UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEBDEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMPUS XIVCOLEGIADO DE LETRAS INGLÊSMARIA ANGÉLICA DE JES...
MARIA ANGÉLICA DE JESUS MORAES SILVAO USO DO LÚDICO COMO ESTRATÉGIA DE DESENVOLVIMENTO DASINTELIGÊNCIAS MÚLTIPLASMonografi...
Dedico este trabalho especialmente a minha família, toda minha turma, emespecial a Paulo Cristiano e Leidiane Maia.Sabemos...
AGRADECIMENTOComeço agradecendo a Deus, nosso Pai, por tudo que fez e faz por mim.Pelo Seu amor incondicional.À minha quer...
A tarefa do professor: mostrar a frutinha. Comê-las diante dosolhos dos alunos. Provocar a fome. Erotizar os olhos, fazê-l...
LISTA DE ABREVIATURASLI - Língua InglesaLE - Língua EstrangeiraPCN’s - Parâmetros Curriculares NacionaisIM - Inteligências...
SUMÁRIOINTRODUÇÃO............................................................................................................
RESUMODiscorre-se neste trabalho o uso da Ludicidade para desenvolver as InteligênciasMúltiplas dos educandos. Levando-see...
ABSTRACTThis text is about using the Playfulness to develop the multiple intelligences ofstudents. Taking into considerati...
10INTRODUÇÃONenhum ser humano é igual ao outro, eles podem ter competências iguais,mas cada ser utiliza da sua maneira. E ...
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121 LÍNGUA INGLESA, LÚDICO E AS INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLASAo se tratar do ensino da Língua Inglesa (LI) percebe-se que, apesa...
13lúdico, através dos jogos e brincadeiras, associado ao desenvolvimento dasinteligências múltiplas uma porta de entrada p...
14Leffa (2011) relata que ensinar inglês já é uma tarefa difícil, contudo ensinar aLI em escolas públicas brasileiras se t...
15“Em outras palavras o que estou chamando de “World English” é fruto danova realidade engendrada pelo fenômeno que conhec...
16Em suma, para que os educandos tenham este tipo de opinião sobre a LI, éexigível que o professor tenha um olhar múltiplo...
17Como a realidade do jogo ultrapassa a esfera da vida humana, éimpossível que tenha seu fundamento em qualquer elementora...
18trabalha como motivadora na percepção e na construção de estratégias deraciocínio, além de ser uma forma de aprendizagem...
19desenvolvidas. Nas quais, os permite serem mais livres de regras e normas. Nãoque o lúdico não possua regras, mas suas r...
20alma e a inteligência [...], uma criança que não sabe brincar, será um adulto que nãosaberá pensar”, Château, (1987, p.1...
21emprega e sim pela qualidade dos jogos que se preocupou empesquisar e selecionar. (ANTUNES, 1998, p. 87)1.3 As Inteligên...
22objetos de minhas intuições a um tratamento sério, rigoroso, masnunca desprezá-los.A aplicação das inteligências múltipl...
23cada inteligência e algumas atividades lúdicas propostas para se trabalhar em salade aula, objetivando o desenvolvimento...
24Relacionado à introspecção e ascapacidades de autorreflexão. Preferênciaem trabalhar sozinho.What’s the mistake; spider ...
25a procura de métodos que possibilitem suprir as necessidades atuais de alunos eprofessores é tão importante e urgente. O...
26Neste contexto, a Teoria das IM, de Howard Gardner, apresenta subsídiospara que o professor conheça qual das suas inteli...
272 METODOLOGIAEste capítulo aborda a metodologia empregada na pesquisa da presentemonografia.Partiu-se então para desenvo...
282.1 Os sujeitos e lócus da pesquisaNa realização desta pesquisa, foram escolhidos cinco professores licenciadosno ensino...
292.2 A técnica para obtenção dos dadosPara que se obtivesse os resultados, mostrou-se necessário a utilização dequestioná...
303 ANÁLISE DOS DADOSNeste capítulo serão abordados os resultados da pesquisa realizada atravésdos questionários. A partir...
31aumentasse. Casos como estes, são tão frequentes, quanto preocupantes, pois setem um déficit de qualidade de ensino na á...
32serão os resultados. Os professores forma questionados sobre sua crença emrelação a trabalhar a inteligência aliada à lu...
33Sem dúvida a ludicidade deve estar aliada e respeitar o fator inteligênciamúltipla, pois assim atinge de forma satisfató...
34CONSIDERAÇÕES FINAISNesta pesquisa procuramos dar enfoque ao uso da ludicidade como um meiode desenvolver as Inteligênci...
35Refletindo-se por este viés, ao final desta pesquisa conclui-se que osobjetivos foram alcançados, de maneira satisfatóri...
36REFERÊNCIASALVES, Rubem. Cenas da Vida. 3 ed. Campinas: Papirus/ Speculum, 1997.ANTUNES, Celso. Jogos para estimulação d...
37LEFFA, Vilson J. Criação de bodes, carnavalização e cumplicidade.Considerações sobre o fracasso da LE na escola pública....
38APÊNDICEQuestionário avaliativo para docentes de LI1 De acordo com Johan Huizinga (2000), “[...] é no jogo e pelo jogo q...
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O uso do lúdico como estratégia de desenvolvimento das inteligências múltiplas maria angélica d

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O uso do lúdico como estratégia de desenvolvimento das inteligências múltiplas maria angélica d

  1. 1. UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEBDEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMPUS XIVCOLEGIADO DE LETRAS INGLÊSMARIA ANGÉLICA DE JESUS MORAES SILVAO USO DO LÚDICO COMO ESTRATÉGIA DE DESENVOLVIMENTO DASINTELIGÊNCIAS MÚLTIPLASCONCEIÇÃO DO COITÉ2012
  2. 2. MARIA ANGÉLICA DE JESUS MORAES SILVAO USO DO LÚDICO COMO ESTRATÉGIA DE DESENVOLVIMENTO DASINTELIGÊNCIAS MÚLTIPLASMonografia apresentada a Coordenação doColegiado de Letras, Departamento de Educação,Campus XIV da Universidade do Estado da Bahia,como requisito para a obtenção do titulo deLicenciatura em Letras com Inglês.Professora orientadora: Monica VelosoCONCEIÇÃO DO COITÉ2012
  3. 3. Dedico este trabalho especialmente a minha família, toda minha turma, emespecial a Paulo Cristiano e Leidiane Maia.Sabemos que passamos por momentos de muitas frustrações e decepções,mas nada se compara a felicidade que existiu e existirá em nossos corações.
  4. 4. AGRADECIMENTOComeço agradecendo a Deus, nosso Pai, por tudo que fez e faz por mim.Pelo Seu amor incondicional.À minha querida família, razão da minha existência, pelo carinho e apoio detodas as horas.Não poderia deixar de agradecer de coração a meu amado esposo ErnandesLopes pela paciência e compreensão e incentivo que sempre me proporcionoudurante todo este árduo período. Agradeço pelo amor e atenção que sempre tevecomigo.Lembro aqui a pessoa de João Neto, meu amado colega. Talvez, se nãofosse por ele me avisar, não estaria neste momento concluindo esta graduação.A Professora Maiana Rose, que com seu carisma e autoestima soubeinfluenciar-nos da melhor forma possível. Da mesma forma que Neila Santana soubenos orientar brilhantemente no caminho da pesquisa e redação dos trabalhosacadêmicos.Como esquecer o carinho com que Letícia Teles desenvolve seu trabalho. Ésuma professora digna de admiração por sua meiguice e simplicidade.E em especial a minha professora orientadora que, como bem cita umamúsica, “entrou de gaiata no navio”, e mesmo assim soube conduzir com umaeficiência magistral. E pela paciência que teve em auxiliar-me nesses últimossemestres.Obrigada Mônica Veloso por seu carinho e eficiência nas orientações. Tenhaa certeza que sempre estará em minha memória como uma professora de qualidadee não de quantidade, aquela que é tia, psicóloga, intelectual, mãe, e acima de tudoamiga dos alunos.Finalizo agradecendo a todos que, direta ou indiretamente, influenciaram naminha vida acadêmica, particularmente a minha turma 2009.1.A todos, meu muitíssimo obrigado!
