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  • 1. Compilado por AlvaroSS Versão Completa - Agosto/2006 alvaroclip@hotmail.com Este material é todo extraído de textos encontrados na WEB. É gratuito e com o intuito de ajudar os criadores. Caso o autor de algum artigo queira sua autoria destacada ou removida, me avise.
  • 2. SUMÁRIO Ficha Técnica .................................................................................................................... 1 Introdução........................................................................................................................ 1 Origem e Natureza........................................................................................................... 1 Características................................................................................................................... 2 Comportamento .............................................................................................................. 2 Comentários .................................................................................................................. 3 Cuidados gerais com Calopsitas mansas............................................................................... 4 Cores e Sexo ..................................................................................................................... 5 Original ........................................................................................................................ 5 Outras cores .................................................................................................................. 5 Diferenças entre machos e fêmeas........................................................................................ 6 Determinação do Sexo ...................................................................................................... 6 Fotos de Padrões e Mutações .............................................................................................. 7 Alimentação.....................................................................................................................11 Receitas de Farinhada (papa).............................................................................................12 Alimentação dos filhotes...................................................................................................12 Comida sem Fezes ..........................................................................................................13 Instalação........................................................................................................................13 Reprodução......................................................................................................................13 Cuidando dos filhotes ......................................................................................................14 Consangüinidade em aves .................................................................................................15 Ovos ...........................................................................................................................15 Verificando se os ovos estão galados .................................................................................15 Criação...........................................................................................................................17 Banho .........................................................................................................................17 Corte das asas ...............................................................................................................17 Passo a passo .............................................................................................................20 O Verão e o Calor ...........................................................................................................21 Viajar com a sua Ave .......................................................................................................22 Como integrar novas aves .................................................................................................23 Amansamento e Bicadas ...................................................................................................23 Como escolher uma ave saudável ........................................................................................24 Links Úteis.......................................................................................................................25 Reportagem .....................................................................................................................25 Perguntas e Respostas .........................................................................................................26 Amansamento e Comportamento.........................................................................................26 Saúde .........................................................................................................................27 Reprodução e Sexagem ....................................................................................................30 Guia de Saúde...................................................................................................................32 Como saber se meu pássaro está doente?...............................................................................32 Primeiros Socorros ..........................................................................................................32 Aumento no consumo de água .........................................................................................32 Perda de apetite.........................................................................................................33 Aumento no apetite .....................................................................................................33 Perda de peso ............................................................................................................33 Ganho de peso ...........................................................................................................34 Aleijamento...............................................................................................................34 Alergias....................................................................................................................34 Inchaços ...................................................................................................................34 Careca .....................................................................................................................34 Regurgitação..............................................................................................................35 Diarréia....................................................................................................................35 Constipação...............................................................................................................35 Espirros e secreção nasal...............................................................................................35 Respiração curta .........................................................................................................35 Problemas no bico .......................................................................................................36 Problemas nos olhos.....................................................................................................36 Auto-mutilação (arrancamento de penas) ...........................................................................36 Berros......................................................................................................................37
  • 3. Agressão e bicadas.......................................................................................................37 Descoordenação..........................................................................................................37 Sangramento..............................................................................................................38 Piolho......................................................................................................................38 Vermífugo.................................................................................................................38 Ovo preso .................................................................................................................38 Envenenamento ..........................................................................................................39 Queimaduras..............................................................................................................39 Choque por calor.........................................................................................................39 “Pesadelos” noturnos ...................................................................................................39 Pediatria (problemas comuns em filhotes) ..........................................................................39 Problemas mais comuns....................................................................................................40 Sistema digestivo ........................................................................................................40 Sistema tegumentar.....................................................................................................40 Sistema locomotor.......................................................................................................41 Doenças mais comuns ......................................................................................................41 Psitacose ou Chlamidiose ou Febre dos psitacídeos................................................................41 Giardíase..................................................................................................................42 Aspergillosis ..............................................................................................................42 Coccidiose aviária .......................................................................................................42 Infecções virais...........................................................................................................43 Infecções respiratórias .................................................................................................43 Degeneração hepática ..................................................................................................43 Deficiências nutricionais ...............................................................................................43 Alertas e toxinas ............................................................................................................43 Gatos.......................................................................................................................43 Perigos caseiros comuns ................................................................................................44 Comidas tóxicas..........................................................................................................44 Brinquedos perigosos....................................................................................................44 Gaiolas.....................................................................................................................44 Analisando os excrementos de sua ave ..................................................................................45 Fezes.......................................................................................................................45 Urina.......................................................................................................................45 Problemas que afetam o sistema digestivo..........................................................................45 A Queda de Penas Nos Psitacídeos ..........................................................................................48 Causas Possíveis .............................................................................................................48 Problemas Médicos ......................................................................................................48 Causas Emocionais.......................................................................................................50 Falta de Água e Luz Solar ..............................................................................................50 Alterações Ambientais desencadeadoras de Stress.................................................................50 Tratamento para Aves que Arrancam as Penas.........................................................................51 Anatomia e Fisiologia Geral ..................................................................................................52 Ovos ...........................................................................................................................52 Penas..........................................................................................................................52 Princípios Básicos na Criação Profissional de Psitacídeos................................................................53 Começando a Criação ......................................................................................................53 A Escolha das Aves ..........................................................................................................55 Quarentena ..................................................................................................................55 Alimentação..................................................................................................................55 Reprodução ..................................................................................................................56 Manutenção da Saúde ......................................................................................................57 Fotos de Parentes ..............................................................................................................58
  • 4. 1 Ficha Técnica Classe: Aves Ordem: Psittaciformes Família: Cacatuidae Gênero: Nymphicus Espécie: Nymphicus hollandicus Nacionalidade: Austrália Nome Científico: Nymphicus hollandicus Nome Comum: calopsita, cockatiel (inglês), caturra (Portugal) Habitat: Cursos de água, regiões com crescimento de gramíneas e terras abertas. Alimentação: Sementes, aveia, frutas, verduras, osso de siba e farinha de ostra. Tamanho: 30 a 35 cm Canto: Sim Média de Vida: 20 anos, máximo 25 Convivência: Não territorialista Postura: 4 a 6 ovos Incubação: 17 a 23 dias Reprodução: Agosto a Janeiro Ninho: Caixa de madeira; 20 x 20 x 30 cm Instalação: Gaiola - 100 x 40 x 50 cm ou viveiros maiores, se forem mansas a gaiola não precisa ser tão grande As calopsitas têm seu nome derivado de uma palavra alemã "kakatielje", que significa "pequena cacatua". O nome científico é Nymphicus hollandicus, que significa "Deusa da Nova Holanda", antigo nome da Austrália (entre 1700-1800). Introdução Com sua beleza exótica destacada pela crista ereta, ornamenta o ambiente onde está. Torna-se ainda mais atraente por seu tamanho médio, de cerca de 30 cm, e grande diversidade de cores. Permite compor viveiros com diversidades de espécies, uma característica restrita à maioria das aves, aceitando com o seu temperamento pacífico também o convívio com pássaros menores. As qualidades vão além. Não incomoda a vizinhança por não ser barulhenta e pode nos trazer alegrias adicionais, aprendendo a falar e assobiar. É ainda fácil de criar, pois come pouco, reproduz-se com facilidade e não é destruidora, além de viver bastante, em média 20 anos. A Calopsita é bonita, fácil de criar e muito calma. Se acostumada desde filhote, aprende a comer na mão e a assobiar. Muitas gracinhas e surpresas ela pode lhe oferecer. Deve tomar sol de manhã. Resumo: linda e majestosa, sua beleza encanta os lares. A Calopsita mais parece com um ornamento para sua casa, de tão bela que é. É bonita, calma, fácil de criar, vive bastante e come pouco. Origem e Natureza Originária da Austrália é um Psitacídeo da família das Cacatuas. Na natureza alimenta-se de sementes, além de frutos e insetos. Diferentemente dos outros Psitacídeos que preferem o topo das árvores, costuma alimentar-se no chão. Em 1838, John Gould, ornitólogo inglês, autor bem sucedido de livros sobre história natural, enfocando principalmente aves, visitou a Austrália objetivando conhecer sua fauna, até então pouco conhecida e realizar ilustrações de aves. Foi a partir de seu retorno em 1840, através dos livros e ilustrações divulgadas, que o público teve sua atenção chamada para a beleza das aves daquele continente, especialmente a Calopsita. Ainda é creditado a esse pesquisador o fato de ter sido a primeira pessoa a levar Calopsitas para fora da Austrália, contribuindo decisivamente para divulgação da espécie.
  • 5. Por volta de 1884, a Calopsita já se encontrava bem estabelecida nos aviários europeus. Entretanto, a disseminação maciça dessa ave somente ocorreu a partir do surgimento da primeira mutação de cor, o arlequim, pouco antes de 1950. A partir daí, outros padrões de cores foram sendo fixados, ganhando então a Calopsita enorme popularidade, igualando-se, praticamente, àquela do periquito australiano. Descrita cientificamente pela primeira vez em 1792, a Calopsita começou a fazer parte dos aviários europeus apenas em 1884 e teve maior expansão a partir de 1949 com o surgimento da primeira mutação, a Arlequim, na Califórnia. Características Por ser muito fácil de criar é recomendada para iniciantes e para quem quer ter pouco trabalho. É resistente a doenças. São aves fortes, que raramente adoecem. Com tanta saúde, a Calopsita vive muito e comumente morre de velhice. Outra facilidade dessa ave é a procriação. Por ser criada há muito tempo em cativeiro, a Calopsita já está predisposta a reproduzir fora do ambiente natural sem grandes exigências. Não que a Calopsita dispense todas e quaisquer exigências para acasalar e botar ovos, mas as poucas de que precisa, além de serem simples, já são conhecidas, eficientes e estão divulgadas em literatura. São pássaros médios que requerem muito tempo e muita atenção, mas isso não significa que você se desfaça dele para adquirir outro pássaro. Você realça sua família com esse pássaro. A Calopsita geralmente mede 30 cm de comprimento e podem viver bons vinte anos, se for bem cuidada, com dieta balanceada e atividades. Sua dieta consiste de sementes, frutas frescas e muita água fresca. Não é inconveniente, é um pássaro reacionário. São ótimos pássaros e podem ser deixados sozinhos por curtos períodos de tempo. Uma coisa sobre elas é que, como todos os pássaros, elas podem lhe bicar. Comportamento Temperamento: calma e pacífica, se acostumada a comer na mão desde pequena, pode aprender a assoviar. É adaptável com aves de outras espécies. Têm a capacidade de aprender a falar e assobiar, desde que sejam treinadas desde filhotes. Alguns especialistas dizem que elas podem apenas ou falar ou assobiar e outros especialistas dizem que elas apenas podem assobiar, não conseguindo falar. Mas isso varia de exemplar para exemplar. Algumas pessoas usam fitas cassetes, CDs e programas de computador para ensiná-las a falar. “Ensinando a falar e assobiar: se você alimentar na mão desde filhote, criar sozinho e exercitar diariamente as falas e os assobios, poderá se surpreender com a graça da Calopsita.” Extremamente pacífica e dócil, seja com outras aves ou mesmo com seres humanos. Ela não é nada agressiva e se o viveiro não for muito pequeno, convive bem inclusive com aves menores. Mesmo sendo maior que os outros habitantes de um viveiro, a Calopsita não tenta dominar o local, afugentando as outras aves dos poleiros ou ninhos. Permite compor viveiros com diversidade de espécies, em especial pássaros de menor porte, como o periquito australiano e o diamante-gold. Com pessoas, a relação também é amigável e participativa. É um bicho de estimação para toda a família. Elas se apegam às pessoas da casa e normalmente quando as vêem assobiam e se aproximam das grades da gaiola para as observarem de perto e acompanharem atentamente suas atividades. 2
  • 6. 3 É um dos pássaros perfeitos para quem quer uma relação mais íntima com uma ave. São divertidos e leais ao bando, do qual o dono passa a fazer parte. A única recomendação sobre o convívio com seres humanos é em relação a crianças pequenas e pouco acostumadas a lidar com aves. É preciso orientá-las para evitar que machuquem as s caso as peguem na mão e também para que não as estressem com atitudes bruscas, como bater no viveiro ou gritar muito alto. Atitudes como essas deixam as aves apavoradas e desconfiadas com pessoas. Adoram assobiar – especialmente os machos. Quando se assobia para uma, ela normalmente responde e inicia uma simpática “conversação”. Aprendem até a assobiar músicas. Ainda que não seja o forte da espécie, a Calopsita pode aprender a falar. Com muito treinamento é possível que emita pelo menos algumas palavras. O estilo dócil e interativo permite que ela tenha um convívio extremamente próximo aos donos. Se acostumada desde pequena ao contato com o homem, ela aceita ser pega na mão e ficar no ombro. Ainda que muitos criadores não recomendem criar a Calopsita solta, pois temem que seja pisada por alguém ou atacada por algum outro bicho, há muita gente que opta por isso, pelo menos por um tempo. Ativa e brincalhona parece mesmo ser uma ave feliz. Estão sempre brincando, pulando de um poleiro para outro, subindo na grade ou divertindo-se na banheira. É muito gratificante ter Calopsitas, elas estão sempre em movimento, alegrando o ambiente. Mas, mesmo sendo adepta de muitas brincadeiras, as Calopsitas não costumam ser destrutivas. Diferente de alguns Psitacídeos que roem os poleiros e os brinquedos, a Calopsita não é de estragar os objetos que usa. São aves monogâmicas, que devem ser criadas aos pares. Para identificar o sexo da sua Calopsita você deve apalpar a região anal. Se houver espaçamento entre os ossos ela é fêmea, pois esse espaço é necessário para por os ovos, e se não tiver espaço entre os ossos é macho. Não é preciso ter medo de apalpar a Calopsita por que isso não a machucará. Caso você tenha medo de machucá-la é melhor levar para alguém especializado, leve-a de preferência na loja que você a comprou. Comentários A Calopsita é uma das aves mais criadas no mundo, é a menor da família das cacatuas. É muito inteligente e se for criada na mão se torna muito dócil, aprendendo a assobiar músicas. O macho, apesar de não ser comum, pode aprender até a falar. Nos EUA a maiorias das Calopsitas vendidas são mansas, ou seja, criadas na mão para se tornarem verdadeiras mascotes, indicado inclusive para crianças por se tornarem muito dóceis. Essa é uma ave ideal para se ter como animal de estimação. Devemos manter sempre as penas da ponta de uma das asas cortadas para evitar que com um barulho ou movimento brusco ela assuste e voe para longe, para isso basta cortar as penas na metade do comprimento, isso não dói é como cortar nossos cabelos, verifique sempre se cresceu alguma pena nova quando isso acontecer corte novamente. A ave pelo simples fato de mudar de local já se estressa; pode-se colocar durante os 3 primeiros dias, misturado na água, açúcar de uva (dextrose), caso ela fique muito parada, quieta e/ou tremendo muito. Quanto mais solta, mais mansa ira ficar a sua calopsita, porem ela deve ter uma gaiola, com fácil acesso para poder dormir, comer e etc. Ficar muitas horas soltas (no começo) pode causar stress na ave, procure nos primeiros dias solta-la por 10 minutos e ir aumentando esse tempo gradualmente. Mantenha uma rotina com a ave, assim alem de se acostumar mais rápido ao ambiente, ela saberá a hora de sair da gaiola, de comer, de dormir e etc. Respeite o horário do sono (eles dormem a partir das 18h30/19h00) colocando-a num ambiente tranqüilo e sem luz acesa. Pode-se cobrir a gaiola com um pano. Evite deixar a gaiola em locais barulhentos e com correntes de ar, elas podem ficar estressadas e doentes.
  • 7. As calopsitas ficam constantemente se “limpando” (organizando as penas e se coçando), algumas gostam de tomar banhos em banheirinhas grandes (colocadas no fundo da gaiola) e outras preferem que borrifem água nelas. O ato de se limpar significa saúde. Calopsitas podem ser mantidas sozinhas, mas necessitarão de muita atenção e distração para evitar que fiquem entristecidas. Por outro lado, elas apreciam bastante a companhia de outra Calopsita. Nesse caso, por serem geniosas, tendem a se agrupar tornando-se mais independentes. Pessoas que possuem maior disponibilidade de tempo para dedicar a essa ave, mantendo um relacionamento com base na confiança e respeito mútuos, poderão na maioria das vezes, manter até mesmo um casal como excelente companhia. Uma ave sozinha tende a ser mais carente e, com isso, mais dócil com seu dono. Entretanto, podem ser bastante territorialistas, uma companhia de uma outra Calopsita deverá ser introduzida o mais cedo possível, pois quando adultas, necessitarão de um tempo de adaptação (não mais de um mês) sem contato físico (em gaiolas separadas) e depois de juntas, durante algum tempo será preciso bastante atenção para evitar possíveis brigas. Algumas vezes, será indicada uma separação temporária para mais um período de adaptação em gaiolas diferentes, para então depois de alguns dias, poder repetir o processo de união. Cuidados gerais com Calopsitas mansas Quando você adquirir uma Calopsita mansa lembre-se que você deve manuseá-la com carinho, pois ela deve sentir prazer em ser manuseada, caso contrário ela pode se tornar arisca e relutar em ficar na sua mão. Nos primeiros dias na nova casa, pegue várias vezes por dia por um período não maior que 15 minutos cada vez, para não estressá-la. É normal que ela relute um pouco em ficar na sua mão. Caso ela pule da mão não corra atrás dela - tente pegá-la com delicadeza, dessa forma você mostrará que é um amigo e não um agressor. Em pouco tempo ela estará bem a vontade com você e não tentará mais pular da sua mão. Lembre-se que interagir com ela é muito importante, pois as Calopsitas são aves sociais e necessitam de companhia - como foram criadas na mão desde bem pequenas elas nos consideram como sendo da sua própria espécie. Apesar de ser mansa, ela deve ter uma gaiola para poder descansar, se alimentar etc., além do que não é aconselhável deixá-la o tempo todo solta, principalmente sozinha. Devemos colocar alguns brinquedos em sua gaiola para que ela se exercite e se distraia. Não se deve superalimentar as Calopsitas mansas, nem dar doces e outros alimentos principalmente os que contenham muita gordura, pois como elas não se exercitam voando, têm tendência a obesidade. Devemos manter sempre as penas da ponta de uma das asas cortadas para evitar que com um barulho ou movimento brusco ela assuste e voe para longe. Basta cortar as penas na metade do comprimento, isso não dói e é como cortar nossos cabelos. Verifique sempre se cresceu alguma pena nova, quando isso acontecer corte novamente. 4
  • 8. 5 Cores e Sexo As inúmeras cores existentes hoje são decorrentes da fixação de mutações feitas pelos criadores, diversas surgidas nos últimos 15 anos, algumas muito recentes e difíceis de encontrar nas lojas. Original A Calopsita é encontrada na natureza na cor cinza com as bordas das asas brancas. O macho tem crista e cabeça amarelas e a fêmea tem crista cinza amarelado e a cabeça cinza. Ambos têm as bochechas vermelhas, mas a da fêmea é mais clara. A cauda do macho é preta e a da fêmea intercala o preto com o amarelo. É o que os criadores chamam de padrão silvestre ou normal. Quando surgem aves mutantes na natureza, ostentando outras combinações de cores, dificilmente sobrevivem. Elas são vítimas mais fáceis de predadores, pois a coloração diferente ganha destaque e colabora para uma visualização mais rápida da ave. A partir do padrão silvestre, a criação selecionada fixou diversos padrões e também muitas variedades que se caracterizam pela mescla de padrões distintos. O contraste da cor negra na cauda parece deixar as outras cores se sobressaírem ainda mais. Mas essa é uma característica só dos machos, pois as fêmeas misturam o negro e o amarelo, na parte mais baixa da cauda. Outras cores Padrão Canela: parecido com o padrão Normal, mas difere na cor do corpo, que é marrom em vez de cinza, e na tonalidade mais clara das pernas e dos olhos. Padrão Pérola: de forma geral, apresentam na cabeça duas manchas vermelhas laterais, as faces são amarelas salpicado de cinza, a crista amarela é riscada de cinza, as penas das costas podem variar do branco ao amarelo. As penas das asas são cinza com faixas amarelas. A cauda é amarela, o peito e a barriga, listrados de amarelo e cinza. Padrão Lutino: o branco predomina no corpo. Os olhos são vermelhos, os pés rosados, a crista amarela, o bico marfim, a cabeça amarelada com bochechas vermelhas. Nas asas e na cauda também há um pouco de amarelo. Padrão Arlequim: padrão bem variável que pode ser parecido ao padrão normal ou até apresentar pouquíssimo cinza e, sim, o amarelo claro. A cabeça é amarela forte, bochechas vermelhas e crista amarela. Padrão Cara Branca: as cores dominantes são o cinza escuro, o preto e o branco. O macho tem cabeça branca, crista cinza e bordas das asas brancas. A fêmea tem o corpo cinza, bordas das asas brancas e face interior da cauda com estrias pretas e brancas. Padrão Fulvo: semelhante ao padrão canela. A cor predominante no corpo é canela pálida, com manchas de amarelo suave e com a face amarelo forte. Os olhos são vermelhos. Padrão Prata: há duas formas distintas. A chamada recessiva e a dominante. Na recessiva, os olhos são vermelhos e o cinza do corpo é prateado. As demais características são iguais à do padrão normal. São raras. Na dominante o tom do corpo é prateado pastel. Os olhos são pretos, as penas cinza e as faces e a crista são amarelo forte. Padrão Cara Amarela: é muito semelhante ao padrão silvestre. A principal diferença é a cor da bochecha. Em vez de ser vermelha é amarela. Ainda não há notícia de sua existência no Brasil. Outras: Esmeraldo-Oliva e diversas mutações.
