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2                         MIKAELY MOREIRA OLIVEIRA         WEBQUEST E APRENDIZAGEM COMUNICATIVA DE                        ...
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6                                   RESUMOO presente trabalho se propõe a discutir sobre os fatores que envolvem oensino/a...
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8                                        SUMÁRIO                                                                          ...
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16        E para refletir sobre os reflexos do ensino de uma língua estrangeira éindispensável para diminuir as distâncias...
17como em casa, por exemplo. E ainda assim, contando com a monitoração do seuprocesso de aprendizagem pelo professor.     ...
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19       Há de se convir que ao se ensinar e aprender uma língua, estrangeira oumaterna, alguns fatores vem atrelados a es...
20         Por isso, que “os temas centrais nesta proposta são a cidadania, aconsciência crítica em relação à linguagem e ...
21      Muito mais do que ensinar e aprender o processo de ensino/aprendizageminfluência no desenvolvimento do cidadão, do...
22      Desse ponto de vista, fica evidente que não é, apenas, „culpa do professor edo aluno‟ a falta de recursos ou esfor...
23   2.2 De que forma a escolha da abordagem pode influenciar nesse      processo?      Desde os primórdios do ensino de l...
24estabelecer   padrões   que   podem     prejudicar   a   aprendizagem,   podar   ocompartilhamento de conhecimento, corr...
25                                     3 CAPÍTULO                                    METODOLOGIA3.1 Método      Este traba...
26assim, ele é responsável pela sua aprendizagem, o que reforça a ideia de que elenecessita de meios para tal conjuntura. ...
27                            CONSIDERAÇÕES FINAIS      Após todas as discussões feitas neste trabalho, pode-se perceber q...
28e utilizar uma língua estrangeira. Sendo este o resultado de leituras e reflexões dascontribuições positivas que a ferra...
29                                 REFERÊNCIASBRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Média e Tecnológica.P...
30SAMPAIO, Vinicius. Abordagem Comunicativa no Ensino de Língua Inglesa:uma Educação Prática, Integrada e Inclusiva no Bra...
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  1. 1. 0 UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMPUS XIVCURSO DE LETRAS-LICENCIATURA EM LÍNGUA INGLESA MIKAELY MOREIRA OLIVEIRAWEBQUEST E APRENDIZAGEM COMUNICATIVA DE LÍNGUA ESTRANGEIRA Conceição do Coité 2012
  2. 2. 1 MIKAELY MOREIRA OLIVEIRAWEBQUEST E APRENDIZAGEM COMUNICATIVA DE LÍNGUA ESTRANGEIRA Monografia apresentada à Universidade do Estado da Bahia, Departamento de Educação Campus XIV, como requisito final para obtenção do grau de licenciada em Letras com habilitação em Língua Estrangeira/ Inglês. Orientador: Prof. Ms. Emanuel do Rosário Santos Nonato Conceição do Coité 2012
  3. 3. 2 MIKAELY MOREIRA OLIVEIRA WEBQUEST E APRENDIZAGEM COMUNICATIVA DE LÍNGUA ESTRANGEIRA Monografia apresentada à Universidade do Estado da Bahia, Departamento de Educação, Campus XIV, como requisito final à conclusão do Curso de Licenciatura em Letras com Habilitação em Língua Inglesa e Literaturas.Aprovada em: ___/___/___ Banca examinadora_______________________________Emanuel do Rosário Santos Nonato – OrientadorUniversidade do Estado da Bahia – Campus XIV_________________________________________Neila Maria Oliveira SantanaUniversidade do Estado da Bahia – Campus XIV_________________________________________Prof.ª Mary Valda Souza SalesUniversidade do Estado da Bahia – Campus I CONCEIÇÃO DO COITÉ 2012
  4. 4. 3 A Deus, que me deu essa oportunidade deplantar e colher este sonho. À minha família, queme apoiou em todo o tempo nessa árdua jornada,sempre demonstrando afeto e compreensão paraque eu tivesse forças para concluir este trabalho.
  5. 5. 4 AGRADECIMENTOS A Deus, por ter me dado tudo o que necessitei durante essa jornada,presenteando-me com força, alegria e paciência nos momentos mais difíceis.Aos meus pais e irmã, que sempre me incentivaram, me deram apoio em todotempo. Estendendo-me a mão quando mais precisei.Aos meus amigos que compreenderam minha ausência e mesmo que de longe meincentivaram a prosseguir. Ao corpo docente, em especial, meu Professor orientador Emanuel do RosárioSantos Nonato, que por tantas vezes me alertou nos momentos de descuido esempre me auxiliou no realizar deste trabalho.Aos colegas de turma que nos momentos alegres, tristes e de crise sempreestiveram à disposição nesses anos cheios de risos, esbravejos de raiva, tristezas ede afeto. Vocês fazem parte disso também.A minha equipe de trabalhos acadêmicos (Elcione Araujo, Evanilson Barbosa,Marilene Maia e Jussiara Goés), sempre solícitos e companheiros de todas as horas.Aos funcionários do Campus XIV. Enfim, a todos aqueles que contribuíram direta ou indiretamente para meu processode aprendizagem e concretização deste trabalho.
  6. 6. 5"Brincar com crianças não é perder tempo, é ganhá-lo; se é triste ver meninos sem escola, mais triste ainda é vê-los sentados enfileirados em salas sem ar, com exercícios estéreis, sem valor para a formação do homem." ( Carlos Drummond de Andrade )
  7. 7. 6 RESUMOO presente trabalho se propõe a discutir sobre os fatores que envolvem oensino/aprendizagem de língua estrangeira tais como: a importância de umaaprendizagem significativa, a participação ativa dos sujeitos envolvidos nesseprocesso, as conseqüências da falta de compromisso e de valorização com oensino/aprendizagem de língua estrangeira na formação do cidadão crítico ereflexivo, capaz de atuar no mundo e interagir com ele. Além de apresentar umaanálise das inúmeras possibilidades que a ferramenta tecnológica Webquest podeauxiliar nesse processo, proporcionando ao professor e ao aluno meios dedesenvolver essa proposta de ensinar e aprender significativamente. Tais análisesforam feitas a partir de uma pesquisa bibliográfica que verificou na literaturadisponível. E com o intuito de fornecer a professores e aprendizes maioresinformações sobre esta ferramenta e suas ofertas de auxilio a um ensinoaprendizagem significativo.Palavras-chave: Ensino/aprendizagem. Formação do cidadão. Webquest.
