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  • 1. 0 UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMPUS XIVCURSO DE LETRAS-LICENCIATURA EM LÍNGUA INGLESA Elcione de Araujo Silva Lima “O USO DO LIVEMOCHA COMO FERRAMENTA DE ENSINO/APRENDIZAGEM PARA AQUISIÇÃO DE L2” Conceição do Coité 2012
  • 2. 1 Elcione de Araujo Silva Lima “O USO DO LIVEMOCHA COMO FERRAMENTA DEENSINO/APRENDIZAGEM PARA AQUISIÇÃO DE L2” Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Departamento de Educação – Campus XIV, da Universidade do Estado da Bahia - UNEB, como requisito avaliativo para obtenção do Grau de Licenciatura em Letras com Habilitação em Língua Inglesa. Orientador: Prof. Emanuel do Rosário Santos Nonato Conceição do Coité 2012
  • 3. 2 Elcione de Araujo Silva Lima “O USO DO LIVEMOCHA COMO FERRAMENTA DEENSINO/APRENDIZAGEM PARA AQUISIÇÃO DE L2” Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Departamento de Educação – Campus XIV, da Universidade do Estado da Bahia - UNEB, como requisito avaliativo para obtenção do Grau de Licenciatura em Letras com Habilitação em Língua Inglesa. BANCA EXAMINADORA _________________________________________ Prof. Orientador: Emanuel do Rosário Santos Nonato _________________________________________ Profª. Neila Maria Oliveira Santana _________________________________________ Prof.ª Mary Valda Souza Sales Conceição do Coité 2012
  • 4. 3Dedico este trabalho a todos os que militam ededicam a sua vida a educação, principalmente aoprofessores de Língua Inglesa que encontrem nestapesquisa uma ferramenta para facilitar oensino/aprendizagem, e porque não dizer, aaquisição de L2.
  • 5. 4 AgradecimentosA Deus, autor da vida e fonte de sabedoria, pelo seu amor imensurável e pelo seucuidado todo especial, em todas as etapas da minha vida. A Ele eu devo minhasaúde e sabedoria, minha vida e tudo que tenho e sou.Aos meus Pais, minhas irmãs e ao meu irmão, meus avós, meus primos e toda afamília por tudo o que fazem por mim, pelo incentivo e disponibilidade, compreensãoe todo o apoio a mim dispensado;Agradeço a meu esposo Jivanildo e a minha Filha Ludmylla que entenderam aspreocupações e urgência da universidade, e souberam o valor que a falta de tempopara eles teriam para a minha formação profissional.A Dindinha Zefa (in memorian) que na sua sabedoria divina, sempre me incentivou air em busca do conhecimento, mostrando que esse é o maior bem que uma pessoapode ter.Ao Professor Emanuel do Rosário Santos Nonato, meu orientador, que com muitasabedoria, interesse, competência e prazer me ajudou a desenvolver este trabalho.Sou grata pelo afeto transmitido, e por que não agradecer pelas brincadeiras econversas descontraídas, processo fundamental para que o trabalho fluísse comresponsabilidade e naturalidade.Aos Professores do Campus XIV, especialmente do curso de Letras com Habilitaçãoem Língua Inglesa, que contribuíram de forma significativa para a minha formaçãopessoal e profissional, e aqueles que nos momentos difíceis, com amizade ecompanheirismo me impulsionou a não desistir desta jornada.Aos professores que passaram pelo nosso curso e se tornaram inesquecíveis:Maiana Rose, Flavia Aninger, Paulo de Tarso, Plínio Oliveira, Rosana Dórea eCristina Carvalho, Luis Roberto Resende, meu carinho e agradecimento. Aosprofessores que permaneceram Irenilza Oliveira, Raulino Batista, Mônica Veloso,
  • 6. 5Neila Santana, Rita Sacramento, Ivana Libertadoira e Fernando Sodré meu muitoobrigado.Aos colegas que com incomparável carinho, ultrapassaram os limites formais de umgrupo com afinidades acadêmicas para se transformar em amigos verdadeiros. Emespecial a minha equipe de trabalho: Evanilson, Jussiara, Mikaely e Marilene quediante dos novos desafios sempre estávamos juntos para aprender com asdificuldades encontradas, e nos alegrar com as vitorias alcançadas.Ao meu Médico Dr. José Coriolano, que com sabedoria divina soube cuidar deminha saúde com eficiência, agilidade e atenção, contribuindo para a minha curafísica.Aos Fisioterapeutas Dr. Sócrates Eduardo, Manásseis Mascarenhas, Sarah Leite,Luziane Simões e Luziane Santos, que com dedicação e persistência me ajudaramna recuperação da cirurgia e me ensinaram recomeçar.Aos amigos, que contribuíram com a minha trajetória, compartilhando asadversidades do dia-a-dia, sorrisos e lágrimas, preocupação e diversão, sem eles avida não teria sentido.A direção e funcionários do departamento, em especial a Henrique Valença, RobertoFreitas, Margarete Simões que tiravam nossas dúvidas e sempre estavam dispostosa nós ajudar, sem esquecer-me de Laerte (nosso motorista), que não mediaesforços pra nos levar a outros espaços de conhecimentos e Dona Lita (nossamaezona) que cuidava da nossa sala como se fosse a extensão de nossas casas.A direção, professores e os alunos do Colégio Estadual Professora OlgarinaPitangueira Pinheiro que contribuíram para que esta pesquisa fosse realizada e aprofessora e colega Dalila Araujo pela sugestão e incentivo para coletar os dadosem sua turma. E a todos que de alguma forma contribuíram significativamente paraa realização deste trabalho.
  • 7. 6O sonho pelo qual eu luto, exige que euinvente em mim a coragem de lutar, ao lado dacoragem de amar. Paulo Freire
  • 8. 7 RESUMOEste trabalho descreve e analisa a inserção de ferramentas telemáticas,principalmente a Internet e a comunidade de idiomas Livemocha noensino/aprendizado de Língua Inglesa e apresenta alguns fundamentos teóricossobre educação e tecnologia e sua contribuição para a aquisição de LI. Tem comoobjetivos verificar a pertinência da adoção da comunidade Livemocha para oensino/aprendizagem de LI e se esta contribui para o aprimoramento dashabilidades necessárias para aquisição de segunda língua. A metodologia édefinida como Estudo de Caso, que com os instrumentos necessários permitiuconhecer o problema, os sujeitos desta pesquisa, suas influências e, a partir daanálise dos dados, os resultados alcançados. Estes resultados mostram que ainserção do Livemocha permitiu a interação com falantes nativos, práticas úteis paraaperfeiçoar as habilidades para aquisição de LI. Esta pesquisa também possibilitouidentificar abordagens estimuladoras, concretas e contextualizadas para que osalunos possam adquirir habilidades para se tornar um ser bilíngue.Palavras-chave: Educação. Tecnologia. Ensino/Aprendizagem de LI. Abordagem deEnsino. Livemocha.
  • 9. 8 ABSTRACTThis paper describes and analyzes the inclusion of telematic tools , mainly theInternet and the language community Livemocha in the process of teaching/learningEnglish Language and it presents some theoretical foundations on educationand technology and their contribution to EL acquisition. It also aims to verify thevalidity of adopting the community Livemocha for teaching / learning of EL andwhether this contributes to the improvement of skills of second languageacquisition. The methodology is defined as a Case Study, and with the usage of thenecessary tools they helped to identify the problem, the subjects of thisresearch, and their influences, from the data analysis, to the resultsachieved. The results show that the insertion of Livemocha allowed students tointeract with native speakers, a useful practice In order to improve the skills for ELacquisition. This paper also enabled the identification of stimulatory, concrete andcontextualized approaches so that students can acquire the skills needed to becomebilingual.Keywords: Education. Technology. Education / Learning LI. Approach to Teaching .Livemocha.
  • 10. 9 SUMÁRIO Páginas1 INTRODUÇÃO 102 A INTERNET E O ENSINO/APRENDIZAGEM DE LÍNGUA INGLESA 122.1Internet 132.2 Internet na sala de aula 162.3 Ensino de L2 192.4 Internet: prós e contra no ensino/aprendizagem de L2 212.5 Comunidade de Idiomas: Livemocha 233 METODOLOGIA 263.1 Fundamentos Epistemológicos 263.2 Método 273.2.1 Do problema 303.2.2 Do Objetivo Geral 303.2.3 Dos Objetivos Específicos 303.2.4 Locus 303.2.5 Sujeitos 313.2.6 Instrumentos 324 ANÁLISE DE DADOS 335 CONSIDERAÇOES FINAIS 44REFERÊNCIAS 46ANEXOS 49
  • 11. 10 INTRODUÇÃO No contexto atual, em que se percebe o desenvolvimento da ciência e datecnologia, é urgente a inserção da Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC)na Educação. É inegável a importância das TIC para todos os setores da sociedade,e principalmente no contexto escolar. Usar ferramentas tecnológicas para facilitar oensino/aprendizado é uma metodologia atual, dinâmica e presente na vida dosalunos. Partindo desse princípio Educação e Tecnologia, percebe-se a necessidadede adotar para as escolas e principalmente para as aulas de Língua Inglesa essasferramentas. A Internet é uma dessas ferramentas que possibilita o acesso àinformação, supera fronteiras, promove a interação de muitas pessoas ao redor domundo. É uma rede com múltiplos recursos, na qual facilita a comunicação e motivapara que a aprendizagem seja mais rápida e significativa. Como a língua predominante na Internet é o inglês, a aprendizagem dessalíngua se torna cada vez mais necessária e também cada vez mais acessível a umgrande número de pessoas. Pois, com os benefícios da Internet o professor podefazer uso dela para criar ambientes de aprendizagem. Nessa perspectiva, muitosteóricos estão escrevendo sobres estes temas, os quais nos dão base teórica paraescrever e pesquisar cada vez mais. Apesar do crescimento exponencial depesquisas sobre Internet nas áreas de Educação e Comunicação, o tema “O uso doLivemocha como ferramenta de ensino/aprenzidagem para aquisição de L2” aindanão se tornou objeto de estudos de pesquisadores brasileiros e essa é uma dasrazões pelas quais foi abordado neste trabalho. O interesse em pesquisar sobre a Internet e posteriormente a comunidadeLivemocha surgiu a partir da necessidade de aprender uma segunda Língua comfalantes nativos de forma prática, dinâmica e sem precisar sair de casa. Essapesquisa apresenta uma geração que interage cotidianamente com a Internet, queconstroem saberes a partir dessas interações, mas que apresentam dificuldadespara se comunicar devido à falta de uma segunda Língua. A comunidade de aprendizado Livemocha é a maior comunidade global on-line para estudantes de idiomas, com lições gratuitas e um número considerável deusuários ao redor do mundo que contribui para a aquisição de um novo idioma. Coma Livemocha, é possível desenvolver as quatro habilidades linguísticas, com
  • 12. 11estratégias que irão ajudar o aprendiz a conduzir conversas em um idiomaestrangeiro. A inserção do Livemocha como uma abordagem complementar ao ensino/aprendizagem de Língua Inglesa no Colégio Estadual Professora OlgarinaPitangueira Pinheiro, pela Professora Dalila Araujo na turma do 2° ano matutino foi ofato que possibilitou essa pesquisa. Diante disso, foi questionado como acomunidade Livemocha impacta na aquisição de Língua Inglesa na turma do 2º anodo ensino médio? Respondendo a esta questão, levam-se em conta os objetivos que verificarama aquisição de Língua Inglesa e o aprimoramento das quatro habilidades a partir dainserção da Internet e da comunidade Livemocha na turma do 2° ano do ensinomédio. Os dados indicam que é possível inserir as ferramentas telemáticas noensino de Língua Inglesa e que, a partir delas, pode-se adquirir as habilidadesnecessárias ao falante de LI, através de interações com falantes nativos e aprodução escrita com feedback de professores. Esta pesquisa está estruturada em três capítulos: capítulo teórico, capítulometodológico e capítulo de análise de dados. No primeiro capítulo aborda-se ocontexto histórico da Internet, a inserção da Internet na sala de aula, o que significaensinar e aprender L2, os prós e contra da Internet no ensino de Língua Inglesa e oque é, e quais as características da comunidade de aprendizagem Livemocha noprocesso de ensino/aprendizagem de LI. No segundo capítulo, o da metodologia foi apresentado uma pesquisa decampo com procedimentos de um Estudo de Caso, visando conhecer a escola, ossujeitos e o problema a ser analisado. Diante disso, foram usados algunsinstrumentos como observação, questionário e entrevista semi-estruturada a fim deconsolidar os dados pesquisados para, no capítulo 4, analisá-los, sistematizando asinformações sobre a interação dos sujeitos com outros usuários do Livemocha eanalisando essa experiência a partir dos questionários e das observaçõesrealizadas. Esta análise permite caracterizar esta comunidade como uma ferramentaatual e importante para a aquisição de Língua Inglesa. Durante a leitura desta monografia o leitor se defrontará com o universo daInternet e suas ferramentas que seduzem uma geração conectada, que diante dodesafio de aprender uma segunda língua desenvolve uma estratégia eficiente eenvolvente, capaz de adentrar ao mundo dos idiomas.
