Cultura do Palácio (parte 2)
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Cultura do Palácio (parte 2)

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Cultura do Palácio (parte 2) Presentation Transcript

  • 1. A CULTURA DO PALÁCIO-O MANEIRISMO
    A conjuntura histórica do Renascimento- séculos XV e XVI- expansionista e optimista, deu lugar a partir de meados do século XVI a uma época mais instável. O Movimento da Reforma Protestante abalou profundamente os nossos antepassados.
    Surgiram guerras e lutas religiosas, perseguições e crises políticas, sociais e económicas.
  • 2. O MANEIRISMO
    O Massacre do dia de S. Bartolomeu- Paris-1572
  • 3. O MANEIRISMO
    Livro do Index em Portugal
  • 4. O MANEIRISMO
    A Arte perdeu clareza de formas , rigor lógico e conceptual do Renascimento.
    A Arte enveredou pelos perfeccionismos técnicos, pela exploração dos sentimentos e da sensualidade, pelo individualismo estilístico e pelo decorativismo.
    Chegou a época do Maneirismo, período de transição que iria evoluir para o estilo Barroco, típico do século XVII.
  • 5. MANEIRISMO- REFORMAS E ESPIRITUALIDADE
    Nos finais da Idade Média a Igreja Cristã conheceu um período atribulado que a afastou da pureza e disciplina do clero, incluíndo os próprios papas.
    Várias heresias foram surgindo na Europa -
    Heresia (do latim haerĕsis, por sua vez do grego αἵρεσις, "escolha" ou "opção") é a doutrina ou linha de pensamento contrária ou diferente de um credo ou sistema de um ou mais credos religiosos que pressuponha(m) um sistema doutrinal organizado ou ortodoxo.
  • 6. MANEIRISMO- REFORMAS E ESPIRITUALIDADE
    Heresias importantes foram as de Wycliffna Inglaterra; dos Hussitas na Boémia e Leste da Europa e o Cisma do Ocidente.
    John Wycliff foi um percursor da Reforma Protestante. Como teólogo, logo destacou-se pela firme defesa dos interesses nacionais contra os excessos do papado, ganhando reputação de patriota e reformista. Wycliffafirmava que havia um grande contraste entre o que a Igreja era e o que deveria ser, por isso defendia reformas. Suas ideias apontavam a incompatibilidade entre várias normas do clero e os ensinos de Jesus e seus apóstolos.
    Uma destas incompatibilidades era a questão das propriedades e da riqueza do clero. Wycliffe queria o retorno da Igreja à primitiva pobreza dos tempos dos evangelistas, algo que, na sua visão, era incompatível com o poder temporal do papa e dos cardeais.
  • 7. MANEIRISMO-REFORMAS E ESPIRITUALIDADE
    Os hussitas constituíram um importante grupo que procurou modernizar a Igreja na Boémia ( actual República Checa ), influenciados pela acção de JanHuss ( daí o seu nome ) e por John Wycliff. Criticaram o poder e corrupção do papado e da Igreja. JanHuss foi considerado herege pela Igreja Católica e foi queimado vivo. É considerado um precursor do Movimento Protestante.
  • 8. MANEIRISMO-REFORMAS E ESPIRITUALIDADE
    O comportamento corrupto dos clérigos, que viviam como laicos, no luxo e no vício, contribuíram para uma crise da fé e para uma cada vez maior crítica à Igreja feita pelos fiéis, principalmente pelos humanistas e clérigos prestigiados, como Lourenço Valla e Erasmo de Roterdão.
  • 9. LorenzoValla (1407 — 1 de agosto de 1457) foi um escritor, humanista, retórico e educadoritaliano.
    Célebre por sua aplicação dos novos padrões humanistas de crítica a documentos usados pelo Papado em apoio de seu poder temporal. Em 1440 publicou o seu panfleto contra a Doação de Constantino, que provou efectivamente que o famoso documento, pelo qual a autoridade imperial romana teria sido transmitida ao Papado, era espúrio.
    Valla foi também um filósofo de prestígio, e preocupado, com sua maestria lingüística, em que não se perpetuassem antigos erros decorrentes de traduções defeituosas de Aristóteles e da Bíblia.
  • 10. MANEIRISMO-REFORMAS E ESPIRITUALIDADE
    LorenzoValla
  • 11. MANEIRISMO-REFORMAS E ESPIRITUALIDADE
    Também o grande humanista e intelectual Erasmo de Roterdão criticou certos aspectos da Igreja Católica mas nunca aderiu ao Protestantismo.
    O Elogio da Loucura, (em grego MoriasEngomion (Μωρίας Εγκώμιον), latim StultitiaeLaus) é um ensaio escrito em 1509 por Erasmo de Roterdão e publicado em 1511. O Elogio da Loucura é considerado um dos mais influentes livros da civilização ocidental e um dos catalisadores da Reforma Protestante.
