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  • A verdadeira fé....
    Não critique o que não é conhecido..., Olhe no espelho antes de julgar...
    Não faz julgamento sem conhecimento, estude...
    A sua Fé e única, somente sua Fé que vai te salvar...
    Agradeça por estar vivo, poder sentir os cinco sentidos do corpo que Deus permitiu de você usar, Cuide bem dele, porque um dia você vai ter de devolver ele e partir.....
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  • 1. Órgão divulgador do Núcleo de Estudos Espíritas “Amor e Esperança” - Ano 11 - nº 107 - Setembro/2010 Distribuição GratuitaMadre Teresa de Calcutá Segunda ParteNesta Edição:Faça o Melhor O Mal que Ainda Há em Nós...Lamentemos Menos Os que dizem: Senhor! Senhor!Livros: Monte Acima; Chico Xavier em Pedro Leopoldo PROIBIDA A VENDA
  • 2. Editorial editorial Publicação Mensal Na “atmosfera” do Brasil, notamos hoje a grande maioria das pessoas permane- Doutrinária-espíritacendo nas faixas mais baixas dos ideais morais e cristãos. Ano 11 - nº 107 - Setembro/2010 Na época que antecedeu a Jesus, a humanidade estava dividida entre o governo, Órgão divulgador do Núcleo declero e plebe, onde os mais fortes exerciam poder sobre os mais fracos que eram Estudos Espíritas Amor e Esperançaescravizados e subjugados pelo império e sacerdotes do templo. CNPJ: 03.880.975/0001-40 Infelizmente, as regiões que receberam o Salvador (denominação comum na CCM: 39.737época, quando esperavam alguém que os salvasse, permanecendo numa condição Seareiro é uma publicação mensal,passiva), desviaram os ensinamentos para o fanatismo e poder decadentes. Mesmo destinada a expandir a divulgaçãoa Europa, berço do saber e da intelectualidade, resvalou para caminhos obscuros da da Doutrina Espírita e a manter ofenomenologia, diversão, relegando vasto material recebido por Allan Kardec. intercâmbio entre os interessados Lembremos que para o território brasileiro foi concedida a oportunidade de rece- em âmbito mundial. Ninguém estáber pessoas dos diversos continentes, fraternalmente, tal qual Jesus pontuou como autorizado a arrecadar materiais emCoração do Mundo, Pátria do Evangelho, renovando a esperança com mudanças na nosso nome, a qualquer título. Conceitoshumanidade, dependendo do esforço de cada um. emitidos nos artigos assinados refletem a opinião de seu respectivo autor. Todas Novas oportunidades a promover aquisição de valores morais e cristãos. Quantos as matérias podem ser reproduzidas,pioneiros contribuíram para o engrandecimento desta Terra e valorização do povo! desde que citada a fonte. E agora? Impera a viciação no comodismo, conduzindo o povo para total ignorân- Direção e Redaçãocia, relegando a integridade, a dignidade e a honra. Rua das Turmalinas, 56 / 58 Porém, hoje não são mais impostos esses desatinos ao povo, pois este tem a Jardim Doninichance de escolher seu ideal, mas não o faz de forma digna, escravizando-se à es- Diadema - SP - Brasilcolaridade funesta, mantendo-se na ociosidade conveniente, através de benefícios CEP: 09920-500dosados de forma oculta, como veneno fatal, agindo paulatinamente, a denegrir as Tel: (11) 2758-6345possibilidades de cada um. A comodidade, o instinto do privilégio, das vantagens Endereço para correspondênciaimediatas, leva nosso povo a mergulhar nos charcos da ignorância, incapacidade e Caixa Postal 42submissão. Diadema - SP É preciso disciplina e dignidade para que seja conquistado o respeito ao povo, CEP: 09910-970contudo, esse mesmo povo tem que iniciar, dentro do seu íntimo, a sementeira dos Tel: (11) 4044-5889 com Eloisa E-mail: contato@espiritismoeluz.org.brprincípios verdadeiros que Jesus nos trouxe pessoalmente e através de vários emis-sários. Conselho Editorial Antonio Ceglia Ribeiro Jesus, muito além de Salvador, vem como Mestre, Educador, ensinando e exem- Cladi de Oliveira Silvaplificando as máximas rumo à evolução a caminho do Pai. Fátima Maria Gambaroni Já dizia Mahatma Gandhi “A dignidade pessoal e a honra, não podem ser protegi- Geni Maria da Silvadas por outros; devem ser zeladas pelo indivíduo em particular”. Indaiá Christiano O momento reclama reunir forças morais, intelectuais e espirituais, individualmen- Nereide Conceição Grecco Ribeirote, modificando nossas tendências inferiores, e executar da melhor forma possível Reinaldo Gimeneznossas possibilidades nesta experiência. Roberto de Menezes Patrício Rosangela Araújo Neves Equipe Seareiro Silvana S.F.X. Gimenez Vanda NovickasÍndice Grandes Pioneiros: Madre Teresa de Calcutá - Segunda Parte - Pág. 3 Wilson Adolpho Clube do Livro: Chico Xavier em Pedro Leopoldo - Pág. 9 Jornalista Responsável Tema Livre: Amai-Vos e Instruí-Vos - Pág. 9 Eliana Baptista do Norte Moral e Ética - Pág. 10 Mtb 27.433 Lamentemos Menos - Pág. 11 Diagramação e Arte Aconteceu: Chá Beneficente - Pág. 11 Reinaldo Gimenez Canal Aberto: O Mal que Ainda Há em Nós... - Pág. 12 Silvana S.F.X. Gimenez Aos Olhos de Deus - Pág. 12 Imagem da Capa Medos - Pág. 12 http://margaridasempapel.files.wordpress. com/2010/11/madre-teresa-1-784x1024.jpg Família: Aborto - Pág. 13 Kardec em Estudo: Os que dizem: Senhor! Senhor! - Pág. 14 Impressão Van Moorsel, Andrade & Cia Ltda Cantinho do Verso em Prosa: Essa Velhinha - Pág. 16 Rua Souza Caldas, 343 - Brás Livro em Foco: Monte Acima - Pág. 16 São Paulo - SP - (11) 2764-5700 Pegadas de Chico Xavier: Os “Privilégios” de Chico Xavier - Pág. 17 CNPJ: 61.089.868/0001-02 Mensagem: Faça o Melhor - Pág. 17 Tiragem Contos: Um Grito de Cólera - Pág. 18 12.000 exemplares Calendário: Setembro - Pág. 19 Distribuição Gratuita 2
  • 3. Grandes Pioneiros grandes pioneiros Madre Teresa de Calcutá Segunda parte Junto ao arcebispo, Monsenhor Ferdinand Périer, final- encontrara. Porém, tomando as últimas que estavam nosmente Irmã Teresa redigiu a carta endereçada a Roma e bolsos, entregou-as ao sacerdote. Ao entardecer, após teralguns meses depois ela recebeu a autorização do Vaticano amparado alguns doentes da rua, abrigando-os nos cantospelo Papa Pio XII, para deixar a Congregação das Irmãs de da calçada, refletia que estariam mais protegidos do caosLoreto. Assim mesmo, Irmã Teresa permaneceu na Congre- das ruas, cujo trânsito era muito complicado. Depois de umgação até o final do ano letivo. Foram difíceis as despedi- dia de muito trabalho, quando pensava encontrar um lugardas das alunas que a queriam muito bem, pelo fato de sua para descansar, defronta-se com o mesmo sacerdote adedicação não ser apenas como professora e orientadora, quem entregara as últimas rúpias. Este, ainda ofegante paramas pelo seu carisma, sua bondade e compreensão. Sua alcançá-la, tendo nas mãos um envelope, entrega-o à Irmãausência seria muito triste para as alunas e as Irmãs da Teresa, dizendo: “Senhora, um homem desconhecido pro-Congregação. curou-me e pediu para que eu passasse às suas mãos este Deixando Loreto, Irmã Teresa foi para Patna. Inscreveu- envelope. Dissera-me que sabia de seus projetos para com-se em um curso básico de enfermagem. Esse curso era os pobres de Calcutá e ele gostaria muito de poder ajudá-ministrado pelo famoso hospital “American Medical Sisters” -la”. Irmã Teresa, abrindo o envelope, encontra um donativoou “Medical Missionary Sisters” (Irmãs Médicas Missioná- de cinquenta rúpias. Com lágrimas nos olhos, ela pede aorias). Dessa forma, ela saberia como lidar com os doentes e sacerdote que agradeça ao homem desconhecido. Para ela,os desvalidos pela fome, jogados ao relento. Pensava Irmã Deus havia mandado o recado, seguir em frente, ajudandoTeresa: “Para entrar nos barracos pobres não preciso de aos desvalidos, pois com a firmeza da fé, a Providência detitulo acadêmico”. Completando o curso de enfermagem no Deus não lhe faltaria.ano seguinte, no mês de dezembro, ela retorna a Calcutá. Seus projetos para com a futura Congregação tomavamAndando pelas ruas, Irmã Teresa pensava: “É a primeira vez conta de sua mente, e seria denominada “As Missionáriasque me vejo sem abrigo. Não estou mais em Loreto e nem da Caridade”. Tinha certeza que encontraria mais almastenho um teto onde ficar”. boas para ajudá-la. Não sabendo onde poderia passar a De imediato, Teresa se recompõe e fala consigo mesma: noite, lembrou-se de seu confessor, o padre Jesuíta Celes-“Não estou só, confio em Deus e na sua Providência Divina. te Van Exem. Ele fora o primeiro a dar-lhe as boas vindasEle me abrigará e a seus filhos abandonados, pela falta de em Loreto. Agora, padre Exem também fora enviado a Cal-humanidade e amor”. cutá, para ajudar os missionários a educar os meninos no Nesse instante, um sacerdote para em sua frente e pede- “Xavier’s College”. Ouvindo-a, o padre Exem lembrou-se do-lhe um donativo para uma boa causa. Ela estava com pou- “Asilo São José”, das Irmãzinhas dos Pobres. Disse-lhe quecas rúpias, pois já havia dado algumas para os pobres que tinha certeza de que as irmãs que administravam o Asilo não se oporiam a alojá-la, até que Ma- dre Teresa pudesse alugar uma casa. Agradecida pela ajuda, ambos dirigi- ram-se ao Asilo São José. As irmãs acolheram-na com carinho. Órgão divulgador do Núcleo de Estudos A principal avenida de Calcutá, Chowringhee Avenue, em 1945, Índia Espíritas Amor e Esperança 3