  • 13. 122 A INTERNET E O ENSINO/APRENDIZAGEM DE LÍNGUA INGLESA O contexto histórico da educação mostra que as mudanças no ensino formalforam ocorrendo de forma gradual, de acordo com a realidade e perspectivas dahumanidade para o momento vivido. Novos paradigmas surgiram e impulsionaramas transformações que deveriam ocorrer no processo educativo, em grande parteporque a sociedade e o setor produtivo exigiam tais mudanças. Atualmente, a educação formal defronta-se com um novo desafio: incorporaras Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) para facilitar a inclusão de seusalunos no mundo contemporâneo. As tecnologias possibilitam novas formas deensinar e aprender, proporcionando maior dinamismo e interação no processo deconstrução do conhecimento. Com as TIC foram disponibilizadas diversasferramentas que, gradativamente, estão sendo incorporadas à educação, dentre elasa Internet. A Internet é uma ferramenta com várias estratégias que podem serutilizadas para o ensino/aprendizagem, como o correio eletrônico, asvideoconferências, as comunidades virtuais, dentre outras. A Internet potencializa ainteração social, a capacidade de comunicar-se, o desenvolvimento do pensamentoe o prazer de aprender, na qual a construção coletiva do conhecimento se efetiva,permitindo ainda, acompanhar a aprendizagem do aluno. Assim, como toda ferramenta tecnológica, a Internet tem suas potencialidadese limitações. Portanto, faz se necessário que os professores saibam manipulá-las,conhecendo seus prós e contras, sabendo dominá-la, para depois inovar, inventar,criar atividades, interligar com o conteúdo da maneira adequada, para que a aulaseja dinâmica e o conhecimento proveitoso. Castells (1999, p. 36) menciona que osurgimento de um novo sistema de comunicação global “está mudando e mudarápara sempre nossa cultura atribuindo a tecnologia as mudanças culturais a elaassociada.” Sendo assim, é relevante destacar o aumento do interesse dos alunosquando se deparam com as diversas possibilidades oferecidas pelas TIC. A atençãovoltada as TIC e, principalmente, a Internet levam o educador a explorar e aproveitarao máximo esses recursos. No ensino de língua estrangeira não pode ser diferente. O educador deveconhecer os recursos disponíveis na Internet, lapidá-los e por em prática em sala deaula, para que seus alunos sejam motivados a aprender uma segunda língua,buscando ser autônomos e que cada dia mais aperfeiçoem seu conhecimento. Por
  • 14. 13isso, “é preciso desenvolver dispositivos em que simultaneamente, se ensine e seaprenda” (ALAVA, 2002, p. 203). Assim, se a Internet for usada de maneira específica, os materiais disponíveisvão se tornando mais interessantes, pois ela é um ambiente rico em informações emecanismos que permitem a interação direta, que contribuem para aquisição dalíngua inglesa. À medida que a tecnologia vai se desenvolvendo, as ferramentas daInternet são mais utilizadas: os blogs, os correios eletrônicos, os chats, ascomunidades virtuais, o wiki, assim como alguns programas a exemplo do “ensinode línguas on line” criado por Lefta1, são inseridos na sala de aula, e se, exploradode forma adequada valorizará o ensino/aprendizagem de língua inglesa. Pois, éurgente que se busquem aperfeiçoar cada dia mais as quatro habilidades (listen,speak, read and write) que o aprendiz de língua inglesa deve dominar para quealcance o objetivo principal de quem almeja aprender uma segunda língua que é ainteração social e global.2.1 Internet A Internet é um meio de comunicação que permite a interação de muitos commuitos, em escala mundial. Ela pode ser definida como um sistema global de redesinterconectadas de computadores que transmitem informações através de “nós”. Aconectividade e a flexibilidade da Internet permitem que os usuários desfrutem destatecnologia de maneira diversas, como a web, os correios eletrônicos, os chats, ascomunidades virtuais, os blogs e wiki contribuem para o desenvolvimentoeducacional, intelectual, social e econômico de uma sociedade. Desta maneira “aInternet é um instrumento fundamental para o desenvolvimento do Terceiro Mundo”(CASTELLS, 2000, p. 10). Contudo, qualquer pessoa com conhecimento técnicopode usar a Internet, pois ela incluiu a sociabilidade, diminui distâncias de tempo eespaço, e apresenta um novo suporte para que as pessoas continuem a secomunicar. Segundo Castells (2000) as origens da Internet são encontradas na Arpanet,uma rede de computadores montadas pela Advanced Research Project Agency(ARPA) em Setembro de 1969. A ARPA foi formada em 1958 pelo Departamento de1 Disponível em http://www.leffa.pro.br/elo/index.html
  • 15. 14Defesa dos Estados Unidos com a missão de mobilizar recursos de pesquisas,particularmente do mundo universitário, além de estimular a pesquisa emcomputação interativa. A Arpanet era um pequeno programa que surgiu de um Departamento daARPA, o Information Processing Techniques Office (IPTO). Para montar uma redeinterativa de computadores, a IPTO usou a comutação por pacote, desenvolvida porPaul Baran e Donald Davies que trabalhava no centro de pesquisa Rand Corporatione British National Physical Laboratory. O projeto visava uma comunicação flexível,descentralizada, capaz de resistir a um ataque nuclear. Os primeiros nós foramtestados na University of California in Los Angeles (UCLA) e em Santa Barbara e naUniversidade de Utah. Com dois anos, já havia 15 nós interconectados. A estratégia da ARPA, com sua política de flexibilidade e liberdadeacadêmica, revelou-se correta, pois “forneceu recursos para transformar idéias empesquisas e pesquisas em tecnologias viáveis” (CASTELLS, 2000, p. 23). Em 1972introduziu um novo conceito: uma rede de redes. Para que pudessem se comunicar,as redes de computadores precisavam de um Protocolo de ComunicaçãoPadronizados (TCP), que surgiu em 1973. Depois disso, alguns estudiosos dividiramo TCP em duas partes, acrescentando um protocolo Internet Protocol (IP), geradordo protocolo TCP/ IP, padrão que a Internet continua operando até hoje. A Arpanet passou a ser administrada pela Defense Communication Agency(DCA), pois necessitava de uma rede de comunicação que permitisse aos militaresenvolvidos na Guerra Fria realizar trocas de informações de uma base militar a outraem tempo rápido e de forma segura. A ferramenta inicial da Internet foi o correioeletrônico associado à possibilidade de transferência de arquivos de textos atravésdo acesso remoto. Porém, o Departamento de Defesa, com receio que a Arpanetnão fosse totalmente segura, criou uma rede independente, e retirou-a da operaçãomilitar, liberando-a para pesquisas. A partir de 1990, a Internet foi privatizada e alguns fabricantes decomputadores dos EUA incluíram o TCP/IP nas suas produções. Com isso, amaioria dos computadores tinha capacidade de entrar em rede, lançando asalicerces para a difusão da interconexão, que possibilitou um rápido crescimento daInternet, como uma rede global de redes de computadores, descentralizada, comprotocolos de comunicação abertos. Isso permitiu a expansão de novos nós,facilitando a comunicação. Porém, foi com a criação de sistemas operacionais, e o
  • 16. 15desenvolvimento do World Wide Web (WWW), que reúne informações em forma detexto, imagens, vídeo e som, de forma isolada ou multimídia que a Internet abarcouo mundo. Em 1995, quando a Microsoft descobriu a Internet e começou a usar osoftware Windows 95, os empresários e a sociedade em geral passaram a fazerparte dessa sociedade em rede e aproveitaram as vantagens que a Internet oferece.Dessa maneira estes usuários contribuíram para sua expansão. No entanto, “aInternet não teve origem no mundo dos negócios. Era uma tecnologia ousadademais, um projeto caro demais, e uma iniciativa arriscada demais para serassumida por organização voltada para o lucro” (CASTELLS, 2000, p. 23), Por isso,a Internet se desenvolveu num ambiente seguro, financiado por recursos públicos,com pesquisas voltadas para a missão, mas que não impedia a liberdade deexpressão, nem ideias para a inovação. Sem a contribuição cultural e tecnológicadas redes pioneiras, a Internet não teria expandido tão rapidamente pelo mundo. A história da Internet demonstra que os usuários são os principais produtores,adaptando-a a seus usos e valores, transformando-a. As modificações introduzidassão transmitidas ao mundo em tempo real. Assim o intervalo entre o processo deaprendizagem e produção, é abreviado. Atualmente, ela se tornou uma vantagem,pois permite aos usuários acessar qualquer informação, em qualquer lugar do globo.A Internet mudou a vida e forma de educar e de aprender. Por isso: A história da criação e do desenvolvimento da Internet é a história de uma aventura humana extraordinária. Ela põe em relevo a capacidade que tem as pessoas de transcender metas institucionais, superar barreiras burocráticas e subverter valores estabelecidos no processo de inaugurar um novo mundo. Reforça também a idéia de que a cooperação e a liberdade de informação podem ser mais propicias à inovação do que a competição e os direitos de propriedade (CASTELLS, 2000, p.13). O avanço da Internet é proporcional a sua importância no dia-a-dia daspessoas. Muitas pessoas não conseguem viver sem esta ferramenta, pois ela se fazpresente em muitos setores da sociedade. Por isso que “a Internet é o tecido denossas vidas” (CASTELLS, 2000, p. 7). Sua capacidade de distribuir informação portodo o domínio da atividade humana, com adaptabilidade e flexibilidade, alavancauma nova forma de sociedade: a sociedade em rede: “a formação de redes é umaprática humana muito antiga, mas as redes ganharam vida nova em nosso tempo
  • 17. 16transformando-se em redes de informação energizadas pela Internet” (CASTELLS,2000, p. 7). A Internet é uma tecnologia maleável e suscetível a mudanças. O ser humanomodifica esta rede a partir do seu uso, experimentando-a, transformando-a. Por isso,“a Internet é a expressão de nós mesmos através de um código de comunicaçãoespecífico, que devemos compreender se quisermos mudar nossa realidade”(CASTELLS, 2000, p. 11). A evolução da Internet faz parte da produção humana, que com o propósitode alcançar a liberdade com o poder da informação abre caminhos para as novasdescobertas. E, não foi diferente com a Internet, pois quando não se tem recursonenhum é que as pessoas são obrigadas a inventar, criar soluções. Assim “atecnologia faz parte desse contexto não como algo fora, mas como parte de um todoem que o homem cria, recria e se beneficia da sua própria realização e das demaiscolocadas na sociedade.” (GRINSPUN, 1999 apud COSCARELLI, 2005, p. 19).Mesmo sendo uma criação humana, as tecnologias moldam comportamento, temcaracterísticas próprias, com grande potencialidade e muitas limitações, porém oprofessor precisa conhecer e dominar para usá-lo de modo adequado, como umcomponente da atividade de ensinar e aprender uma língua. A Internet permite que oaluno use a língua alvo para se integrar numa comunidade autêntica de usuários,trocando experiências com pessoas de qualquer parte do mundo em que a línguaque estuda seja usada, de forma consciente e autônoma. Pois “a Internet é, acimade tudo, uma criação cultural”. (CASTELLS, 2000, p. 32).2.2 Internet na sala de aula Todo o processo de educação foca-se na ampliação dos conhecimentos, narelação entre o ensino e a aprendizagem e, principalmente, na formação decidadãos. Desse modo, cada vez mais, procura-se ir além dos métodos tradicionaisde ensino. Entre as atuais possibilidades para a educação está à inclusão daInternet como ferramenta pedagógica na sala de aula, como mais um meio devincular o ensino às ações/relações cotidianas dos alunos. Pois, “a chegada daInternet nos estabelecimentos escolares, assim como seu desenvolvimento noslocais de formação, favoreceu a emergência de novas práticas de aprendizagemautodidatas” (ALAVA, 2002, p. 203). Ao utilizar a Internet na sala de aula, o
