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A construção da autonomia no processo de aprendizagem de Língua Inglesa na escolas públicas
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  • 1. 0 UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO CAMPUS XIV – CONCEIÇÃO DO COITÉ JADNA DE OLIVEIRA LIMA A CONSTRUÇÃO DA AUTONOMIA NO PROCESSO DEAPRENDIZAGEM DE LÍNGUA INGLESA NAS ESCOLAS PÚBLICAS CONCEIÇÃO DO COITÉ 2012
  • 2. 1 JADNA DE OLIVEIRA LIMA A CONSTRUÇÃO DA AUTONOMIA NO PROCESSO DEAPRENDIZAGEM DE LÍNGUA INGLESA NAS ESCOLAS PÚBLICAS Monografia apresentada ao Departamento de Educação Campus XIV da Universidade do Estado da Bahia, como requisito final para a conclusão do Curso de Letras com Habilitação em Língua Inglesa. CONCEIÇÃO DO COITÉ 2012
  • 3. 2 A CONSTRUÇÃO DA AUTONOMIA NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM DE LÍNGUA INGLESA NAS ESCOLAS PÚBLICAS Monografia apresentada ao Departamento de Educação - Campus XIV da Universidade do Estado da Bahia, como requisito final à conclusão do Curso de Letras com Habilitação em Língua Inglesa.Aprovada em: / /2012 Banca examinadora________________________________________Mônica Veloso Borges– OrientadoraUniversidade do Estado da Bahia – Campus XIV_________________________________________Neila Maria Oliveira Santana - MembroUniversidade do Estado da Bahia – Campus XIV_________________________________________Juliana Bastos – MembroUniversidade do Estado da Bahia – Campus XIV CONCEIÇÃO DO COITÉ 2012
  • 4. 3 AGRADECIMENTOSInicio esses agradecimentos primeiramente, ao senhor Deus, aquele que iluminou a minhamente durante todo o tempo, que sempre esteve, e está comigo. Agradeço por dar-me essaoportunidade de ingressar no Ensino Superior, no qual preparou-me, não somente para atuarnessa árdua e gratificante profissão, que é a de educador, mas também para a vida em sí,possibilitando–me, tanto o crescimento profissional quanto o crescimento pessoal.Aos meus pais, a quem eu rogo todas as noites a minha existência, agradeço pelo apoio,carinho e dedicação que deles tenho recebido.Aos queridos mestres, os meus professores que me acompanharam durante a graduação ecada um deles deram a sua parcela de contribuição para a minha aprendizagem.Especialmente, a minha orientadora, professora Mônica Veloso, pela sua disposição eempenho, sempre que necessitei do seu auxílio. E também não poderia deixar de agradecer deforma grandiosa a professora Neila Santana, orientadora de TCC, que sempre foi atenciosa ededicada ao que faz. Ao professor Fernando Sodré pela sua colaboração.Com muito carinho, agradeço a minha família pela compreensão dos momentos que preciseificar ausente para praticar atividades relacionadas ao curso.Agradeço mais uma vez a Deus, pois finalmente aqui se encerra mais uma etapa da minhavida de estudante universitária, na qual espero que seja apenas o primeiro degrau dessaescada, na qual desejo seguir, para a minha realização profissional e também pessoal.
  • 5. 4Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender. Ensinar exige rigorosidade metodológica. Ensinar não se esgota no tratamento do objeto ou do conteúdo, superficialmente feito, mas se alonga à produção das condições em que aprender criticamente é possível. E estas condições exigem a presença de educadores e de educandos criadores, investigadores, inquietos, curiosos, humildes e persistentes. Paulo Freire
  • 6. 5 RESUMOO presente trabalho foi desenvolvido a partir da pesquisa bibliográfica, na qual tinha comoobjetivo, dialogar sobre o desenvolvimento da autonomia dos alunos de língua inglesa doensino médio nas escolas públicas. A segunda parte do trabalho investigou-se, através dapesquisa de campo, a atuação dos estudantes dentro da sala de aula com relação aodesenvolvimento da autonomia. Buscou-se também analisar, se os professores têm cumpridocom o seu papel de instigadores no processo de aprendizagem dos seus alunos, de forma queeles viessem a se tornar autônomos, ou seja, investidores do seu próprio conhecimento.Portanto, a pesquisa bibliográfica trouxe uma variedade de explicações de diversos teóricossobre as possíveis causas da ausência de estímulo entre os alunos de LI, ( Língua Inglesa )que pôde ser comprovado através da pesquisa de campo (etnográfica) de base qualitativa.Como instrumento de coleta de dados, foram utilizados questionários, nos quais os sujeitosparticipantes foram alunos da escola pública do ensino médio e professores com no mínimodois anos de experiência. Os questionários aplicados foram instrumentos eficazes paraconfirmar a falta de autonomia dos alunos das escolas públicas, sendo essa uma consequênciada ausência de professores que instiguem, em seus alunos, a necessidade de se tornaremindivíduos independentes, capazes de buscar seu próprio conhecimento. Concluindo-se que,na maioria das vezes, os professores trabalham com uma metodologia tradicional que nãoatende os interesses dos alunos, e portanto não colabora com o desenvolvimento da autonomiado aprendiz .Palavras-chave: Escola Pública. Metodologia. Professor-instigador. Aprendiz-autônomo.
  • 7. 6 ABSTRACTThis paper was developed from a bibliographic research, which aimed to dialogue about thedevelopment of the English students autonomy in high school in the public schools. Thesecond part investigated through field research, the performance of students in the classroomin relation to the development of autonomy. It also sought to examine whether teachers havefulfilled their role as instigators in the learning process of their students, so that they were tobecome autonomous, ie investors of their own knowledge. Therefore, the literature hasbrought a variety of different theoretical explanations on the possible causes of the lack ofstimulation of LI between students (English Language) that could be verified through fieldresearch (ethnography) of qualitative basis. As an instrument of data collection,questionnaires were used, in which participants were public school students and high schoolteachers with at least two years of experience. The questionnaires were effective tools toconfirm the lack of autonomy of students in public schools, this being a consequence of theabsence of teachers who instigate in their students, the necessity to become independentindividuals, able to pursue their own knowledge. Concluding that, in most cases, teacherswork with a traditional methodology that does not meet the interests of students, andtherefore does not contribute to the development of learner autonomy.Key-Words: Public School. Methodology. Professor-instigator. Learner –autonomous.
  • 8. 7 SUMÁRIO1 INTRODUÇÃO ---------------------------------------------------------------------------------- 082 A RELEVÂNCIA DA AUTONOMIA COMO UM FATOR INDISPENSÁVELNA CONTRIBUIÇÃO DO PROCESSO DE APRENDIZAGEM EM LI -------------- 102.1 A orientação do professor: Estímulo necessário para motivar os alunos aodesejo de aprender a Língua Inglesa ----------------------------------------------------------- 142.2 O uso das tecnologias como um auxílio ao desenvolvimento da autonomia emLI------------------------------------------------------------------------------------------------------- 183 METODOLOGIA -------------------------------------------------------------------------------- 223.1 Tipologia da Pesquisa ------------------------------------------------------------------------- 223.2 Sujeito e lócus da Pesquisa ------------------------------------------------------------------- 233.3 Instrumento de Coleta de dados ------------------------------------------------------------ 244 ANÁLISE DE DADOS -------------------------------------------------------------------------- 255 CONSIDERACÕES FINAIS ------------------------------------------------------------------ 36REFERÊNCIAS ------------------------------------------------------------------------------------ 38
  • 9. 81 INTRODUÇÃO Através de observações que foram realizadas em algumas escolas públicas foi possívelperceber que a LI (língua inglesa) ainda é vista como uma disciplina a mais no currículoescolar. Há também uma grande desvalorização do inglês por parte de alguns alunos que nãoreconhecem a verdadeira importância em aprender essa língua, o que dificulta o processo deaprendizagem tornando o estudo de LI cada vez mais enfadonho.Conforme diversos teóricos, isso decorre em função da maneira como é lecionada essadisciplina, geralmente com o mesmo tipo de aula em torno de itens gramaticais ao longo detodo percurso escolar, além de não ser mostrado em algumas escolas a verdadeira importânciaem aprender a língua inglesa, o que consequentemente gera entre os alunos uma falta deinteresse e desmotivação para aprender. Dessa forma, uma grande parte dos alunos estudamessa disciplina somente por obrigação e não por serem conscientes da necessidade que temosem saber uma segunda língua, gerando entre eles uma grande dependência do professor e docontexto escolar . Diante dessa situação muitos alunos concluem o ensino médio e não sentem o menorinteresse em continuar estudando, tornando-se cada vez mais distantes do contato com alíngua inglesa. Porém, sabemos que no contexto globalizado no qual vivemos, se faznecessário uma incansável busca pela aprimoração de conhecimentos em uma línguaestrangeira, principalmente a LI. Porém, para que isso aconteça os aprendizes precisam setornar autônomos, pois conforme Paiva (2010) torna-se inviável desenvolver umaaprendizagem satisfatória com os conhecimentos adquiridos exclusivamente no ambienteescolar. Por isso é preciso que os professores de LI utilizem suas aulas como um elementoessencial para estimular os seus alunos a buscarem o desenvolvimento da autonomia,tornando-se aprendizes conscientes do seu papel na construção da aprendizagem. Considerando os alunos das escolas públicas como indivíduos capazes de construir suaprópria aprendizagem dentro da língua inglesa, e o professor como o responsável por instigaros estudantes, surge o questionamento: O que os alunos das escolas públicas do ensino médiotem feito para desenvolver sua autonomia dentro da Língua Inglesa, e o que os professoresdessa mesma instituição tem feito para estimular os estudantes a ter um interesse maior poressa disciplina de forma que ele venha se tornar independente do contexto escolar? Foi com oobjetivo de responder a essas questões, e a intenção de propor estratégias de aprendizagem
  • 10. 9significativas, e pautadas no desenvolvimento do aprendiz de LI, de forma que viesse aestimular os professores das escolas públicas a despertar nos seus alunos o interesse em setornar aprendizes autônomos, que foi realizada essa Pesquisa de Campo. Sendo esta umapesquisa de caráter qualitativo, realizada no colégio Estadual Wilson Lins no município deValente, com professores de Língua Inglesa e alunos do ensino médio, na qual foramaplicados questionários como instrumento de pesquisa.Inicialmente foi feita uma visita ao campo (colégio estadual Wilson Lins ) para detectar osproblemas de aprendizagem de LI existentes na sala de aula. Nos quais, um desses problemasdetectados foi a falta de interesse dos alunos com relação a disciplina de língua inglesa. Apartir desse problema encontrado nas escolas públicas, foram realizados alguns estudos paraidentificar as possíveis causas do desinteresse dos alunos. Quando então, foi possível perceberatravés da fala de diversos teóricos que a falta de autonomia é uma grande vilã para oprogresso na aprendizagem de qualquer língua estrangeira. Dessa forma, foi entãodesenvolvida a pesquisa bibliográfica com o objetivo de entender a causa da falta deautonomia entre os alunos, e também visando descobrir de que forma o professor de LIpoderia incentivar os estudantes a se tornarem verdadeiros aprendizes autônomos. Essa, foi a primeira etapa desse trabalho, que consistiu em compreender a causa dafalta de autonomia dos alunos, e em verificar as sugestões propostas por diversos estudiososda área de Língua inglesa, como possíveis soluções para tais problemas. No segundo capítulo,encontra-se a metodologia, na qual descreve a parte técnica desse trabalho, como porexemplo, o campo onde ele foi realizado, os sujeitos participantes da pesquisa, assim como oinstrumento utilizado para coletar os dados , as características gerais dos sujeitosparticipantes, e o tipo de pesquisa realizada. No terceiro capítulo consta a análise de dados,feita a partir dos questionários respondido por professores e alunos, no qual justifica-se pelanecessidade de conhecer o contexto real da sala de aula para então fazer comparações entre aparte teórica, e analisar o que é mais viável de ser proposto como solução para a melhoria noprocesso de aprendizagem de LI, conforme a necessidade dos alunos.Por fim encontra-se as considerações finais, trazendo uma conclusão do que foi discorridonessa monografia, assim como as possíveis soluções para os problemas apresentados comrelação ao tema desenvolvido.