  • 4. No dia seguinte, resolvido o seu problema, ela saiu pe- principal item, a “Caridade”.los arredores com alguma comida e remédios que as irmãs Madre Teresa ensinava suas ajudantes logo após as ora-do Asilo São José lhe deram, assim como alguns curativos ções matinais: “Não pedimos a ninguém que nos faça a ca-para as feridas dos moribundos. Após servir aqueles que ridade. Deveremos ir até os necessitados. Não importa queestavam cobertos de mosquitos e chagas abertas, e que sejam hindus, muçulmanos ou cristãos. Todos somos filhosestavam jogados nos chamados locais de “lixo”, onde nin- de Deus e algo bom e digno deveremos fazer por ‘Ele’”. Eguém passava com medo do contágio de doenças infec- completava com essas palavras: “Ofertem até que lhes fira,tas, Irmã Teresa orou por eles, pedindo o amparo de Deus. pois o amor verdadeiro fere. A cruz feriu Jesus”.Depois seguiu para o parque “Motijhil”, onde encontrou um No final do ano de 1948 foi concedida a nacionalidadegrupo de meninos sujos, que brincavam num horário que indiana à Madre Teresa de Calcutá.deveriam estar na escola. Aproximou-se e perguntando oporquê não estavam nas salas de aulas, ouviu a resposta A luta desse espírito empreendedor continuava junto àsde um deles: “Nós não podemos frequentar a escola. Nós ex-alunas que procuravam seguir aqueles passos firmes,vivemos nas ruas. Dormimos aqui nos bancos do parque”. levando um pouco de consolo ao grande número dos rejei- tados pela sociedade e pela indiferença dos bem conceitu- Irmã Teresa pergunta-lhes então: “E a comida? Como ados na vida.vocês se alimentam?” Respondeu-lhe outro: “Se ninguémnos dá um pedaço de pão, nós roubamos nos mercados Teresa, a querida irmã entre todas as missionárias, prin-livres e bebemos a água dos cavalos, que os donos deixam cipalmente aquelas ex-alunas que se agregaram a ela noembaixo das árvores”. Irmã Teresa sentiu que o trabalho se- ardoroso trabalho assistencial, aderiu ao traje comum entreria bem maior do que esperava contar. E conversando com as mulheres indianas.os meninos, conquistando a confiança deles, Irmã Teresa A Irmã Teresa passou a vestir-se do sári usual na Índia,reuniu-os à sombra de uma árvore, contando, em forma de abandonando o hábito da Congregação de Loreto. Adotouhistória, a vinda de Jesus à Terra. Viu que estes se empol- um sári branco com faixas azuis, simbolizando a paz e ho-gavam. Porém, vendo-os tão sujos, ela num certo momento, menageando a Virgem Maria e o seu manto divino. Em seufalou: ombro, uma pequena cruz. Dizia às suas auxiliares que — Sei que vocês estão com fome, mas antes de comer dessa forma não estariam humilhando aos carentes, masalguns biscoitos que estão nesta sacola, eu proponho que sim levando respeito e carinho em nome do Senhor Jesus.todos lavem as mãos e o rosto, querem? Completamente desprendida dos bens terrenos, ensinava às jovens missionárias que deveriam ter apenas o neces- As crianças aceitaram de imediato, mas, como lavar-se, sário, tais como: um prato com uma tampa, uma troca deperguntou um deles. Irmã Teresa respondeu: “Vamos procu- roupas, uma troca de roupas íntimas, um par de sandálias,rar o vigilante do parque e pediremos a ele o favor de abrir um pedaço de sabão, um travesseiro e um colchonete, doiso registro de água. Com isso, as torneiras do parque nos lençóis e um balde metálico. Dessa maneira, se precisas-darão a água necessária e depois agradeceremos ao vigi- sem atender algum caso grave a distância, a mudança serialante e voltaremos aqui para um belo piquenique”. E, com a fácil e rápida, pois todos os pertences poderiam ser levadosalegria das crianças, assim foi feito. Irmã Teresa conseguira nas mãos.dar a eles a primeira noção de higiene. Irmã Teresa, como fazia todas as manhãs, saía para Após despedir-se, com abraços das crianças, ela prestar socorro aos desvalidos e, com a ajuda das ir-prometeu que voltaria no dia seguinte. Foram mui- mãs missionárias, os trazia para o abrigo. Porém,tos dias que se sucederam ao primeiro e, nas ao chegar ao portão ouviu o seguinte: “Queridavésperas desse Natal, Irmã Teresa já alfa- irmã perdoe-me, mas creio que não temos comobetizara mais de quarenta crianças, sob as abrigar mais ninguém aqui. O nosso cômodosombras das árvores. Antes de terminar o está lotado, não temos onde dormir e nemano de 1948, uma pessoa que havia conhe- como cuidar dos doentes”. Irmã Tere-cido Teresa de Calcutá, quando morava em sa ouvia apreensiva o que lhe comu-Loreto, alugou uma casa nas proximidades nicava uma de suas ajudantes. Elado parque, para que ela pudesse abrigar seus já sabia do fato, por isso respon-alunos. Esse aluguel fora permutado por aulas deu: “Vamos ter fé, minha filha.para as crianças das redes públicas. Jesus nos auxiliará”. E seguiu Aos poucos, o movimento que Irmã Teresa seu caminho para cuidar dosrealizava foi crescendo. As ex-alunas, quando doentes que encontrava pelassouberam que a querida professora estava de ruas. Após ter atendido a váriasvolta e cuidando de uma comunidade prati- pessoas, ela deparou-se comcamente ao ar livre, juntaram-se a ela. Irmã uma mulher jogada na sarjeta. OTeresa agradecia a Deus por essa ajuda quadro era terrível. O corpo daespontânea das meninas. E uma a uma, pobre anciã mostrava mordidasformaram a futura Congregação da Irmã de ratos e estava cheio de formi-Teresa, que ainda não tinha sido reconhe- gas e mosquitos. A pobre gemia,cida pela Santa Sé. Mas, a dedicada dis- sem poder movimentar-se. Irmãcípula do Cristo já começara a elaborar Teresa, vendo o triste estadoos estatutos das futuras “Missionárias daquele ser, não teve dúvidas;da Caridade”. E nesses estatutos, conseguiu um carrinho de mão,além do que era obrigatório pela lei cedido por alguns homens queeclesiástica, ela acrescentara: 1º transportavam pequenas cargasobediência, 2º pobreza, 3º castida- para os comerciantes locais, e,de; e mais um, que para ela era o com a ajuda deles, ergueu o po- 4
  • 5. bre corpo inanimado e conduziu-a ao hospital mais próximo. diu perdão ao Senhor, pela sua atitude de minutos atrás.De forma alguma queriam prestar socorro. Irmã Teresa pôs- Irmã Teresa, renovada e esperançada, adentrou à sala de-se a falar alto e gesticular exageradamente para chamar atendimento ao povo. Após algumas horas, expôs o assun-atenção. Com isso, ela conseguiu que a mulher fosse enca- to sobre a falta de moradia aos abandonados. Tanta foi aminhada ao ambulatório para receber os curativos precisos. ênfase colocada em suas palavras, que lhe foram ofertadosPorém, ali não poderia ficar e Irmã Teresa teve que recorrer dois imóveis, dos quais escolheria um, que seria a casa queao padre Exem, seu confessor, para abrigar a mulher. procurava para os seus propósitos. Um deles, mais adequa- O padre Exem, ao ver a Irmã chegar, acompanhada pela do, limpo, pronto para ser ocupado, ficava nos subúrbiosdoente toda enfaixada, pôs a mão na cabeça e falou: de Calcutá. O outro, mal conservado, sujo, ficava no centro — Meu Deus! Irmã Teresa, conheço seu trabalho e seu da cidade e ao lado do templo da deusa Kali, consideradasenso de caridade, mas por favor seja mais comedida! a protetora de Calcutá. Após visitá-los, Irmã Teresa, prefe- riu o imóvel próximo ao templo, isto porquê, conhecendo os Teresa nada pronunciou, apenas colocou a mulher no ca- indianos e sua crença, eles, por certo, sentindo a aproxima-tre, que algumas vezes fora seu leito, e agradecendo ao ção da morte, iriam preferir morrer sob olhares da deusapadre, despediu-se prometendo voltar no dia seguinte. Kali. Voltando às ruas, entre as demolições de várias casas, O local estava em péssimo estado. Mas, juntas, as irmã-ouviu alguém pedindo socorro. Teresa, de imediato, come- zinhas missionárias começaram de imediato o trabalho deçou a procurar e, atraída pela voz, encontrou outra mulher restauração. Em pouco tempo estava tudo em ordem. To-em terrível estado terminal. Abaixando-se para ouvir o que madas as providências em busca de catres, colchões, rou-ela dizia em sussurros: “Foi... foi meu filho... que me jogou pas etc., de que precisariam, Irmã Teresa estava feliz. Juntonestes escombros... eu me tornei... um peso... para ele”. de seu confessor, o padre Exem e do padre Julien Henry,Irmã Teresa só pôde fechar os olhos desse coração mater- que também simpatizou com a dedicação de Irmã Teresa,no. Orou a Jesus para que, no futuro, o filho não tivesse o conseguiu o necessário para acolher os “pobres de Calcu-mesmo fim. tá”, como denominava Irmã Teresa. Saindo do local onde outros buscavam sua ajuda, mos- Essa casa, em tempos passados, servia de dormitóriotrando corpos cadavéricos, Irmã Teresa parou ali mesmo, aos peregrinos que chegavam a Calcutá. Irmã Teresa deu-em frente a tanto desprezo dos que por ali passavam, sem -lhe o nome de “Casa do Moribundo”, que seria então o lardemonstrar qualquer compaixão. Olhando para o céu falou: dos desvalidos. Nessa nova propriedade pôde Irmã Teresa“Senhor por piedade, como atender e abrigar este grande desdobrar o atendimento aos doentes. Começou a recolhernúmero de moribundos?” E continuou o seu desabafo a Je- e medicar os que apresentavam o vírus H.I.V., a Aids, e tam-sus: “Por vezes, creio que o Senhor nos abandonou. Esta- bém os leprosos. Teresa de Calcutá dava continuidade àmos praticamente sem abrigo. Não temos rúpias para alu- sua obra iniciada após ter conhecido o Mestre Jesus, comogarmos um depósito qualquer. Senhor, não sei como voltar Maria Madalena, reunindo os leprosos que eram jogados noe falar às missionárias que a nossa instituição está falida, vale dos “imundos”.sem mesmo ter começado, pelas bênçãos do Vaticano”. Tudo parecia transcorrer com mais tranquilidade para Irmã Teresa não havia reparado que enquanto se dirigia a Teresa e as missionárias, no grandioso trabalho que de-Jesus, andava. E qual não foi sua surpresa, quando obser- senvolviam. Mas, muitos habitantes dessa região que eramvou que estava em frente à secção de higiene da Câmara chamados de “bonzos”, isto é, os encarregados do culto àMunicipal de Calcutá. Num