviamos nossas cordiais saudações”. Para a série de eventos foi confirmada a presença do dr. Joop Theunissen, representante oficial do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU. O Unic-Rio ainda cedeu seu auditório para a realização do painel temático do fórum no Rio de Janeiro/RJ, que ocorrerá em 31 de março, das 10 às 13 horas, no Palácio Itamaraty (Av. Marechal Floriano, 196, Centro). Inscrições pelo telefone: (21) 2518-0940 ou pelo e-mail: redesociedadesolidaria@lbv.org.br. Além da capital fluminense, sediarão o VI 16 | BOA VONTADE Márcio Ferreira Dr. Joop Theunissen, representante oficial do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da Organização das Nações Unidas, confirma presença na série de eventos Fórum as cidades de La Paz (Bolívia), Montevidéu (Uruguai), Assunção (Paraguai), Buenos Aires (Argentina) e Brasília/DF (Brasil). Organizações de outras localidades também poderão participar dos encontros — cuja agenda pode ser vista no site www.redesociedadesolidaria.org.br — respondendo a uma pesquisa que a LBV está empreendendo nos referidos países. Histórico O VI Fórum Intersetorial Rede Sociedade Solidária e a 3a Feira de Inovações, em suporte à Revisão Ministerial Anual do Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (Ecosoc), contam com o apoio do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da Organização das Nações Unidas (UN/Desa), localizado em Nova York/EUA, e terão seus resultados apresentados na Reunião de Alto Dr. Giancarlo Summa, diretor do UNIC-Rio, ONU-Brasil. Ao lado, carta assinada pelo jornalista e encaminhada à LBV. Segmento do Conselho, em julho. A Legião da Boa Vontade foi a primeira organização brasileira do Terceiro Setor a associar-se, em 1994, ao Departamento de Informação Pública (DPI) e a conquistar, em 1999, o status consultivo geral no Ecosoc, grau máximo de participação que uma entidade pode obter nesse Conselho. Em 2000, passou a integrar a Conferência das Organizações Não-Governamentais com Relações Consultivas para as Nações Unidas (Congo), em Viena, na Áustria. Desde 2006, atua em Nova York como vice-presidente do Comitê de Espiritualidade, Valores e Interesses Globais na ONU, grupo ligado à Congo.
  • 15. Divulgação Repórter-fotográfico Orlando Brito destaca o Templo da LBV na coluna do jornalista Cláudio Humberto André Fernandes Crônica fotográfica Débora Verdan O repórter-fotográfico Orlando Brito, acostumado a registrar imagens históricas da política brasileira, deixou de lado, como ele mesmo afirmou em reportagem, “o lado oficial da cidade”, para revelar um pouco da beleza, da Solidariedade e da Espiritualidade Ecumênica da capital federal. Na coluna do jornalista Cláudio Humberto (www.claudiohumberto.com.br), o fotógrafo publicou, no dia 3 de fevereiro, um verdadeiro testemunho sobre o Templo da Boa Vontade, a Pirâmide das Almas Benditas, a Pirâmide dos Espíritos Luminosos, do qual a revista reproduz o trecho abaixo: “Alma leve Como foi — Um casal de amigos de São Paulo dizia que em Brasília eu só os levava para o lado oficial da cidade. Dessa vez, decidi. Nada de Esplanada, nem Planalto, nem Itamaraty e Três Poderes. Levei-os a esse lugar, onde se prega a Fraternidade entre homens e nações. É um ambiente curioso e interessante por vários motivos. Primeiro, pelo caráter ecumênico. Depois, a arquitetura diferenciada. A nave princi- pal é formada por uma pirâmide de sete lados. Em sua base superior está encravada a maior pedra de cristal puro conhecida no mundo. Tanto a luz do sol quanto a da lua traspassam a gema mineral, irradiando energia sobre as pessoas que caminham descalças. No subsolo da Catedral dos Espíritos Luminosos, encontra-se uma réplica do Trono do Faraó Akhenaton. Nesse ambiente de penumbra e mantras, ficaram ainda mais surpresos. (...) Com a alma leve. Orlando Brito”. Fac-símile da página principal do site do jornalista Cláudio Humberto. Na legenda, Orlando Brito ressalta: “Durante o dia ou na madrugada, pessoas caminham sobre a espiral de mármore recebendo a energia do cristal purificado, encravado no topo do Templo da Boa Vontade. É um dos lados místicos da capital do Brasil”. Martinho da Vila lança romance O cantor e compositor carioca Martinho da Vila lançou, em 19 de fevereiro, na livraria Fnac Paulista, São Paulo/SP, seu nono livro e novo romance: A Serra do Rola-Moça, com versos inspirados no poema homônimo de Mário de Andrade. A narrativa, em forma de novela literária, é sobre uma história de família de Minas Gerais. Na ocasião, o cantor, homenageado este ano no sambódromo do Anhembi pela escola Tom Maior, autografou um exemplar da obra ao diretor-presidente da Legião da Boa Vontade, com a dedicatória: “Ao mestre José de Paiva Netto, com um abraço do Martinho da Vila”. BOA VONTADE | 17
  • 16. Cartas, e-mails, livros e registros Prefeitura e fundações: da esq. à dir., Antonio Laudanna, Jair Gomes, Joaquim Carlos Monteiro, Alda Marco Antonio, Dora Silvia, Renato Viana e Nilton Padredi. valho e Nilton Cesare Padredi; e o diretor-administrativo da Fundação José de Paiva Netto, Renato Viana de Souza. Na oportunidade, a dra. Alda recebeu a edição nº 223 da BOA VONTADE, na qual pôde verificar Comunicação e sociedade O jornalista, publicitário e sociólogo Luiz Artur de Oliveira Saraiva, em recente entrevista à Super Rede Boa Vontade de Comunicação, ressaltou a importância de ações socioeducacionais como as que são promovidas pela Legião da Boa Vontade, porque minimizam as distâncias sociais. Doutorado em Ciências Políticas pela Universidade de Paris I, Sorbonne, Saraiva destacou o papel da mídia perante a sociedade e de que forma, segundo ele, o Brasil pode alcançar o pleno desenvolvimento. “O mundo seria melhor se tivesse mais LBVs. Pela observação e pela própria história da Instituição, o que 18 | BOA VONTADE se verifica é que, além de ser uma Obra séria, cumpre profunda e fundamental função social pela ação da Educação, da construção do Homem novo, na medida em que tem como ponto de referência a doutrina cristã, sem perder o caráter universal. Ela é uma Instituição Ecumênica que acolhe”, declarou. O jornalista comentou também o exemplo de dedicação do dirigente da Obra. “Deus age através das pessoas. Falar da LBV é falar do Paiva, falar do Paiva é falar da LBV, porque ele fez de seu trabalho um sacerdócio. A Legião da Boa Vontade é a cara dele, dessa perseverança, desse apostolado, fundamentado na Fé, que abrange e a matéria “O desafio da transparência”, que registra o 4º Encontro de Fundações. Ao folhear a revista, a vice-prefeita ressaltou o trabalho da Legião da Boa Vontade: “Mande um abraço ao diretor-presidente da LBV, José de Paiva Netto”. Reprodução BVTV Em audiência na sede da Prefeitura de São Paulo, realizada em janeiro, a vice-prefeita Alda Marco Antonio, que também responde pela Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (Smads), conheceu o trabalho desenvolvido pela Associação Paulista de Fundações (APF) e suas associadas. Compareceram ao encontro a presidente da APF e da Confederação Brasileira de Fundações, Dora Silvia Cunha Bueno; o assessor jurídico da União Cultural Brasil Estados Unidos, Antonio Carlos da Silveira Laudanna; o presidente da Fundação Stickel, Fernando Diederichsen Stickel; o vice-presidente do Conselho Municipal de Assistência Social (Comas-SP), Jair Gomes de Araújo; os conselheiros do Comas Joaquim Carlos Monteiro de Car- Arquivo BV Fundações reúnem-se com vice-prefeita de São Paulo Sr. Luiz Artur de Oliveira Saraiva contempla a justiça social, a Solidariedade, a Fraternidade, a busca da sociedade melhor, e isso tudo a LBV exercita e pratica.” E complementa Luiz Saraiva, em entrevista veiculada na Boa Vontade TV (canal 23 da SKY): “O Paiva Netto, na atualidade, é dos poucos brasileiros que têm uma história construída. E a LBV é a expressão dessa história”.
  • 17. L B V d e P or t ugal Inauguração das instalações do Centro Comunitário da LBV dos EUA Ronda da Caridade expande trabalho social na Europa A LBV de Portugal mantém em seu Centro Social do Porto um atendimento diário aos sem-teto. Por meio da pioneira Ronda da Caridade, a Instituição fornece acesso a direitos básicos, como alimentação e roupas, além de apoio para a reintegração destes na sociedade. Em razão do rigoroso inverno, com temperaturas abaixo de zero e neve (algo que não ocorria havia 30 anos), a LBV reforçou esse trabalho nas cidades de Lisboa e do Porto. Às 21 horas, os voluntários saem pela cidade para distribuir leite quente, pão, sopa e outros alimentos, além de cobertores e agasalhos para minimizar o frio da população em risco social. A ação ganhou destaque na Rádio TSF e nos jornais 24 Horas, Jornal de Notícias e O Primeiro de Janeiro, entre outros meios de comunicação. Para saber mais sobre essa e outras atividades da LBV, acesse o site www.lbv.pt. Adriana Rocha A cidade de Newark/Nova Jersey recebeu da LBV dos Estados Unidos as novas instalações do Centro Comunitário e Educacional, no bairro Ironbound. A inauguração ocorreu em 18 de janeiro, já em clima cívico, por conta das homenagens ao Dia de Martin Luther King (19), coincidindo também com o chamado do presidente dos EUA, Barack Obama, para o engajamento dos norte-americanos em atividades comunitárias. No local são realizadas ações educacionais, de promoção da Cultura de Paz, segurança alimentar, apoio integral à mulher, além de atendimento emergencial a moradores de rua e promoção de projetos de apoio aos países menos desenvolvidos ou em situação de calamidade. Nos EUA, para tornar-se voluntário da LBV, dirija-se à 20 Calumet St, Newark, NJ – 07105; tel.: (+1973) 3445338. Fotos: Adriana Rocha Fotos: Ricardo Ribeiro Eduarda Pereira BOA VONTADE | 19
  • 18. Pedro Paulo Torres Cartas, e-mails, livros e registros Revista BOA VONTADE Especial saúda o mês das mulheres Lançada em três idiomas, a publicação é a porta-voz da LBV à 53a Comissão sobre o Status consultivo geral das Nações Unidas. No mês dedicado às mulheres, a BOA VONTADE homenageia, com uma edição especial, aquelas que batalham e contribuem, em todas as épocas, para um mundo melhor. Inicialmente editada em três idiomas (espanhol, inglês e português), a publicação da LBV foi dirigida aos chefes de Estado e delegações internacionais presentes à 53ª Comissão sobre o Status da Mulher da ONU, realizada entre 2 e 13 de março, na sede das Nações Unidas, em Nova York (leia a cobertura completa na próxima edição da BOA VONTADE). A homenagem da LBV, instituição brasileira com status consultivo geral no Ecosoc (ONU), é direcionada a todas as mulheres. Como exalta o jornalista Paiva Netto, diretor-presidente da LBV, em mensagem especial, intitulada “O Milênio das Mulheres”, logo nas primeiras páginas do documento: “A Mulher, o lado mais formoso da Humanidade, singulariza o alicerce de todas as grandes realizações. Aquilo que fisicamente nos constitui é gerado em seu ventre (...). Componentes do gênero feminino se traduzem em elemento preponderante para a sobrevivência das boas causas. Organizações estáveis contam com mulheres estáveis. (...) O meu fito aqui é ressaltar quanto é primacial para a evolução humana e a segurança do mundo a missão da Mulher (...). Nossos primeiros passos no desenvolvimento da cidadania são por ela guiados, ao nos conduzir pelas mãos. A estabilidade do mundo começa no coração da criança. Por isso, na LBV praticamos, há tantos anos, a Pedagogia do Afeto”. A publicação abre espaço também para séria reflexão a respeito da violência doméstica contra a mulher. Em outra reportagem, ilustra as várias vertentes trabalhadas pela LBV para criar oportunidades de inclusão para mulheres de baixa renda. Na capa da edição em português (à esquerda), o destaque é a sra. Maria da Penha, que deu nome à Lei 11.340, a qual pune com mais rigor quem pratica violência contra a Mulher. Em inglês e espanhol, a foto que ilustra é a de Eleanor Roosevelt, notável presidente da Comissão de Direitos Humanos da ONU. Feliz, a dra. Jandira Feghali exibe seu exemplar da BOA VONTADE Mulher. Flagrante clicado por celular. Secretária de Cultura, Jandira Feghali, destaca mensagem da LBV encaminhada à ONU Em evento ocorrido no Dia Internacional da Mulher, a secretária Municipal de Cultura do Rio de Janeiro/ RJ e relatora da Lei Maria da Penha na Câmara Federal, dra. Jandira Feghali, ao tomar conhecimento da BOA VONTADE Mulher, comentou: “É fundamental que as instituições coloquem como prioridade destacar a questão da mulher, porque ela é a maioria da população. É tão competente quanto o homem; participa da história desse País e deve ser valorizada como tal, não só como mãe, companheira, mas também como cidadã que constrói a nação”. A dra. Jandira Feghali deixou seu abraço ao dirigente da LBV pela passagem do aniversário dele (2 de março): “Parabéns ao Paiva Netto. Muito obrigada por esta idealização. Que essa contribuição se repita, pois é importante. Parabéns pelo aniversário, pela iniciativa da LBV, por esse presente, e que continue valorizando a mulher brasileira”.
  • 19. Opinião Esportiva Coluna do Garotinho Arquivo pessoal Para onde vão nossos talentos José Carlos Araújo, comunicador da Rádio Globo do Rio de Janeiro. N um balanço do que foi o ano de 2008 nos esportes, um dado chama a atenção: o número de jogadores de futebol exportados pelo Brasil. Foram 1.176 atletas em apenas um ano. Em média, 98 jogadores negociados a cada mês, para todos os continentes. Não por acaso, acontece o que se vê no Vasco da Gama: Phillippe Coutinho, um jogador de 16 anos, que surgiu como a maior revelação das categorias de base do clube, não chegou a atuar nos profissionais e, embora continue no clube, já foi negociado com o futebol italiano. Assim como ele, muitos outros deixam o País todos os anos. Jovens, quase crianças, partem em busca da realização profissional e financeira. Vão em busca de conforto para suas famílias. São atletas que deixam seus clubes pelas mãos de empresários e nem são conhecidos da própria torcida. Os quase 1.200 jogadores negociados para o exterior, em 2008, agora pertencem a clubes de 96 países. Boa parte desse contingente vai para Portugal, mas muitos desses $$$ $ $ $ $ $ jovens acabam em locais sem nenhuma tradição no futebol. Ou seja, praticamente desaparecem do cenário esportivo e, em troca do que parece uma grande oportunidade financeira, abrem mão de seus sonhos de brilhar num grande clube e chegar à seleção brasileira. É assim que, muitas vezes, nos surpreendemos com o sucesso de algum jogador brasileiro no exterior. Mais surpreendente ainda é tomar conhecimento de que esse mesmo profissional foi formado nas divisões de base de algum clube aqui do Brasil. Agora, não é preciso nem mais passar pelas categorias de base de alguma agremiação. Clubes do exterior, como Milan e Roma, se antecipam e promovem as chamadas oficinas de futebol. Aqui mesmo, no Brasil, reúnem garotos de 8, 9 ou 10 anos e selecionam os mais promissores. Os escolhidos são levados para a Itália, com seus familiares. E os clubes brasileiros perdem a oportunidade de revelar talentos. $ $$ São jovens promessas que saem do País a custo zero para defender os clubes de lá. Perdem os clubes daqui, perde a seleção brasileira, já que todos sentem falta da renovação. Já não há mais tantos craques à disposição. Penso que está na hora de alguma autoridade do setor interferir nessa questão. Não se trata de impedir a realização profissional e financeira dos jovens atletas, mas de disciplinar essa verdadeira invasão estrangeira em busca dos nossos talentos. Alguma coisa precisa ser feita, para salvaguardar os interesses dos clubes brasileiros e da nossa seleção. Nenhum país pode se dar ao luxo de exportar tantos jogadores impunemente. Tudo tem limite, até mesmo a tão falada capacidade de gerar gênios do futebol. Uma capacidade que dá sinais de esgotamento. Tanto que as consequências já podem ser vistas na escassez de craques no futebol brasileiro. BOA VONTADE | 21
  • 20. Entrevista na Band — Capa Fernando Mitre Bastidores mídia da por Fernando Mitre, diretor nacional de Jornalismo da Conheça a experiência deste veterano da comunicação . Leila Marco e Rodrigo de Oliveira O local da entrevista: a Rede Bandeirantes de Televisão, em uma sala no primeiro andar da emissora do Morumbi, na capital paulista. O entrevistado: Fernando Mitre, veterano homem da comunicação, o típico jornalista inquieto, ousado na busca pela notícia e comprometido com a qualidade do telejornalismo. Apesar da intensa atividade como diretor nacional de Jornalismo da Band, uma das maiores redes de TV aberta do País, ele encontra 22 | BOA VONTADE Fotos: João Periotto disposição para exercer outras funções dentro da profissão — na emissora, é também comentarista político do Jornal da Noite e entrevistador do programa Canal Livre, além de assinar uma coluna semanal no Jornal da Tarde e publicar críticas literárias em jornais e revistas. Para Mitre, o fato de acumular diversas tarefas, longe de atrapalhar, funciona em uma engrenagem maior, isto é, como fontes alimentadoras umas das outras. Por isso, considera estudo, leitura e pesquisa como fundamentos diários de todo bom jornalista. A carreira, iniciada em Minas Gerais, na cidade de Oliveira, onde nasceu, solidificou-se no Correio de Minas, no Diário de Minas e em uma breve incursão no jornal Binômio, do saudoso José Maria Rabelo, que circulou entre 1952 e 1964, nas cidades de Belo Horizonte e Juiz de Fora. Por lá passaram grandes nomes, a exemplo dos escritores Paulo Mendes Campos e Rubem Braga. A experiência nesses veí­ culos estimulou a criatividade do jovem jornalista e enriqueceu o currículo, o que serviu de passaporte para ingressar na equipe que criaria o Jornal da Tarde, de São Paulo, em 1966, no qual, dez anos depois, se tornaria diretor de redação, ocupando o cargo em mais duas outras ocasiões. Na Band, produziu 31 debates políticos, inclusive o primeiro da eleição direta para presidente da
  • 21. “Durante os primeiros 20 anos de vida profissional, fui um típico jornalista de mídia impressa, aquele famoso rato de redação. (...) Virei um fanático, ficava o dia inteiro na redação. (...) Essa profissão me pegou desde o primeiro dia e não me largou até hoje.” República, em 1989, e por isso é recordista desse tipo de cobertura pré-eleitoral na televisão brasileira. Nesta entrevista à BOA VONTADE, falou sobre o início da carreira e fez reflexões acerca do exercício da profissão. BOA VONTADE — Como foi o início no jornalismo? Fernando Mitre — Uma vocação que surgiu naturalmente e foi se solidificando, mesmo enfrentando algumas adversidades. No interior de Minas, há 40 anos, ser jornalista era bastante diferente, a perspectiva era ser engenheiro, médico ou advogado. BOA VONTADE | 23
  • 22. Entrevista na Band — Capa E de fato fui estudar Direito e minha vida estudantil foi um caos completo. Passei por várias universidades, mas sempre tendo o jornalismo como objetivo. Em certo momento, já militando na imprensa, desde quando saí do interior e fui para Belo Horizonte, continuava a me preparar para o vestibular. Tive algumas experiên­ ias como jornalista na c minha terra, havia escrito artigos no jornal da cidade, além de fundar um jornal chamado Tribuna do Estudante, com alguns colegas de escola. Essa vocação estava ali bem expressa e, uma vez na Faculdade de Direito, foi quase um passo natural tentar estágio numa redação mais próxima da faculdade. aprofundada na área cultural; há conterrâ­ eos ilustres. Fui criado n ouvindo falar do grande Carlos Chagas. Ele é de lá, e existe no local a Fundação Casa de Cultura Carlos Chagas. Ministros da República nasceram na cidade, e isso tudo criou um clima: lá se valorizava o estudo, o trabalho intelectual, o que tem muito a ver com o exercício do jornalismo. O ambiente da cidade e a perspectiva que se criava ali, de certa forma, influiu com significação na minha escolha. Arquivo BV BV — Há alguma cena marcante de sua infância, de que se recorde como uma fotografia? Mitre — Quando garoto era impressionado com os grandes comunicadores do País. Juscelino Kubitschek BV — Inspirou-se em alesteve em Oliveira, e guém para seguir a área ouvia dizer que era um de comunicação? líder popular, queria vêMitre — Na minha -lo falar. Então, ele inaufamília, tenho um primo Juscelino Kubitschek gurou [um posto dos] mais velho, o Décio Mitre, hoje um grande advogado. Correios da minha cidade, e eu, Ele começou também como bem pequenininho, estava lá na jornalista e me levou para fazer escadaria e o Juscelino, lá em estágio num jornal que estava cima, fazendo o discurso. Ele se nascendo em Belo Horizonte e, a empolgou com um gesto e acabou partir daí, me treinou na redação, tocando a minha nuca e, com isso, e nunca mais saí. Arquivo BV BV — Quais as boas recordações da cidade de Oliveira, onde nasceu? Mitre — Oliveira, pelo ambiente e pela atmosfera, foi muito importante na minha vida. É uma cidade Carlos Chagas com tradição bastante 24 | BOA VONTADE desci escada abaixo (risos). Quer dizer, esse interesse por política é uma coisa que me acompanha sempre; lembro-me daquelas orelhas de livros, é jornalista, político ou escritor, alguma das três coisas eu seria. BV — Mais alguém da família seguiu esse caminho? Mitre — Estudei Direito, fui para a faculdade, mas não terminei o curso, depois para a faculdade de Economia e mais tarde me formei em Letras. Fiz pós-graduação em Letras, mas com a maioria dos créditos em Ciências Políticas. Minha vida foi de bastante experiência e caótica também — tanto que em casa evitava, quando meus filhos estavam na adolescência, falar do meu exemplo, porque é negativo, uma falta de rumo total. Mas nunca deixei a trilha do jornalismo durante todos os anos que estive na universidade, durante uns 15 anos entre todos os cursos. Sempre mantive a ação de jornalista, comecei em Minas e nunca mais parei. BV — Para o iniciante, a redação de um meio impresso é uma das melhores escolas? “A primeira qualidade de um jornalista é a curiosidade. (...) O jornalista que tem realmente vocação deve estar sempre pesquisando, ser um curioso e ter fome e sede de informação nova. Essa é uma qualidade fundamental.”
  • 23. Arquivo BV Divulgação Ricardo Stuckert/ABr Mitre — Sim. Durante os primeiros 20 anos de vida profissional, fui um típico jornalista de mídia impressa, aquele famoso rato de redação. Quando cheguei a São Paulo, integrei a equipe que fundou o Jornal da Tarde, um jornal importantíssimo, criativo, diferente de tudo o que se tinha feito até então. Virei Mino Carta um fanático, ficava o dia inteiro na redação. Meu primeiro diretor foi o Mino Carta, com quem trabalhei alguns anos. Depois, o diretor que sucedeu o Mino foi um grande jornalista, talentoso, com uma criatividade impressionante, muito importante na minha vida: Murilo FelisMurilo Felisberto berto, que já faleceu [em 2007]. Ficava com o Murilo ali o tempo todo, meu trabalho terminava e eu não ia embora, era aquele fanatismo. Essa profissão me pegou desde o primeiro dia e não me largou até hoje. 1 2 AE (1) Sr. Johnny Saad, presidente do Grupo Bandeirantes de Comunicação. (2) Registro da fraterna amizade entre José de Paiva Netto e o saudoso dr. João Jorge Saad. BV — Em sua opinião, a paixão pela reportagem é a característica mais importante de um jornalista? Mitre — A primeira qualidade de um jornalista é a curiosidade. É preciso pesquisar, e a busca da informação não se dá só em torno da agenda do dia: você busca informação o tempo todo, pesquisa livros e tem a internet, que facilita tudo. O jornalista que tem realmente vocação deve estar sempre pesquisando, ser um curioso e ter fome e sede de Mitre e Ricardo Boechat preparam mais uma edição do Jornal da Band. informação nova. Essa é uma qualidade fundamental. Já as características fundamentais do exercício da profissão incluem alguns itens básicos. O compromisso com a realidade dos fatos é uma coisa muito importante. Não deve deformar os fatos; esse, talvez, seja o primeiro compromisso. Deve ter um senso crítico diante das coisas e uma capacidade de avaliar eticamente o que se está cobrindo. É preciso ter um olho muito atento com o poder, os poderosos de um modo geral. Então, isso aí faz parte do dia-a-dia do jornalista. BV — O jornalismo da Band tem se destacado por sua atuação e qualidade, inclusive ganhando prêmios. A que se deve esse resultado positivo? Mitre — A Band tem uma BOA VONTADE | 25
  • 24. Entrevista na Band — Capa vocação jornalística consolidada, que se aperfeiçoa através do tempo. É um grupo que tem mais de 70 anos. A busca da informação e o compromisso com a utilidade pública sempre foram marcas registradas do grupo. E isso não poderia produzir outro efeito senão este que aí está: o grupo cresce na área de comunicação, na área de informação com competência, com consistência, responsabilidade e credibilidade. São características do jornalismo que fazemos, e a perspectiva é continuar crescendo, se fortalecendo. Temos na nossa história momentos fundamentais que se confundem na História do Brasil. O jornalismo da Band, sempre muito atento, presente, é obsessivo na busca da informação correta e completa. Na história recente do Brasil não faltaram as câmeras da Band. BV — Uma marca muito forte da emissora é a realização dos debates políticos, pré-eleitorais, um ponto apoiado pelo presidente do grupo, o saudoso dr. João Jorge Saad... Mitre — Sempre apoiado. Tivemos aqui todos os debates e, até de certo modo, apostas dos diretores e acionistas. O primeiro debate entre candidatos à Presidência da República da História do Brasil foi feito aqui na Band, com nove candidatos. Eu tinha acabado de chegar aqui, não entendia de televisão. O Johnny Saad, que na época era vice-presidente da Band, me deu a força que eu precisava para ir em frente, senão não seria possível. Tecnicamente, era discutível fazer um debate com nove candidatos... não era possível. Mas nós fizemos um cenário em forma de ferradura e foi um debate histórico. Não havia as regras rígidas de hoje. Foi uma coisa extraordinária, seguramente. Tive o apoio do Johnny Saad, e sem isso não sei se caminharia sozinho. É muito importante considerar que está dentro da vocação da Band essa história da cobertura política. Não é por acaso que os debates aconteceram principalmente aqui, porque a Bandeirantes sempre abriu espaços para todas as bandeiras, todos os programas e projetos. O jornalismo da Band sempre foi um debate vivo, um conflito saudável, legítimo e democrático de ideias. Então, é evidente que e lidad sustentabi Fernando Mitre, entrevistado por Rodrigo de Oliveira. 26 | BOA VONTADE u r e produzir, o sário preserva “É neces paração servar. Essa se pre seja, crescer e nsam que uns queles que pe entre a r e outros para para preserva estão preciso um absurdo! É desenvolver é lítica de haver uma po juntar, tem de política de oplada a uma c preservação a não deveria to. Uma coisa n desenvolvime eria nem ser utra, não dev o existir sem a a outra.” enfocada sem
  • 25. os debates ocorreriam aqui com naturalidade. BV — Jamais deixar de praticar esse “ouvir os vários lados”, certo? Mitre — Claro! Mesmo no tempo da ditadura, daquela coisa ferrenha em cima das redações. Nem todos os grupos de comunicação enfrentavam aquilo; já a Band enfrentava com naturalidade. Alguém se lembra da famosa entrevista com Luís Carlos Prestes no exílio, em pleno governo militar? Foi feita aqui pela Band. A jornada das Diretas Já? Cobertura da Band. Todo o processo de impeachment do ex-presidente Fernando Collor? Cobertura intensa e cobertura justa, ouvindo todos os lados, sem nenhum tipo de preconceito. Isso é marca nossa. BV — Muita dessa marca, aliás, tem a ver com o dr. João Jorge Saad. Como era a convivência com esse grande comunicador? Mitre — Ele era uma pessoa agradabilíssima, tratar com ele era um prazer. Eu tratava com ele e o Johnny. Ele era o presidente e o Johnny, vice-presidente. Vim aqui fazer o primeiro contato a convite dele (Johnny) e foi quando conheci o seu João, que se mostrou tão afável, tão agradável e muito perspicaz. A partir daí, nossa relação foi muito boa. BV — Desde o instante em que assumiu o jornalismo da Band até o dia de hoje, é possível fazer um balanço das vitórias e das correções a serem feitas? A bela apresentadora do Jornal da Band Ticiana Villas Boas exibe exemplar da edição especial BOA VONTADE Mulher. Mitre também confere os destaques da revista. Mitre — Sempre. O aperfeiçoamento deve ser constante. O exercício do jornalismo é um processo de aprendizado. Você erra muito e tem que ter humildade para corrigir os erros; assim como os acertos, é preciso saber se aproveitar deles e transformá-los em grandes soluções. É um desafio constante, vigilância, trabalho e atenção o tempo todo e, principalmente, trabalho de equipe. Em televisão, sozinho você não faz nada. E uma das características nossas é o excelente ambiente que temos aqui na redação. Aliás, a empresa tem um ambiente muito bom. BV — O mundo atravessa uma grande crise econômica e se vê desafiado pela questão climática. Agora é mesmo imprescindível pensar em crescimento sustentável? Mitre — Só vejo uma possibilidade de pensar nessa questão: desenvolvimento sustentável. É necessário preservar e produzir, ou seja, crescer e preservar. Essa separação entre aqueles que pensam que uns estão para preservar e outros para desenvolver é um absurdo! É preciso juntar, tem de haver uma política de preservação acoplada a uma política de desenvolvimento. Uma coisa não deveria existir sem a outra, não deveria nem ser enfocada sem a outra. BV — Quais os planos da direção de jornalismo da emissora? Mitre — Aperfeiçoar. O jornalismo da Band é um jornalismo que tem essa ambição de se aperfeiçoar e ampliar o tempo todo, lançar produtos novos. Estamos lançando programas novos e vamos continuar nesse diapasão. E a gente nunca está satisfeito. Ao término da entrevista, Mitre retribuiu a saudação do diretor-presidente da LBV, o jornalista Paiva Netto, com a mensagem: “Tenho uma grande admiração por ele. Um abraço nele também”. BOA VONTADE | 27
