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Hepatites virais aula 04 junio
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Hepatites virais aula 04 junio

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  • 1. HEPATITES VIRAISEnfª. Beatris Vidales-Braz
  • 2. DefiniçãoOs vírus são agentes infecciososacelulares que, fora das célulashospedeiras, são inertes, semmetabolismo próprio, mas dentro delas,seu ácido nucléico torna-se ativo,podendo se reproduzir.
  • 3. Relembrar!!Características Geraisa) Possuem um envoltório proteico que protege o materialgenético denominado capsídeo.b) O capsídeo pode ou não ser revestido por um envelopelipídico derivado das membranas celulares.c) Possuem um único tipo de ácido nucléico, DNA ou RNA.d) Existem vírus com DNA de fita dupla, simples, RNA defita dupla ou simples.e) São parasitas intracelulares obrigatórios.f) Multiplicam-se dentro de células vivas usando amaquinaria de síntese das células.g) Não possuem metabolismo. Toda energia que utilizamprovém da célula hospedeira
  • 4. Conceito Processo inflamatório do fígado. Hepatite Aguda:Período compreendido entre oinício dos sintomas e seis meses apóso mesmo Hepatite Crônica:Refere-se ao período superior a 6meses
  • 5. Hepatite tóxicasIngestão excessiva de:medicamentosdrogasálcool, aguda ou crônica, se dá porlesão direta da célula hepática e é acausa mais comum de cirrose
  • 6.  Tipos Vírus Específicas: HAV HBV HCV HDV HEV HGV Vírus Inespecíficas: Citomegalovírus Epstein-Barr Varicela-Zoster Herpes Vírus Febre Amarela
  • 7. Hepatite Awww.ioc.fiocruz.brwww.brasilescola.com
  • 8. Introdução: Vírus RNA. Família do Piconavírus 27nm Nucleocapsídeo icosaédrico Não envelopado Genoma fita simples Linear 7.500pb Polaridade +Single-strandedRNA
  • 9. TransmissãoFecal-oral (água e/ou alimentos)Raramente através de sangue eFluídos corporais
  • 10.  Incubação 15 a 50 dias (≈ 30 dias)Viremia O vírus é excretado nas fezes por até 2semanas antes da enfermidade clinica
  • 11. Sintomatologia:Maioria – inaparentes.Quando ocorre: Icterícia ( bilirrubinas) Urina escura (coluria) Fadiga Inapetência Náuseas Dores articulares e musculares Febre baixa Coceira em todo o corpo
  • 12. Quadro Clínico Aguda Não se torna crônica Baixa taxa de mortalidade eraramente é fulminante (<1%)
  • 13. EvoluçãoA recuperação - 3 semanasManifestações sistêmicas (incomuns):CrioglobulinemiaNefriteVasculite
  • 14. Diagnóstico Laboratorial Pesquisa de Ac – detectado precocementedurante a evolução da doença. IgM- 1ª semana e desaparece de 3-6 meses IgG- pico após 1 mês e pode persistir por anos –isoladamente indica exposição previa Pesquisa de Ag HAV (fezes) ALT e AST alteram no início do processo,normalizam em até 6 meses
  • 15. Tratamento Medidas de suporte (repouso atémelhora da icterícia)Medicamentos que reduzem os sintomas.Geralmente o sistema imune consegueeliminar o vírus.Interromper uso de:Medicamentos que possam comprometerou sobrecarregar a função hepáticaUso de álcool
  • 16. InternaçãoSó de casos graves, idosos e portadores deoutras doenças severasPrevençãoMedidas higiênicasImunoglobulina ―A‖Vacina (94 – 100% )Profilaxia:Educação Sanitária e saneamento básico.
  • 17. Hepatite Bbr.monografias.com
  • 18. Introdução Vírus DNA Família Hepadnavírus Envelopado 42nm Capsídeo icosaédrico DNA circular Fita dupla incompletaEstima-se que mais de 50% dapopulação mundial se encontreinfectada (Brasil – 15%).
  • 19. Estrutura ViralImportante para entendimento dodiagnóstico e monitoramentolaboratorial em conjunto com ociclo viral.
