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Ministério da    FazendaEconomia Brasileira emPERSPECTIVA                 14aEdição Especial | Fevereiro | 2012
Ministério                                                 da FazendaÍndiceSumário Executivo                           7At...
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Economia Brasileira emPERSPECTIVA                          Atividade                         Econômica                    ...
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Economia Brasileira emPERSPECTIVA                         Emprego e                            Renda                      ...
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Economia Brasileira em Perspectiva
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  1. 1. Ministério da FazendaEconomia Brasileira emPERSPECTIVA 14aEdição Especial | Fevereiro | 2012
  2. 2. Ministério da FazendaÍndiceSumário Executivo 7Atividade Econômica 9Emprego e Renda 33Inflação 45Juros e Crédito 57Política Fiscal 75Setor Externo 91 Edição Especial | Ano 2011Panorama Internacional 109Especial – Brasil: Avanços de uma Década 135Glossário 154 3
  3. 3. NOTAO relatório “Economia Brasileira em Perspectiva”, publicado peloMinistério da Fazenda, consolida e atualiza as principais variáveiseconômicas do Brasil.Nesta edição, os dados estão atualizados até 2 de fevereiro de 2012.O documento é resultado do trabalho conjunto dos seguintes órgãosdeste Ministério: Secretaria de Política Econômica (SPE), Secretariado Tesouro Nacional (STN), Secretaria de Assuntos Internacionais(SAIN), Secretaria de Acompanhamento Econômico (SEAE) eSecretaria da Receita Federal do Brasil (RFB).
  4. 4. Ministério da FazendaDo ajuste à aceleração Sumário ExecutivoEm 2011, a economia mundial foi afetada pelo agravamento da crise financeira global iniciada em 2008.Particularmente devido aos problemas de solvência fiscal na Zona do Euro e conflitos políticos nos EUA, os paísesdesenvolvidos tiveram forte desaceleração no nível de atividade econômica. Com o prolongamento da crise, o mundoassiste a uma “guerra cambial”, promovida pelas economias avançadas para tentar restaurar sua competitividadeindustrial.A política de afrouxamento monetário promovida pelos Estados Unidos e Europa acabou por pressionar para cima ospreços das commodities entre o quarto trimestre de 2010 e o início de 2011. Isso alimentou o processo inflacionárioglobal e levou ao descumprimento das metas de inflação na maioria dos países que as adotam. O Governo brasileiroagiu tempestivamente, combatendo a aceleração dos preços com medidas monetárias convencionais e comimportante auxílio de medidas fiscais e macroprudenciais. Digno de destaque foi o programa de consolidação fiscaladotado logo no começo de 2011, que culminou com a obtenção de meta cheia de superávit primário. Esse esforçode contenção fiscal teve decisivo papel no processo de flexibilização da política monetária iniciado em agosto do anopassado para enfrentar os efeitos da crise externa na economia brasileira.A adoção de medidas de política cambial também foi necessário. As políticas de administração de fluxos de capitaisimplementadas ao longo de 2011 foram motivos de elogios de organismos e especialistas internacionais e auxiliaram Edição Especial | Ano 2011também na política de estabilização de preços, além do importante papel na promoção da estabilidade financeira ecorporativa.O sucesso do modelo de crescimento econômico adotado pelo Governo brasileiro continuou em 2011. Diversasmedidas importantes foram tomadas, tais como: novas etapas do “PAC” e do “Minha Casa Minha Vida”; ampliação doPrograma de Bolsa Família com o “Brasil sem Miséria”; uma nova política industrial (“Plano Brasil Maior”); ampliaçãodo “Simples Nacional” e do Microempreendedor Individual; o Programa “Pronatec” de qualificação técnico-profissionalde trabalhadores; o Programa “Crescer” de microcrédito produtivo orientado. Além disso, houve diversas medidas desimplificação, desburocratização e modernização da Receita Federal do Brasil e do Tesouro Nacional. Os efeitos dessasiniciativas atingem 2012 e se estendem para os anos seguintes. Vale ainda destacar a consolidação da política de 7
