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Dempeo ii   quinta parte
 

Dempeo ii quinta parte

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    Dempeo ii   quinta parte Dempeo ii quinta parte Document Transcript

    • JILLIAN:Eu realmente odeio essas coisas. Bem, eu não chamaria o Emmy de "coisa",
    • mas bem poderia ser. Não que eu não goste de me vestir, arranjar o meucabelo, etc. São as outras coisas. Conheço minhas limitações. Eu sempre fuiuma pessoa introvertida. Dentro da minha própria família e círculo de amigoseu não tenho nenhum problema de falar e ter um bom tempo, mas em eventoscomo este é uma luta. Não para ele, embora. Olhe para ele, ele adora isso. Aplatéia o ama. Posso dizer que ele está um pouco nervoso, mas ninguém maissabe disso. Sua volta é um pouco mais reta e seu sorriso não tão pronto, massim, ele adora. As câmeras, as pessoas gritando seu nome, a atenção, o tapetevermelho.“Certo." Um assistente do tapete vermelho nos diz quando chegamos em cimada área principal. Ele tem fones de ouvido e um microfone preso à cabeça esua prancheta pronta. "Sr. e Sra. Dempsey, gostaríamos que vocês passassemdireto por aqui e, em seguida, mais repórteres de televisão estarão esperando.Eles vão te dar mais indicações quando vocês chegarem lá em cima."Patrick acena e outra mulher nos leva para a frente. Câmeras clicam, e eutento manter um sorriso no rosto. Eu posso ver a energia da multidão soprar efazê-lo de pé reto. Eu sei que ele provavelmente gostaria de correr ao redor eagitar suas mãos para cada uma dessas pessoas, mas ele sabe que eu nãosou tão boa nessas coisas. Ele provavelmente acha que ele está segurandominha mão por minha causa, mas eu sei melhor.Isso significa muito para ele. Tudo isso significa muito para ele. Ele adoravacolocar esse smoking preto e gravata borboleta à noite. Ele tinha escolhidotudo sozinho. As lojas de moda começaram a chamá-lo meses atrás. Ele tinhase reunido com todos os designers. Como ele encontrou tempo para fazer isso,eu não tenho idéia. Estou tão orgulhosa dele, mas ao mesmo tempo eu sintofalta do tempo que gastávamos juntos. Será que eu estou com inveja do seusucesso?"Você está bem?" Ele pergunta com um olhar sobre o ombro. Não devo ter umolhar feliz na minha cara porque ele aperta minha mão, compreensivo e pisca-me um sorriso de tranquilidade. Mas ele está distraído. Ele está muito confusoultimamente. Mas isso é compreensível. Ele está em um seriado. Todo mundoquer um pedaço de torta na subida da estrela.Quando nos conhecemos, ele não era nada, e sim um ator adolescente que,ocasionalmente, conseguia trabalhar em algum filme de classe B. Mas elesempre teve seu charme. Essa capacidade de atrair as pessoas e fazê-las rir.Especialmente eu.Ele também tinha essa capacidade com um monte de outras mulheres, o queera provavelmente a razão por que levei tanto tempo para aceitar um encontrocom ele. Mas o que eu logo descobri é que isto realmente não significa nadapara ele. Isto vem naturalmente para ele. Esta é a face que ele mostra aomundo.Eu o vi lutar com as ondas constantes de rejeição que vinham com a vida deum ator. Eu o vi duvidar de si mesmo. Eu sempre soube que, se alguém lhe
    • desse uma chance, ele iria estourar. E ele teve essa chance. E é isso do queesta noite se trata.A série não foi indicada, mas a sua popularidade estava meteórica. Se tudocorrer bem, ele poderia estar à beira de uma carreira florescente. Eleprovavelmente já estava. Porém, eu o sinto diferente comigo. Ele não tem maisos arroubos de me beijar, ou de me abraçar. Sexo, estamos tendo raramente.Ah, mas deve ser o trabalho. Bendito ou maldito trabalho!Bem, se isso significa que tenho de fazer algo tão desconfortável, comosujeitar-me ao mundo, e ter que passear por um tapete vermelho porque ele éfamoso, então que seja. Se isso significa que eu só posso ver seu rosto norepouso do sono, eu estou bem com isto. Ele está trabalhando duro para isso:16 horas por dias, e às vezes, nos fins de semana também, se você adicionareventos como este. Estou tão orgulhosa dele.***
    • CHRISTOPHER:Oh, cara, aquela era a Eva Longoria? Essa mulher tem um sapatinho... Foco,Chris! Você está no Emmy! O doido Emmy! Se você tivesse me dito há um anoque eu estaria com minha namorada no Emmy, eu teria dito que você estavafumando crack.Não que eu tivesse alguma experiência com essa coisa. Você sabe, é umametáfora. Mas eu estou aqui. Como, ESTOU AQUI. AQUI. Eu não possoacreditar. Ellen está tão bonita. Ela gastou dias em dúvida sobre qual vestidousar (ela experimentou uma dúzia, eu juro). Ela refez a maquiagem e oscabelos três vezes. Ela normalmente não liga para este tipo de coisa, mas é oEmmy, cara! Ah! Estou tão animado!"Ei querida, não são Patrick e Jill lá em cima?" Eu pergunto quando vejo o seucó-estrela na nossa frente. Admito que no começo eu tive um pouco dedificuldade com a forma com que eles se pegavam na tela, mas Ellen e eutivemos uma pequena conversa, e eu estou bem com ele agora. É óbvio que ogajo é louco de amor com a esposa de qualquer maneira. Ellen me disse quePatrick é como seu irmão. Eu posso ver isso. Eles se beijaram, e isso é só otrabalho dela. Eu apenas tento não pensar muito nisso.Ela não parece feliz em vê-los, porém. Seu rosto parece meio congelado porum segundo, mas depois ela se vira para mim e me dá um belo sorriso. "Sim,eu vou vê-los mais tarde. Deixe ele se divertir com Jill."
    • Bem, isso foi estranho. Normalmente ela estaria toda borbulhante e risonha, eme contando algo sobre ele. Normalmente era sobre seu cabelo, quanto tempoele tinha passado no cabeleireiro, e outras coisas que ele tinha feito no trabalhoessa semana, etc. Eu passava a noite inteira ouvindo histórias sobre algumacena que tiveram de fazer juntos ou algo engraçado que alguém tinha feito noset. Talvez eu realmente tivesse Ellen só para mim esta noite.Eu às vezes sinto ciúmes, isso não é fácil. Tenho ciúmes por que eles gastamtodo esse tempo juntos, e não me incluem? Certamente. Mas ela me explicouque era porque eles se dão tão bem, que a série é um sucesso. Que ela estariatrabalhando realmente duro quando das filmagens, mas então teríamos seissemanas no Natal e todas as férias de verão para passarmos juntos. Eupoderia lidar com isso. Além disso, eu tenho que ir para o Emmy. Você ouveninguém reclamar? Não eu."Oi Ellen! Fique de pé ali! Queremos uma foto de você no seu vestido bonito!"Os paparazzi gritam. Eles estão fazendo o caminho inteiro. É uma coisairritante, mas estimulante, ao mesmo tempo. Eu sei que eles estão todos aquipara vê-la, e não a mim, mas embaraça do mesmo jeito.Ela fica na posição, sorrindo o seu sorriso bonito, transformando-se dessamaneira. Fico feliz que ela decidiu usar o vestido verde-mar de espuma. É a corexata que coincide com seus olhos. Eu disse-lhe isso. Ela tinha ficado tãoindecisa sobre isso. Na verdade, ela tinha passado o dia todo agitada. Isso eracompreensível. Eu ficaria muito nervoso, se eu estivesse indo para serfotografado e filmado e apresentado na frente de milhões de pessoas.Mas então algo estranho acontece. Nós terminamos de tirar fotos. Decidimosentrar. Jill e Patrick foram atacados por algum repórter. Eles estão bem nanossa frente. Eu abro minha boca para falar uma saudação, mas Ellen me puxapara a direita deles. Ela tem muita energia nos braços pequenos dela. Patrickestá olhando para a frente o tempo todo, embora eu saiba que ele nos viu. Eupodia jurar que o tinha visto nos observando com o canto do olho. E entãoestamos dentro do show. Huh.ELLEN:Eu sou uma horrível, horrível pessoa. Tão horrível. Estou aqui no Emmy e tudoque eu consigo pensar é no fato de que eu beijei meu có-estrela na noitepassada. E não um "oh, nós nos beijamos na tela”, não este tipo de coisa, masum beijo verdadeiro, e eu sabia o que estava fazendo (bem não podemosdesconsiderar o álcool), ele é casado (cuja esposa está aqui esta noite), tenhoum namorado sério (que também está aqui hoje à noite), e você sabe o quê?Eu sou uma pessoa horrível, porque eu não dou a mínima para nada disso.Tudo o que me importa é o fato de que ele me chamou de Meredith.Eu e Patrick estamos de pé, juntos, na coxia, aguardando o sinal paraentrarmos e anunciar os indicados. Ele está com uma mão sobre a outra
    • descansando um pouco abaixo da cintura. A postura parece muito casual, maseu sei melhor.Ele parece tão adequado e formal em seu terno e gravata borboleta. Seucabelo está bastante longo e um pouco bagunçado, exatamente do jeito que eugosto. Nós não dissemos uma palavra desde que nos encontramos aqui. Euestou ao lado dele me perguntando o que fazer com as mãos. Que diabos eudeveria dizer a ele?"Desculpe-me, você estava realmente pensando em mim como Meredith ouvocê simplesmente disse isso para se absolver de qualquer responsabilidadepessoal?"Sim, isso soa bem. Direto. Eu lanço mais um olhar para ele. Ele não estáolhando para mim, isso é certo. Ele está olhando para dentro da platéia, osolhos colados a algum ponto lá fora, que eu não posso dizer. Tudo que euposso ver são as luzes do palco olhando para mim e me cegando paraqualquer outra coisa lá fora. Eu sei que a audiência está lá, porque eu sóestava lá agora mesmo, mas as luzes os empurra de volta para outra esfera.Alguém está apresentando um prêmio e agora somos os próximos. Adorável."Desculpe-me Patrick, você sabe quando você teve a sua língua na minhaboca na noite passada, você tinha rachado a sua cabeça na calçadacompletamente, ou você não estava ciente de que não estávamos de fato noestúdio e, portanto, eu não estava dentro de um personagem?”Eu dou mais um olhar para ele. Ele não parece bem. Bolinhas de suoraparecem em sua testa e ele parece um pouco ... enjoado. Será que ele vaivomitar?"O que há de errado?" Eu pergunto, pondo de lado todas as diferenças,querendo descobrir o que diabos está errado com ele."Nada." Ele responde de volta, mas continua a tirar um lenço do bolso docasaco e limpar a testa.Será que ele honestamente acha que eu vou acreditar nisso?"Olha, nós estamos prestes a sair na televisão nacional e, obviamente, temalgo te incomodando. Você está suando como um ... como um ... Eu não sei oquê. Mas você está suando ... suando muito. Eu tenho que ir lá também, vocêsabe." Digo com a enormidade do que tínhamos feito me afundando. Mas eunão posso deixar isso me incomodar. Alguém tem que ser forte nesserelacionamento, aparentemente. E então um pensamento me ocorreu. Euabaixo a minha voz ao perguntar: "Isso não tem nada a ver com ... você sabe,ontem à noite ou qualquer coisa, não é?"Seus olhos se ajustam aos meus, buscando meu rosto para alguma coisa.Seus olhos caem para os meus lábios e depois se afastam, e então ele diz,enquanto olhamos para a platéia: "Não."