  8. 8. 7 ABSTRACT The present paper proposes to discuss the factors involved inteaching/learning of language foreign such as the importance of a meaningfullearning, the active participation of subjects involved in this process, theconsequences of lack of commitment to and valorization teaching/learning of foreignlanguages in the formation of critical and reflective citizen, capable of act in the worldand interact with it. In addition to present an analysis of the numerous possibilitiesthat technological tool Webquest can help in this process, providing to the teacherand the student ways to develop this proposed teaching and learning significantly.These analyzes were made from a bibliographic research that found in the literatureavaliable. And in order to provide to teachers and learners more information aboutthe use of this tool and what its offers of aid to the teaching and learning meaningful.Key-words: Teaching/learning; Formation of citizen; Webquest.
  9. 9. 8 SUMÁRIO PáginasINTRODUÇÃO 091 WEBQUEST : UMA PROPOSTA PARA O ENSINO DE LE 101.1 TIC 101.1.1 Webquest: o que é e sua funcionalidade no ensino de LE 111.2 Abordagem de Ensino de LE: uma proposta integrada a TIC 15CAPÍTULO IIPAPEL SOCIAL DA LÍNGUA ESTRANGEIRA NA FORMAÇÃO DO CIDADÃO 182.1 E a escola no que contribui nesse processo? 212.2 De que forma a escolha da abordagem pode influenciar nesse processo? 23CAPÍTULO IIIMETODOLOGIA 253.1 Método 253.2 Do problema 253.3 Dos objetivos 26CONSIDERAÇÕES FINAIS 27REFERÊNCIAS 29
  10. 10. 9 INTRODUÇÃO Mediante aos avanços tecnológicos que têm acontecido na sociedade não sepode conceber o fato de que a escola, ao utilizar as novas tecnologias, se beneficiano que diz respeito a proporcionar ao estudante e, particularmente, ao aprendiz deuma língua estrangeira a oportunidade de desenvolver as habilidades (reading,writing, speaking e listening) nessa língua alvo. E as Tecnologias da Informação eComunicação (TIC) podem fornecer essa possibilidade de aprendizadocomunicativo, pois, tais ferramentas oferecem condições necessárias para talempreendimento. É pensando nos benefícios que as TIC, em especial a ferramenta Webquest,podem fornecer ao processo de aprendizagem do estudante de Língua Estrangeira(LE), Inglês, que este trabalho é desenvolvido e tem como objetivo expor algumaspossibilidades de desenvolver outras habilidades além de writing e reading. Assimsendo, as TIC vem auxiliar a escola, a proporcionar essas oportunidades aoaprendiz de língua estrangeira (LE). E, dentro dessas ferramentas, pode-se destacaro Webquest que oferece ao professor a possibilidade de trabalhar, especificamente,as habilidades linguísticas, especialmente, o listening e o speaking já que estaferramenta dispõe de áudio e vídeo facilitando a percepção da linguagem em uso enão apenas de sua estrutura. Neste trabalho é apresentada a fundamentação teórica, na qual se aborda osseguintes temas divididos por capítulos e subseções na seguinte ordem: Webquest:uma proposta para o ensino/aprendizagem de LE, com primeiro capítulo, comsubseções: Abordagem de ensino de LE: uma proposta integrada a TIC. Comosegundo capítulo: o papel o ensino de língua estrangeira na formação do cidadão esuas subseções: como a escola pode auxiliar nesse processo e de que forma aescolha da abordagem pode influenciar no ensino/aprendizagem de LE. Além deexpor qual o tipo de metodologia utilizada nessa pesquisa e o motivo pelo qual elafoi escolhida. Por fim, foram apresentadas as considerações finais sobre as reflexõesrealizadas neste trabalho, na tentativa de promover uma discussão maior sobre ouso de modo ampliado dessa ferramenta. Além da apresentação dos resultadosobtidos nessa pesquisa.
  11. 11. 10 1 CAPÍTULO Webquest : uma proposta para o ensino de LE Refletir sobre ensino de LE é uma tarefa um tanto árdua, pois, se faznecessário considerar os sujeitos que estão envolvidos nesse processo, professor ealuno, assim como, todo o arcabouço teórico-metodológico necessário para queesse processo aconteça da melhor maneira possível, ou seja, que o professor tenhaferramentas e formação específicas para fazê-lo e que o aprendiz, durante esteprocesso, se habilite como construtor do conhecimento necessário a aprendizagemde maneira eficaz para que este sujeito possa agir sobre as dificuldades queencontrará nesse percurso com o auxílio das TIC.1.1 TIC Antes de falar sobre tecnologia é preciso expor uma das possíveis definiçõesdesse termo que atendem às demandas desse trabalho. Inicialmente, tecnologiaserá compreendida aqui como toda e qualquer invenção humana que auxilie narealização de suas atividades diárias, dessa forma, pode-se afirmar que desde osprimórdios as invenções humanas têm servido para o auxílio na realização de suasatividades cotidianas estas vão desde a preparação de seu café até a suacomunicação com pessoas que podem estar em diversos locais do mundo. No decorrer desse percurso, o ser humano executa uma de suas principaistarefas que é a modificação dos fatores que estão à sua volta com intuito de torná-los propícios ao desenvolvimento de suas tarefas diárias, atendendo àsnecessidades de emancipação e definição do seu lugar na sociedade. E deste lugar,o homem poderá dialogar com o mundo como um ser ativo e escritor de sua própriahistória. Tal posicionamento levou o homem a iniciar um processo interminável decriação e recriação que estabeleceu: a ordem de trabalho, relações de poder, deinteração interpessoal, valores éticos e sociais, etc. Sendo estas, geralmente,mediadas por alguma ferramenta que auxilie na comunicação tanto para o seuestabelecimento quanto para sua solidificação. A tecnologia permite que as pessoas busquem mais informação, que a partirdelas, construam o conhecimento que atenda às suas necessidades e assim,
