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Construir o futuro é necessário <ul><li>Crise tem relações e impactos muito diferenciados entre países, setores e empresas...
A long and winding road...
<ul><li>Um forte sentimento de pertencimento nacional, em um contexto de rica diversidade cultural e regional </li></ul><u...
<ul><li>Indústria financeira desenvolvida, mas ainda enviesada por um elevado patamar de juros   </li></ul><ul><li>Diversi...
2006: desempenho comparado no Teste Pisa de Matemática Destaque: frágeis competências ... Fonte: CEPAL
<ul><li>...e baixo esforço em inovação </li></ul>2005: capacidade inovadora da indústria Fonte: De Negri/IPEA (*) PINTEC-I...
Yesterday ...
Crescimento liderado pelo mercado interno: consumo e investimentos  Contribuição ao crescimento por trimestre (%) Fonte: B...
...pelo crescimento da massa salarial...
... e forte expansão do investimento... Desde 2005.II, FBCF cresce acima do PIB
...resultando em expansão do emprego formal Em março, elevação do emprego formal pelo segundo mês consecutivo (+0,11% em r...
Drama...
Crise: profunda, intensa e sincronizada… Variação, 3m/3m, ajuste sazonal (ambos eixos) Fonte: Bradesco Taxa de crescimento...
Sinais de estabilização em alguns mercados de ativos indicam luz no fim do túnel? Fonte: Bloomberg “  é possível ... 2010....
No Brasil: impacto mais forte e concentrado que nas crises anteriores  Fontes: IBGE, Elaboração: BNDES
Queda da produção industrial concentrada em alguns setores FONTE: FGV ELABORAÇÃO: BRADESCO Fonte : IBGE. Elaboração: BNDES...
Queda das exportações explica maior parte do resultado negativo industrial Fonte: IBGE e Funcex.  Elaboração: BNDES Contri...
Mas ... será que paramos de cair? FONTE: FGV ELABORAÇÃO: BRADESCO Fonte: IBGE; BNDES Bolsa em alta Dólar em baixa Fonte: I...
Para não dizer que não falei de flores…. Quem sabe faz hora,  não espera acontecer….
Crise internacional: fragilidade diferenciada entre países <ul><li>Maior fragilidade </li></ul><ul><li>Mercado interno lim...
<ul><li>Maior fragilidade </li></ul><ul><li>Estrutura especializada </li></ul><ul><li>Exportação de poucos produtos (recur...
Fonte: IBGE Projeção: BNDES Taxa de investimento (% PIB) Brasil: perspectivas p/investimento ainda promissoras Previsão
2009-2012: US$ 567 bilhões de investimento Consistência dos planos de investimento: taxa de crescimento anual 2009-2012: 9...
Investimentos em energia e infraestrutura não foram afetados pela crise BNDES – Pesquisa Ago/2008 X Dez/2008 (R$ bilhões) ...
<ul><li>Forte crescimento dos desembolsos </li></ul><ul><li>Destaque paraprojetos de infraestrutura </li></ul>Em 2008: inv...
(Not) the end…
<ul><li>O antes </li></ul><ul><li>Exuberância irracional dos mercados =>  ineficiências  (empresariais, de políticas públi...
Voltam os fundamentos da competitividade <ul><li>O depois (talvez...) </li></ul><ul><li>Tendências  competitivas e tecnoló...
<ul><li>Política econômica: estabilidade </li></ul><ul><li>Políticas sociais: crescente eficácia </li></ul><ul><li>Polític...
Explorando fortalezas... <ul><li>Crescente eficácia das políticas públicas pró-investimento </li></ul><ul><li>Indústria fi...
... mitigando debilidades... <ul><li>Avançar sobre nossa maior debilidade => competências   </li></ul><ul><li>Educação : m...
<ul><li>Cada nação tem história, estrutura, demandas, aspirações e interesses nacionais próprios. Portanto,  estratégia e ...
O momento e os nervos <ul><li>O Brasil está em um período de disjuntiva:  </li></ul><ul><ul><li>“ mais uma vez... estamos ...
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Palestra: Crescimento e Competitividade do Setor Produtivo Brasileiro. Palestrante: João Carlos Ferraz

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Palestra sobre fatores como a questão energética e o peso da energia elétrica na estrutura de custos do setor produtivo nacional, os investimentos em infraestrutura, as políticas macro-econômica, tributária e educacional.