  5. 5. Ministério da Fazendavalorização de longo prazo do salário mínimo, com aumento real de 66% desde 2003, chegando a R$622,00 em Sumário Executivojaneiro de 2012, que ajudará no processo de retomada da atividade econômica neste início de ano.Como consequência deste modelo de crescimento, o Brasil se tornou a 6ª maior economia do mundo em 2011.Entramos em 2012 com uma taxa de câmbio mais competitiva, taxas de juros menores, solidez fiscal e das instituiçõesfinanceiras, baixas taxas de desemprego, inflação sob controle, elevada confiança dos consumidores e empresários,e uma forte carteira de investimentos públicos e privados para os próximos anos em diversos setores de atividadeeconômica.Para 2012, o Governo Federal vai trabalhar para sustentar esse exitoso modelo de crescimento, estimulandoinvestimentos públicos e privados em infra-estrutura e na indústria, aumentando a qualificação profissional ereduzindo de modo substancial a população em extrema pobreza e ampliando a classe média e o bem estar dapopulação. A economia brasileira vai crescer mais em 2012 do que no ano passado, destoando de um mundo emdesaceleração. Edição Especial | Ano 2011 8
  6. 6. Economia Brasileira emPERSPECTIVA Atividade Econômica Ministério da Fazenda
  7. 7. Ministério da FazendaCrescimento econômico mesmo sob agravamento da crise internacional Atividade EconômicaAté o terceiro trimestre de 2011, a economia brasileira esteve em processo de acomodação, fruto das medidasgovernamentais e da deterioração da crise global. Após isso, as iniciativas que visavam moderar o ritmo da economiacomeçaram a ser gradualmente retiradas. Nos últimos meses do ano, a atividade econômica do País deu início a seuprocesso de recuperação mesmo diante da piora no cenário internacional. Esta visão é corroborada pela elevação doIndicador de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), pelo comportamento da produção industrial e pelo aumentono consumo de energia elétrica.Mais importante que a expansão observada no PIB em 2011 é sua qualidade. O investimento vem crescendo mais doque o consumo das famílias e do Governo, o que indica ampliação da capacidade produtiva para além da ampliaçãoda demanda, ao longo dos próximos anos. Nesse sentido, o Governo anunciou um conjunto de medidas em 2011,sintetizadas no Plano Brasil Maior, para fortalecer a indústria nacional. As ações estão direcionadas à desoneração e àsimplificação tributária, às medidas de defesa comercial e à qualificação da mão-de-obra. Além disso, o PAC cresceuvigorosamente e apresentou, em 2011, valores empenhados da ordem de R$ 35 bilhões ante R$ 29,7 bilhões em2010. Adicionalmente, o Programa “Minha Casa, Minha Vida” apresentou desembolsos da ordem de R$ 41,4 bilhões,alta de 11,3% sobre os R$ 37,2 bilhões em 2010. Edição Especial | Ano 2011 10
  8. 8. Ministério da FazendaBrasil: crescimento econômico sustentável Atividade EconômicaO ano de 2011 foi importante para consolidar a trajetória de crescimento de longo prazo em um ambienteinternacional de franca desaceleração. Depois da acomodação em 2011, a economia brasileira vai seacelerar. Com investimentos tanto do setor privado, como do setor público, a média de expansão do PIB até2014 deve ser superior à dos quatro anos anteriores.Crescimento do PIB (% a.a.) Crise Crise Crise 7,5 Crise Internacional Internacional Internacional Internacional 6,1 5,7 5,2 4,3 Média 4,0 Média 4,8% 4,6% Dados em: % anual Edição Especial | Ano 2011 3,2 5.2 5,5 6,0 2,7 4,5 * Para 2011: dados do IBGE Média 3,2 3,5% acumulados nos três primeiros Média trimestres em relação ao mesmo 0,3 1,7% período em 2010 0,0 1,3 1,1 ** Estimativas do Ministério da Fazenda -0,3 Fonte: IBGE e Ministério da Fazenda Elaboração: Ministério da Fazenda 98 99 00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 * ** ** ** 11 12 13 1419 19 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 11