  • 11. 102 A RELEVÂNCIA DA AUTONOMIA COMO UM FATOR INDISPENSÁVEL NACONTRIBUIÇÃO DO PROCESSO DE APRENDIZAGEM EM LI No mundo globalizado, no qual estamos em que a cada dia que passa se intensificacada vez mais as relações comercias entre diversos países, principalmente após o surgimentoda internet, é de capital valor o conhecimento de uma língua estrangeira, principalmente oinglês, considerado hoje como língua universal. O conhecimento da LI ( Língua inglesa) permite à uma ampla quantidade de jovens eadultos oportunidades de emprego principalmente nas áreas de turismo, nas lojas,supermercados etc. Sabe-se que a língua inglesa é a mais utilizada para comunicações entrediferentes países, principalmente nas relações comerciais. Isso demonstra de forma ampla acapacidade de abrangência da LI em diversos países, e a necessidade que temos de estar nospreparando, tanto para o mercado de trabalho, no qual exige cada vez mais que osprofissionais tenham uma boa formação na língua inglesa, como para a vida em si, pois oconhecimento dentro dessa área nos proporciona uma imensa riqueza intelectual, não só nosaspectos de linguagem, como nos elementos culturais e sociais. Podemos observar aamplitude de conhecimento que a aprendizagem em LI nos condiciona através da fala de Dias(2012, p.13) que nos diz que “a aquisição de habilidades comunicativas em outra(s) língua(s)representa, para o aluno,o acesso ao conhecimento em vários níveis (nas áreas turística,política, artística, comercial, etc.), favorecendo as relações pessoais”. Apesar da imensa influência da LI no Brasil, principalmente após o surgimento dainternet, ainda há desvalorização dessa disciplina nas escolas públicas. Esse fato foi verificadoatravés de observações, realizadas em uma escola pública estadual no município de Valentecom alunos do Ensino Fundamental e Médio. Através dessas observações, pode se afirmarque grande parte dos alunos reconhecem a importância em aprender a língua Inglesa nomundo globalizado no qual estamos. Entretanto, há muitos que não gostam da disciplina porconsiderá-la difícil para aprender. Uma das razões para se considerar a disciplina difícil, pode estar na falta deaproximação dos alunos, que na maioria das vezes só entram em contato com a língua quandoestão na sala de aula, o que dificulta cada vez mais o processo de aprendizagem, pois quantomenos contato com a LI, menos será o progresso do aprendiz com a língua estrangeira naqual estuda.
  • 12. 11 Os alunos precisam estar conscientes de que a aula é apenas um instrumento que oauxiliará na aprendizagem. Embora seja necessário que haja aulas que motivem os estudantesa querer buscar mais conhecimento, não é apenas a metodologia da aula, ou mesmo oprofessor que serão os determinantes do sucesso dos alunos com a LI, pois eles são apenas osauxiliadores desse processo de aprendizagem. Por isso, os alunos precisam ir muito além docontexto escolar para poderem alcançar a aprendizagem ideal, pois sabemos que na escola nãohá recurso, preparação profissional, ou mesmo tempo suficiente para atingir um nível ideal deaprendizagem. Portanto os alunos precisam antes de tudo tornar-se responsáveis pelo seuaprendizado, ao invés de esperar que esse chegue até ele somente por meio da sala de aula.Em outras palavras isso quer dizer que, para alcançar uma aprendizagem eficaz na LI osalunos precisam primeiramente tornar-se indivíduos autônomos. O que seria então, um aprendiz autônomo? Se relacionamos a palavra autonomia aindependência , logo responderemos que o aprendiz autônomo é aquele que aprende sozinho,e não depende do professor para orientá-lo. Se pensássemos dessa forma estaríamoscompletamente enganados, pois a orientação do professor é indispensável no processo deaprendizagem dos estudantes de LI, assim como a sua presença é indispensável noacompanhamento da construção da autonomia, para indicar aos alunos o caminho mais rápidopara chegar a tal objetivo. Se para se tornar autônomo, o aprendiz precisa ser independente, epor outro lado ele não deve se distanciar do professor, observamos aqui um pequenoequívoco. Afinal qual a melhor maneira para se definir a autonomia ? O termo autonomia no processo de aprendizagem de língua, especialmente de línguainglesa, foi sendo amadurecido com o passar dos tempos, devido às discussões entrepesquisadores da área de Lingüística Aplicada. Segundo Cruz (apud LIMA, 2009, p. 60), essainquietação se iniciou com Henry Holec em 1980, com o livro intitulado: Autonomy inForeigh Language Learning. Essa inquietação se dá devido a necessidade de aprender umalíngua para usá-la no ato comunicativo, indo de encontro as abordagens tradicionais. Miccoli (2010, p.32) considera a definição para o termo “autonomia” apresentada emAurélio, segundo o qual autonomia é a capacidade de governar-se a si mesmo. Aplicada á salade aula, para Miccoli, essa noção é uma atitude que demonstra que o aluno assumiuresponsabilidade própria por seu processo de aprendizagem. Como podemos observar na definição dada por Miccoli, o aprendiz autônomo assumeuma postura de independência com relação ao professor, tornando–se um sujeito ativo na
  • 13. 12busca de novos conhecimentos para auxiliar o seu processo de aprendizagem. É importanteenfatizar que, essa capacidade de „governar-se‟ não dá ao aluno o direito de sentir–se capaz dedesenvolver sua aprendizagem totalmente fora do ambiente educacional, pois sem aorientação de um professor, o aprendiz pode cometer uma série de erros, gerando diversasconsequências negativas, como por exemplo, buscando fontes que não sejam confiáveis, oupraticando estratégias de aprendizagem que não abarquem os caminhos necessários para umaaprendizagem eficaz. A autonomia se dá em qualquer área de conhecimento, seja ela técnica, científica,educacional, religiosa, etc.. Por isso, Como um exemplo de cidadão autônomo, podemos citarum indivíduo que traça suas estratégias de vida, como a carreira profissional que pretendeseguir, e a partir da escolha, decide estudar em casa para um possível concurso que venhaacontecer. Essa pessoa demonstra uma atitude autônoma pelo fato de tomar decisões sozinha,estabelecendo o estudo como uma meta para alcançar seu objetivo. É importante compreendermos que relacionar a autonomia ao fato de tomar decisõessozinho, não implica em dizer que o estudante de LI deva estudar por si próprio, semnenhuma intervenção exterior. Muito pelo contrário, o sujeito autônomo precisa estar sempreinteragindo, tanto com o professor, que é o mais importante orientador, quanto com oscolegas, como por exemplo através de diálogos para treinar a pronúncia, em que um poderácomplementar o vocabulário do outro, através de atividades de listening, de leitura, etc..Todas essas atividades trabalhadas em conjunto facilitará para todos os alunos, poisgeralmente cada um, contém uma habilidade diferente podendo assim contribuir uns com osoutros. Afinal “não existe autonomia pura, como se fosse capacidade absoluta de um sujeitoisolado.[... ] Por isso só é possível realizá-la como um processo coletivo, que implica relaçõesde poder não autoritárias” (PCN, 1997, p.35) Apesar da necessidade da presença de um educador para estar orientando o aluno nospassos á serem seguidos, o aprendiz precisa ter confiança em si próprio, ao invés de pôr suatotal confiança no professor, como muitos alunos costumam fazer, e consequentemente,acabam sentindo dificuldade no processo de aprendizagem de LI. Por isso é necessário que oaprendiz desenvolva a autoconfiança, e então perca o medo de errar nas suas atitudes dianteda classe. Na dissertação de Silva (2008) a autonomia é conceituada como a capacidade doindividuo agir, consciente de que suas decisões foram projetadas e assumidas por ele. Se
  • 14. 13enfatiza a autonomia também como uma condição que a pessoa exerce, assumindo riscos paraalcançar seus objetivos. Afinal todo cidadão que tem um ideal, busca meios para alcançá-loconforme a necessidade encontrada. Contudo o aprendiz autônomo, deve se sentir acima detudo um ser capaz. O aprendiz autônomo demonstra atitudes de responsabilidade e independência não sópelo fato de estudar sozinho em casa, mas também na escola, até mesmo colaborando com oscolegas que apresentam dificuldade. Apesar da necessidade do aprendiz em estar sempre emcontato com colegas e professores, buscando a interação entre ambos, é necessário lembrarque é preciso sentir-se livre e desapegado de qualquer pessoa para focar no objetivo próprio.Como é enfatizado na definição de Rocha (apud SILVA, 2008 p.42) “autonomia é a facilidadede dirigir se livremente de acordo com sua própria vontade e independência de qualquerordem.” Essa afirmação de Rocha deixa claro o amplo nível de liberdade que o aluno possui.Essa liberdade, pode estar relacionada ao livre arbítrio para escolher por exemplo, quaismétodos seriam melhor para desenvolver uma boa pronúncia, ou quais as melhores estratégiasde leitura. É ter liberdade também, para sugerir ao professor de LI algum tema diferente paraestar sendo trabalhado na aula. Enfim há diversas possibilidades do aprendiz usar essaliberdade, de forma que esteja sempre focando na aprendizagem de língua estrangeira. Elementos como independência, liberdade e autoconfiança são consideradosindispensáveis no desenvolvimento da autonomia. Porém é necessário deixar claro aosestudantes de LI, que eles não devem confundir essa liberdade ou independência, com alibertinagem em que o aluno pode fazer o que ele quiser, inclusive desconsiderando asorientações dadas pelo profissional de educação. Pois a orientação do professor éimprescindível no processo de aprendizagem dos estudantes de LI, assim como a sua presençano acompanhamento da construção da autonomia, para indicar aos alunos o caminho maisrápido para chegar a tal objetivo. Algo semelhante a fala de Rocha é a de Silva (2008, p.43 ) afirmando que “noaprendizado de língua inglesa , a prática interativa construtiva e o poder de escolha sãoposturas muito úteis para o surgimento da autonomia”. Isso quer dizer que embora o aprendizautônomo desenvolva uma responsabilidade maior por seus próprios estudos, ele devecontinuar tendo a instituição escolar, assim como o seus professores, como os colaboradoresdesse processo, ao invés de entender que por ser um aluno que busca estratégias de