    O livro começa com um aspecto satírico para depois tomar um aspecto mais sombrio, em uma série de orações, já que a loucura aprecia a auto-depreciação, e passa então a uma apreciação satírica dos abusos supersticiosos da doutrina católica e das práticas corruptas da Igreja Católica Romana. O ensaio termina com um testamento claro e por vezes emocionante dos ideais cristãos.
  • 12. Erasmo de Roterdão
  • 13. MANEIRISMO-REFORMAS E ESPIRITUALIDADE
    Martinho Lutero- 1483-1546
  • 14. MANEIRISMO-REFORMAS E ESPIRITUALIDADE
    Este contexto complexo levou à Reforma Protestante, movimento religioso que se iniciou na Alemanha com Martinho Lutero e a Questão das Indulgências de 1517.
    As Indulgências eram a remissão total ou parcial dos pecados em troca de dinheiro; Lutero criticou este facto, pois considerava que não levava ao verdadeiro arrependimento e conduzia o clero e o papado à corrupção e ao apego dos bens materiais.
  • 15. MANEIRISMO-REFORMAS E ESPIRITUALIDADE
    Papa Alexandre VI
  • 16. MANEIRISMO- REFORMAS E ESPIRITUALIDADE
    César Bórgia- filho do papa Alexandre VI
    Lucrécia Bórgia- filha do papa Alexandre VI
  • 17. MANEIRISMO-REFORMAS E ESPIRITUALIDADE
    César e Lucrécia Bórgia (setembro de 1475 – 12 de março de 1507 e 18 de abril de 1480 – 24 de junho de 1519, respectivamente), filhos ilegítimos do Papa Alexandre VI que morreu ao engolir, por engano, um veneno que ele e o filho César prepararam para outras pessoas, foram acusados de simonia (tráfico de coisas sagradas ou espirituais, tais como sacramentos, dignidades, benefícios eclesiásticos etc.), luxúria, incesto e outras perversões, além de envenenamentos, fratricídios e uma insaciável sede de poder. Os Bórgia alimentaram as piores histórias sobre o papado da Renascença. Seu veneno chamado “LaCantarella” tem sua composição desconhecida até hoje. Provavelmente continha cobre, arsénico e fósforo bruto.
  • 18. MANEIRISMO-REFORMAS E ESPIRITUALIDADE
    Graças à Reforma Protestante aumentou uma forte contestação ao Papado e deu-se uma reinterpretação das Sagradas Escrituras e da Doutrina, dando origem a novas igrejas; as igrejas protestantes :Luterana, Calvinista e Anglicana.
  • 19. MANEIRISMO-REFORMAS E ESPIRITUALIDADE
    A Reforma Protestante abalou profundamente a Igreja Católica Romana, obrigando os papas a consciencializarem-se da necessidade de uma reforma profunda e urgente da Igreja Católica.
    Foi o papa Paulo III que iniciou a Reforma da Igreja Católica com o Concílio de Trento – 1534-1549.
  • 20. MANEIRISMO-REFORMAS E ESPIRITUALIDADE
    O Concílio de Trento
  • 21. MANEIRISMO-REFORMAS E ESPIRITUALIDADE
    Do Concílio de Trento saíram as linhas orientadoras da Contra-Reforma - movimento iniciado pela Igreja Católica para combater o Protestantismo e iniciar uma renovação interna que fizesse regressar a doutrina à sua pureza original e os clérigos à disciplina sacerdotal ; consolidar a Igreja, fazendo regressar os fiéis que aderiram ao Protestantismo e expandir a fé pela missionação- entregue à Companhia de Jesus.
  • 22. MANEIRISMO-REFORMAS E ESPIRITUALIDADE
    A vigilância da fé dos crentes fez-se pelo reforço do Tribunal da Inquisição e pela criação do Index
  • 23.
  • 24. MANEIRISMO-REFORMA E ESPIRITUALIDADE
    A religiosidade do século XV era muito aparatosa na sua imagem :
    Culto, festas, peregrinações, confrarias, devoções, promessas…
    Surgiu nesta época uma nova religiosidade mais interior, individual, apoiada na leitura da Bíblia.
    Foi bastante divulgada pela publicação da obra Imitação de Cristo de ThomasKempis
  • 25. MANEIRISMO-REFORMAS E ESPIRITUALIDADE
    Aparecimento do movimento da Devotio Moderna, que surgiu nos Países Baixos, propagado pelos Irmãos da Vida Comum.
    A Devotio Moderna foi um movimento reformador de rejeição da piedade cristã confinada ao rito, que colocou ênfase na introspecção, no exame da consciência, na leitura da Bíblia e na simplicidade da piedade pessoal.