impulso, pensou: “É aqui... aqui deusa Kali, achavam que a Irmã Teresa estava profanandopedirei uma solução para o problema. Foi Jesus... foi o Se- aquele lugar sagrado. Começaram a perseguir todos os pas-nhor que me encaminhou para buscar ajuda na prefeitura sos e atitudes tomadas pelas missionárias, tendo como alvolocal”. principal a Irmã Teresa. As crianças e os adultos, ali acon- E, num ato de arrependimento por sua falta de fé, pe- chegados sob seu teto, sofriam, sem saber, forte esquema Núcleo de Estudos Espíritas “Amor e Esperança” DIA LIVROS ESTUDADOS Reuniões: 2ª, 4ª e 5ª, às 20 horas 2ª O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec; 3ª e 6ª, às 15 horas Livro da Esperança – Emmanuel*; A Gênese – Allan Domingo, às 10 horas Kardec; Missionários da Luz – André Luiz* Artesanato: Sábado, das 10 às 17 horas 3ª O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec; Livro da Esperança – Emmanuel*; O Consolador – Atendimento às Gestantes: 2ª, às 15 horas na nova Emmanuel*; O Livro dos Espíritos – Allan Kardec sede (Rua dos Marimbás, 220, Jd. Guacuri, São Paulo) 4ª O problema do ser, do destino e da dor – Léon Denis; Evangelização Infantil: ocorre em conjunto com as Viagem Espírita em 1862 – Allan Kardec; Das Leis Morais – Roque Jacintho reuniões 5ª O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec; Terapia de apoio espiritual aos dependentes Emmanuel – Emmanuel*; Seara dos Médiuns – químicos e doentes em geral: 6ª, às 19h30 Emmanuel*; O Livro dos Médiuns – Allan Kardec 6ª O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec; Tratamento Espiritual: 2ª e 4ª, às 19h45 Livro da Esperança – Emmanuel*; Os Mensageiros – 3ª e 6ª, às 14h45 André Luiz*; Vida Futura – Roque Jacintho Treino Mediúnico: 5ª, às 20 horas Domingo O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec; Livro de mensagens de Emmanuel* Rua das Turmalinas, 56 / 58 *Livro psicografado por Francisco Cândido Xavier Jardim Donini - Diadema - SP - Tel.: (11) 2758-6345 Órgão divulgador do Núcleo de Estudos Espíritas Amor e Esperança 5
  • 6. de espionagem. Por várias -lo, balbuciar: “Perdoe-mevezes o local foi apedrejado Irmã Teresa. Reze a Deuscom tentativas de invasão por mim”. Os companhei-pelo bonzos mais fanáticos. ros estavam emocionadosPorém, o coração de Irmã por terem acompanhado aTeresa, sempre voltado transformação que se derapara Deus, mantinha a cal- com ele, que no princípioma. Transmitia aos doentes foi o mais ferrenho perse-e às missionárias a confian- guidor de Irmã Teresa.ça de que, através da prece Com este acontecimen-e da fé, nada lhes aconte- to, que chegara aos ou-ceria. Porém, por ordem do vidos dos sacerdotes dolíder dos bonzos, foi desig- Templo Kali, estes juraramnado um espião para matar à deusa que nunca maisIrmã Teresa, na primeira a perseguiriam, pois que,ocasião em que ela esti- para os bonzos, tornou-sevesse sozinha. Quando ela uma santa. E os sacerdotesteve a certeza do fato, que sabia poder acontecer, procurou prometeram ajudar Irmã Teresa a recolher os enfermos dao chefe dos bonzos, para lhe dizer: “Se quiser, pode me rua e tratá-los com mais respeito.matar agora mesmo, não precisa esperar dia propício para Todos esses fatos eram anotados pelos padres, Ce-isso. Apenas peço-lhe que não cause mal aos moribundos, leste Van Exem, o confessor de Irmã Teresa e por Julienque já sofrem tantas amarguras. Muitos estão apenas espe- Henry, que embora não tolerasse essa tarefa, terrível aosrando o chamado de Deus para partirem”. seus olhos, praticada por Teresa de Calcutá, passou a ser O líder dos bonzos não precisou responder porque, nes- simpatizante da causa e ajudava o padre Exem nas anota-se exato momento, o espião encarregado de matar Irmã ções. Essas anotações foram transformadas em relatórios,Teresa adentrou o local e falou com emoção: “Senhor, Dei- a pedido do Arcebispo D. Fernando Périer, que os enviariaxemos essa mulher em paz. Tenho vigiado seus passos e à Roma.confesso que o trabalho que desenvolve me dá a impressão Irmã Teresa e as missionárias trabalhavam arduamentede ver a própria deusa Kali em ação. Todas as mulheres do pela congregação, mas esta ainda não existiria juridicamen-Templo de Kali deveriam aprender a servir à deusa, como te, enquanto não chegasse o decreto de Roma, que autori-faz esta santa mulher”. A partir desse dia, o líder dos bonzos zasse o funcionamento legal da instituição. E graças a es-e outros encarregados do templo, tornaram-se amigos de ses relatórios, foi promulgado, no dia 7 de outubro de 1950,Irmã Teresa. o surgimento dessa instituição. Nesse dia, homenageia-se E essa amizade firmou-se ainda mais, quando um deles a Festa de Nossa Senhora do Rosário. Considerou-se emcontraiu tuberculose. Irmã Teresa deu-lhe abrigo e cuidados Roma que a instituição, fundada por uma religiosa eslavo-com o tratamento para reprimir um pouco a doença que, por -albanesa, prescrevia todas as garantias de fé, baseadaessa época, era certo, o levaria ao óbito. Irmã Teresa tudo “nos princípios de felicidade cristã, por amor a Deus”. A no-fez para curá-lo, envolvendo-o em suas orações. A reação tícia trouxe alegria para os corações das Missionárias dado enfermo era de revolta. Quando os companheiros vinham Caridade e para a fundadora, que passou a ser chamadavisitá-lo, ele blasfemava contra Deus, dizendo ser condena- Madre Teresa de Calcutá, denominação essa do Arcebispodo por Ele, por acompanhar os sacerdotes do Templo Kali, Périer.e por querer expulsar a Irmã Teresa e os doentes desse Os ataques à Madre Teresa continuavam. Os mais abas-local. Mas, Irmã Teresa estava sempre por perto, procuran- tados não se compraziam com o trato aos moribundos. Parado acalmá-lo e pedindo que rezasse com ela. E sua atitude eles os pobres deveriam morrer a míngua, já que nada pos-era de colocar suas mãos na cabeça confusa do enfermo, suíam, e assim a prole iria diminuindo. Arquitetaram, então,que aos poucos se acalmava. Com o progresso da recupe- um plano que, de imediato, puseram em ação. Começaramração, o moribundo, já pedia as bênçãos de Irmã Teresa. E, a instigar as prostitutas a entrarem na instituição, para darem seus últimos dias de vida terrena junto de Irmã Teresa, a impressão ao povo que Madre Teresa estava a camuflarorava com ela o Pai Nosso. Assim, o desencarne o alcança o local, para que entrasse mais dinheiro através do sexonuma manhã, onde vários bonzos ali se encontravam ao e, também, que ela obrigava os moribundos a serem con-redor do catre e, ante o último suspiro, todos puderam ouvi- vertidos ao catolicismo, revoltando os sacerdotes budistas. Para tanto, os manifestantes, sob esses pretextos, foram à polícia exigir que a ex- pulsassem do imóvel junto com as missio- nárias e os doentes. A polícia, registrando as denúncias, foi ao local para averiguar a verdade do que ali ocorria. A investigação não apresentou censura alguma que apon- tasse danos morais a ninguém; ao contrá- rio, o que ali se passava, eram exemplos de amor ao próximo. Os denunciantes foram chamados para ouvir o resultado das investigações poli- ciais. A condição proposta pela polícia fora de que, cada um que se sentisse incomo- 6
  • 7. dado, procurasse praticar os mesmos atos caridosos de padre Julien, e diz-lhe que a proposta estava aceita. FindaMadre Teresa de Calcutá. Naturalmente que os denuncian- as negociações, ao se despedir, o juiz declarou ao padretes não aceitaram essa proposta policial, e recolheram-se Julien que estava feliz por saber que o imóvel seria bemcontrariados. aproveitado, pois era do agrado de Alá. A maioria do povo hindu consagrava à Madre Teresa o Madre Teresa recebeu a boa noticia da aquisição de outrocarinho dispensado à uma mãe. Saindo às ruas, as crianças imóvel onde poderia abrigar mais doentes. A esse local elacorriam para serem abraçadas e beijadas por essa “santa deu o nome de Nirmal Hriday, que em bengalês significamulher”, como a chamavam. Mas, com sua humildade, Ma- “Coração Puro”. Essa denominação agradou aos hindus,dre Teresa pedia a todos que orassem a Jesus, porque Ele em sua maioria, hansenianos.é que merecia ser glorificado, por ser pregado na cruz para Os doentes foram encaminhados para esse abrigo, que,nos ensinar a amar. com o tempo, foi destinado apenas aos adultos. Madre A “Casa dos Moribundos” estava demonstrando que o Teresa viu que o número de crianças que ficavam órfãs pelaespaço físico se tornara pequeno diante da procura dos do- morte dos pais era grande. Ela não poderia abrigá-las alientes abandonados, principalmente os leprosos, que conti- naquele alojamento, onde os pequenos poderiam contami-nuavam a agonizar pelas ruas. Madre Teresa pediu ajuda ao nar-se pelos vários tipos de vírus que os doentes apresen-seu confessor, o padre Exem. Este se uniu ao padre Julien tavam. Para tanto, seria necessário encontrar outro imóvel,Henry e, conhecendo ambos a personalidade forte de Ma- a fim de que essas crianças tivessem um lar decente e umadre Teresa, passaram de imediato a buscar um imóvel para orientação segura.que abrigasse mais carentes, adultos e crianças. Iniciou-se uma nova procura de imóvel, o qual Madre O padre Julien tomou conhecimento que estava à venda Teresa dizia ser um lar-matriz, isto é, lar “materno”, poisa casa de um juiz mulçumano, mas que, tendo se apo- todas as missionárias seriam mães das crianças que alisentado, resolveu vendê-la, para ir morar no Paquistão. O fossem abrigadas. A preocupação do padre Exem e padreencarregado da venda do imóvel era irmão do juiz, e foi a Julien era enorme. “Como faremos?” Essa pergunta lhesele que o padre Julien recorreu. Após várias negociações, tirava o sono. Sabiam