  • 15. 14aprendizagem, não precise de nenhum auxílio, muito pelo contrário. O aprendiz autônomodeve assumir uma postura de responsabilidade e disposição em meio á classe, até mesmoauxiliando os colegas que tem mais dificuldade. A afirmação de Holec com relação a necessidade de uma aprendizagem de LI, voltadapara a comunicação, explica a principal razão para os estudantes de LI das escolas públicasbuscarem desenvolver sua independência, pois é através da autonomia que o aluno passa abuscar estratégias que são pouco trabalhadas no contexto escolar, e consequentemente podematingir um progresso satisfatório. Todas as discussões que foram até aqui apresentadas, servem para deixar claro aosestudantes de LI que o desenvolvimento da autonomia é um fator imprescindível para que elepossa estar buscando a sua aprendizagem em tempo integral, sem a necessidade de estar naescola, ou na presença do professor. Através da consciência de que ele tem capacidade paradesenvolver sua aprendizagem, basta querer e correr atrás dos seus objetivos, dessa forma aaprendizagem de LI pode ocorrer em um intervalo de tempo menor e com muito maisfacilidade.2.1 A orientação do professor: Estímulo necessário para motivar os alunos ao desejo deaprender a língua Inglesa Um dos passos mais importantes para o desenvolvimento da autonomia é oreconhecimento da importância da disciplina de LI na sociedade atual, pois torna-se difícilvalorizar qualquer disciplina sem antes saber qual a sua utilidade fora do contexto escolar. É comum nas escolas, os alunos se questionarem em que eles poderão aplicar osconhecimentos adquiridos no Português, na Matemática, na Química, como nos demaiscomponentes. Se a dúvida dos alunos não for esclarecida em alguma dessas disciplinas,possivelmente o nível de interesse por ela será inferior as demais. Isso acontece em qualquerinstancia da vida, o ser humano não pode gostar ou apresentar qualquer interesse por aquiloque ele não conhece, e nem ao menos percebe motivo algum para conhecê-lo. Com adisciplina de Língua Inglesa acontece o mesmo, por isso se faz necessário que os professoresde LI estejam constantemente mostrando através de suas aulas a influência da LI na sociedadeatual, e a necessidade de estar cada vez mais aprimorando os conhecimentos nessa língua.
  • 16. 15 O tempo disponível para a disciplina de língua inglesa na instituição escolar éinsuficiente para aprender tudo que é necessário. Como afirma Miccoli (apud PAIVA, 2010p.34 ) “a aprendizagem da língua estrangeira dentro de uma sala de aula é uma atividade quepode levar de oito a dez anos de estudo ininterruptos.” Sendo assim torna-se inviáveldesenvolver uma aprendizagem satisfatória com os conhecimentos adquiridosexclusivamente no ambiente escolar, com apenas duas aulas semanais de cinquenta minutoscada uma, sabendo que muita das vezes esses cinquenta minutos de aula nem são cumpridostotalmente. Com a falta de conhecimento da influência da LI na sociedade brasileira, e emdiversas outras nações, somada ao pouco tempo estabelecido para o ensino dessa disciplina,acaba surgindo uma grande desvalorização por parte da maioria dos alunos, que perdem ointeresse e se distanciam cada vez mais do contato com a língua inglesa, o que gera umaimensa dificuldade no processo de aprendizagem. Diante dessa difícil realidade das escolas públicas com relação a essa línguaestrangeira, não há ninguém melhor que o professor para desmistificar essas crenças e mostrarao aprendiz a necessidade que eles têm de aprender uma língua estrangeira, principalmente alíngua inglesa que é utilizada hoje em inúmeros países, tanto como uma língua deentretenimento, como para estabelecer relações comerciais. Sendo então considerada comouma língua franca. Além de mostrar ao aluno a verdadeira importância em aprender a LI, é necessário queos professores modifiquem sua abordagem de ensino focando-a no desenvolvimento daautonomia dos alunos, incentivando-os a buscarem o desenvolvimento da sua aprendizagemtambém fora do contexto escolar (já que o tempo estipulado para as aulas de LI é insuficientepara uma aprendizagem completa), de forma que aprendam verdadeiramente a língua alvo etornem-se aprendizes autônomos, capazes de desenvolver seu próprio conhecimento na línguainglesa. Um dos critérios indispensáveis ao educador para incentivar o desenvolvimento daautonomia do aluno é através da mudança nas aulas de LI, pois se o primeiro passo paradesenvolver a autonomia é despertando o interesse do aluno, esse deve ser feito através datroca de uma abordagem focada no ensino de gramática, para uma abordagem que contempleaulas dinâmicas e prazerosas com foco na comunicação. Krashen ( 1985 ) aborda essa questãoatravés da hipótese do input, na qual todo o input oferecido ao aluno deve ser compreensível,
  • 17. 16ou seja toda situação linguística durante as aulas deve ser tão real quanto possível, para queseja compreendida pelos alunos. Conforme a teoria de Krashen, a aplicação de exercícios de repetições que visa aprática de estruturas gramaticais, dificilmente são significantes ou relevantes, deixando assimde ser um input compreensivo, e atrasando ainda mais o processo de aprendizagem. Além deKrashen, há diversos outros teóricos que não apoiam o ensino de LI focado exclusivamente nagramática, como Paiva (apud LIMA, 2009, p.32-33,) que afirma que “toda língua deve serensinada em toda sua complexidade comunicativa sem restringir seu estudo a uma tecnologia(leitura) ou aspectos apenas formais (gramaticais).” O ensino tradicional que se atém a uma única metodologia, pode levar os alunos aperderem completamente o interesse nas aulas de LI. Dessa forma, a maioria deles podem sesentir desmotivados para continuar aprendendo a língua inglesa após saírem da escola, já quenão conseguem ver nenhum progresso durante o tempo em que estiveram estudando. Por isso,se pode concluir que os professores de LI que passam parte de suas aulas ensinando regrasgramaticais (ao invés de aplicá-las no processo de comunicação) estão atrasando o processode aprendizagem dos alunos, e um possível desenvolvimento da autonomia destes. Dessa forma, se faz necessário que os alunos ampliem o seu tempo de estudo, não selimitando apenas ao que é aprendido durante as aulas. Pois “ninguém vai aprender uma línguase ficar restrito as atividades da sala de aula por melhor que elas sejam e por maior que seja otempo previsto no currículo escolar,” Villaça (2010). Mas para que isso ocorra, é necessárioque os educadores incentivem os seus alunos ao desenvolvimento da autonomia e ofereçam aesses um input compreensível, mostrando-lhes as melhores estratégias para adquirirconhecimento na aprendizagem dessa língua, também fora do contexto escolar. O ensino de LI voltado para a comunicação é indispensável para o aluno perceber queo que ele está aprendendo na sala de aula está sendo útil na prática, e não fica apenas nateoria. Dessa maneira, o educador pode proporcionar ao aprendiz o desejo de continuaraprendendo, pois isso pode gerar nele um sentimento de competência para atuar na sociedade,sendo esse um grande passo para que ele se torne um aprendiz autônomo. Chaguri (2005,p.01) também é um dos teóricos que enfatiza a importância de um ensino voltado para acomunicação quando diz que: É fundamental que se garanta as aprendizagens essenciais para a formação de cidadãos autônomos, críticos, e participantes, capazes de atuar com competência,
  • 18. 17 dignidade e responsabilidade na sociedade em que vivem, utilizando sua própria língua, ou outra capazes de se comunicar e atuar como cidadãos, formando assim sua própria história. Sem o incentivo do professor, a dificuldade dos alunos para o desenvolvimento daautonomia seria ainda maior, e consequentemente o processo de aprendizagem se tornariamuito mais lento. Pois são poucos os alunos que demonstram responsabilidade, ou atitudes deautonomia. Miccoli (2010) mostra esse desinteresse dos alunos em tornar-se aprendizesautônomos, quando diz que a maior resistência á promoção da autonomia vem do próprioaluno, pois o desenvolvimento da autonomia é um processo que exige mais do aprendiz. Podemos considerar comum essa resistência dos alunos, pois esses ainda estão malacostumados com as salas de aula tradicionais, em que eram considerados como um recipientevazio que os professores depositavam seus conhecimentos e eles apenas os reproduziam. Noentanto, para o desenvolvimento de uma aprendizagem eficaz, é necessário que esse ensinotradicional centralizado no professor seja modificado, e que os alunos se sintam como osprincipais agentes do seu processo de aprendizagem. Pois como afirma Leffa (2002) “aaprendizagem que realmente interessa é aquela que não é apenas reprodução do que já existe,mas criação de algo novo, de progresso e avanço e só é possível com autonomia”. É indispensável que os alunos considerem-se como parte da aula e passem a fazerquestionamentos aos professores, assim como dar a eles suas opiniões sobre o que precisamaprender. Esse já é um dos primeiros passos para o desenvolvimento da autonomia, mas paraque isso aconteça é necessário que o professor abra espaço para o aluno, dando lheoportunidade para demonstrarem as suas produções, fazendo-os se sentirem seguros eindependentes. De acordo com Freire (1996, apud SILVA, p.42), “na sala de aula, o estudante deveencontrar meios que propiciem a sua autonomia para que ele se torne um colaborador e umassociado dos projetos montados para a aula”. Moita Lopes (1997) também enfatiza anecessidade dessa participação dos alunos, quando afirma que os educadores devemdesenvolver nos alunos um conhecimento que vai além do conhecimento ritualístico emecânico, incentivando-os a participação consciente, que libertará o aluno da dependência doprofessor. Dessa forma o docente estará cumprindo o seu ofício, como um verdadeiroeducador, que sabe que o seu papel é orientar os seus alunos, deixando-os livres, para