  • 26. Música A versatilidade musical de Elza Soares de todos os berços Natália Lombardi U Arquivo BV ma cantora do samba que calouros, Elza obteve as maiores fez sucesso, inclusive no notas.“Foi chocante. Aquele miexterior, interpretando o neirão bem-humorado ensinou melhor desse estilo sem, como me vestir e a me apresentar contudo, ficar restrita a ele: “Sou às pessoas. Foi sério o momento. carioca de todos os berços”. Isso Valeu muito, Ary”, relembra. explica a versatilidade musical de Em 1959, começou na profissão Elza Soares, nascida no morro da já recriando o samba. “Lembro do Água Branca, bairro de Engenho primeiro sucesso, que foi Se acade Dentro, e criada na comuni- so você chegasse, do Lupicínio dade de Padre Miguel. Foi cedo Rodrigues; depois, Beija-me, que a menina descobriu o talento Mulata assanhada, Teleco Teco para cantar, e as primeiras no 2, Edmundo, tanta coinotas já impressionavam sa gostosa que gravei.” pelo traço que seria a Elza alcançou notoriedade marca da artista nesses logo no primeiro LP. Seu 50 anos de carreira: a voz segundo disco, Bossa Nerouca e afinada. gra, também foi bastante Ary Barroso Descoberta por Ary aplaudido, surgindo como Barroso (1903-1964), um dos alternativa aos estilos que mais mais renomados músicos bra- tocavam na época, o samba de raiz sileiros, durante um show de e a Bossa Nova. 28 | BOA VONTADE Dj GArRinchA Berlin.7 Carioca A artista também inovou ao usar scats — técnica de canto recorrente entre os cantores de jazz, vocalizando sílabas sem sentido (ex.: quais la gum dum, dara padam) —, encantando o público e intérpretes destacados com sua originalidade. Propositadamente extravagante, conseguiu arrancar elogios até de nomes consagrados internacionalmente, como o cantor norte-americano Louis Armstrong, com quem dividiu uma apresentação especial na Copa do Mundo de 1962, no Chile. O auge da carreira atravessaria mais de uma década. Para Elza, experimentar na música e agradar tem sido comum: “No meu trabalho busco ficar não só dentro do samba puro. Gosto de trazer esses ritmos que tanto
  • 27. Fotos: Arquivo BV O lendário jazzista Louis Armstrong Garrincha joga no Maracanã e Elza ouve a transmissão pelo radinho de pilha Aneliése de Oliveira de Brito, Jorge Ben Jor, Nei Lopes, Noca da Portela, Nelson Cavaquinho, Tom Jobim, Toquinho, Vinicius de Moraes e Zeca Pagodinho. No ano de 1970, Elza Soares viajou em turnê pelos Estados Unidos e pela Europa. Dois anos depois, o álbum Elza Pede Passagem foi um dos mais aclamados de sua trajetória, considera“O samba do um clássico e tem uma riqueza tão representante do samba soul do imensa, uma linha melódica início da década maravilhosa, que você pode da Disco. Hoje é empolgam, fazer dele o que bem possível encono hip-hop, o trar o CD remastefunk, o samba pretender.” rizado. jazz, o samba rock, enfim..., para Uma mulher na dentro da música popular brasileira. (...) Sou muito jazz Avenida do Samba São muitas as razões que levam e gosto do blues. Acho que o samba tem uma riqueza tão imensa, a crítica especializada a tecer couma linha melódica maravilhosa, mentários elogiosos à cantora, mas que você pode fazer dele o que nada se compara ao fato de ela ter sido a primeira mulher a puxar um bem pretender”. A artista fez também parce- samba-enredo na Sapucaí durante rias com outros compositores de a festa mais popular do Brasil. prestígio, a exemplo de Aldir Para Elza, aflorar a percepção Blanc, Chico Buarque, Dorival pela cultura nacional no carnaval Caymmi, Guinga, Guilherme é uma “maravilha!”, exclama. E completa: “É um momento que todo mundo canta o Brasil. Temos grandes autores de escola de samba. Falar de um compositor é falar de um Silas de Oliveira, que era, na minha opinião, um maioral. Falo de Cartola, Zé Kéti, de tanta gente boa. O carnaval faz parte da nossa cultura”. Como puxadora de samba-enredo no Rio de Janeiro, já teve passagens pelo Salgueiro, campeã deste ano do carnaval, Mocidade Independente e Acadêmicos do Cubango. Dando a volta por cima Elza Soares tem seu nome marcado na história cultural do País, mas nem por isso deixou de enfrentar momentos difíceis na vida pessoal e profissional. Ficou viúva do jogador de futebol Mané Garrincha (1933-1983), passou por altos e baixos na música, pensou em desistir e perdeu Garrinchinha, em 1986, seu único filho com o jogador. Depois disso, passou nove anos fora do Brasil. De volta, lançou em 1997 a biografia Cantando para não enlouquecer. Para vencer todas as intempéBOA VONTADE | 29
  • 28. Eliana Gonçalves Música Guilherme Carvalho Marcelo K-b-ça Amiga de longa data da Legião da Boa Vontade, Elza Soares já fez parte de diversas ações realizadas pela Obra, como salienta: “Fui algumas vezes visitar as crianças, porque gosto de participar, de saber o que está acontecendo. É muito importante que todos saibam o que é essa bela Instituição, esse presente que vocês têm dado sempre a essas crianças maravilhosas que precisam tanto”. A cantora felicita também o diretor-presidente da LBV: “Ao meu amigo Paiva Netto, meu grande exemplo de vida, o meu beijo, o meu carinho, pela coragem de manter a LBV de pé”. ries, diz que conuma indicação ao “Quando temos tou com a Ajuda Grammy, consiDeus dentro de nós, Divina: “Quanderado o Oscar somos capazes do temos Deus da música. O dentro de nós, disco foi muide superar qualquer somos capazes de to bem recebido sacrifício.” superar qualquer pela crítica. Cosacrifício. Eu me laboraram no traapego a Ele em qualbalho Caetano Veloso, quer momento. Quem tem Chico Buarque, Carlinhos Deus dentro de si não tem medo Brown, Jorge Ben Jor e outros. de nada. Eu não tenho medo”. O lançamento impulsionou turEm reconhecimento à sua con- nês pelo mundo. Depois desse tribuição para a música brasileira, “grande CD”, conforme diz a em 1972 ela recebeu o diploma própria artista, um problema de de Embaixatriz do Samba, do saúde a levou às pressas para a conselho de música popular do mesa de cirurgia. Mesmo presa Museu da Imagem e do Som, temporariamente a uma cadeira do Rio de Janeiro. Em 2000, foi de rodas, não deixou de produzir premiada como a “Melhor Can- o CD Beba-me. tora do Universo”, pela BBC de Teve a honra de interpretar o Londres. “Ganhar esse título foi Hino Nacional na abertura dos muito bom, um destaque maravi- Jogos Pan-americanos Rio 2007. lhoso que nem esperava que me- Pelo conjunto do seu trabalho, recesse. É muito sério carregar foi agraciada, em 2008, com a algo com essa dimensão toda”, Grã-Cruz, da Ordem do Mérito admira-se. Cultural, o maior prêmio do Em 2002, o álbum Do cóc- gênero concedido pelo governo cix até o pescoço garantiu-lhe federal. Luiz Melodia e Elza Soares apresentaram-se juntos durante o 5o Festival Chorando sem parar, em São Carlos/SP, no dia 21 de dezembro de 2008. 30 | BOA VONTADE
  • 29. Tchê Barbaridade promove show solidário Barbaridade, que nos declaramos publicamente parceiros, voluntários da causa da LBV em todo o País”, destacou o empresário e diretor do grupo Paulinho Bombassaro, quando visitou o trabalho da Instituição em Glorinha/RS. O show solidário contou também com a participação dos grupos Balanço do Tchê e Bandavanera. Durante a apresentação, a LBV prestou homenagem aos músicos, presenteando-os com um belo quadro com a foto da visita deles ao Centro Comunitário e Educacional da Obra na capital gaúcha. [E.R.] agundes Barbaridade promoveu um grande show em benefício da Campanha Natal Permanente da LBV — Jesus, o Pão Nosso de cada dia! A festa ocorreu no Clube Farrapos, em Porto Alegre/RS. Sobre a iniciativa, ressaltou Marcos: “A gente pretende ainda fazer este trabalho o ano inteiro”. Carmen Silva, vocalista da banda (ao lado de Pablo e Marcelo), registrou o carinho e a satisfação de colaborar para a Obra: “Hoje é uma noite de coração. (...) Pessoas trazendo alimentos que serão distribuídos para tantas crianças. (…) Nós abraçamos uma causa que ocorre o ano inteiro; não é só no Natal que a LBV trabalha com essas crianças”. “Quero falar, em nome do grupo Tchê Lucian F Ao lado, os integrantes do Tchê Barbaridade. Acima, os músicos com o quadro que registra a visita do grupo à LBV. Divulgação H á 21 anos surgiu no cenário musical uma banda que apostou num jeito novo, universal, de fazer vanerão, a tchê music, dança típica dos Estados da Região Sul, especialmente apreciada entre os gaúchos, que se tornou também popular em Mato Grosso. A partir dali, o grupo Tchê Barbaridade iniciou uma carreira de sucesso, lançando ao longo de duas décadas 16 CDs e 3 DVDs. A banda fez aniversário em dezembro, sabendo que, apesar da carreira sólida, ainda há muito que realizar. “É uma história realmente de luta, mas não acabou; é uma conquista constante”, afirma Marcos Noms, gaiteiro e tecladista do grupo. Para comemorar a data, o Tchê BOA VONTADE | 31
  • 30. Homenagem Jornalistas Rosane Marchetti e Cristina Ranzolin Emoção e alto-astral na redação da Elisa Rodrigues P or ocasião do Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, meninas e meninos atendidos pela Legião da Boa Vontade no programa LBV — Criança: Futuro no Presente! visitaram a redação do Jornal do Almoço, da RBS TV (Rede Brasil Sul de Televisão), emissora filiada da Rede Globo, canal 12, em Porto Alegre/RS, 32 | BOA VONTADE Fotos: Elisa Rodrigues para homenagear as apresentadoras Rosane Marchetti e Cristina Ranzolin. As jornalistas — que são âncoras de um dos principais noticiários do Rio Grande do Sul — ficaram comovidas com o carinho das crianças e com a apresentação musical feita por elas na ocasião. Cristina e Rosane receberam também flores e um belíssimo quadro, contendo assinaturas das crianças e um pensamento extraído do artigo “A Mulher no ConSerto das nações”, de autoria do diretor-presidente da LBV, jornalista Paiva Netto. Em entrevista à Boa Vontade TV, Cristina leu para os telespectadores trecho da mensagem do dirigente da Instituição: “Às mulheres do Brasil e do mundo,
  • 31. 1 2 3 a nossa saudação pela data especial: 8 de março. Todo dia, porém, é dia da mulher, cujo exemplo de coragem encontramos no Evangelho do Cristo, segundo João, 19:25, que relata o apoio por Ele recebido, na derradeira hora: ‘E diante da cruz estavam a mãe de Jesus, a irmã dela e também Maria Madalena, e Maria, mulher de Clopas’. Essas heroínas, no instante supremo da dor, não O abandonaram, permanecendo ao Seu lado, num inaudito sinal de bravura. Nenhuma ação humana pode, decisivamente, progredir sem o auxílio, reservado ou público, das mulheres. A História está repleta de comprovações”. E acrescentou a apresentadora: “E aí assinam diversas crianças, que coisa linda! Muito obrigada, fiquei emocionada, um beijo!”. Além de falar sobre o seu trabalho no Jornal do Almoço, Cristina ressaltou: “A mulher tem cumprido o seu papel de forma realmente envolvente, porque conseguimos ser mãe, mulher, esposa e profissional. É maravilhoso ser mulher, poder cuidar de tudo um pouco. Às vezes podemos falhar numa dessas posições, mas a gente tenta pelo menos, e isso dá muito prazer”. Da mesma forma atenciosa, retribuiu Rosane Marchetti: “Muito lindo, especialmente As apresentadoras Rosane Marchetti (1) e Cristina Ranzolin (2), do Jornal do Almoço, da RBS TV, recebem flores e quadros contendo assinaturas das crianças e a fraterna mensagem da LBV. (3) A redação do jornal parou para ouvir o canto do Coral Infantil da Instituição. pela homenagem feita pela LBV, por esses meninos, coisa mais querida. Que amor, que maravilhoso o carinho grande dessas crianças! Obrigada”. Rosane destacou ainda detalhes daquela manhã especial e parabenizou a Legião da Boa Vontade e todos os seus colaboradores e voluntários, que tornam possíveis os diversos programas socioeducacionais da Instituição. “Para nós, é um imenso prazer, fico emocionada de ver essas crianças. Conversamos com elas sobre as atividades, sobre esse carinho e o apoio que têm [na LBV]. Parabéns pelo trabalho, parabéns mesmo!”. BOA VONTADE | 33
  • 32. Destaque Entrega de kits escolares Em todo o Brasil, autoridades, artistas e colaboradores prestigiam a tradicional iniciativa campanha permanente pela educa ç ã o LBV distribui milhares de kits escolares Regina do Nascimento 34 | BOA VONTADE
  • 33. Clayton Ferreira Liliane Cardoso Clayton Ferreira Eduardo Siqueira Glorinha/RS Salvador/BA Cida Linares Adelar Pereira Vivian Ribeiro Campinas/SP desigualdades sociais. Outra análise associa diretamente o aumento da escolaridade feminina à redução das taxas de mortalidade infantil. A fim de que nada seja empecilho para que meninos e meninas de 6 a 12 anos em situação de vulnerabilidade social concluam o Ensino Básico, a Legião da Boa Vontade promove a sua tradicional Campanha Criança Nota 10 — Sem Educação não há Futuro!, que este ano entrega milhares de kits de material escolar. São beneficiados com a iniciativa alunos das escolas da Instituição Curitiba/PR Álida Santos S abe-se que a Educação é essencial para a construção de uma sociedade justa, mais humana e autossustentável e, portanto, para o progresso de um país. Diversos estudos e pesquisas já comprovaram sua importância. De acordo com o Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), se todo trabalhador brasileiro tivesse pelo menos cinco anos de estudo, a pobreza diminuiria em média 6%, e se fossem oito anos, reduziria13%. Esses dados demonstram que a falta de instrução influi nas Clayton Ferreira Ribeirão Preto/SP Ipatinga/MG Belford Roxo/RJ
  • 34. Senador Jefferson Praia e participantes do Programa LBV — Criança: Futuro no Presente!, desenvolvido nos Centros Comunitários e Educacionais da Obra, localizados em dezenas de cidades do Brasil. Educação e futuro Clayto n Ferr eira Uma das primeiras cidades beneficiadas pela iniciativa foi Curitiba/PR, em 6 de fevereiro. O deputado federal Ratinho Junior entusiasmou-se com o evento e declarou: “Com muita alegria, acompanho, já há algum tempo, Campo Grande/MS esse trabalho que a LBV queiram fazer um bom faz. Sempre que posso, trabalho. A LBV serve prestigio os eventos, porde exemplo para todo o que a LBV tem um papel Brasil”. Sobre o que pôde fundamental na sociedatestemunhar, ressaltou: de, que é o de educar as Ratinho Junior “A gente vê a alegria nossas crianças, mas, das crianças em receber acima de tudo, não é dar esse kit tão bem-feito, mochilas uma educação apenas bem preparadas. Temos de pedir didática, de matemática àquelas pessoas que colaboram ou português, para ser que continuem colaborando e um cidadão de bem. É conheçam o trabalho da LBV, que uma educação na alma é realmente exemplar”. da criança, na espiriNa sequência, foi a vez de tualidade. A gente tem Goiânia/GO, em 9 de fevereiro. de agradecer, pois O senador Marconi Perillo, preé um exemplo para sente ao acontecimento, resumiu outras entidades que a relevância da campanha: “Fui uma criança pobre que passou por dificuldades. Cheguei aonde estou graças ao estudo, à formação, à escola. Por isso me Clayton Ferreira Senador Marconi Perillo Eliana Mendes Clayton Ferreira Juliana Valin Destaque 36 | BOA VONTADE Cida Lina Cada kit entregue pela campanha é composto de mochila, estojo, lápis preto nº 2, caixa de lápis de cor com 12 unidades, canetas hidrográficas coloridas e esferográficas, apontadores com depósito, borrachas, pincéis, tesoura sem ponta, tubos de cola, caixa de tinta guache com 6 cores, cadernos de desenho e universitário, papel sulfite reciclado, régua de 30 cm, dicionários da língua portuguesa e bilíngue (português/inglês), jogo pedagógico e fichário com zíper. res Campanha Criança Nota 10 — Sem Educação não há Futuro!
  • 35. Goiânia/GO Senadora Marisa Serrano Senador César Borges vamos assegurar um futuro de cidadania, inclusão social, respeito e igualdade para essas crianças com iniciativas como esta. (...) Vou ajudar mais ainda, porque a LBV merece a nossa atenção pelos resultados alcançados e pela seriedade do trabalho. (...) Quero cumprimentar Paiva Netto, pelo que realiza no Brasil inteiro, e toda a equipe da Legião da Boa Vontade, e dizer que hoje é um dia muito feliz para mim”, finalizou Perillo. Seis dias depois da capital goiana, foi a vez de o Centro Comunitário da LBV em Manaus/ AM realizar a entrega do material escolar, que contou com a participação do senador Jefferson Praia. Na opinião do parlamentar, uma das principais preocupações do Senado “deve ser a garantia da Educação para todas as crianças, principalmente para as menos favorecidas”. E completou: “A LBV entra nesse espaço dando a sua contribuição. Nós percebemos uma ação importante, além de todas as atividades que são realizadas com essas crianças, que tenho a honra de conhecer nesta manhã”. Em Salvador/BA, a entrega dos kits às crianças atendidas, em 16 de fevereiro, coincidiu com a inauguração das instalações do Centro Comunitário e Educacional da Instituição, que foram ampliadas e modernizadas. O evento teve um gosto especial para a criançada, que conheceu as novas salas onde terão atividades. Salvador/BA Clayton Ferreira entusiasmo tanto. As crianças são o maior tesouro da nossa vida. Se nós queremos um país melhor, temos de investir nelas”. O parlamentar ressaltou não somente o valor da campanha, mas também o somatório dos empreendimentos desenvolvidos. “É fantástico o que a LBV faz em Goiás e no Brasil. Só Clayton Ferreira Analice Barcelá Clayton Ferreira João Pred a Manaus/AM BOA VONTADE | 37
  • 36. Clayton Ferreira Clayton Ferreira Destaque João Preda Goiânia/GO pareceu. Ao ver os frutos que a no para a cerimônia iniciativa traria, destacou: “Eu fico de entrega dos kits. muito feliz, porque nós, vivendo “Educação de qualineste país pobre, numa região dade é o que as crianças do Mato pobre, precisamos, cada dia mais, Grosso do Sul precisam. Ver a de iniciativas desse porte. Quero LBV assim nos mostra que vale a parabenizar todos vocês, parabeni- pena lutar. Ela não está só aqui, zar Paiva Netto. Que Deus ajude e mas no Brasil todo, lidando com a Educação das crianças. fortaleça vocês para cada Esses pequeninos aprenvez mais ampliar esse traderão a ser mais felizes ao balho, que é extremamenajudar o próximo. Vejo o te necessário para toda a Amor que é fundamental nossa comunidade”. em tudo isso”, registrou a Na mesma data, CamMaurício Trindade parlamentar. po Grande/MS recebia a Um dos objetivos da senadora Marisa SerraLBV com essa iniciativa, realizada anualmente, no período de janeiro a abril, é contribuir para a redução dos índices de reprovação e abandono escolar e, portanto, para a melhoria da qualidade de vida e da autoestima das crianças atendidas. O senador Renato Casagrande, presente à distribuição dos kits em Vitória/ES, em 20 de fevereiro, destacou a alegria da garotada ao receber mochilas com o material escolar, tendo nesse gesto uma Carolina Dutra “Estou emocionado e gratificado por ver este trabalho desenvolvido pela LBV em um bairro carente (...). Esses jovens estão complementando a educação e dizendo que vêm aqui com muito amor, satisfação e alegria para participar das atividades de aprendizado lúdico. A LBV cumpre papel importantíssimo”, afirmou o senador baiano César Borges, que prestigiou o evento. O deputado federal Maurício Trindade também com- Vitória/ES Diego Basso Manaus/AM Cuiabá/MT 38 | BOA VONTADE
  • 37. Senador Renato Casagrande oportunidade a mais para prosseguir no estudo: “É um prazer participar de evento tão importante e cheio de energia. (...) Estou muito feliz de estar aqui. São centenas de crianças que vêm receber o complemento escolar pelo esporte e pela cultura. Este ambiente ajuda individualmente na formação de um espírito de Fraternidade, com caráter, de preo­ upação com o Ser c Humano. Este é o papel que a LBV desempenha e, para isso, é preciso de todo o apoio da sociedade”. Nesse mesmo dia, várias personalidades participaram da entrega dos kits na capital do Mato Grosso, Cuiabá. A senadora Serys Slhessarenko falou da felicidade nos olhos de meninas e meninos atendidos pela Instituição enquanto recebiam o material escolar. “Através da contribuição grandiosa da LBV, as crianças estão construindo seu futuro; elas têm esperança, perspectiva de vida. Temos certeza de que terão uma história de vida bonita. E isso se deve, em grande parte, à LBV e ao Paiva Netto, que é um nome internacional, figura que tem a questão social muito presente. É a pessoa dele que inspira essa vontade, essa determinação em fazer a melhoria da qualidade de vida dos mais carentes da nossa sociedade”, comentou. Essa iniciativa é uma das muitas ações socioeducacionais empreendidas pela Legião da Boa Vontade em defesa do desenvolvimento integral do Ser Humano, isto é, considerado em todos os seus aspectos: Espiritual, físico, mental, cognitivo, psicológico e social. Para a realização e manutenção desse trabalho, a LBV tem contado, há quase 60 anos, com o apoio e a colaboração imprescindíveis da população. Os interessados em obter outras informações sobre o trabalho da LBV ou em colaborar com ela, seja por meio de doações, seja por meio do voluntariado, podem dirigir-se à unidade de atendimento da Instituição mais próxima, entrar em contato pelo telefone: (11) 3225-4500 ou acessar o site www.lbv.org.br. Lucian Fagundes Clayton Ferreira Diego Basso Senadora Serys Slhessarenko Primeira-dama de Porto Alegre visita a LBV A primeira-dama de Porto Alegre/ RS, sra. Isabela Fogaça, esteve no dia 12 de março nos estúdios da Boa Vontade TV na capital gaúcha para participar do programa Boa Vontade Entrevista. Na recepção, foi saudada pelo canto do Coral Ecumênico Infantil LBV. A surpresa emocionou a convidada: “Pensei que eu só iria fazer a gravação do programa, não sabia que iria receber tanto amor. Muito obrigada, estou rodeada de ternura por esses anjos queridos”. Em entrevista, relembrou a homenagem que a Instituição prestou a ela: “Vocês foram me visitar ano passado na prefeitura e me levaram flores, mas é muito melhor vir até aqui. Tenho certeza de que todas as pessoas deveriam visitar a LBV para entender o que é o trabalho da Legião da Boa Vontade e perceber o quanto é importante ajudar ao próximo. Eu me sinto especialmente emocionada hoje com essa gurizada querida. Muito obrigada, de coração”. BOA VONTADE | 39
  • 38. Luênia Guedes Arte na Tela Inovando o processo de ensino e aprendizagem Educação com o pé na estrada Tadeu Gonçalves especial para a BOA VONTADE Divulgação Fotos: Pedro Clerot Tadeu Gonçalves* É gratificante quando descobrimos iniciativas de escolas públicas que, fugindo da mesmice, inovam o processo de ensino e aprendizagem, buscando formar cidadãos engajados e conscientes das suas responsabilidades. O projeto Re(vi)vendo Êxodos é um exemplo dessa prática, que merece ser adotada por outros estabelecimentos de ensino em todo o Brasil. A empreitada já está em sua sétima edição e foi desenvolvida no Centro de Ensino Médio Setor Leste, no Centro de Ensino Fundamental 104 Norte e na escola Nova Betânia em São Sebastião. Essas escolas do Distrito Federal demonstram que, quando o corpo docente se envolve, é possível vencer as dificuldades das verbas escassas e a estrutura deficiente, comuns na maioria dos colégios públicos. O empenho e a abnegação de professores do Centro de Ensino Médio do Setor Leste levaram ao primeiro evento do projeto, em 2001, que de lá para cá cresceu e agregou parceiros. A cada edição os estudantes realizam, a partir do início do ano, extensa pesquisa bibliográfica e de campo com a abordagem de temas contemporâneos e o aprofundamento experimental. Também constroem dossiês, portfólios, vídeos, boletins informativos, cartazes, folders, encenações, desenvolvem uma monografia escolar e apresentam seminários. Além disso, os alunos monito- * Tadeu Gonçalves é gerente de Educação Patrimonial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). 40 | BOA VONTADE
  • 39. res visitam as cidades integrantes de um roteiro preestabelecido e realizam entrevistas e pesquisas sobre o patrimônio cultural dessas comunidades, preparando desta forma a estrutura para a caminhada de todo o grupo. Nessa etapa estão envolvidos os estudantes, professores e colaboradores que, assim, vivenciam a realidade das comunidades e interagem com os moradores num processo de troca e aprendizagem, cujas marcas acompanharão os participantes pelo resto de suas vidas. O ano de 2008 marcou o centenário de nascimento do escritor João Guimarães Rosa e o projeto fez um mergulho em sua obra, adotando como região de pesquisa o Vale do Urucuia e adjacências, em Minas Gerais. Os jovens estudaram, refletiram sobre os textos de um dos maiores nomes da literatura brasileira de todos os tempos, entendendo-os como identidade e patrimônio de um povo, e conheceram a região e o ambiente natural e humano que formam a base da obra rosiana. A caminhada partiu do Parque Nacional Grande Sertão Veredas, Chapada Gaúcha/MG, e seguiu até o Jardim Botânico, Brasília/ DF (atravessando os municípios de Chapada Gaúcha, Arinos, Morrinhos, Sagarana, Urucuia, Riachinho, Buritis, Taquaril, Vila Cordeiro e Unaí, em Minas Gerais, passando por Cabeceiras/ GO, por São Sebastião e pela Reserva Ambiental Jardim Botânico, no DF), com duração de 15 dias e trajeto de mais de 300 quilômetros, percorrido a pé, e 1.200 quilômetros de ônibus. Ao término de cada encontro é realizada uma Mostra de Resultados no Espaço Cultural Renato Russo da 508 Sul, da Secretaria de Cultura do Governo do Distrito Federal. O evento promove uma exposição fotográfica, além da exibição de outros produtos idealizados e confeccionados pelos alunos. Para a mostra, foram selecionadas 200 fotos dos alunos do segundo e do terceiro ano do Ensino Médio. É interessante observar o resultado desse olhar, estimulado por estudos e pesquisas; é um olhar forte, contundente, às vezes duro, mas nota-se que a ternura não foi perdida. Igualmente, é bom perceber o grau de satisfação dos alunos e uma mudança de comportamento depois do projeto. A vida ganha novos significados, os horizontes se ampliam e a consciência das próprias responsabilidades sociais norteia a postura perante a vida. Impressiona, ainda, a estrutura empregada para a realização da caminhada, na qual mais de 100 pessoas se deslocam a pé por trajetos que exigiram de sete a 16 dias. A logística inclui locais para dormir, para alimentação, banhos, primeiros socorros, entre outros quesitos. O projeto não conta com patrocínio, embora sua organização venha tentando todos os anos, sem sucesso, sensibilizar o setor privado. Hoje, o que existe é uma junção de esforços liderados pelo incansável professor Luis Guilherme, que capitaneia a iniciativa. Graças ao empenho dele, foi possível sensibilizar o Exército, o qual fornece, todos os anos, a estrutura de barracas e um batalhão com caminhão para acompanhar e garantir o banho e o pernoite dos aventureiros. Outros colaboraram, como o Iphan; o Exército Brasileiro, através do Comando Militar do Planalto; a 11a Região Militar e suas unidades; a Polícia Militar Ambiental/PMDF e o Corpo de Bombeiros Militar/ PMDF; além dos secretários de governo do DF, MG e GO e prefeitos envolvidos. São projetos como esse que demonstram que é possível desenvolver ações educativas para além da sala de aula, ajudando a formar melhores cidadãos para conduzir este país. Claro que seria menos difícil se houvesse patrocinadores. Fica em aberto o convite, o nosso apelo, pois esse e muitos outros casos dão exemplo de como a união da sociedade faz a diferença e promove o desenvolvimento de nossos jovens.