que quando Madre Teresa colocavapadre Julien acompanhado pelo irmão do juiz, apresentou algo para ser realizado, ela não descansava enquanto nãoa proposta referente ao preço do imóvel, e explicou qual se cumprisse seu desejo. E todos se puseram a procurar oseria a destinação da casa, onde estaria à frente da ha- novo lar para as crianças. Conversando com Madre Teresa,bitação Madre Teresa. O juiz ficou um tanto constrangido os padres Exem e Julien comentavam que não sabiampor saber tornar-se seu antigo lar numa instituição católica. como realizar outro negócio na compra de mais um imóvel,Pediu ao padre Julien um tempo, que lhe foi concedido. O pois ainda não haviam quitado a compra anterior. Madrejuiz muçulmano dirigiu-se à mesquita mais próxima, para Teresa, como sempre, firme em sua fé, dizia-lhes: “Vocês sepoder consultar Alá (nome dado a Deus pelos muçulmanos). lembram da oração ‘Lembrai-vos’?” Essa oração aprende-Padre Julien fez o mesmo, pedindo a Deus que os dese- mos desde criança, quando sentíamos dificuldades; nossajos de Madre Teresa pudessem ser atendidos em defesa de mãezinha junto a imagem de Nossa Senhora, orava assim:uma causa nobre, pensava ele, em favor dos desabrigados. “Lembrai-vos, ó puríssima Virgem Maria, que nunca seLogo o juiz muçulmano retorna com um sorriso que agradou ouviu dizer que daqueles que recorreram à vossa proteção, Órgão divulgador do Núcleo de Estudos Nirmal Hriday Espíritas Amor e Esperança 7
  • 8. que imploravam vossa assistência, que reclamaram por vosso so- corro, algum fosse por vós desamparado. Animada, pois, com igual confiança, a vós, Virgem entre todas singular, como Mãe eu recorro, de vós me valho e, gemendo sob o peso de meus pecados, me prostro aos vossos pés. Não desprezeis as minhas súplicas, ó Mãe do Filho de Deus humano, mas dignai-vos de ouvi-las propícia e de me alcançar o que vos rogo. Amém”1. Os dois padres ouviram em silêncio a oração que Madre Teresa fizera com emoção. Após, tanto padre Exem como padre Julien, dis- seram achar peculiar a oração, principalmente por ser dirigida dire- tamente à Virgem Santíssima, que, por certo, nunca deixara de ouvir um coração materno, numa prece dita com tanta convicção. As mis- sionárias também aderiram à oração do “Lembrai-vos”, seguindo, como acreditava Madre Teresa, a sagração da Providência Divina. E essa providência teve seu êxito, pois o imóvel apareceu praticamen- te de graça. Padre Exem louvou a oração “Lembrai-vos”. Esse lar abrigaria as crianças órfãs. Madre Teresa denominou essa casa de: “Nirmala Shishu Bhavan”, cujo significado seria quase o mesmo do “Lar do Moribundo Abandonado”. Essa denominação favorecia aos povos budistas como aos católicos. O grandioso trabalho das Missionárias da Caridade prosseguia em ritmo acelerado. Madre Teresa, vendo aumentar o número de hansenianos pelas ruas, criou um atendimento móvel, para minorar os sofrimentos dos doentes chagados. Ela e as missionárias saiam divididas em pequenos grupos e faziam a higiene necessária para cuidar dos curativos e dos remédios, que, com muita dificuldade, Madre Teresa conseguia dos médicos e hospitais que simpatizavam com o seu trabalho caritativo. E quando elas sabiam que doentes eram confinados em barracos ou casebres em ruínas, de imediato Madre Teresa estava a disciplinar a tarefa, para que todos fossem atendidos, já que não havia mais locais para abrigá-los com humani- dade. Isso deixava Madre Teresa preocupada. Agora ela procurava fazer a oração do “Lembrai-vos”, com visão mais ampla. Ela, men- talmente, dizia à Virgem Santíssima que era preciso encontrar um local onde fosse erguida uma cidade, que ela já deslumbrara como a “Cidade da Paz”. Padre Julien, ao saber dessa tão ousada pretensão de Madre Teresa, assustadíssimo, procurou padre Exem que, como seu con- fessor, poderia demovê-la desse empreendimento. Padre Exem, rin- do, contrapõe: “E quem irá fazê-la retroceder de mais esse ideal?” E continuou: “Vamos ajudá-la a buscar recursos necessários, sem discutirmos o assunto. Você sabe tão bem quanto eu, que Madre Teresa apenas nos informa do que ela tem em mente, apenas isso. Portanto, meu amigo, pensemos desde já como angariaríamos re- cursos para o novo empreendimento de Madre Teresa”. Final da segunda parte. Eloísa 1. A oração “Lembrai-vos”, consta do livro: Teresa de Calcutá, Uma Vida de Amor a Jesus nos Pobres – Jose Luis Gonzáles-Balado. • Grandes Espíritas do Brasil – Zeus Wantuil, Editora FEB, 1ª ed., • http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/59/Bibliografia 1969. ChowringhrrKolkata1945.jpg • Madre Teresa de Calcutá – José Luis Gonzáles-Balado, Editora • http://www.asianews.it/files/img/madre_teresa_ABBRACCIO.jpg Paulinas, 3ª ed., 1976. • http://lh5.ggpht.com/_JPReeI0N5wU/S3D0IynR0aI/AAAAAAAADDw/ NwP-bLpk7Ss/IMG_2940.JPG • Maria de Magdala – Roque Jacintho, Editora Luz no Lar, 1ª ed., • http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSQAM90InjqjhDeC4TvOEpsZ 1992. l8LCdITFIKDxtfvaoCRgqbFL-Ld4w • Teresa de Calcutá – A Mulher do Século – M. Rouxinol, Editora Lis. • http://snpcultura.org/fotografias/Madre%20Teresa%20de%20 • Teresa de Calcutá – Uma Vida de Amor a Jesus nos Pobres – José Calcut%C3%A1%202/1.jpg Luis Gonzáles-Balado, Editora Paulinas, 1ª ed., 2003. • http://www.exileimages.co.uk/masanorik/MotherTeresa/MK.ASI.006.jpg • http://1.bp.blogspot.com/_NZrQ-Je690k/THoWGuYmPpI/AAAAAAAAB-A/ • Imagens: UK6nhldO-DM/s1600/mother%2Bteresa%2Bhelping%2Bsick.jpg Banca de Livros Espíritas “Joaquim Alves (Jô)” Livros básicos da Doutrina Espírita. Temos os 419 Praça Presidente Castelo Branco livros psicografados por Chico Xavier, romances de Centro - Diadema - SP - Telefone (11) 4055-2955 diversos autores, revistas, jornais e DVDs espíritas. Horário de funcionamento: 8 às 19 horas Distribuição permanente de edificantes mensagens. Segunda-feira a Sábado 8
  • 9. Clube do Livro clube do livro Chico Xavier em Pedro Leopoldo Escolhida pelo Clube do Livro Espírita “Joaquim Alves Natanael respondeu a Filipe, ao saber que Jesus era ori-(Jô)”, no mês de junho/2010, “Chico Xavier em Pedro ginário de Nazaré: “Ora, de Nazaré pode sair alguma coisaLeopoldo” é a 1ª edição da obra, em homenagem prestada boa?”, alguém, fazendo a mesma indagação sobre quem se-pela editora DIDIER, através de Divaldinho ria o famoso Chico, retrucou: “Ora, de PedroMatos. Leopoldo pode sair alguma coisa boa?” Como sugere o título, pretende mostrar ao Na cidade onde tudo começou, tanto apúblico leitor a vida de Chico na cidade de vida do homem, como a do médium Chico,Pedro Leopoldo, Minas Gerais, no período foram psicografados 59 livros, os quais sãode 1927 a 1958. São relatados e abordados enumerados cronologicamente.fatos, passagens, “causos”, entrevistas, re- O autor esclarece que a obra não preten-gistrando sua vida durante sua permanência de ser biográfica, mas, “resgatar a saga doem Pedro Leopoldo, com fotos da época, até Espiritismo na mediterrânica Minas Gerais,de alguns documentos, como por exemplo, o dando ênfase a Pedro Leopoldo, berço doprimeiro emprego. instrumento de precisão absoluta”. Logo no início na frase “Pedro Leopoldo É uma forma de conhecer e aprender umestá para Chico Xavier, assim como Nazaré pouco mais sobre quem foi esse homem hu-está para Jesus.” é feito um paralelo entre milde e valoroso, conhecido como o médiumo início da vida pública de Chico, em Pedro Chico Xavier, em sua terra natal.Leopoldo e da vida pública de Jesus, em Vamos conferir?Nazaré. Que Deus nos abençoe. Conta-se que da mesma forma que Divaldinho Matos Rosangela Editora DIDIERTema Livre tema livre Amai-Vos e Instruí-Vos “Espíritas! Amem-se, eis o primeiro ensinamento; instru- Mas... e o segundo? Instruí-vos, eis o segundo.am-se, eis o segundo”. – O Evangelho Segundo o Espiritis- Parece que este anda um pouco esquecido, um poucomo – capítulo VI, item 5. negligenciado por nós espíritas. Infelizmente, é comum en- Esta é a palavra do Espírito de Verdade. contrarmos núcleos, para onde se dirigem almas necessita- Amar... das e inadvertidas, à espera de soluções miraculosas, preo- Sabemos nós, que longe estamos de compreender – e cupados tão somente com o fenômeno, o personalismo e amesmo de saber – o que é o amor, no sentido exato que o vaidade de um nome conhecido.Mestre Jesus nos ensina. Para tanto, entendem que bastam “bons guias”. Os espí- Embora já distantes do primitivismo dos tempos, esse ritos são a solução e desnecessário o estudo, que passa adoce sentimento ainda não tocou o nosso coração em sua segundo plano, que se reduz à “perfumaria”.plenitude. Tão pouco conhecemos a nossa infinita capaci- E, a partir dessa teoria, encontramos inúmeros confradesdade de amar. Infinita, sim, já que fomos criados à imagem e que se dedicam a servir à casa, e não à causa.semelhança do Criador. Assim, teoricamente sabemos, mas Mas, a casa espírita, a par de ser um pronto socorro espi-ainda não experimentamos a grande e verdadeira ventura ritual, é, primordialmente, um educandário. Há de ser sem-do amor. pre um núcleo educativo, guardando rigorosa fidelidade aos Ouvimos em todo o meio espírita, repetidas vezes, que é princípios espíritas contidos na codificação kardequiana.preciso aprendermos e por em prática esse primeiro man- E onde buscar estes princípios? Resposta simples:damento. ESTUDAR. Estudar as obras básicas da Doutrina Espírita, VISITE NOSSO SITE www.espiritismoeluz.org.br Você poderá obter informações sobre o Espiritismo, encontrar matérias sobre a Doutrina e tirar dúvidas sobre o Espiritismo por e-mail. Poderá também comprar livros espíritas e ler o Seareiro eletrônico. Órgão divulgador do Núcleo de Estudos Espíritas Amor e Esperança 9
