• Save
Calopsitas Mansas - www.calopsitabr.blogspot.com
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×
 

Calopsitas Mansas - www.calopsitabr.blogspot.com

on

  • 2,383 views

Criacao Comercial de Calopsitas.

Criacao Comercial de Calopsitas.

Statistics

Views

Total Views
2,383
Views on SlideShare
2,383
Embed Views
0

Actions

Likes
1
Downloads
0
Comments
0

0 Embeds 0

No embeds

Accessibility

Categories

Upload Details

Uploaded via as Adobe PDF

Usage Rights

© All Rights Reserved

Report content

Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
  • Full Name Full Name Comment goes here.
    Are you sure you want to
    Your message goes here
    Processing…
Post Comment
Edit your comment

    Calopsitas Mansas - www.calopsitabr.blogspot.com Calopsitas Mansas - www.calopsitabr.blogspot.com Document Transcript

    • RESPOSTA TÉCNICA Título Criação comercial de calopsitas Resumo Informa sobre criação comercial de calopsitas. Palavras-chave Calopsita; psitacídeo Assunto Agricultura e pecuária Demanda Deseja obter informações sobre criação comercial de calopsitas. Solução apresentada Originária da Austrália, a calopsita é um Psitacídeo da família das Cacatuas. Na natureza alimenta-se de sementes, além de frutos e insetos. Diferentemente dos outros Psitacídeos que preferem o topo das árvores, costuma alimentar-se no chão. Descrita cientificamente pela primeira vez em 1792, a Calopsita começou a fazer parte dos aviários europeus apenas em 1884 e teve maior expansão a partir de 1949 com o surgimento da primeira mutação, a Arlequim, na Califórnia. Figura 1 – Calopsita. Fonte: Portal - Família Pet <http://familiapet.uol.com.br/aves/aves/calopsita_ficha.htm > 1 Resposta Técnica produzida pelo Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas / SBRT http://www.sbrt.ibict.br
    • Mede cerca de 30 cm, é um psitacídeo da família das Cacatuas. Costuma se alimentar de sementes, mas os frutos e insetos também estão no seu cardápio. Gosta mesmo é de se alimentar no chão e não no topo das árvores como as outras aves de sua espécie. Quando criada em cativeiro, a reprodução acontece o ano todo. Já na natureza, costuma se reproduzir nas épocas de chuvas, até porque os alimentos aparecem mais fartamente. Procura geralmente um eucalipto que esteja próximo a água e faz seu ninho em algum buraco já existente na árvore. Figura 2 – Calopsita. Fonte: Animal Raro <http://www.animalraro.hpg.ig.com.br/aves/calopsita.htm > Suas cores: Na natureza a Calopsita é cinza com as bordas das asas brancas, bochechas vermelhas, crista amarelo – acinzentado nas fêmeas e, amarelo nos machos, que também apresenta a cabeça dessa cor. Os criadores chamam de padrão silvestre ou normal. Quando surgem aves mutantes na natureza, ostentando outras combinações de cores, dificilmente sobrevivem. Elas são vítimas mais fáceis de predadores, pois a coloração diferente ganha destaque e colabora para uma visualização mais rápida da ave. A partir do padrão silvestre, a criação selecionada fixou diversos padrões e também muitas variedades que se caracterizam pela mescla de padrões distintos. A crista do macho é diferente da fêmea. A dos machos costuma ser amarela, com a cabeça amarela e na fêmea costuma ser cinza amarelada e a cabeça cinza. Uma mancha vermelha circular, nas laterais das faces das Calopsitas, é uma característica, mas são sempre mais suaves nas fêmeas. O contraste da cor negra na cauda parece deixar as outras cores se sobressaírem ainda mais. Mas essa é uma característica só dos machos, pois as fêmeas misturam o negro e o amarelo, na parte mais baixa da cauda. São inúmeras as cores das Calopsitas. Muitas delas surgiram a partir da fixação de mutações feitas pelos criadores.As que são encontradas na natureza têm o corpo cinza com a borda das asas brancas. Podemos dizer que essas são as originais. Outras cores são: 2 Resposta Técnica produzida pelo Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas / SBRT http://www.sbrt.ibict.br
