Sindicato Rural dePardinhoJovem AprendizApoio: Chácara Cabeceira do RioPardoPrefeitura Municipal de Pardinho              ...
ApresentaçãoEsta é uma publicação (on line) do Programa "Jovem Aprendiz Rural" -Pardinho/2012 executada pelos aprendizes m...
SUMÁRIOControle biológico: mais barato e seguro.O cultivo da cenoura.Cultivo do rabanete.Formação de pastagem sem o uso de...
Controle biológico: mais barato e seguroPortal Dia de Campo - Kamila PitombeiraUso de insetos no controle de pragas é mais...
não houver um refúgio natural para que esse predador se esconda nosperíodos em que não há presas, ele vai desaparecer.— Al...
deve ser analisado 3 ou 4 meses antes do plantio, para que seja feita a suacorreção e adubação.O plantio é feito em sulcos...
A colheita começa de 25 a pouco mais de 30 dias depois da semeadura.É feita através do arrancamento completo da planta. A ...
braquiária e o adubo são lançados na área sem a necessidade derevolver o solo. De acordo com Valente, a vegetação do local...
O milho costuma ser a principal matéria-prima para a produção desilagem. No entanto, apesar de sua menor produtividade em ...
Fonte: http://www.portalagropecuario.com.brHeveicultura: setor em expansão abre portaspara capacitações no campoCanal do P...
O primeiro módulo vai até o dia 27 de julho e serão ministrados conteúdoscomo Novo Código Florestal e recomposição de rese...
Embrapa, em conjunto com os órgãos de extensão rural, criou bancos de mudasde mandioquinha-salsa de alta qualidade em Mina...
Fonte: http://www.clicknoticia.com.br/Os benefícios da adubação verdeA adubação verde consiste na prática de incorporação ...
Semeando...                           3 mesesdepoisPlantio direto reduz erosão em mais de 90%Portal Dia de Campo - Kamila ...
diversidade. O pesquisador fala também sobre dados de pesquisas quemostram uma redução de 10% a 20% do custo de produção a...
A consequência é a inexistência de dados para orientar a tomada dedecisões.Um controle econômico eficiente pressupõe estab...
Técnica visa o uso racional de adubosAgrolink - Ellen ColomboPor meio de dados específicos de áreas geograficamentereferen...
Fonte: www.arvus.com.brTecnologias impulsionam o cultivo orgânico dehortaliçasEmpresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão ...
sobre a planta, dificultando o surgimento de doenças, enquanto a telabarra a entrada de insetos. Sob os beirados do abrigo...
verde e apresenta elevada produção de massa vegetal. Ótimo para adubação verde ecobertura vegetal.Bibliografia: COSTA, M.B...
Características da Espécie                Massa Verde (t/ha) (*5)                                    20 a 30              ...
agricultores são as chamadas ervas daninhas ou plantas invasoras. Asinvasoras são plantas que crescem no meio da plantação...
Quiabo: aprenda cultivar e eliminar a babaGlobo Rural On-line - João Mathias | Consultora Débora de Faria Albernaz VieiraF...
possível plantar o ano todo. Nos Estados do sul do Brasil, o plantio vai bem nosmeses de primavera e verão.PLANTIO Deve se...
Nutrientes derivados da produção de suínos e aves têm preçosque variam entre R$60 e R$90 por toneladaPor ser eficiente e m...
Ainda segundo Benites, a aplicação é feita normalmente antes do verão.Para ele, essa é uma questão de logística, pois ness...
Como a maioria das hortaliças, a cultura da vagem está sujeita a algumaspragas e doenças, que devem ser evitadas e combati...
sistema de produção. Desta forma, é possível organizar todo o sistema eidentificar onde estão as maiores dificuldades. Dep...
quintais, das casas mato-grossenses.Michael Luiz Melim é vendedor de um viveiro em Cuiabá, segundo ele, aprocura por mudas...
diferentes receitas culinárias.O cultivo do pepineiro, do qual o pepino é o fruto, é simples e nãodemanda muitos cuidados....
dias para a floração.TUTORAMENTO: O pepineiro pode ser plantado no sistema rasteiro,porém, o estaqueamento facilita os tra...
Os benefícios da alfaceCategoria: Alimentação,Informações,Vivendo SaudávelA Alface é perfeita para emagrecer, mas ao mesmo...
Biodecompositor simples e barato garanteadubo para a horta e a lavouraAgrosoft Brasil - Da RedaçãoEm Santa Catarina, um mo...
se sentem motivados a fazer a sua parte e levam as ideias para casa",conta a extensionista.Fonte: http://girasolsam.blogsp...
As aulas são preparadas de acordo com cada região.— A gente pode explorar a seca do sertão, semiárido, a realidade dosmuni...
Essa ação se deve a substâncias como o citronelal, o geraniol e olimoneno, presentes no óleo. “A detecção da citronela é a...
de Itajaí, pelos e-mails salerno@epagri.sc.gov.br,amaury@epagri.sc.gov.br e andrey@epagri.sc.gov.br.                      ...
“Na horticultura, por exemplo, o produtor que não utiliza nenhumcontrole da irrigação e passa a adotar alguma técnica para...
ordenhadeiras e higiene do local, evitando ou reduzindo drasticamentea incidência de mamite ou outros problemas que afetem...
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Revista do programa Jovem Aprendiz Rural de Pardinho 2012 - Sindicato Rural de Pardinho e SENAR.

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  1. 1. Sindicato Rural dePardinhoJovem AprendizApoio: Chácara Cabeceira do RioPardoPrefeitura Municipal de Pardinho 1
  2. 2. ApresentaçãoEsta é uma publicação (on line) do Programa "Jovem Aprendiz Rural" -Pardinho/2012 executada pelos aprendizes matriculados no Programa ecom a supervisão de seus instrutores.Elaborada como tarefa incorporada ao conteúdo programático, talatividade visa, entre outras preocupações, iniciar o aprendiz na práticade elaboração de publicações - aqui, especialmente, uma revista virtuale um blog - sobre as práticas executadas no decorrer do curso etambém sobre os temas de especial importância.Todas as tarefas aqui executadas foram iniciadas na semana daTecnologia da Informação.Sendo assim, o leitor encontrará diferentes temas que dizem respeito àsboas práticas existentes atualmente para o emprego na agricultura epecuária. Todo o material é fruto de pesquisas dos aprendizes e de seusinstrutores, por meio de acessos a sites especializados na temática emquestão, esperamos que gostem do que vão ler, já que é fruto de umesforço contínuo da dinâmica existente entre o processo de ensino eaprendizado. Saudações Instrutores. Rogéria Cristina Raniero Silva Wilson Sodré de Souza 2
  3. 3. SUMÁRIOControle biológico: mais barato e seguro.O cultivo da cenoura.Cultivo do rabanete.Formação de pastagem sem o uso de máquinas reduz gastose preserva o solo.Girassol é boa opção para produção de silagem.Heveicultura: setor em expansão abre portas paracapacitações no campo.Mandioquinha-salsa: alternativa para o pequeno agricultor.O cultivo do repolhoOs benefícios da adubação verde.Plantio direto reduz erosão em mais de 90%.Produtor precisa aprender a calcular quanto custa produzirum litro de leite.Técnica visa o uso racional de adubos.Tecnologias impulsionam o cultivo orgânico de hortaliças.Espécie: Tremoço-branco.O que são fungicidas e herbicidas.Quiabo: aprenda cultivar e eliminar a baba.Nutrição Vegetal : Resíduos orgânicos barateiam adubação.A vagem e sua cultura.Bovinos - Manejo racional: planejamento sem perdas.Como cultivar ata.Como plantar: pepino.Os benefícios da alface.Biodecompositor simples e barato garante adubo para a hortae a lavoura.Projeto do governo brasileiro usa produção de alimentos comométodo de ensino.Afaste os insetos com citronela.Vagem e sua cultura. 3
  4. 4. Controle biológico: mais barato e seguroPortal Dia de Campo - Kamila PitombeiraUso de insetos no controle de pragas é mais econômico eminimiza riscos de resíduos em culturas como hortaliças efrutasQuando o problema na lavoura está relacionado às pragas, existemdiversas formas de controle, como o já conhecido uso de produtosquímicos ou a utilização de técnicas de manejo adequadas. Entre essastécnicas está o controle biológico que consiste em utilizar insetospredadores para acabar com o problema de pragas na cultura. Além demais barata, a técnica diminui riscos de resíduos em lavouras como asde frutas e hortaliças. Segundo Carlos Gava, pesquisador da EmbrapaSemiárido, a técnica consiste em reproduzir, na área do produtor, o queacontece no campo. Ele explica que na ecologia de insetos, existe umgrupo que reúne parasitas e predadores de outros insetos.— O que fazemos é buscar os que são mais eficientes e liberá-los nocampo do produtor. Existem três formas de fazer isso. Uma delas éaproveitar os insetos que já existem no campo e usar algumasestratégias para aumentar a população deles. A outra é buscar emalguma região do país ou do mundo algum inseto que seja interessantee introduzi-lo onde ele não ocorre. A terceira delas é a técnica chamadainseto estéril, que substitui a população de machos nativos por umapopulação introduzida de machos estéreis — conta.Gava afirma que existem alguns insetos caracterizados comopredadores inespecíficos, mas ressalta que é interessante que oprodutor utilize insetos já testados, como algumas joaninhas que podematacar qualquer inseto. Por isso, o agricultor deve buscar pessoas que játenham um histórico de uso da técnica, na sua região, e que possamfazer uma boa recomendação.Já quando o assunto é como manter esses predadores próximos àcultura, o entrevistado diz que o ideal é que o produtor utilize refúgios,ou seja, deixe algumas áreas com vegetação nativa próximas às áreasde cultivo, onde o inimigo natural poderá permanecer durante asentressafras.— O custo dessa técnica é muito reduzido, pois não há a necessidade douso de defensivos. Caso haja essa necessidade, o produtor deve ajustaro tipo de produto a ser utilizado com técnica de controle biológico,usando então produtos menos agressivos — orienta.De acordo com o pesquisador, antes de adotar o controle biológico, oprodutor deve buscar muita informação sobre o agente de controle quevai usar. Além disso, como já dito anteriormente, ele deve saber que, se 4
