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A era glacial do jornalismo: teorias sociais da imprensa

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  • 1. A Era Glacial do Jornalismo – Teorias sociais da imprensa: pensamento crítico dos jornais. 2006 Org. Beatriz Marocco Christa Berger
  • 2. A obra, editada em dois volumes, traz proposições teóricas que, diretamente ligadas ao pensamento sociológico emergente do séc XIX, destinaram-se a estudar um fenômeno social, desde a época, carente de análise: a imprensa periódica e sua penetração na sociedade. São teorias elaboradas por intelectuais alemães e norte-americanos que de alguma maneira haviam compartilhado, como repórteres ou articulistas, ora o interesse pelo ensino do jornalismo no ambiente acadêmico, ora a crítica dos efeitos do jornalismo, ora a sociologia como um campo disciplinar em que se dava o estudo e o ensino de jornalismo.
  • 3. <ul><li>Para isso, centra-se em escritos de três grandes pensadores sociais alemães: Max Weber, Ferdinand Tonnies (ambos citados na Sociologia) e Otto Groth(fundamentação teórica do jornalismo). </li></ul><ul><li>Cada texto inicia com comentários de autores que buscam analisar as ideias presentes nos escritos, mas também, relacioná-las ao pensamento mais geral de cada pensador. </li></ul><ul><li>A introdução, de Hanno Hardt, destaca o crescimento dos jornais nas sociedades ocidentais, o aumento de circulação de informação e a penetrabilidade da imprensa na vida cotidiana no período analisado. </li></ul>
  • 4. <ul><li>Os textos de A Era Glacial do Jornalismo  são baseados “em registros históricos sobre o que de relevante se dizia sobre comunicação, especialmente na Alemanha, com repercussão nos intelectuais americanos do século XIX e início do séc XX. </li></ul><ul><li>Segundo teóricos alemães, o Jornalismo é uma poderosa instituição social em sua relação com as massas. </li></ul><ul><li>Já os teóricos norte-americanos acreditam que o Jornalismo é uma instituição à serviço da democracia, que funciona como um fórum das mais diversas ideias. </li></ul>
  • 5. Max Weber (1864-1920) <ul><li>Foi um intelectual alemão, jurista, economista e considerado um dos fundadores da Sociologia, mas sua influência também pode ser sentida na economia, na filosofia, no direito, na ciência política e na administração. </li></ul><ul><li>Grande parte de seu trabalho como pensador e estudioso foi reservado para o chamado processo de racionalização e desencantamento que provém da sociedade moderna e capitalista. </li></ul>
  • 6. <ul><li>Para ele, é necessário estabelecer relações entre a prática jornalística e o comportamento da sociedade no estudo do jornalismo. </li></ul><ul><li>Na democracia de massa- opinião pública é uma ativação comunitária nascida de sentimentos irracionais e normalmente preparado e divulgado por líderes partidários e pela imprensa. </li></ul><ul><li>A imprensa é um dos modos de forjar a subjetividade do homem moderno. </li></ul>
  • 7. Robert Park <ul><li>“ notícias e jornais são instrumentos de controle social” </li></ul><ul><li>Destino do mundo está ligado ao mercado monetário internacional e noticiário internacional. </li></ul><ul><li>Sociedade da informação é aquela cuja economia e cujo valor não é gerado nem pela indústria, comércio, mas pelo intercâmbio de informações . </li></ul><ul><li>Civilização moderna se sustenta sobre uma base econômica e sobre o poder que a informação gera. </li></ul>
  • 8. Weber/Lippman/Park <ul><li>Todos refletem intensamente sobre a notícia e sua estrutura – definidas com foco na crítica social - papel e voz da imprensa enquanto voz do povo. </li></ul>