    • • Arlequim - parte das penas em cinza e amarelo claro, cabeça amarelo forte, bochechas vermelhas e crista amarela; • Canela - cor cinza substituída pelo marrom; • Cara Branca - macho com cabeça branca, crista cinza e bordas das asas brancas e fêmea com corpo cinza, bordas das asas brancas e face interior da cauda com estrias pretas e brancas; • Fulvo - olhos vermelhos, corpo canela pálido com difusão de amarelo suave e face amarelo forte; • Lutino - cor predominante branco com olhos e bochechas vermelhas e crista e cabeça amarelas; • Pérola - faces amarelas salpicadas de cinza, crista amarela riscada de cinza, penas das costas do branco ao amarelo, cauda amarela e peito e barriga listrados de amarelo e cinza; • Prata Recessivo - olhos vermelhos e corpo prateado e • Prata Dominante - olhos pretos, face e crista em tom de amarelos forte e bochechas vermelhas. Diferenças entre machos e fêmeas: • Padrão Normal: Macho tem cabeça amarela e crista um tom de amarelo mais forte. • Padrão Canela: Macho mais escuro; • Padrão Pérola: O macho maduro perde quase totalmente o perolado; • Padrão Lutino: Macho não tem estrias amarelas na face inferior da cauda; • Padrão Arlequim: Macho não tem listras e nem estrias amarelas na cauda. • Padrão Cara Branca: Macho tem cabeça branca; • Padrão Fulvo: É um dos padrões em que é mais difícil notar o dimorfismo. Via de regra, a fêmea tem cores mais brilhante; • Padrão Cara Amarela: A principal diferença é o amarelo da bochecha, que é mais forte no macho. Figura 3 – Calopsita. Fonte: Animal Raro <http://www.animalraro.hpg.ig.com.br/aves/calopsita.htm > Alimentação: Diariamente oferecer composto de 20% de alpiste, 50% de painço, 15% de arroz com casca, 10% de aveia e 5% de girassol; 3 Resposta Técnica produzida pelo Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas / SBRT http://www.sbrt.ibict.br
    • De duas a três vezes por semana, oferecer ração para cães, frutas e legumes em pedaços e verduras como couve, almeirão, espinafre, chicória, bem lavados. Em dias alternados, oferecer milho verde, mas se houver filhotinhos, passar a oferecer todos os dias. Os grãos germinados de girassol, painço, aveia com casca, milho seco, trigo e arroz sem casca, pão duro, os integrais e os secos também devem ser dados. Já a areia grossa e lavada e farinha de ostras ajudarão na digestão e serão excelentes fontes de cálcio. Ainda deve ser dado o carvão vegetal em pedaços ou moído, misturado com areia e com farinha de ostras. Os ossos de siba não devem ser esquecidos também. A alimentação dos filhotes é a mesma dos adultos, acrescida de milho verde diariamente. Reprodução: Na natureza reproduz-se nas épocas das chuvas, quando os alimentos são mais abundantes. Em cativeiro, a reprodução ocorre o ano todo. Faz seu ninho em buracos já existentes no tronco das árvores, geralmente em eucaliptos próximos à água. A Calopsita reproduz tanto se estiver em viveiro coletivo como se estiver apenas um casal no ambiente. Esta última opção é a mais simples e, portanto a mais recomendada. A idade mínima para o acasalamento é de um ano. Está apta a reproduzir o ano todo, mas o mais comum que o faça durante a primavera e o verão. O ideal é que não acasale mais de duas vezes ao ano, pois desgasta as aves. Instale na tela da gaiola ou do viveiro um ninho de madeira tipo caixa, medindo cerca de 35 cm X 20cm X 20cm (não há necessidade de oferecer material para forração). O macho se exibe para a fêmea, levantando a abaixando a crista, cantando e abrindo as asas. Então ele entra no ninho e a fêmea o segue. Durante cinco ou dez minutos, o macho esfrega a cloaca na da fêmea, que emite um som contínuo e baixo. Durante vários dias, o episódio pode repetir. A postura costuma se iniciar de uma a duas semanas após a união do casal. Normalmente são botados uma média de cinco ovos, com intervalos de cerca de dois dias. A incubação dos ovos varia de 17 a 22 dias. O macho deve permanecer com a