  5. 5. não houver um refúgio natural para que esse predador se esconda nosperíodos em que não há presas, ele vai desaparecer.— Algumas culturas, como hortaliças e frutas, apresentam sériosproblemas de carência no final do ciclo. Então, existem nichos para osquais o controle biológico se torna a única alternativa. Se o produtorutilizar herbicidas no final do ciclo dessas culturas, ele terá problemasde resíduos e contaminação do consumidor — explica Gava.O entrevistado chama a atenção mais uma vez para a informaçãoprévia. Ele conta que, em alguns casos, existem fabricantes queoferecem suporte técnico ao produtor, mas em outros não.— Portanto, o produtor sempre deve procurar órgãos de pesquisas,extensões, universidades, algum engenheiro agrônomo ou alguém naárea que já tenha um conhecimento prévio sobre a técnica antes decomeçar a usar — orienta.Para mais informações, basta entrar em contato com a EmbrapaSemiárido através do número (87) 3862-1711.Fonte: http://apiflorabiosistemas.blogspot.com.br/2012/02/controle-biologico-de-pragas-e-doencas.htmlO cultivo da cenouraRuralNews - Da Redação A cenoura é uma planta que produz uma raiz comestível e muito apreciadaem todo o mundo, consumida pura ou como acompanhamento para os maisdiversos pratos na maioria das cozinhas do mundo.Sua raiz é rica em vitamina A e é uma das hortaliças mais plantadas em todo oBrasil. Prefere climas amenos e o seu período de maior produção é de julho anovembro. Existem muitas variedades, algumas desenvolvidas no Brasil, paraque a produção possa ocorrer durante todo o ano e na maioria das regiões doPaís.Seu desenvolvimento é melhor em temperaturas que vão de 8 a 22 ºC, apesarde existirem algumas variedades que se adaptam bem a temperaturas depouco mais de 25 ºC. Prefere solos férteis, ricos em matéria orgânica, bemdrenados e com pH por volta de 6.PlantioAs variedades kuronan e brasília são plantadas de janeiro a março. O plantiode inverno é feio de março a junho e o de verão, de setembro a janeiro. O solo 5
  6. 6. deve ser analisado 3 ou 4 meses antes do plantio, para que seja feita a suacorreção e adubação.O plantio é feito em sulcos com 20 a 30cm de distância e 1 a 2cm deprofundidade. As sementes devem ser colocadas em um filete contínuo,aproximadamente 3g de semente por metro quadrado. Deve-se manter oterreno limpo, sem plantas invasoras por até 3 meses após o plantio.Tratos culturaisRegas diárias durante um mês após o plantio e depois, a cada 3 dias. Deve serfeito o desbaste quando as plantas estiverem com 10cm de altura, além deeliminar as mais fracas. Depois disso, deve ser feita uma adubação decobertura, com 50 a 100g de sulfato de amônia ou nitrocálcio, ou de 30 a 50gde uréia. Deve-se fazer capinas sempre que necessário, para limpar aplantação.ColheitaA colheita acontece entre 70 e 120 dias, de acordo com a variedade plantada.Em lugares mais frios, o florescimento é mais rápido, prematuro, fazendo comque haja um número maior de raízes defeituosas. Para se ter uma ideia daprodutividade, a variedade brasília, normalmente, rende de 35 a 45 toneladaspor hectare.Fonte: www.obomverdureiro.com.br/fotos_producao.phpCultivo do rabaneteRuralNews - Da RedaçãoO rabanete (Raphanus sativus L.) é uma planta que produz uma raizmuito saborosa e bastante consumida, principalmente crua e emsaladas. Além disso, é considerada uma planta com aplicaçõesmedicinais, principalmente no tratamento de artritismo ou comodiurético e tranquilizante.O rabanete adapta-se melhor a regiões de clima frio ou temperado, oque faz da região Sul a mais propícia para o seu plantio. As melhorestemperaturas para o seu desenvolvimento ficam entre 10 e 20 ºC. NoBrasil, praticamente, só são plantadas variedades anuais desta planta.Os solos mais indicados são os areno-argilosos, com pH entre 5,5 e 6,8.O plantio pode ser feito em qualquer época do ano, em regiões de climaameno e recomenda-se o plantio de abril a junho, nas demais regiões doBrasil, onde o verão é sempre quente e chuvoso. 6
  7. 7. A colheita começa de 25 a pouco mais de 30 dias depois da semeadura.É feita através do arrancamento completo da planta. A colheita nãodeve se estender por mais de dez dias porque, após este período, asraízes começam a perder a sua qualidade e podem até mesmo ficarimpróprias para o consumo e comercialização.Plantio e tratos culturaisO solo deve ser preparado com 20 litros de esterco curtido de curral efertilizantes minerais, quando necessário. A semeadura é feita no localdefinitivo, com o espaçamento de 30cm entre os sulcos que devem terde 1 a 2cm de profundidade.O principal cuidado a ser tomado com a plantação de rabanetes émanter constante a irrigação, que deve ser diária. Além disso, devemser retiradas, sempre, as plantas invasoras, através de capinasmanuais.Não é uma planta que sofre muito com doenças e pragas, por serbastante resistente. Entretanto, devem ser observadas as presenças degrilos e pulgões e, ainda, a mela, que é uma doença causada porfungos. Em todos estes casos, devem, ser tomadas providências paraerradicar esses problemas, principalmente através da utilização dedefensivos adequados ou de métodos naturais. Fonte: Horta Aprendiz 2012, primeiros rabanetes. Formação de pastagemsem o uso de máquinas reduz gastos e preservao soloAgência Minas - Da RedaçãoPesquisa da Emater-MG na Zona da Mata obtem bons resultadossem agredir o meio ambienteA Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de MinasGerais (Emater-MG) está incentivando a formação de pastagem sem ouso de máquinas pesadas, no município de Chácara, na Zona da Mata.No ano passado, foi implantada uma Unidade Demonstrativa na cidade,e os resultados conquistados foram satisfatórios, como a redução decustos e uma pastagem de boa qualidade.A unidade tem dois hectares. O preparo do solo e o plantio ocorreramem novembro de 2011. Em fevereiro de 2012, a pastagem já estavatotalmente formada. O extensionista da Emater–MG, Luiz AntônioValente, explica que a técnica é simples. Segundo ele, as sementes de 7
  8. 8. braquiária e o adubo são lançados na área sem a necessidade derevolver o solo. De acordo com Valente, a vegetação do local tem queser dessecada para não concorrer por água, nutrientes e luminosidadecom a pastagem a ser implantada.“A vegetação recém-dessecada proporciona um ambiente altamentefavorável à germinação das sementes. Ela se decompõe e transforma-seem matéria orgânica, colaborando na nutrição da cultura implantada. Oprocesso não exige nenhuma prática pós-semeio, e, em função davegetação anterior, as sementes não são arrastadas pela chuva”, diz oextensionista da Emater–MG.De acordo ainda com Luiz Valente, a formação de pastagem sem o usode máquinas custa em torno de 40% da técnica convencional e evitaerosões no solo. “Além disso, a produção de massa verde é maior doque no plantio convencional”, afirma Valente.A Unidade Demonstrativa foi implantada na propriedade do pecuaristaJosé Aroldo Martins. No local, foram feitas análises de solo, aplicação decalcário como corretivo e, após sessenta dias, aplicação de herbicida.Cinco dias depois da dessecagem da vegetação, as sementes debraquiária misturadas com adubo foram lançadas na área. “Eu nuncative uma pastagem dessa. Fiz meio que sem acreditar, mas hoje estouvendo o resultado que é muito bom”, disse José Aroldo Martins.Segundo o extensionista da Emater–MG, a proposta é incentivar cadavez mais a utilização da técnica entre os produtores. “Essa técnicaconsiste em preservar o meio ambiente, ou seja, fazer um plantio dabraquiária sem degradar o solo. E isso é algo muito positivo para aregião”, diz Luiz Valente. Fonte:http://www.portaldoagronegocio.com.brGirassol é boa opção para produção de silagemPortal Dia de Campo - Kamila PitombeiraPlanta de fácil adaptabilidade no país apresenta maior teor deproteína e menor custo de produção 8
  9. 9. O milho costuma ser a principal matéria-prima para a produção desilagem. No entanto, apesar de sua menor produtividade em toneladaspor hectare, o que muitos produtores não sabem é que o girassol, umaplanta de fácil adaptabilidade no Brasil, apresenta maior teor deproteína e menor custo de produção, o que pode ser uma excelenteopção para o produtor que deseja economizar.— Uma das principais características a serem destacadas na cultura dogirassol é a proximidade do ciclo com a época de semeadura. Issofavorece a produção de silagem em alguns locais no período em que asculturas normalmente utilizadas para a produção de silagem não aforneceriam — afirma Ana Cláudia Barneche, pesquisadora da EmbrapaClima Temperado.Outra característica citada por ela, falando diretamente da silagem, é oteor mais elevado de proteína que a silagem feita a partir do girassolapresenta em relação ao milho.— O girassol deve ser utilizado na produção de silagem quando a regiãoenfrenta algum problema de clima, principalmente no que se refere àfalta de água, pois o girassol suporta mais períodos de estiagem emcomparação ao milho — diz a pesquisadora.Em regiões localizadas mais ao sul do Brasil, seu plantio pode ser feitode forma antecipada, o que anteciparia também a produção da silagem.— A silagem é feita a partir da planta inteira, nos mesmos moldesutilizados para a produção de silagem a partir de outras culturas, comoo próprio milho. Após a maturação fisiológica, a planta é colhida,triturada, colocada no silo e então é realizado o procedimento normal deuma silagem — explica Ana Claúdia.A entrevistada ressalta ainda que quando a silagem é produzida a partirdo girassol, ela apresenta um teor de proteína maior quando comparadoao do milho. Por isso, é necessário fazer uma correção e utilizar ummenor teor de concentrado, o que é uma das vantagens da silagem apartir do girassol, levando a uma economia com a diminuição do uso doconcentrado.— Além disso, o custo de produção do girassol por hectare é menor queo do milho. Portanto, além da vantagem da diminuição da quantidadede concentrado, há ainda uma diminuição no custo de produção dasilagem — conta.Por outro lado, a pesquisadora destaca que o milho produz mais emtoneladas por hectare do que o girassol. No entanto, as outrascaracterísticas do girassol, como seu alto teor de proteína, vãocompensando esse problema. 9