  • 9. Diferenças entre machos e fêmeas Padrão Normal: macho tem cabeça amarela e crista amarelo mais forte. Padrão Canela: macho mais escuro. Padrão Pérola: macho maduro perde quase totalmente o perolado. Padrão Lutino: macho não tem estrias amarelas na face inferior da cauda. Padrão Arlequim: macho não tem listras e nem estrias amarelas na cauda. Padrão Cara Branca: macho tem cabeça branca. Padrão Fulvo: é um dos padrões em que é mais difícil notar o dimorfismo. Via de regra, a fêmea tem cores mais brilhantes. Padrão Cara Amarela: A principal diferença é o amarelo da bochecha, que é mais forte no macho. Padrão Prata: diferencia-se da mesma forma que o padrão normal. Determinação do Sexo A maioria das Aves de Companhia, nomeadamente os Psitacídeos, não apresenta dimorfismo sexual, ou seja, o macho e a fêmea apresentam as mesmas características físicas e não nos é possível diferenciá-los. As diferenças nas cores e padrões podem ajudar, mas nunca darão 100% de certeza. Outro meio é o exame do osso íleo, perto da cloaca. As fêmeas possuem um espaço maior entre eles para que possam colocar os ovos. Um dos meios para determinar o sexo destes animais é a análise do DNA através de uma técnica molecular, denominada PCR (polimerase chain reaction). O DNA encontra-se no núcleo das células e contém a informação genética e mapa cromossómico de cada espécie. No caso das aves os machos apresentam dois cromossomos sexuais iguais entre si, o que significa que são homozigóticos (ZZ) e as fêmeas são heterozigóticas (ZW). Esta prova molecular requer uma quantidade mínima de ADN para avaliação, que pode ser obtido através de uma pequena amostra de sangue (o que a torna válida mesmo para pequenas espécies). É uma prova não invasiva e pouco traumática, não implica anestesia, pode ser realizada desde os primeiros dias de vida e sem riscos para a ave. É simples e rápida, com uma confiabilidade de cerca de 100%. 6
  • 10. Fotos de Padrões e Mutações Cinza Normal – padrão silvestre Esquerda: fêmea, direita: macho Macho e fêmea Macho Fêmea Machos Cinza Normal X Cinza Pastel Face (machos) Pastel Canela (esquerda: fêmea, direita: macho) Cara Branca Cinza Macho e filhotes Macho 7
  • 11. Prata Esquerda: fêmea, direita: macho Prata Cara Branca Prata Arlequim (rara) Pérola Canela Cara Branca Canela Fêmea Arlequim Canela Arlequim Pérola Cinza Esmeraldo Oliva Esquerda: fêmea, direita: macho 8
  • 12. Lutino Pérola-Lutina Fulvo Pérola Cinza Pérola Cinza-Branco Pérola Arlequim Cinza Fulvo Arlequim (rara) Arlequim Cinza Pastel Face Lutino (rara) Canela Pérola Prata Cara Branca Arlequim Canela 9
  • 13. Cara Branca Fulvo Prata Cara Branca Ino (Albino) Cara Branca Pérola Arlequim Cara Branca Silver (Prata) Cara Branca Pérola Canela Cara Branca Arlequim Cinza Pastelface Prata Cara Branca Prata Perola Recessivo Arlequim Amarelo 10
  • 14. 11 Alimentação Costuma se alimentar de sementes, mas os frutos e insetos também estão no seu cardápio. Gosta mesmo é de se alimentar no chão e não no topo das árvores como as outras aves de sua espécie. No cativeiro, a dieta da Calopsita simplifica a vida dos donos e criadores. É composta principalmente por ração e sementes, encontradas com facilidade nas lojas, e os complementos são comuns, como frutas e verduras. Os grãos germinados de girassol, painço, aveia com casca, milho seco, trigo e arroz sem casca, pão duro, os integrais e os secos também devem ser dados. Já a areia grossa e lavada e farinha de ostras ajudarão na digestão e serão excelentes fontes de cálcio. Ainda deve ser dado o carvão vegetal em pedaços ou moído, misturado com areia e com farinha de ostras. Os ossos de siba não devem ser esquecidos também. Diariamente oferecer composto de 20% de alpiste, 50% de painço, 15% de arroz com casca, 10% de aveia e 5% de girassol. Uma, duas ou três vezes por semana, oferecer ração para cães, frutas (maçãs em pequenos pedaços), legumes em pedaços e verduras como couve, almeirão, espinafre, chicória, bem lavados. Em dias alternados, oferecer milho verde, mas se houver filhotinhos, passar a oferecer todos os dias. Com relação às frutas, restringir a oferta de frutas muito ácidas ou doce/gordurosas demais (limão, laranja, manga, abacate). Retirar as sementes de frutas é interessante, pois algumas (como as de maçã ou pêra) podem ser tóxicas para a ave. As verduras/legumes podem ser oferecidos crus e evitar a oferta excessiva de folhas escuras (excesso de ferro) e não oferecer alface (causa diarréia). Grãos como o grão-de-bico, soja, lentilha e feijão podem ser oferecidos cozidos e sem tempero. A espiga de milho pode ser dada inteira, devendo somente ser escaldada antes em água quente. Cuidado com o excesso de semente de girassol ou amendoim. São muito gordurosos (problemas no fígado e obesidade), além de possuírem um fungo (toxinas) que podem causar doença nas aves. Prefira castanhas como nozes, avelã, amêndoa ou castanha do Pará. O ideal é oferecê-las 2 vezes por semana. Queijo branco, ração de cachorro, ovo cozido podem ser oferecidos de vez em quando, como alternativas de fontes protéicas. A pimenta dedo-de-moça é importante fonte de vitamina C. Rações comerciais (peletizadas/extrusadas), atualmente são boas opções. Suplementações vitamínicas não devem ser esquecidas. Às vezes, dependendo do que foi oferecido as aves, as fezes saem com a coloração alterada. Resumo 50% de painço; 20% de alpiste; 15% de arroz com casca; 10% de aveia com casca; 5% de sementes de girassol; milho verde seco em dias alternados; ração para cães 2 vezes por semana; frutos (maçã, pêra, banana, menos abacate), legumes e verduras: 2 vezes por semana; pão duro, seco e em pedaços de preferência o integral à vontade, torradas; Barrinha de cereais para calopsitas
  • 15. 12 Legumes e Verduras: brócolis, dente de leão, rúcula, couve, folha de beterraba, radice, espinafre, almeirão, chicória, pesto ou manjericão, vinagre (as folhas vermelhas), folhas da beterraba, folha de batata doce, chuchu cru, jiló, cenoura, abóbora, guaco, hortelã, hortaliças e chás verdes (ao natural) e etc. Nunca dê alface, tomate ou berinjela; A semente da abóbora é vermífuga e elas adoram. Semente de melão também, é só lavar e secar que elas devoram. As sementes de maçã são venenosas. Farinhada; Grão de Bico, colocado de molho na água por duas horas; Metades de tijolos velhos de barro, fervidos na água com uma colher de sopa cheia de sal, deixa-se nas gaiolas para eles roerem. Receitas de Farinhada (papa) Hoje existem papinhas comerciais – em forma de pó – que diluídas em água, estão prontas para uso. Papinhas com leite são contra-indicadas. Farinhada básica é de um ovo cozido amassado para duas colheres de farinha de milho (fina = fubá ou média). Outra farinhada: para cada ovo cozido amassado + 1 colher de sopa de proteína de soja texturizada + 1 colher de sopa bem cheia de farinha de milho média + 1 colher de sopa bem cheia de milheto. Dar 1 vez por semana. Pode-se eventualmente acrescentar uma pitada de levedura de cerveja (rica em complexo B). Experimentar colocar Mucilon junto com o ovo cozido. Espremer uma cenoura cozida junto com o ovo. Beatriz F. Milioli Farinhada básica: um ovo cozido descascado e amassado com garfo, para duas colheres de sopa de farinha de milho (fubá) média. Farinhada incrementada: um ovo cozido descascado e amassado, para uma colher cheia de fubá, mais uma colher de sopa de soja texturizada média ou fina, e mais uma pitada de Penavit Plus em pó. Cesar Del Rio Farinha de rosca 20%, Neston (Floco de cereais – trigo, cevada e aveia)- 60%, Farinha Láctea – 20% Para cada quilo de farinhada pronta acrescentar 45 gramas de pré-mix (aminoácidos essenciais) encontrado em lojas de animais e 45 gramas de fosfato bi-cálcico. Para cada quatro colheres (sopa) das farinhas acrescentar um ovo cozido triturado. Paulo Franco 1 Kg de farinha de rosca, 1 Kg de farinha de mandioca, 1 Kg de farinha de milho (sugestão da Bea), 3 colheres de sopa de casca de ovo moída no liquidificador (bem miúda), 5 ovos espremidos em peneira (gema e clara), água. Forma de preparo: misturo tudo até tomar um formato uniforme. Vou adicionando água para que a farinhada fique úmida e sirvo para todas as aves do meu plantel. Alimentação dos filhotes A mesma dos adultos, acrescida de milho verde diariamente.
  • 16. Comida sem Fezes Comida em contato com as fezes pode transmitir doenças. No casos dos pássaros, a mais comuns são as verminoses, as infecções bacterianas e a coccidiose (protozoário causador de diarréia e morte). Se um pássaro com doença transmissível ingerir as próprias fezes, fica reinfestado e a doença reinicia o ciclo, enfraquecendo-o mais. Para evitar fezes na comida, o comedouro nunca deve ser posto abaixo dos poleiros (frutas podem ser penduradas acima do poleiro mais alto). Para o pássaro não derrubar comida enquanto come (por exemplo, não deixar cair grãos ao selecionar os maiores), não encha demais o comedouro, retire restos como cascas sem sementes, que formam volume desnecessário, ou use comedouro com tampa vazada (só passa a cabeça). A bandeja com fezes deve ficar distante do piso de grade, para a ave não alcançá-la. Instalação Opção de gaiola para um casal – 1m X 0,4m X 0,5m (comprimento, largura e altura). Um ninho de madeira do lado de fora compondo uma caixa horizontal com 20 x 20 cm de frente, de preferência com uma entrada redonda e 35 cm de comprimento. Dois poleiros de diâmetros diferentes, variando de 1,5 a 2,5 cm, instalado em quarto ou galpão ventilado, mas sem correntes de ar. Localização protegida de ventos frios (sul) por paredes, quebra-ventos, cercas vivas etc. e de forma a receber o sol da manhã. Já os viveiros devem ter de 3 x 1 x 2 m para 1 ou 2 casais e de 4 x 3 x 2 m para os filhotes. Podem ser de tijolos de barro rebocados, de alvenaria, de placas de cimento, de blocos de cimento revestidos de argamassa, com cobertura de telhas de cerâmica em 1/3 do viveiro, protegendo os comedouros e ninho, tela galvanizada de cerca de ½ polegada e fio 18. Piso de concreto com escoamento para água. Dois poleiros de madeira, vasilhas de barro ou louça e uma separada para tomar banho. A ventilação e o recebimento da luz do sol devem ser idênticas as das gaiolas. Poleiros de plástico são preferidos à poleiros de madeira, pois elas podem roer a madeira e algum pedaço provocar perfurações no aparelho digestivo, mas isso não é muito comum. Reprodução As Calopsitas são aves monogâmicas e estão aptas à reprodução a partir de um ano de idade. Reproduz tanto na gaiola quanto no viveiro. Na natureza reproduz-se nas épocas das chuvas, quando os alimentos são mais abundantes. O ninho normalmente é feito em buracos já existentes nas árvores, geralmente em eucaliptos próximos à água. Os filhotes com dois meses já comem sozinhos. Em cativeiro, reproduz o ano inteiro, mas aconselha-se tirar apenas 2 ou 3 ninhadas por ano. Caso queira interromper a reprodução, basta retirar o ninho. Separar os filhotes dos pais com 8 semanas de vida. A partir de 12 meses ela poderá se reproduzir. Identificação por dimorfismo sexual. Postura de 4 a 7 ovos, com intervalos de cerca de dois dias, e com incubação de 17 a 22 dias (até 3 semanas). Os ovos medem de 2 a 3 cm. 13
  • 17. O filhote deixa o ninho após 28 dias. Os filhotes devem ser separados dos pais com 8 semanas de vida (fase onde os pais começam a expulsar, “brigar” com os filhotes). O fato de o macho e a fêmea diferirem fisicamente na maioria das mutações, auxilia muito quando se pretende formar um casal. A Calopsita também é uma ótima mãe. Não é daquelas que rejeitam chocar os ovos ou cuidar dos filhotes e acabam por transferir ao dono parte das tarefas da maternidade. Muito pelo contrário. A Calopsita reproduz tanto se estiver em viveiro coletivo como se estiver apenas um casal no ambiente. Esta última opção é a mais simples e, portanto, a mais recomendada. A idade mínima para o acasalamento é de um ano. A Calopsita está apta a reproduzir o ano todo, mas o mais comum que o faça durante a primavera e o verão (mais chances). O ideal é que não acasale mais de duas vezes ao ano, pois desgasta as aves. Instale na tela da gaiola ou do viveiro um ninho de madeira tipo caixa, medindo cerca de 35cm X 20cm X 20cm (não há necessidade de oferecer material para forração). “Forneça uma maternidade de madeira e palha para que as aves possam forrar o ninho, evitando danos aos ovos.” O macho se exibe para a fêmea, levantando a abaixando a crista, cantando e abrindo as asas. Então ele entra no ninho e a fêmea o segue. Durante cinco ou dez minutos, o macho esfrega a cloaca na da fêmea, que emite um som contínuo e baixo. Durante vários dias, o episódio pode repetir. A postura costuma se iniciar de uma a duas semanas após a união do casal. O macho deve permanecer com a fêmea, pois a ajuda a cuidar dos ovos e dos filhotes. Cuidando dos filhotes Os pais revezam-se na incubação e cuidado dos filhotes. Após o nascimento fornecer diariamente milho verde, pão molhado e osso de siba. Os filhotes são ocultados pelos pais por 10 dias e após 3 semanas começam a explorar a gaiola. Normalmente os pais conseguem cuidar sozinho de seus filhotes, sendo suficiente oferecer os alimentos adequados. Porém, às vezes isto não acontece. Então você mesmo pode alimentá-los. Isto requer paciência e carinho, mas traz resultados bastante gratificantes. Para isto é necessário: acomodar os filhotinhos em uma caixa forrada com papel, pano e guardanapos de papel (que devem ser trocados periodicamente). Cuide para mantê-los aquecidos. Não use estopa, pois os fiapos podem entrar nos olhos! Com uma seringa descartável de 10 ml (sem a agulha), remova a parte externa que protege o bico da seringa, e alimente os filhotes. Mistura de alimento para filhotes: farinhada CéDé para filhotes e Loris, que deve ser preparada na proporção de 1 parte de farinhada para 1 de água morna. Preencha a seringa com a papinha e ofereça pequenas porções por vez dentro do bico dos filhotes. Para limpar os bicos sujos, use um algodão molhado em água morna. Observe o papo dos filhotes, alimente-os até o papo ficar cheio. Assim que ficar murcho, é hora de alimentá- los novamente. No início, geralmente eles precisam comer de 3 em 3 horas, mas com o passar do tempo eles passam a comer com menor freqüência. 14
  • 18. Após 3 semanas, seja na gaiola ou alimentados em casa, os filhotes podem começar a ser acostumados a ficar na mão dos donos e você pode oferecer pão duro e biscoitos. Nesta fase, você pode começar a adestrá-los. Eles podem aprender a repetir palavras e frases curtas, desde que treinadas com paciência diariamente. Com oito semanas de vida, os filhotes devem ser transferidos para o “viveiro de filhotes”, que deve ser mais espaçoso que o dos adultos para permitir bastante exercício de vôo. As dimensões podem ser de 4m X 3m X 2m. Clique nos links para ver: Vídeo 1 | Vídeo 2 Consangüinidade em aves Os sinais da ave pronta para reproduzir variam conforme a espécie. Os mais comuns são: cantar mais, estragar objetos, ficar mais agressivo (Trinca-Ferro, Curió, Bicudo e psitacídeos), dar saltos no puleiro (Diamante de Gold), e o macho juntar material para o ninho. Os pássaros pequenos como o Canário, ficam adultos entre 7 e 9 meses de idade. O Periquito Australiano, Agapórnis e outros psitacídeos pequenos, com 8 meses a 1 ano de idade. E aves médias e grandes, como o Papagaio, demoram até 4 anos. O cruzamento consangüíneo (irmão com irmã de mesmas ou diferentes ninhadas, pai com filha, avô com neta...) tem riscos genéticos, alguns fatais, como má formação cardíaca do embrião, gêmeos siameses (nem chegam a eclodir), deformações ósseas, ausência de globo ocular e o fator Letal do Canário Branco dominante. Nos Periquitos, aparecem tumores e deformações nos bicos e patas. Quem tem muitas aves deve mantê-las separadas para evitar cruzamentos por discuido e indentificá-las com anilhas. Acasalamentos consangüíneos são usados por criadores para ressaltar características com objetivos definidos - o risco não recomenda que sejam adotados por leigos. Ovos Após cerca de 4 ou 5 dias já é possível saber se um ovo está ou não cheio. Os Ovos brancos, quando vistos contra a luz, apresentam coloração branco amarelada. Já os ovos "cheios" apresentam coloração rosa, podendo-se inclusive ver a formação de capilares em seu interior. Quando estão em fase adiantada de desenvolvimento a luz já não passa mais pelo ovo e os mesmos passam a apresentar coloração branca azulada. Verificando se os ovos estão galados Isto é muito fácil de ser feito: uma caixa de papelão, com uma lâmpada em seu interior e em cima um buraco. 15
  • 19. Aqui vemos um ovo fértil, tem uma cor vermelha agradável e você pode distinguir os vasos sanguíneos. Aqui temos um ovo que está sendo chocado há poucos dias. Este está sendo chocado há 14 dias. Esta foto mostra-nos bem o reservatório. Este ovo está a ponto de chocar. Aqui temos um ovo que não está galado, a sua cor é amarela. Aqui após quatorze dias a sua cor não mudou. 16
  • 20. 17 Criação Banho O banho é parte da atividade diária de muitas aves desde os pombos aos periquitos, claro se lhes permitirmos ter onde se banharem tem um papel grande em incentivar a atividade normal de limpeza. No entanto muito poucos pássaros apreciam fisicamente ser colocados na água do banho e serem lavados pelos seus donos. Estão habituados por instinto, no entanto a fazer a sua higiene pessoal onde têm possibilidade. A quase totalidade dos periquitos que vivem nas nossas gaiolas nunca teve essa oportunidade exatamente por os locais onde se encontra a sua água não serem de molde a permitir que eles se mergulhem na mesma por completo. O primeiro passo será arranjar uma "banheira" adequada à ave e que incentive o seu banho regular. É mencionado que o banho torna as aves mais vulneráveis, isso é falso, as aves não devem isso sim estar diretamente sob o sol ou em zonas de correntes de ar. Um banho de água á temperatura ambiente é o melhor que elas podem desejar. Não existem muitas "banheiras" disponíveis no nosso país, mas pode-se improvisar uma. Um prato pequeno, ligeiramente fundo com um espelho no fundo. Geralmente as aves fazem a inspeção do mesmo durante somente uns 3 dias antes de saltarem para dentro e começarem a fazer o seu banho diário. No inverno o banho pode continuar. Tão somente em conta que as aves na época frias NÃO devem estar colocadas em varandas ou em locais frios como foi referida. Se a sua gaiola não tiver espaço suficiente para a "banheira" note que a jaula será demasiado pequena para as aves viverem confortavelmente. Com certeza não gostaria de passar a sua vida num espaço onde mal pudesse dar 4 ou 5 passos. Com as aves é o mesmo. Compre uma gaiola maior e se possível junte um ninho por uma questão de espaço adicional e proteção. Pode ainda colocar um chuveiro, um grupo de folhas de alface ou espinafres bem encharcados onde a ave irá esfregar-se contente além de dar algumas bicadas. O gotejar constante é bastante agradável para as aves de pequeno porte. Além de ser uma boa forma de satisfazer a ave contribui bastante para a sua higiene e limpeza e mesmo para a dos donos com problemas do foro respiratório, pois diminui a disseminação de poeiras. Corte das asas A melhor opção para ensinar alguns truques ás aves é cortar-lhes as asas. Esse método de condicionamento permite em primeiro lugar maior segurança. Um outro motivo para isso é controlar na ave o instinto de voar, que é tão grande que supera muitas vezes o momento de alguns ensinamentos. Uma vez que a ave aprendeu a voar, é muito mais prazeroso e interessante para ela fazer isso do que atender a sua solicitação de subir no dedo ou ficar no ombro, por exemplo. Voar para ela vai ser a lição principal! Sendo assim, o corte das asas logo no início dos ensinamentos abranda este instinto. Quero salientar que esta é apenas uma necessidade inicial, após ter conseguido seus objetivos com a ave, nada impede que você deixe as asas crescerem para que ela voe normalmente. Esta falta de percepção de vôo permite que a ave fique condicionada a lhe acompanhar em ambientes que dificilmente seria possível se ela percebesse a capacidade de voar. Para impedir que o pássaro voe, é preciso cortar algumas penas de vôo. Essa medida permite que você lhe dê mais liberdade fora da gaiola, sem se preocupar o tempo todo com uma possível fuga. Outra vantagem é impedir que se choque contra uma parede ou janela, ou provoque algum acidente (como cair na água ou no fogo). O corte das penas não causa dor, embora não gostem muito. Fica muito mais fácil cortar as asas se você tiver a ajuda de outra pessoa. Pegue a calopsita pelas costas, segurando firmemente, mas com cuidado, de modo que os pés fiquem para fora. Se ela tentar bicar, coloque o polegar em um lado e o dedo indicador do outro
  • 21. lado da cabeça, ou utilize uma luva de raspa de couro. Com cuidado, estenda uma asa e com uma tesoura corte as penas primárias de vôo (observe na figura abaixo a linha correta de corte), começando pela ponta da asa. Corte aproximadamente a metade da pena, corte 7 ou 8 penas, de apenas uma das asas. Ao podar as asas, preste atenção nas novas penas que estão vindo: elas ainda tem uma cobertura primária (camada de queratina) e por isso são diferentes. Tome cuidado para não cortá-las, pois elas irão sangrar. Caso isso aconteça, aperte a pena perto da pele com uma pinça e puxe-a. Com uma gaze, pressione o ferimento (o sangue pode gotejar), coloque um pouco de pó anti-hemorágico (pó de café também é usado) ou band-aid e mantenha o pássaro quieto por alguns minutos, para que ele não bata as asas e reabra o ferimento. 18
  • 22. 19
  • 23. Passo a passo 20
  • 24. 21 O Verão e o Calor Com a entrada do Verão e do tempo quente, os donos de aves devem ter preocupações redobradas com os efeitos do calor. De modo a poder proporcionar à sua ave um Verão mais fresco e confortável, enumeramos de seguida alguns cuidados que deverá ter. Controle a temperatura dentro de casa. Se possuir ar condicionado nunca coloque a sua ave junto ao local onde sai ar fresco. As aves têm alguma capacidade de se adaptar a variações suaves de temperatura, pelo que se as expuser a demasiado frio poderão adoecer. Programe o ar condicionado para uma temperatura ambiente normal e constante. Se não possui ar condicionado e a sua casa é muito quente no Verão, há um conjunto de ações a tomar: Feche as cortinas e reposteiros em todas as divisões da casa mesmo àquelas onde a sua ave não se encontra; Evite desenvolver atividades que produzam calor (cozinhar por ex.) nos períodos mais quentes do dia; Ao cair da noite, quando começa a baixar a temperatura, abra as janelas para que surja uma leve corrente de ar que refresque a casa; Retire a cobertura da gaiola da sua ave para que haja alguma ventilação; Verifique várias vezes se a sua ave tem água fresca suficiente; Afaste a gaiola das janelas ou de locais que possam ser atingidos diretamente pelo sol. Será que a sua ave já está a sofrer por causa do calor? Para dissipar o calor as aves têm um comportamento mais o menos comum em todas as espécies: estão a maior parte do tempo com a boca aberta e com as asas afastadas. Nestes casos deve atuar de imediato, proporcionando um ambiente mais fresco e garantido que a sua ave não fica desidratada. Se concluir que o estado da sua ave é crítico (que não reage, que a cor da urina é demasiado clara, etc.) ou se tiver dúvidas, não hesite em visitar de imediato o seu veterinário. Viajar de carro no Verão? Se tiver que levar a sua ave ao veterinário ou simplesmente quiser dar um passeio de carro com ela, tenha em atenção que a temperatura dentro do automóvel pode atingir valores muito elevados e extremamente perigosos (mesmo com as janelas abertas!!). Nunca deixe a sua ave presa dentro do automóvel parado, não faça um trajeto muito prolongado e use sempre uma gaiola especial para transporte. Se possível habitue durante alguns dias a sua ave à nova gaiola. Nunca viaje de automóvel com a sua ave solta lá dentro. É muito perigoso para ela, para si e para os demais automobilistas e transeuntes. Bactérias e mosquitos. A subida de temperatura no Verão cria o ambiente facilitador do aparecimento de bactérias e mosquitos. Neste sentido, os com a higiene e a alimentação da sua ave devem ser reforçados. Mantenha a gaiola sempre bastante limpa (não use produtos tóxicos) e fresca, sem restos de comida ou dejetos. Deste modo diminuirá as hipóteses de a sua ave ser invadida pelos indesejáveis mosquitos e formigas. Outro grande cuidado que deverá ter é com a alimentação. Verifique sempre que os alimentos frescos estão devidamente lavados e em boas condições. Evite dar alimentos que contenham molhos frágeis ao calor (maionese, por exemplo). Estes são apenas alguns dos cuidados que deverá ter especialmente durante os dias quentes de Verão. No entanto, dada a fragilidade e sensibilidade das aves, recomenda-se uma observação permanente da sua ave. Sempre que notar alguma reação ou comportamento estranho visite de imediato o seu veterinário.