    • "Então fale o que é." Eu ordeno.Ele faz uma pausa, mas aquiesce. "Mandona. Dislexia, lembra-se?"Mas o que isso significa ...?" Eu pergunto, sem entender realmente. E entãouma lâmpada de luz se acende na minha cabeça. "Você não pode ler oteleprompter, pode? Mas você tinha tudo memorizado no ensaio.""Isso é o que eu faço. Eu memorizo." Diz com um longo suspiro cansado."Então, está tudo bem. Você vai lá e diz suas falas. Eu vou falar os nomes e lero envelope. Você fica em pé ao meu lado, lindo do jeito que está." Eu digoirreverente, mas depois percebo o que eu acabei de falar.Ele sorri para mim, os olhos cheios de gratidão e um pouquinho de diversãocom o que acabo de dizer. Ele coloca o lenço de volta em seu bolso. Ele ajeitao casaco e me oferece o braço. Ele ainda está suando um pouco, mas nadacomo antes. O primeiro grupo está terminando. Nós dois olhamos para a frente."Nós estamos apresentando o Emmy, Ellen." Ele diz que com o temor de ummenino quando vê sua primeira neve."Eu sei." Eu respondo com orgulho. Este é o nosso momento. Este é o nossomomento de brilhar. Todo o resto pode esperar.O gerente da coxia joga o envelope na mão de Patrick e nós entramos nopalco.***
    • PATRICK:Eu apresentei o Emmy. O Emmy. Foi como se passasse por um borrão, maseu fiz isso. Num minuto eu estava tendo uma crise de ansiedade, e no próximoestou lá fora, dizendo as minhas falas. Eu acho que fiz bem. Ellen foimaravilhosa. Eu acho que eu não conseguiria fazer isso sozinho.Ela está tão linda em seu vestido verde. A cor exata de seus olhos. Não penseque eu não percebi isto no momento em que a vi no tapete vermelho. Por quenão eu disse a ela, então? Por que eu não fui até ela e não disse? Eu estouuma bagunça do caralho.Por que diabos eu a chamei de Meredith? Bem, porque naquele momento elaera. Ou pelo menos eu pensei que ela era. Minha mente ficou pregando peçasem mim a noite toda.A escuridão fez seu cabelo ficar parecido com aquele do dia da cena nochuveiro. Isto foi, realmente, há apenas dois dias? Eu realmente não tinhaconseguido dormir na noite anterior. Naquele dia eu cheguei em casa as 4horas da manhã e, em seguida, eu continuei sonhando que eu estava lá, nochuveiro. Não era de se admirar que, quando Ellen me olhou como se ela fosseMeredith, e que Deus amaldiçoe o chuveiro, eu tivesse reagido como se eufosse Derek.Estamos agora na sala verde. Estamos no estágio em que nos imortalizamosna história do Emmy. O pano de fundo atrás de nós é azul-escuro com ologotipo da rede e a estátua do Emmy brasonada por todo o pano. Ellen estáao meu lado, posando para fotos. Ela está à minha esquerda e meu braço estáenrolado em volta da sua cintura indo descansar em seu quadril, mas elapoderia muito bem estar a um mundo de distância. Seu corpo está duro epesado. Tenho que corrigir isso.Eu tento jogar chame, primeiro. "Você está linda, Ellen." Se fosse possível o
    • seu corpo se torna ainda mais duro. Merda. As câmeras clicam na distância. Oexército de fotógrafos está no seu mais hediondo dia, tirando fotos para afrente e para trás como um mar de gafanhotos. Coloco o sorriso de todos ossorrisos na minha cara. Eu sou um ator, pelo amor de Deus.E se eu a agradecesse? "Obrigado pelo que fez lá atrás." Sussurro entre ossorrisos."Não foi nada." Ela diz distante. Seu corpo gradativamente se liberandocentímetro por centímetro da minha mão, porém, deixando meus dedos quasependurados.Merda. Acho que só há uma coisa a fazer: pedir desculpas. Os fotógrafos estãoclicando, clicando e eu crio coragem. "Olha, me desculpe." Eu finalmente disse.Minha voz sai quase em um suspiro, tão baixa que eu não tinha certeza se elatinha me ouvido. Um par de segundos passa. Mais mil fotos são tiradas de nós.Meu sorriso começa a doer."Você está se desculpando por quê?" Ela pergunta com um sorriso ainda maisbrilhante.O quê!? Passam-se mais alguns segundos. Antes que eu possa descobrircomo responder a isso, ela fala como se estivéssemos apenas trocandopequenos nadas no palco, "Você está se desculpando por quê? Se eu fuiMeredith para você, então você não precisa pedir desculpas por me beijar.Acho que nós dois fomos levados pelo momento. Nós tínhamos acabado depassar um dia inteiro nos beijando. É quase uma obrigação essa sensação seespalhar. Não que eu estou dizendo que isto seja certo nem nada, mas você
    • sabe ... é compreensível. Agora, se você está pedindo desculpas por ter mechamado de Meredith, então ... bem, nós já conversamos sobre isso. Então oque é: você está arrependido de me beijar, ou você está arrependido de ter mechamado de Meredith?Eu engulo em seco. Mas eu mantenho o meu sorriso no lugar. Eu acho. Possodizer que estou arrependido por ambos? Ou não? Espere, o que ela quis dizercom ‘tudo bem’ que eu a beijei? Ela não está louca? Eu lanço um olhar paraela. Ela não parece louca. Bem, isso é qualquer indicação, porque ela aindaestá muito tensa e os cantos de sua boca são frágeis.Se eu disser que eu sinto muito por chamá-la de Meredith, ela certamente vaificar furiosa porque isso significa que ... bem, eu não quero pensar o que issosignifica. Se eu digo que eu estou pesaroso por beijá-la, que, como Derek eunão estaria, então estou em uma espécie de enigma. Mas a primeira opção noscolocaria de volta para o limbo estranho, onde ela não iria falar mais comigo, oque eu odiava. Eu a perderia novamente.Eu cuspo para fora, "Me desculpe por beijar você. Eu me empolguei. Eu seique só podemos nos beijar no set."A reação dela? Eu não tenho certeza. Os cantos de sua boca se endurecemainda mais e ela fica completamente em silêncio em meus braços. Mas entãoalgo acontece. Porque ela relaxa e se inclina para mim. Todo o seu lado sepressiona contra mim. Meus dedos são apertados ao longo do seu quadril."Só no set." Ela ecoa. Minha mão a puxa mais apertado.
    • ELLEN:Brilho. Escuridão. Brilho. Escuridão. Seus rosto passa da sombra para a luzquando palmeira passa após palmeira. A brisa fresca desliza sobre o meurosto, inclino a minha cabeça contra o assento de couro vermelho e fecho osolhos."Você não vai voltar a dormir, não é?" Patrick pergunta quando ele se vira, eme dá o seu olhar famoso, que é a sua assinatura. Estamos em seu carro pratavintage, a caminho do trabalho, e eu sinto que estou vivendo em OldHollywood.Acho que na próxima vez que ele me pegar, eu vou usar um xale de seda noscabelos e óculos de Rita Hayworth. Ou um vestido de seda cortado em viés.Qualquer coisa. Por que não? Ele está vestido com uma jaqueta marromescuro e óculos condizentes. Ele não é uma estrela de cinema ainda, mas nãoé difícil ver que poderia ser um."Apenas apreciando o passeio." Eu digo quando eu escondo um bocejo. Nãoque seja cedo ainda, mas era quinta-feira, e eu estou sempre cansada àsquintas-feiras. Com essas longas semanas, quintas, domingos ou quartas-feiras. Em outras palavras, eu preciso de um bom sono. Apenas mais um dia.Porém, não me importo de levantar cedo. Levava mais tempo para chegar aotrabalho, porque ele não quer dirigir seu carro na estrada, mas vale a pena otempo de silêncio que temos juntos. Eu fecho meus olhos novamente e passominhas mãos ao longo do couro em cima da porta do lado do passageiro.Tem sido assim desde o Emmy. A calma. A amizade. A camaradagem. Ele foio único a oferecer para me levar para o trabalho. Algo sobre ser estúpido dirigirdois carros, quando nós vamos na mesma direção. Só que ele ficou muitoinquieto a primeira e a única vez que eu dirigi, e ele não vai me deixar dirigirmais qualquer um de seus carros. Então aqui estou eu. Livre com o serviço detáxi para mim.Tinha sido a coisa certa a fazer: deixá-lo ir. Ele se desculpou. Ainda meincomoda um pouco o fato de que ele só me beijou, porque ele pensou em mimcomo Meredith, mas eu já superei isso. Abro os olhos e presto atenção ao fluxorodoviário."Então, eu ouvi dizer que nós vamos fazer um episódio de Natal." Ele fala. Eupreguiçosamente assisto o assobio do vento através de seus cachos."Um episódio de Natal, você disse?" Observo preguiçosamente. "Você achaque vai ter um tema ou algo assim? Você não acha que nós vamos serdesastrados, acha?”Estamos prestes a entrar em um desvio, então ele olha para a esquerda antesde fazer uma curva à direita. No final da curva, ele muda de posição e observa,"eu não sei, mas acho que TR daria um elfo maravilhoso."
    • Eu dou uma risadinha. "E quem Katie seria?" Eu pergunto, decidindotransformar aquilo em um jogo. Nós fazemos isso às vezes: colocávamos oelenco em papéis de outros filmes. O meu favorito era o Mágico de Oz. Claroque eu tinha que ser Dorothy, mas ele tentou fazer cócegas em mim quando eudisse que ele era o homem de palha. Um cirurgião do cérebro sem um cérebro."O que são essas coisas que o Grinch odeia?"Eu tenho que pensar nisso por um segundo, mas depois eu me lembro. "Vocêquer dizer que ele odeia os ‘Quem’"?"Sim, Katie pode ser Cindy Lou Quem." Ele diz com um sorriso, enquanto entrano lote do set.E Justin?” Eu pergunto."Humm .... Um Papai Noel muito ruim, embriagado, com sua barbapendurada?"Eu sorrio e adiciono, "segurando uma garrafa de gin?""Exatamente." Ele concorda com uma risada.Chegamos ao set, e ele leva o carro para o seu local de estacionamento.Carro do Paddy - capota pretaEle salta e corre em volta para abrir minha porta. Eu mencionei que ele não vaime deixar tocar no carro, não foi? Eu saio de dentro do carro. Ele fecha a portae então diz enquanto caminhamos para a sala de escrita, "Sua vez. E Sandra?Vamos!”
    • "Uhh ...." Eu fiquei perdida. O mais próximo que eu poderia chegar seria algumelfo que usava couro trançado em um filme de classe B. "Eu não sei ondeencaixar Sandra, mas a perna de Kate (Walsh) podia agüentar uma lâmpada,em ‘Uma História de Natal’".Ele rachou de rir. Ele segurou a porta da sala aberta, para eu entrar, quando euarreliei, "E você? Acho que existe um terno de Papai Noel no seu futuro! "Eles entram pela primeira porta"Só se você for minha elfa." Ele diz com uma mexida de sobrancelhas. "E vocêtem que vestir a fantasia de sainha e tudo mais".Eu finjo estar afrontada. "Não haverá leite e biscoitos para você!" Finjo bufar,quando entro na sala de escrita. É dia de novo script. Para o último episódioque irá ao ar antes do hiato. E pelo que Patrick diz um episódio de Natal.Nós dois nos sentamos em nossos lugares. Quase todo mundo está em seusassentos. TR entra correndo na sala e eu começo a rir imaginando-o emcolantes verdes e um chapéu de Papai Noel. Sandra inclina-se para mim e diz:"Espero que o leite e os biscoitos não sejam um eufemismo para outra coisa."Eu dou uma beijoca no seu no braço e recolho o meu script. Patrick já pegou oseu e está dando uma olhada na última página, como de costume. Ele diz quetodas as coisas mais interessantes acontecem nos últimos cinco minutos dequalquer maneira. Estou prestes a contar a minha piada sobre TR, quando eunoto que ele parece um pouco estranho. Ele está segurando o script na frentedele com um olhar assombrado em seu rosto, quase como o que ele tinha lidoo deixou congelado no lugar.Eu vou tocar em seu braço, mas ele se esquiva. Isso é estranho. "Patrick."Chamo, mas ele não olha para mim.