  • 10. em primeiro lugar: O Livro dos Espíritos, O Livro dos outros modernismos e terapêuticas alternativas, muitas des-Médiuns, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Céu e o tas respeitáveis, mas que não são Espiritismo, mas frutosInferno, A Gênese, Obras Póstumas. Aí estão contidos os da criação dos homens, que, desavisados, imaginam estarprincípios fundamentais da doutrina dos Espíritos. prestando grande concurso para a evolução da humanida- A casa espírita tem o dever do estudo, a obrigação do de e que, muito pelo contrário, são perfeitos medianeirosensinamento, se pretende atender e servir fielmente à daqueles que almejam retardá-la cada vez mais. É o desvir-Doutrina Espírita. tuamento da doutrina. “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. Tenhamos sempre presente que a Doutrina dos Espíritos Vemos assim, que só através do conhecimento da ver- foi ditada pelos espíritos e que a casa espírita é organizaçãodade é que nos libertaremos. Mas, que verdade é esta, que dos homens. Portanto, como tal, da casa espírita não espe-liberdade é esta? Como conhecer a verdade sem o estudo? remos perfeição.Como conhecer a libertação, se nem mesmo sabemos o Os centros espíritas não são propriedade de quem querque seja a tão cantada e decantada liberdade? que seja, mas há de ser sempre escola de almas, destina- É muito acanhado ainda o nosso conceito de liberdade. dos sim, ao atendimento fraterno, mas também, ao atendi-Queremos ser livres. Mas, livres do quê? Livres dos pais, mento elucidativo.dos preconceitos, das convenções sociais etc. etc. Ensinar, educar, para libertar. Eis um dos princípios que E quando nos encontramos livres de tudo o que parecia deve nortear o centro espírita. Estudar, aprender, educar-se,nos limitar, quedamo-nos frustrados, amargurados, sentindo para libertar-se. Eis o dever de todo espírita.que não nos libertamos de nossas amarras. Só assim vamos entender porquê tantos, libertos de to- Do que então precisamos nos libertar? E aí entra o papel das as convenções humanas, sentem-se eternamente apri-do centro espírita: orientar, estudar, ensinar... libertar. sionados; e outros tantos, ainda que algemados a estas É comum ouvirmos: “não estou legal; preciso ir ao centro mesmas convenções, sentem-se absolutamente libertos.tomar um passe”. E pronto; está resolvido. Tudo está bem. Eis a liberdade a que se refere o Evangelho: a liberdade“Nossa, foi bom ir lá, eu estava carregado, mas o passe me da alma, que é eterna. E não a liberdade do corpo, que élibertou”. efêmera. Libertou? Como? Se no momento em que se sentir, de Busquemos com maior empenho o conhecimento da ver-novo, “carregado”, vai precisar “ir lá novamente?” Será difícil dade que nos oferece a doutrina, e que as casas espíritas,entendermos que a casa espírita que não esclarece, ao con- longe de competições, assumam, em definitivo, a respon-trário de libertar, escraviza? Que mantém cativo aquele que sabilidade que a elas cabe: estruturar-se para o estudo e onecessita, que virá sempre pela dor e jamais pelo amor? ensino da doutrina. Por que não indagarmos: por que o passe me é benéfi- Afinal, se o nosso norte é traçado pelo “O Evangelhoco, traz alento, alívio para as minhas dores? Afinal: o que Segundo o Espiritismo”, lembremo-nos: “Não pôr a luzé o passe? O que está “oculto” sob a imposição de mãos? debaixo do velador” (capítulo XXIV).Como se processa esse mecanismo magnético? “Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alquei- Se estudarmos, encontraremos respostas para todas as re, mas no velador, e dá luz a todos os que estão em casa”nossas indagações. Veremos que nada está oculto e nada (Mateus, capítulo V, versículo 15).é milagre. Voltemos ao início: Amai-vos e instruí-vos Esta é a verdade que necessitamos e que nos libertará. A partir da instrução vamos começar a entender o que é Vamos buscar o estudo; estudo sério e contínuo, sem nos o amor.confundirmos. As orientações de Allan Kardec são a essên- Indaiácia da doutrina e não se confundem com tantos e tantos Bibliografia: O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec, tradução de Roque Jacintho, Editora Luz no Lar, 8ª ed., 2010Moral e Ética Felizmente, os estudiosos da área educacional já defendem a ideia de que é necessário também tra- balhar as virtudes em sala de aula, por terem relação com os sentimentos e que estes participam da cons- trução da “personalidade moral”. Atualmente fala-se muito em “ética”. Segundo os estu-diosos em educação, a palavra “moral” foi considerada de Por exemplo, a generosidade não se enquadra dentro dacaráter autoritário. A própria disciplina “Educação, Moral e definição de dever ético, pois ocorre justamente quando seCívica” banida do currículo, foi objeto de crítica, em dá ao outro, sem qualquer obrigação.face da associação com o regime político ditatorial Emmanuel, no item 28 do “Livro da Esperança”, denomi-da época. na a passagem do Bom Samaritano como a psicologia Discute-se, no âmbito pedagógico, qual a da caridade. O samaritano, que não era religioso,forma correta de introduzir a ética (ou mo- foi o único que parou na estrada eral) aos alunos na atualidade. ajudou, sem limites, obrigação, tampouco interesse pessoal, Fala-se em sistema de deveres e di- uma criatura, pelo simples fatoreitos éticos. de que ela carecia de auxílio na- Em filosofia o estudo da ética quele momento.contribui para estabelecer a na- O dever moral, acima das obriga-tureza de deveres no relaciona- ções éticas, é advertido pela nossamento indivíduo-sociedade. A jus- consciência. Ninguém o vê ou acusatiça corresponde a uma exigibilidade na sociedade, pois as regras foramde conduta, o que implica no respeito ao seguidas, mas, se fielmente observa-direito alheio. do eleva-nos espiritualmente. 10
  • 11. Dessa forma, só poderemos crescer como seres melho- depositarmos no espírito da criança ser-nos-ão devolvidos.”res, mais íntegros, não nos mascarando por trás de regras, Emmanuel, obra citada.mas agindo com o coração, praticando as virtudes que o Pai Rosangelanos ensinou, através de Seu filho Jesus. Bibliografia: Pátio-Revista Pedagógica – Yves de La Taille, Editora Artmed, ano 4, nº 13, mai/jul 2000. Esta é a moral que devemos aprender, para ensinar aos O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec, Tradução denossos pequenos a verdadeira humildade e caridade. Roque Jacintho, Editora Luz no Lar, 2004. Queremos um futuro melhor? “Não nos cansemos, Imagem: http://centralrocknet.com.br/thumbnail. php?file=Crianca_1_671857479.jpg&size=article_mediumpois, de repetir que todos os bens e todos os males queLamentemos Menos de alento: por mais difíceis sejam as situações, por mais doloridas sejam as provas, nunca nos esqueça- mos que Deus nos reserva o melhor! Kardec ainda nos assegura com vigor que Deus Mas por que só eu? Por que tudo acontece comigo? Será está sempre presente em nossa vida diária. Se porque não mereço a atenção de Deus? Será que fui designa- acaso nos desencantamos com a vida, com as maldadesdo a sempre sofrer e carregar as dores dessa reencarnação existentes no mundo, pois, atualmente somos informadospara sempre? em mínimos detalhes sobre tudo que de ruim acontece (e Quantas vezes não nos pegamos com esses pensamen- muito pouco de bom) no mundo, jamais percamos de vistatos negativos em nossa cabeça? É só acontecer algo que esta mensagem excelente que o Mestre Lionês nos deixounos desagrade que eles logo aparecem. em “A Gênese”, no capítulo XVIII, item 3, esclarecendo que Aqui temos uma conta impagável. Será que não mereço o movimento progressivo da humanidade é inevitável, por-um descanso? que faz parte da natureza e não se pode dizer que Deus seja Se bem analisarmos a situação, talvez não deveríamos indiferente e, que após estabelecer Suas Leis, Ele tenha seter assumido uma dívida tão pesada, mesmo considerando mantido na inatividade, deixando as coisas à sua próprianossa invejável situação financeira e saúde física excelen- sorte. Suas Leis são eternas e imutáveis sem dúvida, mas,tes. Os dias passam rápido e as coisas mudam de lugar. devido Sua Vontade ser eterna e constante e Seu Pensa-Nosso “eu” se modifica, pode melhorar-se ou piorar. Um mento animar as coisas sem interrupção; Seu Pensamentopasso em falso e podemos colocar muita coisa a perder, se- que tudo penetra, é a força inteligente e permanente quenão tudo. Era mesmo necessário investir tão forte naquele mantém tudo em harmonia; se esse Pensamento parasseprojeto? Poderia eu ter aguardado um pouco mais? E ago- um instante de agir, teríamos então um Universo semelhan-ra, se meu coração não aguentar mais, e se meus órgãos te a um relógio sem o balanço regulador das horas. Deuscontinuarem a se deteriorar cada vez que entro em pânico? portanto, vela incessantemente pela execução de suas LeisO que fazer? e os Espíritos que povoam o espaço são seus ministros en- Do erro muitas vezes aprendemos o acerto. Quando dá carregados dos detalhes, de acordo com suas atribuições etempo! conforme sua escala de evolução. Lendo outro dia uma mensagem de Emmanuel sobre os Que assim seja!padecimentos a que estamos submetidos, sempre, em nos- Antoine Bibliografia: A Gênese – Allan Kardec, Capítulo XVIII, item 3, Sinalsa romagem reencarnatória, lembro-me de suas palavras dos tempos, Editora FEB, 42ª ed., 2002.Aconteceu aconteceuChá Beneficente Num clima de muita alegria realizou-se no dia 14/08/2010, oChá Beneficente no nosso Núcleo de Estudos Espíritas Amore Esperança, com toda a renda revertida para a construção denossa nova sede na Rua dos Marimbás, 220 Jardim Guacuri, SãoPaulo, SP. Tivemos a oportunidade de nos confraternizar com muitosamigos numa tarde agradável e agradecemos a presença detodos que compartilharam conosco destes momentos. Equipe Seareiro ACEITAMOS SUA COLABORAÇÃO Sua doação é importante para o custeio da postagem do Seareiro e pode ser feita em nome do Núcleo de Estudos Espíritas Amor e Esperança CNPJ: 03.880.975/0001-40 Banco Itaú S.A. - Agência 0257 - C/C 46.852-0 Órgão divulgador do Núcleo de Estudos Espíritas Amor e Esperança 11