  10. 10. Fonte: http://www.portalagropecuario.com.brHeveicultura: setor em expansão abre portaspara capacitações no campoCanal do Produtor - Assessoria de Comunicação do SENARO SENAR inicia no próximo dia 23 de julho em Campo Grande(MS) o primeiro módulo da Capacitação Tecnológica emHeveiculturaA heveicultura é a prática de cultivo da hevea spp., espécie conhecida comoseringueira e de onde é extraído o látex e produzida a borracha. Esta é aprimeira edição do curso, que terá 120 horas e será realizado em trêsmódulos.De acordo com o presidente da Comissão de Silvicultura e Agrossilvicultura daCNA, Ademar Silva Júnior, existe atualmente uma procura muito grande porborracha natural, que os países da Ásia (maiores produtores do mundo) nãoestão conseguindo atender. “Somente dois países conseguem produzir efornecer essa demanda: Brasil e África. Como no Brasil há uma base deespécie nativa de seringueira e temos expertise e know-how junto aosprodutores, poderemos abraçar essa oportunidade e atender essa demanda”,afirmou.Silva explicou que o estado do Mato Grosso do Sul está desenvolvendo umprojeto para alcançar o plantio de 1 milhão de seringueiras nos próximos 10anos. “Essa capacitação do SENAR irá ajudar na formação de mão de obrapara o setor, pois precisamos de técnicos para implantar projetos e darassistência nas propriedades. Primeiro, o treinamento será focado nosprofissionais de nível superior, que irão formar técnicos de nível médio quetenham aptidão na área, de forma que possamos atender todos os setores deprodução”, destacou. O presidente disse ainda que o próximo passo daComissão em parceria com o SENAR será qualificar a mão de obra operacional.Essa primeira capacitação irá nivelar e atualizar instrutores do SENAR que jáministram cursos na área de heveicultura. Quem realizará o treinamento seráa Sociedade Brasileira de Agrossilvicultura (Sbag) e atenderá técnicos dosestados de Rondônia, Acre, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Riode Janeiro, Espírito Santo, Paraná e Bahia. Esses estados foram escolhidos pelaComissão de Silvicultura e Agrossilvicultura da CNA porque são as regiões doPaís que pretendem alavancar o setor. 10
  11. 11. O primeiro módulo vai até o dia 27 de julho e serão ministrados conteúdoscomo Novo Código Florestal e recomposição de reserva legal, aspectosbotânicos de hevea spp., implantação de viveiros, mercado da borracha elinhas de crédito para o setor. Os demais módulos acontecem nos meses deagosto e setembro. Fonte:http://www.ciflorestas.com.br/conteudo.php?id=3463Mandioquinha-salsa: alternativa para o pequenoagricultorAgrolink - Da RedaçãoConfira as vantagens do cultivo e do consumo desse produtoOriginária dos Andes, a mandioquinha-salsa é uma hortaliça que se destaca pelarusticidade e alto valor nutricional. É rica em energia (carboidratos e amido),vitaminas do complexo B e vitamina A, além de ser um alimento de fácil digestão.Em termos de mercado, a mandioquinha-salsa pode ser boa alternativa parapequenos agricultores. Este é o tema do Prosa Rural desta semana que tem aparticipação do pesquisador da Embrapa Hortaliças (Brasília/DF), Nuno Madeira,e do produtor rural, Leoberto Fischer.A mandioquinha-salsa recebe diferentes denominações, conforme a regiãobrasileira. Em algumas lugares de Minas Gerais, por exemplo, é chamada debatata-baroa. Já no estado de São Paulo e Sul de Minas é mandioquinha e maispara o sul do país, recebe a denominação de batata-sala.Segundo Nuno Madeira, o mercado para esta hortaliça é amplo nas regiões Sul,Sudeste e Centro Oeste e a cultura é compensatória, uma vez que a produçãomuitas vezes não atende a demanda. A produção pode ainda ser comercializadapara a indústria de processamento, servindo como matéria-prima para sopas,cremes, pré-cozidos, alimentos infantis (“papinhas”), fritas fatiadas ("chips") e"purês".“Comparativamente a outras hortaliças, a gente percebe que o cultivo demandioquinha-salsa é bem mais rústico, demanda muito menos insumos. O custode produção é relativamente baixo e o preço no mercado é bom, por ser ahortaliça ainda pouco encontrada no mercado”, destaca Nuno Madeira.Em 1998,a Embrapa Hortaliças (Brasília-DF) lançou a cultivar Amarela de Senador Amaral,que rapidamente se difundiu em regiões de Minas Gerais, São Paulo e no Sul dopaís, onde é cultivada principalmente por pequenos agricultores. Em 2011, a 11
  12. 12. Embrapa, em conjunto com os órgãos de extensão rural, criou bancos de mudasde mandioquinha-salsa de alta qualidade em Minas Gerais, Paraná e SantaCatarina. O objetivo é garantir a viabilidade da cultura, que tem apresentadoquedas de produção em virtude da utilização de material de propagação de baixaqualidade. Fonte:http://dicasedeliciasdasheila.blogspot.com.br/2011O cultivo do repolhoRuralNews - Da RedaçãoO repolho pode ser cultivado em qualquer clima, inclusive nos detemperaturas muito altas ou muito baixas, de acordo com a suavariedade. Prefere solos sílico-argilosos, férteis, ricos em matériaorgânica ou adubados com 5kg de esterco ou composto, por metroquadrado.Embora produza em solo pouco ácido, os melhores são os com pH de5,5 a 6,8. Quando o solo for mais ácido, deve ser feita a calagem, paracorrigi-lo. Podemos usar adubos minerais, de acordo com os resultadosdo exame do solo. A semeadura pode ser feita o ano todo, emsementeiras.Germinação: 5 a 14 dias. As mudinhas são repicadas e, depois,replantadas quando tiverem 5 ou 6 folhas, diretamente para o lugardefinitivo, com espaçamento de 50 a 80cm entre fileiras simples e de 30a 40cm entre plantas. Quando plantarmos em fileiras duplas, oespaçamento deve ser de 30cm entre as duas fileiras e de 30cm entreas plantas. Quando o espaçamento é maior, os repolhos crescem muito.A colheita é feita 90 a 150 dias após a semeadura, quando as cabeçasestiverem bem firmes porque, se colhidas antes, ainda fofas, murchamcom facilidade, perdendo o valor.Depois de cortados, os repolhos duram mais quando são colocados emlugares frescos e úmidos. 12
  13. 13. Fonte: http://www.clicknoticia.com.br/Os benefícios da adubação verdeA adubação verde consiste na prática de incorporação ou não da massa vegetalno solo com finalidade de recuperar a fertilidade do solo e conservar a terra. Asplantas mais utilizadas e que se destacam são: aveia preta, aveia branca, nabo eervilhaca, por serem plantas cultivadas no inverno. Entretanto existem adubosverdes próprios para serem implantados no verão, porém, na região oeste doParaná raramente é feita esta prática, pois, dominam o cultivo da soja e milho, osquais garantem a rentabilidade no campo.Os agricultores utilizam estas plantas no período do inverno por motivos de baixovalor agregado do trigo e milho safrinha, viabilizando esse cultivo o solo épreparado para o verão, onde são implantadas as culturas que hoje sãoessenciais para renda do produtor. Os adubos verdes, popularmente ditos,proporcionam reciclagem de alguns nutrientes, conservação do solo por contergrande quantidade de massa verde retendo a água, descompactação natural dosolo, enriquecimento de matéria orgânica, aumento de microorganismosbenéficos no solo e aumento da melhoria de absorção de nutrientes da culturasucessora.Alguns trabalhos apontam para o aumento de até 10% de produtividade dasculturas de verão nas áreas que foram implantadas os adubos verdes no inverno.Um dos fatores que a comunidade científica está pesquisando e obtendo bonsresultados é a relação de aumento da porcentagem da matéria orgânica com ouso de aveia consorciada com nabo, onde a aveia é utilizada para reciclarnutrientes e o nabo para descompactação do solo devido suas raízes seremgrandes e atingirem profundidade de até 1,5 metros.Esta é uma sugestão para os agricultores do município que pode proporcionaraumento da fertilidade do solo e consequentemente diminui a erosão superficial. Tiago Antonio Zanetti, técnico em agropecuária Aprendizes 2012, fazendo Adubação Verde 13
  14. 14. Semeando... 3 mesesdepoisPlantio direto reduz erosão em mais de 90%Portal Dia de Campo - Kamila PitombeiraCultura de hortaliças se beneficia com a diminuição do custo deprodução, de pragas e doençasA técnica de plantio direto já é bastante disseminada no meio rural,principalmente quando o assunto é um sistema sustentável. No entanto,o assunto se torna mais específico quando falamos do plantio emhortaliças, tema de palestra realizada no dia 30 de agosto, na FazendaRio Grande, em Nova Friburgo (RJ). Segundo Nuno Madeira, pesquisadorda Embrapa Hortaliças, a técnica apresenta diversas vantagens. Aprimeira delas é a redução dos processos de erosão em mais de 90%.Outra vantagem seria a economia de água, capinas e adubo.— O plantio direto aumenta a quantidade de matéria orgânica nosistema. Com isso, o custo de produção fica mais baixo. De forma geral,pensamos em um sistema que busca saúde do solo e,consequentemente, da planta que irá se desenvolver sobre ele. Então,em vez do sistema de preparo do solo convencional, com aração,gradagem e enxada rotativa, fazemos o preparo biológico utilizandoplantas de cobertura, seguido do manejo dessas plantas, seja porroçada ou pela dessecação — afirma o pesquisador.Nesse sistema, o plantio é feito no meio da palha e o único cuidadoadicional em relação ao plantio convencional seria o preparo da palhadaque precisa de um período entre 40 e 70 dias para ser feita.— Essa técnica promove um sistema mais saudável, já que contamoscom mais matéria orgânica e diversidade de planta. Além disso, adispersão de doenças e pragas é reduzida — conta.De acordo com Madeira, a ocorrência de doenças diminui à medida quediminui o escorrimento de água, o que provoca respingos que batem nosolo e propagam esporos de fungos, por exemplo. No caso das pragas, ocombate seria feito devido ao maior número de obstáculos e 14