  • 18. 17professor instiga seus alunos a um processo de descoberta constante, voltado aosseus interesses e com possibilidades de ampliar a visão que têm do mundo. Logo,os alunos construirão cada vez mais conhecimentos e habilidades. Portanto, “é umalição comprovada da história da tecnologia que os usuários são os principaisprodutores da tecnologia, adaptando-a a seus usos e valores e acabando portransformá-la” (CASTELLS, 2000, p. 28). Entende-se que o uso dessa tecnologia na sala de aula pode fazer o alunoaprender de uma forma mais autônoma, tornando-o também responsável pelo seupróprio conhecimento. Ao tornar-se autônomo, o aluno não necessitaráexclusivamente da interação com o docente para aprender, mesmo que a presençado professor seja extremamente importante quanto à orientação frente ao uso daInternet. Nesse contexto, o professor deverá também mudar a sua forma de agir, ouseja, ele deverá assumir o papel de moderador, consciente de que as tecnologias oauxiliam no processo ensino e aprendizagem. Porém, nada substitui um bomprofessor. O trabalho com a Internet requer conhecimentos básicos em relação a essatecnologia, para que o professor possa tirar o total proveito da rede. Também devemser verificadas as condições técnicas da escola, a infra-estrutura e equipamentospara que os alunos possam acessar a Internet. Sabe-se, quais influências as redesexercem e os benefícios que elas trazem para a sociedade, por isso: “ser excluídosdessas redes é sofrer uma das formas mais danosas de exclusão em nossaeconomia e em nossa cultura” (CASTELLS, 2000, p. 8). Por isso, todas as pessoasbuscam constantemente estar inseridas nessa sociedade da informação. Contudo,sabe-se, que muitas escolas não possuem laboratórios ou acesso à rede. Este,ainda é um problema a ser resolvido, já que todos têm direito a inclusão digital. Por isso, buscando minimizar esse problema, o Ministério de Educação eCultura (MEC) criou o ProInfo: um programa educacional com o objetivo depromover o uso pedagógico da informática na rede pública de educação básica.Este programa leva às escolas computadores, recursos digitais e conteúdoseducacionais. Em contrapartida, estados, Distrito Federal e municípios devemgarantir a estrutura adequada para receber os laboratórios e capacitar oseducadores para uso das máquinas e tecnologias.22 Disponível em<http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=244&Itemid=462>
  • 19. 18 Para que os professores possam garantir um ensino diferenciado aos seusalunos, faz-se necessário que eles participem da formação continuada, com oobjetivo de utilizar a Internet em prol do ensino, transformando-a em uma ferramentadiária de comunicação, pesquisa e interação. Além de aprimorar as suas habilidadescom o uso da rede, o professor deve interagir com outros professores, buscando etrocando informações, para tornar-se um profissional reflexivo, crítico, competente e,acima de tudo, inovador. Com o desenvolvimento da Internet e o crescimento da WWW, um númeroincalculável de home pages tem sido criado e os recursos para a aprendizagem deinglês tornaram cada vez mais diversificados e sofisticados. À medida que atecnologia vai se desenvolvendo, os materiais disponíveis para ser usados na salade aula passam a ser mais interessantes para o ensino de língua inglesa. Ainteratividade proporcionada pela Internet através dos livros didáticos eletrônicosincluindo som e vídeo, comunidades de aprendizagem como o Livemocha,exercícios com feedback online; tarefas interativas são mecanismos que permitem acomunicação do professor com os alunos e destes com outras pessoas, que muitasvezes são de outros países. O uso da Internet no ensino de língua inglesa torna-se um instrumentoprivilegiado para observar as situações reais do uso do idioma, uma vez que grandeparte do que é publicado na rede está em inglês. A Internet possibilita, ainda, acomunicação com falantes de língua inglesa de diferentes partes do mundo. Porém,o uso da web no ensino de L2 não se restringe somente à formação de estruturas ede vocabulário. Em muitas atividades, o aluno pode se deparar com questõesculturais relacionadas aos países falantes desta língua. Portanto, o sistema educacional deve criar condições favoráveis para inserir aInternet como uma ferramenta que facilita o ensino/aprendizagem mais eficaz eproveitoso, aproveitando as informações nela contidas para transformar-las emconhecimentos. Caso contrário, a Internet corre o risco de se juntar aos outros meiosde comunicação que fizeram parte da educação, mas que perderam a oportunidadede renovar o sistema educativo. Pois, “as ferramentas devem ser utilizadas, não pelofascínio do novo, mas pela necessidade de utilizar as melhores ferramentaspossíveis” (ALAVA, 2002, p. 125-126). Porém, em um sistema no qual a tecnologiaassegura a difusão da informação, ensinar deve significar construir o saber, ensinar
  • 20. 19a pensar, e isso só tem sentido se a educação for uma prioridade assumida portodos.2.3 Ensino de L2 O Ensino de Línguas no Brasil tem origem com os Jesuítas quando inseriramna cultura indígena a Língua Portuguesa. A partir de então, outras línguas foramsendo incorporada a Educação Brasileira. Inicialmente o Latim e o Grego, mais tardeo Francês, o Inglês, o Alemão e o Italiano devido aos novos habitantes que o paísacolhia. Cada um trazia um pouco da sua língua e sua cultura. Com o passar do tempo, a Língua Inglesa tornou-se a língua obrigatória a sertrabalhada nas escolas, tanto nas escolas particulares quanto nas públicas. Por isso,introduziu-se o método direto. Leffa (1999) afirma que essa metodologia enfatizava aimportância de se ensinar a língua estrangeira utilizando a própria língua; aseqüência ouvir, falar, ler e escrever; o uso de gravuras e objetos para a explicaçãode palavras desconhecidas, evitando a tradução; a compreensão do aluno dasregras gramaticais pelo uso, e não pela explicação de tais regras; leitura de autoresindicados, e também de manuais, revistas, almanaques e impressos quepossibilitassem ao aluno conhecer o idioma como ele é utilizado no país de origem. Em 1996 foi aprovado no Brasil, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação,que apresentou algumas regras para a educação. Com isto na LDB, (BRASIL, 1996)no Art. 26 e § 5º reforçou a necessidade de uma língua estrangeira nas escolasbrasileira, no ensino fundamental: "Na parte diversificada do currículo será incluído,obrigatoriamente, a partir da quinta série, o ensino de pelo menos uma línguaestrangeira moderna, cuja escolha ficará a cargo da comunidade escolar, dentro daspossibilidades da instituição”, e no ensino médio: a lei dispõe que "será incluída umalíngua estrangeira moderna, como disciplina obrigatória, escolhida pela comunidadeescolar, e uma segunda, em caráter optativo, dentro das disponibilidades dainstituição" (Art.36, Inciso III). Assim toda escola teria que incluir no seu currículouma língua estrangeira. Como o capitalismo ainda é dominante, e os Estados Unidos uma potênciamundial, os gestores da educação optaram por adotar a Língua Inglesa para ocurrículo escolar. Pois “o interesse de vários países em promover o ensino desse
  • 21. 20idioma é uma forma de se ter acesso à ciência e à tecnologia ocidental, ao comércioe ao turismo internacional e à ajuda militar e econômica” (PAIVA,1996, p. 10). Porém, foi com os Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua EstrangeiraPCN-LE que o ensino de língua Inglesa passou a ser valorizado no Brasil. Pois, “aaprendizagem de Língua Estrangeira é uma possibilidade de aumentar aautopercepção do aluno como ser humano e como cidadão” (BRASIL, 1999, p.15).Assim, docentes e discentes de L2 devem reconhecer que o aprendizado de uma oumais línguas lhe possibilita o acesso a bens culturais da humanidade construídos emoutras partes do mundo, sem esquecer os seus. Focando na aprendizagem e desenvolvimento do aluno, os PCN-LEcorroboram para que alunos e professores identifiquem no universo que o cerca aslínguas estrangeiras que cooperam nos sistemas de comunicação, percebendo-secomo parte integrante de um mundo plurilíngüe, além de compreender o papelhegemônico que algumas línguas desempenham. Permite também que os alunosvivenciem uma experiência de comunicação humana, pelo uso de uma línguaestrangeira, refletindo sobre os costumes ou maneiras de agir e interagir e as visõesdo seu próprio mundo, possibilitando maior entendimento de um mundo plural e deseu próprio papel como cidadão do seu país e do mundo. Conhecer o mundo nunca foi tão importante, e o Governo Federal atento atais necessidades propõe um ensino de LE mais voltado à comunicação econtextualização de conteúdos. Por isso, muitas escolas trabalham com aabordagem comunicativa, na qual valoriza o sentido, o significado de uma língua,bem como a interação entre os sujeitos que estão aprendendo uma nova língua.Como afirma Celani (1997) em uma entrevista sobre o ensino de Língua Inglesa: “Alíngua confere uma formação global ao indivíduo”. Assim a sociedade brasileirareconhece um valor educacional formativo na experiência de aprender outraslínguas na escola e admite esse bem cultural ao garantir de alguma forma apresença da disciplina Língua Estrangeira no currículo. Ela é “a língua do poder, doprogresso e do prestígio” (PAIVA, 1996, p. 11). Como o objetivo de muitas pessoas é ter “poder”, a Língua Inglesa é a LínguaEstrangeira que tem maior facilidade de ser adotada para o ensino de L2 no Brasil eem outros países cujos falantes não tem a língua inglesa como língua alvo. Contudo,as condições das escolas públicas, a falta de professores, de materiais adequados,
