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1º reinado e período regencial

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Transcript

  • 1. Brasil 1º Reinado<br />
  • 2. Ordem social e econômica do período colonial:<br />Latifúndio, monocultura, agroexportação e escravismo.<br /><ul><li>Revoltas contra a independência:
  • 3. BA, PA (portugueses).
  • 4. CISPLATINA (Uruguai – separatismo).
  • 5. Mercenários – repressão.
  • 6. Aumento de impostos.
  • 7. Unidade territorial mantida.</li></li></ul><li>Reconhecimento externo da independência:<br />1º - EUA (1824): Doutrina Monroe + mercados.<br />2º - POR (1825): indenização de 2 milhões de libras.<br />3º - ING (1825): empréstimo de 2 milhões de libras + renovação de tratados de 1810 (privilégios alfandegários) + fim do tráfico negreiro (não cumprido).<br />Dependência econômica:<br />Empréstimos e impostos.<br />
  • 8. Constituição imperial:<br />A) “Constituição da Mandioca” (1823) – projeto frustrado:<br />Submissão do poder Executivo ao poder Legislativo.<br />Voto censitário (150 alqueires de mandioca).<br />B) 1ª Constituição Brasileira (1824):<br />Outorgada.<br />Monarquia Constitucional Hereditária.<br />Catolicismo oficial.<br />Igreja atrelada ao Estado (Padroado e Beneplácito).<br />
  • 9. 4 poderes: Executivo, Legislativo, Judiciário e Moderador.<br />
  • 10. Voto censitário e indireto.<br />100 mil réis – mínimo.<br />
  • 11. Confederação do Equador (1824):<br />Revolta separatista, urbana, republicana e popular.<br />PE, RN, CE, PB e AL.<br />Causas:<br />Autoritarismo de D. Pedro I.<br />Pobreza generalizada.<br />Alta de impostos.<br />
  • 12. Líderes: Paes de Andrade, Cipriano Barata e Frei Caneca.<br />Contratação de mercenários e navios.<br />Novo aumento de impostos.<br />Violentamente reprimida.<br />Frei Caneca é executado.<br />
  • 13. A crise do I Reinado:<br />Dificuldades financeiras (queda nas exportações, empréstimos, falta de um produto significativo e despesas militares).<br />Autoritarismo de D. Pedro I.<br />Críticas da imprensa.<br />Questão Sucessória (POR – 1826).<br />Medo da recolonização.<br />Guerra da Cisplatina (URU – 1828).<br />Separação do Uruguai, 8 mil mortos e gastos inúteis).<br />Assassinato de Frei Caneca e do jornalista Libero Badaró.<br />Impopularidade.<br />
  • 14. Desregramento moral de D. Pedro I.<br />Noite das Garrafadas (RJ – 1831).<br />Ministério dos Brasileiros/ Ministério dos Marqueses.<br />Abdicação (7/4/1831).<br />D. Pedro de Alcântara era menor de idade.<br />Regentes.<br />
  • 15. Regências<br />
  • 16. Transição até a maioridade de D. Pedro II.<br />Instabilidade política (agitações internas).<br />Fases:<br />Regência Trina Provisória (abr/jul 1831);<br />Regência Trina Permanente (1831 – 1834);<br />Regência Una do Padre Feijó (1835 – 1837);<br />Regência Una de Araújo Lima (1837 – 1840).<br />AVANÇO LIBERAL<br />REGRESSO CONSERVADOR<br />
  • 17. Tendências políticas do período:<br />política que controlava o governo na época. <br />Restauradores ou Caramurus:<br />Portugueses, descendentes de portugueses e burocratas ligados ao antigo governo de D. Pedro I.<br />Contrários a qualquer reforma política (conservadores).<br />Absolutistas.<br />Objetivo: volta de D. Pedro I.<br />Liberais Moderados ou Chimangos:<br />Proprietários rurais especialmente do Sudeste.<br />Monarquistas e escravistas.<br />Federalismo com forte controle do RJ (centralizadores).<br />Principal força <br />