  • 19. 18observarem e aprenderem a corrigir seus próprios erros, ao invés de facilitar o processo deensino-aprendizagem, retirando dele todas as possíveis dificuldades que os aprendizespoderiam enfrentar. Pois é a partir das dificuldades encontradas pelos alunos, queposteriormente esses poderão alcançar um bom nível de aprendizagem em LI. Através de todas as discussões em torno do papel do professor na construção daautonomia dos alunos de língua inglesa, podemos constatar que o conhecimento não é dado aoaprendiz, mas esse é o único responsável em construí-lo. Porém, não se pode negar quequanto maior for o estímulo oferecido pelos professores, maior serão as chances dosestudantes despertarem o desejo, e desenvolverem a consciência da necessidade de setornarem aprendizes autônomos para que possam alcançar um nível satisfatório deaprendizagem, tanto na língua inglesa, como em qualquer língua estrangeira que desejamaprender.2.2 O uso das tecnologias como um auxilio ao desenvolvimento da autonomia em LI O avanço ocorrido na tecnologia nos últimos anos apresenta uma série de vantagens, eentre elas está a contribuição dos diversos meios tecnológicos para a aprendizagem de LI. Separarmos para imaginar a sala de aula de LI há alguns anos atrás podemos perceber o quantodeveria ser difícil para os alunos se sentirem motivados, com o mesmo tipo de aula o tempotodo já que não havia nas escolas nenhum tipo de recurso tecnológico moderno, e osprofessores tinham como único recurso o quadro e o piloto. Felizmente essa realidade mudoucom o passar dos anos e as aulas puderam ser mais dinamizadas através das fitas cassetes, naqual os alunos podiam assistir filmes para melhorar o seu vocabulário, ou ouvir músicas eminglês, o que contribuía muito com os alunos na melhoria da pronuncia. Tudo isso éimportante, principalmente se compararmos com aulas expositivas, como foi citadoanteriormente com o uso do quadro e do piloto. Se esses únicos meios citados puderamcontribuir com a melhoria na aprendizagem de Língua Inglesa, hoje com a presença dediversos outros recursos modernos trazidos através da grande evolução tecnológica, há muitomais facilidade de aproximação entre os alunos e a língua-alvo na qual estão estudando. Se antes os alunos justificavam a dificuldade em aprender a LI devido a escassez derecursos que pudessem lhes proporcionar uma maior interação com a língua, hoje essajustificativa não é valida, pois os alunos conseguem aprender sozinhos a língua inglesa não só
  • 20. 19a habilidade de leitura e escrita, como também a sua pronúncia correta através de estudosrealizados em casa com o uso de cd, DVD, vídeos, e principalmente da internet. Podemos considerar normal a enorme dependência dos alunos com relação aoprofessor de LI a algum tempo atrás, em que não existia se quer livros disponíveis para osalunos. Como esses poderiam desenvolver uma aprendizagem eficaz com a inexistência detantos recursos imprescindíveis para o estudo de uma língua estrangeira? Torna-se difícil paraqualquer indivíduo que praticamente nasceu em uma era tecnológica responder a essapergunta, porém atualmente se tornou muito fácil afirmar como os alunos de LI podemaproveitar o tempo em casa para aprofundar os seus estudos, após tanta riqueza proporcionadapela tecnologia. A internet, por exemplo é um recurso que se pode considerar completo, já que dispõede meios para desenvolver todas as habilidades( listening, speaking, writting e reading).Através dela os estudantes tanto podem assistir um filme com legenda em inglês, como ouvirmúsicas, ler textos autênticos, historinhas em quadrinhos, ou até mesmo conversar com umfalante nativo de Língua Inglesa. Tudo isso contribui bastante para o aluno desenvolver suaautonomia, já que eles têm o direito de escolher os textos que preferem ler, ou a música quemais gostam , sendo esses um dos primeiros passos necessários para que ele se torne umaprendiz autônomo. Para que a aprendizagem ocorra com sucesso em qualquer instancia, ela precisa estáassociada ao prazer, por isso os meios tecnológicos puderam trazer uma imensa contribuiçãoao processo de aprendizagem de LI, principalmente a internet, que disponibiliza diversasmaneiras de aprender de forma pratica e divertida. Através de entrevistas realizadas com alunos de Língua estrangeira podemos constataro quanto a presença da internet pôde estimular os alunos ao desenvolvimento da autonomia. Em uma entrevista realizada por Elisa Lioe sobre a aprendizagem de LI, a música, aTV a cabo (seriados americanos, noticiários e programas falados em inglês) e a Internet foramos recursos mais mencionados pelos alunos como meios de aprimorar a língua. Um dosalunos entrevistados afirma que não gosta muito de ler embora faça isso por obrigação porquesabe da sua importância, buscando um tema que seja de seu interesse, ele diz que prefereouvir e falar, assim como ouvir músicas do que aprender através do livro e gramática. Eletambém procura conversar com falantes nativos. Portanto, não há um recurso melhor que ainternet para trazer tanta diversidade e até mesmo a oportunidade de aproximar pessoas de
  • 21. 20diferentes países. Fica difícil imaginarmos, por exemplo, um estudante de escola pública (quena maioria são de classe baixa) conversando, ou tendo aula com um falante nativo de LI, semo uso desse precioso recurso que é a internet. É importante lembrar que apesar da extrema necessidade do uso da internet para odesenvolvimento da aprendizagem em LI, não se pode deixar de lado todos os outros recursosque a tecnologia dispõe, para realizar as diferentes habilidades no processo de aprendizagemde língua inglesa.Através de estudos realizados, podemos afirmar que o desenvolvimento da autonomia é ofator que indicará o desempenho dos alunos nas atividades a serem realizadasindividualmente. E para a realização de uma completa aprendizagem é necessário que osaprendizes pratiquem atividades que abordem todas as habilidades, e não apenas uma delas.Por isso, Laura Miccoli desenvolveu um programa chamado self study Project, que engloba asquatro habilidades lingüísticas: listening, reading, speaking e writing. Ela realizou esseprograma de estudo individual, com o objetivo de fazer com que os alunos integrassem açõesautônomas fora da sala de aula ao seu processo de aprendizagem. Nas atividades de listening, Miccoli sugere que os aprendizes ouçam músicas quegostam, descubram quantas palavras já conhecem, e façam uma lista incluindo aquelas quesão desconhecidas para que possam substituir por sinônimos em inglês. A mesma atividadepode ser feita através de um filme, vídeo, ou através de entrevistas a artistas que tenham alíngua inglesa como sua língua materna. Os alunos devem estar sempre fazendo anotações ebuscando aprender a pronuncia de novas palavras. Ao assistir um filme, eles podem preencheruma ficha contendo as seguintes descrições: name of movie, main actors, brief description ofmovie, part you liked Best, list of words you did undestand.Para as atividades de reading, a autora do Self Study Project orienta os aprendizes aprocurarem na própria cidade todas as palavras na língua inglesa que forem encontradas nasvitrines das lojas, supermercados, em frases nas camisas das pessoas, lembrando-se de anotá-las e observar se estão escritas corretamente. Outra atividade interessante é selecionar revistascom temas escolhidos por eles, e preencher ( em inglês ) uma ficha com: Name of magazine,brief description of content, part you liked Best, list of words you learned. Na realização de atividades com o uso do speaking a música continua sendoindispensável, o aluno pode utilizá-la para melhorar a sua pronuncia. Miccoly aconselha osaprendizes a iniciar com canções lentas, e depois passar para canções mais rápidas. O aluno
  • 22. 21também pode fazer entrevistas com os professores, onde ele mesmo deve criar as questões.Eles podem se reunir uma vez por semana com seus colegas para produzirem um diálogosobre um tópico específico, gravando as pronuncias dos colegas em um cd para fazerem asdevidas correções Essas reuniões podem ser chamadas de English Club. Podemos consideraressa atividade como um ótimo requisito para tirar o medo dos alunos de se pronunciar empúblico na língua-alvo. Eles podem inclusive, preparar-se para futuras apresentações emInglês na sala de aula, fazendo essas apresentações inicialmente para o seu clube. As atividades de writing podem ser feitas através da troca de bilhetes entre os colegas,ou textos pessoais sobre a própria vida, como algum acontecimento marcante, as coisas quegostaria de realizar, etc.. Essas atividades podem ser corrigidas entre os colegas, eposteriormente levadas para a sala de aula para serem corrigidas pelo professor. A correçãofeita inicialmente pelos alunos é um ótimo exercício para eles avaliarem o próprio nível deaprendizagem. Podemos observar que todas essas estratégias de aprendizagem envolvem tarefas quenecessitam do uso da tecnologia para serem melhor elaboradas, principalmente atividades quecontemplam a habilidade de listening e Speaking. Além disso, podemos observar que todaselas trabalham com o lúdico, e esse é um fator indispensável a ser utilizado pelos alunos naconstrução do próprio conhecimento. Pois onde há o lúdico, há também o prazer econseqüentemente o aprendizado ocorre de forma natural. Portanto, para desenvolver uma aprendizagem em uma língua estrangeira, há doisfatores fundamentais que devem ser estimulados pelos professores de língua estrangeira: oprimeiro é o fator autonomia, pois sem ela os alunos podem ser os “melhores da classe,” masnão passarão de meros alunos. O segundo, é o fator tecnologia, pois sem essa, seriapraticamente impossível desenvolver uma aprendizagem eficaz, até mesmo para os alunosautônomos.