  • 25. 22 Viajar com a sua Ave Prepare-se antes de partir... Viajar com um animal de estimação pode ser encarado de uma forma impensada. Na verdade requer alguma ponderação e preparação e antes de partir. A primeira coisa a fazer é avaliar se a sua ave tem capacidade para mudar radicalmente de meio. Pode ser demasiado novo ou demasiado velho, estar a recuperar de um período de doença ou simplesmente ser bastante frágil de não agüentar a viagem. A melhor opção será então procurar alguém conhecido ou um hotel para animais que possa tomar conta do seu animal convenientemente. Nestes casos também terá que ter alguns cuidados, não basta entregar o animal. Faça um pequeno relatório onde descreve os pontos principais que descrevem o comportamento e o histórico clínico do seu animal, assim como o contacto veterinário. Constitua uma pequena reserva dos alimentos habituais e dos brinquedos para que ele não sinta uma diferença tão grande ao mudar para outra casa ou para um hotel. Se a sua opção recair pela hipótese de lavar a sua ave consigo, então siga e cumpra as seguintes tarefas: 1. Marque uma consulta com o veterinário antes de partir Faça um check up ao animal para detectar eventuais sintomas que o impeçam de viajar. Informe o veterinário para onde vai e quanto tempo vai estar ausente. O médico, melhor que ninguém, saberá quais as precauções a tomar para evitar doenças, parasitas ou mesmo mal estar por se encontrar fora do meio habitual. Pode mesmo ser preciso (dependendo do local para onde for) obter certificados de vacinação e sanidade o que facilita o tratamento em caso de emergência dentro e fora do país. 2. Alojamento na viagem A melhor forma de transportar o seu animal é usando uma gaiola / contentor específico para viajar com animais. Este deverá ter o tamanho suficiente para que este se possa movimentar, mas não voar. As portas devem estar bem seguras de preferência com grampos de segurança. Por fora deverá escrever o nome do animal, a sua morada e um telefone de contacto. Verifique qual o tipo de contentor aceite no meio de transporte que vai utilizar. As companhias aéreas regem-se por normas bastante rígidas nesta matéria. É importante que antes da viagem habitue a ave a permanecer dentro dela. 3. Identificação A identificação do seu animal é extremamente importante para o poder recuperar mais facilmente em caso de perda ou extravio. Para além da identificação no contentor, deverá também colocar no seu animal uma anilha identificadora. 4. Material que deve levar consigo Uma gaiola para manter a ave durante a estadia no local de destino. Comida suficiente para a viagem (e mais se no destino não puder adquirir) Água fresca para toda a viagem Recipientes para a comida e água Brinquedos habituais Medicamentos recomendados pelo veterinário Material para a higiene e cuidados do animal (cotonetes, corta-unhas especial para aves) Estojo de primeiros socorros 5. Planeie a viagem com antecedência Ao planear a viagem procure obter o contacto de um veterinário na zona e verifique se pode comprar lá a alimentação necessária. Escolha um hotel (alojamento) que aceita a permanência de animais (certifique-se sempre, o melhor é mesmo telefonar antes). Acampar não é uma boa solução de férias para a sua ave, pois fica sujeito a potenciais predadores e a variações atmosféricas.
  • 26. 23 6. Nunca dê ao seu animal calmantes ou tranqüilizantes a menos que tenham sido prescritos pelo veterinário. Este tipo de medicamentos pode diminuir os fatores de equilíbrio e reação impedindo o animal de fugir e ultrapassar eventuais situações de risco durante a viagem. Nos dias anteriores à viagem não altere as rotinas e a alimentação da sua ave, pois isso pode causar um stress excessivo. Como integrar novas aves Dicas e conselhos para introduzir aves novas num ambiente onde já vivem outras aves. Antes de decidir comprar uma nova ave deve refletir muito bem se é isso que realmente quer. Como dono, deve aceitar a responsabilidade do tratamento, da alimentação e do carinho a dar aos novos animais. Existem mesmo espécies que, quando em contacto com outras, diminuem o seu interesse na relação com o homem. Se achar que a sua ave está solitária comece por lhe providenciar brinquedos novos para ver a sua reação, pois pode acabar por ter duas aves monótonas e solitárias. Antes de integrar a sua nova ave deve consultar um veterinário para que seja efetuado um exame físico completo. Este exame permite por um lado, detectar eventuais doenças e por outro efetuar um marco no crescimento da ave para que possa haver um correto acompanhamento. O passo seguinte deve ser mantê-la em quarentena num compartimento separado durante cerca de 45 dias. Após o período de quarentena deverá manter as (duas) aves (a nova e a residente) em duas gaiolas separadas dentro do mesmo espaço. Gradualmente vá aproximando as gaiolas. Lembre-se que a ave residente vai sempre encarar a nova ave como uma estranha e invasora do seu território. É natural que entre elas se efetuem alguns desafios para decidirem qual vai ser a líder. Não interfira neste processo. Nunca poderá ter a certeza que as aves se irão dar bem, no entanto, quanto maior for a sua paciência e dedicação ao processo de integração maior são as probabilidades de sucesso. Em caso de dúvida consulte o seu veterinário. Amansamento e Bicadas Antes de tudo, as calopsitas bicam. É a forma que elas têm de conhecer e experimentar tudo ao seu alcance. Muitas vezes bica e utiliza a língua junto, para sentir o gosto. Outras vezes bicam levemente e repetidamente, em um ato de carinho. E, geralmente, antes de uma bicada mais forte, ela grita e avisa! Calopsitas mansas raramente bicam com força e, no manuseio de calopsitas bravas, pode ser necessária uma luva, apesar do que não é das piores bicadas... Se desde filhotes são alimentadas e manuseadas, se acostumam e ficam dóceis, chegando a pedir “cafuné”. Entretanto, quando se adquire uma mansa, pode levar algum tempo até ela se acostumar com o novo dono e o novo ambiente. Com paciência, presença constante e falando com ela, aos poucos ela vai se acostumando, mesmo reclamando, que se pegue nela. Uma técnica muito comum é sempre deixar o poleiro em nível mais baixo, de forma que se aproxime para manusear vindo de cima. Com uma calopsita brava, após ela se acostumar ao dono sempre dando comida, é possível atraí-la para vir comer do lado de fora. Nessa hora, com a gaiola no chão, aproxime a mão por sobre ela, lentamente, até o momento em que ela se entregar. Pronto. A partir daí a interação só irá aumentar. Não há uma regra que sempre funcione para o amansamento. O relacionamento entre o dono e a ave é muito sutil, mas definitivamente ela é assustadiça: evite berros, movimentos bruscos e demonstre sempre carinho. Boa sorte.
  • 27. 24 Como escolher uma ave saudável Para escolher uma ave saudável há alguns parâmetros a observar. Podemos destacar os seguintes: A aparência da ave à distância; o ideal é aproveitar quando a ave ainda não se apercebeu da presença de um novo elemento no meio que a rodeia (as aves têm uma capacidade extraordinária para ocultar sintomas de doença); Que posição toma a ave no poleiro: está alerta, observa com atenção tudo o que se passa em redor e são visíveis pernas e garras ou pelo contrário está parada com as penas enrufadas e apoia todo o corpo no poleiro; A ave respira normalmente, ou seja, os movimentos respiratórios são imperceptíveis ou apresenta dificuldades (respira com o bico aberto ou todo o corpo acompanha os movimentos respiratórios); Observar com atenção o local onde a ave vive: é uma jaula ou um poleiro (se se trata de este último verificar se está seguro através de uma anilha num dos membros inferiores e em que estado esta se encontra); Que tipo de alimento tem na jaula: são biscoitos formulados para aves, uma dieta caseira composta por uma variedade grande de vegetais e frutos ou é uma dieta pobre, deficitária de apenas um elemento - sementes de girassol; O tipo de dejeções que se encontra no fundo da jaula. Devem ser compostas por três porções: uma porção líquida (urina), uma porção sólida de cor variável entre o castanho e o verde (fezes) e uma porção branca (uratos); Quando a proximidade permite, que tipo de comportamento tem o animal em resposta à nossa presença: interessado e procura de imediato relacionamento, curioso e retraído, assustado e afastando-se ligeiramente, ou totalmente em pânico gritando e em posição de defesa; Observar cuidadosamente: o estado das penas (devem estar limpas, alinhadas, apresentando a coloração normal da espécie, não devem apresentar bandas negras horizontais, nem parecerem "mastigadas" ou mesmo arrancadas); Os olhos devem estar brilhantes, sem secreções ou edemas; o bico deve encontrar-se liso e de tamanho normal e as narinas desobstruídas; As asas devem ser iguais entre si e apoiadas no corpo acompanhando a silhueta da ave; A cauda deve ter penas limpas de fezes ou alimento e acompanhar também a silhueta do animal; As patas devem apresentar-se sem edemas ou inflamações (observar com especial cuidado as articulações), as escamas não devem estar levantadas ou demasiado sujas e as unhas devem apresentar um crescimento normal. Se for possível observar a zona que apoia no poleiro, esta deve ter uma pele lisa, sem quaisquer lesões ou edemas. Mais dicas de como adquirir (outro artigo, apesar de um pouco discriminatório) Preferir as aves mais ativas, com corpo roliço e olhos brilhantes; Verificar a cloaca, analisando se esta se mostra suja, com sinais de diarréia; Verificar os olhos e as pálpebras, de modo a ver algum sinal de secreção, inchaço ou vermelhidão; Outros sinais indicativos de doença são apatia e sonolência. Preferir aves mais ativas; Verificar também a limpeza do local onde se encontram as calopsitas; Verificar se aquele que está vendendo realmente gosta dos bichinhos, analisando o modo como maneja os filhotes. Além desses aspectos, siga também essas dicas: em primeiro, selecione o pássaro o mais jovem possível, para que ele se ligue muito mais a você. Em seguida, escolha a cor que mais lhe agrada; apesar do padrão cinza selvagem ser mais comum, as outras cores são muito atrativas e bonitas. É aconselhável manipular o pássaro que você escolher, verificando se ele se deixa acariciar sem bicar. Uma calopsita domesticada é sempre um pouco nervosa com rostos não-familiares, mas ao contrário das bravas não bica e se acostuma rapidamente quando levada para casa.
  • 28. Links Úteis Sexagem: teste de Dna para saber o sexo - www.exon.com.br Fórum: http://inforum.insite.com.br/calopsita/ Grupos: http://br.groups.yahoo.com/group/amigas_calopsitas/ http://br.groups.yahoo.com/group/clubedacalopsita/ http://br.groups.yahoo.com/group/calopsitas/ Informação http://calopsitasmansas.vilabol.uol.com.br/index.htm >>> http://www.saudeanimal.com.br/index.htm http://orbita.starmedia.com/~natalia_iza/psitacideos/index.html Fotolog http://fotolog.terra.com.br/paraisodascalopsitas/ Reportagem A Calopsita, ave que assobia e até fala, faz sucesso entre as crianças do Rio como bicho de estimação. Uma ave que anda solta pela casa, brinca com o dono, aprende a assobiar canções e, em alguns casos, até fala. Papagaio? Periquito? Não, Calopsita, um passarinho original da Austrália, que está fazendo sucesso no Rio de Janeiro como bicho de estimação. "É uma febre", diz Emanuel José Silva Júnior, vendedor da Mondo Sommerso, uma das melhores lojas de animais da cidade, instalada no BarraShopping. "Pessoas de todas as idades estão conhecendo a Calopsita e se encantando com ela", conta Claudia Amaral, gerente da Bird's, loja especializada em aves exóticas. "Chegamos a vender 30 por mês." A razão do sucesso é o comportamento do bichinho. Se acostumado desde filhote ao contato humano, passa o dia andando pela casa e, como os cães, manifesta afeição pelos donos. "Ele anda atrás de mim e me pede colo e carinho. É uma ótima companhia", diz a fotógrafa Wânia Pedroso, que cuida de Caca Channel, macho de 7 meses. "Quando vou comprar pão, ele vai agarrado na minha roupa. Já fomos até a praia juntos." A Calopsita foi descrita cientificamente pela primeira vez em 1792. Na Austrália, era encontrada na coloração cinza e com crista amarela. Nos cativeiros, surgiram mutações com cores variadas. A ave começou a se difundir pelo mundo em 1949 com o arlequim (de penas cinzas e amarelas), mutação desenvolvida na Califórnia, nos Estados Unidos. No Brasil, os primeiros exemplares importados desembarcaram nos anos 70, mas hoje existem criações nacionais, como a de Raul Araújo, de 21 anos. "É mais fácil e barato comprar uma Calopsita que um papagaio, que chega a custar R$ 3 mil e precisa de documentação", compara. Animal silvestre, o papagaio requer registro no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O pássaro é especialmente querido pelas crianças. A professora universitária Tânia Carvalho já deu dois para o filho Alexandre, de 5 anos. "Queria presenteá-lo com um bicho, mas cachorro é complicado. Moro em apartamento e não tenho espaço", justifica-se. Marco Aurélio de Queiroz, de 12 anos, tem oito Calopsitas em casa. "Eu ensinei uma delas, o Fly, a assobiar o hino do Flamengo", conta Marco. Ele diz que os machos têm mais facilidade para aprender a assobiar e a falar. O tratador Marcelo Martins de Pinho ressalva que são raros os casos de Calopsitas que falam. Ele explica que é necessário treinar a ave diariamente, repetindo no mínimo dez vezes a palavra ou expressão. "Um cliente tinha uma Calopsita que falava 'Bom dia. Eu sou a Branquinha'", conta. 25
  • 29. 26 Perguntas e Respostas Amansamento e Comportamento >> Comprei a minha calopsita há 2 dias!!!Não sei como faço para amansá-la. Ela está em um lugar da casa que é fechado. Ela está solta. Quando chegamos perto ela foge e tenta bicar. As minhas dúvidas são as seguintes. Isso é normal??? Toda a calopsita no começo é assim??? Ou a minha não é muito mansa??? Além de tentar brincar com ela o que mais posso fazer para amansá-la??? Quanto tempo normalmente dura para amansá-la??? Muito obrigada Primeiro eu preciso saber qt tempo de vida tem essa sua calopsita. Qt mais nova mais fácil de amansar ela será. Um ótimo lugar para que ela amanse rápido seria em um cômodo da casa em que vc passasse a maior parte do seu tempo,talvez no seu quarto.Vc precisa entender que todo animal dependendo da idade tem seu caráter já formado e pra amansá-la vc devera respeitar isso.Tente se aproximar dela por meio da comida,é o que na maioria das vezes funciona. Respondendo claramente as suas perguntas. Sim é normal essa reações do seu bichinho pq toda calopsita é assim no começo mesmo.Qt mais tempo se dedicar em ficar com ela menor o tempo que terá que amansa-la.Acima de tudo respeite seu animal,se aproxime com cuidado para que não se assuste e tente passar-lhe confiança. Comida é minha sugestão mais rápida, esses animais costumar gostar muito de pão e milho verde. Karlla Caroline (karllacaroline@bol.com.br) >> Ola! Minha calopsita já é mansa ela vem no dedo no ombro e bem de vez em quando da umas bicadinhas de leve que nem dói. Mas eu queria saber como que eu faço para ela deixar fazer carinho, coçar a cabeçinha dela, e quando eu vou tentar fazer isso ela não deixa. Queria que vocês me mandassem como posso fazer para ela deixar fazer carinho. Atenciosamente, Helyzandra >> Ola! Esses últimos dias minha calopsita vem perdendo pena (anda caindo). Ela esta trocando de pena ou por ela esta doente? >> No caso da minha calopsita as penas dela caem por que ela fica arrancando com o bico. Será que a sua também não fica arrancando? Isso é normal a minha levou 3 dias para ser amansada totalmente, vá dando petiscos e use uma luva de lá ou couro, já q é tão pequena ñ deve bicar forte, os petiscos podem ser semente de girassol ou casca de pão... BOA SORTE >> Assunto: COMO FAÇO PARA AMANSAR MINHA CALOPSITA? Procure conversar, procure muito lentamente se aproximar da ave. Ofereça alguma semente que ela goste como, por exemplo, girassol miúdo. Procure efetuar este procedimento o maior número de vezes possível. A partir de um determinado ponto ela irá começar a se acostumar com você, irá se aproximar. A seguir irá aceitar a semente. E assim, lentamente, você irá cativando sua confiança. É fundamental que o ambiente à volta de vocês esteja tranqüilo, preferencialmente sem crianças ou outros animais próximos. Aos poucos procure acariciar seu corpo, seu rosto, sempre com gestos bem lentos e bem à vista dela. Carinhos nas bochechas são bem aceitos, na maioria das vezes. Novamente lembrando: fêmeas aceitam mais facilmente este contato. Os machos são mais reservados. Mas com ambos este processo também funciona, basta que o tempo investido no relacionamento seja maior. Lembre-se que bicadas fortes fazem parte do exercício. Não desista se isto ocorrer. Por vezes, sobretudo no início, as bicadas podem mesmo vir a tirar um pouco de sangue. Claro que tudo depende de você e do temperamento da própria ave. Irritar-se com ela, gritar, irá apenas desfazer o trabalho que iniciou. Calopsitas são naturalmente assustadas, lembre-se sempre disto. Mesmo estando já amansadas continuam assustadiças. Dentro de algum tempo ela irá para sua mão, para seu ombro. A partir daí é um constante aprendizado de relacionamento entre vocês. Paciência é a palavra de ordem. >> Assunto: Como amansar??? Estou com um calopsita há apenas uma semana e depois de pesquisar sobre ele, concluí que devia ter escolhido melhor onde comprar, uma vez que na loja falaram muito pouco sobre como criá-lo. O Nino (o nome que lhe demos), segundo o dono da loja, "deve" ter em torno de quatro meses e as penas na cabeça
  • 30. 27 ainda estão nascendo. Entrei neste fórum e já comecei a por em prática algumas dicas, entre elas, que convem solta-lo para acostumar-se melhor conosco - o que me valeu quase um dedo arrancado fora! (risos) Mas o fato é que ele apresenta alguns comportamentos que estão me deixando preocupada: 1- ao solta-lo, naturalmente ele tentar voar e acaba batendo fortemente nos móveis e se machuca (cortamos um pouco a asa ainda na loja) 2- fica muito quieto e dorme o tempo todo 3- emite poucos sons 4- fica bravo e muito arisco quando tento pega-lo Arrisco deixa-lo solto mesmo se machucando? Ele já caiu na pia da cozinha, dentro do tanque, atropelou a estante e por ai vai... mas apesar disso, quando aquieta, fica paradinho do nosso lado, as vezes até no sofá e só fica arredio se percebe um movimento em sua direção. Outra coisa, é que depois de me arrancar sangue dos dedos, eu passei a proteger minha mão com um pano grosso para pega-lo. Será que esse recurso não pode atrapalhar as minhas tentativas de amansá-lo? >> Assunto: Minha Calopsita está estranha Tenho uma Calopsyta, a comprei e janeiro, portanto acredito q ela tenha um ano. A comprei como sendo macho. Ele eh super manso, nao pode escutar minha voz q fica gritando, se me ve, ker subir no meu ombro, ou ficar comigo na cama ou a qualquer lugar onde eu esteja. Ha 4 dias ele começou a ficar agressivo, bicando forte e na sai de dentro da gaiola, coisa q antes ele odiava. Notei q ele tem deitado um pouco dentro da vasilhinha de comida, parou de cantar, qdo chegamos perto ele fica agressivo. Nao chama mais por nos qdo escuta nossa voz... Nao sei oq pode ser. Gostaria de uma ajuda!!!! Obrigada! Estou achando que sua calopsita é femea, e vai colocar algum ovinho... Que tal vc arranjar um companheiro para ela? Olá Sonia! Muito obrigada pela resposta!!! Acho que nao é fêmea nao. Cheguei a pensar nessa hipotese, mas isso ocorreu a um tempo atras, cerca de 3 semanas, acredito e até agora nada de ovinho... Acredito q já dava tempo de colocar, né... Nao sei qto tempo demora. Mas pelo menos ele voltou ao normal, mas é um pouco agressivo em certos momentos, tentando bicar quando lhe convem, o que nao fazia antes em momento algum. Acredito q possa ter acontecido alguma outra coisa que ainda nao sei... Grata pela atençao. Saúde >> Este Calopsita nasceu em cativeiro há quase dois meses e estava indo muito bem. Os pais o alimentavam e ele cresceu e empenou normalmente. De ontem para hoje ele não consegue caminhar e nem ficar no poleiro. Fica só deitado, embora se arraste para se alimentar. Gostaria de saber se é problema de alimentação e se existe algum medicamento para esse tipo de problema. Ele se alimenta da alimentação (ração) básica que é comprada em supermercado e couve. Existe alguma alimentação que eu poderia colocar diretamente no bico? Aguardo resposta com a maior urgência. Obrigado. Pela descrição o problema é grave. Pode ser qualquer doença, já que os sinais são de fraqueza e possivelmente dor. Animais jovens podem apresentar descalcificação óssea (raquitismo), se recebem dieta pobre em cálcio, que é o caso da maioria das aves criadas em casa à base de sementes. Pode ser parasitismo e existem diversos parasitas de intestino. Os protozoários não são eliminados com os vermífugos. É preciso um bom exame de fezes. E tantas outras doenças podem causar esses sinais. Será necessário descobrir o que está causando isso e rata-lo corretamente. Em Campinas, você pode procurar o méd. vet. José Brites Neto. Seu e-mail é “Samevet” samevet@ig.com.br >> Comprei uma calopsita há uns 20 dias, ela ficou espirrando e soltando um liquido pelas narinas,esta encorujada e dorme muito com a cabeça para trás,treme um pouco,come um pouco de semente e estou dando alimentos numa seringa para filhotes,porque ela tem uns 2 meses e meio,bebe bastante água,esta