  • 20. O virus da hepatitis BDNAdupla fitaHBsAgHBcAgDNAPolimeraseHBeAg
  • 21. HBsAg:Antígeno AustráliaAntígeno de superfície(envelope)HBcAg:Antígeno de Core (capsídeointegro)HBeAg:Antígeno de Core (solúvel)
  • 22. CICLO DE VIDA DO HBV
  • 23. Transmissão Sangue Materiais contaminados Relação sexual Parto... 90% riscos Alta prevalência em usuários dedrogas, homossexuais, pacientes dehemodiálise e profissionais da áreada saúde
  • 24. Incubação30 a 180 dias (média de 75 dias).Período de Transmissão2 a 3 semanas antes dos primeirossintomas, se mantendo durante aevolução clínica da doença.
  • 25. DISTRIBUIÇÃO DA INFECÇÃO - HBVHBsAg Prevalence8% - High2-7% - Intermediate<2% - Low
  • 26. Quadro Clínico O risco de hepatite fulminante é < 1% Taxa de mortalidade é 60% O início apresenta níveis elevados de transaminases Após HBV aguda a infecção pode persistir em 1-2%dos adultos imunocompetentes e emimunocomprometidos essa taxa aumenta HBV crônicos 25-30% hepatocarcinoma
  • 27. Diagnóstico LaboratorialMarcadores Antigênicos: HBsAgHBcAgHBeAgDNA-HBVMarcadores Sorológicos de RI:Anti-HBcAg IgMAnti-HBeAgAnti-HBcAg IgGAnti-HbsAg
  • 28. HBsAGEvidência de infecçãoPersiste durante toda enfermidadeclínicaQuando persiste após a doençaaguda pode estar associada aevidencia clinica e laboratorial dehepatite crônicaDefine a infecção por HBVIndica infectividade
  • 29. Anti - HBsAgApós o desaparecimento do HBsAg eapós vacinação bem sucedidaAparecimento do anti-HBsAg edesaparecimento do HBsAg assinalarecuperação da infecção e nãoinfecitividade
  • 30. Anti-HBcAg IgM Aparece logo após a detecção doHBsAg Indica quadro de HBV aguda 3 - 6 meses Reaparece em episódios de HBVcrônica previamente inativa
  • 31. Anti-HBcAg IgG Aparece na hepatite aguda maspersiste indefinidamente Nos doadores de sangue assintomáticoso anti-HBcAg isolado sem nenhum outroresultado de sorologia positiva podeapresentar resultado falso-positivo ouinfecção latente o qual o HBV é apenasdetectado por PCR.
  • 32. HBeAg Proteína solúvel encontrada apenas no soroHBsAg positivo Forma secretora do HBeAg que aparece logo apóso período de incubação Replicação viral e Infectividade Quando persiste além de 3 meses sugereprobabilidade aumentada de HBC crônica Seu desaparecimento é freqüentemente seguidopor presença de Anti-HBeAg
  • 33. HBV DNA Geralmente acompanha o HBeAg Mais sensível e mais preciso dareplicação viral e infectividade Níveis muito baixos podem persistirno soro depois que o paciente serecuperou da HBV aguda.
  • 34. --+---Resposta vacinal--+-+--++-+--+--+-----+-Infecção passada---+-Faseconvalescente----++-+--+++---++Final da faseagudaouHepatite crônica---++++--+++Fase aguda-----+Fase deincubaçãoHBeAgAnti-HBeAnti-HBsAnti-HBcIgMAnti-HBcHBsAgInterpretação
  • 35. Tratamento Interferon Lamivudine Adefovir EntecavirUtilização de medicamentos que inibem a ação viral.Profilaxia: Vacina – Hepatite B. Medicamentosantivirais , uso de preservativos nas relações sexuais,controle dos bancos de sangue, utilizar somenteseringas descartáveis e não as compartilhar.
  • 36. VacinaçãoFeito com Ag recombinanteHBsAg.Esquema vacinal:1ª dose2ª dose (após 30 dias)3ª dose (após 180 dias)
  • 37. HBV – RiscosO risco de doença crônica com máevolução é maior em: Quem usa bebida alcoólica; Em bebês que adquirem a doença noparto; Em pessoas com baixa imunidade(pacientes com AIDS, ou emquimioterapia ou radioterapia, por ex.)
