Aula 6 Teniase E Cisticercose

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Aula de Parasitologia - ITPAC PORTO

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Aula 6 Teniase E Cisticercose

  1. 1. <ul><li>TENÍASE E CISTICERCOSE </li></ul>
  2. 2. TENÍASE E CISTICERCOSE <ul><li>OBJETIVO : </li></ul><ul><li> Estudar a classificação, morfologia, biologia, </li></ul><ul><li>ações patogênicas, diagnóstico, </li></ul><ul><li>epidemiologia, profilaxia e tratamento. </li></ul>
  3. 3. TENÍASE E CISTICERCOSE <ul><li>CLASSIFICAÇÃO </li></ul><ul><li>FILO  Platyelminthes </li></ul><ul><li>CLASSE  Cestoda </li></ul><ul><li>FAMÍLIA  Taeniidae </li></ul><ul><li>GÊNERO  Taenia </li></ul><ul><li>ESPÉCIE  Taenia solium </li></ul><ul><li>Taenia saginata </li></ul>
  4. 4. TENÍASE E CISTICERCOSE <ul><li>DEFINIÇÃO </li></ul><ul><li> Teníase  É a infecção intestinal humana </li></ul><ul><li>causada por cestódeos adultos do gênero </li></ul><ul><li>Taenia. </li></ul><ul><li> Cisticercose  É uma alteração provocada </li></ul><ul><li>pela presença da larva da T. solium eT. saginata </li></ul><ul><li>nos tecidos de seus hospedeiros intermediários </li></ul><ul><li>(suíno e bovino) e pela presença da larva da </li></ul><ul><li>Taenia solium ( Cysticercus cellulosae) no homem </li></ul><ul><li>(olhos, músculos e cérebro). </li></ul>
  5. 6. TENÍASE E CISTICERCOSE <ul><li>MORFOLOGIA </li></ul><ul><li>T. solium T. saginata </li></ul><ul><li>ESCÓLEX </li></ul><ul><li>Ventosas 4 4 </li></ul><ul><li>Acúleos e rostro Presentes Ausentes </li></ul><ul><li>COLO </li></ul><ul><li>ESTRÓBILO </li></ul><ul><li>Comprimento 1,5 a 8 m 4 a 12 m </li></ul><ul><li>N. proglotes 800 A 1000 1000 A 2000 </li></ul><ul><li>CYSTICERCUS C. cellulosae C. bovis </li></ul><ul><li>OVOS Indistinguíveis Indistinguíveis </li></ul>
  6. 10. TENÍASE E CISTICERCOSE <ul><li>HÁBITAT </li></ul><ul><li> TENÍASE  Vermes adultos da T. solium e </li></ul><ul><li>T. saginata vivem no intestino delgado do homem </li></ul><ul><li>  CISTICERCOSE  Cysticercus celulosae é </li></ul><ul><li>encontrado nos tecidos subcutâneo, muscular, </li></ul><ul><li>cerebral e nos olhos de suínos e acidentalmente no </li></ul><ul><li>homem. </li></ul><ul><li>O C. bovis é encontrado nos tecidos dos bovinos </li></ul>
  7. 11. TENÍASE E CISTICERCOSE <ul><li>LONGEVIDADE: </li></ul><ul><li> A taenia solium vive cerca de 3 anos, mas </li></ul><ul><li>pode alcançar 20/25 anos e a T. Saginata </li></ul><ul><li>vive cerca de 10 anos, podendo chegar a </li></ul><ul><li>até 30 anos. </li></ul><ul><li> Os ovos em temperatura (20 a 30 oC), </li></ul><ul><li>umidade (50% a 80%) e sombra sobrevivem </li></ul><ul><li>em torno de 4 a 6 meses. </li></ul>
  8. 12. <ul><li>Ciclo Evolutivo </li></ul><ul><li>Teníase </li></ul><ul><li>Heteroxênico </li></ul><ul><li>Cisticercose </li></ul><ul><li>Monoxênico </li></ul>TENÍASE E CISTICERCOSE