  • 9. Teoria sociológica de Weber <ul><li>Estuda o entendimento e a interpretação da ação dos sujeitos nos âmbitos sociais. </li></ul><ul><li>Para Weber, a ação humana está sempre relacionada às ações de outros sujeitos. </li></ul><ul><li>Teoria fundamentada na problemática da consciência. </li></ul><ul><li>Processo de modernização está ligado à racionalização - consciência (ações para atingir certos fins mediante o uso de meios apropriados) </li></ul>
  • 10. Fenômeno da imprensa e da comunicação – empresa privada capitalista <ul><li>Mercadoria – notícias </li></ul><ul><li>Imprensa funciona a partir da ação racional relativa a seus próprios fins e também em relação a valores. </li></ul><ul><li>Imprensa = meio de comunicação de influência sobre a opinião pública e o governo. </li></ul>
  • 11. Questão central de Weber <ul><li>Que decisões são de interesse público? O que se deve levar a conhecimento público? </li></ul><ul><li>Jornalistas devem pensar quem é o seu público e quem são seus assinantes. </li></ul><ul><li>Aqui, Weber também projeta autores que serão importantes no final do séc XX: os anunciantes. </li></ul><ul><li>Ele propõe a institucionalização dos meios e do profissional jornalista. </li></ul>
  • 12. Imprensa e clientes <ul><li>Compradores de jornal (assinantes, individuais) e anunciantes. </li></ul><ul><li>Ele pontua o aumento da demanda de capital e o monopólio das empresas jornalísticas. </li></ul><ul><li>Weber questiona ‘A que tipo de leitura o jornal acostuma o homem moderno? Ele ocupará o lugar dos livros? </li></ul><ul><li>Para ele, a imprensa desloca hábitos de leitura e assim provoca modificações de como o homem capta e interpreta o mundo exterior. </li></ul>
  • 13. Weber <ul><li>Ele diz que é preciso buscar nos próprios jornais como o conteúdo foi se transformando ao longo dos séculos, no seu aspecto quantitativo, em relação aos anúncios, entre o que se publica hoje em dia e o que não se publica mais. </li></ul>
  • 14. Ferdinand Tonnies (1855-1936) As suas influências encontram-se na filosofia de Arthur Schopenhauer e de Friedrich Nietzsche. Foi um dos fundadores da Associação Alemã de Sociologia. Tönnies distinguia três ramos de sociologia: a pura, a aplicada e a empírica. Na sua obra principal, Gemeinschaft und Gesellschaft (1887), apresentou os conceitos de &quot;comunidade&quot; (Gemeinschaft) e de “sociedade&quot; (Gesellschaft), guias fundamentais da sociologia empírica e aplicada no estudo das transformações das relações na sociedade. As suas obras principais são: Gemeinschaft und Gesellschaft (1887); Thomas Hobbes Leben und Lehre (1896); Die Sitte (1909); Kritik der öffentlischen Meinung (1922).
  • 15. <ul><li>Inicia sua investigação sobre opinião pública em 1887. Entretanto, sua teoria só é publicada após a sua morte, em 1983, em revista alemã, Ethos. </li></ul><ul><li>Ele aponta que no período pós II Guerra Mundial é que as pesquisas sobre comunicação e opinião pública apresentam rápido avanço, principalmente nos EUA. Na Europa, entram em declínio mas logo voltam a ser feitas. </li></ul>
  • 16. <ul><li>Trabalhou os conceitos de comunidade (gemeinschaft) e sociedade (gesellschaft) como entidades típico-ideais a partir do estabelecimento de relações entre as vontades humanas, as quais ele distingue entre vontade orgânica e reflexiva. </li></ul><ul><li>A teoria crítica da opinião pública de Tönnies exposta, em 1922, na Kritik der öffentlichen Meinung, é uma das mais significantes contribuições para a teoria social clássica e consiste em um esforço sistemático de fazer da opinião pública uma componente essencial dos processos sociais e culturais. </li></ul>
  • 17. <ul><li>Vontade orgânica – corresponde à biologia humana e às necessidades vitais do homem, que se transforma em estados biológicos, sentimentos e pensamentos, mas estes não predominam enquanto motivações para as atividades humanas. </li></ul><ul><li>Vontade reflexiva – tida como algo superficial, construída pelo homem ao longo de sua evolução histórica, onde aos poucos se submetem ao controle do pensamento ou da racionalidade. </li></ul>