  12. 12. 11possam usá-las de maneira produtiva, promovendo a inovação dos conhecimentospráticos e a experimentação destes, pois o homem cria, recria e se beneficia comessa civilização nesse processo de construção do conhecimento. Pacievitch (2009) afirma ainda, que a Tecnologia da Informação eComunicação pode ser compreendida como um conjunto de recursos tecnológicosque são utilizados para alcançar um objetivo comum. E é, dessa forma, que secompreende a TIC no social, envolvendo pessoas no seu desenvolvimento edesfrutando ao mesmo tempo do produto desse processo evolutivo. Dessa maneira se pode constatar a necessidade de implementar a escola,este um dos ambientes de formação do sujeito, provendo meios que possibilitem aformação de sujeitos sociais críticos e reflexivos por isso Brunner e Tally afirmamque: As escolas são uma das poucas instituições restantes nas quais professores não podem contar com o mais básico acesso às tecnologias de comunicação (...) “e nos quais professores e estudantes regularmente reclamam de isolação do mundo lá fora1” (1999, p. 7)os professores vivem numa constante luta entre o fazer educativo e a necessidadede fazer com que este intento tenha resultados positivos na formação desse sujeitomas, para isso ele necessita de formação e ferramentas que o habilitem a realizareste fazer( o ensino de línguas) de forma efetiva, condizente com a realidade doaprendiz e dinâmica.1.1.1 Webquest: o que é e sua funcionalidade no ensino de LE Com o propósito de explicitar a necessidade da escola em propor aosestudantes oportunidades de desenvolver as outras habilidades linguísticas além daleitura ─ já que esta recebe mais ênfase por existir uma predisposição a encontrardificuldades em desenvolver outras habilidades como listening, writing e speakingcom os recursos que estão disponíveis nesses locais de aprendizagem ─ se1 Schools are one of the few remaining institutions in which teachers cannot count on access to the most basiccommunications technology (…) and in which teachers and students routinely complain of isolation from theoutside world. ( BRUNNER and TALLY, 1999, p 7)
  13. 13. 12percebem que não se pode conviver com as limitações impostas com o livro didáticoe o quadro-negro quando se vive em uma época multimidiática. Em virtude disso, os professores de línguas estrangeiras, em um caso maisespecífico os de Língua Inglesa, poderiam utilizar essas tecnologias para ofereceraos alunos as possibilidades de desenvolver as outras habilidades. Eles estãocercados por várias informações em Inglês e tem necessidade de se comunicaratravés delas ou ao menos, saber como utilizar essas informações e quais sãomelhores para eles em seu processo de aprendizagem. Ao abordar essa questão lembra-se que o Inglês é uma língua franca, faladapor um percentual considerável da população mundial. E como dominante nemtodas as informações vindas destes locais são consideradas „boas‟ para aconstrução do sujeito, então se pergunta: Como os aprendizes poderão interagircom as informações consideradas „boas‟ se não sabem se comunicar? No momento no qual este questionamento é feito não deixa de se reconhecera importância da leitura, mas, considera-se que esta, por muito tempo, foiconsiderada uma via de mão única, em que os aprendizes apenas receberiam asinformações e não haveria uma maior interação entre ele e as possibilidadescomunicacionais disponíveis na Internet, já que no presente trabalho se refere a esteespaço, e em outros meios de comunicação que estão disponíveis a ele. Assim, deve-se cada vez mais introduzir as TIC nas escolas para que estaspossam atender às necessidades dos alunos para que elas não sejam mais umambiente deslocado de sua realidade. Dessa forma os estudantes se sentirãoenvolvidos nesse processo, de uma forma mais intensa, pois além das TIC seremauxiliadoras no processo de aprendizagem de uma língua estrangeira elas atraem aatenção do aluno para a aula, ao conteúdo. Além disso, elas se constituem ferramentas de auxílio para o professor nodesenvolvimento de suas aulas, facilitando na resolução das atividades propostas,minimizando as distâncias entre o aluno e uma situação real de uso da língua,corroborando no alcance de seus objetivos de ensino e implementando suas aulasde maneira mais dinâmica, atrativa e interativa. Portanto nesse subitem, será exposta uma proposta de „inovação‟, quandotemos em consideração os materiais didáticos tradicionais, que oferecerá ametodologia ou abordagem utilizada pelo professor nas suas aulas que é a
  14. 14. 13Webquest, sua origem se deu da necessidade de ampliar o espaço de construçãode conhecimento e oferecer outras possibilidades a esta construção. A Webquest surgiu em 1995, desenvolvida por Bernie Dodge e Tom March,professores da Universidade de San Diego. Ela se propõe a ser uma ou maisatividades em que todo o seu conteúdo provem da Internet, desde o local onde elaestá inserida até a avaliação do processo de aprendizagem. Para Moran (2007, apud WEIMAR, 2009, p 6), uma Webquest é um processo de aprendizagem interessante porque envolve pesquisa e leitura, interação e colaboração e criação de um novo produto, com base no material e nas idéias obtidas. A socialização propiciada pela Webquest permite o compartilhamento e a reelaboração desta informação por professores e alunos das mais diversas partes do mundo. A partir dessa produção de conhecimento ─ fruto da leitura e reflexão detextos e, em casos específicos, ouvindo a produção do outro ─ o aprendiz poderá serelacionar com os mais diversos pares discursivos através da oralidade, escrita ─que são habilidades de produção de discurso. Ela é estrutura da seguinte maneira: introdução, motivação para a realizaçãoda atividade; tarefa, o que se pretende obter no final da