  15. 15. diversidade. O pesquisador fala também sobre dados de pesquisas quemostram uma redução de 10% a 20% do custo de produção ao utilizar atécnica.— A técnica do plantio direto contribui para a formação de um sistemamais saudável. Esse é um benefício para a agricultura e para asociedade — conclui ele.Para mais informações, basta entrar em contato com a EmbrapaHortaliças através do número (61) 3385-9000. Plantio Direto-Aprendizes 2012, fazendo visita à FCA (Faculdade de Ciências Agronômicas, UNESP)Produtor precisa aprender a calcular quantocusta produzir um litro de leiteFolha de São Paulo - Marco Aurélio BergamaschiA planilha bem elaborada permite identificar se algum fatorcompromete o resultadoO pecuarista investe muitos recursos para estruturar a atividade leiteira.Além dos fatores terra e animais, são necessários máquinas,equipamentos, instalações, insumos e mão de obra.É comum encontrar propriedades que não fazem nenhum controleeconômico da produção. 15
  16. 16. A consequência é a inexistência de dados para orientar a tomada dedecisões.Um controle econômico eficiente pressupõe estabelecer umplanejamento financeiro, considerando contas a pagar, a receber,impostos, taxas, fluxo de caixa, taxa de retorno etc.Como primeiro passo, é imprescindível calcular o custo de produção.Para tanto, é necessário realizar um inventário de todo o capitalinvestido, das despesas realizadas e da renda obtida pela venda deleite, derivados, animais, subprodutos (dejetos) ou prestação deserviços (mão de obra e/ou máquinas e equipamentos).A atividade leiteira lucrativa é aquela que gera recursos suficientespara: custear a produção, compensar a depreciação de instalações,máquinas e equipamentos, remunerar o capital investido e o trabalhodo produtor e ainda gerar lucro.Toda aplicação de recursos precisa ser minuciosamente avaliada,principalmente os investimentos não produtivos, que não geramaumento de renda, tais como construções, ordenhadeiras e outros.A planilha de despesas bem elaborada, dividida em itens (comoalimentos concentrados, medicamentos, fertilizantes e mão de obra),permite identificar se algum fator de produção está comprometendo oresultado.Da mesma forma é avaliado o efeito das construções e do valor dosanimais sobre o custo total do leite.Tendo em mãos esses controles é possível calcular o impacto de umnovo investimento. A decisão será tomada em bases reais.A depreciação também deve ser considerada. Máquinas, equipamentose construções têm vida útil determinada e conhecida. Ao final, opecuarista deverá ter recursos suficientes para repor ou reparar o bem.Caso contrário, haverá o sucateamento da estrutura produtiva.E, por último, mas não menos importante, a remuneração da mão deobra familiar. É importante lembrar que ela é responsável pela maiorparte do leite produzido no Brasil e não somente precisa como tambémmerece ser valorizada adequadamente.Além da produção do alimento, origina matéria-prima para a agregaçãode valor, gera empregos, renda e divisas. E somente sabendoexatamente quanto custa produzir cada litro de leite de qualidade é queo produtor poderá negociar preços, participar da organização da cadeiaprodutiva e defender os interesses legítimos do setor.Fonte: http://blogdoonyx.wordpress.com/2011/09/30/ 16
  17. 17. Técnica visa o uso racional de adubosAgrolink - Ellen ColomboPor meio de dados específicos de áreas geograficamentereferenciadas, é possível implantar o processo de automação agrícoladosando adubos e defensivos.A cada dia novos equipamentos tecnológicos são lançados ao mercado com oobjetivo de aumentar a eficiência de trabalho na agricultura, trazendo maisrentabilidade e conforto ao campo. A Agricultura de Precisão (AP) é uma delas,a prática agrícola na qual se utiliza tecnologia de informação baseada noprincípio da variabilidade do solo. A partir de dados específicos de áreasgeograficamente referenciadas, é possível implantar o processo de automaçãoagrícola dosando adubos e defensivos. “A agricultura de precisão visa auxiliartécnicos e produtores rurais na busca das melhores opções quanto ao uso maiseficiente de corretivos e fertilizantes em suas lavouras”, explica o engenheiroagrônomo Auro Bedretchuk.USO RACIONALA agricultura de precisão possui a finalidade de estabelecer condições ideaisàs espécies cultivadas na agricultura, sejam químicas, físicas ou biológicas, ese utiliza da geoestatística, que é a analise de dados de amostrasgeorreferenciadas. “O método entende que cada ponto de amostra é único eprocura a correlação entre as amostras vizinhas”, comenta. De acordo comBedretchuk a agricultura de precisão tem por objetivo a redução dos custos deprodução, a diminuição da contaminação da natureza pelos defensivosutilizados e o aumento da produtividade. “A vantagem é em função darentabilidade, pois o processo visa retornar parte do que planta retira do solo”,diz. Segundo o engenheiro agrônomo, a planta extrai nutrientes do solo, quevoltam para o solo em forma de palhada. “A agricultura de precisão permite ouso racional do adubo, no qual o produto só irá ser aplicado onde o solorealmente precisa”, comenta. Para ele, a técnica é sustentável. O custo médioé de R$120 por hectare, ou seja, duas a três sacas de soja.FERRAMENTASAs ferramentas que possibilitaram o desenvolvimento deste tipo de agriculturaforam os microprocessadores e os aparelhos de posicionamento global porsatélite (GPS), que acoplados a colheitadeiras, semeadoras e outrosimplementos agrícolas, permitem o levantamento de dados, sua tabulaçãocumulativa e a aplicação dosada e localizada de insumos. Outro tipo deferramenta fundamental para a agricultura de precisão são os softwaresde Sistema de Informação Geográfica (SIG). Segundo Bedretchuk, pormeio da análise de solos de vários pontos georreferenciados é possívelgerar um mapa de fertilidade do solo e aplicar adubos em níveisadequados de macro e micro nutrientes. “A máquina programa umataxa variável com uma aplicação georrefenciada.”Publicado em: 09/04/2012 17
  18. 18. Fonte: www.arvus.com.brTecnologias impulsionam o cultivo orgânico dehortaliçasEmpresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina - Epagri -Cinthia Andruchak FreitasA lavoura em nada lembra uma horta tradicional. Dentro de umaestrutura coberta por plástico e protegida por telas nas laterais,tomates saudáveis crescem livres de insumos químicos. Eles sãoproduzidos no abrigo de cultivo desenvolvido pelaEpagri/Estação Experimental de Itajaí - Santa Catarina, queviabilizou a produção de tomate orgânico em solo barriga-verde– proeza impensável até a década de 90, antes do surgimentodessa tecnologia.“O abrigo funciona como um guarda-chuva”, explica o engenheiro-agrônomo José Angelo Rebelo. A cobertura evita as chuvas em excesso 18
  19. 19. sobre a planta, dificultando o surgimento de doenças, enquanto a telabarra a entrada de insetos. Sob os beirados do abrigo, calhas coletam aágua da chuva e a conduzem até reservatórios que abastecem umsistema de irrigação por gotejamento.Essa e outras tecnologias para a produção orgânica de hortaliças vêmsendo estudadas e disponibilizadas aos agricultores desde 1990 pelaEstação Experimental de Itajaí. Elas resultam de estudos em áreas comonutrição das plantas, irrigação, manejo do solo, controle e prevenção dedoenças, produção de mudas, seleção de cultivares e manejo doambiente de cultivo.Graças a esse trabalho, pequenos e grandes produtores têm acesso atécnicas que não beneficiam apenas quem trabalha com a produçãoorgânica. “Disponibilizamos um sistema completo para qualqueragricultor, inclusive do modelo convencional, adotar as técnicas quequiser. O uso adequado dos agrotóxicos já é uma arma importante nadefesa das plantas e na redução dos impactos ambientais”, diz Rebelo.Um exemplo vem da propriedade da família Tribess, de Blumenau. Pormuitos anos, o casal Maria Cristina e Werner produziu hortaliças nosistema convencional. “Era muita mão de obra, a chuva prejudicava ashortaliças e às vezes não tínhamos o que colher”, lembra a agricultora.Em busca de uma solução, a família fez cursos para conhecer astecnologias da Epagri e testou o que aprendeu em uma área pequena.“Em 1996 construímos um abrigo de 7x3m para tomates que, naprimeira safra, deu mais dinheiro do que 250 pés plantados fora dele.Depois disso, nunca mais plantamos em campo aberto”, conta Werner.Hoje a família cultiva tomate, pepino, feijão, alface, pimentão, berinjelae cebolinha. São colhidas cerca de 3t de tomate por mês e 2t mensaisde pepineFonte:http://www.cati.sp.gov.br/new/produtos/publicacoes/cationline/128/col128 Espécie: Tremoço-brancoVantagens: Adaptada para regiões com invernos não rigorosos (MG, SP). Leguminosarecomendada para adubação verde de inverno,rotação de inverno, sucessão de inverno.Apresenta elevada produção de massa vegetal e permite proteção e recuperação dascondições físicas e biológicas do solo. Leguminosa que pode ser empregada como adubo 19
  20. 20. verde e apresenta elevada produção de massa vegetal. Ótimo para adubação verde ecobertura vegetal.Bibliografia: COSTA, M.B.B. da e outros. Adubação Verde no Sul do Brasil. AS-PTA,Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa. 1.992. 346p. Aprendizes 2012: fazendo adubação verde com tremoço.Meses depois... Espécie - Cultivar - Família Nome Comum Tremoço-branco Cultivar Comum Nome Científico Lupinus albus Família Leguminosa 20
  21. 21. Características da Espécie Massa Verde (t/ha) (*5) 20 a 30 Massa Seca (t/ha)(*5) 2a5 N (kg/ha) (*5) 60 a 90 Altura (m) (*5) 0,8 a 1,2 Hábito de Crescimento Arbustivo ereto Ciclo até o florescimento (dias) (*6) 120 a 150 Peso de 1.000 sementes (g) 300 Semeadura Profundidade (cm) 2a3 Espaçamento (m) 0,50 Em Linha Sementes/metro linear 8 a 10 Densidade (kg/ha) (*2) 50 Sementes / m² 18 a 20 A lanço Densidade (kg/ha) 60 Ideal (*3) Abr a Mai Época Possível (*4) Mar a Jun Qualidade da Semente Germinação (%) 75 Padrões mínimos (*7) Pureza (%) 98O que são fungicidas e herbicidasRuralNews - Da RedaçãoEm uma lavoura, de maneira geral, as plantas podem seratacadas por várias doenças e pragas, que podem trazergrandes prejuízos aos agricultores. Dentre esses problemas, osfungos produzem bolores e mofos que atacam as sementes e asplantas.Os mofos e bolores podem atacar sementes, após o plantio, folhas,ramos, talos, flores e os frutos das plantas, chegando a "estragar"completamente uma plantação, caso não sejam tomadas as medidas decombate necessárias.Para combater os fungos existem vários métodos e produtos, dentreeles, os fungicidas. Os fungicidas são uma saída simples e prática para ocombate aos fungos, porém devem ser administrados com muitacautela e sempre sob a supervisão de técnicos capacitados.Outro grave problema que causa grandes "dores de cabeça" aos 21