  • 18. Liberais Exaltados ou Farroupilhas ou Jurujubas:<br />Proprietários rurais de regiões periféricas sem influência do RJ, classe média urbana e setores do exército.<br />Fim da monarquia e proclamação da República.<br />Federalismo (grande autonomia provincial).<br />Alguns pregavam ideais democráticos inspirados na Revolução Francesa.<br />Foco de revoltas.<br />
  • 19. DESENVOLVIMENTO DOS PARTIDOS POLÍTICOS:<br />
  • 20. Regência Trina Provisória (abr/jul 1831):<br />Brigadeiro Francisco de Lima e Silva, Nicolau pereira de Campos Vergueiro e José carneiro de Campos.<br />Suspensão provisória do Poder Moderador.<br />Proibição de criar novos impostos.<br />Proibição de dissolver a Câmara de Deputados.<br />Eleição de uma Regência Permanente.<br />
  • 21. Regência Trina Permanente (1831 – 1834):<br />Brigadeiro Francisco Lima e Silva, João Bráulio Muniz (Norte) e José da Costa Carvalho (sul).<br />Criação da Guarda Nacional (ago/1831 – Padre Diogo Feijó).<br />Redução do exército e da Marinha.<br />Comando: “coronéis” (patente vendida ou eleita entre os chamados “cidadãos ativos” – eleitores).<br />Defesa de interesses pessoais dos grandes fazendeiros.<br />Típico Coronél<br />
  • 22. Criação do Código de Processo Criminal (nov/1832):<br />Autoridade judiciária e policial (nos municípios) aos “juízes de paz”, eleito entre os grandes proprietários.<br />Ato Adicional de 1834:<br />Reforma constitucional.<br />Objetivo: conciliação entre moderados e exaltados.<br />Assembléias Legislativas Provinciais (Deputados Estaduais). Capital nomeava os Presidentes de Província.<br />RJ = Município Neutro.<br />Substituição da Regência Trina por Regência Una.<br />Suspensão do Poder Moderador e do Conselho de Estado até o fim do Período Regencial.<br />
  • 23. Regência Una do Padre Feijó (1835 – 1837):<br />Divisão nos Liberais Moderados (ver quadro do slide 4):<br />Progressistas (posteriormente liberais): classe média urbana, alguns proprietários rurais e alguns membros do clero. Favoráveis a Feijó e ao Ato Adicional.<br />Várias revoltas pelo país (Cabanagem, Sabinada e Revolução Farroupilha).<br />Regressistas(posteriormente conservadores): maioria dos grandes proprietários, grandes comerciantes e burocratas. Centralizadores e contrários ao Ato Adicional.<br />Feijó renuncia em 1837 (oposição crescente).<br />PADRE FEIJÓ<br />
  • 24. Regência Una de Araújo Lima (1837 – 1840):<br />Regressistas no poder.<br />Retorno da centralização monárquica.<br />Criação do Colégio Pedro II, Arquivo Público Nacional e Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (“Ministério das Capacidades” – Bernardo Pereira de Vasconcelos, ministro da Justiça).<br />Lei Interpretativa do Ato Adicional (mai/1840): anulação prática do Ato Adicional.<br />Capital (RJ) com poderes para nomear funcionários públicos, controlar órgãos da polícia e da justiça nos Estados.<br />ARAÚJO LIMA<br />
  • 25. Fundação do “Clube da Maioridade” (1840):<br />Grupo Progressista (ou Liberais).<br />Antecipação da maioridade de D. Pedro II.<br />Imperador = paz interna.<br />“Golpe da Maioridade” – vitória do grupo liberal.<br />Fim do período regencial. <br />
  • 26. A MAIORIDADE ANTECIPADA:<br />
  • 27. PRINCIPAIS REBELIÕES DO PERÍODO REGENCIAL:<br />