  • 40. Arte na Tela A sofisticada cultura brasileira na Teia-2008 Marta Jabuonski Marcello Casal Jr./ABr Arquivo pessoal tividade. Curiosamente, do que é possível convilembra Célio Turino, ver com as diferenças e, secretário de Programas ao mesmo tempo, na luta Marta e Projetos Culturais do pela igualdade dos direiJabuonski, MinC, o processo de tos, pela inclusão social e, curadora seleção dos Pontos de acima de tudo, para “ser da Galeria Chico Simões de Arte do Cultura ocorreu no Parladiferente no direito de ser Templo da diferente”, nas palavras de Chico Mundi da LBV, em Brasília, em Boa Vontade. Simões, coordenador-geral da 2005: “Recebemos 2.500 projetos e aprovamos 400 e, depois, Teia Brasília 2008. O Ministério da Cultura mais 500; quem sabe o ambiente a capital da República, na Esplanada dos Minis- (MinC), por meio do Programa não ajudou nessa seleção, que térios, um grande evento Cultura Viva, iniciou uma forma aconteceu de maneira bem livre e espontânea? Alguns no fim de 2008 chamou de política na qual o Esparticipantes fizeram a a atenção de todos que por ali tado promove e comparcaminhada na espiral da transitaram. A montagem de uma tilha a gestão de projetos, nave do TBV e voltaram aldeia indígena com dez etnias, o que possibilitou a reapara a reunião de decia representação de quilombolas, lização de programas vasão...”. candomblé, além de teatro, hip- riados, a exemplo da Teia, Juca Ferreira Para o ministro da -hop, MPB, palestras, dos Pontos de Cultura enfim, manifestações e do próprio Cultura Viva. Este Cultura, Juca Ferreira, “esse que evidenciam a di- último conjuga arte e cidadania programa é a prova maior de versidade cultural do e utiliza-se da prática do diálogo que o desenvolvimento real só se entre o Estado e a sociedade para dá quando a cultura e o humano Brasil. O grande arquite- o desenvolvimento de projetos estão na base”. Oscar Niemeyer to Oscar Niemeyer, como Ação Griô, Escola Viva, Por sua vez, o ministro da construtor de Brasí- Agentes Culturais, Cultura Di- Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, afirlia, por certo ficaria satisfeito gital. As ações propostas criam ma: “Se o Brasil já tivesse acorse visitasse o local nesses dias, soluções adaptadas à rea­ dado para construir porque viveria na prática lidade de cada segmen- o que fazemos hoje, uma ideia toda sua, ou to envolvido. Trata-se já teríamos um País seja, entregar ao povo da cultura dinâmica, de com menos violência, as praças e os espaços pessoas acreditando no mais respeito mútuo, públicos. potencial transformador compreensão e solidaViu-se um Brasil dePaulo Vannuchi Célio Turino do Ser Humano e da cole- riedade”. monstrando para o mun42 | BOA VONTADE Elza Fiúza/ABr Antonio Cruz/ABr Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr Arquivo BV N
  • 41. Acontece LBV amplia trabalho socioeducacional em Santa Catarina Clayton Ferreira Derli Francisco D urante o lançamento do projeto de ampliação do Centro Comunitário e Educacional da Legião da Boa Vontade em Florianópolis, no dia 2 de março, o senador Raimundo Colombo e o deputado estadual Darci de Matos, que prestigiaram o evento, foram saudados com belas canções pelos meninos e meninas que participam do programa LBV — Criança: Futuro no Presente! Depois de conhecer o local, Colombo destacou o que mais lhe chamou a atenção em tudo o que viu: “O carinho. Aqui tem algo a mais, porque, na atividade pública, a gente tem essa função, mas Acima, o senador Raimundo Colombo (D) e o deputado Darci de Matos e algumas das crianças da LBV em Florianópolis/SC. Ao lado, a maquete que mostra como ficará o Centro Comunitário e Educacional na cidade depois da reforma. aqui é o voluntariado; há uma doação, um espírito de missão, uma entrega a essa causa, e essa é a diferença. Por isso, esse carinho, essa esperança, o sorriso, a convivência são essenciais. Isso diz tudo e é muito diferente. Você não está somente proporcionando complemento alimentar nem apenas preenchendo o tempo livre das crianças com atividades, mas no fundamento dos princípios, dos valores humanos, da Solidariedade é que se constrói o verdadeiro cidadão”. O senador completou 54 anos em 28 de fevereiro e foi surpreendido pela garotada com o tradicional Parabéns pra você e um bolo em comemoração à data. “Queria dar os parabéns a todas as pessoas que trabalham nesta Casa, que trazem o seu exemplo na demonstração profunda de sentido à vida. É assim que eu me sinto. Quero entregar o bolo como se estivesse fazendo isso com os meus pais no dia do meu aniversário. Do fundo do coração, vocês me deixam profundamente emocionado e fazem com que eu encontre, reforce e renove o sentido especial da vida pública, que é o de servir às pessoas. Muito obrigado!”, disse. Darci de Matos também se manifestou satisfeito com o que presenciou. “Estou emocionado. É um prazer estar aqui com vocês, o senador Raimundo Colombo, as crianças e os educadores. A LBV é uma opção para garantir a formação de um bom cidadão. Eu sou um admirador do trabalho da LBV”, enfatizou. O projeto de ampliação (desenhado por Renata Mazakina Siano, Diego Basso e Silvio de Faria) possibilitará melhorias na estrutura física da unidade com a construção de um ginásio poliesportivo e de salas para a realização de ações em prol de centenas de atendidos. Também está prevista reforma nos centros socioeducacionais da LBV em Joinville e Blumenau, além da abertura de uma unidade de atendimento em Lages, no Planalto Serrano. BOA VONTADE | 43
  • 42. Instituto Cultural Entrevista com Ricardo Cravo Albin Pela preservação da cultura brasileira As ações do Instituto Cultural Cravo Albin em defesa de um dos patrimônios mais valiosos de nosso país Simone Barreto A Fotos: Vivian Ribeiro música popular brasileira tem um grande aliado em sua defesa: o historiador, produtor e crítico musical Ricardo Cravo Albin. Entusiasta da produção cultural de nossa terra, tem se esmerado no trabalho de reunir e democratizar o que de melhor é desenvolvido por aqui. Para cumprir esse intento, o jornalista fundou o Instituto Cultural Cravo Albin (ICCA), do qual é presidente: “Preservei uma área de propriedade da família, em tombamento cultural e ecológico (o Instituto encontra-se na Urca, em plena Mata Atlântica). Já havia o Dicionário musical Cravo Albin na internet e a fundação do Instituto veio complementar o projeto, para prover a preservação da música popular brasileira (MPB), sua dignidade, sua história e seu resguardo”. Além desse trabalho, Albin concilia a agenda exercendo as funções de jornalista, radialista e escritor; há 37 anos também presta serviços ao Ministério da Educação. Para ele, realizar tais tarefas só é possível “graças à proteção de Deus”. E completa: “Às vezes, acho que me excedo um pouco no trabalho, tento 44 | BOA VONTADE
  • 43. Na sede do ICCA, fachada de um dos prédios do Instituto, réplica do velho casarão demolido no Largo da Mãe do Bispo (atual Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro). A réplica do casarão está localizada aos pés do Pão de Açúcar, na Praia da Urca. apenas ter Boa Vontade, palavra-chave deste Instituto e minha”. Nos mais de 10 mil metros quadrados do ICCA, estão catalogados cerca de 150 mil itens museoló­ gicos, entre discos antigos, LPs, fitas e outros objetos. O visitante, ao passar por lá, poderá ver raridades, como um sapato de Carmen Miranda e chapéus de Pixinguinha e Tom Jobim. Para apresentar parte desse rico trabalho, Cravo Albin recebeu a reportagem da Boa Vontade TV, canal 23 da SKY, na sede do órgão, na zona sul do Rio de Janeiro/RJ. “Há muito tempo concedo entrevistas à Boa Vontade e tenho uma estima pessoal pelo nosso Paiva Netto”, disse, ao receber a equipe. BOA VONTADE — Como surgiu o ICCA? Ricardo Cravo Albin — A ideia, na verdade, ocorreu aqui na Urca. No momento, ocupo um bem familiar valioso, objeto de sedução na cidade do Rio de Janeiro — porque a Urca é um bairro de referência, que se viu um pouco ameaçado pela especulação imobiliária. Então, imaginei um mecanismo que pudesse inicialmente tombar todo o conjunto de apartamentos, uma área muito valiosa dentro da Mata Atlântica, embaixo dos morros da Urca e do Pão de Açúcar. Já havia o Dicionário Cravo Albin no ar [pela internet]. Juntei o útil ao agradável para fomentar o maior banco de dados que temos hoje, que é o nosso dicionário. Imaginei constituir um Instituto, sem fins comerciais, para prover a preservação da MPB, sua dignidade, sua história, seu resguardo. BV — Deste valioso acervo, o que mais destaca? Cravo Albin — É um acervo muito grande. Fiz uma doação de bens com meu acervo pessoal. Estava, aliás, sendo negociado para a Biblioteca Nacional por uma quantia alta, na época, com Eduardo Portella e Paulo Fernando Marcondes Ferraz, e iria tudo para lá. Desde o momento em que resolvi abrir uma instituição pública, o meu acervo vem sendo agregado por acervos de pessoas de Boa Vontade, que entregam seus bens, seus patrimônios para que não se percam na voracidade dos tempos, especialmente, de maus herdeiros que não os conservam. A partir daí, multiplicamos o número de obras em cinco vezes, graças a beneméritos, a doadores. O público anteriormente dava BOA VONTADE | 45
  • 44. Instituto Cultural “É importante que as crianças aprendam um instrumento aqui, outro acolá. Mas é muito mais importante que elas, no país inteiro, tenham consciência do porquê de nossa música ser realmente importante, miscigenada, digna e refletidora da alma nacional.” Sala de exposições do casarão. No destaque, biblioteca do prédio principal do ICCA. discos antigos, partituras antigas e outros objetos para museus, para o arquivo público da cidade do Rio de Janeiro. Hoje eles preferem doar ao Instituto Cultural Cravo Albin, o que é uma honra e um orgulho, pois mostra todo nosso sacrifício, esforço, e a nossa Boa Vontade em preservar tudo isso. Boa Vontade é a palavra-chave. Portanto, temos aqui coisas muito especiais: um sapato de Carmen Miranda e chapéus de Pixinguinha e Tom Jobim. Tem doações das mais diversas. Hoje, são cerca de 150 mil itens museológicos, entre discos e LPs (incluindo 78 rotações por minuto), fitas, objetos etc. BV — Como é feito o trabalho de conservação das raridades? Cravo Albin — Temos uma equipe basicamente acadêmica. O Instituto não funciona com funcionários públicos. Funciona 46 | BOA VONTADE por meio de universidades, como a UniRio, a UFRJ, a UERJ e a PUC-Rio, com estudantes, através de mestrados, doutorados e pós-doutorados. Temos bolsas de estudo financiadas, basicamente, desde 2001, pela Faperj (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do RJ) e agora pela Finep — órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia. É uma instituição rigorosamente acadêmica para preservar e desenvolver, pela pesquisa, a qualidade do som do Brasil e jogando-o democraticamente na internet. Tudo o que a gente tem coloca à disposição de todo mundo, de graça, na internet. Temos, atualmente, só na internet em torno de 150 mil pes­ oas que s nos consultam por mês. E, é claro, muita gente vem à sede física deste grande esforço que é o Instituto, na Urca. BV — Essa consciência, de valorização da cultura brasileira, é também estendida às escolas por meio de projetos, certo? Cravo Albin — Nós produ- Ricardo Cravo Albin Historiador, produtor e crítico musical. zimos produtos culturais, livros para o Sesc Rio, o Paço, sobretudo, para o Ministério das Relações Exteriores. O Itamaraty encomenda do Instituto discos e livros. Essas encomendas fazem com que o Instituto absorva as verbas para a sua manutenção, que é cara, pois são mais de 10 mil metros quadrados dentro do Pão de Açúcar, praticamente. Tudo isso é um esforço benemérito a favor do Brasil, mas com muito sacrifício. Aliás, cultura igual a sacrifício: é uma equação muito clara nas nossas cabeças, nas nossas razões. A gente não gosta que isso seja uma realidade concreta, mas infelizmente é. Nós temos o projeto preferencial que é o “Música Popular Brasileira nas Escolas” (MPBE). O que vem a ser isto? É exatamente aquele aprendizado básico da história da música popular, as crianças gostam, pois não sabem quem foi Chiquinha Gonzaga, Ary Barroso ou, até mesmo, Chico Buarque de Hollanda. Até os mais contemporâneos as pessoas
  • 45. Divulgação não conhecem mais; só conhecem aquilo que está na moda. Por isso, é um projeto amplo, que divide a MPB em seis cortes, seis referências, com vídeos, DVDs, discos, livros para cada bloco, ensinando as crianças a respeitar tudo aquilo que vem acumulado pelos séculos, décadas, e que gerou a nossa música popular, a mais bonita do mundo. É um esforço grande, que está sendo muito bem absorvido agora pela Secretaria Estadual de Educação. Há uma pessoa extraordinária, chamada Tereza Porto, a secretária de Educação do Estado do Rio de Janeiro, do governo Sérgio Cabral, que vem desenvolvendo um traço de fé, de esperança nesse projeto, de levar para as escolas a história da música popular brasileira. É importante que as crianças aprendam um instrumento aqui, outro acolá. Mas é muito mais relevante que elas, no País inteiro, tenham consciência do porquê de nossa SEEDUC-RJ/Marcia Costa Serviço de restauração do acervo. Ao lado, alguns objetos da sala de exposições do casarão no ICCA. Tereza Porto Sérgio Cabral música ser realmente importante, miscigenada, digna e refletidora da alma nacional. BV — De que modo as escolas podem desenvolver esse projeto em seus ambientes? Cravo Albin — Bom, no caso das escolas do Estado do Rio, isso deverá, evidentemente, ficar por conta da Secretaria Estadual de Educação, com a secretária Tereza Porto. No caso de outras cidades interessadas, fora do Rio de Janeiro, é só entrar em contato com o Instituto Cultural Cravo Albin. Teremos o maior prazer em colaborar com esse trabalho benemérito, de consciência. Não é apenas para aprender a história * Refere-se ao Dicionário Houaiss Ilustrado da Música Popular Brasileira (criação e supervisão geral de Ricardo Cravo Albin), que reúne biografias de autores, intérpretes e histórias de grupos dos mais variadosestilos musicais do Brasil. da música, aprende-se também a cultura, a literatura, o porquê de o Brasil ser um país fraterno pela miscigenação, pela conjugação de raças, uma nação pacífica. Tudo isso está sendo dito e aprendido pela sedução da nossa música popular. Ao término da entrevista para o programa Boa Vontade Cultura, o convidado declarou: “Fico muitíssimo grato, mais uma vez, à Boa Vontade, da Boa Vontade do nosso caro Paiva Netto, que é um verbete do dicionário*, compositor relevante, com muito sucesso e muitos discos. Quero agradecer mais uma vez e congratular com a rádio e TV da Boa Vontade”. Serviço Instituto Cultural Cravo Albin Av. São Sebastião, 02 — Ap. 302, 403 e Cobertura Urca — Rio de Janeiro/RJ — Brasil site: www.iccacultural.com.br Telefones: (21) 2295-2532 (21) 2542-0848 BOA VONTADE | 47
  • 46. Divulgação Jornalismo Sérgio Murillo de Andrade, presidente da Fenaj Democratizar a informação O presidente da Fenaj ressalta o compromisso público da mídia que, como serviço voltado à coletividade, precisa oferecer qualidade com informação plural. Rodrigo de Oliveira 48 | BOA VONTADE
  • 47. fundação do Fórum Nacional, que leva a mesma bandeira, tem marcado presença em debates, formulações e campanhas desenvolvidas pelo comitê. BOA VONTADE — Como surgiu o interesse pelo jornalismo? Sérgio Murillo — Sempre gostei muito de ler e, a partir daí, a opção pelo jornalismo foi quase que direta: a associação com o gosto da leitura e de querer escrever em jornal, revista. Meus pais eram de origem bastante humilde. Mãe, operária; meu pai trabalhava como motorista. Felizmente, tive a condição de Divulgação O presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Sérgio Murillo de Andrade, destaca-se por sua aguerrida atuação nas lutas da categoria no País. Em entrevista levada ao ar pela Boa Vontade TV (canal 23 da SKY), em meados de dezembro de 2008, ele responde às questões que dizem respeito à vida do jornalista profissional, ao direito do público de ter acesso à informação com qualidade e isenção, além de contar um pouco de sua vida e desenvolvimento profissional. Para Murillo, a Fenaj — que representa atualmente 31 sindicatos e 40 mil jornalistas — é “a origem desse debate na sociedade”. Afirma que, hoje, lutas históricas da entidade em favor da liberdade na comunicação e da democracia, como conquista inalienável do cidadão, recebem o apoio de diversos parceiros, a exemplo de movimentos da sociedade civil e organizações não-governamentais e religiosas. Fundador da Cooperativa dos Jornalistas Catarinenses, Sérgio Murillo formou-se em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina, em 1984, e há dez anos leciona na área de comunicação em Joinville/ SC. Ocupou por duas vezes a presidência do Sindicato da categoria em Santa Catarina e, na Fenaj, foi vice-presidente Sul e secretário-geral, também por duas gestões. Integrante do Comitê pela Democratização da Comunica­ ão/SC, desde a ç “Quando você conversa com as pessoas, como eu fazia com meus pais, percebe que elas possuem também esta percepção: de que a comunicação é um serviço público e tem de ser prestado com qualidade, ser plural.” passar no vestibular para uma escola pública, num dos cursos mais disputados e qualificados no País, o da Universidade Federal de Santa Catarina. Logo após a formatura, trabalhei no jornalismo impresso. Posteriormente, na primeira redação totalmente informatizada do Estado, a do Diário Catarinense. Fiz de quase tudo um pouco no jornalismo. Há dez anos sou professor do Instituto de Ensino Superior Luterano de Santa Catarina, que funciona em Joinville, no norte do Estado. BV — Em sua carreira, sobressai a luta pela democratização da comunicação. O Brasil avançou nessa questão? Sérgio Murillo — Um dos meus professores do curso era o Daniel Herz, referência na luta pela democratização da comunicação no Brasil e no mundo. Ele nos estimulou a nos envolver com essa questão, um assunto, na metade dos anos de 1980, muito distante da realidade do País. Não era uma pauta da sociedade. Ainda hoje há dificuldade de fazer esse debate. O Daniel foi quem aproximou essa discussão — não só de mim, mas de toda uma geração de jornalistas. Ajudei a articular o Comitê pela Democratização [da Comunicação] em Santa Catarina, participei do processo de discussão do texto da Constituição de 1988, do debate em torno do capítulo da comunicação, da discussão para implementação no País da TV a cabo, do debate em torno BOA VONTADE | 49
  • 48. Divulgação Jornalismo “A exigência do diploma para o exercício da profissão é outro debate; queremos que ela seja exercida com qualidade, por pessoas que se preparem, se formem, porque jornalismo é serviço público.” da legislação que foi — e ainda é — uma referência, por ser a única lei, efetivamente, discutida com a sociedade. O muito que o País avançou — e avançamos bastante, dadas as condições históricas — em torno da democracia na comunicação deve-se ao jornalista Daniel Herz. BV — Esse posicionamento é também reflexo de sua formação familiar? Sérgio Murillo — Claro que sim! Esse debate não era real para a minha família e ainda não é para a imensa maioria da população, mas o ambiente de liberdade, no sentido de pensamento, o estímulo que sempre recebi por parte dos meus familiares, tudo isso permitiu que me aproximasse desse tipo de discussão. Quando você conversa com as pessoas, como eu fazia com meus pais, percebe que elas possuem também esta percepção: de que a comunicação é um serviço público e tem 50 | BOA VONTADE de ser prestado com qualidade, ser plural. A LBV está presente no Brasil inteiro e deve saber como é lidar com a diversidade que este país tem, como é rico culturalmente e, às vezes, essa riqueza não é expressa nos meios de comunicação; muito pelo contrário, é excluída, de alguma forma escondida da própria sociedade. Código de Ética BV — Quais são os destaques do Código de Ética do Jornalista, atualizado no ano passado? Sérgio Murillo — É a quarta versão do Código de Ética do Jornalista, a qual procurou refletir as inovações incorporadas ao cotidiano da profissão e a introdução de novas tecnologias. Por exemplo, usar ou não câmera oculta. É um debate do dia-a-dia que não existia, praticamente, nos anos de 1970 e 1980, quando da versão do código anterior. Ele traduz preocupações que a sociedade incorporou ao texto da Constituição, como o tratamento diferenciado a adolescentes, idosos, populações marginalizadas. Trata-se de um texto moderno, que dá conta dos principais conflitos éticos da profissão. Não é uma legislação, é um Código de Ética e como tal dá margem a interpretações, depende muito da adesão. Ele não obriga as pessoas a cumprir esses princípios, mas orienta, define referências, determina parâmetros para a postura do jornalista. Precisamos também de uma organização, de um instrumento que o coloque como referência principal. Como na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em que há um Código de Ética que os advogados utilizam como referência; e a OAB tem entre as suas principais missões a de zelar para que ele seja aplicado. Não é esse o papel da Fenaj, pois é uma entidade sindical. Mas, na ausência dessa organização, trouxemos para o seu ambiente essa discussão. Por
  • 49. isso, uma das grandes reivindicações da categoria é constituir um conselho profissional que tenha como principal missão zelar para que este código, que é moderno, atual, seja realidade em cada redação e assessoria de imprensa do Brasil afora. BV — Com toda a tecnologia existente em um celular e a criação de blogs, hoje qualquer pessoa pode virar repórter? Sérgio Murillo — Espero que não, para o bem da sociedade. Porque a reportagem, uma das funções do jornalista, pede qualificação. Saber perguntar, conduzir uma entrevista, exige preparação, produção, que não está disponível na farmácia, não se compra. Conhecimento se adquire na escola. A condição que as pessoas têm hoje de se prover de informação e não depender exclusivamente da mídia é espetacular. E nos dá muito mais responsabilidade, obriga-nos a ter profissionalismo, porque, por ser fácil publicar na internet, é também bem mais fácil desmentir. Você publica algo errado, vai lá e corrige, mas aquele erro mantido por alguns segundos pode provocar um dano imenso a pessoas e instituições. Por isso, é fundamental ter por trás de toda a informação jornalística um profissional habilitado, que se responsabilize por aquela imagem, texto... Não importa de onde ela vem, se do cidadão comum, não faz mal, é parte da cultura do jornalismo se prover de informações das fontes, das mais diferentes formas de tecnologia. O compromisso e a credibilidade permanecem basicamente os mesmos e não podem ser abalados, porque esse é o nosso patrimônio. Se você publica uma imagem produzida e dá a ela um grau de veracidade que não tem, é a sua credibilidade que está sendo abalada, e não a da fonte. Muda-se o ambiente da produção, mas os compromissos continuam os mesmos. E isso é cobrado pela sociedade. Lei de Imprensa e diploma BV — Como está a questão da obrigatoriedade do diploma para jornalista no Supremo Tribunal Federal? Sérgio Murillo — Para 2009, ficaram dois grandes debates que interessam ao povo brasileiro: a obrigatoriedade do diploma e a questão da Lei de Imprensa. A Fenaj defende a necessidade de o País ter uma Lei de Imprensa, mas não a que está em vigor. Esta “A LBV está presente no Brasil inteiro e deve saber como é lidar com a diversidade que este país tem, como é rico culturalmente e, às vezes, essa riqueza não é expressa nos meios de comunicação.” deveria ter sido revogada. É uma dívida que o Congresso Nacional tem com a sociedade, que dorme lá na Câmara Federal há mais de dez anos, um projeto que revoga esta lei e fornece à sociedade uma legislação democrática, plural, moderna. A exigência do diploma para o exercício da profissão é outro debate; queremos que ela seja exercida com qualidade, por pessoas que se preparem, se formem, porque jornalismo é serviço público. Isso interessa ao cidadão brasileiro, porque informação de qualidade é um direito dele. Fizemos uma pesquisa, pelo Instituto Census, e observamos que 75% da população brasileira é favorável ao critério de que o ingresso à profissão seja o curso superior de jornalismo. Queremos que o STF acompanhe essa vontade da população. Crise econômica BV — Na segunda metade do ano passado, a crise econômica pegou o mundo de surpresa. As redações estavam preparadas para cobrir o fato e seus desdobramentos? Sérgio Murillo — Não estavam. Surpreendeu as redações, os governos, as grandes organizações, as corporações mundiais, e essa perplexidade alcançou os meios de comunicação. Ainda não se tem resposta, e a própria mídia está tateando no escuro. Foi uma mudança com grau de radicalização muito grande, embora alguns economistas, críticos, já BOA VONTADE | 51
  • 50. Jornalismo Mídia e Solidariedade BV — Como foi a cobertura da tragédia em Santa Catarina e a mobilização da categoria, inclusive da Fenaj, para apoiar os desabrigados? Sérgio Murillo — É um problema que persiste, as pessoas ainda estão assustadas. A cada nova chuva há ameaças. Os meios de comunicação, em especial os jornalistas, fizeram uma cobertura de altos e baixos. Houve situações de exploração da fragilidade das pessoas, e isso deve ser condenado, mas de modo geral a mídia cumpriu o seu papel; principalmente, num primeiro momento de apoiar quem de fato precisava, gente que simplesmente perdeu tudo na 52 | BOA VONTADE quem está desamparado e apurar responsabilidades. José Gonçalo percebessem sinais visíveis de que a economia do mundo estava pronta para dar um cavalo-de-pau. Está-se buscando a recuperação. Tanto os governos como as grandes corporações e os meios de comunicação. Cada dia surge uma nova notícia, uma verdadeira bomba, e com diversas explicações diferentes. Dependendo da visão do profissional, você tem uma leitura da mesma realidade com um grau de diferença imenso, conforme também o meio de comunicação. Às vezes, dentro da mesma mídia, em horários diferentes, veem-se avaliações completamente distintas. É uma demonstração clara de como se está ainda absolutamente no escuro em relação ao que de fato acontecerá. Crise econômica “A sociedade espera dos jornalistas respostas que eles não têm. (...) As pessoas é que constroem o seu dia-a-dia. O que devemos fazer é cobrir essa construção e difundir essas mudanças, transformações, com o mínimo de interferência.” vida: família, casa, terreno. A pessoa volta para um lugar que não existe mais. Nesse momento, os meios de comunicação têm a função de estimular a Solidariedade. Falta é cobrar responsabilidade do Estado. Essa situação não é nova em Santa Catarina e pode se repetir. As autoridades públicas têm obrigação de cuidar do processo de degradação ambiental. É hora de o jornalismo verificar quem ainda não foi alcançado, BV — Com relação a quem deseja atuar no jornalismo, que orientação se deve passar? Sérgio Murillo — Temos um mercado tradicional dos meios de comunicação que estava experimentando um crescimento, assim como o País, de um modo geral. Infelizmente, também sofrerão os reflexos dessa freada da economia, refletindo nas redações, com algumas delas demitindo. Isso é uma preocupação hoje da Fenaj e dos nossos sindicatos. Vão encontrar uma provável recessão, mas também um mercado, fora desse eixo tradicional, em franca expansão, porque nas crises as pessoas precisam mais de informação qualificada, responsável. (...) Em especial na internet, temos uma expansão na qual acredito não deva haver freio: a área da assessoria de imprensa. Acredito que viveremos uma realidade, nos próximos dois anos, bastante conflituosa, experimentando uma recessão em determinados setores e expansão em outros. Não acredito em um cenário de catástrofe absoluta. BV — O que fazer para a comunicação ser mais voltada para o social? Sérgio Murillo — Ela precisa ser democratizada. De alguma forma, precisa refletir essa diversidade, essa pluralidade que o País tem, a riqueza cultural que se expressa do Sul ao Norte, no Nordeste, no Centro-Oeste. E ao
  • 51. Fotos: José Gonçalo 1 2 O presidente da Fenaj, acompanhado por Rodrigo de Oliveira e Zenilda Moreira, conhece o Conjunto Ecumênico da Legião da Boa Vontade, formado pelo Templo da Boa Vontade e pelo Parlamento Mundial da Fraternidade Ecumênica, o ParlaMundi, da LBV, em Brasília/DF. Da visita, destaque para a passagem na galeria de fotos de personalidades e autoridades que apoiaram a construção dos dois monumentos (1), de frente à maquete do conjunto (2) e na nave do TBV (3). se democratizar, com certeza, ela assumirá uma maior responsabilidade social. Isso é uma obrigação, uma dívida que a mídia tem com a sociedade: assumir o seu papel social e através dele contribuir para que o Brasil se desenvolva e seja mais justo e democrático com o povo. BV — Muito obrigado pela entrevista... Sérgio Murillo — Eu agradeço o espaço, a oportunidade para nós da Fenaj. É muito raro, rico, poder discutir os nossos problemas e do povo brasileiro num espaço tão democrático. O presidente da Fenaj deixou ainda seu recado aos leitores da revista BOA VONTADE e ao diretor-presidente da LBV, o jornalista Paiva Netto: “Transmita ao colega e à comunidade da 3 Agenda Para os interessados em discutir o cenário brasileiro na formação de novos profissionais no campo da comunicação social, a Fenaj promove o seu sexto Pré-Fórum, no dia 17 de abril, entre 16 e 18 horas, com o tema “Políticas de relação entre área acadêmica e movimento sindical dos jornalistas: avanços necessários para a defesa e consolidação do campo do Jornalismo”. O evento faz parte do XII Encontro Nacional de Professores de Jornalismo (XII ENPJ), que se realiza de 17 a 19 de abril. Na mesa de debates, estará a secretária-geral da Federação Nacional dos Jornalistas, Maria José Braga (mestre em Filosofia pela UFG); professor Juliano Maurício de Carvalho, pós-doutorando em TV Digital na Universidade Carlos III, de Madri (Espanha). A mediação dos debates será feita pelo jornalista Alexandre Campello, diretor do Departamento de Educação e Formação Profissional da Federação Nacional dos Jornalistas. Serviço: Local do evento: Faculdade Pitágoras (Campus Cidade Jardim) — Av. Prudente de Morais (Zona Sul), Belo Horizonte/MG. Informações: www.fenaj.com.br Legião da Boa Vontade os votos da Federação, dos sindicatos, que representamos. Apesar de todos os sinais provocados [pela crise mundial], saberemos, sim, fazer um 2009 muito melhor para os meios de comunicação e, em especial, para a população brasileira”. BOA VONTADE | 53
  • 52. ABI Associação Brasileira de Imprensa A partir da esquerda, os consagrados cartunistas e caricaturistas Aroeira, Lan, Paulo Caruso e Luis Fernando Verissimo Cartunistas ilustram os 100 anos de lutas da heroica F oi inaugurada no Centro Cultural Justiça Federal, no Rio de Janeiro/RJ, a exposição “ABI — 100 anos de luta pela liberdade”, que reúne a arte de duas gerações de grandes cartunistas para a celebração deste marco histórico. Diversos jornalistas e membros da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) marcaram presença no evento. Aos microfones da Super Rede Boa Vontade de Comunicação — que fez cobertura completa do acontecimento — o ilustre presidente da Casa do Jornalista, dr. Maurício Azêdo, saudou: “Agradeço à Super Rede Boa Vontade, que está sempre presente aos eventos da ABI. Para nós, esta é uma forma de alcançar um público maior, dando notícias destas realizações”. O escritor e caricaturista Luis Fernando Verissimo destacou: “A ABI tem uma longa história de defesa do jornalismo, da liberdade de imprensa. Para mim, foi uma grande honra participar”. Esse ideal foi também endossado nas palavras do decano caricaturista Lan: “Através de todos esses anos, a ABI tem uma história de heroísmo, 54 | BOA VONTADE Fotos: Salomão Sant’Ana e Vivian Ribeiro passando por tantos momentos, como o Estado Novo”. O cartunista Aroeira, do jornal O Dia, exaltou: “A ABI defende o direito da liberdade de expressão. Ela é a minha Associação”. Neste contexto, registrou ainda Paulo Caruso (cartunista e caricaturista): “A ABI é muito importante para manter acesa a chama da liberdade de expressão. Agradeço a vocês pela Boa Vontade que tiveram com o evento”. A mostra ficará em cartaz até 26 de abril, nas galerias do térreo do Centro Cultural Justiça Federal (CCJF), na Av. Rio Branco, 241, no Centro do Rio, de terça a domingo, no horário das 12 às 19 horas. A classificação é livre. Jornal da ABI: segunda edição especial do centenário Dentro dos festejos dos cem anos da Casa do Jornalista, a ABI lançou, em 18 de fevereiro, no Rio de Janeiro, o segundo volume do Jornal da ABI (edição especial do centenário). Na publicação, conta o dr. Maurício Azêdo, os leitores encontrarão “informações muito importantes sobre momentos de- cisivos da história da imprensa no Brasil nos quais a ABI esteve presente. Nós nos orgulhamos de que as bandeiras da liberdade de imprensa e dos Direitos Humanos tenham sido defendidas e erguidas pela ABI, com coragem, mesmo nos momentos mais difíceis”. Na oportunidade, o jornalista Francisco Periotto representou o diretor-presidente da LBV, José de Paiva Netto, membro efetivo da ABI. Os laços de amizade entre as entidades são antigos. Foi na sala da diretoria da ABI, em outubro, novembro e dezembro de 1949, que o jornalista Alziro Zarur (1914-1979) realizou as reuniões preparatórias para o surgimento da LBV que, logo após ter sido fundada, em 1o de janeiro do ano seguinte, Dia da Confraternização Universal, deu os primeiros passos plenos de liberdade e universalismo, ideais estes que igualmente inspiram a Casa do Jornalista. A primeira reunião pública da Legião da Boa Vontade, comandada por Zarur, em 7 de janeiro de 1950, ocorreu justamente no Salão do Conselho da ABI, com o apoio de sócios, diretores e do então presidente da associação, o
  • 53. 5 6 ilustre jornalista Herbert Moses (1884-1972). A respeito da parceria, o pre­ sidente Maurício Azêdo declarou: “Muito obrigado. Nós temos clareza a esse respeito, admiramos muito o trabalho da Legião da Boa Vontade e de sua diretoria, tendo à frente o nosso eminente sócio dr. José de Paiva Netto. Essa edição que estamos lançando é fruto de parceria muito fecunda entre a ABI e a LBV”. Logo nas primeiras páginas, a publicação reproduz selo especial com o coração azul da Legião da Boa Vontade e os dizeres: “A LBV apoia o centenário da ABI”. Mais adiante, o leitor confere o balanço do atendimento social da Instituição em 2008. Sobre a distinta amizade entre as duas instituições, o diretor de Assistência Social da ABI, Paulo Jerônimo, observou: “A gente agradece 2 7 4 3 No lançamento do segundo volume do Jornal da ABI, o jornalista Francisco Periotto, representando o diretor-presidente da LBV, Paiva Netto, cumprimenta grandes nomes do jornalismo brasileiro, a exemplo dos veteranos Francisco Paula Freitas (1), Hélio Fernandes (2), Carlos Arthur Pitombeira (3), Milton Coelho da Graça (4), Geraldo de Paiva Rio (E), da LBV, Paulo Jerônimo, da ABI (5). Destaque também para os ex-senadores Bernardo Cabral (6) e Saturnino Braga (7). Ao lado, Periotto com o presidente da Casa do Jornalista, Maurício Azêdo. demais ao dr. Paiva Netto por todo o apoio que ele tem dado não só na nossa gestão como também em todos os eventos e, principalmente, com relação a essas edições maravilhosas, que só foram possíveis graças ao apoio dele”. O ex-senador Saturnino Braga deixou seu abraço à LBV pela ação desenvolvida em todo o País: “Estamos aqui para reconhecer a importância de todo esse movimento que vocês da LBV vêm desempenhando e do próprio Paiva Netto, e para retribuir essa saudação com um abraço fraternal e o voto de admiração pelo trabalho desempenhado”. O assessor de publicidade da ABI, Francisco Paula Freitas, declarou: “Mais uma vez, quero agradecer-lhes a colaboração, porque sem vocês, efetivamente, essas festas não ocorreriam. Nós teríamos jornaizinhos, bem-feitos como sempre, mas não com o brilho que nos ofereceram. Isso é uma gratidão que a ABI terá sempre registrada definitivamente. Vai frutificar muito ainda. O futuro está do nosso lado. Um abraço!”. [S.B] Henfil na ABI Foi realizada na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio de Janeiro/RJ, a fundação do Instituto Henfil, que terá como objetivo preservar a obra e a imagem do saudoso cartunista, por meio da organização de eventos culturais, apoio e organização de projetos sociais, Henfil educacionais, ecológicos e de saúde, que envolvam assuntos relacionados com a doação de sangue, aids e hemofilia. O ato de fundação transformou-se numa homenagem, na qual foram expostas obras do cartunista, além da exibição de um vídeo, em comemoração aos 65 anos, que completaria no dia 5 de fevereiro. A bem-humorada dedicatória, feita por Henfil (1944-1988) no início da década de 1980, homenageia o dirigente da LBV, Paiva Netto. Arquivo BV 1