  • 23. 223 METODOLOGIA Este capítulo descreve a parte técnica desse trabalho, como por exemplo, o campoonde ele foi realizado, os sujeitos participantes da pesquisa, assim como, o instrumentoutilizado para coletar os dados, as características gerais dos sujeitos participantes e o tipo depesquisa realizada.3.1 Tipologia da pesquisa Esse trabalho foi desenvolvido através da pesquisa bibliográfica e da pesquisa decampo. O primeiro tipo de pesquisa foi feito com o objetivo de obter o máximo deconhecimento possível em torno do tema desenvolvido. Para isso, foram realizados estudos dediferentes teorias á respeito do tema, e foram feitas diversas comparações entre as abordagensde cada teórico. Essa pesquisa inicial foi de fundamental importância para enriquecer oconhecimento com relação ao tema desse trabalho, já que os conhecimentos adquiridosserviram para uma melhor aplicabilidade da parte técnica do mesmo, pois através dela foipossível obter o conhecimento necessário para se aplicar as técnicas de pesquisa de formaadequada, e se chegar a conclusões que puderam ser evidenciadas anteriormente porestudiosos da área na qual esta pesquisa se designou. O segundo tipo de pesquisa realizado é denominado pesquisa de campo, que é abaixodefinida segundo Markoni e Lakatos. (2005, p. 188) : Pesquisa de campo é aquela utilizada com o objetivo de conseguir informações e/ou conhecimentos acerca de um problema, para o qual se procura uma resposta, ou de uma hipótese que se queira comprovar, ou, ainda, descobrir novos fenômenos ou as relações entre eles. A escolha desse tipo de pesquisa se justifica por ela proporcionar a obtenção de dadosrelevantes para a continuidade desse trabalho da melhor forma possível, permitindo umaproximidade maior com o objeto de estudo e com os sujeitos a serem investigados, tornandoos dados obtidos o mais real possível, e portanto confiáveis. A principal finalidade desta Pesquisa de Campo foi constatar o nível de conhecimentodos alunos de LI ( Língua Inglesa ) das escolas públicas com relação a importância daautonomia para o progresso na aprendizagem de uma língua estrangeira. Assim como,
  • 24. 23analisar se suas atitudes são coerentes ou incoerentes como aprendizes que devem serindependentes. Além disso, buscou-se verificar se há uma preocupação por parte dosprofessores em trabalhar o desenvolvimento da autonomia dos seus alunos através de suasaulas, de forma que esses pudessem se tornar estudantes conscientes da sua responsabilidadedurante o seu processo de aprendizagem de LI.3.2 Sujeitos e lócus da Pesquisa Os sujeitos escolhidos para a pesquisa foram 10 alunos do ensino médio das escolaspúblicas e 3 professores da rede pública que lecionam nas séries do ensino médio, com nomínimo dois anos de experiência. A escola escolhida como objeto de investigação foi oColégio Estadual Wilson Lins, no município de Valente-BA. A preferência por essa escola,explica-se devido o contato que eu já possuí com ela por oito anos, durante o período em queestudava o ensino fundamental e médio. Por isso buscou-se investigar o que mudou comrelação a aprendizagem de LI, de 2006 (no ano que conclui o ensino médio ) até esse ano de2012. A preferência pelos alunos do ensino público se deu por se ter observado através deestudos sobre o ensino e a aprendizagem de língua Inglesa, o preconceito que há dessesalunos com relação ao ensino de LI, pelo fato deles serem na maioria de baixa renda e nãoterem oportunidade de viajar para países de língua estrangeira e se sentirem afastados dessalíngua devido a situação financeira na qual possuem. Por isso, buscou-se analisar se ainda háesse preconceito entre os alunos, ou se eles tiveram autonomia para se dedicar aos estudos deLI, aproveitando as oportunidades oferecidas pelo mundo globalizado no qual estamos. A opção em utilizar estudantes do nível médio explica-se pelo fato desses já estarempróximo de concluir, e por isso podem ter uma visão melhor do que os que ainda estão noensino fundamental. Além disso, esses alunos tem uma maturidade maior para participaremda pesquisa, e para demonstrarem se possuem ou não interesse em prosseguir nos estudos delíngua inglesa. Os questionários dos alunos foram respondidos imediatamente no momento em quelhes foi entregue. Isso possibilitou que eles fossem o mais sincero possível nas suas respostas,o que contribuiu significativamente com o objetivo desse trabalho. Quanto ao questionáriodos professores, apenas um dos três que participaram da pesquisa respondeu no mesmo
  • 25. 24momento em que lhes foi entregue. Os demais solicitaram um dia para entregar, e assim lhesfoi permitido. Todos os professores participantes da pesquisa tinham no mínimo 6 anos deexperiência no ensino de Língua Inglesa. Essa característica foi fundamental, já que um doscritérios para escolha dos sujeitos seriam aqueles com no mínimo dois anos na sala de aula deLI .3.3 Instrumentos de coleta de dados A técnica utilizada para coletar os dados foi a aplicação de questionário. A escolhadesse instrumento foi feita, por ele ser ideal para alcançar o objetivo proposto nesse trabalho,além de proporcionar uma maior liberdade e sinceridade nas respostas, já que os sujeitosparticipantes não precisam se identificar, tornando a pesquisa mais confiável. O questionário é fundamental para esclarecer o problema da pesquisa como explicaGil (apud BRENNER, 1999, p. 25): Construir um questionário consiste basicamente em traduzir os objetivos em questões específicas. As respostas a essas questões é que irão proporcionar os dados requeridos para testar as hipóteses ou esclarecer o problema da pesquisa. No questionário dos alunos haviam 5 questões, sendo elas 4 subjetivas e apenas umaobjetiva, quanto ao dos professores, haviam 4 questões, sendo 3 subjetivas e uma objetiva, oque torna essa pesquisa de caráter qualitativo, ou seja, diferente da pesquisa quantitativa, osdados não são analisados estatisticamente, mas através de uma visão um pouco maisminuciosa, observando cada característica de forma mais detalhada. Visando melhores resultados desse trabalho, cada questão aplicada foi analisadaindividualmente, e em casos necessários foram usados exemplos das respostas dos alunos,assim como dos professores.
  • 26. 254 ANÁLISE DE DADOS O resultado dessa pesquisa de campo foi consideravelmente relevante para confirmaras ideias contidas na pesquisa bibliográfica a respeito da falta de autonomia dos alunos delíngua inglesa das escolas públicas, que traz como principal consequência a dificuldade naaprendizagem de LI. Existem diversas estratégias que podem facilitar o processo de aprendizagem de umalíngua estrangeira para que ele ocorra de forma rápida e eficaz, mas para utilizar essasestratégias é necessário ser um estudante autônomo, ou seja, o aluno deve sentir- seindependente do contexto escolar, e disposto a praticar habilidades que faça-o progredir noprocesso de aprendizagem de LI. Com base nesses conhecimentos que foram adquiridos durante a pesquisabibliográfica, e com o objetivo de comprovar a realidade dos alunos do ensino médio dasescolas públicas com relação á autonomia desses, foram desenvolvidas 5 questões. A primeiraquestão tinha como intenção principal perceber, se os alunos tinham consciência daimportância da autonomia para o seu progresso na aprendizagem de uma língua estrangeira, equais atitudes deles poderiam ser possíveis indicadores de que eles a obtivessem . Por isso, noquestionário realizado com os alunos, a primeira questão se referia a opinião deles comrelação ao que poderia facilitar a aprendizagem de LI para que ela acontecesse de formarápida e eficaz. Para essa questão grande parte dos alunos deram respostas relacionadas ao contextoescolar. Alguns responderam que o professor deveria cobrar mais dos alunos, outrosafirmavam que seria necessário haver aulas mais dinâmicas em que houvesse interação entreeducador e educando, outros ainda asseguraram que aprenderiam melhor se o professorlevasse música para a sala de aula. As demais respostas eram semelhantes a essas, e sempretinham o professor como aquele que atua no processo de aprendizagem, enquanto os alunosmantinham posturas passivas. Em todas essas respostas pode-se facilmente observar que osalunos não citam o que eles deveriam fazer para melhorar o seu aprendizado, e sim o que oprofessor deveria fazer, ou seja, eles excluem o próprio papel no processo de aprendizagem eatribuem ao professor a responsabilidade total pela sua aprendizagem.Isso traz a concepção de que os educadores precisam esclarecer o papel do aluno no processode aprendizagem de uma língua estrangeira, assim como mostrá-los que eles podem aprender
  • 27. 26muito mais quando tornarem-se independentes, pois é através do incentivo inicial do educadorque os alunos poderão desenvolver a consciência com relação a sua função como estudante deuma língua estrangeira.Apesar da necessidade de aulas que funcionem como uma motivação extrínseca para o alunosentir interesse em estudar a língua inglesa, é necessário que eles tenham conhecimento deque a sala de aula não é o suficiente para desenvolver uma aprendizagem eficaz, como afirmaMiccoli ( apud PAIVA, 2010, p. 34): Acreditar que o aluno aprenderá tudo que precisa para expressar-se bem em uma língua estrangeira em sala de aula é impossível. Assim, tanto professor quanto alunos devem saber que seus papéis em sala de aula são limitados,- o professor não pode ensinar tudo, e o aluno não deve esperar que através do professor se aprenda tudo. Entre 10 alunos que responderam o questionário, apenas 3 deles deram respostasautônomas e eficazes sobre o que pode realmente facilitar a aprendizagem de LI permitindoque ela aconteça em um intervalo de tempo menor. Contrariamente a maioria, esses deramrespostas demonstrando uma certa independência do professor, afirmando que para facilitar aaprendizagem de LI eles poderiam fazer cursos extras, assistir filmes legendados, ouvirmúsicas na língua inglesa, entrar em contato com falantes nativos, etc.. Percebe-se portanto,que uma pequena minoria se insere como os construtores da própria aprendizagem, pois aoinvés de citar o professor, eles citaram seus próprios mecanismos e suas técnicas paraaprender fora do contexto escolar. Essa seria a melhor forma para atingir um nível ideal deaprendizagem em língua inglesa, pois é uma maneira de ampliar o curto intervalo de tempo dacarga -horária dessa disciplina. No entanto, pode-se constatar que a maioria dos estudantesainda encontram–se dependentes do contexto escolar. Esse é um fato verídico que podeacontecer por consequência da falta de conhecimento por parte do professores de comotrabalhar a autonomia durante suas aulas. Isso mostra uma necessidade de cursos direcionadosaos professores de LI com foco no desenvolvimento da autonomia dos estudantes. Diferentemente da primeira questão, a questão subsequente era fechada, contendoapenas duas alternativas. Nela foi questionado sobre qual pessoa o aluno considera como oprincipal responsável pela construção da sua aprendizagem em LI.Uma das alternativas era oprofessor e a outra, o aluno. Essa questão foi feita com o objetivo de analisar o nível dedependência dos alunos para com o professor.