atividade; processo,instruções para a realização da atividade; recursos, materiais disponíveis na Webnecessários para a resolução da atividade; avaliação, aspectos que serãoobservados pelo professor para a avaliação da atividade; conclusão, reflexão sobreo produto obtido do desenvolvimento da atividade. E é para tornar essa aprendizagem mais significativa que, as TIC são umaalternativa para sair da bidimensionalidade que o livro e o quadro dispõem. Dessaforma, uma ferramenta disponível na Internet tem a possibilidade de se ajustar emdiversas propostas de atividade serve ao desenvolvimento de mais de umahabilidade, que é a Webquest, “(...) é uma atividade didática (...) para incluir nasaulas a Internet, em especial a busca de informação na Rede. Pode desenvolver opensamento reflexivo e crítico dos alunos, como também estimular a suacriatividade.” (Autor desconhecido) Como foi apresentada acima esta tecnologia disponível na Rede, Internet,estimula a construção do conhecimento, na qual os alunos além de desenvolver
  15. 15. 14habilidades linguísticas poderão formar-se como sujeitos sociais ativos a exemplode: posturas diante a sociedade e para agir sobre ela. Por conseguinte, ela se constitui uma ferramenta metodológica, um sítio, umperfil numa rede social entre algumas das possibilidades, que oferece ao usuáriomúltiplas oportunidades de desenvolver as habilidades linguísticas de forma coesa egradual; podendo ser monitorada pelo professor e pelo próprio aluno o processoevolutivo do ensino para o professor e da aprendizagem para o aluno. Nesse momento, pode-se questionar como fazer e o que fazer com aWebquest, mas, certamente, a resposta é um tanto variável, pois, ela depende doprofessor. Ele, de posse dos conhecimentos necessários à utilização dela, escolheráa melhor maneira de aplicá-la segundo seus objetivos. Se ele deseja propor umaatividade que desenvolverá a habilidade de listening, um vídeo autêntico ─ vídeonão didático ─ será uma ótima proposta a ser disponibilizada nesse ambiente. Estasatividades não precisam, necessariamente, desenvolver uma habilidade apenas, elapode ser somada a outras, tudo dependerá do planejamento e objetivos doprofessor. Esta possibilidade tecnológica oferece ao professor um controle dodesempenho dos aprendizes nas atividades propostas e a percepção em quaisdestas, eles tem tido dificuldade de execução e, é claro, que existe uma realparticipação deles na realização das tarefas. Essa ferramenta metodológica se configura em oferecer uma alternativa deatividade permanente ou flexível ao docente, a qual este poderá alterá-la quando fornecessário, para atender seus objetivos, como se fosse uma página na web quedisporá de atividades que atendam as necessidades de desenvolvimento das quatrocompetências linguísticas (listening, reading, writing e speaking). No caso de ineficácia da atividade o docente poderá identificá-la e corrigí-lao quanto antes para que não haja déficit na construção do conhecimento ou ainda,utilização de materiais, ou seja, conceitos mal definidos e compreendidos peloaprendiz. A Webquest pode ajudar o professor a desenvolver atividades de speakingatreladas a atividades de listening ─ entre uma das possibilidades ─ que podemconsistir em proporcionar aos usuários a opção de ver e ouvir cenas em tempo real,dessa forma o professor de língua estrangeira, que tenha por objetivo explorar taishabilidades, pode utilizá-lo como auxiliar nas aulas em que deseje proporcionar aos
  16. 16. 15seus alunos a oportunidade de se comunicar com nativos, através de links dispostosna página virtual. Essa ferramenta além de proporcionar essa interação serve como elementomotivador, já que a motivação é um fator importante para a aprendizagem de umalíngua estrangeira, pois, apresentar as regras gramaticais como fatos isolados nãoproporcionam ao aprendiz a possibilidade de perceber e de utilizar a língua que eleestá estudando. Desta forma o aprendiz não irá aprender por aprender, mas sim,aprender para utilizar em contextos diversos e se mostrar agente ativo tanto no seuprocesso de aprendizagem quanto do meio social em que ele está inserido.1.2 Abordagem de Ensino de LE: uma proposta integrada a TIC O lecionar tem ganhado novos contornos dentro do constante processohistórico da sociedade, pois, para atender às necessidades que surgem com opassar do tempo são necessárias modificações a fim de satisfazê-las. Assim, oprofessor deixa de ser o detentor de todo o conhecimento e passa a ser umaespécie de monitor de ensino, não sendo mais o foco central deste processo. Assim sendo, o professor não é responsável pela aprendizagem do aluno,mas pode ajudá-lo a ser mais autônomo (PAIVA, 2009), dessa forma as TIC podemajudar o professor a adequar suas aulas ao tempo que lhe é disponível sem quedeixe de ser eficaz para o alcance de suas metas em cada aula. E ao aprendiz, deforma que ele terá as ferramentas e instruções necessárias para continuar às„descobertas‟ na língua estrangeira e de desenvolver sua forma de aprendizagemadequando-as às suas preferências. Mas, para que essas ferramentas alcancem os objetivos do professor elasdevem ser escolhidas de maneira adequada ao objetivo para a aula. Não basta oprofessor saber como utilizá-las, como também, ele deve saber quando utilizá-las.Um bom planejamento pode ajudar nesse ponto, pois, é nele que o professordecide o que vai fazer ─ com relação a conteúdos ─, quais são seus objetivos e deque maneira pode-se alcançá-los e é nesse contexto que as ferramentastecnológicas são inseridas, para auxiliar o docente. Como afirma Marques (1983, p.115), “O planejamento permite que se definam os resultados que se queremalcançar, (...) com quais recursos materiais (...) a fim de ajustá-lo às metasperseguidas pelas atividades que se desenvolvem.”