  22. 22. agricultores são as chamadas ervas daninhas ou plantas invasoras. Asinvasoras são plantas que crescem no meio da plantação, são plantasfortes e resistentes que "roubam" os nutrientes da terra que deveriamser utilizados e consumidos pelas plantas cultivadas. Além disso, essasplantas são um abrigo natural para insetos, fungos, bactérias e umasérie de organismos nocivos à lavoura.Para combater as plantas invasoras, o método mais rústico e natural é alimpeza ou "capina" do terreno, arrancando-se as invasoras, uma a umaou com o auxílio de máquinas, utilizadas em grandes plantações,principalmente no momento do preparo do solo. Outra forma muitoutilizada de combate a este problema é o herbicida. O herbicida é umproduto químico que mata as invasoras através de pulverizaçõesregulares, que visam o controle e a erradicação completa dessasplantas.Apesar de ser muito prático e eficiente, por ser um produto químico, oherbicida deve ser aplicado somente quando necessário e sob aorientação de técnicos especializados, para que não haja nenhumperigo de contaminação da lavoura.Os herbicidas apresentam, também, a vantagem de reduzir aquantidade de mão-de-obra e de fazer com que os tratos culturaissejam feitos de maneira mais rápida e eficiente. Existem vários tipos deherbicidas mas, basicamente eles se dividem em seletivos, que sãofeitos para controlar apenas alguns tipos de plantas invasoras e os nãoseletivos, que destroem qualquer tipo de vegetação.Os herbicidas e os fungicidas são defensivos agrícolas e, por essemotivo, devem ser manuseados e armazenados com extremo cuidado eresponsabilidade, para que não aconteçam contaminações da produçãoe de pessoas.Fonte: http://www.portaldoagronegocio.com.br/conteudo.php?id=66319 22
  23. 23. Quiabo: aprenda cultivar e eliminar a babaGlobo Rural On-line - João Mathias | Consultora Débora de Faria Albernaz VieiraFonte de vitaminas, a hortaliça pode ser plantada em hortas caseiras eincrementar pratos típicos brasileiros.Embora não seja das hortaliças maispreferidas pela população, os brasileirossabem da importância nutricional doquiabo (Abelmoschus esculentus) entreos alimentos. Fonte de vitaminas,sobretudo de A, C e B1 – além de cálcio,mineral essencial para o fortalecimentodos ossos –, o fruto do quiabeiro é usadoem pratos tradicionais de boa parte dopaís, como frango, carne, caruru,costelinha de porco, refogados e salada. Fonte:(http://www.flaviareis.com/2011/02)Alguns torcem o nariz para a hortaliça por conta, justamente, do componente quedá liga aos temperos e proporciona sabor peculiar às receitas culinárias. Viscosae transparente, a baba característica do quiabo não tem textura e visual queagradem a todos. Nesses casos, é possível eliminá-la secando o quiabo com umpano após mergulho em suco de limão por 15 minutos. Em seguida, é precisocortar as pontas e os cabos, picar os frutos de acordo com a receita e colocá-lospara cozinhar.De origem africana, o quiabeiro chegou aqui por meio dos escravos queaportaram em terras brasileiras. Como não tolera temperaturas muito baixas porum longo tempo, a planta se deu bem com o predomínio do clima quente local.Arbusto que cresce até 3 metros de altura, de acordo com a variedade, aospoucos ganhou espaço na lavoura nacional. Os melhores meses de produção vãode janeiro a maio. A produtividade brasileira do quiabeiro varia de 20 a 40toneladas por hectare.O quiabo de qualidade e adequado para o consumo deve ter cor verde intensa –sem presença de manchas escuras –, firmeza e comprimento entre 10 e 14centímetros. Se não for colhido nessa fase do desenvolvimento, ele passa doponto, fica fibroso e duro. De formato alongado e estreito, o fruto possui sementesclaras e redondas. Fonte:Depois de colhido, o quiabo pode ser conservado por até uma semana desde quemantido dentro de sacos plásticos e na parte inferior da geladeira. Seu preparo éfácil, pois não precisa ser descascado.MÃOS À OBRAINÍCIO A propagação do quiabeiro é realizada por meio do plantio de sementes.Elas podem ser compradas em envelopes em supermercados, lojas de produtosagropecuários ou por meio de sites de empresas produtoras. Alguns viveiristascomercializam as mudas prontas para o transplante para o local definitivo. Avariedade mais plantada é a santa cruz 47, seguida das cultivares amarelinho,brasileirinho, valença e mauá.AMBIENTE As regiões de clima quente a ameno são as mais adequadas para ocultivo do quiabeiro. A planta não tem bom desenvolvimento em locais de baixatemperatura e sujeitos a geadas. Em regiões quentes e com inverno ameno, é 23
  24. 24. possível plantar o ano todo. Nos Estados do sul do Brasil, o plantio vai bem nosmeses de primavera e verão.PLANTIO Deve ser em local onde o solo é profundo, permeável, rico em matériaorgânica ou com boa fertilidade. Prepare a área de plantio arando o solo de 20 a25 centímetros e, em seguida, realize a gradagem, para eliminar torrões e obterterreno uniforme. A propagação pode ser por semeadura direta ou por mudas. Nocaso de sementes, recomenda-se o plantio com profundidade de 8 a 10centímetros. Para uma germinação mais uniforme, o ideal é quebrar a dormênciadas sementes imergindo-as em água por 24 horas antes do plantio.ESPAÇAMENTO Semeiam-se três sementes por cova espaçada de 30 a 40centímetros. Entre as fileiras, o espaçamento ideal é de 100 a 120 centímetros.Quando as plantas atingirem de 15 a 20 centímetros, deve-se fazer o desbaste, afim de deixá-las mais vigorosas.CUIDADOS Em caso de solo com pH abaixo de 5,5, faça a correção da acidezcom a incorporação de calcário dolomítico. A adubação também é necessáriapara evitar alguma interferência na produtividade do quiabeiro. Apesar de não serpreciso irrigar sempre o cultivo, pois a planta é tolerante à falta de água, a ofertado líquido deve ocorrer durante todo o ciclo da cultura.PRODUÇÃO Colha os frutos do quiabeiro quando atingirem de 10 a 14centímetros de comprimento. Em geral, ocorre no período de 60 a 75 dias após asemeadura, em períodos quentes, ou de 85 a 100 dias, em épocas mais frias. Osquiabos devem estar tenros e não fibrosos, com a ponta fácil para ser quebradacom os dedos. Se estiverem bem maduras, passadas do ponto de colheita, ashortaliças tornam-se fibrosas, duras e com cor amarelada. A colheita pode seestender de três a oito meses.RAIO XSOLO: profundo e fértilCLIMA: temperatura quente a amenaÁREA MÍNIMA: pode ser plantado em horta caseiraCOLHEITA: nos meses mais quentes, inicia-se de 60 a 75 dias após a semeadurae, em períodos frios, de 85 a 100 diasCUSTO: cerca de R$ 1 o envelope de 6 gramas ou R$ 29 o pacote de 1 quilo*DÉBORA DE FARIA ALBERNAZ VIEIRA é engenheira agrônoma da Embrapa HortaliçasNutrição Vegetal : Resíduos orgânicos barateiamadubaçãoPortal Dia de Campo - Kamila Pitombeira 24
  25. 25. Nutrientes derivados da produção de suínos e aves têm preçosque variam entre R$60 e R$90 por toneladaPor ser eficiente e mais barato, o uso de resíduos e fertilizantesorgânicos no sistema soja-milho safrinha tem sido uma opção paradiversos agricultores, responsáveis até mesmo por atrair indústrias decarne para suas regiões. Com preços de comercialização que variamentre R$60 e R$90 por tonelada, os resíduos contêm nutrientesimportantes, como fósforo e potássio, essenciais para a boa nutriçãodas plantas. Segundo Vinicius de Melo Benites, pesquisador da EmbrapaSolos, vários resíduos podem ser utilizados no sistema soja-milhosafrinha, mas devido ao custo, os mais promissores são os originados daprodução de suínos e aves.— Isso porque, no Brasil, existe certa proximidade entre as áreas queproduzem milho e as que produzem suínos e aves. As indústrias decarne se aproximam das áreas produtoras de grãos por uma questão delogística — afirma o pesquisador.De acordo com ele, é possível pensar na utilização do resíduo in naturaou em produtos gerados a partir dele. No caso do resíduo in natura, aquantidade a ser aplicada depende de análises que devem ser feitas noresíduo e no solo.— Quando falamos em camas de aviário, por exemplo, falamos em umamédia de 2t a 4t. Os resíduos contêm todos os nutrientes da tabelaperiódica, principalmente os macronutrientes, mas tambémmicronutrientes. No caso da cama de frango, ela é tem grandeimportância na parte de fósforo e potássio, nutrientes contidos noresíduo que rapidamente entram no sistema. O fósforo, mesmoexistente nessa cama, demora um pouco mais para entrar no sistema —conta Benites.Ele diz que, quando o assunto é dejetos de suínos, o principalcomponente é o potássio. Portanto, quando o produtor aplica essesdejetos, ele deve considerar o teor de potássio contido para saber quala quantidade a ser aplicada.— Para aplicar os resíduos adequadamente, a primeira questão é secertificar sobre a sua origem. Tratando-se de um resíduo de boaqualidade, a primeira preocupação do produtor deve ser a forma deaplicação. No caso da cama de frango, é importante que o produtortenha o equipamento adequado para a aplicação. Já no caso do dejetolíquido de suínos, o produtor deve ficar atento aos custos de aplicação,que podem exceder o próprio custo do produto — orienta.A terceira preocupação, como explica o pesquisador, está ligada ao solo.Da mesma forma que o produtor usa fertilizantes, ele deve tambémfazer um acompanhamento constante da nutrição das plantas. Elerecomenda uma associação dos resíduos com alguma fonte mineral. Omais comum é a associação dos resíduos orgânicos com uma fontemineral de fósforo para que eles se tornem mais balanceados.— O grande mérito dessa tecnologia é a redução de custos.Considerando o teor de 3% de nitrogênio, 3% de fósforo e 3% depotássio da cama, seu valor gira em torno de R$150 a R$180 portonelada, dependendo de cada região. Já a cama, é normalmentecomercializada com preços que variam entre R$60 e R$90 por tonelada— afirma. 25