  • 54. Sindicato Vivian Ribeiro Eleita nova diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do RJ 56 | BOA VONTADE Salomão Santana A posse da nova diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, eleita para o triênio 2008/2011, ocorreu, em 11 de fevereiro, no auditório da OAB/ Niterói. Em seu discurso de posse, o presidente reeleito, Ernesto Vianna, afirmou: “É missão da nova diretoria defender a identidade, a independência do sindicato e trabalhar por uma instituição que proteja seus associados e a valorosa categoria dos jornalistas do Estado do Rio”. Além de Vianna, a diretoria é composta por Antonio José Barbosa da Silva, primeiro-vice-presidente; Maria Madalena, segunda-vice-presidente; Mario Augusto Jakobskind, secretário-geral; Jurivelson Salomão Santana, primeiro-tesoureiro; José Ernesto Cardoso Guadelupe, Vivian Ribeiro Abertura da cerimônia de posse da nova diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio de Janeiro. Ernesto Vianna, presidente reeleito do Sindicato dos Jornalistas do Estado do Rio de Janeiro. Mario Augusto Jakobskind, secretário-geral do sindicato e membro da Associação Brasileira de Imprensa (ABI). segundo-tesoureiro; e Paulo Thomaz, Departamento Jurídico. Fonte: www.sindicatodosjornalistas.com.br 2008. Em entrevista à BOA VONTADE, Mario Augusto Jakobskind comentou: “É muito importante uma entidade que defende os jornalistas, a liberdade de imprensa, completando 100 anos. A ABI tem participado da História do Brasil em várias oportunidades”. Exaltou ainda a cobertura da Super Rede Boa Vontade de Comunicação nos grandes eventos da categoria: “É importante vocês estarem presentes. Parabéns!”. Centenária ABI O secretário-geral do sindicato, que também é membro da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), lembrou a importância e a tradição dessa entidade no cenário nacional da classe jornalística, destacando o centenário da casa completado em
  • 55. Programa Segundo Tempo Ministro do Esporte aplaude parceria com a LBV São Paulo/SP C atendimento feito a essa juventude”, destacou. São vários os desportos e jogos praticados no programa: futebol, futsal, vôlei, basquete, handebol, atletismo, judô, caratê e capoeira. Atividades de xadrez, ginástica, balé e dança também estão in­ cluídas. Analice Barcelá Juliana Valin Marcello Casal Jr. Cida Linares riado há cinco anos pelo go- façam uso de seu tempo ocioso verno federal, com o intuito e mantenham uma interação de democratizar o acesso efetiva que colabore para seu ao esporte educacional de desenvolvimento integral. A qualidade, como ferramenta de in- ação é estendida aos famiclusão social, o programa Segundo liares das crianças e jovens Tempo vem sendo promovido, atendidos. desde maio de 2008, em parceria Em recente entrevista à com o Ministério do Esporte, pela Boa Vontade TV (www.boaLegião da Boa Vontade vontade.com/tv), o mi(LBV) e pela Associação nistro do Esporte, OrlanEducacional Boa Vontade do Silva, elogiou a ação (AEBV) em 70 núcleos, conjunta e falou sobre sua localizados em 15 Estados importância. “Juntos, no e no Distrito Federal. Brasil, realizamos uma A iniciativa tem bene- Orlando Silva parceria para permitir ficiado, diariamente, 14 mil meni- esporte e lazer a crianças e nos e meninas de 7 a 17 anos em jovens através do programa Sesituação de vulnerabilidade social gundo Tempo. Quero aproveitar ao oferecer-lhes, no contraturno a chance para agradecer à LBV. escolar, atividades esportivas Eu tenho andado por aí; sempre educacionais, complementares encontro núcleos da LBV. (...) O e de lazer, possibilitando que que percebo é uma excelência no 1 2 O programa Segundo Tempo, que visa democratizar o acesso ao esporte educacional de qualidade, desenvolve diversas modalidades esportivas pelo Brasil, a exemplo da prática de futebol em Goiânia/GO (1) e da oficina de xadrez em Campo Grande/MS (2). BOA VONTADE | 57
  • 56. Programa Segundo Tempo Esporte B E L O H O R I Z O N TE / M G Instrumento de inclusão social Programa Segundo Tempo acolhe crianças e jovens especiais Mônica Mendes Fotos: Mônica Mendes Belo Horizonte/MG — No programa Segundo Tempo os alunos participam de atividades culturais, a exemplo das aulas de canto coral (à esq.), e praticam diversas modalidades esportivas. A Legião da Boa Vontade utiliza em seus programas socioeducacionais a Pedagogia do Cidadão Ecumênico, proposta educacional inovadora criada pelo educador Paiva Netto, fundamentada nos valores nascidos do Amor Fraterno. E, com esse intuito, trabalha-se nas suas escolas, lares para idosos e centros educacionais, culturais e comunitários, visando à inclusão social e o respeito às diferenças. É visível a melhora de vida de famílias beneficiadas pelas ações 58 | BOA VONTADE institucionais. Exemplo disso é o de Geralda Laurindo de Carvalho e seu filho, atendido pela LBV em Belo Horizonte/MG. O menino possui paralisia cerebral, o que provoca dificuldades motoras. Por recomendação médica, a mãe precisava encontrar um ambiente que contribuísse para a integração dele com outras crianças e o ajudasse a melhorar os movimentos, a fim de diminuir desconfortos e ajudar na prevenção de complicações futuras. Foi então que Geralda encontrou na LBV o apoio que buscava. O filho de dona Geralda participa do programa Segundo Tempo — uma parceria entre o governo federal, por intermédio do Ministério do Esporte, a Associação Educacional Boa Vontade (AEBV) e a LBV —, que beneficia centenas de crianças e adolescentes com o diferencial de atender às famílias na capital mineira. A garotada dispõe de um ambiente lúdico para a prática de diversas modalidades esportivas
  • 57. e atividades complementares, como xadrez e oficinas educativas. “Fiz a inscrição e, no dia seguinte, ele começou. A LBV é tudo de bom. (...) Os médicos estão muito felizes, dizendo que ele está no caminho certo”, conta a dona Geralda. Emocionada, ela completa: “Criança precisa praticar um esporte, nenhuma aguenta ficar parada. Deixar na rua eu não podia. Conseguir esporte para uma criança normal é mais fácil, mas para uma criança especial é complicado. Tem o preconceito e as pessoas não estão preparadas para trabalhar com elas. A gente encontra muita porta fechada. E eu encontrei uma grande porta aberta, que é a Legião da Boa Vontade. Temos de pedir a Deus e lutar pelos sonhos, e na LBV realizei meu sonho”. Na opinião da educadora da LBV Fernanda Nascimento, houve logo interação do filho de dona Geralda com todos: “Na primeira semana, já percebemos o quanto se sentiu acolhido no nosso ambiente. Nós fazemos a prece diariamente, ele faz a oração com as crianças e desenvolve as atividades de maneira fantástica”. Também na capital mineira, outro exemplo igualmente expressivo é o de Márcia Alves Praxedes e sua filha, ambas atendidas pela Instituição. A menina tem crises de ausência — que leva a perder a consciência de si temporariamente. Por conta disso, ela apresenta dificuldade de concentração, ansiedade e nervosismo. No seu histórico, conta ainda o fato de ter sido um bebê prematuro, com ausência de reflexo de sucção e hérnia umbilical. Depois de ser inscrita no programa Segundo Tempo, a menina teve a oportunidade de interagir com colegas da mesma idade, por meio da prática esportiva e das aulas de reforço escolar, canto coral e violão. Além de participar dessas atividades na LBV, ela passa por acompanhamento psicológico — apoio que a mãe também recebe. “O avanço foi sensivelmente percebido pelos profissionais. A criança apresenta menos timidez e tem manifestado, cada vez mais, espontaneidade. Ela agora conversa normalmente com os profissionais, com os quais criou um vínculo (...). Já é capaz de ir embora sozinha para casa, o que a faz se sentir muito orgulhosa (...) e, com a adaptação ao me- dicamento, não apresenta mais crises de convulsão”, destaca a psicóloga da LBV Meire Regina Figueiredo. Dona Márcia também relata com gratidão a melhora da filha: “Após o início dos atendimentos da LBV, ela apresentou progressos na escola e em casa (...). Minha filha adora ficar lá, adora todos os professores, sente-se especial. Vive me dizendo: ‘Mãe, na LBV, todos gostam muito de mim’. (...) Não tenho como expressar a importância da LBV para mim. Lá encontrei Paz, Amor e Fé”. (Colaboração: Stella Souza) LBV em Belo Horizonte/MG (Av. Cristiano Machado, 10.727, Bairro Planalto, tel.: (31) 3494-3232), imagem parcial de onde estão sendo feitas várias obras de ampliação e melhoria do espaço de atendimento. Com a reforma, o Centro Comunitário e Educacional da LBV na capital mineira terá salas maiores e mais arejadas, um refeitório novo, com cozinha industrial, e haverá a colocação de uma cobertura no ginásio poliesportivo. Além disso, será concluída a instalação de grades de proteção em torno do prédio. BOA VONTADE | 59
  • 58. Notícias de Brasília de Londres no TBV Templo da Boa Vontade, da LBV, é pauta de importante série da rede de TV britânica D os rituais mais desconhecidos aos famosos templos, numa excursão por todos os cantos da Terra. Assim, a BBC de Londres (televisão pública britânica) lançou-se ao desafio de registrar as diferentes expressões da fascinação humana pelo divino com a série A volta ao Mundo em 80 crenças (Around the World in 80 Faiths). Alusão à obra de Júlio Verne, adaptada para o cinema na década de 1950, que conta a história de um inglês que viajou pelo mundo em 80 dias —, o programa segue a jornada do pastor da Igreja Anglicana Peter Owen Jones por todos Owen Jones grava cena para documentário, sob o Cristal Sagrado... Zenilda Moreira e Enaildo Viana Fotos: José Gonçalo os continentes, durante um ano, mostrando os costumes das seis maiores religiões do Planeta: Budismo, Cristianismo, Hinduísmo, Islamismo, Judaísmo e Siquismo (na Índia). Na passagem pela América Latina, o religioso encantou-se particularmente pela mística da capital brasileira, que abriga o Templo da Boa Vontade — a Pirâmide dos Espíritos Luminosos, Pirâmide das Almas Benditas. O TBV, monumento mais visitado de Brasília/DF (pelo local passam anualmente mais de um milhão de peregrinos e turistas), acolhe a todos sem distinção, consolidando-se como símbolo do ... e folheia o livro Em Pauta, do escritor Paiva Netto, campeão de vendas na Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Ecumenismo sem restrições, com o supremo objetivo de confraternizar Seres Terrestres e Celestes de todas as etnias, filosofias, credos religiosos e políticos, bem como ateus e materialistas. Ao adentrar a Sala Egípcia (um dos ambientes da Pirâmide da Paz), o pastor impressionou-se com a máxima de José de Paiva Netto, diretor-presidente da LBV: “Os mortos não morrem” — grafada em dez idiomas: egípcio, português, espanhol, esperanto, francês, japonês, chinês, árabe, inglês e italiano. Prosseguindo o roteiro, passou pelo Salão Nobre e observou atentamente o painel A Evolução da Humanidade, que expõe quadros com imagens de personalidades que entraram para a História por sua atuação em favor dos povos. Em outro ambiente, fez questão de tirar uma foto ao lado de histórica imagem que registra o cordial encontro do bispo da Igreja Anglicana Desmond Tutu com o dirigente da Legião da Boa Vontade e fundador do TBV. Depois de desbravar, com a equipe de jornalistas, desertos na
  • 59. venho ao r quando mo o “Sinto o A . Foi muit a Vontade Bo . Muito Templo da do ao TBV e ter vin ocês.” important nção de v Jones pela ate obrigado Peter Owen stor da or da BBC Apresentad e pa de Londres nglicana Igreja A À frente do TBV (aclamado pelo povo como uma das Sete Maravilhas de Brasília/DF), a equipe da BBC de Londres. Da esquerda para a direita: Erin Mary Mactague, coordenadora de produção; Maria Dulce Continentino, produtora brasileira; Nicholas Holden-Sim, assistente de produção; Graham Veevers, cinegrafista e diretor fotográfico; Billy Deeter, guia turístico; Martin Qesku, operador de som; Peter Owen Jones, apresentador de TV e pastor da Igreja Anglicana; e Robert Cowling, diretor. Na ocasião, a equipe levou consigo exemplares das revistas Paz para o Milênio e Globalização do Amor Fraterno, publicações da Legião da Boa Vontade, dirigidas à ONU. Na imagem abaixo, Owen Jones em frente ao ParlaMundi da LBV. África e nas Américas, montanhas na Ásia e florestas fechadas para encontrar diferentes manifestações do sentimento religioso, Owen Jones constata: “Hoje, em um mundo que tem sido dilacerado por crenças religiosas, vir a um lugar onde está-se promovendo a Paz, a compreensão e o esclarecimento entre as religiões do mundo e para as religiões do mundo é um alívio bem-vindo. (...) Sinto o Amor quando venho ao Templo da Boa Von­ade. Foi muito importante ter t vindo ao TBV. Muito obrigado pela atenção de vocês”. BOA VONTADE | 61
  • 60. Notícias de Brasília Direitos Humanos ParlaMundi da LBV é palco das comemorações dos 60 anos da Carta da ONU Janine Martins Fotos: José Gonçalo O senador Paulo Paim discursa no Salão Nobre do ParlaMundi da LBV. Em destaque, o cantor Dante Ramon Ledesma, que compôs a música-tema da campanha nacional Preconceito, Discriminação Zero! — O alvorecer de uma nova consciência. P ara festejar os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos*, foi rea­ izado em 10 de del zembro, no Parlamento Mundial da Fraternidade Ecumênica, o ParlaMundi da LBV, evento em homenagem à assinatura desse importante documento. Organizado pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), do Senado Federal, e pela Legião da Boa Von­ade (LBV), com o apoio t do programa Cantando as Diferenças, o acontecimento teve a presença de personalidades e órgãos que promovem os Direitos Humanos. O Coral Ecumênico do Templo da Boa Vontade (TBV) abriu a cerimônia, apresentando canções com temas que valorizam a Vida. Em seu pronunciamento, o se­ ador Paulo Paim n destacou o trabalho da LBV no cumprimento da Declaração Universal e lançou a campanha nacional Preconceito, Discriminação Zero! — O alvorecer de uma nova consciência. Em pronunciamento, afirmou o senador: “(...) A Legião da Boa Vontade, que é reconhecida pelas Nações Unidas, tem desenvolvido um trabalho socioeducacional da mais alta importância. Ela colabora, de forma incansável, para melhorar a qualidade de vida das popula- * Proclamado na cidade de Paris, na França, pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 10/12/1948, o documento institui a preocupação internacional com a preservação e a eficácia dos Direitos Humanos. A Declaração expressa os direitos fundamentais, civis, políticos e sociais que devem abranger todos os Seres Humanos, sem discriminação de etnia, sexo, nacionalidade ou de qualquer outro tipo, independentemente do país que habite ou do regime de governo nele em vigor. 62 | BOA VONTADE
  • 61. Ao centro, o professor e esperantista Shigeki Maeda, representante da Oomoto Internacional, com Paulo César, Nicholas de Paiva e Paulo Medeiros, da LBV. O senador Paulo Paim, ladeado pelos Jovens Legionários Alziro (E) e Nicholas de Paiva. ções em situação vulnerável ou Igualdade Racial em Brasília, o de risco, tem sido uma defenso- lançamento da campanha é mais ra dos Direitos Humanos, cuja um fator para colaborar com a Declaração Universal completa conscientização dos Direitos Hu60 anos. A LBV cumpre, com manos: “(…) Esse momento aqui brilhantismo, a sua missão de pro- na LBV é um marco decisivo e mover Educação e Cultura com muito importante para o Distrito Espiritualidade, para que haja Federal, a capital do País, e isso reAlimentação, Segurança, Saúde e fletirá nos quatro cantos do Brasil. Trabalho para todos, na formação (…) A LBV está de parabéns pelo do Cidadão Ecumênico. A pala- evento”. O diretor-presidente da Legião vra ‘ecumênico’ merece também da Boa Vontade foi representado palmas, une a todos, é universal, nada aqui nos separa, há o res- pelo Jovem Legionário Alziro de Paiva, que falou peito às diferenças. (...) dos diversos trabalhos É com esse espírito solique a Instituição realiza dário que a LBV se soma em todo o Brasil e no a isso que chamamos de exterior, em favor dos a Caminhada pelo PreDireitos Humanos. Em conceito e Discriminação João Batista Sérgio seu discurso, ressaltou: Zero! Agradeço à LBV, na pessoa do seu diretor-presidente. “(…) José de Paiva Netto afirma Obrigado, Paiva Netto, por abrir que ‘acreditar que possa haver as portas deste monumento para direitos sem deveres é levar ao essa campanha que certamente irá maior prejuízo a Causa da Liberdade. (...) É urgente conhecer os gerar excelentes frutos”. Para João Batista de Almeida deveres espirituais para que sejam Sérgio, presidente do Conselho respeitados os Direitos Humanos de Defesa dos Direitos do Negro em sua inteireza’”. E completou o representante da no Distrito Federal e subsecretário de Assuntos de Promoção da LBV: “(…) E neste 10 de dezem- bro, data especial para a Humanidade, que celebra seis décadas da Declaração Universal dos Direitos Humanos, o mundo coloca à reflexão o que já foi alcançado e o que ainda precisa ser feito. E a LBV, Organização que também caminha para a comemoração dos seus 60 anos de existência e trabalha pelos direitos fundamentais de cada Ser Humano, sente-se honrada em fazer parte dessa mudança de mentalidade”. No dia seguinte, ainda celebrando os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e o lançamento da campanha, houve uma audiência pública com apoio do programa Cantando as Diferenças e da Legião da Boa Vontade. O evento teve lugar na sala 2, Ala Nilo Coelho (CDH), do Senado Federal. As homenagens ganharam destaque nas rádios CBN e Senado, com transmissão ao vivo pela TV Senado, no site da Agência Senado, além da cobertura completa da Super Rede Boa Vontade de Comunicação (TV, rádio, revista e internet). BOA VONTADE | 63
  • 62. Notícias de Brasília Maravilha de Brasília Cerimônia de entrega de certificados aos sete monumentos ganhadores de prêmio internacional ocorre no Conjunto Ecumênico da LBV Nayara Preda O Bureau Internacional das Capitais Culturais (Ibocc) e o Governo do Distrito Federal promoveram a entrega dos certificados aos monumentos consagrados como as Sete Maravilhas de Brasília. A premiação ocorreu no Conjunto Ecumênico da LBV, formado pelo Parlamento Mundial da Fraternidade Ecumênica e pelo Templo da Boa Vontade — monumento mais visitado da 64 | BOA VONTADE Fotos: José Gonçalo capital brasileira, segundo dados da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo do Distrito Federal (SDET). A escolha desses sete locais favorece o conhecimento do patrimônio cultural da cidade de forma didática e lúdica, demonstrando aos visitantes a riqueza patrimonial urbana. Por meio de eleição popular pela internet, foram escolhidos: o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional, o Palácio da Alvorada, a Ponte JK, a Catedral de Brasília, o Santuário Dom Bosco e o Templo da Boa Vontade (TBV). Durante a cerimônia no TBV, também foi celebrado o 21° aniversário do título de Brasília como Patrimônio Cultural da Humanidade. Em entrevista à Super RBV de Comunicação (TV, rádio, revista e internet), Swedenberger
  • 63. 1 José Gonçalo Barbosa, assessor especial da Presidência da República, ressaltou: “Quero cumprimentar a LBV por ter sido muito bem escolhida dentro de uma consulta popular, de um processo democrático. (...) Todo esse espaço do TBV é uma bênção, ou seja, a escolha de ser aberto ao público permanentemente insere a LBV, em definitivo, no cenário da capital da República. Estamos muito confortados com essa decisão, e a LBV está de parabéns”. Na oportunidade, o presidente da Empresa Brasiliense de Turismo (Brasiliatur), Rôney Nemer, comentou a importância do local: “Este Conjunto Ecumênico da LBV representa o incentivo à Cultura. É um lugar de meditação, de Paz, um local em que se sente bem em estar Rôney Nemer nele, seja qual for a crença, porque o nosso Deus é o mesmo, e aqui se congrega isso, o congraçamento da elevação do Espírito, do Amor ao próximo. Só temos a agradecer o que esse conjunto da LBV nos ajuda não só como ponto turístico, mas principalmente na formação cultural da sociedade”. Presente ao evento, o deputado 2 3 4 (1) Compuseram a mesa de abertura do evento, da esq. à dir.: Rodrigo Rollemberg, deputado federal; Alfredo Gastal, superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan); Beto Sales, secretário-adjunto de Cultura do Distrito Federal; Tadeu Filipelli, deputado federal; Xavier Tudela Penya, presidente do Bureau Internacional de Capitais Culturais (Ibocc); Rôney Nemer, presidente da BrasiliaTur; Swedenberger Barbosa, assessor especial da Presidência da República; Laerte Bessa, deputado federal; Alziro de Paiva, representando o fundador do TBV, José de Paiva Netto. (2) Os Jovens Legionários Alziro de Paiva (E) e Nicholas de Paiva (D) com o jornalista Gilberto Amaral. (3) Seguram o Certificado do TBV, como uma das maravilhas de Brasília, da esq. à dir.: Kennedy Montenegro, da Vice-Governadoria do DF; Paulo Medeiros, da LBV; Paulo Octávio, vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo do DF; e Tarcísio Melo, presidente do Senalba/DF. (4) Representantes dos 7 monumentos eleitos com seus respectivos certificados de Maravilha de Brasília. federal Rodrigo Rollemberg também concordou com a escolha dos monumentos:“(...) Nada mais justo que essa homenagem, que mostra inclusive toda a diversidade da nossa capital, seja realizada BOA VONTADE | 65
  • 64. Notícias de Brasília representa de celebração da cultura, do Ecumenismo, da Cultura de Paz, da compreensão”. Para o vice-governador de Brasília, Paulo Octávio, entre os fatores que fizeram do TBV uma das Sete Maravilhas está a excelência no acolhimento: “Bra- Patrimônio cultural do povo brasileiro desagregação das pessoas e materialismo (...), vocês estão conseguindo, com essa obra, que se possa repensar um pouco o nosso Os empresários Mário Vendrell Royo (E) e Xavier papel neste PlaneTudela Penya, em visita ao TBV. ta. É um Templo Um dia antes da entrega dos cer- democrático, aberto a todos o tempo tificados, o Conjunto Ecumênico da todo, e isso é maravilhoso, as portas LBV recebeu a visita do diretor-exe- nunca estão fechadas. (...) Esse é cutivo do Projeto Capital Brasileira da o caminho para tentar melhorar a Cultura, Mário Vendrell Royo, e do sociedade em que vivemos”. Da mesma forma, exaltou Xapresidente do Ibocc, Xavier Tudela vier Penya: “É muito relevante que Penya, responsáveis pela organizanuma cidade como Brasília exista ção e pela promoção do evento. “É muito merecido o prêmio um lugar tão emblemático quanto o ao Templo da Boa Vontade, nós Templo da Boa Vontade. Encontrar consideramos que é um patrimônio espaços onde podemos sentir a Paz cultural do povo não só brasiliense, de maneira intensa é bastante sigmas do povo brasileiro. (...) Ao visi- nificativo. Quero deixar [meus votos tar o TBV percebe-se a amplitude, de] felicidades aos que trabalham a dimensão desta obra levada pelo no Templo, que continuem com seu Paiva Netto tão eficientemente. (...) amor de integrar a todos. (...) Nós, Foi muito merecido, o povo soube do Bureau Internacional de Capitais escolher, e estamos muito felizes, Culturais, ficamos felizes que o TBV a organização promotora, o Bureau seja uma das Sete Maravilhas de Internacional de Capitais Culturais, Brasília, porque isso permitirá ao por ter sido dado esse destaque ao mundo ver que o Templo é consideTemplo”, declarou Mário Vendrell. rado, pelos próprios brasileiros, como Para ele, essa iniciativa devia ser uma de suas portas de entrada para o multiplicada por mil, e explicou: “No conhecimento do patrimônio cultural mundo em que vivemos, com tanta e material de Brasília”. 66 | BOA VONTADE sília tem obras arquitetônicas magníficas, diferenciadas, e que emocionam as pessoas que as visitam. (...) O Templo da Boa Paulo Octávio Vontade se destaca, já era um dos monumentos mais visitados. As pessoas são bem recebidas, o Templo está sempre muito bem cuidado, e eu não me canso de elogiar os jardins, as flores, a manutenção, a cordialidade, isso é bastante importante. As pessoas quando visitam um monumento querem ser bem recebidas. Todos que vêm no Templo da LBV gostam muito. Então, além do papel espiritual, da oração, da busca interior, entendo que o TBV agrega todos esses predicados. Quero parabenizar Paiva Netto e toda a equipe que mantém o Templo, que é referência hoje muito querida para toda a população de Brasília”. Também compareceu ao evento o jornalista e colunista do Jornal de Brasília Gilberto Amaral, que relembrou momento marcante que viveu no local. “Certa vez eu estava aqui com o Paiva Netto e passeamos pelo Templo. Quando chegamos lá fora, eu falei para ele: ‘Ô Paiva, aqui é o Templo da Paz’; e ele, imediatamente, mandou cunhar na entrada da LBV: ‘Templo da Paz’, porque aqui realmente se encontra a Paz, o Ecumenismo, todas as religiões se professam, a fé é cada vez maior, não há quem não se sinta bem dentro do Templo da Legião da Boa Vontade”, disse. José Gonçalo no Templo da Boa Vontade, que não por acaso é uma das Sete Maravilhas da capital da República. Tenho a honra de ser o autor do projeto, transformado em lei, que criou o Dia do Ecumenismo, que tem como data a inauguração do TBV [21/10/1989], por tudo o que
  • 65. Amazônia em foco amazônico Divulgação Ecumenismo Daniel Borges Nava Daniel Borges Nava* E ntender a grandeza da Amazônia é privilégio de poucos. Esse imenso continente verde, que compreende 33% das florestas tropicais ainda existentes no mundo e 12% do total da água doce da superfície do Planeta, tem um papel fundamental na sustentabilidade humana, um dos grandes desafios do século 21. Poucos contribuíram tanto para a interpretação desse universo quanto o estudioso Samuel Isaac Benchimol (1923-2002), natural de Manaus/AM. Sua produção intelectual soma mais de 100 artigos e diversos livros publicados sobre o assunto, com uma vida dedicada à defesa do território amazônico. Num olhar crítico sobre a precariedade dos serviços de saneamento básico, energia elétrica, Educação e saúde oferecidos aos povos da floresta, descreveu os contrastes de uma realidade denominada por ele de “Zênite ecológico e nadir econômico-social” — uma imensa riqueza ambiental e cultural distante da cidadania desejada. Semeador dos princípios da sustentabilidade, Samuel Benchimol propôs a construção de uma realidade soberana da Amazônia, balizada no desenvolvimento que deveria ser estabelecido de forma “economicamente viável, ecologicamente adequada, politicamente equilibrada e socialmente justa”. Durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, também conhecida como ECO-92, realizada no Rio de Janeiro/RJ, o estudioso defendeu a “Planetarização da Amazônia” — um pacto mundial de Solidariedade, em que haveria o pagamento de um imposto internacional ambiental — em contraposição ao processo político de sua internacionalização. Todo o tempo, Benchimol acreditou na unidade para a preservação ambiental e, consequentemente, a busca comum pela sobrevivência na Terra. Tal exemplo de convicção ecumênica relativa à Amazônia deve ser perseguido por todos interessados em conhecer e estudar esse espaço ímpar de dimensões e riquezas naturais. É preciso que nos tornemos amazônidas, brasileiros identificados com a região. Diante da conscientização ambiental global, urge a capacidade de se ampliar o significado de amazônida aos cidadãos que, pelo amor e pelo respeito à região, adotem-na no sentido integral do pertencimento, de uma identidade amazônica comprometida com a sobrevivência da natureza humana a partir do respeito ao meio ambiente. * Daniel Borges Nava — É bacharel em Geologia e mestre em Ciências Ambientais e Desenvolvimento da Amazônia. Professor da Faculdade La Salle Manaus e secretário-executivo de Geodiversidade e Recursos Hídricos do Governo do Amazonas. Photos.com Arquivo pessoal especial para a BOA VONTADE BOA VONTADE | 67
  • 66. Acontece na Bahia Bahia homenageia Jesus, o Senhor do Bonfim. P Nizete Souza elo 18º ano consecutivo, a Legião da Boa Vontade (LBV) participa da festa religiosa mais popular da Bahia, a lavagem das escadarias do Senhor do Bonfim. O evento, realizado há 264 anos e que ocorre sempre na segunda quintafeira do mês de janeiro, reuniu mais de um milhão de pessoas, incluindo estrangeiros, que caminharam por 8 quilômetros rumo ao adro da Colina Sagrada para agradecer e pedir bênçãos para o novo ano. A majestosa estampa de Jesus, o Cristo Ecumênico, levada 68 | BOA VONTADE Nizete Souza pela LBV, é presente do dirigente da Instituição, José de Paiva Netto, filho e neto de baianos, ao povo da Terra do Axé, e já se tornou um símbolo marcante dos festejos. Para o deputado federal Antonio Carlos Magalhães Neto (que participou do evento ao lado pai, o senador ACM Júnior, presidente da Rede Bahia), “a lavagem das escadarias do Bonfim é uma festa de tradições muito importante para a religiosidade da Bahia”. A respeito da presença da Legião da Boa Von­ade, o parlamentar afirmou: t “A LBV tem um trabalho social absolutamente imprescindível em todo o País. Um trabalho sério baseado em princípios que são muito importantes para a nossa sociedade e para o nosso povo. E é com justa razão que a LBV tem o apoio de todos nós”. Igualmente prestigiando a marcante data do calendário baiano, o senador César Borges manifestou: “Eu não falto a esta caminhada para homenagear o Senhor do Bonfim, que nos protege,
  • 67. Acima, vista aérea da Baía de Todos os Santos tomada pela multidão. À esquerda, duas marcas de tradição da festa religiosa: as baianas e a bandeira da LBV. Da esq. à dir.: Valdenir Ferreira, da LBV; Antonio Carlos Magalhães Neto, deputado federal; e o senador ACM Júnior. uma Instituição que está presente nas grandes manifestações populares da nossa terra. A LBV é atuante em benefício do povo baiano”. Personagens tradicionais no cortejo, as baianas e os Filhos de Gandhi passam para as futuras gerações a importância do evento para manter viva a sua cultura. “Quando a gente vê aqui esta homenagem a Jesus Cristo, o glorioso Senhor do Bonfim, a gente se emociona, busca o fortalecimento, a Fé, a gratidão, a caridade e a paz para o Brasil. Nós temos de nos curvar a Jesus e pedir por Paz, como a LBV, que eu acompanho. Ela é uma casa caridosa que ampara os desvalidos. Eu vejo a LBV e fico muito emocionada. Até choro”, confessa Maria de Lurdes Laranjeira da Silva, baiana que participa da cerimônia há 49 anos. Ni ze te So uz a Clayton Ferreira protege a Bahia e o Brasil. O povo está com Fé nas ruas, homena­ geando o seu grande padroeiCésar Borges ro. (...) A LBV tem um trabalho imenso com a nossa comunidade mais carente, com a população de um modo geral. Ela está presente aqui, como não poderia deixar de ser. É Cristiani Ranolfi Nizete S ouza Cristiani Ranolfi BOA VONTADE | 69
  • 68. Abrindo o Coração Luiz Caldas O erudito A pós 25 anos de sua primeira gravação e com quase quatro décadas de carreira, o baiano Luiz César Pereira Caldas orgulha-se de ser o pai do axé. Apresenta-se em público desde os 7 anos. “Antes já cantava em casa, brincava de cantar”, relembra. Confunde-se muito o local de nascimento do cantor, acreditando ser Vitória da Conquista, para onde se mudou ainda pequeno, mas a história dele começa mesmo em 19 de janeiro de 1963, na cidade de Feira de Santana (a 107 quilômetros de Salvador), a “Princesa do Sertão”, no dizer de Rui Barbosa. Embora seja multi-instrumentista, o artista não se considera satisfeito e busca conhecer outros tipos de som, diferentes dos convencionais. “O universo instrumental é muito vasto; existem aparelhos que nem sonhamos conhecer, como em algumas tribos que têm instrumentos de formas primitivas e deles tiram sons belíssimos, ricos”, afirma ele. O artista prometeu para este ano um trabalho diferente de tudo o que já produziu até hoje: um álbum de rock, bastante influenciado por bandas de heavy metal. Em sua casa, em Salvador, Luiz Caldas recebeu a reportagem da BOA VONTADE para uma entrevista. Nela, o cantor conta como foi subir pela primeira vez em um trio elétrico e fala da relação com o sucesso e dos gostos musicais, influenciados fortemente, para a surpresa de muitos, pelo estilo erudito. pai do axé Dono de respeitável conhecimento musical, Luiz Caldas diz por que o ritmo baiano completa 25 anos de sucesso César Rasec Leilla Tonin 70 | BOA VONTADE BOA VONTADE — Você começou a cantar bem cedo... Luiz Caldas — Minha mãe con-
  • 69. ta que aos 4 anos eu já despertava a atenção porque não usava brinquedos normais como carrinho, bolinha de gude, essas coisas de menino daquela época. Pegava um pedacinho de madeira e ele logo virava uma guitarra. Os meus brinquedos eram direcionados para a música, e comecei a ouvir meus irmãos mais velhos que cantavam em bailes. Com 7 anos, cantei pela primeira vez uma música chamada Aquarius Sete, em Vitória da Conquista/BA. O Jorge Matos, meu padrinho musical, levou minha mãe junto por causa do Juizado de Menores, ela segurou minha mão e cantei. A parte inicial saiu totalmente trêmula; aquela era uma sensação nova. Do meio da música em diante senti que aquilo seria a minha vida. BV — Por sinal, a sua família é de músicos? Luiz Caldas — Minha mãe nunca trabalhou com música, mas não fazia nada se não estivesse cantarolando, ouvia e repetia tudo. Com 8 ou 9 anos, eu já tinha um repertório maravilhoso. Antigamente, as músicas eram mais difíceis que as de hoje, tinham mais qualidade. Como não tinha um professor teórico, minha mãe servia de termômetro. Isso me despertou e, com 10 anos, não morava mais em casa, morava independente, em sede de grupos. Foi quando desenvolvi o gosto de tocar vários instrumentos, porque era só eu, Deus e eles do lado. BV — O que costumava ouvir? Luiz Caldas — Escutava o que chegava aos ouvidos, não tive preconceito. Nunca da minha boca saiu algo como: “Essa música é feia”, mas pensava: “Ela é diferente, porque há gosto para tudo”. Posso ouvir música de duas formas: como uma pessoa normal ou como alguém que vai ouvi-la com todos os instrumentos, de maneira mais aguçada. Existe a música que é feita com boa intenção e a que se faz com má intenção, isso sim. Hoje, gosto mais do erudito, por ser completo. Admiro Mozart e Bach. Tenho até um disco belíssimo de Altamiro Carrilho, no qual ele apresenta clássicos em choro. BV — Você também interpreta choro? Luiz Caldas — Sim. Tenho um disco de violão com chorinho e a canção Choro para Marco Aurélio, que compus em homenagem a um dos meus mestres, que começou a tocar violão um pouco antes de mim; ele interpreta divinamente bem e compõe. BV — Embora seja multi-instrumentista, há instrumentos que você não toca e outros que quer conhecer... as César R ec “O axé é um adolescente no meio dos estilos musicais. A Bossa Nova fez 50 anos, o axé, 25. Isso é legal para um estilo de música que diziam que ia morrer. Eu, como pai dele, estou muito feliz.” Luiz Caldas — Há vários. O universo instrumental é muito vasto; existem aparelhos que nem sonhamos conhecer, como em algumas tribos que têm instrumentos de formas primitivas e deles tiram sons belíssimos, ricos. Existem alguns convencionais que não toco, como o violino. Apesar de sua afinação ser a mesma do bandolim, não consigo. Tenho gastura do atrito do arco com a corda, e isso me dificulta. É o mesmo de uma pessoa que não aguenta a unha no giz ou no quadro-negro, para mim a sensação é irritante. Até aprender a tocar legal, vai parecer um gato miando (risos). Também nunca me preocupei com instrumentos de sopro, mas tenho facilidade em aprender. BV — Na sua opinião, a música é uma ferramenta para educar e aproximar as pessoas? Luiz Caldas — Ela nos sensibiliza demais. Muita gente fala do cinema mudo, não havia falas, mas existia música. Charles Chaplin foi um dos grandes compositores. A força da música é fantástica, é uma linguagem universal. Uma Em 2002, o encontro de Luiz Caldas e Gilberto Gil no trio elétrico.