  17. 17. 16 E para refletir sobre os reflexos do ensino de uma língua estrangeira éindispensável para diminuir as distâncias entre o aluno e o mundo que o rodeia, umaperspectiva mais ampla, apenas para compreender ─ ter a habilidade de ler textosem inglês ─ não é suficiente para que as barreiras entre o estudante e o objeto deseu estudo. Neste espaço de construção, produção, expressão e compartilhamento deconhecimento, que é a escola, não se deve limitar, podar e impedir o acontecimentodestas e é assim que, aliando as tecnologias ao processo educativo,consequentemente, produzirá novos saberes e conhecimentos partilhados. As TIC enriquecem os tradicionais processos de ensino já que, proporcionamaos alunos ambientes de aprendizagem mais estimulantes e fomentam a tomada dedecisões sobre o que se quer aprender e ensinar. As redes de comunicação atuaisse constituem base da realidade social, profissional e escolar. Ao aproveitar ainteratividade global promove-se, necessariamente, a aprendizagem colaborativa. Dentro dessa proposta de atividade colaborativa que, vise desenvolver asquatro habilidades lingüísticas (reading, writing, listening e speaking ou leitura,escrita, compreensão e oralidade), o desenvolvimento de uma abordagemcomunicativa pelo professor é essencial para que esse objetivo seja alcançado.Segundo Berner (2005, p.11, apud SAMPAIO, 2008, p. 2), intensifica-se o foco na informação, o que leva à necessidade cada vez maior de comunicação global, valorizando, assim, o ensino de línguas estrangeiras. Como conseqüência natural desse quadro, faz- se necessário o uso de metodologias adequadas que promovam o desenvolvimento da competência comunicativa. A aprendizagem colaborativa auxiliará nesse processo, pois, os educandos aoconstruir o conhecimento junto com seus colegas se sentirão mais seguro para searriscar quando estiver em frente às dificuldades e as diferentes situações que eleencontrará nesse percurso. Sendo assim, as TIC exercerão um papel mediadorentre professor, educando, conhecimento, interação entre aprendizes e o mundofora da escola, trazendo autonomia e aumento da produção de conhecimentosignificativo na língua alvo. Além de oferecer essa possibilidade as TIC, ainda, podem oferecer umaextensão do ensino da escola para casa, disponibilizando ao educando aoportunidade de continuar essa construção em outros espaços fora da sala de aula
  18. 18. 17como em casa, por exemplo. E ainda assim, contando com a monitoração do seuprocesso de aprendizagem pelo professor. Outra possibilidade é a de ter seus colegas como „professores‟ através dopartilhamento de ideias, troca de saberes, resolução de dúvidas entre outros ganhosda aprendizagem e, nesse caso, do ensino colaborativo. Sendo assim, um dosobjetivos iniciais de se ensinar um língua estrangeira é a interação com ela e pormeio dela. Desse modo, não se pode afirmar que eles poderão se auto-tutoriar, noentanto, eles terão outras maneiras de suprir suas dúvidas e obterão grau elevadono que diz respeito à aprendizagem. Da mesma maneira, o professor obterásucesso, em um percentual maior, no alcance de seus objetivos. Uma última questão a ser apresentada aqui é a de como seria avaliação detodo esse processo de ensino monitorado e aprendizagem, esta está baseada nocompartilhamento das experiências de ambos, professor e educando, e dossucessos de cada um para alcançar o objetivo de tornar o ensino e a aprendizagemde língua estrangeira eficazes, dinâmicos e significativos.
  19. 19. 18 2° CAPÍTULO Papel social da língua estrangeira na formação do cidadão As TIC são instrumentos que facilitam a construção do conhecimento. E, noensino de LE, isso é mais evidente, pois se configuram recursos que tornam aaprendizagem de língua estrangeira mais dinâmica, interativa e integrativa,proporcionando ao aprendiz a oportunidade de utilizar a língua em situações decomunicação diária. Isto pode ser observado pela falta de oportunidades deaprendizagem em contato com materiais autênticos que os recursos tradicionaiscomo o livro, lousa e apostilas não oferecem por não objetivarem esse tipo deaprendizagem, atendo-se a fornecer subsídios para a gramática e não ao uso dalíngua. Desse modo, as TIC ofereceriam um leque de opções deensino/aprendizagem, exercendo assim um papel mediador entre o estudante, ateoria e a prática em situação real de uso. Segundo van Lier (2004, p.84, apud PAIVA, 2005) “possibilidades para açãoque geram oportunidades de engajamento e participação [...] uma língua também éaprendida por meio da participação de certas práticas.” Assim sendo, as TIC vemauxiliar a escola, seja ela pública ou particular, a proporcionar essas oportunidadesao aprendiz de L2. E para dar fundamento e incentivo ao uso das possibilidadesoferecidas pelas TIC, observa-se nos PCN a seguinte crítica: “Quanto aos objetivos, a maioria das propostas priorizam o desenvolvimento da habilidade de compreensão escrita, mas essa opção não parece decorrer de uma análise de necessidades dos alunos, nem de uma concepção explícita da natureza da linguagem e do processo de ensino e aprendizagem de línguas, tampouco de sua função social” ( BRASIL, 1999, p. 24) Dessa maneira, percebe-se o quão distante as práticas de ensino estão deresultados na aprendizagem como a interação do aprendiz da língua estrangeiracom seu objeto de estudo. As possibilidades de relacionamentos com culturasdiversas que o auxiliem a sentir-se um sujeito no mundo, mas, não um sujeitoqualquer e sim aquele que tem nas mãos o poder de influenciar os que estão a suavolta. Se o ensino de língua não tiver em seus objetivos a aprendizagem de umalíngua de maneira a possibilitar o usuário uma interação maior com tudo que envolveesta língua, isto nunca será alcançado.
  20. 20. 19 Há de se convir que ao se ensinar e aprender uma língua, estrangeira oumaterna, alguns fatores vem atrelados a este processo. Esses fatores não podemser dissociados do processo por escolha de um dos participantes do mesmo,professor ou aluno, sem que haja uma negociação de interesses entre as partes. Decerto que, nessa negociação ocorrerão perdas. Torna-se de fundamentalimportância que professor e aprendiz se conscientizem dos danos que isso poderátrazer à aprendizagem. Dos fatores mencionados acima, pode-se citar alguns, tais como: a formaçãodo cidadão, construção de uma sociedade com pessoas hábeis a julgar osacontecimentos ao redor do mundo. Assim, torna-se, pois, fundamental, conferir ao ensino escolar de Línguas Estrangeiras um caráter que, além de capacitar o aluno a compreender e a produzir enunciados corretos no novo idioma, propicie ao aprendiz a possibilidade de atingir um nível de competência linguística capaz de permiti-lhe acesso a informações de vários tipos, ao mesmo tempo em que contribua para a sua formação geral como cidadão. (BRASIL, 1999, p 26) De modo geral, nos PCN existem possibilidades de caminhos que levam oprofessor a distinguir entre o ensino limitado de apenas uma habilidade lingüística euma proposta de abordagem que ofereça aos alunos essa possibilidade de expandirsua competência lingüística, em uma língua estrangeira, em mais de uma habilidadelingüística. Após falar da oferta de um ensino que possibilite ao aprendiz elementos paraa formação como cidadão, faz-se necessário explicitar a definição aqui utilizada doque é ser cidadão e qual o papel do ensino de LE no processo de formação desseindivíduo. Conforme o que é conhecido desde o tempo de Aristóteles, cidadão é umser único, com necessidades especiais de comunicação, posicionamento espacial ─o que define que sujeito ele é no discurso ─, também é aquele que interfere social epoliticamente nas decisões de seu estado ─ entende-se como estado suacomunidade que posteriormente interferirá em estâncias maiores do poder público. Segundo o conceito apontado anteriormente, para se constituir um cidadão oser humano precisa ter sua necessidade de comunicação satisfeita, dentre outrospré-requisitos. Consequentemente, o ensino de língua estrangeira exercefundamental importância na saciação dessa necessidade. Oferecendo ao cidadãoem formação a possibilidade de se comunicar em uma nova língua e, porconseguinte, o seu lócus de atuação como ser crítico será maximizado.