  • 38. PrevençãoA vacina deve ser feita em todos osRNs,Usar luvas, máscara e óculos deproteçãoPessoas que tiveram exposiçãoconhecida ao vírus, devem receberuma espécie de soro (gamaglobulina)nos primeiros dias após o contatoRNs de mães com HVB devemreceber o soro e a vacinaimediatamente após o parto para
  • 39. Hepatite C
  • 40. Vírus HCV 1989 – Choo – vírus foi clonado deuma cópia de DNA extraído doplasma de um chimpanzéinfectado experimentalmente comvírus não A não B;* 90% póstransfusionais* 50 – 70% esporádicos
  • 41. Características Família: Flaviviridae Gênero: hepacivirus 50nm RNA Linear de fita simples Polaridade + 9,5kb
  • 42.  3% da população mundial comhepatite C crônica; Compete com a doença hepáticaalcoólica como a maior causa dedoença crônica do fígado; Clinicamente assintomática –evolui para a doença crônica.
  • 43. Genoma Estruturas mutáveis erelativamente não mutáveis; 9600 nucleotídeos (codificação ereplicação) Diversidade genômica: epidemiologia patogênese tratamento profilaxiaTIPOSSUBTIPOS
  • 44. Quasiespécies Alterações pequenas que seprocessam no genoma viral. Diagnóstico Evolução Prognóstico Fuga e adaptação das defesas Resistência terapêutica Facilita~~Aguda para crônica
  • 45.  RNA polimerase viral a taxa de errosquando comparadas a polimerase celularBAIXAFidelidade das cópiasNão tem atividade corretoraQuasi espéciesIntimamente relacionadas
  • 46.  Estrutura Viral:
  • 47. CicloViral
  • 48. Genótipos do HCV Dados epidemiológicos mostram queos 6 genótipos principais variam quantoà distribuição geográfica: Tipos 1, 2 e 3 distribuem-se no mundointeiro 4 e 5 são encontrados principalmente naÁfrica 6 é normalmente detectado na Ásia
  • 49.  No Brasil, os genótipos 1, 2 e 3 sãoos mais freqüentes, compredominância do genótipo 1 namaioria dos Estados No Rio Grande do Sul, entretanto,existe uma maior prevalência dogenótipo 3
  • 50. Transmissão Sangue contaminado Transfusão Transmissão sexual6 – 10% (CDC) Trabalhador da área de saúdeNegligência das regras de proteção Transmissão vertical0-35,5% (Strauss)0 – 13% (Focaccia)
  • 51.  IncubaçãoDe 15 a 60 dias. Período de Transmissão:A partir de 5 dias após infecção.
  • 52. Quadro Clínico Assintomático: 84% dos casos (RI –branda).Agudo: (15 – 30%)Crônico: (70 – 85%) Cirrose / Hepatocarcinoma(10 a 20 anos)
  • 53. Diagnóstico Laboratorial Enzimas Hepáticas: ALT e AST Triagem:Pesquisa de Anti-HCV Confirmatório:Detecção (PCR) Genotipagem e Carga Viral –tratamento
  • 54. VacinaçãoSem vacina.Vírus mutagênico (subtipos)RI insuficiente (proteínas virais).
  • 55. Critérios para início do tratamento Pacientes sintomáticos:recomenda-se aguardar 12 semanas apóso início dos sintomas, no caso de não terhavido clareamento viral espontâneo (HCV-RNA negativo); Pacientes assintomáticos:recomenda-se iniciar o tratamentoimediatamente após o diagnóstico, emmédia quatro semanas após a exposição,principalmente nas populações de maiorrisco
  • 56. Tratamento HCV Aguda Monoterapia com IFN convencional em dose diáriade indução por via subcutânea (SC), nas primeiras4 semanas, seguido de 3MUI três vezes porsemana por 20 semanas, ou seja, até completar 24semanas de tratamento, ou IFN convencional, 3MUI, SC, 3 vezes por semana,associado a RBV 15mg/kg/dia, por via oral (VO),por 24 semanas, para aqueles pacientes commaior risco de intolerância e/ou má adesão adoses mais elevadas de IFN convencional.