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Palestra: Crescimento e Competitividade do Setor Produtivo Brasileiro. Palestrante: João Carlos Ferraz

  1. 1. João Carlos Ferraz 13 de Maio de 2009 Bienal de Energia 2009 3a. Conferência Internacional para Clientes Corporativos CEMIG … and, if I had to bet…. I would bet in Brazil…. Prof. Masahisa Fujita, President, Institute of Developing Economies, Symposium “Rise of the Next Giants: Anatomy of BRICs”, Tokyo, Dec. 2006
  2. 2. Construir o futuro é necessário <ul><li>Crise tem relações e impactos muito diferenciados entre países, setores e empresas </li></ul><ul><li>Crise veio e irá embora. Enxergar além do horizonte da incerteza e construir o futuro é necessário </li></ul><ul><li>O Brasil pode emergir + forte se explorar suas vantagens específicas: </li></ul><ul><ul><li>Mercado interno, em particular consumo de massas </li></ul></ul><ul><ul><li>Infraestrutura, em particular o complexo energias </li></ul></ul>
  3. 3. A long and winding road...
  4. 4. <ul><li>Um forte sentimento de pertencimento nacional, em um contexto de rica diversidade cultural e regional </li></ul><ul><li>Democracia estabelecida, instituições em consolidação </li></ul><ul><li>Estado relativamente organizado, necessitando fortalecer suas capacidades </li></ul><ul><li>Sociedade desigual mantêm o (amplo) mercado doméstico abaixo de seu potencial. O crescimento recente da renda real de classes de menor poder aquisitivo abre novas oportunidades de expansão e acumulação de riquezas </li></ul>Em que país vivemos?
  5. 5. <ul><li>Indústria financeira desenvolvida, mas ainda enviesada por um elevado patamar de juros </li></ul><ul><li>Diversidade ambiental ainda pouco valorizada </li></ul><ul><li>Base de recursos naturais muito rica e ainda em expansão </li></ul><ul><li>Infraestrutura ainda insuficiente para sustentar um crescimento inclusivo </li></ul><ul><li>Sistema produtivo complexo mas carente de investimentos e, principalmente, de capacidade de inovar </li></ul><ul><li>Capacidades: algumas ilhas e poucos arquipélagos com forte competência educacional e científica </li></ul><ul><li>Deterioração da segurança cidadã e baixa qualidade da educação e da saúde </li></ul>Em que país vivemos?
  6. 6. 2006: desempenho comparado no Teste Pisa de Matemática Destaque: frágeis competências ... Fonte: CEPAL
  7. 7. <ul><li>...e baixo esforço em inovação </li></ul>2005: capacidade inovadora da indústria Fonte: De Negri/IPEA (*) PINTEC-IBGE 31 mil empresas declararam realizar algum tipo de inovação P&D interno: 0,6% vendas (EU = 1,2%) Lançam novos produtos (p/o mercado): 10% das empresas (EU = 37%) Empresas inovadoras (*) Empresas com P&D contínuo Empresas c/Laborat. P&D Pessoal dedicação exclusiva P&D Doutores Mestres Outros 31.715 2.133 (6,7%) 743 (2,3%) 884 2.665 33.025
  8. 8. Yesterday ...
  9. 9. Crescimento liderado pelo mercado interno: consumo e investimentos Contribuição ao crescimento por trimestre (%) Fonte: Banco Central do Brasil
  10. 10. ...pelo crescimento da massa salarial...
  11. 11. ... e forte expansão do investimento... Desde 2005.II, FBCF cresce acima do PIB
  12. 12. ...resultando em expansão do emprego formal Em março, elevação do emprego formal pelo segundo mês consecutivo (+0,11% em relação a janeiro)
  13. 13. Drama...