  • 70. Abrindo o Coração Jacinto Souza num caldeirão fervendo, é muito legal. (...) Quando subi no trio, disse que nunca mais ia descer, porque toquei o que queria. (...) Tive de ralar muito, fiz um disco, viajei para o Rio de Janeiro e São Paulo para tentar alguma coisa; todo mundo bateu a porta, fechou, levei não, não e não! Aí, disse que voltaria e faria sucesso na minha terra, e eles viriam a música, me buscar. Batalhei para do com “Sou casa que isso acontecesse. A Legião da Boa Vontade, que há 18 anos participa a, não o ro a músic da tradicional Lavagem das Escadarias do Senhor De dia era operário, e à ado do Bonfim, confraterniza com o cantor, em 1995. Ao cesso.” noite, artista. Era pobre, su fundo, a majestosa estampa de Jesus, homenagem do não tinha dinheiro. Não diretor-presidente da LBV ao povo baiano. que agora seja rico, vivo bem. É cena, como no filme Tubarão, que ou o samba. O axé é música para que antes não possuía praticamenprecisava dar aquela sensação de dançar, essa é a melhor definição. te nada, a não ser a família. De lá suspense. (...) Sem a música, ia No entanto, isso de forma nenhuma para cá criei muitas coisas que até parecer que vinha uma sardinha enfraquece ou tira a nobreza do mo- hoje as pessoas cantam e dançam, nadando (risos). Daí procuraram vimento, do estilo. Afinal de contas, como, por exemplo, O que é que um compositor. (...) A partitura de são muitos anos vendendo bem, essa nega quer, Haja amor, Ajayô uma canção minha, de Caetano, formando profissionais, mesmo e Tieta. Gerônimo ou Tom Jobim, aqui com a qualidade musical deixando no Brasil ou em qualquer país, tem a desejar, se comparada à de muitos BV — Como você administra o a mesma linguagem, as pessoas se outros artistas, músicos e poetas. Po- sucesso? entendem pela santa música. deríamos vender uma música meLuiz Caldas — Para mim, é lhor, com certeza, mas essa é para como se nunca tivesse rolado nada. BV — Certa vez você disse que a dançar. O axé é um adolescente no Sou casado com a música, adoro a música axé é a mistura de vários meio dos estilos musicais. A Bossa música, não o sucesso. Continuo ritmos baianos. Como explicar Nova fez 50 anos, o axé, 25. Isso é trabalhando até hoje, fazendo isso? legal para um estilo de música que shows, mas com menos frequênLuiz Caldas — O axé não pode diziam que ia morrer. Eu, como pai cia: não sou ganancioso, tenho o ser visto como um gênero musical. dele, estou muito feliz. suficiente para viver honestamente Na realidade, é um grande caldeirão. e isso basta. O su­ es­ o não dura c s Se prestar atenção, cada grupo tem BV — Quando começou, na dé- para sempre, a felici­ ade pode d sua linguagem própria, uma for- cada de 1980, foi no trio elétrico durar muito. (...) Consi­ ero-me um d ma de tocar diferente. O ritmo do Tapajós… bom músico, sei que sou um cara Araketu não é o mesmo do Asa de Luiz Caldas — Sim, e foi uma que gosta de estudar, de compor. Águia, mas os dois tocam axé. Se mudança grande. Tocava em bailes Graças a Deus não me lembro de você faz uma música relativa à festa, no fim de semana para quase mil ter nenhum inimigo, fiz amizades. as pessoas fora daqui a tacham de pessoas e, de repente, subi no trio Esse é o meu jeito. Sou feliz porque axé music, o que é interessante. Não para 50 mil. É um choque térmico ganho a vida com o meu lazer, a é um estilo definido como o rock mesmo! Você sai meio frio e entra música. 72 | BOA VONTADE
  • 71. Cultura Samurais na arte brasileira A. C. Moretzsohn de Mello suas gravuras ganharam destaque numa mostra nos salões do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Carolina Dutra O ano de 2008 no Brasil teve um farto calendário de comemorações, entre as quais o centenário da imigração japonesa. Os nipônicos trouxeram-nos a força do seu trabalho e a sua cultura de sabedoria, tradições e mistérios orientais. No nosso meio artístico tem sido grande a influência: inicialmente, com os artistas nascidos no Japão e agora com seus descendentes. Em novembro de 1995, foi comemorado o centenário do Tratado de Amizade Brasil-Japão, firmado em Paris (França), que serviu de irmanação das duas pátrias. Naquela data, a Galeria de Arte do Templo da Boa Vontade (TBV) apresentou ao público brasiliense sete samurais ativos no nosso meio artístico, a saber: Manabu Mabe, Tikashi Fukushima, Kazuo Wakabayashi e Yutaka Toyota, nascidos no Japão, e os nisseis que formam a segunda geração de artistas brasileiros de origem japonesa: Yugo Mabe, Kenji Fukuda e Takashi Fukushima. Esses samurais são guerreiros que lutam para desenvolver a nossa arte e divulgá-la no exterior, conquistando prêmios em mostras e bienais internacionais. Brasília apresentou, em 1987, uma exposição da pintora e gravadora japonesa Tomie Ohtake no saudoso “Espaço Capital”. Em abril de 1999 Médico e colecionador de arte Noventa anos de Shinoda Quem visitar o Templo da Boa Von­ ade poderá encontrar t um senhor humilde, tímido e de poucas palavras que, no seu ateliê, ministra aulas e pinta. Trata-se de Umazo Shinoda, o samurai brasiliense que merece nossas homenagens, pois completou 90 anos de idade no dia 1o de janeiro. Shinoda nasceu no Japão, em Hokkaido. Em Hakodate, iniciou seus estudos de pintura com Miematsu Tanabe. Aos 15 anos já era premiado pela prefeitura dessa cidade japonesa e no mesmo ano de 1933 conquistou o 1o lugar no “Salão de Letras Artísticas”. No ano seguinte, veio com a família para o Brasil para se dedicar à agricultura; em São Paulo, exerceu atividades comerciais e, nas horas vagas, praticava a pintura. Na comemoração dos Umazo Shinoda 50 anos da imigração japonesa, foi premiado em concurso de pintura. Também em 1958, mudou-se para Brasília e de suas lides no campo buscou inspiração para a pintura centrada na temática da natureza-morta, retratando as coisas da terra, os frutos, as verduras e legumes, mantendo o viço da lavoura, o que justifica o carinhoso título de Pintor da Natureza. Obrigado, Japão! Obrigado, samurais da Arte! Obrigado, Shinoda! Abaixo, reprodução do histórico catálogo da famosa exposição que ocorreu na Galeria de Arte do TBV: “Os Sete Samurais da Arte Brasileira”.
  • 72. Cultura Referências do Centro-Oeste Goiânia usina de criatividade Vladimir Spinoza Divulgação especial para a BOA VONTADE O Vladimir Spinoza, jornalista e radialista. talento de brasileiros para as artes plásticas está espalhado por praticamente todas as cidades do Brasil, mas em nenhuma delas é especialmente marcante como em Goiâ­nia/ GO, uma das mais jovens capitais do País. Foi fundada em 24 de outubro de 1933 e passou ao patamar de capital de Estado em 1937, função antes exercida por Goiás (Goiás Velho). Calcula-se que, atualmente, perto de 50 artistas estão em atividade no município, muitos com reconhecimento nacional e internacional. Outro dado interessante reforça a percepção da vocação de Goiânia para as artes: uma pesquisa de opinião pública, que buscava apontar o morador mais popular, não mostrou nenhum cantor, atleta ou político, mas, sim, o pintor Siron Franco. 74 | BOA VONTADE Para entender esse fenômeno, é preciso recuar ao ano de 1950, quando chegou à cidade de Goiás frei Nazareno Giuseppe Confaloni. Lá, atuou como pároco e deixou saudades pelas qualidades de religioso e pintor. É dele a coleção Mistérios do Rosário — 15 afrescos que ornamentam a Igreja do Rosário. Em Goiânia, o frade pintou grandes murais, como Os Bandeirantes, na Estação Ferroviária, e os da Igreja São Judas Tadeu, nos quais é comum notar as pinceladas de influência expressionista e figurativa. Inquieto, frei Nazareno juntou-se ao arquiteto e escultor Gustav Ritter e ao professor Luiz Curado para criar, em 1952, a Escola Goiana de Belas Artes (EGBA), na qual estudou Maria Cabeças, de Gilvan Cabral. Guilhermina, primeira mulher da Região Centro-Oeste a participar da Bienal de Artes de São Paulo. A EGBA fechou as portas em 1972, mas a semente criativa e indomável das artes já havia brotado e se fortalecido na Escola de Artes Plásticas, criada pela Universidade Federal de Goiás. Concebida para ser a capital do Estado, Goiânia cresceu e se tornou metrópole regional. Esse movimento urbano fez com que a poética regionalista marcada pela linguagem sertaneja, típica das cidades interioranas, perdesse força e influência. A vida moderna de seus quase 1,3 milhão de habitantes — agitada em tempos de trânsito caótico, ambiente de consumo globalizado e um
  • 73. Sem Nome, de Sandro Gomide. sem-número de informações que chegam pela mídia — apresentou um cabedal de novas referências visuais e um comportamento citadino que deslocara a cultura rural para algo como bagagem e referência antropológica. Assim como a própria essência da arte, a pluralidade campeia a mente dos artistas goianienses quando se trata de buscar uma explicação para o maná criativo destinado à cidade. Telma Alves, que iniciou a obra artística na maturidade, apresenta um trabalho que transita entre a abstração e a sugestão da figura. Para Telma, uma espiritualista convicta, “existe uma ligação transcendental entre um plano superior divino e um ponto geográfico no Centro-Oeste brasileiro que permite uma maior expansão da criatividade artística”. Outro exemplo dessa fecunda veia goianiense é Marcelo Solá. Ele aprendeu a transgredir os limites do desenho com sólidas pesquisas Autorretrato, de Telma Alves. e traços de subjetividade, guiados por influências da poesia de Clarice Lispector e da arquitetura. Circunstâncias temporais e elementos de calma urbana, além de custos acessíveis, são argumentos que Marcelo cita para a efervescência da cena artística da cidade. O escultor Gilvan Cabral pesquisa uma variedade de materiais, desde resina e palha até metais e madeira, a exemplo do pau-brasil, matéria-prima usada para compor as cabeças negras e morenas, trabalho bastante conhecido do artista. Ele aposta que “a interiorização da arte é um caminho natural, já que valores singulares estão no interior do País”. Cabral lembra, ainda, que o apoio da empresária e mecenas Célia Câmara foi fundamental para o desenvolvimento desse aspecto na região. “Nos anos de 1970, ela comprava obras do Siron, por exemplo, para que ele pudesse continuar trabalhando”, comenta. A experimentação de materiais, em busca de recursos expressivos, também faz parte da obra do jovem pintor Sandro Gomide, para quem “as sementes plantadas no ano de 1950 e a ascensão de artistas como Siron Franco e D. J. Oliveira, em 1970, produziram a energia criativa que circula na cidade”. Como encontrou terra fértil, a criatividade do artista de Goiânia não dá sinais de cansaço. Pelo contrário, multiplica-se por olhares que apontam para várias direções. Fotografia, vídeo, instalações, performances, desenho e pintura integram as linguagens exploradas. Longe de qualquer tipo de jactância, os artistas locais exibem orgulho sereno. De alguma maneira, sabem que a obra deles não precisa de apoio léxico para ser apreciada, porque carrega na essência a “simples complexidade” da terra onde vivem, proporcionando uma leitura capaz de envolver e de ser percebida em qualquer canto do mundo. BOA VONTADE | 75
  • 74. LBV é ação! Seis décadas de trabalho em favor do povo Com largo sorriso, Janaína Santiago de Brito, atendida pela LBV em Petrópolis/RJ, recebe cesta de alimentos. Ela e os dois filhos participam dos programas socioeducacionais da Obra. Solidariedade Vivian Ribeiro que transforma Natália Lombardi 200 5 200 6 7 200 eladas 462 ton eladas 440 ton eladas 410 ton eladas 370 ton a te ano, b ação no a d LBV, a de arreca . e s r e c o r d e a l i m e n to d 200 8
  • 75. Fotos: Arquivo BV Teresina/PI Heráclito Fortes, senador Fotos: Leontina Maciel Em Teresina/PI, o Coral Ecumênico Infantil LBV deu o tom da entrega dos alimentos, levando emoção a todos os presentes. Uma das personalidades que compareceram à solenidade, o ilustre senador Heráclito Fortes (foto ao lado) comentou a abrangência da Campanha do Natal Gilberto Amaral, Permanente: “A gente vê que o raio de jornalista ação da LBV atinge a população carente. Fico muito feliz e emocionado de poder participar desse trabalho. (...) Como presidente da CPI que apura a irregularidade das ONGs, quero dizer que o nosso objetivo é estimular instituições como a LBV e combater as que não prestam serviço ao povo brasileiro. (...) Essa organização é modelo para o Brasil. Sigam o exemplo da LBV e procurem mudar os caminhos da desavença no mundo através, principalmente, da integração da criança ao nosso meio e da preparação dela para o futuro”. O colunista do Jornal de Brasília Gilberto Amaral também registrou a satisfação de estar na LBV: “Paiva Netto faz um trabalho magnífico em todo o Brasil, não só no Piauí, mas também de leste a oeste, de norte a sul, levando ajuda àqueles que necessitam”. ial ço soc entos Balan tendim 7.487.02 6 6.181.59 5.717.55 6 4.188.94 8 3.503.90 4 o de a s pela o númer xpressiv ionais realizado E cac socioedu Boa Vontade da Legião s 5 anos: o nos últim 3** * 7 200 8 ela itado p 6 200 ral aud iciativa nço ge 5 in bala por 200 m seu entes), ito antes de 4 200 ntade te os independ u Boa Vo rn LBV, m s exte ião da nte da * A Leg uer (auditore iretor-preside sse em vigor. He tra ,d Walter e Paiva Netto sa medida en d es de José ão exigir que ç a legisla efícios s e ben imento d ** Aten 200 Teresina/PI Teresina/PI BOA VONTADE | 77
  • 76. Paulo Araújo LBV é ação! José Gonçalo Anápolis/GO Arquivo BV Brasília/DF Arquivo BV Florianópolis/SC Anne Karennine Arquivo BV Cuiabá/MT João Preda Natal/RN Luciana Martins Cabo Frio/RJ Belford Roxo/RJ João Pessoa/PB Vivian Ribeiro Vivian Ribeiro Maringá/PR São José do Rio Preto/SP “Eu só tenho a agradecer, porque a LBV já me ajudou muito; é um porto seguro para quem necessita! Ela sempre está pronta para atender, seja para alimentar, orientar e, até mesmo, para ouvir a gente. Tenho cinco crianças e meu Natal será maravilhoso!” Rosiléia Souza Mendes | BOA VONTADE Piracicaba/SP Campo Grande/MS Izabela Lobianco 78 Campinas/SP Eduardo Siqueira Campina Grande/PB Analice Barcelá Franca/SP Atendida pela LBV em Belo Horizonte/MG
  • 77. (continua na p. 81) Vinicius Ramão Vinicius Ramão A caminho de completar 60 anos de trabalho, por um Brasil melhor e por uma Humanidade mais feliz, em 1º de janeiro de 2010, a Legião da Boa Von­ ade (LBV), uma t das maiores organizações da sociedade civil no mundo, mostra energia renovada para continuar amparando famílias de todos os cantos do País que vivem em situação de vulnerabilidade social. Os programas socioeducacionais da Instituição crescem, a cada ano, em número de atendimentos e com qualidade, ajudando pessoas a reconstruírem suas vidas, preparando-as para o mercado de trabalho e devolvendo-lhes a autoestima. Em comunidades de baixa renda nas cinco regiões brasileiras, novos quadros são pintados para crianças e jovens. Mães que antes não possuíam uma atividade que gerasse renda por não terem Curitiba/PR também foi palco de emocionante entrega de cestas de mantimentos da campanha. O senador Alvaro Dias fez questão de comparecer ao evento, realizado em 19 de dezembro, e comentou: “A Solidariedade Humana é essencial para que as pessoas se tornem criaturas felizes. Não só aquelas que recebem ajuda da Solidariedade Humana, da caridade alheia, mas também as que abrem seu coração e oferecem um pouco de si para fazer os outros mais felizes. Creio que é a grande lição que a LBV nos dá nesses seus 59 anos. Essa capacidade de mobilizar pela fé, pela crença no futuro, preparando o amanhã para as nossas crianças. A LBV oferece esse trabalho de caridade, de formação, de Educação, de proteção às nossas crianças, e nos ensina que é possível ajudar a fazer com que o mundo se torne melhor”. Vinicius Ramão Simonia Mendes A presidente do Conselho Municipal de Assistência Social de Patos de Minas/MG, Joana D’arc Soares (D), vestiu a camisa da LBV e ajudou na distribuição das cestas de mantimentos. Curitiba/PR
  • 78. Diogo Franco Giseli Simon Xande Freitas LBV é ação! Vivian Ribeiro Recife/PE Florianópolis/SC Paulo Araújo Marcello Lima Rio de Janeiro/RJ Verônica Alexandre Joinville/SC Maceió/AL Eduardo Siqueira Maringá/PR Arquivo BV Ribeirão Preto/SP Armando Babaioff, ator “(...) A gente vê que as pessoas realmente necessitam não só de alimento, mas também de carinho e atenção. Parabéns à LBV e às pessoas que a ajudam. Para os que ainda não conhecem, que venham conhecer esse trabalho digno, sério, vejam a alegria das pessoas recebendo esta cesta e se tornem colaboradores. É fascinante!” Vivian Ribeiro Ivanice Gonçalves Francieli da Silva Leme/SP São Luís/MA Uberaba/MG Foz do Iguaçu/PR
  • 79. Elias Paulo Liliane Cardoso Liliane Cardoso Liliane Cardoso Em Porto Alegre/RS, o senador Paulo Paim (no centro da foto ao lado) participou da entrega das cestas em uma bela festa que reuniu colaboradores, autoridades, artistas e personalidades em nome dessa causa solidária, em 22 de dezembro. Para o parlamentar, foi “uma alegria enorme ver este gesto grandioso da LBV de amor e de carinho ao próximo, na linha Porto Alegre/RS do que sempre fez e orientou o nosso grande Mestre Jesus”. E Paim acrescenta: “Vemos que o nosso povo aqui é simples e está na expectativa de receber a cesta que vai permitir uma refeição melhor neste fim de ano (...). Que a Legião da Boa Vontade seja eterna, porque os homens passam, mas o ideal fica. A ideia liderada por Paiva Netto é imortal. Ela completa mais um ano, mas completará outras centenas e centenas de anos pelo bem da Humanidade. Sou um homem privilegiado, pois sou amigo do projeto da LBV”. Porto Alegre/RS dessa iniciativa em diversas cidades de norte a sul do País. Luís de Paiva onde deixar os filhos, agora, podem fazê-lo. “A fama do bom atendimento da LBV é grande! A vida do meu filho mudou muito. Hoje, ele não está mais na rua e eu posso trabalhar sossegada”, conta Laís Lídia de Oliveira Kok, de Piracicaba/SP, uma entre os milhares de beneficiados pela Obra. O exemplo da família de Laís retrata fielmente o que a Instituição faz por tantas outras que, além de participar dos diversos programas socioeducacionais e profissionalizantes, receberam, durante o mês de dezembro, a cesta de alimentos não-perecíveis da Campanha Natal Permanente da LBV — Jesus, o Pão Nosso de cada dia!, que coroou um ano repleto de vitórias. Com mais essa iniciativa, a LBV visa estimular as pessoas a continuar na busca da autonomia social e financeira. A campanha arrecadou 462 toneladas de mantimentos, graças ao apoio solidário de centenas de artistas e personalidades da mídia e de tantos voluntários que arregaçaram as mangas em prol de um Natal sem fome e feliz. “Qualquer colaboração para o benefício da Humanidade é bem-vinda. Esse é o meu lema; me sinto gratificado em ajudar o Ser Humano, porque estou espiritualmente livre”, diz Hilton Martins da Silva, do Rio de Janeiro/RJ. Acompanhe, a seguir, os destaques Uberlândia/MG Norte e Nordeste Em Belém/PA, Raimunda Gaia Cardoso diz que a ação que a beneficia é de vital importância, porque “tem gente que não tem nada para colocar na mesa e aqui recebo muita ajuda. A LBV é uma verdadeira mãe que acolhe a gente quando (continua na p. 83) BOA VONTADE | 81
  • 80. Adriane Mafra Belém/PA Luzia Ribeiro Araxá/MG João Preda Rio de Janeiro/RJ Leontina Maciel Osvaldo Pereira dos Santos Ponta Grossa/PR André Fernandes Mogi das Cruzes/SP Manaus/AM Eliane Marcela Luís Caroli O senador amazonense João Pedro, em 23 de dezembro, prestigiou o Natal Permanente da LBV em Manaus/AM. A abertura da solenidade ficou a cargo das crianças atendidas no local ao longo do ano, as quais interpretaram a prece do Pai-Nosso, musicada. “É com alegria que participo desta solenidade, deste gesto da LBV, de solidariedade, que traduz o respeito muito grande dessas pessoas. Quero prestar minha reverência a esta grande liderança que é Paiva Netto. Trabalho humanístico feito em todo o País. Na condição de senador, fico mais tempo em Brasília. (...) Tive a oportunidade de conhecer a LBV de lá. É um espaço bonito porque tem humanismo, não tem preconceito, trabalha com todos”, declarou. Adriane Mafra LBV é ação! O sargento do Exército Wilson, de São José do Rio Preto/SP, entrega cestas na cidade. Andréia Maria Mãe de aluna da Escola da LBV no Rio de Janeiro/RJ. 82 | BOA VONTADE Ipatinga/MG Tatiane de Oliveira Aracaju/SE São José dos Campos/SP Belo Horizonte/MG Joana Portes “A LBV gerou mais Fé no meu coração. Não tenho palavras para dizer quanto sou grata. Que continuem olhando para nós.” Álida Santos Tatiane de Oliveira Goiânia/GO
  • 81. Arquivo BV Vivian Ribeiro Vivian Ribeiro São Sebastião do Paraíso/MG Salvador/BA Vivian Ribeiro Márcia Cristina Lopes Souza Mãe de atendido no Programa Segundo Tempo, parceria da LBV com o Ministério dos Esportes, em Araçatuba/SP. Maricá/RJ São Paulo/SP Araçatuba/SP Joana Portes Nizete Souza “Esta cesta vai nos ajudar muito, graças a Deus. (...) Acredito que o programa da LBV foi a melhor coisa que aconteceu na cidade.” Elizandra Kardek (continua na p. 85) Volta Redonda/RJ Nova Friburgo/RJ Elias Paulo precisamos; nós somos filhos da LBV”. No Nordeste, todos os nove Estados foram beneficiados com essa ajuda especial. Em São Luís, no Maranhão, a família de José Ribamar Martins, de 65 anos, recebe o amparo da LBV. No dia da entrega, Ribamar não conteve a alegria. Emocionado, disse estar “muito feliz” em fazer parte da família Legião da Boa Von­ade. t “Que Deus abençoe, cada vez mais, a LBV”. A capital baiana recebeu o reforço de Adaílton, zagueiro do Santos Futebol Clube. Natural de Salvador, ele participou da entrega de alimentos na cidade. Para Cilene Santos de Santana, a cesta ajudou “a família a ter um Natal mais digno e feliz”. “A LBV representa tudo em minha vida”, contou a pernambucana Odete Lima, que relembrou: “Passei por momentos difíceis antes de vir ao Recife. Foi quando conheci a Legião da Boa Vontade; tive total apoio e tudo melhorou na minha vida e de meus familiares. A LBV tem me ajudado muito e agradeço ao Paiva Netto. Deus abençoe a todos”. Do lado de quem colabora, a alegria também de poder ajudar e de tornar tudo isso realidade encon­ra-se no exemplo de Mat ria Luiza da Conceição Carvalho, de Maceió/AL: “Há muitos anos colaboro com a LBV e peço a Deus que abençoe a todos que fazem parte dela. Minha mensagem é que a LBV cresça mais e mais e que nunca falte Boa Vontade a ninguém”.