  9. 9. Ministério da FazendaÍndice aponta crescimento da atividade econômica Atividade EconômicaSegundo o Indicador do Banco Central do Brasil (IBC-Br), a atividade econômica do País mostrou crescimentodessazonalizado de 1,15% em novembro de 2011, em comparação com o mês anterior. Dessa maneira, oPIB deve ter variação positiva entre o terceiro e o quarto trimestre de 2011.Índice de Atividade Econômica do Banco Central do Brasil (número-índice, com ajuste sazonal) 150 140,19 135 Edição Especial | Ano 2011 120 105 Dados em: número-índice (2002=100) 90 Fonte: Banco Central do Brasil 03 03 04 05 6 7 8 09 10 No 11 11 Elaboração: Ministério da Fazenda 00 0 00 20 20 20 20 20 20 20 20 20 t2 l2 n z v ut o n ai r v Ju 12 Se Ab De No AgJa Ju M O
  10. 10. Ministério da FazendaProdução industrial se acomoda Atividade EconômicaA variação acumulada da produção industrial em 2011 apresentou crescimento de 0,3%, resultado bemabaixo do verificado em 2010 (10,5%). Houve elevação generalizada do nível de produção nos três primeirosmeses do ano devido à expansão em 2010. A indústria de bens de capital foi o destaque positivo: alta de3,3% em 2011, em especial para a categoria de transportes. Ampliar o ritmo da indústria é um desafioimportante para o Governo.Índice de Produção Industrial (número-índice, com ajuste sazonal)135 127,7124 Edição Especial | Ano 2011113102 91 Dados em: número-índice (média 2002=100) 80 Fonte: IBGE 09 1 06 08 10 11 07 08 Elaboração: Ministério da Fazenda 01 20 20 20 20 20 20 20 z2 ut De 13 O
  11. 11. Ministério da FazendaVendas no comércio varejista em acomodação Atividade EconômicaNo acumulado em 12 meses até novembro, o comércio varejista registrou crescimento de 7,0% e o comérciovarejista ampliado cresceu 7,7%. No ano, o desempenho do setor deverá ser inferior ao ocorrido em 2010,quando, devido à recuperação da crise de 2008, acumulou altas respectivas de 10,9% e de 12,2%. Mesmoassim, os números são expressivos e atestam o dinamismo doméstico do País.Volume de Vendas no Comércio Varejista (% acum. 12 meses) 16 Equip. E Mat. Para Esc., Inf. E Comunic. 18,6 14 Móveis E Eletrodomésticos 16,9 Art. Farm., Médicos, Ort., De Perf. E Cosm. 10,4 12 PMC Material De Construção 10,0 10 PMC Ampliada * Edição Especial | Ano 2011 Livros, Jornais, Revistas E Papelaria 9,0 7,7 PMC Setorial 8 Veículos, Motos, Partes E Peças 8,4 6 7,0 Tecidos, Vestuário E Calçados 5,0 Dados em: % acumulado em Outros Art.De Uso Pessoal E Doméstico 4,8 12 meses até novembro de 2011 4 Hip., Super. Prod. Alim., Bebidas E Fumo 4,2 * Inclui veículos, motos, partes e 2 Hipermercados E Supermercados 4,2 peças, e material de construção Combustíveis E Lubrif. 2,1 0 Fonte: IBGEAb 008 Se 009 ar 9 Se 10 ar 0 o 1 v 11 11 Elaboração: Ministério da Fazenda 00 01Ag 01 20No 20 20 2 r2 t2 t2 2 vNoMM 14
  12. 12. Ministério da FazendaUtilização da Capacidade Instalada recua ao longo de 2011 Atividade EconômicaEm consonância com o arrefecimento da atividade industrial ocorrido ao longo do ano, os indicadores doNível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) indicaram recuo em 2011. A tendência é que númerosmais positivos de atividade econômica em 2012 se reflitam também numa maior utilização da capacidadeinstalada da indústria brasileira. Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria - NUCI (%, com ajuste sazonal) 89 87 85 NUCI - CNI* 83 83,4 NUCI - FIESP* Edição Especial | Ano 2011 81,5 NUCI - FGV 81 80,9 Dados em: %, com ajuste 79 sazonal 77 * Abrange apenas a indústria do Estado de São Paulo 75 Fonte: CNI, Fiesp e FGV Ja 06 M 07 Se 07 Ja 07 M 08 Se 08 Ja 08 M 09 Se 09 Ja 09 M 10 Se 10 Ja 10 M 11 v 1 De 011 1 No 01 Elaboração: Ministério da Fazenda 01 0 20 20 0 20 20 0 20 20 0 20 20 0 20t2 t2 t2 t2 t2 2 2 z2 n ai n ai n ai n ai n aiSe 15