  14. 14. Crise: profunda, intensa e sincronizada… Variação, 3m/3m, ajuste sazonal (ambos eixos) Fonte: Bradesco Taxa de crescimento da produção industrial Um vírus mutante e adaptativo ataca e expõe fragilidades de cada país
  15. 15. Sinais de estabilização em alguns mercados de ativos indicam luz no fim do túnel? Fonte: Bloomberg “ é possível ... 2010... crescimento do mundo... liderado e explicado pelo crescimento ... do Brasil, Índia e China” Vitoria Saddi, University of Southern California e RGE Monitor Fonte: FMI
  16. 16. No Brasil: impacto mais forte e concentrado que nas crises anteriores Fontes: IBGE, Elaboração: BNDES
  17. 17. Queda da produção industrial concentrada em alguns setores FONTE: FGV ELABORAÇÃO: BRADESCO Fonte : IBGE. Elaboração: BNDES Contribuição à queda da produção industrial (mar-09/set-08), com ajuste sazonal 3 Setores respondem por 56% da queda
  18. 18. Queda das exportações explica maior parte do resultado negativo industrial Fonte: IBGE e Funcex. Elaboração: BNDES Contribuição das exportações e da demanda doméstica na queda da produção industrial – Set/08 a Mar/09 Mais de 50% da queda resulta da fraca demanda externa
  19. 19. Mas ... será que paramos de cair? FONTE: FGV ELABORAÇÃO: BRADESCO Fonte: IBGE; BNDES Bolsa em alta Dólar em baixa Fonte: IBGE; BNDES Criação de empregos positiva Atividades não dependentes de crédito em alta
  20. 20. Para não dizer que não falei de flores…. Quem sabe faz hora, não espera acontecer….
  21. 21. Crise internacional: fragilidade diferenciada entre países <ul><li>Maior fragilidade </li></ul><ul><li>Mercado interno limitado e baixa renda </li></ul><ul><li>Setor financeiro frágil </li></ul><ul><li>Altos níveis de endividamento </li></ul><ul><li>Fundamentos econômicos frágeis </li></ul><ul><li>Pouca experiência com crises </li></ul><ul><li>Momento econômico de baixo crescimento </li></ul><ul><li>Política econômica de baixa resposta </li></ul><ul><li>Baixa capacidade de realizar investimentos públicos </li></ul><ul><li>Menor fragilidade </li></ul><ul><li>Mercado interno amplo, diversificado </li></ul><ul><li>Setor financeiro saudável </li></ul><ul><li>Baixo endividamento </li></ul><ul><li>Fortes fundamentos econômicos </li></ul><ul><li>Experiência em crises </li></ul><ul><li>Momento econômico de alto crescimento </li></ul><ul><li>Política econômica pró-ativa </li></ul><ul><li>Alta capacidade de realizar investimentos públicos </li></ul>
  22. 22. <ul><li>Maior fragilidade </li></ul><ul><li>Estrutura especializada </li></ul><ul><li>Exportação de poucos produtos (recursos naturais) </li></ul><ul><li>Desvantagens de custo </li></ul><ul><li>Cadeias produtivas internas de baixa complexidade </li></ul><ul><li>Inserção secundária em circuitos internacionais </li></ul><ul><li>Empresas estrangeiras “fly by night” </li></ul><ul><li>Baixo investimento em inovação </li></ul><ul><li>Menor fragilidade </li></ul><ul><li>Estrutura diversificada </li></ul><ul><li>Exportação diversificada (produtos e países) </li></ul><ul><li>Vantagens de custo </li></ul><ul><li>Cadeias produtivas internas bem estabelecidas </li></ul><ul><li>Inserção internacional no comando de cadeias </li></ul><ul><li>Empresas estrangeiras com bases produtivas estabelecidas </li></ul><ul><li>Alto investimento em inovação </li></ul>Fragilidade diferenciada entre estruturas produtivas
  23. 23. Fonte: IBGE Projeção: BNDES Taxa de investimento (% PIB) Brasil: perspectivas p/investimento ainda promissoras Previsão
  24. 24. 2009-2012: US$ 567 bilhões de investimento Consistência dos planos de investimento: taxa de crescimento anual 2009-2012: 9.6% Painel BNDES: 52% do investimento total
  25. 25. Investimentos em energia e infraestrutura não foram afetados pela crise BNDES – Pesquisa Ago/2008 X Dez/2008 (R$ bilhões) Fonte: BNDES Não Afetados Afetados
  26. 26. <ul><li>Forte crescimento dos desembolsos </li></ul><ul><li>Destaque paraprojetos de infraestrutura </li></ul>Em 2008: investimentos financiados => 13,3% da FBCF Papel estratégico do BNDES no fomento ao investimento ...