  • 28. 27 Entre dez dos que responderam o questionário, oito marcaram na alternativa que serefere ao professor, e apenas dois dos estudantes marcaram na opção aluno. Através dasrespostas obtidas nessa questão, fica claro que os alunos de Língua Inglesa das escolaspúblicas não assumem sua responsabilidade como aprendiz de uma língua estrangeira. E seesses acreditam que o principal responsável pela construção do próprio conhecimento é oprofessor, isso mostra que há uma imensa necessidade de ser esclarecidos os papeis de cadaum, e esse é o ofício do educador: Mostrar para os seus alunos que eles são os própriosconstrutores do conhecimento, e que ele (o professor) é apenas o mediador. Enquanto osaprendizes estiverem transferindo toda a responsabilidade para o professor, eles irão continuarsentindo dificuldade com essa disciplina, pois, embora seja necessário que o professor façaum bom trabalho, é também necessário que os alunos reconheçam o seu papel comoestudantes de uma língua estrangeira e compreendam que é a partir da dedicação deles quepoderão alcançar uma aprendizagem satisfatória. No entanto, o educador precisa orientá-lo arespeito disso, pois segundo Paiva (apud LIMA, 2009, p.35 ).“o professor não é o responsávelpela aprendizagem do aluno, mas pode ajudá-lo a ser mais autônomo” É necessário frisar que, mesmo havendo apenas duas opções de resposta, na qual elesteriam que optar apenas pelo professor ou pelo aluno como responsável pela construção daaprendizagem, um dos alunos quebrou as regras de resposta e acrescentou outra alternativa,contendo professor e aluno, marcando nesta opção. A atitude desse aluno mostra o quantoele é seguro e conhecedor de que os dois são importantes no processo de aprendizagem, poisele não quis decidir entre um ou outro, demonstrando o quanto ele é consciente a respeito danecessidade de empenho tanto do professor, quanto do aluno. Embora se saiba que quantomaior a responsabilidade do aluno no processo de aprendizagem de uma língua estrangeira,maior as chances dele desenvolver sua própria aprendizagem. Porém, conforme Paiva (2010,p. 34 ) isso precisa ser trabalhado pelo professor: O desenvolvimento de alunos autônomos deve ser incentivado pelo professor para que o aluno possa direcionar sua aprendizagem de forma a que este, gradativamente, deixe de precisar do professor para resolver tarefas, sejam elas dentro ou fora da sala de aula. Com o objetivo de saber quanto tempo de estudos extra escolares os alunosconsideram necessário para aprender a LI, foi feita uma questão na qual pedia que os alunos
  • 29. 28fizessem a suposição de que uma aluna só entrava em contato com a LI quando estivesse nasala de aula, por conta da falta de tempo. Sendo ela uma aluna aplicada que respondia asatividades, mas não tinha nenhum contato com a língua inglesa além daquele que possuía naescola, seria possível que ela aprendesse essa língua? Nessa questão apenas dois dos alunos responderam que não seria possível, os demais(oito alunos) responderam que seria possível dependendo da força de vontade. Uns afirmaramque ela poderia aproveitar os finais de semana para ver vídeos-aulas e manter contato virtualcom estrangeiros, outros afirmaram que seria possível, já que a aluna era atenta nas aulas erespondia as atividades. Outro aluno afirmou que o inglês está em todo lugar então, para ele, épossível aprender mesmo só entrando em contato quando estiver na escola. Esse aluno dá umaresposta aparentemente confusa, pois se ele próprio afirma que essa língua está em todo lugar,é então necessário aproveitar esse conhecimentos extra escolares para desenvolver umaaprendizagem satisfatória, porém ele afirma o contrário quando diz que é possível aprendermantendo contato com a LI somente através da escola. Ainda houve outro aluno que respondeu que seria possível, se a professora explicassetodos os assuntos que o aluno apresentasse dúvida.Percebe-se claramente que há uma falta de noção por parte dos alunos do que seja realmenteaprender uma língua estrangeira e do tempo necessário para isso. Pois essa aluna não poderiaaprender a LI, mantendo contato com ela apenas no ambiente escolar. No entanto, a realidadedas escolas públicas, permite que os alunos sintam que aprenderam o suficiente apenas com oque eles veem na escola. Isso pode ser ilustrado na fala da aluna que diz: “É possívelaprender, pois eu trabalho e não tenho tempo para nada, mas sou nota 10 em inglês.”Conforme Miccoli (2010),“demonstrar conhecimentos em uma língua estrangeira não selimita apenas ao preenchimento de espaços nas provas, mas também à realização de projetos,onde esses conhecimentos sejam aplicados. Portanto, para demonstrar a aprendizagem emuma língua estrangeira é necessário que o aprendiz domine todas as habilidades (listening,speaking, writting e reading), e não apenas uma delas. Apesar da grande maioria dos estudantes acreditarem que é possível aprender a LImantendo contato com essa língua apenas no contexto escolar, há uma pequena parte quepensa diferente e que é necessário ser frisado. Ou seja, entre os dez alunos que responderamao questionário, dois deles afirmaram que não seria possível aprender a LI nas condiçõescitadas na pergunta. Um deles respondeu que para aprender é necessário tempo, mesmo a
  • 30. 29pessoa sendo um bom aluno, e o outro aluno demonstrou através de sua resposta que não seriapossível aprender através do contato unicamente com a escola, porque apenas com as aulasescolares eles não aprendem o suficiente. A Resposta desse aluno chama a atenção, poispercebe-se um pequeno desabafo, na qual ele se expressa da seguinte forma : “Não. Porque osprofessores não ensinam 100% a falar, eles dão aula e ensinam só algumas palavras, como porexemplo, love, you e I, que todos sabem o que significa.” A fala desse aluno, além de complementar a citação de Miccoli, serve também paracomprovar que há uma necessidade de mudança nas aulas de língua inglesa, de forma que osaprendizes sintam que o que ele aprende será útil, não só para responder provas e obteremuma nota, mas principalmente para utilizarem no seu cotidiano, no diálogo com estrangeiros,na compreensão de uma música, ou de uma entrevista que passa na tv. Dessa maneira, osalunos estarão aplicando o que viu na sala de aula em um contexto real, que é muito maissignificativo. É por observar a decadência no ensino de língua inglesa nas escolas públicasque esse aluno se expressa dessa forma, mostrando que ele se sente incomodado com amaneira na qual essa língua é lecionada, por isso é necessário uma mudança nas aulas de LI,como afirma Paiva ( apud LIMA 2009, p.34-35): O ensino de LE tem carga-horária reduzida,(.....) logo essas horas na sala de aula precisam ser usadas de forma a despertar no aprendiz o desejo de ultrapassar os limites de tempo e espaço na sala de aula em busca de novas experiências com a língua. O aluno mostra-se crítico e reflexivo, não acreditando que é possível aprender a línguainglesa somente através do ambiente escolar. A sua opinião mostra uma postura de alguémque pode tornar-se um sujeito autônomo, pois independente da postura do seu professor, ele jámostra ser consciente á respeito da necessidade de se tornar independente para que possaprogredir no seu processo de aprendizagem. Porém, foi possível perceber que são poucosalunos que tem esse senso crítico, é exatamente por isso que os educadores tem o dever deorientá-los a saírem da função de simples receptores, para os construtores do próprioconhecimento. È sabido que para alcançar uma aprendizagem eficaz em LI, o estudante precisa setornar autônomo, e quando o aluno tem a consciência de que o espaço escolar não é suficientepara promover tal conhecimento, ele tem mais facilidade de desenvolver essa autonomia.