  • 82. LBV é ação! Paraguai A banda Forrozão participa da distribuição de alimentos às famílias atendidas pela LBV no interior de Minas Gerais. À esquerda, os integrantes Eloá e Eder, e à direita, Franklin e Sara. Uruguai Em Santos, a judoca Danielle Zangrando (E) e o goleiro Felipe (D) também estiveram presentes na entrega de cestas de alimentos às famílias atendidas pela Instituição Santos/SP Cascavel/PR Cabo Frio/RJ Vivian Ribeiro João Preda Patos de Minas/MG João Pessoa/PB Bolívia Francieli da Silva Simonia Mendes Glorinha/RS Arquivo BV São Gonçalo/RJ Liliane Cardoso Vivian Ribeiro Rio de Janeiro/RJ A LBV de outros países também entregou cestas de alimentos às famílias de baixa renda atendidas ao longo do ano. Em Portugal, as cidades do Porto, Lisboa e Coimbra foram contempladas. Nesta última, os principais veículos de comunicação fizeram a cobertura da Campanha, entre eles a RTP (Rádio Televisão Portuguesa) e os jornais Diário de Notícias e Campeão das Províncias. Na América do Sul a entrega foi realizada nas cidades de La Quiaca (Argentina), El Alto ( Bolívia), Assunção, San Antonio, Fernando de la Mora, Lambaré e Cidade do Leste (Paraguai). Do Uruguai, a voluntária Tatiana Frasco, integrante do grupo Movimiento Scout, na capital Montevidéu, comenta: “É uma experiência muito positiva. Gosto de l ajudar uma Instituição que colabora com Portuga o desenvolvimento dos Oito Objetivos do Milênio”. “Que Jesus abençoe a LBV por esta ajuda”, agradece o uruguaio Jorge Antonio Bernal, atendido pela Instituição. Teresa Afonso André Fernandes Internacional Inhumas/GO
  • 83. Nizete Souza Nizete Souza Sudeste Niterói/RJ “Tenho quatro filhos. Três já participam do Programa LBV — Criança: Futuro no Presente! Houve uma melhora grande no comportamento deles; estão mais carinhosos e atenciosos na escola. Tenho a LBV como minha família. O trabalho dela é muito importante e nunca pode acabar. (...) Esta cesta veio em boa hora.” André Fernandes renço de Moura diz que “é uma Na região mais populosa do bênção” poder confiar os filhos País, foram registrados momen- à Instituição. “A Legião da Boa tos de muita emoção: mais de Vontade foi a melhor coisa que 35 municípios contemplados surgiu em minha vida. Sou muito nos Estados de São Paulo, Rio grata.” No mesmo programa, são de Janeiro, Minas Gerais e Es- atendidos três dos quatro filhos pírito Santo tiveram um Natal da dona de casa Elza Ângelo de melhor. Oliveira, de Cachoeiro de ItapeA atriz Desirée Oliveira, mirim/ES. Para ela, a cesta veio presente na iniciativa em boa hora também: da Instituição na capital “Tenho a LBV como mifluminense destacou: “É nha família. O trabalho emocionante ver no rostidela é muito importante e nho das pessoas a alegria nunca pode acabar”. em receber esta cesta. É Desirée Oliveira Com o projeto de um maravilhoso! É gratifinovo futuro e a esperança cante poder ajudar o próximo. renovada, Andréia Maria, mãe Em agradecimento à primeira de Maria Clara Andrade, 4 vez que fui à LBV e as crianças anos, fala sobre a alegria de ter cantaram para mim, senti uma a filha na Escola da LBV no Rio vontade de retribuir. Continuem de Janeiro/RJ. Ela encontrou o ajudando este trabalho maravi- local em uma época atribulada da lhoso!” vida. “Foi realmente uma Luz de Aliás, feliz é poder contar com Deus”, diz comovida. “Quando a a ação da Entidade no restante deixo na escola, fico segura. (...) do ano. Mãe de duas crianças Isso, para mim, é felicidade. O atendidas no Programa LBV — tratamento que recebe a faz ser Criança: Futuro no Presente!, em diferente; eles cuidam, amam e Bauru/SP, Regiane Crislei Lou- a ensinam a amar a Deus sobre Vivian Ribeiro Entre os artistas que conferiram de perto o coroamento da campanha do Natal da LBV, em Salvador/BA, estavam as cantoras Nara Costa (E) e Andréa Costalima (D). “Estou muito feliz em participar. Vi a estrutura, o funcionamento. É maravilhoso. A gente tem de começar pela base, pela educação, transformando a mentalidade dessas crianças, que futuramente serão adultos e a nossa esperança. (...) Estou encantada”, disse Andréia. Elza Ângelo de Oliveira Liliane Cardoso Beneficiada pela ação da LBV em Cachoeiro de Itapemirim/ES. Bauru/SP
  • 84. LBV é ação! todas as coisas. A LBV gerou mais Fé no meu coração.” Anápolis/GO Cachoeiro de Itapemirim/ES Kayline Anselmo Giseli Simon Americana/SP Elisângela Spnola Arquivo BV Elizandra Kardek Salvador/BA João Preda Nizete Souza Centro-Oeste Campina Grande/PB “Sou um voluntário porque confio na LBV!” Ricardo Carvalho A força voluntária impulsionou o Natal sem fome no Centro-Oeste. Como em Paranaíba, interior do Mato Grosso do Sul, onde essa mobilização tornou possível uma mesa farta para muitas pessoas. Para a vice-prefeita da cidade, Dininha Gasperini, “esse é um compromisso muito importante. O que a LBV faz é de suma importância”. Em Goiânia/GO, a entrega das cestas foi acompanhada de perto pelo secretário municipal de Assistência Social, Walter Silva, que ressaltou: “A Legião da Boa Vontade tem um trabalho incansável, significativo e marcante em todo o País. (...) A LBV já marcou o coração dos brasileiros, e é motivo de alegria muito grande para a Secretaria ter parceria com vocês”. Colaborador da LBV em Campinas/SP Joinville/SC Arquivo BV Vitória/ES Ajude as obr as da LBV! Banco do Bra Agência: 3344 sil -8 • Conta: 20 5.010- Banco Bra desco Agência: 0292 -5 • Conta: 92 .830-5 Luis Caroli Banco Itaú Agência: 0237 Conta: 73.700 -2 86 Paranaíba/MS | BOA VONTADE Poços de Caldas/MG Outras inform ações pelo tel. (11) 3225 -4500 ou no site www.lbv. org.br. 2
  • 85. Responsabilidade Social Workshop pela revitalização do Centro do Rio de Janeiro Simone Barreto N a capital fluminense ocorreu uma série de palestras, mesas-redondas e debates sobre a Revitalização da região da Avenida Marechal Floriano e adjacências. O workshop realizou-se no mês de novembro e foi promovido pelo Instituto Light em parceria com o Polo Empresarial da Nova Rua Larga, a Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), o Metrô Rio, a Embratel e o Inepac (Instituto Estadual do Patrimônio Cultural), com produção do Instituto Cultural Cidade Viva (ICCV). O evento reuniu empresários, acadêmicos, produtores e diretores culturais, arquitetos, urbanistas, representantes de importantes órgãos como a Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro), a Fundação Rio-Águas, a Comlurb (Companhia Municipal de Limpeza Urbana), o Instituto de Segurança Pública e a Rioluz, além de comerciantes e representantes da região. No encontro foram discutidos os seguintes temas: a revitalização de bairros centrais, polos empresariais considerados modelo, segurança e iluminação Fotos: Vivian Ribeiro Acima, da esq. à dir.: Pedro Paulo Torres, da Super Rádio Brasil; Rosalva Figueiras, do Instituto Light; Eli Bensoussan Canetti; Milton San Román, presidente do Polo Empresarial Nova Rua Larga; e Vanessa Veras, representante da LBV no evento. Ao lado: empresários e representantes das empresas parceiras do Polo debatem melhorias para a região do Centro. pública, tratamento de água e esgoto, trânsito e transporte público, empreendedorismo e investimentos socioculturais, mercado imobiliário e patrimônio histórico e arquitetônico. No último dia, houve a participação de especialistas nas áreas de urbanismo, arquitetura e mercado imobiliário. A programação contemplou, ainda, a apresentação do Inventário Urbano da Região, por Manuel Sanches, fundador do Instituto Baía de Guanabara, e detalhes sobre o Programa de Ar- rendamento Residencial (PAR), por Maurício Carvalho, representante da Caixa Econômica Federal. Segundo o diretor-executivo do Instituto Light, Mozart Vitor Serra, as pessoas que trabalham no entorno da Rua Larga podem tornar-se alvo dos investimentos imobiliários na região. Os benefícios girariam em torno da melhoria de vida, o que despertaria, assim, o interesse de trabalhadores em residir no local. Para ele, o workshop implica a produção de um diagnóstico inteligente, com BOA VONTADE | 87
  • 86. Responsabilidade Social propostas concretas para todos os interessados no crescimento da região. A LBV e a Super Rádio Brasil, emissora da Super Rede Boa Vontade de Rádio (SRBV), localizadas na Av. Marechal Floriano, integram o Polo Empresarial Nova Rua Larga, cujo objetivo é discutir e ampliar a atuação de iniciativas públicas e privadas na recuperação do Centro carioca. Para Mozart Serra, o papel da mídia, representada pela SRBV, “tem sido fundamental na criação de novos interesses pela re­ vi­­ talização do Centro e pela questão ambiental. E tudo isso vai ao encontro do desejo de recuperação da região central do Rio de Janeiro”. Da mesma forma, ressaltou o presidente do Polo Empresarial da Nova Rua Larga, Milton San Román: “A presença da LBV e da Super Rádio Brasil é extremamente importante nos eventos do Polo, pois trabalham para a realização dos objetivos”. Parceria entre Coelba e LBV beneficia hospital de Salvador Cristiani Ranolfi A partir da esquerda, Júlio Salazar Martini Neto e Lucimar Sousa Rocha, gestor e gerente da Coelba, respectivamente; Mário Augusto Freitas, representante do Hospital Martagão Gesteira; e Valdenir Ferreira, da LBV. Fotos: Arquivo BV A partir da esquerda, Valdenir Ferreira, da LBV; Laís Fontenele, gestora da Coelba; Cristiani Ranolfi, da LBV; e Júlio Salazar Martini Neto, gestor da Coelba. As ações da parceria firmada entre a Companhia lidade social — dever de todos”, as boas práticas da iniciativa Energética da Bahia (Coelba) e a Legião da Boa Vontade privada. A matéria cita a Coelba e o trabalho social que a (LBV) produzem mais um bom reempresa desenvolve, incentivando, sultado. Representantes das duas discutin­ o e promovendo a preserd instituições assinaram, em 19 de vação ambiental em comunidades dezembro, em Salvador/BA, um dopobres da Bahia, por intermédio de um cumento que beneficiará o Hospital comitê de responsabilidade social. Martagão Gesteira, representado, Os recursos disponibilizados ao na oportunidade, por Mário Augusto Hospital Martagão Gesteira por essa Freitas. parceria contribuirão para reduzir Durante a solenidade, que ocoros gastos hospitalares com energia Da esquerda para a direita, Mário Augusto reu na sede da Coelba, os gestores elétrica. Hoje, a entidade atende, Freitas, representante do Hospital Martagão da companhia receberam a edição nº Gesteira; Valdenir Ferreira, representante da em média, 400 crianças que fazem tratamento contra o câncer, na ca223 da revista BOA VONTADE, que LBV no Nordeste; e Lucimar Sousa Rocha, pital baiana. destaca, na reportagem “Responsabi- gerente da Coelba. 88 | BOA VONTADE
  • 87. Responsabilidade Social CTBC: crescimento sustentável, Educação e meio ambiente Arquivo BV Carla Mônica A partir da esquerda, Fabiana de Araújo, Osvaldo Carrijo e Ana Paula Oliveira (1a, 2a e 4a), respectivamente, gerente de contas corporativas, diretor comercial e diretora regional da CTBC de Uberlândia, com Sidemar de Almeida, Claudio Chrisostimo, Antônio Fernandes e Gilson Reis, representantes da LBV. R epresentantes da Legião da Boa Vontade visitaram recentemente o escritório da Companhia de Telecomunicações do Brasil Central (CTBC), empresa do Grupo Algar, em Uberlân­ ia/MG. Lá tiveram a d oportunidade de conhecer um pouco das realizações da companhia, conhecida pelo comprometimento profissional de servir e integrar pessoas e negócios de forma sustentável. Na ocasião, foi apresentado à empresa o trabalho realizado pela LBV no Brasil e, em especial, no Triângulo Mineiro, com destaque para o Lar Alziro Zarur — unidade residencial direcionada para a Terceira Idade, onde a Instituição promove ações que propiciam aos idosos uma vida mais digna, saudável e participativa — e os Centros Comunitários e Educacionais da LBV que, ao lado de programas socioeducacionais, atendem pessoas e famílias em situação de vulnerabilidade ou risco social, o que contribui para que elas não só desenvolvam capacidades e valores, mas também exerçam a cidadania de maneira plena. Crescimento sustentável Pelo prisma da sustentabilidade, a CTBC investe no Ser Humano, colaborando para a melhoria da educação e da preservação ambiental nas regiões onde atua: com 54 anos de existência, está presente nos Estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal. A empresa destaca-se também na área social. Por intermédio do Instituto Algar de Responsabilidade Social, a CTBC apoia inicia- tivas de valorização à cultura e à Educação. A exemplo do compromisso da LBV com a Educação, a CTBC firma parcerias nessa área. Uma delas se dá com estabelecimentos públicos de ensino que empreendem atividades de formação continuada de educadores e de alunos, visando estimular a capacidade de entendimento e de interpretação de conteúdos ligados à educação ambiental, à cultura popular regional e ao resgate da memória local. Serviço Lar Alziro Zarur, da LBV Rua Padre Pio, 1.353 — Martins — Uberlândia/MG Visitação: segunda-feira a domingo, das 14 às 17 horas (funcionamento 24 horas). Centros Comunitários e Educacionais da LBV • Av. João Moreira Sales, 255 — Padre Arasol — Araxá/MG • Rua Getúlio Borges, 97 — Vila Garcia — Patos de Minas/MG • Rua Iguatama, 160 — Abadia — Uberaba/MG Visitação: segunda a sexta-feira, das 9 às 16 horas. Central de Relacionamento: 0800-310068 BOA VONTADE | 89
  • 88. Responsabilidade Social Executivos da Brasil Telecom visitam a LBV na capital paulista A partir da esquerda, os executivos da Brasil Telecom Wagner Aparecido de Almeida, Claudio Weimar Alonso e Paulo Rodolfo Araújo Albuquerque Mello são recebidos pelas crianças atendidas no conjunto educacional da LBV na capital paulista. Wagner Aparecido de Almeida, Claudio Weimar Alonso e Paulo Rodolfo Araújo Albuquerque Mello (1o, 3o e 6o a partir da esquerda), da Brasil Telecom, com Claudio Chrisostimo, Gizelle Tonin de Almeida, Sidemar de Almeida e Eugênio Natalino, representantes da LBV. a semente de um mundo melhor que florirá e frutificará em muita alegria para muitas famílias.Que Daniela Duarte O conjunto educacional da Legião da Boa Vontade — formado pela Supercreche Jesus e pelo Instituto de Educação José de Paiva Netto, situado em São Paulo/SP — recebeu, recentemente, a visita de Wagner Aparecido de Almeida, Claudio Weimar Alonso e Paulo Rodolfo Araújo Albuquerque Mello, respectivamente, gerente comercial de clientes especiais, executivo de contas nacional e diretor comercial da empresa Brasil Telecom. As boas-vindas a eles foram dadas pelo Coral Ecumênico Infantil LBV, composto de meninos e meninas que participam das ações socioeducacionais da Instituição. Os executivos percorreram as diversas dependências da escola, como as salas de aula, os pátios, a biblioteca, os laboratórios, as quadras poliesportivas, o ambulatório e os refeitórios, e conheceram todas as atividades realizadas no local. Sobre o que presenciou na oportunidade, Paulo Rodolfo registrou a seguinte mensagem no Livro de Visitas da escola: “À LBV, parabéns a todos os funcionários e voluntários pelo nobre trabalho de acolher crianças e prepará-las para o futuro. Esta é Diego Basso Regina do Nascimento Jesus continue abençoando a todos nesta Casa e parabéns pelo lindo trabalho!”. V I S I T E , A PA I XO N E - S E E A J U D E A L BV ! A v. R u d g e , 6 3 0 / 7 0 0 — B o m R e t i r o — S ã o P a u l o / S P — Te l . : ( 1 1 ) 3 2 2 5 - 4 5 0 0 90 | BOA VONTADE
  • 89. Responsabilidade Social Conheça seus direitos Rosângela Guedes Flávio Henrique Caetano de Paula, coordenador do Procon de Londrina/PR, com publicações da Editora Elevação: revista BOA VONTADE no 221 e o livro Crônicas e Entrevistas, de Paiva Netto. partes. Nesse sentido, o Código de Defesa do Consumidor (CDC), que completou 18 anos no fim de 2008, contribuiu profundamente para o avanço nas relações de consumo. O Procon funciona como um órgão auxiliar do Poder Judiciário, trabalhando pela prévia solução de alguns conflitos, ou seja, antes de estes irem à Justiça. É também seu dever esclarecer a população quanto aos procedimentos em caso de insatisfação. Compete a ele fiscalizar, lavrar autos de apreensão ou de infração e aplicar as punições previstas no CDC, como a multa, a apreensão ou inutilização do produto e a suspensão de fornecimento de bens e serviços. Stael Riani Freire, coordenadora do Procon de Belo Horizonte/MG, recebeu das mãos de um menino da LBV um cartão produzido pelas crianças atendidas no local. Natália Lombardi O órgão pode ser estadual ou municipal, integrado ao Sistema Nacional de Defesa do Consumidor. Se alguma cidade não possuir sua sede, os casos devem ser encaminhados ao Procon mais próximo. Vivian Ribeiro consumo em massa de produtos e serviços, notadamente em grandes estabelecimentos comerciais, implica um relacionamento mais impessoal e distante a partir do lado de quem vende o bem ou presta o serviço, que já não mais é o alfaiate, o artesão ou o dono da horta. Com o aumento da quantidade de bens, também crescem os danos. Por isso, no momento de reclamar algum problema, torna-se difícil ir direto à fonte. Cabe ao Estado assegurar os direitos do consumidor, para que não fique desprotegido. A criação do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) representou um grande passo para o entendimento das Mônica Mendes O Unidades do Procon pelo Brasil realizam palestras “Aqui as crianças são felizes, pois recebem o que realmente precisam para se tornar um cidadão do bem. A gente ouve falar da LBV, mas não sabe como é realmente grande o que ela realiza. Tem que conhecer.” Paulo Roberto Varejão Novaes Coordenador do Procon do Rio de Janeiro BOA VONTADE | 91
  • 90. Responsabilidade Social Carla Mônica Consumidor satisfeito O coordenador do Procon de Uberaba/MG, Rodrigo Mateus, com crianças da LBV. Ação social do ProconUberaba beneficia atendidos pela LBV fácil para o consumidor recorrer ao órgão correto, evitando que pequenas causas tranquem a pauta dos juizados. Os técnicos explicam tudo de maneira didática e objetiva, usando exemplos reais dos principais problemas e reclamações. Essas mesmas palestras têm sido realizadas em diversas unidades da Legião da Boa Vontade (LBV) pelo Brasil, em parceria com o Procon local. Os atendidos pela Instituição, pessoas em situação de risco social e pessoal, podem conhecer melhor seus direitos como consumidores e cidadãos, recebendo manuais explicativos, esclarecimentos nas áreas de saúde preventiva, cidadania, convivência familiar e hábitos alimentares. “A gente sabe o quanto é importante dar a essas pessoas atenção e um caminho, ou seja, uma referência positiva. E isso a LBV faz”, destacou a advogada Stael Riani Freire, titular da coordenadoria do Procon de Belo Horizonte/MG. Charles Viana Arivaldo Oliveira Em Uberaba/MG, crianças e idosos atendidos pela LBV foram beneficiados por um projeto social do Procon, a convite do coordenador do órgão na cidade, Rodrigo Mateus de Oliveira Signorelli. O grupo foi levado para um dia de lazer em um shopping center, com direito a cinema e alimentação. A ação é decorrente de sanção alternativa do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor, aplicada a empresas que cometem infrações leves. A atividade teve a cobertura de dois dos principais periódicos da cidade, o Jornal da Manhã e o Jornal de Uberaba. A falta de conhecimento pode prejudicar o consumidor. É como um cidadão que encontra defeito no controle remoto do televisor recém-adquirido: ele precisa saber que não é dever da loja efetuar a troca imediata — a não ser que ela queira —, pois a responsabilidade de resolver o caso é da assistência técnica autorizada, segundo o parágrafo 1o do art. 18 do CDC. “O consumidor não detém as informações sobre o produto ou serviço que adquire, não conhece as implicações técnico-jurídicas de um contrato e está exposto à ação da publicidade enganosa e abusiva”, informa a diretora do Procon de Aracaju/SE, Maria Gilsa Brito Santos. Para que não haja prejuízo de qualquer ordem, as unidades do Procon promovem palestras gratuitas, com a finalidade de informar a população sobre o Código de Defesa do Consumidor. Munidos desse conhecimento, é A defensora pública e coordenadora executiva do Procon, Adriana Fagundes Burger, foi recebida pelo grupo de danças Raízes do Rio Grande, da LBV, ao conhecer a Instituição na cidade. 92 | BOA VONTADE Raíssa Andrade Lima de Góis, coordenadora jurídica do Procon de Natal/RN, palestrou aos beneficiados pelos programas da LBV.
  • 91. SOS Santa Catarina Florianópolis LBV de mãos dadas com Santa Catarina Lucas Morello “A LBV está conosco”, afirmou Dilma da Costa, diretora da Casa da Criança e do Adolescente, em Criciúma/SC. Há três anos as entidades são parceiras na entrega de cestas de alimentos a famílias em situação de risco social na localidade. Depois do desastre natural com as fortes chuvas que Dilma da Costa castigaram o Estado em dezembro, atingindo mais de 1,5 milhão de pessoas, os laços com a população do Sul ficaram ainda mais fortalecidos, o que fez Dilma comentar: “A contribuição da LBV aqui na Casa faz o Natal delas bem mais feliz”. O Brasil inteiro pôde acompanhar o flagelo dos catarinenses e, Rosana Serri Luciane Pereira itajaí BOA VONTADE | 93
  • 92. Dionatan Zarur Rosana Serri SOS Santa Catarina 1 2 itajaí Luciane 4 Leilla To nin Dionatan Zarur Araújo Itajaí 5 B lumenau 94 | BOA VONTADE ao mesmo tempo, se comoveu com a situação das 3 famílias vítimas das enchentes. A Blumenau calamidade prejudicou dezenas de municípios. A BR-101, de vital importância econômica para o Sul, chegou a ser interditada, assim como algumas rodovias estaduais. A Legião da Boa Vontade trabalhou em parceria com a itajaí Defesa Civil, servindo de posto Imagens da de arrecadação de donativos para devastação causada os desalojados e desabrigados pelas chuvas em pelas chuvas, que vieram até de Itajaí (2) e Blumenau outros países onde a LBV atua. (3). Também nestas Essa valorosa mobilização, aliás, cidades, as vítimas da catástrofe foi ressaltada pelo escritor Paiva receberam o apoio Netto em sua coluna semanal, no dos voluntários dia 1º de dezembro, publicada da LBV (4 e 5), em centenas de jornais, sites e com a entrega revistas, no Brasil e no exterior, das doações que chegaram de todo e divulgada em milhares de emiso País (1). soras de rádio e TV.
  • 93. Fotos: Danilo Parmegiani SOS Santa Catarina ESTADOS UNIDOS Numa ação de Solidariedade internacional, voluntários da Legião da Boa Vontade dos Estados Unidos mobilizaram doações junto à população de Newark, Nova Jersey. Os mais de quatro mil itens, entre roupas e agasalhos, foram transportados para a região afetada com o apoio da transportadora Fastway Moving. No destaque, triagem das roupas e sapatos. A LBV dos Estados Unidos está na 20 Calumet St., Newark — NJ — EUA. Informações: (1973) 344-5338. mais um ato, uma demonstração dessa importante atitude de estar junto nos momentos difíceis. Mais uma vez, quero agradecer à LBV”, disse. No sul de Santa Catarina, as cidades de Içara e Araranguá estão entre as beneficiadas. A equipe da LBV deslocou-se até os municípios para levar as doações, entregues na Associação Feminina de Assistência Social (Afasi) e no Centro de Recreação da Terceira Idade, respectivamente. Na oportunidade, Maria Claudete Bianchi Mazzuco, primeira-dama de Araranguá, onde mais de 900 famílias foram atingidas, comentou o apoio: “A LBV lembra sempre da gente. Agradecemos a todas as pessoas que doaram. Ver a LBV descarregar esse caminhão de doações nos deixa alegres e felizes, principalmente por sermos lembrados lá fora. A comunidade araranguaense se sente amada e querida, e o carinho que sentimos por vocês é grande também. Em nome do povo, o meu muito obrigada”. Léo Posich Luciane Pereira O então prefeito de Itajaí, Volnei José Morastoni, onde cerca de 97% das ruas, casas e estabelecimentos comerciais chegaram a ficar debaixo d’água, ressaltou a presença da Instituição. “É exatamente essa Solidariedade, esse espírito de nobreza das pessoas, de entidades como a LBV, que precisamos fortalecer e fortificar. É isso que nos dá forças para, de fato, vencer desafios como este. Como prefeito, só tenho a agradecer. A presença de vocês aqui é Blumenau B lumenau
  • 94. Opinião — Mídia Alternativa Cartas ou Correios Notícias na Europa e o passou a conhecer a imprensa tipográfica. Desde os primeiros anos a costa brasileira conheceu um tráfico intenso, em que os franceses se destacavam no comércio do pau-brasil, razão pela qual a França logo se familiarizou com notícias ligadas à nossa terra. Consta que já em 1509 alguns índios foram levados a Paris, onde causaram grande sensação. O relato dos marinheiros era outra fonte noticiosa.  Na época do descobrimento, segundo historiadores, os portugueses estabelecidos na Índia e na África mantinham com a península uma troca regular de informações graças aos seus navios e caravelas. As cartas ou correios, como mais tarde ficaram conhecidas, circulavam de cá para lá nessas embarcações, constituindo-se em poderoso instrumento de comunicação, de tal maneira que uma dessas, de Américo Vespúcio a um armador italiano, falando da nova terra descoberta e dos “estranhos habitantes”, correu impressa em quase todos os países europeus, em 32 edições de diversos idiomas. Em 1531, outro correio, agora de Martim Afonso de Sousa, da capitania de São Vicente, expedido para Portugal, registrava o sequestro que ele fizera de três navios franceses carregados de pau-brasil. Essa foi, portanto, a segunda notícia do Brasil Colônia na Europa. A terceira, ainda no século 16, resumia relato do primeiro “furo” no Brasil Colônia Carlos Arthur Pitombeira especial para a BOA VONTADE Felipe Freitas A Carlos Arthur Pitombeira, jornalista e conselheiro da ABI. 96 | BOA VONTADE primeira notícia do Brasil a correr a Europa foi a de seu descobrimento na carta de Pero Vaz de Caminha ao rei de Portugal dom Manuel I, datada de 1º de maio de 1500. A correspondência, presume-se, chegou àquela nação em fins de junho ou princípio de julho a bordo da caravela que Pedro Álvares Cabral expediu da “ilha” para este fim. A divulgação desse e de outros fatos relacionados ao Brasil Colônia, entretanto, só ocorreriam 300 anos depois, quando o nosso país
  • 95. primeiro governador-geral do Brasil, Tomé de Souza, ao rei de Portugal sobre o desenvolvimento nas capitanias ao sul da Bahia, sugerindo a colonização e fundação da cidade do Rio de Janeiro. A justificativa para isso era a presença permanente dos franceses naquela baía. Outra providência dele em favor da colônia foi a importação de bois, na maioria de Cabo Verde, na África, o que contribuiu decisivamente para ampliar a ocupação rumo ao interior. Simultaneamente, o primeiro bispo, dom Pedro Fernandes de Sardinha, escrevia ao rei apresentando provas da existência de ouro no interior, pedindo que a informação fosse espalhada para atrair colonos.  O primeiro “furo” e a repercussão E se esta é uma curiosidade do ponto de vista das primeiras notícias do Brasil no velho continente, não menos atrativa é a história do primeiro “furo”: contada em 1586, em Pernambuco, por um perueiro, ela pode estar ligada à colonização da área que hoje compreende os Estados do Pará, do Ceará e do Maranhão, iniciada  logo na virada do sé­ culo, fato da maior reper­ ussão c na época. Segundo ele, seu irmão partira de terras peruanas e alcançara um grande rio pelo qual fizera longa viagem até chegar ao Atlântico. Nas cartas do século 16, a palavra perueiro define o português que viajava pelo Peru levando mercadorias para negociar no Brasil. A primeira referência de uma comunicação feita a um grupo de pessoas na colônia ocorreu durante as lutas que antecederam a fundação do Rio de Janeiro. Uma parte da Baía de Guanabara ainda estava ocupada pelos franceses, ajudados pelos índios tamoios. Os portugueses dominavam o restante, onde os jogos de cartas e de bolas se alastravam pelos acampamentos, o que deixava irritado Mem de Sá, terceiro governador-geral do Brasil. Não demorou muito e ele tentou proibir essa prática. Valeu-se para isso de outra forma de comunicação: o bando, que consistia na leitura — em voz alta e em local no qual se reunisse grande número de pes­ oas — do texto que desejava s fosse divulgado, ato precedido pelo rufar de tambores para chamar a atenção. O Brasil conheceu bandos ao longo de todo o período em que foi colônia, até mesmo depois de já ter tipografia e um jornal. Por deficiência de divulgação, a proibição de Mem de Sá não surtira efeito. O jogo dominava os homens que davam vida à capital brasileira, incorporava-se à bagagem hereditária e se espalhava pela terra. O governador-geral prendeu um número tão grande A famosa obra do pintor Victor Meirelles de Lima: Panorama do Descobrimento do Brasil (1937). No destaque, A Carta, de Pero Vaz de Caminha, na qual conta ao rei dom Manuel detalhes da viagem da esquadra de Cabral. BOA VONTADE | 97
  • 96. Opinião — Mídia Alternativa de contraventores que chegou a comprometer o efetivo do Exército. E acabou concedendo perdão geral. Não só as cartas ou os correios, os perueiros e os bandos, mas também os livros foram importantes instrumentos de divulgação do Brasil nos 300 anos que antecederam sua inclusão no rol de países que já sabiam da força da imprensa tipográfica. Na Europa, era possível encontrar algumas obras que falavam do nosso país, escritas por autores que haviam passado por experiências no sertão, em vida comum com os índios. Circulavam nos navios piratas ou de traficantes de madeira. Com o fracasso de Villegaig- Desde os primeiros anos a costa brasileira conheceu um tráfico intenso, em que os franceses se destacavam no comércio do pau-brasil. (...) Consta que já em 1509 alguns índios foram levados a Paris, onde causaram grande sensação. non* e das sucessivas tentativas dos franceses para se apossar de terras brasileiras, até sua expulsão do Maranhão, novos livros sobre o Brasil surgiram na Fran- ça. Além desses elementos de divulgação, havia outros meios de fazer cir­ ular a informação, c porque todos os piratas desse tempo, inclusive os legendários capitães Cook, Drake e Cavendish, passaram pelo litoral brasileiro, pilhando embarcações e povoações. Um corsário inglês que apresou a nave em que viajava Fernão Cardim, provincial da Companhia de Jesus, e o levou cativo para a Inglaterra, vendeu a um livreiro de Londres um manuscrito do jesuíta. Vertida para o inglês, a obra sobre o Brasil correu o mundo e deve ter feito apologistas da nova terra, pois Cardim se mostrara muito sensível às suas belezas. * O vice-almirante Nicolas Durand de Villegaignon (1514-1571) notabilizou-se por fundar um estabelecimento colonial francês na costa do Brasil: a França Antártica.
  • 97. José Gabriel Paes José Gabriel Paes Em Foco artes Inglês no dia-a-dia Leitura Programa da LBV aposta no lúdico para ensinar o idioma a crianças e jovens de baixa renda Sarah Jane D de língua inglesa, a fim de que o conhecimento chegue ao aluno da forma mais prazerosa. O curso é dividido em três módulos: babies, kids e teens. Segundo seu coordenador, José Gabriel Periotto Paes, cada etapa compreende faixas etárias e cargas horárias distintas: “Os pequeninos [babies] têm uma hora de inglês por dia; Cida Linares ominar um segundo idioma, cada vez mais, tem sido pré-requisito para quem busca se inserir no mercado de trabalho. Por isso, quanto antes se iniciar esse aprendizado, tanto melhor será o resultado, garantindo a tão desejada fluência em uma língua estrangeira. Com o objetivo de oferecer essa competência a crianças e jovens em situação de risco social, o Instituto de Educação da LBV em São Pau­o/ l SP criou o programa English Let’s Go! A iniciativa pretende complementar o aprendizado formal de língua inglesa e trabalha a vivência da cultura, do folclore, do calendário de feriados e das peculiaridades de países prece já o Ensino Fundamental I [kids] possui uma hora e meia; o Fundamental II [teens], duas horas”. E completa Gabriel: “Temos hoje uma equipe de monitores bilíngues altamente capacitados, treinados pela escola e fora também. Eles seguem um planejamento que é totalmente lúdico”. Para garantir a dinâmica das aulas, há uma série de recursos colocados à disposição dos alunos: retroprojetor, jogos, flash, cards, datashow, flip chart (quadro com bloco de folhas de papel grandes), vídeos, revistas, jornais, livros paradidáticos, áudios e textos diversos, dicionários, computador com acesso à internet. Com essa estrutura educacional, a BOA VONTADE | 99
  • 98. Em Foco José Gabriel Paes Cida Linares Ao lado, a equipe de monitores bilíngues da Escola da LBV em São Paulo/SP. No destaque, alunos apresentam as placas que confeccionaram quando aprenderam os nomes de frutas em inglês. internet 100 | BOA VONTADE LBV proporciona aos jovens e às crianças muito mais que um curso de inglês, oferece-lhes experiências reais com o idioma.“Fui ver quanto custaria um curso desses e não encontrei lugar algum que oferecesse duas horas em cinco dias por semana. O mais próximo que encontrei foi um curso de quatro dias, de 1 hora e 30 minutos, ao custo de quase cinco salários mínimos por mês. Portanto, a LBV reúne crianças em situação de risco social numa oportunidade que nem o mercado está oferecendo às pessoas que têm condições de pagar”, destaca o coordenador. “É uma oportunidade que eu não tive!”, afirma Raimunda de Santana Oliveira, mãe de Gustavo Oliveira Costa, atendido pela LBV.“Surpreendeu-me demais; ele tem apenas 4 anos e já está falando muitas coisas em inglês. Estou basRaimunda Oliveira e seu filho Gustavo Oliveira Costa, aluno da LBV. Cida Linares José Gabriel Paes O monitor Danilo Espeleta, em atividade lúdica com os estudantes do curso. “Ter sido um aluno do Instituto de Educação da LBV foi um grande prazer. Eu posso repassar para eles o que aprendi na língua inglesa. É muito importante aprender outra língua e a cultura do idioma. E já conheço a estrutura educacional, a Pedagogia do Afeto e a Pedagogia do Cidadão Ecumênico, e dentro do ensino da língua inglesa nós aplicamos essa proposta pedagógica, porque ela está dentro da gente”, afirmou.