  27. 27. (Not) the end…
  28. 28. <ul><li>O antes </li></ul><ul><li>Exuberância irracional dos mercados => ineficiências (empresariais, de políticas públicas e de referências teóricas) escondidas por um sistema de preços crescentes </li></ul><ul><li>O durante </li></ul><ul><li>Busca de flexibilidade => capacidade de rapidamente mudar posições </li></ul>O rei está (e ficará) nu!
  29. 29. Voltam os fundamentos da competitividade <ul><li>O depois (talvez...) </li></ul><ul><li>Tendências competitivas e tecnológicas </li></ul><ul><ul><li>Pressão de custos x difusão de tecnologias (TICs) eficientes e diferenciadoras </li></ul></ul><ul><ul><li>+ intensidade de conhecimento c/emergência de novas tecnologias (bio/nano) => novos segmentos de mercado, novos competidores, substituição de produtos e processos </li></ul></ul><ul><ul><li>Sustentabilidade energética e ambiental como rotina </li></ul></ul><ul><li>Estratégias corporativas </li></ul><ul><ul><li>Prudentes => baixo endividamento, novos mercados, competição por custos e diferenciação (muito forte!) </li></ul></ul><ul><ul><li>Pró-ativas => investimento para consolidar posições (fixo, F&A e em inovação) </li></ul></ul>
  30. 30. <ul><li>Política econômica: estabilidade </li></ul><ul><li>Políticas sociais: crescente eficácia </li></ul><ul><li>Políticas de investimento: em construção </li></ul>Nosso track record : continuidade com evolução Essencial: políticas públicas bem direcionadas e eficazes Esta também deve ser a agenda para o futuro
  31. 31. Explorando fortalezas... <ul><li>Crescente eficácia das políticas públicas pró-investimento </li></ul><ul><li>Indústria financeira cautelosa, mas forte e capitalizada e bancos públicos pró-ativos </li></ul><ul><li>Setor privado saudável e com capacidade de resistência </li></ul><ul><li>Mercado externo: oportunidades para consolidar liderança em segmentos competitivos </li></ul><ul><li>Demanda doméstica com potencial de expansão pela ampliação do consumo de massa => complexo alimentos </li></ul><ul><li>Oportunidades de alto retorno e baixo risco => infraestruturas , em particular, complexo energias </li></ul>
  32. 32. ... mitigando debilidades... <ul><li>Avançar sobre nossa maior debilidade => competências </li></ul><ul><li>Educação : maior consciência coletiva, investimentos maciços eficazes e permanentes, foco na qualidade </li></ul><ul><li>Inovação : aumentar o investimento privado (nestes tempos de incerteza?). Foco em nichos de competência => cadeia de conhecimentos, bens e serviços associados aos recursos naturais – alimentos, minerais, energias- </li></ul><ul><li>+ dedicação do setor público </li></ul>
  33. 33. <ul><li>Cada nação tem história, estrutura, demandas, aspirações e interesses nacionais próprios. Portanto, estratégia e políticas de desenvolvimento únicas </li></ul><ul><li>Promover o interesse nacional é promover mais e melhores empregos . Mais e melhores empregos para sustentar o desenvolvimento do país </li></ul><ul><li>Este é o ponto de convergência entre as lógicas do cidadão e das empresas com a lógica pública. Este deve ser o eixo de orientação das decisões de política pública e privada </li></ul>Chegou a hora?
  34. 34. O momento e os nervos <ul><li>O Brasil está em um período de disjuntiva: </li></ul><ul><ul><li>“ mais uma vez... estamos bem em casa ... mas ... fatores exógenos forçam o pé no freio “... </li></ul></ul><ul><ul><li>OU </li></ul></ul><ul><ul><li>“ aprendemos com o passado: a resilience dos sobreviventes constituem base importante para o enfrentamento da crise “ </li></ul></ul><ul><li>2007/2010... ... no futuro, este poderá ser visto como o período do turn-around brasileiro... </li></ul>
  35. 35. 13 de Maio de 2009 Bienal de Energia 2009 3a. Conferência Internacional para Clientes Corporativos CEMIG So… if you have to invest…. how would you invest in Brazil?

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