  • 22. 21além de salas de aulas super lotadas, e com o número de aulas reduzidas, muitasvezes, inviabilizam o ensino de L2. Entretanto, os PCN-LE (BRASIL, 1999) surgiram numa época em que omundo se comunica com a velocidade da Internet e do telefone celular, e onde oacesso aos mais diversos meios de comunicação se democratiza e faz com quepessoas das mais diversas regiões do país, e das mais variadas camadas sociais,busquem está inserido e atualizado sobre o que acontece ao seu redor. Essafacilidade contribui para que o ensino/aprendizagem de L2 seja repensado, e queatravés das ferramentas tecnológicas esse processo seja mais significativo.2.4 Internet: prós e contra no ensino/aprendizagem de L2 A evolução do homem é caracterizada pelo desenvolvimento de instrumentoscada vez mais sofisticados. Na medida em que esses instrumentos são difundidosna sociedade, seu domínio torna-se necessário por um segmento cada vez maior dapopulação, como foi, por exemplo, o caso do livro, no fim do Século XV, e comocertamente é o caso do computador, neste início do Século XXI. As mudanças na forma de apresentação do livro e de textos seguiram asevoluções de cada época. Chartier cita que esse foi um processo fundamental enecessário para a história do livro: do pergaminho para o códice, do códice ao livroimpresso e do livro impresso ao livro digital. Por isso, “a obra não é jamais a mesmaquando inscrita em formas distintas, ela carrega a cada vez, um outro significado”(CHARTIER, 1999 p.71). Assim, a interação entre texto/leitor é influenciada pelosuporte textual que varia em função de sua forma de difusão e da percepçãoindividual do texto no ato da leitura. Os meios de comunicação estão surgindo com a capacidade de interaçãoentre os produtores de informações e o público. Nos blogs, por exemplo,disponibiliza o espaço para que os usuários postem, em uma velocidadeincomparável. A aprendizagem através desses recursos é natural e espontânea,pois podem selecionar os materiais e escolher os caminhos de acordo cominteresses e motivação de cada um. A aprendizagem se dá através de descobertasindividuais, de solução de problemas, de tentativas diversas, do fazer e refazer, deacordo com o ritmo de cada um. Mas a Internet não é apenas um local para seresolver problemas. É um local para apresentar novas ideias, experimentar, criar.
  • 23. 22 Desse modo, o uso da Internet no ensino de língua inglesa desenvolve aaceitação de diferentes maneiras de expressão e comportamento, viabilizando aoensino a relação íntima entre a língua, cultura e sociedade. Pois “Inglês é umalíngua sem fronteiras” (PAIVA, 1996, p. 10). Contudo, o desenvolvimento datecnologia permite o barateamento dos meios de produção e aumentam aspossibilidades que as pessoas têm de se apoderarem destes meios. Nestes termos,é dever do professor aprender técnicas de produção, usar a Internet não mais comoadversária e sim como parceira, identificar os benefícios e os malefícios, avaliando-apara “dar aos jovens a capacidade de se apoderarem dos meios de comunicação egaranti lhes autonomia” (COSCARELLI, 2005, p. 28). Os jovens lidam com aparatosmodernos com extrema desenvoltura, porem é necessário usar com consciênciacrítica. Assim, é relevante afirmar que: Formar alunos conhecedores dos meios de comunicação a ponto de poder interferir nos produtos oferecidos pelos veículos é um objetivo que devemos perseguir diariamente no processo escolar. E ainda, formar cidadãos que passam criar seus próprios veículos dentro dos meios de comunicação existentes é essencial para a evolução da sociedade como um todo. (SILVA, 2008, p. 27). As novas tecnologias não substituem o professor, mas ampliam seu papel,tornando-o mais importante. Os professores e alunos deverão saber lidar com aInternet, compreendendo e produzindo. O desafio, para o professor, será “encontrarnovas maneiras de utilizar esses recursos tecnológicos para o benefício daaprendizagem” (CELANI, 1997, p. 161). A máquina pode ser uma excelenteaplicadora de métodos, mas o professor precisa ser mais do que isso. Para usar amáquina com eficiência, ele precisa ser justamente aquilo que a máquina não é, ouseja, crítico, criativo e comprometido com a educação. Pois, o conhecimento éconstruído pelo indivíduo através de ações no mundo. Quando a Internet é usada, é impossível prever todas as conexões que oaluno fará através das inúmeras possibilidades que esta lhes possibilita. As pessoase os conhecimentos estão inseridos em um emaranhado de informações. Ao ensinaros alunos a buscar e processar informações armazenadas na Internet, os docentescontribuem para formar cidadãos responsáveis pela construção de seuconhecimento e preparados para a aprendizagem ao longo da vida. De sua casa, oudo laboratório de sua escola, o estudante pode acessar bibliotecas em várias partesdo mundo, assistir vídeos, participar de diversos cursos online, comunidades de
  • 24. 23aprendizagem e, ainda, acessar um imenso mar de recursos para desenvolver asvárias habilidades envolvidas na aprendizagem de Língua inglesa. Entretanto, deve-se ter cautela ao usar a Internet, pois os pontos positivostrazem também os pontos negativos, como: o excesso de informações, muitas vezesnão confiáveis; a ausência de atualizações de algumas páginas, muitos conteúdossão anônimos e outros estão em construção, além do desgaste quando os alunospermanecem muito tempo em frente ao computador para escolher as informaçõesnecessárias relacionadas ao seu objetivo. Por isso, ensinar utilizando a Internetexige atenção do professor, diante de tantas possibilidades de busca, a próprianavegação se torna mais sedutora do que o necessário trabalho de interpretação.Os alunos tendem a dispersar-se diante de tantas conexões possíveis, pois navegare descobrir coisas novas são mais atraentes do que analisá-las, separá-las o que érealmente essencial. Percebe-se que a motivação mediada pela Internet contribui para oensino/aprendizagem de L2. Pois aumenta o interesse dos alunos pelas aulas, pelapesquisa, pelos projetos. São novas possibilidades que permite o acesso àinformação e à produção do saber. Por isso, professores e alunos devem estar seatualizando, sempre que necessário, para que a disciplina de Língua Inglesa sejaimportante e significativa, no contexto escolar e social.2.5 Comunidade de Idiomas: Livemocha A rede social Livemocha é uma comunidade criada em Seattle nos EstadosUnidos, em 24 de setembro de 2007. A rede disponibiliza atualmente 35 idiomas equalquer pessoa pode participar desta comunidade. Acessando essa comunidade osusuários podem aprender uma ou mais línguas através de lições audiovisuais,feedback de outros usuários, dentre outras atividades proposta por essa rede como:leitura, escrita, gramática, vocabulário, compreensão e expressão oral. A Livemocha é baseada no conceito de colaboração e põe em contatoaqueles que querem aprender com os nativos de cada idioma ou falantes de umasegunda língua. Para quem precisa, ou quer, se aperfeiçoar em outro idioma essacomunidade permite que as quatro habilidades sejam exploradas. A maioria dos cursos é gratuito, mas existem opções pagas (Active Course)para alguns cursos, nas quais o usuário conta com recursos adicionais, como tutores
  • 25. 24oficiais, possibilidade de download de arquivos e textos que explicam a gramática dalíngua estudada. Além disso, o Livemocha traz todas as outras características de uma redesocial convencional, aos moldes do Orkut. Isso permite que os usuários encontreminternautas nativos em outros idiomas, independente de sua língua de origem. Apossibilidade de conhecer pessoas com interesses comuns e o intercâmbio culturalfazem do Livemocha uma plataforma de aprendizagem muito rica para aqueles quedesejam dar os primeiros passos em uma nova língua. A partir de sua páginapessoal, você tem acesso a todas as informações atuais dos cursos, amigos, tarefase uma lista das atividades recentes de amigos, além de muito mais. Em 2009, com mais de 2 milhões de usuários, a rede se destacou comoiniciativa na web e chamou a atenção da Pearson, editora multinacional deeducação. Em março deste mesmo ano, foi anunciada uma parceria paradesenvolver, na plataforma Mocha, um novo sistema de aprendizado de inglêscompletamente baseado na conversação. Sob os termos do acordo, Livemocha ePearson iriam construir uma série de cursos em Inglês com conversação on-line:Conteúdo de aprendizagem de Inglês da Pearson foram integrado com a abordageminovadora de colaboração para a aprendizagem de línguas do Livemocha, queintegra a prática de uma língua estrangeira com falantes nativos. Outras parceriastambém apoiaram Livemocha como Collins e Abril Editora. Segundo Moran (2004, p.36) “Em relação aos produtores e criadores demídias, é legítima a preocupação manifestada por educadores que juntam educaçãoe comunicação: preocupam-se excessivamente com os meios e esquecem-se dasmediações culturais e educacionais”. É importante lembrar, no entanto, queconforme explicitado em Moran (2004, p. 12): “as tecnologias não são boas ou másem si, podem trazer grandes contribuições para a educação, se forem usadasadequadamente, ou apenas fornecer um revestimento moderno a um ensino antigoe inadequado”. A possibilidade de diálogos a distâncias entre indivíduos geograficamentedispersos pode ainda favorecer a criação coletiva. Cada sujeito pode expressar eproduzir saberes, contribuindo e construindo comunicação e conhecimentocoletivamente. No lugar de apenas receber a informação, o aluno tem a experiênciada participação na elaboração do conteúdo da comunicação e na criação deconhecimento. E essa criação atualiza-se por causa da interatividade, que segundo
  • 26. 25Belloni (2003, p. 59): “contribui para sustentar a idéia de que educar significapreparar para a participação cidadã, e que esta pode ser experimentada na sala deaula interativa, não mais centrada na separação da emissão e recepção”. Portanto, desde o lançamento em 2007 até os dias atuais, a comunidadeLivemocha cresceu e são mais de 11 milhões de associados em 190 países,sublinhando uma forte demanda por uma abordagem envolvente e colaborativa paraaprendizagem de línguas. Essa comunidade também contrata os melhores usuáriospara serem tutores on-line para os cursos pagos. A seleção é feita dentro da própriaplataforma e os estudantes que tiverem melhor desempenho na correção deexercícios em sua língua nativa podem ser contratados mediante pagamento desalário. Esta comunidade é diferenciada das outras redes sociais como o Orkut,Facebook, MSN, pois além de possuir as ferramentas que estes possuem, aexemplo de bate-papo, atualização de status, postagem de fotos e outras atividades,o Livemocha tem uma ferramenta principal que é o ensino/aprendizagem de línguas.Essa singularidade demonstra que o Livemocha não é apenas uma rede social, masum método de ensino/aprendizagem à distância, autônomo, além de integrar aparticipação de pessoas do mundo inteiro, que estão conectadas diariamente àInternet. Para Castells (1999): As redes interativas de computadores estão crescendo exponencialmente, criando novas formas e canais de comunicação, moldando a vida e, ao mesmo tempo, sendo moldadas por ela. (p.22). Assim, a comunidade Livemocha continua a crescer com o objetivo de criarum mundo no qual cada ser humano autônomo é fluente em vários idiomas,modificando e deixando ser modificado, pelo ambiente que vive, pelas comunidadesque participam e pelas redes que acessam.