  • 31. 28 com bastante falha nas penas, mas não que muita brincadeira, as fezes estão verdes escuras com branco,estou dando vitaminas e avitrin antibiótico, será que esta muito doente?estou fazendo o tratamento correto?gostaria de mais informações. Te aconselho a levá-la a um veterinário, o fato de ela estar espirrando provavelmente ela esta pegando vento, evite deixá-la em lugares com corentes de ar, em relação a ela estar tremendo pode sr por frio (aí seria normal) ou ter algum problema, minha calopsita já apresentou este sintoma e era uma bactéria. Te aconselho a levá-la ao Dr. André sena maia, ele dá consulta numa Pet Shop no BarraPoint na barra da tijuca. >> Olá... gostaria de saber, se a calopsita pode ficar passeando na rua com o dono. Percebí que ás vezes ele fica piando o tempo todo, sem parar. E o olhinho dele, desde que comprei percebí que está machucado e vermelho, gostaria de saber oq posso, pois tenho ele há apenas 4 dias. Gostaria que alguem me ajudasse. Obrigada!!! Para o olhinho vc deve passar algum colirio sem corticoide.Vc pode sim sair com ele pela rua mas cuidado que ele pode fugir,normalment qd esse passaro fica piando é pq é macho, sendo essa uma atitude normal. Não demore a passar colirio. >> Assunto: Calopsita e arrancando suas penas Tenho uma calopsita de 10 meses. Ela é super mansa e carinhosa!!! Mas hoje pela manhã, minha mãe viu que ela arrancou suas penas a noite e tirou sangue!!! Estamos muito preocupados, o que pode estar acontecendo??? O que devemos fazer??? >> Assunto: Me ajudem, não quero perder minha calopsita Oi amigos do fórum, estou a procura de resposta sobre calopsitas, pois possua uma chamada MALU, Ela já deve estar com 01 ano pois estava botando ovos, mas infelizmente não tinha um companheiro, num total ela botou 06 ovos em semanas diferentes, mas depois que ela botou o sexto ovo ela agora só fica num canto se tremendo toda, não está comendo como antes e também não está brincando e tem o habito de quando chego em casa ela começa a fazer a festa, andava de um lado para o outro e piava e fazia e também tinha o momento Daiana dos Santos, ela ficava de cabeça para baixo e abria as asas como se tivesse fazendo exercício, mas enfim hoje ela não faz mais isso. Alguém por favor me diga o tenho que fazer par ter meu bichinho de volta a ativa. Agradeço de coração Sua calopsita está com sintomas provaveis de stress, as aves podem ficar estressadas ou nervosas por uma série de fatores. Algumas vezes a simples mudança de lugar pode gerar o stress. Nestes casos pode ser utilizada a Dextrose (Dextrosol©), também conhecido como açúcar de milho, acúcar de uva ou açúcar depara bebê. Devemos dissolver um pouco na água do bebedouro e fornecer a ave por três dias. Não exagerar no uso nem na prolongação do tratamento, pois pode provocar sono excessivo da ave. Pode ser adquirido em farmácias e alguns supermercados. Se caso a Dextrose não melhorar os sintomas comece a tratá-la com algum antibiótico pra aves (tetraciclina) recomendo o Avitrin Antibiótico©, e não esqueça de aplicar vermifugo (Avitrin Vermífugo©) a cada seis mese para evitar a morte de adultos e principalmente filhotes. Use de acordo com as instruções da bula e de seu veterinário. Procure em sites diversos como alimentá-la adequadamente durante o chocar dos ovos, nesse per1odo precisam de mais atenção e cuidados. Espero ter ajudado. Karlla Caroline >> Assunto: Calopsita que espirra Minha calopsita tá dando espirros muitas vezes ao dia, será que alguém pode me dizer se ela está gripada ou algo assim. E se tiver o que posso fazer, se tem algum remédio que eu possa dar. Obrigada pessoal O que vc pode fazer é pingar uma gota em cada narina daqueles remédios pra desentupir o nariz de humanos mesmo, mas use sempre medicamento infantil. Algumas aves costumam ter grande susceptibilidade a alguns fatores externos que acarretam um grande número de espirros, por vezes lembrando uma rinite. Para estes casos é recomendado o uso de Sorine© ou Gasarone© diretamente nas narinas da ave (uma gota por narina; caso perceba que não houve penetração da
  • 32. 29 quantidade necessária pingue novamente). Cuidado para não pingar nos olhos, procurando imobilizar a cabeça da ave. Estes produtos podem ser adquiridos em farmácias. >> Assunto: Calopsita doente Estou com minha Calopsita doente ela esta com avista vermelha um pouco fecha sua respiração faz um barulho seu bico fica com resto de comida não sei que faço. Minha recomendação é a seguinte: pingue Sorine© uma gota em cada narina por um dia duas vezes se a respiração melhorar continue por uma semana se não melhorar é melhor vc usar algum antibiótico e rápido (Acitrin Antibiotico©), nos olhos passe qualquer colírio sem cortisona mas antes limpe bem com soro ou água boricada e qd o bico ficar sujo apos a alimentação limpe-o para que não junte fungos nem bactérias que podem desencadear outras doenças. É importante que o local em que ela esteja seja limpa... uma má manutenção pode causar vários problemas de respiração. Karlla Caroline Ola tenho, uma duvida fui viajar e deixei a alo na casa da minha irmã ela caiu e machucou na barriga. De vez em quando sai sangue. O que posso estar passando para cicatrizar mais rápido, passei nebacetim. Eu levaria a calopsita ao veterinário, faria curativos com rifocina e fibrase, sem deixar de consultar o vet... >> minha calopsita estava tomando remédio, antibiotico q um vet me mandou dar. Quando eu fui dar, com a colherzinha torta, ele se sacudiu e foi tudo pelo nariz ele esta espirrando e jogando tudo fora pelo nariz. q eu posso fazer pra ajuda-lo?? Alguém me de alguma orientação pois estou com dois filhotes e não sei o que fazer!! Essa reação da sua calopsita é normal, qd vc dá o antibiótico sai um pouco pelo nariz mesmo mas não tudo,continue dando o antibiótico por no mínimo sete dias.Eu recomendo Avitrin© Antibiótico,dê umas três gotas diretamente no bico. >> Minha calopsita está aparentemente vomitando, está saindo uma espécie de baba ela não tá fechando o bico todo e está meio ofegante, o que será? Por favor mandem para o meu e-mail a resposta. >> Estou com minha calopsita com uns problemas e não sei o que está acontecendo. Ela vomitou (apenas uma vez), parece estar fraca pois não está ficando muito tempo em pé, vive se arrastando e se contorcendo colocando a cabeça para trás. Alguém poderia me ajudar. Talvez minha ajuda esteja meio atrasada, mas vai la. Aparentemente, sua calopsita pode estar com algum problema nervoso, isso está meio com cara de envenenamento por metal. ela continua se alimentando, com as fezes de aspecto normal (verde com xixi creme)?. infelizmente, nesses casos nao adianta procurar solucao "caseira", tipo : o que eu posso dar?. o ideal eh correr pro vet, pois sem exames mais detalhados nao da pra saber o que acontece. se vc estiver aqui na zona oeste, va ateh a usp, no ambulatorio de aves. ou pelo menos ligue la e peca orientacao (3091-7669, Dr. Marta). a consulta nao eh cara (25,00) e vale muito a pena.... nao deixe seu bichinho sofrer.... >> Assunto: Olho fechado Um dos olhos do meu calopsita está inchado e fechado, começou só meu fechadinho, agora ele já nem abre mais este olho, o que eu posso fazer? Oi Jorge, isso já aconteceu com a minha calopsita também. Não era nada grave, mas tem que ser tratado logo. Eu tive que passar um colírio duas vezes ao dia~durante duas semanas. Ficou ótimo e nunca mais ficou inchado e fechado. Não tenho aqui o nome do remédio, mas te aconselho a levar em um ESPECIALISTA EM AVES o mais breve. Evite levar em veterinário de cão e gato, já ouvi relatos absurdos destes profissionais tratando de aves. Aonde tu moras, de repente posso te indicar algum especialista. >> Assunto: Coceira.. Tenho duas calopsitas mansas...são lindos, né ?!!!! Sou louca pelos meus "nenéns". O macho se chama Ori e a fêmea se chama Gami...são lindos e passam o dia todos soltos !!!! Bom, quando comprei o Ori ele também tinha dois meses e se coçava muuuuuuito, da mesma maneira que tu disse e também espirrava.
  • 33. 30 Levei ao veterinário para ver se ele tinha piolho, mas ele não tinha. A veterinária disse que poderia ser acaro. Com o tempo isso diminuir consideravelmente, hoje se coça normalmente. O Ori demorou uns três meses depois que comprei para começar a cantar. Ele imita o toque do telefone, faz fiu fiiiu e outros sons que ensinei...coisa mais fofa. Tu e tua esposa terão muitas surpresas, pois são aves muito amorosas, curiosas e espertas. Se quiser posso te encaminhar fotos dos meus.Tenho certeza que vocês serão muito felizes com a presença da Sininho !!!! >> O meu Calopsita apresenta sérios problemas de saúde!! Ele esta muito fraco, com a cabecinha sempre caida para um lado e para trás, ao andar ele sempre tomba para o lado esquerdo. As fezes estão ficando agarradas nas penas! Além disso ele está muito magro e o seu peito esta bem saliente! Ele esta comendo somente alpiste, a semente de girassol ele esta deixando de lado, acredito ser por estar bem debilitado! Medicamos durante 10 dias com Kloran B, agora estou dando Avitrin e ja estou no 3º dia!! Gostaria de alguma orientação ou ate mesmo uma indicação de algum especialista em Belo Horizonte!! Estamos bastante tristes por estarmos vivenciando este sofrimento do Calopsita cujo o nome é Seninha!! Já agradecemos a atenção de todos!!! Oi Luis Augusto. Tudo bem ? Infelizmente não posso te ajudar, mas escreva para este email (avecompanheira@yahoogrupos.com.br) que é de um outro grupo que participo e com certeza a Laura poderá te ajudar. Escreva aos cuidados dela (Laura), ela responderá rápido para ti !!!!! Tenho duas calopsitas e imagino como estão sofrendo. Desejo muito sorte para o teu Seninha !!!! Reprodução e Sexagem >> Estou tentando formar casais de Calopsita para iniciar criação, não estou conseguindo formar casais pela técnica da diferença de coloração de suas bochechas. Se possível mande-me algumas dicas sobre como diferenciá-las. Para formarmos casais de Calopsita, a melhor técnica ainda é o dimorfismo sexual externo, ou seja, o macho possui manchas na região das bochechas muito bem delimitadas, isto é são bem arredondadas e de coloração alaranjada bem forte, enquanto que na fêmea a marcação é mais uma mancha bem clarinha na mesma região. A sexagem através da cloca (abertura por onde saem fezes e urina), bem como pela distância entre os ossos da bacia (púbis ) e o osso do tórax (cartilagem do esterno) já deve ser feita por alguém que tenha bastante prática. Outra forma para se determinar o sexo, é observando-se casais que vão se formando dentro do próprio viveiro. >> Comprei um casal de calopsitas e as coloquei em um viveiro (somente o casal). Com mais ou menos um mês elas começaram a botar. Botou 4 ovos, chocou por vinte dias sem deixar o ninho sozinho nunca, ou ficava ela ou ficava ele, mas no vigésimo dia vi que um ovo estava jogado no fundo do viveiro e quebrado. Os dois estavam fora do ninho, quando fui olhar os ovos todos estavam furados, mas nem um estava galado pois não tinha filhote dentro dos ovos. Eu retirei todos e após uma semana eles começaram a namorar novamente inclusive eu vi ele galando ela. Por que será que os ovos não estavam galados? Será que nesta postura ele não galou ela? Apenas tenha paciência, Não mexa no ninho, a não ser aos 15 dias, caso vá tratá-los na mão. Não mude de local nem altere a alimentação. Dê vitamina E conforme a bula. >> Tenho uma fêmea de 1 ano e já botou 5 ovos no chão embaixo de um armário coloquei junto com o macho da minha vizinha por 1 semana fizeram amizade mas acredito que ele seja muito novo,ele é bem menor q. ela,devolvi este, agora arrumei outro q. dizem ser macho, ela é muito mansa vai em todos os lugares comigo, em festas de amigos, na praia dorme ao lado da minha cama tenho que sair de casa escondida quando não posso leva-la junto, se coloco-a no viveiro ela se bate demais e tenho medo que se machuque, ela jamais irá criar no viveiro devo deixa-la criar solta mesmo, será que vai dar resultado? É verdade q. o ninho tem q. ter uma certa umidade? Quando a fêmea bota sem que o macho cruze com ela, os ovos tem que ser retirados, quanto a umidade do ninho eles mesmos tomam banho na água que eles bebem e sentam em cima dos ovos, isso quando necessário.
  • 34. Quando a fêmea a bota (casal) é necessário dar 4 gostas de vitamina (Glicopan pet gotas) de 2 em 2 dias, pois a femea da minha sogra morreu porque botou, não tinha o macho e ela não deu a vitamina e nem tirou os ovos, (mais de 1 mes com os ovos no ninho).Morreu de anemia >> Assunto: Ovos Temos um casal de calopsitas, o Paulo e a Virginia...Ela botou 3 ovos que já eram pra ter eclodido mas isto não aconteceu...estão no ninho desde o dia 02 de agosto,ainda não tiramos os ovos, pois não sabemos o que fazer...e faz 3 dias hoje, dia 07 setembro que ela colocou mais um.Não sabemos como proceder,se alguem souber e quiser nos explicar agradeceremos,pois eles se revesão no ninho, quando virginia saí paulo entra.tiramos a gaiola toda manha para a varanda,eles sempre tomam o sol da manha, será que isto afeta em algo??? >> Assunto: Morte da femea calopsita A minha calopsita fêmea morreu e o macho ficou sozinho com 4 ovos e um filhote com 1 mês e meio sozinho o que devo fazer? por favor me responda o mais rápido possível. obrigado Primeiro eu preciso saber há qt tempo esses ovos estão sendo chocados,se for há mais de 20 dias vc pode retira-los pq não nascem mais.Vai ser muito dificil eles chocarem se o macho não fica em tempo integral no ninho.O calor do filhote pode sim aquecer os ovos a ponto de chocarem mas como ele se movimenta dentro do ninho esse calor não se mantem.Então é bom vc retirar esses ovos a fim de não estressar o macho e se tiver como coloca-los em outra ave faça. pelo q eu vi o filhotinho ta ajudando o macho a chocar os ovos isso é possivel? e dai entao os ovos poderao nascer? Provavelmente o macho continuara alimentando esse filhote,mas é bom vc dar uma ajudinha preparando uma papinha,pode ser a da Alcon pra psitacideos.Se o macho não quiser alimenta-lo vc deve dar a papinha do mesmo jeito.Tome cuidado com o macho pq apos a morte do companheiro esse tipo de passaro costuma ficar depressivo e ate morrer.Eu recomendaria que vc comprasse outra femea pra ele.Qt aos ovos que restaram,se eles tiverem mais de 20 dias de choco pode joga-los fora.Preste atenção no macho pois o casal costuma se revezar durante o choco,provavelmente ele permanece um tempo no ninho e sai,se isso está acontecendo jogue fora os ovos pq eles precisam de calor em tempo integral.Ou entao coloque-os embaixo de outra calopsita. >> Assunto: quando tirar do ninho A partir das tres semanas de vida vc pode começar a alimenta-los com papinha mas logo apos a alimentação devolva-os,assim eles acostumarão com vc.Fazendo isso todos os dias vc podera passar um tempo maior com eles cada vez mais.Qt a sair do ninho qd for a hora eles proprios saem sozinhos,mas antes disso vc pode tira- los um pouquinho todo dia pra alimenta-los e acostuma-los com vc,o resto é consequencia. 31
  • 35. 32 Guia de Saúde Como saber se meu pássaro está doente? Os pássaros selvagens possuem um interesse primário e vital: se proteger dos predadores. Uma doença ou lesão os torna alvos muito mais fáceis. Assim, no curso da evolução, as aves “aprenderam” a disfarçar suas doenças. Por esta razão, quando um pássaro mostra sinais da doença, eles já estão doentes a algum tempo. É importante, por isso, aprender a reconhecer os sinais precoces de problemas. Muitos proprietários lamentam, às vezes, mortes súbitas de suas aves, e se perguntam o porquê. Mas quando questionados sobre sinais ou sintomas específicos, a maioria admite mudanças, ainda que não soubessem que isso poderia indicar um problema. Por isso, é vital conhecer os hábitos e comportamento de seu pássaro, para saber quando ele esta agindo diferente. Também é vital olhar diariamente as fezes, de modo a detectar variações na cor, quantidade e consistência. Deve-se sempre observar: Mudanças no comportamento: pássaros independentes se tornam mais carentes, ou pássaros amorosos se tornam retraídos, ou um pássaro normalmente brincalhão perde interesse por seus brinquedos. Pássaros se tornam encorujados (com aparência de estarem “inflados”, com as penas eriçadas), com asas caídas, desatentos, abatidos, sonolentos (olhos fechando constantemente), ficam no fundo da gaiola ou sentados no poleiro, postura baixa no poleiro (quase horizontal) Mudanças no conteúdo fecal: excrementos normais, em um psitacídeo, são fezes verdes (maior parte: porção intestinal) com uratos branco ou creme seco e pastoso e urina incolor (parte renal), na quantidade de 25 a 50 por dia. Se as fezes se tornarem pretas, aquosas, ou de qualquer outra cor sem que haja mudança na alimentação, ou se elas diminuírem muito em quantidade, é um problema. Veja no item B.11 e E mais a respeito. Mudanças na aparência e atitude: mudanças no apetite (perda ou aumento), maior ingestão de água, mudanças ou perda da voz, mudas prolongadas (com penas perdidas e não repostas), hábito de arrancar ou mastigar as penas (auto-mutilação). Cauda batendo (acompanhando a respiração), fraqueza, vacilos freqüentes da cabeça, olhos com aparência cansada, respiração ofegante e dificultosa ou mais forte que o normal, secreção ao redor das narinas ou olhos, barulhos ao respirar (chiados ou espirros), penas manchadas de marrom acima das narinas (sinal de nariz escorrendo), vômito, diarréia, cloaca suja, inchaços, desidratação, pés gelados. Qualquer sinal de alteração no seu pássaro deve ser levado a sério, procurando-se um veterinário de aves rapidamente, pois as aves, após o desenvolvimento da doença, podem morrer rapidamente se não tiverem auxílio profissional. Primeiros Socorros Abaixo, problemas comuns e soluções caseiras para eles. No entanto, como será fácil notar, muitos casos recomendam ajuda veterinária, principalmente quando há qualquer sinal de doença. Aumento no consumo de água Água é essencial para qualquer ser vivo. As aves a absorvem das frutas, vegetais e da água que bebem. Um canário morre em um dia sem água. As calopsitas, em razão de seu habitat em terras secas da Austrália, conseguem ficar um pouco mais sem água, mas não é bom testar isso. As calopsitas bebem ao redor de uma colher de chá por dia. Mantenha sempre água limpa e fresca, todos os dias. Estresse, tempo quente, aumento de atividade ou exercício físico, diarréia e certos medicamentos (como antibióticos) podem fazer com que sua ave beba mais água. Elas também bebem mais água quando estão alimentando filhotes. Mas um consumo excessivo de água pode indicar doenças graves, como diabetes, doenças do fígado e rim, infecções urinárias ou peritonite.