  26. 26. Ainda segundo Benites, a aplicação é feita normalmente antes do verão.Para ele, essa é uma questão de logística, pois nessa época, o produtortem seus equipamentos parados, o que gera ociosidade da mão-de-obra.— No entanto, tecnicamente falando, se o produtor aplicar os resíduoslogo após a colheita da cultura de verão e antes do plantio da cultura dasafra seguinte, a tecnologia se torna mais interessante. Isso porque asegunda safra é muito mais responsiva a esses resíduos do que a safrade verão — conta ele.Para mais informações, basta entrar em contato com a Embrapa Solos .A vagem e sua culturaFonte: http://www.produquimica.com.br.RuralNews - Da RedaçãoA vagem (Phaseolus vulgaris L.), também conhecida como feijão-de-vagem, éuma variedade do feijão comum que é cultivada e consumida como hortaliça. É rica em proteínas e na sua composição encontramos cálcio, fósforo, ferro e as vitaminas A, B1, B2 e C. É uma planta originária das Américas e que foi levada para a Europa e Ásia após a chegada dos colonizadores europeus. No resto do mundo, a sua cultura se espalhou rapidamente e muitas variedades novas foram sendo desenvolvidas. evido às condições na sua região de origem, a vagem se desenvolve melhor em climas mais quentes e, desta forma, o seu cultivo na maior parte do território brasileiro é bastante favorecido. Prefere solos bem drenados, areno-argilosos e com pH que fique entre 5,6 e 6,8. As temperaturas mais indicadas para oseu cultivo, visando o melhor desenvolvimento e qualidade das plantas, ficamentre 20°C e 25°C. Em regiões mais frias ou com inverno mais acentuado, avagem apresenta um desenvolvimento mais retardado. Isso acontece sempreque as temperaturas ficam abaixo dos 15°C. No caso de temperaturasextremamente altas, o prejuízo maior ocorre na polinização.O plantio pode ser feito durante todo o ano, em regiões de clima mais quente,como o encontrado na maior parte do território nacional. Já nas regiões maisfrias, com invernos mais rigorosos, como o que ocorre na região Sul, parte doSudeste e Centro-Oeste, o plantio deve ser feito de setembro a janeiro, épocade temperaturas mais amenas e quentes, que favorecem o desenvolvimentoda vagem.Antes do plantio, devemos realizar uma análise do solo, para verificarmos anecessidade de calagem ou de adubação. Em solos de fertilidade média, omais comum é utilizarmos, para a adubação, esterco curtido de curral esuplementação mineral. O plantio é feito em covas, com espaçamento de 1mentre as linhas e de 50cm entre as covas, que recebem de 3 a quatrosementes. Quando as plantas estiverem com 3 ou quatro folhas, devemosfazer a raleação, deixando apenas as duas mais fortes e saudáveis. 26
  27. 27. Como a maioria das hortaliças, a cultura da vagem está sujeita a algumaspragas e doenças, que devem ser evitadas e combatidas, para que osprejuízos sejam minimizados. Os principais problemas que podem aparecersão a ferrugem, a antracnose, o mosaico, além de insetos mastigadores esugadores, que causam grandes danos à essas plantas.Os tratos culturais são simples, consistindo em irrigação a cada três dias, anão ser em épocas de chuvas constantes, capinas e a rotação de culturas, queé aconselhável com plantas de outras famílias, como o tomate, por exemplo.Fonte: http://www.hortisulrs.com/detalhes.php?codigo=160Bovinos - Manejo racional: planejamento semperdasPortal Dia de Campo - Juliana RoyoIdentificar erros, organizar ações e cuidar do gado, levando emconta o bem-estar, evitam prejuízoFonte/www.portalagropecuario.com.br/Racionalizar o trabalho de toda a fazenda é o objetivo da nova forma deconduzir a produção. O manejo racional busca entender as particularidades decada produtor, fazer toda a equipe entender as necessidades do animal e,assim, cortar as perdas que são geradas na produção. Muitos fazendeirosainda acham bobagem, mas o bem-estar animal pode fazer muita diferença noganho do produtor. Se o animal se alimenta bem, descansa e não se estressa,ele ganha peso mais facilmente. Se for tratado sem agressividade, não terámachucados na carcaça.— Manejo racional é a ação com conhecimento, é desenvolver as práticas demanejo tendo conhecimento do que você deve fazer e do que pode fazer. Oprimeiro passo é a conscientização da necessidade porque muita gente achaque esse tipo de manejo é desnecessário. E a conscientização tem queenvolver todos, desde o proprietário da fazenda, o gerente e também quemestá executando o trabalho, todos têm que estar comprometidos — caracterizao especialista no assunto Matheus Paranhos, professor da Unesp Jaboticabal.Para saber que tipo de medidas adotar na fazenda, o produtor deve primeirofazer um estudo de reconhecimento do manejo, de tudo o que acontece no 27
  28. 28. sistema de produção. Desta forma, é possível organizar todo o sistema eidentificar onde estão as maiores dificuldades. Depois deste planejamento,deve ser feito um treinamento com os funcionários da fazenda, para que elessigam as novas instruções.— O primeiro benefício é a redução deestresse, dos próprios trabalhadores etambém dos animais. O planejamentocria um ambiente de trabalho maistranquilo. Em função da redução deestresse, há uma redução no risco deacidentes de trabalho. Em algumasfazendas o manejo racional reduziu osacidentes de trabalho em 80%. Além demachucar os trabalhadores, osacidentes podem formar machucadosnos animais, o que deprecia a carcaça.Eles também podem formar hematomas e isso afeta o preço pago — explicaParanhos.O especialista diz que o principal erro cometido atualmente, além da falta deorganização, é a agressividade usada nos animais. Ainda é muito comum queos peões utilizem de pauladas para controlar os animais ou façam pressãoexcessiva, o que deprecia não só a carcaça, mas afeta diretamente o ganho depeso ou produção de leite porque umanimal estressado, sem descanso produzmenos.— Muita gente acha que o manejo racionalserá complicado, mas não é. Basta ter boavontade. Mesmo com baixíssimoinvestimento, apenas com a leitura domaterial sobre o manejo racional já épossível mudar a postura de condução dafazenda, racionalizar o manejo, fazer oplanejamento e, com isso, evitar perdas no processo produtivo — ensina oprofessor.Fonte: (www.realh.com.br/confinamento/controle-de-parasitas-na-entrada//)Como cultivar ataFolha do Estado - Da RedaçãoConhecida por vários nomes pelo país, a ata é uma fruta campeã de vendasnesta época do ano, é renda certa para famílias de pequenos agricultores emMato Grosso, entre os messes de março a maio. Neste período pode-seencontrar a fruta em muitas ruas e avenidas da cidade, com preços muitovariados, mas nunca tão baratos. O sabor adocicado e ao mesmo tempoazedinho da fruta atrai muitos clientes para o consumo da iguaria de época.NOMES DIFERENTESPinha no Sudeste, fruta do conde, entre outros, pra nós mato-grossenses,também existem essas divergências, mas em sua maioria é apenas Ata. Ricaem proteínas, a fruta é o sucesso da estação.Por ser uma fruta de clima quente, ela é perfeita, não apenas para o cultivoem larga escala. É muito comum encontrar ao menos um pé de Ata nos 28
  29. 29. quintais, das casas mato-grossenses.Michael Luiz Melim é vendedor de um viveiro em Cuiabá, segundo ele, aprocura por mudas de ata é constante, “A maioria das pessoas procura essasmudas para fazer um pomar em casa mesmo, assim, em pouco menos de doisanos, já não irão gastar dinheiro para comprar, já que a ata é uma fruta cara”,argumenta Michael. O vendedor alerta, que essa é uma fruta que atrai muitosinsetos e pragas, portanto é sempre bom procurar as orientações de umagrônomo, para que os frutos possam nascer e crescer com qualidade.A feirante Juceli Conceição, trabalha no mercado do Porto e na avenida MiguelSutil há três anos vendendo ata. Ela afirma que, nesta época, não existe outrafruta que venda mais que a ata. “Aqui no mercado tem muita concorrência, eos preços são variados, mas lá na avenida Miguel Sutil eu só vendo ela, aspessoas nem questionam o preço, toda hora tem gente comprando”, comentaa feirante.Daniel Santana também é feirante e vende ata há mais de 12 anos. Ele diz quevende outras frutas da região, mas destaca que a ata representa para elecerca de 80% da renda de sua família. Daniel compra a fruta de cidadespróximas de Cuiabá, inclusive de Reserva do Cabaçal. Observando apossibilidade de aumentar seu lucro, Daniel buscou informações junto àEmpresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).Lá obteve todas as orientações necessárias para iniciar o próprio cultivo. “Fuiem busca de informações, porque em breve quero ter minha renda 100%vinda da produção de ata na época de safra, e essa renda virá da minhapropriedade”, destaca Daniel.Daniel relata ainda que busca incentivar os outros produtores doassentamento Gamaliel, localizado em Cuiabá onde mora. “Quero mostrarpara meus vizinhos e amigos produtores que a ata é um excelente negócio eque vale a pena investir”, finaliza Daniel. Fonte:www.cenourao.com.br/site/produtos_show.php?produto=152&nome_produto=PinhaComo plantar: pepinoGlobo Rural On-line - João Mathias | Consultor José Flávio Lopes*Verão é tempo de consumir alimentos leves e refrescantes. Saladas,tortas e sanduíches feitos com legumes, grãos e folhosas fazem sucessonas refeições em dias quentes. Em épocas de temperaturas altas, opepino (Cucumis sativus) é uma das hortaliças que têm lugar certo nasmesas dos brasileiros. Composto por 95% de água, ele se destaca em 29