  • 27. 263 METODOLOGIA3.1 Fundamentos epistemológicos O homem vive buscando um sentido para a vida. Responder perguntas,resolver problemas, criar objetos para facilitar as ações cotidianas, além deinterpretar a si mesmo e ao mundo em que se vive é a condição para a suaexistência. Desta maneira, o ser humano evoluiu para a busca de respostas atravésde caminhos que pudessem ser comprovados, nos quais pudesse refletir sobre asexperiências e transmiti-las a outros. A necessidade de saber o porquê dosacontecimentos foi o impulso para a evolução do homem e o surgimento da ciência.Segundo Cervo e Bervian (2002, p. 16): A ciência é um modo de compreender e analisar o mundo empírico, envolvendo o conjunto de procedimentos e a busca do conhecimento científico através do uso da consciência crítica que levará o pesquisador a distinguir o essencial do superficial e o principal do secundário. Por isso, a ciência é constituída pela observação sistemática dos fatos; porintermédio da análise e da experimentação, extraindo resultados que passam a seravaliados universalmente, esses resultados denominam-se conhecimento. SegundoOliveira Netto (2006, p.03) existem alguns tipos de conhecimento que interferem nasdecisões da vida diária do homem, são eles: conhecimento popular, científico,filosófico, religioso, artístico e técnico. Neste trabalho aborda-se apenas o conhecimento científico que“é aquele resultante da investigação metódica, sistemática da realidade, pelatranscrição de fatos e fenômenos em si mesmos e analisando-os a fim de descobrirsuas causas e concluir sobre as leis gerais que os governam” (OLIVEIRA NETTO,2006, p.04). Nunca se tinha visto tanto avanço na ciência como no século XX. Não foramapenas as descobertas científicas que se aceleram, os equipamentos tornaram-secada vez mais poderosos e sofisticados, obtendo-se resultados muitas vezesinesperados. A ciência no século XX também foi transformada pelo desenvolvimentode sua tecnologia que facilitou a pesquisa em muitas áreas. Porém, é preciso citarque a ciência do século XXI está cada dia se renovando, permitindo que muitascoisas possam ser descobertas ou modificadas. Assim a ciência e a tecnologia são
  • 28. 27os pilares fundamentais para atender aos objetivos de aumento e melhoria doconhecimento humano. Contudo, o conhecimento científico é produto resultante da investigaçãocientífica, que surge da vontade de fornecer explicações que possam ser testadas ecriticadas através de fundamentos mais sólidos, provas empíricas e da discussãointersubjetiva. É, portanto: um compromisso ético de fidelidade e coerência teórico- metodológica ante o objeto, para evitar o perigo de se transformar o método científico em uma maneira de se justificar posições incompatíveis com o fato empírico observado, não uma isenção absoluta ante o objeto, uma anulação da subjetividade do pesquisador, uma abstração de si mesmo, um esvaziamento (NONATO, 2006, p. 127). Como a ciência é um processo em construção, e a pesquisa uma atividadevoltada para a solução de problemas, faz-se necessário que pesquisadoresbusquem cada dia mais, conhecer, investigar e analisar fatos para produzirconhecimento, pois, segundo Nonato (2006, p. 127) "o eu do sujeito pesquisador seconstrói na pesquisa, no diálogo da pesquisa, na interação com os outros sujeitos ecom ela interage”. Segundo Demo (2000, p. 161), “o trabalho científico leva o aluno a aprendermelhor e a tornar-se um profissional capaz de usar a pesquisa como processopermanente de aprender, de renovar sua competência”. Por isso, o incentivo apesquisa deve ser uma prática constante na universidade e em qualquer setor dasociedade.3.2 Método Este trabalho está fundamentado em uma pesquisa descritiva em que sebusca analisar e interpretar como se deu o processo de ensino/aprendizagem com ouso da Internet e do Livemocha. Para isso, adota-se a pesquisa de campo comobjetivos descritivos usando os procedimentos de um estudo de caso que buscajustamente entender o fenômeno dentro do seu contexto e na sua complexidade,para obter informações sobre o ensino de língua Inglesa e o auxílio da ferramentaInternet, principalmente o uso da comunidade de aprendizado de línguas no mundo:“Livemocha”.
  • 29. 28 Este trabalho foi realizado a partir de uma revisão de literatura para afundamentação teórica. Alguns autores como Alava (2002), Castells (1999, 2000),Celani (1997), Coscarelli (2003, 2005), Freire (2008), Leffa (2011), Moita Lopes(1996), Moran (2004, 2011), Paiva (1996) e Silva (2003) embasaram e definiramesta pesquisa. Segundo Lakatos e Marconi (2003) sua finalidade é colocar opesquisador em contato direto com tudo o que foi escrito, dito ou filmado sobre oassunto, inclusive conferências seguidas de debates que tenham sido transcritos poralguma forma, quer publicadas, quer gravadas. O material já publicado permitiu quetoda a fundamentação fosse elaborada e desenvolvida para que este trabalho serealizasse. Pois, segundo Nonato (2006, p. 127) A pesquisa é entendida como uma tomada de posição ante a realidade, um posicionar-se frente ao mundo e, como tal, um ato pleno de subjetividade no âmbito dessa “duplicidade imanente da pesquisa: a objetividade dialética do fato estudado e a subjetividade dialógica da análise procedida”. Posteriormente, para que esta pesquisa fosse realizada optou-se por aplicarum Estudo de Caso, que segundo Yin (2005) representa uma investigação empíricae compreende um método abrangente, com a lógica do planejamento, da coleta e daanálise de dados. Pode incluir tanto estudos de caso único quanto de múltiplos,assim como abordagens quantitativas e qualitativas de pesquisa. Portanto, por meiodo estudo do caso o que se pretende é investigar, como uma unidade, ascaracterísticas importantes para o objeto de estudo da pesquisa. Yin (2005) afirma também que o estudo de caso representa a estratégiapreferida quando se colocam as questões do tipo “como” e “porque”, quando opesquisador tem pouco controle sobre os acontecimentos e quando o foco seencontra em fenômenos contemporâneos inseridos em algum contexto da vida reale como estratégia de pesquisa o Estudo de Caso contribui com o conhecimentosobre os fenômenos individuais, organizacionais, sociais, políticos e de outrosgrupos. Por isso, foi necessário conhecer as metodologias de ensino da ProfessoraDalila Araujo nas turmas de Língua Inglesa do ensino médio, sendo viável optar pelaforma de aprendizagem a partir da comunidade Livemocha, bem como conhecer osalunos que participaram desta comunidade. A observação, os questionários e aentrevista semi-estruturada foram os métodos de pesquisa que contribuíram para arealização deste trabalho.