  • 36. 33 Se sua ave parece saudável, apesar de beber mais água, não se preocupe. Mas se há algum sinal de doença ou se você está realmente preocupado com a quantidade de água consumida, procure um veterinário. As aves transpiram ao ofegar, causando perda de calor e água. Assim, se a ave está em um ambiente quente ou com incidência solar direta, isso acarretara aumento no consumo de água, em razão da perda excessiva. Perda de apetite Mudanças no apetite podem ser resultantes de estresse (causado por mudanças, como novos barulhos, nova gaiola, novos membros na família, nova comida) ou ambientes quentes. Se sua ave não se alimenta bem um dia ou outro, mas permanece alerta e ativa, isso não é motivo para preocupação. No entanto, uma queda no apetite pode ser um indicador de problemas. É importante lembrar que as aves, principalmente as de menor porte, possuem um metabolismo muito rápido, e por isso se alimentam com muita freqüência, várias vezes ao dia. Uma ave doente que não come direito não consegue manter sua temperatura corporal, e então ela fica encorujada, para manter-se aquecida. Se sua ave se recusa a comer por mais de dois ou três dias, talvez seja necessário forçar a alimentação com papinhas de filhote, como se faz com filhotes alimentados na mão. Se você conseguir alimentar sua ave com uma colher entortada (como se faz para filhotes), preenchendo o papo ao menos parcialmente, não há problemas. Mas se você não consegue isso, é necessário usar sondas para injetar o alimento direto no papo, mas isso requer material e ajuda profissional. Aumento no apetite Aumento nos exercícios, queda de temperatura, postura de ovos ou alimentação de filhotes provocam nas aves um aumento da necessidade normal de comida, especialmente calorias e proteínas. Nesses casos, não é necessário se preocupar. No entanto, um aumento no apetite pode indicar diabetes (os sinais iniciais de diabetes são aumento no consumo de alimento e água, perda de peso e fezes mais líquidas), vermes, giardíase, problemas pancreáticos, intestinais ou hepáticos. Em qualquer caso, se houver sinais de doença, procure um veterinário. Perda de peso As aves perdem peso se elas queimam mais calorias do que ingerem, por excesso de exercício, estresse, ou diminuição do apetite. O peso de uma calopsita pode variar, e o que você acha ser baixo peso pode ser normal. Abaixo, há uma tabela com o peso esperado de uma calopsita. Idade Peso (em gramas) 0-2 dias 4-6 3-6 dias 5-12 1-2 semanas 12-45 2-3 semanas 45-72 3-4 semanas 72-108 4-5 semanas 80-120 5-6 semanas 80-90 6-7 semanas 80-95 7-Adulto 90-110 Calopsitas realmente abaixo do peso são facilmente reconhecíveis, pois perdem gordura e músculos na região peitoral, fazendo com que a quilha se torne muito proeminente. Nesse caso, a perda de peso deve ter causas médicas, como problemas no pâncreas, fígado e intestinos (nesses casos, a comida não é absorvida corretamente), problemas renais, diabetes, giardíase, vermes, coccidioise e mais uma lista imensa. O que se pode fazer caseiramente é observar se a ave não está gostando da alimentação, ou se um alimento novo não foi bem aceito. Tente aumentar a quantidade de comida, ou troque por algo que ela gosta mais.
  • 37. 34 Ganho de peso Uma calopsita obesa pode apresentar muitos problemas de saúde, incluindo dificuldade em respirar, estresse, diabetes, problemas cardíacos e hepáticos. As causas da obesidade podem ser muitas, como ingestão de calorias em excesso, falta de exercícios, hereditariedade, hipertireoidismo, falta de lipase (enzima responsável pela queima de gorduras). No entanto, muitos problemas que ocorrem na região abdominal e peitoral podem ser confundidos com obesidade. Entre estes, estão tumores benignos, hérnia, ovo preso ou ascite (fluído no abdômen). Se as hipóteses de problemas de saúde e hormonais estiverem descartadas, o ideal é submeter sua calopsita a uma dieta (redução mínima de 25%) e aumento na atividade física. Aleijamento Por definição, uma ave aleijada é aquela que não possui, ou não consegue usar, uma ou as duas pernas. As causas mais comuns são: infecção, dor nos pés, deslocamento, fratura, luxação, torção, queimadura, falta de exercício, pressão do nervo ou vaso que irriga a perna, deficiência nutricional, artrite, poleiros inapropriados, lesões nervosas. Geralmente, quando as causas não são nervosas, problemas nos membros são causados por poleiros inadequados ou sujos. Poleiros muito pequenos promovem o crescimento das unhas, e essas podem quebrar ou enroscar na perna, causando dor e lesões, inclusive fraturas. Poleiros sujos, enrugados ou molhados podem irritar o pé da ave; nesse caso, lave a região irritada com água morna e passe alguma pomada tópica. Os poleiros devem estar sempre secos e limpos e devem ser de vários tamanhos, para que a ave exercite a musculatura do pé. Em qualquer caso, ainda mais se você achar que a causa é nervosa ou por lesão, procure ajuda médica. Alergias Muitos produtos podem causar alergias em aves. Os sintomas mais comuns são flatulência, inflamação da cloaca ou espirros freqüentes. É muito importante que você tente achar a causa: algum lençol ou cobertor que cobre a gaiola, flores ou plantas, sprays, produtos de limpeza, alguma comida, cigarro ou fumaças em geral são as causas mais comuns. Inchaços Geralmente, inchaços ou caroços que surgem nas aves são benignos, e causados por traumas. Por exemplo, se sua ave voar de encontro a algum objeto e bater com força, pode desenvolver um hematoma, que irá desaparecer com o tempo. Mas há várias outras causas, como abscessos, cistos, gota/artrite, incrustações no bico e olhos (geralmente causados por sarna), depósitos de gordura sob a pele, e até tumores. Os abscessos são inchaços quentes, doloridos, avermelhados e duros ao toque, causados por deposição de pus (em decorrência de alguma infecção bacteriana) e geralmente encontrados embaixo dos olhos, pés e bico. Se não tratados, a infecção pode se espalhar por órgãos vitais, como pulmões, coração, rins e cérebro, através da corrente sanguínea. O ideal é procurar ajuda médica, para administração de antibióticos. Careca A mutação lutino é bem conhecida pelo seu defeito genético de gerar calopsitas carecas (algumas mais, outras menos). Mas a perda de penas na cabeça pode ser também devido a outras calopsitas agressivas; nesse caso, a única solução é separar as aves. Há uma doença séria, denominada PBFDS (do inglês psittacine beak and feather disease syndrome) que promove crescimento anormal de penas (deformadas, enroladas, comprimidas ou unidas) na cabeça e no corpo, além de provocar queda no sistema imune, pneumonia, hepatite e problemas gastrointestinais.
  • 38. 35 Regurgitação A regurgitação nada mais é do que a expulsão do conteúdo do papo. As causas mais freqüentes para isso são comportamentos de corte e nidificação, bloqueio do trato digestivo superior, aumento das glândulas tireóides e infecções no papo, envenenamento por metais ou produtos químicos. Mas algumas calopsitas podem regurgitar para um brinquedo, espelho ou para uma pessoa, na tentativa de alimentá-los. Isso é uma profunda demonstração de carinho. A regurgitação pode ocorrer por um bloqueio no papo, ao engolirem algum objeto que obstrua seu trato digestivo ou pelo consumo excessivo de areia (elas geralmente ingerem pedregulhos para ajudar na digestão, quando estão com alguma indisposição gastrointestinal). Nesse caso, algumas gotas de óleo mineral e massagem no papo ajudam. Outra causa comum é o aumento da tireóide, principalmente se a dieta for pobre em iodo. Diarréia É um dos problemas mais comuns nas aves, e podem ser um prenúncio de problemas graves. Um excremento normal consiste em uma mistura de fezes (a parte verde e firme) e urina (constituída da urina em si, liquida, e de uratos, mais consistentes e brancos). A diarréia pode ser causada por problemas no trato digestivo e órgãos associados (pâncreas e fígado) ou urinário, por infecções bacterianas, psitacose, giardíase, candidíase, mudanças na dieta (principalmente pela ingestão de frutas), medicamentos e estresse. Se a diarréia for isolada, e sua ave estiver alerta, sem mudanças no comportamento, não se preocupe muito. Administre soro caseiro três vezes no dia, para cortar a diarréia, ou dê 2 gotas de pepto-bismol, duas vezes ao dia. Remova frutas e vegetais da dieta por um tempo. Mas se a diarréia perdurar e sua ave apresentar qualquer outro sinal estranho, procure um veterinário com urgência, pois pode ser alguma doença em estado já avançado. Constipação Não é um problema comum nas calopsitas. Pode ser causado por ingestão de pedrinhas, objetos estranhos, dietas pobres, má higiene, pressão do reto (por tumores), ovo preso, hérnia ou obstrução da cloaca. O que se pode fazer é limpar a área da cloaca com água morna e sabão, passando algum creme se a área estiver irritada, e ministrar leite de magnésia (4 gotas no bico) Espirros e secreção nasal Espirros podem ser causados por irritações passageiras e alergias, mas também podem ser sinais de problemas respiratórios. Nesse caso, podem ser acompanhados de tosse (é possível ouvir clicks vindos da garganta) e inflamação na garganta (mudanças na voz ou canto). Quando as narinas estão com alguma secreção, as penas acima das narinas ficam amarronzadas. Esse problema pode ser causado por sementes ou algum objeto que entrou nas narinas, irritação causada por aerossóis ou infecções. Uma infecção respiratória tem como sinais secreção nasal e ocular, penas eriçadas, letargia, arrepios e respiração ruidosa ou com dificuldade. As causas mais comuns de infecções são variações grandes de temperatura no ambiente. É proibido deixar sua ave ao lado de aquecedores de ar ou ar- condicionado, ou ainda deixá-la em locais com correntes de ar ou exposta a chuva. Se o problema é algum objeto nas narinas, tente retirá-lo cuidadosamente com cerdas de escova ou cotonete. Respiração curta A respiração rápida e curta pode ser provocada por altas temperaturas; a ave respira de modo ofegante para se refrigerar. Elas também têm esse comportamento quando estão assustadas ou nervosas. Em todos estes casos, basta deixá-la em um local ventilado ou deixá-la se acalmar que sua respiração voltará ao normal.
  • 39. 36 Mas se sua ave realmente está com dificuldades em inspirar e expirar, pode haver alguma obstrução no peito, pulmão ou vias respiratórias. Por exemplo, um aumento abdominal causado por tumor, peritonite (causada por ovo preso) ou ascite podem impedir a expansão total da caixa torácica. A dificuldade em respirar também pode ser causada por infecções bacterianas ou por fungos e ácaros. Em todos esses casos, o ideal é ter ajuda veterinária. Problemas no bico Um bico para um pássaro é imprescindível: é com ele que a ave come, bebe, se defende, sente o mundo, e se movimenta. Um pássaro com bico defeituoso é infeliz e bravo. Além disso, se o problema impossibilitar que ele coma, ele pode morrer. Há várias doenças que podem afetar o bico, alterando a cor, provocando quebras, crescimento anormal, deformações, lesões e tumores. Deficiências nutricionais (proteínas em falta e vitamina A em excesso) e infecções bacterianas também causam problemas. Quando uma ave é jovem e fratura o bico superior, o tratamento dá resultados satisfatórios. Você pode envolver o bico com fita adesiva por 3 semanas, período em que ocorre a cicatrização. Se ocorrem quebras mas essas não afetam a alimentação, elas irão ser reparadas com o tempo, e intervenções não são necessárias. Problemas nos olhos Os sintomas mais freqüentes indicativos de problemas nos olhos são piscadas freqüentes, olhos fechados, vermelhidão, inchaço e secreção. Esses sintomas podem ser causados por infecções bacterianas, vírus, fungos e ácaros, deficiência de vitamina A, irritações (causadas por aerossóis, batidas ou briga com outra ave), psitacose, infecção nos sinos nasais ou abscessos. Se houver alguma secreção, limpe com colírio oftalmológico, ácido bórico oftalmológico ou soro fisiológico. Evite produtos que possam causar irritação. Mantenha longe de luz intensa, que pode irritar mais ainda. Auto-mutilação (arrancamento de penas) Uma ave saudável limpa constantemente suas penas, aplicando óleo (proveniente de uma glândula interna) e removendo canutilhos que envolvem as penas novas. O fato de arrancar penas pode ter muitas causas: doenças internas, má-nutrição, problemas nervosos ou hormonais, aborrecimento, infecção nos folículos das penas, parasitas, vírus ou excesso de zelo da mãe ou companheiro ao limpar as penas dos filhotes/companheiro. Descobrir a causa exata para esse problema é tarefa árdua. Se, após um checkup médico completo, verificar- se que a causa não é médica, e sim comportamental, você deve avaliar alguns aspectos, na tentativa de inibir esse hábito nas aves. O 1º ponto a verificar é o local da gaiola. Esta deve estar em local sem muito trânsito, encostada a alguma parede, e sem outros animais que possam incomodar ao redor. Um pássaro super-estimulado não é capaz de relaxar. Para que ele tenha maior sensação de segurança, a gaiola não deve estar em frente a janelas, corredores ou no centro do ambiente. Outro ponto a se considerar é sono. As aves devem ter 10-12 horas de sono contínuo, em local quieto e escuro. Sem isso, elas ficam ansiosas e nervosas. Exercício é vital para a saúde de uma ave. Faça-a bater as asas, subir e descer escadas ou a gaiola, escalar poleiros e andar no chão. Banho também é muito importante, e aves com esse problema devem fazê-lo diariamente. É fato que aves não arrancam penas molhadas; mas só as mantenha úmidas se o ambiente for quente a ponto de permitir isso. O hábito de arrancar e mastigar penas pode ser decorrência de pele seca, má-condição das penas ou maus hábitos de limpeza da ave, e esses fatores podem ser contornados com banhos diários, que irão estimular a ave a se limpar.
  • 40. 37 Brinquedos também ajudam, uma vez que se seu pássaro estiver entretido com um, ele não estará arrancando as penas. Alguns brinquedos, inclusive, são ideais para esse problema, imitando a textura e aparência das penas. Poleiros inadequados, muito grandes ou muito pequenos, também geram insegurança na ave. Um último ponto a ser lembrado é não recompensar o ato de arrancar penas. Se a ave arranca uma pena e você responde de algum modo (não importa se o que você diz é positivo ou negativo), ela associará o hábito com chamar atenção, e isso só irá piorar o problema. O ideal é desviar a atenção para uma comida, brinquedo ou qualquer outra coisa. Você deve interagir com sua ave, mas nunca quando ele estiver se mutilando. Também é importante perceber em qual momento a ave mais arranca penas: de manha ou à noite, na sua ausência ou na sua presença, se fica nervoso perto de algo ou alguém. Berros As calopsitas costumam vocalizar ao nascer do dia e ao anoitecer, para chamar a atenção, para cumprimentar alguém, ou para demonstrar algum sentimento, como descontentamento. Se os berros de sua ave incomodam, tente mantê-la perto de você, ofereça atenção e brinquedos ou alimento. Os psitacídeos em geral não gostam de isolamento. Agressão e bicadas Bicar é um comportamento natural no ambiente selvagem. Os pássaros usam o bico para se alimentar, limpar, escalar, se defender, sobreviver, manter o controle no bando. Quando um psitacídeo bica, é em resposta a três comportamentos diferentes: medo, territorialismo ou por razões sexuais. É fácil identificar um pássaro amedrontado: ele grita, silva, fica arrepiado, tenta se esconder em algum canto da gaiola e fica com as penas eriçadas. Geralmente, uma ave responde desse modo a mudanças no ambientes, a movimentos repentinos, barulhos altos, portas batendo, crianças berrando, trovões. Uma ave também pode bicar se perder a confiança em você, achar que você representa perigo de alguma forma. Pássaros capturados, importados ou mantidos em quarentena são extremamente estressados, e geralmente apresentam problemas psicológicos, sendo muito defensivos. O territorialismo em animais de estimação é expresso pela defesa da sua gaiola, brinquedos e comida.se sua calopsita não quiser ter seu território invadido, ela irá bicar. Ela pode considerar sua mão um predador em potencial, e irá bicar dedos e mão. Mudanças hormonais também afetam o comportamento de sua calopsita. Chega uma fase em que sua calopsita quer acasalar e se reproduzir; se isso não ocorre, ela se sente frustrada e acaba bicando. Mas esse comportamento é passageiro. Se, no entanto, sua ave escolher um humano como parceiro, ela ficará possessiva, bicando qualquer um que chegue perto. O pior ocorre quando sua calopsita escolhe você como parceiro e você não corresponde; nesse caso, ela irá te bicar. Mesmo sendo difícil, há algumas coisas que podem ser feitas para diminuir ou parar com as bicadas, uma vez identificada a causa. Em 1º: ignore o comportamento negativo, mesmo que a bicada doa (e muito), e reforce o comportamento desejável, com afagos e elogios. Se cada vez que a ave bicar você responder de algum modo (berrar com a ave, retirar a mão bicada, bater no bico, soprar a face ou empurrar a ave), isso só irá reforçar o comportamento negativo. Em 2º, não permita que sua ave empoleire acima de você; isso faz com que se sinta dominante; permita apenas que ela se empoleire no nível do seu peito. Em 3º, mantenha as asas cortadas: isso o faz se sentir mais dependente. Descoordenação Abaixo, estão alguns sinais que, se sua ave apresentar, deve ser levada ao veterinário imediatamente. Geralmente há tratamento, mas que necessita de acompanhamento. Cabeça inclinada: as causas mais comuns são traumas na cabeça (por exemplo, batidas durante o vôo), envenenamento por metal pesado (chumbo), infecções (no ouvido interno ou generalizadas) e tumores.