  21. 21. 20 Por isso, que “os temas centrais nesta proposta são a cidadania, aconsciência crítica em relação à linguagem e os aspectos sociopolíticos daaprendizagem de Língua Estrangeira.” (BRASIL, 1999, p 24). Essa proposta seconfigura em uma proposta de ensino que visa atender as necessidades de seusalunos. E, por sua vez, aprendiz é aquele que se propõe a aprender, adquirirconhecimento que, no processo de aprendizagem o novo será somado ao jáconhecido para resultar num exato produto que dê ao aprendiz todas as ferramentaspara agir em situações adversas, sejam elas do cotidiano, no trabalho, lazer, etc. Limitar as possibilidades não é função do professor, não do professor pós-moderno. Há tempos atrás o professor era tido como aquele que restringia aaprendizagem ao que ele sabia. Sendo que o conhecimento transmitido ao aluno eralimitado, reprodutivo, era passado de geração em geração era transmitido semnenhuma alteração. O professor pós-moderno traz consigo a bagagem de sua aprendizagem e aspossibilidades do novo: novas técnicas, novas ferramentas, sem podar as sugestõesdo aluno, mas, ampliando-as. Transformando-as em oportunidades de aprender demaneiras diferentes e que atendam as demandas e objetivos na aprendizagem deuma língua estrangeira. É nessa fenda conceitual que a Webquest se encaixa efornece a oportunidade de construção do conhecimento durante seu uso, o queproporciona a professor e aluno chances de crescerem, sendo auxiliado um pelooutro. Apenas aqueles que lançam mão de uma abordagem que vise acomunicação, a interação e a formação de cidadãos serão capazes de fornecer taisoportunidades aos seus aprendizes. Tendo como função auxiliá-los no processo deaprendizagem e não sendo responsáveis por ela e tendo como mediadora aWebquest, em especial, mas, podendo ser utilizada outra ferramenta. Na sociedade pós-moderna a necessidade de sujeitos capazes de interagirem diversas línguas, utilizando das quatro habilidades lingüísticas, é extremamenteperceptível. De forma que, sujeitar ao aluno a aprendizagem de uma língua com,apenas, uma habilidade lingüística se constitui um ato retrógrado. Umposicionamento que vem contra o avanço da sociedade, das necessidades deinteração.
  22. 22. 21 Muito mais do que ensinar e aprender o processo de ensino/aprendizageminfluência no desenvolvimento do cidadão, do seu modo de ser, de refletir suarealidade, de modificá-la, de fazer do hoje um terreno certo no amanhã. Umapossibilidade de fazer do velho algo novo, do que era atraso um avanço, do que eraum erro um acerto. Por fim, fazer do inacabado, professor e aluno, um corpo sólido, cheio demobilidade para andar em terrenos antes não frequentados, conhecendo o „novo‟ einteragindo com ele. Deixando de ser aquele que ficava a margem, observando ascoisas evoluírem, mas, agora fazendo parte desta evolução como sujeito ativo dela. Com auxílio dos PCN, têm-se os subsídios necessários para tal empreitada:“(...) o que se aprende e o seu uso devem vir juntos no processo de ensinar eaprender línguas.” (BRASIL, 1999, p. 27). Assim, se percebe que desvencilhar o queo professor ensina na aula e o que realmente se utiliza é andar na contramão daaprendizagem. 2.1 E a escola no que contribui nesse processo? Após essa discussão, esta é a pergunta que professor e aluno fazem aoperceber que estão sozinhos nesse processo: será que a escola só deve oferecer oespaço para as aulas serem ministradas ou existe algo mais a ser feito por ela? Estas perguntas não são tão difíceis de serem respondidas, já que, aresposta é quase óbvia. Ela deve não apenas fornecer o espaço e materiaisnecessários a esse processo com também: fomentar, dar a disciplina um caráter deimportância maior do que vem sendo dado até hoje. O aprendiz deve perceber no espaço escolar – ambiente reservado ao ensinoe formação do cidadão – a valorização daquilo que é ministrado dentro dele. Asproduções realizadas na sala de aula devem ser incentivadas, expostas, feitas sabera sua importância na vida escolar e fora dela. O uso de uma ferramenta tecnológicaque propicie esta exposição é de grande valia aos participantes desta comunidade. A escola também se exime de participação no processo deensino/aprendizagem com foco na comunicação, formando indevidamente sujeitosque deveriam sair dela com todas as habilidades desenvolvidas para enfrentar omundo. O estudante sai da escola sem a preparação necessária para concorrer auma simples vaga de emprego, pela barreira do monolinguismo.
  23. 23. 22 Desse ponto de vista, fica evidente que não é, apenas, „culpa do professor edo aluno‟ a falta de recursos ou esforços para que esse processo se dê da maneiramais eficaz possível. É responsabilidade da escola e dos poderes públicos,diretamente ou indiretamente envolvidos com a educação, participar ativamente,contribuindo para que isso aconteça, fornecendo o material necessário ao processode ensino/aprendizagem. Ao agir de maneira descomprometida com o ensino/aprendizagem de línguaestrangeira a escola força os alunos a buscarem em cursos particulares de línguas oque deveriam ter aprendido na escola, já que se têm oito anos dedicados ao ensinode língua estrangeira no currículo escolar. O desafio de formar esses cidadãos não é responsabilidade do professorapenas, também é da escola. Cada um desses elementos ─ escola, professor ealuno ─ fazem parte de um todo que não podem ser analisados separadamente,mas, devem ser observados como partes com suas especificidades dentro dessetodo, onde um influencia no outro. Por muitas vezes se confunde a valorização de uma língua estrangeira com ainferiorização da nossa. O que é uma inverdade. O aluno então, se sentedesmotivado ao perceber esta ideologia da escola. O raciocínio se configura dessaforma: se a valorização da língua estrangeira inferioriza a língua materna; aoaprender uma língua estrangeira ele estará se inferiorizando. Esses valores estão proporcionalmente incorretos. Valorizar uma línguaestrangeira não significa inferiorizar a outra. No entanto, significa ver com novo olharo outro para compreender-se. Em algumas escolas o ponto de vista é justamente o contrário. Elas valorizamo ensino/aprendizagem de línguas estrangeiras, mas se veem de mãos atadas pornão terem os recursos para investir nessa área. Em conclusão, mesmo com a falta de recursos a escola pode fazer muitomais para auxiliar no processo de ensino/aprendizagem de uma língua estrangeira.Ela pode criar projetos que valorizem as aulas, estimulando professores e alunos afazerem o melhor que se pode para efetivar este processo. E, é claro, que as TICpodem ajudar a consolidar o processo de ensino/aprendizagem em parceria com aescola.