    • Em vez disso, ele se levanta. Ele fica ali congelado, como se não soubesse oque fazer. Então, ele joga o roteiro em cima da mesa e sai. Só sai. Não olhapara mim, não olha para ninguém, apenas sai. Que diabos aconteceu?***PATRICK:Vim correndo com o carro como um doido pelas ruas até minha casa. Eu já saíde dentro dele e praticamente corro pela calçada da frente de casa, antesmesmo de eu perceber que a porta do carro tinha se fechado atrás de mim. Achave entra na fechadura e a porta se abre, para revelar todo o corredor dafrente e a sala. Um sentimento de urgência, uma coisa que me fez correr epassar os semáforos até parar aqui. Estou congelado.Eu a amo.As mesmas três palavras ficaram passando pela minha cabeça desde que saída mesa de leitura. Eu a amo. Eu me assustei, não foi? Saí da mesa, antes dea leitura começar. Vou ter que pensar em uma boa desculpa quando eu voltarpara lá, como se os cães do inferno estivessem na minha cola. Talvez eusentisse náuseas? Acho que eu sinto náuseas. Por que eu deveria sentirnáuseas? Por que aquelas três pequenas palavras fizeram-me sair correndopara fora da minha cadeira, meu corpo não sendo capaz de ficar sentadonaquela cadeira de conferência?No Natal você quer estar com as pessoas que ama.Minha casa parece diferente. Ninguém está em casa. Jill tinha dito que iria saircom T e que deixaria uns recados. Quais são os recados, não tenho idéia. Nãoé como se eu passasse muitas horas do dia em minha própria casa.Geralmente quando chego em casa, já está de noite. O brilho do sol flui naminha frente e me desorienta quando entro. Normalmente, a esta hora do diaeu estaria trancado dentro do estúdio em algum lugar, brincando de médico.Talvez não seja apenas o sol que está me desorientando. Isso é estúpido. Eupreciso entrar.Meu pé esquerdo passa pela porta de entrada. O clique do sapato no assoalhoanuncia a minha chegada. Por que eu vim para cá? O Derek em mim diz queesta não é sua casa. Ele quer pegar uma cerveja na geladeira e ficar aninhadona varanda da frente. Eu não tenho uma varanda. Ah sim, as fotos. Quando euvou colocar minha bolsa na mesa de entrada, percebo que ela não está naminha mão. Eu olho para trás, para o carro e sei que não está lá. Merda. Eulimpo minha testa em frustração. Eu devo tê-la deixado ao lado de minhacadeira.Logo, o clique dos meus sapatos batem num ritmo constante quando eu viro àdireita na sala da família. Pego um álbum de fotos na prateleira. É umadaquelas paredes cheia de coisas. O sofá é mais confortável no escritório. Este
    • lugar parece muito mais um show-room. Isso não me impede de cair no sofáem forma de U de couro, e abrir o álbum.A janela para o jardim da frente está à minha volta. Raios de luz solar sãofiltrados através de cortinas brancas, que não fazem nada para deter a luz. Elecria um reflexo que me separa ainda mais das fotos na minha mão. O álbum épreto. Muito básico. Jill gosta de preto. Ela diz que é simples, mas elegante,mas eu sempre pensei que fotos de Natal deviam estar em algo um pouco maiscolorido ....Os rostos sorridentes, o banho, os papéis de embrulho espalhados pela sala.Por que um bebê precisava de tantos, eu não tenho idéia. O nosso primeiroNatal juntos, como uma família. Por que me sinto como se tivesse acontecidocom uma pessoa diferente? Sou eu realmente sorrindo nessa foto? Eu me sintotão desconectado."Patrick." Uma voz feminina me chama da porta. Ela parece estar sem fôlego.Eu deixei a porta aberta."Estou aqui." Grito. O que ela está fazendo aqui?"Você saiu de repente. Eu estava preocupada”. Ellen diz da porta, mas ficaparada lá. Eu me sinto estranho. A porta da frente está aberta. Não tirei minhajaqueta ou meus sapatos. Eu nem sequer acendi as luzes. Pareço um louco.Eu tiro minhas mãos do álbum."O que você tem?" Ela pergunta."Eu ... hum ... eu não estava me sentindo bem." É a única coisa que veio naminha cabeça.Ela dá um pequeno passo à frente e puxa uma bolsa das costas. Minha bolsa."Você se esqueceu disso." Ela diz com a incerteza que toma seus gestos. Seusolhos encontram o álbum de fotos.Ela não diz nada. Eu suspiro e solto meu queixo em minhas mãos. Eu sei queela está esperando por uma explicação, mas eu realmente não sei o que dizer.Ela anda até mim e se senta ao meu lado no sofá. Descansa seus cotovelossobre os joelhos quando ela se inclina para olhar as fotos. Eu olho também. Elasorri. "Será o primeiro Natal de T?""Sim." Eu respondo com um sorriso de resposta. "Tínhamos acabado de nosmudar para esta casa. Com o novo bebê e eu no meio da filmagem de ‘SweetHome Alabama, decidimos ficar em casa.""Você parece feliz." Ela diz.Eu dou um outro olhar para as fotos. Em uma eu estou segurando T no meucolo e Jill colocou arcos de Natal no meu cabelo. Estou sorrindo como umlunático. T está dormindo. Ela sempre foi uma pessoa que dorme bem.Lembro-me de Jill tirando a foto.
    • "Sim." Eu digo e depois volto-me para ela. Ela senta-se perto o suficiente paraque eu pudesse tocar-lhe se eu estendesse a mão, mas longe o suficiente deque eu teria que chegar. Seu rosto está expectante.Eu afundo-me no sofá e fecho os olhos. "Eu acho que estou ficando louco".Digo."E o que te deu essa idéia?" Ela responde com sarcasmo.Eu rio de mim mesmo e abro os olhos. Ela sempre tem um jeito de colocar ascoisas em perspectiva. Partilhamos um sorriso à minha custa. Seu cabelo estásolto, ela está usando uma blusa marrom com riscas coloridas. Ela está semmaquiagem. Mas ela ainda está linda. Meu sorriso se desvanece."Então, você vai me dizer por que eu corri até o outro lado da cidade e estouolhando para fotos de Natal?", Pergunta ela. Ela tenta fazer aquilo soar comouma piada, mas posso dizer que eu a estava enervando.Eu rolo meu corpo em sua direção e digo: "Você leu a última página?Ela parece confusa. Ainda tentando fazer a ficha cair, ela diz, "Você é o únicoque começa a ler a partir do final do script. Você é provavelmente uma daspessoas que lêem os finais dos livros antes de ler o resto. Estou certa?"Ela não tinha lido. Eu suspiro. "Tem Addie e eu no Joes".Eu não digo mais nada, então ela incita, "E?"Sem olhar para ela, eu digo: "E eu lhe digo algo muito significativo".Eu a olho para ver se ela entende o que estou tentando lhe dizer. Ela enruga atesta para cima. "Digo a ela que sou apaixonado por você. Que você não erauma vingança. Que eu me apaixonei por você."Eu vejo as palavras enterrando-se nela. Primeiro, ela engole em seco. Ela olhapara o lado como se imaginasse outra coisa. Eu daria qualquer coisa parasaber o que ela está pensando. Mas, então, seu rosto se transforma. O olhar
    • congelado desaparece. Os cantos da boca dela aparecem e seus olhosclareiam. Mas então os olhos pegam o canto das fotos. Ela se vira para mim esilenciosamente pergunta, "que mais você fala?”"Antes do resto eu digo a Addison que « No Natal você quer estar com aspessoas que ama." Eu digo, mas depois não posso olhar para ela para versua reação. Sento-me ereto e fecho o álbum de fotos. Eu comecei a colocartudo para fora, então eu poderia dizer-lhe o resto. Irado, eu pergunto: "E vocêsabe qual foi o meu primeiro pensamento?"Fico olhando fixamente para ela quando eu digo isso. Ela é um cervo na frentedos faróis. Eu poderia muito bem dizer qual foi meu pensamento e ela iria saircorrendo novamente. A amizade crescente que nós estávamos tentandomanter provavelmente cairia depois que eu lhe dissesse. Mas estou muitozangado porque isto é, em parte, sua criação. Isto é o que ela me pediu paraser."Qual foi seu primeiro pensamento?", Pergunta ela. Sai quase como umsussurro."Pensei em uma bela árvore de Natal: toda coberta de luzes e os enfeites deNatal, muitos presentes debaixo da árvore, e um fogo ardendo na lareira."Mas o que há de errado com isso? Quero dizer ... uma árvore de Natal ... " Eladiz com um sorriso que rapidamente se desvanece com a expressão do meusolhos."Não pensava aqui." Eu digo, balançando a cabeça para indicar a nossaposição atual.Sua testa se enche de sulcos."Pensava na casa de Meredith."Seus olhos ficam arregalados."Você compreende isto? Eu tinha uma fala que diz ‘No Natal você quer estarcom as pessoas que ama, e eu acho que é na casa de Meredith. Eu penso emvocê. Eu não penso na minha família de verdade!" Eu digo com um aceno daminha mão para o álbum de fotos. "Você sabe quando foi a última vez que euestive em casa com a luz da manhã!?"Eu me levanto e ando ao redor da sala."Oh, eu sei." Ela responde cordialmente.Eu esqueci, ela certamente não sabe."Eu não tenho que fingir ser mais Derek. Eu sou Derek. Eu passo praticamente24 horas do dia, sendo Derek." Eu digo enquanto eu ando de um lado para ooutro da sala. Não estou nem falando realmente com ela. Todas essas coisas
    • estavam passando pela minha cabeça por semanas e era um alívio poder falarna luz do dia. "Você sabe, eu NÃO sinto muito, que eu tenha te beijado."Eu olho para ver o que ela tem a dizer sobre isso. O cervo parado na frente dosfaróis está olhando para trás. Isso é o que eu pensei que ia acontecer. Por queestou dizendo mesmo esta merda? Ela nunca vai falar comigo de novo. Mas eunão posso parar. "Porque se eu fosse Derek, então eu não sinto muito porbeijar você. Derek estava querendo beijá-la por um longo tempo. Nós fizemosuma cena de fantasia maldita onde eu estou beijando você. E hoje...eudescubro!" Aqui eu dou uma pausa. "E hoje eu ... estou fudido AMANDO você!Que merda é essa? Por que ainda estou com Addie se eu te amo?" Eu mesinto puxando os cabelos.Aparentemente, eu não tinha prestado atenção à reação de Ellen o suficiente,porque ela se levanta do sofá. "Porque você é um bom rapaz, IDIOTA!" Elagrita com o dedo apontado na minha cara. Seus olhos brilham com o fogoneles.Eu não me sinto como um cara tão bom, quando eu pego seu queixo e o puxopara um beijo. Era como eu me lembrava. A eletricidade que está sempre lásacode-me, quando os nossos lábios se reúnem. A doçura e a umidade e oconjunto todo. Minhas mãos estão em seu cabelo. Deus, que maldito cabeloque cheira tão bem. Seus braços vieram se enrolar em volta do meu pescoço.Ela me beija de volta. Oh Deus, beija-me de volta. Eu a amo. Eu dou gemidoscom o prazer de tudo.A parte de trás de suas pernas atingem a mesa do café. Eu chuto a mesa decafé com as fotos da pessoa que já me parece tão longe de mim o quanto épossível. É apenas uma coisa estúpida e espigada que tomba. Ela cai debaixode mim. Couro não tem tração, então seu corpo desliza para cima do sofáquando eu a empurro sobre ele. Eu a amo. Por que levou tanto tempo paradescobrir isso?Suas pernas envolvem-se em torno das minhas, envolvendo-me e puxando-meao mesmo tempo. Minhas mãos enredam-se em seu cabelo, segurando paraque eu possa colocar minha boca sobre a dela outra vez. Suas mãos estão naparte de trás da minha cabeça, segurando firme para me encontrar, ao mesmotempo. Eu me puxo para cima em meus cotovelos de modo que todo o meucorpo pressiona o dela. Ambos soltamos um gemido ao mesmo tempo. Euempurro minhas mãos para debaixo de sua blusa para sentir aqueles seios queeu só tinha visto uma vez antes, e fantasiado com eles desde então.A próxima coisa que eu sei, é que ela me empurra para sair de cima dela."Tínhamos um acordo." Ela diz, enquanto dá um passo para longe de mim,ofegando descontroladamente.Acordo? "Nós fizemos?" Eu realmente não tinha idéia do que ela estavafalando. Tudo que eu quero fazer é pegá-la com minha mão e puxá-la de voltapara mim. E muito mais."Nós concordamos que isso aconteceria apenas no set."