  • 41. 38 Descoordenação: infecções, toxinas, tumores e deficiências vitamínicas fazem com que sua ave fique cambaleante. Fraqueza: se sua ave não consegue se manter no poleiro, pode ser sinal de infecção generalizada, nutrição deficiente (falta vitamina E ou selênio), fraturas, danos nervosos, artrite, falta de cálcio no sangue ou tumores. Paralisia das pernas: tumores abdominais, infecções, traumas, nutrição deficiente (falta vitamina E ou selênio), ovo preso ou danos nervosos. Convulsões: podem ser causadas por envenenamento, deficiência nutricional, epilepsia ou doença infecciosa. Sangramento Lave a área com peróxido de hidrogênio 3% e aplique pó anti-hemorrágico (como amido de milho, farinha ou algum comprado na farmácia). Se necessário, cubra o ferimento com gaze e segure firme por 2 minutos. Se o corte for nos pés ou pernas, aplique pomada antibiótica. Se o corte é no corpo, cubra com gaze ou band-aid. Se, no entanto, o sangramento é em decorrência de uma pena em crescimento (que possui irrigação sanguínea) que quebrou ou foi cortada erroneamente, o ideal é arrancar a pena. Só assim o folículo irá fechar e parar o sangramento. Para arrancar, uma pessoa deve segurar com cuidado a ave, enquanto uma outra arranca a pena na base, com uso de um alicate pequeno (pinça não serve!). Em seguida, aplique algum pó anti-hemorrágico com cotonete diretamente no folículo e pressione com uma gaze, até parar o sangramento. Piolho O remédio mais eficiente e menos tóxico ainda é o Kill Red (importado), mas se for pouco piolho poder lavar ele em água com vinagre que funciona bem. É uma colher de sopa de vinagre para um litro de água. Vaporizar por 4 dias (cuidado com os olhos pois arde). Pode ser usado também o Piolhaves, porem sua aplicaçao eh perigosa, deve-se cubrir a cabeça da ave com uma toalha e usar luvas e mascaras. Vermífugo Vermifugar as aves antes delas começarem a criar, colocar Mebendazole na água por 3 a 5 dias. A vermifugação é feita pelo menos uma vez ao ano e sempre entre o período do término da muda das penas e início da temporada de procriação. Vermífugo (Mebendazole - Avitrin) só depois dos 5 meses. Ovo preso Ovo preso é a inabilidade de uma fêmea em expelir o ovo pela cloaca. As causas mais comuns para esse problema são: fêmea muito jovem tentando botar seu primeiro ovo, falta de cálcio na dieta, falta de vitaminas e minerais, obesidade, disfunção do trato reprodutivo, excesso de reprodução. As deficiências nutricionais podem fazer com que a ave produza ovos com a camada externa menos dura e maior que o normal, ou ovos de formatos anormais. A camada externa macia faz com que os músculos do ovário e da cloaca não consigam empurrar o ovo adiante. Além disso, os músculos dessa região também podem estar fracos, por falta de uma dieta adequada, não conseguindo contrair de modo eficaz e expelir o ovo. Os sintomas de um quadro de ovo preso são: pássaro sentado no chão da gaiola, sentado sobre a cauda, com as pernas estendidas, rabo batendo direto, distensão abdominal, esforço continuado, respiração difícil, falta de fezes e penas eriçadas. O ovo preso também pode afetar os nervos que controlam a musculatura da perna, impossibilitando que a ave fique empoleirada. Em razão de esforço prolongado, a ave também fica fraca, exausta e pode até entrar em choque. O tratamento nesses casos requer ajuda médica, que em primeiro irá recorrer a técnicas não-cirúrgicas (como injeção de cálcio e hormônio diretamente no fêmur, promovendo contração muscular) ou a retirada do ovo sem necessidade de cirurgia.
  • 42. 39 É importante você NUNCA tentar retirar ou quebrar o ovo, pois isso pode ser fatal. O que você pode fazer de imediato é passar óleo mineral na cloaca e colocar a ave em um local quente (90 F) e úmido (umidade 60%), como por exemplo banheiro com chuveiro ligado. Isso ajuda os músculos a relaxarem e empurrar o ovo. Mas, se isso não acontecer em meia hora, corra para o veterinário. Envenenamento Se a ave ingerir ácidos, bases ou produtos a base de petróleo, faça-a beber leite misturado com pepto- bismol, clara de ovo ou azeite. NÃO provoque vômito. Se o envenenamento for por qualquer outro agente, provoque vômito (misture água e mostarda e coloque diretamente na garganta). Queimaduras Borrife com água gelada duas vezes ao dia, passando alguma pomada ou pasta para assaduras. Se a queimadura for por gordura quente, passe farinha ou amido de milho antes de enxaguar com água. Choque por calor Borrife as penas com água gelada e coloque os pés em água gelada. Coloque em um local fresco e arejado. Mas tome cuidado para evitar que a ave se resfrie. “Pesadelos” noturnos É comum que sua calopsita se assuste à noite, com vultos se movendo, luzes ou barulhos. Em resposta, elas começam a bater freneticamente as asas, correndo serio risco de se machucar. Quando isso ocorrer, você deve acalmá-la até que ela volte ao normal. Para evitar esses sustos noturnos, o ideal é manter a gaiola coberta à noite. Pediatria (problemas comuns em filhotes) Durante a fase de filhotes, você deve se atentar a dois fatores: olhar por sinais de doenças ou ver se a mãe não está negligenciando ou machucando o filhote. Se um filhote ficar doente ou hipotérmico, a mãe provavelmente o abandonará. Os pais também recusam comida quando está muito quente ou frio, quando são inexperientes, quando há muito barulho ou atividade ao redor do ninho. Nesses casos, será necessário você mesmo alimentar os filhotes com papinha. Outro problema comum é a mãe depenar os filhotes. Geralmente isso não é problema, mas se a situação for severa, separe a mãe, e deixe apenas o pai cuidando dos filhotes. Quando houver filhotes, mantenha os comedouros dos pais com alimentos mais palatáveis, como frutas, vegetais e ração para bebê. Se houver pouca comida, os pais irão alimentar filhotes com o que eles acharem: pedaços de poleiro, material do ninho,... O único problema em se alimentar filhotes na mão é quando você não tem noção de como fazer isso. Há vários problemas que podem ocorrer se você não tiver uma orientação prévia, geralmente causados por papinha fria ou quente demais ou pela administração errônea da papa. Queimadura no papo: queimadura do papo e esôfago em razão de papa muito quente. A pele fica vermelha, e, se for muito sério, podem formar-se bolhas e feridas. Se a ferida se abrir, cria-se um buraco, e o papo fica exposto. Se você perceber a queimadura a tempo, inunde o papo com água fria. Se você perceber, após alguns dias, o papo inchado e descolorado, aplique vitamina A e D e alimente em pequenas quantidades. Mas se a queimadura for séria, a ponto de criar bolhas ou feridas, corra para um veterinário. Para evitar erros, a papinha deve sempre estar entre 100-106 F. Evite também esquentar a papinha no microondas, pois o aquecimento nunca é homogêneo, podendo haver bolhas quentes no meio. Sour crop: é um termo de tradução meio complicada, mas que significa algo como “papo azedo”. Ele é causado pelo acúmulo de comida estagnada no papo, provocando uma descida mais lenta da comida; isso faz com que fique cada vez mais comida no papo, e essa vai ficando cada vez mais azeda, fermentada. As
  • 43. 40 causas disso são comida muito fria ou excesso de comida, não permitindo o esvaziamento total do papo pelo menos uma vez ao dia. Veja no item “parada gastrointestinal” como proceder. Pneumonia por aspiração: pode ocorrer do filhote aspirar papinha, e essa ir para a traquéia e pulmões. Isso geralmente ocorre quando é dada papinha demais e o papo fica muito cheio, ou quando alguém tenta usar seringa para alimentar e o faz erroneamente. Quando há aspiração, a ave espirra, tosse, balança a cabeça e luta para respirar. Se ele ainda respirar, ele vai desenvolver pneumonia. A única solução, nesses casos, é veterinária. Parada gastrointestinal (slow gut): ocorre quando o papo se esvazia muito lentamente e o trato digestivo inteiro fica lento. Isso é causado por papo azedo, comida muito fria, muito grossa, ou por papos alargados por superalimentação. A primeira coisa a ser feita é verificar se a ave está eliminando fezes (isso é um bom sinal, pois indica que o trato digestivo não está totalmente parado). Todo o processo a seguir deve ser feito em um local quente, para que a ave não tenha uma hipotermia, e deve ser feito apenas por um veterinário ou alguém que saiba o que está fazendo. Se o papo está apenas um pouco cheio, e já é hora da próxima refeição, injete com sonda 10 ml de Pedyalite e massageie com cuidado o papo. Se funcionar, a ave irá defecar em 1 hora. Repita até que o papo fique totalmente vazio. Só aí dê alimento normalmente. Se o papo, ao contrário, não esvazia nem um pouco, será necessário esvazir e limpar, com a ajuda de uma seringa e sonda próprias. Ao esvaziar o papo, analise o conteúdo: se houver grumos brancos, provavelmente é uma infecção por Candida; se for viscoso e fedido, é problema de infecção bacteriana. Para lavar o papo, misture Nolvasan com água morna (104 F) e injete 10 ml, deixando por 2 min, removendo em seguida. Repita o procedimento até que essa água volte limpa. Coloque 5ml de Nystatin no papo (para combater a infecção por fungos) e, após 5 minutos, mais 5 ml de Pedialite morno (contrea desidratação) ou água morna. Após 2-3 horas, dê uma quantidade pequena de papinha, bem diluída, e espere ver se a ave elimina fezes. Se isso não ocorrer, a única solução é correr para o veterinário. Problemas mais comuns Sistema digestivo Os principais sintomas podem ser: vômito, anorexia (animal pára de comer), diarréia, tenesmo (animal não evacua) e fezes alteradas (alteração de cor, formato presença de sangue, parasitas ou muco). Vômito e regurgitação. Principais alterações: A presença de sangue digerido (mais escuro) ou vivo: As causas podem ser problemas desde a cavidade oral até as alças intestinais; bactérias; ingestão de corpos estranhos; lesões (quebra de ovo dentro do oviduto, por exemplo). Diarréia: geralmente causada por fungos, vermes ou bactérias (fazer exame de fezes); antibióticoterapia; alimento rico em fibras (alteração na dieta); intoxicação por metais pesados ou problemas fisiológicos de digestão; Tenesmo: fezes ressecadas; fecalomas (tumores); obstrução (parasita, C.E., tumor); Na cavidade oral, podemos ter a presença de parasitas, lesões por fungos (micose destrói todo material córneo do bico), bactérias ou vírus e, por fim, tumores. Sistema tegumentar Auto-mutilação: arrancamento das penas. As causas são variadas: deficiência nutricional (aminoácidos, vitaminas e beta-caroteno), parasitismo na pele e na pena (causam coceira e o animal tenta arrancar a pena para tentar resolver o problema), problema comportamental ou desequilíbrio hormonal; Bico: descamação excessiva, devido a deficiência nutricional (cálcio e vitamina A) – são processos crônicos. Crescimento excessivo do bico, por falta de desgaste, também é comum. Ectoparasitas: piolho (principalmente em aves de pequeno porte), pulga, percevejo, sarna, piolhinhos de ninho carrapatos (Argas miniatus, encontrados mais em pombos – zoonose). Na sarna, o bico fica deformado, poroso, crescimento excessivo e frágil. A sarna também pode acometer os pés, provocando o
  • 44. 41 aparecimento de escamas (placas) grandes e esbranquiçadas. A ave se coça bastante. O tratamento é sistêmico, associado a limpeza da gaiola. Cisto folicular ou foliculite: a pena não consegue sair do folículo e “encrava”. O folículo inflama e incomoda o animal. Canários são os mais afetados. Também conhecido como “Bola”, pode ocorrer em qualquer parte do corpo. O tratamento é cirúrgico. Vírus: - podem causar uma deformação e crescimento irregular da pena, acometendo principalmente os filhotes de periquitos australianos. Os animais que sobrevivem, após 1 ou 2 mudas, voltam ao normal, mas tornam-se portadores. Outro tipo de vírus pode causar lesões em pele ou órgãos. As lesões são secas, lembram verrugas e podem se espalhar por toda a pele. Geralmente as aves contraem estes vírus através de mosquitos. Tratamento local sobre as lesões e também sistêmico. Traumatismos: predadores, filhotes que se machucam, pais machucam os filhotes, pedras atiradas. Queimaduras ou abcessos subcutâneos: aves geralmente desenvolvem um pus caseoso (endurecido). Extração manual. Sistema locomotor Tumores (osteossarcomas), deficiência de cálcio, lesões nas patas (devido a poleiros inadequados ou piso de gaiolas muito ásperos). Forma-se um calo, que infecciona e dói. Tratamento local e demorado. Sistema reprodutor Nas fêmeas, o mais freqüente, é a retenção de ovo (problemas de postura; casca grossa, porosa ou áspera; falta de cálcio ou hormônio para contração muscular; falta de lubrificação do ovo e problemas anatômicos) e cistos ou infecção ovarianos (aumento do número de folículos ou contaminação dos mesmos por bactérias). Sistema respiratório Entre os principais sintomas envolvidos temos: dispnéia, corrimento nasal, inchaço infra-orbital, respiração ofegante, movimento de cauda, ruídos respiratórios e espirros. Bactérias e fungos são os principais agentes causadores de doenças respiratórias. Não devemos esquecer de vírus e ectoparasitas (a sarna também pode afetar as narinas). Outros parasitas, se instalam na traquéia, prejudicando a vocalização das aves. Um quadro clínico bastante comum é chamado de PEITO-SECO, onde a ave apresenta alteração respiratória, diminuição do apetite e uma atrofia do músculo peitoral. Tratamentos suporte, antibióticos e boa ambientação, é o protocolo mais indicado. Doenças respiratórias são altamente transmissíveis, e evoluem em um tempo muito curto, portanto devem ser detectados rapidamente e o tratamento iniciado o mais rápido possível. Portanto, a PREVENÇÃO é nosso principal objetivo. Doenças mais comuns Psitacose ou Chlamidiose ou Febre dos psitacídeos Doença causada pela bactéria Chlamydia psittaci. Nas aves, a infecção pode ser aguda ou crônica. Os casos crônicos são difíceis de diagnosticar; uma ave pode incubar a bactéria por anos, de modo assintomático, aparentemente saudável. Por vezes, podem mostrar-se sonolentas, com perda de apetite e asas sem brilho, opacas. Nos casos agudos, o pássaro fica doente de repente, com olhos irritados e vermelhos (conjuntivite), anorexia (perda de peso, podendo chegar até a quadros de peito seco) e diarréia verde. Ainda, pode desenvolver problemas respiratórios (dificuldade em respirar, espirros), letargia, problemas hepáticos, aumento do baço e até morte. A bactéria é altamente contagiosa, sendo transmitida por via aérea, via fezes e fluídos respiratórios (a bactéria consegue sobreviver em partículas por um bom tempo até ser inalada por outro animal). A transmissão é aumentada pelo contato direto com pássaros doentes ou infectados. Pássaros jovens e estressados (doentes, em nova dieta ou em mudança) são os mais susceptíveis.
  • 45. 42 O tratamento, se feito corretamente, tem altas chances de cura, e é feito a base de antibiótico tetraciclina (oxitetraciclina, doxiciclina, vibramycin), durando 45 dias. Durante o tratamento, qualquer fonte de cálcio deve ser eliminada. Um ponto a destacar é que a psitacose é uma zoonose, ou seja, pode afetar o ser humano. Apesar de ser MUITO raro, pode atacar pessoas imunodeprimidas, como idosos, crianças, doentes, aidéticos ou grávidas. Giardíase Resulta em indigestão, diarréia, pele vermelha, seca e escamosa, coceira e depenação. Aspergillosis Doença causada por um fungo, Aspergillus fumigatus, que produz endotoxinas responsáveis pelo desenvolvimento dos sintomas. Quando os esporos do fungo entram no sistema respiratório da ave, causam graves infecções respiratórias. Essa doença pode ser fatal, principalmente em aves imunodeprimidas. Os esporos do fungo são transmitidos por alimentos, solo ou ar. Pássaros saudáveis, não estressados, são muito resistentes. Mas aves jovens ou velhas, tomando medicamentos, imunodeprimidas, em reprodução ou qualquer outro tipo de estresse são muito suscetíveis. Os sintomas incluem esforço para respirar, respiração acelerada, mudanças na voz, fezes anormais, regurgitação, perda de apetite, aumento da sede, definhamento, diarréia, anorexia, secreção nasal, conjuntivite, dispnéia, sonolência e lesões internas nos órgãos respiratórios. O tratamento é feito à base de anti-fúngicos (como amphotericin, flucytosine, fluconazole, itraconazole) e imunoestimulantes. Coccidiose aviária A Coccidiose é uma doença do trato intestinal (geralmente em pombos), disseminada por todo o mundo. Quase todos os pombos têm coccídeos alojados no intestino delgado A coccidiose representa uma constante ameaça às criações de aves de produção, assim como também pode afetar a criação de pássaros que vivem em cativeiro tais como bicudos, curiós, canários, periquitos, etc. Eimeria e Isospora são as grandes responsáveis por esta protozoose que ao se instalar numa criação pode levar a grandes perdas, daí a sua importância econômica. Aves mal alimentadas, submetidas a "stress", e aquelas que recebem rações pobres em nutrientes essenciais tais como a vitamina A e proteínas, são mais facilmente vítimas desta doença. A coccidiose se instala preferencialmente no intestino, porém existe a forma renal que se manifesta em gansos, por exemplo. A transmissão da doença se dá através de oocistos que são eliminados com as fezes e a urina, e ao contaminar os alimentos, a água, e o meio ambiente, disseminam a coccidiose no plantel. Ao se instalar na parede do intestino, Eimeria e Isospora causam lesões que serão responsáveis por danos à saúde da ave, ao dificultar a absorção dos nutrientes. Os sintomas da coccidiose são: penas arrepiadas, sonolência, perda do apetite, diarréia de coloração variando do esbranquiçado ao vermelho (sanguinolenta), fraqueza, palidez na coloração da pele, magreza, problemas na reprodução com aumento na mortalidade dos filhotes etc. O diagnóstico da doença pode ser feito facilmente através do exame de fezes preferencialmente colhidas durante vários dias e conservadas em MIF ou outro conservador adequado para fezes. A necropsia das aves mortas pela doença também é outra forma de diagnóstico, permitindo um exame mais detalhado face á gravidade dos danos causados pelo parasita na parede intestinal. A forma assintomática (ou sub-clínica) é a mais freqüente. Após uma primeira ingestão de pequenas quantidades de oóscistos, os pombos ficam imunes à infecção pela estimulação de mecanismos de defesa internos, sem que se verifiquem sinais visíveis da doença. Com esta protecção, reforçada pela ingestão
  • 46. 43 constante de pequenas quantidades de oóscistos, as aves vivem numa espécie de equilíbrio, o que também as protege de doenças intestinais graves. A forma aguda da doença, com perturbações visíveis, graves e generalizadas. A coccidiose ocorre quando os pombos jovens e ainda não protegidos são infectados pela ingestão de grandes quantidades de oóscistos, ou quando a imunidade dos pombos adultos é reduzida ou diminuída por factores causadores de stress. O tratamento é feito através da administração de medicamentos denominados de coccidiostáticos ou coccidicidas adicionados à ração ou à água do bebedouro. A indústria farmacêutica dispõe de vários produtos para prevenir e curar a coccidiose, e amplos estudos vêm sendo realizados nessa área, em face dq importância econômica que ela representa. Um dos grandes problemas enfrentados pelos pesquisadores é a grande resistência que Eimeria e Isospora desenvolvem aos medicamentos, transformando este assunto em fascinante motivo de pesquisa. Forma assintomática: quando existe suspeita de infecção e as aves revelam apenas uma infestação leve, não devem tratar-se para não perturbar o equilíbrio entre hospedeiro/agente patogénico. Forma aguda: os pombos doentes tratam-se com chevi-kok. Como apoio ao tratamento, administra-se multivitamin EB12, em conjunto com uma dieta alimentar equilibrada. Nota: chevi-kok pode ser administrado durante a muda. Infecções virais O poliomavírus aviário é um agente comum da morte de bebês, afetando principalmente aqueles entre 2 semanas a 5 meses. Um pássaro adulto infectado pode se mostrar saudável, sem sintomas, senso apenas portador. Mas os filhotes afetados apresentam problemas em quase todos os órgãos, o corpo não é capaz de processar comida, resultando na parada da digestão e morte. Também apresenta hemorragia sub-cutânea e infecções. Quando um adulto desenvolve sintomas, esses incluem perda de peso, infecções, má-formação das penas e morte por falência renal. Essa doença não tem cura, mas as aves podem ser vacinadas ainda quando bebês. Outro causa a doença da dilatação proventricular, com perda de peso, sinais gastro-intestinais, neurológicos e morte. Infecções respiratórias São comuns principalmente em regiões de baixa umidade. Também causadas por falta de vitamina A. os sintomas mais comuns são espirros muito freqüentes e secreção amarela ou verde nas narinas. Tratadas com antibióticos, nebulizações, suplementação vitamínica e antifúngicos. Degeneração hepática Doença causada por dietas ricas em gorduras e pobres em nutrientes essenciais (biotina, colina e metionina), como se verifica em dietas baseadas em sementes, especialmente girassol. A doença consiste no aumento do conteúdo lipídico sangüíneo e falência hepática. O tratamento consiste em uma dieta balanceada, livre de hepatoxinas. Deficiências nutricionais Provenientes de dietas desbalanceadas, a base unicamente de sementes, com alto conteúdo de gordura e falta de proteínas e nutrientes essenciais. Os mais comuns são falta de cálcio e vitamina A. A falta de cálcio leva ao aumento da urina e sede (sinais de problemas nos rins), alem de fraturas (em decorrência de ossos fracos). Deficiência de vitamina A pode causar problemas de pele, digestivos e respiratórios. Alertas e toxinas Gatos
  • 47. 44 Carregam uma bactéria chamada Pasteurella, inofensiva para eles, mas letal para as aves. O simples contato com saliva, fezes ou comida pode infectar seu pássaro. Se isso ocorrer, trate com peróxido de hidrogênio e aplique pomada antibiótica. Corra para o veterinário para tratamento assim que puder (o tratamento será feito a base de ampicilina). Perigos caseiros comuns Aves que não possuem asas cortadas correm grande perigo dentro de casa, em razão de portas abertas, banheiros, panelas no fogão, águas profundas em pias, bacias e vasos, ventiladores de teto, fios elétricos e quaisquer outras coisas que possam ingerir e mastigar ou que possam causar danos através de envenenamento ou lesões corporais. Os perigos mais freqüentes são: óleo quente (além de poder cair, a fumaça é prejudicial), contas de vidro (facilmente ingeríveis), canetas (tóxicas), teflon (a fumaça do superaquecimento é altamente letal), aerossóis de qualquer tipo, carpetes novos. Todas essas substâncias inaláveis são extremamente perigosas para as aves, pois como elas possuem um sistema respiratório muito delicado (ainda que eficiente), podem ser causadas lesões pulmonares graves e irreversíveis. Evite aerossóis, pesticidas, inseticidas, sprays, naftalina, cola, tintas, acetona, amônia, fumaça de cigarro (e quaisquer outras fumaças, principalmente as provenientes da cozinha), gases e odores em geral (como velas e papéis perfumados) Comidas tóxicas Abacate: proibido totalmente, pois pode matar rapidamente. Bebidas alcoólicas: apesar de óbvio, nunca é demais lembrar: nunca dê bebidas alcoólicas a seu pássaro, são totalmente proibidas. Além de ser cruel e nada divertido embebedar uma ave, o fígado delas não consegue metabolizar o álcool, podendo causar lesões cerebrais e morte. Mesmo a inalação de etanol deve ser evitada, pois causa intoxicação. Chocolate: proibido totalmente. O consumo de pequenas quantidades pode causar hiperatividade, vômitos, diarréia, batidas cardíacas irregulares, ataques e morte. Cafeína: aqui se incluem bebidas cafeinadas, como café e chá. Os sintomas são o mesmo de chocolate. Gordura: o excesso de gordura pode causar doenças hepáticas, obesidade, diarréia, problemas nas penas, além de afetar a absorção de nutrientes. Sal: os psitacídeos não conseguem excretar sal como nós. Por isso, o consumo de sal causa excesso de urina e consumo de água, depressão, hiperatividade, tremores e até morte. Outros alimentos que devem ser evitados: folhas de batata, tomate e feijão, semente e caroços em geral (principalmente os de maçã, damasco, cereja, pêra, ameixa, pêssego e abacate). Brinquedos perigosos Brinquedos são imprescindíveis para seu pássaro, mas alguns cuidados devem ser tomados para que a brincadeira não se transforme em um desastre. Brinquedos com espirais ou qualquer outro acessório que possa prender pescoço ou pernas estão proibidos. Correntes também são proibidas, sejam de metal ou plástico. Tenha também cuidado com a ingestão de partes de brinquedos: isso trava o aparelho digestivo e a ave não consegue se alimentar. Brinquedos com algodão ou poliéster podem soltar fios, onde as aves se enroscam. Lembre-se que o tamanho do brinquedo importa muito; um brinquedo ideal para seu pássaro pode ser perigoso para outro. Gaiolas É vital que seu pássaro não consiga colocar a cabeça entre as barras, pois ele pode quebrar o pescoço e morrer, se ficar enroscado e tentar escapar. Outro perigo são os materiais dos quais as gaiolas são feitas, principalmente zinco, que é venenoso.