  • 28. Revolta dos Malês (BA 1835):<br />Revolta de negros escravos islâmicos (alfabetizados que liam o Alcorão). No mínimo 100 negros foram massacrados.<br />
  • 29. Cabanagem (PA/AM 1835 – 1840):<br />Ampla participação popular (índios, negros, mestiços, escravos ou livres, porém, todos sem posses).<br />Luta contra desigualdades.<br />Sem programa político definido.<br />Chegaram a tomar o poder mas foram traídos (Antônio Malcher, Francisco Vinagre e Eduardo Angelim).<br />Por ser a mais popular das revoltas, foi a mais severamente reprimida (30 mil mortos ou 25% da população total da Província).<br />
  • 30. As lideranças anônimas da Cabanagem: Domingos Onça, Mãe da Chuva, João do Mato, Sapateiro, Remeiro, Gigante do Fumo, Piroca Cana, Chico Viado, Pepira, Zefa de Cima, Zefa de Baixo, Maria da Bunda, etc.<br />
  • 31. A Sabinada (BA – 1837 – 1838):<br />Francisco Sabino Barroso (líder).<br />Dificuldades econômicas da Província (causa principal) e recrutamento forçado para lutar contra os Farrapos no sul (causa imediata).<br />Obj: República Provisória até a maioridade de D. Pedro II.<br />Adesão da classe média urbana.<br />Líderes presos ou mortos e expulsos da Bahia.<br />Bandeira da República Baiense, proclamada durante a rebelião.<br />
  • 32. A Balaiada (MA 1838 – 1841):<br />Manuel dos Anjos Ferreira (o “Balaio”), Raimundo Gomes (o “Cara Preta”) e Negro Cosme Bento: principais líderes.<br />Causas: pobreza generalizada: concorrência com algodão dos EUA, privilégios de latifundiários e comerciantes portugueses.<br />Vinganças pessoais (sem projeto político).<br />Desunião entre participantes.<br /><ul><li>Manipulados e traídos pelos liberais locais (“bem-te-vis”).
  • 33. Reprimidos por Luís Alves de Lima e Silva (futuro Duque de Caxias).</li></li></ul><li>Revolução Farroupilha ou Guerra dos Farrapos (RS 1835 – 1845):<br />A mais elitista e longa de todas as revoltas.<br />Principais lideranças (estancieiros): Bento Gonçalves (maior líder), Davi Canabarro, Guiuseppe Garibaldi.<br />Causas: <br />Altos impostos sobre o charque gaúcho;<br />Baixos impostos de importação sobre o charque platino (ARG e URU);<br />Nomeação do Presidente de Província (governador) pelo Rio de Janeiro, contrário aos interesses gaúchos.<br />
  • 34. Proclamação da República do Piratini, ou República Rio-Grandense (RS, a partir de 1835) e da República Juliana (SC, de jul-nov de 1839).<br />Bandeira dos farrapos<br />Bandeira da República Juliana<br />Garibaldi<br />
  • 35. Não houve unanimidade: Porto Alegre apoiou o governo central, bem como áreas de colonização germânica ou ligadas ao comércio com a capital.<br />Experiência de econômicos para manter a guerra (elite provincial). combate (guerras fronteiriças) e recursos <br />Brasão de Porto Alegre: o termo “leal e valerosa” refere-se ao apoio prestado pela cidade ao governo central (RJ).<br />
  • 36. Acordo encerra conflito em 1845: “Paz de Ponche Verde”<br />Anistia dos envolvidos gaúchos;<br />Incorporação dos farrapos no exército nacional;<br />Permissão para escolher o Presidente de Província;<br />Devolução de terras confiscadas na guerra;<br />Proteção ao charque gaúcho da concorrência externa;<br />Libertação dos escravos envolvidos (?);<br />“Surpresa de Porongos” (traição aos negros – 14/11/1844)<br />

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