  • 99. Fotos: José Gabriel Paes esporte pesquisa tante satisfeita; só tenho a agradecer à escola”, acrescenta a mãe. Pedagogia inovadora brincadeiras Cida Linares Netto, pois, para ele, é importante Além do desenvolvimento edu- o aluno falar outro idioma, sobrecacional, as escolas da Legião da tudo para dizer coisas que elevem Boa Vontade primam por permear e dignifiquem o Ser Humano, traas atividades com a Espiritualidade balhando por uma sociedade mais Ecumênica formando Cérebro e solidária, globalizando o Amor Coração, objetivo da Pedagogia do Fraterno”, ressalta José Gabriel. Afeto e da Pedagogia do Cidadão Os próprios alunos apontam Ecumênico, ambas criadas pelo os bons resultados obtidos nesse educador Paiva Netto. Este programa. “De manhã a é o diferencial também do gente tem 50 minutos de programa English Let’s aula de inglês e à tarde, Go! As aulas iniciam-se duas horas de atividades com a Prece Ecumênica práticas. Por causa disso, do Pai-Nosso em inglês, e este ano fiquei bem melhor nelas os estudantes também Carolina dos Santos no inglês. A minha fala realizam leituras edificantes, contri- melhorou, aprendi outras palavras, buindo para a formação de cidadãos muitos verbos, já estou entendendo conscientes de seu papel social. o que os professores dizem. (…) A “O curso do Instituto de Edu- LBV forma um cidadão ecumênico, cação da LBV traz não só o que respeita todas as religiões; [por idioma, mas a cultura. Tudo isso meio dessa Pedagogia] forma o embasado, com conteúdo. Esta é cidadão não só no lado material, soa preocupação do educador Paiva cial, mas também espiritual”, afirma Carolina dos Santos, 15 anos, que está na 1a série do Ensino Médio. Graças aos conhecimentos adquiridos na LBV, a jovem Larissa Nascimento Nunes, 13 anos, 8º ano do Ensino Fundamental, já desenvolve uma boa conversação em inglês. “As aulas são bem lúdicas. (…) Nas outras escolas em que estudei era simplesmente o aprendizado, aqui tem mais do que isso. Aprendemos a Larissa Nunes ser caridosos, generosos, e eu sei que isso vai mudar muito a nossa vida”, relata a jovem. O coordenador José Gabriel comenta, por fim, que oferecer o melhor ensino sempre foi preocupação do dirigente da Instituição. “Oferecemos qualidade para ter qualidade! E onde nós veremos o resultado? Nessas crianças e jovens, que serão multiplicadores da Pedagogia do Afeto e da Pedagogia do Cidadão Ecumênico”. V I S I TE , A J U D E E A P A I X O N E - S E P E L A L B V ! Instituto de Educação da LBV — Av. Rudge, 700 — Bom Retiro — São Paulo/SP — Tel.: (11) 3225-4500) — www.iejpn.com.br BOA VONTADE | 101 José Gabriel Paes dinâmicas
  • 100. Instituto de Educação da LBV Psicologia das Cores Com essa técnica, o Instituto de Educação José de Paiva Netto oferece mais conforto aos alunos. Luciana Cintra Teixeira O as determinações do diretor-presidente da LBV, a escola faz constantemente um trabalho meticuloso para facilitar o processo de aprendizagem de seus alunos. Para tal, entrou em contato com um especialista em João Carlos César psicologia das cores, o professor dr. João Carlos de Oliveira César, coordenador Clayton Ferreira Luciana Cintra Teixeira, diretora do Instituto de Educação José de Paiva Netto. recomeço das aulas no Instituto de Educação da Legião da Boa Vontade, em São Paulo/SP, no dia 26 de janeiro, contou com uma programação de boas-vindas e as atividades comemorativas dos 23 anos da Supercreche Jesus*. Ao adentrarem o espaço físico da escola, os estudantes tiveram a grata surpresa de ver a ambiência modificada. Seguindo Arquivo pessoal Arquivo pessoal especial para a BOA VONTADE 102 | BOA VONTADE
  • 101. 1 (1) As salas do prédio principal, ocupadas por alunos de 7 a 12 anos, foram pintadas em tons de amarelo e verde, que, combinados com o azul das carteiras e o bege e o verde do piso, promovem um ambiente acolhedor, propiciando bem-estar e boa disposição. (2 e 3) No segundo prédio, onde estudam adolescentes de 13 a 17 anos, fase em que é maior a necessidade de concentração, em virtude de atividades cada vez mais complexas, tonalidades ainda mais suaves tomaram as salas. (4) Aspecto da Biblioteca Bruno Simões de Paiva, uma homenagem ao pai do dirigente da LBV. O Seu Bruno (destaque), no dia do nascimento do filho, presenteou-o com um exemplar da Bíblia Sagrada. Arquivo BV Fotos: Leilany Rocha do Departamento de Tecnologia da Arquitetura da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAUUSP). Depois de estudar como a luz natural é aproveitada nas salas, o tipo de iluminação artificial utilizado e a faixa etária dos alunos, ele orientou as tonalidades cromáticas mais adequadas para reproduzir internamente a harmonia da natureza dos ambientes externos. O objetivo: fazer com que as salas se tornem mais uma ferramenta a favorecer a concentração em aula. Um dos lugares que mais exigem a atenção é a Biblioteca Bruno Simões de Paiva. O local apresenta paredes brancas em contraste com uma única parede azul e cadeiras estofadas nesse mesmo tom. Segundo o dr. João Carlos, essa combinação do azul, uma cor fria, com o branco, cor impessoal, facilita aos usuários a interiorização dos pensamentos. O resultado é fundamental para um espaço destinado à leitura e à pesquisa e que, por isso, requer silêncio e introspecção. Desde já, essa mudança promete ser muito produtiva para o desenvolvimento cognitivo dos alunos. A postura de renovação que o dirigente da LBV mantém sempre viva na Instituição nos faz ir além, buscando diariamente a renovação do nosso próprio trabalho. 2 3 4 * Supercreche Jesus — Inaugurada em 25 de janeiro de 1986, é um presente do dirigente da LBV à capital paulista (que celebra o aniversário de fundação no mesmo dia). Nesta data especial, também é celebrado o Dia dos Soldadinhos de Deus, como são carinhosamente chamadas as crianças na Legião da Boa Vontade. BOA VONTADE | 103
  • 102. Cidadania Troféu Raça Negra A sexta edição do Troféu Raça Negra celebrou os 120 anos da abolição da escravatura. Na abertura da cerimônia, conduzida por Paulo Betti e Sheron Menezes, o Coral Unipalmares interpretou o Hino Nacional Brasileiro, acompanhado pela Orquestra Filarmônica AfroBrasileira, sob a regência do maestro Josoé Polia. Em defesa da diversidade E Celso de Oliveira Fotos:Clayton Ferreira ntre as ações afirmativas executadas no Brasil, merece realce a entrega do Troféu Raça Negra. Na definição do ministro da Seppir, Edson Santos, corresponde ao “Oscar do movimento social negro”. A sexta edição do prêmio, ocorrida em novembro de 2008, celebrou o Dia da Consciência Negra e também os 120 anos da abolição da escravatura. Durante a premiação, em São Paulo/SP, reuniram-se personalidades de todos os segmentos que se destacam 104 | BOA VONTADE na defesa dos Direitos Humanos e pou do acontecimento foi o ministro do Tribunal Superior Eleina luta pela diversidade. toral (TSE) Carlos Ayres “Hoje temos o negro Britto, que diz acreditar livre e com oportuninessa igualdade como dades, distante daquele forma de “resgatar o que período triste da escrahá de mais essencial em vidão, mas ainda existe cada um de nós. (...)”. E o desafio de garantir Carlos Ayres Britto concluiu o magistrado: plenamente a inclusão e os direitos sociais, econômicos e “O grande objetivo da Constipolíticos para o povo negro do tuição é a conciliação entre a Brasil”, ressaltou o ministro dos democracia mais avançada e o Esportes, Orlando Silva, presen- humanismo mais depurado”. A Legião da Boa Vontade te ao evento. Outra autoridade que partici- (LBV), por atuar na valorização
  • 103. No centro, os anfitriões da festa de entrega do Troféu Raça Negra, José Vicente e Francisca Rodrigues, da Afrobras, ladeados pelos ministros Edson Santos (Seppir) e Orlando Silva (Esporte) e pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. José Vicente, presidente da Afrobras, recebe os cumprimentos dos representantes da LBV Celso de Oliveira, Alziro e Renata de Paiva. da cultura negra e na defesa de ideais que consolidam o respeito ao próximo, ocupa posição de destaque entre os que lutam pela questão da diversidade e da inclusão social. A respeito desse apoio, o antigo amigo da Instituição e presidente da Afrobras (uma das organizadoras do evento), José Vicente, relata: “Eu agradeço à LBV, que tem contribuído no desenvolvimento do nosso trabalho. Mando um abraço afetuoso a José de Paiva Netto, que faz isso com propriedade há muito mais tempo que nós. Do nosso lado, estamos tentando imitá-lo, fazer com que essa perspectiva de valorizar o Ser Humano, o indivíduo, seja também disponibilizada para os negros brasileiros”. 5a Mostra Internacional do Cinema Negro A 5a Mostra Internacional do Cine- Ecumenismo e a diversidade no campo ma Negro, realizada no Sesc Santana, religioso, que é um campo por si muito na capital paulista, no fim de 2008, é, delicado. E o faz com muita grandeza segundo os organizadores, mais um e senso humano. Quando premiamos esforço que busca a afirmao dirigente da LBV, damos ção positiva da imagem do mais um testemunho objetinegro e de sua cultura. Tratavo de que é uma mostra em que passa pela LBV não faz agresse de uma preocupação hufavor da Paz e do respeito sões, porque a alma está pacificada”. manista, de natureza mundial, à diversidade cultural”, des- Simpático, o ator Tony Tornado fez questão de cumprimentar: “Como está com a tolerância e o respeito tacou. Celso Prudente à diversidade, que constituem A ator Canarinho, ho- o meu Paiva Netto? Digam a ele que o amo. O que ele faz é sem rica expressão da riqueza humana. menageado também com a igual. Levem o meu beijo, O professor Celso Prudente, láurea, em entrevista à BOA abraço e respeito”. antropólogo, cineasta, idealizador e VONTADE, deixou seu recado O evento contou com a curador da mostra, premiou o diretor- entusiasmado: “José de Paiva participação de importantes -pre­ idente da Legião da Boa Vonta- Netto, sou seu fã. Acompanho s nomes do cenário artístico de, pelo conjunto de sua obra, com a esse trabalho desde Alziro Canarinho e cinematográfico, e este estatueta Ofó de Xangô. “Tenho um Zarur. Não é qualquer um que respeito profundo pelo jornalista Paiva faz esse trabalho, a LBV é uma reali- ano teve como tema “Música, ReliNetto, porque ele consegue pregar o dade. Ela pacifica as almas. A pessoa giosidade e Ontologia”. BOA VONTADE | 105
  • 104. Cidadania Consciência Negra Mais que ações Photos.com afirmativas 106 | BOA VONTADE N Leila Marco e Enaildo Viana o dia 20 de janeiro, a sociedade norte-americana viveu uma das datas mais marcantes da sua história com a posse de Barack Hussein Obama, 47 anos, o primeiro presidente afro-americano e o 44º da história dos Estados Unidos. Uma verdadeira revolução para um país que, até poucas décadas atrás, possuía leis de segregação racial, principalmente nos Estados do sul, com hospitais, escolas e assentos no transporte público separados para brancos e negros. O ministro da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Edson Santos, ressaltou a ascensão de Obama como um forte avanço: “Os EUA amadureceram a ponto de ter um negro como presidente da República, mas não um candidato negro para os negros. Um homem negro que tem propostas para toda a sociedade”. Em entrevista à BOA VONTADE, o ministro disse que o acontecimento serve de exemplo para o Brasil. Segundo ele, apesar de os negros serem 49,4%*1 do nosso povo, são poucos os que alcançam cargos políticos de destaque: “Você pode ver no Rio de Janeiro, Salvador, que são cidades negras, nunca tiveram um prefeito [eleito pelo povo] negro. (...) O retrato disso também está na representação institucional. É baixo o número de deputados negros no Congresso Nacional, de vereadores nas Câmaras Municipais e, por conseguinte, também nas Assembleias Legislativas”.
  • 105. Reuters/Mitch Dumke Divulgação Edson Santos, ministro da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. Imagem distorcida Os anos de militância levaram-no a uma triste constatação: “Quando um negro, ou um pardo, é uma figura bem-sucedida, tiram a cor dele”. E isso, argumenta o ministro, contribui para a baixa autoestima dessa população que não se vê representada: “Machado de Depois do juramento Barack Obama e a primeira-dama, Michelle, acenam ao público durante um dos dez bailes comemorativos da posse do novo presidente americano, na noite de 20 de janeiro, em Washington. Assis, que é o maior escritor brasileiro, um dos maiores do mundo, era negro, ou mestiço, digamos assim, com grande presença negra no seu fenótipo, e não é retratado enquanto tal. (...) Daí para votar num candidato negro há uma dificuldade, até porque a imagem do negro ainda é associada a coisas muito negativas”. De acordo com o secretário, as políticas universais, de certa forma, beneficiam também os negros, que estão na base da pirâmide social. Para ele, no entanto,“é importante ter foco na questão da educação, da saúde, do mercado de trabalho, para que se possa, efetivamente, atuar no sentido da elevação da autoestima desse segmento no Brasil, que tende a ser majoritário a partir do próximo censo, de 2010”. Por isso, a meta da Seppir é promover a igualdade racial por meio de dois grandes segmentos de atuação: “Nas comunidades tradicionais, remanescentes de quilombos, e na área que definimos como de ação afirmativa, em que se busca tratar de temas atuais da inserção do negro nas atiBOA VONTADE | Photos.com Edson Santos, que assumiu a pasta há cerca de um ano, milita na política desde o fim da década de 1970, quando era aluno do curso de Ciências Sociais da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e participava, então, da reorganização da União Nacional dos Estudantes (UNE). Depois, trabalhou no movimento comunitário da Cidade de Deus, favela da Zona Oeste do Rio onde morou por dez anos. Foi eleito vereador pela primeira vez em 1988, sendo reeleito quatro vezes. Em 2007, chegou à Câmara dos Deputados e, em pouco tempo, recebeu o convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar o cargo atual. 107
  • 106. Cidadania vidades econômicas, no ambiente de ensino”. Dívida histórica Segundo Edson, está-se resgatando uma dívida histórica: “Temos hoje contados 120 anos da Abolição da Escravidão (...), quando o negro deixou de ser escravo, mas não obteve do Estado as condições para a inclusão, de forma qualificada, nas atividades econômicas existentes no País”. Ao dizer isso, o ministro nos remete a alguns fatos históricos. A chamada Lei Áurea, proclamada em 13 de maio de 1888, era constituída apenas de dois artigos. O primeiro: “É declarada extinta a escravidão no Brasil”. No segundo, afirmava-se: “Revogam-se as disposições em contrário”. O escritor Eduardo Bueno, autor do livro Brasil: uma História, ressalta que o “despojamento radical do texto não disfarçava — talvez apenas reforçasse — a complexidade brutal que antecedera (e sucederia) a aprovação da Lei Áurea”. Em outro trecho da obra, escre­ ve Bueno que os abolicionistas tinham “certeza de que a abolição era apenas a medida mais urgente de um programa que só se cumpriria plenamente com uma reforma agrária, uma ‘democracia rural’ (a expressão é de Rebouças*2) e a entrada dos ex-escravos e dos traba­hadores em geral num l sistema de opor­unidade plena e t concorrência. (...) Nada disso se concretizou. Os libertos — quase 800 mil — foram jogados na mais terrível miséria. O Brasil imperial — e, logo a seguir, o jovem Brasil republicano — ne­­ gou-lhes a posse de qualquer pedaço de terra para viver ou cultivar, de escolas, de assistência social, de hospitais. Deu-lhes, só e sobejamente, discriminação e repressão”. Dentro dessa visão, há o compromisso do governo de promover ações pela Seppir e, de forma transversal, com o apoio dos demais ministérios, produzir resultados relevantes a médio e longo prazo. Edson Santos explica: “Existem estudos que dizem que levaremos 20 anos — outros afirmam que serão 65 anos — para ser um País mais igual, mas o que importa é que estamos dando passos nesse caminho. Para oferecer condição de inclusão e de promoção da população negra (...), do acesso à universidade, uma questão fundamental para termos mão-de-obra qualificada, para a obtenção de salários melhores no mercado de trabalho”. Entre essas ações transversais, ele dá exemplo do projeto que a Secretaria de Igualdade Racial realiza em conjunto com o Ministério da Educação (MEC) para a implantação da Lei 10.639/03, que estabelece obrigatoriedade do ensino da História da África e a revisão historiográfica do Brasil, inserindo o papel do negro na formação do Estado brasileiro. “A criança negra, ao tomar contato com a nossa André Fernandes o que presta uma instituiçã “A LBV é à sociedade vante serviço um rele nça de muitos nte vê a prese (...). A ge atividades articipando de jovens p ntade, isso ião da Boa Vo na Leg importante nte positivo. É é basta rspectiva para a eles uma pe oferecer na sociedade sam se inserir que pos e saudável.” rma tranquila dson Santos de fo E Ministro 108 | BOA VONTADE
  • 107. negro, “Quando um é uma figura ou um pardo, , bem-sucedida le.” tiram a cor de os Sistema de cotas e renda Outra questão levantada pelo ministro foi a rara presença de negros, pardos, índios e de pessoas de baixa renda nas universidades públicas brasileiras. Aliás, a respeito do assunto, o projeto aprovado na Câmara dos Deputados, em 20/11/2008, prevê a reserva de cotas raciais e de renda para instituições federais de ensino superior ligadas ao MEC. Serão reservadas 50% das vagas para estudantes que tenham cursado os três anos do Ensino Médio em escola pública. A reserva desmembra-se em dois critérios: o primeiro é a subcota racial, dividida com a proporção da variável étnica (com base no censo do IBGE); e o segundo, a subcota de renda, pela qual são destinadas 25% das vagas para estudantes com renda familiar per capita de um salário mínimo e meio. Em experiência inédita no Brasil, a Faculdade da Cidadania Zumbi dos Palmares, única a ter 87% de alunos negros no País, forma a primeira turma do curso de Administração. “Eu não acho que é a solução para todos os problemas. Sou a favor da Lei de Cotas sem excluir o mérito da classificação desse jovem, que tem de passar por esse processo, ser aprovado, para depois ser beneficiado pelo sistema de cotas. O vestibular tem duas fases, cumprida a primeira, se adequaria às cotas para estudantes pobres e negros (...). O conceito de universidade pública para mim é aquele em que a população está representada”, defende o ministro. Ainda segundo ele, esse processo é importante até para que surjam profissionais mais conscientes da questão. “Uma universidade não pode formar apenas o jovem médico que sai de casa de carro, chega na universidade, volta para casa, vai ao shopping e não tem contato com a vida real. Esta mescla com jovens que moram em comunidades carentes é boa para a formação do profissional.” Nesse sentido, Edson Santos ressaltou também o trabalho da Legião da Boa Vontade: “A história da LBV é bastante positiva e de grande sensibilidade social na assistência à população mais pobre”. Outro aspecto observado pelo ministro refere-se ao investimento da Obra nas novas gerações. “A LBV é uma instituição que presta um relevante serviço à sociedade, principalmente à juventude. A gente vê a presença de muitos jovens participando de atividades na Legião da Boa Von­ade, t isso é bastante positivo. É importante oferecer a eles uma perspectiva para que possam se inserir na sociedade de forma tranquila e saudável.” Photos.com história e perceber a presença de personagens negros que, de uma forma ou de outra, contribuíram para que o País se tornasse o que é hoje, terá um impacto muito positivo na sua estima”, disse. Divulgação t Edson San tro Minis *¹ O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) considera negros os brasileiros que se declaram pretos e pardos. Segundo dados da entidade, em 2010 o País terá mais da metade de sua população negra. *² André Pinto Rebouças (1838-1898) — Engenheiro militar e conselheiro de D. Pedro II, foi uma das vozes mais destacadas da campanha abolicionista. BOA VONTADE | 109
  • 108. Samba & História Música popular brasileira Sem largar o violão, o compositor canta o romantismo ao rememorar melodias e letras inesquecíveis feitas por ele e gravadas por nomes consagrados. Carlos Colla 50 anos de música Clayton Ferreira Divulgação Hilton Abi-Rihan, radialista, jornalista e apresentador do programa Samba & História.* * Programa Samba & História — Na Super Rede Boa Vontade de Rádio (Super RBV), você pode acompanhar essas entrevistas aos domingos, às 14 e 20 horas. Pela Boa Vontade TV (canal 23 da SKY), o telespectador pode conferi-las aos sábados, às 14 e 22 horas. Outra opção é aos domingos, às 14 e 21 horas. Pela Rede Mundial de Televisão, assista ao bate-papo aos sábados e domingos, às 23 horas; e às sextas, à 1 e às 22 horas. 110 | BOA VONTADE H á cinco décadas, Carlos Colla respira música. O público se acostumou a entoar as canções deste que é um dos mais requisitados compositores da MPB. Estima-se que tenha cerca de duas mil canções gravadas, embora afirme que parou de contar no número mil. “Não sei (a quantidade certa). Comecei a ter medo de ficar convencido (risos). Aquele negócio de ‘deita na fama e descansa’ não serve, não. Então, o ideal é pensar sempre que tem pouquinhas...”, brinca. No ano passado, o espetáculo 50 Anos de Música, dirigido por Luiz Carlos Miele, no Rio de Janeiro/RJ, homenageou o músico, compositor e poeta Carlos Colla, que se apresentou ao lado de convidados especiais: Alcione, Wando, Ricky Vallen, Agnaldo Timóteo e Michael Sullivan. O extenso repertório de Colla inclui sucessos marcantes na voz de grandes intérpretes, como Falando Sério (Roberto Carlos), Bye Bye Tristeza (Sandra de Sá), Bijuteria (Bruno & Marrone), Não Resisto a Nós Dois (Wanessa Camargo), Você Vai Ver (Zezé
  • 109. Divulgação Divulgação Di Camargo & Luciano), Estou Legião da Boa Von­ ade. Seria t Apaixonado (Daniel), Fogão de o melhor que aconteceria para Lenha (Chitãozinho & Xororó) todos nós”. e Meu Vício é Você (Alcione). No baú de lembranças de CarSomente com Roberto Carlos, los Colla não faltam histórias de foram mais de 40 sucessos. dificuldade e superação: a emoção Em sua casa, no bairro das de ouvir pela primeira vez suas Laranjeiras, zona sul carioca, ele canções no rádio, o considerável recebeu a reportagem da BOA adiantamento que recebeu como VONTADE para uma conver- compositor e a ajuda financeira sa sobre a vida, o sucesso e as para sua mãe humilde e, então, recompensas pela dedicação à cheia de dívidas. A escalada vimúsica. Ao ser presenteado com toriosa começou enquanto ele um distintivo da LBV, o músi- exercia a profissão de advogado. co agradeceu e ressaltou a sua “Desde 1970 eu componho... simpatia pela Instituição e por gravei a primeira música com Roseu dirigente: “Eu coloquei esse berto Carlos”. Para o compositor, bóton bem em cima do coração ter a sua primeira canção gravada porque a Boa Vontade vem daqui. pelo Rei da Jovem Guarda foi uma Eu queria dizer ao José de Paiva imensa alegria: “Tanto que uma Netto que tenho a maior admira- vez fui ao cinema, entrei e uma ção pelo trabalho dele, por esse menina da bilheteria estava assomovimento todo que ele faz, em biando a minha música. Danei a nome da Boa Vontade. chorar. Foi minha primeiQue o mundo todo ra grande emoção”. se torne uma Diz que toda música “(...) Que o nova é uma forte mundo todo se torne uma emoção: “É que nem filho”. Legião da Boa Vontade. Antes de tor­ Seria o melhor que nar-se compoaconteceria para sitor, Colla foi guitarrista. Tocatodos nós.” va para pagar a faculdade. Foi quando conheceu Roberto Carlos: “Eu estava tocando no Canecão (...). Tinha uma banda com Maurício Duboc, meu parceiro na época, e nós fomos pedir uma música ao Roberto para gravarmos com essa banda. Ele falou: ‘Tá bom, eu dou sim, mas faz uma música para mim’. Eu disse: ‘Faço!’”. Colla lembra que não fazia ideia do que Roberto Carlos significava ser um compositor. Mesmo assim, assumiu o desafio: “Fomos para casa, eu e Maurício. Fizemos duas músicas e mandamos para ele. No primeiro ano, ele gravou uma, no outro, gravou outra e, no terceiro ano, mandou pedir. De lá para cá foi sempre assim”. Logo pega o violão e canta os primeiros versos de A Namorada. Vieram então mais canções com Roberto: Sonho Lindo (1973) e o grande sucesso Falando Sério (1977), que alavancou a carreira do compositor: “O Roberto mudou minha vida completamente. Antes de gravar com ele, eu estava morando de favor, devendo a todo mundo; eu e minha mãe também”. Conta que certo dia foi chamado à antiga gravadora para assinar um contrato de adiantamento da música: “Eu me lembro que o cheque tinha 1 e vários zeros”. Mal saiu do banco, viu uma guitarra de prata numa loja. “É aqui que eu paro!”, pensou. Então comprou uma guitarra e um violão: “E o vendedor ainda me deu um cavaquinho de brinde”. BOA VONTADE | 111
  • 110. Samba & História Fotos: Andrea Rocha “Desde 1970 eu componho... gravei a primeira música com Roberto Carlos. (...) Uma vez fui ao cinema, entrei e uma menina da bilheteria estava assobiando a minha música. Danei a chorar. Foi minha primeira grande emoção.” 1 2 3 ENTRE AMIGOS O compositor Carlos Colla, no show 50 Anos de Música, aparece com a sambista Alcione (1) e os cantores Agnaldo Timóteo (2) e Wando (3). Com dificuldade para carregar “as sacas de dinheiro, uma mala de roupas e os instrumentos”, decidiu comprar um carro. “De cara fui comprando tudo à vista. Não sabia dirigir, mas tudo bem, fui em primeira. (...) Consegui chegar em casa aos trancos. Minha mãe estava deitada, pensando na vida. Devendo a todo o mundo. E falei: ‘Minha mãe, o que é que é, você está de luz apagada?’. Ela respondeu: ‘Estou. Estou com uma dor de cabeça danada’. Eu disse: ‘Mãe, você está precisando tomar um banho’. E ela: ‘Que banho, meu filho, já tomei banho’. E lhe disse: ‘Não, mãe, banho de dinheiro!’. 112 | BOA VONTADE Peguei as malas, abri e joguei as notas em cima dela. Ela assustou-se: ‘Meu filho, você assaltou um banco! Por que fez isso?’. Então, contei: ‘Não, mãe, ganhei com música’. E surpresa: ‘Mas como? Música não dá dinheiro!’. Paguei as dívidas todas, foi bom demais”. Carlos afirma que soube aproveitar o melhor momento para ajudar a família. Além de Roberto Carlos, Joana, Fafá de Belém, Matogrosso & Matias prestigiaram o talento de Carlos Colla. A dupla Chitãozinho & Xororó, por sua vez, gravou Meu Disfarce, música dele em parceria com Chico Roque. Ao lado do compositor Gilson, autor de Casinha Branca, assinou a canção Verdade Chinesa, marcante na interpretação de Emílio Santiago. Ele também encontrou êxito como produtor, tendo trabalhado, inclusive, com o grupo Menudo e com Luis Miguel, grande sucesso entre os latinos — intérprete de Contigo en la Distancia. Luis gravou A Barca, de Colla, e hoje segue pelo mundo interpretando boleros. “O Rick Martin era do Menudo, o Robby Rosa também. (...) Tive a sorte de ter esses jovens sendo dirigidos por mim aqui no Brasil, foi um momento lindo da minha vida. Tenho o maior orgulho disso.”
  • 111. sxc.hu Ação Jovem LBV — Internacional Violência na mídia Aplicar foto O que seu filho está vendo? Estudos mostram que jogos, programas de TV e filmes violentos podem levar a um comportamento agressivo Arquivo BV Mariana Malaman, graduanda em Ciências Políticas pela Rutgers (Nova Jersey/EUA). N os Estados Unidos, a violência entre jovens e crianças, inclusive no ambiente escolar, é motivo de constante preocupação. Diversos estudiosos tentam entender o porquê do bullying*, das gangues, de incidentes, como o que ocorreu na Universidade Virginia Polytechnic Institute, em 16 de abril de Mariana Malaman 2007, no qual o estudante Cho Seung-Hui, de 23 anos, matou 33 pessoas, incluindo ele próprio. Enfim, os verdadeiros motivos que levam a juventude a tanta agressão é algo a ser refletido seriamente. Alguns pesquisadores apontam como um dos responsáveis por esses danos a violência na mídia. * Bullying — Nos estudos sobre o problema da violência escolar, este termo, originário da literatura psicológica anglo-saxônica, define um conjunto de atitudes agressivas e antissociais, intencionais e repetitivas, adotado por um ou mais alunos contra outro(s), causando-lhe(s) angústia, dor e sofrimento. 114 | BOA VONTADE
  • 112. Os meios de comunicação de massa difundem, por vezes, visões de mundo, valores e imagens questionáveis. Um estudo do Gallup Youth Survey (GYS) informa que nos EUA uma criança entre 2 e 11 anos assiste, em média, a 3 horas e 16 minutos de televisão por dia. Nesse mesmo trabalho, jovens disseram que veem TV “o quanto querem”. De acordo com a Associação Nacional para Educação de Crianças Menores, dos EUA, 90% do que as crianças assistem na televisão são “programas designados para adultos”.   A Academia Americana de Pediatria, ao reconhecer a violência na mídia como risco significativo para a saúde da infância e juventude, recomenda limitar o tempo total diante da tela (o que inclui TV, computadores e videogames) para duas horas por dia. Comportamento agressivo Em busca de resposta, um estudo em grande escala promovido, a partir de julho de 2005, por pesquisadores da Faculdade Rutgers (Nova Jersey) e da Universidade de Michigan, ambas nos EUA, fornece novas evidências sobre o tema. A pesquisa, publicada em fevereiro deste ano, esclarece que, mesmo quando são considerados outros fatores — tais como problemas acadêmicos, emocionais e influências vindas da violência na comunidade —, “a preferência pela mídia violenta era uma indicação de comportamento violento e agressão em geral”. O professor de Psicologia Paul Boxer, ao comentar o trabalho comandado por ele, ressalta: “A maioria dos estudos sobre o papel da violência na mídia no comportamento dos jovens, geralmente, é realizada em laboratórios sem ter interação com o público-alvo”. Desde 2004, Boxer está envolvido na investigação sobre a violência nos meios de comunicação e sua influência no comportamento criminoso juvenil. O “Não há nenhuma vantagem para a criança em assistir a programas de TV, filmes e/ou brincar com jogos violentos. Somente estimula pensamentos hostis e aumenta o comportamento negativo.” Paul Boxer Professor de Psicologia da Faculdade Rutgers, dos EUA. cientista pondera que, apesar de os jovens não serem “obrigados a assistir violência na televisão, o fato de ela estar tão disponível na mídia faz com que se torne popular entre eles”. A equipe concluiu que a programação com nível mais alto de violência colabora na previsão dos comportamentos agressivos. Em contrapartida, adolescentes não expostos à mídia violenta não estão tão propensos a comportamentos negativos. As conclusões dessa pesquisa mostram que toda a sociedade deve levar esses fatores em consideração, uma vez que é grande a responsabilidade dos meios de entretenimento, dos educadores e, principalmente, dos pais. “Não há nenhuma vantagem para a criança em assistir a programas de TV, filmes e/ou brincar com jogos violentos. Não existe nada positivo para ela nisso. Somente estimula pensamentos hostis e aumenta o comportamento negativo”, argumenta Paul. Este raciocínio vai ao encontro das palavras do jornalista e escritor Paiva Netto, diretor-presidente da Legião da Boa Vontade (LBV), durante a inauguração do Centro Educacional, Cultural e Comunitário da Instituição no Rio de Janeiro/RJ, em 2 de março de 1996. Na oportunidade, diante de mais de 110 mil pessoas, fez esta reflexão: “A criança só devolve aquilo que a sociedade lhe dá. Se a sociedade BOA VONTADE | 115
  • 113. Ação Jovem LBV — Internacional O estudo lhe der lixo, ela vai devolver lixo. Mas, se der Amor — que significa Fraternidade, Solidariedade —, ela vai ser mais bonita de Espírito e de rosto”. Ao tomar conhecimento desse discurso de Paiva Netto, o psicólogo Paul Boxer fez o seguinte comentário: “É um paralelo justo. Mídia violenta é lixo por essa perspectiva. Ela produz violência, que também é lixo no sentido de que é indesejável para a sociedade. Então, se a substituirmos por uma comunicação positiva, isso transformará a atitude dessas crianças. Certamente, a sociedade só se beneficiará se as novas gerações estiverem Mais de 800 adolescentes foram entrevistados no Estado de Michigan — 430 alunos do ensino médio de comunidades urbanas, suburbanas e rurais; e 390 delinquentes juvenis detidos em instituições municipais e estaduais. Os pais de 720 desses jovens também passaram por entrevista, bem como professores de 717 deles. As questões levadas aos jovens foram sobre programas preferidos na televisão, filmes, videogames e computadores, desde a infância até a adolescência. Foi ainda perguntado a eles se haviam se envolvido em algum tipo de violência física ou comportamentos antissociais, tais como atirar pedras ou usar , em arma. de 2003 e agosto lesd ois ado A equipe de pesEm 28 ssee, d tiroteio t, Tenne quisadores investigou s de um Newpor a culpado ram orto e um os fatores de risco para centes fo omem m aram ou um h comportamentos agressizes aleg que deix Os rapa rida. rgira de vos ou de distúrbios emomulher fe para o delito su ível eia esenta n cionais dos adolescentes. que a id que apr o ogame é precis Pais e professores também um vide no qual , sar violência para pas foram questionados sobre o alto de uficiente atingir heiro s o. Para que tinham observado do obter din e do jog bar a fas ode rou comportamento do(a) filho(a) à próxim gador p jo sasjetivo o car e as ou aluno(a). esse ob s s, espan dar tiro as açõe O estudo focalizou a viocarros, ntre outr e ssoas, , 2003). lência física na programação sinar pe llup Poll s (Ga a criminos televisiva, jogos de videogame, sites e jogos de internet mais acessados pelos jovens. A extensão da violência em shows, internet, videogames e filmes foi classificada por um sistema de código, que variou de zero (sem violência física) a quatro (nível mais alto de violência física). 116 | BOA VONTADE expostas, cada vez menos, a uma mídia violenta”. A preocupação com a formação da cidadania ecumênica dos jovens, sem esquecer a cidadania do Espírito — como define Paiva Netto —, deve ser responsabilidade de todos, tanto dos governos quanto das famílias. E, claro, nenhuma sociedade se beneficiará de uma juventude agressiva, revoltada e violenta. Ainda enfatizando o pensamento do dirigente da LBV, vale destacar trecho de seu artigo “O equilíbrio como objetivo — o sentido lato de cidadania”, compilado a partir de improvisos do autor na década de 1990, no qual fica evidente o caminho para a mudança: “A compreensão das massas ir-se-á maturando até que entendam o valor da cidadania, no sentido lato, pois não é suficiente considerar o cidadão apenas no seu contexto físico, mas também no espiritual, pois qualquer componente dos grupos humanos é, em resumo, constituído por corpo e Alma. Afinal, somos na origem Espírito”. 
  • 114. Acontece nos EUA Jardim da Boa Vontade e da Paz Fotos: Mariana Malaman Ação da LBV em escolas norte-americanas As crianças que participaram da ação da LBV descobriram o verdadeiro sentido do Natal. Felizes, mostram as revistas usadas para compor o trabalho sobre o tema “Jesus é a Razão”. N os Estados Unidos, a atuação da Legião da Boa Vontade no combate à violência utiliza as sementes do Amor Fraterno e da Solidariedade, firmados nos ensinos do Cristo Ecumênico. Entre as diversas ações que desenvolve com esses pequenos cidadãos, está o programa socioeducacional Jardim da Boa Vontade e da Paz. O principal objetivo da iniciativa é permitir que jovens e crianças desenvolvam um olhar crítico e pensem maneiras de inspirar outras pessoas a praticar e promover a Paz. Em recente edição do programa, ocorrida no mês de dezembro, na escola Lincoln Avenue, em Orange, no Estado de Nova Jersey, alunos da 1a série do ensino básico fizeram uma reflexão sobre o tema “Jesus é Ao lado da professora Conceição de Albuquerque, a garotada exibe as criações artísticas que contam a vida do Cristo Ecumênico. As obras (que aparecem no painel) ficam à mostra nos corredores da escola. a Razão”, com ênfase no verdadeiro sentido do Natal. A educadora Conceição de Albuquerque, que coordenou a atividade, relata que as crianças tiveram como tarefa descrever Jesus, o Cristo Ecumênico, depois de estudar um trecho da revista Globalização do Amor Fraterno*. Na publicação, o jornalista e escritor Paiva Netto define o Ecumenismo dos Corações como “aquele que se comove com a dor e se sobrepõe a todos os choques de cultura, por ser Educação aberta à Paz”. Sobre essa atividade, contou a professora Conceição: “Em poucas palavras, a resposta a que elas chegaram é que o Divino Mestre é a razão de um Natal repleto de Amor, felicidade e Solidariedade, porque disse: ‘Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos’ (Evangelho, segundo João, 13:34 e 35)”. Como resultado, pinturas e desenhos produzidos pela garotada na atividade temática formaram um belo jardim de palavras positivas, afixadas em painel no corredor da escola, para a apreciação de todos os alunos e professores. As crianças também confeccionaram um pequeno livro, reunindo figuras, pinturas, orações, quebracabeças e colagens para contar a história do nascimento de Jesus. A monitora Maria Diaz colaborou nessa atividade do Jardim da Boa Vontade e da Paz, com participação especial no conteúdo em espanhol. * Globalização do Amor Fraterno (3a edição — alemão, espanhol, esperanto, francês, inglês, italiano e português) — Publicação entregue a chefes de Estado e demais representações durante o High-Level Segment 2007, da ONU, em Genebra/ Suíça, e na 61ª edição da Conferência Anual das Organizações Não-Governamentais do Departamento de Informação Pública (DPI/NGO), órgão das Nações Unidas, ocorrida em Paris/França.