  9. 13. TENÍASE E CISTICERCOSE <ul><li>TRANSMISSÃO </li></ul><ul><li>TENÍASE  Ingestão de carne crua ou mal cozida com: Cysticercus cellulosae  T. solium Cysticercus bovis  T. saginata </li></ul><ul><li> CISTICERCOSE  A cisticercose humana é adquirida pela ingestão acidental de ovos viáveis da Taenia solium. </li></ul><ul><li> Auto-infecção externa </li></ul><ul><li> Auto-infecção interna (mecanismo de retroperistaltismo) </li></ul><ul><li> Hetero infecção </li></ul>
  10. 15. TENÍASE E CISTICERCOSE <ul><li>PATOGENIA E SINTOMATOLOGIA </li></ul><ul><li>TENÍASE  (frequentemente assintomática) </li></ul><ul><li> Crianças e imunodeprimidos: </li></ul><ul><li>Dor abdominal, náuseas, vômitos, astenia, perda de peso, cefaléia, tonturas,diarréia, apetite excessivo, irritação, desnutrição, eosinofilia, prurido anal, ataques epileptiformes, etc. </li></ul><ul><li> CISTICERCOSE HUMANA  Neurocisticercose, Cisticercose muscular e Cisticercose ocular </li></ul>
  11. 16. <ul><li>Os cisticercos da Taenia solium podem se fixar </li></ul><ul><li>nos mais variados tecidos humanos, tais como: </li></ul><ul><li>subcutâneo, muscular esquelético, muscular </li></ul><ul><li>cardíaco, base da lingua, mastigadores, globo </li></ul><ul><li>ocular e sistema nervoso central. </li></ul>
  12. 17. As alterações da cisticercose tem inicio com a fixação da larva no tecido, se desenvolvendo dois processos distintos:  Uma ação mecânica (Deslocamento ou compressão dos tecidos)  Uma ação inflamatória (Presença de linfócitos, plasmócitos, eosinófilos e gigantócitos).
  13. 18. TENÍASE E CISTICERCOSE <ul><li>NEUROCISTICERCOSE: </li></ul><ul><li> Instalação da larva  processo inflamatório  </li></ul><ul><li>morte do cisticerco (3 a 6 meses após a infecção)  cisticerco é totalmente absorvido (ficando no local apenas um nódulo cicatricial) ou calcificação do cisticerco (permanecendo por longos anos)  a reação em torno dos cisticercos pode provocar disturbios circulatórios graves, como redução do </li></ul><ul><li>fluxo sanguíneo e periarterites. </li></ul>
  14. 19. <ul><li>NEUROCISTICERCOSE: </li></ul><ul><li> As manifestações clínicas mais frequentes </li></ul><ul><li>decorrentes da neurocisticercose são: </li></ul><ul><li>cefaléia intensa (hipertenção endocraniana), </li></ul><ul><li>crises convulsivas epilépticas, pertubações </li></ul><ul><li>mentais, paralisias, etc. </li></ul>
  15. 21. TENÍASE E CISTICERCOSE <ul><li>CISTICERCOSE OCULAR: </li></ul><ul><li>Perda parcial ou total da visão e, raramente, a </li></ul><ul><li>perda do globo ocular. </li></ul>
  16. 22. TENÍASE E CISTICERCOSE <ul><li>DIAGNÓSTICO DA TENÍASE </li></ul><ul><li> CLÍNICO  Difícil de ser feito (maioria assintomática) </li></ul><ul><li>LABORATORIAL </li></ul><ul><li>PARASITOLÓG ICO </li></ul><ul><li> Pesquisa de proglotes - Tamização </li></ul><ul><li> Parasitológico de fezes - Willis, Faust, Hoffmann </li></ul><ul><li> Anal-Swab (fita gomada) </li></ul>