  • 57. Tratamento HCV crônicaObjetivos: Resposta virológica sustentada Aumento da expectativa de vida Melhora da qualidade de vida Redução da probabilidade de evolução parainsuficiência hepática terminal que necessitede transplante hepático Diminuição do risco de transmissão da doença
  • 58. Critérios de resposta virológica paraavaliação do tratamento: a) Resposta virológica rápida (RVR): definidacomo HCV-RNA quantitativo (carga viral)indetectável na 4ª semana de tratamento. b)Resposta virológica precoce (RVP): definidacomo a queda de pelo menos 2 Log ou 100 vezeso valor do HCV-RNA pré-tratamento (RVP parcial),ou sua indetecção na 12ª semana de tratamento(RVP total) c)Resposta virológica ao final do tratamento(RVF): definida como HCV-RNA indetectável aofinal do tratamento.
  • 59.  d)Resposta virológica sustentada (RVS):definida como HCV-RNA indetectável na 24ªsemana de seguimento; após o término dotratamento. e)Recidiva virológica (recidivantes): definidacomo HCV-RNA indetectável ao final do tratamentoe HCV-RNA detectável 24 semanas após o términodo tratamento. f)Respondedor lento: definido como o indivíduoque apresenta RVP parcial (HCV-RNA detectável,porém com queda > 2 Log na semana 12ª e HCV-RNA indetectável na 24ª semana de tratamento.
  • 60.  g) Não respondedor parcial: definido como oindivíduo que apresenta RVP parcial (HCV-RNAdetectável, porém com queda > 2 Log na semana12ª e HCV-RNA detectável na 24ª semana detratamento. h) Nulo de resposta: definido como o indivíduoque não apresenta pelo menos RVP parcial (quedade pelo menos 2 Log do valor do HCV-RNA prétratamento, na 12ª semana de tratamento).
  • 61. Efeitos adversos durante o tratamentodo HCVLeucopeniaNeutropeniaTrombocitopeniaAnemia hemolíticaFadigaSintomas "gripais":Sintomas gastrointestinaisSintomas respiratóriosDificuldade no controle de diabetesDisfunção na tireóideSintomas dermatológicos
  • 62. Hepatite D
  • 63. IntroduçãoCausada por um vírus RNA.Característica: Incapaz de produzirseu envelope proteico e de infectaruma pessoa.Necessita doHBsAg. HDVHBsAgRNAantígeno
  • 64. TransmissãoParenteral Exposição percutânea (injetáveis) Exposição permucosa (sexual)
  • 65. Co-infecção Hepatites B e D SimultâneasSuper-infecção HBV Crônico adquire HDV.Característica da InfecçãoPode ser: Sintomática (ictérica - grave). Assintomática. Pode se tornar fulminante.
  • 66. LowHDV PrevalenceHighIntermediateVery LowNo DataanPacific IslandsDistribuição da Infecção pelo HDV
  • 67. Diagnóstico Laboratorial Marcadores Antigênicos:HDV (soro e biópsia) Marcadores Sorológicos de RI:Anti-HDV IgMAnti-HDV IgG HBsAg
  • 68. Hepatite EO vírus E da hepatite resulta em uma formaparticularmente agressiva da hepatite viral,bastante comum nos países mais pobres,com más condições sanitárias.[Imagem:Rice University]
  • 69. Introdução Vírus não envelopado Vírus RNA Nucleocapsídeo icosaédrico, RNA fita simples; polaridade +; 7,5kb
  • 70.  TransmissãoFecal-oral (água e/ou alimentos). Incubação15 a 64 dias (média de 40 dias). TransmissãoDo início da infecção até 7 diasapós surgimento da icterícia.
  • 71.  Quadro ClínicoAgudoNão se torna crônica.Fulminante (<1% - Gestantes até25%). Evolução3 semanas para recuperação
  • 72. Diagnóstico Laboratorial Pesquisa de Ac IgM e IgG. Pesquisa de RNA-HEV (fezes) ALT e AST alteram no início doprocesso, normalizam em até 6meses.