  • 115. Saúde Como prevenir o câncer de pele Sol Exposição na medida certa Estudo mostra que ação preventiva desde a infância pode reduzir em até 85% os casos de câncer de pele Vera Quednau e Wellington Arthur Fotos: Photos.com E specialistas na área da dermatologia alertam para os perigos que a exposição inadequada ao sol pode oferecer à pele, e o principal deles é a neoplasia cutânea, popularmente conhecida como câncer de pele. Trata-se da formação de células anormais, que passam a se multiplicar de modo desordenado em alguma camada da pele, indicando comportamento diferente das demais. Dependendo da altura que a célula alterada se instalar, um tipo diferente da doen­ ça se apresentará. Apesar de ser o tipo de câncer mais frequente — representa cerca de 25% do número de tumores malignos registrados no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca) —, “a grande maioria dos cânceres de pele é curável, quando o diagnóstico é precoce. Quando tardio, começam as complicações”, destaca a dra. Berenice Capra Valentini, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Em entrevista à BOA VONTADE, a dermatologista falou sobre a doença, os possíveis tratamentos e a urgente necessidade de fazer a prevenção, principalmente no caso das crianças. Estudos recentes da SBD constataram que, se os cuidados com a pele forem adotados desde a infância, a possibilidade de desenvolver o câncer de pele é reduzida em até 85%. BOA VONTADE — Quais os tipos mais comuns de neoplasia cutânea? Dra. Berenice — Basicamente, três tipos. O carcinoma 118 | BOA VONTADE
  • 116. basocelular, que corresponde a 70% dos casos, é o mais frequente e aparece nas áreas expostas ao sol, a exemplo do rosto, do dorso das mãos, das orelhas, das pálpebras, como se fossem bolinhas que crescem. Nesse tipo não existe risco de metástase (quando o câncer se espalha para outros órgãos do corpo), mas, se o paciente deixar a doen­ ça evoluir, ela poderá destruir localmente o tecido. Uma elevação na pele que, muitas vezes, é praticamente da mesma cor e nem chama muito a atenção do paciente. Só que essa lesão não cicatriza, vai evoluindo e lentamente crescendo. O segundo tipo, conhecido como espinocelular, também aparece nas mesmas áreas do corpo, tendo predileção pelas mucosas. É frequente ver lesões malignas nos lábios, por conta da exposição excessiva ao sol e de fatores como o fumo e o álcool. É importante citar que o paciente que sofreu queimadura por fogo e tem cicatriz, se ela não for bem cuidada ou se pegar muito sol no local, pode ali surgir uma lesão espinocelular. Fique atento, caso em uma cicatriz de queimadura antiga aparecer uma lesão que não sara, pro­ cure um médico. O último e mais grave é o melanoma, que surge a partir de sinal ou pinta escura e começa a crescer; pode coçar, doer e, eventualmente, sangrar. Apesar de todos os tratamentos existentes, ele ainda possui um alto índice de mortalidade: 25%. Claro que tudo depende do grau de evolução. “Pacientes cada vez mais jovens, entre 25 e 28 anos, já apresentam lesões por conta da exposição excessiva ao sol na infância ou mesmo na adolescência.” BV — Em que faixa etária o câncer de pele mais se desenvolve? Dra. Berenice — A energia que vem do sol se acumula nas células da pele, e o dano causado também é cumulativo. Ou seja, são precisos alguns anos para que as células se alterem e se transformem em células cancerosas. Então, a faixa etária mais acometida é dos 40 aos 60 anos. O que observamos é que vem diminuindo essa margem. Pacientes cada vez mais jovens, entre 25 e 28 anos, já apresentam lesões por conta da exposição excessiva ao sol na infância ou mesmo na adolescência. BV — Que cuidados deve ter uma pessoa que adquiriu esse tipo de câncer? Dra. Berenice — Terá de usar um filtro solar de forma sistemática. Lembrando que o filtro deve ser usado no dia-a-dia, em especial aplicado nas áreas mais expostas, e não usar somente no momento que está na praia. Em geral, as pessoas fazem a seguinte associação: “Filtro é usado nas férias; mesmo que eu vá ao sol, não preciso dele porque não é verão”. Na verdade pegamos muito mais sol na cidade, porque nos expomos diariamente, do que na praia. A orientação é que não se tome banho de sol sem proteção de um filtro e se proteja com roupas adequadas. Temos frisado muito para a população em geral que o conceito de fotoproteção (proteção que se faz contra a luz solar) não se restringe ao uso do protetor, pois ele não é um passaporte para que o paciente possa se expor ao sol por horas. “Eu uso o filtro, não terei problema.” Não é bem assim. Precisa de roupa adequada que cubra o corpo, chapéu de abas Sol na dose certa faz bem à saúde Especialistas recomendam tomar sol, pelo menos, de 10 a 15 minutos por semana, pois isso traz benefícios à saúde. Comprovadamente, graças aos raios solares o corpo humano consegue sintetizar, em quantidade suficiente, a vitamina D, que tem papel importante na maioria das funções metabólicas, musculares, cardíacas e neurológicas, contribuindo também para o tratamento da hipertensão leve. Sua deficiência pode, por exemplo, precipitar e aumentar a osteoporose. Na dose certa, os raios ultravioleta proporcionam outros benefícios, como a repigmentação, ajudando a combater certas doenças que causam descoloração da pele, e melhora do humor. Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia BOA VONTADE | 119
  • 117. Saúde largas, óculos escuros. O olho é sensível à radiação solar, há pessoas que podem contrair catarata e outras alterações de retina por conta desse excesso. BV — Prevenir é sempre o melhor remédio… Dra. Berenice — Isso é o mais importante. As campanhas, em especial as da Sociedade Brasileira de Dermatologia, falam BV — O que é mais importante sobre a prevenção. Orientamos os para a cura do câncer? pais sobre a necessidade de evitar Dra. Berenice — A cura depen- que as crianças pequenas tomem derá do tipo de câncer e do estágio sol, elas devem ficar na sombra. em que for diagnosticado. Daí a Quando sair ao sol, a pessoa deve importância de fazer o diagnóstico usar protetor solar adequado precocemente, pois a ao tipo de pele, de cura é mais fácil. Em preferência, fator 15 “Temos frisado muito para cima. Não ficar especial nos casos para a população em exposta ao sol forte de carcinoma basocelular e espinocegeral que o conceito das 10 às 16 horas, lular, que possuem ficar mais à somde fotoproteção um índice pequeno bra. Um alerta: os de se espalharem (proteção que se faz guarda-sóis de náipelo corpo. Uma lecontra a luz solar) não lon não protegem de são inicial pode ser maneira adequada: se restringe ao uso do fazem sombra, são tratada de diversas maneiras; inclusiprotetor, pois ele não leves, mas deixam ve, cirurgicamente, passar mais de 90% é um passaporte para da radiação solar. com certa margem de segurança. Existem que o paciente possa Lembre-se também outros tratamentos: a de que o filtro sai se expor ao sol por radioterapia (procesdepois de um tempo horas.” so químico sobre a que estamos na água. lesão) e a crioterapia Então, é preciso se(congelamento na car a pele e reaplicálesão), por exemplo. -lo de novo. Muitas O melanoma é mais vezes isso não é feicomplicado porque to e, desse modo, as pode provocar mepessoas terminam se tástases, e não basta queimando. De vez apenas tirar a lesão por em quando, elas devem cirurgia. É um paciente que se olhar, na hora do banho, depois será acompanhado por um olhar os sinais que têm e, se em oncologista, fará acompanhamento algum momento, eles estão se periódico com exames de imagem, modificando; devem ficar atentas de sangue; enfim, deve ser moni- para alguma lesão nova e dirigirtorado em relação à evolução da se ao dermatologista para uma doença. avaliação médica. 120 | BOA VONTADE
  • 118. Ricardo Ventura Viver é Melhor! Protagonizando um mundo de Paz Saúde plena O entusiasmo da Juventude Ecumênica Militante da Boa Vontade de Deus em Curitiba/PR P da juventude róximo de completar seis décadas de existência, em 1º de janeiro de 2010, a Legião da Boa Vontade (LBV) reafirma seu caráter jovial, vanguardeiro e renovador. Segue fiel a uma de suas características mais marcantes: a de reunir multidões de jovens congraçados pelo ideal do Amor Fraterno. Mesmo aqueles que já somam muitos anos de vida e cabelos brancos têm espaço nesse Movimento e, para isso, contam com total incentivo do líder da Militância da Boa Vontade de Deus, Paiva Netto. É dele, aliás, esta célebre definição motivadora: “Jovem é aquele que não perdeu o Ideal!”. Diante da crueza do noticiário, que ainda revela faces de uma ju- ventude à mercê da violência e da criminalidade, os exemplos da prática cotidiana da LBV brotam como contraponto sugestivo e reforçam a mensagem de que não se pode deixar de cultivar espaços de expressão da capacidade jovem de construir um mundo mais justo e feliz. Na memória de milhares de pessoas que na década de 1980 acompanharam as ações da Instituição, mantém-se indelével, tanto quanto nos dias de hoje, a resposta do dirigente da LBV aos que desdenhavam do papel renovador dos mais moços: “Juventude perdida, nada!”. E os jovens respondem afirmativamente a esse voto de confiança. De forma eficiente, são disponibilizadas ferramentas transfor- Angélica Beck madoras como Educação, Cultura, Arte, Comunicação e Esporte para a autonomia do indivíduo e seu reconhecimento como partícipe ativo dos processos de melhoria da própria realidade. Isso tudo se resume no convite ao Ecumenismo das Almas e dos Corações e à vivência do Novo Mandamento de Jesus, o Cristo Ecumênico: “Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos, se tiverdes o mesmo Amor uns pelos outros” (Evangelho de Jesus, segundo João, 13:34 e 35). O programa Viver é Melhor!, transmitido pela Boa Vontade TV, recebeu Paula Suelí, militante jovem da Boa Vontade de Deus, para falar sobre as ações das Instituições BOA VONTADE | 121
  • 119. Aneliése de Oliveira Viver é Melhor! Angélica Beck (E) entrevista Paula Suelí, da Juventude Militante da LBV, no programa Viver é Melhor!, na Boa Vontade TV, canal 23 da SKY. da Boa Vontade em prol de uma juventude social e espiritualmente saudável. BOA VONTADE — Quais fragilidades ainda nos afastam da Paz? Paula — Às vezes, vemos subestimado o nosso poder de intervenção sobre o mundo e a nossa capacidade de alterá-lo para melhor, e isso é uma perda para todos. O indivíduo renuncia ao direito de protagonizar um mundo de Paz. Essa Paz não é uma situação isolada, mágica, que ocorre de uma hora para outra. É a construção cotidiana a exigir que a gente se conheça e se reconheça para além da superfície. Lançamos, por exemplo, sobre as escolas uma expectativa que excede a sua atual possibilidade de mudança. Espera-se que elas formem rapidamente os tais “cidadãos de bem”, sendo que nós, como sociedade, temos andes André Fern Jovem da LBV em atividade voluntária com crianças atendidas pela Instituição. admitido um currículo, uma grade de estudos que praticamente não passa pelas questões essenciais da vida. Fala-se de matemática, de física, de biologia, mas pouco ou nada sobre família, autoconhecimento, Espiritualidade. BV — Neste cenário, quais os esforços da LBV? Paula — Eles culminam na Pedagogia do Cidadão Ecumênico, enunciada pelo educador Paiva Netto, que promove um exercício diário, validando os conteúdos da educação formal, mas, acima de tudo, fazendo pensar sobre o que faremos com esse conhecimento em sociedade; ou seja, a quem estamos servindo? Há tantos interesses reprováveis, os quais nós mesmos condenamos... Não gostamos do egoísmo, da inveja, da fofoca, mas quantas vezes somos instrumentos dessas atitudes, que invalidam a convivência solidária? Está na hora de pensar sobre isso nas escolas, em família, na comunidade, para ter o direito de viver de forma sustentável. BV — Qual o resultado na comunicação da Boa Vontade ao investir fortemente em espaços de diálogo para a juventude? Paula — Isso nos faz refletir no teor educativo desses espaços e no tamanho da discussão que devemos promover quanto ao significado da comunicação social. Do contrário, nós nos isentaremos da responsabili­ dade humana e espiritual que nos é inerente. O escritor Paiva Netto* analisa: “(...) Esta é uma situação (a de observarmos que a riqueza e a pobreza estão dentro de nós, e não apenas nas estruturas exteriores) que não afeta apenas o Brasil (quer dizer, a falta de reconhecimento de que somos extremamente ricos interiormente afeta todos os países), é mundial: durante gerações foi-se oferecendo à grande parte das crianças e dos jovens pouco mais que lixo. Depois, há quem se surpreenda com o resultado obtido por tão funesta sementeira, a cultura do crime (que se compraz no conflito entre povos, ou mesmo dentro das famílias e das nações, verdadeiras guerras civis não declaradas), da qual a mocidade é a principal vítima (como está no Apocalipse, 8), a causar outras tantas em todas as classes (...)”. Às vezes, a gente se espanta: “Oh, o jovem que é a nossa perspectiva de futuro tornou-se o multiplicador da violência!”. Ele se torna a expressão daquilo que admitimos como os modelos sociais que nos atendem. Mas o que vemos nas frentes solidárias da LBV, em sua comunicação, são jovens compartilhando experiências voltadas ao sucesso, às coisas que dão certo quando há o esforço para * Trecho do livro Somos todos Profetas, p. 126, 44a ed., do escritor Paiva Netto. 122 | BOA VONTADE
  • 120. BV — Precisamos estabelecer um olhar mais otimista sobre a juventude? Paula — Certamente. É de emocionar, quanta gente fantástica o Brasil está produzindo a partir de uma nova lógica de Educação, inspirada pela Fraternidade Real do Novo Mandamento de Jesus! Essa nova lógica se compromete com o Espírito, não com o que alguém parece ser, com quanto dinheiro a pessoa tem, se é que tem algum — jovem geralmente nunca tem dinheiro mesmo (risos). Há futuro para o Brasil e para o Planeta quando se reconhece o Ser Humano como Ser Espiritual. Aliás, fica aqui o nosso convite para todos participarem desse Movimento nas Instituições da Boa Vontade, visitarem as Escolas da LBV e verem os verdadeiros milagres sociais que ocorrem quando se investe no Ser Humano e no seu Espírito eterno. Para conhecer essa militância, acesse: www.boavontade.com. Divulgação BV — As crianças podem contribuir para um mundo mais solidário? Paula — Sem dúvida. (...) Paiva Netto propôs a criação do Fórum Internacional dos Soldadinhos de Deus, da LBV, e lançou um desafio às crianças: que pautassem o que queriam ver no mundo. Anualmente, escolhem os temas, os nomes, a “cara” do Fórum. E o que eu acho invejável no caso das crianças é que não duvidam. Questionam, questionam, mas não duvidam; elas creem. E essa crença é capaz de mover as coisas, as pessoas. Muitas famílias e pais vêm contar das enormes lições que aprenderam com os filhos. Gosto muito disso porque, como afirma Paiva Netto, “o Jovem é o futuro no presente”, e não devemos ficar adiando essa possibilidade de mudança. A atitude do questionamento comprometido, da crítica atuante, das alternativas que podem surgir dessas parcerias sociais, tudo isso não é abstrato, antes é efetivo, concreto e bom para nossas crianças e jovens. André Fernandes o Bem. E representam milhões de outros jovens que conhecemos e com os quais convivemos no Brasil inteiro, nos espaços de mobilização juvenil. Asteroide não atinge a Terra “por pouco” CURIOSIDADE E é o apocalipse que assusta? Na primeira segunda-feira de março, dia 2, um asteroide passou de “raspão” pela Terra (a cerca de 60 mil quilômetros), sete vezes mais perto que a Lua, informou o observatório de Siding Spring, na Austrália. O 2009 DD45 tem entre 21 e 47 metros de diâmetro e assemelha-se a outro que caiu na Sibéria, em 1908, com a força destrutiva de mil bombas atômicas. Ele foi detectado pelo cientista contratado pela NASA Rob McNaught, três dias antes da passagem. São cerca de mil os asteroides considerados perigosos ao passar tão perto da Terra. Para o cientista, a probabilidade de que asteroides menores atinjam o planeta, com riscos para uma cidade inteira, é de uma a cada cem anos. BOA VONTADE | 123
  • 121. Vivian Ribeiro Esporte Super Rádio Brasil (AM 940 kHz) em festa Momento Esportivo 10 anos de informação e credibilidade Karine Salles e Simone Barreto Vontade. O dirigente da LBV dedicou mensagem em que fortalece a corrente pela Paz nos esportes — um dos objetivos do programa idealizado com base na campanha pioneira da Legião da Boa Vontade: Esporte é Vida, não violência!*, destacada por meio de faixas, cartazes e panfletos em diversos jogos de futebol em todo o Brasil, desde 1978, quando foi iniciada. De improviso, Paiva Netto saudou o importante marco: “No 10o aniversário do Momento Esportivo, da SuJornalista e professor Francisco Aiello é comentarista e integra a equipe de Esportes da Super Rádio Brasil, em 2009. per Rádio Brasil, emissora da Boa Vontade do Rio de Janeiro, antes de tudo, quero dar os parabéns à extraordinária equipe que tornou realidade esse programa que lanRafael Araújo cei, porque sou Repórter da um amante dos equipe de esportes esportes. Meu da Super RBV, abraço para o desde 2008. Marcelo Figueiredo, Gustavo Adolfo, Maurício Moreira, Hugo Lago, Eduardo Freitas, André Gonçalves, Wilson Pimentel, Gerson Júnior, Rafael Araújo, José Guerra e Pedro Paulo Torres. Não posso esquecer, ainda, o entusiasmo do Francisco de Assis Periotto e desses fiéis ouvintes que nos prestigiam com sua audiência”. E completou: “O programa Momento Esportivo, da Super Rádio Brasil, emissora da Boa Vontade Vivian Ribeiro D iariamente, os ouvintes da Super Rádio Brasil 940 AM, emissora da Super Rede Boa Vontade do Rio de Janeiro/RJ, acompanham no programa Momento Esportivo (das 12h05 às 13h30) as principais notícias do esporte, além de conferir entrevistas com jogadores, equipe técnica e trazer reportagens especiais. Eleito pelo Sindicato dos Treinadores de Futebol Profissional do Rio de Janeiro, em 2008, como melhor programa esportivo local do rádio, pelo terceiro ano consecutivo, o Momento Esportivo completou, no dia 4 de janeiro, 10 anos de informação e credibilidade no ar. Na programação especial de aniversário, toda a equipe e ouvintes receberam as felicitações do radialista e jornalista Paiva Netto, criador da atração e da emissora da Boa * A Campanha LBV — Esporte é Vida, não violência! tem o objetivo de promover Paz nos estádios no Brasil e no mundo. A campanha recebeu o respaldo do então presidente da Fifa, dr. João Havelange, que homenageou Paiva Netto com a famosa Bola de Ouro. Grandes ícones do esporte, como Zico, Romário, Zagallo, Bebeto, Taffarel, Dunga, além do saudoso Telê Santana e de tantos outros craques, sempre apoiaram a iniciativa do dirigente da LBV. 124 | BOA VONTADE
  • 122. Pedro Paulo Vivian Ribeiro José Sotero Divulgação Joã oP erio tto Clayton Ferreira (...), é esporte de vanguarda: junta a alegria do futebol com o imprescindível conforto aos que sofrem. Quanta alegria eles levam à gente acamada, a quem está perdido na vida, e escuta essa turma bradando saúde e felicidade. Muitos são levantados ao ouvir as palavras de quem lhes quer bem! Estamos, assim, diante da função social do rádio, pela valorização O diretor-presidente da LBV com a equipe do programa do Ser Humano e de seu EsMomento Esportivo, da Super Rede Boa Vontade de Rádio pírito eterno, com pioneiras (AM 940 kHz — Super Rádio Brasil): a partir da esquerda, Maurício Moreira, André Gonçalves, Gerson Júnior, Hugo campanhas lançadas, há Lago, Gustavo Adolfo e Eduardo Freitas. No destaque, conversa décadas, pela Legião da Boa com Marcelo Figueiredo, coordenador de Esporte da Super RBV. Vontade, a LBV, no combate diário às drogas e à violência nos estádios, sempre trabalhando do Rio de Janeiro e colunista desta destacou: “Parabéns ao Momento a favor da vida saudável de crian- revista José Carlos Araújo mandou Esportivo pelo excelente serviço que ças, jovens e adultos. O seu recado: “Alô, galera! vem prestando ao mundo do futebol, Momento Esportivo chega Aqui é José Carlos Araújo com assuntos atuais e sempre em aos 10 anos, neste início que está falando para cum- dia com a notícia”. de janeiro de 2009, com Também saudaram a década de primentar pelos 10 anos isenção e credibilidade. do Momento Esportivo, vida do programa Eraldo Leite, Minha saudação fraterna t esse programa da hora do presiden­e da Associação de Croa todos e Viva Jesus, o Rei José Carlos Araújo almoço que já passou a nistas Esportivos do RJ (Acerj); dos Esportes!”. ser referência na crônica esportiva Luís Roberto, da TV Globo; nacional e, principalmente, para as Marcos Penido, do jornal O Globo A homenagem de e vice-presidente da Acerj; agências de informação, personalidades Evaldo José, da CBN; Rainternet”. Durante essa edição especial, fael Marques, da Rádio Para o tetracampeão centenas de ouvintes ligaram para mundial Zagallo, “é de Globo; Daniel Pereira, parabenizar a iniciativa, além de grande importância que da Sportv; Rodrigo Veiga, diversos amigos da mídia que acom- o Momento Esportivo da Rádio Jovem Pan e corZagallo panham a programação. Entre as ho- esteja comemorando 10 respondente da Agência menagens, a mensagem do prefeito anos. Parabéns por essa garra, Reuters; Wellington Campos, da do Rio de Janeiro, Eduardo Paes: entusiasmo que vocês dão a todos Rádio Itatiaia (de Minas Gerais); os “Um abraço especial ao nosso que- nós do esporte. E que, cada vez técnicos Ney Franco (Botafogo), rido presidente José de mais, vocês possam, a Cuca (Flamengo) e René Paiva Netto, e para- cada momento, a cada Simões (ex-Fluminense); béns pelos 10 anos do disputa, proteger o futebol Hamilton Rodrigues, programa Momento brasileiro”. lo­ utor; e Adilson Couc Esportivo”. tinho, coordenador de Zico, que este ano assuO comunicador es- miu a função de técnico do esportes da TV Record do Eduardo Paes Zico portivo da Rádio Globo CSKA Moscou, da Rússia, Rio de Janeiro. BOA VONTADE | 125
  • 123. Melhor Idade Medicina preventiva Atitudes para uma vida saudável Quanto mais cedo, melhor Walter Periotto Daniel Trevisan Fotos: Photos.com Walter Periotto C omo viver mais e melhor? Com a ajuda de especialistas, trazemos nesta edição algumas dicas que, realmente, valem a pena ser seguidas por todos. Uma das recomendações mais indicadas é a atividade física, em especial o hábito de caminhar. Além dos benefícios comprovados ao corpo, favorece a mente e colabora, mesmo, para uma vida social mais ativa e feliz. O geriatra Félix Magalhães lembra que mexer os músculos faz bem, inclusive, para a memória. Diversas pesquisas afirmam que exercícios regulares, além de diminuir o risco de 126 | BOA VONTADE pequenos acidentes vasculares cerebrais, melhoram a saúde cardiovas­ ular, ajudam a reduzir c o estresse e ainda beneficiam a irrigação sanguínea do cérebro. Para o médico, a atividade é potencialmen­ e mais favorável t ao idoso se for realizada em grupo. “As pessoas tendem a ter qualidade de vida, porque elas se sociabilizam mais e realizam o que normalmente não fariam sozinhas. E essa convivência é importante para estimular a memória, o corpo, mantendo equilibrada a saúde”. O dr. Félix, contudo, ressalta que o contrário, ou seja, o isolamento, pode acarretar uma série de doenças psicológicas e físicas, entre elas a depressão e o aumento da ansiedade. O médico de família e especialista em patologias Francis Fujii complementa dizendo que é importante “ter uma fecundação segura, boa gestação, cuidar desta criança, do seu crescimento, do adolescente, do adulto jovem, aí, sim, se chegará à Terceira Idade saudável”.
  • 124. Vilões da longevidade O bom desempenho orgânico depende de prioridades, declara o dr. Fujii que é necessário “ter uma boa alimentação, mesmo no mundo atual, em que a gente vive muito de fast-food. É preciso ter controle da obesidade, um problema que acomete 30% da população e é fator de risco de doenças cardiovasculares. Parar de fumar ou não fumar, que é o principal fator de risco de câncer de pulmão, o tipo que mais afeta a Melhor Idade”. Segundo o patologista, necessário se faz também o mais cedo possível procurar um médico de confiança, que, conhecendo o histórico pessoal e familiar, possa aliar a medicina preventiva à curativa. Nos cuidados apontados pelo médico, existem alguns exames que homens e mulheres devem fazer periodicamente, “hemograma, ureia, TGO, TGP, creatinina, glicemia (por causa do diabete), acrescentando o perfil lipídico: colesterol total, triglicerídeos, o exame de urina”. E completa a lista: “Dependendo do sexo, a investigação de determinadas aplasias, a exemplo do câncer de próstata, mama, útero”. O dr. Fujii recomenda o hábito de sempre aferir a pressão arterial, pois atualmente um terço da população mundial é S Ã O hipertensa:“Sabe-se que a pressão elevada, por muito tempo, causa lesão a órgãos-alvo, como retina, coração, vasos sanguíneos, rins”. Hoje, apesar de representar um mal crônico, a hipertensão pode ser controlada, evitando-se o sal, o álcool, praticando atividade física e tomando o medicamento corretamente, conforme a orientação médica. L U Í S / M A Cursos da LBV dão novas perspectivas para a Melhor Idade Arquivo BV A vida de Maria Raimunda Mendes, 76, dades, a confeccionar objetos de decoração mudou depois de conhecer a Legião da Boa utilizando materiais reciclados. Vontade. Há cinco anos, estava desempreAo conseguir gerar a própria renda, com gada e resolveu conhecer a LBV em São o apoio da Instituição, a maranhense decidiu Luís/MA. De lá para cá, a transformação foi dar um importante passo: realizar o sonho completa, a começar pelo convívio com o da casa própria. “É Deus no céu e a LBV semelhante: “Eu era tão ignorante que nem na minha vida. Com meu trabalho humilde, sabia tratar bem as pessoas”. Na LBV isso cheguei a construir uma casinha.” mudou, pois ela foi acolhida “com dignidaDiante das vitórias alcançadas, dona “É Deus no céu de, como cristã; e todo mundo quer ser Raimunda agradece: “Eu quero que José e a LBV na minha vida. tratado como Ser Humano!”. de Paiva Netto seja cada dia mais feliz. Entretanto, o aprendizado de Que Deus lhe dê saúde, força, para Com meu trabalho humilde, dona Raimunda apenas estava cocom seu talento vencer e lutar pelos cheguei a construir uma meçando, assim como a perspectiva pobres, como tem lutado até hoje. Concasinha.” de um futuro melhor. Ela participou do tinue fazendo o que faz (...). Que Deus Raimunda Mendes curso de geração de renda, profissioo guie na sua 76 anos nalizou-se e aprendeu, entre outras ativitrajetória”. V I S I TE , A P A I X O N E - S E E A J U D E A L B V ! R u a R i b a m a r Pi n h e i ro, 9 — M a d r e D e u s — S ã o Lu í s / M A — Te l . : ( 98 ) 32 1 4 - 1 42 8 LBçVo! éa ã BOA VONTADE | 127
  • 125. 1  3  2 4 7 6 5  9  8 10 Encontre a joaninha igual à do destaque (1) Raphael Luiz Costa Manoel, 7 anos, Rio de Janeiro/RJ, (2) Wesllei Goulart Rodrigues, 8 anos, Porto Alegre/RS (3) Lays Gonçalves Bento, 7 anos, Guarulhos/SP, (4) Maria Clara Sussai Paraíba, 3 anos, Morrinhos/GO, (5) Gabriela Escobar, 10 anos, Belém/PA, (6) Juliano Samuel de Freitas Avanci, 11 anos, e Lucas Rafael de Freitas Avanci, 5 anos, Campinas/SP, (7) Thamires Maria Gimenes Chagas, 4 anos, e Lucas Vinícios Gimenes Chagas, 14 anos, Patrocínio/MG, (8) Isabela Mello Floriano, 5 anos, Campo Grande/MS, (9) Raíssa Roberta de Paula Coelho, 7 anos, Rio de Janeiro/RJ e (10) Alexandro José Pinto Filho, 2 anos, São Gonçalo/RJ. Quantos corações existem na figura abaixo? Resposta: 1. | BOA VONTADE Resposta: 7. 128
  • 126. Novo Mandamento de Jesus, o Cristo Ecumênico “Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos.(...) Não há maior Amor do que doar a própria Vida pelos seus amigos” (Evangelho, segundo João, 13:34 e 35 e 15:9). Soldadinhos de Deus, da LBV, falam sobre Jesus, o Divino Mestre, com base nos ensinamentos que aprendem nas Aulas de Moral Ecumênica (AMEs). Francisco Gabriel da Silva Lima, 12 anos, de Cuiabá/MT As pessoas que dão bons frutos são as que cumprem o Novo Mandamento de Jesus, que “amam a Deus sobre todas as coisas”* e cuidam de tudo que tem no mundo. Em nossa vida diária a gente tem que participar, tirar o máximo de conhecimento das Aulas de Moral Ecumênica, da Religião de Deus, ser multiplicador dessas ideias, fazer reunião familiar. Nós temos que ser solidários, ajudar uns aos outros e tudo mais que seja bom. Para darmos bons frutos em nossa vida, veja as dicas do Soldadinho de Deus Stéphany Valverde da Conceição, 9 anos, do Rio de Janeiro/RJ: 1- Todas as coisas que nós fizermos com Jesus, com a inspiração Dele, ficarão ótimas! 2- Não jogar lixo nas ruas, não poluir os rios, não queimar as florestas e não maltratar os animais. 3- Ir às AMEs, fazer preces e ficar sempre na sintonia de Jesus. * “Amar a Deus sobre todas as coisas” é o primeiro dos 10 Mandamentos dos Soldadinhos de Deus, da LBV. “A estabilidade do mundo começa no coração da criança. Por isso, na LBV praticamos, há tantos anos, a Pedagogia do Afeto.” Paiva Netto BOA VONTADE | 129
  • 127. “Empresários, ajudem. A LBV faz um trabalho belíssimo que dignifica a vida de pequenos jovens que estão começando a vida.” Robson Caetano Clayton Ferreira Esportista, referindo-se aos programas desenvolvidos pela Instituição em favor da infância e da juventude. “Ó belo Templo da Paz! És maravilha de Luz, um pedacinho de Céu feito em nome de Jesus!” Carolina Dutra FRASES FRASES Quadrinha em homenagem ao Templo da Boa Vontade, composta pelo escritor, poeta e prosador Ádison do Amaral, presidente da Academia de Trovadores do Distrito Federal e fundador da Ação Paramaçônica Juvenil do Grande Oriente do Brasil. Campeão no Pan e na Solidariedade “Não poderia existir homenagem melhor para fechar esse dia especial. Criança significa pureza e o que elas expressam é algo sincero! Obrigada por estarem aqui. Quero ter o prazer de ver vocês formados nessa escola. Estudem bastante! Eu estou muito feliz neste momento.” “O que a LBV faz é um exemplo a ser seguido. (...) É uma satisfação muito grande trabalhar com vocês.” Inezita Barroso Cantora e apresentadora de TV, destaca o carinho dos alunos do Instituto de Educação da LBV, na capital paulista, que saudaram os seus 84 anos de vida, completados em 4 de março. Roberta Assis Diogo Silva “O trabalho da LBV é lindo e eu o conheço Lutador de tae kwon do, comentando sua participação na Campanha Natal Permanente da LBV — Jesus, o Pão Nosso de cada dia! de perto.” Daiane dos Santos Vinícius Ramão Ivan Schupicov Ginasta (Na foto com algumas das crianças atendidas pela LBV em Curitiba/PR)