    • Uma lâmpada de luz ofuscante piscou em meu cérebro. Ela está dizendo o queeu acho que ela está dizendo? Eu realmente não tinha somado dois mais dois,quando ela disse isso no Emmy. Na época, eu estava feliz que ela não tinhaficado louca de raiva de mim. Isto colocou um novo giro sobre as coisas.Hesitante eu comento: "Mas aqui não há nenhum set ...""Você não compreendeu?" Ela pergunta como se eu fosse uma pessoa semnoção (que é como eu me sinto agora). "Você não está certo que ama suaesposa, o Natal faz você querer estar com as pessoas que você ama, e nósestamos tendo fantasias um com o outro. Eles estão nos levando de volta, paraficarmos juntos."Oh meu Deus, por que eu não pensei nisso antes? Ela está absolutamentecerta. Este é um ponto de volta. Eles teriam que nos colocar juntos,novamente, em algum ponto. Isso poderia ser para sempre, porém. Quem sabeo que o escritor tem em mente. Talvez eu consiga tirar algumas coisas de Peternovamente.Ellen chama a minha atenção de volta para ela, quando diz: "Você me chamoude Meredith. Você não estava arrependido sobre isso. Você estava sendoDerek quando você me beijou. Mas Derek tem uma mulher agora. Meredith eDerek não estão fazendo nada certo se beijando agora".Ela pára para pensar sobre o que tinha dito e acena para si mesma, quando elagosta do que acabou de dizer. Tenho medo de me mexer. Tenho medo depensar sobre o que ela está dizendo. Sobre o que ela está propondo. Ela queracreditar nisto? Ela passa por mim e pára na porta da frente, mas depois vira-se na porta. O sol bate em seu cabelo, fazendo-o brilhar. Ela é simplesmentemaravilhosa. Acho que o meu maxilar está descansando em algum lugar atrásde mim, no chão.Ela sorri timidamente e me diz: "Vou dizer a todos que você está gripado. Vejovocê amanhã. "Aceno estupidamente e ela fecha a porta. Eu sou deixado em uma casa vazia,e o que é mais engraçado, finalmente, me senti em casa novamente. Eu voumeio confuso, ainda, para a cozinha e pego uma cerveja. Eu não tenho umavaranda e isso certamente não é um trailer Airstream, mas tenho umanecessidade de meditar.Eu ando através das portas de vidro deslizantes e saio para o quintal. Já éoutubro, mas o sol da Califórnia mantém o clima tropical eterno. O vento é frio,não quente. As estações estão inclinando-se para a parte mais fria do ano. Overão está perdendo para o vento frio do norte. Então porque eu sinto queestou pegando fogo?ELLEN:
    • Os pingos de água do chuveiro se derramam em minha cabeça. Deito nabanheira com as costas contra a porcelana com minhas pernas abertas naminha frente. É reconfortante. É tanto vapor, vaporiza até o quarto inteiro.Quente como o inferno, mas eu quase não tomava conhecimento disso. A portado banheiro está fechada, criando um ambiente silencioso. O lugar onde euposso ficar sozinha com meus pensamentos. O lugar onde eu possa ficarsozinha comigo mesma para tentar descobrir o que diabos aconteceu.Eu não voltei ao estúdio. Liguei para eles e disse que Paddy estava sofrendode algum tipo de gripe e que eu achava que eu também. Não havia nenhumamaneira de eu voltar lá e sentar-me em uma sala cheia de pessoas. Eu malconsegui dirigir o carro de Sandra (ela me emprestou para eu poder ir atrás dePaddy) a metade de um quarteirão que levava para chegar até minha casa.Meu primeiro pensamento, quando eu entrei em casa, tinha sido tomar umaducha, mesmo que eu já tivesse tomado uma de manhã. Senti-me suja. Eu mesenti realmente muito suja. Mas de alguma forma, o peso da água tinha melançado para baixo no fundo da banheira. Ou talvez as minhas pernas nãoeram fortes o suficiente para me segurar por mais tempo. Elas tinham ficadocomo geléia desde que saí da casa de Patrick. Eu não tinha sequer pegado osabão.A casa de Patrick. A casa que ele divide com sua esposa e filha. Com Jill eTallulah. Você tem que dizer os seus nomes, Ellen! Ele estava olhando para oretrato dela, maldição, quando você entrou! Bem, Jill tinha tirado a foto e eleestava segurando T. A logística não importa. Exatamente o que aconteceuhoje? Um minuto estava tudo calmo e pacífico entre nós e no próximo ele saicorrendo de sua cadeira para olhar fotos de Natal? Eu vou lá para saber se eleestá bem e nós nos beijamos em seu sofá? Muito mais do que beijar, se eu forhonesta comigo mesma. Ele me ama.Eu fecho meus olhos e levanto o meu rosto. Água quente se derrama no meurosto. É uma sensação boa. Eu deixei um pequeno sorriso se libertar, quandoMeredith saboreia o conhecimento de que ela é amada. Ela não devia saberainda, mas é bom de todo jeito. Apesar de ele não a escolher. Ele me ama.Mas então o sorriso desaparece. Derek ama Meredith. Ele tem sido muito clarosobre isso. Ele não se desculpou por me chamar de Meredith. Ele é Derek. Eledisse isto hoje. Ele imaginou uma árvore de Natal na casa de Meredith. Se aágua não estivesse escorrendo pelo meu rosto, eu gostaria de saber o que eraa umidade que saía dos meus dutos lacrimais. Por que eu estou chorando?Mas então eu penso sobre a sensação de suas mãos em meu maxilar. Amaneira como ele tinha me puxado para ele. E eu fecho meus olhos por umarazão diferente. Que tipo de pessoa sou eu? Quem beija seu có-estrela casadona sala que ele compartilha com sua esposa e filha? Mas quem poderia dizernão para aqueles lábios? A maneira como eles investem. A maneira como elesapenas exigem que eu os beije de volta. Quando seus lábios estão nos meus,aquelas mãos no meu cabelo, todo o mundo simplesmente desaparece. Eu nãotinha pensado sobre onde eu estava ou o que eu fazia, eu tinha acabado deser. Eu tinha acabado de estar lá com as minhas mãos em seus cabelos. Eu
    • ainda posso sentir os fios de seda na ponta dos dedos, ele empurrando meucorpo de volta para o sofá. Oh Deus, e quando seu corpo estava pressionadocontra o meu? E aquelas mãos rolaram livres por baixo da minha blusa?Mas esse é o problema: Eu não pensei. O que eu disse a ele? Somente noset’. Eu realmente tinha dito isso em voz alta? O que eu estava pensando? Eunão sabia o que isso significava no Emmy. Eu tinha pensado que significavaque Meredith e Derek apenas fariam cenas de beijos no set. Você sabe,quando eles tivessem cenas de beijo no set. Não em um corredor de uma pré-festa do Emmy, onde ninguém podia entrar, ou na sala de sua casa. Osazulejos azuis minúsculos que compõem as três paredes do banheiro olhampara mim zombeteiros.Ele diz tudo com aqueles olhos. Eles são uma janela para sua alma. Eu já tinhavisto a centelha, quando eu tinha reiterado sobre sermos Meredith e Derek. Derepente vi as possibilidades. Isto foi uma coisa má e torcida, e eu me odiavapor ter inventado isso, mas eu tinha dito isso, não tinha? Eu tinha dado aentender isso. Ele tinha me olhado chocado quando eu tinha dito isso. Mas elenão disse que não. Não, ele não disse não."Ellen?" A voz suave diz, enquanto batia suavemente na porta.Chris? O que ele estava fazendo aqui? Era para ele estar em uma reunião comalguma banda. Ele está tentando essa coisa de produção musical agora. Nãotinha exatamente deslanchado ainda. Limpo meu rosto e pergunto: "O quevocê está fazendo aqui, querido, eu pensei que você tinha um trabalho?""Eles não apareceram. Esperei por uma hora." Ele diz meio que dando umaexplicação. Grande, outra banda que não compareceu. "E você? Você estábem?"Eu estou bem? Eu estou sentada debaixo do chuveiro, tentando justificarporque é que seria bom usar o meu trabalho como uma desculpa para ....Fazer o que? Beijar meu có-estrela? Não, é muito mais do que isso. Ele é maisdo que isso. Ele é meu amigo. Ele é meu colega de trabalho. Nós tivemos essaligação especial desde o início. Sinto-me confortável com ele. Nós nosentendemos um ao outro. Só o que, que eu estou pensando aqui?"Eu perguntei se você está bem”, Diz Chris novamente, quando eu nãorespondo.Eu me levanto. Está frio aqui. "Sim, há uma bactéria circulando no trabalho. Eunão estava me sentindo tão bem, então eu decidi vir para casa."Essa é a verdade. Eu não me sinto bem. Eu não me sinto como uma pessoaboa. O que eu estou pensando mesmo? Meu namorado está atrás desta porta.Um namorado que me ama. Um namorado que cuida de mim, que mecompreende, e que esteve aqui sempre. Ele não merece isso. Jill e T nãomerecem isso. Eu gosto de Jill e de T. Patrick é um bom rapaz. Ele não querser esta pessoa. Eu não quero ser essa pessoa. Ele está transferindo seussentimentos como Derek para mim. Ele está apenas fazendo o que eu pedi queele fizesse. Eu tenho que colocar um fim nisso. Eu deveria ter escutado a voz
    • pequena em minha cabeça que bufou na descrença, quando fiz essaresolução. Porque claramente todas as minhas outras tentativas de parar comessa coisa não tinham sido bem sucedidas.PATRICK:Sentei-me e tomei cerveja por muito tempo. Não tenho certeza se eu aindabebia, quando Jill chegou em casa. Ela me deu um olhar engraçado, quandome viu beber cerveja antes do meio-dia, mas eu dei a desculpa de que eu nãome sentia bem e era a coisa mais próxima de refri que eu tinha encontrado emcasa. Então, ela tinha me deixado sozinho.Deixou-me sozinho para tirar um cochilo que nunca tirei. Eu só olhava para oteto pensando no que Ellen tinha dito a mim, o que eu tinha feito, o quetínhamos feito juntos. Isto estava errado. Eu não deveria ter feito isso. Eu nãotenho nenhuma desculpa para isso. Bem, devo ter alguns parafusos soltos naminha cabeça, aparentemente. Eu não estava pensando direito. Ela tinhaacabado de sair de lá; ser tão compreensiva e bonita e bem ... Meredith. Euestava confuso com Ellen e Meredith. Eu não podia mais fazer isso. Não erajusto com ela e não era justo com Jill.Só que, bem, ela me beijou. Muito. E ela não estava falando de si mesma comoMeredith. Nós não estávamos no set. Nós não estávamos praticando nada.Teria ela realmente querido dizer o que ela disse? Eu tinha decidido que elanão queria dizer isso. Eu devo ter lido algo que não estava lá. Eu devo ter feitoisso. Ela não faria isso. Eu não faria isso. Só que eu tinha feito.*************************************Eu estacionei o Vintage na frente de sua garagem e esperei. Eu não liguei paraela perguntando se ela queria que eu a pegasse para ir ao trabalho. Talvez elajá tivesse saído. Teria sido rude não passar para pegá-la, embora não tivesseligado. E pelo tempo que eu tinha gastado pensando nisso, tinha ficado muitotarde. E se eu tivesse ligado para ela esta manhã, e a tivesse acordado? Eupoderia ter lhe enviado uma mensagem de texto, mas iria parecer covardia. É anossa hora de reunião habitual. Se ela está lá, ela vai sair. Quanto tempo euposso ficar aqui até que seja seguro dizer que ela não vem?Eu abro as cortinas e o vejo sentado dentro do carro. Ele veio. Eu não tinhacerteza se ele viria. Eu tinha ficado pronta, porém. Ele não tinha ligado. Se elenão viesse, eu podia simplesmente ir no meu próprio carro. Não é grandecoisa. Mas ele veio. Ele veio. Isso significa que ele está bem com isso? Eupuxo as cortinas novamente para olhá-lo sentado calmamente no carro,girando as estações de rádio. Ele não parece perturbado. Ele não se parececom um adúltero."O que você está fazendo querida?" Chris pergunta, surpreendendo-me ao viratrás de mim de surpresa.
    • Sem olhar para ele, eu digo enquanto recolho o meu casaco e a minha bolsa:"Ah, apenas verificando se era mesmo Patrick."Chris fica em silêncio por um segundo. Ele provavelmente estácompreensivelmente confuso. Eu normalmente corro para fora e pulo dentro docarro. Eu abro a porta da casa. "Bem, tenha um bom dia no trabalho." Ele dizquando eu saio pela porta. Eu provavelmente deveria dizer algo a ele, mas eusó consigo lidar com um ego masculino de cada vez.PATRICK:Ela parece cansada. Essa é a primeira coisa que eu observo. A segunda é queela não está sorrindo. Oh, aqui vamos nós de novo. Eu posso sentir o ombroficando frio. A parede de gelo da minha có-estrela. Ela passa na frente do carroe vai para o lado do passageiro. Ela se senta, colocando seu casaco no colocom cuidado. O volante está gelado debaixo de minhas mãos.ELLEN:"Bom dia." Patrick diz e percebo como ele está cansado. Há grandes sacos sobseus olhos que não estavam lá ontem. Eu devo ter feito isso com ele. Eleprovavelmente vai me dizer que ele não estará me escolhendo mais. Por queeu disse isso a ele ontem? Por quê? Por que eu sou uma idiota de merda?PATRICK:"Bom dia." Ela responde de volta tão morosamente como eu fiz. Eu não tinhadito isso para sair desse jeito. Tinha saído assim. Ela já olha como se elaquisesse saltar para fora do carro. Ela olha para mim até eu perceber queainda estamos parados na frente da sua casa. Vamos Patrick! Praticamente eua ataquei na minha sala e, agora, apenas fico olhando para ela como umbezerro para a lua. Eu liguei o carro. Não posso deixar de notar que ela desviasua perna, quando eu vou mudar a marcha. Merda.ELLEN:Ele parece chateado. Ele está tentando me levar de leve. Ele não sabe o quedizer. Claro que ele nunca faria isso com Jill! Eu sou uma destruidora de lares.Ou uma destruidora de lares em potencial, porque ele nunca iria deixar-me seruma. Espere um minuto, eu não quero ser uma!"Olha, eu ... sobre ontem."PATRICK:Oh, aqui vai. Eu sou um idiota. Estou absolutamente perdido nesta situação.Ela vai me dizer para ficar longe dela. Eu sei disso. Eu mantenho minhas mãosfirmes no volante para que ela não veja como elas estão tremendo.