  • 12. Canal Aberto canal aberto Este espaço é reservado para respondermos às dúvidas que nos são enviadas e para publicações dos leitores.Agradecemos por todas as correspondências e e-mails recebidos. Reservamo-nos o direito de fazer modificações nos textos a serem publicados. O Mal que Ainda Há em Nós... O Espiritismo nos ensina que a raiz de todos os males sobre o abuso da mesma... Mostra-nos que é preferível vi-provém do egoísmo e que para promovermos a nossa refor- ver uma vida humilde, na simplicidade, tendo a consciênciama moral, necessitamos extirpá-lo. tranquila, do que viver banhado em ouro, mas com a mente Analisando a fundo todas as guerras, todos os conflitos e o coração em trevas.internos e externos, notamos sinais dessa chaga social, vis- Devemos combater o mal que ainda há em nós, come-to que os homens estão mergulhados no imediatismo; no çando por nos desapegarmos dos bens transitórios, dosmaterialismo; no aqui e agora; com os olhos voltados para o quais somos apenas usufrutuários e não donos. Enxergar oseu próprio umbigo. nosso próximo como a um irmão, filho do mesmo Pai, e fa- O homem perdeu a consciência de si mesmo, esqueceu zermos a ele o que gostaríamos que nos fizesse. Dividir osde onde veio e não sabe para onde vai. Procura incessan- nossos tesouros, seguindo os conselhos do Mestre Jesus...temente pela felicidade e para tal, é capaz de esmagar seupróprio irmão para satisfazer o seu desejo. Quando estivermos imunizados e regenerados, fortaleci- A Doutrina Espírita não proíbe que o homem busque o dos com o tônico do Cristo, o mundo será um lugar melhor.melhor, pelo contrário, dá subsídios para que ele se melhore Paz e bem!cada vez mais... Não condena a riqueza, mas nos adverte Carlo Augusto Sobrinho - Rio de Janeiro - RJ Aos Olhos de Deus De nada vale a moeda adquirida de maneira ilícita. Para Ele, a justiça divina é pródiga em amor e bondade, Assim, todas as nossas conquistas materiais devem ser mas, é igualmente firme na disciplina ante aos que erraramproduto de trabalho honesto. para angariar vantagens em detrimento de outros. Aquele que usa de meios escusos para angariar riquezas Se quiseres conquistar tesouros, conquiste os do céu.materiais, erra duplamente. Eles são adquiridos somente pelo cumprimento do dever Um dia, o Pai lhe pedirá em conta o mau uso de tudo o e pela consciência limpa.que adquiriu. Ricardo Santos - São Paulo - SP Medos para poder enfrentar a questão. O grande problema do medo está na expectativa que criamos sobre determinados acontecimentos que talvez nunca venham a ocorrer e Temos encontrado considerável número de pessoas que também, na maioria dos casos, na preocupação exageradaalegam medos diversos. Medos que variam de preocupações sobre o que os outros vão dizer ou vão pensar. Quer dizer: no fundo, tememos julgamentos; o que é uma bobagem,naturais ou exageradas até aqueles provenientes de diga-se de passagem. Não somos obrigados a dartraumas causados também por diferentes origens. explicações a ninguém, senão por força da lei. Por outro Sentir medo é humano, normal, natural. O problema lado, se estivermos em paz com a consciência, não há oestá quando o medo extrapola os limites do bom senso. que temer.Ele, o medo, é muitas vezes necessário, pois nos preserva Percebe o leitor o alcance da questão? Agindo emde perigos e constitui um mecanismo sábio do instinto de conformidade com o bem, estando em paz com aconservação. Mas quando ultrapassa os níveis estabelecidos consciência, não há o que temer.pela natureza, torna-se perigoso inimigo. Sim, pois nos Mas, e os perigos próprios da vida humana? Bom, elestrava a potencialidade, paralisa as forças, gera doenças e existem, é verdade. Viver é sempre um risco, em váriosprovoca estragos consideráveis, especialmente na mente. sentidos. Mas, é esse risco de viver que nos amadurece. O O segredo está em entender os próprios medos. Para importante é confiar em Deus e seguir adiante.isso, é preciso inteirar-se sobre a temática que nos assusta Medo do quê? Da morte, de perdas financeiras, de altura, Clube do Livro Espírita “Joaquim Alves (Jô)” de chuva, de bala perdida, de assalto, de avião, de espíritos, da Receba mensalmente obras Informe-se através: E-mail: contato@espiritismoeluz.org.br CHICO perda de entes queridos? Qual ou selecionadas de conformidade www.espiritismoeluz.org.br quais são os nossos medos? Vivamos com naturalidade, com os ensinamentos espíritas. (11) 2758-6345 Caixa Postal 42 - CEP 09910-970 - Diadema - SP com mais alegria, confiando, e tudo melhora. 12
  • 13. Valorizamos muito as expectativas sombrias, esquecendo- atitude saudável que faz bem à alma.nos de que a sintonia com a alegria de viver, adotada por Claro que nunca devemos esquecer a prudência noscomportamento, altera os rumos dos acontecimentos, gestos, decisões, comportamentos e atitudes. Mas vivermodifica o ambiente, os panoramas, influencia pessoas e é sem medo, claro! Viver para aprender continuamente. Orson Peter Carrara - Matão - SPFamília familia Aborto Realmente, José e Maria não eram ricos, passaram por “pressões sociais” imensas e não fraquejaram diante do compromisso que assumiram perante Deus, de acolher o Seu filho Jesus. De tempos em tempos, o aborto e sua legalização vêm à Fiquemos atentos. Analisemos e lembremos da doce etona, sendo discutido os seus aspectos de saúde, sociais, firme figura de Maria de Nazaré. Ela estará amparando to-direito à liberdade etc. das as mães que quiserem enfrentar as dificuldades para Cada vez que tentam colocar a legalização do aborto na terem em seus braços um filho de Deus para reeducá-lopauta de assuntos que devem ser discutidos pelos políticos, moralmente.várias organizações (principalmente as religiosas) alertam Deus estará a proteger a estes pais.que precisamos observar o aborto pela ótica da ética cristã. Wilson Mas fica sempre uma pergunta: Imagem: http://sites.google.com/site/ldsmeetinghouselibrarypicsot/_/rsrc/1237 682823094/Home/New-Testament-Pics/Nativity.62495%2C201%2C1- — Por que será que, mesmo sendo rejeitada várias ve- -16%2C2-6.jpgzes, insistem em querer discutir a legalização do aborto? A resposta está na importânciaque existe na oportunidade da re-encarnação. Devido aos muitos débitos deamor não vivido, que contraímosem vidas passadas, Deus, por mi-sericórdia, nos dá novas oportuni-dades, através da reencarnação,para podermos viver na Terra algode bom, cumprindo assim a má-xima “o amor cobre a multidão depecados”. Ou seja, pela reencarnação po-deremos praticar o bem, o respeitoao próximo e, com isso, irmos mo-dificando e melhorando os nossossentimentos. Acontece que, por outro lado,os espíritos infelizes, que queremmanter as pessoas do jeito que elasestão, sem se melhorarem, e ser-vindo de “pasto” para os seus ins-tintos, estes espíritos infelizes, quenós, espíritas, comumente chama-mos de “as sombras”, não queremque as reencarnações aconteçam,sendo abortados aqueles que rece-beriam mais uma chance de evo-luírem. Não nos deixemos levar pelahistória de que socialmente é me-lhor a legalização do aborto. Lembremos o que André Luiznos relata no livro “Missionários daLuz”: “Fala-se em resolver os proble-mas sociais, mas ninguém pensaem resolver os problemas espiri-tuais. Na discussão deste assuntoninguém fala em Jesus, Maria eJosé.” Órgão divulgador do Núcleo de Estudos Espíritas Amor e Esperança 13
  • 14. Kardec em Estudo kardec em estudo Os que dizem: Senhor! Senhor! O Evangelho Segundo o Espiritismo Capítulo XVIII “Muitos os chamados, poucos os escolhidos” – itens 6 a 9 “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.” (Mateus, capítulo VII, versículos 21 a 23). Não basta conhecer a Lei de Deus, reverenciá-Lo apenas Já sabemos que não fazer nada representa deixar de fa-por palavras, dirigir-Lhe preces e não agir de acordo com zer o bem e quem não faz o bem está fazendo o mal, isto é,esta Lei. violando Seus mandamentos, dando mau exemplo. Nosso amado Mestre Jesus expressou e exemplificou a Falar sobre brandura, humildade, caridade, paciência,Lei de Deus, com Suas palavras e, principalmente, atitudes. boa-vontade é fácil! O difícil é exemplificar através de nossa Sabemos que Jesus é o caminho, a verdade e a vida, postura no dia a dia diante de alguma situação, principal-contudo não adianta somente reconhecer Sua missão, cha- mente aquela que nos contraria.má-Lo de Irmão, Mestre, Senhor e não seguir o Seu roteiro Precisamos nos tornar melhores, mais indulgentes, cari-de Luz, isto é, Seus ensinamentos e exemplos. dosos, agradecidos e benevolentes para com todos, e em Nossos atos e pensamentos representam o que existe qualquer situação que nos encontremos.em nosso íntimo. Geralmente, diante da doença, ou qualquer outra dificul- Profetizar em nome de Deus, em nome de Jesus, e ficar dade, pedimos ajuda a Deus ou a Jesus, mas muito nosapenas em belas palavras, fará com que sejamos excelen- esquecemos Deles, nos momentos de “alegria”. Como pedirtes tribunos. Mas não é a quantidade de palavras ou a qua- ajuda e não ajudar ao próximo? Por que lembrar Deles so-lidade das palavras ou a quantidade de preces que nos fará mente na tristeza, no