  • 73.  TratamentoMedidas de suporte (repouso atémelhora da icterícia). Interromper uso de: medicamentos que possamcomprometer ou sobrecarregar afunção hepática, uso de álcool e dieta hipercalórica. PrevençãoMedidas higiênicas
  • 74. Hepatite G
  • 75. Introdução Causada por um vírus RNA. Apresenta diferentes genótipos. Isolado em 1995. Causador de 0,3% hepatites Virais. Linfotrópico (replicação)
  • 76.  TransmissãoSangue Contaminado.Sexual e Perinatal * Incubação15 a 64 dias (média de 40 dias).
  • 77.  Quadro ClínicoAgudo Diagnóstico LaboratorialAnti-HGVPesquisa de RNA-HGV (soro)
  • 78. Co-Infecção HIV Aumenta contagem de LTh(LTCD+4) Diminui carga viral de HIVFim...
  • 79. Fecal-oral28-48 dRNACaliciviridaeHEVEParenteralSexual30-50 dRNADeltavirusHDVDParenteralSexual?15-150 dRNAFlaviviridaeHepacivirusHCVCParenteralSexual30-180 dDNAHepadnaviridaeHepadnavirusHBVBFecal-oral15-45 dRNAPicornaviridaeHepatovirusHAVAtransmissãoPeríodo deincubaçãoMaterialgenéticotaxonomiaVírusassociadoTipo dehepatite
  • 80. EDCBATipo dehepatiteCrianças,adolescentesSaneamento básicoHigiene; alimentos cozidos oualimentos crus tratadosSem registro naliteraturaAparenteJovens eadultosControle de Bancos desangue;materiaisperfurocortantes descartáveis ouesterilizados; seringasdescartáveis. Evitarpromiscuidade sexual80%: super-infecção5%:co-infecçãoAparenteAdultosControle de Bancos desangue;materiaisperfurocortantes descartáveis ouesterilizados; seringasdescartáveis. Evitarpromiscuidade sexual≥ 85%InaparenteCronificação – cirrose HCCJovens eadultosControle de Bancos desangue;materiaisperfurocortantes descartáveis ouesterilizados; seringasdescartáveis. Evitarpromiscuidade sexual5 -10%: adultos90%: neonatosAparente –Cronificação – cirrose HCC-Crianças eadolescentesSaneamento básicoHigiene; alimentos cozidos oualimentos crus tratadosSem registro naliteraturaAparenteFaixa etáriamais tingidaPrevençãoRisco decronificaçãoConsequências dainfecção
  • 81. O citomegalovírus (CMV) pertence à família doherpes vírus, a mesma dos vírus da catapora,herpes simples, herpes genital e do herpeszoster. As manifestações clínicas da infecçãopelo CMV variam de uma pessoa para outra evão desde discreto mal-estar e febre baixa atédoenças graves que comprometem o aparelhodigestivo, sistema nervoso central e retina. Ocitomegalovírus nunca abandona o organismoda pessoa infectada. Permanece em estadolatente e qualquer baixa na imunidade dohospedeiro pode reativar a infecçãoCitomegalovírus
  • 82. TransmissãoO citomegalovírus pode ser transmitido das seguintes formas:* por via respiratória – tosse, espirro, fala, saliva, secreção brônquica e dafaringe servem de veículo para a transmissão do vírus;* por transfusão de sangue;* por transmissão vertical da mulher grávida para o feto;* por via sexual – neste caso, ele é considerado causador de doençasexualmente transmissível;* por objetos como xícaras e talheres – embora esse tipo de transmissãoseja pouco comum, ele é possível porque o citomegalovírus não é destruídopelas condições ambientais.Obs: é quase impossível viver sem ser infectado, em algum momento, pelocitomegalovírus. O período de incubação varia de alguns dias a poucassemanas.