  • 30. 29 A observação é considerada como principal método de investigação, já quepossibilita um contato maior entre o pesquisador e o objeto de pesquisa. Atravésdela é possível coletar informações e ter impressões sobre o tema estudado deacordo com a visão do observador e do observado. Entretanto essa colocação nãoimpede que esta técnica de coleta de dados seja associada a outras como arealização de entrevistas e a aplicação de questionários para que haja umenriquecimento do trabalho de pesquisa. Para interrogar os indivíduos que compôs esta pesquisa, uma dasabordagens usadas consistiu em preparar um questionário sobre o tema, comperguntas escolhidas em que responderiam o problema especificado anteriormente.O questionário é em um instrumento privilegiado de sondagem, por isso deve serobjetivo, limitado em extensão. Por isso o passo seguinte foi à aplicação dosquestionários, e com estes a comparação das atividades propostas e realizadas noLivemocha A realização de entrevistas, juntamente com a observação é um instrumentoimportante para a coleta de dados, a entrevista possibilita a interação entreentrevistado e entrevistador. A liberdade no percurso de sua realização é um pontomarcante nas entrevistas semi-estruturadas, não sendo obrigatório oacompanhamento de um roteiro rígido, tornando possível às duas partes fazerinferências ou esclarecimentos. Como afirma Ludke: [...] É importante atentar para o caráter de interação que permeia a entrevista. Mais que os outros métodos de pesquisa, que em geral estabelecem uma relação hierárquica entre o pesquisador e o pesquisado, como na observação unidirecional, na entrevista a relação que se cria é de interação, havendo uma atmosfera de influência recíproca entre quem pergunta e quem responde (LUDKE, 1986, p.33). Por isso, esses métodos permitiram que esta pesquisa fosse realizada e osresultados apreciados e analisados. Com a colaboração da Professora de LínguaInglesa Dalila Oliveira de Araujo e os alunos da turma do 2º ano de Ensino Médio-matutino do Colégio Estadual Professora Olgarina Pitangueira pretende-se observarse estas ferramentas potencializam o ensino/aprendizado de língua Inglesa,utilizando as quatro habilidades e se elas auxiliam para que as aulas sejam maisdinâmicas e participativas, já que o Livemocha permite a comunicação com falantes
  • 31. 30nativos, exercícios com feedback, jogos e bate-papos que possibilitam que aaprendizagem seja concreta, e a aquisição de L2 comprovada.3.2.1 Do problema Com a Internet, o acesso ao ensino/aprendizagem de LI está cada dia maisfácil. Os sites, as comunidades virtuais e alguns programas de Língua lnglesa sãoferramentas que possibilitam a aquisição e aprendizagem autônoma de segundaLíngua. Mas, como a comunidade Livemocha impacta na aquisição de LínguaInglesa na turma do 2º ano do ensino médio?3.2.2 Do Objetivo Geral Pode se afirmar que o objetivo geral deste trabalho é verificar a aquisição deLíngua Inglesa, com o aprimoramento das quatro habilidades a partir da inserção daInternet e da comunidade Livemocha na turma do 2° ano do ensino médio. Visandocomprovar que é possível inserir as ferramentas telemáticas no ensino de LI e que apartir delas, pode-se adquirir as habilidades necessária ao falante de LI, através deinterações com falantes nativos e a produção escrita com feedback de professores.Esse objetivo contempla a capacitação da compreensão oral, escrita e gramatical.3.2.3 Dos Objetivos Específicos Listando os objetivos específicos pretende-se analisar a importância daInternet no ensino de L2, bem como as vantagens de trabalhar com o Livemocha nasala de aula ou nas atividades extracurriculares. A partir do Livemocha é necessárioconhecer como foi a participação dos alunos na comunidade e quais as experiênciasde aprendizagem em relação às atividades individuais e a interação com os falantesnativos, observando também o nível de aprendizagem e quais as perspectivasfuturas em relação à aquisição da língua.3.2.4 Locus O locus desta pesquisa é o Colégio Estadual Professora Olgarina PitangueiraPinheiro. Ele foi escolhido em função de possibilitar a aquisição de LI através dacomunidade Livemocha, além de criar um ambiente propício ao estudo: ascaracterísticas institucionais e pedagógicas da escola permitem aulas diversificadas,e como o Livemocha é uma atividade extraclasse e muitos dos alunos participaram,
  • 32. 31eliminam a necessidade de estudo experimental, na medida em que não se precisoucriar a situação necessária à pesquisa-ação, mas utilizou a realidade concreta dossujeitos. Esta escola está localizada na Rua Maximiliano Madureira, n° 291, centro,Conceição do Coité/Bahia. O CEPOPP tem aproximadamente mil (1000) alunos,oriundos da zona rural e da sede do município, que estudam no Ensino Médio, EJAe PROJOVEM durante os três turnos. Com vinte e quatro (24) professoresgraduados e/ou com especialização, atuando cada um na sua área de formação. A proposta curricular do colégio visa uma política de igualdade que incide emtrocas de conhecimento entre o educador e o educando, numa ação compartilhadaque mobiliza afetos, emoções, cognições e habilidades intelectuais para aprender eensinar conteúdos curriculares e condições básicas para o exercício da cidadania. Observando as relações interpessoais entre corpo administrativo, professorese alunos na escola, percebe-se que é uma convivência agradável, porém aparticipação da comunidade educativa e da família dos alunos ainda é pequena. 3.2.5 Sujeitos Os sujeitos dessa pesquisa são os alunos do segundo ano do Ensino Médiodo turno matutino da referida escola e a professora de Língua Inglesa Dalila Oliveirade Araujo. Como o 2° ano era uma turma atenta, que participava de todas as atividadessugeridas, e faziam os trabalhos com muita responsabilidade, organização e porquenão dizer perfeição, a professora se sentiu empolgada e decidiu fazer atividadesextraclasses, dentro das possibilidades dos alunos, já que todos tinham acesso àInternet e passavam a maior parte do tempo acessando. Esta para facilitar aaprendizagem de LI de forma dinâmica e atual, sugeriu que os alunos criassem umaconta no Livemocha e participassem das atividades propostas pela comunidade.Como forma de avaliação os alunos enviavam via e-mail à professora que lhesdavam um feedback. O objetivo da professora era que essa turma tivesse contato com falantesnativos, além de fazer atividades como forma de diversão, unindo Internet (passa-tempo) e aprendizagem de LI. Por opção da pesquisadora, os sujeitos da pesquisa foram apenas os alunosque participaram da comunidade. Por isso que esta turma foi escolhida e na análise
  • 33. 32de dados serão exemplificados quais os objetivos foram alcançados e os pontospositivos e negativos dessa abordagem.3.2.6 Instrumentos Essa pesquisa buscou aferir no ambiente escolar como se dão as práticas deensino/aprendizagem de L2 mediante a análise dos documentos pedagógicos queconstituem o arcabouço de sustentação da prática pedagógica da instituição. Poroutro lado, foram aplicados 36 questionários: um a docente e 35 aos discentes, como intuito de perceber quais os resultados do uso da comunidade de aprendizagemnesta turma. Segundo LAVILLE & DIONNE, 1999 (apud NONATO2006): Para coletar informações a propósito de fenômenos humanos, o pesquisador pode, segundo a natureza do fenômeno e a de suas preocupações de pesquisa, ou consultar documentos sobre a questão, ou encontrar essa informação observando o próprio fenômeno, ou ainda interrogar pessoas que o conhecem. (p. 137) Contudo, optou-se também pelo método de observação, tanto no dia em quefoi aplicado o questionário na sala de aula, quanto na comunidade de aprendizagemLivemocha, pois esta possibilita visualizar as ações que os alunos realizaram e quaisatividades cada usuário participou. “Usada como o principal método de investigação ou associada a outras técnicas de coleta, a observação possibilita um contato pessoal e estreito do pesquisador com o fenômeno pesquisado, o que representa uma série de vantagens”. (LÜDKE E ANDRÉ, 1986, p. 26) As observações foram muito importantes para esta pesquisa, pois muitasvezes o que os alunos falaram não estava exposto nos questionários, e asatividades realizadas na comunidade demonstraram a participação dos alunos e emquais atividades e a concretização do saber. Pois a mesma revela o nível deaprendizagem em cada exercício, com percentagem de acertos e erros, além deapresentar o nível no curso básico completo de cada usuário. Além disso, para dar sustentação a este trabalho, foi elaborada umaentrevista semi-estruturada a ser realizada com a Professora Dalila Araújo paracoletar informações exposto nesta pesquisa.
  • 34. 334 ANÁLISE DE DADOS Esta análise é fundamentada na metodologia descrita no capítulo anterior, osdados constantes desta pesquisa são submetidos à análise, embasado nospressupostos teóricos levantados no primeiro capítulo deste trabalho. Do ponto devista do procedimento de análise, os dados obtidos na pesquisa de campo foraminterpretados segundo o embasamento teórico apresentada neste trabalho, com oobjetivo de demonstrar e sustentar as conclusões que se extraem deste estudo. Por isso, ao longo deste capítulo, podem-se perceber as características dossujeitos envolvidos, visando confirmar ou refutar o problema em questão, analisandocomo a comunidade Livemocha impacta na aquisição de Língua Inglesa na turma do2º ano do ensino médio. Assim, optou-se por analisar primeiro o questionário da professora e emseguida dos estudantes. A primeira questão citada abaixo investiga os métodos utilizados na sala deaula. 1. Quais os métodos que você usa para facilitar o ensino/aprendizagem de L2? “Além do material didático utilizo vídeos, músicas, áudios de textos e para motivar o aprendizado autônomo à comunidade de idioma Livemocha ”. Essa resposta demonstra que a professora utiliza métodos diversificados,para ter aulas dinâmicas e envolventes, além de motivá-los com metodologias queestão presentes no dia a dia, a exemplo das tecnologias de informação ecomunicação que facilita o ensino/aprendizado de LI. Pois, ao utilizar as TIC na salade aula, o professor instiga seus alunos a descobrir informações novas quecontribuem para a sua formação constante, a qual possibilita ampliar a visão queeles têm do mundo. A próxima questão proposta foi: 2. Porque você adotou a comunidadeLivemocha como uma ferramenta para aquisição de Língua Inglesa? “Por que acredito que as horas de aula de LI são pouco suficientes para o aprendizado/comunicação em Língua Inglesa”. A inserção do Livemocha como ferramenta de aprendizagem, representa umaestratégia adotada para motivar os alunos a aprenderem fora da sala de aula,
  • 35. 34mostrando que é possível aprender línguas de forma autônoma e dinâmica. Por isso,ao optar pela comunidade Livemocha a professora facilita a inclusão de seus alunosno mundo contemporâneo, além de oferecer novas formas de aprender,proporcionando maior dinamismo e autonomia no processo de construção doconhecimento. As perguntas seguintes questionam sobre o Livemocha e o seu aprendizado.3. Há quanto tempo você participa da comunidade de aprendizagem Livemocha?Por quê? “Há mais de três anos, com o objetivo de aprimorar/melhorar a comunicação e o vocabulário em Língua Inglesa”.4. Qual a importância do Livemocha para a sua aquisição de L2? “Através do Livemocha pude melhorar bastante o inglês através dos recursos como: vocabulário, áudio e as 4 habilidades”. Estes dados revelam que a professora busca atualizar-se, para melhorar ashabilidades que um falante de LI necessita, além de conhecer novos métodos quepoderão contribuir para a aquisição de L2 por seus alunos. Por isso, ela não paroude usar essa comunidade, pois a interação com falantes nativos permite oaprimoramento cada vez maior de seu conhecimento e habilidades comunicativas eainda possibilita que ela use o que sabe para ajudar quem ainda está aprendendo. A aprendizagem através dessa comunidade é fácil e espontânea, pois cadapessoa pode selecionar os caminhos que irá trilhar de acordo com seu interesse emotivação. A aprendizagem se dá através de descobertas individuais, de solução deproblemas, dos erros e acertos, de acordo com a evolução de cada um. Portanto, como foi citado anteriormente, faz se necessário que os professoressaibam usar as ferramentas, conhecendo seus prós e contras, para depois inserir nasala de aula com propostas e espaços para inovar, inventar, criar atividades,interligar com o conteúdo da maneira adequada, visando uma aula dinâmica e oconhecimento proveitoso. A última pergunta deste questionário, respondido pela professora, visaconhecer os pontos positivos e /ou negativos alcançados com o Livemocha.5. Com a inserção do Livemocha nas aulas de Língua Inglesa, o que mudou? “Com a inserção do Livemocha, uma percentagem considerável dos alunos motivou-se pela aprendizagem do inglês e com a utilização dos recursos eles começaram a
  • 36. 35 desenvolver o idioma e acredito que eles continuem praticando fora da sala de aula e consigam desenvolver a comunicação na Língua Inglesa”. Essa resposta indica que a inserção do Livemocha foi uma metodologiaapropriada para a necessidade dos alunos, a partir do ponto de vista da docente,pois nesta era de globalização o uso das ferramentas telemáticas como método deensino/aprendizagem vem confirmar que ensino e tecnologia estão interligados, eque as potencialidades das TIC contribuem para que novos saberes sejamalcançados, de maneira que o computador, a Internet, e muitos softwares ehardwares estão substituindo os materiais didáticos tradicionais, como o giz, a lousa,o livro, etc. Porém, as TIC não substituem o professor, mas facilitam suas aulas, pois asferramentas telemáticas se transformam em abordagens que contribuem para oensino de L2, além de ampliar o papel do professor na educação e na sociedade,como um profissional aberto as novas formas de ensinar e aprender, buscandoinformações em diversos meios, adotando metodologias que estão presentes nocotidiano dos alunos, porém com responsabilidade, consciência e autonomia. A primeira questão respondida pelos alunos serviu para selecionar o públicoalvo, a amostragem, confirmando se todos participaram da comunidade em questão.1. Você participou da comunidade Livemocha? Todos os trinta e cinco (35)alunos dessa turma responderam que Sim. Gráfico 1: Você participou da comunidade Livemocha?