  5. 5. A tarefa do professor: mostrar a frutinha. Comê-las diante dosolhos dos alunos. Provocar a fome. Erotizar os olhos, fazê-losbabar de desejo. Acordar a inteligência adormecida. Aí acabeça fica grávida: engordar com ideias. E quando a cabeçaengravida não há nada que cegue o corpo.(ALVES)
  6. 6. LISTA DE ABREVIATURASLI - Língua InglesaLE - Língua EstrangeiraPCN’s - Parâmetros Curriculares NacionaisIM - Inteligências Múltiplas
  7. 7. SUMÁRIOINTRODUÇÃO..........................................................................................................101 LÍNGUA INGLESA, LÚDICO E AS MÚLTIPLAS INTELIGÊNCIAS......................121.1 Inglês como língua internacional..........................................................................131.2 Ludicidade e Língua Inglesa................................................................................161.2.1 Cuidado e planejamento dos jogos educativos.................................................201.3 A teoria das Múltiplas Inteligências e a Ludicidade no âmbito escolar................212 METODOLOGIA.....................................................................................................272.1 Os sujeitos e lócus da pesquisa...........................................................................282.2 A técnica utilizada para obtenção dos dados.......................................................293 ANÁLISE DOS DADOS.........................................................................................30CONSIDERAÇÕES FINAIS......................................................................................34REFERÊNCIAS........................................................................................................36APÊNDICE: Questionário avaliativo para docentes de LI........................................38
  8. 8. RESUMODiscorre-se neste trabalho o uso da Ludicidade para desenvolver as InteligênciasMúltiplas dos educandos. Levando-seem consideração que cada indivíduo possuisuas competências, habilidades, estilos e estratégias para viver em sociedade. Oque não difere quando se trata do ensino de Língua Inglesa. Para tanto, o professorde Língua Inglesa é um dos pontos chaves para um melhor ensinar e um melhoraprender. Neste trabalho aborda-se o ensino de Língua Inglesa, focando o uso dejogos educativos aliados ao desenvolvimento das inteligências múltiplas, tendo emvista que toda pessoa utiliza de jogos e brincadeiras como forma de crescimentofísico e intelectual para a vida social. Para se obter o resultado desta pesquisa,utilizou-se da pesquisa descritiva, numa abordagem qualitativa, com a utilização dequestionários, os quais foram endereçados a professores de Língua Inglesa, quepossibilitou afirmar que o jogo sendo utilizado de forma educativa e com objetivosclaros podem proporcionar o desenvolvimento das inteligências dos estudantes.Palavras chaves: Ludicidade. Professor de Língua Inglesa. InteligênciasMúltiplas
  9. 9. ABSTRACTThis text is about using the Playfulness to develop the multiple intelligences ofstudents. Taking into consideration that each individual has their skills, abilities,styles and strategies to live in society. This is not different when it comes to teachingEnglish Language. To this finality, the teacher of English Language is one of the keysto a better teaching and better learning. This work addresses the teaching of Englishlanguage, focusing on the use of educational games together with the developmentof multiple intelligences, in order that everyone uses games and play as a form ofphysical and intellectual growth for social life. To obtain the result of this research, weused the descriptive, a qualitative approach with the use of questionnaires, whichwere addressed to teachers of English language, that made possible to consider thatif the game being used in an educative way and with clear objectives, they canprovide the development of the intelligence of the students.Key Words: Playfulness. Teacher’s English Language. Multiples Intelligences
  10. 10. 10INTRODUÇÃONenhum ser humano é igual ao outro, eles podem ter competências iguais,mas cada ser utiliza da sua maneira. E no processo educacional não é diferente,cada educando tem um jeito próprio de aprender, estilos e habilidades que ocaracterizam e os auxiliam na busca do conhecimento.É neste sentido que segue esta linha de pesquisa, a qual procurou à luz deteóricos como: Antunes (1998 e 2001), Cunha (1994), Freire (2009), Gardner (2001),Huizinga (2000), Lima (2009 e 2011), Leffa (2011), Rajagopalan (2011), dentreoutros, mostrar que a aula de Língua Inglesa (LI) pode ser muito mais gratificante esignificativa para o educando, ao utilizar da ludicidade, dos jogos e estes sendoutilizados para aprimoramento e/ou desenvolvimento das inteligências múltiplas dosaprendizes. Por isso, o foco aqui é dado ao ensino da LI.Logo no início deste trabalho mostra-se a importância e o valor dado aoensino da língua inglesa que, por sua vez, tem ganhado vários títulos de acordo como crescimento e a dimensão cada vez maior que esta língua tem tido. Como porexemplo, pode-se intitular de Língua Franca, World English, English as aInternational Language, e outros.Todos esses títulos, para dizer que a LI atualmente, não temproprietário,tornou-se uma língua mundial, sem privatizações. Ainda no primeirocapítulo procurou-se enfatizar a importância do uso de atividades lúdicas no ensinode LI, como um meio de modificar as aulas, propiciando aos sujeitos deste processo,aulas mais cativantes e motivadoras, objetivando assim desenvolver as InteligênciasMúltiplas no educando de forma que o aluno aprenda brincando, valorizando as suasespecificidades.Portanto, pesquisas relatam que há uma necessidade cada vez mais urgentede se modificar a forma como a Língua Inglesa (LI) está sendo ensinada. Nestecontexto, fatores relevantes na aprendizagem de LI aparecem quando se percebeque o modelo de ensino dessa Disciplina não está sendo exposto de forma eficientee significativa para os sujeitos desse processo. Deixando os educandos cansadosde aulas rotineiras e passivas, pois para estes, o espaço escolar deveria ser umlocal em que o conhecimento fosse construído de forma prazerosa trazendo o lúdico.
  11. 11. 11E nesta pesquisa, associado às IM, como um elemento catalizador dessa novaforma de aprender.A ludicidade não é algo novo na vida do ser humano. As atividades lúdicasestão presentes no dia a dia de cada individuo desde sua existência. Basta quetenha competência e profissionalismo naquilo que faz e consciência de que estáfazendo o melhor que pode. Isso faz parte de um professor pesquisador, aquele que,dentre muitas coisas, anseia conhecer sua turma; estudar, observar ascompetências de cada um, pois ninguém aprende da mesma forma, justamenteporque cada indivíduo possui Inteligências Múltiplas distintas. Que torna cada serhumano ímpar, com estilos, competências e forma de pensar diferentes.Por conseguinte, dispõe-se a metodologia adotada para obtenção dosresultados. Utilizando-se de questionários para os professores e observações emsala de aula de Língua Inglesa. Tendo a base de uma pesquisa etnográfica decunho qualitativo, do método indutivo.E por último, faz-se a análise de dados obtidos através dos questionários dosprofessores e por meio da observação da aula de alguns dos professoresentrevistados.
  12. 12. 121 LÍNGUA INGLESA, LÚDICO E AS INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLASAo se tratar do ensino da Língua Inglesa (LI) percebe-se que, apesar daimportância da LI, ainda são muitos os problemas encontrados nas salas de aulacomo, por exemplo: a falta de dinamismo, a falta de material adequado, cargahorária reduzida, apresentação de conteúdos descontextualizados. Esta situaçãopode ser revertida, a partir do momento em que o professor passe a ser maiscriativo, fazendo do ensino de LI algo que atraia a atenção dos alunos, tornando asaulas mais cativantes.Desta forma, reflete-se a inserção de atividades lúdicas, associadas aodesenvolvimento das Inteligências Múltiplas (IM), para tentar sanar, ou ao menosdiminuir, esse tipo de deficiência encontrado no ensino de LI, uma vez que, cadaindivíduo tem um jeito próprio de aprender e de criar suas próprias estratégias deaprendizagem. Sabe-se que nenhum ser humano é igual ao outro, e todos possuem,como parte da bagagem genética, habilidades básicas de questionar e procurarrespostas utilizando as Inteligências Múltiplas. Entretanto, o desenvolvimento decada inteligência, além de ser determinado por fatores genéticos, existe também ascondições ambientais e neurobiológicas. Vale ressaltar que tanto o lúdico quanto asIM tem a característica de auxiliar o indivíduo na resolução de situações-problemas.Os jogos proporcionam e estimulam a aquisição de novos conhecimentos,despertando o desenvolvimento dessas habilidades e/ou inteligências. A ludicidadeacompanha o ser humano desde o seu nascimento, instigando o estudante a sersujeito autônomo na vida em sociedade.Para tanto, é relevante que essa mudança aconteça primeiro na formação dodocente. Os educadores tem fundamental importância no desenvolvimento dasinteligências, por isso a necessidade de,os mesmos, observarem as diferentesinteligências presentes nos alunos, e de acordo com esse conhecimento adquirido,poderem traçar aulas que valorizem os aprendizes e suas múltiplas formas deaprender.Partindo deste pressuposto, mostra-se necessário uma reavaliação dosconceitos relacionados ao ensino de LI, os quais têm sido tradicionalmenteapresentados aos alunos, e estes por sua vez têm se mostrado cada vez menosinteressados nos conteúdos da segunda língua aprendida. Diante disto, vê-se no