desespero e não na alegria? Por quemelhor diante de Deus e sim nossas atitudes para com o só pedir e não agradecer?próximo, pois é através das obras no campo do bem, que Nossa vida futura depende do cumprimento de nossasse reconhece o verdadeiro cristão. tarefas, sobretudo as que nos comprometemos ou foram O que adianta honrá-Lo com palavras ditas da boca para pré-estabelecidas na Espiritualidade. Para tanto, devemosfora, ou com atos exteriores de devoção, e ao mesmo tempo utilizar todas as nossas capacidades intelectuais, materiaishonrar a Mamom e aos “deuses” dos instintos? e morais. Lembrando que tudo aquilo que é feito seguindo No momento que não fazemos aquilo que falamos ou pro- os mandamentos de Deus, mais os preceitos de Jesus, terámetemos estamos sendo falsos profetas, mentirosos, des- seus alicerces permanentes, como a casa construída sobrete modo dando maus exemplos, comprometendo-nos, e, o a rocha e, deste modo, encontraremos a felicidade perene,pior de tudo, indo contra a lei do amor e da caridade. além de nos prepararmos para a vida futura. Contudo, aqui- Agindo apenas exteriormente, conseguimos enganar aos lo que violar Seus princípios será como a casa construídahomens, mas não a Deus. sobre a areia, que cede com o tempo. Portanto, ser cristão é seguir os preceitos de nosso Irmão Jesus Cristo, reverenciando a Deus, o nosso Pai, através de palavras, de atitudes fraternas, contribuindo assim para um mundo melhor, com o sacrifício do nosso orgulho, egoísmo, vaidade, inveja e dos ou- tros instintos. Sabemos que não somos per- feitos, que nem todos estão na mesma faixa de entendimento ou compartilham de nossas opiniões, contudo somos todos irmãos e, aju- dando uns aos outros, tornaremos a nossa caminhada mais harmoniosa e menos dolo- rosa. Senhor! Que saibamos agradecer a bên- ção da “vida”, a alegria de fazermos parte desta família universal e as oportunidades da instrução e do trabalho! Que sejamos úteis no campo do bem e façamos por merecer to- das estas bênçãos! Silvana Bibliografia: O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec, tradução de Roque Jacintho, Editora Luz no Lar, 8ª ed., 2010. Imagem: http://i.olhares.com/data/big/11/110976.jpgtp://www. sxc.hu/browse.phtml?f=download&id=804322 14
  • 15. Está difícil encontrar um bom livro? iais Preços Espec Que tal estes! pa ra distribuido ras e livrarias. Consulte-nos! Série Evangelho e Juventude Livros espíritas para jovens O Gastão e o Egoísta JASÃO, O CEGO Este livro conta a história de Silas, filho de Lino e irmão de Timóteo, Conta a história de Jasão, que saía quando ele pede para seu pai di- todos os dias para pedir esmolas. vidir a herança, a fim de que ele Num dia ele se depara com o possa sair em busca dos prazeres Mestre Jesus e, este explica aos da vida. apóstolos, o porquê do mesmo ter nascido cego. Preço: R$ 9,00 Preço: R$ 9,00 Grandes Vultos do Espiritismo JESUS E KARDEC ANÁLIA FRANCO, O ANJO Este livro nos traz temas do O DA CARIDADE Evangelho Segundo o Espiritismo, tais como: muitas moradas, nascer Este livro nos apresenta a história de novo, nas aflições, o consolador, de Anália Franco, grande educa- humildes de espírito, pureza do dora e também jornalista, roman- coração, os pacificadores, salvar-se cista, teatróloga, contista e confe- a si mesmo, amar os inimigos, a rencista. Lutou, destemidamente, perfeição, os chamados, a fé, a para livrar a mulher do império do prece, entre outros. jugo masculino, colocando-a não apenas como esposa e mãe, mas Preço: R$ 17,00 acima de tudo, elevando a mulher a ser uma educadora dentro do Lar. Doutrinário Preço: R$ 17,00O Evangelho Segundo o Espiritismo Livros Infantis Traduzido do original francês por Roque Jacintho. Histórias cristãs que irão encantar Nova edição revisada, em os pequeninos! versão de fácil leitura e Preço: R$ 9,00 entendimento. com Compre já o seu! d esenhos pa ra Por apenas R$ 12,00 colorir!Para comprar o seu livro, entre em contato!Caixa Postal, 42 - Diadema - SP - CEP 09910-970 EDITORA LUZ NO LAR (11) 2758-6345 vendas@luznolar.com.br www.luznolar.com.br
  • 16. Cantinho do Verso em Prosa cantinho do verso em prosa Essa Velhinha Essa velhinha que vês, Passando sempre ao sol-posto, Todo dia, todo mês, Penosamente a esmolar, Também foi criança, um dia, Não conhecia o desgosto, Brincava, jogava e ria, Era o anjo de seu lar! Depois vieram mudanças, Trabalhou, sofreu na vida, Morreram-lhe as esperanças, Cansou-se-lhe o coração. Hoje, triste, quase morta, Sozinha, desiludida, Esmola, de porta em porta, A lição ensina-nos que todo ser já foi uma criança, um lindo bebê que, como A fim de ganhar o pão. todos os outros foi inocente, teve candura, beleza, e distribuiu alegria e felicida- de por onde habitou. Não te esqueças, meu filhinho, Devemos ensinar às crianças que os idosos seremos nós amanhã e aqueles Que um velhinho abandonado que perambulam pelas ruas já tiveram um passado, uma juventude, uma infân- Tem sede de teu carinho, cia. De tua doce afeição... Ensinar o respeito e a não julgar quem quer que seja. Aprende a viver mais cedo, Devemos sim, ofertar o melhor de nós para amenizar a dor, as necessidades Não fujas amedrontado, físicas e morais e, principalmente, lembrar de fazer a todos esses velhinhos o Aproxima-te, sem medo, que pretendemos que seja feito por nós: respeito e amor. Anda cá! Beija-lhe a mão! Araújo Bibliografia: Antologia da Criança – Francisco Cândido Xavier / Autores diversos, Editora IDEAL, 3ª ed., 1992. João de Deus Imagem: http://4.bp.blogspot.com/_-TtBzdiCfiY/TCksMz81JAI/AAAAAAAAABw/4O0HYVD9oD4/s1600/ mulher_idosa.jpgLivro em Foco livro em foco Monte Acima Francisco Cândido Xavier Espíritos Diversos Editora GEEM - 2ª edição - 1989 Questão de Consciência Se nos sentirmos tal qual na Guardemos a consciência tranquila. situação citada em questões A prática do bem ser-nos-á garantia da paz e a paz em de consciência, saibamos nós se nos fará fonte de permanente alegria. todos que Emmanuel e Chico, A criatura de consciência culpada é semelhante à Chico e Emmanuel, ambos pessoa que carrega uma carga superior às próprias forças, em nome de Jesus, e todos parecendo arrastar-se entre o cansaço e a irritação. juntos, velam por nós. Emmanuel Tenhamos essa certeza, *** confiança e fé nas suas Esta, acima, é uma das mensagens que constam do livro palavras e procuremos seguir“Monte Acima”, com escrita característica de Emmanuel, o as suas recomendações. Quecompanheiro constante de Chico Xavier, em sua peregrinagem vamos cair, eles já sabem;pela Terra. Chico foi tão bom que se sacrificou bastante, física mas eles sabem também que,e espiritualmente, para conosco repartir essas pérolas vindas em caindo, vamos nos levantar novamente e levantando,de Emmanuel, que, por sua vez, incansável companheiro, precisaremos de apoios: palavras de coragem, ânimo erespeitável admirador e fiel seguidor do Cristo, não via determinação.entraves para nos trazer informações e modos de bem agir Jamais coloquemos em dúvida a nossa segurança aquinesta nossa romagem terrena, tão cheia de armadilhas e na Terra, pois somos possuidores dos melhores amigos quedesvios que nossas fraquezas teimam em não reconhecer. 16
  • 17. poderíamos merecer em nossas vidas, despertando-nos para reconhecimento de nossos momentos de fraqueza e aso trabalho cristão. indicações de como superá-las. Vamos então lê-lo, absorver Este pequeno livro de bolso editado pelo GEEM (Grupo suas recomendações e viver melhor!Espírita Emmanuel), contém 20 mensagens, 82 páginas É fácil... É simples...de fácil leitura, que nos dão uma visão muito precisa no AntonioPegadas de Chico Xavier pegadas de chico xavier Os “Privilégios” de Chico Xavier Muito trabalhou o médium querido no exercício da de Coréia ou “mal de São Guido”, fui operado em 1951 demediunidade, mas, nunca foi favorecido pela vida, no sentido uma hérnia estrangulada, acompanhei a desencarnação decomum que entendemos, ou seja, da vida prazerosa. Muito irmãos que me eram particularmente queridos em família;pelo contrário! Provavelmente, para nos dar o exemplo vivo sofri um processo público em 1944, de muitos lances difíceisde que todos podemos trabalhar no campo do Bem, Chico e amargos, por causa das mensagens do grande escritorXavier viveu como qualquer criatura na Terra, passando por Humberto de Campos; em 1958, passei por escandalosadificuldades familiares, financeiras e de saúde, além dos perseguição com muitos noticiários infelizes da imprensa,ataques sofridos pelos que não entendiam a perseguição de tal modo intensa que mesua missão. obrigaram a sair do campo reconfortante da Ao completar 68 anos de idade, Chico vida familiar em Pedro Leopoldo onde nasci,também alcançara 50 anos no serviço da transferindo-me para Uberaba, em 1959, paramediunidade. Conta-se no livro Encontros no que houvesse tranquilidade para os meusTempo, que ao ser abordado por um senhor familiares que não tinham culpa de eu haversobre os privilégios que teria recebido, após nascido médium; em 1968 fui internado notantos anos de serviços prestados ao Além e Hospital Santa Helena aqui em São Paulo,aos semelhantes, Chico respondeu: para ser operado numa cirurgia de muita “Meu amigo, eu não sei quais são os meus gravidade e agora, no princípio deste ano doprivilégios perante os Céus, porque fiquei órfão cinquentenário de minhas pobres faculdadesde mãe aos cinco anos de idade, fui entregue mediúnicas, agravou-se em mim um processoà proteção de uma senhora que durante dois de angina que começou em novembro doanos, graças a Deus, me favorecia com três ano passado... angina essa com a qual estousurras de vara de marmelo por