  13. 13. Ministério da FazendaUtilização da Capacidade Instalada Setorial Atividade EconômicaO processo de acomodação da economia impacta na utilização da capacidade instalada que apresentou levequeda. Contudo, os níveis setoriais estão dentro de condições normais da atividade econômica.Nível Setorial de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria - NUCI Setorial (%, com ajuste sazonal) NUCI por Setor Dez 2010 Dez 2011 Média* Indústria Geral 84,9 83,4 82,6 Material de Construção 90,3 88,6 84,6 Minerais não metálicos 91,2 87,1 84,5 Material de Transporte 90,1 86,6 81,5 Vestuário e Calçados 85,2 86,3 84,7 Duráveis de Consumo 89,2 85,9 80,8 Material Elétrico 78,3 85,0 76,7 Mecânica 85,2 84,5 82,0 Edição Especial | Ano 2011 Produtos de matérias plásticas 88,8 84,4 83,7 Bens de Capital 84,5 83,3 80,4 Produtos Alimentares 83,1 83,0 82,1 Bens de Consumo 85,0 82,9 80,3 Outros Produtos 80,2 81,5 78,2 Produtos Farmacêuticos 74,5 69,9 69,5 Celulose e papel 92,1 91,7 92,3 Dados em: %, Química 85,0 84,1 84,5 com ajuste sazonal Bens Intermediários 85,9 83,8 86,2 Metalurgia 89,3 83,6 88,5 * Período: 2000-2011 Têxtil 86,4 83,1 86,5 Não duráveis de consumo 82,0 79,8 79,9 Fonte: FGV Mobiliário 75,1 75,8 77,8 Elaboração: Ministério da Fazenda 16
  14. 14. Ministério da FazendaConfiança na economia brasileira Atividade EconômicaO índice de confiança da indústria estabilizou-se a partir de novembro, fechando 2011 em 101,8 pontos.Houve desempenho ainda melhor em janeiro de 2012 (102,3 pontos). A expectativa é recuperação gradualda indústria para o ano de 2012. Por outro lado, a confiança dos consumidores encerrou o ano em 119,6pontos e abriu janeiro com 116,0 pontos. Apesar do recuo marginal, o indicador ainda se encontra empatamares bem otimistas.Índices de Confiança: Indústria e Consumidor (pontos, com ajuste sazonal)130120 116,0110 Edição Especial | Ano 2011 Índice de confiança Otimista 102,3 do consumidor100 Pessimista Índice de confiança da indústria 90 Dados em: pontos, com ajuste sazonal 80 Fonte: FGVM 20 0 ar 10M 20 0 ai 10 n 10Ag l 20 0 o 10O 20 0No 20 0De 20 0 z 10 n 10M 20 1 ar 11M 20 1 ai 11 n 11Ag l 20 1 o 11O 20 1No 20 1De 20 1 z 11 n 11 12 v 1 r 1 Ju 201 Se 201 ut 1 v 1 v 1 r 1 Ju 201 Se 201 ut 1 v 1 Elaboração: Ministério da FazendaFe 20Ab 20Ju 20Ja 20Fe 20Ab 20Ju 20Ja 20 20 n t tJa 17
  15. 15. Ministério da FazendaNovo recorde de safra em 2011 Atividade EconômicaA produção agrícola do Brasil alcançou em 2011 o número recorde de 163 milhões de toneladas de grãos,superando em 9,2% o percentual do ano anterior. O resultado consolida o Brasil como um dos principaisceleiros do mundo.Safra Brasileira de Grãos - Cereais, Leguminosas e Oleaginosas (milhões de toneladas) 200 163,0 150 149,3 144,1 Edição Especial | Ano 2011 131,8 135,1 123,2 119,1 122,5 114,7 100 96,8 Dados em: milhões de toneladas 50 Fonte: CONAB/MAPA 2 03 04 05 07 08 09 10 11 6 0 /0 Elaboração: Ministério da Fazenda 1/ / / / / / / / / 02 03 04 06 07 08 09 10 05 0 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 18
  16. 16. Ministério da FazendaPlano Safra fomenta dinamismo agropecuário Atividade EconômicaO Plano Agrícola e Pecuário 2011/2012 conta com recursos de R$123,2 bi, um aumento de 6,2% em relaçãoà safra passada. Deste total, R$107,2 bi são da agricultura empresarial e R$16 bi da agricultura familiar.Os recursos serão destinados ao financiamento de operações de custeio, investimento, comercialização,subvenção ao prêmio de seguro rural e apoio à utilização de práticas agronômicas sustentáveis.Programação do Financiamento Rural (R$ bilhões) 150 123,2 116,0 120 108,0 16,0 16,0 15,0 78,0 Total 90 Edição Especial | Ano 2011 70,0 Agricultura Familiar 63,0 13,0 56,9 12,0 Agricultura Empresarial 60 46,5 10,0 16.0 9,0 Dados em: R$ bilhões 32,6 7,0 24,7 * Inclui linhas FAT de Giro Rural e 30 5,4 Banco do Brasil em 4,2 “Outros Créditos” 20,5 27,2 39,5 44,4 50,0 58,0 65,0 93,0 100,0 107,2 0 Fonte: CONAB/MAPA 3 4 5 6* 7* 8 9 0 1 2 /0 /0 /0 /0 /0 /1 /1 /1 Elaboração: Ministério da Fazenda /0 /0 02 03 04 07 08 09 10 11 05 06 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 19