  13. 13. 13lúdico, através dos jogos e brincadeiras, associado ao desenvolvimento dasinteligências múltiplas uma porta de entrada para a motivação e o despertar dointeresse dos alunos na aprendizagem de Língua Inglesa.1.1 Inglês como Língua InternacionalDe acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) 1998, o ensinode Língua Inglesa (LI) no Brasil não tem sido visto como elemento importante naformação do aluno e como um direito que lhe deve ser assegurado.Ao contrário, frequentemente, essa disciplina não tem lugar privilegiado nocurrículo, sendo ministrada, em algumas regiões, em apenas uma ou duas séries doensino fundamental. Em outras, tem o status de simples atividade, sem caráter depromoção ou reprovação. E ainda revela as dificuldades reais que a rede escolartem em relação ao ensino de LI, como: classes superlotadas, pouca propriedadesobre as habilidades orais por parte da maioria dos professores e escassez dematerial didático, que por vezes é reduzido a giz e livro didático, em algumasregiões, etc.Menciona-se ainda que em sala de aula, o foco tem sido dado à leitura, nãoque a mesma não seja importante, entretanto a língua estrangeira, em nosso casode estudo a LI, deve ser ensinada em toda a sua amplitude, sendo desenvolvida asquatro habilidades: writing, speaking, listening e reading. Desta forma, o alunopoderá comunicar-se na língua em estudo, tendo a consciência do uso da línguaaprendida, a qual está, cada dia mais sendo utilizada ao redor do mundo, das maisdiversas formas.Tais problemas acabam interferindo nos resultados dos aprendizes, pois ocomportamento dos alunos é muito mais uma forma de resistência a práticaspedagógicas que não lhes são significativas, nem estimulantes. E é nesta parte queentra o papel do novo professor, aquele que é pesquisador e formador de cidadãos.O papel do novo professor é o de usar a perspectiva de como se dá aaprendizagem, para que, usando a ferramenta dos conteúdos postospelo ambiente e pelo meio social, estimule as diferentes inteligênciasde seus alunos e os leve a se tornarem aptos a resolver problemas ou,quem sabe, criar “produtos” válidos para o seu tempo e sua cultura.(ANTUNES, 2010, p. 43)
  14. 14. 14Leffa (2011) relata que ensinar inglês já é uma tarefa difícil, contudo ensinar aLI em escolas públicas brasileiras se torna mais árdua ainda, pois a qualidade doensino não depende somente do aluno ou do educador, mas de todo o sistemaeducacional, o qual tem se mostrado cada vez mais distante das reais necessidadesdos sujeitos deste processo tão importante e tão desvalorizado pelos órgãos e pelarede de educação. Compete a ambas as partes saber e transmitir que a LI deixou deser patrimônio privado e passou a ser um patrimônio público em que todos podemusufruir.Geralmente, ao se deparar com tal situação costuma-se querer dar nomesaos culpados, uns dizem que a culpa é do aluno que não tem interesse emaprender; outros culpam o professor que está despreparado para tal ensinamento; eoutros ainda culpam o governo, entretanto não conseguem chegar a lugar nenhum.O autor ainda discorre que termina por fazer uma carnavalização do ensino da LI, noqual ninguém tem culpa de nada, em que fica tudo por isso mesmo e nada acontece.“O mundo sem culpa da dialética da malandragem de Antônio Candido mistura-se,na escola pública, com a música de Chico Buarque, pregando que não existepecado no sul do equador”, (LEFFA 2011, p. 26).A rede educacional brasileira tem tido todos esses problemas mesmosabendo que a Língua Inglesa, presentemente, é uma das mais faladas no mundo, échamada de Língua Global, pelo seu grande avanço na área da cultura, economia eda política.Rajagopalan (2009) defende a ideia de que a língua inglesa precisa ser vistacomo uma língua internacional, ou seja, World English, haja vista que este fenômenolinguístico se espalhou por todo o mundo, e assim sendo, trás consequências tantopara o professor quanto para tudo que engloba o ensino desta disciplina.O inglês como língua internacional faz referencia a um idioma de contato ecomunicação entre grupos linguísticamente distintos, estabelecendo uma relação decomércio internacional e outras interações mais amplas.A reflexão deve ser o ápice da praxe pedagógica de todo professor. Acompetência profissional dos direitos e deveres do ser professor devem perfazer anossa formação. O inglês está em todo lugar, no mundo inteiro em diversossotaques.
  15. 15. 15“Em outras palavras o que estou chamando de “World English” é fruto danova realidade engendrada pelo fenômeno que conhecemos como globalização”Rajagopalan (apud LIMA 2009, p. 43).Com isso, observa-se que precisa haver uma profunda mudança no ensino deLI, para que este receba a devida importância da sociedade. Uma transformaçãoque deve acontecer, sobretudo, em sala de aula, com a atitude do professor, emmostrar a cada dia o valor educativo que a LI tem exercido na vida do cidadão, comopostula Rajagopalan (apud LIMA 2009)Como professores de inglês, é nosso dever preparar nossos alunospara serem cidadãos do mundo novo que se descortina diante denossos olhos e sobre o qual temos apenas uma ideia muito vaga. Paraatuar neste admirável novo mundo, os nossos alunos têm de aprendera lidar com todas as formas de falar inglês. (p. 45)Para tal, fica explícito que esta mudança intelectual e comportamental deveocorrer na formação do professor, quanto ao valor da língua que o mesmo irálecionar, pois se o próprio formador tem dúvidas quanto à importância de ensinaruma nova língua, imagine o que seus educandos pensarão a respeito da mesma?Cabe também ao educador explicar que o papel que a LI desempenha éauxiliar as relações sociais e culturais, oferecer situações para fazer o educandorefletir sobre a língua e cultura materna, aprender sobre a diversidade que existe nomundo, refletir o que significa ser criança, jovem, adulto em outras partes do mundo.Educandos e educadores precisam compreender a riqueza que se tem nasdiferenças e valores que envolvem a diversidade humana, possibilitando umdesenvolvimento intelectual mais sólido de forma que desenvolva as potencialidadesde cada indivíduo.Paiva (2010 p. 31) afirma que “uma língua é usada para, entre muitas coisas,comunicar ideias e sentimentos, permitindo aos seus falantes participação social ecultural”. Corroborando este pensamento, Lima (2009) postula que:o caráter educativo de uma LE está nas possibilidades que o alunopode ter de se tornar mais consciente da diversidade que constitui omundo. As múltiplas possibilidades de ser diferente, seja pela cultura,seja pelas identidades individuais, podem fazer com que o individuose torne mais consciente de si próprio, em relação ao seu contextolocal e ao contexto global. (p. 163)
  16. 16. 16Em suma, para que os educandos tenham este tipo de opinião sobre a LI, éexigível que o professor tenha um olhar múltiplo, que neste aspecto denota que cabeao professor trabalhar com conteúdos de naturezas diversas, que abrangem desdecuidados básicos essenciais dos seus estudantes, como fatores emocionais,conhecimento de mundo, até conhecimentos específicos provenientes das diversasáreas do conhecimento.Todavia, para que se tenha essa característica demanda, por sua vez, umaformação bastante ampla do profissional que deve tornar-se, ele também, umaprendiz, refletindo constantemente sobre sua praxe pedagógica em LI, debatendocoma escola, dialogando com as famílias e a comunidade, buscando informaçõesnecessárias para que possa desenvolver um trabalho satisfatório.1.2 O lúdico no ensino de Língua InglesaDiante de fatores e problemas tão corriqueiros na rede escolar, observa-se anecessidade da LI ser aprendida através dos jogos, o que são importantes e cadavez mais requisitados no processo de ensino, tendo em vista que os indivíduos jánascem com uma predisposição em utilizar esses recursos, na vida em sociedadepara seu próprio crescimento intelectual. Há uma vasta literatura sobre a dimensãoeducativa da ludicidade e os seus efeitos sobre o desenvolvimento emocional,intelectual e social do indivíduo.É recomendável a utilização de jogos, pois existem alguns procedimentos queos professores, em sua maioria, desejam mobilizar no processo de ensino-aprendizagem, como o desenvolvimento da autonomia, onde o poder deinterferência do professor seja reduzido ao máximo e da habilidade de descentrar ecoordenar diferentes pontos de vista, cooperando desta forma na construção devalores morais de maneira mais livre.No tocante ao aprendizado, é desejado que os educandos tornem-se alertas,curiosos, criativos e confiantes em sua capacidade e em suas ideias, propiciandoaos alunos contextos que façam com que os alunos se relacionem com diversosfatos, elaborando conceitos, perguntas e problemas.