  • 18. <ul><li>A vontade orgânica inclui o pensamento de forma harmoniosa, enquanto na vontade reflexiva é o pensamento que envolve as vontades humanas, que se relacionam e se multiplicam numa tendência à conservação (positiva) ou destruição (negativa). </li></ul><ul><li>Para conceituar comunidade e sociedade, ele utiliza a tendência positiva das vontades humanas. </li></ul>
  • 19. <ul><li>Sua teoria se baseia na opinião do público, conceito puramente abstrato, ferramenta de pesquisa sobre manifestações históricas e também denota comportamento moral do público na qual estão enraizadas as relações na sociedade. </li></ul><ul><li>Para Tonnies, a opinião pública é uma forma de vontade social. Assim, distingue conceitos de comunidade e sociedade. </li></ul>
  • 20. Comunidade/Sociedade - Concepções ideais <ul><li>Comunidade – forma de organização social tradicional e articulada em relações pessoais, costumes e fé. (Associada à vida no campo, verdadeira, durável, antiga). Sintetiza a ‘unidade’ na pluralidade, onde o componente importante é a dignidade, comum à coletividade. Todos têm direitos. </li></ul><ul><li>Sociedade – refere-se a uma organização social racional, urbana e industrial, passageira, recente, fundamentada em relações não-pessoais, interesses especiais, convenções, lei e opinião pública. Pluralidade na unidade. Desigualdades. </li></ul>
  • 21. Comunidade - Formas elementares Sociedade – Formas elementares Compreensão Contrato Tradição Norma Fé Doutrina Formas Complexas Formas Complexas Acordo Convenção(recomendação/econômico Costume Legislação(vida política/ordem) Religião Opinião Pública
  • 22. “ opinião” <ul><li>Para Tonnies, “opinião” relaciona-se a ideia de Kant – subjetiva e objetivamente insuficiente. Crença é suficientemente subjetiva, mas carece de objetividade. Conhecimento é suficiente nos 2 sentidos. </li></ul><ul><li>Ele racionalizou a ‘opinião’ de Kant e a definiu como “questão da razão” em oposição à crença – questão do coração. </li></ul>
  • 23. <ul><li>Ou seja, comunidade = conceito de crença e sociedade = opinião. </li></ul><ul><li>Opinião do público é uma forma de vontade social na sociedade, ou seja, uma forma de vontade reflexiva. É a opinião pública crítico-racional, efeito da discussão do público ( a partir do consenso de razoabilidade da maioria). </li></ul><ul><li>Somente eruditos participam do processo de formação de opinião. </li></ul>
  • 24. Diferenças de conceitos <ul><li>Opinião Pública = erudita e racional. Fenômeno coletivo e público, pois é um consenso entre a opinião individual (privada) e a pública. Conglomerado de várias visões, desejos e intenções controvertidas. Está entre a opinião do público e a opinião publicada. </li></ul><ul><li>Opinião do público = julgamento/forma de vontade coletiva. Força unificada, uma expressão da vontade comum. Complexa e associada às dimensões éticas e estéticas da vida coletiva. </li></ul>
  • 25. <ul><li>Tonnies, em sua obra, utiliza 3 conceitos para a ‘opinião pública’. Entretanto, as organizadoras do livro acreditam que ele se utiliza de termos inadequados, mesmo alemão, que causam problemas na tradução. Ele faz diferenças usando letras maiúsculas e minúsculas que não são adequadas, além do uso ou não do artigo ‘a’. </li></ul><ul><li>Para melhor compreensão, as organizadoras utilizam 3 conceitos – opinião do público, opinião pública e uma opinião publicada. </li></ul>
  • 26. <ul><li>Opinião publicada- publicamente expressa, divulgação social de uma opinião que por essa circunstância se torna a opinião de muitos. Sua concepção é dirigida à publicidade. </li></ul><ul><li>Opinião pública – quando uma opinião publicada se torna opinião de muitos, de uma maioria. Transição de uma opinião publicada para opinião do público.(não tem sujeito evidente) </li></ul><ul><li>Opinião do público – única concepção teórica pura. O sujeito da opinião do público é o público, uma forma social também transitória. É um tipo ‘ideal’, normativo, uma das formas de vontade social. </li></ul>