  24. 24. 23 2.2 De que forma a escolha da abordagem pode influenciar nesse processo? Desde os primórdios do ensino de língua estrangeira pode-se perceber que,no processo de evolução dos métodos de ensino/aprendizagem de LE, havia umobjetivo comum a todos, a funcionalidade da língua. A partir do método da gramáticae tradução até os dias de hoje com a abordagem comunicativa, muito se modificouna teoria, mas na prática poucas diferenças são percebidas. As aulas de LE são mais parecidas com as primeiras aulas, com foco natradução, gramática e aspectos que se distanciam do uso da língua. Atividades quelimitam o uso dessa língua permanecem no campo da teoria e não da prática.Apenas memorização de regras, que muitas vezes vêm disfarçadas de aulasinterativas, escondidas atrás de músicas, textos, vídeos que tem por finalidade focarum aspecto específico: um tempo verbal, a formação de adjetivos, etc. Um ato desmotivante se concretiza, pois, ao ver essas tecnologias em sala oaluno se propõe a participar de maneira espontânea, demonstrando interesse porachar que finalmente ele vai usar tudo o que já viu, mas, se frustra ao perceber queisso só era um disfarce para introduzir gramática, vocabulário desconexo. E em nenhum dos métodos foi percebido o foco na formação do cidadãoatrelado ao ensino/aprendizagem de língua estrangeira. Na era pós-método quevive-se hoje é quase que inaceitável que esse processo se dê sem objetivar acomunicação na língua aprendida, em todas as habilidades lingüísticas; formação decidadãos que através dessa troca de conhecimento, cultura e experiências possamagir no mundo de maneira diferente. E que sejam impedidos pela barreira domonolinguismo ao enfrentar o mercado de trabalho. Outro aspecto a ser afetado com a deficiência do monolinguismo é apossibilidade de participar dos acontecimentos internacionais, em seu próprio país,através de universidades, programas federais, no uso dos meios de comunicaçãocomo a Internet, que oferece inúmeras possibilidades de comunicação na línguaestrangeira ensinada e aprendida. A escolha da abordagem é fundamental para que todos os aspectos acimacitados sejam efetivados no processo. E a flexibilidade que a abordagem atrelada aouso das ferramentas tecnológicas evita riscos como: limitar o uso da língua,
  25. 25. 24estabelecer padrões que podem prejudicar a aprendizagem, podar ocompartilhamento de conhecimento, correção de erros de forma incorreta, etc. Dessa maneira, o aprendiz se sentirá responsável pela sua aprendizagem,buscará dentre as possibilidades oferecidas as que melhor atendem seus objetivos,além de, proporcionar uma aprendizagem significativa que, será percebida ondequer que ele esteja e em qualquer situação com que ele se depare.
  26. 26. 25 3 CAPÍTULO METODOLOGIA3.1 Método Este trabalho está fundamentado em bases de referência à pesquisabibliográfica, fazendo uma revisão da literatura que trate desse questionamentoquanto ao ensino e aprendizagem de língua estrangeira, que tenta para obterinformações sobre o ensino de língua Inglesa e o auxílio da ferramenta Webquest. Segundo Gil (1996, p.44) a pesquisa bibliográfica "é desenvolvida a partir dematerial já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos". Mas,neste trabalho também foram utilizadas outras fontes tais como: pesquisaspublicadas em sites especializados na publicação de material nessa área doconhecimento e outros tipos de textos encontrados na Internet. Pesquisas em toda literatura, livros, periódicos, artigos científicos, trabalhosde pesquisa, disponíveis fossem relacionadas à área de pesquisa que estãodisponíveis em suas diversas modalidades de divulgação, tendo a cautela deverificar apenas aquelas que são consideradas seguras acerca das informaçõesnelas divulgadas. Esse tipo de pesquisa foi escolhido por oferecer as possibilidades dediscussão sobre o assunto, apontando algumas possibilidades para o uso daferramenta tecnológica proposta. Já que ainda não existe campo para um outro tipode pesquisa que analise o grau de eficácia dessa proposta.3.2 Do problema Mediante aos avanços tecnológicos que vêm acontecendo em nossasociedade não se pode conceber o fato de que a escola, ao utilizar dessas novastecnologias, se beneficia no que diz respeito a proporcionar ao estudante e,particularmente, ao aprendiz de uma língua estrangeira a oportunidade dedesenvolver as habilidades (ler, escrever, falar e ouvir) nessa língua alvo. E asTecnologias da Informação e Comunicação (TIC) podem fornecer essa possibilidadede aprendizado comunicativo, pois, tais ferramentas oferecem condiçõesnecessárias para tal empreendimento. Segundo Jordão (2005, apud SOUZA, 2008) “conhecer uma LE é ter acesso aoutros conjuntos de possibilidades interpretativas, de entendimento de mundo, deperspectivas além daqueles que nossa língua materna nos permite alcançar”, sendo
  27. 27. 26assim, ele é responsável pela sua aprendizagem, o que reforça a ideia de que elenecessita de meios para tal conjuntura. E é pensando em todos os benefícios que as TIC, em especial a ferramentaWebquest, podem fornecer ao processo de aprendizagem do estudante que sequestiona: Como a Webquest pode fornecer ao discente essa oportunidade deaprender uma segunda língua de forma comunicativa?3.3 Dos objetivos Ao definir os objetivos dessa pesquisa foi tomado por base que “o objetivo daciência não é somente aumentar o conhecimento, mas o de aumentar as nossaspossibilidades de continuar aumentando o conhecimento” (ACKOFF (1975:27) apudMARCONI e LAKATOS, 1990, p.22). Dessa maneira, o objetivo principal deste trabalho foi de analisar como aWebquest pode servir de instrumento para uma aprendizagem comunicativa paracontribuir no ensino/aprendizagem com um olhar reflexivo para a aprimoração desseprocesso. Para obter esse resultado foi necessário verificar como a Webquestpotencializar a aprendizagem de LE para o engajamento do aprendiz na sociedadecomo sujeito reflexivo e crítico. Além de investigar para conhecer as necessidadesque o aprendiz tem para obter uma aprendizagem significativa. Assim sendo, buscou-se reconhecer como a ferramenta Webquest fornecemeios para um ensino/aprendizagem que objetive a comunicação entre o falante dalíngua estrangeira e seus „novos‟ pares discursivos, em uma sociedade onde nãoexiste limite e nem fronteira que impossibilite essa relação.