  17. 17. 17Como a realidade do jogo ultrapassa a esfera da vida humana, éimpossível que tenha seu fundamento em qualquer elementoracional, pois nesse caso, limitar-se-ia à humanidade. A existência dojogo não está ligada a qualquer grau determinado de civilização, ou aqualquer concepção do universo. Todo ser pensante é capaz deentender à primeira vista que o jogo possui uma realidade autônoma,mesmo que sua língua não possua um termo geral capaz de defini-lo. A existência do jogo é inegável. (HUIZINGA 2000, p. 02)Partindo deste ponto de vista, afirma Lisboa (2011) que a educação paraobter um ensino mais significativo optou por aperfeiçoar novas técnicas didáticasconsistindo numa prática inovadora e prazerosa.Práticas essas que modifiquem esta forma de ver o ensino de LI que por suavez, tem sido visto como uma disciplina sem muita relevância no cotidiano doaprendiz e em alguns casos pelos próprios professores da língua em questão.Dentre essas novas técnicas é apresentado o lúdico, um mecanismo didáticodinâmico que garante resultados eficazes na educação (ANTUNES 1998).O significado dos jogos, dos brinquedos e das brincadeiras e sua relação como desenvolvimento e a aprendizagem há muito tempo vêm sendo investigado porpesquisadores de várias áreas do conhecimento com diferentes contribuições.O lúdico é uma das técnicas que atualmente tem sido empregada na práticapedagógica, facilitando o aprendizado dos alunos e possibilitando ao educador oplanejamento de aulas mais interessantes e participativas.Tal mudança contribui para uma maior interação em sala de aula e com opróprio educador, motiva o aluno a aprender, reprime a vontade de evadir, pois seuinteresse ao conteúdo aumenta e dessa maneira ele realmente aprende o que foiproposto a ser ensinado. Estimulando-o a ser pensador, questionador e não umrepetidor de informações, pois de acordo com Johan Huizinga (2000, pf)Não vejo, todavia, razão alguma para abandonar a noção de jogocomo um fator distinto e fundamental, presente em tudo o queacontece no mundo. Já há muitos anos que vem crescendo em mima convicção de que é no jogo e pelo jogo que a civilização surge e sedesenvolve.Observa-se ainda que o relevante papel do educador é despertar no alunadoo interesse à construção de novos conhecimentos e através das atividades lúdicas oaluno acaba sendo desafiado e estimulado de forma prazerosa a produzir e aoferecer soluções às situações-problema propostas pelo educador, pois a ludicidade
  18. 18. 18trabalha como motivadora na percepção e na construção de estratégias deraciocínio, além de ser uma forma de aprendizagem diferenciada e participativa,fugindo dos modelos tradicionais que até hoje se mostram presentes, principalmenteem aulas de língua Estrangeira. De acordo com Silva (2010)As atividades lúdicas estão intimamente ligadas à aprendizagem delínguas. É notável a influência que os jogos e brincadeiras exercemno contexto escolar no que diz respeito ao desenvolvimentoemocional, cognitivo e social do indivíduo. Sobre isso, Antunes(2005), retrata a importância dos jogos pedagógicos para odesenvolvimento das múltiplas inteligências do aluno. (p. 14)A prática educativa não é a mesma, variando conforme o papel de mediadorconferido ao adulto. A formação do educador, sua sensibilidade em relação aosalunos exercem uma influência sobre sua conduta na classe e utilização que ele farádo conhecimento adquirido ao longo do tempo.Além do mais, o professor deve gostar de trabalhar essa nova técnica, sendomotivado a fazer com que os alunos gostem de aprender; considerando que oentusiasmo do educador pelo que ensina pode contribuir para que o aluno tenhamais interesse na língua em estudo.Se o educador, na sua formação, não foi sensibilizado a aprender com prazer,sua curiosidade não foi despertada pelo conhecimento, não lhe foram apresentadasatividades dinâmicas e desafiadoras, como poderá fazê-lo em sua práticapedagógica aquilo que não experimentou?O bom educador pode reverter esse quadro a partir do momento que sedispõe a dar o melhor de si para seus alunos, atualizando-se, capacitando-se,estando sempre em busca de novos conhecimentos, novas técnicas e métodos quepodem transformar a sua aula da melhor forma possível.Um professor que adora o que faz, que se empolga com o que ensina,que se mostra sedutor em relação aos saberes de sua disciplina, queapresenta seu tema sempre em situações de desafios, estimulantes,intrigantes, sempre possui chances maiores de obter reciprocidade doque quem a desenvolve com inevitável tédio da vida, da profissão, dasrelações humanas, da turma... (ANTUNES, 2001 p.55).A ludicidade proporciona ao meio escolar, uma relação de confiança ecompromisso mútuos, com os colegas e com o educador, para realizar as atividadesdo meio lúdico, que nos auxilia por meio de brinquedo, jogos e brincadeiras a serem
  19. 19. 19desenvolvidas. Nas quais, os permite serem mais livres de regras e normas. Nãoque o lúdico não possua regras, mas suas regras nos jogos e brincadeiras sãodirecionadas para o aprendizado e o desenvolvimento intelectual, por isso são maisfacilmente aceitas pelos educandos.A atividade lúdica mais trabalhada atualmente nas escolas pelos professoresé o jogo. A palavra "jogo" foi utilizada para se referir ao "brincar", se tratando deforma lúdica, levando em conta que o indivíduo não apenas se diverte jogando, mastambém aprende. Na atualidade, música, esporte, dança, arte e lazer, representamuma força de franca expansão no universo econômico e cultural.O professor que não estiver atento a estas novas formas de conhecimento eprática social não estará respondendo às necessidades nem proporcionando novasoportunidades para seus alunos.Salienta-se que todos têm em relação ao ensino, uma maneira diferente deadquirir o conhecimento proposto pelo professor. Pois, cada ser tem suasparticularidades, competências e estratégias para que se alcance um determinadoalvo.Iniciar pelos jogos é conveniente uma vez que esta é a atividadepreferida das crianças e adolescentes. Basta reunir dois ou três delese lá estão eles chutando uma bola, tentando ver quem salta ou seequilibra melhor, ou fazendo adivinhações. Se não existirem regraseles as criam, se não existirem materiais adequados elesimprovisam, espontaneamente aparece aliderança[...]. (DOHME2009, p 18)É importante, em se tratando de contribuição, ressaltar a interferência dosestudiosos modernos como Vigotsky e Piaget no processo educacional. Para eles,as relações entre os aspectos cognitivos e o seu desenvolvimento, resgatam agrande influência dos jogos e brincadeiras na formação da inteligência.Outra contribuição relevante é a de Jean Château. Para ele o jogo tem um papelfundamental no amadurecimento da criança e mesmo do adulto. Pois na fase inicialdo indivíduo o jogo, ou a brincadeira é uma atividade séria em que o faz-de-conta,as estruturas ilusórias infantis, o arrebatamento tem importância fundamental.Sendo que para a criança, quase toda a atividade é jogo e é pelo jogo que elaadivinha e antecipa as condutas superiores. Deixando claro que o brincar é umaatividade inerente ao ser humano, “pois é pelo jogo, pelo brinquedo, que crescem a
  20. 20. 20alma e a inteligência [...], uma criança que não sabe brincar, será um adulto que nãosaberá pensar”, Château, (1987, p.15)1.2.1 Cuidado e planejamento dos jogos educativosApesar de exigir extremo planejamento e cuidado na execução da atividadeelaborada, a ludicidade precisa ser vista como algo imprescindível à necessidade doser humano, um recurso que facilita os processos de socialização, comunicação,expressão e construção do conhecimento.É conveniente lembrar que, o educador deve ter cuidado ao desenvolver umaatividade com o uso do lúdico, por ser uma tarefa dinâmica, o professor fica nacondição de estimulador, condutor e avaliador dos aspectos que entornam aatividade; no entanto o educador é o elo entre o lúdico e os alunos.Da mesma forma deve ater-se na quantidade de atividades lúdicas, uma vezque quantidade não é sinônimo de qualidade, pois utilizadas exageradamente edescontextualizadas acabam tornando-se rotineira e transformando-se numa aulatradicional eou expondo os alunos a situações desagradáveis, como por exemplo,jogos ou brincadeiras que não condizem com a faixa etária, deixando o educandoconstrangido.Cunha (1994) acredita que a ludicidade oferece uma “situação deaprendizagem delicada", ou seja, que o professor precisa nutrir o interesse do aluno,sendo capaz de respeitar o grau de desenvolvimento das múltiplas inteligências domesmo, do contrário a atividade lúdica perde completamente sua riqueza e seuvalor. Estudos mostraram a incidência de material e de sua disposição conforme aqualidade do jogo conduzido pelos educandos.Desta maneira, no que diz respeito às atividades de imitação, a diversidade, alógica ou coerência, a riqueza das categorias escolhidas e o isolamento do ambientedo jogo interferem na qualidade do jogo praticado nesse espaço. Enriquecer oambiente permite que o estudante também enriqueça o jogo. Mas não se trata deacumular material.Em síntese jamais pense em usar os jogos pedagógicos sem umrigoroso e cuidadoso planejamento, marcado por etapas muito nítidase que efetivamente acompanhe o progresso dos alunos, e jamaisavalie a sua qualidade de professor pela quantidade de jogos que