  • 27. <ul><li>Para Tonnies, opinião do público é uma “forma comum de pensamento, na medida em que a formação da sua opinião é construída sobre racionalidade e conhecimento, ao invés de crenças ou autoridade”. Opinião geral e comum das pessoas. </li></ul><ul><li>É unânime dos cidadãos, alcançada através de um processo próprio e independente de raciocínio. Elites educadas participam ativamente na formação e expressão de opinião. </li></ul>
  • 28. <ul><li>Tonnies afirma que de todos os meios de expressar uma opinião pública, o jornal é o mais comum e geral. </li></ul><ul><li>Jornais podem expressar uma opinião do público ou influenciar a opinião pública. </li></ul><ul><li>Compreensão científica = opinião do público </li></ul><ul><li>Compreensão coloquial= opinião pública </li></ul>
  • 29. <ul><li>Somente um ‘grande público’, composto por indivíduos dispersos, embora espiritualmente conectados, distinguidos por sua educação, imparcialidade política e apoio aos interesses públicos gerais pode agir como sujeito na formação de uma opinião do público. (não-partidarismo político, ausência de interesses especiais, ‘prudente visão do mundo’ e apoio ao ‘bem geral’. </li></ul>
  • 30. <ul><li>Para Tonnies, a luta de opiniões, que se alterna na arena pública e mídia, é uma luta para a opinião do público , isto é para indivíduos que abraçarão a opinião expressa/publicada e apresentarão como sua própria opinião. </li></ul><ul><li>Jornais não são órgãos de opinião do público, mas de partidos políticos que os influenciam sistematicamente. </li></ul><ul><li>Por isso, Lippman sugere que ‘opiniões públicas’ devem ser organizadas para a imprensa e não pela imprensa como é feito hoje. </li></ul>
  • 31. <ul><li>Comunidade – identificada pela herança de opinião (conhecimento transmitido de geração-geração) e pelo estrato mais elevado – clero. Responsável pela transmissão de opiniões tradicionais,crenças e dogmas, na qual os velhos educam os jovens. </li></ul><ul><li>A escrita marca transição da comunidade humana primitiva, sem classe social para uma sociedade civilizada e de classe. </li></ul>
  • 32. <ul><li>Jornal – destinado a um grande público e sua influência não está relacionada a um ponto de vista individual. É um instrumento que fala para o desconhecido sobre o desconhecido e convence mais pela repetição. </li></ul><ul><li>Tonnies atribui à publicação gráfica o papel de movimentar o público em sua direção. Para isso, apresenta seus conteúdos como opinião pública . </li></ul><ul><li>A essência de tornar público não é buscar a verdade, mas influenciá-la. </li></ul>
  • 33. <ul><li>Para Tonnies, os diários influenciam a opinião ‘gasosa’ do público. As formas mais sólidas de uma opinião do público são baseadas em literatura confiável (eruditos). </li></ul><ul><li>Formação de opinião – vontade orgânica </li></ul><ul><li>Expressão de opinião – vontade reflexiva </li></ul>
  • 34. Opinião do público e religião <ul><li>Religião – crença geral e pública que pressupõe comunidade integrada. </li></ul><ul><li>Opinar – interpretar algo como real – questão da mente </li></ul><ul><li>Crer – subjetividade do sentimento e confiança. Estar convencido de. Questão do coração. </li></ul><ul><li>Fé – é uma das formas de vontade orgânica. Exclui a dúvida, que é uma propriedade da formação de opinião. </li></ul>
  • 35. <ul><li>“ Opinião do público julga as ações das pessoas, não seu raciocínio ou suas crenças, por meio do código da lei. Religião, ao contrário, avalia as convicções de acordo com sua moral”. </li></ul><ul><li>Declínio da religião está relacionado ao desenvolvimento da ciência. </li></ul><ul><li>Era da opinião do público – nova era- era da afirmação do pensamento científico e crítico. </li></ul>