  17. 23. TENÍASE E CISTICERCOSE <ul><li>DIAGNÓSTICO DA CISTICERCOSE </li></ul><ul><li>* IMUNOLÓGICO (Soro, líquido cefalorraquidiano e humor aquoso – olho) </li></ul><ul><li> Reação de Wimberg, Imunofluorescência, Elisa, Hemaglutinação, Imunoeletroforese. </li></ul><ul><li>* RADIOLÓGICO  Raio X, Ultra-sonografia, </li></ul><ul><li>Resonância magnética, Tomografia computadorizada. </li></ul><ul><li>* EXAME ANATOMO-PATOLÓGICO </li></ul>
  18. 24. TENÍASE E CISTICERCOSE <ul><li>TRATAMENTO </li></ul><ul><li>Niclosamida ( Atenase, Yomesan, etc.) </li></ul><ul><li>(Age no sistema nervoso da Taenia imobilizando) </li></ul><ul><li>Praziquantel (Cestox. Cisticid) </li></ul><ul><li>Mebendazol </li></ul><ul><li>Albendazol </li></ul><ul><li>Nitazoxanida </li></ul>
  19. 25. TENÍASE E CISTICERCOSE <ul><li>TRATAMENTO </li></ul><ul><li>TENÍASE </li></ul><ul><li>NICLOSAMIDA (Cestocid, Devermin, Yomesan, Mansonil,etc.) </li></ul><ul><li>A dose atual é de 2 gramas, para adultos, e 1 a 2 gramas, </li></ul><ul><li>para crianças, dose única, em jejum. </li></ul><ul><li>EFEITOS COLARERAIS  Cefaléia, dor de estômago, náuseas e tonteiras, porém de pouca duração. </li></ul>
  20. 26. TENÍASE E CISTICERCOSE <ul><li>NICLOSAMIDA </li></ul><ul><li>MODO DE AÇÃO  Inibe a fosforilação oxidativa nas mitocôn- </li></ul><ul><li>dias dos cestóides. O efeito sobre o parasito adulto maduro é </li></ul><ul><li>letal, com indução de paralisia muscular total em certas espécies. A droga induz o desprendimento do escólex e a desintegração do parasita antes de ser eliminado nas fezes. </li></ul>
  21. 27. TENÍASE E CISTICERCOSE <ul><li>PRAZIQUANTEL( CESTOX, CISTICID, BILTRICID) </li></ul><ul><li> 5 a 15 mg/kg de peso corporal . </li></ul><ul><li> MODO DE AÇÃO: A droga atua aumentando a permeabilidade </li></ul><ul><li>da membrana ao cálcio, o que causa contrações e paralisia da </li></ul><ul><li>musculatura dos parasitas . Os efeitos neuromusculares levam </li></ul><ul><li>a uma maior motilidade e paralisia espasmódica, causando o </li></ul><ul><li>desprendimento e desintegração dos parasitas no intestino. </li></ul>
  22. 28. TENÍASE E CISTICEROSE <ul><li>TRATAMENTO </li></ul><ul><li>CISTICERCOSE </li></ul><ul><li>PRAZIQUANTEL  Atua no cisticerco (cerebral, muscular e </li></ul><ul><li>subcutâneo) causando a sua morte. </li></ul><ul><li>CISTICERCOSE CUTÂNEA  30 A 60mg/kg/dia durante 10 dias ou </li></ul><ul><li>75 mg/kg/dia/7 dias. </li></ul><ul><li>NEUROCISTICERCOSE  50 mg/kg/dia durante 21 dias. </li></ul><ul><li>O médico deverá decidir, também, se é necessário utilizar </li></ul><ul><li>medicação concomitante com corticosteróides, para ;previnir </li></ul><ul><li>reações imunológicas. </li></ul>
  23. 29. TENÍASE E CISTICERCOSE <ul><li>PRAZIQUANTEL </li></ul><ul><li> Utilizado para tratamento da esquistosomose, cisticercose </li></ul><ul><li>e infecções por cestóides, trematódeos do fígado, pulmões </li></ul><ul><li>e intestino. A droga alcança excelentes níveis terapêuticos </li></ul><ul><li>no fígado, bilis e tecido muscular, e atravessa a barreira </li></ul><ul><li>hematoencefálica chegando também ao cérebro e líquido </li></ul><ul><li>cefalorroraquidiano. </li></ul>