  21. 21. 21emprega e sim pela qualidade dos jogos que se preocupou empesquisar e selecionar. (ANTUNES, 1998, p. 87)1.3 As Inteligências Múltiplas e a Ludicidade no âmbito escolarA teoria das Inteligências Múltiplas (IM) foi apontada pelo professor epesquisador Dr. Howard Gardner no ano de 1983 e indagada por vários outrosautores. De acordo com Gardner, são identificadas oito tipos de inteligência. O autorexperiência que o ser humano é dotado de inteligências múltiplas que incluem asdimensões linguísticas, lógico-matemática, cinestésica-corporal, musical,interpessoal, naturalística, intrapessoal e a espacial, as quais serão devidamentedescritas neste trabalho posteriormente.O estudo das IM está longe de ser concluído, pois há várias pesquisas eestudiosos cogitando a possibilidade de haver mais inteligências que podem estáinseridas no ser humano. O que remete a pensar que todo ser humano possui essasinteligências e utiliza da sua maneira suas múltiplas inteligências.O que não quer dizer que todos os indivíduos as desenvolvam ao mesmotempo e na mesma intensidade, dependerá de vários fatores que envolvem tanto oambiente escolar quanto o social de cada indivíduo.Visto a importância global desses fatores, Gardner (2001) define a inteligênciacomo "um potencial biopsicológico para processar informações que pode ser ativadonum cenário cultural para solucionar problemas ou criar produtos que sejamvalorizados numa cultura" (p. 46).O que remete pensar que todo indivíduo possui competências que poderãoser desenvolvidas ou não, dependendo das oportunidades proporcionadas pelo meiocircundante do aluno, fatores como contexto social, escola interferem nesseprocesso de desenvolvimento.Uma das formas de despertar essas inteligências pode ser traçando atividadeslúdicas que envolvam desde movimentos físicos até os movimentos intelectuais dosseus educandos, pois a aprendizagem está intrinsecamente relacionada nãosomente com a mente, mas também com o corpo. Afirma Freire (1997, p. 20)[...] O que eu sei, sei com o meu corpo inteiro: com minha mentecrítica, mas também com os meus sentimentos, com minhas intuições,com minhas emoções. O que eu não posso é parar satisfeito ao níveldos sentimentos, das emoções, das intuições. Devo submeter os
  22. 22. 22objetos de minhas intuições a um tratamento sério, rigoroso, masnunca desprezá-los.A aplicação das inteligências múltiplas funciona como facilitadoras daaquisição da segunda língua. Estas podem suprir as dificuldades e barreirasemergentes neste aprendizado, facilitando e agilizando o ensino da LI. Conhecerestas inteligências mobiliza o docente a refletir sobre sua metodologia de ensino eas abordagens manuseadas em sala de aula, pois a partir disso, o mesmo poderáedificar novas maneiras de conseguir um resultado mais satisfatório por parte dosaprendizes.As IM podem auxiliar o professor na sua prática pedagógica, quando do usode atividades que favoreçam a utilização destas na resolução dessas atividadeselaboradas. E o lúdico pode ser uma porta de entrada para erigir avaliaçõesdiscentes, que acudam as reais carências do ensino de LI. Segundo Gardner 1991(apud PAIVA, 2010)No poeta fica ressaltada a inteligência verbal, no cientista a lógico-matemática, no compositor a musical, no escultor e no piloto ainteligência espacial. Os atletas e os dançarinos usam muito ainteligência corporal, o vendedor e o professor a interpessoal; e aspessoas que têm uma boa visão de si, utilizam a inteligênciaintrapessoal. (p.14)Gardner (1995) relata que deve haver um afastamento total dos testes e dasligações entre os mesmos e que, ao invés disso, deve-se notar as fontes deinformações mais naturalistas a respeito de como as pessoas, no mundo todo,desenvolvem capacidades importantes para seu modo de vida, ou seja, deve-seobservar que uma inteligência implica a capacidade de resolver problemas ouelaborar produtos que são importantes num determinado ambiente ou comunidadecultural.E partindo desse princípio é que discutimos a importância do educadorperceber e conhecer essas inteligências e/ou desenvolvê-las. O que se questiona é:como fazer isso no ensino de língua inglesa, que hoje está cada vez mais presenteno dia-a-dia do aprendiz?São várias as formas que o educador pode se valer para explorar essasinteligências natas do educando através da ludicidade de acordo com Lago (2010) eAntunes (2010). Observe o quadro a seguir composto por uma concisa definição de
  23. 23. 23cada inteligência e algumas atividades lúdicas propostas para se trabalhar em salade aula, objetivando o desenvolvimento das inteligências:Quadro 1: As inteligências e seus estímulosCaracterísticas da Inteligência:LinguísticaHabilidade da palavra, escrita ou falada.Facilidade em organizar palavras em umasentença, ler textos e criar imagens verbais.Atividades propostas:The opposite bingo; what’s the question;new words; participar de palestras; lerpequenos livros, poemas, textos jornalísticosem pequenos recortes; crosswords.Lógico-matemáticaRelacionado com a lógica, abstrações,razão e números. Capacidade de perceber ageometria nos espaços.Let’s play domino; what’s my size?; Whattime is it?; Who am I; jogos de lógica equebra-cabeças, textos na língua alvo comestatísticas.Cinestésica-corporalPossibilidade de resolver ou elaborarproblemas utilizando o corpo.Guess what!; match the pictures; let’s repeatit!; my favorite Sport; where’s the…?; mystore characters; memory games…EspacialLigada a visão e a noção de espaços, iguaise diferentes. Visualiza e manipulamentalmente objetos. Identifica o mundovisual com precisão.Pictures, pictures; memory game; what’sdifferent; the right sequence; what’s this?Grouping; miming game;MusicalSensibilidade ao universo do ritmo, damusica e da audição.What’s the sound or word?; answer myquestion; matching the verses; a differenttitle; aulas de canto; ouvir canções, leituracom estalar de dedos…InterpessoalFacilidade de interagir com outras pessoas.Capacidade de cooperação e sensibilidadepara si e para o outro.Who’s missing? Look into my eyes; Who amI? working together; describing a friend; findyour peer; how do I feel today?...NaturalísticaPercepção da natureza de maneira integrale sentir processos de acentuada empatiacom animais e com plantas. Sentimentoecológico.Explorando a natureza; trocando fitas; apresa e o predador; a trilha misteriosa;desenhando constelações; caça ao tesouro;descobrindo segredos; Sherlock moderno...Intrapessoal The odd one out; similarities; how much is it?
  24. 24. 24Relacionado à introspecção e ascapacidades de autorreflexão. Preferênciaem trabalhar sozinho.What’s the mistake; spider web; coloring theword; question and answer…Evidencia-se que há, além das citadas, uma multiplicidade de maneiras deutilizar a ludicidade e desenvolver, ou fazer desabrochar, ao mesmo tempo asinteligências múltiplas que compete a cada indivíduo. “[...] A atividade lúdica podeser, portanto, um eficiente recurso aliado do educador, interessado nodesenvolvimento da inteligência de seus alunos, quando mobiliza sua açãointelectual”. (RIZZO 2001, p 40).Explorar as inteligências dos alunos através do lúdico é um dos caminhospara que se tenha uma melhoria no ensino de LI. Entretanto esta é uma tarefa quenão se realiza de forma instantânea, ao contrario, é necessário paciência e lucidezdo docente, é preciso que seja um trabalho contínuo e duradouro, pois não se formacidadãos do dia para a noite. Rajagopalan (2011, p. 58) reflete que:“É nosso dever lutar por melhorias nesse campo. Embora saibamos que umaandorinha só não faz verão, a menos que uma andorinha tome coragem e de oprimeiro passo, todas as demais andorinhas vão ficar acomodadas em seus galhos”.O profissional de educação tem esse poder de transformar pensamentos,trazer à tona o novo, o fascinante, o desconhecido, estimular situações que fazemsentido na vida do seu alunado, ansiosos por uma aprendizagem que os ensinemais que decorar ou imitar, mas sim, criar, refletir, capaz de conduzir seu próprioconhecimento. Pois como afirma Lima, em seu texto Exercício docente: mal e bemestar docente: o objetivo principal da educação não pode ser outro senão a pessoa.Ajudá-la a ser ela mesma, no e com o mundo, a serem livres, conscientes,comprometidas, dinâmicas e autênticas, com a vida e consigo mesma. Lago (2010)cogita que:Os jogos quando aliados ao desenvolvimento das inteligênciasmúltiplas promovem a integração dos diferentes tipos de alunos emum mesmo contexto. Como consequência estes sentem-se maisvalorizados e passam a vivenciar a aprendizagem de uma maneiramais significativa e personalizada. (p. 15)Refletir sobre novas formas de auxiliar esse aprendizado precisa ser tarefaconstante no trabalho de educadores realmente comprometidos com a qualidade doensino. Cada vez mais é evidente as diferenças individuais entre os alunos. Por isso,
  25. 25. 25a procura de métodos que possibilitem suprir as necessidades atuais de alunos eprofessores é tão importante e urgente. O professor precisa aprender a conhecer osseus alunos, detectar as inteligências predominantes e propor atividades quepermitam a participação e o interesse do maior número possível de alunos.Acredita-se, então, que o jogo será uma eficiente ferramenta para estimularas inteligências múltiplas. Talvez o fato da agitação natural das crianças e aconstante exploração do novo, tenha se transformado num dos fatores quefortaleceram esta técnica em sala de aula, uma vez que ambos estãointrinsecamente ligados. As estratégias estão à disposição e o primeiro passo é teramor ao que faz. Ser um profissional competente, disponibilidade de se colocar aaprender, para um melhor ensinar e a partir daí fazer o trabalho acontecer.Sabendo que tão importante quanto o raciocínio lógico-matemático é ainteligência musical, cinestésica-corporal, interpessoal, intrapessoal, etc. Omovimento humano, portanto, é mais do que simples deslocamento do corpo noespaço: constitui-se em uma linguagem que permitem aos indivíduos agirem sobre omeio físico e atuarem sobre o ambiente humano. Ao brincar, jogar, imitar e criarritmos e movimentos, os alunos também se apropriam do repertório da culturacorporal na qual estão inseridas. No espaço escolar não seria diferente, pelocontrário,As atividades lúdicas podem colocar o aluno em diversas situações,onde ele pesquisa e experimenta, fazendo com que ele conheça suashabilidades e limitações, que exercite o diálogo, a liderança sejasolicitada ao exercício de valores éticos e muitos outros desafios quepermitirão vivências capazes de construir conhecimentos e atitudes.(DOHME 2009, p. 113)Desta maneira ergue-se o conceito de que tanto a ludicidade quanto asinteligência múltiplas são utilizadas no cotidiano de todo indivíduo. Na sua teoria,Gardner propõe que todos os indivíduos, em princípio, têm a habilidade dequestionar e procurar respostas usando todas as inteligências. Todos os indivíduospossuem como parte de sua bagagem genética, certas habilidades básicas emtodas as inteligências. Isto sugere que além de nascer com várias habilidades emsuas inteligências, algumas destas, sejam potencialmente determinadas peloambiente cultural no qual eles são socializados, enquanto incluindo o ambiente detrabalho.