  • 36. <ul><li>Religião está enraizada a partir das camadas mais populares, subindo para as camadas sociais mais altas (clero, intelectuais-religião na sua forma mais refinada) </li></ul><ul><li>Já a formação da opinião do público é determinada pelo conhecimento, raciocínio, educação e interesses políticos do indivíduo. </li></ul><ul><li>Opinião do público pode ser definida como opinião do intelectual em oposição à grande massa de pessoas. </li></ul>
  • 37. O futuro da opinião do público e a necessidade de reformas da imprensa <ul><li>O pensamento de Tonnies é marcado pelo elitismo e da concepção platônica de republicanismo – comum entre intelectuais de esquerda. </li></ul><ul><li>Ele estava convencido que os problemas e perigos do capitalismo eram maiores e mais ameaçadores do que as dificuldades de transição para o socialismo. Ele não tinha dúvidas da necessidade dessa transição. </li></ul>
  • 38. <ul><li>Para ele, o futuro da opinião do público devia ser o futuro da cultura. A religião perderia o que a opinião do público conquistaria ao longo dos séculos. </li></ul><ul><li>Para ele, a arte influencia os elementos da vida mental de um público. Estes são mediados pela imprensa, que precisa de uma reforma, principalmente em relação ao jornal. </li></ul><ul><li>Reforma esta que deve ser orientada para socialização da imprensa, para que se torne politicamente independente. Deve se desvincular de partidos políticos e agências de publicidade. </li></ul>
  • 39. <ul><li>A reforma, pensada por Tonnies, era de fato utópica e impossível, entretanto, chama a atenção para aspectos negativos da imprensa que poderão ser reformulados apenas a partir de seu interior. </li></ul><ul><li>Como força social e política, a opinião do público está genuinamente relacionada à imprensa. Jornais não só atuam no processo de formação de opinião pública enquanto transmissor de informações ao público, como também como principal meio de expressão do público. </li></ul>
  • 40. Sociedade e informação <ul><li>A tradição desaparece ou passa a ter seu valor limitado por conta da racionalidade e da crítica. </li></ul><ul><li>A comunicação de opiniões (com o objetivo de convencer os outros) é endereçada à opinião do público ou do leitor. Não há autoridade superior. As pessoas operam em nível de troca e relação social. </li></ul>
  • 41. <ul><li>O jornal coloca-se no mesmo nível do leitor. O leitor típico de jornal quer ler sua própria opinião; ter uma ratificação/confirmação do que pensa. </li></ul><ul><li>Falsificações nas notícias – maioria do que é relatado são falsificações produzidas por mal entendidos, negligência e, com maior frequência, são intencionais. </li></ul><ul><li>Uso da notícia e sua distorção (campanhas políticas). </li></ul>
  • 42. Jornais e seus interesses <ul><li>O interesse do jornal determina o ‘espírito’ do que é veiculado. Interesses limitados pela aprovação/desaprovação dos leitores, assinantes e anunciantes. </li></ul><ul><li>Enquanto negócio – anunciantes são mais importantes do que assinantes. </li></ul>
  • 43. Imprensa independente e Opinião Pública <ul><li>“ Não há jornalista que ouse expressar uma opinião honesta. Se ela for expressa, vocês sabem de antemão que ela não será impressa. Quem for estúpido o suficiente para escrever opiniões honestas estará no olho da rua...” </li></ul><ul><li>Os interesses comerciais provocam pesadas restrições à liberdade da imprensa. </li></ul>
  • 44. Comunicação pública <ul><li>Estratégias que visam atrair opiniões para persuadir o público e trazê-lo para seu lado. </li></ul><ul><li>“ A imprensa é tanto afetada pela opinião pública quanto formadora da opinião pública” (Bauer) </li></ul><ul><li>Formação das associações como importantes meios de expressão pública. </li></ul>

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