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As abordagens de clusters e de sistemas de inovação

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  • 1. Universidade Federal FluminensePROFESSOR PESQUISADOR ANTONIO FERNANDO NAVARRO, M. Sc.PROFESSOR ORIENTADOR MIGUEL LUIZ FERREIRA RIBEIRO, D. Sc.CLASSIFICAÇÃO DO ASSUNTO Organização da ProduçãoREFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA SILVESTRE, B.S.; DALCOL, P.R.T. As abordagens de clusters e de sistemas de inovação: modelo híbrido de análise de aglomerações industriais tecnologicamente dinâmicas. Revista Gestão Industrial - UTFPR, v.2, n. 04, p. 99-111, 2006.PALAVRAS-CHAVE Aglomerações industriais; Clusters; Sistemas de inovação.OBJETIVO O trabalho apresenta uma nova abordagem de organização da produção, através da análise de aglomerações industriais com conteúdo tecnológico significativo, atuantes na área de petróleo e gás, na região da Bacia de Campos/RJ. A partir dessa abordagem desenvolve um modelo híbrido para a análise de aglomerações, utilizando as vertentes de sistemas setoriais e tecnológicos de inovação, buscando os aspectos relacionados ao desenvolvimento de capacitações tecnológicas, mudanças tecnológicas e inovações.METODOLOGIA DE PESQUISA (E/OU MÉTODO DE CONSTRUÇÃO) O estudo foi desenvolvido em bases teóricas, centrado nas abordagens de clusters e de sistemas de inovação setoriais e tecnológicos, em função do fato, segundo os autores, de possuírem esses uma maior correlação com aglomeração industriais e por apresentar retrospecto recente de dinamismo e consolidação. Para tal, empregou uma revisão bibliográfica anexa ao artigo, destacando modelo como o proposto, testado em aglomeração industrial de petróleo e gás na região da Bacia de Campos, esse comEscola de EngenhariaUniversidade Federal FluminenseRua Passo da Pátria, 156, sala 265, bloco DSão Domingos | Niterói | RJ | 24210-240Tel.: +55 21 2629-5564Fax: +55 21 2629-5420 1|3
  • 2. Universidade Federal Fluminense resultados promissores (SILVESTRE, 2006). A origem desse processo de abordagem foi baseado em trabalho desenvolvido por Alfred Marshall (1920), trabalhando em aglomerados, também conhecidos por distritos industriais, milieus, clusters, arranjos, sistemas e outras, partindo do pressuposto de que todas as empresas localizadas dentro de um aglomerado industrial aproveitam das vantagens ofertadas e do sinergismo das estratégias. Em outra avaliação que serviu como base para o estabelecimento do modelo, empregou-se conceito estabelecido por Albu (1997), no qual os clusters podem ser conceituados, além do aspecto da aglomeração física, por sua especialização produtiva e pela existência de uma rede de relacionamentos entre firmas, que podem ser de natureza mais ou menos complexa e, conseqüentemente, mais ou menos dinâmica e geradora de vantagens competitivas para as mesmas. ALBU, M. Technological Learning and Innovation in Industrial Clusters in the South. Electronic Working Paper nº 7, SPRU, 1997. MARSHALL, A. Principles of Economics. Eight Edition, Macmillan, London, UK, 1920. SILVESTRE, B. S. Aglomeração Industrial de Petróleo e Gás da Região Produtora da Bacia de Campos: Conexões de Conhecimento e Posturas Tecnológicas das Firmas. Tese de Doutorado, DEI/PUC-Rio, 2006.CONCLUSÃO (PRINCIPAIS RESULTADOS, POLÊMICAS E CONCLUSÕES) A abordagem dos Sistemas Setoriais de Inovação complementa a abordagem dos sistemas de inovação (local, regional e nacional) e dos sistemas tecnológicos. Essa abordagem foca a inovação em um setor específico, ou seja, concentrado dentro