  26. 26. 26Neste contexto, a Teoria das IM, de Howard Gardner, apresenta subsídiospara que o professor conheça qual das suas inteligências e de seus alunos é maismarcante e qual é menos desenvolvida, o que torna possível, por conseguinte,desenvolver ou estimular aquela habilidade ou inteligência que ainda não estáplenamente desenvolvida.[...] os jogos também se prestam a multidisciplinaridade e, dessaforma, viabilizam a atuação do próprio aluno na tarefa de construirsignificados sobre os conteúdos da aprendizagem e explorar deforma significativa os temas transversais (meio ambiente, pluralidadecultural) que estruturam a formação do aluno-cidadão. (ANTUNES2010, P. 43)É fundamental na Teoria das Inteligências Múltiplas a noção de que a culturatambém é significativa. Howard Gardner (1995) afirma que alguns talentos só sedesenvolvem ou se aprimoram porque são valorizados pelo ambiente, isto é, cadasociedade valoriza determinados talentos que devem ser dominados por umaquantidade de indivíduos e passados de geração a geração.Ademais, é tarefa do profissional de LI mostrar que a escola é um lugar dedescobertas, iniciativas, pesquisas, pois ela forma não apenas para o mundoacadêmico, mas sim para a vida social. É na escola que se forma o cidadão, e muitodo que ele será, dependerá demasiadamente da forma que este ensino foitransferido ao educando. Um bom educador provoca a sede de conhecimento nosseus educandos, e ensina que esta sede jamais deve passar.
  27. 27. 272 METODOLOGIAEste capítulo aborda a metodologia empregada na pesquisa da presentemonografia.Partiu-se então para desenvolvimento da pesquisa etnográfica de cunhodescritivo, que segundo Barros e Lehfeld (1986), corroborando com Gil (1991)relatam que na pesquisa descritiva o pesquisador “observa, registra, analisa ecorrelacionam fatos ou fenômenos (variáveis sem manipulá-los)”.A pesquisa etnográfica apresenta e traduz a prática da observação, dadescrição e da análise das dinâmicas interativas e comunicativas como uma dasmais relevantes técnicas. Este tipo de pesquisa proporciona uma ampla visão darealidade em estudo.Assim, ao se avaliar programas e projetos, visando a recomendação desoluções para os problemas e impasses identificados. Este estudo nos permitetambém o uso de técnicas padronizadas de coleta de dados através dequestionários e observação sistemática, levando-se em conta as evidências daobservação e da descrição, elementos cruciais da atividade etnográfica. Este tipo depesquisa faz parte do dia-a-dia de todos os estudantes e pesquisadores,preocupados em ter uma melhor aprendizagem e ensino. Esta é uma das váriastarefas que mais impulsionam nosso aprendizado e amadurecimento na área deestudo.A abordagem utilizada para obtenção dos resultados foi de uma pesquisaqualitativa, do método indutivo que Rodrigues (2007) descreve como sendo um:“Processo mental que, partindo de dados particulares, suficientemente constatados,infere-se uma verdade geral ou universal, não contida nas partes examinadas”.Na pesquisa etnográfica qualitativa, os resultados dos questionários nãopoderão ser quantificados, apenas analisados, servindo assim de informação paraconfirmação ou solução do problema descrito no presente Trabalho de Conclusão deCurso. De acordo com Pereira (2011),Já a abordagem qualitativa, por ser subjetiva, descreve com detalhesos significados, tem o contexto rico de informações conservando asubjetividade dos sujeitos, permitindo assim, compreender resultadosindividualizados ao deixar o indivíduo interpretar e escreverlivremente sobre o que esta sendo proposto, daí, ela se destaca pelariqueza de detalhes para a análise e compreensão do objeto deestudo. (p. 17)
  28. 28. 282.1 Os sujeitos e lócus da pesquisaNa realização desta pesquisa, foram escolhidos cinco professores licenciadosno ensino de Língua Inglesa, atuantes na cidade de Conceição do Coité. Os quaislecionam no Colégio Polivalente de Conceição do Coité, Escola Estadual AlmirPassos, e no Colégio Olgarina Pitangueira Pinheiro, todos situados neste município.Os colégios Olgarina e Polivalente possuem grande espaço físico, dispõem devárias salas, bibliotecas e áreas que proporcionam ou ao menos deveriamproporcionar lazer ao corpo escolar. Já a Escola Almir Passos, tem um espaçomenor, algumas salas são desproporcionais em tamanho e materiais disponíveis emsala de aula. Mas mesmo com algumas adversidades ainda tentam desempenharum bom trabalho.Os sujeitos foram escolhidos por serem de suma importância, uma vez que,esta pesquisa visa uma reavaliação da prática pedagógica dos professores de LI,avaliando o seu processo de ensino frente às novas técnicas e abordagens paraauxiliar o educador no cotidiano das aulas, e a utilização da ludicidade tendo emvista um novo objetivo que é o de desenvolver as IM.Outra razão foi pelo fato de os mesmos residirem e trabalharem nesta cidade.O que facilitou o contato físico das aulas para observação e entrega da ferramentautilizada para obtenção de dados.Quanto ao nível de formação dos referidos professores, dois temaproximadamente seis anos de graduados no curso e três possuem a pós-graduação. No que se refere ao tempo de formação docente, dois professorespossuem de 4 à 8 anos de formação, os demais têm entre 10 à 15 anos deformados. E o tempo que os mesmos ensinam varia entre 6à 17 anos.Os professores não hesitaram em responder os questionários, que foramentregues a eles, dando certo tempo para que os mesmos respondessem. Essainiciativa foi tomada para que os professores ficassem mais à vontade pararespondê-los.
  29. 29. 292.2 A técnica para obtenção dos dadosPara que se obtivesse os resultados, mostrou-se necessário a utilização dequestionários com perguntas subjetivas qualitativas.Os questionários, por sua vez, tem sido um instrumento de pesquisalargamente utilizado para coleta dedados em áreas diversas tais como as ciênciassociais, economia, educação e administração. Como ferramenta operativa, ele éusado em pesquisas nas quais se investiga de modo sistemático a opinião de dadapopulação sobre um assunto específico, auxiliando o pesquisador no acesso aeventos ocorridos no passado, na elaboração de perfis de comportamento e dediagnósticos.O intuito da subjetividade, dentre outros, foi o de avaliar o conhecimentoadquirido ao longo do tempo de aprendizagem dos sujeitos graduados, dandorespostas mais concretas e significativas para nossa avaliação, podendoproporcionar respostas mais reflexivas. O questionário foi composto por dezquestões, todas subjetivas.A princípio observou-se a aula de alguns dos professores, para que houvesseuma interação maior entre os colaboradores da pesquisa, esta técnica possibilitouuma análise maior quanto ao que se escreve e o que se pratica de fato. Refletindosobre a teoria, e como se pode adequar o que dizem os teóricos na prática, em salade aula.Dias seguintes à observação, foi marcada algumas datas para a entrega doquestionário, a maioria dos professores colaboradores, preferiram que o questionáriofosse enviado por e-mail, alegando falta de tempo, e também por ser mais eficaz erápida, tanto a entrega quanto o recebimento dos questionários devidamenterespondidos. Alguns entrevistados não demoraram em responder e entregar, dois(2) deles entregaram em quatro dias, um (1) professor entregou em uma semana.E outros dois (2) não responderam o questionário, alegando falta de tempo econhecimento sobre o assunto. É valido constar que estes são os professores commaior tempo de profissão e atuação no campo de trabalho.Eles têm mais de 15 (quinze) anos de ensino em escolas públicas, estãocansados de ensinar, segundo relatos dos mesmos, não aguentam mais ouvir apalavra “alunos”.