  24. 30. <ul><li>PROFILAXIA (teníase) </li></ul><ul><li>Exames, diagnóstico e tratamento de portadores </li></ul><ul><li>Construção de fossas e redes de esgotos que atendam a pupulação </li></ul><ul><li>Inspeção de carnes, fiscalização da higiene </li></ul><ul><li>Criação de suínos em condições higiênicas e controladas </li></ul><ul><li>5. Medidas de controle da carne: </li></ul><ul><li> Salgamento por 21 dias, defumação, refrigeração a </li></ul><ul><li>-10ºC por 10 dias ou rejeição total para o consumo </li></ul><ul><li>humano. </li></ul><ul><li>6. Educação sanitária: </li></ul><ul><li> Orientar a população para não comer carne de porco </li></ul><ul><li>ou gado mal cozida ou mal assada e conscientização da população rural para não defecar no solo aberto. </li></ul>
  25. 31. <ul><li>PROFILAXIA (CISTICERCOSE) </li></ul><ul><li> Prevenção, tratamento e controle das teníases </li></ul><ul><li> Banho e lavagem frequente das mãos, especialmente depois </li></ul><ul><li>das evacuações e antes das refeições </li></ul><ul><li> Auto infecção  ânus  mão suja  boca </li></ul><ul><li> ânus  mão suja  alimento  boca </li></ul><ul><li> Heteroinfecção  mãos sujas  alimentos  boca </li></ul><ul><li> através de certas práticas sexuais </li></ul>
  26. 32. TENÍASE E CISTICERCOSE <ul><li>EPIDEMIOLOGIA </li></ul><ul><li>Cosmopolita </li></ul><ul><li>Fatores importantes para a manutenção do parasito: </li></ul><ul><li>Apenas o homem é susceptível à forma adulta </li></ul><ul><li>Suíno  Hospedeiro intermediário (carne crua ou mal assada) </li></ul><ul><li>Resistência dos ovos  Mais de 3 meses </li></ul><ul><li>A longevidade dos cisticercos </li></ul><ul><li>Maus hábitos higiênicos (defecar no solo, não lavar as mãos, etc.) </li></ul><ul><li>Deficiência ou ausência de um serviço de inspeção de carnes </li></ul><ul><li>Dispersão de ovos presentes no solo pelo vento, moscas, etc </li></ul><ul><li>Criação de bovinos e suínos soltos </li></ul>
  27. 33. <ul><li>CASO CLÍNICO </li></ul><ul><li>Um grupo de pesquisadores fazendo exame sorológico para cisticercose, aleatoriamente, encontrou uma incidência de 1,3% numa comunidade judáica </li></ul><ul><li>ortodoxa, fato este que chamou bastante atenção. </li></ul><ul><li>Enumere algumas possibilidades que justifiquem </li></ul><ul><li>esse fato. </li></ul>
  28. 34. <ul><li>Uma pessoa foi a um churrasco e comeu carne de porco mal cozida, a qual continha cisticerco. </li></ul><ul><li>Pergunta-se: </li></ul><ul><li>1) Essa pessoa vai adquirir a teníase ou a </li></ul><ul><li>cisticercose ? </li></ul><ul><li>2) Existe risco de ser as duas acima ? </li></ul><ul><li>3) Na cisticercose, qual o tipo de diagnóstico você </li></ul><ul><li>usaria ? Explique. </li></ul><ul><li>4) Na teníase, qual o tipo de diagnóstico você </li></ul><ul><li>usaria ? Explique. </li></ul>

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