  30. 30. diferentes receitas culinárias.O cultivo do pepineiro, do qual o pepino é o fruto, é simples e nãodemanda muitos cuidados. Os tratos culturais incluem irrigações,capinas e desbrotas, com corte dos brotos que forem aparecendo. Não éindicado pulverizar a planta com inseticidas, pois, como possui floresfemininas ou masculinas, o pepineiro depende da polinização cruzadarealizada por insetos como as abelhas, que fazem o transporte do pólen.Um pequeno espaço para o plantio – inclusive vasos com cerca de 50centímetros de altura e 30 centímetros de diâmetro – é suficiente para odesenvolvimento da hortaliça. A produção de pepino ocorre durantetodo o ano em regiões de clima subtropical e alcança bons preços novarejo.Embora seja mais comum seu uso em salada e como picles – vegetaisem conserva –, também pode ser feito dele um suco que auxilia notratamento de inflamações do tubo digestivo e da bexiga, alta pressão eafecções dos dentes e da gengiva. O pepino também tem capacidadepara combater enfermidades da garganta quando combinado com mel,purificar o organismo e eliminar gorduras. O vegetal tem propriedadescalmantes e laxantes, é diurético e tônico para o fígado, rins e vesícula.Cabelos e unhas se beneficiam do alto teor de sílica e flúor que a plantaapresenta. Também contém ferro, cálcio, fósforo, cloro, enxofre,magnésio, potássio, sais minerais e vitaminas A, C e do complexo B.De vários tamanhos e formato cilíndrico, o pepino tem casca verde-claraou verde-escura, com estrias esbranquiçadas. A polpa de cor claraenvolve sementes achatadas. Pertencente à família das cucurbitáceas,tem origem atribuída à Índia, de onde o cultivo teria se espalhado paraa China e países europeus, tendo sido muito apreciado pelos gregos eromanos na Antiguidade.MÃOS À OBRAINÍCIO: O pepino tem variedades para consumo in natura – caipira,aodai e japonês –, com tamanhos que variam de dez a 30 centímetrosde comprimento, e para conserva, que não ultrapassam dez centímetrosde comprimento. Os mais cultivados por aqui são os do grupo aodai,enquanto os caipiras se destacam nos plantios realizados especialmentena Região Centro-Oeste. Ambos têm produção mais comum a céuaberto.AMBIENTE: Clima quente, com temperaturas entre 26 e 28 ºC, é o maisadequado para o plantio do pepineiro. Em regiões mais frias, o cultivodeve ser realizado em locais protegidos, onde seja possível monitorar avariação da temperatura. Dê preferência a solos areno-argilosos, férteis,ricos em matéria orgânica, bem drenados e que não apresentem acidezelevada.PLANTIO: A céu aberto, coloque de três a quatro sementes em cadacova de 1,5 a dois centímetros de profundidade, com espaçamento de1,5 metro, em um dos lados do sulco. Deixe uma ou duas plantas porcova ao fazer o desbaste, quando contarem com duas ou três folhasdefinitivas. A germinação ocorre cinco dias após o plantio e leva mais 25 30
  31. 31. dias para a floração.TUTORAMENTO: O pepineiro pode ser plantado no sistema rasteiro,porém, o estaqueamento facilita os tratos culturais e a colheita,inclusive diminui riscos de ataque de doenças, deformação e mácoloração. O tutoramento é feito em linhas duplas, com estacas debambu ou de madeira com 2,2 a 2,5 metros de comprimento. Devemficar apoiadas em um arame de 1,2 a 1,8 metro de altura do solo. Àmedida que a planta for se desenvolvendo, é preciso fazer amarrações.CUIDADOS: O solo deve ser mantido úmido por meio de distribuição deágua nos sulcos de 30 a 40 centímetros de abertura e 25 a 30centímetros de profundidade, ou da irrigação pelo sistema degotejamento, microaspersão ou aspersão convencional. O raleio feitocom uma ferramenta cortante, faca ou tesoura também é necessáriopara que a planta torne-se mais vigorosa. Mantenha a cultura limpapara evitar o ataque de plantas daninhas.ADUBAÇÃO: Faça a análise do solo para saber a necessidade decalagem, com uso de calcário dolomítico fino. Para uma boa produçãodo pepino, o terreno deve ter pH de 5,8 a 6,8. Por cova, utilize de 80 a100 gramas de adubo químico com fórmula 4-14-8 ou 4-16-8 (NPK). Naadubação de cobertura, aplique 15 gramas por planta de nitrogênio, soba forma de nitro-cálcio ou sulfato de amônio, após a formação dosprimeiros frutos, e mais duas vezes com intervalos de 20 dias.PRODUÇÃO: Ocorre de 50 a 60 dias após a semeadura e pode durarpor mais de dois meses. A colheita deve ser realizada quando o pepinoatingir 20 centímetros de comprimento e coloração externa verde-clara.RAIO XSOLO: areno-argiloso, fértil, rico em matéria orgânica e bem drenadoCLIMA: quente e não tolera geadasÁREA MÍNIMA: pode ser cultivado em vasosCOLHEITA: de 50 a 60 dias após o plantioCUSTO: preço do envelope com dez gramas pode variar de R$ 2 a R$ 5*José Flávio Lopes é engenheiro agrônomo, pesquisador da Embrapa Hortaliças. Fonte:http://www.cnph.embrapa.br/paginas/imprensa/releases/semiarido_show.html 31
  32. 32. Os benefícios da alfaceCategoria: Alimentação,Informações,Vivendo SaudávelA Alface é perfeita para emagrecer, mas ao mesmo tempo ficadeliciosa em uma salada e para completar têm propriedades ebenefícios nutricionais muito grandes. De modo que incorporá-la nadieta é quase uma obrigação.É rica em betacaroteno, pectina, fibra,lactucina e uma grande variedade de vitaminas como, A, E, C, B1, B2 eB3. Também possui cálcio, magnésio, potássio e sódio.- Como é umvegetal que se come cru, não sofre o processo de cozimento que lhetiraria propriedades.- Contém uma boa quantidade de ferro, o que ajuda a combater aanemia.- Recomenda-se consumi-la também quando se sofre de estados gripeos resfriados, já que fortalece as vias respiratórias.- Tem propriedades analgésicas e acalma dores musculares.- Tem antioxidantes o que contribui a diminuir o envelhecimento celular,melhora os níveis de colesterol e ajuda à circulação.- É ideal para as pessoas diabéticas já que regula os níveis de açúcar nosangue.- Além de ter propriedades digestivas, combate problemas deflatulências, já que atua como um agente desinflamante muito efetivoem casos de inflamação abdominal.- É de grande ajuda em casos de retenção de líquidos e cálculos renais.A alface é econômica e fácil de combinar para fazer pratos com poucascalorias. De modo que pode incorporá-la a sua dieta para a hora dojantar, quando menos calorias se devem consumir.Valores nutricionaisda alface100 gramas de alface contribuem:Quilocalorias: 10, *Carboidratos: 0,9, *Proteínas: 1,3, *Gorduras totais:0,2, *Fibra:1,5*Colesterol (mg): 0*Vitaminas: (A, [retinol]: 150 / B1, [tiamina]: 0,06 / B2, [riboflavina]:0,06 / B3, [niacina]: 0,4 / B6, [piridoxina]: 0,06 / C: 10 / E: 0,4).*Minerais: (Sódio: 10 / Potássio: 224 / Cálcio: 37 / Fósforo: 31 /Magnésio: 11 / Ferro: 1 / Flúor: 0,03). Aprendizes 2012, semeando em bandejas, plantando e colhendo 32
  33. 33. Biodecompositor simples e barato garanteadubo para a horta e a lavouraAgrosoft Brasil - Da RedaçãoEm Santa Catarina, um modelo de biodecompositor prático,barato, fácil de fazer e que ocupa pouco espaço tem chamado aatenção no campo e até na cidade. Nesse sistema, acompostagem é realizada dentro de uma bombona plásticatampada. "Todo o processo acontece em ambiente fechado, oque evita o mau cheiro e a propagação de parasitas e insetos",explica Luciana Mees, extensionista da Epagri no EscritórioMunicipal de Ouro Verde.Para construir o equipamento são usados uma bombona plástica de 200litros com tampa rosqueável, a metade inferior de outra bombona, umatorneira com flange, um pedaço de cano e pedaços de sombrite. Obiodecompositor custa cerca de R$ 75,00 se for necessário comprartodos os materiais.A fabricação é simples. Com uma furadeira, são feitos vários furos nofundo da bombona inteira, como se fosse uma peneira. Em seguida, elaé encaixada dentro da outra metade. No fundo da bombona furada sãocolocados pedaços de sombrite. "O chorume, líquido que escorre domaterial orgânico, passa pelos furos da bombona inteira e ficaarmazenado no recipiente de baixo. O sombrite impede que o materialentupa os furos", explica a extensionista.O passo seguinte é instalar uma torneira na parte inferior da meiabombona, que é por onde o chorume será retirado. Perto da tampa dabombona superior, instala-se um pedaço de cano por onde sairão osgases do processo de compostagem. Para evitar a entrada de insetos, éimportante fixar um pedaço de tela na ponta do cano.Os materiais orgânicos são colocados no biodecompositor, que deve sermantido tampado. "O adubo está pronto quando está praticamente semcheiro, com aparência de húmus. Ele deve ser incorporado à terra doscanteiros", explica Luciana. Em cerca de 15 dias o chorume não é maispoluente e também pode ser usado na fertilização das plantas.Merenda da hortaNa Escola Municipal Benvenutto Tacca, em Ouro Verde, 66 alunos doquarto e do quinto ano participaram da construção de doisbiodecompositores durante as aulas de educação ambiental. Hoje elesusam os equipamentos para cuidar da horta onde são produzidosalimentos como alface, repolho, beterraba, temperos e chás para amerenda. "Os alunos veem na prática o que aprendem na sala de aula, 33
  34. 34. se sentem motivados a fazer a sua parte e levam as ideias para casa",conta a extensionista.Fonte: http://girasolsam.blogspot.com.br/2012/01/biodecompositor-simples-e-barato.htmlProjeto do governo brasileiro usa produção dealimentos como método de ensinoCanal Rural - Letícia LuvisonCrianças de 70 escolas estão sendo ensinadas a partir do quecultivam em pequenas hortasUm projeto do governo brasileiro, em parceria com a Organização dasNações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), está chamando aatenção no exterior. Crianças de 70 escolas públicas de todo o paísestão sendo ensinadas a partir do que cultivam em pequenas hortas.Representantes de 16 países estiveram em uma escola do município deFormosa, no interior de Goiás, para conhecer a iniciativa. O que ascrianças aprendem serve para o ensino de diversas matérias na sala deaula.— A gente aprende a fazer produção de texto, texto sobre a horta,aprende a origem dos alimentos, faz mapa, desenha, traduz tudo para oinglês — comenta a estudante da 5ª série Kênia Cristina Vieira, 10 anos.— Em Geografia eles podem trabalhar o solo. Eles trabalham Ciênciascom o desenvolvimento das plantas e os animais invertebrados queaparecem na horta. Na Matemática, situações problemas relacionadas àquantidade plantada, expectativa de colheita, interpretações de gráficose tabelas. Aquilo que você aprende fazendo, colocando a mão na massa,é mais gratificante, o resultado é bem melhor — explica a coordenadorada horta, Ana Maria Gomes.A ideia de usar alimentos como método de ensino não veio por acaso.— Foi pelo aumento da obesidade, transição da desnutrição para aobesidade, essa americanização da alimentação. A horta traz essecuidado, pensar de onde vem a comida, de como a gente se alimenta,que tipo de escolha a gente faz — explica o consultor da FAO, JuarezCalil. 34