  30. 30. 303 ANÁLISE DOS DADOSNeste capítulo serão abordados os resultados da pesquisa realizada atravésdos questionários. A partir deste, pôde-se perceber que os professores têmconhecimento sobre o assunto em questão, às inteligências múltiplas e a ludicidadeno ensino de língua inglesa. Alguns dos professores relataram que ainda não tinhamutilizado os jogos com este objetivo, mas que achou a proposta interessante erelevante na sua praxe.Os professores lecionam no ensino fundamental e dois lecionam tanto noensino fundamental quanto no médio. Eles serão nomeados usando os seguintescritérios A, B, C.Quando questionados sobre os jogos como processo social, à luz do teóricoHuizinga (2000), as respostas foram bem significativas, pois todos os professoresdisseram que os jogos, brinquedos e as brincadeiras fazem parte da vida do serhumano, desde o seu nascimento, ressaltando o cuidado que se deve ter ao utilizareste recurso, contextualizando as atividades para a realidade dos alunos, levandotambém em consideração a faixa etária da turma e suas competências. Quanto aisto respondeu o Professor A:“Pois é preciso estar consciente e teoricamente planejado o objetivo do jogo,o que os alunos irão tirar de proveito dele, e não apenas usá-lo parapreencher o plano e ou diversificar a aula, mesmo não tendo um objetivo clarocom tal jogo”.Entretanto, diante das observações feitas no período desta pesquisa em salade aula, constatou-se que mesmo com o conhecimento sobre a importância deutilizar a ludicidade, como uma ferramenta que pode contribuir de forma perspicaz eestimuladora no processo de aprendizagem e ensino, muitos deles ainda hesitambastante em manusear este tipo de recurso educativo.Mesmo assim, vale ressaltar que como já foi dito anteriormente, na maiorparte das vezes os educadores não dispõem de mecanismos, materiais que possamfacilitar este processo, sem contar que a maioria desta classe reclama em relação àremuneração. Sendo que alguns deles já precisaram lecionar em outras áreas doconhecimento, sem formação acadêmica. Isto tudo para que sua renda salarial
  31. 31. 31aumentasse. Casos como estes, são tão frequentes, quanto preocupantes, pois setem um déficit de qualidade de ensino na área de atuação acadêmica do professor,imagina-se, então, o quão delicado pode estar sendo este tipo de situação.Além disso, ainda há grande resistência por parte dos estudantes quanto aoaprendizado desta disciplina. Diante deste, responde o Professor B sobre asdificuldades encontradas em utilizar atividades lúdicas,“Geralmente as dificuldades partem de alguns alunos que tem problema deinteração, ou até mesmo turmas que tem déficit de atenção, com isso muitasvezes a sala fica fora de controle. Porém, nunca encontrei dificuldades gravesque pudessem anular a execução dos jogos”.O que instiga a discussão sobre os objetivos de utilizar atividades lúdicasaliadas as inteligências múltiplas, há um leque de possibilidades que diferem dasatividades já utilizadas, refletindo que não é do feitio deste apontar quem está certoe quem está errado. Pois vários autores e pesquisadores da área de ensino de LI,dispõem em suas obras um considerável número de atividades que os professorespodem se valer para tornarem suas aulas mais desafiadoras e criativas, ativando edesenvolvendo as inteligências dos mesmos.Isso foi notado quando no estagio IV, em 2012 no Colégio ProfessoraOlgarina Pitangueira Pinheiro, utilizou-se certa atividade lúdica com o objetivo deestimular a inteligência interpessoal. Com isso observou-se que o resultado foibenéfico aos estudantes e o professor conseguiu alcançar o objetivo desejado comesta atividade.Perguntamos aos professores se eles já utilizaram a ludicidade em favor dasinteligências múltiplas, e a resposta foi unânime, nenhum deles haviam trabalhadodesta forma, outros ainda que nem se lembravam mais do que se tratavaexatamente as IM, mas que poderiam começar a pensar desta forma, pois esta erauma maneira de eles serem mais estimulados, atingindo dois pontos de uma vez só.E em conversas informais com os mesmos pude mostrá-los algumas das atividadese obras de autores renomados como: Antunes, Dohme, Paiva, Prescher, dentreoutros que podem fornecer a eles uma gama de atividades aliadas às inteligências.Um dos professores ressaltou que esta era uma vertente valorosa ao ensino,pois quanto mais maneiras criativas e descontraídas forem as atividades, melhores
  32. 32. 32serão os resultados. Os professores forma questionados sobre sua crença emrelação a trabalhar a inteligência aliada à ludicidade, se eles acreditavam que issopode trazer resultados satisfatórios na educação de LI. As respostas foram bemsignificativas, todos disseram que sim, pois sabiam que todo indivíduo possuiinteligência, uns desenvolvendo mais um lado do que outros. Entretanto todos sãodotados de saberes, de inteligências e sendo ímpares eles também têm suasparticularidades, pois ninguém é igual, podemos ter características em comum, massomos diferentes.Na aprendizagem uns assimilam mais os conteúdos de algumas Disciplinas,outros tem maior dificuldade, em quaisquer disciplinas. E se tratando da LI, essaverdade se torna mais evidente ainda. A questão é que se é conveniente trabalharas duas vertentes, tanto a ludicidade quanto as IM, em favor de colaborar para que oensino da LI seja mais proveitoso, mais gratificante e mais condizente com arealidade dos alunos, então por que não aproveitar? Quanto a isso o Professor Cresponde:“o que nos falta realmente é mais estudo sobre isso. Muitos de nósestagnamos no tempo, paramos de estudar pensando que o quesabemos e o que nos ensinaram, há tempos, é suficiente. Contudo,com o passar do tempo estou percebendo que precisamos nosadequar as novas demandas e necessidades dos alunos.”Quando se questionou se os jogos podem ser utilizados para desenvolver asInteligências Múltiplas, responderam que sim, o difícil era saber comoaplicá-los desta forma, já que na maioria das vezes, eles não dispõem demecanismos e/ou materiais para tal finalidade.Disseram ainda que frequentemente utilizam atividades lúdicas jábastante conhecidas para maioria dos alunos e percebem um certodesinteresse pela mesma, justamente por não ser mais novidade e nãotrazerem algo novo para atribuir ao conhecimento. Às vezes até, nãoatingem seus objetivos e tampouco os alunos. Pois, dependendo da série,alguns deles falam que é atividade de criança, brincadeira fácil demais eetc.
  33. 33. 33Sem dúvida a ludicidade deve estar aliada e respeitar o fator inteligênciamúltipla, pois assim atinge de forma satisfatória e eficaz o alunado. O Professor Adisse:Com certeza a ludicidade pode ser utilizada para tal fim, pois tenho alunosque deixam transparecer a inteligência corporal, adoram dançar, mexer ocorpo, outros gostam de falar na língua alvo, outros ainda amam cantar. E éjustamente aí que busco nas redes educativas, atividades que contemplemtais habilidades, não só fazendo aumentar a inteligência destes, masdesenvolvendo nos alunos que ainda não deixaram aflorar essasinteligências.Sendo assim é importante refletir então a teoria desenvolvida porGardner, que percebeu que cada ser é singular, na aprendizagem mais ainda, quenão se pode medir a inteligência apenas por um viés, pois a inteligência como eramedida tradicionalmente não respeitava a variada capacidade cognitiva presente noser humano.[...] as abordagens de QI, a piagetiana e a de processamento deinformações, todas focalizam um determinado tipo de problemalógico ou lingüístico; todas ignoram a biologia; todas falham em lutarcorpo-a-corpo com os níveis mais elevados da criatividade; e todassão insensíveis à gama de papeis relevantes na sociedade humana.Consequentemente, estes fatos geraram um ponto de vistaalternativo que focaliza precisamente estas áreas negligenciadas.(GARDNER, 2002, p. 19)
  34. 34. 34CONSIDERAÇÕES FINAISNesta pesquisa procuramos dar enfoque ao uso da ludicidade como um meiode desenvolver as Inteligências Múltiplas dos educandos na sala de aula de LínguaInglesa. Uma vez que esta disciplina está a cada dia perdendo seu valor educacionale social, pois ela é vista como uma disciplina marginal, que não reprova. Contudo oensino da Língua Inglesa possui um valor educacional e social imenso dada ainfluencia da globalização. Muito do que foi pesquisado permitiu dizer que faltaqualificação profissional, conhecimento sobre a teoria e como fazer esteconhecimento chegar até o aluno de forma que o torne um ser autentico e autônomono seu processo de aprendizagem.Ao considerar que os jogos e as brincadeiras perfazem a vida de todo serhumano desde o seu nascimento, é inevitável afirmar que em sala de aula oprofessor não pode ignorar este fator tão preponderante no cotidiano do estudante.Pois a ludicidade possibilita ao estudante crescer e se desenvolver para a vida emsociedade.O que é de suma importância, então, neste sentido, é a prática, pois elainstiga o desenvolvimento, sendo assim os jogos irão corroborar para que asinteligências sejam desenvolvidas. Antigamente muitas pessoas não tinham acessoa diversos meios de informações e com isso não viabilizava a oportunidade dedesenvolver outras habilidades existentes em cada indivíduo. Todavia atualmente hávários meios em que o professor de LI pode-se apoiar para fazer da aula de inglês,uma aula tão valiosa quanto qualquer outra disciplina.Dispondo-se de atividades que valorizem cada ser, com suas competências ehabilidades. Neste intuito é que diz-se que erigir a ludicidade neste propósito é desuma relevância. Deixando claro que o objetivo desta pesquisa foi ajudar aosprofessores na sua praxe pedagógica, para que eles encontrem um novomecanismo auxiliador capaz de tornar sua aula mais cativante e desafiadora para osestudantes e para os próprios educadores preocupados com um melhor ensinarpara um melhor aprender.Alertas de que a ludicidade não é solução de todos os problemas de sala deaula, conscientes de que nem sempre a atividade que você escolheu dará bonsfrutos e que seus objetivos serão alcançados, mas certos de que fizeram o melhorque puderam naquele momento.