fêmea, pois a ajuda a cuidar dos ovos e dos filhotes. Com oito semanas de vida, os filhotes devem ser transferidos para o “viveiro de filhotes”, que deve ser mais espaçoso que o dos adultos para permitir bastante exercício de vôo. As dimensões podem ser de 4m x 3m x 2m. Instalações: Gaiolões de 1 x 0,4 x 0,5 m para 1 casal, e um ninho de madeira do lado de fora compondo uma caixa horizontal com 20 x 20 cm de frente De preferência com uma entrada redonda e 35 cm de comprimento. Dois poleiros de diâmetros diferentes, variando de 1,5 a 2,5 cm, instalado em local ventilado, mas sem correntes de ar. É preciso que receba o sol da manhã. Já os viveiros devem ter de 3 x 1 x 2 m para 1 casal e de 4 x 3 x 2 m para os filhotes. Podem ser de tijolos de barro rebocados, de alvenaria, de placas de cimento, de blocos de cimento revestidos de argamassa, com cobertura de telhas de cerâmica em 1/3 do viveiro, protegendo os comedouros e ninho, tela galvanizada de cerca de ½ polegada e fio 18 e piso de concreto com escoamento para água. Dois poleiros de madeira, vasilhas de barro ou louça e uma 4 Resposta Técnica produzida pelo Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas / SBRT http://www.sbrt.ibict.br
    • separada para tomar banho. a ventilação e o recebimento da luz do sol devem ser idênticas as das gaiolas. Temperamento: Calopsitas podem assobiar e falar. Alguns especialistas dizem que elas podem apenas ou falar ou assobiar e outros especialistas dizem que elas apenas podem assobiar, não conseguindo falar. Mas isso varia de exemplar para exemplar. Algumas pessoas usam fitas cassetes, CDs e programas de computador para ensinar suas calopsitas a falar. São divertidos e leais ao bando, do qual o dono passa a fazer parte. Extremamente pacífica e dócil, seja com outras aves ou mesmo com seres humanos. Ela não é nada agressiva e se o viveiro não for muito pequeno, convive bem inclusive com aves menores. Mesmo sendo maior que os outros habitantes de um viveiro, a Calopsita não tenta dominar o local, afugentando as outras aves dos poleiros ou ninhos. Com pessoas, a relação também é amigável e participativa. É um bicho de estimação para toda a família. Elas se apegam às pessoas da casa e normalmente quando as vêem assobiam e se aproximam das grades da gaiola para as observarem de perto e acompanharem atentamente suas atividades. A única recomendação sobre o convívio entre Calopsitas e humanos é em relação às crianças pequenas e pouco acostumadas a lidar com aves. É preciso orientá-las para evitar que machuquem as Calopsitas caso as peguem na mão e também para que não as estressem com atitudes bruscas, como bater no viveiro ou gritar muito alto. Atitudes como essas deixam as aves apavoradas e desconfiadas com pessoas. As Calopsitas adoram assobiar – especialmente os machos. Quando se assobia para uma Calopsita, ela normalmente responde e inicia uma simpática “conversação”. Aprendem até a assobiar músicas. Ainda que não seja o forte da espécie, a Calopsita pode aprender a falar. Com muito treinamento é possível que emita pelo menos algumas palavras. O estilo dócil e interativo da Calopsita permite que ela tenha um convívio extremamente próximo aos donos. Se acostumada desde pequena ao contato com o homem, ela aceita ser pega na mão e ficar no ombro. Ainda que muitos criadores não recomendem criar a Calopsita solta, pois temem que seja pisada por alguém ou atacada por algum outro bicho, há muita gente que opta por isso, pelo menos por um tempo. Ativa e brincalhona, a Calopsita parece mesmo ser uma ave feliz. Estão sempre brincando, pulando de um poleiro para outro, subindo na grade ou divertindo-se na banheira. É muito gratificante ter Calopsitas, elas estão sempre em movimento, alegrando o ambiente. Mas, mesmo sendo adepta de muitas brincadeiras, as Calopsitas não costumam ser destrutivas. Diferente de alguns Psitacídeos que roem os poleiros e os brinquedos, a Calopsita não é de estragar os objetos que usa. Conclusões