dia, empreguei- lutando muito. Se tenho privilégios, como ome numa fábrica de tecidos aos oito anos de senhor imagina, devo ter esses privilégios semidade. E nela trabalhei durante quatro anos saber.”seguidos à noite, estudando na escola primária durante o Será que nós aguentaríamos toda essa carga? Comdia. Não podendo continuar na fábrica, empreguei-me como certeza, ainda não. Mas, o esforço que fizermos paraauxiliar de cozinha, balcão e horta, num pequeno empório, cumprir o que nos compete neste momento carnal, será umdurante mais quatro anos, em seguida empreguei-me numa dos degraus para a elevação futura.repartição do Ministério da Agricultura, na qual trabalhei Sigamos o exemplo do Chico, afinal esta é a finalidade datrinta e dois anos, começando na limpeza da repartição até vinda desses grandes Espíritos na Terra!chegar a escriturário, quando me aposentei; em criança Nevessofri moléstia de pele, fui operado no calcanhar onde me Bibliografia: Encontros no Tempo – Francisco Cândido Xavier /cresceu um grande tumor; sofri dos doze aos quinze anos Espíritos diversos, organizado por Hércio Marcos C. Arantes, Editora IDE.Mensagem mensagem Faça o Melhor caminhada – se desalenta, antes de empreender o menor esforço de iniciar a marcha? Que diríamos daquele que detendo semente de trigo, se negue a confiá-las ao solo, alegando que a colheita é muito Certo é que, ainda, nenhum de nós poderá pretender agir trabalhosa e demorada?e reagir como o Mestre Jesus. Busquemos, pois, viver gotas de bondade a cada dia, Devemos, no entanto buscar sempre agir pelas leis mi- porque somente a soma de gotas faz o rio e vivifica todos ossericordiosas do Evangelho, dentro dos limites de nosso tratos de terra bruta por onde passa.entendimento. Admiremos o bem e as esferas superiores da vida, mas Somente em nos realizando, com aquelas noções de vida saibamos que não basta admirar, porque o momento é deque já adquirimos no campo do Cristianismo, estaremos nos fazer.ajustando para ir além. Paz. Que dizer de alguém que, tendo de fazer uma grande Roque Jacintho Órgão divulgador do Núcleo de Estudos Espíritas Amor e Esperança 17
  • 18. Contos contosUm Grito de Cólera Leandro, por uma insignificante contrarie-dade, gritou com a mãezinha pouco antes doalmoço. Pronunciou palavras muito feias em voz alta,destruindo a paz doméstica. — Ah! Meu filho, que susto! — disse a mãe-zinha aflita, que voltou a sentir forte dor de ca-beça. — Meu filho, quanto mal foi atraído para nos-so lar por seu gesto de cólera! — pronuncioua mãezinha pacientemente, mas seu coração,anteriormente diagnosticado doente pelo médi-co da família, tornou a descompassar-se. As irmãs, que cuidavam da refeição, larga-ram tudo no fogão e correram para o quartopara socorrê-la e, assim, todo o almoço foi inu-tilizado. Em razão das circunstâncias provocadaspor Leandro, o pai, que aguardava o almoço,foi obrigado a esperar mais tempo em casa,chegando irritado e muito atrasado de volta aoserviço. O chefe, desequilibrado, não estava dispos-to a tolerar-lhe a falta, humilhou-o e o demitiu,qual fosse alguém imprudente. Quem quer que visse a cena, sentiria com- juntos para aprendermos a nos amar, respeitando-se mutu-paixão. amente. Homem idoso e correto, o pai de Leandro, suportou as A tempestade derruba árvores de um momento para oconsequências de um gesto impulsivo e, por vários meses, outro, mas a ação impensada do homem é muito pior. Umfez um trabalho aqui e outro ali para amparar a família. grito colérico é um raio mortífero que penetra o coração das Os resultados da gritaria, porém, foram mais vastos. pessoas, causando doenças, dificuldades e desgostos. A mãezinha piorou ainda mais do coração e foi levada às Aprendamos a falar e a calar.pressas para o hospital, onde ficou internada e, infelizmen- Ajudemos, ao invés de reclamar.te, veio a desencarnar. A cólera é a força infernal que nos distancia uns dos ou- Por mais seis meses, toda a família lutou e solidarizou-se tros e de Deus.para pagar as altas contas hospitalares e tentar recompor a A guerra não é senão o grito colérico de alguns homensharmonia do lar, perdida por um segundo de cólera, por um raivosos que se alastram e exterminam milhões de criatu-segundo de ira infantil. ras, prejudicando o mundo inteiro por tempo indeterminado. *** Reinaldo Pensemos na lição e não repitamos o mesmo, em atos Bibliografia: Adaptação do livro Alvorada Cristã – Francisco Cân-imprudentes! dido Xavier, pelo espírito Neio Lúcio, capítulo “Um grito de cólera”, Editora FEB, 8ª ed., 1986. Estamos unidos através de laços provenientes de Deus. Imagem: http://revuloangelo.files.wordpress.com/2009/11/url.jpgNenhum de nós está reunido ao acaso e, por isso, estamos HOSPITAL DO FOGO SELVAGEM PEDE AJUDA O Hospital do Fogo Selvagem de Uberaba – MG, que Caso queira fazer doações em dinheiro, o depósito atende a portadores do Pênfigo (Fogo Selvagem) e tam- pode ser feito em nome do LAR DA CARIDADE, através dos seguintes bancos: bém a 150 crianças, precisa de doações para comprar: • Bradesco - agência 0264-0 - c/c 14572-6 os remédios Calcort e Psorex pomada (podem ser gené- • Banco Itaú - agência 0321 - c/c 00859-1 ricos); materiais de limpeza (sabão em barra Ypê amarelo • Banco do Brasil - agência 3278-6 - c/c 3274-9 para os doentes e sabão em pó para limpeza em geral); Maiores informações: fraldas descartáveis tamanho G infantil; Mucilon; lenços • Telefone (34) 3318-2900 umedecidos e álcool gel 70%. • fogoselvagem@terra.com.br 18
  • 19. Calendário calendario Setembro desenvolvimento do Espiritismo como do Brasil, em Salvador, Bahia, denomi- ciência, filosofia e religião. nado “Grupo Familiar de Espiritismo”. 1892 desencarna William Stainton Mo- DIA 22 ses em Londres, Inglaterra; pesquisador, 1868 nasce, no Rio de Janeiro, CaírbarDIA 02 médium e escritor espírita. de Souza Schutel, médium, escritor e1914 desencarna Eugène Auguste Albertde Rochas d’Aiglun (Grenoble - França). DIA 06 divulgador da Doutrina Espírita. Consi- 1881 realizado o 1° Congresso Espírita derado o “Pai da Pobreza” de Matão. De-Foi um engenheiro militar, administrador sencarnou em Matão, SP, em 30/01/1938.da Escola Politécnica de Paris, historia- do Brasil, visando reunir e orientar as Convertido ao Espiritismo, após observa-dor militar e pesquisador dos fenômenos instituições espíritas então existentes. ção prática e estudos doutrinários. Fun-psíquicos. Após ter concluído os estudos 1881 o Imperador Dom Pedro II recebe dou em 1904 o Centro Espírita “Aman-no Liceu de Grenoble, iniciou os estudos uma comissão de espíritas, no Rio de tes da Pobreza” e, em 1905, o jornal “Ode Direito visando ingressar na magistra- Janeiro, que lhe entrega um documen- Clarim”, que circula até hoje. Em 1925,tura, como o haviam feito o seu pai e seu to narrando as perseguições sofridas, e lançou a Revista Internacional do Espi-avô, mas sem interesse pela área, voltou- pedindo-lhe o fim delas. ritismo. Escreveu 17 livros espíritas. Foi-se para outros estudos. No campo do DIA 13 pioneiro na divulgação da doutrina pelomagnetismo e do Espiritismo, estudou a rádio.polaridade, contribuiu para a atual classi- 1909 a médium Linda Gazerra realiza a última sessão de figurações telepáticas e DIA 25ficação das fases do estado sonambúlico,observou sistematicamente os fenômenos corporificações luminosas em Turim, Itá- 1914 nasce, em Avaré, São Paulo, oespíritas, pesquisou a exteriorização da lia, na residência da Princesa Rispoli, sob professor José Herculano Pires, filóso-sensibilidade e mostrou o mecanismo do a investigação cientifica do Dr. Enrique fo, parapsicólogo, escritor, jornalista edesdobramento físico. Das várias obras Imoda. conferencista espírita. Mais de 70 obrasescritas destaca-se, no meio espírita, o li- DIA 15 editadas, fundador do “Clube dos Jorna-vro “As vidas sucessivas”. listas Espíritas”. Destaca-se a tradução 1879 nasce, no Rio de Janeiro, a profes- dos livros de Kardec feita por Herculano.DIA 03 sora Júlia Pêgo de Amorim. Foi diretora DIA 282010 lançamento, em nível territorial de escola de música e, sozinha, aprendeubrasileiro, do filme “Nosso Lar”, baseado o Braille. Fundou a “Sociedade Amigos 1971 desencarna, em São Paulo, o pro-no livro psicografado por Francisco dos Cegos” e a “Instituição das Cegas fessor Júlio Abreu Filho, jornalista e tra-Cândido Xavier, pelo espírito André Hellen Keller”, sendo um baluarte da dutor da “Revue Spirite” do francês paraLuiz. Sociedade Pró-livro Espírita em Braille o português; colaborou assiduamente em (SPLEB). muitos jornais e publicações espíritas; foiDIA 05 ainda representante no Brasil em vários1890 desencarna Lea Fox, uma das DIA 17 organismos espíritas do Exterior.médiuns envolvidas nos fenômenos de 1839 nasce, em Buffalo, EUA, Ira Eras- DIA 30Hydesville, ocorrido em 1848, na Amé- tus Davenport, um dos conhecidos ir- 1891 nasce, em Cepa Forte, BA, Leopol-rica do Norte. Allan Kardec se interessou mãos Davenport, notáveis médiuns de do Machado Barbosa, grande propagan-bastante pelos acontecimentos ocorridos efeitos físicos, notabilizados pelas ses- dista espírita. Participou dos trabalhos dena residência dos Fox, para estudo e iní- sões públicas que promoveram. unificação do espiritismo brasileiro.cio dos trabalhos que culminaram com o 1865 fundado, por Luiz Olímpio Teles Imagem: http://www.sxc.hu/browse.phtml?f=down de Menezes, o primeiro Centro Espírita load&id=1280496 Órgão divulgador do Núcleo de Estudos Espíritas Amor e Esperança 19
  • 20. Órgão divulgador do Núcleo de Estudos Espíritas “Amor e Esperança”Caixa Postal 42Diadema - SP09910-970 DestinatárioFECHAMENTO AUTORIZADO - Pode ser aberto pela ECT