  • 48. 45 Analisando os excrementos de sua ave A cor e consistência das fezes nos ajudam a observar a saúde das aves no que se refere ao sistema digestivo. O normal são excrementos constituídos de urina (a parte líquida, não cristalizada), uratos (material branco cristalizado) e fezes (material consolidado, seco, de cor verde a amarronzada, resultante da comida digerida), sem mau cheiro. Fezes A cor das fezes varia muito com a dieta das aves. Pellets vermelhos e frutas vermelhas podem tornar as fezes vermelhas (e não a urina!). Sementes e vegetais verdes produzem fezes verdes. Amoras podem tornar as fezes pretas. As fezes devem ser sólidas e tubulares, enroladas ou não, particionadas ou não. Elas não devem cheirar mal; quando isso ocorre, pode ser sinal de infecções bacterianas. A diarréia geralmente é uma resposta do organismo a doenças, toxinas ou bactérias prejudiciais, mas pode também ser causada pela dieta, como verduras, hortaliças, frutas cítricas e certos alimentos. A diarréia não é um excesso de urina nos excrementos, e sim material fecal em formato não tubular, com consistência mole a totalmente líquida (nos casos mais severos). Conforme a composição desta parte mais líquida, que pode incluir muco (secreção produzida pelas células intestinais), sangue etc, o aspecto se altera. Com isso, temos pistas que ajudam a reconhecer a doença causadora. Veja o significado das cores das fezes ou diarréia: Amarela: deve-se à má absorção e digestão dos alimentos por problemas no pâncreas ou fígado. Esbranquiçada: deve-se a excesso de urato causado por problemas nos rins. Esbranquiçada e gordurosa: inflamação no pâncreas. Escura: pela presença de sangue coagulado e digerido, originário de sangramento no sistema digestivo superior. Vermelha: devido a sangue vivo (ainda não coagulado) vindo de sangramento no sistema digestivo inferior, cloaca ou oviduto. Urina Uratos verdes ou amarelos: doença do fígado ou anorexia Uratos marrons: envenenamento por chumbo Uratos ou urina vermelha: sangramento interno Aumento na quantidade de uratos: desidratação ou problemas nos rins Aumento na quantidade de urina: aumento da ingestão de água ou comida com alto teor de água. Problemas que afetam o sistema digestivo Veja agora alguns dos sintomas mais comuns relacionados a problemas que afetam o sistema digestivo. Em geral, vêm acompanhados de outros sinais comuns a todas as doenças, como apatia e perda de apetite. Fezes amolecidas, com sangue, mal cheirosas e escorridas: São sintomas de Inflamação Intestinal. O sangue é proveniente de hemorragias causadas pela destruição de células intestinais. A região da cloaca fica constantemente suja, o corpo tenso e as penas eriçadas. Pode ser causada por alimentos embolorados, mais comuns em épocas quentes, parasitas e microorganismos. Nestes casos, aparece febre. Através de exame determina-se a causa e o veterinário indica um antifúngico, um antiparasitário ou um antibiótico. Outra causa, bem mais rara, é envenenamento por tinta devido a bicar superfícies pintadas, como a parede na qual a gaiola fica encostada ou o próprio cromado e dourado habitual da
  • 49. 46 gaiola, havendo queda da temperatura corporal em vez de febre. Para curar o envenenamento, usa-se soro, glicose, sulfato de atropina ou antídoto, dependendo do tóxico. Diarréia ligeiramente amarelada, febre com tremores e pulos de um lado a outro, pequenas verrugas na cabeça e dedos: Estes sinais indicam Difteria, conhecida também como Varíola ou Bouba. É causada por um vírus (poxvírus) altamente resistente ao calor e a desinfetantes, mesmo os mais fortes. É muito contagiosa. Em uma segunda etapa causa úlceras na boca, traquéia, pulmões e aparelho digestivo e, por isso, a diarréia ganha uma coloração avermelhada ou escura. Cura-se com antibióticos e dá-se vitaminas para ajudar a cicatrização das úlceras. Diarréia amarelo ocre, às vezes com sangue vivo, mal cheirosa, penas arrepiadas, mais apetite e sede: Sinalizam Colibacilose que atinge principalmente aves com baixa resistência. O micróbio Escherichia coli, que a causa, é transmitido pela água, alimentação e fezes. Toma, através da corrente sangüínea, os sistemas digestivo, respiratório e reprodutivo, inflamando o oviduto (Salpingite) e causando, com isso, o aumento do volume abdominal e dificuldade de evacuação. Inflama também articulações, gerando atrite, fazendo a ave recolher o membro e, eventualmente, bicar o local inflamado. Se a doença atacar com violência pode causar morte rápida. Diarréia esbranquiçada com sangue, ofegar, febre, penas arrepiadas, pulsação acelerada e gemidos de dor: Indicam Salmonelose, também chamada de Paratifo. O contágio é alto. Dá-se através das fezes de pássaros doentes ou de sementes e verduras contaminadas por essas fezes, com mais freqüência em aves debilitadas. Se a mãe, ou outro pássaro que estiver na gaiola com os filhotes, pegar a doença, pode ter certeza - os filhotes também a pegarão. Cura-se com antibiótico, fornecendo bastante água e desinfetando as gaiolas e poleiros usados pela ave doente. A doença atinge, além do sistema digestivo, o sistema reprodutivo e, com menor freqüência, o respiratório, através da circulação do sangue. O índice de mortalidade é alto. Diarréia escura e fraqueza: Pode ser indício de Coccidiose, causada por um dos seguintes protozoários: Eimera sp e Isospora sp. Uma ave saudável e bem alimentada resiste bem ao ataque desta doença, que pode ser controlada com coccicidas ou coccidiostáticos. Mas o pássaro com baixa resistência corre o risco de morrer em poucos dias, devido à desidratação e perda de apetite causadas pela diarréia. O diagnóstico é feito por exame de fezes. Diarréia verde com sangue, tremores, desmaios e convulsões: A Psitacose, também chamada de Ornitose ou Febre de Papagaio, é uma doença grave que ataca papagaios, periquitos, araras e outros psitacídeos, causando comprometimento do fígado, dificuldade respiratória, conjuntivite e sinusite. Pode ser pega também pelos humanos, que ficam com febre, dores em articulações e mal estar. Por isso, em caso de suspeita, não toque na ave, nem na gaiola e mantenha-a isolada em enquanto o veterinário não vier. O microorganismo que causa só é detectado por exame de laboratório. É curada através de antibióticos, tanto nas aves como nas pessoas. Abdômen saliente, fraqueza, diarréia esverdeada às vezes com sangue, eventual incoordenação motora: São indícios de Toxoplasmose ou Lankesterella, doenças raras em aves de cativeiro, provocadas por protozoários que destroem células do fígado, que fica inchado. São doenças graves pois causam lesões irreversíveis no sistema nervoso. Atacam especialmente filhotes. São de cura difícil. Quando no início, pode-se tentar tratamento com antiprotozoários. Ocorrem mais em Pombos. A toxoplasmose é transmissível ao homem, porém nunca pelo contato com ave doente, mas apenas pela ingestão se sua carne, se não estiver bem cozida. Pernas encolhidas, necrose dos dedos, eventual diarréia, dificuldade de respirar e penas arrepiadas: Significa Estafilococose, doença causada pela bactéria Staphylococus sp. Inicia com pequenas lesões, na forma de abscessos na planta dos pés, surgindo a dificuldade de pular de um poleiro ao outro devido à dor - a ave mantém a perna constantemente encolhida. Percebe-se um aumento de volume nas articulações (juntas dos ossos, dos dedos e das pernas). Em seguida, as lesões atacam os dedos, que ficam escuros e sem movimentação devido à necrose e podem cair. É possível a doença avançar ao aparelho digestivo e respiratório. Neste caso, acrescentam-se os sintomas diarréia, dificuldade de respirar e penas arrepiadas. Em pouco tempo a infecção pode se generalizar e causar a morte. A contaminação se dá por via digestiva ou através de feridas. Cura-se com suplementação vitamínica, pomada anti-séptica e antibiótico. Mãe com peito molhado em conseqüência da diarréia dos filhotes: É a chamada Diarréia de Ninho, que atinge filhotes de várias espécies e que, se não for curada de imediato, pode transformar-se em uma enterite, inflamação do intestino que é a principal causa de morte de filhotes. A causa mais comum é a alimentação imprópria que deve ser eliminada logo. Outra possibilidade é uma reação ao ataque de parasitas como sarna, piolho e ácaros, que diminuem a resistência orgânica e com isso provocam a diarréia. Deve-se logo eliminar as parasitas com uma limpeza rigorosa da gaiola e do ninho e uma lavagem com Cândida. A seguir, coloca-se piolhicida atóxico no ninho para eliminar os parasitas que
  • 50. ficaram na mãe e nos filhotes. O molhado do peito da mãe, popularmente chamado de suor, na verdade é própria diarréia dos filhotes devido ao contato físico (as aves não têm glândulas sudoríparas). Magreza com tristeza, eventual diarréia com muita água, estrias de sangue e alimento mal digerido: Pode ser sinal de vermes de vários tipos, que atacam o aparelho digestivo ou o respiratório. É preciso identificar o tipo de verme, por exame de fezes, para saber o remédio adequado e aí obter a cura. Aves que pisam no chão são as mais sujeitas. Vômito, penas arrepiadas, perda de peso progressiva, eventual diarréia: Esta doença atinge os sistemas respiratório e digestivo. O papo fica com uma substância líquida, expelida no vômito. Há dificuldade ingerir alimentos, às vezes diarréia e pequenas placas esbranquiçadas dentro do bico. A Candidíase é causada pela levedura Candida albicans que se prolifera no aparelho digestivo. Atinge aves com baixa resistência. Em caso de dúvida, um exame de fezes permite o diagnóstico. Cura-se com antifúngicos. Olhos fechados, diarréia, prostração que faz encostar o bico no chão: É a Doença de Pacheco, descoberta em 1930 pelo veterinário Genésio Pacheco, causada por um vírus do grupo herpes que se encontra no ar. Ataca o sistema digestivo, além do respiratório, quando há grande baixa de resistência. Só com um exame sofisticado, feito por poucos laboratórios, pode ser confirmada. A cura é muito difícil devido à fraqueza da ave, mas é tentada com imuno estimulantes e complexos vitamínicos. 47
  • 51. 48 A Queda de Penas Nos Psitacídeos Como lidar com uma ave que sistematicamente arranca as suas penas? Por: Sofia Marques (médica veterinária), com a colaboração do Dr. S. Vaughn (Bird Talk) Trata-se de um mistério dentro da medicina aviária. Mas quando este problema nos bate à porta, das duas uma: ou nos habituamos ao fato da nossa ave viver sem penas ou então procuramos ajuda veterinária a que nem sempre é fácil. Vamos aprender as principais causas deste problema e alguns métodos de tratamento. Arrancar as penas é um fenômeno pouco entendido até mesmo pelos profissionais de medicina das aves. Sinceramente, existem muitos casos que são impossíveis de diagnosticar corretamente, fazendo-se apenas um tratamento sintomático! Mas afinal de contas o que é isso de “arrancar as penas”? DEFINIÇÃO Trata-se de um comportamento anormal e aberrante que certas aves (normalmente psitacídeos – papagaios, cacatuas, lóris, araras, etc.) exibem e que consiste na preensão, mastigação ou mutilação das suas próprias penas ou das do seu companheiro mais próximo. As primeiras são facilmente identificáveis, pois sobram as penas da própria cabeça (o bico não chega lá!). Não devemos confundir esta patologia com a preensão normal das penas velhas durante a muda. Portanto não se assuste se vir uma pena no bico da sua ave! SINTOMAS Estas aves têm uma aparência horrível e variável consoante o seu vício. Algumas começam por morder as penas do interior das patas ou as do peito, outras adoram as penas das asas ou mesmo as da cauda. Em qualquer uma delas o aspecto é sempre de uma ave desmazelada com as penas desalinhadas, e com vários graus de perda de penas pelo corpo. Causas Possíveis São tantas mas tantas que tentaremos resumi-las do modo mais simples possível. Problemas Médicos Representam 35 a 40 por cento dos casos. Muitas das vezes os donos não permitem fazer todas as análises possíveis para determinar a verdadeira causa, portanto é provável que esta percentagem seja bem maior. O problema mais vulgar é a mal-nutrição. Se você tem um cão ou um gato compreende isto muito bem: não é verdade que o seu animal, se pudesse, comeria só carne e bolos? Nos psitacídeos acontece o mesmo. Eles viciam-se em determinada semente ou fruto e depois é difícil convencer a ave a comer toda a variedade de alimentos que as rações comerciais têm disponíveis. Se o seu papagaio for fã de sementes oleaginosas (girassol, por ex.) é fácil ficar obeso e isso é uma das principais causas de arranque de penas. Isto porque, segundo se pensa, a acumulação de depósitos de gordura subcutânea podem irritar a pele. Estes animais voltam a ter a plumagem bonita quando o seu peso volta ao normal após uma dieta específica. As aves mais propensas são os papagaios amazonas e as cacatuas. Se a dieta contiver níveis inadequados de certos componentes alimentares essenciais a muda, tais como arginina, riboflavina, niacina ou selênio, isto pode causar stress na plumagem. As raízes das penas vão-se ressentir e ao fim de algumas semanas a ave está a “depenar-se” toda. Temos depois o caso daquelas aves completamente doidas que adoram o sabor das penas. Chegam mesmo a emitir um som de alegria quando saboreiam o gosto da pena recém arrancada. Este comportamento pode ser interpretado como picacismo, uma condição que resulta da falta de minerais essenciais (zinco por ex.)
  • 52. 49 Mas olhe lá! Não se ponha a dar vitaminas sem sentido! Se a ração comercial afirmar ser completa não tem nada que a suplementar. Isto pode conduzir a doença hepática ou pancreática com conseqüências graves, uma das quais é arrancar as penas. Normalmente após a dieta voltar ao normal, a saúde da ave também volta. Existem doenças infecciosas que podem induzir ao arranque da pena. Entre elas destacamos: A aspergilose (fungo que se deposita nas vias respiratórias), Candidíase (levedura) e infecções bacterianas. As cacatuas são propensas à giardíase (protozoário intestinal que dá muita comichão) que se pode manifestar pelo arranque das penas sobre as asas, costas ou no ventre. Doenças do fígado podem causar comichão na pele das pessoas e aparentemente o mesmo acontece nas aves. Isto acontece quando há extravaso de ácidos biliares do fígado para o sangue, que quando em circulação nos vasos subcutâneos dá origem a prurido. O diagnóstico é fácil, basta pesquisar os tais ácidos biliares numa amostra de sangue. Qualquer outra doença que cause inflamação do organismo, seja em que lugar for, pode sugerir à ave arrancar as penas. Por outro lado este vício conduz a infecções secundárias que podem produzir toxinas e mais comichão ainda, agravando o ciclo vicioso. Os fisher são propensos a infecções estafilocócicas (bacterianas) da pele que costumam ser resistentes aos antibióticos. Nestes casos torna-se importante fazer uma cultura bacteriana e um teste de sensibilidade aos antibióticos. Os papagaios amazonas são mais sensíveis às leveduras mas respondem bem ao tratamento médico-dietético. Parasitas tais como ácaros ou piolhos são raros mas não devem ser descartados pelo veterinário. Para o diagnóstico podem-se fazer esfregaços das raízes das penas, análises ao sangue, radiografias, endoscopia ou biópsias à pele. Outra causa são as alergias. Sim, a sua ave pode sofrer de alergia inalatória (pólen, bolores) e mesmo ser alérgica ao fumo do tabaco (sabe-se de um amazonas que fazia alergia nas patas porque o dono segurava-o com as mãos “sujas” dos cigarros). Além disso as aves podem fazer alergia umas às outras ou a outros animais. Alergias alimentares é um campo desconhecido, mas sabe-se que algumas aves são alérgicas aos corantes de certas rações. As aves alérgica respondem bem a banhos de água com aloés vera. Intoxicações são outra causa possível, nomeadamente em aves que debicam tinta seca de parede ou outras superfícies. Os metais pesados são muitas vezes os responsáveis (chumbo, cobre e mesmo zinco). Outra forma de intoxicação é a inalação ou ingestão de produtos de limpeza (tipo “sonasol verde”, lexívia e amónia). Cuidado, portanto. Principais causas do arrancar das penas: - Má nutrição - Obesidade - Excesso de vitaminas - Doença do fígado ou pâncreas - Aspergilose - Candidíase - Giardíase - Infecções de pele por estafilococos - Intoxicações por zinco, chumbo ou cobre - Irritação por causa de detergentes de limpeza - Alergias alimentares - Alergias a outros animais - Alergia a tabaco ou outros fumos
  • 53. 50 Causas Emocionais Apesar de extremamente subjetivo, vamos apresentar algumas situações que podem conduzir ao stress e arrancamento das penas. Muitas pessoas tendem a encher de mimos a ave recém adquirida pelo menos durante os primeiros 12 meses. Depois de passada a novidade, alguns deixam de prestar tanta atenção, até porque certas pessoas enchem-se de expectativas acerca dos seus animais de estimação e quando eles não correspondem a essas expectativas, o pássaro pode ficar muito para segundo plano. Até pode passar a ser um frete fazer a limpeza da gaiola. Outras vezes a entrada de outra ave, ou animal de estimação ou mesmo quando o dono decide casar ou ter filhos e a atenção passa a ficar dividida, a ave enche-se de ciúmes e frustração e passa a arrancar as penas para chamar a atenção. É engraçado que o psitacídeo que convive sozinho com os donos escolhe o humano favorito como seu parceiro. Ridículo, não é? Mas a ave não pensa assim. Tanto que muitas vezes o arrancar das penas traduz uma frustração sexual. A separação da ave do seu companheiro humano pode ser uma experiência traumatizante. Se outros humanos estiverem a assistir às sessões de brincadeira com o dono favorito podem ser encarados como intrusos no seu relacionamento, podendo ser rechaçados a bicadas e expressões de desafio. Estas aves deliciam-se em arrancar as penas só para ver os donos a correr para eles para lhes dizer “Então meu querido, não faças isso! Gosto tanto de ti”. Por isso nestes casos os donos não devem estimular este comportamento, e não lhe devem ligar importância. Verão que esta reação terá benefícios a longo prazo. A título preventivo, não preste demasiada atenção à sua ave de estimação se não puder manter esse cuidado pela vida fora. Brinque com ela 1 a 2 horas por dia, mas o resto do tempo permita-lhe ter a sua própria independência. Deixar a televisão ligada perto dos psitacídeos é um fator positivo que estimula tanto a visão como a audição das aves prevenindo o aborrecimento. Sobretudo não subestime a inteligência destes animais. Um ser vivo tão esperto e ativo é de se esperar que desenvolva problemas comportamentais tais como arrancar as penas ou guinchar caso se aborreça dentro de uma gaiola por falta de atenção ou estímulos para a brincadeira. Falta de Água e Luz Solar Existe um terrível mito que diz que se o papagaio se molhar apanha uma corrente de ar e morre. Isto é FALSO! Os psitacídeos necessitam tanto de banhos regulares (de preferência de “chuveiro” por uma torneira a correr) como de luz solar (ou pelo menos luz artificial que imite a luz natural). Forneça o banho à sua ave pelo menos uma vez por semana, especialmente no Verão pois além de quente o nosso clima é muito seco nessa altura do ano. As cacatuas são as aves que mais necessitam de banho. A sua pele produz uma espécie de caspa que deve ser removida regularmente senão provoca muita comichão. A radiação ultravioleta é importante para a conversão da vitamina D essencial para haver uma boa absorção de cálcio no intestino. A luz solar tem outros papéis preponderantes no metabolismo das aves, mas que a ciência só agora começa a descobrir. Portanto se não puder fornecer boa luz solar direta (sem ser por meio do vidro da janela), adquira uma boa lâmpada fluorescente específica para o efeito. Alterações Ambientais desencadeadoras de Stress Se treinar a sua ave a obedecer a vários comandos (Do tipo: “dá a pata” ou “para cima” ou “para baixo” etc.) isso dará segurança emocional ao animal. Se a sua ave viver anos a fio no mesmo sítio, exposta às mesmas condições e de repente haver alterações radicais no seu meio onde vive, é quase certo que vai haver arranque de penas. Obras em casa, viver numa cozinha cheia de fumos e cheirosos condimentos, conviver com crianças abusivas que não respeitam a ave ou ainda morar numa casa em que o casal não se entende e a ave é que paga as favas... bem, tudo isto e o que o caro leitor possa imaginar, é mais que suficiente para transformar uma linda ave de estimação numa ave careca. Então como posso prevenir? Mude a gaiola de lugar regularmente. Troque-lhe os brinquedos com freqüência. Leve-a a passear cá fora sempre que a temperatura ambiental o permitir.