    • "Eu não ... quando eu disse ... eu não quis dizer." Ela tentava falar, mas depoiscontinuou mais calma, “eu acho que eu dei a entender algo ontem, que poderiaser interpretado de outra forma."Ela está segurando suas mãos. Ela não vai olhar para mim. "Você não deunada a entender." Insisto com firmeza, não sabendo se é verdade ou não, masnecessitando que seja. Oh, eu preciso que seja.ELLEN:O tom agudo da sua voz faz-me olhar para cima. Olhos azuis olham para mim,cheio de algo que não posso descrever. Janelas da alma, lembra-se? Elesdizem que eu preciso não ter dado nada a entender. Eles dizem que nãopodem lidar com isso, se eu falar. E eu sei que estou fazendo a coisa certa. Eupuxo minha respiração e deixo o fluxo de ar fresco da manhã sobre minha pelesensível.PATRICK:"Eu não quis dizer nada com aquilo." Ela ecoou. Eu sei que ela está mentindo.Ela quis dizer alguma coisa. Posso ver isso na maneira como ela se mantémfirme. Ela está com as mãos juntas em torno da alça da bolsa. As pernas estãomuito juntas uma da outra. É um carro pequeno, embora. Toda vez que eumudo a marcha, minha mão fica perigosamente perto de sua coxa. Mas namaior parte eu vejo nos seus olhos. Eles dizem que ela sabe que eu estou commedo.ELLEN:"Olha, eu sinto por ...." Ele começa, mas depois não consegue pronunciar aspalavras. Seus olhos estão para fora examinando a estrada, mesmo que otráfego esteja pouco.PATRICK:"Você não tem que pedir desculpas. ... Você estava chateado." Ela diz com osolhos paralisados nos prédios que passam pela janela do carro."Isso não é desculpa." Eu digo, enquanto assisto tentáculos minúsculos deseus cabelos ao vento. Ela sempre faz um rabo de cavalo na parte da manhã.Eu não sei porquê. Ela olha para mim. "Está tudo bem." Ela diz."Não, não está bem. Eu tenho ... ""Tem sido levado por seu personagem?" Ela responde com um pouco detristeza em seus lábios. Uma evasiva que eu sei exatamente o que significa.Encontro-me olhando muito tempo para aqueles lábios, por isso afasto meusolhos.ELLEN:
    • Ele estava olhando para meus lábios? Eu sinto um rubor chegando. Eu nãoposso corar com isto. Eu disse a ele que eu não quis dizer nada com aquilo. Eunão posso corar e revelar tudo.PATRICK:Ela corou. Seus ouvidos e sua garganta estão vermelhos. Ela me pegouolhando para seus lábios. Eu sou um idiota. Mantenha-se em suas calçasPatrick! Porque eu não posso simplesmente olhar para ela como eu costumavafazer? O que foi que você disse olé Paddy, meu garoto? Admita para vocêmesmo. Você estava extasiado com a risada dela da primeira vez que a viu.Sim, e você já era casado.ELLEN:Será que ele suspirou? O carro ficou em silêncio por uns bons cinco minutos.Eu tinha que dizer algo.PATRICK:"Nós podemos apenas fingir que ontem nunca aconteceu?" Ellen diz depois deuma quantidade insuportável de silêncio. Eu olho para ela vasculhando seustraços, antes de eu colocar a minha atenção de volta à estrada. Fingir? Eupareço estar fazendo isso muito ultimamente, não é? Mas é provavelmente amelhor coisa a se fazer.ELLEN:"Considere esquecido." Ele diz com um vislumbre do sorriso da marcaMcDreamy. Mas o sorriso não atinge seus olhos, porém. Seus olhos dizem queele não vai esquecer. Um calor latente dentro de mim, faz-me lembrar do queeu estou desistindo.PATRICK:"Bom." Ela diz com um sorriso falso. Ela não acha que isto seja bom. Os olhosdela dizem que ela não quer fingir que isso seja bom. Mas temos que fazerisso. Nós somos bons em fingir. Nosso trabalho é fingir ser outra pessoa. Maso que acontece quando as pessoas que nós fingimos ser se transformam umpara o outro, com o poder de sóis queimando? O que acontece quando osnossos desejos secretos nos são dados em uma bandeja de prata dedecadência? Paraíso, meus amigos, paraíso.*************************ELLEN:Depois daquele dia, as coisas se abrandaram um pouco. Ele continuou a mebuscar para trabalhar todas as manhãs. Continuei a ir com ele. As coisasvoltaram ao normal. Ou tão normal quanto poderiam ser com duas pessoas
    • tentando agir normalmente e ignorar o fato de que eles tinham se beijado nasala de uma de suas residências e utilizavam o seu emprego como umadesculpa para se inclinarem em sua mútua atração. Ou é assim que eu gostavade pensar sobre aquele assunto, de qualquer maneira. Mas não haviaestranheza. Nós éramos amigos de novo e agíamos como tal.Se eu me peguei pensando no que a gente poderia ter sido ou o queexatamente ele pensava de tudo isso, eu não deixava ir para frente. Ou, se eupeguei ele olhando para mim, às vezes com algo um pouco mais do queamizade, eu não me deixei levar.*****************O depressivo episódio de Natal passou e episódios para o novo anocomeçaram. Shonda foi realmente criativa com o título do primeiro episódio queiria ao ar em janeiro: "Begin the Begin". Às vezes acho que ela tem algunsparafusos soltos, se você sabe o que quero dizer.Enfim, a minha teoria de que estávamos sendo configurados para voltar umpara o outro cresceu e deu frutos, quando no primeiro episódio do Ano Novo,ela nos fez flertar em um elevador. Ele parecia tão quente com a jaqueta develudo marrom, deixe-me dizer-lhe. Quando ele me olhava de cima para baixo,eu tive que dizer a mim mesma, que esse olhar era apenas de Meredith. Mas,oh, eu queria que fosse para mim, Ellen.Uma semana e meia depois, quando ele fingiu tirar meu sangue epropositadamente se levanta um pouco perto demais para meu conforto, euquase pulei nele. E amaldiçoei aqueles olhos sensuais que falam de coisasimpertinentes e caminhos que não pudemos seguir.Tenho que continuar dizendo pra mim mesma que ele está apenas atuando.Quando voltamos para o trailer, uma semana depois de eu dar para ele o meu‘cão novo, lembro-me daquele primeiro beijo ardente de há muito tempo. Seráque já tinha se passado quase um ano? Foi, apropriadamente, no último dia dafilmagem de "Break on Through" (e férias de inverno) que eu descobri otamanho do problema em que eu estava dentro.
    • ***"Eu não .... Não posso ... Não posso, não... Não... Eu não posso. Nãoquero... Não quero que minha mãe morra sozinha." Choro falsamente, masdepois estrago tudo porque me rebento de tanto rir. Eu acho que mesmoresfolego um pouco.Nós estamos praticando entre as filmagens de outras cenas, de modo queambos estamos com nossos uniformes cirúrgicos e jalecos. O set não estácompletamente preparado para esta cena (quanto tempo leva para criar umarmário, não tenho nenhuma idéia), portanto estamos sentados no chão dotrailer.Trailer de PD e EP"Você acabou de resfolegar?" Patrick pergunta enquanto está sentado no chãoao meu lado."Não." Eu respondo, mas então eu estrago tudo resfolegando de novo.O sorriso no seu rosto cresce, mas então ele suprime dizendo sério, "Vocêarruinou minha concentração, sabe disso?”"Qual concentração?" Eu digo olhando para ele. "Tudo o que você tem a fazeré ficar sentado, bonito deste jeito." Sério, eu falei bonito?Ele tenta ficar sério, mas seus olhos brilham com o meu elogio. Ele responde:"Eu tenho que olhar reconfortante.""Olé". Eu provoco revirando os olhos."Você está revirando os olhos para mim?" Ele pergunta, fingindo estar sendoafrontado.Eu os reviro novamente.
    • "Você não pode revirar seus olhos para mim, jovem senhora, até que vocêpossa realmente fazer essa cena sem rachar de rir.""Você me chamou de jovem senhora? Sério?""Você acabou de usar a palavra ‘sério’?"Ele ganhou um ponto. ‘Sério’ era a palavra mais usada na série, ficou sendouma marca dos internos. "Certo." Digo com alguma falsa dignidade ofendida."Mas você não pode olhar para mim assim, enquanto eu estou fazendo isso."Ele fica confuso. "Assim como quê?""Sorrindo"."Eu não estou sorrindo." Ele diz, mas seus lábios o traem. Eles deslizam emum dos sorrisos mais definitivos que eu já vi."Veja!" Eu digo quando olho para os seus lábios.Ele imediatamente muda suas feições para o Derek simpático. Seus olhosestão lacrimejantes e eu juro que ele está prestes a chorar."Eu odeio você, sabe disso”. Digo com um brilho em sua capacidade de setransformar tão facilmente."Não me odeie porque eu sou bonito." Ele brinca.Eu abro a boca para dizer alguma coisa, mas a fecho. Depois de algunsmomentos de silêncio, ele com seu sorriso me provocando e eu olhando paraele, confesso, "eu me sinto como uma idiota."O brilho nos seus olhos fica ainda maior. Eu sei que ele está prestes a dizer."Não diga isso!" Eu falo enquanto aponto o dedo para ele."Dizer o quê?" Ele responde, fingindo inocência completa. Mas eu sei melhorque isso."Ok, eu vou fazer isto." Eu digo, séria.Ele não diz nada. Eu não vou olhar para ele. Se eu olhar para ele, eu vourebentar de rir novamente. Só sei que ele está ali, sorrindo para mim. Eu tentopensar sobre o que deve ser estar na pele de Meredith: a mãe em uma casa derepouso, um ex-namorado que mal pode dar conforto a ela dentro de umarmário, e ela acabou de passar o dia vendo uma pessoa morrer. Essa pessoaera velha, porém. A mãe de Meredith não é velha, mas ela é mais velha. Àsvezes me pergunto se eu gostaria de ter uma mãe em uma casa de repouso,em vez de uma mãe que tinha morrido antes mesmo de eu saber o querealmente era a morte. De certa forma eu acho que Meredith tem sorte.
    • "Ei." Patrick diz quando ele toca minha mão levemente. "Aonde você estáindo?""Pensando em minha mãe." Eu digo quando eu olho para os cantos do trailer.Ele apertou minha mão com mais força. "Use isso, então, para fazer a cena",Diz. Eu havia dito a ele sobre minha mãe há muito tempo. Eu realmente nãocontava às pessoas sobre isso, mas eu disse a ele. Ele sabe o que issosignificava para mim."Certo." Digo, sugando o ar para fazer esta coisa direito. Eu levanto todas asemoções que estão latentes em algum lugar em torno do tema da morte deminha mãe: o excesso de tristeza, o sentimento de perda, a impotência, e todauma série de outras coisas. Como eu me sentiria se minha mãe estivessedoente com Alzheimer? Se eu soubesse que era uma possibilidade muito realde que ela pudesse morrer a qualquer momento? Meu coração se tornapesado. Eu solto a mão de Paddy.Começa soar falso, até para meus próprios ouvidos. Mas então o que eu tenhoaproveitado retoma. Os soluços são muito reais. Ele sussurra suas palavras deconforto. Eu nem sequer ouço o que elas são. “Devagar. Calma. Respiraçõeslentas e fundas. Lentas e fundas.” Eu não acho que isso é importante. Eleme entrega um pequeno saco de papel marrom que estamos praticando comele. “Devagar. Respire no saco”. Eu seguro o saco na boca com uma mão ecom a outra eu pego na mão dele. Eu me inclino para ele como o roteiro diz.Ele coloca o braço em volta de mim.Eu posso sentir seu rosto na minha testa. O braço em torno de mim, me fazsentir segura. Minha cabeça se encaixa perfeitamente na curva de seupescoço. A mão no meu ombro se mexe para a frente e para trás em um gestoreconfortante. Mas não me sinto confortada. Sinto-me segura e me sintoamada e toda uma série de outras coisas. Coisas que dizem que se você rolarseu rosto apenas uma polegada você pode sentir a nuca dele contra seu rosto.Coisas que dizem que não seria preciso muito para empurrá-lo contra a parededo trailer e ter seu corpo debaixo do seu. Elas dizem que podemos ficar assimpara sempre.Mas eu não faço isso. Em vez disso, eu fico dentro das linhas do script epergunto: "Quanto tempo você acha que temos que ficar assim?"O braço dele fica em torno de mim, seu rosto pressionado contra o meu, masele está deixando ir. "Tenho certeza que Peter nos dirá." Ele disse com umsuspiro. Ele está olhando para seu script no chão. Ele volta a olhar para mim,enquanto me pergunta: "Você quer tentar a próxima parte?" Como podem seusolhos não dizer nada, quando eu sinto tudo?"Claro." Digo um pouco constrangida. Isso tudo é uma parte, digo a mimmesma. Apenas uma parte.Eu me deito novamente na curva de seu pescoço, mas ele está tenso. Eu paroa meio caminho e me endireito. "Não deveríamos começar de onde paramos?"
    • Eu pergunto, tentando soar ingênua. Exceto que eu não sou. Eu daria qualquerdesculpa para estar de volta em seus braços. Se eu parasse para pensar noque estava fazendo, provavelmente eu iria parar. Mas eu não quero.Ele engole em seco e diz: "Claro."Eu volto para o seu lado e suprimo a necessidade de soltar um suspiro defelicidade. Seu braço volta ao meu redor para descansar em meu ombro. Eutenho que quebrar o abraço, mas eu não quero. Segundos passam, enquantoeu mando mensagens para meus músculos para me afastar dele. Elesfinalmente cumprem, mas num ritmo lento. Ele tira o cabelo da minha testa."Estou bem." Eu digo.Eu sinto meu corpo todo queimar com o seu sorriso, quando ele diz, "Vocêestá bem."Ele passa mais uma vez suas mãos pelo meu cabelo e minha próxima fala malsai. "Obrigada.""De nada." Ele responde tão calmamente. Ele olha para baixo em meus lábios."O que você está fazendo?" Pergunto, totalmente esquecida de que isto estáno script."Olhando para seus lábios." Ele diz, embora não tire os olhos deles.Sinto todo o meu corpo formigando. Um calor líquido reúne-se em meu interior,viaja para descansar nas pontas dos meus mamilos. Quanto mais ele olha,mais longe o calor viaja."Por que você está olhando para eles?" Eu pergunto enquanto me mantenhotombada para a frente."Porque assim diz o script." Ele responde com um sorriso, não quebrando seuolhar preso em meus lábios.Meus lábios tentam sorrir para ele. Eu posso ver seus olhos bebendo tudo. Elelevanta a mão na direção do meu rosto.