  28. 28. 27 CONSIDERAÇÕES FINAIS Após todas as discussões feitas neste trabalho, pode-se perceber que oensino/aprendizagem de LE é de imprescindível importância na formação docidadão, e que a possibilidade de comunicação do aprendiz em outra língua seconfigura um diferencial na sua vida em sociedade e no posicionamento dele nomundo. E que a ferramenta, aqui discutida, fornece meios e possibilidades deaprimoramento do ensino de LE. Fornecendo ao professor a possibilidade de ofertarao aluno atividades que o permitam construir o conhecimento em língua estrangeira,interagindo com materiais autênticos, que o expõe a situações reais de uso dalíngua. Construindo esse conhecimento, também, através da interação com oscolegas. Proporcionando assim, a oportunidade de perceber o outro – seu colega, umfalante nativo, a cultura de cada um deles – e se posicionar no mundo consciente doque acontece ao seu redor. As diferenças que fazem de cada um ser único comexperiências e conhecimento de mundo distintos. Entretanto, após as reflexões feitas neste trabalho, propõe-se também ummaior comprometimento de ambas as partes para a solidificação de umensino/aprendizagem efetivos. O que não exime a escola de participar desseprocesso que é muito mais que: livros, músicas, aulas, momentos isolados deresolução de atividades, professor e aluno. Conscientes de que cada um tem seu papel e que, um não funciona sem ooutro, professor, aluno e escola devem se unir e fazer as escolhas certas para que oobjetivo de proporcionar um ensino formador e efetivar uma aprendizagemsignificativa sejam alcançados ao longo do caminho. E é para esses momentos queas TIC, em especial a Webquest, podem fornecer os subsídios necessários para queeste resultado seja obtido. De forma tal que se perceba o real sentido de ensinarlíngua estrangeira. E é para contribuir nesse processo que foram feitas leituras, análises dessasleituras para propor que no processo de ensino/aprendizagem de LE sejamconsideradas, para a utilização no dia-a-dia da sala de aula, as ferramentastecnológicas, de maneira especial a Webquest para proporcionar ao professor e aoaprendiz experiências reais de uso da língua que se aprende nas aulas de LE.Dessa forma, a formação do cidadão terá uma contribuição significativa do aprender
  29. 29. 28e utilizar uma língua estrangeira. Sendo este o resultado de leituras e reflexões dascontribuições positivas que a ferramenta aqui discutida pode oferecer aoensino/aprendizagem de LE; considera-se que na análise e verificação daspossibilidades que a Webquest, ela fornece opções tanto ao professor quanto aoaprendiz de se beneficiarem com seu uso, na certeza de obtenção de resultadosproveitosos do processo.
  30. 30. 29 REFERÊNCIASBRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Média e Tecnológica.Parâmetros Curriculares Nacionais: Ensino Médio. Brasília: Ministério daEducação, 1999.BRUNNER, Cornelia. TALLY, William. The new media literacy hand book: aneducator’s guide to bringing new media into the classroom. New York- USA:Anchor Books,1999COSTA, Wilze Arena da. PINHEIRO; Mariza Inês da Silva. COSTA; Maria Neuma daSilva. O bibliotecário escolar incentivando a leitura através da Webquest.Perspectivas em Ciência da Informação. 2009. Disponível em:< http://www.scielo.br/pdf/pci/v14n1/v14n1a04.pdf>. Acesso em: 25 ago. 2011.GIL, Antonio Carlos. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. São Paulo. EditoraAtlas, 2002JAMBEIRO, Othon. BOLAÑO, César. BRITTOS, Valério (org.). Comunicação,informação e cultura: dinâmicas globais e estruturas de poder. Salvador:Edufba, 2004.LIMA, Diógenes Cândido de (org.). Ensino aprendizagem de língua inglesa:conversa com especialistas. São Paulo: Parábola Editorial, 2009.MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Técnicas de Pesquisa. SãoPaulo. Editora Atlas, 1990MARQUES, Juracy C. A aula como processo: um programa de auto-ensino. 7 dd.Porto Alegre: Editora Globo, 1983.MORAES, Raquel de Almeida; DIAS, Ângela Correia; FIORENTINI, Leda MariaRangearo. As Tecnologias da Informação e Comunicação na Educação: asperspectivas de Freire e Bakhtin. Disponível em: <http://www.alaic.net/ponencias/UNIrev_Moraes_e_outros.pdf>. Acesso em: 15 mar. 2011.O QUE é WebQuest? Disponível em: <http://www.educared.org/educa/index.cfm?pg=internet_e_cia.informatica_principal&id_inf_escola=233>. Acesso em: 02 ago.2011.PACIEVITCH, Thaís. Infoescola Navegando e aprendendo. Disponível em:<http://www.infoescola.com/informatica/tecnologia-da-infromacao-e-comunicacao/>.Acesso em: 1 maio 2010.PAIVA, Vera Lúcia Menezes de Oliveira e (org.). Práticas de ensino eaprendizagem de inglês com foco na autonomia. 3 ed. Campinas, SP: PontesEditores, 2010.
  31. 31. 30SAMPAIO, Vinicius. Abordagem Comunicativa no Ensino de Língua Inglesa:uma Educação Prática, Integrada e Inclusiva no Brasil.Disponível em: <http://www.webartigos.com/articles/45224/1/Artigo-Cientifico-Abordagem-Comunicativa-no-Ensino-de-LI/pagina1.html#ixzz1DrR4yhSk>. Acessoem: 13 fev. 2011.WEYMAR, Rogério Ramos. Webquest, Blogquest: Ferramentas para PesquisaWeb. Disponível em: <http://www.portalwebquest.net/pdfs/weimar.pdf>. Acesso em:01 set. 2011.

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