  • 54. Tratamento para Aves que Arrancam as Penas Em primeiro lugar, sem se estabelecer o diagnóstico correto, não há tratamento eficaz. Os exames podem ser muito onerosos ou impossíveis de efetuar em certas clínicas. Mas se realmente esses testes derem positivo, não só trata o problema das penas como provavelmente salva a vida do animal. Só quando todas as análises efetuadas dão negativo é que se pode pensar em problemas psicológicos. A causa mais comum é realmente a dieta, portanto a sua resolução não é dispendiosa. Não esqueça de fornecer uma boa ração orgânica completa específica para psitacídeos (é que nem só de sementes vive a ave!). Antiinflamatórios naturais tais como a aloés vera são muito úteis, quer no banho que por meio de aspersão (1dl num litro de água). Não se esqueça dos banhos regulares. Não é normal um psitacídeo detestar água. Habitue-o desde cedo. É claro que os problemas médicos têm o seu tratamento específico (antibióticos, antifúngicos – por vezes a terapia pode durar tanto como 6 meses! E a giardíase responde bem ao metronidazol). Em caso de suspeita de problemas alérgicos o melhor é remover a ave para outra casa durante 3 meses. Se houver melhoras há que descobrir o alérgeno responsável (que se for o tabaco que o dono fuma pode levar a decisões drásticas). Em caso de suspeita de problemas comportamentais, deve consultar o seu veterinário em busca de aconselhamento. Sobretudo nada de mimar demasiado a ave para meses mais tarde não lhe ligar importância nenhuma. Castigue o mau comportamento (basta colocar a ave num quarto às escuras durante alguns minutos, fora da atenção do dono). Recompense o bom comportamento com atenção e guloseimas (frutas frescas). Não esqueça a boa iluminação e banhos de água regularmente. Em última instância pode-se recorrer aos medicamentos psicotrópicos para acalmar o comportamento negativo da ave (prozac, serenelfi, p.ex). Algumas aves reagem muito bem, outras reagem mal e outras nem sequer lhes faz nada. Portanto caro leitor, estamos perante um problema complexo. Afinal não é só o piolho que faz cair a pena! Pouco se investiga nesta área (claro que muito menos no nosso país!). Colabore diretamente com o seu veterinário em busca da melhor solução. 51
  • 55. Anatomia e Fisiologia Geral Ovos O Ovo é uma célula produzida por uma fêmea, com a capacidade de se desenvolver em um novo indivíduo. O desenvolvimento pode acontecer tanto dentro do corpo da mãe como fora, quando então terá uma capa protetora de calcário a casca. O vitelo nutre o embrião em desenvolvimento. Ovos que se desenvolvem dentro da ave mãe, geralmente têm pouco vitelo, pois o embrião é nutrido pela própria mãe. Ovos que se desenvolvem fora, também podem possuir pouco vitelo caso eles sejam de animais cujos recém nascidos passam por um estágio larval e que se alimentam enquanto não atingem a fase adulta. Os ovos com casca das aves contêm vitelo suficiente para sustentar o embrião até o nascimento de uma versão jovem do adulto. Penas As penas são estruturas epidérmicas peculiares, constituídas por um revestimento do corpo leve e flexível, mas resistente com inúmeros espaços aéreos úteis como isolante. Protegem a pele contra o desgaste e as penas finas, achatadas e sobrepostas das asas e da cauda formam superfícies para sustentar a ave durante o vôo. O crescimento de uma pena começa, com uma papila dérmica local, forçando para cima a epiderme sobreposta. A base deste primórdio de pena aprofunda-se em uma depressão circular, o futuro folículo, que manterá a pena na pele. As células epidérmicas mais externas do primórdio formam uma bainha lisa cornificada, chamada periderme, dentro da qual outras câmaras epidérmicas dispõem-se em costelas paralelas, uma maior mediana formando a futura ráquis e as outras produzindo as barbas. O pigmento para a coloração é depositado nas células epidérmicas durante o crescimento no folículo, porém não depois. 52
  • 56. Quando o crescimento termina, rompe-se a bainha e é retida por alisamento com o bico, aí a pena distende- se em sua forma completa. 53 A coloração variada das penas resulta principalmente de pigmentos depositados durante o crescimento e características estruturais que causam reflexão e refração de certos comprimentos de onda, cores estruturais. O conjunto de todas as penas de uma ave é chamado de plumagem e o processo de substituição das penas é conhecido como muda. As penas das aves que vivem na água são impermeabilizadas através de um óleo lubrificante que elas próprias produzem e espalham com o bico, em uma glândula especial chamada uropigiana, próxima da região da cauda. Princípios Básicos na Criação Profissional de Psitacídeos (Periquito australiano, Calopsitas, Agapornis, Lóris, Rosellas, etc.) Rodrigo Silva Miguel - médico veterinário (CRMV SP 10552). Criador de Aves Ornamentais. Tel (15) 231-9122, (11)9251-9943 A criação de Psitacídeos ou aves de "Bico Torto", como muitos a conhecem, é a mais conhecida na avicultura informal, ou seja, é a mais popular entre os leigos. O colorido exuberante das várias espécies criadas hoje no Brasil (periquito australiano, calopsitas, agapornis, lóris, rosellas, etc ) é um grande atrativo até para os gostos mais exigentes. Aliado a isso há a capacidade de "falar" de várias dessas espécies e ainda a facilidade dessas aves tornarem-se "pets", ficando soltas nos ombros de seus donos e pela casa toda. Por esses motivos, e por dotar de um clima privilegiado, o Brasil é hoje um dos maiores criadores do mundo em aves ornamentais, possuindo exemplares de padrão internacional e criadores reconhecidos por toda a Europa e América do Norte. Sendo assim, o futuro criador terá acesso a um dos melhores plantéis do mundo para iniciar sua criação, seja ela hobby ou comercial. Começando a Criação O primeiro passo para se iniciar uma boa criação é procurar se informar a respeito das espécies que deseja obter, em livros e publicações especializadas e com criadores experientes que terão o maior prazer em orientar.
  • 57. 54 Decidida a espécie ou as espécies que comporão o novo criadouro, o iniciante deve tomar alguns cuidados básicos para não incorrer em pequenos erros que muitas vezes desestimulam. É muito importante ter em mente que não existem fórmulas fixas para se começar uma criação; é preciso vontade, disposição e algum espaço para se apaixonar por essa atividade fascinante. A partir da determinação do espaço, seja ele em casa, na empresa, apartamento ou sítio, o criador deve providenciar as instalações adequadas às suas intenções e aos métodos de criação que são dois: Colônia - viveiro que reúne vários casais da mesma espécie ou de espécies diferentes. A criação em colônia é bastante decorativa, menos dispendiosa e bastante prática, exigindo menos mão de obra e tempo; porém existem algumas desvantagens com a possibilidade de brigas e de acasalamentos indesejáveis. Há espécies mais ou menos agressivas umas com as outras e entre si, e isso deve ser levado em conta na formação da colônia, bem como os seus hábitos alimentares. A tabela a seguir dá uma noção de algumas características particulares das espécies mais criadas e da possibilidade de se associá-las. espécie / característica AGRESSIVIDADE INTRAESPÉCIE AGRESSIVIDADE INTERESPÉCIE HÁBITOS ALIMENTARES PERIQUITO + + + + 1* AGAPORNIS + + + 2* CALOPSITA - - 2 RED HUMPED - - 2 NEOPHEMAS - - 2 ROSELLAS + + + 3* RING NECKED + + 3 LÓRIS + + + 4* 1. Sementes de pequeno porte + verduras 2. Sementes de pequeno e médio porte + verduras, frutas e grãos 3. Sementes de pequeno, médio e grande porte + verduras, frutas e grãos 4. Somente frutas A tabela pode ajudar a associar as espécies de sua preferência, mas a observação é essencial pois há casos particulares de agressão e/ou inibição de algumas espécies por outra. Deve-se tomar cuidado com a espessura do arame da tela do viveiro pois os psitacídeos são exímios fujões que cortam com o bico telas de arame muito fino. Outro cuidado é colocar poucos poleiros de espessura variada no viveiro para proporcionar área de vôo para o exercício das aves. Os cochos de comida e bebedouros devem ficar abrigados da chuva e do sol, bem como do contato com as fezes das aves. Os recipientes com comida molhada devem ser de vidro ou louça e lavados diariamente pois estas estragam com muita facilidade. Os ninhos devem ser de madeira, em forma de caixa, com uma entrada circular e tamanho variável de acordo com a espécie. Não há formato ideal de ninho, a única condição é que os mesmos sejam suficientemente grandes para abrigar o casal e os futuros filhotes. Na colônia, os ninhos devem ficar no alto, lugar de preferência das aves, todos na mesma altura e em número maior que o número de fêmeas para evitar brigas. Individual - sistema de criação em gaiolas onde são colocados casais isolados. É o sistema adotado pela maioria dos criadores por permitir o acasalamento visando a seleção exata de cor e/ou características desejáveis em aves de concurso. A criação individual evita brigas entre casais e a consequente perda de filhotes, facilitando o controle de produção e dos produtos propriamente ditos. As gaiolas devem ser de arame galvanizado com grade no fundo que deve ser limpa e desinfetada periodicamente; deve ter uma porta exclusiva para o ninho e no máximo dois poleiros para permitir o
  • 58. 55 exercício das aves. O tamanho varia de acordo com a espécie, sendo o formato retangular o mais indicado para criação. O adensamento de gaiolas deve ser cuidadoso pois pode gerar um ambiente carregado, com superpopulação, o que é propício a proliferação de bactérias de todos os tipos, além de ácaros e outros parasitas que podem dizimar a sua criação. A Escolha das Aves Depois de ler a respeito das espécies escolhidas, o novo criador deve visitar criadouros e exposições para definir a linhagem que lhe agrada. A princípio não deve escolher aves de excelente padrão zootécnico pois estas, via de regra, são muito caras e de difícil reprodução. Deve-se escolher aves de padrão intermediário e em perfeitas condições de saúde para o primeiro ano de criação. É muito importante saber a idade dessas aves que devem estar aneladas com anel da associação de onde o criador é filiado. Esse anel contém, entre outros dados, o ano de criação da ave. Para colônia as aves devem ser todas da mesma idade aproximada e nunca terem criado, ou seja, filhotes do ano anterior, pois isto, diminuirá as chances de briga e/ou domínio de algumas aves mais velhas sobre as outras. Para a criação individual pode-se adquirir aves mais experientes porém nunca portadoras de vícios nem acima de três anos de idade; o criador idôneo alertará quanto a possíveis problemas. Quarentena Adquiridas as aves, sua introdução no criadouro deve ser acompanhada de alguns detalhes no que diz respeito à prevenção de algumas doenças oportunistas. A mudança de ambiente gera um alto nível de estress, deixando a ave susceptível a ação de bactérias naturais de seu próprio organismo que, por uma queda na resistência, podem tornar-se patogênicas. O mesmo acontece com endo e ectoparasitas. Assim a introdução no criadouro deve ser acompanhada de uma boa suplementação vitamínica que vai ajudar a acelerar a recuperação do sistema imune da ave. A primeira semana no criadouro deve ser de cuidados com desparasitação dessas aves (piolhos, vermes, etc), além de muita tranquilidade e uma alimentação de boa qualidade e parecida com a que recebia em seu antigo lar (mudanças bruscas de alimentação também não são aconselhadas). Tomados os devidos cuidados e estando a ave em boas condições de saúde, o sucesso de sua chegada está garantido; porém se aparecerem sinais de doença (espirros, penas eriçadas, falta de apetite, etc) procure um veterinário e prossiga no isolamento até que seja restabelecida sua saúde. Não use medicamentos indiscriminadamente pois estes muitas vezes pioram a situação ou simulam falsas melhoras. No caso da introdução de novas aves no plantel, o cuidado deve ser redobrado pois o contato entre aves criadas em locais diferentes pode expor as duas partes a novos agentes infectantes aos quais não estão imunizados. A nova ave deve passar por uma quarentena fora do criadouro onde será desparasitada, observada e suplementada com vitaminas para depois, em perfeitas condições de saúde, adentrar o criadouro. Este é um dos principais pontos para se prevenir catástrofes na sua criação. Alimentação A boa nutrição é a chave para uma boa criação. Conhecendo os hábitos alimentares de suas aves, o criador deve fornecer uma dieta balanceada e rica em vitaminas e minerais. a) Sementes - são a base da alimentação da maioria dos psitacídeos e devem ser adquiridas com cuidado, rejeitando-se excesso de pó, agrotóxicos e impurezas em geral. As sementes também devem ser novas e bem armazenadas para evitar fungos e bolores.
  • 59. 56 As mais indicadas para os psitacídeos são: alpiste, painço, girassol, aveia, painço verde e nabão. As porcentagens de cada semente variam de espécie para espécie porém sempre tomando cuidado com a aveia (engorda demais as aves) e com o girassol (tem alta taxa de gordura e por isso limita a absorção de outros nutrientes como a proteína). Estes devem ser usados de maneira comedida para evitar problemas futuros. b) Ração - existem no mercado poucas opções de rações específicas para psitacídeos, por isso é hábito entre os criadores fornecer ração para cães às aves o que dá bons resultados desde que empregada com moderacão (duas vezes por semana) pois estas podem provocar problemas como a gota úrica causada por consumo excessivo de proteína. c) Alimentos molhados - esses alimentos são determinantes na criação de psitacídeos pois estimulam a reprodução e são a base da alimentação dos filhotes. Devem ser administrados de forma variada e sempre frescos. Cenoura, beterraba, milho verde, maçã, verduras verde escuras (alface pode causar problemas de diarréia) são bons exemplos de alimentos molhados naturalmente. Outro tipo de alimento que vem dando ótimos resultados como fonte de proteína e vitaminas são os grãos cozidos (feijão, lentilha, soja, arroz integral, ervilhas, etc); eles são ótimas fontes de proteína, vitaminas e ainda de fibras para a digestão. d) Minerais - a administração de minerais é fundamental na criação de aves pois alguns deles são indispensáveis à manutenção da vida e à reprodução. A alimentação de boa qualidade fornece as quantidades necessárias da grande maioria dos minerais essenciais à ave, porém, no caso do cálcio onde a exigência é bem maior (o cálcio é fundamental na formação dos ossos e da casca do ovo) é preciso que se suplemente. Existem no mercado vários produtos à base de carbonato de cálcio para a alimentação de aves; esses produtos devem ser deixados à disposição da ave misturados com areia lavada que auxilia na digestão dos alimentos. e) Água - é o elemento essencial à vida, sendo indispensável o seu fornecimento diário sempre fresca e límpida. A suplementarão vitamínica, além dos casos já citados, deve ser feita nos períodos de reprodução e muda, e no caso dos psitacídeos, deve ser adicionada ao alimento molhado pois o consumo de água pelos mesmos é reduzido. Reprodução A sexagem de algumas espécies de psitacídeos é complicada pois estes não apresentam dimorfismo sexual, ou seja, macho e fêmea possuem a mesma aparência. Nesse caso deve-se recorrer a métodos científicos como a cariotipagem ou a laparoscopia que são feitos por veterinários especializados e evitam muita perda de tempo. A maioria das espécies de psitacídeos tem tendência à monogamia, só acasalando novamente quando da morte ou afastamento total do parceiro (visual e auditivo). O maior índice de promiscuidade é do periquito australiano onde o macho chega a acasalar com três ou quatro fêmeas e troca de fêmea facilmente, assim como a fêmea aceita gala de mais de um macho. O comportamento reprodutivo varia de espécie para espécie, assim como o número de ovos e o tempo de incubação, mas em geral, são todos bons criadores revezando (macho e fêmea ) tanto no choco quanto na alimentação dos filhotes. O acasalamento deve ser feito entre aves em perfeitas condições de saúde e não obesas para evitar muitos problemas e muita perda de tempo. Após o acasalamento, o casal vai cuidar de preparar o ninho e só após a confecção do mesmo é que ocorrerá a gala e o início da postura que ocorrerá frequentemente no período da manhã, período este em que deve-se evitar mexer nos ninhos (até 10:00h). Terminada a postura, na maioria das espécies, o casal vai se revezar no choco e a mesma atitude se dá quando da alimentação dos filhotes até o seu "desmame " definitivo.
  • 60. O anelamento dos filhotes deve ser feito cuidadosamente por volta do oitavo dia de vida e os mesmos devem ser observados nos dias subsequentes para evitar mortes por mutilação ou rejeição da mãe. Após saírem do ninho, os filhotes ainda serão alimentados pelo pai por alguns dias enquanto a fêmea prepara nova postura; nessa hora deve-se fazer a limpeza do ninho. Se a postura começar antes dos filhotes deixarem o ninho, pode-se retirá-los e colocá-los no fundo da gaiola onde serão alimentados pelo pai ou, se estiverem muito pequenos, poderão ser transferidos para outro ninho com filhotes da mesma idade. Após estarem comendo sozinhos, devem ser separados dos pais e colocados em gaiolas ou viveiros que lhes permitam voar e desenvolver-se à vontade. Manutenção da Saúde A saúde das aves está apoiada no esquema representado a baixo: DESNUTRICÃO - QUEDA DE RESISTÊNCIA - INFECÇÃO A ação do criador deve ser preventiva atuando nos níveis de desnutrição e queda de resistência com as armas da boa nutrição, suplementação vitamínica e prevenção de agentes estressantes que também geram queda de resistência como superpopulação, piolhos e outros ácaros, excesso de poeira e sujeira, barulho excessivo, etc . O controle dos níveis de infecção do meio ambiente pode ser feito através de limpezas periódicas das instalações e desinfecção das mesmas. Muito cuidado com varreções que podem levantar uma enorme quantidade de micropartículas e afetar o sistema respiratório das aves. A desinfecção pode ser feita com produtos clorados (água sanitária) na diluição de 1:3 em água e usados após lavagem para retirar a sujeira. O controle de piolhos e outros ácaros pode ser feito com a diminuição da sujeira (poeira) no criadouro e com o uso de aerosóis próprios para eliminar esse tipo de agente. Com um bom manejo, boa comida e aves em boas condições de saúde, o novo criador terá o privilégio de experimentar o fascínio que esta atividade antiquíssima vem despertando nos homens através dos séculos. 57
  • 61. Fotos de Parentes Cuidado, as fotos podem despertar paixões... Papagaios Papagaio Orelha Amarela Papagaio Marron Papagaio-de-barriga-amarela Papagaio-galego Papagaio-goiaba Amazona auropalliata 58
  • 62. Amazzona (Papagaios) Loro Araras Arara Azul Lear (Araruana) 59
  • 63. Ararinha Azul Ararinha de Colar Ararana Maracanã-de-cara-amarela Maracanã-do-buriti Arara nanica (ararinha) Arara Nobre Ararajuba Guaruba Tanajuba Arara-da-patagônia Periquito-barranqueiro Aratinga Aratinga de Pincel 60
  • 64. Jandaia (Aratinga) Jandaia Mineira Maritaca Curica-pequena Curica-verde Curica Araçuaiava Cica Sabiá-cica Cacatuas Cacatua Major Cacatuas Gang Gang 61
  • 65. Agapórnis Forpus Periquito / Periquito Australiano Periquito de Colar Periquito-de-cabeça-negra Príncipe-negro Periquito-da-carolina (extinta) Kakariki Red Fronted Louro Meyer 62
  • 66. Galah Galatiel Loriculus galdulus Latah Loris Loris Arco-íris Loris Red Colar Loris Purple Crowned Loris Musk Mutação 63
  • 67. Psittaculla derbiana / Mustache Aprosmictus erythropterus Eclectus Anacã Curica-bacabal Hia Probosciger aterrimus Psittacula derbyana Psittaculirostris edwardsii Psittrichas fulgidus Prosopeia personata Deroptyus accipitrinus Cyclopsitta diophthalma Melopsittacus undulatus 64
  • 68. Marianinhas (pionites) Jacó Pyrrhura Brotogeris Brotogeris jugularis Trichoglossus haematodus Strigops habroptilus Coracopsis nigra Ring Neck (Psittacula) 65
  • 69. Touit Pionus Pionopsitta Tiriva 66

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