    • "O roteiro diz que não se tocam." Digo antes que sua mão possa chegar maisperto. Ele pára no ar. Sem tocar em mim, ele envolve todo o lado direito domeu rosto. Uma fração de uma polegada e ele estaria tocando a minhamandíbula. Mas ele não faz. Ele não está me tocando em qualquer lugar. Elemove lentamente sua mão para baixo, cobrindo os pêlos minúsculos na minhapele. Eu fecho meus olhos."O que você está fazendo?" Eu pergunto com os olhos ainda fechados. Eudeveria impedi-lo. Eu devia me afastar. Mas eu não faço nada."Improvisando". Ele diz em voz baixa.Sua mão viaja para baixo, suavemente, não tocando no lado do meu rosto. Elecoloca alguns fios de cabelo atrás de minha orelha e elas formigam com o seutoque. Minha sobrancelha, meu rosto, e em seguida, o meu maxilar, tudoformiga. Um dedo acidentalmente passa sobre a minha orelha. Eu tremo.Montanhas de lava percorrem minha espinha quando ele passa sua mãolentamente ao longo do meu pescoço. E então, nada. Onde quer que ele nãoesteja tocando está gritando.Abro os olhos. Suas pupilas azuis queimam as minhas verdes. "Você não querjogar esse jogo comigo." Eu o advirto, mas isto soa mais sensual do queexigente. Seus olhos se afundam em meus lábios novamente e depois voltampara meus olhos. Ele não fala. Mas os seus olhos dizem que ele quer jogar. Elequer jogar muito. Quão longe ele vai me deixar ir?Eu me inclino para a frente, colocando meu rosto a um centímetro do seu.Minhas mãos estão firmemente seguras entre meus joelhos para mantê-laslonge de mergulhar profundamente em seus cabelos de corvo. Me aproximo.Seus lábios estão fechados. Os meus estão tão perto que posso sentir a minhaprópria respiração circular de volta para mim. Seria tão fácil simplesmente me
    • inclinar e deixar que a nossa pele se encontre. Já posso sentir o gosto de seuslábios nos meus. Mas este não é o jogo."Deite-se." Peço em um sussurro.Ele não se move. Por que eu realmente acho que ele se moveria? Tocar orosto é uma coisa, outra é ficar deitado. Estou prestes a voltar para trás e paralonge dele ... quando ele faz. Eu lhe dou espaço. Ele se move e se deita contrao piso. Quando está nesta posição, ele olha para mim com as pupilas dotamanho do quarto.Posso realmente fazer isso? Eu sei o que eu disse. Mas, fazer e dizer são duascoisas diferentes. Ele deve sentir a minha agitação interna, porque ele nãomove um músculo. Ele só está no chão me esperando decidir. Eu sei que eume lembro de decidir que eu não queria isso, mas agora não me lembroporquê. Agora eu quero isso mais do que qualquer coisa no mundo.Minha mão esquerda atinge todo o seu corpo, seguido pelo meu tronco. Seusolhos me seguem enquanto eu me posiciono sobre seu corpo.Cuidadosamente, para não tocá-lo, eu coloquei meus joelhos em ambos oslados de sua cintura. Seu peito faz poucos movimentos enquanto espera paraver o que vou fazer. Eu não o deixo esperar por muito tempo. Eu passo minhasmãos para os lados de sua cabeça e deslizo para a frente, tão perto quanto euposso sem realmente tocá-lo.Eu olho em seus olhos. Azul preenche verde e estou perdida. Eu inclino meurosto para a esquerda. Suas mãos estão deitadas contra o tapete,pressionando tanto quanto possível. Acho que sua respiração páracompletamente quando eu deslizo o meu rosto a um centímetro de sua barba;sentindo cada fio de cabelo quando eu fico, literalmente, a uma respiração detocá-lo. Eu quero gemer com a sensação, mas eu não faço isto. Ele suga arespiração quando eu sopro em seu ouvido. Deslizo o meu rosto junto aopescoço dele, sem tocá-lo, e ele geme para mim.Isso é o suficiente. Se eu não parar agora, eu nunca vou parar. Há uma linhamuito fina, e estou montada nela. Quase literalmente. Eu me levanto, sentindoimediatamente falta do corpo quente debaixo do meu. Deito-me ao lado dele,com cuidado para não deixar as mãos ou os pés encostarem-se uns contra osoutros. Há silêncio. Silêncio pesado. Ele olha para um ponto no teto. Ficoolhando um logo à direita do seu. Eu não posso olhar para ele. Eu tenho quedizer algo.
    • "Sabe aquele dia em sua casa?" Eu pergunto baixinho.Enquanto nós dois continuamos a olhar para o teto, ele diz: "Você quer dizeraquele que estamos fazendo de conta que não aconteceu?" Eu não tenho quedizer nada uma. Ele sabe.Eu não respondo sua pergunta. Eu não tenho que responder. Nós doissabemos do dia que eu estou falando. Aqui vai. "Eu queria fazer mais queisso." Eu digo, esperando que ele se levante então. Mais silêncio. Nenhum denós se move. O que eu realmente espero que ele diga? Eu menti bonito paraele. Eu sou uma confusa destruidora de lares horrível. Lá, eu disse isso. Paramim, não em voz alta, mas ainda assim. Eu acho que quero chorar.Ele se move para o lado. Fica de frente para mim. Aqui vamos nós. Ele vai selevantar e sair. Eu não posso ver isso. Eu mantenho meus olhos fechados,para que ele não possa ver o que ele está fazendo comigo. Mas ele não selevanta. Ele só rola o seu corpo até que ele esteja olhando para mim, com acabeça levantada, seu corpo estendido paralelo ao meu. Ele puxa um fio domeu cabelo que saiu para fora do meu rabo de cavalo. Ele o leva em direção aele para que ele pudesse correr os dedos por ele. Ele simplesmente diz: "Eusei".Eu tinha, recentemente, chegado a uma decisão. Uma que podia ou não,surpreendê-lo. Eu só estava tentando realizar este fato oh, vamos dizer nosúltimos quatro ou cinco meses. E provavelmente era uma boa coisa no sentidode que ela me ajudaria a ficar realmente muito boa no meu trabalho, mas eraruim no sentido de que acho que eu poderia ter uma necessidade séria de ir aum terapeuta. Exceto bem, que eu já tenho uma terapeuta e a tenho visto háalgum tempo (por outras razões que eu não falarei aqui). Mas, como você diz aum profissional de saúde mental que você acha que pode realmente ser duaspessoas diferentes e não ficar trancada em um hospício com a chave jogadamuito longe no Oceano Pacífico? E o fato de que você pensou que tinha algumcontrole sobre essas duas entidades separadas, mas que você percebe agoraque você está totalmente cheia de merda.PATRICK:Chaves, chaves, onde estão minhas chaves? Ah sim, onde eu as deixei: nobolso do meu paletó. Vantagens de viver em LA? Tempo bonito e um empregoestável. Desvantagem? Estacionamento. Normalmente eu não tenho nenhumproblema em encontrar um local relativamente perto, mas hoje eu tinha umalmoço de negócios, em um dos mais movimentados restaurantes em LA. Dapróxima vez eu iria usar o manobrista. Era para eu estar descansando, nohiato, mas quando as pessoas o chamam para a Disney, não existe tal coisacomo um ‘hiato. Era para eu estar gastando meu tempo com Jill e T, mas essacoisa tinha vindo para mim. Era muito boa oportunidade para eu passar porcima. Eu poderia dizer que Jill não estava muito feliz com isso, mas elaentendeu. As coisas estão finalmente começando a dar certo em minhacarreira e, de maneira sábia, em um lugar como Hollywood você tem que
    • aproveitar o momento ou ele passa por você. Eu tinha aprendido isto de umamaneira muito dura.Tenho bastante certeza disso quando eu estaciono no quarteirão seguinte. Ahsim, eu posso ver isso lá na frente. Mas de volta a esta coisa de duas pessoas.Veja esta manhã, por exemplo. Estou me preparando para este almoço,fazendo a barba, escovando os dentes, e etc, e eu coloquei a roupa que eu iriausar e Jill ficou olhando para mim. Ela está na sala de estar com T certificando-se de que ela comendo o café da manhã. Todas as coisas normais que euvinha fazendo com a minha família há anos, mas de alguma forma me sentiadiferente. Eu sentia como eu não devesse estar lá. Como se eu devesse estarno meu trailer, grelhando uma truta na minha cozinha, ou bebendo café, comoeu faço em todas as minhas rondas de manhã cedo com os pacientes.Meu carro parece tão fora do lugar. Ele é velho e seu design se destaca em ummar de SUVs. Gosto muito dele. Avisto algo rosa sob o assento do lado dopassageiro. Por que não vi isto antes? Talvez porque eu sempre estou do outrolado do carro olhando para a frente e nunca olhando do lado do passageiro?Eu não sei. Eu me abaixo na calçada e tiro um lenço feminino rosa com bordascheia de babados. O cachecol de Ellen.Agora eu me lembro. Ela estava usando ele ontem de manhã, quando eu atinha pego em casa. Mas estava um dia muito quente para ele e o casaco queela estava usando. Ambos tinham sido retirados e armazenados em seus pés.Por que o lenço tinha se separado do resto, não tenho idéia. Eu estavatentando não olhar para ela. As poucas vezes que eu tinha um olhar maisousado, ela estava tentando muito duramente não olhar para mim. Mas osnossos olhos tinham se encontrado de qualquer maneira. Muitas e muitasvezes. Não, certamente eu não havia notado um cachecol faltando.Eu enrolo o cachecol em volta da minha mão e penso o mesmo pensamentoque eu tenho pensado desde que tudo aconteceu: eu realmente fiz isso? Querdizer, eu devo ter feito isso porque eu ainda posso sentir o declive suave deseu rosto sem tocar minha mão, o aperto no meu peito de tentar não respirarmuito forte para que o meu peito não se encontrasse no dela, e tudo seriaperdido. Num minuto eu estou confortando a mulher que amo, mas não possotê-la em um armário e no próximo minuto estou tão perto de tê-la que meusdedos ficam brancos de tanto pressionar as minhas mãos no chão.Isso não poderia ter sido eu, Patrick. Isso tinha que ter sido Derek. Era melhorter sido Derek. Eu não quero pensar sobre o que isto significava, se não fosseDerek. Derek queria dizer para tudo ir para o inferno com a coisa de não tocá-lae puxá-la para ele, mas Patrick o tinha retido. Ou pelo menos é assim que eugosto de pensar nisso. Ou Derek que tinha sido um bom rapaz tentandotrabalhar em um casamento e .... Não, eu não vou para essa linha depensamento. Tinha que ter sido a primeira suposição. Tinha que ser. E tinhaEllen realmente dito aquilo? Teria ela realmente dito aquilo? Minha Elly? E oque ela realmente queria dizer com isso? Eu acho que sei, mas eu realmentenão quero saber. Eu poderia chamá-la agora na premissa de devolver ocachecol e perguntar a ela. O algodão está em volta da minha mão, quando eusento no meu carro silencioso com o motor desligado. Carros passam por mim
    • na estrada, enquanto eu tento pensar no melhor caminho a tomar. Deixo omotor ligado. Decisão tomada: vou colocar a bola em sua quadra. Eu vouenviar uma mensagem de texto para ela.ELLEN:Eu odeio o Chris. Olhe para ele ali, falando no telefone com seu amigo comesses tênis converse preto e branco, que eu lhe disse que o fazem parecer quetem pés de palhaço. E essas calças? Puleeze. Ele não está na escola mais.Um homem adulto não usa calças que são tão grandes que fazem parecer queele está cagado.O que eu vejo nele? O que exatamente eu estou fazendo com ele? O queestou fazendo com tudo? Indo atrás de um homem casado? Não, não é isso. Ésó que ... Eu amava Chris. Eu amava. Tínhamos muito em comum: viemos damesma cidade, conhecemos as mesmas pessoas, nós gostamos das mesmascoisas. Ele me ama. Ele está sempre cuidando de mim, sempre olhando pormim, sabe o que fazer para me fazer sentir segura. Antigamente, quando euera uma ninguém, ele era minha rocha. Ele me fez sentir amada e segura eespecial. Ele costumava ser meu melhor amigo.Mas o que ele me faz sentir agora? É mais fácil definir o que eu não sinto. Eunão sinto a atração, o magnetismo, que tudo precisa consumir. Mas Paddy e eu.... Isto não é apenas luxúria. Se fosse eu poderia recuar e continuar comminha vida. Mas não é. É só ... Eu me sinto mais viva com ele. Eu sinto que háessa parte de mim que tem ficado adormecida há trinta e tantos anos, e queprecisou de Paddy para acordá-la. Mas o que ele sente por mim? Eu sei queele sente alguma coisa. Ele tem que sentir alguma coisa. Um homem não beijadaquele jeito, ou gosta de passar suas mãos através de seu cabelo com tantasuavidade, se ele não sentisse alguma coisa. Oh, como diabos eu deveriasaber? Ele nem sequer está olhando para mim."Elly, você vai se vestir ou o quê?" Ele pergunta da cozinha, quando ele olhapara mim esparramada no sofá, de pijama com uma tigela vazia de pipocaesquecida no chão na minha frente."Não". Respondo enquanto continuo a percorrer os canais com o controle namão.Cara, eu preciso pensar nesta situação. Já faz três dias que começou o hiato eeu não acho que eu tenho feito muito mais do que dormir, deitar-me aqui com omeu controle remoto e assistir à televisão, desejando que várias outraspessoas estejam mortas. A número um é Patrick. Idiota, não podia sequer meolhar no caminho de casa. Eu sabia que ele iria reagir assim. Ponho meucoração para fora e ele não pode sequer me dar um maldito olhar. Ele é oúnico que começou com essa coisa toda de merda. Ele foi um participante demerda, que mentiu para mim e deixou-me fazer coisas de merda para ele eagora ele vai para a sua família de merda perfeita sem uma palavra. Babaca.Eu pressiono os botões do canal com mais raiva ainda.Chris encosta seu braço na porta da cozinha e diz: "Vamos lá, você disse que