  17. 17. Ministério da FazendaInvestimento apresenta crescimento maior do que o PIB Atividade EconômicaDesde 2004, as taxas de crescimento do investimento têm sido superiores ao crescimento do PIB, comexceção do ano de 2009. Isso garante que a maior capacidade produtiva do País seja revertida para oatendimento da demanda doméstica crescente. Para os próximos anos, o modelo de crescimento adotadopelo Governo Federal dará ainda maior ênfase ao investimento em todos os setores da economia.PIB e Investimento - FBCF (% a.a.) 25 20 Investimento 15 PIB Edição Especial | Ano 2011 10 Dados em: % anual * Para 2011: dados do IBGE 4,0 3,6 5 3,2 3,2 acumulados nos três primeiros 13,9 13,6 21,3 10,8 1,1 9,1 5,7 9,8 6,1 5,2 7,5 5,3 4,5 0 trimestres em relação ao mesmo período em 2010 -4,6 -6,7 -0,3 -5 ** Estimativas do Ministério da Fazenda -10 Fonte: IBGE * 3 4 5 06 8 09 10 1* 2* 07 0 0 0 0 Elaboração: Ministério da Fazenda 1 1 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20
  18. 18. Ministério da FazendaParticipação dos investimentos no PIB em trajetória ascendente Atividade EconômicaAs oportunidades da economia brasileira, em conjunto com as medidas tomadas a fim de encorajar oinvestimento de longo prazo, aumentarão a contribuição do investimento para o crescimento econômico,devendo alcançar 20,8% do PIB em 2012.Investimento - FBCF (% do PIB)25 20 15 Edição Especial | Ano 2011 10 5 Dados em: % do PIB * Estimativas do Ministério da Fazenda 0 16,4 15,3 16,1 15,9 16,4 17,4 19,1 18,1 19,5 19,6 20,8 Fonte: IBGE 2 03 04 05 06 7 8 9 10 * * Elaboração: Ministério da Fazenda 11 12 0 0 0 0 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 21
  19. 19. Ministério da FazendaPrograma de Aceleração do Crescimento Atividade EconômicaA segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) visa dotar o País com infraestrutura em 6eixos principais, com investimentos próximos de 1 trilhão de reais no período 2011-2014. Aproximadamente50% deste montante será direcionado a investimentos em Energia e 30% ao Programa Minha Casa, MinhaVida. Após 2014, já há investimentos definidos para os setores de energia e transportes.PAC 2 (R$ bilhões) PAC 2 Eixos 2011-2014 Pós-2014 Total PAC Comunidade Cidadã 23,0 23,0 PAC Água e Luz para Todos 30,6 30,6 Edição Especial | Ano 2011 PAC Cidade Melhor 57,1 57,1 PAC Transportes 104,5 4,5 109,0 PAC Minha Casa Minha Vida 278,2 278,2 Dados em: R$ bilhões PAC Energia 461,6 626,9 1.088,5 Fonte: MPOG Total 955,0 631,4 1.586,4 Elaboração: Ministério da Fazenda 22
  20. 20. Ministério da FazendaValores empenhados do PAC crescerão 20% em 2012 Atividade EconômicaOs valores empenhados do PAC do Governo Federal apresentaram grande crescimento, alcançando R$35,4bilhões em 2011. Este valor representa aumento de quase 20% em relação a 2010 e de 121,3% entre 2007e 2011. Em linha com o modelo de crescimento econômico sustentado no investimento, para 2012, estima-se crescimento de 20,3%, alcançando R$42,6 bilhões.PAC: Valores Nominais Empenhados (R$ bilhões)5040 Edição Especial | Ano 2011302010 Dados em: R$ bilhões 16,0 17,0 27,1 29,7 35,4 42,6 * LOA 2012 0 2007 2008 2009 2010 2011 2012* Fonte: STN/Ministério da Fazenda Elaboração: Ministério da Fazenda 23