  • 31. 30Com base nesses conhecimentos, e com a intenção de saber o que os alunos entendiam comrelação a responsabilizar-se pela aprendizagem em LI, lhes foi indagado se eles seconsideravam responsáveis como estudantes de uma língua estrangeira e quais atitudes delespoderiam exemplificar essa responsabilidade. Para essa questão 3 alunos responderam negativamente, afirmando que não seconsideravam muito responsáveis. Entre esses, houve um aluno que justificou essa respostaexplicando que a disciplina é muito difícil. Diferentemente desse, um outro estudante afirmouque apesar de não ser responsável, ele não apresentava nenhuma dificuldade com adisciplina, já o outro estudante respondeu que não era totalmente responsável porque algumasvezes deixava de fazer traduções solicitadas pela professora. Entretanto, a grande maioriaderam respostas positivas com relação ao fato de se considerarem responsáveis. Contudo,todos justificavam essa responsabilidade pelo simples fato de responderem as atividades daclasse, ou ser atento durante as aulas. Ao analisar essas respostas, nota-se mais uma vez a falta de autonomia desses alunos,na qual está evidente que os educadores não lhes mostram o que eles devem fazer paraassumir a responsabilidade como aprendiz de uma língua estrangeira. Se esses alunosacreditam que responder as atividades e ser atento durante as aulas é o suficiente, fica claroque não há uma cobrança maior por parte do professor de forma que venha gradativamentemudar o comportamento dos alunos, permitindo que esses passem a exigir mais de si própriosno seu processo de aprendizagem .passando a responsabilizar-se não só pelas atividadesescolares, mas pela busca de conhecimentos que venham complementar o pouco tempo decontato com a LI que eles possuem nas escolas públicas. Esse ensino que se apresenta descentralizado da autonomia, gera diversasconsequências, e uma dessas é o comodismo dos alunos. Pois para ser independente,autônomo, ou responsável, é necessário mudar a postura de simples “alunos”, para a posturade “estudante”, e para isso os professores de LI precisam orientar seus alunos a buscar novasfontes de conhecimento, de forma que eles não se prendam somente as atividadesdesenvolvidas no ambiente escolar. A última questão para os alunos foi construída com o intuito de entender quais seriamos possíveis indicadores da autonomia, ou da ausência dessa, entre os estudantes de LI. Paraisso, a pergunta para esses alunos se referia ao que lhes estimula o desejo de aprender, e o quedesmotiva-os de forma que percam o interesse para estudar essa língua.
  • 32. 31 As respostas para essa questão foram as mais semelhantes entre todas que foram feitas.O estímulo dos alunos estava sempre relacionado com a motivação intrínseca, que se baseavano desejo de viajar e poder se comunicar com falantes estrangeiros, e a necessidade deingressar logo no mercado de trabalho. Quanto a desmotivação desses, estava relacionadaprincipalmente a dificuldade com a pronuncia. O que mostra a necessidade de aulas quetrabalhe com a habilidade comunicativa, para despertar o interesse dos alunos, que desejam secomunicar em uma língua estrangeira, e eliminar a dificuldade que eles apresentam comrelação a pronúncia. Um dos alunos explicou que o que lhes desmotiva é o fato da língua não ser tãopopular. Essa resposta traz a conclusão de que esse aluno raramente mantém contato com aLI, o que torna para ele uma língua pouco popular, e portanto difícil para aprender. Alémdisso, demonstra também a necessidade que há do professor trabalhar em sala de aula com asconsequências da globalização, e a importância do inglês neste cenário, para que os alunosentão percebam que a língua inglesa tornou-se, não apenas uma língua popular, masprincipalmente uma língua conhecida como universal”, o que demonstra a sua grandeinfluência na atual sociedade. Um dos alunos demonstra que sua motivação é intrínseca, ou seja está relacionada aseus desejos pessoais. Essa resposta é ilustrada da seguinte forma: “Me motiva por ser uma língua muito interessante e eu acho bonito e tenho vontade deviajar , aí iria facilitar né, porque é muito difícil decorar palavra, falar corretamente, escrevere saber o significado.” Através do comentário desse aluno, percebe-se que o que lhe estimula é o interessepessoal em aprender a língua inglesa, porém apesar do desejo desse aluno, ele demonstra adificuldade em desenvolver várias habilidades ao mesmo tempo. Isso confirma o que estáinserido na parte teórica desse trabalho, de que grande parte dos alunos perdem o interesse poressa disciplina devido a metodologia tradicional adotada pelos professores, com focoexclusivo na gramática, e que raramente trabalha com as demais habilidades, gerando umaimensa dificuldade dos alunos e trazendo como consequência o desinteresse que impede-oscada vez mais de tornem-se aprendizes autônomos. Confirmando portanto a fala de Paiva(2009) quando ela diz que “ninguém vai se sentir motivado se ano após ano ficarmemorizando regras gramaticais e fazendo exercícios cansativos e sem sentido”.
  • 33. 32 Devido aos conhecimentos obtidos através da pesquisa bibliográfica, feita durante essetrabalho, foi possível perceber o quanto o incentivo do professor é necessário para que oaprendiz desperte o interesse pela disciplina de LI, e torne-se aos poucos um sujeitoautônomo. Por isso, a primeira questão feita aos docentes perguntava-lhes a respeito das suascrenças com relação a possibilidade de incentivar a autonomia dos estudantes de LI por meiodas aulas desta disciplina. Dois professores participantes da pesquisa responderam que seria possível incentivar aautonomia por meio das aulas, e com relação a maneira como isso poderia acontecer, elesresponderam que estimulariam os alunos a acessar vídeos, áudios, filmes e a praticarem aconversação. Esses professores deram respostas unânimes, e que são realmente importantespara desenvolver a aprendizagem de LI, porém, sabe-se que antes de pesquisarem sozinhos osalunos precisam quebrar todas as barreiras e as dificuldades encontradas, e acima de tudoprecisam compreender as vantagens que o ensino de língua inglesa pode lhes proporcionar.Através das aulas, os professores poderiam buscar quebrar essas barreiras e o preconceito coma LI, porém, eles não fizeram nenhum comentário á respeito disso. Subentende-se, portantoque a maioria dos professores não apresentam muita preocupação em incentivar a autonomiadesses alunos, pois suas repostas diziam o que os alunos poderiam fazer, e não com o que elesprofessores poderiam fazer em suas aulas para despertar o interesse dos alunos, de forma queesses viessem sentir o desejo de aprender, e consequentemente se tornassem aprendizesautônomos. É importante salientar que, a despeito de ser uma minoria, também há professorespesquisadores que conhecem teorias relacionadas ao desenvolvimento da autonomia, issopôde ser constatado através da resposta da professora que diz: “Sim. Criar alunos autônomosdo seu próprio processo de aprendizagem é algo possível, porém é necessário muito incentivoe atividades diversificadas. Sem esse incentivo é difícil o aluno aprender de fato a LI, pois nãoé uma tarefa muito fácil. É preciso um trabalho voltado para a realidade em que vivemos, nãose limitando apenas ao ensino de gramática e vocabulário.” Diferentemente dos demais, esseprofessor demonstrou que através da sua aula ele poderia incentivar o aluno, ao invés deapenas orientá-los sobre o que eles poderiam pesquisar. Com o objetivo de compreender de que forma os professores percebiam a autonomiados seus alunos, ou a ausência dessa, foi criada uma pergunta, na qual questionava os
  • 34. 33educadores sobre as atitudes dos estudantes que os fazia perceber se ele era ou não umaprendiz autônomo. Para essa questão os professores deram respostas bem diversificadas. O professor A,respondeu que percebia a característica autônoma do seu aluno, quando este demonstravahabilidades para compreender o inglês que o rodeia, nas letras das música, na tv, nos produtosque compram , ou na internet, etc.. já o professor B respondeu que os alunos demonstravamobtê-la quando realizavam as atividades sem solicitar muita ajuda do professor, e também aofazerem sugestões para se trabalhar determinado texto, ou música para dinamizar a aula.Entretanto, o professor C respondeu que o aprendiz é autônomo quando compreende que aaquisição de um outro idioma traz a possibilidade de se comunicar com pessoas de outrospaíses. Percebe-se que os professores tem conhecimento com relação aos seus alunos quepossuem autonomia, no entanto, através das respostas dos alunos, foi possível entender quesão poucos, entre eles, que possuem esse comportamento de independência com relação aoprofessor. E isso pode acontecer justamente pelo conformismo por parte dos docentes, quenão buscam por em prática estratégias de incentivo á autonomia dos seus alunos. Além da falta de incentivo por parte do professor com relação ao desenvolvimento daautonomia do aluno, outro motivo que impede-os de se tornarem autônomos é a dificuldadeque eles tem em desenvolver todas as habilidades, pois geralmente os professores trabalhamapenas com foco exclusivo na gramática. Entretanto, “nos dias de hoje entender o ensino delíngua como restrito a aprendizagem de gramática e vocabulário pouco ajuda o aluno a lidarcom a realidade em que nos encontramos, onde o inglês cada vez mais nos cerca” Miccoli(apud PAIVA,2010, p.32). Por isso o ensino de LI não pode ser baseado em uma únicametodologia. Portanto é necessário que os professores trabalhem também com atividadescomunicativas para que os alunos possam desenvolver o listening e speaking econsequentemente se sintam capazes de se comunicar em uma língua estrangeira. Em função desses conhecimentos foi feita uma questão fechada na qual foi perguntadoo seguinte: Qual das atividades abaixo são constantes em suas aulas? Ela continha trêsalternativas: Leitura e interpretação de texto/, comunicação através de diálogos/ ouvocabulário e gramática. Dois professores marcaram na opção leitura e interpretação de texto,sendo que um desses marcou em duas opções, escolhendo também gramática e vocabulário eo outro marcou na opção comunicação através de diálogos.