    • nós começaríamos a fazer algumas coisas juntos, uma vez que você estavaem hiato. Se não sair logo, vamos perder a cena de abertura."Eu fico mais irritada ainda. Por que ele tem a dizer merda como essa? Eu sei ahora que começa a porra do jogo. "Eu sei ... Eu só estou cansada." Eu lamento.Eu sei como o som sai queixoso e eu simplesmente não posso ajudá-lo."Você está cansada por dias." Chris diz com um suspiro. "Você está cansadaquando você está trabalhando. Você está cansada quando você não estátrabalhando."Eu não sei o que acontece, mas algo desencaixa. "Sim, é isso o que acontecequando uma pessoa tem um emprego, eles se cansam. Eu trabalho o tempotodo, porra! Estou exausta!"Ele se enrijece. Este é um assunto delicado entre nós. Eu sei que ele não gostaque eu fale da minha carreira em expansão, mas também ele não tenta assim,tão veemente, encontrar um emprego remunerado. Quando eu o conheci, eletinha todas essas grandes idéias sobre as maravilhas de venda de calçados naInternet. Isso não deu certo, então ele tinha tentado um monte de outrascoisas, e agora ele estava tentando esta coisa de produtor. Estou começandoa perceber o que isso sempre vai ser: sonhos. Normalmente eu apenas deixopara lá, mas hoje eu não estou me sentindo muito caritativa para com ahumanidade, com especial ênfase na parte "homens".Ele suspira novamente e caminha na minha direção, sentando-se aos meuspés. "Nós não temos para onde ir. Eu apenas pensei que poderia ser algodivertido ...." Ele diz, mas é interrompido pelo barulho do meu telefone. Eu seipelo som que significa que eu tenho uma mensagem de texto. Eu o pego e oabro.Você deixou o seu cachecol em meu carro. Você o quer? Eu trago?Paddy. O quê? Deixei o meu cachecol em seu carro? Ele quer trazê-lo paramim? Eu acho que ele não está me evitando, afinal. O que significa isto? Olhopara Chris. Ele se senta na ponta do sofá olhando abatido para tudo. Deus, eupreciso acabar com isso. Oh inferno, não, ele não pode vir. Mas se ele vier elesaberá que estou aqui. E ele vai pensar que eu o estou evitando. Eu só querofalar com ele. Eu quero saber o que diabos ele pensa sobre o que eu disse,além do "eu sei". O que isso significa? Na época, eu achava que era o tipo decoisa profunda, mas mais tarde percebi que não significava nada. Que porra éque “Eu sei significa? Bem, eu não posso perguntar para ele com o Chris aqui,e eu definitivamente não quero ficar sozinha com ele. Eu não posso ficar aqui.Bem, só sobrou uma coisa: eu vou ter que ir para o jogo.Vou escrever de volta para ele. Volto-me para Chris. "Tudo bem, eu vou mevestir." Digo com relutância."Quem era?" Ele pergunta com um aceno para o meu celular."Oh, apenas Paddy." Eu digo levianamente, mas não sinto nada. Eu vou para oinferno. "Deixei algo no seu carro."
    • Seu rosto se franze um pouco como se ele tivesse comido algo que não gosta.Ele não gosta do fato de eu pegar carona com Paddy para trabalhar, mas nemmesmo ele pode argumentar com Paddy quando ele recebe o seu encanto.Além disso, ele não tem nada a invejar. Ou pelo menos é o que ele pensa.PATRICK:O barulho de talheres de aço inoxidável e dos pratos brancos de porcelanaarranham no fundo do restaurante. O murmúrio das vozes silenciadas saciadocom boa comida e bom vinho viaja durante o entardecer, como um bando depássaros aninhando-se no alto de uma árvore. De vez em quando um risoviolento ou algum um bêbado cacareja no ar, mas na nossa mesa existesomente o silêncio. Eu apenas disse a ela as boas notícias: Eu vou ser umprotagonista de um filme da Disney! Estou tão animado que mal consigo ficarparado. Agora seria o momento perfeito para se abrir uma garrafa dechampanhe rosa. A indulgência, eu sei. Mas isso é Disney! Isto é o que euestava esperando! Um filme de primeira linha, com um bom salário, um roteirosurpreendente, e uma chance de ser o Príncipe Encantado. O que mais vocêpoderia pedir?Aparentemente muita coisa, se o olhar no rosto de Jill mostra qualquerindicação. Eu esperava que ela ficasse feliz, ficasse orgulhosa de mim, esorrisse para mim como ela costumava fazer. Quando eu tinha dito a ela queeu estava levando-a para jantar fora, que tínhamos de encontrar uma babápara T, ela ficou em êxtase. Bem, ela não tinha saltado para cima e para baixo,nem gritado, nem nada, o que não era seu estilo, mas o seu rosto se iluminounum sorriso, que eu percebi, naquele momento, que eu não tinha visto emalgum tempo. Nós tomamos banho e aqui nós estávamos em um dos melhoresrestaurantes em Los Angeles. Ela me contou tudo sobre T na pré-escola,enquanto tomávamos nossas bebidas e aperitivos, mas quando o pratoprincipal tinha chegado, eu não consegui manter a boa notícia em segredo. Eagora ela está olhando para mim como se eu tivesse acabado de matar seupeixinho.Meu telefone toca. Parece uma boa hora para atender, por isso, o tiro do meubolso. É uma mensagem de texto. De Ellen. Eu não posso disfarçar o sorrisoque explode em meu rosto. Eu não vou ler a mensagem agora. Isso seria o tipode coisa rude. Mas fico perguntando-me o que ela poderia ter escrito."De quem é a mensagem?" Jill pergunta em voz baixa. Eu posso dizer que elaestá apenas tentando me distrair."Oh, é apenas Ellen." Eu digo quando eu coloco o telefone no bolso."O que ela quer?" Jill pergunta quando ela levanta o garfo para fora de seuprato e finge estar interessada. O que é isto? Por que ela não está feliz pormim?"Oh, eu vou ler mais tarde. Ela só deixou algo no meu carro. Eu mandei umamensagem de texto anteriormente. Ela deve estar querendo de volta." Eu digo
    • quando eu, de repente, tenho uma necessidade de agarrar o meu próprio garfoe evitar algumas coisas.Ela absorve as informações silenciosamente. Quando ela fica assim, eu nuncasei o que ela está pensando. É como se ela fosse para dentro de si mesma,onde ninguém pode ir. É como tentar ter uma conversa com uma parede detijolos. Inesperadamente, ela oferece "Nós poderíamos deixá-la no caminho decasa."Hum, não. Isso seria uma idéia muito ruim. Uma idéia muito estranha, muitoruim. "Não, tudo bem. Vou entregar para ela amanhã. Eu preciso falar com elasobre uma coisa do trabalho”. Eu muito propositadamente dou uma mordida nomeu frango e viro a conversa de volta para o assunto em mãos. "Você não estáfeliz por mim?" Queria dizer de maneira que não saísse tão tenso, mas adecepção vaza de qualquer maneira.Ela suspira e diz: "Claro que estou feliz por você."Mais silêncio. Mais mastigação."Então por que você está com essa cara? Qual é o problema?" Eu pergunto,com um pouco de amargura, que sai também."Nenhum problema." Ela diz com outro suspiro. É óbvio que alguma coisa aestá incomodando, porém. Ela não quer dizer. Eu prefiro muito mais que ascoisas sejam abertas. Às vezes me pergunto se ela acha que se não falarsobre isso, então isso significa que nada está errado."Algo está obviamente a incomodando. Dou-lhe algumas das melhores notíciasda minha carreira e você me olha como se eu tivesse matado o seu cachorro!"Ela olha para mim para me dar um brilho. Ela odeia quando eu faço uma cena."Você só ... você simplesmente não entende, não é?" Ela pergunta, enquantoela soca sua comida com o garfo.Eu lanço meu guardanapo na mesa, perdendo qualquer desejo de colocar maiscomida na minha boca. "Aparentemente, não." Murmuro."O que você acabou de falar?" Ela vociferou para mim.Um pouco mais alto eu digo: "Aparentemente não! Eu estou perplexo. Por queconseguir uma oportunidade de ouro como este é tão horrível?""Eu não disse que era horrível." Ela emenda."Então o que é? Apenas me diga!" Eu exijo. Eu sei que estou de mau humor,mas eu simplesmente não posso remediar. Nós poderíamos ficar aqui a noitetoda, se eu não conseguisse tirar isto para fora dela.Um momento de silêncio se segue, mas então ela explode, "É o fato de queesta vai ser uma das dez milhões de coisas que o mantém longe de casa. Vocêpercebe que esta é a primeira vez que jantamos sozinhos em quatro meses?"
    • As fatias de acusação sobre a mesa do jantar. Foi realmente quatro meses?Fico tentando identificar quando foi a última vez que jantamos juntos. E entãoeu percebo que ela está certa. Eu caio para trás em minha cadeira. Droga,agora me sinto culpado.”A gravação não vai acontecer até o verão. Temos dinheiro, poderíamos alugarum apartamento. Poderíamos ser você, eu, e T, em Nova York. Poderíamos.Poderia ser divertido." Ofereço conciliadoramente e com uma quantidade decharme. Em momentos como este, eu aprendi a usá-lo para minha vantagem.Ela não parece muito tranqüilizada, embora. Ela apunhala sua galinha maisuma vez e diz: "Isso é o que você disse sobre o hiato de Natal também."Ela não pretendia que nós alugássemos um apartamento. Ela pretendia dizerque eu tinha dito que no hiato de Natal seria apenas eu, ela, e T também.Ótimo, agora eu sinto como um burro. Eu pego suas mãos. Ela deixa-me levá-las, mas ela não parece muito feliz com isso. Eu a faço olhar para mim. "Medesculpe, eu não queria dizer todas essas coisas á toa. Eu realmente queriaque fosse apenas nós. "Ela olha nos meus olhos, mas ela não amolece. Ela puxa suas mãos dasminhas e começa a mexer com a bolsa. Eu acho que o jantar acabou. "Bem, Testá ansiosa para passar o tempo com você." Ela diz colocando sua bolsa. "Eutenho que trabalhar amanhã, mas por que você não a leva ao parque?""Ok". Eu digo, não sabendo mais o que fazer. Ela se desculpa para ir aobanheiro. Eu fico impaciente. Eu nunca fui bom em ficar parado. Depois que elase levantou, lembro-me do texto de Ellen. Eu puxo o telefone e leio:Amanhã? Considere como um empréstimo. Use com moderação.Eu sorrio e de repente eu realmente quero vê-la. Ela vai entender. Ela vaientender o quanto isso significa para mim. Eu digito rapidamente um texto:Rosa não é minha cor predileta. Estou levando T ao parque amanhã. Você vem?"Nem um minuto depois, ela envia de volta:Só se você me empurrar no balanço.Teclo de volta:Negócio fechado.Eu dormi no quarto de hóspedes naquela noite. Mas eu ainda fui para a camacom um sorriso no meu rosto.ELLEN:
    • A campainha da porta toca. Estou pronta. Eu acho. Eu estou com meu vestidolilás e levando um casaco de cintura-alta se esfriasse. Eu acho que estou comas minhas chaves. Oh espera, não, elas estão na tigela. Ok, pare e se acalme,Ellen! Você está indo somente para um passeio no parque. Mas não me sintocomo se fosse um simples passeio. Parece mais.Eu abro a porta para ser imediatamente cercada pelo calor dos olhos azuis:Patrick.Ele sorri em saudação, com seus ardentes olhos e diz, "Ei".Estou paralisada na porta. "Ei." Digo com o sorriso mais brilhante que tenho.Neste momento, uma coisa pequenina agarra a parte de trás das pernas dele enós somos arrancados de nosso devaneio. "Papai! Papai! Podemos ir aoparque agora, por favor? Por favor, por favor, por favor?" T implora com osbraços enrolados nas pernas de seu pai, enquanto ela salta para cima e parabaixo com impaciência.Ele ri dela e envia-me um sorriso divertido, mas apologético. Ele bagunça ocabelo dela e diz: "Sim, nós vamos agora Oh-uma-impaciente. Você sabia quea gente tinha que pegar a Ellen primeiro. "Ela olha rapidamente para mim, mas então volta para trás de seu pai. Ela sabequem eu sou. Nós tivemos muitas conversas, quando Jill aparecia no set paratrazer algo para Patrick, ou quando eu e Chris tínhamos ido até sua casa paraalmoçar. Sou a moça que trabalha com seu pai. O que não é tão importantequanto o parque.Ela sai da casca o suficiente para dizer: "Oi Ellen." E então ela se vira e sobeem sua bicicleta. Tenho que parar de rir. Patrick apenas suspira."Mhmm." Eu digo, realmente apenas limpando a garganta.Ele levanta as sobrancelhas para mim, silenciosamente, perguntando o por quedo ruído."Cachecol, por favor." Exijo educadamente quando eu estendo a minha mão efinjo agarrá-lo.Mas ele não tem a intenção de tornar aquilo fácil. Ele me dá um olhar demaldade pura e começa a seguir a sua filha na calçada. "Parque primeiro,cachecol mais tarde." Ele me chama com um olhar perverso sobre seu ombro.