  21. 21. Ministério da FazendaMinha Casa, Minha Vida: crescimento com inclusão social Atividade EconômicaDesde 2009, os desembolsos para o Programa “Minha Casa Minha Vida” apresentaram crescimento de431%, alcançando R$ 37,2 bilhões em 2011, o equivalente a 480 mil novas moradias só em 2011. Noperíodo de 2011-2014, espera-se a construção de 2 milhões de novas moradias em um total de R$ 142,3bilhões investidos.Desembolsos do Programa “Minha Casa Minha Vida” pela Caixa (R$ bilhões)50 Meta 2011 - 2014 (MCMV 2): 2 milhões de moradias Minha Casa Minha Vida 240 Realizado 2011: 480 mil moradias Edição Especial | Ano 20113020 Dados em: R$ bilhões10 7,0 30,4 37,2 41,3 31,6 32,2 * Estimativas da Caixa Econômica Federal 0 2009 2010 2011 2012* 2013* 2014* Fonte: Caixa Econômica Federal Elaboração: Ministério da Fazenda 24
  22. 22. Ministério da FazendaInvestimentos: Copa do Mundo de 2014 Atividade EconômicaNos próximos anos, o País contará com investimentos em diversos setores, incluindo o esportivo. Um totalde R$ 33 bilhões será destinado à realização da infraestrutura da Copa do Mundo em 2014. A maior parteserá direcionada para projetos de transporte, sendo R$ 11,6 bilhões para mobilidade urbana e R$ 5,5bilhões para portos e aeroportos.Investimentos para a Copa do Mundo 2014 (R$ bilhões) Estádios 5,7 Mobilidade Urbana 11,6 Portos e Aeroportos 5,5 22,8 Edição Especial | Ano 2011 Total Infra Civil Telecom e energia 3,8 Segurança e saúde 4,6 Dados em: R$ bilhões Hotelaria 1,9 Fonte: Ministério da Fazenda Total Infra 33,1 Elaboração: Ministério da Fazenda 25
  23. 23. Ministério da FazendaBrasil se destaca em investimentos portuários Atividade EconômicaEntre os maiores projetos de investimentos em portos do mundo, o Brasil conta com a expansão do Portode Santos e a construção do Superporto de Açu no Rio de Janeiro, o maior empreendimento portuário daAmérica Latina.Nove Maiores Projetos de Portos do Mundo* (US$ bilhões)China Porto Yangshan 8,0Panamá Expansão do Canal do Panamá 6,5Holanda Expansão do porto de Roterdã 4,0China Dragagem do rio Yangtze 3,6 Edição Especial | Ano 2011Brasil 2,9 Expansão do porto de Santos (SP)Reino Unido Porto London Gateway 2,5Catar 2,0 Expansão do porto Ras Laffan Dados em: US$ bilhõesBrasil 1,8 Superporto do Açu (RJ) * Em fase final de preparação ou em andamentoOmã 1,0 Expansão do porto de Sohar Fonte: CG-LA, Anuário Exame 2011-2012 Elaboração: Ministério da Fazenda 26
  24. 24. Ministério da FazendaDestaque para os investimentos no setor de Petróleo e Gás Atividade EconômicaOs investimentos da Petrobras na construção de plataformas e navios-plataformas de petróleo também sãodestaques no Setor de Petróleo e Gás. Juntos eles somam 40 bilhões de dólares.Dez Maiores Projetos no Setor de Petróleo e Gás do Mundo* (US$ bilhões)Austrália Campo de gás Gorgon 44,0Austrália Campo de gás Pilbara 35,0Austrália Campo de gás Wheatstone 30,0Austrália Campo de gás Ichthys 30,0Brasil Plataformas da Petrobras (RJ-ES-SP) 25,0 Edição Especial | Ano 2011Canadá Oleoduto Keystone XL 20,0Nigéria Gasoduto Transsaariano 20,0Brasil 15,0 Navios Plataforma da Petrobras (ES-RJ-SP) Dados em: US$ bilhõesTurquia 11,3 Gasoduto Nabucco * Em fase final de preparação ou em andamentoIndonésia 10,0 Campo de gás Abadi Fonte: CG-LA, Anuário Exame 2011-2012 Elaboração: Ministério da Fazenda 27
  25. 25. Ministério da FazendaBrasil dispõe de amplo programa de investimentos em transportes Atividade EconômicaEntre os 16 maiores projetos de investimentos relacionados a transportes do mundo, o Brasil possui quatro:dois relacionados à ampliação da malha ferroviária, um ao sistema metroviário e outro à construção derodovias pelo País.Dezesseis Maiores Projetos em Transportes do Mundo* (US$ bilhões)China Novo aeroporto Kunming 23,1EUA Modernização do aeroporto O´Hare 15,0China Ferrovia Harbin-Dalian 14,0China Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau 10,7Malásia Ferrovia Kuala Lumpur-Vale Klang 10,3EUA 6,9 Transporte Ferroviário (Colorado)Brasil 6,7 Ferrovia Norte-Sul (GO-MA-MG-MS-PA-SP-TO) Edição Especial | Ano 2011Vietnã 5,7 Ferrovia Nha TrangEUA 5,3 Ponte Detroit River InternationalChina 5,0 Trem Xangai-HangzhouBrasil 4,3 Linha 5 do metrô paulistano Dados em: US$ bilhõesVietnã 4,0 Ferrovia subterrânea do rio HauBrasil 3,8 Trecho Norte do Rodoanel * Em fase final de preparaçãoVietnã 3,7 Rodoanel de Ho Chi Minh City ou em andamentoBrasil 3,4 Ferrovia Transnordestina (CE-PE-PI) Fonte: CG-LA, Anuário Exame 2 011-2012 Elaboração: Ministério da Fazenda 28