  • 35. 34 Constatou-se portanto, que a habilidade mais importante de ser trabalhada, que é acomunicação está sendo a que os professores mais deixam de lado. Contribuindo dessa formapara aumentar a desmotivação dos alunos que acabam sentido muita dificuldade com apronuncia, como pôde ser comprovado através do questionário. Essa realidade das escolaspúblicas mostra mais um dos principais motivos da falta de autonomia dos estudantes, poisesses se sentem frustrados quando tentam falar em inglês e não conseguem em função da faltade prática de falar em uma outra língua na frente dos colegas. Devido ao fato da realidade do ensino de LI apresentar muitas defasagens, começandopelo próprio sistema que deixa uma pequena carga-horária para o ensino dessa disciplina,compreende-se que é necessário que os aprendizes estejam sempre buscando novas fontes deaprendizagem e, sabe-se que não há ninguém melhor que o professor, para ser o instigador noprocesso de aprendizagem de seus discentes, pois eles conhecem as principais metas paraorientá-los. Por isso, a última questão perguntava aos docentes se eles pediam aos seus alunospara pesquisarem, e se a resposta fosse positiva que eles citassem quais materiais eramsolicitados por eles. Todos os professores responderam que estimulavam os estudantes a pesquisarem, e osmateriais solicitados foram comuns entre ambos. Um dos professores citou que pedia letras demúsica para enriquecer o vocabulário, sites, blogs, aspectos gramaticais que estão sendoestudados na sala. O outro também citou atividades que enriquecem o vocabulário e sites comorientações sobre o ensino de LI. Já o terceiro deu uma resposta que não foi citada pelosdemais, afirmando que pedia aos seus alunos para levarem textos de seus interesses paraserem trabalhados na sala de aula. Apesar de todas as respostas serem relevantes, a única que chama a atenção para umamaior possibilidade de desenvolver a autonomia dos alunos é a terceira, pois uma dasmelhores formas de estimular os alunos, é trabalhando em cima daquilo que eles gostam paraque eles possam realizar a atividade por prazer, ao invés de fazê-la por obrigação. E essaúltima resposta dada pelo professor permite que o aluno escolha o material que ele prefereestudar, contribuindo com a motivação intrínseca do aprendiz, e além disso, permite que eleexerça o seu papel como aprendiz autônomo, já que para escolher uma atividade de seuinteresse o aprendiz também precisa ser independente. O educador que faz isso, está seguindoas orientações de Paiva ( apud LIMA, 2009 ), quando ela diz que o professor pode contribuir
  • 36. 35para atitudes mais autônomas dos seus alunos, quando envolve-os nas suas decisões e dar aeles opções de escolha de material e de atividades, transformando-os em seus colaboradores. Apesar das respostas dadas pelos professores serem importantes instrumentos deaprendizagem, é necessário enfatizar que, por mais que os docentes peçam a seus alunos parapesquisarem, dificilmente isso será feito por eles, se inicialmente não for desenvolvido umtrabalho com foco na autonomia, começando por exemplo por mostrar a importância emaprender a LI e as demonstrações de que é possível aprender sem precisar sair do pais, alémda necessidade de aulas dinâmicas que contenha uma abordagem que contemple todas ashabilidades. No entanto, foi constatado através da primeira questão feita aos professores, queeles incentivam seus alunos apenas pedindo para eles estudarem em casa. Porém, apenas umdesses professores afirmou que os-incentivava por meio das suas aulas. Foi possível perceber que as repostas dos professores e a dos alunos eram compatíveis,principalmente no que se refere a necessidade de trabalhar mais a comunicação em sala deaula, pois a maioria dos professores responderam que trabalham mais com gramática evocabulário. Isso explica o fato dos alunos terem respondido que sentiam muita dificuldadecom a pronúncia, sendo esses um dos principais motivos da falta de estímulo desses paraaprender, já que o inglês que eles aprendem na escola serve apenas para responder asatividades solicitadas pelo professor.
  • 37. 365 CONSIDERAÇÕES FINAIS O presente trabalho foi significativamente relevante para compreender os principaismotivos da falta de interesse dos alunos com relação á disciplina de LI, e as possíveis causasda ausência de autonomia entre esses. A começar pela pesquisa bibliográfica que possibilitou um profundo conhecimento darealidade das escolas públicas em geral com relação a disciplina de LI, na qual houve apossibilidade de entender o verdadeiro conceito de um aprendiz autônomo no seu processo deaprendizagem , e quais as principais estratégias para alcançar uma aprendizagem eficaz emuma língua estrangeira. Além disso, através da pesquisa bibliográfica, percebeu-se que osaprendizes não podem se tornar autônomos, sem o estimulo inicial feito pelo professor,através de suas aulas, começando pelas desmistificação das crenças, que causam diversospreconceitos com essa disciplina, e posteriormente com aulas lúdicas e prazerosas que possamdespertar o interesse do aluno, através de atividades que contemple não apenas umahabilidade, mas todas elas, e principalmente a comunicativa, que os estudiosos alegam ser aprincipal, por trabalhar com a maior necessidade do aluno de LI, que é aprender a línguapara poder utilizá-la na sociedade, e não apenas no ambiente de aprendizagem. O questionário aplicado aos estudantes de LI foi indispensável para comprovar ahipótese da falta de autonomia dos alunos de língua Inglesa das escolas públicas, e tambémpara compreender os principais motivos que impede-os de tornarem–se sujeitos autônomos.Foi possível concluir que um dos principais motivos está relacionado com as crenças queesses alunos ainda possuem, devido ao pouco contato que eles mantem com a LI, somentequando estão no contexto escolar. A outra razão para a falta da autonomia está relacionadacom a falta de conscientização por parte dos professores com relação a necessidade dosaprendizes se tornarem independentes do contexto escolar para praticarem melhor asestratégias de aprendizagem que não são trabalhadas na escola. Os questionários também serviram como instrumentos essenciais para perceber que amaioria dos alunos não possuem o conhecimento que para aprender uma língua estrangeira énecessário dominar as quatro habilidades linguísticas, pois a escola dispõe de muito pouco, epor isso não cobra muito dos alunos, o que gera entre eles uma certa “tranquilidade”, como seessa disciplina fosse totalmente inferior as demais, e por isso alguns alunos chegam a afirmarque, mesmo não sendo responsáveis como aprendizes de LI, tiravam boas notas, e eram
  • 38. 37considerados bons alunos. Isso explica o fato de grande parte dos estudantes não terem omenor interesse em desenvolver o próprio conhecimento e preferirem o comodismo, já queeles podem da mesma forma passar de ano e até serem considerados “bons alunos”. Nesse trabalho foi explícito claramente, que a maior resistência á autonomia vem dospróprios alunos que estão acostumados com esse ritmo ainda tradicional, na qual são passivos,e esperam alcançar a aprendizagem através do professor, possuindo dessa forma uma visão dodocente como o transmissor de conhecimentos. Por isso, pode-se afirmar que, uma possívelsolução para a resistência dos alunos ao desenvolvimento da autonomia está nas mãos doseducadores, que podem instigar os seus alunos a deixarem de ser meros receptores deconhecimento e passarem a ser os construtores desse. Além disso, cabe ao professore o papelde orientá-los em torno das melhores estratégias de aprendizagem. Tanto na pesquisa de Campo, quanto na bibliográfica, constatou-se que as aulas delíngua inglesa são voltadas exclusivamente para gramatica e vocabulário, por isso, é dever dosprofessores mudarem essa realidade, para que o aprendiz passe a valorizar essa disciplinaassim como as demais, e então reconheça a necessidade de ampliar o seu tempo de estudopara atingir um nível ideal de aprendizagem. Isso deve ser feito através de uma maiorcobrança aos alunos, mostrando-lhes que a disciplina de língua estrangeira tem a mesmaimportância que as demais. Além disso, por meio dessa monografia foi possível perceber que,é necessário preparar os alunos para o mercado de trabalho, e para a vida em si, e um doscaminhos pra isso é tornar o ensino de LI, o mais próximo possível da realidade dosaprendizes, para que eles possam se sentir inseridos nesse “novo mundo” globalizado, e apartir de então possam sentir interesse, e ao mesmo tempo, possam observar a necessidade deestar aprimorando cada vez mais o seu inglês, ao invés de se conformarem com o inglêsbásico que está inserido na grade curricular, pois é esse conformismo que impede-os detornarem-se verdadeiros aprendizes que usam a autonomia para construir a própriaaprendizagem.
  • 39. 38 REFERÊNCIASCHAGURI, J. P. A importância do Ensino de Lìngua Inglesa nas Séries iniciais doEnsino Fundamental. In :o desafio das letras, FACCAR, 2005. Acesso em: 20 jun 2012.CRUZ, Giêdra Ferreira da. O papel do centro de aprendizagem autônoma de línguasestrangeiras no desenvolvimento dos alunos de letras. In: LIMA, Diógenes Cândido de (org.).Ensino aprendizagem de Língua Inglesa: Conversas com especialistas. São Paulo: ParábolaEditorial, 2009.DIAS Reinildes. Proposta Curricular de Língua estrangeira do Ensino Fundamental, 6ºa 9º ano. Disponível em:<www.erv.educação.mg.gov.br >. Acesso em: 20 jun 2012.Gil In: BRENNER , Eliana de Orais; JESUS Dalena Maria N. Manual de planejamento eapresentação de trabalhos acadêmicos: Projeto de pesquisa, monografia e artigo. SãoPaulo: Atlas, 2007.HUEW, Elisa Lioe Teh. A Importância da Autonomia no Aprendizado de LínguaEstrangeira para Alunos de cursos livres. Disponível em:<http://www.veramenezes.com/elisa.htm >. Acesso em: 10 jun 2012.KRASHEN, S.D. Input Hipoteses: Issues and implications. London: Longman, 1985.LEFFA,V. J.O professor de línguas estrangeiras: do corpo mole ao corpo dócil. In:FREIRE,M;ABRAHÃO,M;BARCELOS,A.(orgs.).Linguística aplicada econtemporaneidade. Campinas: ALAB/Pontes, 2005. p.203-218.MARCONI, Marina de A.; LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de MetodologiaCientífica. 6 ed. São Paulo: Atlas, 2005.MICCOLI, Laura. Autonomia na aprendizagem de língua estrangeira. In:PAIVA, Vera LúciaMenezes de oliveira.(org.) Práticas de ensino e aprendizagem de Inglês com foco naautonomia.Campinas,São Paulo.3ª Ed: Pontes, 2010.PAIVA, Vera Lúcia Menezes de Oliveira. O Ensino de Língua Estrangeira e a questão daautonomia. In: LIMA, Diógenes Cândido de. Ensino aprendizagem de Língua Inglesa:Conversa com especialistas. São Paulo: Parábola Editorial, 2009.PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS: Apresentação dos temas transversais,ética. Secretaria de Educação fundamental, Brasília:MEC/SEF,1997.Disponível em :<www.ebah.com.br>. Acesso em: 03 jun 2012.SILVA,Gesiel de Albuquerque.A autonomia no ensino-aprendizagem de Língua Inglesa:Suas relações com a motivação e as estratégias. Disponível em:<http://www.bibliotecadigital.ufba.br>. Acesso em: 20 jun 2012.VILAÇA, M.L.C. Pesquisas em estratégias de aprendizagem: um panorama. Revista Escrita:Revista do curso de Letras da UNIABEU, v.1, 2010.

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