    • Oh garoto. Eu não sei se estou preparada mentalmente para passar um diacom um Patrick maldoso. Mas eu tranco a porta de qualquer maneira e corropara alcançá-lo. "Eu considero isso uma chantagem, você sabe." Digo-lhe.Ele não parece muito preocupado e ainda provoca, "concordei em lhe devolvero cachecol, mas eu não disse quando."Paquerando. Oh, eu posso lidar com a paquera. Paquera é uma velha rotinaentre nós. Eu dobro minhas mãos em meus bolsos e deixo o ar frio passar emminhas bochechas. A vizinhança está tranquila. A maioria dos pais foitrabalhar e a maioria das crianças está na escola. Há algumas coisas boassobre ter um horário de trabalho não-tradicional: às vezes você ganha o mundopara si mesmo.Não nos falamos por alguns minutos, mas é um silêncio de companheirismo.As rodas da bicicleta de T guinchavam à nossa frente."Você tem certeza que não têm mantido este garotinha prisioneira ou algoassim? Eu nunca vi alguém tão animado por causa de um passeio no parque”.Eu comento com uma risadinha. Suas pernas vão bombeando os pedais adistância. Ela ainda é só uma menina, assim não vai muito longe de nós.Um flash de alguma coisa (culpa?) passa em seu rosto, mas depoisdesaparece rapidamente. As brincadeiras lúdicas retornam. "Não, veja você,hoje é um dia muito especial." Ele diz como se fosse um grande segredo."Um dia especial?" Eu pergunto. Ele gosta quando eu brinco junto com ele."Sim, não é uma ocorrência diária na vida de uma menina quando o pai dela asalva das garras do mal da pré-escola." Ele diz com orgulho, quando nósdeslizamos através da pequena entrada para o parque. A bicicleta de T foideixada para trás, perto de nós, e ela já foi correndo na frente para subir osdegraus para o escorregador mais amarelo que nunca. Ou pelo menos essa éa impressão que tenho."É ruim, hein?" Falo, ainda brincando. Outra risadinha escapa de mim.Ele sorri da minha risadinha, enquanto ele nos leva até o banco mais próximodo parque. Uma vez ele me disse que achava minha risada pacotes de puraalegria. Há muito espaço no banco, mas de alguma forma nós ficamos noquadrado no meio. Ele cruza a perna direita sobre a sua esquerda e encostaseu joelho contra o meu. Eu não saio do lugar. Nem ele."Ela está bem ali?" Eu pergunto quando nós olhando diretamente para aescada que leva até a rampa do escorregador. Enquanto olhamos, elaescorrega para baixo."Oh sim, ela esteve aqui toneladas de vezes." Patrick diz enquanto ele achama, para que ela saiba que ele está vendo como ela ri e corre para fazertudo de novo. Presumo que ele quer dizer com Jill, mas ele não esclarece. Olocal onde o seu joelho me toca fica formigando.
    • "Ei, eu tive uma boa notícia ontem." Ele deixa escapar quando eu não encontronada para dizer.Feliz pela distração, pergunto, talvez alegremente demais, "Sim?""Eu fui convidado para fazer um filme da Disney." Diz com um rosto iluminadode entusiasmo. "E adivinhe qual personagem eu vou fazer?"Acho que o meu queixo cai um pouco com a surpresa, mas rapidamente merecupero. Eu posso sentir minha boca em um sorriso enorme. “Você vai ser oGrumpy (Rabujento)?" Eu pergunto com sinceridade falsa.Ele finge estar ofendido, mas ele apenas ri. Seu riso me aquece de dentro parafora. "Não Miss-humor-assassino, um príncipe disfarçado. Vai ser algo que Tpode assistir." Ele fala enquanto mantém um meio-olho nela."Disfarçado de quê?" Pergunto brincando, enquanto nossos joelhos ficampermanentemente descansando um sobre o outro."Um advogado." Ele responde com prazer. Será que ele está percebendo essacoisa toda dos joelhos?"Isto é tão bom Paddy. Estou realmente feliz por você." Digo, realmentesentindo isso. Ele merece. Ele queria algo parecido com isto por muito tempo."Você está?" Ele pergunta com tanto orgulho em si e sim, até mesmo com umapitada de insegurança."Sim." Concordo com um sorriso e aperto sua mão para enfatizar.Mas então eu paro. Nós dois olhamos para baixo, para nossas mãos setocando. Tento puxar minha mão, mas ele não me deixa. Ele agarra a minhamão com a sua. Minha mão se sente tão pequena encapsulada na dele. Equente. Eu tento me afastar de novo, mas ele se mantém firme. Eu acho quesei o que um coelho assustado deve sentir quando ele sabe que a raposa estáa poucos momentos de o comer. Meu coração bate muito rapidamente em meupeito. Tenho medo de me mexer."Paddy." Rogo em quase um sussurro."Temos que falar sobre isso Elly." Ele diz baixo. Seus polegares fazempequenos círculos em cima da minha mão."Não, nós não precisamos. Não temos de falar sobre qualquer coisa." Digo comuma voz febril, mas vacilante. Eu posso sentir a raposa se aproximando."Temos que falar sobre isso." Ele diz com raiva. Ele sacode as mãosduramente. Sua respiração parece ainda mais frenética que a minha. Eleacalma-se até dizer: "Nós não temos falado sobre isso por um longo tempo."Eu quero correr. Eu quero ir até ao largo do banco e me esconder. Eu quero
    • negar tudo. Mas eu não. Em vez eu digo: "Eu sei." Tento relaxar. Oh garoto,aqui vai. Acho que minhas mãos começam a tremer.Nenhum de nós fala. Um vento sopra por trás do cabelo de Patrick e o cabelodo meu rosto. Depois de uma pequena quantidade de tempo que parece maisuma eternidade, eu falo, "eu não sei o que dizer.""Eu também não." Ele concorda com um arremedo de um sorriso.Depois de outro longo silêncio, ele pergunta "O que você queria fazer, Ellen?Você sabe, aquilo que você disse no trailer. Porque eu acho que sei o que vocêquis dizer, mas eu não estou muito certo. E você não quer ser enganado sobreessas coisas." Ele divaga. Deus, ele está tão nervoso sobre isso quanto eu. Oscírculos que ele faz nas minhas mãos se tornam frenéticos, até que paramcompletamente e ele os recolhe. Sua incerteza me dá força."Eu quis dizer exatamente o que você acha que eu quis dizer." Digo com aminha cabeça duramente virada, até que volto-me para encará-lo. Não hácomo voltar agora.Ele tem o mesmo olhar frenético de lebre presa que eu tinha anteriormente. Elecongela com minhas palavras, mas em seguida, alguma coisa clica e ele relaxalentamente. O aperto de morte em minha mão diminui. "Eu disse isso e eu nãoposso levá-lo de volta." Adiciono, quando eu sinto a água se acumular emmeus dutos lacrimais. Minha voz racha."Você não pode levar de volta?" Ele pergunta, enquanto ele deslizasuavemente meu cabelo para longe do meu rosto.Volto-me para ele e pergunto: "Você quer que eu leve as palavras de volta?"Isso, é isso. Eu coloquei minha vida ali. Eu fecho meus olhos, só que eu querover cada pensamento que passa sobre o seu rosto. Seus olhos ardem nosmeus. E eu espero. Eu espero para saber quando é seguro respirarnovamente.Vejo a luta. Eu vejo o tormento. Eu vejo tudo, com um misto de esperança, queestava queimando dentro de mim. Seus olhos, eles são um oceanotempestuoso nublado; puxado para cima pelas marés, puxado através dovento, e nada para segurá-los. Eles dizem que "sim, sim, por favor, leva aspalavras de volta". Mas eles também dizem que ele nunca vai esquecê-las.Eles querem dizer isso e muito mais.Uma única lágrima desliza pelo meu rosto e eu o viro. "É só que ... eu sei que éhorrível e que eu sou uma espécie de destruidora de lares, dizendo isso, maseu simplesmente não podia ..." Eu tento explicar. Se eu não disser isso agoraeu não vou falar nunca. "Eu não poderia, você sabe, NÃO diga nada. Eu nãopoderia seguir minha vida inteira apenas pensando. E por toda a minha vidaeu fui uma pessoa certa com idéias certas, sobre as coisas certas ... e valores.Esta Ellen. Mas então eu encontro você e eu tenho que ser a Meredith para oseu Derek e nenhuma das outras coisas não importa mais. Nenhuma! Vocêsabe o que isso significa? "
    • Eu suspiro. Ele não diz nada. Ele tem que dizer algo. Eu posso sentir aslágrimas nos meus dutos lacrimais novamente. Eu sou, aparentemente, umamulher patética.Seus polegares limpam a minha bochecha. Ele limpa minhas lágrimas por umlongo tempo. Seu rosto está crispado, quase na dor, quando ele diz "Eu seiEXATAMENTE o que você quer dizer."Eu começo a chorar. Os soluços brotam, e eu não posso remediar isto. Elepuxa-me para ele, me envolve em seus braços, e tenta suavemente enxugar asminhas lágrimas. Eu não sei por que eu choro. Eu choro por todos ossentimentos que ficaram reprimidos dentro de mim por tanto tempo. Eu choropor querer o impossível e descobrir que não é tão impossível depois de tudo.Eu choro pela situação em que eu me coloquei. Eu choro pelo fato de que nãoestou mais sozinha."O que está errado, papai?" T de repente está mais perto do que eu pensavaque ela estava.Patrick se recupera mais rápido do que eu, embora eu o ouço suprimir umafungada. Ele parece perfeitamente normal, quando ele responde, "Ellen estáum pouco triste, querida."Com a sabedoria da infância, ela diz: "Papai, eu acho que você fez ela ficartriste. Você precisa fazer ela se sentir melhor."Da boca dos pequeninos. Eu posso sentir minhas sobrancelhas se elevaremsarcasticamente e algumas tristezas vão embora. Posso até sentir umacontração no canto da boca, que ameaça não conter o riso. Eu posso verPatrick combater a vontade de rir também. Para disfarçar, ele vira-se para T epergunta: "E o que você acha que eu devo fazer?"Ela pensa por um minuto e responde: "Bem, você prometeu empurrá-la nobalanço. E você não tem a empurrou no balanço ainda. Eu acho que é por issoque ela está triste. Eu ficaria."Patrick volta-se para mim. Parece a coisa perfeita para fazer. Dirijo-me a T edigo: "Eu não tenho certeza se eu sei como montar num balanço corretamente.Você pode me ajudar? "
    • Ela olha esquisito para mim, como se eu fosse doida por não saber comomontar um balanço, mas ela me leva de qualquer maneira. Eu pego umbalanço e ela outro. Patrick silenciosamente caminha por trás dela e a empurraalto no ar. Ele anda atrás de mim também, mas em vez de empurrar-me para oalto, ele coloca um rolo de algodão em volta do meu pescoço. Um rolo cor-de-rosa. Meu cachecol. Eu sorrio para o pequeno gesto. Ele o envolve em volta domeu pescoço, em uma meia lua torcida e puxa meu cabelo gratuitamente. Suasmãos puxam o metal do balanço e eu vou. Minhas pernas balançam à frente, eeu estou voando. Voando alto com o conforto de seus braços para me balançarpor trás.