  35. 35. 35Refletindo-se por este viés, ao final desta pesquisa conclui-se que osobjetivos foram alcançados, de maneira satisfatória, uma vez que trabalhamos comos professores que estão na ativa em sala de aula, como também através dasobservações que foram de extrema importância para a análise dos dados.Possibilitando refletir sobre o que propõe a teoria e o que acontece de fato em salade aula, sob a ótica do professor e do aluno.No decorrer desta pesquisa houve algumas dificuldades para se chegar aoresultado final, como datas dos professores, observações devido às váriasparalisações na rede pública, mas que não interferiu na conclusão da mesma.Ressalta-se que é um trabalho bastante relevante, e que utilizar a ludicidadepara desenvolver as Inteligências Múltiplas pode proporcionar tanto para o professorquanto para o aluno de LI, um ensino que se preocupa com a singularidade doindividuo.Pois uma maneira de aplicar a teoria das inteligências múltiplas é tentarestimular todas as habilidades potenciais dos alunos quando se está ensinando ummesmo conteúdo. Sendo que o que leva as pessoas a desenvolverem capacidadesinatas são a educação que recebem e as oportunidades que encontram. ParaGardner, cada indivíduo nasce com um vasto potencial de talentos ainda nãomoldado pela cultura, o que só começa a ocorrer por volta dos 5 anos.O intuito deste trabalho não foi supervalorizar a LI, ou colocar o lúdico comoum novo método ou nova abordagem a ser incutida na sala de aula de LI, ou mesmodizer que utilizando as atividades lúdicas objetivando o despertar das inteligênciasdos alunos, eles terão uma completa aprendizagem da língua em estudo. Nemmesmo que será uma tarefa fácil de cumprir, este desenvolvimento é contínuo, poiso saber é ilimitado assim como a busca pelo conhecimento.Pretendeu-se sim, mostrar aos educadores que, apesar dos pesares, de todaa carência que rodeia este ensino, a ludicidade como uma maneira de aprimorar oumesmo despertar as IM dos educandos, pode ser um elemento catalisador nesteprocesso educacional. Uma técnica, um recurso que pode, se não sanar, ao menosamenizar esse déficit de valorização das aulas de Língua Inglesa, principalmentequando o profissional da educação tem em suas mãos o poder de ajudar a formarcidadãos comunicativos, críticos na sociedade e para a sociedade.
  36. 36. 36REFERÊNCIASALVES, Rubem. Cenas da Vida. 3 ed. Campinas: Papirus/ Speculum, 1997.ANTUNES, Celso. Jogos para estimulação das Múltiplas Inteligências.Petrópolis, RJ: Vozes, 1998.__________. Como desenvolver as competências em sala de aula.Petrópolis, RJ: Vozes, 2001.BARROS, Aidil Jesus Paes e LEHFELD, Neide Aparecida de Souza. Fundamentosde metodologia, um guia para inicialização científica. São Paulo: McGraw-Hill,1986.BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais:língua estrangeira. Brasília; MEC/SEF, 1998.CHÂTEAU, J. O jogo e a criança. São Paulo: Summus, 1987.CUNHA, Nylse Helena. Brinquedoteca: um mergulho no brincar. São Paulo:Matese, 1994.DOHME, Vânia. Atividades Lúdicas na Educação: O caminho de tijolos amarelosdo aprendizado. 5ª ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2009.FREIRE, Paulo. Professora sim, Tia não: Cartas a quem ousa ensinar. São Paulo:Olho d`Água, 1997.GARDNER, Howard.Inteligência: um conceito reformulado. Rio de Janeiro:Objetiva, 2001._________, Howard. Estruturas da Mente: A Teoria das Inteligências Múltiplas.Porto Alegre: Artes Médicas, 2004._________, Howard. As Inteligências Múltiplas: a teoria na prática. Porto Alegre:Artes Médicas, 1995.GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo. ATLAS S.A,1991.HUIZINGA, Johan.Homo Ludens: O Jogo Como Elemento da Cultura. São Paulo.Perspectiva; 2000. Tradução: João Paulo Monteiro;LAGO, Andreza. Jogos divertidos para a sua aula de inglês. Barueri, SP. Disal,2010.
  37. 37. 37LEFFA, Vilson J. Criação de bodes, carnavalização e cumplicidade.Considerações sobre o fracasso da LE na escola pública. São Paulo.ParábolaEditorial, 2011.LIMA, Diógenes Cândido de. (org.) Ensino e aprendizagem de língua inglesa-conversas com especialistas. São Paulo. Parábola: 2009.__________. (org.) Inglês em escolas públicas não funciona? Uma questão,múltiplos olhares.São Paulo. Parábola Editorial, 2011.LIMA, Maria José Machado de. Exercício docente: mal e bem estar docente;DEMDPSERS.LISBOA, Monalisa. Valorização do lúdico no ambiente escolar: Traços históricos.Educação. 2011; Disponível em:<http://www.webartigos.com>; Acesso em:16 Jan,2012.MARCONE, M. de A. LAKATOS, E. M. Metodologia do trabalho científico. 5 ed.São Paulo: Atlas, 2001.PAIVA, V.L.M.O. (Org.). Práticas de ensino e aprendizagem de inglês com focona autonomia. Refletindo sobre estilos, inteligências múltiplas e estratégias deaprendizagem. Belo Horizonte: Faculdade de Letras da UFMG, 2005.PEREIRA, Tiara Mota. O desenvolvimento de estratégias de leitura e aquisiçãode vocabulário a partir de textos autênticos de língua inglesa: um processocomunicativo. 35 f. Monografia (Graduação) – Departamento de Educação,Universidade do Estado da Bahia, Conceição do Coité, 2011.RAJAGOPALAN, Kanavillil. Vencer as barreiras e emergir das adversidades compleno êxito: sempre com o pé no chão. São Paulo; 2011RIZZO, Gilda. Alfabetização Natural;3ed;Rio de Janeiro; RJ.Bertrand Brasil. 2001.RODRIGUES, W. C. Metodologia Científica. Paracambi, FAETEC/IST. 2007.SILVA, Cleonice. S. O ensino/aprendizagem do Inglês através do lúdico. 42 f.Monografia (Graduação) – Departamento de Educação, Universidade do Estado daBahia, Conceição do Coité,2010
  38. 38. 38APÊNDICEQuestionário avaliativo para docentes de LI1 De acordo com Johan Huizinga (2000), “[...] é no jogo e pelo jogo que acivilização surge e se desenvolve”. Comente.2 O jogo para o desenvolvimento das atividades pedagógicas, depende daconcepção que se tem de jogos e de aprendizagem. Você concorda? Justifique.3 Você considera importante a prática de jogos e brincadeiras dentro da sala deaula de língua inglesa? Comente.4 Como você avalia seus alunos durante o desenvolvimento das atividades lúdicas?Há alguma diferença significativa no aprendizado do conteúdo dado? Quais?5 Quais os percalços que você encontra ao trabalhar com a ludicidade na aula deLíngua Inglesa?6 Você tem conhecimento teórico sobre o tema das Inteligências Múltiplas?Comente.7 Ao considerar a "Teoria das Inteligências Múltinplas", quais são, basicamente, ostipos de inteligência que você, como profissional, é capaz de perceber?8 Você acredita que trabalhar a inteligência aliada a ludicidade podetrazer resultados satisfatórios na educação? Explane sua ideia.9 Na sua opinião, os jogos podem ser utilizados para desenvolver asInteligências Múltiplas?Você já os utilizou com este propósito? Discorra10 Quais atividades lúdicas são capazes de contribuir no desenvolvimento dasInteligências Múltiplas? Dê exemplo.

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