  35. 35. As aulas são preparadas de acordo com cada região.— A gente pode explorar a seca do sertão, semiárido, a realidade dosmunicípios à margem do Rio São Francisco. Cada prefeitura planejadentro da sua autonomia, do sistema de ensino, a forma como ela vaiexplorar o projeto dentro dessa metodologia que articula as áreas deeducação, nutrição e meio ambiente — comenta Calil.A novidade aplicada nas escolas brasileiras deve chegar em breve aMoçambique.— É diferente, porque nós trabalhamos mais no âmbito pedagógico e não incluímos como componente em várias disciplinas. É uma experiência bastante positiva, que irei levar para láe acredito que, com mais tempo, conseguiremos atingiros níveis que estão atingindo aqui no Brasil — comenta o engenheiro agrônomo de Moçambique, Hélder Carlos Vieira Diva.Fonte: (//www.carapicuiba.sp.gov.br/secretaria-projetos.php//)Afaste os insetos com citronelaEpagri - Cinthia Andruchak FreitasO incômodo provocado pelos mosquitos pode ser resolvido de formasimples e com soluções caseiras, aproveitando as propriedades dacitronela. Essa planta aromática, uma gramínea perene originária dosudoeste da Ásia, já se tornou comum em Santa Catarina. As folhasfornecem um óleo essencial utilizado na fabricação de repelentes,aromatizadores de ambientes, detergentes, perfumes, sabonetes,cremes e outros cosméticos.A planta repele mosquitos, borrachudos, traças e formigas. O óleoessencial tem efeito repelente sobre o Aedes aegypti (transmissor dadengue) e também sobre mosquitos como o Anopheles dirus e o Culexquinquefasciatus. Alguns pesquisadores afirmam que o óleo de citronelaafasta também besouros, baratas e fungos. 35
  36. 36. Essa ação se deve a substâncias como o citronelal, o geraniol e olimoneno, presentes no óleo. “A detecção da citronela é ativada pelasproteínas dos poros do inseto, conhecidas como canais de receptorestransientes de potencial. Quando esses receptores moleculares sãoativados, enviam mensagens químicas ao cérebro do inseto, resultandoem uma reação de aversão”, explica Antonio Amaury Silva Junior,pesquisador da Epagri/Estação Experimental de Itajaí.Para fazer em casaNão é preciso gastar dinheiro para aproveitar os benefícios dessaplanta. Soluções simples e ecológicas podem ser adotadas sem sair decasa:- Para afastar mosquitos em ambientes fechados, colha duas ou trêsfolhas, corte-as em pequenos pedaços com uma tesoura e coloque-osem pires. Distribua os recipientes pelos ambientes da casa paraespalhar a essência.- Deixe macerar 200g de folhas secas e rasuradas de citronela em 1L deálcool com concentração de 70% durante 10 dias em um frascotampado e escuro. A cada dois dias, agite a mistura. Após a maceração,passe o líquido por um filtro de papel ou pano limpo e o acondicione emum recipiente hermético. O produto, que tem validade de 2 anos, podeser usado em pulverizadores domésticos, velas aromáticas, tochas parapescaria, difusores, cremes dermatológicos, sachês e pout-porris.- Mantenha uma muda em um vaso dentro de casa e, sempre quequiser, corte um pedaço de uma das folhas para que a essência seespalhe mais.- Para evitar picadas de mosquitos, amasse e esfregue uma folha decitronela nos braços e nas pernas.- Ferva algumas folhas e faça uma espécie de chá para usar na limpezade pisos.- As folhas podem ser queimadas em incensórios domésticos ouutilizadas em difusores elétricos.- A espécie é eficiente para evitar a erosão e pode ser plantada emencostas, barrancos, valas de drenagem, margens de rios e lagoas e emáreas ciliares.Onde encontrarParente do capim-limão, a citronela cresce espontaneamente emclareiras, à beira de rios e em locais úmidos. Em Santa Catarina, éencontrada em várias propriedades rurais e pode ser cultivada nolitoral, no Vale do Itajaí e no Extremo Oeste. Ela tolera os solos muitoargilosos e mal drenados, não encharcados, mas não resiste a geadas. Aespécie raramente floresce no Estado e, mesmo assim, as sementes nãosão férteis, por isso a multiplicação deve ser feita a partir da divisão detouceiras.Para conseguir mudas, informe-se com vizinhos ou converse com umtécnico da Epagri. Para ter mais informações sobre a planta, entre emcontato com os pesquisadores Airton Rodrigues Salerno, AntonioAmaury Silva Junior e Andrey Martinez Rebelo, da Estação Experimental 36
  37. 37. de Itajaí, pelos e-mails salerno@epagri.sc.gov.br,amaury@epagri.sc.gov.br e andrey@epagri.sc.gov.br. Horta Aprendizes 2012, Citronela em curva de nívelManejo adequado da irrigação favorece aprodutividadeMinistério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) - Da RedaçãoPesquisadores da Embrapa explicam que ganhos variam de 10 a30% e a redução do uso de água e energia gira em torno de 20 a30%.A quantidade correta de água e o momento exato da irrigação sãopontos-chave em um manejo adequado. Além de economizar água eenergia, o controle pode assegurar um melhor desempenho em termosde produtividade e qualidade das hortaliças.Para que a irrigação seja eficiente e resulte em impactos positivos nalavoura, é necessário considerar fatores como o clima e o solo. Os doissão determinantes quando se trata de escolher o método de manejo deágua mais apropriado para a irrigação.O pesquisador Waldir Marouelli, da Embrapa Hortaliças (Brasília-DF),unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa),vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento(Mapa), explica a importância do manejo. Segundo Marouelli, algunsmétodos de manejo da água de irrigação utilizam informaçõesclimáticas, como temperatura, umidade relativa do ar, vento e radiaçãosolar, para calcular a quantidade de água que a planta consome.Em outros casos, a metodologia monitora somente a umidade do solo.“Neste caso, quem determina se a secagem do solo é mais rápida oumais lenta é a planta que, inexoravelmente, está sendo afetada pelosfatores climáticos”, diz. O pesquisador Marcos Braga, também daEmbrapa Hortaliças, esclarece que a demanda hídrica das plantasfunciona, basicamente, “como as pessoas que, em dias mais quentes esecos, consomem mais água e vice-versa”.Quando o agricultor não reavalia constantemente essas condiçõesdurante o cultivo e simplesmente estabelece um critério fixo para airrigação, deixa de otimizar o uso da água e o ganho com a produção. 37
  38. 38. “Na horticultura, por exemplo, o produtor que não utiliza nenhumcontrole da irrigação e passa a adotar alguma técnica para manejo,como avaliar as condições climáticas ou empregar um sensor deumidade do solo, na média geral, obtém um aumento de 10 a 30% daprodutividade”, estima Marouelli. Ele acrescenta que, por sua vez, aredução do uso de água e energia gira em torno de 20-30%.O gasto que o produtor tem com água e energia é muito menor diantedos recursos despendidos com a exigência nutricional e fitossanitáriadas plantas. Por conta disso, ele acaba por irrigar em excesso, o quefavorece a incidência de doenças e compromete o plenodesenvolvimento das plantas. “O ponto de equilíbrio é importanteporque a irrigação em excesso pode causar a lixiviação de nutrientes e,com o prejuízo da parte nutricional, a planta fica mais fraca e maissuscetível a doenças”, explica Braga. Fonte:http://agricultura.ruralbr.com.br/noticiaManutenção da qualidade das ordenhadeirasRuralNews - Da RedaçãoPara o produtor de leite, a manutenção da qualidade e da higiene dasordenhadeiras é vital, tanto para evitar a queda da qualidade do leite,quando para assegurar o volume de produção, mantendo os lucroselevados e evitando possíveis prejuízos.Desta forma, devemos garantir o perfeito funcionamento dasordenhadeiras pois, do contrário, muitos problemas poderão surgir,como a mamite. Quando as vacas apresentam esse problema, oprodutor pode esperar, certamente, aumento nos seus custos e aredução da produção. Haverá gastos com o tratamento (veterinários,medicamentos, etc.), possível morte de animais e o fatalcomprometimento do leite produzido, que não pode ser comercializado.Além disso, como já mencionamos, há uma diminuição na produçãototal, causando mais prejuízos.Para que o criador tenha certeza de estar cumprindo seu papeladequadamente e se prevenindo contra todos esses problemas, deveráseguir certos procedimentos regulares de manutenção das 38
  39. 39. ordenhadeiras e higiene do local, evitando ou reduzindo drasticamentea incidência de mamite ou outros problemas que afetem a produção, osanimais ou a lucratividade do empreendimento.As principais medidas de manutenção regular que devem seradotadas são:- controlar o vácuo produzido pelas bombas, atentando para possíveisflutuações. todas as borrachas das teteiras devem ser vistoriadasconstantemente e substituídas se necessário.- as borrachas devem ser constantemente limpas e desinfetadas.- acompanhamento constante das bombas e válvulas do sistema,garantindo o vácuo contínuo, sem flutuações.- monitorar e examinar o tecido mamário das vacas, antes e após cadaordenha, para verificar possíveis irritações ou anomalias.- devemos, também, ressaltar a grande importância de se adquirirordenhadeiras de boa qualidade, de empresas idôneas, que disponhamde uma assistência técnica eficiente, rápida e que não haja problema dereposição de peças.Todas as rotinas realizadas antes, durante e depois da ordenhacontribuem para que se garanta a qualidade e a produtividade. Aspessoas que lidem, principalmente com as teteiras, devem tomar todo ocuidado necessário para não contaminarem diretamente as tetas ouindiretamente, através das borrachas que ficam em contato direto coma vaca, durante a ordenha. Mãos limpas, uma sala de ordenhahigienizada e cuidado no manuseio dos equipamentos são vitais paraque haja uma higiene adequada.Fonte: http://www.portaldoagronegocio.com.br/ 39

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