  26. 26. Ministério da FazendaInvestimentos expressivos no setor de energia elétrica Atividade EconômicaO setor energético também é prioridade para o Governo Brasileiro. Entre os quinze maiores projetos do setorno mundo, seis estão localizados no Brasil, com destaque para a construção da Usina de Belo Monte.Quinze Maiores Projetos no Setor de Energia Elétrica do Mundo* (US$ bilhões)China Campo eólico Jiuquan 18,2Brasil Hidrelétrica de Belo Monte (PA) 16,0Brasil Hidrelétrica São Luiz do Tapajós (PA) 12,6EUA Transmissão Green Power Express 12,0China Usina nuclear de Yangjiang 10,2Brasil Hidrelétrica de Santo Antônio (RO) 10,0Brasil Hidrelétrica de Jirau (RO) 8,2 Edição Especial | Ano 2011China Hidrelétrica de Xiluodu 6,8Canadá Hidrelétrica de Pace River 6,6Canadá Hidrelétrica Romaine 6,5China Hidrelétrica de Xiangjiaba 6,3Brasil Usina nuclear Angra 3 6,3 Dados em: US$ bilhõesÍndia Termelétrica Mundra 4,2 * Em fase final de preparaçãoColômbia 3,0 Hidrelétrica Pescadero ou em andamentoBrasil 2,5 Hidrelétrica Teles Pires (MT-PA) Fonte: CG-LA, Anuário Exame 2011-2012 Elaboração: Ministério da Fazenda 29
  27. 27. Ministério da FazendaInvestimentos: trem de alta velocidade Atividade EconômicaOs investimentos para a construção do trem de alta velocidade ligando as cidades do Rio de Janeiro, SãoPaulo e Campinas somarão aproximadamente R$ 35 bilhões. Este modelo de transporte beneficiará a todos.Trem de Alta Velocidade: Investimentos e Composição do Investimento (R$ bilhões e % do total) Trem de Alta 11,3% Desapropriações Velocidade 9,8% Sistemas e Equipamentos Total: R$ 34,6 bilhões* Edição Especial | Ano 2011 7,9% Dados em: R$ bilhões e % Fase 1 Fase 2 Material Rodante do total 71% * Valores estimados sujeitos a 6,7 bilhões 27,9 bilhões Obras Civis modificações Fonte: STN/Ministério da Fazenda Elaboração: Ministério da Fazenda 30
  28. 28. Ministério da FazendaConcessões de aeroportos geram maiores investimentos no setor Atividade EconômicaOs investimentos planejados para o transporte aeroportuário no Brasil aproximam-se de três bilhõesde reais, somente com as concessões dos aeroportos de Brasília, Guarulhos e Viracopos. Esse sistema deconcessões será importante para que a iniciativa privada também invista no crescimento do setor. O leilãobem sucedido mostrou o grande interesse do setor privado e o potencial de lucro aeroportuário.Concessão de Aeroportos: Investimentos Planejados (R$ bilhões) Brasília Guarulhos Viracopos Ampliação do terminal de Construção do terceiro Construção do terminal passageiros,pátio, sistema terminal, expansão do (1ª fase) e expansão do Edição Especial | Ano 2011 viário e embarque. embarque e construção embarque. da pista de táxi. Investimentos Planejados 2012 - 2014 2012 - 2014 2012 - 2014 Dados em: R$ bilhões R$ 627 milhões R$ 1,38 bilhão R$ 873 milhões Fonte: STN/Ministério da Fazenda Elaboração: Ministério da Fazenda 31
  29. 29. Economia Brasileira emPERSPECTIVA Emprego e Renda Ministério da Fazenda
  30. 30. Ministério da FazendaInclusão social e geração de empregos são destaques Emprego e RendaA taxa de desemprego atingiu o menor nível registrado pelo IBGE, em dezembro de 2011, alcançando 4,7%. Nãomenos importante é o crescimento da formalização no mercado de trabalho brasileiro. Desde 2003, o País criouquase 17,3 milhões postos formais de trabalho. Esse desempenho é ainda mais substancial quando contrastado como cenário adverso do mercado laboral das maiores economias do mundo. Ainda merece destaque a continuação doaumento na renda real dos trabalhadores, fator determinante para uma sensação de maior bem estar e otimismo doscidadãos brasileiros.O crescimento econômico com inclusão social e produtiva tem direcionado as políticas governamentais. Com oadvento do Busca Ativa, estratégia do Governo Federal para incluir a população extremamente pobre no Plano BrasilSem Miséria, 325 mil novas famílias passaram a receber os benefícios pagos pelo Bolsa Família em 2011, alcançando13,35 milhões de beneficiários em 2011. Edição Especial | Ano 2011 34