e recomendações Com sua beleza exótica destacada pela crista ereta, a Calopsita ornamenta o ambiente onde está. Torna-se ainda mais atraente por seu tamanho médio, de cerca de 30 cm, e grande diversidade de cores. Permite compor viveiros com diversidades de espécies, uma característica restrita à maioria das aves, aceitando com o seu temperamento pacífico também o convívio com pássaros menores. As qualidades vão além. Não incomoda a vizinhança por não ser barulhenta e pode nos trazer alegrias adicionais, aprendendo a falar e assobiar. É ainda fácil de criar, pois come pouco, reproduz-se com facilidade e não é destruidora, além de viver bastante, em média 20 anos. 5 Resposta Técnica produzida pelo Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas / SBRT http://www.sbrt.ibict.br
    • É uma ave muito fácil de criar e por isso é recomendada para iniciantes e para quem quer ter pouco trabalho. É resistente a doenças. São aves fortes, que raramente adoecem. Com tanta saúde, a Calopsita vive muito e comumente morre de velhice. Outra facilidade dessa ave é a procriação. Por ser criada há muito tempo em cativeiro, a Calopsita já está predisposta a reproduzir fora do ambiente natural sem grandes exigências. Não que a Calopsita dispense todas e quaisquer exigências para acasalar e botar ovos, mas as poucas de que precisa além de serem simples já são conhecidas, eficientes e estão divulgadas em literatura. O fato de o macho e a fêmea diferirem fisicamente na maioria das mutações auxilia muito quando se pretende formar um casal. A Calopsita também é uma ótima mãe. Não é daquelas que rejeitam chocar os ovos ou cuidar dos filhotes e acabam por transferir ao dono parte das tarefas da maternidade. Muito pelo contrário. Até na dieta a Calopsita simplifica a vida dos donos e criadores. É composta principalmente por ração e sementes, que se encontra com facilidade nas lojas, e os complementos são comuns, como frutas e verduras. Existe publicada em nosso Portal (<http://sbrt.ibict.br>), Resposta Técnica sobre psitacídeo. Basta digitar a palavra psitacídeo no campo palavra-chave e clicar em busca. Ou acessá-la através do link abaixo: Informações sobre as exigências da legislação para a criação comercial de psitacídeos: requisitos básicos da criatória em si, espécies permitidas e procedimentos para o registro de criação. http://sbrt.ibict.br/upload/sbrt2749.html Recomenda-se que o cliente busque informações complementares através de todos os sites citados nessa resposta técnica. É importante, se possível, contar com o apoio de um profissional especialista na área, para elaboração de um projeto adequado às condições desejadas. Para maiores informações sobre o assunto, recomenda-se que entre em contato com a Embrapa Aves e Suínos: Embrapa Suínos e Aves End.: Rod. BR 153, km 110, Vila Tamanduá. Concórdia - SC. Telefax: (49) 3441-0400 E-mail: sac@cnpsa.embrapa.br Site: <http://www.cnpsa.embrapa.br> Fontes consultadas ANIMAIS raros: Calopsita. Disponível em: <http://www.animalraro.hpg.ig.com.br/aves/calopsita.htm > Acesso em: 24 out. 2006. FAMÍLIA Pet: Calopsita. Disponível em: <http://familiapet.uol.com.br/aves/aves/calopsita_ficha.htm > Acesso em: 24 out. 2006. SERVIÇO BRASILEIRO DE RESPOSTAS TÉCNICAS. Informações sobre as exigências da legislação para a criação comercial de psitacídeos: requisitos básicos da criatória em si, espécies permitidas e procedimentos para o registro de criação. São Paulo, Disque- Tecnologia/CECAE/USP, Maio 2006. Disponível em: <http://sbrt.ibict.br/upload/sbrt2749.html > Acesso em: 23 out. 2006. Elaborado por 6 Resposta Técnica produzida pelo Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas / SBRT http://www.sbrt.ibict.br
    • Patrícia Regina Cardoso da Silva Nome da Instituição respondente Rede de Tecnologia da Bahia - RETEC/BA Data de finalização 23 out. 2006 7 Resposta Técnica produzida pelo Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas / SBRT http://www.sbrt.ibict.br