  • 83. SintomasA infecção pelo CMV pode ser assintomática e passardespercebida, mas o vírus ficará latente, a não ser que umadeficiência imunológica do hospedeiro favoreça sua reativação. Nafase aguda, a principal manifestação é a citomegalomononucleose,com sintomas semelhantes aos da mononucleose infecciosa: febre,dor de garganta, aumento do fígado e do baço, presença delinfócitos atípicos.DiagnósticoExiste exame laboratorial específico para pesquisar anticorposcontra o citomegalovírus. Os anticorpos da classe IgM estãopresentes apenas na fase aguda da infecção e os da classe IgGtambém aparecem na fase aguda, mas persistem por toda a vida.
  • 84. ComplicaçõesA reativação do quadro infeccioso está associada à deficiência do sistemaimunológico. Nos imunodeprimidos, lesões ulceradas e dolorosas podemcomprometer todo o aparelho digestivo (boca, garganta, faringe, esôfago,estômago, intestino grosso e delgado). Nos pacientes com AIDS, acomplicação mais comum é a coriorretinite, que pode levar à cegueira,mas existem outras, como comprometimento dos intestinos, do fígado edo sistema nervoso central, que resultam em perda do movimento dosmembros inferiores e em mielite e encefalite.TratamentoNa fase aguda, o tratamento é sintomático. O uso de antivirais ficareservado para as formas graves da doença e deve ser mantido pelomenos durante um mês. A grande preocupação é com o efeito tóxicodessas drogas sobre os glóbulos do sangue e aos rins.
  • 85. Recomendações* Não se descuide do uso de preservativo nas relações sexuaiscomo forma de evitar a transmissão do citmegalovírus;* Procure não usar copos, xícaras e talheres se não tiver certezade que foram bem lavados;* Esteja atento ao fato de ser portador do citomegalovírus, poisele pode provocar uma infecção aguda se suas reservasimunológicas se esgotarem;* Lembre-se de que a transmissão vertical do CMV durante agestação é a principal causa de retardo mental nas crianças. Sigarigorosamente as orientações médicas para evitar que issoaconteça.
  • 86. MONONUCLEOSE (FEBRE DO BEIJO)Doença infecciosa causada pelo vírus Epstein-Barr (VEB), queacomete principalmente indivíduos entre 15 e 25 anos e podeser transmitido pelo contato direto com a saliva, daí o nomefebre do beijo, com objetos contaminados e por transfusão desangue.A transmissão ocorre principalmente no período de incubaçãoque dura de 30 a 45 dias. Uma vez infectada, a pessoa podepermanecer com o vírus no organismo para sempre e, emcircunstâncias especiais, ele ainda pode ser transmitido.Mononucleose é uma doença benigna que pode serassintomática ou facilmente confundida com outras doençasrespiratórias comuns no inverno.
  • 87. Sintomas* Dor de garganta;* Fadiga;* Inchaço dos gânglios linfáticos;* Tosse;* Perda de apetite;* Inflamação do fígado;* Hipertrofia do baço.
  • 88. VacinaçãoNão existem vacinas para prevenir a mononucleose.DiagnósticoFazer o diagnóstico preciso da mononucleose é muitoimportante porque ela pode ser confundida comdoenças causadas por outros vírus e com sintomassemelhantes. Para confirmar o diagnóstico clínico,existe o Monoteste, um exame de sangue que sóapresenta resultados confiáveis — a presença delinfócitos atípicos –, quando o paciente tem mais dequatro anos de idade e está na segunda semana dadoença.
  • 89. TratamentoComo nas demais viroses, não há medicamentosespecíficos contra a mononucleose. O tratamento seresume em combater os sintomas com antitérmicos,analgésicos, anti-inflamatórios, e bastante repouso.Exercícios físicos estão proibidos e o contato físicodeve ser evitado até que fígado e baço voltem aonormal.
  • 90. Recomendações* Procure um médico para esclarecer o diagnóstico seapresentar sintomas que possam ser atribuídosgenericamente a uma virose que persiste por dias;* Evite contato com pessoas que sabidamente estejamcom mononucleose;* Faça repouso, ingira alimentos leves e muito líquido,se for portador a doença;* Lave as mãos. Prodedimentos básicos de higienesão indispensáveis ao tratar dos doentes.

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