dos limites setoriais, através de uma visão multidimensional, integrada e dinâmica dos setores a fim de analisar a inovação. Essa abordagem pode ser afetada por 3 fatores básicos: • Conhecimento e tecnologia – base particular de conhecimento, tecnologias e insumos do setor; • Atores e redes – são organizações ou indivíduos • Instituições – as quais possuem normas, rotinas, hábitos comuns, leis, e outros fatores mais, diferentemente da noção intuitiva em relação ao termo. É necessário ressaltar que tão importante quanto a existência de um sistema de conhecimento robusto é a capacidade de absorção desse conhecimento pelas empresas envolvidas no processo. A abordagem de cluster é geralmente empregada em um contexto que apresenta algumas características específicas, encontradas basicamente em aglomerados de produção e de transformação de produtos manufaturados. O modelo proposto foi aplicado com sucesso, segundo os autores, em estudo empírico realizado na aglomeração industrial de petróleo e gás da região produtora da Bacia de Campos, gerando resultados promissores no entendimento dos aspectos já citados (SILVESTRE, 2006) SILVESTRE, B. S. Aglomeração Industrial de Petróleo e Gás da Região Produtora da Bacia de Campos: Conexões de Conhecimento e Posturas Tecnológicas das Firmas. Tese de Doutorado, DEI/PUC-Rio, 2006.OPINIÃO (PONTOS FORTES E FRACOS) Pontos fracos abordados: As premissas de que os clusters agregam vantagens para as empresas consorciadas ou grupadas têm sido mais observadas em países intensamente inovadores do Hemisfério Norte. Há evidências empíricas que apontam para o fato de que a atividade econômica agrupada geograficamente de um setor particular, por si só não representa nenhuma vantagem para as empresas aliEscola de EngenhariaUniversidade Federal FluminenseRua Passo da Pátria, 156, sala 265, bloco DSão Domingos | Niterói | RJ | 24210-240Tel.: +55 21 2629-5564Fax: +55 21 2629-5420 2|3
  • 3. Universidade Federal Fluminense localizadas. Para esse grupo de pesquisadores, se a teoria se apresenta promissora o mesmo não ocorre com os estudos empíricos, que mostram resultados desapontadores. São os ditos clusters não-dinâmicos, não-maduros, estáticos, em declínio, atrasados, entre outros (MASKELL e MALMBERG, 2002; MARTIN e SUNLEY, 2001; BEAUDY e BRESCHI, 2003; BATISTA e SWANN, 1998; BOSCHMA, 2004). Ainda de acordo com os autores, há mais algumas limitações da abordagem de clusters, tais como a carência de validação empírica satisfatória dos mecanismos teóricos apresentados. Pontos fortes abordados: Os clusters podem apresentar algumas vantagens para as empresas agrupadas, tendo em vista que, por estarem interligadas, teoricamente, encorajariam os fluxos de informação e a colaboração entre si. BATISTA, R.; SWANN, P. Do firms in Clusters innovate more? Research Policy 27, pp. 525-540, 1998. BEAUDRY, C.; BRESCHI, S. Are firms in clusters really more innovative? Economics of Innovation and New Technologies, Vol. 12(4), pp. 325, 2003. BOSCHMA, R. Does geographical proximity favour innovation? Paper presented on 4th Congress on Proximity Economics, Marseilles, 2004. MASKELL, P.; MALMBERG, A. Localised Learning and Industrial Competitiveness. Localised Journal of Economis 23, pp. 167-185, 1999. MARTIN, R.; SUNLEY, P. Deconstructing clusters. Paper presented at the RSA Conference on Regionalising the Knowledge Economy, London, 2001.Escola de EngenhariaUniversidade Federal FluminenseRua Passo da Pátria, 156, sala 265, bloco DSão Domingos | Niterói | RJ | 24210-240Tel.: +55 21 2629-5564Fax: +55 21 2629-5420 3|3