  31. 31. Ministério da FazendaDesigualdade de renda diminui Emprego e RendaO Índice de Gini, usado para medir a desigualdade de renda, tem caído continuamente nos últimos anos.A explicação vem da redução da desigualdade na renda do trabalho, da política de valorização do saláriomínimo, ao lado dos programas de transferência de renda e da estabilidade macroeconômica.Coeficiente de Gini* (média móvel em 12 meses)0,5650,5600,555 Edição Especial | Ano 2011 Dados em: média móvel em 12 meses0,550 * Pessoas de 10 anos ou mais de idade com base na renda0,545 per capita de todos os trabalhos 0,541 efetivamente recebida 0,540 Fonte: IBGE 11 Ag 09 ut 9 De 09 Fe 09 Ab 10 Ju 10 Ag 10 ut 0 De 10 Fe 10 Ab 11 1 11 11 0 1 01 Elaboração: Ministério da Fazenda 20 20 20 20 0 20 0 20 20 20 0 20 20 20 z2 r2 z2 r2 o n o v n o v n v Ag No Ju Ju O O 35
  32. 32. Ministério da FazendaPrograma Bolsa Família ajuda a combater a desigualdade Emprego e RendaO “Bolsa Família” é reconhecido como um dos programas mais eficientes em reduzir a pobreza focado nascamadas mais pobres da população. O programa tem contribuído significativamente para a redução dadesigualdade, abrangendo, com custo relativamente baixo, 13,3 milhões de famílias em dezembro de 2011.Programa de Transferência de Renda: Bolsa Família (% do PIB, R$ bilhões e milhões de famílias)20 0,5 17,0 0,415 13,3 0,3 Edição Especial | Ano 201110 0,2 Bolsa Família (% do PIB) Bolsa Família (R$ bilhões) 5 Nº de famílias (em milhões) 0,1 Dados em: % do PIB, R$ bilhões 0,20 0,27 0,32 0,34 0,35 0,38 0,38 0,41 e milhões de famílias 0 0,0 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011* Fonte: MDS Elaboração: Ministério da Fazenda 36
  33. 33. Ministério da FazendaSalário mínimo real cresceu mais de 66% nos últimos 10 anos Emprego e RendaA aceleração do crescimento nos últimos anos causou uma expansão significativa da renda per capita.Como resultado da política de valorização implementada pelo Governo, o valor do salário mínimo teve umaumento ainda mais significativo, tendo crescido 66% de 2002 a 2012. Em janeiro de 2012, o sálario mínimopassou de R$ 545 para R$ 622, o que poderá injetar mais de R$ 50 bilhões no nosso mercado interno.Evolução do Salário Mínimo Real (R$, média anual a preços de 2011) 800 700 600 % 500 al 66 to Re Aumen nal 2 11% 400 Nomi Edição Especial | Ano 2011 ste 300 Reaju 200 100 Dados em: R$, salário nominal 200 240 260 300 350 380 415 465 510 540 545 622 0 Fonte: DIEESE 02 03 4 5 06 07 08 09 10 11 11 12 00 00 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 Elaboração: Ministério da Fazenda 2 2 r r ai ai r r ar v n n ar n Ab Ab Ab Ab Fe Ja Ja Ja M M M M 37
  34. 34. Ministério da FazendaQueda acentuada do desemprego Emprego e RendaMesmo em cenário de menor crescimento da economia, o mercado de trabalho mostrou bom desempenho.Houve declínio da desocupação, que atingiu 4,7% no final do ano. Isto evidencia o dinamismo da economiabrasileira em um cenário distinto daquele vivido pelas economias avançadas.Taxa de Desemprego (% da população economicamente ativa) 14 13 12 11 10 Edição Especial | Ano 2011 9 8 7 6 Dados em: % da população 5 economicamente ativa 4 4,70 Fonte: IBGE 20 2 09 10 11 1 03 04 05 06 07 08 n 0 01 Elaboração: Ministério da FazendaJa z 20 20 20 20 20 20 20 20 20 z2 n n n n n n n nDe De Ja JaJa Ja Ja Ja Ja Ja 38
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