  • 37. 36 Esta questão representa o público alvo desse trabalho já que o objetivo destapesquisa é conhecer os alunos que usam o Livemocha como ferramenta deaprendizagem. Todos os alunos dessa turma participaram desta comunidade, porémmuitos alunos foram motivados porque a professora sugeriu atividades que seriamavaliadas quantitativamente na sala de aula. As comunidades virtuais estão influenciando e modificando as formas derelação social, por isso que a professora adotou esse método. A comunidadeLivemocha foi uma maneira positiva de incentivá-los a aprender uma segunda línguade forma atual, dinâmica e autônoma. Na questão 2. Qual seu o nível de participação da comunidade Livemocha?Analisando o questionário em relação ao nível de participação na comunidade, três(03) pessoas responderam ótimo, dezenove (19) bom, onze (11) regular e duas (02)ruim, conforme pode ser visto no gráfico 2. Gráfico 2: Qual seu nível de participação na comunidade Livemocha? Este dado reflete que a maioria dos entrevistados foram motivados por essametodologia de ensino/aprendizagem. Os alunos avaliam seu conhecimento comoproveitoso, afirmando que a comunidade Livemocha contribuiu para a elevação donível em relação à Língua Inglesa. Ao observar o gráfico percebe-se que o númerode alunos que optaram por bom equivale a 55% dos alunos, refletindo que estemétodo foi satisfatório. Pois o surgimento das comunidades virtuais reflete não
  • 38. 37somente características humanas como a necessidade de agremiação e o espíritode grupo, que as pessoas já experimentam no mundo real, mas também o desejodas pessoas de se libertarem do modelo de passividade reforçado pelo rádio e pelatelevisão. As pessoas querem participar ativamente, opinar, contribuir. Por isso, esteresultado foi significativo e proveitoso para o ensino/aprendizagem de L2. Expondo a pergunta seguinte: 3. Quais atividades você participou? Asrespostas foram diversas em relação às atividades realizadas: sete (07) pessoasparticiparam de todas as atividades proposta que eram: listening, speaking, reading,writing e bate-papo, seis pessoas (06) realizaram 4 atividades, oito (08) alunos três 3atividades,cinco pessoas (05) realizaram somente 2 atividades, e nove (09) pessoasfizeram apenas uma atividade que foi proposta. esses dados estão exposto nográfico abaixo. Gráfico 3: Quais atividades (listening, writing, speaking, reading and bate-papo) você participou? Esse gráfico representa como os alunos participaram da comunidade e quaisatividades eles mais se identificaram, além de responder o interesse destes emrelação à Internet, pois mesmo acessando uma comunidade de aprendizagem, amaioria das pessoas optou pelo bate-papo, pois a interação com outras pessoas deoutras cidades ou países facilita a aprendizagem e contribui para que a aquisiçãoseja efetiva.
  • 39. 38 Segundo Castells: “A integração, no mesmo sistema, das modalidadesescrita, oral e audiovisual, interagindo a partir de pontos múltiplos, no tempoescolhido, em rede global, muda de forma fundamental o caráter da comunicação”(2002, p. 414). A aprendizagem através desses recursos é natural, pois cada um podeselecionar as atividades que mais se identificam e praticá-las segundo o seuinteresse. Assim, o Livemocha é uma ferramenta diária de comunicação, interação epesquisa, na qual os usuários aproveitam as informações nela contidas paratransformá-las em conhecimentos. Quando perguntados sobre a questão 4. As atividades que você fez nestacomunidade foram? As respostas foram importantes e significativas: dezessete (17)alunos responderam que foram ótimo as atividades realizadas no Livemocha, quinze(15) bom e três (03) regular, apresentadas no gráfico a seguir: Gráfico 4: As atividades que você fez nesta comunidade foram: Esses dados representam que muitos alunos gostaram de participar dacomunidade Livemocha, pois apenas três alunos disseram ser regular, enquanto queo resto da turma aprovou a comunidade como boa ou ótima, comprovando que aaprendizagem de L2 pode ser interessante com os meios tecnológicos. As comunidades virtuais apresentam características marcantes como àcolaboração, a autoria, a interatividade e a conectividade que seduz os usuáriospara o acesso diário e a participação efetiva. As comunidades virtuais de
  • 40. 39aprendizagem apresentam um novo suporte para que as pessoas continuem a secomunicar, mas que de forma concreta ensinem e aprendam outras línguas. Também foi questionado o nível de aquisição depois do Livemocha naquestão 5. Depois do Livemocha sua aquisição em relação à Língua Inglesa é: nove(09) pessoas disseram que seus desempenhos foram ótimo, dezenove (19) alunosafirmaram que foram bons, e 07 regular, como aponta o gráfico. Gráfico 5: Depois do Livemocha sua aquisição em relação à Língua Inglesa é: Essa resposta demonstra que a comunidade de idiomas foi muito importantepara os alunos. Considera-se que o Livemocha permite que a aquisição de L2 sejaconstante, fazendo com que as habilidades sejam aperfeiçoadas, e o conhecimentoestimulado. Ao ensinar os alunos a buscar e processar informações armazenadasna Internet e nas comunidades de aprendizado, os docentes contribuem para formarcidadãos responsáveis pela construção de seu conhecimento e preparados para aaprendizagem ao longo da vida. Esta comunidade permite que o aluno use a línguaalvo para se integrar numa comunidade autêntica de usuários, trocando experiênciascom pessoas de qualquer parte do mundo que buscam aprender uma segundalíngua. A conectividade e a flexibilidade da Internet permitem que os usuáriosdesfrutem desta tecnologia de maneira diversas: as quatro habilidades podem seraprimoradas e o conhecimento adquirido. Já na questão seguinte foi investigada a comunicação com falantes nativos delíngua Inglesa. 6. Você se comunicou com falantes nativos em Língua Inglesa?
  • 41. 40Dezenove (19) pessoas disseram que bateram papo com nativos e 16 disseram quenão. Podendo ser observado no gráfico a seguir. Gráfico 6: Você se comunicou com falantes nativos em Língua Inglesa? Esse dado é bastante significativo, pois a interação com nativos é o fatorprincipal dessa comunidade. Como todos sabem que o objetivo de quem participa éaprender, não tem espaço para a insegurança e a falta de motivação, pois falaringlês com alguém que sabe e está disposto a ensinar é o diferencial destacomunidade, e por isso que o número de usuários cresce constantemente. Porém, não se pode desconsiderar o número de usuários que não usou obate papo. Alguns disseram que o motivo foi devido à falta de interesse delesmesmos e outros porque ficaram com receio de falar errado. Muitas vezes a nãotentativa impede que haja abertura para a interação e isso prejudica a aquisição e oconhecimento de LI. Por isso, é necessário lembrar que o homem cria, recria e sebeneficia de suas próprias invenções e das demais colocadas na sociedade, e porisso que as pessoas devem aproveitar as vantagens que os meios telemáticosproporcionam, bem como o Livemocha. A questão seguinte foi: 7. Os usuários e a professora corrigiram as suasatividades? Como todas as atividades poderiam ser enviadas para outros participantes dacomunidade corrigir, e também a professora Dalila solicitou que todos os alunosenviassem as atividades para que ela fizesse a correção. Essa questão verificou se
  • 42. 41as atividades foram corrigidas? E por quê? Oito (08) alunos disseram enviaram paraque os aprendizes de inglês como L2 que participam da comunidade corrigissem eos demais apenas para a professora. Gráfico 7: Os usuários e a professora corrigiram as suas atividades? Todas as atividades enviadas aos usuários da comunidade foram corrigidas,bem como as pronuncias, a escrita e a fluência na língua. Estes usuários deixaramum feedback das atividades, incentivando-os a continuar participando dacomunidade para aprender cada dia mais. Essa atividade avaliativa representa umfator importante, pois os alunos recebem o feedback e corrige os erros de formaespontânea, usando os pontos positivos para aperfeiçoar seu conhecimento a partirda participação na comunidade. Os demais alunos disseram que só enviou para aprofessora, na qual corrigiu todas as atividades, avaliando-os. Essa forma de avaliação sugere o Livemocha como uma abordagem quepode ser adotada para a sala de aula, pois esta comunidade está entre as atuaispossibilidades para que a educação e tecnologia andem juntas, pois à inclusão doLivemocha é um meio de vincular o ensino às ações/relações cotidianas dos alunos. Finalizando e avaliando o interesse dos alunos em relação a continuar usandoa comunidade sem a cobrança da professora. 8. Você vai continuar participando dacomunidade? Quatro (04) alunos disseram que não, e trinta e um (31) disseram queirão continuar.
  • 43. 42 Indagados o porquê dessa decisão, os alunos que não querem participarresponderam que por falta de tempo e outro porque o idioma falado é o inglêsamericano e ele prefere o inglês britânico. Porém, os que responderam que sim,enfatizaram a importância da comunidade para aquisição de L2, afirmando que éuma prática necessária para aprender uma segunda Língua, sendo uma maneirafácil, dinâmica e eficiente para aprimorar o inglês. Gráfico 8: Você vai continuar participando da comunidade? Esses dados comprovaram que o ensino de LI, com o auxílio da ferramentaLivemocha, contribue de forma significativa para o ensino/aprendizagem de línguas.Portanto, a participação na comunidade e a interação com pessoas de diversoslugares, outras culturas, melhora o desempenho em relação à língua, pois estecontato com nativos facilita a aprendizagem, além de ser uma maneira divertida deaprender inglês, que impulsiona os alunos a não desistirem da comunidade. Como foi citado no primeiro capítulo, a possibilidade de conhecer pessoascom interesses comuns e o intercâmbio cultural fazem do Livemocha umaplataforma de aprendizagem muito rica para aqueles que desejam dar os primeirospassos em uma nova língua. As ferramentas da Internet potencializam a interaçãosocial, a capacidade de comunicar-se, o desenvolvimento do pensamento e o prazerde aprender, permitindo ainda acompanhar a aprendizagem do aluno.
  • 44. 43 Portanto, esses dados comprovam que a comunidade de aprendizagemLivemocha é uma ferramenta fundamental para o ensino/aprendizagem de L2 epode ser adotava como uma abordagem de ensino por todos os professores de LIque desejam ter aulas dinâmicas, com interação e comunicação, além de trabalharcom as ações diárias dos alunos, no qual aprendem com suas práticas.
  • 45. 445 CONSIDERACÕES FINAIS Este estudo é de fundamental importância para o ensino/aprendizagem deLíngua Inglesa, na medida em que tratou das metodologias aplicadas no ensino deL2 na turma do 2° ano matutino do ensino médio da escola CEPOPP, verificando ouso do Livemocha como ferramenta de aprendizagem e constatando a eficiênciadessa comunidade para a aquisição de Língua Inglesa. Considerando os problemas no ensino de Língua Inglesa nas escolaspúblicas, vale salientar que a inserção da comunidade Livemocha foi umaabordagem positiva que a professora usou para motivar os alunos a se interessarempor uma segunda língua, incentivando-os a usar uma rede social para aprender, comobjetivos de adquirir as quatro habilidades que o falante de LI precisa, para maistarde se comunicar em outras línguas. Este trabalho configurou-se como pesquisa qualitativa que permitiu oconhecimento aproximado da realidade investigada. O desafio desta pesquisa eraconhecer a comunidade Livemocha e o seu impacto na aquisição de LI. Observandoos objetivos traçados, percebe-se que é possível inserir ferramentas tecnológicascomo abordagem de ensino, bem como comprovou que o uso do Livemochacontribuiu para o aprimoramento das quatro habilidades necessárias ao falante deLI, permitindo que os alunos compreendam a oralidade, a escrita, e posteriormente,seja um ser bilíngue. Com os resultados deste trabalho, conclui-se que a comunidade Livemocha éuma ferramenta adequada para a aquisição de L2, pois todas as atividades expostasna comunidade são pontos positivos que facilitam o ensino/aprendizagem eestimulam a comunicação e interação. Vale ressaltar que é necessário, em etapas posteriores, retomar estapesquisa em um plano mais profundo no que tange às implicações colaterais do usodo Livemocha, pois essa amostra foi rápida e sucinta apenas para mostrar queexiste essa abordagem nessa escola e a importância dessa metodologia para oensino de Língua Inglesa. O descompasso entre o semestre letivo da universidade (UNEB) e o anoletivo nas escolas públicas de ensino médio prejudicou o ritmo desta pesquisaempírica, pois não houve tempo para comparar a aquisição de LI dos alunos que
  • 46. 45participam dessa comunidade com os que não participam e, ainda, realizar estapesquisa em outras salas e outras escolas, o que permitiria um trabalho de talhocontrastivo galgado em um campo empírico mais largo para subsidiar a discussãoda temática. Entretanto, esta pesquisa foi satisfatória e acredita-se que poderá contribuirpara que reflexões futuras sobre a temática proposta, além de sugerir umaabordagem prática e atual, que dialoga com o universo em que os alunos estãoinseridos, caracterizado pela colaboração e conectividade, no intuito de otimizar aapreensão do conteúdo e aprendizagem de L2.
  • 47. 46REFERÊNCIASALAVA, Séraphin (org). O Ciberespaço e formações abertas: rumo a novaspráticas educacionais. Tradução de Fátima Murad. São Paulo: Artmed, 2002.ALMEIDA FILHO, José Carlos P. Dimensões Comunicativas no Ensino deLínguas. 2ed. Campinas: Pontes, 2000.ALVES, Lynn e NOVA, Cristiane. Educação a distância: uma nova concepção deaprendizado e interatividade. São Paulo: Futura, 2003BRASIL, Governo Federal. Lei de diretrizes e bases da educação nacional. Lei n°9.394/96. Brasília: Governo Federal, 1996BRASIL, “LEI n.º 9394, de 20.12.96, Estabelece as diretrizes e bases da educaçãonacional. Disponível em: < http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/ldb.pdf>. Acessoem: 20 jul. 2011.BRASIL, Ministério da Educação, Secretaria de Educação Média e Tecnológica.Parâmetros Curriculares Nacionais, Códigos e suas Tecnologias. LínguaEstrangeira Moderna. Brasília: MEC, 1999.BELLONI, Maria Luiza. Educação à distância. Campinas: Autores Associados,1999.CASTELLS, M. A Sociedade em Rede. São Paulo: Paz e Terra, 1999.CASTELLS, Manuel. A galáxia da Internet: reflexões sobre a Internet, osnegócios e a sociedade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed.,2000.CHARTIER, Roger. A aventura do livro: do leitor ao navegador; conversaçõescom Jean Lebrun. São Paulo: UNESP/IMESP, 1999. 159 p. (Prismas) Resenhadopor: Mariângela Pisoni Zanaga. Disponível em:<http://www.ccuec.unicamp.br/revista/infotec/artigos/mariangela2.html>. Acesso em:30 ago. 2011.CELANI Antonieta. Entrevista sobre o ensino de Língua Estrangeira. Disponívelem: <http://revistaescola.abril.com.br/lingua-estrangeira/fundamentos/nao-ha-receita-ensino-lingua-estrangeira-450870.shtml>. Acesso em 02 ago. 2011.CELANI, Maria Antonieta Alba. Ensino das línguas estrangeiras: olhando para ofuturo. In: ______, (org.). Ensino de segunda língua: redescobrindo as origens.São Paulo: EDUC, 1997.COSCARELLI, Carla Viana (Org.). Novas tecnologias, novos textos, novasformas de pensar. 3 ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2003.COSCARELLI, Carla Viana; RIBEIRO, Ana Elisa (Orgs.). Letramento Digital:aspectos sociais e possibilidades pedagógicas. Belo Horizonte: Ceale; Autêntica,2005.
  • 48. 47DESLANDES, Suely Ferreira(org). Pesquisa Social: teoria, método e criatividade.30. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2011, p.79-107.FREIRE, Wendel (Org.). Tecnologia e educação: as mídias na pratica docente. Riode Janeiro: Wak Ed.,2008 .FREIRE, P. Pedagogia da Autonomia: saberes necessário a prática educativa. SãoPaulo: Paz e Terra, 1996.GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 3. ed. São Paulo: Atlas,1994.KOCHE, José Carlos. Fundamentos da Metodologia Científica: Teoria da Ciênciae Prática da Pesquisa. Petrópolis, RJ: Vozes, 1997.LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de metodologiacientífica. 5.ed. São Paulo: Atlas, 2003LEFFA, V. J. O ensino de línguas estrangeiras no contexto nacional. ContexturasAPLIESP, n. 4, p. 13-24, 1999. Disponível em: <http:// www.leffa.pro.br>. Acessoem: 03 ago. 2011.LIVEMOCHA and Pearson Announce Partnership for Online LanguageLearning. Disponível em <http://www.livemocha.com/pages/pr/03102009> Acessoem: 15 dez. 2011LÜDKE, M.; ANDRÉ, M. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. 8ª Ed.São Paulo: E.P.U, 1986.MOITA LOPES, L.P. da. Oficina de lingüística aplicada: a natureza social eeducacional dos processos de ensino/aprendizagem de línguas. Campinas, SP:Mercado de Letras, 1996.MOITA LOPES, Luis Paulo. A nova ordem mundial, os Parâmetros CurricularesNacionais e o ensino de inglês no Brasil. A base intelectual para uma ação política.In: BARBARA, Leila; RAMOS, Rosinda de Castro Guerra. Reflexão e ações noensino-aprendizagem de línguas. São Paulo: Mercado de Letras. 2003, p. 31.MORAN, José Manuel; MASETTO, Marcos T.; BEHRENS, Marilda Aparecida.Novas tecnologias e mediação tecnológica. Campinas: Papirus, 2004.MORAN, José Manuel. Como utilizar a Internet na educação. Disponível em:<http://www.scielo.br/pdf/ci/v26n2/v26n2-5.pdf>. Acesso em: 25 jul. 2011.MORAN, José Manuel. Novas tecnologias e o re-encantamento do mundo.Tecnologia Educacional. Rio de Janeiro, vol. 23, n.126, setembro-outubro 1995, p.24-26. Disponível em: < http://www.eca.usp.br/prof/moran/novtec.htm>. Acesso em:25 jul. 2011.
  • 49. 48OLIVEIRA NETTO, Alvim Antônio de. Metodologia da Pesquisa Científica: GuiaPrático para Apresentação de Trabalhos Acadêmicos. 2° ed. Florianópolis, VisualBooks, 2006.PAIVA, V.L.M.O. Ensino de língua inglesa: reflexões e experiências. Campinas,SP: Pontes; Minas Gerais: Departamento de Letras anglo Germanicas- UFMG, 1996.PAIVA, V. L. M. O. As letras na Internet. Cadernos de Pesquisa do NAPq. BeloHorizonte: Fale, UFMG, n. 35, maio de 1997.SILVA. Ezequiel Teodoro da et al (coord.). A leitura nos oceanos da Internet. SãoPaulo: Cortez, 2003Video explicativo sobre o que é Livemocha. Disponível em<http://link.brightcove.com/services/player/bcpid980795693?bctid=120509636>Acesso em: 10 Nov. 2011YIN, Robert K. Estudo de caso: planejamento e métodos. Tradução de DanielGrassi. 3. ed. Porto Alegre: Bookman, 2005. ANEXOS UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB
  • 50. 49 DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMPUS XI CURSO DE LETRAS-LICENCIATURA EM LINGUA INGLESA Questionário para os AlunosNome: ____________________________________________________ 1. Você participou da comunidade Livimocha? ( ) SIM ( ) NÃO 2. Qual seu o nível de participação da comunidade Livimocha? ( ) PÉSSIMO ( ) RUIM ( ) REGULAR ( ) BOM ( ) ÓTIMO 3. Quais atividades você participou? ( ) Writing ( ) Listening ( ) Reading ( ) Speaking ( ) Bate-papo 4. As atividades que você fez nesta comunidade foram: ( ) PÉSSIMO ( ) RUIM ( ) REGULAR ( ) BOM ( ) ÓTIMO 5. Depois do Livemocha sua aquisição em relação à Língua Inglesa é: ( ) PÉSSIMO ( ) RUIM ( ) REGULAR ( ) BOM ( ) ÓTIMO 6. Você se comunicou com falantes nativos em Língua Inglesa? ( ) SIM ( ) NÃO - Por quê? ___________________________________________________________ ___________________________________________________ 7. Os professores corrigiram as suas atividades? ( ) SIM ( ) NÃO - Por quê ___________________________________________________________ ___________________________________________________ 8. Você vai continuar participando da comunidade? ( ) SIM - Por quê? ( ) NÃO - Por quê? ___________________________________________________________ ________________________________________________ UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMPUS XI CURSO DE LETRAS-LICENCIATURA EM LINGUA INGLESA
  • 51. 50 Questionário para a Professora Nome______________________________________________2. Quais os métodos que você usa para facilitar o ensino/aprendizagem de L2? ___________________________________________________________ ___________________________________________________________ ___________________________________________________________ ________________________________________3. Porque você adotou a comunidade Livemocha como uma ferramenta para aquisição de Língua Inglesa? ___________________________________________________________ ___________________________________________________________ ___________________________________________________________ ________________________________________4. Há quanto tempo você participa da comunidade de aprendizagem Livemocha? Por quê? __________________________________ ___________________________________________________________ ___________________________________________________________ ____________________________________________5. Qual a importância do Livemocha para a sua aquisição de L2? ___________________________________________________________ ___________________________________________________________ _______________________________________________6. Com a inserção do Livemocha nas aulas de Língua Inglesa, o que mudou? ___________________________________________________________ ___________________________________________________________ ___________________________________________________________ ___________________________________________

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